BANCADA DIRECTA: Fragmentos e Opiniões. A análise politica de Antonio Raposo: O cronista preocupa-se e pergunta: O que vai ser de nós?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fragmentos e Opiniões. A análise politica de Antonio Raposo: O cronista preocupa-se e pergunta: O que vai ser de nós?

Fragmentos e Opiniões muito actuais

O QUE VAI SER DE NÓS?

Uma análise política

A crónica de Antonio Raposo

Como nós todos estamos fartos de saber, veio cá a Troika e resolveu mandar no nosso país se acaso quiséssemos que eles nos emprestassem dinheiro a juros altos.
Para sermos simples e práticos nos nossos conceitos digamos que a Troika está para o nosso País como uma casa de penhores está para o pedinte. As regras são as da casa de penhores e ou aceitas ou não há dinheiro…

Acontece que o dinheiro que nos estão emprestando mal chega para irmos pagando os juros e pouco mais. Toda a gente está de acordo que desta forma nunca mais poderemos sair da alçada do penhorista pois jamais poderemos criar riqueza para levar o País ao desenvolvimento. É a chamada certeza de La Palisse. Concluo assim que esta política que nos enredou não vai levar a lado nenhum a não ser eventualmente ao abismo.

Por isso eu digo que este País precisa de alguém que diga – alto e bom som – e acrescente um murro na mesa, que o caminho que estamos a percorrer está errado. O Povo cada vez terá mais pobreza. E não tardará muito que as pessoas não aguentem.

A Europa e a respectiva União foram os principais causadores do descalabro em que nos encontramos. Quando dos governos do Cavaco (e não só) o dinheiro que chegou foi gasto sem controlo em estradas e auto-estradas. Cursos que tanta gente cursou e não serviram para nada. Distribuiu-se dinheiro aos agricultores para que deixassem de produzir (considero um crime) para que a nossa indústria se desfizesse e as pescas foram eliminadas os navios abatidos e o dinheiro que nos chegou ficou sem ser reprodutivo.

Promoveu-se a construção na periferia das cidades como se um motor de desenvolvimento se tratasse mas os casais novos que se formaram tiveram que gastar horas a vir da periferia para a cidade gastando e poluindo com os carros, enquanto que as casas antigas nos centros da cidade tinham sido adquiridas como aplicação de capital, a longo prazo. Dizia-se que os espanhóis tinham comprado metade da Av. da Liberdade em Lisboa. Para especulação. Deixava-se cair as casas e no seu lugar só se fazia construção nova. As câmaras foram vítimas de falta de legislação e simultaneamente enroladas na voragem. Acusavam-se deste mal os inquilinos que tinham rendas “antigas” e baratas. Mentira! O que os senhorios queriam em altura e profundidade!

Senão vejamos: as velhas cidades do País estão desabitadas no seu centro mas as casas estão devolutas. Cada vez menos gente mora na baixa lisboeta. Porquê? Por causa das rendas antigas? Não – as casas estão vazias e o preço do aluguer é livre! Os agiotas são como as nuvens: quando desaparecem fica um dia lindo...

Esta Troika que agora nos dirige há-de nos levar onde estão já os gregos. E verdade se diga, os políticos que nos tem governado não valem um caracol! Para mim o drama foi que os partidos assinaram - os três principais - o contrato com aqueles especuladores sem ler o que lá está de ruim para o povo português.

E agora?

Antonio Raposo. Lisboa. Agosto. 2011

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