BANCADA DIRECTA: Cronicando à quarta-feira. Uma troca de ideias entre dois amigos sobre possíveis troços de vias rápidas a portajar. (2).

sábado, 29 de outubro de 2011

Cronicando à quarta-feira. Uma troca de ideias entre dois amigos sobre possíveis troços de vias rápidas a portajar. (2).

Caro amigo Luis

Continuemos o nosso debate


..........Não gosto de me enfrascar em números. As estatísticas servem para o que servem e muitas vezes não reflectem a realidade. Neste caso englobo todo o fluxo de tráfego que “corre” pelo IC19 nos dois sentidos, complementando-se com a segunda circular, o escoamentonatural daquela via rápida, excluindo a CRIL 17 para eu não arranjar mais justificações. Mas é voz corrente que o conjunto daquelas duas vias tem o maior fluxo de tráfego de toda a Europa.

Conheço bem o IC19 por um saber de experiencia feito: durante vários anos era membro de uma equipa que percorria todo o percurso da via nos dois sentidos 24 sobre 24 horas. A partir das 7 da manhã o trânsito já é caótico e só lá para as duas da madrugada é que ele começa a reduzir-se, e isto só a partir do nó do Alto do Cacém. Sabe-se que a linha do comboio acompanha de muito perto o IC19, havendo só uma grande distância entre alguns núcleos residenciais, como sejam os Moinhos da Funcheira, o Monte Abraão, a Urbanização da Barota, a Quinta da Samaritana em Belas, o Algueirão Velho e o Bairro de São Carlos em Mem Martins. Neste caso do Bairro de São Carlos, porque o IC19 passa encostadinho, será muito mais prático uma pessoa vir de automóvel próprio do que ir apanhar o comboio a 3 quilómetros de distância. E se formos para sul temos a Abrunheira e Linhó nas mesmas condições. Para mim torna-se inqualificável é uma pessoa morar pertinho numa das estações do comboio, trabalhar na zona da baixa até um perímetro que pode ir até Santos, Santa Apolónia e Saldanha e não aproveitar o transporte ferroviário. Aqui sim, vir de comboio é útil e rápido. Económico quanto baste é uma ilusão e em relação a conforto e segurança é o cabo dos trabalhos. Se vier sozinho e se apanhar o comboio no Rossio, a partir das onze / meia noite, tenha a certeza que se não for na zona da Damaia, se não for na zona do Cacém/Rinchoa, será na zona da Tapada das Mercês que pode constatar que teve um assalto, quer seja pelo método de três quatro indivíduos e canivete nas costas, quer pelo método de “arrastão”, mais organizado, porque pelo menos 6 dos comparsas encostam-se às portas para impedir que um mais ousado accione a alavanca de alarme. Se o meu amigo quer confirmar clique aqui

Deixemo-nos de retórica e vamos lá a concordar com as opiniões do amigo Luís. Claro que concordo que muitos automobilistas servem-se do IC19 apenas por comodismo e aburguesamento. Calculemos que ande na ordem dos 60% estes condutores. Mas repare amigo Luís que os restantes 40% são pessoas que não têm hipóteses de vir de comboio e que os incontáveis veículos de trabalho/carga, seriam prejudicados com a hipótese do IC19 ser portajado. Todos os condutores integrados nestes 40% sentiriam na pele tamanha decisão.

Em relação ao troço da A2 entre Almada e o Fogueteiro também posso dar a estimativa de 60% para os tais condutores comodistas. Mas então haveria a mesma situação para os restantes 40%.

Aliás este troço entre Almada e o Fogueteiro sofre actualmente de uma grave incorrecção: é que se entra ou se sai na A2 em Almada e só se sai ou se entra no Fogueteiro.



O que os autarcas da Margem Sul pretendem (Almada, Seixal e Barreiro) e é muito justo, é que este troço seja uma central de distribuição de todo o fluxo rodoviário, para se ter um acesso rápido a varias localidades (Corroios, Cruz de Pau, Vale de Milhaços, Quinta da Aniza, Quinta do Brasileiro, Belverde e Aroeira, Foros de Amora, Charneca, Sobreda, Quinta do Rouxinol. Miratejo e Feijó.). Ora isto implica que se abram mais nós de acesso para a A2, pelo menos mais dois.

Fico-me por aqui. Creia-me com amizade.

Adriano Rui Ribeiro




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