BANCADA DIRECTA: O estado a que isto chegou. Eu tenho de pagar as dívidas dos outros. Uma verdade: já fui excluído do Euro e, claro, da EU.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O estado a que isto chegou. Eu tenho de pagar as dívidas dos outros. Uma verdade: já fui excluído do Euro e, claro, da EU.

O estado ao que isto chegou. Eu tenho de pagar as dívidas dos outros. Uma verdade: já fui excluído do Euro e, claro, da UE. Está-se mesmo a ver, depois do golpe de traição aos trabalhadores e reformados que ocorreu ontem à noite na hora dos telejornais, que os funcionários públicos portugueses e os reformados afins deixaram de pertencer ao Euro..

O confisco do subsídio de Natal e de férias mais o corte mensal no salário corresponde à mesma desvalorização, que o seu ordenado sofreria se Portugal saísse do euro. Com a agravante de, se sair, como muito provavelmente acontecerá ou por vontade própria ou por desagregação da zona euro, essa desvalorização será ainda muito maior se o ordenado anual de referência fôr o que passarão a ter a partir de 2012 e não o que auferiam em 2010.
Esta medida além de ser um verdadeiro assalto ao bolso de cada um efectuado por quem detém o poder é também uma medida violentamente discriminatória já que atinge apenas uma categoria de pessoas – os funcionários públicos e os reformados, eventualmente os trabalhadores das empresas públicas – arbitrariamente afastadas do euro pelo Governo.

Evidentemente que houve reacções da classe politica conotada com a esquerda. Reacções já esperadas, naturalmente, porque já eram previsíveis as intenções dos governantes, especialmente quando se deram conta do buraco escondido da Madeira.

Cavaco Silva que recentemente dizia que os portugueses tinham chegado ao limite suportável de sacrifícios, agora está calado. De certeza que irá considerar que estes aumentos brutais nos sacrifícios que os portugueses irão suportar são normais face à situação gravosa das finanças portuguesas

O estranho Frasquilho admite como normais estes aumentos, mas engoliu em seco. Um deputado centrista disse umas larachas a lembrar-se dos pobrezinhos do Portas e o leader parlamentar do PS, o tal de Zorrinho, abriu a boca e nada disse de jeito.

O PS ainda não divulgou a sua decisão se aprova ou recusa o OE 2012. Diz que só decidirá depois de conhecer o documento na íntegra. Mas o essencial já sabe. E tem de decidir. Tem aqui uma oportunidade de ouro para se pôr ao lado daqueles a quem tanto prejudicou. Só os burros é que não mudam, lá dizia Mário Soares. O PS que se cuide. Ou sim ou sopas. A não ser coerente com esta situação, onde a recusa do orçamento é a decisão mais viável, o PS dificilmente recuperará o seu eleitorado.
Repito: o PS que se cuide e que estude depressa o assunto. Que não leve tanto tempo a estudá-lo quanto alguns precisaram para concluir o curso.
Aliás, este país está a sofrer na pele as consequências de ter ao leme um conjunto de pessoas altamente impreparadas que passaram grande parte do seu tempo na intriga política e no insucesso escolar, sem nunca verdadeiramente terem trabalhado em qualquer actividade séria. Pessoas que pela sua ignorância sobre a maior parte dos assuntos da governação ficam completamente à mercê de meia dúzia de fanáticos, aculturados pelo que há de pior na vida académica anglo-saxónica e que tanto tem contribuído para a decadência americana, que aqui chegados como salvadores da Pátria se propõe fazer uma verdadeira política de terra queimada em nome de um futuro promissor que somente eles antevêem.

1 comentário:

luis pessoa disse...

Numa aparente jogada de mestre, o governo atirou-se ao seu alvo preferido: os seus empregados!
Nada que Belmiros e outros não façam também aos seus "calaceiros".
Um governo divide para reinar. Durante algum tempo avolumaram-se as tiradas de que os funcionários ganhavam mais que os privados e até o INE e outras instituições "credíveis" o afirmaram. Claro que não contavam com as benesses dos privados, os recebimentos por baixo da mesa, as horitas pagas à parte, os pópós da empresa que qualquer empregado leva para casa e para férias... Enfim, foi-se criando este cenário: os funcionários não fazem nada e ganham muito mais que os escravos do privado! A ser verdade, ninguém foi capaz de contestar a lógica e dizer: se assim é, os privados pagam mal demais (o que é verdade) e têm de pagar melhor!
Ora, o patrão Estado (pelo governo) logo tratou de agradar à mole imensa dos miseráveis escravos de Belmiros, Amorins e afins, corrigindo a injustiça: Cortam-se os subsídios de Natal e Férias aos funcionários!
E logo se ouviu um clamor de aprovação! Hoje mesmo, ouvimos tipos escolhidos nas ruas dizerem que achavam bem porque se não havia dinheiro e os funcionários ganhavam bem...
Com esse capital de aprovação ganho, o governo pode avançar para outras medidas, aumentando impostos e reduzindo apoios.
O pior vai ser quando estes actuais aprovadores das medidas forem pela borda fora quando faltarem às suas empresas os dinheiros que os funcionários gastavam; quando os seus patrões fecharem as portas por falta de clientes!
Aí verão a verdadeira face da destruição que este governo está a promover.A questão é saber a soldo de quem? Quem tem interesse na destruição de toda a nossa economia? Quem afia o dente para as empresas a privatizar? Quem é que vai dar o passo seguinte de perdoar uma parte significativa da nossa dívida, como estão a fazer AGORA à Grécia, uma medida que há mais de um ano se exigia e que nós já deviamos estar a exigir também.
Mas não!
O governo vai continuar a matar tudo à sua volta, atirar os seus cidadãos para a miséria, com a treta de que quer equilibrar contas e pagar dívidas (que sabe que NUNCA pagará), para daqui a algum tempo (olhe-se para a Grécia, que também era referida como indo cumprir tudinho à custa de miséria e mais miséria, mas uma vez chegada à miséria efectiva e total, está ainda pior do que estava antes, muito mais devedora e insolvente, dependente total!)estarmos completamente na miséria e na fome e as contas cada vez piores e sem solução que não passe pelos perdões.

Até Cavaco e Ferreira Leite, imagine-se, já falam de alargamento de prazos para pagamento das dívidas e equilíbrio das contas, mas aí o governo é radical: Não! Vamos cumprir tudo!
Não vão cumprir nada! Vão matar toda a classe média; vão destruir toda a nossa indústria e comércio; vão arruinar tudo e no fim da destruição feita, vamos ver os resultados, se ainda conseguirmos ver alguma coisa!

Seguro tem agora a sua primeira prova de fogo e algo me diz que vai responder "nim". Afinal temos dois tipos formados nas "Jotas", dois subprodutos imberbes e desprovidos de experiência de vida,arrastando-se pelos bancos da assembleia e das reuniões partidárias, num constante levantar e sentar!
Se acreditasse em Deus, pediria que ele nos valesse, assim...

Já agora, que falámos em Deus, uma palavra para a igreja católica. O cardeal a apoiar os cortes salariais e as políticas do governo, só faltando mostrar um cartão laranja, numa manifestação de tal pobreza cristã que até dói; o bispo Torgal, igaual a si próprio, sem papas na língua, atirando dardos certeiros e bem dolorosos para esta gente pequenina, muito pequenina do governo liquidatário do país!
Assim se percebe porque um chegou a cardeal e outro ficou por bispo das forças armadas, as mesmas que em 25 de Abril quase cumpriram a sua missão. Quase...

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