BANCADA DIRECTA: Agora é que o “bailinho” vai começar! E acabou-se “esta linda brincadeira”. As mordomias voaram e apareceram os “sacrifícios”.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Agora é que o “bailinho” vai começar! E acabou-se “esta linda brincadeira”. As mordomias voaram e apareceram os “sacrifícios”.

Agora é que o “bailinho” vai começar! E acabou-se “esta linda brincadeira”. As mordomias voaram e apareceram os “sacrifícios”.
O país assistiu ontem, incrédulo, a mais uma actuação de Alberto João Jardim. O presidente do Governo da Madeira anunciou um verdadeiro choque fiscal para a região – um plano de austeridade, provavelmente, mais duro (o que não é verdade) do que aquele que é conhecido para o Continente – com a leveza de quem agora chegou. Mas no seu discurso dá a entender que a Madeira não perdeu a sua autonomia, mas os factos e as condições mostram o contrario. Alberto João já não pode fazer o que quer. Tem de se sujeitar às orientações do Governo da Republica. E adeus inaugurações a granel.

A realidade é, sempre, mais dura, mais resistente, mais teimosa do que o melhor dos discursos, a melhor das comunicações. Alberto João Jardim não só levou a Madeira para uma situação de protectorado - em que a autonomia regional é apenas um eufemismo - como vai ter de governar em austeridade, o que não deixa de ser um castigo irónico.
Nunca houve qualquer duvida que o povo madeirense gostava e gosta de Alberto João. O desenvolvimento da ilha, fora do normal nos tempos de crise que eram normais nos últimos anos levavam o povo a crer que as finanças da Madeira eram conotadas com um poço sem fundo. E o povo andava contente quando contemplava a grandiosidade daquelas auto estradas, daqueles viadutos enormes e túneis eficientes. Alberto João ocultava habilmente as dividas que ia fazendo, sem possibilidades de as pagar (segundo dizia era só para chatear o Sócrates). O povo continuava contente e quando podia dava largas ao seu “bailinho”. E quando Teixeira dos Santos achou que a situação já era incomportável para o erário público e teve a coragem de dizer não, foi o bom e o bonito. Tribunal com este malandro.

A partir de agora o “bailinho” vai começar, mas com outra música e outros passos de dança. Agora, Jardim vai viver outra realidade, ou melhor, a realidade. Porque os seus eleitores vão sofrer já a partir do próximo ano um agravamento fiscal sem paralelo, mesmo comparando com as medidas de austeridade que estão previstas para o Continente nos próximos dois anos. Porque o ajustamento tem de produzir efeitos visíveis já em 2012 e porque se um dos males do País é a dependência do Estado, na Madeira só existe governo regional. Mas não vai ter os meios, o orçamento, para compensar estes impactos que, infelizmente, obrigarão a um empobrecimento brutal da região. Só o IVA aumenta seis pontos em apenas um ano.
O plano - que ainda não se conhece em toda a sua extensão - não é mau nem bom, é o possível, diz Alberto João Jardim. Também não é isso, é o plano necessário para garantir que os desvarios da Madeira são pagos pelos madeirenses, como prometeu o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

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