BANCADA DIRECTA: O seguro morreu de velho. Mas o Seguro do PS actual já foi agarrado pela Troika e pelo Governo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O seguro morreu de velho. Mas o Seguro do PS actual já foi agarrado pela Troika e pelo Governo

Fragmentos e Opiniões de Bancada Directa

O seguro morreu de velho. Mas o Seguro do PS actual já foi agarrado, e manietado, pela Troika e pelo Governo

Uma coisa é certa. Há objectivos – suportados por ideias ideológicas, podem ter a certeza – que têm de ser alcançados e nada têm a ver com os programas de recuperação da nossa economia. Umas coisas não se podem misturar com as outras. Pelo menos eles pensam assim. Nós por cá não alinhamos nisso. Com estas medidas de austeridade as condições de vida dos portugueses não vão melhorar. Pelo menos nos estritos moldes em que estes programas foram elaborados e vão ser cumpridos. Portugal é um bom aluno e a Troika gosta disso.
Estão à vista por todo o lado os resultados dos programas de austeridade. Recessão, desemprego, empobrecimento, tudo em homenagem a uma visão fanaticamente ideológica da economia.
O "sucesso" de que fala a "Troika" é o sucesso de haver em Portugal um Governo que aplica com o mesmo fervor ideológico, porventura até superior, as medidas de austeridade nele previstas.

Mas António José Seguro, o actual leader do PS não aguarda decisões favoráveis para o que pretendia, por exemplo, para haver apenas em 2012 o corte de um subsídio. E não levaram em linha de conta a sua incompreensão sobre a real e verdadeira justificação de haver dois cortes de ordenados dos funcionários e reformados da Função Pública, que foi aprovado pelo Governo, pelo menos nos próximos dois anos. O que até se duvida…...
Numa altura em que por todo o lado – em Portugal, até o Presidente da República - se apercebeu que a crise do euro, manifestada na zona euro sob a forma de crise da dívida, não pode ser combatida com medidas de austeridade draconianas destinadas a restabelecer um certo equilíbrio orçamental, mas antes atacando a raiz do problema, que está antes de mais nos bancos – no imenso lixo tóxico que inunda os seus balanços – e depois na chamada “arquitectura” da zona euro – nos desequilíbrios que ela gera – continuar a dar apoio a programas que, apesar de conjunturalmente servirem os interesses dos grandes países europeus, acabarão por ser catastróficos para todos, só pode ser interpretado como uma atitude política própria de quem está igualmente dominado pelos mesmos princípios que animam os “fervorosos” que os põem em prática. Por outro lado, é hoje evidente que AJS, quando acalentou a esperança de que o Governo viesse a recuar no “corte” de, pelo menos, um dos vencimentos, parece não ter compreendido os verdadeiros objectivos da sua política (Governo, claro), ou pelo menos não foi muito convincente nos argumentos expostos por ele, objectivos que hoje a “Troika” finalmente clarificou.
Para quem não tivesse percebido foi isso que a “Troika” hoje clarificou: os salários dos trabalhadores portugueses devem baixar!

Ora isto é muito diferente da conversa das “almofadas” com que o Seguro andou. Aquelas “almofadas” são mesmo de quem ainda não andava bem acordado…

E como se sabe António José Seguro é um leader a prazo no PS. E só o é porque António Costa, clarividente de espírito como é, achou que esta altura não era a mais conveniente para ser o Secretário-geral dos “rosas”.

Sintra 2011.11.17

2 comentários:

luis pessoa disse...

Se não fosse criminosamente dramático, seria uma anedota completa. Vejamos:
Uma espécie de país elegeu uma espécie de governo, com uma espécie de líder, com uma espécie de programa e promessas...
Uma espécie de pessoas votaram nessa espécie de gente e todos ficaram felizes e contentes!
O pior foi que tudo o que essa gente prometeu, não foi cumprido! Afinal eram mentirosos convictos, mas ninguém se apercebeu!
Mas depressa veio a explicação, afinal essa gente não mandava nada! Nadinha de nada! Quem mandava era uma tal "troika", que diz o que se deve fazer e esta gente tenta fazer. Quando cumprem o que eles mandam, recebem uns rebuçados e umas festinhas, como bons alunos e cumpridores!

Cá vieram os tipos de fora, os representantes dos agiotas. Foram recebidos como heróis! Ministros e secretários, líderes da pseudo-oposição também foram ao beija mão. Todos nervosos com o que os agiotas iam dizer. E eles disseram que tudo estava a correr bem! Os sorrisos abriram-se nos rostos: Passámos!
Tal como os alunos que festejam o passar no fim do curso e partem para o desemprego, com sorriso nos lábios!
Sorridente, o pseudo-ministro das finanças declara aos cidadãos, em directo na rádio e nas televisões todas, que passámos nas provas e portanto, dentro de dias cá teremos 8 mil milhões de euros da terceira ajuda! Os cidadãos rejubilam! Finalmente, tudo acabou! Vamos regressar à normalidade, o pseudo-ministro conseguiu o "pilim" e pela alegria não vai ter de o pagar!
Diabo, o sonolento, pachorrento, doentio pseudo-ministro conta que a maior parte do dinheiro é para os bancos, coitados! Que para o ano vai ser muito pior, que a recessão vai atingir 5%(!!!) e o desemprego vai para os 15%(!!!), o que dito por estes mentirosos quererá dizer muito e muito mais!
Mas o pseudo-ministro continuava a sorrir! Os representantes dos agiotas davam-lhe os parabéns, estava a cumprir tudo muito direitinho!
E começaram eles a deitar faladura, com os ares de quem sabe perfeitamente o guião que têm de impingir: Mais cortes de salários, mais desemprego, mais retrocesso, mais uma bomba quando adianta que os cortes de subsídios e salários devem ser para os particulares, também!
O pseudo-ministro tremeu o beicinho e ia começar a chorar, mas conteve-se... A porra é que ele tinha conseguido gamar os funcionários públicos e ser aplaudido pelos privados, que acharam que era assim mesmo, contra esses bandalhos do estado, que não fazem nenhum! Mas agora sobrava para os eles, perante o arregalar de olhos dos empresários que vão, finalmente ser competitivos na luta pela venda de brindes e inutilidades para o exterior! Vão conseguir competir graças à mão de obra barata. Se os chineses trabalham de sol a sol por uma malga de arroz, nós vamos dar só metade do arroz e ainda metemos mais umas horitas depois do pôr do sol e vão ver se não competimos lá fora!

Quando se exigia uma posição enérgica contra estes invasores agiotas, correndo-os a pontapé, como faria D Afonso Henriques se ainda por cá andasse, são acarinhados pelos pseudo-governantes e pseudo-candidatos a tal! Que vão, todos eles, Coelhos e Seguros, cada qual com as suas cortes, sentar-se na primeira fila do espectáculo macabro de ver um país a morrer, cidadãos miseráveis a lutar por umas migalhas, com os "troikas" nos camarotes.
Estes tipos todos, agiotas e pseudo-ministros estiveram horas em bajulações, falaram de bancos e bancas, de créditos e empréstimos, de competitividades e cortes, de tudo e mais alguma coisa, MAS NINGUÉM TEVE UMA SÓ PALAVRA PARA OS MASSACRADOS, PARA OS CIDADÃOS! Banca, banca, banca, banca e mais banca, agiotagem e mais agiotagem, sempre contra a lixarada dos cidadãos, daqueles tipos que passam a vida a chatear quem quer endireitar a banca para melhor os poderem "financiar". (continua)

luis pessoa disse...

(continuação)
Assim vai este país, em que um tipo mediático é detido (Duarte Lima, mais um amigo do Cavaco) porque finalmente alguém descobriu que ele andara a branquear capitais e afazer negócios escuros com o BPN dos outros amigos do Cavaco... Coisas estranhas:
1- Detido no dia seguinte à treta da propaganda dos agiotas? Seria para abafar na imprensa e televisões os ecos daquela triste figura?
2- Cavaco, o impoluto cidadão tem um azar terrível com os seus amigos e ex-ministros!
3- O Brasil não teve nada que ver com a prisão de Lima, foram só coincidências, calhou ser no dia em que umas empresas brasileiras do estado parece terem ameaçado que não vinham às privatizações se o Limita não fosse mandado para lá! Se calhar, entre mandá-lo para lá, o que era uma chatice, e prendê-lo por cá por outros motivos, a segunda era melhor: Acalmavam-se os brasileiros e sossegavam-se as consciências!
Francamente, este país já cheira tão mal que começa a aumentar o número daqueles que olham para o que disse Otelo como a única saída, antes da morte pela miséria. Ao longo da nossa história, sempre lutámos até à morte pela manutenção da independência e matámos ou corremos com os invasores, viessem de onde viessem.
Ainda haverá por cá pessoas? Seres com coluna vertebral, ou já só encontramos vermes?

Obrigado Pela Sua Visita !