BANCADA DIRECTA: O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Prevenir doenças cancerosas e cardíacas consumindo 5 doses de frutos e legumes por dia

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Prevenir doenças cancerosas e cardíacas consumindo 5 doses de frutos e legumes por dia


O saber não ocupa lugar
Termas de medicina

Comer 5 doses de frutos e legumes diariamente será uma forma de prevenção natural de doenças do foro oncológico e de ataques cardíacos.

O destaque

O consumo de cinco doses de fruta e legumes por dia é uma das melhores formas de prevenir o cancro e os ataques cardíacos. Parece simples, mas a verdade é que comemos muito menos legumes e fruta daquilo que deveríamos comer diariamente. Sabemos que estão caros estes produtos, mas há que fazer um esforçozinho

O desenvolvimento

São vários os estudos científicos que sugerem que uma dieta enriquecida com frutos e vegetais um factor determinante na prevenção destas doenças tão graves, mas tão comuns, como o cancro, tromboses e outras patologias do foro cardiovascular.

E isto porque frutos e vegetais são extremamente ricos em antioxidantes, como a vitamina C, em fibras e bois chamados fotoquímicos, como o beta-caroteno, licopeno e a luteína, todos elementos conhecidos pelas suas propriedades no combate à doença.

Esta poderia ser uma boa razão para arrepiar caminho e repensar os hábitos alimentares, reforçando as doses de frutos e legumes. Porém comer mais frutos e legumes para prevenir doenças crónicas no futuro parece ser uma compensação demasiado longínqua para se abdicar dos nossos alimentos preferidos, nos quais pontuam as gorduras e os doces.

Há, no entanto, benefícios mais imediatos que nos podem fazer mudar de ideias: cinco doses de diárias de frutos e legumes farão de nós indivíduos com mais energia, far-nos-ão sentir melhor e será mais fácil manter ou perder peso.

Vamos lá a pouco e pouco tomar juizinho, no bom sentido da palavra

Afinal é fácil conseguir estas doses diárias. Não é preciso abdicar das guloseimas preferidas e muito menos converter-se ao vegetarianísmo. Vejamos algumas formas de alcançar esta meta saudável. Em primeiro lugar, saiba que não é preciso refazer totalmente a sua lista de compras e nem despejar a sua despensa ou o seu frigorifico para os encher de frutos e legumes. Reforce naturalmente a proporção destes alimentos quando fizer compras e introduza-os progressivamente na sua dieta

Se comer cereais, por exemplo, junte-lhes uma banana ou passas. Se fizer um estufado, não hesite em dobrar a quantidade de cebola e tomates. Se fizer sopa, junte-lhe meia chávena de ervilhas. Se comer gelados, cubra-os com morangos frescos.

Na pizza, saiba que os brócolos, por exemplo, acompanham muito bem com queijo. E porque não juntar legumes ao molho de esparguete?

O que é preciso é pensar em legumes e frutos sempre que preparar uma refeição. Um sumo de laranja ao pequeno-almoço, um legume ao almoço e dois ao jantar, mais uma peça de fruta ou uma cenoura entre refeições, um lanche fácil e saudável. E mesmo que não pareça ficara saciado até à próxima refeição: é que a quantidade de fibras que a fruta e os legumes proporcionam favorecem a saciedade

Assim, quando começar a preparar uma refeição, pense “onde estão os frutos e os legumes”? Quando por isso, já entraram na sua rotina alimentar e já não vai passar sem eles.
Nisto de legumes e frutos vale tudo: crus ou cozinhado, frescos ou congelados, secos ou enlatados – o efeito protector parece ser o mesmo. O que não vale é fazer batota; a tarte de framboesa não conta pois não tem fruta suficiente, as compotas e geleias também não, nem as bolachas com furtos, nem as batatas fritas, nem os aros de cebola fritos e nem o Ketchup….É certo que contêm frutos e legumes, mas não em quantidade suficiente e sobretudo confeccionados de uma forma que implicam a ingestão de gorduras, açucares e sal.

E agora vamos lá a ganhar bons hábitos.

A regra das cinco doses diárias é válida igualmente paga as crianças. Mas aqui entra um velho problema: afinal, as crianças não são propriamente as fãs nº 1 dos legumes. Afinal há países como o Japão e a Índia em que os legumes fazem parte da dieta alimentar das crianças e eles comem-nos naturalmente e sem dramas.

O que se passa é que as crianças imitam os adultos: se os pais rejeitam os legumes, elas também tendem a dizer que não gostam e empurram o prato. Ora, se os pais se habituarem a ingerir mais fruta e legumes, os filhos ganharão os mesmos hábitos.

Pode ser preciso alguma insistência, mas nada de obrigar as crianças a comer os legumes. À força nada se consegue; o truque é ir familiarizando-as com os legumes, servindo-os com os alimentos preferidos. Se é de hambúrguer que elas gostam, então há que servi-lo com brócolos e cenouras, em vez de batatas fritas. Assim as crianças associam os legumes aos sabores que mais apreciam. O que é preciso é transmitir ideias agradáveis sobre os frutos e os legumes, Por isso nada de fazer chantagem: “Se comeres as ervilhas todas, a seguir dou-te um gelado” – esta é uma frase proibida aos pais. Tal como as crianças, os adolescentes também têm uma relação difícil com os legumes, sobretudo se a eles não foram habituados na infância. E aos adolescentes de nada serve dizer que os legumes ajudam a prevenir as odientas crónicas – afinal eles pensam que viverão para sempre e o futuro é um conceito vago.

Seduza-os antes com o presente, encontre razões que façam com que comer fruta e legumes seja importante para um adolescente; diga-lhes que Fernão mais energia para a prática desportiva que ficarão com melhor aspecto, que poderão manter uma figura elegante sem terem de fazer dieta.

É claro que a tarefa não será fácil, por isso, em matéria de vegetais como de comportamentais, o melhor é começar cedo. Afinal, é de pequenino que se torce o pepino….Um ditado nutricionalmente adequado. Em resumo há que aumentar o consumo de hortaliças, legumes e frutos.

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