BANCADA DIRECTA: O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Oh meu Deus: o meu filho sofre de gaguez. Como posso fazer para remediar?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Oh meu Deus: o meu filho sofre de gaguez. Como posso fazer para remediar?

O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina.
Oh meu Deus: o meu filho sofre de gaguez.
Como posso fazer para remediar?

Desafiar e controlar as palavras

Sabemos como é embaraçoso para uma pessoa gaga tropeçar nas palavras. Com vários factores que contribuem para o seu desenvolvimento, a gaguez é uma perturbação da fala que é possível mitigar.

É fácil imaginar o stresse associado a uma incapacidade de dizer, por exemplo, o próprio nome durante uma entrevista para um possível emprego. Há certas palavras que parecem atraiçoar um gago. O discurso até pode estar a correr e apresentar-se com fluidez e coerência, mas há sempre um momento em que se é traído por certas sílabas que obrigam a uma hesitação ou a repetir-se até se conseguir pronunciar correctamente a palavra. Aliás, com a experiencia, as pessoas gagas evitam pronunciar determinados vocábulos.

O “iceberg” é uma imagem elucidativa para explicar o que ocorre na gaguez: a parte visível é bem menor do que a parte invisível., como os sentimentos negativos, como a tensão e o medo de falar. Se pensarmos que a comunicação é a base das relações sociais, os efeitos de perturbação na vida de um indivíduo podem mesmo condicioná-la.

A gaguez caracteriza-se por uma perturbação da fluência do discurso, podendo ocorrer repetições, bloqueios e demora na emissão ou prolongamentos de sons. Tende a surgir na infância, sendo mais predominante nos rapazes.

Em grande padre dos casos, a gaguez regride até à fase final da infância, podendo contudo manter-se por toda a vida, afectando a vida social e profissional do individuo e podendo interferir no rendimento escolar da criança., pelo que há que estar atento a qualquer perturbação da linguagem em particular, e das comunicação, de uma forma mais ampla.
Na escola, os atropelos de linguagem também se sobrepõem. A criança pode sentir-se pressionada e a gaguez torna-se então, mais evidente. O que – sabendo nós como os mais pequenos podem ser cruéis uns para com os outros – pode torna-la motivo de troça e riso dos demais

Criança, ou adulto, o gago é pressionado por acontecimentos geradores de stresse e ansiedade, como falar em público. Quando uma criança brinca sozinha com os seus bonecos ou o seu animal de estimação, o mais provável é não gaguejar. SE cantar num coro, também as palavras escorrem, porque não há interlocutor directo, não há diálogo.

O importante é identificar esta perturbação da falar mais cedo possível, de modo a afectar ao mínimo o bem-estar do indivíduo. Porque o que está em causa é acima de tudo, a auto-estima da criança ou do adulto.

Tipos de gaguez

A repetição de uma sílaba no início de uma frase ou uma repetição compulsiva de sílabas que ficam presas caracteriza a gaguez crónica. Já as pausas no discurso para facilitar a articulação das palavras, ditando um discurso aos tropeções são tipos da gaguez “tónica”. A gaguez pode ser ainda classificada como mista quando ocorrem episódios de repetições de bloqueios (crónica e tónica), e pode ser acompanhada de movimentos, como piscar de olhos, tiques e tremores.

E as crianças
Entre os dois e os seis anos, quando começa a utilizar a linguagem como instrumento privilegiado de comunicação, a criança pode atrapalhar-se com as palavras, o que pode desencadear a ansiedade.

Com o desenvolvimento da linguagem, podem surgir alguns episódios de gaguez, mas transitórios. As crianças também têm tendência para repetir frases inteiras, o que não deve ser confundido com a gaguez.

O apoio da família é essencial e, deve acima de tudo

a) Evitar aumentar a ansiedade, falando calmamente, sem pressões
b) Mostrar disponibilidade para ouvir as histórias que a criança tem para contar, valorizando-as
c) Resistir à tentação de a interromper, de a ajudar a completar as frases
d) Enriquecer o vocabulário da criança, através da leitura de uma história ao deitar.
e) Evitar a exposição a situações complicadas, que provoquem ansiedade, mas sme mergulhar numa superprotecção.
f) Fazer jogos, incluindo canções e versos. A criança gaga reage muito bem a tudo o que é entoado com ritmo.

Para suavizar o problema A terapia da fala pode ser útil para conquistar uma linguagem mais fluida. Por sua vez, as técnicas de relaxamento podem ajudar o indivíduo a relaxar em situações de maior ansiedade.

Fonte: Revista Farmácia e Saúde. 2011. Outubro

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