BANCADA DIRECTA: O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Falemos de questões oncológicas 1ª parte

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Falemos de questões oncológicas 1ª parte

O saber não ocupa lugar.

Temas de Medicina.

Falemos de questões oncológicas

Esperança de Vida?

Embora temidas pelas dores e pelo desconforto que causam, a quimioterapia e a radioterapia continuam a ser dois caminhos de esperança no tratamento de doença oncológica, porque ao destruir as células malignas podem permitir a remissão do tumor e o prolongar da vida.

A luta contra o cancro é uma verdadeira corrida de fundo. E, apesar dos enormes saltos científicos e tecnológicos, esta doença caminha a passos largos para ser a primeira causa de morte em Portugal.

Dor e sofrimento adquirem uma singular simbiose com esperança e alento, o que permite percorrer e esgotar as alternativas de tratamento em prol de uma melhor qualidade e de uma vida mais longa. Neste trajecto, a cirurgia é quase indissociável da quimioterapia e da radioterapia. E sendo armas úteis neste combate, comportam riscos e alguns sacrifícios. Cada sessão pode envolver desconforto, cansaço,
náuseas e vómitos, seguindo-se da eventual queda de cabelo, que afecta emocionalmente, em particular as mulheres, correspondendo a uma dose adicional de fragilidade.
Antes ou depois da intervenção cirúrgica para a remoção total ou parcial do tumor, os tratamentos são forma de cura ou de mitigação do galope das células cancerígenas.

Assim, a quimioterapia consiste na administração de medicamentos que actuam sobre as células cancerosas, visando a sua destruição,controlando ou impedindo o seu crescimento e aliviando os sintomas causados pelo desenvolvimento do tumor. Esses medicamentos podem ser ministrados por via oral (sob a forma de comprimidos), por via endovenosa, por punção lombar ou através de injecções sub-cutâneas ou intramusculares, sendo as três primeiras formas as mais frequentes. É perante um tumor concreto e consoante o estádio de desenvolvimento de doença que o médico escolhe o tipo de fármaco, a quantidade a ser utilizada e a forma de administração.

A mesma avaliação ditará se as tomas são diárias, semanais ou mensais. Em regra, utiliza-se a chamada poliquimioterapia, que consiste na aplicação combinada de vários fármacos. Esta é uma opção terapêutica em que se optimiza a actuação dos diversos fármacos, reduzindo-se a resistência do tumor a cada um desses medicamentos e obtendo-se uma maior resposta por cada dose administrada. A quimioterapia pode estar indicada antes ou após uma cirurgia ou radioterapia, ou ainda isoladamente, sem que haja uma intervenção cirúrgica, mas também em conjunto com outras técnicas, como a radioterapia (caso em que se chama quimioradiação).

Consoante o tipo de abordagem, a quimioterapia pode ser curativa; adjuvante do tratamento quando administrada após o tratamento cirurgico ou a radioterapia, com o objectivo de destruir células residuais e reduzir a probabilidade de ocorrerem metásteses; prévia ao tratamento com o objectivo de reduzir parcialmente o tumor (quimioterapia neo-adjuvante) ou paliativa

Assim, quando o objectivo é o controlo total do tumor, a quimioterapia é tida como curativa, mas quando a técnica utilizada para melhorar a qualidade de sobrevida do doente, não tendo finalidade curativa, fala-se em quimioterapia paliativa

continua na próxima semana

Fonte do texto. Revista Farmácia e Saúde. 2011. Outubro

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