BANCADA DIRECTA: Com os julgamentos mediáticos a correrem na nossa “Justiça” são precisos bons advogados. De que servirá um bom advogado quando o seu cliente é estúpid

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Com os julgamentos mediáticos a correrem na nossa “Justiça” são precisos bons advogados. De que servirá um bom advogado quando o seu cliente é estúpid




Com os julgamentos mediáticos a correrem na nossa “Justiça” são precisos bons advogados. De que servirá um bom advogado quando o seu cliente é estúpido!

Ora leiam lá esta história de advogados que retrata uma situação real que se passou…Se houver alguma parecença com qualquer um dos nossos julgamentos é pura coincidencia.

ADVOGAR EXIGE RACIOCÍNIO RÁPIDO,
INTELIGÊNCIA E CLIENTE ESPERTO

Passou-se no Brasil. Em Minas Gerais. Bruno era arguido e acusado de ter cometido um crime de homicídio numa terceira pessoa.

Havia evidências indiscutíveis sobre a culpa do réu, mas o cadáver não aparecera. Quase no final da sua sustentação oral, o advogado, temeroso de que seu cliente fosse condenado, recorreu a um truque:
- "Senhoras e senhores do júri, senhor Juiz, eu tenho uma surpresa para todos!" - disse o advogado olhando para o seu relógio...

- "Dentro de dois minutos, a pessoa que aqui se presume ter sido assassinada, entrará na sala deste Tribunal."

E olhou para a porta. Os jurados, surpresos, também ansiosos, ficaram olhando para a porta.

Decorreram-se dois longos minutos e nada aconteceu. O advogado, então, completou:

- "Realmente, eu falei e todos vocês olharam para a porta com a expectativa
de ver a suposta vítima. Portanto, ficou claro que todos têm dúvida neste caso, se alguém realmente foi morto. Por isso insisto para que vocês considerem o meu cliente inocente". (In dubio pro reo) na dúvida a favor do réu.

Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final. Alguns minutos depois, o júri voltou e pronunciou o veredicto:

- "Culpado!"

- "Mas como?" perguntou o advogado... "Eu vi todos vocês olharem fixamente para a porta, e concluí que os membros deste Júri estavam em duvida. Na duvida não é de se condenar o réu.

E o juiz esclareceu:

- "Sim, todos nós olhamos para a porta, menos o réu, o Bruno..."

"Moral da história"






"Não adianta ser-se um bom advogado se o cliente é estupido"




"Tem de haver sempre uma estratégia que seja do conhecimento do causidico e do seu cliente".

Agradecimento ao nosso amigo Jartur

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