BANCADA DIRECTA: Fragmentos e Opiniões. Muito tens, muito vales. Nada tens, nada vales!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fragmentos e Opiniões. Muito tens, muito vales. Nada tens, nada vales!

Há ladrões e ladrões

A crónica de OIlho Vivo e Pé Ligeiro


Pois é meus amigos, ele há ladrões e ladrões. Uns parecem ser mais que outros.
Basta estarmos atentos aos telejornais e de quando em vez comprarmos um jornal.

O que é que vimos?

Se for um preto, pobretanas e jovem delinquente vimos que o mesmo é levado pela polícia, filmado, posto contra a parede e de costas apalpado e algemado. Depois metido à força num carro da polícia. Está resolvido o assunto. Ficamos felizes e descansados.

Se for um tipo como o que ainda está preso, o Godinho, o mesmo é apresentado algemado e empurrado por agentes para entrar no tribunal. Finalmente é preso e apresentado inúmeras vezes em dezenas de telejornais ou noticiários como o maior dos ladrões deste mundo. Se a sua prisão, directa ou indirectamente conseguir enlamear um determinado partido, então a coisa é repetida até enjoar.
Porém, se se tratar de pessoa fina tipo conselheiro de estado, a coisa é esquecida pelos noticiários. Ou então em vez do retrato do indígena coloca-se o seu iate ou vivenda e o nome vem devidamente tratado por senhor Carlos M.

E logo que o senhor é preso, se for advogado, no maior dos sigilos – um grupo de advogados da ordem vem logo fazer-lhe companhia não vá a polícia tocar nalgum “item” que ponha em causa o sigilo profissional. Ou lhe possa levar o computador com materiais explosivos e contactos esquisitos.

Tenho visto indivíduos a serem presos, com acompanhamento das televisões que só pode ser feito com o acordo e a colaboração da polícia, pois sabemos que as televisões não adivinham o local onde a prisão vai ser efectuada.

Dois pesos duas medidas. Uma justiça? Várias justiças… Democracias? Várias e diferentes democracias.

Um caso que me deu volta à cabeça, foi o daquele juiz conselheiro que chocou violentamente com outra viatura na Av. da Liberdade, causando quase a morte do próprio e tudo porque – disseram – que o senhor ia atrasado para uma reunião.
Sucedeu alguma coisa ao causador do desastre? Foi o motorista culpado por o carro ir disparado a muitos à hora? Num local que as regras dizem o máximo 60? Era o motorista que estava interessado em não cumprir o código da estrada? Ouvimos falar mais alguma coisa do caso? Ficou abafado? Não sabemos, nem nunca saberemos.

Os críticos que tanto falam pelas televisões abordaram o caso? Não vi!

Tenho inveja dos ingleses. Se a rainha de Inglaterra arrumar o carro num sítio proibido vem um simples polícia e passa-lhe a multa. Não há excepções, nem galões, nem ministros, nem nada. Lei é lei e é igual para todos.


Isto era assim em Inglaterra. Agora já não sei se se mantém. Com os exemplos da Europa não me admiro nada que lá também as coisas tenham entrado nos eixos… para pior!

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