BANCADA DIRECTA: A minha crónica "sabatinas". Recordar " Chanquete". E, claro, a cidade de Nerja e O "Verão azul".

sábado, 31 de julho de 2010

A minha crónica "sabatinas". Recordar " Chanquete". E, claro, a cidade de Nerja e O "Verão azul".

Cronicando ao Sabado
Chanquete, Verão Azul e a cidade de Nerja



A personagem "Chanquete", interpretada por Antonio Ferrandis na série "Verano Azul" e na foto de baixo todo o elenco principal

No meio desta semana calorenta e abafante abro o blogue Bic Laranja e leio este texto.

Esta vida de turista!...
Em 2002 rumámos à terra do Chanquete, em férias. O pacote incluía uma semana de alojamento a meio quilómetro da praia; refeições e estender as toalhas no cascalho era por nossa conta. Ora deslocações de 500 metros de ida e volta a pé para a praia, de manhã e de tarde, mais estender as toalhas, haveis de imaginar, são uma grande canseira!... Por isso não admira que de súbito começasse a ouvir à senhora:
- Esta vida de turista!...
Um suspiro que se tornou numa piada nossa e muito calhado para título dalgumas crónicas de praia que às vezes escrevo.

Para nós, modesto escriba deste Bancada Directa, claro, que me saltou à vista a palavra “Chanquete”. Evidentemente que o “blogger” está a referir-se à cidade de Nerja, situada na costa sul de Espanha, Província de Málaga e distando cerca de 135 quilómetros de Roquetas de Mar.

“Chanquete” foi a figura principal de uma série da TVE que passou na RTP nos anos 90 e que RTP Memória exibiu já em 2010. Chamava-se a série “Verão Azul” filmada em Nerja, com a colaboração do povo e o actor António Ferrandis era o “Chanquete”, personagem que morre no penúltimo episódio (18) O actor António Ferrandis morre a 16 de Outubro de 2000 no Hospital Quiron de Valência por motivos cárdio respiratórios. Tinha 79 anos. A minha mulher reviu na íntegra a serie de 19 episódios que passaram na RTP Memória. Mas não descortinou que o local onde passava a historia era uma localidade, na qual já tem passado dezenas de vezes ao seu lado. Nunca nos despertou a atenção passarmos por dentro de Nerja.

Antes de estar construída naquelas paragens (entre Málaga e Motril) a Autovia del Mediterrâneo, a nossa via de circulação era a N340. Esta “carretera” passava por dentro de Nerja, mas bastante longe do seu Centro e das suas praias, aí a uns tais 500 metros referidos pelo nosso amigo Bic Laranja. No caminho para Roquetas gostávamos de passar por Rincon de La Vitória, Torre del Mar, e Torrox. A N340 ainda, actualmente, passa por dentro de Nerja onde mais tarde entra na Autovia. Mas quando se chega a Nerja, vindo de Torrox, há uma rotunda. Nesse local segue-se logo pela “carreterra” MA501 S e entra-se na Autovia del Mediterrâneo. E não se vê Nerja. E é o que sempre acontece nas nossas viagens. Só utilizo a Auto-estrada A92 (Almeria/Sevilla) nas viagens de regresso.
Na última semana de Junho a Anne-Rose deu-me dois bilhetes para visitar “Las Cuevas de Nerja”. Como trabalha, melhor tem contactos directos com operadores turísticos locais, oferecem-lhe bilhetes para vários eventos. Fez questão que eu visitasse Nerja, aliás trabalha lá um seu irmão, cidadão maliano. Acabei por não o ver.

Da minha visita a Nerja gostei do que vi, do ambiente hospitaleiro da população, das novas urbanizações e de toda a estrutura social de apoio. A traineira do “Chanquete” lá está como símbolo turístico da cidade e do “Verão Azul”. Fez-me lembrar Tossa de Mar onde no alto do jardim, junto ao mar e dominando a cidade, lá está a estatua de Ava Gardner, que nos anos 60 filmou naquela localidade a película Pandora. Estivemos no “Balcão da Europa” local com vista magnifica sobre o Mediterrâneo. As praias são do mesmo estilo de todas as outras praias espanholas: areias nada amarelas e finas. Pelo contrário são escuras e formadas por arenitos grossos. Mas os espanhóis vivem com o que têm.

Curiosamente “Las Cuevas de Nerja” ficam muito próximo da Autovia del Mediterrâneo num local chamado Maro. Mas confesso que nunca tinha dado pela sua existência. Nem sequer reparava nas placas de sinalização. Visitei-as e fiquei encantado. Tão semelhantes às Grutas de Aracena, pela sua grandiosidade. Foram descobertas em 1959.
A história de Nerja, na sua maioria, ainda se está a descobrir através das Grutas de Nerja, através das pinturas que se estão a encontrar nelas, e, graças a elas, sabe-se que os primeiros povoadores chegaram aqui na época do Paleolítico ao Bronze. Desde esses dias e até aos dias de hoje, muitos são os episódios que se viveram na zona.

Dos monumentos que vi na minha visita destaco o Balcão da Europa, (foi o rei Alfonso XII em 1885 que mandou construir a Torre dos Guardas e que mais se converteu neste local de turismo), a Ermida de Nossa Senhora das Angustias, a Igreja Virgem Maravilhas ou o Aqueduto El Águila. As praias são o que eu já disse, tão iguais a tantas outras espanholas. Realce para a praia mais cosmopolita, La Torrecilla. A gastronomia é na base de pescado e mariscos.


Iremos lá novamente num futuro próximo

Adriano Rui Ribeiro

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