BANCADA DIRECTA: Fragmentos e Opiniões. O nosso cronista António Raposo parece que anda descontente com o que restou do 25 de Abril

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fragmentos e Opiniões. O nosso cronista António Raposo parece que anda descontente com o que restou do 25 de Abril


Fragmentos e Opiniões.

O nosso cronista António Raposo parece que anda descontente com o que restou do 25 de Abril

O QUE FICOU DO 25 DE ABRIL – ALGUNS CACOS

Antonio Raposo, nosso cronista, não anda nada contente com o que vê actualmente
Assisti com ingenuidade e alegria à chegada do 25 de Abril. Foi bonito, pá. Mas já não estou contente.

Pensei que alguma coisa importante iria acontecer neste pobre país de pobres.
Já lá vão quase 40 anos! Uma vida. E concluo – o défice é enorme.

Assisti ao nascimento dos políticos profissionais, pois os primeiros que surgiram foram amadores que rapidamente se esfumaram. Muitos não tiveram paciência. Outros foram empurrados pelos aparelhos partidários. Muita gente honesta não aguentou a dose.

Fixaram-se os partidos principais e cristalizou-se tudo a seguir. Passamos a votar em profissionais. Tipos que fizeram o percurso por dentro dos partidos.

Hoje temos os dirigentes dos dois principais partidos que se poderão considerar gémeos, construídos pelo marketing – no seu pior! Homens de plástico que nada dizem às pessoas e que sobrevivem trocando favores dentro da máquina partidária. São bonitos e agradam às senhoras despolitizadas. É pouco.

Mas não têm valor nenhum nem nada lá dentro. Experimentem abri-los: só têm botox! Ainda se pensou que alguém pudesse entrar na Assembleia através do voto directo das pessoas. Nem pensar! O edifício da “anti-democracia” estava montado e não se poderia alterar. A pergunta que toda a gente fará (aquela que ainda vota) é: - Qual é o deputado que eu escolhi com o meu voto?

A segunda pergunta que se fará: estes tipos representam-nos mesmo? Ou será que foram simplesmente escolhidos pelo aparelho partidário (os yes man) para se levantarem e sentarem na Assembleia?

Será isto democracia? Não é não senhor!

E não me venham com a conversa do Churchil que disse que era a melhor dos piores males. Então porque não se escolhe outra? Não há imaginação para mudar nada?
Para começar eu gostaria de ter um deputado que fosse meu (como se fosse eu que o tivesse eleito) e a quem eu pudesse pedir responsabilidades pela sua actuação. Mais, que pudesse correr com ele logo que ele se armasse em dono do meu voto!

Será assim tão difícil mudar as coisas que estão feitas e ninguém mexe nem deixa mexer? Ora, se nada se fizer são os próprios partidos que estarão a mais e que não conseguem representar o povo. E já agora para começar não seria altura dos partidos viverem com os seus próprios rendimentos. A quota dos sócios? Como os clubes de futebol já foram e alguns ainda são. Se não se mudar esta coisinha básica que é a massa que vai para os partidos não vale a pena mexer no resto. Tudo tem que se fazer pelos alicerces. Enquanto nada se fizer. Tenham paciência. Eu não voto e mais, acho que essa coisa a que chamam democracia e Assembleia Nacional e o resto é uma falácia.

Pelo menos a mim não me enganam. E a si? Já pensou?


Um abraço para os meus leitores
António Raposo
Lisboa. 2011.11.28

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