BANCADA DIRECTA: Cronicando à Terça-feira no Bancada Directa. Vamos falar da “Justiça” e do que corre por aí. A função de advogado é muito importante.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cronicando à Terça-feira no Bancada Directa. Vamos falar da “Justiça” e do que corre por aí. A função de advogado é muito importante.

Cronicando à Terça-feira no Bancada Directa. Vamos falar da “Justiça” e do que corre por aí. A função de advogado é muito importante.

É a própria Ministra da tutela que o afirma

A Ministra da Justiça diz que os portugueses têm razões para não confiar na Justiça e confirma a existência de um clima de impunidade que favorece os ricos e não aproveita aos pobres. Subentende-se, claro, das suas afirmações. Por outro lado o Bastonário da Ordem dos Advogados, que anda pegado com Paula Teixeira da Cruz , a dita cuja Ministra afirma que o Ministério da Justiça foi entregue a um escritório de advogados e, além disso, acusa-a de nepotismo. A Ministra defende-se, alegando falsidade, diz que Marinho lhe inventou um cunhado, mas fica-se por aí. Pensamos que pode não ser cunhado por não estar no papel. É uma peixeirada colectiva da qual ninguém fica de fora. A minha sogra era mais comedida do que estas figuras

Quanto às fugas de informação relativas aos locais e horários das detenções de Duarte Lima e do filho Pedro deixaram o Dr. Pinto Monteiro de cara à banda. O caso não era para menos pela mediatização exponencialmente elevada que os jornalistas davam a todas as diligências processuais. Mas não revelou nenhuma preocupação pelo facto de o suspeito ter sido previamente avisado do que lhe ia acontecer, nem tão-pouco se mostrou minimamente incomodado com as acusações da Justiça brasileira. Não sabe de nada. À Procuradoria ainda não chegou nada. No ouvinte fica a ideia de que essa coisa de o Duarte Lima ser acusado de homicídio no Brasil é lá uma coisa deles, dos brasileiros.

O Dr. Duarte Lima se fosse ao Brasil era um grande parvo. Esta tirada vinda de quem veio põem-nos de olhos escancarados. Para um professor de Direito Penal da Católica que tanto preza os valores morais, neste caso houve uma escorregadela. Mas há mais. Um outro advogado de Duarte Lima, agora no suspeito caso de burla, branqueamento de capitais, fraude fiscal e sabe-se lá que mais do BPN, protesta contra a prisão preventiva do seu cliente decretada com fundamento em receio de fuga…porque o seu cliente é um foragido! Tal e qual. "Receio de fuga"? Responde, perguntando o advogado. "Só se Duarte Lima fosse tolo se ausentaria de Portugal, havendo o que se conhece com a Justiça brasileira".

Corre o julgamento do caso “Face Oculta”, o caso Casa Pia ainda está para durar e sobre Isaltino Morais muita tinta ainda há-de correr.

Com os julgamentos mediáticos a correrem na nossa “Justiça” são precisos bons advogados. De que servirá um bom advogado quando o seu cliente é estúpido!

Ora leiam lá esta história de advogados que retrata uma situação real que se passou…Se houver alguma parecença com qualquer um dos nossos julgamentos é pura coincidência.

ADVOGAR EXIGE RACIOCÍNIO RÁPIDO,
INTELIGÊNCIA E CLIENTE ESPERTO

Passou-se no Brasil. Em Minas Gerais. Bruno era arguido e acusado de ter cometido um crime de homicídio numa terceira pessoa.

Havia evidências indiscutíveis sobre a culpa do réu, mas o cadáver não aparecera.
Quase no final da sua sustentação oral, o advogado, temeroso de que seu cliente fosse condenado, recorreu a um truque: - "Senhoras e senhores do júri, senhor Juiz, eu tenho uma surpresa para todos!"
- disse o advogado olhando para o seu relógio...

- "Dentro de dois minutos, a pessoa que aqui se presume ter sido assassinada,
entrará na sala deste Tribunal."

E olhou para a porta.

Os jurados, surpresos, também ansiosos, ficaram olhando para a porta.

Decorreram-se dois longos minutos e nada aconteceu. O advogado, então, completou:

- "Realmente, eu falei e todos vocês olharam para a porta com a expectativa
de ver a suposta vítima. Portanto, ficou claro que todos têm dúvida neste caso,
se alguém realmente foi morto. Por isso insisto para que vocês considerem o meu
cliente inocente". (In dubio pro reo) na dúvida a favor do réu.

Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final. Alguns minutos depois, o júri voltou e pronunciou o veredicto:

- "Culpado!"

- "Mas como?" perguntou o advogado... "Eu vi todos vocês olharem fixamente para a porta, e concluí que os membros deste Júri estavam em duvida. Na duvida não é de se condenar o réu.

E o juiz esclareceu:

- "Sim, todos nós olhamos para a porta, menos o réu, o Bruno..."

"MORAL DA HISTÓRIA:"

"NÃO ADIANTA SER UM BOM ADVOGADO
SE O CLIENTE FOR ESTÚPIDO ".

Tem sempre de haver uma estratégia que seja do conhecimento do advogado e do seu cliente.

Adriano Rui Ribeiro

Nota: o caso do Bruno foi-me contada pelo Jartur

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