BANCADA DIRECTA: Junho 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Esta Lisboa que eu amo. Gostar de fadistas que enaltecem a nossa cidade. E numa desgarrada é brilhante!





Agradecimento ao nosso amigo Viktório

Fragmentos e Opiniões. Bancada Directa pergunta aos seus leitores se ainda a moeda Euro os fazem sonhar? Os cidadãos da Europa Central já não sonham!

Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa

Nos ultimos tempos assistiu-se a um arrefecimento da confiança que os europeus depositavam na moeda Euro. Será culpa de quem? Aponta-se para as grandess potencias europeias.

O jornal polaco Rzeczpospolita mostra esse arrefecimento dos europeus da Europa Central num artigo publicado já em Abril, mas que se tornou muito actual e recorrente nos nossos dias

Amigo leitor: ainda sonhas com o Euro? Que remédio, dizemos nós!.....

A crise na zona euro arrefeceu o entusiasmo pela moeda única, na maior parte dos países da Europa Central. Hoje, só os Estados bálticos continuam a sonhar com a adopção da moeda única, escreve o Rzeczpospolita. O Governo húngaro quer que a nova Constituição do país, cuja redação estará concluída em Abril, inclua um artigo que especifique o nome da moeda nacional e que esta seja o florim. "O nosso país ainda não está preparado para o euro. Antes de 2020, é mesmo impossível pensar nisso", repete o primeiro-ministro, Viktor Orbán. "É preciso que a Hungria defenda o florim, porque é nessa moeda que o país assina todos os contratos económicos."
No entanto, conforme sublinha o Rzeczpospolita, quando aderiram à União Europeia, os países da região comprometeram-se a aceitar o euro no futuro. Até agora, só a Eslovénia (2007), a Eslováquia (2009) e a Estónia (2011) aderiram ao euro. Actualmente, os restantes países da Europa Central e de Leste não cumprem os critérios de Maastricht e não preenchem as condições para a entrada na zona euro. A verdade, porém, é que muitos países não estão empenhados nessa adesão.

"Entre os principais eurocépticos inclui-se o Presidente da República Checa, Vaclav Klaus, que entende que a zona euro mudou muito desde o dia em que a República Checa aderiu à UE. Portanto, o país já não é obrigado a entrar na zona euro. E o Governo checo só tem de tomar posição sobre a moeda única em 2014."

A Polónia também não tem muita pressa de adoptar o euro, apesar de o primeiro-ministro, Donald Tusk, ter prometido que a moeda única substituiria o zloty em 2012. Segundo um representante do Ministério das Finanças, isso não deverá acontecer antes de 2015. Os grandes euro-optimistas são os Estados do Báltico. De acordo com o diário polaco, os lituanos e os letões desejariam entrar na zona euro em 1 de Janeiro de 2014.

"Nos últimos anos, estes países realizaram cortes orçamentais dolorosos, para se aproximarem desse objectivo. Ali, a aceitação da moeda única é vista como uma vantagem política mais do que económica."

As coisas são muito diferentes na Bulgária, onde o entusiasmo inicial esfriou devido à crise na vizinha Grécia.

O desporto na nossa terra. Neste caso em Aveiro. Desporto para todos.

Agradecimento ao nosso amigo Pedro Neves

Vamos lá a deixar governar os homens e recordemos o Alentejo dos nossos dias

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dá para pensar como estes quatro casos podem acontecer

O caso nº 1

Bernardo Bairrão corrido da lista de Secretários de Estado
Segundo se consta nos bastidores a culpa foi de Marcelo “o calhandreiro”. E sabe-se que Passos de Coelho nunca gostou do professor.

Ora vejam lá como aconteceu….

Marcelo anunciou que Bernardo Bairrão ia ser secretário de Estado, o próprio confirmou, a Media Capital comunicou ao mercado a renúncia de Bairrão e quando a lista oficial dos novos secretários de Estado foi divulgada o nome de Bairrão não constava nela. Dizem que foi zanga RTP, que o nome foi vetado pelo primeiro-ministro.

Agora vem Miguel Macedo dizer que foi Bairrão que não tomou posse por sua iniciativa devido a razões pessoais. Não havia melhor justificação para salvar a cara de Passos de Coelho. M.M. fez desta maneira o elogio da vítima. O chefe agradece.

«Miguel Macedo lamenta a decisão de Bernardo Bairrão "porque era um contributo importante para o trabalho que temos de fazer".

O ministro da Administração Interna confirmou hoje que Bernardo Bairrão foi convidado para fazer parte do Executivo, mas "razões pessoais e políticas" levaram a que este não assumisse funções.

"Confirmo que foi feito o convite mas por razões dadas ontem [segunda-feira] por Bernardo Bairrão, entendemos que não devia assumir funções", disse Miguel Macedo, em declarações aos jornalistas no final da tomada de posse dos secretários de Estado, que decorreu hoje no Palácio de Belém.

De acordo com o actual ministro da Administração Interna, na base desta decisão terão estado "razões políticas e pessoais".

Certo, certo é que M.M. não esclareceu nada!
O caso nº 2

O caríssimo leitor sabe o que é um número redondo? Então aprenda e veja o exemplo se 25 não é igual a 35….



O Governo que o senhor Passos Coelho tinha na cabeça não ia além de 10 ministros e de 25 secretários de Estado.

Não é difícil adivinhar que, em relação ao número de ministros, o acrescento se deve imputar ao senhor Paulo Portas. Já, em relação ao número de secretários de Estado que passa dos 25 para 35, a explicação deve ser outra.

À falta de outra melhor, adianto a hipótese de na cabeça do senhor Passos Coelho se ter estabelecido uma confusão entre 25 e 35. Trata-se, em ambos os casos, de números redondos e já sabemos que números redondos são com o senhor Passos Coelho.

Pensar em promessas não cumpridas é que nunca por nunca: o senhor Passos Coelho quando promete, cumpre

O caso nº 3

E a criminalidade continua a diminuir...

"O Funcenter, espaço de diversão do Centro Comercial Colombo, em Lisboa - frequentado diariamente por milhares de famílias e crianças - serviu, aqui há uns dias atrás, de palco a um tiroteio que provocou o pânico entre os visitantes e terminou com quatro baleados, dois deles em estado grave.

Uma rixa entre clãs rivais - do bairro do Armador, em Chelas, e do bairro de Santos, no Rego, Lisboa -, todos de etnia cigana, terá sido a razão pela qual foram disparados vários tiros no estabelecimento comercial, que atingiram quatro homens envolvidos no ajuste de contas ".

Não duvidamos que os culpados serão punidos, mas até agora, passados uns dias, ainda ninguém foi detido.

Ainda está difícil o processo de integração na nossa sociedade destas etnias. Mas havemos de lá chegar…..


O que me espanta é que um centro comercial desta envergadura assuma que tinha as câmaras de vigilância desligadas

O caso nº 4

Vem aí a criação de um imposto extraordinário

Pouco mais se sabe do que apenas isto. Por enquanto não vale a pena fazer as necessárias conjecturas da forma como este imposto vai ser retirado ao bolso dos indígenas.

Adriano Rui Ribeiro

Obesidade mórbida. O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Em Outubro de 2010, o programa “A Tarde é Sua” da TVI tinha outro nome e outra cara na apresentação.” Eram “As Tardes da Júlia” com a Drª Júlia Pinheiro. Num desses programas foi mostrado um jovem residente no norte que apresentava uma obesidade mórbida e um peso na ordem dos 140 quilos.

O Dr Rui Ribeiro acompanhou no estúdio esse programa, e perante os esforços infrutíferos do jovem e de sua família para ele reduzir a sua massa corporal, ele tomou conta do doente graciosamente e prontificou~se a operá-lo. Prometeu que ele dentro de seis meses perderia 50 quilos.

No princípio deste mês de Junho o jovem e sua família voltaram ao programa da TVI, agora com outro nome na apresentação e outro título. – Drª Fátima Lopes e “ A Tarde é Sua”.

Enorme contentamento expressava-se nos rostos do jovem e dos seus familiares. Ele tinha rejuvenescido e tinha novamente readquirido a vontade de viver. Tinha perdido cerca de 55 quilos. E esperava perder mais peso. Tinha o Dr. Rui Ribeiro e sua equipa médica feito excelente trabalho.

Assim o jovem de nome Alberto consiga agora ter um comportamento ideal para manter esta situação de emagrecimento.

Não causa admiração que os sucessos obtidos por esta equipa médica despertem a atenção dos Órgãos de Comunicação Social. Está neste caso o Jornal Destak que na edição de hoje publica uma extensa reportagem sobre este método cirúrgico.

É uma reportagem que aconselhamos aos nossos amigos leitores

E o nosso doutor quando tiver mais um bocadinho de tempo voltará a colaborar com o Bancada Directa nos seus Temas de Medicina..

Jornal Destak de 2011Junho28. Paginas 1, 2 e 3

Para lerem a reportagem do Destak clicar aqui

Um dos destaques da reportagem do jornal Destak

Via cirúrgica não é a solução

Num país onde 17% da população já sofre com obesidade e mais de metade tem peso amais, destacando-se, no caso das crianças, como um dos piores na Europa 30% dos mais pequenos apresentam sobre peso e mais de 10% são obesos – Rui Ribeiro «o principal problema de saúde pública do século XXI».

Uma situação que deveria preocupar a sociedade e os governantes, já que «os custos associados a esta doença são enormes. Estas pessoas têm mais doenças cardiovasculares, mais cancros, é maior a destruição das articulações, o que aumenta o consumo de anti-inflamatórios, sofrem de depressões, o que contribui para o aumento do consumo de ansiolíticos e anti-depressivos. Por isso, ao resolver a obesidade, resolvemos outras coisas».

E o caminho não é, segundo o especialista, o da via cirúrgica. «A solução tem de ser civilizacional, temos de fomentar a prática de exercício, ensinar a comer... Esse é um esforço que vai ter de ser feito», acrescenta ainda o médico cirurgião. Todas as cirurgias levadas a efeito por esta equipa merecem uma atenção extraordinária. Daí o sucesso que se tem registado


Adriano Rui Ribeiro

Montijo: Com as Festas de São Pedro a terminarem, vamos lá assistitr a mais uma corrida



Angélico Vieira. Um ser humano na plenitude da vida. Morre aos 28 anos de idade.

Angélico Vieira. Um ser humano na plenitude da vida. Morre aos 28 anos de idade.

Sabia que Angélico Vieira existia, não porque o tivesse visto contracenar nos “Morangos com açúcar”, não porque era um elemento preponderante numa “boy band”, depois a solo era um cantor de sucesso com uma imensa legião de fans, na maioria todos adolescentes. Famoso. Devia sentir-se bem com ele próprio. Era assim que eu tinha a imagem dele.

Vivia a sua vida. De acordo com a vida que fazem as pessoas famosas e de sucesso.

Para mim era apenas um ser humano. E lamento a sua morte. Ao fim e ao cabo nem chegou a gozar a sua vida…..

Bancada Directa apresenta à sua família e aos entes que lhe foram queridos sentidos pêsames

Que descanses em paz Angélico!

Pão de Mafra. Vem aí o seu Festival no Jardim do Cerco em Mafra

Caro amigo leitor do Bancada Directa. Gostas do “Pão de Mafra”? Então não faltes a este Festival no Jardim do Cerco


De 8 a 10 de Julho, o pão de Mafra dá o mote para a organização de um festival que, no magnífico cenário do Jardim do Cerco (traçado junto ao Palácio Nacional de Mafra), integra variadas actividades culturais, desportivas e recreativas.

O fabrico do pão de Mafra, inicialmente conhecido pela designação mais vasta de pão saloio, permaneceu uma actividade essencialmente doméstica e artesanal que, durante séculos, marcou os ritmos de um ciclo agrícola mais complexo e demorado.
Na actualidade, a sua produção representa uma das mais importantes actividades industriais do município, com os principais polos de produção centrados nas zonas do Barril, Carvalhal e Encarnação.

Produto de excelência, distingue-se pelas suas singularidades, quer ao nível do processo de produção (elevado tempo de amassadura, tempo de fermentação muito curto e reduzido teor de levedura), quer ao nível do produto (pão com "buracos", mais adocicado e saboroso, com textura própria, macia e de baixo teor de acidez).
Característico da região, o pão de Mafra encontra-se actualmente em processo de certificação como produto de denominação de origem protegida. Com organização da Câmara Municipal de Mafra e apoio do Turismo de Portugal, Turismo de Lisboa, Giatul e Associação de Comércio, Indústria e Serviços do Concelho de Mafra (ACISM), o "Festival do Pão" é ainda complementado pela realização de uma mostra gastronómica, na qual participam 16 restaurantes do concelho de Mafra.
Informação enviada para o blogue Bancada Directa pela Câmara Municipal de Mafra

Este ano não te vi por lá,meu amor. Estavas com medo da Policia? Eles até gostavam de te ver……

Este ano não te vi por lá,meu amor. Estavas com medo da Policia? Eles até gostavam de te ver……

A defesa do ambiente e a promoção do uso da bicicleta em detrimento de transportes públicos ou privados, colectivos ou não, que usem combustíveis fósseis parecem-me muito bem, melhor ainda quando em pelota, invadindo a minha cidade!!!

Foi no Domingo passado. Realizou-se, a exemplo do estrangeiro, a 1ª World Naked Bike Ride. Foi entre o Marqués de Pombal e Belém. Mas nada de nus integrais. Alguns “amandavam-se”. Mas nada que se não pudesse ver!

Mas que o sol do meio-dia queimava as costas dos ciclistas lá isso era verdade.

Foram boas pedaladas e boas brasas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Detective Tempicos volta a atacar. Episódio final da novela “Os Mistérios do Castelo de Chamborg”. Versão Detective Jeremias (Santarém)

O Detective Tempicos volta a atacar. Episódio final da novela “Os Mistérios do Castelo de Chamborg”. Versão Detective Jeremias

Título deste episódio : “Última cena - cai o pano"

A autora é a Detective Jeremias (Santarém) (Código: Lagarto)



Tempicos sentiu um frio fininho a descer pela espinha. ’Tava tramado! O plano magnífico, sem um único defeito, tinha falhado. Sentia-se só, triste e abandonado.

E agora? Como é que poderia sair desta?

Tinha passado os últimos tempos na horizontal, entre a rede espreguiçadeira e a toalha fofa esticada no areal, a beber sumos de fruta tropical e a ver as vistas. Os seus “colaboradores” iam alinhavando as cenas da produção teatral enquanto ele descansava. Estava no seu direito, caramba, pois bem vistas as coisas ele é que era o cérebro, o ideólogo, enfim o motor de um sucesso teatral garantido.

Os autores desta novela brincam, brincam, mas Tempicos tem a prova de um deles em Chamborg

Tempicos até já tinha imaginado o seu nome em néon na Broadway. A peça, graças a ele, seria um sucesso de bilheteira. Era uma história com drama e paixão, com um clima espiritual e profano em simultâneo, com um toque de gastronomia e de religião q.b., com crime … ah e não esquecer o nu integral de Anadrá que garantiria o letreiro “ESGOTADO” durante semanas a fio e a venda de bilhetes no mercado paralelo
Arnéss cuidava em excesso da sua condição fisica para continuar a trocar os olhos aos seus "lovers" de Chamborg

Tudo terminara com a entrada de Santi em cena. Ao fim e ao cabo Salvador Santi era o “patrão” de Tempicos e o homem que garantiria o pagamento chorudo por transferência bancária ou em notinhas novas cor púrpura de 500 € perfiladas em maços numa mala de marca. Mas fora precisamente o Santi que metera a boca no trombone ao falar na exploração dos “colaboradores” de Tempicos, na boa fé de escritores ilustres… patati patatá…

Estes tinham conhecimento do negócio. Bom, mais ou menos tudo… Quase tudo… Para falar verdade, todos eles desconheciam que existia uma verba elevadíssima prestes a dar entrada no bolso, ou melhor, no cofre do Tempicos. A Broadway não brinca em serviço.
Frau Jeremein frequentava tudo o que era ginásio para não ficar atrás da esbelta Arness

Por tudo isto os “colaboradores” de Tempicos uniram-se e disseram-lhe a uma só voz: “Queres um final para a história? Encaixa a caneta nos dedinhos e desvenda tu o crime!”.

Agora Tempicos estava metido na chamada camisa-de-onze-varas. Quem poderia ele escolher para culpado do assassinato do Marquês?

Salvador Santi estava fora de causa. Tempicos ainda tinha pensado nele. Mas Santi leu-lhe os pensamentos e, abandonado a sua classe de produtor teatral, sussurrou-lhe uma ameaça velada com voz rouca: “Se me pões como culpado nem vês a cor do dinheiro”.

A Madame de Chamborg e o motorista Joseph d´Ambrosio também não podiam ser acusados. Ela esticada das plásticas e ele chupadinho das carochas não teriam força para jogar ao berlinde, quanto mais para atirar uma seta. Com estes dois, setas só as do Cupido.

Tempicos pensou que poderia incriminar a enfermeira Frau Jeremein ou a cozinheira Arnéss ou ainda o cónego Novenat, mas para falar verdade tinha medo deles. Uma estava armada com seringas gigantescas, outra com facalhões, ou pior ainda, com venenos naturais e o cónego tinha poderes para o excomungar. A Katinha nem pensar! A sua Katinha nunca poderia ser a culpada.

Era uma questão de princípio!

Restava-lhe o Anardá. Neste ponto, Tempicos sentiu o friozinho na espinha para cima e para baixo. Imaginou as consequências tenebrosas que lhe estariam destinadas caso tivesse o atrevimento de apontar o Tarzan Anardá como assassino do Marquês.

Tempicos pensava, pensava. Tempicos desesperava.

Nada de nada, nem uma única pista para encontrar um culpado e um desfecho à maneira.
A Detective Jeremias compara Anardá a Tarzan. É influenciada porque o autor que é a fonte da personagem Anardá, tem um fisico elegante, é esbelto e pesa cerca de 60 quilos. Bem bom!...Mas não faz nus integrais

Finalmente enxergou uma luz ao fundo do túnel. Só lhe restava uma saída. Apesar de preferir os detectives americanos do policial negro, via-se obrigado a optar por uma saída à Poirot.

Convocou todos os envolvidos (com excepção do morto) para a biblioteca do castelo e deu início a uma prelecção. Tempicos fazia acusações e deixava os ouvintes inquietos. É bem verdade que cada um deles tinha culpas no cartório.

Tempicos, implacável, não deixou ninguém falar. Estava prestes a transformar-se no alvo onde se iriam cravar as flechas da indignação, da revolta e da ira do grupo: da marquesa, de Joseph, de Jeremein, de Arnéss, de Novenat, de Anadrá, de Santi e até da doce Katinha.
Mas ficaram todos congelados, em suspenso, como uma velha cassete-vídeo avariada quando ouviram as derradeiras palavras de Tempicos:
“Quem assassinou Mendés-de-Chamborziac fui eu, Tempicos, detective Tempicos, o detective-criminoso!”

FIM


Detective Jeremias. Santarém. Junho de 2011

Por estas terras de Aveiro. Desporto para todos!





Agradecimento ao Pedro Neves

O ser-se portista de alma e coração de André Villas-Boas. Está bem! Pode ser! Mas desde que não ultrapasse os 6 milhões de euros.

O ser-se portista de alma e coração de André Villas-Boas. Está bem! Pode ser! Mas desde que não ultrapasse os 6 milhões de euros.

Pontos de vista e Opiniões com/sem fragmentos do Bancada Directa

André Villas-Boas seria assim tão portista, que nem chegou a aquecer a sua cadeira de sonho?

A opinião do Tiago Mesquita

Não sou ingrato. E por isso tenho de agradecer a este senhor que treinou o FC. PORTO, ou melhor, a quem o FC Porto deu a oportunidade de ouro de ser treinador principal de uma equipa de futebol profissional de topo. Uma das melhores do mundo. E por isso aqui fica o meu obrigado ao André pelos serviços prestados ao FC Porto. Mas agora tenho uma coisa a dizer-lhe: o meu caro amigo é de uma ingratidão a roçar a traição.


E digo isto não porque saiu do cargo que ocupava, pois acho que foi um excelente negócio tanto a nível pessoal como para o FC Porto, mas porque o fez de uma forma escusada, imatura e quase provocadora. Se o fez por ingratidão, medo ou cobardia só o André saberá. Eu, adepto confesso do clube, não precisava de o ver durante meses a vender o peixe de que ocupava a sua "cadeira de sonho", a pedir a jogadores para não saírem do clube, a fazer juras de amor eterno e de fidelidade, e depois fazer esta triste figura, evitando quem acreditou em si e enviando para o clube um fax a comunicar a rescisão contratual, porque um russo qualquer com mais dinheiro no bolso do que valores no cérebro o corrompeu (provavelmente através daquele senhor que anda sempre vestido de agente funerário) ao ponto de o André não perceber que existem várias formas de se crescer, mesmo a nível profissional. Vendeu o respeito a um clube e aos seus adeptos. Vendeu-se a si próprio. É a sua escolha.

O clube, os adeptos e a sua cidade natal mereciam muito mais de si. O próprio André deveria ter feito a mesma escolha mas de outra forma pois é um jovem, iria receber os mesmos 5 milhões de euros por ano, ninguém o impediria. Esqueceu-se que se não lhe tivessem sido dadas as condições que teve, uma aposta em si como poucos fariam do Presidente do clube pessoalmente sem medo de pôr a cabeça no cepo, o André e seus adjuntos continuariam ainda hoje a tomar café na pastelaria junto ao estádio Cidade de Coimbra.

E ressalvo que acho muito bem que queira subir na vida, mas não se esqueça que a vida dá muitas voltas e o oligarca que agora o levou foi o mesmo que pôs José Mourinho a andar do clube quando se fartou dele. Para ele "o André é o gajo que o Inter queria, mas eu tenho dinheiro e eles não". E o André não é Mourinho e jamais irá ser por mais que o pintem de ouro. O Mourinho é Mourinho, o André era um adepto e treinador do FC Porto até há uns dias. E até Mourinho, depois de ganhar a taça UEFA, não sendo adepto do clube teve a inteligência e coragem de, mesmo assediado por todos os clubes europeus, ficar no Porto. Resultado: ganhou a CHAMPIONS LEAGUE.

Lembre-se disto: o meu Porto vai ser sempre muito maior do que o seu Chelsea. Nem há comparação possível. E tenho pena que não tenha percebido isto quando virou as costas à equipa que o fez valer 15 milhões de euros. O André até pode gritar ao mundo que é o special 2 (two), porque não é. Resta-me desejar-lhe toda a sorte do mundo. E não será preciso dizer-lhe que mesmo que não precise da equipa que o lançou para nada pois ficará rico num ano, para si o fax da SAD do FC Porto dará sempre o mesmo sinal: ocupado.


Tiago Mesquita

domingo, 26 de junho de 2011

A minha crónica de domingo. Hoje vão estar 40 graus de temperatura. Eu, Olho Vivo e Pé Ligeiro estou preocupado é com o desprezo que dão aos idosos

A minha crónica de domingo. Hoje vão estar 40 graus de temperatura. Eu, Olho Vivo e Pé Ligeiro estou preocupado mas é com o desprezo que dão aos idosos.

Este País não é para velhos…

A crónica de Olho Vivo e Pé Ligeiro

Título de um excelente filme dos irmãos Cohen que recomendo vivamente como uma obra-prima. Foi pensando neste título que me chegou às mãos a informação que os seis juízes do tribunal Constitucional tinham todos recebido um carrinho oferta do bom povo português (principalmente do que anda a pé).

É claro que suas excelências tinham que ter um carrinho de acordo com o seu poleiro na hierarquia do Estado. Vai daí arranjaram-se uns BMW carotes para suas excelências

No tribunal funcionam seis juízes e trata-se de nomeação política!

Da combinação entre o PS e o PSD dividiu-se ao meio a influência e ficaram três de cada tendência.

Irmãos Cohen

Pensava eu que um juiz devia ser uma pessoa o mais independente possível dos partidos. Mas, pensava mal.

Aqui tal como na Caixa Geral de Depósitos e em tantos outros tachos a divisão faz-se amigavelmente metade para cada lado. Dizia-se antigamente: Pataca a ti, Pataca a mim.

Entretanto os nossos políticos com a falta de dinheiro resolveram cortar nos abonos de família e em muitas outras coisas que nem vou enumerar que até me arrepia.

Só não se lembraram de cortar nas mordomias do aparelho de Estado.

Gastando 600.000 euros nestas pequenas mordomias os partidos dão uma ideia clara que andam a esbanjar o nosso dinheirinho de uma forma no mínimo vergonhosa.


Depois admiram-se que 41% do eleitorado lhes tenha voltado as costas. Se continuarem assim vão ter um lindo enterro .E eu quero assistir ao velório

E assim vai Portugal. Uns vão bem e outros mal..

Assina OLHO VIVO E PÉ LIGEIRO


Adenda proposta pelo nosso cronista "Olho Vivo e Pé Ligeiro"

Caro,
Analisando melhor, o assunto dos juízes do Tribunal
Constitucional verifico que actualmente são 13 os juízes, em vez dos 6
de 2007. A nomeação é feita pela Assembleia da República (cá estamos
na nomeação política) e a lógica ensina que cada grande partido dos
dos principais nomeia metade. Aparentemente parece tudo muito democrático mas continuamos com os dois grandes partidos a dividir os juízes que serão, logicamente, fans de um dos dois como é óbvio.
Favor colocar esta adenda no final do meu texto. Obrigado.

sábado, 25 de junho de 2011

Só me faltava mais esta. Constatar que há um cão comprometido!.....

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que passem um excelente Fim-de-semana

E como o calor está a apertar há que ter cuidado com os locais muito quentes e não apanhem sol directamente nas horas impróprias por causa das insolações.

Como vêem a moça também está preocupada.

Bom Fim-de-semana

Este país onde eu vivo. Felizmente que intervalo com frequência. Posso! Senão dava em doido!....



Este país onde eu vivo. Felizmente que intervalo com frequência. Posso! Senão dava em doido!....

As situações aberrantes desta semana.

Caso nº 1 - Tanta… Incompetência e Vigarice!!!
Médicos usam receitas de mortos
Uma mega burla de receitas falsas de medicamentos prescritos por médicos e dentistas que utilizaram as cédulas de colegas falecidos para pedirem vinhetas e passarem receitas. in Correio da Manhã

Caso nº 2 - Há 1683 veículos do Estado que são usados para fins pessoais
A frota do Estado já vai com 29 mil viaturas, conforme cálculos ainda assim feitos por baixo. in Jornal "i"

Caso nº 3 - Justiça pagou 165 mil euros a magistrados já falecidos
Uma auditoria da Inspecção-Geral das Finanças às despesas da Justiça detectou pagamentos em excesso de subsídio de compensação a magistrados jubilados já falecidos. in Jornal de Negócios

O desporto por estas terras de Aveiro neste Fim-de-semana


Agradecimento ao Pedro Neves

Cronicando ao Sábado. O texto em atraso. O atirador solitário

Cronicando ao Sábado. O texto em atraso. O atirador solitário
Palma de Maiorca. Zona de Sant Agustin. O hotel de grande capacidade estava cheio como um ovo. Com cerca de 400 quartos imaginem as pessoas que por lá andavam na altura das férias pascais. Alemães e ingleses eram a maioria dos clientes. Portugueses só nós. Hotel não acessível a operadores de viagens (agencias), só com recurso a internet.

Quando lá chegámos reparámos que dois cidadãos ingleses monopolizavam a atenção da plateia do salão de festas, sempre apinhado de espectadores. Entretinham-se a ver as crianças movimentarem-se no período do mini-disco e antes do show principal havia a distribuição de diplomas para os vencedores das provas do dia. E durante três dias vimos que os dois ingleses recebiam os diplomas de melhores atiradores (tiro a alvos fixos e moveis. Atiravam individualmente e ficavam sempre em primeiros ex-aequo.

Vim a saber que eram militares no activo, pois quando me dirigia para a Cala Mayor vi os dois a correr em ritmo de treino intenso. Vestiam fatos de treino do exército britânico.

Nessa tarde estava a família no bar da piscina a entreter-se a beber os famosos granizados de morangos, com os mais novos a despacharem umas pizzas de tomate e queijo e hambúrgueres intragáveis. Toca a sineta com os animadores anunciando a realização das provas de tiro. Logo atrás seguiam os dois militares ingleses. Seria mais um pró-forma pois a vitoria estava certa.
Os membros da família entreolharam-se entre si. Havia dois atiradores especiais de forças de segurança e criminal, um já na reserva e outro no activo, bem no activo. Vamos lá desbaratar os “beefs” pensou-se por unanimidade. Dito e feito, isto é, passou-se logo à inscrição dos dois atiradores especiais bem portugueses, por acaso oriundos do Alentejo.

Estava uma tarde de vento e no sítio da carreira de tiro fazia um canal de vento terrível. Os alvos não eram móveis, estavam embriagados de tanto espanejarem na ventania.
Começou-se pelos alvos fixos. Os primeiros a atirar foram os britânicos. Duas vezes na marca 10, foi na “mouche” e ficaram a aguardar a confirmação da sua eventual vitoria. Os atiradores portugueses não ficaram atrás e também furaram o alvo 10.

Para surpresa ainda faltava um membro da família atirar. Tinha sido inscrito à socapa com o nome de “atirador solitário”. Claro que também furou com o chumbo a marca 10.

Passou-se aos alvos móveis, apenas reservados aos atiradores com marca 10. Mais de vinte competidores já tinham ido tomar banho para as piscinas, ou então enfrascarem-se com “canhas” ou “granizados” no bar. O vento tinha aumentado de intensidade e a dificuldade era notória para todos.

Os britânicos ressentiram-se do vento, com alvos frágeis para se movimentarem uniformemente e não passaram da marca 6. Os atiradores portugueses, curiosamente, também furaram a marca 6. Tudo empatado até ali.

O atirador solitário ainda gramou com mais vento, pois a tarde caía. Previa-se um desempate para aqueles que tinham furado a marca 6. O último atirador, ajeitou-se, fincou o esqueleto no solo arenoso, apontou a espingarda uns dois metros acima do alvo bêbedo. Desceu compassadamente o ponto de mira e na altura certa disparou. Claro foi na marca 10.

Todos se olharam incrédulos. Até os britânicos.

O mais jovem membro da família, a autora da inscrição do “atirador solitário”, observou para o vencedor desse dia.
-Porque é que você não pratica tiro com mais frequência?

O “atirador solitário” encolheu os ombros como que a dizer “Deixa-me em paz!” Mas o chefe do clã esclareceu
-Tomara ele ter tempo para manter o blogue sempre em dia…….

Nessa noite no salão de festas não se viu qualquer rasto dos britânicos…


Adriano Rui Ribeiro

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Gato farrusco. Grande malandro. O segredo foi a alma do negócio.



Clicar para fazer mover os olhos e a cabeça do gato

O beijo de Vancouver. Novo vídeo mostra o que aconteceu na sequencia de protestos de adeptos de uma equipa de hoquei no no gelo

O que podia ser um beijo apaixonado no meio dos confrontos entre Polícia e adeptos de hóquei no gelo, em Vancouver, era afinal uma tentativa de acalmar os nervos em franja da rapariga deitada no chão.

A revelação foi feita na semana passada pelo próprio casal, que dias depois de ter a sua imagem a correr mundo deu uma entrevista a uma cadeia de TV canadiana e explicou o sucedido: depois da carga policial, a jovem estava em pânico e o namorado decidiu acalmá-la com abraços e beijos.

A Polícia tentou controlar os adeptos com gás lacrimogéneo e balas de borracha, seguindo-se horas de confrontos. Dezenas de pessoas tiveram de ser transportadas para o hospital por ferimentos ligeiros. Os casos mais graves foram quatro esfaqueamentos, de acordo com as autoridades.

Quase dez dias depois do incidente, surge agora um vídeo gravado da varanda de um dos prédios da rua onde os confrontos aconteceram. O casal aparece também, sendo percetível o motivo do pânico da jovem canadiana. Veja as imagens



Fragmentos e Opiniões. Os vinte e sete da Europa fazem tudo o possível para que a moeda Euro não se afunde!

Fragmentos e Opiniões. Os vinte e sete da Europa fazem tudo o possível para que a moeda Euro se afunde!

Leio o “Le Monde” de Paris e fico a saber o estado da moeda Euro

23 Junho 2011

Jornalista Philippe Ricard



No momento em que existe de novo o perigo de a moeda única se afundar, os dirigentes dos Vinte Sete reúnem-se em Bruxelas, para um Conselho Europeu, no decorrer do qual deverão aperfeiçoar o mecanismo destinado a evitar que a crise grega se replique.

A solidariedade contra a responsabilidade: foi esta a meta estabelecida por Angela Merkel, quando, há um ano, aceitou a contra gosto apoiar a Grécia. Para a Chanceler alemã, tratava-se então de exportar para toda a Europa, e em especial para os países do Sul, a "cultura de estabilidade" cara ao seu país.


De há um ano a esta parte, multiplicaram-se os locais de experiência onde se tentaria retirar ensinamentos colectivos da crise grega, numa situação de contágio à Irlanda e depois a Portugal: endurecimento do pacto de estabilidade, "semestre europeu" [de coordenação económica], pacto "euro plus" para fazer convergir as economias, mecanismos de vigilância macroeconómica. Para além dos fundos de salvamento criados em situações de emergência, os países da zona euro esperam criar agora um mecanismo capaz de evitar outras crises existenciais.

"Na ausência da união política, é indispensável uma governação reforçada da zona euro", insistiu o director-geral interino do Fundo Monetário Internacional, John Lipsky, na segunda-feira, dia 20 de Junho, no Luxemburgo, perante os ministros das Finanças europeus.

Sylvie Goulard


Entre as diversas iniciativas, a mais importante continua a ser a reforma do pacto de estabilidade e crescimento. Em vésperas do Conselho Europeu de 23 e 24 de Junho, estão a decorrer as últimas negociações entre os Vinte Sete e o Parlamento Europeu sobre essa reforma. O pacto, instituído em 1997, foi modificado, passando a ser mais flexível, por iniciativa dos franceses e alemães, que não conseguiam cumpri-lo.

Dispositivo que se parece com uma botija de gás

Desta vez, o pacto está prestes a tornar-se mais rígido. As sanções vão ser reforçadas de forma a penalizar os défices e/ou endividamentos excessivos e, simultaneamente, para evitar este tipo de derrapagens. Depois do falseamento de dados estatísticos orquestrado pela Grécia, foram introduzidas multas para os casos de fraude nas estatísticas.

O pacto será completado por um novo dispositivo duplo. Por um lado, será instituído o "semestre europeu", que permitirá que as instituições dêem, na primavera, a sua opinião sobre a política orçamental e as reformas aplicadas por cada Governo, antes da aprovação dos orçamentos pelos parlamentos nacionais

John Lipsky


Por outro, a vigilância macroeconómica será reforçada, para evitar as bolhas e outros desequilíbrios susceptíveis de deitar a perder a expansão de um país. Tratar-se-á de aumentar a vigilância, tirando partido de um facto reconhecido: os países cumpridores em relação ao pacto de estabilidade, como a Irlanda e a Espanha, basearam em alguns casos os seus progressos em desequilíbrios explosivos, como a bolha imobiliária ou a hipertrofia do sector bancário. Deverá ainda ser definido um conjunto de indicadores que servirão para analisar a balança de pagamentos, o saldo da balança comercial, a inflação e o emprego. Poderão ser aplicadas sanções, quando um país não conseguir corrigir algumas derrapagens.

Resta saber se este dispositivo ao estilo de uma fábrica de gás terá condições para funcionar. Receando que este nunca venha a ser aplicado, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, exigiu que os deputados europeus reforcem o carácter automático do novo sistema de sanções do pacto de estabilidade. Essa posição é partilhada pela Comissão e por alguns dos representantes eleitos. "Trata-se de evitar as negociações entre os Estados que têm tendência a perdoar-se uns aos outros", diz a deputada europeia Sylvie Goulard (Modem), relatora do texto sobre as sanções.

Apesar de as sanções terem um carácter mais automático, as capitais, a começar por Paris e Berlim, procuraram manter o controlo sobre o processo referente à aceitação ou não das recomendações da Comissão no que se refere à aplicação do pacto de estabilidade. Contudo, a França e a Alemanha querem encarar este arsenal como a emergência de uma forma de governo económico no seio da União Monetária.

Grécia. Manifestações. Vejam Loukanikos: o cão anarquista.!....

Recordar José Saramago. Nado e criado na Azinhaga do Ribatejo

Recordar José Saramago. Nado e criado na Azinhaga do Ribatejo

José

Agora que descansas definitivamente perto da tua Fundação em Lisboa à sombra da velha oliveira que tu em vida tantas vezes te encostaste a ela, faz-nos bem recordar a tua memória e ler em voz bem alta esta carta que tu escreveste à tua avó Zefa



Carta para Josefa, minha avó...

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo - e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água.

Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal! Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira - sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e aos roubos dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja.

(Contaste-me tu, ou terei sonhado que o contavas?...) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não fazia parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal, a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha vã e chão de terra batida. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos - e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Porque foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto entendo eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando, se soubesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti - e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.

Não teremos realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa, de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!"


É isto que eu não entendo - mas a culpa não é tua.

José Saramago, in "Deste mundo e do outro"

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