BANCADA DIRECTA
BANCADA DIRECTA: Julho 2009

sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Os desalinhados (16) Para os "etarras" espanhois os portugueses serão assim gente tão pacifica?

Os desalinhados (16)
Para os “etarras” bascos espanhóis serão os portugueses “tudo gente pacífica?”

Nas inúmeras viagens que fiz a Bordéus, no sudeste francês, praticamente nunca me desviava do caminho ideal, pois tentava sempre cumprir um tempo na volta das 16 horas de viagem E este caminho ideal era entrar pela fronteira de Vilar Formoso, seguir por Salamanca, Burgos Vitoria, passar, sem parar nunca, em Donostia (San Sebastian) e entrar por Hendaia.

Depois era o caminho mais directo, isto é, passar por Bayonne e apanhar a estrada da morte (para os portugueses quando vêm de férias), que atravessa a Landes e daí chegar a Bordéus. Que me lembre só uma ou duas vezes me desviei desta estrada e fui pela “Corniche” até St Jean-de-Luz e Biarritz. Nas viagens de volta, só uma vez é que alterei este itinerário, porque estávamos na segunda semana de Julho e havia o Sanfermin em Pamplona. Não perdi a oportunidade e quando cheguei a Bayonne desviei-me para esquerda e apanhei a estrada para Pamplona, mas que só entra em território espanhol em Valcarios. Muito perto de uma serra elevada, chamada Puerto Ibañeta.

Sabia que ia passar por locais que são santuários dos “etarras” espanhóis. Não me importei. Logo a seguir apareceu-me outra localidade de nome Auritz . Andei um pouco mais e apareceu-me um desvio para o vale do rio Irati. Foi aqui nesta estrada que deparei com uma loja tipo snack e parei para comer alguma coisa.

Estava uma meia manhã de nevoeiro intenso e o ambiente no interior do snack era escuro como breu. Entrei e dirigi-me ao balcão, enquanto a minha patroa se sentava numa cadeira encostada a uma mesa desengonçada de madeira. Num canto da sala estavam sentados noutra mesa quatro homens, para os quais eu praticamente não olhei. Porque não vi ninguém no balcão, resolvi esperar e sentei-me ao lado da minha mulher. Ela tocou-me no joelho para que eu olhasse para os homens. Vi que dois estavam armados com pistolas debaixo dos casacos. Tenho a certeza que abriram os casacos para que eu visse as armas.
Aguardei os acontecimentos. De repente dois dos homens levantaram-se, um com uma espingarda e saíram para o exterior. Acompanhei-os com o olhar e com o medo instalado. Dirigiram-se ao meu automóvel e olharam fixamente para a matrícula traseira. E lá estavam os dizeres 19-69-AH e um P muito azul a indicar o país. E um autocolante com a palavra Portugal.

Um sorriso largo acompanhava os dois homens quando voltaram para o snack e se juntaram aos outros dois. E o levantar dos polegares das suas mãos indicavam que nós éramos gente pacífica.

Pois, pois, gente pacifica o tanas. Levantámo-nos da mesa, rapidamente enfiámo-nos no carro e só parámos em Pamplona. Até nos passou a fome.

Meto-me em cada uma. Serei assim tão desalinhado?

Morreu um senhor do futebol mundial. Bobby Robson. (1933/2009) Paz à sua alma!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Para sempre Bobby Robson
Apesar de ser um facto há muito esperado, devido à doença terrivel que o atingiu, a noticia não deixa de nos surpreender. É muito triste alguem deixar este mundo, sendo esta pessoa um lutador emérito. Que o exemplo de vida de Bobby Robson dê os seus frutos em todos aqueles que o admiravam.

Paz à sua alma

ver a noticia em pormenor aqui

Bom Fim-de-semana a todos os amigos leitores do Bancada Directa

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Conforme temos dito anteriormente, tristezas não pagam dívidas e não ajudam a resolver a crise. Por isso Bancada Directa tenta levantar a moral dos seus amigos leitores e oferece-vos esta semana uma pequena que não está nada mal aviada.

Então votos de que aproveitem e passem um excelente Fim-de-semana.

Os perigos da exposição ao sol. É o nosso Temas de Medicina de hoje, integrado na rubrica "O saber não ocupa lugar!"

O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina
Os cuidados a ter com a nossa pele.

Os perigos dos raios solares.

O destaque

Raios que envelhecem: são os raios solares, capazes de acrescentar anos a uma pele jovem. É o envelhecimento prematuro para o qual se contribui em cada época balnear, quando não se tomam as devidas precauções. Para o evitar, nada melhor do que ter bom senso e um bom protector solar!

O desenvolvimento do tema

O sol é um dos principais responsáveis pelo envelhecimento prematuro da nossa pele. Disso não há a mais pequena duvida: não é o único, porque o tabaco, a gravidade, as expressões faciais e até a posição em que se dorme também contribuem. Mas é, de longe, o principal responsável, sobretudo quando há exposições excessivas e desprotegidas.


Sem protecção, bastam uns minutos de exposição por dia para que, ao longo dos anos, ocorram alterações substanciais na pele. Rugas, manchas, derrames são apenas exemplos de um processo cuja consequência mais grave é – todos o sabemos – o cancro cutâneo

Este é um fenómeno que se desenvolve progressivamente, não sendo visível de um dia para o outro. Mas os efeitos estão lá, sendo mais ou menos acelerados consoante o tipo de pele e os acontecimentos individuais da exposição solar. Com a exposição repetida, a pele vai perdendo a capacidade de se regenerar: os raios ultravioleta destroem o colagénio existente e dificultam a produção de novo, além de que também atacam a elastina, responsável pela elasticidade da pele. O resultado é uma pele precocemente flácida, enrugada e com uma textura semelhante a cabedal.

Pele descascada, porque foi muito agredida


Os danos vão-se acumulando sob a superfície da pele, não sendo de imediato visíveis a olho nu. Mas estão lá e, mais cedo ou mais tarde, emergem, marcando a pele, sobretudo a do rosto, a que está mais exposta à radiação e aos demais agentes agressores ambientais.

Não é, naturalmente, possível evitar por completo o envelhecimento da pele causado pelo sol, mas é possível minimizá-lo, prevenindo as consequências mais graves de uma exposição intensiva. A prevenção é aqui sinónimo de um conjunto de medidas simples, mas preciosas, com o uso do protector solar na primeira linha.

E que medidas? Desde logo, evitar a exposição aos raios solares nas horas em que é mais intensa – quer ande na cidade, no campo ou na praia, o risco é sempre maior entre as 11 horas e as 16 horas. É então que, não podendo resguardar por completo o corpo, permanecendo em casa, se deve defender a pele. A do rosto, com a aplicação de um protector solar com índice igual ou superior a 15 e, de preferência, especifico para esta zona do corpo tão sensível. Os braços e as pernas devem, igualmente, ser cobertos com uma camada generosa de protector. A complementar o ideal seria o uso de um chapéu de abas largas e de roupa ampla e que reduzisse ao mínimo a pele exposta aos raios solares.

Gravidade e Cª

Os raios solares são a principal fonte do chamado envelhecimento extrínseco – ou seja, o envelhecimento que não é natural. Mas há outras causas, em que se inclui a gravidade. Esta força que atrai os objectos para o centro da Terra – e que impede, por exemplo, que flutuemos como acontece na Lua – está constantemente a exercer a sua acção sobre o nosso corpo. Somos constantemente puxados para baixo e, a certa altura da vida, isso reflecte-se na pele. É pelos 50 anos de idade, quando a elasticidade cutânea declina acentuadamente, que os efeitos da gravidade mais se notam: a ponta do nariz descai, as pálpebras também, as orelhas alongam-se, as bochechas evidenciam-se, o lábio superior tende a desaparecer e o inferior a ficar mais pronunciado.

Outras marcas que não as do tempo são as que registam, na pele, os nossos hábitos de dormir. Descansar o rosto sob a almofada durante várias horas consecutivas, numa mesma posição que se repete ano após ano, também abre as portas às rugas. São linhas que ganham lugar cativo no rosto e que não desaparecem ao acordar – nas faces ou no queixo, quando se dorme de lado, na testa, quando se dorme de barriga para baixo e a cabeça enterrada na almofada. Quem dorme de costas escapa a esta fatalidade, uma vez que o rosto não é pressionado.

Este tema continua para a semana.

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

1º golo de Cristiano Ronaldo no Real Madrid

Posso andar no passeio em segurança, posso?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Fica na nossa consciencia, se não são as autoridades que regulam o transito, e também os estacionamentos, os causadores de certas situações incorrectas?

Mas primeiro vamos ver as duas imagens que mostram os sinais e de seguida um comentário de um leitor bem informado sobre o assunto.

«Se estes painéis se destinam mesmo a permitir o estacionamento em cima do passeio, a sua legalidade é no mínimo muito duvidosa. Eles foram criados por um simples decreto regulamentar (= com valor inferior ao de uma lei ou decreto-lei), e portanto não podem contrariar o Código da Estrada. Como disse LC, o Código da Estrada não prevê uma única excepção à proibição da paragem ou estacionamento em cima do passeio. Portanto, segundo o Código da Estrada, parar ou estacionar no passeio é absolutamente proibido, seja em que circunstância for.Parece-me que este argumento é válido. Quando o Código da Estrada admite excepções às regras que prevê, di-lo expressamente. Por exemplo, no art. 27 estabelecem-se os limites de velocidade que todos conhecemos. Mas no art. 28, nº 1, alínea b), admite-se que possam ser fixados limites superiores aos legais (por ex., mais de 120 km/h) “quando a intensidade do trânsito ou as características das vias o aconselhem”.»

Esta situação verifica-se em Belem/Restelo

Agradecimento ao "passeio livre".

Esta Lisboa que eu amo! Hospital de Dª Estefânia. O Zé da Pila Grande passou por aqui: mas não fez estragos que se saiba. Já tinha feito em casa dele.

Esta Lisboa que eu amo
Pois é, caros amigos amigos leitores. O Zè da Pila Grande voltou a fazer das suas e a encher esta Lisboa com a sua arte magnifica. Desta vez passou pelo Hospital de Dona Estefânia, estabelecimento pediátrico de referencia, e nem a casa dos vigilantes escapou aos seus assomos artisticos.
Fez os estragos relativos que as imagens mostram. Estragos de maior vulto não os fez, porque já os tinha feito na sua casa e quando aqui chegou, vinha mesmo descaído e a contradizer as suas performances.
Ora vejam lá.
Agradecimento aos amigos do Lisboa SOS

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

O desporto no Bancada Directa. Reflexões sobre o ultimo Tour de France. A Astana falha como equipa apesar de ter ganho a prova.

Temas de desporto no Bancada Directa.
Reflexões sobre o “Le Tour de France 2009”.
O caos implantou-se na equipa Astana

Amigos. Alberto Contador (1º) e Sérgio Paulinho (35º) brindam ainda nos Campos Elíseos.

Não há bela sem senão! A equipa Astana ganhou o Tour mas faltou-lhe tudo o resto e como equipa afundou-se para sempre.

A equipa cazaque dominou individual e colectivamente, enquanto os “egos” das suas duas figuras proeminentes chocaram de frente.

Volta Vinokourov

“Astana” é a palavra proibida para Johan Bruyneel. A equipa cazaque tornou-se o pesadelo privado do director-desportivo que recentemente apresentou o seu pedido de demissão do cargo.”Astana acabou!”, gritou depois de receber a notícia de que Alexandre Vinoukourov, ciclista emblemático do Cazaquistão e um dos fundadores da equipa, iria voltar a correr. No Tour de 2007, Vinoukourov foi acusado de doping e de ter feito uma transfusão de sangue durante a competição. Acabou suspenso por dois anos. Em 2006, tinha estado envolvido no escândalo de doping conhecido por “Operação Puerto” e este ano, sem papas na língua, afirmou que se Bruyneel não o aceitar de volta, ele é que terá de sair, porque ele assim o tinha decidido.

Os cazaques estavam do lado do ciclista e lançaram uma série de acusações ao director, que bateu com a porta. “Tivemos uma reunião em que falámos sobre o seu (de Vinoukourov) eventual regresso, depois ele deu aquela entrevista à televisão e nunca mais apareceu no hotel”, disse o director – desportivo, afirmando que tudo foi tratado nas suas costas.

Amigos? Armstrong, Paulinho e Contador brindam em Paris

Mas os problemas apareciam de todos os lados. O conflito entre Alberto Contador e Lance Armstrong deu origem a uma série de acusações de facilitismo no controlo anti doping. A 21 de Julho, o autocarro da equipa com o nome da capital do Cazaquistão foi revistado pelas autoridades suíças, mas a procura foi inconclusiva. Contador esquivava-se a comentários e disse apenas: “ não sei de nada, estou totalmente concentrado nos cinco dias que restam do Tour e na minha equipa. Já Lance Armstrong sabia bem do que se falava no seio administrativo da equipa Astana

A saída de Bruiyneel fez crescer os rumores sobre a possibilidade de aparecer uma nova equipa com ambos na frente. Bruiyneel a mandar e Armstrong a chefiar os ciclistas e o comboio.

Durante o Giro de Itália, a Astana não pagou os salários aos seus ciclistas. Dizem que não foi por falta de dinheiro, já que no Tour deste ano fizeram perto de 700 mil euros em prémios. Os atletas responderam à afronta vestindo as camisolas ao contrário, isto é do avesso, sem qualquer alusão à sua equipa.

Na Astana todos os postos são precários. Vinoukourov criou a equipa para ele e com ele. Falta pouco para que se assuma também com as funções de massagista e motorista. A crise chega a todos, mesmo aos que ganham.

Contribuições

Queria ganhar muito nos Campos Elíseos. Qualquer sprinter sonha em levantar os braços quando atravessa a linha da meta. Mark Cavendish (Columbia)

A partir de agora Armstrong para um lado e eu para o outro. O prémio é para o meu esforço.
Alberto Contador (Astana)

Só penso em descansar e desaparecer da face da terra por algum tempo
Carlos Sastre (Cervelo)

O espírito da equipa e sua organização permitiram-me ganhar dois prémios
Franco Pellizotti ( Liquigaz)

Participar num Tour assi, é impagável. Eu e o meu irmão estamos muito contentes. Missão cumprida
Andy Schlek (Saxo Bank)

Havia muitos jovens e foi difícil competir com eles. Estou feliz como estava em 2005
Lance Armstrong. (Astana).

Uma gaivota voava, voava... E a camara da Angela Ayres captou os momentos

As fotos da amiga Angela Ayres com o Tejo de permeio e o Terreiro do Paço a servir de base.
Uma gaivota voava, voava...


Pois é! Voam as gaivotas e nós todos gostamos de ver o seu gracioso vôo. E também gostamos da canção.

Obrigado Angela Ayres (Freixial)



Uma mulher de coragem. Documento impressionante.

Uma mulher de coragem.
Documento impressionante


Esclarecimento
Tinha acabado de entrar num escritório……

Tenho por lema que as minhas atitudes não se devem pontuar por uma ambiguidade que cause estranheza às pessoas que lidam comigo directa ou indirectamente. Se eu sou muito rígido com os outros, não posso ter comportamentos que colidam com o meu feitio. É o caso de eu ontem ter postado um tema sobre “obesidade mórbida” e que começava pela expressões acima referidas. Acontece que este trabalho se destinava para um outro blogue, que eu nele colaboro de vez em quando. Mas por uma lamentável distracção, comecei a trabalhar o tema no “Office” e sem me aperceber agendei-o para ser publicado pelas 20 horas de ontem no Bancada Directa, o que de facto veio a acontecer. Porque ontem saí à noite, já não tive oportunidade de ver o blogue e o texto por cá ficou publicado. Só esta manhã me apercebi do erro. E não tive outro remédio senão que eliminar o post e enviá-lo para o outro blogue.

Do facto peço desculpa aos nossos leitores e aos clínicos nele visados, pessoas, que modestas que são, não gostariam que terceiros mostrassem os seus trabalhos, a não ser em blogues afins, o que não é o caso do Bancada Directa, apesar dos seus “Temas de Medicina”, que referem apenas o carácter informativo para os seus amigos leitores...

Fragmentos e Opiniões. E já agora "Esta Lisboa que eu amo!" O negócio dos contentores

Fragmentos e Opiniões
Esta Lisboa que eu amo!


"Viver com o dinheiro dos outros "

A única coisa boa dos períodos pré-eleitorais é que, no meio da lama que a ventoinha vai atirando, há coisas graves que ficam à vista de todos. E ficamos a ver como é tão bom ter negócios como Estado.

Percebo pouco ou nada de contentores e espero passar pela vida sem ter de dedicar atenção a um assunto em que não descortino grande interesse, para além de Elia Kazan. Mas no alegado 'escândalo' da Mota-Engil com a Administração do Porto de Lisboa há uma coisa que me espanta: a total e absoluta falta de risco das entidades privadas.

Não dou especial valor aos relatórios do Tribunal de Contas (TC). Há por ali um misto de desconhecimento da realidade e de moralismo exacerbado. Mas também há, e justamente, a ideia de que os senhores do TC falam como guardiões dos dinheiros públicos. E ainda bem.

Também não dou especial valor à anunciada atenção que o Ministério Público (MP) vai dar ao assunto. Duvido que exista grande ilegalidade e duvido ainda mais da capacidade do MP em produzir acusações relevantes em matérias económico-financeiras.

Dado o desconto à habitual ortodoxia do TC, ao voluntarismo do MP, aos aproveitamentos políticos (Jorge Coelho lidera a Mota-Engil), ninguém me consegue explicar porque é que o Estado assume o risco que devia ser de privados e garante arcar com os prejuízos de tudo o que possa correr mal? É que eu também gostava de fazer negócios assim. Eu e toda a gente.

Num dos muitos relatórios que se produziram sobre o assunto há uma frase que diz tudo. Está assinada pela ex-controladora financeira do Ministério das Obras Públicas: "Se o risco de tráfego é inaceitável para os bancos, dificilmente será aceitável pelo contribuinte".

O que Mariana Abrantes de Sousa queria dizer era muito simples: os bancos recusavam-se a financiar um negócio em que a 'variável tráfego' era tão incerta e, da mesma forma, o Estado também se devia recusar a fazê-lo. Mas o Estado aceitou e, mais bizarro, quer convencer-nos de que isso é óptimo. Pergunto eu, contribuinte: qual é o risco que os privados assumem nesta história?

A questão da falta de risco é, em Portugal, muito vasta. Está à vista de todos neste negócio. E à vista de quase todos em muitas parcerias público-privadas. Não tenho nada contra os negócios entre o Estado e o sector privado. Há imensos casos em que este modelo é o mais eficiente para as partes, para o contribuinte e, mais relevante, para os utilizadores.

Mas é inaceitável que, a pouco e pouco, a iniciativa privada em Portugal se vá transformando ou reduzindo a uma espécie de prestador de serviços que o Estado não assegura, mas em que o Estado concessiona tudo, garante os risco e ainda paga as contas se correr mal.

Ricardo Costa

Mais fotos militares espectaculares. (2ª série)

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Aqui vos apresento a 2ª série destas fotos, que conforme vos disse anteontem, quer sejamos adeptos ou não de tácticas bélicas, vale a pena admirar a formação e disciplina destas sequencias activas.

agradecimento ao meu amigo Jorge Estrela Cerqueira Benfica

Vem ai a 71ª Volta a Portugal em Bicicleta 2009. Reflexões sobre a alimentação dos ciclistas.


Vem aí a Volta a Portugal em Bicicleta 2009. De 5 a 16 de Agosto
Reflexões sobre a alimentação dos ciclistas durante uma prova longa de etapas.

Sirvo-me de um tema muito escalpelizado pelos técnicos e ciclistas durante o ultimo “Le Tour de France”.
Bradlley Wiggins
Os destaques:
1- Os ciclistas consomem até 8 mil calorias por dia, três vezes mais do que o normal
2- Os ciclistas do “Le Tour de France” comem, no mínimo, oito vezes por dia e , por etapa, perdem 4 mil calorias.

“Mingau de aveia, massa e ovos para começar o dia, não será atraente, nós sabemos, mas põe-vos as pernas a mexer”, explica o chefe da alimentação da Garmin-Sliptream, enquanto distribui os pratos pelos ciclistas ainda ensonados. A Garmin é uma equipa americana que competiu no Le Tour de France deste ano de 2009. O dia de Sean Fowler, o chefe encarregado da alimentação dos ciclistas,é longo e as promoções dos supermercados só lhe trazem mais dores de cabeça do que vantagens, especialmente aquelas promoções em que descobre, na altura de pagar na caixa, que só pode levar dez unidades.

Para a comitiva da equipa Garmin-Sliptream a táctica não resulta. As quantidades de alimentos que entram na cozinha do chefe Sean Fowler têm de ser colossais para conseguir alimentar uma equipa que todos os dias corta a meta estafada.

David Zabriskie
É então que o chefe americano encarna mais uma das suas tarefas e, feito aguadeiro, corre a distribuir comida pelos ciclistas como se fosse a mãe deles. Mantém sempre a pose, passando pelo meio das “rullotes” de apoio à prova, sem tropeçar nos inúmeros cabos das aparelhagens infernais das cadeias de televisão “Às vezes estão tão desgastados que nem conseguem comer”, conta Sean Fowler. O ciclista David Millar concorda com esta opinião e diz: “Quando se começa a sentir fadiga extrema, começa-se a perder a fome e o apetite. O corpo começa a apagar-se, não se consegue comer, o teu corpo pede-te para tu desistires da prova. É horrível!” Já para David Zabriskie, ter o chefe da alimentação na comitiva foi a melhor coisa que podiam ter pensado e feito: “Ter o Sean Fowler a cozinhar-nos produtos frescos faz uma grande diferença. Até nos cozinha beterraba, que nós adoramos,, e que melhora imenso o nosso rendimento.”. Por causa de caprichos assim, lá vai o chefe para o mercado local pelas seis da matina.

Ciclistas, como Bradley Wiggins, que ªêm pouca massa muscular, as veias parecem querer-lhes saltar para fora dos braços e romper a pele. Mas, ao contrário do que se possa imaginar e parecer, não passam fome. Além de correrem, eles comem. E esta é a segunda tarefa diária que mais tempo lhes ocupa. Os ciclistas da Garmin-Sliptream consomem entre cinco a oito mil calorias diárias, duas ou três vezes mais do que as duas mil calorias aconselhadas para uma pessoa normal.

“Estão sempre a comer. Comem antes, durante e depois de uma prova. Por isso não podem comer qualquer coisa”, disse Sean Fowler, olhando pelo canto do olho para a AG2R- La Mondiale, cujos ciclistas são alimentados com a comida fornecida pelo hotel onde pernoitam. “Todo o cuidado é pouco”. Temos de evitar a todo o custo intoxicações alimentares e problemas gastrointestinais. Seria uma catástrofe que afectaria o rendimento de toda a equipa”, explicou Sean Fowler. Um ciclista perde em média, 4 mil calorias por etapa, segundo o que diz Allken Lim, fisiologista. “È muito fácil parecerem esqueletos ao fim de poucas horas, se não forem bem alimentados.

David Millar

Contribuições

Pequeno-almoço: Mingau de aveia, ovos, massa e arroz.
À saída do hotel comem barras energéticas, frutas e outros snacks.
Comem antes da partida já em cima das bicicletas

Durante a etapa
Os ciclistas aproximam-se dos carros de apoio para uma refeição rápida, galinha frita, por exemplo. Levam refrigerantes com cafeína e bebidas energéticas.
Apanham bagos de frutas nas bermas das estradas. (acontece muito isto em Portugal)

Jantar
Comem logo que termina a etapa, mesmo que não tenham vontade.
Ao jantar comem peixe e frango com alecrim, Para sobremesa abacaxi, rico em vitaminas e minerais, cerejas e amoras. Manteiga de amêndoa é o melhor para eles.

terça-feira, 28 de Julho de 2009

Comentadores da SIC apanhados a gozar com João Malheiro no Benfica/ At Madrid. Essa do B52 não percebi!



A Noticia vem no Correio da Manhã de hoje e ela aqui está.

Polémica: Comentadores da SIC sobre João Malheiro
“O homem nem toma banho...”
Os comentadores da SIC José Manuel Marques e Jorge Baptista são protagonistas de um dos vídeos mais requisitados no YouTube nos últimos dias. Tudo aconteceu antes do início do jogo de apresentação dos encarnados frente ao Atlético de Madrid.

Na conversa, que se inicia com a performance de João Malheiro junto das convidadas do Benfica, Baptista afirma: "Este Malheiro é que a leva direita! É um mistério, pá! O homem nem toma banho... Não percebo." João Malheiro resume a sua resposta a uma só frase: "A lama não suja o alvo que visa, mas sim a boca que a atira." Os comentadores da SIC, que ontem retirou o vídeo duas vezes da net, foram apanhados numa conversa privada. Na régie, sabe o CM, estava a equipa de técnicos espanhóis e da Benfica TV.

O problema teria sido evitado se Marques e Baptista não fossem traídos pela falta "da caixa": "Eh pá, diz a esses gajos que já há caixas de comentador em todo o Mundo. Isto é uma m.... que um gajo quer falar para aí e tem o cab... do microfone fechado (...) e para falarmos uns com os outros temos de usar o telemóvel (...). Não é preciso dizer mais nada, porque as p.... das caixinhas; a SIC até as tem e não as põe aqui", desabafou Marques. O CM tentou, sem êxito, contactar os comentadores durante o dia de ontem. No entanto, Jorge Baptista já escreveu no blogue Bola na Área: "Eu e o Zé Augusto fomos alvos de uma cilada, ainda pior do que os disparates por mim ditos."

Jorge Baptista retrata-se no blogue "Bola na Àrea" do Eugénio Queiroz

Como estou longe de ser um adepto bloguista só ontem fui confrontado com esta lamentável situação - a qual pelo visto também gostaste de dar o teu contributo - e por isso decidi utilizar este teu espaço para que de alguma forma me seja consentido penitenciar-me publicamente pelo que da minha parte foi dito. Naturalmente quero sublinhar as minhas mais profundas desculpas aos visados, se é que ainda existe alguma forma de atenuar a brincadeira de mau gosto de que fui protagonista. Também obviamente gostaria que ficasse claro aos meus críticos que nem a SIC nem o Benfica devem ser atingidos por isto. Assim se têm agora a oportunidade de me tentar atingir façam... favor e deixem os outros em paz.Posto isto, é sabido que eu e o Zé Augusto fomos alvos de uma cilada, ainda pior que os disparates por mim ditos. Tratou-se de uma conversa-brincadeira privada - da qual naturalmente não me orgulho - apenas entre dois homens. Uma lamentável brincadeira mas que duvido que a grande maioria dos homens tenha a coragem de atirar a primeira pedra. O problema é que esta foi indevidamente utilizada e a dos outros, por enquanto... ainda não. É sem dúvida uma enorme lição, da qual tirarei as devidas ilações. Peço mais uma vez muitas desculpas a todos, da mesma maneira que não tenho problemas em perdoar aqueles que sempre disseram mal de mim (privada e anonimamente)antes e depois disto.Obrigado Eugénio por me deixares utilizar este teu espaço.

Jorge Baptista

Fragmentos e Opiniões: os homens de Cavaco

Fragmentos e Opiniões
Os homens de cavaco
E lá vão três.

Depois de Dias Loureiro e Oliveira Costa, Arlindo Carvalho é o terceiro ex-membro dos Governos de Cavaco Silva a ser constituído arguido no 'caso BPN'. Claro que o Presidente da República não pode ser acusado pelas asneiras dos seus acólitos.
Quando as fizeram, e não foram poucas, enquanto eram ministros, pagou por cada escândalo. Foi assim mesmo que o cavaquismo morreu. Das suspeitas que sobre eles recaiam depois de terem saído debaixo da sua generosa asa nada se pode apontar ao Chefe de Estado.
Mas podem-se tirar duas conclusões: ou Cavaco Silva não é dos melhores avaliadores de carácter que este país já conheceu ou sempre percebeu a fauna que o rodeava e achou que o melhor era não ligar. Qualquer das possibilidades é preocupante nas funções que Cavaco Silva desempenhou e desempenha.
Dir-se-ia que aprendeu com o tempo e é hoje mais selectivo nas suas companhias. Nem é preciso lembrar que escolheu há pouco tempo para conselheiro de Estado Dias Loureiro. E parece não ter aprendido. Para substituir o homem que defendeu muito para lá dos limites da normalidade, o presidente escolheu agora Vítor Bento. Não comparo o incomparável.

Mas devo recordar que, durante oito anos, o novo conselheiro andou a ser promovido 'por mérito' no Banco de Portugal enquanto dirigia a SIBS. Ter mérito no desempenho de uma licença sem vencimento não é para qualquer um. Violar uma regra da casa - que só permite tal situação por três anos - sem uma arranhadela também é difícil. Mas isto tudo sair nos jornais e mesmo assim chegar ao Conselho de Estado é que só está reservado aos melhores.

Os homens do cavaquistão são gente com fibra. Nem quando os seus camaradas de armas caem nas trincheiras se assustam.

Daniel Oliveira

Só me faltava que o vencedor do "Le Tour de France" tambem fosse um desalinhado! Sê-lo-à Lance?(14)

Ciclismo
Alberto Contador nunca admirou Lance Armstrong

Alberto Contador disse ontem que nunca teve admiração por Lance Armstrong, na homenagem que lhe foi dedicada na sede da Comunidade de Madrid.

O espanhol que ganhou o Tour de 2009 e ascendeu ao primeiro lugar do ranking mundial, afirmou: "A minha relação com Lance Armstrong era inexistente. Apesar de ser um grande campeão, nunca tive admiração por ele e nunca terei." Contador confirmou que a relacionamento no seio da Astana durante o Tour foi "tenso e delicado" e que compreende que Johan Bruyneel tenha mais afinidade com Armstrong. Entretanto, o americano anunciou ontem que vai regressar à Volta à França em 2010, com o objectivo de ganhar.
Nem vale a pena tecer qualquer comentário.....

Os desalinhados (13) Seria assim o Esteves tão desalinhado?

Os desalinhados (13)
Seria assim “Esteves” um tão desalinhado?
A história é real, assim como os nomes das personagens.

O rapaz veio para Lisboa na sua adolescência e tinha fixado residência com a família ali para os lados das Galinheiras. Natural do Fratel foi trabalhar para uma empresa do ramo automóvel, na altura a mais conceituada e representante da marca alemã que mais se vendia na altura. Era um rapaz “patusco”, sempre alegre e orgulhoso de ter jogado futebol na equipa de juniores do Castelo Branco. Claro que ninguém acreditava, mas como achava piada ao rapaz ainda mais o incentivavam a contar as suas pseudo peripécias futebolísticas. O rapaz tinha um “hobby”, que constava em imitar os anúncios da RTP e os vendedores da Feira das Galinheiras. Era um regalo vê-lo, por vezes, no meio das oficinas a gritar bem alto; “Oh povo do meu coração, cobertores baratos só aqui no Estêvão”.

Na minha actividade profissional tinha contactos frequentes com muitos jogadores famosos da altura e que faziam o favor de serem meus amigos depois de me conhecerem. Figuras como o guarda-redes Carvalho, o defesa central brasileiro (já falecido) Lúcio, o defesa do Benfica Ângelo Martins, os irmãos Bastos Lopes, (o Tó e o Bé, na altura muito jovens), o defesa Hilário da Conceição, o defesa Cruz (o Pescas) do Benfica, o Mário Paz defesa do Belenenses e o seu irmão, o Medeiros do Belenenses ou Atlético e tantos outros que agora não me vem à memória os seus nomes.

Mas o meu grande amigo foi o Juca, de seu nome Júlio Cernadas Pereira, falecido há dois anos. Grande homem, humilde e respeitador para as pessoas que lidavam com ele. Grande e pundonoroso atleta. E admirava-o e ele correspondia. Ele era treinador do Sporting e eu estava à vontade, que se quisesse ver algum jogo do Sporting em Alvalade bastava estar na famosa porta 10 A. Simplesmente nunca me aproveitei, uma porque não era leão e depois estar lá por volta do meio dia à espera dele era muito sacrifício.

Mas reconheço que tinha uma grande confiança com ele. Mas tratava-o com muito respeito

O Esteves, e o pessoal das oficinas, numa certa altura entretinham-se a jogar à bola na hora do almoço nuns terrenos que haviam em frente do Departamento. Era na parte baixa do que é hoje a Bela Vista do Festival Rock in Rio. De tarde as conversas entre “a malta” giravam à volta do Esteves. Nervoso a jogar a bola, só queria que lhe passasem a bola para meter golos espectaculares no entender dele. Tal e qual como fazia nos juniores do Castelo Branco. E a risota era geral.

Um dia falaram comigo para eu me aproveitar da confiança que o Juca tinha comigo. Tratava-se de eu pedir ao internacional leonino, que, por sua vez, pedisse ao “Zé da Europa”, o saudoso José Travassos, na altura treinador dos juniores do Sporting, que deixasse o Esteves ir treinar a Alvalade, mas em vez de o pôr a jogar, punham-no a correr à volta do campo até ao final do treino. A “malta” queria ver o que o nosso amigo Esteves depois se vangloriava dos seus dotes de futebolista.

O Chefe das oficinas, o Sr Fernando Gervásio lá comunicou ao Esteves que estava dispensado da parte da manhã do dia seguinte para ir treinar a Alvalade e que fosse ter com o Sr José Travassos, que o Sr. Juca já tinha falado com ele.

Mas o homem põe e Deus dispõe. O Esteves apresentou-se à tarde nas oficinas e vinha triste com o que lhe tinha acontecido. Até me disseram que o tinham visto a chorar.

Para concluir aqui vos mostro a conversa que o Juca teve depois comigo passado uns dias sobre o que acontecera.
…O Sr. José Travassos levou muito a sério o pedido do Juca e aceitou o Esteves de uma maneira formal, como fazia com todos os candidatos. O Esteves, naturalmente não começou logo a jogar e efectivamente foi posto a dar voltas ao campo. Acontece é que numa das equipas lesionou-se um júnior e saiu do treino. O José Travassos encarou o Esteves e chamou-o para fazer parte da equipa desfalcada. Por incrível que pareça o Esteves sentiu-se como peixe na água, fez um treino de encher os olhos aos presentes e meteu golos espectaculares com um pé esquerdo fabuloso.

No final do treino o José Travassos chamou o Esteves ao Departamento de Futebol e perguntou-lhe a idade. O Esteves disse que já tinha 18 anos feitos. O José Travassos disse que gostaria de ficar com ele, mas a sua idade não lho permitia. E o treinador confidenciou ao Juca que se o Esteves ficasse seria muito bom para a equipa de juniores.

Pergunto a mim próprio passados tantos anos, se o Esteves seria assim tão desalinhado quando enaltecia as suas qualidades de futebolista? Ou não teria passado ao lado de uma notória carreira de futebolista?

Aqui há uns anos um aluno meu de Mem Martins e que era natural do Fratel, disse-me que esse Esteves tinha deixado Lisboa e regressado ao Fratel. Era na altura contínuo da Escola EB 1 do Fratel.

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Fragmentos e Opiniões. A cidade de Lisboa em apreciação jornalistica.

Fragmentos e Opiniões
Um dia em Lisboa
Em dez carros, quatro estacionam com as rodas no passeio e não são multados.

Saio de casa. A EMEL desembarcou na rua com carrinhas e mancebos fardados que bloqueiam os carros. Estou descansada porque tenho o dístico de residente. Ando em Lisboa a pé, de metro ou de táxi. Lembro-me de que o carro precisa de carregar a bateria. Os carros que têm senha e estão estacionados com as rodas em cima do passeio, apesar do espaço suficiente, nunca são multados.

Em dez carros, quatro estacionam com as rodas no passeio. Deve ser o hábito. Atravesso o jardim. Está pelado e com um parque infantil decrépito. Os sucessivos presidentes encheram-no de bustos, esculturas e lápides medonhas. Em volta, os passeios estão sujos, com lixo, cabelos e dejectos caninos. Quando há "eventos" nos museus ou na igreja do jardim, o jardim fica atulhado de carros.
A boa notícia é que o velho quiosque foi recuperado e vai ser reaberto, com uma esplanada decente. Pintado de fresco, aguarda. Regresso a correr porque me telefonam a dizer que o carro vai ser rebocado. Não pode ser, sou residente. Um amigo que trabalha na zona fez o favor de esportular 80 euros para impedir que a EMEL rebocasse o carro. O dístico estava fora de prazo, por uns dias. Esqueci-me de o revalidar.

Dantes, a Polícia deixava um aviso no pára-brisas. E a EMEL também. Coloco senhas do parquímetro. Lembro-me que a EMEL presta um serviço público e deve agir no interesse público. E que a EMEL é inconstitucional. À noite, metade dos carros da rua ficará impossibilitada de sair. Cortesia dos clientes dos restaurantes e da discoteca. Carros em fila dupla e tripla durante horas, carros com piscas ligados, carros em cima do passeio. Antes da meia-noite ninguém sai. Não se vê um polícia. Nem os zelosos fiscais da EMEL.

O condomínio privado gigantesco que nasce num dos lados da rua terá garagens. Os condomínios privados estão isentos destas maçadas, por isso são privados, com ruas e garagens e seguranças e jardins privados.
No meio de Lisboa. Vejo dois jovens da EMEL entretidos a despejar um parquímetro de moedas e interpelo-os, dizendo que não têm o direito de perseguir os moradores, sabendo como sabem, pelo hábito, quais os carros dos moradores. Os avisos servem para avisar. Eles encolhem os ombros e continuam a recolher as moedas do jackpot.

Duas senhoras de idade dirigem-se a mim e apoiam a queixa. Uma delas tinha o carro parado há muito tempo, quase nunca o usa, e foi rebocado pelas mesmas razões. Agora tem de o ir buscar, pagar o táxi, e pagar a multa e o reboque. 80 euros é uma fortuna, é reformada, antiga professora de liceu. Vive só e o dinheiro escasseia. Diz que odeia a Câmara e que não irá votar. Está quase a chorar de raiva.

Vou à EMEL. Voltou a mudar de sítio. Tenho acompanhado estas mudanças de residência da empresa. De Entrecampos para a Baixa e da Baixa para a Pinheiro Chagas. Não exigem tanta papelada e certificados de residência como dantes, tinha que pedi-los na Junta de Freguesia, que se fazia cara. Basta a carteira ou o cartão. E os documentos do carro com a morada. E o dístico anterior. O cenário é frugal. Uma televisão ligada na RTP, um segurança, meia dúzia de cadeiras e secretárias com a maquineta do Multibanco à vista. Dinheiro ou cartão? É rápido. O dístico aumentou para o dobro. E o pedido também. Aumentou tudo. Para o dobro. Ontem. Porquê? Porque sim.

Começo a compreender a invasão da EMEL na rua. Preços novos. Dinheiro fresco. Querem o dístico antigo. Não consegui descolá-lo. Prescindem. A professora reformada chega quando estou a sair. Não falo do aumento. Tenho medo que ela tenha um ataque. Regresso a casa. Observo a rua. Muito trânsito, muita gente de passagem. Mais do que noutras ruas porque é uma rua movimentada, com escritórios e residências e com edifícios públicos (medonhos) e particulares. Com lojas e restaurantes.

Os passeios estão encardidos porque a rua nunca é lavada. O lixo esvoaça. Há sempre lixo, muito lixo. Apesar do movimento, a limpeza é assegurada como se fosse uma rua deserta. É insuficiente. É uma batalha perdida, a da sujidade. Os caixotes regurgitam e os contentores da reciclagem também.

A reciclagem é uma montanha de lixo no passeio. Até colchões lá deixam. Os contentores, tal como a limpeza, são insuficientes. De vez em quando aparecem baratas. O colector principal está partido há anos e nunca foi consertado (disse, há anos, uma brigada dos esgotos). As ervas daninhas foram cortadas, uma barba espessa que cobre os passeios e cresce com as chuvas. As ervas cortadas não foram limpas e espalham-se pela rua, pisadas. Virá um varredor. Insuficiente. Ninguém ouviu falar de aspiradores? No jardim, o quiosque foi vandalizado com graffiti. Antes de abrir.
Clara Ferreira Alves

Esta Lisboa que eu amo. A propósito do Terreiro do Paço vale a pena ler um artigo do jornal Publico de ontem

O artigo sobre o Terreiro do Paço, saído ontem no «Público», da autoria de Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Pedro Gomes e Fernando Jorge. A não perder.

Fotos militares espectaculares (1ª série)

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Vale a pena apreciar este série de fotos militares, que, quer se goste ou não de prácticas bélicas, vale a pena admirar a disciplina das formações.

Agradecimento ao nosso especial amigo Jorge Estrela Cerqueira Benfica

Os meus desalinhados de segunda-feira. Um destes três está desalinhado .Ou serão dois de uma vez só?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

De certeza que este post será o primeiro sobre este assunto. Para esta segunda-feira aguardam-se os esclarecimentos da menina Joana, filha de Carlos Amaral Dias. ( que fazia a figura de Freud da TSF). Mas vamos lá a arrancar com o tema: mas antes do mais podem ver o tema completo aqui

Os desalinhados (12)
Teria mesmo José Sócrates convidado a psicóloga (banida parcialmente pelo Bloco de Esquerda) para apoiar o PS?Eu, na terra do "vale tudo", nem me admiraria muito! Mas os esclarecimentos serão necessários.

França: Sarkozy sente-se mal num jogging. Le Tour de France idem idem, aspas aspas. A Astana falha como equipa

Não há bela sem senão.

A Astana ganhou o Tour 2009 mas faltou-lhe tudo o resto

A equipa cazaque dominou individual e colectivamente enquanto os egos das suas figuras chocaram de frente
"Astana" é palavra proibida para Johan Bruyneel. A equipa cazaque tornou-se o pesadelo privado do director-desportivo, que recentemente apresentou a demissão do cargo. "Astana, acabou", gritou depois de receber a notícia de que Alexandre Vinokourov, ciclista emblemático do Cazaquistão e um dos fundadores da equipa, iria voltar a correr.

No Tour de 2007, Vinokourov foi acusado de doping e de ter feito uma transfusão de sangue durante a competição. Acabou suspenso por dois anos. Em 2006, tinha estado envolvido no escândalo de doping conhecido por Operação Puerto e este ano, sem papas na língua, afirmou que se Bruyneel não o aceitar de volta, ele é que terá de sair, porque ele assim tinha decidido.

Os cazaques estavam do lado do ciclista e lançaram uma série de acusações ao director, que bateu com a porta."Tivemos uma reunião em que falámos sobre o seu [de Vinokourov] eventual regresso, mas depois ele deu aquela entrevista à televisão e nunca mais voltou a aparecer no nosso hotel", disse o director, afirmando que tudo foi tratado nas suas costas.

Mas os problemas apareciam de todos os lados. O conflito de egos entre Contador e Armstrong deu origem a uma série de acusações de facilitismo no controlo antidoping. A 21 de Julho, o autocarro da equipa com o nome da capital do Cazaquistão foi revistado pelas autoridades suíças, mas a procura foi inconclusiva.

Contador esquivava-se a mais comentários. "Não sei de nada, estou totalmente concentrado nos cinco dias do Tour que restam e na minha equipa. Só depois poderei pensar nisso", dizia o actual líder da prova. Já Armstrong sabia bem do que se falava no seio administrativo da Astana. A saída de Bruyneel fez crescer os rumores sobre a possibilidade de aparecer uma nova equipa com ambos na frente. Bruyneel a mandar e Armstrong a chefiar.
Durante o Giro d'Italia, a Astana não pagou os salários aos ciclistas. Dizem que não foi por falta de dinheiro, já que no Tour deste ano fizeram perto de 700 mil euros em prémios. Os atletas responderam à afronta vestindo as camisolas do avesso, sem qualquer alusão à equipa.

Na Astana todos os postos são precários. Vinokourov criou a equipa para ele e com ele. Falta pouco para que assuma também as funções de massagista e motorista. A crise chega a todos, mesmo aos que ganham.

domingo, 26 de Julho de 2009

Esta Lisboa que eu amo. Sinais dos tempos.

Vila Sousa, no Bairro da Graça na nossa capital. 119 anos, é obra.

Contradições à nossa moda. É tudo a bater no mesmo. Insinuou, assumiu, recuou, mas está tudo normal.

Associação Nacional de Farmácias: O seu presidente, João Cordeiro, recuou naquilo que afirmou e já não chama "traidor" e "mentiroso" a Sócrates


"Traidor” e “mentiroso” foram alguns dos adjectivos com que o presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF) classificou hoje o primeiro-ministro, que foi acusado de estar mais preocupado com interesses financeiros do que com a saúde dos doentes mas que acabou por se arrepender.

Agora, João Cordeiro diz que o "engano" em relação à alteração do regime das farmácias hospitalares é do secretário de Estado da Saúde.

Recorde-se que, num encontro com jornalistas em Lisboa, em que não houve lugar a perguntas, João Cordeiro desfiou um rol de críticas e acusações a José Sócrates, afirmando-se “traído” pelo primeiro-ministro.

“Sinto-me usado e traído na minha boa-fé e a isso não estou habituado”, disse João Cordeiro.

As razões de tal “traição” devem-se, segundo o presidente da ANF, a o primeiro-ministro não ter respeitado “a palavra dada, nem o acordo que negociou com o sector” das farmácias.

O acordo é o Compromisso com a Saúde, firmado a 26 de Maio de 2006 por José Sócrates e João Cordeiro e que, segundo o presidente da ANF, foi negociado “directamente” entre os dois. A assinatura deste Compromisso com a Saúde visou, entre outras medidas, a liberalização da propriedade das farmácias, medida contestada pela ANF, mas aceite por esta organização que terá recebido promessas de outras medidas favoráveis para o sector.

São essas medidas que alegadamente estão “por cumprir” e que merecem a crítica de João Cordeiro.

"O Senhor primeiro-ministro prometeu às farmácias, publicamente, repor a margem de distribuição em vigor em 2005", mas, apesar disso, "agravou esta situação".

“Em vez de cumprir o acordo, integralmente e de boa-fé, o Governo serviu-se dele para uma agressão sistemática ao sector, traduzida na aplicação de todas as medidas desfavoráveis para as farmácias que ele continha, de forma agressiva, desequilibrada, sem diálogo connosco, sem ponderação e sem estudos prévios de qualquer natureza”, afirmou.

As críticas dirigiram-se depois para as farmácias nos hospitais.
“Em vez de respeitar o compromisso de instalar farmácias hospitalares, apenas em caso de necessidade e em regime de concessão às farmácias privadas próximas dos hospitais, por serem as mais prejudicadas com a sua abertura, o Governo abriu concursos sem critério e, através da manipulação das suas regras, preferiu confiar as farmácias hospitalares a um grupo económico empresarial sem rosto”, acusou João Cordeiro.

O presidente da ANF aproveitou as críticas às farmácias nos hospitais para abordar a questão da “tragédia do Hospital de Santa Maria”.

“Quis o destino que na mesma semana em que seis doentes desse hospital correm o risco de perder a visão, o Governo tenha tido a desumanidade de aprovar mais um diploma que apenas serve para favorecer financeiramente o concessionário da farmácia de Santa Maria”, disse João Cordeiro, numa referência às novas regras para farmácias nos hospitais públicos, que foram quinta-feira aprovadas em Conselho de Ministros.

João Cordeiro anunciou ainda que vai “preparar dossiers temáticos sobre a política deste Governo na área do medicamento”, o qual irá “entregar a todos os partidos políticos”.

O presidente da ANF não tem qualquer dúvida que “o Governo está mais preocupado com os interesses financeiros dos concessionários das novas farmácias do Estado do que com a saúde dos doentes nos hospitais”.

Quando questionado sobre os interesses que o Governo estará a salvaguardar, João Cordeiro remeteu para um outro encontro com a comunicação social. O de hoje não teve direito a perguntas dos jornalistas.

E porque hoje, 26 de Julho, termina Le Tour de France, vamos falar de ciclismo, sem referir Alberto Contador. Recordemos o campionissimo Eddy Merckx

Vamos falar de ciclismo, sem referir Alberto Contador. Recordemos o campionissimo Eddy Merckx

Nos dias de hoje admiramos Alberto Contador, o “velho” (?)Lance Armstrong, os irmãos Andy e Frank Schelek, o Bradley Wiggins (que pena a sua subida para o alto do Mont Ventoux ontem) e David Zabriskie. Mas vamos falar de Eddy Merckx, o canibal que tinha fome de estrada!

O ciclismo actual vive de estratégias de corrida, chefes de fila e aguadeiros. Os saudosos queixam-se de falta de emoção de outros tempos, onde as grandes voltas se faziam de sucessivos ataques. Muitos recordam o nome de Eddy Merckx.

A 28 de Junho de 1969, quando se apresentou em Roubaix para o arranque da 56ª Volta a França, estava longe de ser considerado favorito à vitória final. A estreia na prova gaulesa chegou até a estar em risco, depois de um médico ter detectado uma anomalia no seu ritmo cardíaco. As dúvidas quanto à saúde de um jovem de 24 anos foram desfeitas e Merckx, que já trazia no seu currículo uma grande conquista – O Giro de Itália - , preparou-se para tomar de assalto o reino dos gauleses.

O primeiro Tour de Eddy Merckx eleito pela UCI, União Internacional de ciclismo, como o melhor corredor do século XX – coincidiu também com a estreia do melhor ciclista português de sempre, Joaquim Agostinho. “Às vezes, ao Domingo, dizia-nos na brincadeira que era fiesta (feriado) para irmos com mais calma. Tenho muitas boas recordações. Era um sujeito simpático, um grande atleta” A Volta a França de 1969 ainda rendeu duas vitórias em etapas para Agostinho, mas pouco pôde fazer para enfrentar directamente o “canibal”

“Nunca mais se viu uma coisa assim”. Estas mesmas palavras foram ditas por mais do que uma vez por jornalistas franceses. Eddy Merrckx levou para casa todas as camisolas em disputa – classificação geral, pontos, montanha, combinada e combatividade. Esta ultima até resume na perfeição a prestação do belga neste Tour, já que é entregue ao ciclista que mais ataques desfere ao longo da prova. Eddy Merckx era um autêntico predador na estrada. Não temia qualquer etapa. Muito menos fazia cerimónia na hora de fugir ao pelotão. Os adversários pouco podiam fazer. O francês Roger Pingeon, vencedor do Tour em 1967 segurou o 2º lugar; mas a mais de 17 minutos. Aliás, Merckx não abrandou por um instante que fosse ao longo da prova, nem a sequer no contra relógio individual do ultimo dia, quando estava tudo mais do que decidido. Foi o mais rápido, conquistou a quinta vitoria em etapas e confirmou o triunfo final.

Um dia, quando Christian Raymond – outro francês – explicou à filha como tinha corrido o Tour, ela respondeu-lhe: Esse belga não te deixa sequer as migalhas. É um canibal.” A alcunha pegou e adquiriu um significado cada vez maior nos anos seguintes, com mais quatro vitórias na Volta a França.
O palmarés de Eddy Merckx.


Le Tour de France: 1969, 1970, 1971, 1972 e 1974
Giro de Itália
1968, 1970, 1972, 1973 e 1974
Vuelta a España
1973
Campeonato do Mundo
1967, 1971 e 1974
Dauphine Libere
1971
Paris-Nice
1969, 1970 e 1971
Volta à Flandres
1969 e 1975
Milan-San Remo
1966, 1967, 1969, 1971, 1972, 1975 e 1976
Paris-Roubaix
1968, 1970 e 1973


Contribuições
1- Eddy Merckx nasceu a 17 de Junho de 1945, detestava a escola e abandonou os estudos assim que pôde.
2- Um acidente numa motorizada em 1969 deixou-lhe mazelas para toda a vida. Ficou sem posição em cima da bicicleta.
3- Em 1973, a organização do Tour pediu-lhe que não participasse para não igualar as cinco vitórias do francês Jacques Anquetil
4- Apesar da fama de campeão, também caiu nas malhas do doping, por três vezes.
5- Ganhou o equivalente a uma prova por semana durante seis anos
6- É dono de muitos recordes: maior numero de vitorias na carreira (525), maior numero de vitorias num ano (54), maior número de vitorias no Tour (34), maior numero de vitorias em etapas num só Tour (8) ou maior numero de dias com a camisola amarela (96)
7- Depois de terminar a carreira Eddy Merckx criou uma fábrica de bicicletas, que ainda mantém.
8- O rei Alberto II da Bélgica atribuiu-lhe o título de barão
9- Ficou em terceiro lugar no concurso “Os grandes belgas”.
10- É apreciador de arte, sobretudo surrealista. René Magritte é o seu pintor de eleição. Chegou a ter um quadro de Miró mas roubaram-lho

sábado, 25 de Julho de 2009

Fragmentos e Opiniões. Na realidade a vida está dificil em Portugal para quem julga que merece mais.

Fragmentos e Opiniões
Novo adeus português

No caso de Miguel Sousa Tavares e Maria João Pires, há um País que lhes reconhece talento e se orgulha do seu prestígio. Se uma parte deste território os ignora e maltrata, é a vida

Parece que o escritor Miguel Sousa Tavares e a pianista Maria João Pires querem emigrar. De vez. Pelo que percebi, há nos argumentos falta de mimo e lamentos sobre o País que temos e os seus atávicos provincianismos. Também insinuam perseguições e outras desilusões. Talvez queiram a fama, sem as amarguras e as invejas dela. E talvez considerem que Portugal é, de facto, um sítio mal frequentado. Sobretudo por portugueses.
Ao longo da História, várias figuras do universo das artes se acharam demasiado talentosos, importantes e decisivos para o futuro do País. O País que os pariu, ignorou-os, amiúde. Quando não os tratou mesmo mal. Saramago está hoje em Lanzarote porque um ajudante de ministro usou o critério mais infame - o gosto - para justificar uma decisão cultural e política. Muitos partiram, em silêncio e escorraçados, em nome da sua arte, inteligência e talento, e obtiveram no estrangeiro o reconhecimento que lhes faltava. Legítimo. E ainda bem.

Acontece, porém, que neste Portugal de emigração dolorosa, forçada e, por vezes, à molhada, esta ameaça recente de um adeus português em versão intelectual cheira a capricho. Parece um adeus porque sim. Ou porque sol. Sobretudo porque sol, cheira-me. Mas embrulhado num lamento e num queixume tipicamente português, claro.

Um compositor albanês cobiçado em várias partes do mundo disse-me um dia, à mesa de um café, em Tirana, que o facto do seu País estar, na prática, em guerra civil, era apenas mais um motivo para não o abandonar. E criticava o escritor Ismail Kadaré, antigo deputado na Assembleia Popular da ditadura de Enver Hoxha, por todos os dias dizer aos albaneses o que deviam ou não fazer, a partir da comodidade e do conforto...de Paris. Houve quem não tivesse alternativa, noutros tempos.

O País salazarento tratou mal diversas figuras da intelectualidade portuguesa. Muitos exilaram-se. Outros ficaram, sofrendo a bom sofrer nos interrogatórios, nas cadeias, na censura. Outros, ainda, perderam-se pelo caminho, silenciados para sempre.

Sair do País por capricho, feitio ou amuos de momento é tão legítimo como abandoná-lo por motivos mais nobres. Mas a decência pede que se meçam as distâncias. E que se evite a postura, pouco convincente, de mal amados. As comparações, de resto, não resistem a uma análise fria dos factos.

No caso de Miguel Sousa Tavares e Maria João Pires, há um País que lhes reconhece talento e se orgulha do seu prestígio. Sem que nisto se convoquem critérios de gosto para nada. Sempre fizeram e disseram o que lhes deu na realíssima gana. Aqui e ali são ouvidos. Respeitados. Idolatrados, até. Se uma parte deste território os ignora e maltrata, é a vida. Nada que eles não soubessem, já.

Escritor e pianista podem ter muitos e bons argumentos para voar daqui para fora. Mas então aceitem que se lhes diga que isso é, no caso deles, o mais fácil, pois razões de queixa, convenhamos, têm poucas. Pelo menos, se comparadas com aqueles que não têm opção e sentem que dizer adeus é arrancar-lhes um braço.

Partem quase sempre num doloroso e ignorado silêncio. Sem sol, sem palavras, sem uma composição de despedida. Nunca escreverão um livro, nem nunca os veremos a levantar plateias. E mesmo assim, um dia talvez regressem sem um lamento contra este País padrasto a quem devem a sua vida madrasta. Tão silenciados por todos nós como quando partiram.
Miguel Carvalho

O meu humor de Sabado

Saber interpretar a arte.
Numa galeria de arte, uma mulher está parada em frente a um quadro muito estranho cujo nome é "Foi almoçar a casa".

Nele, estão representados três negros nus, sentados num banco de jardim com os seus pénis em primeiro plano.
Mas, curiosamente, o homem do meio tem o pénis cor-de-rosa...
- Desculpe-me - diz a mulher ao gerente da galeria. Eu estou curiosa a respeito desses negros. Porque é que o homem do meio tem o pénis cor-de-rosa?

- Receio que a senhora não tenha interpretado bem o quadro responde o gerente..


Esses homens não são negros; eles trabalham numa mina de carvão e o homem que está sentado no meio "Foi almoçar a casa"...!

Saborear pastelinhos de bacalhau.

Um casal de namorados estava no maior marmelanço no sofá da casa da miúda e de repente ouvem a mãe dela gritar:
- Olha o lanchiiiinho!!!
O rapaz, depois do susto, vai até a cozinha com a namorada e prova os pastelinhos que a mãe da moça fez:
- Huuummmm!!! Uma delícia esses bolinhos de bacalhau que a senhora fez!!!!
E a sogra responde:
- Vai lavar as mãos rapaz! Esses bolinhos são de coco!!!!

Recordar é Viver: a 25 de Julho de 1978 nasce o 1º bébé proveta em Oldham, United Kingdoom. Foi Louise Joy Brown

Recordar é Viver
Louise Joy Brown , nasceu a 25 de Julho de 1978 em Oldham, Inglaterra e foi o primeiro bébé proveta a nascer no mundo. Foi a chamada "fertilização in vitro". É actualmente uma trabalhadora postal e já foi enfermeira em Bristol
Aos 28 anos, no dia 13 de Janbeiro de 2007, portanto há pouco mais de dois anos, Louise Brown deu à luz um bebé por parto normal.
O desenvolvimento do tema "fertilização in vitro."

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução medicamente assistida que consiste na colocação, em ambiente laboratorial, (in-vitro), de um número significativo de espermatozóides à volta de cada ovócito, procurando obter embriões de qualidade a transferir posteriormente para a cavidade uterina.

Para a execução desta técnica exige-se uma prévia estimulação ovárica através de medicamentos adequados e acompanhada com regularidade pelo médico, de forma a controlar os efeitos dessa estimulação e definir o melhor dia para a colheita dos ovócitos. Cerca de 36 horas antes dessa colheita é administrada uma gonadotrofina coriónica que provoca a maturação ovocitária vindo a permitir a sua recolha por aspiração.

Quanto aos espermatozóides estes são obtidos após uma colheita de esperma sendo normalmente sujeitos a algum tratamento prévio. Destes são seleccionados cerca de 50000 com motilidade progressiva rápida para serem colocados junto a cada ovócito. Quando há problemas graves com a quantidade ou qualidade dos espermatozóides considera-se em alternativa a realização de uma microinjecção intracitoplasmática.

Após cerca de 16-18 horas os ovócitos são observados para identificar o estado de fecundação e eventual progressão até embriões de alguns deles. A transferência de embriões para a cavidade uterina é então efectuada através de um cateter, após 2 a 5 dias da colheita dos ovócitos.

Veja como de uma situação aborrecida e real se faz um sucesso musical. É o caso da guitarra partida num aeroporto.

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

A dança do carro de Mark Gronholm

Sporting/Benfica em Juniores . Academia de Alcochete. Quais foram os adeptos destas equipas que se portaram pior? Venha o diabo e escolha!

Campeonato Nacional de Juniores de 2008/2009.

E como são para copiar os maus exemplos que grassam neste pobre futebol luso, houve aqui outra situação insólita provocada pelos adeptos, e para não variar foi tomada uma decisão, que quase podemos dizer que castiga um lado e beneficia o outro. Em nosso entender o titulo não deveria ser atribuido a qualquer dos clubes.

A batalha de Alcochete representa, sobretudo, um dia triste para o nosso desporto e o nosso futebol. Lamentável. Decidia-se o título de Juniores e pode até ficar tudo por decidir, sem campeão nacional encontrado. E pode ficar o título por atribuir por causa de pessoas que podem ter enorme paixão pelo jogo ou pelo clube que defendem, mas que têm atitudes que provam que estão a mais no futebol. Não se trata de claques no geral, não se trata de atribuir responsabilidades ao policiamento, a um dos lados ou aos dois. O principal a reter é que mentalidades destas não deviam fazer parte do desporto. E fazem. Se me desloco a um recinto desportivo, é para assistir a um bom espectáculo, para desfrutar daquele momento. E não para, de um momento para o outro, ver uns quantos a desatar à pedrada contra outros tantos... Enquanto houver destas mentalidades, é natural que o adepto comum comece a ponderar melhor e a afastar-se dos recintos.

A decisão do Conselho de Disciplina da FPF

Situemo-nos: há um par de semanas o Sporting - Benfica que decidia o campeonato nacional de juniores foi interrompido devido a desacatos nas bancadas (ou melhor, numa bancada e em todo o baldio que rodeia o campo da academia do Sporting).

Ontem, o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol decidiu punir as duas equipas com derrota. A consequência disto foi que o Benfica conquistou o título na secretaria, porque tinha dois pontos de avanço antes do jogo e portanto manteve-os.

O Benfica é assim campeão, salvo diferente e melhor decisão do Conselho de Justiça (há recurso), mas podia perfeitamente ser ao contrário. É irrelevante para o que quero dizer. Como é irrelevante o facto de terem sido os adeptos do Benfica a causar os problemas. Como sabemos, as claques de qualquer clube, nomeadamente dos três principais, seriam perfeitamente capazes de fazer exactamente o mesmo.

Nada nos diz que o Benfica não empataria ou ganharia o jogo – seria campeão na mesma. E é aqui que entramos nos princípios devassados:

- É lamentável que uma prova nacional tenha um campeão sem jogo, sobretudo se o jogo estava por disputar. Casos houveram em que factos conhecidos a posteriori determinaram alterações em classificações. Antes de se jogar é que é complicado.

- O jogo foi interrompido, portanto qualquer dose normal de bom senso apontaria para a realização de novo jogo ou o reatar daquele que se disputava e foi interrompido durante a primeira parte

- Trata-se de uma competição jovem, disputada por jogadores e homens em formação. Que aprenderam eles com isto, que exemplo se lhes deu?

- De hoje em diante quantas vezes os adeptos de equipas a quem convenha que os pontos fiquem como estavam antes dos jogos vão tentar interrompê-los recorrendo ao mesmo expediente?

- Sem duvidar de que o CD seguiu os regulamentos, a pergunta é simples: entre multas, suspensões, jogos à porta fechada, repreensões e castigos não seria mesmo possível deixar os miudos decidirem o campeonato dentro de campo?

Tem a palavra o Conselho de Justiça

O desporto e os desportistas na minha terra. José Diogo Mil-Homens. A paixão deste jovem é a modalidade de BTT

O desporto e os desportistas da minha terra.

José Diogo Mil-Homens

BTT é a modalidade preferida de José Diogo Mil-Homens.
Provas de resistência são a paixão do jovem da Ericeira
José Diogo Prazeres Mil-Homens vive na Ericeira, tem 14 anos e adora fazer BTT desde os 10 anos. Participa em provas de resistência. No desporto divide-se entre o futebol e o BTT. Jogou nos juvenis do Ericeirense para manter a forma física sempre a pensar na bicicleta. É juvenil de primeiro ano e sente que tem um longo caminho a percorrer. Por tudo isto, treina todos os fins-de-semana, cerca de 30 a 40 quilómetros entre a Ericeira e Mafra, por caminhos de terra batida.
Participa individualmente em provas nacionais de resistência, com o apoio dos pais que acompanham todas as provas. José Diogo participou nos 100 Kms de Portalegre, onde demorou entre sete a oito horas. Na prova de Alvalade – Porto Covo de 70 Kms, demorou cerca de 4 horas e 30 m

O jovem tem como objectivo terminar sempre as provas em que participa e sonha, desde pequeno, ser um ciclista de provas de resistência. A sua paixão é andar de bicicleta.
Agradecimento ao nosso amigo Paulo Fernandes do Jornal "O Ericeira".

Bom Fim-de-semana para os amigos leitores do Bancada Directa

Caros amigos leitores
Vamos lá a deixar de pensar nestas nove negativas, pôr a indignaçaõ de lado e encarar este Fim-de-semana, como mais uma etapa da nossa vida. Mas passem um excelente periodo são os nossos votos.
Boas refeições em casa!.........

Para onde caminha este Portugal moderno?

Para onde caminhamos com este Portugal moderno?

Educação.

"Um aluno de 15 anos do 8.º ano de escolaridade passou de ano com negativa a nove cadeiras. O professor Augusto Sá nota, contudo, que para decidir se um aluno "passa" não basta "somar" as positivas e as negativas. "Há um percurso, há um contexto, há uma família..." E a decisão de passar José "teve em conta" tudo isso . (ver a noticia em pormenor aqui)

Vejam a notícia pelo lado bom. Se forem 12 disciplinas teve três positivas... Nós tivemos azar. No nosso tempo não havia contexto e a família… Digamos que era doloroso para o nosso pêlo…

No meu tempo é que era bom! O tri complexo “percurso, contexto e família” era levado à risca.

Vejam o meu caso: Escola Primária nº 127. Penha de França. Lisboa. Algures no tempo era o mês de Julho. Terminam os exames do 2º grau elementar (4ª classe). Eu, aluno presto provas e sou aprovado. Vou para casa eufórico e todo contente. Às 17h00 entrava na loja de fazendas do Sr. Felipe Nunes no Largo da Graça para começar a trabalhar. Tinha apenas 11 anos!
Só voltei a estudar 12 anos depois.

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Vamos falar de hérnias inguinais.

O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina.
Vamos falar das hérnias inguinais

O destaque: É aproveitando um ponto fraco da parede abdominal que se formam as hérnias inguinais. Dores nas virilhas são o principal sintoma deste problema de saúde que é quase exclusivo dos homens.

Desenvolvimento do tema

É nos homens que as hérnias inguinais surgem com mais frequência, numa proporção de dez para um em relação às mulheres. E a explicação para esta diferença remonta à própria gestação.

Nos fetos masculinos os testículos formam-se no interior do abdómen, após o que se deslocam ao longo do canal inguinal até ao escroto, o saco que os envolve. Pouco depois do nascimento, este canal fecha-se quase por completo, deixando apenas espaço suficiente para o cordão umbilical espermático – a estrutura que contém os vasos diferentes através dos quais circula o esperma.
Correcção de uma hérnia inguinal

É uma abertura mínima, assim se impedindo que os testículos possam regressar ao abdómen. Por vezes, contudo, o canal inguinal não fecha adequadamente, deixando uma área vulnerável. É nesse ponto fraco que se formam as hérnias.

E acontecem quando o tecido mole, geralmente uma parte do intestino, ou gordura atravessam esse ponto, devido ao aumento da pressão no interior do abdómen, dando origem a uma bolsa saliente no baixo abdómen, junto às virilhas. Do simples desconforto à dor intensa, os sintomas da hérnia inguinal agravam-se. Pode ser a força exercida para levantar um objecto pesado, o excesso de peso, o simples gesto de se inclinar ou o esforço associado à expulsão das fezes ou à micção. Até um, acesso de tosse ou uma crise de espirros podem deixar os músculos abdominais mais vulneráveis.

São dois os tipos de hérnia inguinal. A congénita ou indirecta, que está relacionada com o desenvolvimento intra-uterino, e a directa, associada ao desgaste natural dos tecidos e músculos abdominais ao longo da vida. Ambas afectam sobretudo os n homens, ainda que também possam ocorrer nas mulheres. A gravidez – devido à pressão exercida sobre o abdómen – é o momento mais crítico para o sexo feminino.

Ser do sexo masculino é, por assim dizer, um factor de risco, mas há outros: ter antecedentes familiares ou pessoais, sofrer de doenças como a fibrose quística, ter nascido prematuramente e manter uma ocupação profissional que exija longos períodos de pé ou esforço físico intenso. O excesso de peso e a gravidez também têm influencia, o mesmo acontecendo com a tosse e a prisão de ventre crónicas.


Antes que estrangule

As hérnias inguinais não são perigosas em si próprias, mas podem complicar-se e pôr mesmo a vida em perigo. A maioria alarga com o passar do tempo, pressionando os tecidos circundantes e estendendo-se para o escroto, aí causando inchaço e dor.

O maior risco acontece quando uma parcela do intestino fica presa no ponto fraco da parede abdominal – é a chamada hérnia encarcerada, fonte de dor intensa, náuseas, vómitos e a incapacidade de expulsar as fezes. Quando há bloqueio da passagem de sangue para a porção do intestino que ficou presa fala-se de hérnia estrangulada, condição que pode conduzir à morte dos tecidos. Dor súbita que se agrava em pouco tempo, febre e batimentos cardíacos acelerados são sintomas deste estrangulamento, constituindo-se uma situação de emergência médica.

É o que acontece no extremo se a hérnia não for reparada. A cirurgia é a solução para aliviar o desconforto e a dor e prevenir complicações, podendo realizar-se pela via mais tradicional – aberta – ou através de laparoscopia, menos invasiva. A decisão é tomada em função das particularidades de cada caso.

De uma forma ou de outra, já muito se evoluiu e a reparação de uma hérnia inguinal já não implica longas hospitalizações, sendo a recuperação mais fácil e mais rápida.

O desporto na minha terra: Ericeira.Já tínhamos o Saca e a Carina. Apresento-lhes, agora, o José Estrangeiro

O desporto na minha terra:
Já tínhamos o Saca e a Carina. Agora apresento-lhes José Estrangeiro.

Um campeão de eleição

Ericeira: Terra de Campeões

José Estrangeiro – jovem jagoz ( assim se denominam os ericeirenses) vence etapa da Taça de Portugal de Triatlo no 28 de Junho em Abrantes.

José Estrangeiro, antigo Campeão da Europa de Duatlo em escalões jovens regressa às vitórias, após boas provas, mas sem alcançar o lugar mais alto do pódio.

Após algumas semanas de treino em Font Romeu (a meio caminho entre Barcelona e Andorra), José Estrangeiro veio para esta prova com um grande nível competitivo, não dando hipótese aos seus colegas de selecção.

José Estrangeiro saiu em 3º lugar, com 32 segundos de atraso, no segmento da natação, atrás de Vasco Pessoa e Bruno Pereira.


Nos 20 Kms de ciclismo, formou-se um quarteto na frente: José Estrangeiro, Vasco Pessoa, Vanessa Fernandes e Pedro Gomes. Logo atrás, o grupo perseguidor com Bruno Pereira, Guilherme Marques, Diogo Custodio (ambos do Sporting Clube de Portugal) David Caldeirão (Campeão/Tri-Oeste entre outros. A recuperar posições Lino Barruncho (Halcon/Spiuk/Olímpico de Oeiras) e Sérgio Marques (Compeed/Tri-Oeste).

Na última transição, José Estrangeiro saiu forte para a corrida e assegurou o comando durante os cinco quilómetros, divididos em três voltas, cumpridos no Complexo Aquapolis. Chegou isolado à meta com o tempo de 01h01m56s, tendo deixado o 2º classificado a mais de 1 minuto e regressando, assim, aos triunfos.

Lembre-se para os mais distraídos ou com menos informação que o nosso atleta é residente do Centro de Alto Rendimento no Complexo do Jamor, e é um dos nossos Triatletas com mais de seis anos de experiência ao serviço da Selecção Nacional de Triatlo/Duatlo.

Note-se que o Triatlo é um desporto com cada vez mais adeptos e atletas. Para os interessados em praticar este desporto aconselho uma visita ao site da Federação Portuguesa de Triatlo, onde obterá informações sobre a modalidade, bem como dos clubes portugueses de Triatlço/Duatlo. E agora um conselho: mexa-se, pela sua saúde.

José Estrangeiro é um rapaz simpático e quem quiser, também o pode ver a nadar na Piscina do Parque Desportivo de Mafra. Falem com ele e vejam a estirpe de um campeão. Apreciem a sua dedicação e o trabalho que faz em prol da modalidade de que é campeão.

Fragmentos e (as nossas) Opiniões. O Povo, o povo continua calmo


Fragmentos e (as nossas) Opiniões.
O Povo, o povo continua calmo

Pintura de Eugène Delacroix "A Liberdade guiando o Povo - 1830

Desde o par de cornos do ex-ministro Manuel Pinho, que momentaneamente agitou o nosso pacato país, há quem diga que soturno, tudo nele, (país, claro) parece adormecido. Lá vem uns problemas com a ASAE, aqui e ali uns picos de criminalidade violenta, umas bocaças da nossa Manuela (claro que não é a Moura Guedes, mas a outra (que quer salvar este país). Posteriormente os dizeres que fez são alterados e aparece uns vaticínios assombrosos do Ministro das Finanças a dizer que o fim da crise está mesmo à nossa espreita, ali mesmo ao virar da esquina, mas enfim, nada de espampanante e que nos faça encher de indignação ou de orgulho pessoal sustentado. Está tudo normal, como diria o meu primo Joaquim que já não vejo há muito tempo.

Vivemos um daqueles momentos em que a pasmaceira parece que domina a nossa vida, entrando por todos os poros, contaminando os movimentos, a disposição, as nossas posturas. É que se chama o período de pré-férias.

Compreende-se o porquê. É o momento de limpar aparelhos, ter as armas em condições, mobilizar as tropas, porque estão a chegar duas tremendas batalhas, cada uma mais importante do que a outra. E depois das análises que se fizeram após as eleições europeias, há que confirmar ou negar todas as perspectivas efectuadas.

Diria até que a atitude de Manuel Pinho foi uma espécie de catarse. Veja-se como daí para a frente o ambiente amainou. Finalmente, dirão uns, alguém foi posto no olho da rua, finalmente, pensará no seu íntimo governo, como o sacrifício deste cordeiro, saciei a fome aos lobos e posso respirar descansado por algum tempo.

É, é o tempo dos aparelhos. O tempo da distribuição dos postos, dos lugares e de funções. É nesta altura que assumem especial interesse as movimentações internas, os negócios dos gabinetes, a troca de favores, pois a situação é tão instável e fina que pode pender para qualquer dos lados. Por isso, o que se passa nos partidos assume um prazer especial nesta altura. E há coisas que se estão a passar que são de bradar aos céus.

O povo, esse, está calmo. Esses dilemas que, aparentemente, não lhe dizem respeito, apesar de estarmos a falar de pessoas que vão, seja de um lado ou do outro, liderar os destinos deste país, ou das autarquias desta terra. E ele sabe, na sua popular sapiência, que quando tiver de agir, lá está para agir.

Por isso anda mais preocupado com a gripe A, do que com essas coisas frívolas e mesquinhas dos lugares ou dos apoios. Talvez consciente de que a sua altura chegará. É o momento de descansar, passar pelas brasas. Dizem que o povo é um vulcão, que rebenta quando menos se espera. Está silencioso, mas fala, está parado, mas em movimento. Algo que escapa ao controlo mais tenaz, aos estudos do domínio da mente e do corpo, mais profundos, Resumindo e concluindo: que ninguém se fie em sondagens, pois quando o povo está adormecido, ou tem sonhos ou tem pesadelos. E isso, ninguém consegue contabilizar.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

O povo fala dos nossos deputados

O povo fala dos nossos deputados

Órgão de Comunicação Social escrita, tem uma secção de “opinião pública” Dei uma vista de olhos e reparei em duas cartas sobre o nosso deputado Manuel Alegre. Os leitores estão perfeitamente identificados.


1ª carta
É urgente acordar o PS.

O deputado e poeta Manuel Alegre tem mantido a política portuguesa e o PS em especial, presa, nestes últimos três anos, aos seus humores de eterno descontente.

Talvez convencido de que a nação portuguesa ainda não lhe agradeceu suficientemente o seu percurso de agitador de consciências, o autor de “Praça da Canção” aparenta ir deixar a Assembleia da Republica – pelo menos por perder 3 mil euros por mês, segundo se diz.

Ora, independentemente do respeito (e é muito) que nos merece o percurso politico, também é preciso dizer, que entendemos que ele já há uns bons anos devia ter saído para dar lugar à renovação(….) Até que fica mal a um homem de esquerda invocar o aspecto económico, é que se perde 3 mil euros (?) leva, pelo menos, outros três mil, a juntar à reforma que já usufrui do tempo em que era dirigente da RTP.

2ª carta

Desencantamento

Desde sempre gostei da Manuel Alegre enquanto escritor

É um grande poeta e tem da melhor prosa portuguesa. Pensava, e durante muitos anos fui afinal enganado, que era democrata e amigo do povo. De há uns tempos a esta parte tudo começou a clarear-se e agora é mesmo ele que se confessa com todo aquele despudor que vem no último “Expresso”. Afinal “são todos iguais” diz-se também dele e Medina Carreira é que está cheio de razão e lucidez.

Como sou médico e, ainda, por cima sou endocrinologista, aviso Manuel Alegre que a reforma leva, na maioria dos casos, ainda a maior obesidade, com todas as suas nefastas consequencias. Se no seu pensamento estão almoços de trabalho com vista a melhorar a reforma, por novas funções, então que sejam de trabalho e não de gastronomia.

Basquetebol feminino. Jogos da Lusofonia 2009. Portugal bate o Brasil e arrecada a Medalha de Ouro.


Portugal arrecadou a medalha de ouro na 2ª edição dos Jogos da Lusofonia, ao vencer na final o Brasil por 57-47, disputada na manhã deste domingo, no Pavilhão do Hóquei Clube de Sintra, palco do torneio de basquetebol feminino.
A selecção brasileira, muito jovem, - vai participar no Campeonato Mundial de Sub19 femininos, que terá lugar na Tailândia, a partir do próximo dia 23 - ofereceu forte resistência às nossas representantes, que só no final do segundo período (minuto 18) conseguiram inverter o rumo dos acontecimentos, quando Paula Muxiri fez 19-20. Depois de Sónia Reis ter sido a marcadora de serviço na 1ª metade (14 pontos), dos 24 anotados pelas portuguesas, foi a extremo/poste Muxiri que esteve em foco na parte final do 2º quarto ao contabilizar os últimos 8 pontos da nossa equipa, contribuindo para que Portugal fosse para o intervalo na frente (21-24).

Experiência de Sofia Ramalho valeu no segundo tempo

No reatamento, as comandadas de Carlos Portugal ainda permitiram que a selecção canarinha voltasse a comandar, após um parcial de 8-2, obrigando o seleccionador luso a parar o jogo, no minuto 24 (29-26 para o Brasil). A entrada de Nádia Tavares, para a posição de extremo, por troca com a capitã Sara Filipe, indo Paula Muxiri jogar dentro, possibilitou desde logo uma presença mais efectiva das portuguesas na área pintada, que num ápice provocaram três faltas com direito a lances livres, fazendo um parcial de 0-10.
Foi a vez de o treinador brasileiro Luiz Tarallo pedir um desconto de tempo no minuto 26 (29-36) para tentar travar a arrancada lusitana, sem grandes resultados práticos, porque foi neste período até ao final do 3º quarto (35-42) que Portugal acertou os seus únicos 2 triplos (fracos 18% de eficácia) por intermédio de Sofia Ramalho (13 pontos, 50! % nos triplos, 2 assistências, 4 ressaltos, 5 roubos e 5 faltas provocadas, com 6/6 da linha de lance livre), ponto de partida para uma excelente prestação nos últimos dez minutos e de Carla Nascimento (3 pontos, 1 triplo, 8 ressaltos defensivos, 1 assistência e 4 roubos).
No derradeiro quarto (12-15) a turma das quinas geriu a vantagem sem grandes sobressaltos, com a vantagem a oscilar à volta da dezena de pontos. Neste período foi notória a experiência de Sofia Ramalho, bem a controlar a posse de bola e a provocar faltas, contabilizando 10 pontos da sua conta pessoal (13).
Sónia Reis MVP do jogo
Destaque para a actuação de Sónia Reis, MVP do encontro com 31,0 de valorização, ao anotar 26 pontos, 55% nos duplos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, 2 assistências, 4 roubos, 3 desarmes de lançamento e 6 faltas provocadas, embora não estivesse muito certeira nos lances livres (57%), ao falhar 3 em 7 tentativas. Bom contributo de Paula Muxiri (13 pontos, 8 ressaltos sendo metade ofensivos, 3 assistências, 1 roubo, 2 desarmes de lançamento e 7 faltas provocadas, com 7/10 da linha de lance livre), ainda que tenha estado desastrada no ataque.
Na selecção do Brasil as melhores foram as postes Fabiana Sousa (10 pontos, 21 ressaltos sendo 7 ofensivos, 4 assistências, 2 roubos, 2 desarmes de lançamento e 2 faltas provocadas), autora de um duplo-duplo e Mónica Nascimento (16pontos, 9 ressaltos sendo 7 ofensivos, 2 assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento), as maoires responsáveis pela esmagadora superioridade das canarinhas nas tabelas (48-30 ressaltos). Esta dupla ganhou tantos ressaltos (30) como os conseguidos pela nossa equipa.
Nos restantes indicadores, Portugal esteve melhor nos roubos(11-16), nos turnovers (22-15), nas faltas provocadas (15-19), nos triplos (11%-18%) e nos lances livres (43%-74%), enquanto o Brasil foi mais colectivo (14-10 assistências), além de ter ganho a luta de ressaltos. Nos lançamentos de 2 pontos as duas equipas equivaleram-se (39%).

terça-feira, 21 de Julho de 2009

Apanhados em top less.

video

Hoje esta situação parece insólita! Sê-lo-à dentro de algum tempo?

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Esta foto foi obtida na semana passada no centro de Lisboa. Para muitas pessoas que viram este individuo de mascara a preceito, para evitar contágios com pessoas infectadas com o virus da gripe H1N1 pareceu um exagero e insólito. A nós, Bancada Directa cabe-nos perguntar: será assim tão insólita a situação?

O desporto profissional no Bancada Directa. Ninguém pára o Benfica?

Ninguém pára o Benfica
Jorge Jesus e a nova táctica que pretende implantar na Luz.

"Costuma dizer-se que as finais não se jogam, ganham-se! Pois então eu pergunto-me: Mas como se ganha sem jogar?"
Guardiola, filósofo (com bola) espanhol

Mais uma vez, pelo quarto ano consecutivo, o Benfica é a equipa com mais trabalho de construção desde as bases. Enquanto no FC Porto e Sporting, Jesualdo e Bento, ambos na quarta época, arrancam já com o modelo afinado, Jesus chega à Luz e nem olha para o que os seus antecessores (Koeman, Fernando Santos, Camacho, Quique) tentaram construir. Tem outras ideias.

Fala-se muito do losango de Jesus, mas a sua ideia de futebol está longe de caber apenas nessa figura geométrica, nem é tacticamente certo dizer que as suas equipas (pelo menos as últimas, Belenenses e Braga) joguem em 4x4x2 do losango. A principal razão, analisando como se estende o '4' do meio-campo, está em não se detectar posicionalmente nela um claro vértice ofensivo, o normal 10. Existe, claro, um jogador mais indicado para surgir nesse espaço entrelinhas (entre os defesas e médios defensivos adversários) perto da área contrária, mas ele não pisa esse território de forma permanente, o que acontece na clássica vida do losango, como se vê, por exemplo, na táctica do Sporting de Paulo Bento, com um claro vértice ofensivo '10' (foi Romagnoli, será agora Matias Fernandez).
Assim, enquanto na estrutura inicial o '4' do meio-campo em losango é um '1x2x1', com o '10' no vértice ofensivo e quem sai a jogar desde trás com bola é outro elemento. O '4' no sistema de Jesus parte de um '1x3' - um médio-defensivo central, mais trinco que pivô, e três 'meias' de vocação ofensiva, que pensam mais em atacar e defender, do que em defender e atacar. O factor que faz variar essa dinâmica do quarteto está, porém, no tal segundo homem central que, ao adiantar-se, faz o vértice ofensivo. É ele o 'harmónio' do '3' do meio-campo. Em geral, recua, muitas vezes aproximando-se do pivô recuado para pegar na bola e sair a jogar com ela (a transição defesa-ataque).

Nesse momento, o losango está desfeito. No caso da filosofia-Jesus, era Luís Aguiar quem fazia isso a época no Braga. Estava longe de ser um vértice ofensivo. Muitas vezes, tirava-se uma foto ao jogo desde a bancada e até parecia um duplo-pivô. Noutras vezes, sim, já subia, atacava, entrava no tal espaço entrelinhas e parecia o losango. Olhando o início de época e os jogadores que fazem a casa táctica benfiquista, a questão do momento é: pode Aimar fazer esse lugar cumprindo essas missões? Isto é, mais do que um segundo avançado, ser mesmo um médio puro, fazendo o '4' do meio esticar-se, e ser um losango, ou fazendo-o en
colher-se e ser um... triângulo?
No outro extremo do '1x3' do meio-campo, um ponto de interrogação no '1' que vive à frente da defesa. Jesus prefere um jogador mais robusto, que ganhe no choque. Receia leveza física nesses espaços. É preciso, no entanto, além da recuperação, também sair dessa zona (a tal zona de pressão) com a bola controlada. Pensem em Yebda ou Ruben Amorim. Enquanto Yebda, o jogador mais confuso, joga para pressionar, Amorim pressiona para jogar. Depois de uma época desterrado na direita, vê-lo regressar ao centro, jogando verticalmente nesse corredor, seria devolver o seu futebol à melhor forma de vida. Uma mistura dos dois seria o ideal.

Uma experiência científica que, no plano futebolístico, terá o nome de David Luiz. Pelos dotes físicos, perfeito. Pela cultura táctica, um ponto de interrogação. O desafio de mudar hábitos, para criar novos princípios.

O processo inicial de construção do Benfica vive muito nesta equação do meio-campo. O losango transformado em dois triângulos nos cadernos tácticos de Jorge Jesus. Um problema central porque, em todas as equipas, a classe e o estilo são definidos pela qualidade dos médios.


Luis Freitas Lobo

Os desalinhados: agora sim, é como posso apelidar o tema "30 dias seguidinhos de sexo" à Lagardère.

Os desalinhados (10)


É como tenho da chamar a estes quatro temas, que agora termino, e que bem podiam entar numa galeria de "pirosice" aparvalhoada.

Eis a ultima parte dos "30 dias seguidinhos de sexo de trazer por casa".

Até na minha casa de banho (pelo titulo desta secção, prenuncia-se um episódio "rasca" de preconceito e bom gosto.

Quis enfrentar o André antes deste desafio terminar e convidei-os para jantar. Íamos para o vigésimo dia. Servi um menu picante, pois sei que é afrodisíaco e quis dar uma ajuda à minha amiga. Afinal, tudo começou por minha culpa. Quando os vi, praticamente não os reconheci. Andreia, mais magra, super elegante num saia-casaco justo e ele rejuvenescido, não tanto pela aparência, mas pela forma como falava, gesticulava e trocava olhares com a sua musa.

Evitávamos falar, naturalmente, do assunto e estivemos ali a marinar entre temas menores, quando Andreia se levantou para ir à casa-de-banho. Aproveitei e deixa para levantar a mesa e quando regressei já não vi o André. Foi fumar um cigarro para a janela, pensei eu, e aproveitei para ir atrás da minha amiga para falarmos um pouco. Parei subitamente. Vinham sons ofegantes da minha casa-de-banho. Por isto é que eu não esperava. Na minha casa-de-banho! E eu sem poder dizer nada. Corei, voltei para a sala e contive-me. Por mim só soube via sms, mais tarde, quando Andreia já estava em sua casa: Então gostaste dos meus azulejos novos?

O ultimo dia (aqui nesta secção atinge-se o máximo de
mau gosto e aumento da pirosice)
Chegou o dia 30. Andreia e André comemoraram a prova superada com uma massagem a dois num SPA em Cascais, iniciativa do próprio André, sempre tão alheio a estes pequenos mimos. Um sol radioso, o mar ao fundo e flutes de champagne para um casal que se reencontrou.

Andreia está diferente. Voltou a ser a miúda mais cool do grupo. Seguramente a mais invejada, pois passou a dar-nos dez a zero em matéria de sexo. O pomposo André está cada vez mais galo. Perdoo-lhe a altivez que esta maravilha de sexo lhe acrescentou ao ego, pois Andreia confidenciou-me que antes de começar o desafio deixou de tomar a pílula.

Se a maratona deu frutos, Andreia deve-me um favor. Queremos saber como serão os seus nove meses….de abstinência ou de vício? E venha de lá esse Kamasutra para grávidas!

Por mim termino lembrando-me do que me ensinaram no Complementar:" Erunt duo in carne una" . E como estivemos a falar do que aconteceu (?) num matrimónio a expressão é correctissima!

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Fragmentos e Opiniões. Reflexões sobre "terrorismo"

Fragmentos e Opiniões


Mais mortos

O recurso ao terrorismo de larga escala pegou de estaca. É um ciclo que parece não ter fim, pejado de horror e morte.


O ataque terrorista ocorrido em Jacarta, matando um número significativo de cidadãos, é o facto mais significativo da semana que agora findou.

Pouco importa quem o cometeu, as motivações, a quantidade mais ou menos impressionante de mortos.

A verdade é que este facto é revelador de que o recurso ao terrorismo de larga escala pegou de estaca, tornou-se no instrumento de acção de grupos com várias determinações quer de índole religiosa quer de natureza política. Cada vez mais vulgar. Cada vez mais apocalíptico.

Aliás, não é a primeira vez, desde os atentados de 11 de Setembro, que a Indonésia é alvo desta violência com objectivo indeterminado, que mata por matar sem olhar a quem morre. Ainda são recentes as imagens aterradoras de Bali em chamas e com dezenas de cadáveres de inoce
ntes.
É um ciclo que parece não ter fim, pejado de horror e morte. E a mais cruel das verdades é que, pese o facto de o terrorismo tornar de vez em quando à ordem do dia, rapidamente é esquecido, secundarizado no debate público e político mais alargado, em favor de causas e crimes relativamente pouco importantes.

E o pior é que ninguém, nenhum país, pode proclamar que está imune a esta fúria assassina anónima. Nem Portugal.

Dito isto, pondo de parte o conjunto de disparates que no passado marcaram a luta contra o terrorismo, as motivações económicas e de apropriação de territórios do petróleo que muitas vezes se sobrepuseram a estratégias consequentes e sérias de combate ao crime, também se deve dizer que estamos perante uma epidemia com mais graves efeitos do que a gripe A.

Se somarmos as vítimas de ataques terroristas ocorridos em várias partes do mundo, chegamos à conclusão de que matam muito mais. E não têm seguramente a mesma adesão informativa.

Não é possível deixar este problema em lume brando. Não é possível ignorá-lo. Já matou em Espanha, muito perto, agora na Indonésia, na Inglaterra. Um pouco por todo o lado, os mortos somam-se.

Que temos feito para preparar e prevenir uma tragédia destas? Pouca coisa, para além de vários pares de discursos. E apenas com palavras não se conquista a vida.

Francisco Moita Flores

A industria do sexo em Espanha (5). Algumas contribuições avulsas.

A industria do sexo em Espanha (5)

Era nossa intenção já ter terminado este tema. No entanto reconheço que o meu contacto em Roquetas de Mar acha que eu sou uma pessoa que posso servir os objectivos de uma Comissão para a Igualdade da Mulher Africana e, vai daí, continua a enviar-me mais alguns temas sobre este assunto. Para que eu continue interessado. Tenho conhecimento de que esta Comissão vai organizar uma espécie de seminário no mês de Setembro e espera-se a presença de delegações Ong’s de países sub-saharianos, norte africanos, do leste europeu e da América do Sul. Portugal deverá estar representado mas ainda não há confirmação. Esta Comissão pretende que um natural destes países, mas afectos a esta Comissão, esteja presente para confrontar essas delegações, ou pelo menos, tentar explicar melhor as intervenções das pessoas de difícil expressão.

Daí que eu em Setembro não tenha de pensar muito na piscina do Zoraida Garden de Roquetas ou do Palyadulce de Aguadulce.

1 - Espanha desmantela rede de exploração sexual de brasileiras

A polícia espanhola deteve 17 pessoas, entre elas um ex-director de um banco, supostamente ligadas a uma trama de lavagem de dinheiro vinculada à exploração sexual de mulheres de origem brasileira e russa.

Os detidos controlavam sete bordéis na província de Almería (sul), nos quais trabalhavam mulheres levadas clandestinamente para Espanha ou recrutadas em território nacional, informaram fontes policiais.

O ex-director de banco detido supostamente encarregou-se de lavar 12 milhões de euros (quase US$ 16 milhões) obtidos pela rede desde 2007.

Segundo essas mesmas fontes policiais, para a desarticulação desta rede colaboraram autoridades policiais do Brasil, da França e da Rússia, para investigar possíveis ligações internacionais.
Os detidos são acusados de crimes de favorecimento da imigração ilegal, contra o direito dos trabalhadores, relacionados com a exploração sexual de estrangeiras, lavagem de capitais, posse ilícita de armas e formação de associação criminosa.

A investigação começou graças à informação compartilhada por diferentes órgãos de fiscalização espanhóis sobre dois grupos de pessoas relacionados com a exploração sexual de mulheres de origem brasileira e russa na Espanha.

Os grupos investigados mostravam uma clara estrutura hierárquica organizada de modo piramidal, habitual neste tipo de rede, o que fazia com que nenhum dos membros tomasse qualquer decisão sem a aprovação de algum responsável.

Entre os detidos se encontram J.M.C. e N.G.R.S.L., o casal considerado líder desta rede, e que tinha um dos clubes noturnos registado em seu nome.

As outras casas noturnas funcionavam como "empresas de fachada", e transpareciam desenvolver uma actividade normal.

A organização contava com a ajuda do ex-diretor bancário A.J.M., que assessorava o grupo e cuidava directamente de algumas de suas contas bancárias para tentar esconder estes fundos de origem criminosa das autoridades.

Durante os dois últimos anos, J.M.C. e N.G.R.S.L. teriam obtido um lucro superior a 12 milhões de euros (quase US$ 16 milhões), em parte para a criação de outras "empresas de fachada".

Na operação, os agentes policiais apreenderam 70 mil euros (cerca de US$ 92 mil) em dinheiro, diversas joias, munição, quatro escopetas e duas pistolas com silenciador.

2 - Espanha prende brasileiros suspeitos de exploração sexual contra mulheres

Madrid - Três brasileiros estão entre os dez detidos na operação contra uma rede responsável pela exploração sexual de mais de 300 mulheres em Badajoz, província espanhola na fronteira com Portugal, segundo a polícia da Espanha.

Uma fonte policial explicou à Agência Lusa que os detidos - quatro espanhóis, dois colombianos e um português, além dos brasileiros - estavam envolvidos na lavagem do dinheiro procedente da prostituição a que mulheres eram forçadas em bordéis de Badajoz.
A operação foi realizada na madrugada de ontem para hoje, com buscas em vários bares. As investigações começaram, segundo o Ministério do Interior espanhol, depois de ter sido detectada uma entidade empresarial que usava várias contas para receber dinheiro, cuja origem foi comprovada como sendo a prostituição.

Estimativas policiais apontam que, só no último ano, o grupo obteve receitas calculadas em mais de um milhão de euros. O chefe da quadrilha era um espanhol proprietário de três bordéis.

Um cidadão português, de 34 anos, é suspeito de crimes relacionados com a prostituição, contra os direitos dos trabalhadores e dos cidadãos estrangeiros, além de vários delitos contra a saúde pública.

Fragmentos e Opiniões. A arte de mentir com estilo, tipo "conversa fiada"..


Fragmentos e Opiniões

Quem põe os cornos a quem?
Quem não se sente não é filho de boa gente!

Um político pode mentir com estrépito e continuar a ser considerado um grande estadista. As mentiras, bem enroladas em conversa fiada e estados de alma, comovem o povo e, demasiadas vezes, anestesiam os próprios jornalistas. As contas variam com quem as conta, sem que a comunicação social mostre a verdade dos factos, ou seja, as facturas.

O país parece demasiado velho para ter memória, ou demasiado esperto para se lembrar de alguma coisa - como Dias Loureiro, vive em surpresa e ingenuidade, artes mais compensatórias do que as do trabalho e da honestidade.
Quando surgem documentos contraditórios com as afirmações de um político, o visado sacode a água do capote dizendo que, mesmo que o papel esteja assinado por si, a culpa é dos que vieram antes dele. O enxotar das responsabilidades para os outros é a causa principal do atraso português e aquilo que trava a força de qualquer reforma: quando se aponta o que está por fazer ou o que foi mal feito, o responsável lança as actas da História à cabeça de quem aponta, para explicar que não pôde fazer nada, que o mal vem de trás (ou de cima, ou de baixo), que não teve condições - pois se nem o Rei D. Sebastião ou Maria João Pires tiveram condições...

Só temos memória quando se trata de atirar as culpas para os outros. Foi o que fez Manuela Ferreira Leite em relação à venda da rede de cobre à PT - disse que o negócio, que agora considera ruinoso, foi decidido pelo Governo anterior. Mas não explica por que razão fechou e assinou essa venda, enquanto ministra das Finanças. Igualmente incompreensível é o salto epistemológico que a conduziu a escolher Santana Lopes como candidato à Câmara de Lisboa, depois de ter dito dele o que nem Deus diz do Diabo. Se isto é "política de verdade", eu prefiro a outra.

Certos políticos têm prerrogativas que os outros não têm: Alberto João Jardim, por exemplo, pode insultar alegremente quem lhe apetecer, a começar pelo Presidente da República, que nada acontece. Na Assembleia da República, os deputados podem injuriar-se verbalmente como muito bem querem e lhes apetece, de mentiroso para baixo. Já lá vi doutos senhores mandarem outros a todas as partes do mundo, incluindo as mais íntimas e as mais sujas (o paralelismo inconsciente entre umas e outras é, aliás, eloquente).

O que não se pode fazer, fiquei agora a saber, é um gesto considerado feio. Se, em vez dos chifres de um touro, o ministro da Economia tivesse mimado umas orelhas de burro, justificar-se-ia na mesma a sua demissão? E se, em vez de orelhas de burro, tivessem sido asas de anjo? - mais difíceis de mimar, é certo. O que nos ofende nos bois ou nos touros? Confesso que nem sequer percebi se a intenção de Manuel Pinho foi a de mostrar que tinha posto os cornos ao PCP, por ter conseguido pôr as minas de Aljustrel a trabalhar, ou a de acusar o PCP de marrar sempre no mesmo. A ideia de pôr os cornos é um bocadinho arcaica, porque as vacas não têm cornos - o que não significa que umas não dêem mais leite do que as outras. Mas espanta-me que a acção política possa ser afectada deste modo por um gesto tão infeliz quanto infantil. Manuel Pinho não devia ter perdido a cabeça; mas qual de nós não teve um momento em que perdeu a cabeça, por se sentir farto de trabalhar e injustiçado? Só os que não se esforçam nem se empenham poderão atirar a primeira pedra - por isso, aliás, vivemos num país de apedrejadores.

Não tenho pena de Manuel Pinho: Joe Berardo ofereceu-lhe já um posto na administração da sua Fundação, e os trabalhadores das empresas que ele conseguiu safar da falência prestaram-lhe as suas homenagens, bem como os responsáveis das associações empresariais. Não terá sido um ministro perfeito - a ideia peregrina do Allgarve e os dinheiros nela gastos mancharam o bom trabalho realizado na recuperação empresarial, no plano tecnológico e no plano energético. Mas esse trabalho existe. Na véspera da sua demissão, Pinho elencava na SIC Notícias a lista de medidas tomadas para apoiar as pequenas e médias empresas, lembrando que toda aquela lista seria rasgada por Manuela Ferreira Leite, como ela própria afirmou, caso fosse eleita.

A segunda grande causa do atraso português é precisamente essa: os governos chegam ao poder e tratam de rasgar tudo o que vem de trás - muitas vezes até mudam o nome dos ministérios e das instituições públicas, o que representa um aumento da burocracia (mudança de leis internas) e um gasto desnecessário em papel, design e vidro. Que um par de cornos seja mais importante do que o trabalho em curso, isso é que trama o país.
Inês Pedrosa

domingo, 19 de Julho de 2009

Os desalinhados (9)

Os desalinhados (9)
O chafariz das Faias

Lembro-me e está apontado no chafariz que ele foi construído em 1984. Antes de existir a Ponte Vasco da Gama o trânsito pelo troço da estrada N4 entre Montijo e Pegões era relativo. As pessoas iam para o Alentejo por Vila Franca de Xira. Na vinda chegavam a Pegões e viravam para direita em direcção ao Porto Alto e Vila Franca de Xira. Desde que existe a Ponte Vasco da Gama, como não se paga portagem de norte para sul o trânsito aumentou substancialmente. Por isso é pena que este chafariz, que outrora era uma beleza e as pessoas aproveitavam para se dessedentarem, hoje não o fazem porque ele está uma imundície. Está no estado que as fotos mostram.

Algo está desalinhado. E é fácil ver-se de quem é a culpa. Dos utilizadores e dos responsáveis.

Triste, muito triste!

Reflexões sobre o tema "Sexo de trazer por casa" cá na nossa terra. (3ª parte)

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Reflexões sobre o tema "30 dias seguidinhos de sexo de trazer por casa". (3ª parte)

O perigo de eu, por descuido, entrar com uma particula apassivante na acção do gato

Continuamos com este tema, agora já numa fase em que as parvoíces aumentam de intensidade. O titulo é sugestivo: 30 dias seguidinhos de sexo consecutivo. Reparem os amigos leitores se eu me engano e coloco uma particula apassivante na frase do gato. Era o bom e o bonito. Mas vamos lá ao texto.

Esta foto faz parte do artigo da revista a que nos vimos referindo. No entanto a personalidade nada tem a ver com o artigo em causa.

A sogra

Num dos dias mais difíceis para Andreia foi o de jantar a casa da sogra. Para variar, a conversa de sempre abriu o jantar: a falta de netos, as mulheres dos dias de hoje, as dificuldades de engravidar. Tudo enquanto Andreia contava, um a um, os bagos de arroz basmati de que tanto gostava. E contou até 10 até perder a paciência. E depois veio o sogro acalmá-la. E veio o gato, mas André simplesmente ignorou o que estava a acontecer. A volta para casa a discussão era mais do que certa. Andreia já tinha todo o discurso preparado e acabava-se já ali a maratona sexual e quem sabe o pseudo casamento que tinham. Ela, que tinha posto o vestidinho rosa, curto e angelical que sabia ter a aprovação da sogra e levou logo com “esse modelo” é um pré-mamã ou estarei enganada? “Está de facto enganada este é o ultimo modelo mata sogras de Dolce & Gabbana”, conteve-se. Mas, assim, que ia começar a falar no carro, já André estava em cima dela a roubar-lhe um sedento beijo, a encostar o banco para trás e a mostrar que o vestido eleito tinha sido o mais acertado. Ainda hoje ela não sabe se aquilo foi puro desejo ou estratégia.

Viciada em sexo eu?

Já tinha passado a primeira quinzena quando recebo um telefonema alarmado da Andreia. “Estou viciada em sexo!”, afirmou-me categoricamente. Estás viciada? “Sim em sexo!”. Não penso noutra coisa, estou no trabalho e estou farta de pesquisar na Net formas de atingir o orgasmo e até acho que tenho a voz diferente a atender o telefone. Não notas nada? Para além da aceleração, não reparei em nada diferente. “Parece que estou sempre a tentar seduzir. Imagina tu, agoira a marcar consultas e a falar com médicos em tom rouco e sensual… .Sorri ao imaginar mas disse-lhe para aproveitar a deixa do telefone e experimentar o sexo à distância. (era inevitável esta alternativa).

Já só ouvi o bater mal-educado do telefone no meu ouvido e o meu suspiro no ar. Mais tarde ligou-me, não para se redimir, mas para me contar que à hora do almoço, sem patrão à vista, ligou ao seu companheiro e disse-lhe tudo, com todas as letras, tudo o que lhe apetecia fazer nesse momento. E ele, o competente Dr. André? Andreia riu e explicou-me. “Ficou danado pois usei o telefone fixo em vez do telemóvel e obriguei-o a ficar sentado a ouvir-me e a passar-se sem poder fazer nada…rodeado de colegas, pois como sabes ele está num open space.

Isto ainda vai continuar por mais uma sessão e acaba. Isto, claro, se o sac.... do gato deixar..

sábado, 18 de Julho de 2009

Animais de terras frias a viverem em terras, que de frias era no antigamente.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Longe estava eu de supor que aqui bem pertinho de onde moro, só não pudessem coexistir animais bem diferentes, mas até uma das espécies é comum às terras frias da América do Sul.

Estou a referir-me que, quando passava perto do local das projectadas, mas nunca vistas, instalações para a Selecção Nacional de Futebol, encontrei cavalos e lamas a conviverem pacificamente. Tirei algumas fotos que vos mostrarei a seguir. Primeiro fui à Wikipédfia e procurei inteirar-me das caracteristicas dos lamas.

Lhama (PB) ou lama (PE) (Llama glama), da palavra quíchua llama, é um mamífero ruminante da América do Sul, da família dos camelídeos, género Llama.

Este animal tem pelagem longa e lanosa, e é domesticado para a utilização no transporte de carga, produção de lã, carne e couro. A lhama é relacionada com o guanaco, a vicunha e a alpaca. Foi domesticado pelo povo inca.

As lhamas vivem na Cordilheira dos Andes, onde as temperaturas são baixas. Assim, as pelagens servem para protegê-los do frio, além de proteger o seu corpo de arranhões e outros ferimentos. A lhama é conhecida pelo seu estilo calmo, muitas vezes andando devagar, porém pode se irritar facilmente, assim foi considerada o oitavo animal mais irritável do mundo, segundo o canal Animal Planet.[1]
A lhama alimenta-se de capim e mato. Estes animais medem de 1,40 m a 2,40 m contando com a cauda 75cm.

O meu humor de Sabado (2)

Agora já se compreende a moda das mulheres se puxarem pelos cabelos.

Os meus contrastes emergentes.Esta Lisboa que eu amo!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Não tenho as pretensões de mostrar neste blogue uma excelente reportagem feita pelos meus amigos do Lisboa SOS, com um titulo sugestivo: Um Museu dentro de outro Museu. É o patio dos Canhões no Museu Militar. Fiquei agradado com o que vi e li.

Pena foi o ultimo tema e a ultima foto, que me deixou muito triste.

É esta a foto


É este o texto

Ao sairmos do Patio dos Canhões para regressarmos ao interior do Museu Militar deparámo-nos com estes paineis de azulejos de Rafael Bordalo Pinheiro num estado lastimoso.
Museu Militar, Lisboa.

O meu humor de sabado

Funeral de médico Um dos maiores cardiologistas da cidade morreu. No seu funeral, o seu caixao foi colocado em frente a um enorme coraçao feito de rosas vermelhas.

Quando o padre terminou o sermao e toda a gente se despediu do médico falecido, o grande coraçao abriu-se, o caixao passou através dele e o coraçao voltou a fechar-se.

Foi uma majestosa homenagem ao tão amado cardiologista.

De repente, um dos presentes desata a rir loucamente. Irritado com tal falta de respeito e sensibilidade, o homem que estava a seu lado pergunta:

- Como é que o Sr. se pode rir num momento de tanta dor?

Responde-lhe o que estava a rir:

- Sabe, estava a pensar no meu próprio funeral..... é que eu sou
ginecologista!!!!

Um tema actual. os perigos de se contraír a Gripe H1N1. Mas pode-se prevenir!


O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina: Falemos das várias hepatites (2ª e ultima parte).



O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina
Falemos das varias formas de hepatites.

C - Ainda sem vacina.

É conhecida como a "epidemia silenciosa" pela forma como o número de portadores crónicos tem aumentado em todo o mundo e pelo facto de os infectados poderem não apresentar qualquer sintoma, durante dez, vinte ou mesmo trinta anos, e sentirem-se de perfeita saúde.

Calculam-se que existam 170 milhões de portadores crónicos (cerca de três por cento da população mundial), dos quais nove milhões são europeus. Destes, entre 150 mil a 200 mil são portugueses, com Portugal a apresentar das mais altas taxas de contaminação pelo VHC.

Embora seja um vírus que atinge 60 a 80 por cento dos toxico-dependentes, todos os que foram submetidos a operações e/ou transfusões de sangue antes de 1992, os ex-combatentes e as mulheres que fizeram abortos devem fazer o rastreio.

Uma vez no organismo humano, este vírus pode levar até 150 dias a incubar, com a particularidade de, à semelhança do vírus da sida, ser capaz de se modificar e camuflar, o que dificulta uma resposta adequada do sistema imunitário. Só 25 a 30 por cento dos infectados apresentam sintomas da doença, os quais podem oscilar entre letargia, mal-estar geral e intestinal, febre, perda de apetite, intolerancia ao alcool, ictericia e problemas de concentração. Muitas vezes são queixas muito parecidas com as de uma gripe.

Cerca de 20% dos infectados recuperam espontaneamente, mas a maioria passa a sofrer de hepatite crónica. Destes, 20% dos casos podem evoluir para cirrose ou cancro no fígado, uns em poucos anos, outros ao longo de décadas. Esta é uma doença mais comum no sexo masculino e nos consumidores de alcool (que estimula a multiplicação do vírus e diminui as defesas do sistema imunitário).

É principalmente por via sanguínea que se transmite o vírus da hepatite C - um corte ou uma pequena ferida é quanto basta, sendo frequente o contágio através da partilha de seringas. A transmissão por via sexual é rara, havendo ainda o risco de uma mãe infectar o filho durante o parto. Na ausência de uma vacina, o melhor é prevenir - deve acima de tudo evitar-se o contacto com sangue infectado, o que significa, por exemplo, não partilhar escovas de dentes, laminas, tesouras, corta-unhas ou outros objectos de uso pessoal.


D - À boleia da hepatite B

A inflamação do fígado causada pelo vírus VHD ocorre apenas em simultaneo com a acção de outro vírus, o causador da hepatite B. O mesmo é dizer que a hepatite D só surge por co-infecção, com 40% dos portadores a desenvolverem cirrose.

Nos últimos anos, tem-se assistido nos países desenvolvidos a uma diminuição da hepatite D, que em Portugal é considerada rara.

Transmite-se sobretudo a partir do sangue e seus derivados, bem como pelo contacto com seringas infectadas, o que explica a pervalencia entre toxico-dependentes e hemofílicos (que necessitam de transfusões dos factores sanguíneos em défice no seu organismo)

No caso de uma co-infecção (infecção simultânea pelos vírus B e D) a hepatite B pode ser severa ou mesmo fulminante, mas raramente evolui para uma forma crónica; a situação ocorre com a superinfecção, que provoca hepatites crónicas em 80 % dos casos, dos quais 40% acabam em cirrose.

E - Endémica nos trópicos

Em Portugal, como noutros países ditos industrializados, a infecção do fígado causada pelo vírus VHE é rara, mas nas regiões tropicais foi já responsavel por várias e graves epidemias.

Nas zonas em que é endémica, é de 33% a taxa de mortalidade infantil causada pela hepatite E e de 20% a taxa de mortalidade de mulheres grávidas, se contraírem o vírus no terceiro trimestre da gravidez.

Descoberta em 1980, incide sobretudo nos adultos entre os 15 e os 40 anos. Pode ser fulminante, mas quase sempre cura-se espontaneamente. À falta de tratamento especifico, devem evitar-se medicamentos tóxicos para o fígado.

G - A mais jovem

De facto , a hepatite G só foi descoberta em 1995, calculando-se que corresponda a 0.3% das hepatites virais. Por ser recente desconhecem-se ainda todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que se transmite por contacto sanguíneo - assim, poderão estar em risco nomeadamente as pessoas que partilham seringas e as que são sujeitas a transfusões de sangue.

Desconhecidas com exactidão são também as consequências de uma infecção pelo VHG, embora já esteja identificado que 90% a 100% dos infectados se tornam portadores crónicos. Poderão, no entanto, nunca vir a sofrer de uma doença hepática

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Anahi in Mi Delirio

Praia da Samarra. O olhar perspicaz da Angela Aires mostra a beleza de uma praia desconhecida

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Praia da Samarra (Sintra)
Reconheço que a maioria dos nossos amigos leitores não conhecem a Praia da Samarra. Praia escondida, tendo como acesso uma estrada que vai da Terrugem de Sintra para São Julião. Ao chegar-se à Assafora cortamos para a esquerda, passamos pela Cortesia e Catribana e chega-se por boa estrada até à praia. Outro acesso é pela zona do Magoito, mais concretamente pela Tojeira e Casais Pianos. Por aqui a cerca de 300 metros acaba a estrada e depois é a corta mato. Praia reconhecida, mas sem vigilancia. Era óptima para a apanha do mexilhão e percebes.

A Angela Aires captou algumas imagens das quais aqui vos dou conta.

Reflexões actuais sobre a gripe A

Gripe A

O Governo aprovou, ontem 5ª feira, uma verba de 45 milhões de euros para aquisição de 3 milhões de vacinas contra a gripe A, correspondente a 6 milhões de doses, as quais deverão estar disponiveis até Janeiro de 2010. A Ministra da Saúde, Ana Jorge, adiantou que "com segurança", as vacinas só estarão disponiveis em Dezembro ou só em Janeiro de 2010.ver mais aqui

Cabe-nos perguntar e porque se confirma oficialmente que o "pico" da gripe A vai ser em Outubro, para que servem as vacinas em Dezembro e Janeiro?

Como se desenvolveu a chamada gripe espanhola:

1 - A primeira, a mais benigna, terminou em Agosto de 1918.

2 - A segunda iniciou-se no Outono de 1918 e acabou em Dezembro e Janeiro de 1919, tendo sido de extrema gravidade, afectando uma grande parte da população e com uma taxa de mortalidade de 6% a 8%.

3 - A terceira e derradeira começou em Fevereiro de 1919 e terminou em Maio do mesmo ano.

Bom fim-de-semana aos amigos leitores do Bancada Directa: aqui os 30 dias faziam jeito!

Caros amigos leitores do Bancada Directa



Cá estamos novamente neste aproximar de dias de descanso para vos desejar que passem um excelente Fim-de-semana, na companhia de quem vocês mais desejarem e se sintam bem.

A miuda que vos apresento é especialmente dedicada e vai até ao Brasil, direitinha para o nosso amigo "Socialismo e Liberdade". O outro nosso amigo de nome Antonio Manuel ainda fica a chuchar no dedo, mas prometo que ,para semana que vem, mando uma para si.

Então aproveitem e Bom Fim-de-semana.

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Helena, Helena (2) Casamentos de Conveniencia

Fragmentos e Opiniões

Antonio Costa + Helena Roseta










O acordo ontem anunciado entre António Costa e o movimento Cidadãos por Lisboa de Helena Roseta vem confirmar que o presidente da Câmara de Lisboa é hoje, no PS, o mais capaz de estabelecer pontes à esquerda. Bem precisava José Sócrates que esta dinâmica extravasasse as fronteiras de Lisboa e se alargasse ao País.

O acordo com Helena Roseta é o culminar de uma jornada de negociações e conversas em que António Costa conseguiu "seduzir" gente vinda de todas as esquerdas. Sá Fernandes veio do Bloco, José Saramago e Carlos do Carmo do PCP.

Ao "alegrismo" foi buscar o seu mandatário financeiro e, agora, Roseta.

No fundo, e apesar do fracasso da constituição de uma frente de esquerda para o confronto com a coligação de direita liderada por Pedro Santana Lopes, António Costa conseguiu, na prática, não uma coligação formal mas uma aliança alargada do PS com personalidades de todas as forças de esquerda.

Voltando a Roseta, o que dirão hoje os eleitores que há dois anos, nas intercalares, lhe confiaram o voto? O que dirão todos aqueles que a ouviram jurar a pés juntos que jamais faria coligações com o PS e que o seu movimento de cidadãos iria a votos nas próximas eleições autárquicas?

É certo que fez um bom negócio, mas, e até porque a lei não permite coligações entre partidos e movimentos de cidadãos, o que ficará para a história é que, dois anos depois de ter saído do PS, Helena Roseta vai reentrar na Câmara de Lisboa como número dois de uma lista... do PS.

Mafra terra de boas iniciativas culturais para os cidadãos.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Tenho dado conta aos nossos amigos de variadas iniciativas culturais que se realizam nesta vila de Mafra. Hoje realço estas duas e aconselho os nossos amigos, se puderem, a assistir. Não vão dar por mal empregue o vosso tempo.

clicar para aumentar as imagens

Reflexões sobre o sexo de “trazer por casa” cá na nossa terra.(2ª parte)

Reflexões sobre o sexo de “trazer por casa” cá na nossa terra.

O tema é: 30 dias consecutivos de sexo para um casal.


2ª parte:

O primeiro dia

Esperta, a minha amiga sabia que ter 30 dias de sexo seguidos exigia de si mais do que o seu próprio corpo. Imaginação. Criatividade. Paciência ou falta dela. O primeiro teria de ser perfeito, mas acabou por ser trivial na consumação do acto comparado com os “day after”. Esperou pelo André para jantarem juntos – o primeiro dos sacrifícios, pois ele chega sempre tarde – iluminou o caminho com velas até ao quarto, onde dispôs variedades de sushi em cima da cama, embrulhadas em posições do kamasutra que sabiamente imprimiu no trabalho

(Tenho de fazer aqui um parêntesis e um intervalo, porque estou a rir-me perdidamente e a minha patroa já olha desconfiada para o que eu estou a teclar.Vê que é algo aparvalhoado)

Fiquei surpreendida. Disse-me que a ideia lhe surgiu dos famosos bolinhos de sorte chineses. E a verdade é que depois de devorarem o sushi, devoraram-se um ao outro, esquecendo, por completo que ainda faltavam 29 dias. Foram as “boas-vindas” ao challenge, o que traduzido em bom português significa uma forma de incentivar o André que ainda continuava céptico. (atenção que aqui eu estou muito sério)

O segundo round

Satisfeita percebeu que ele amanheceu diferente e que a parada estava a subir para o seu lado. Fizeram amor nos três primeiros dias aproveitando o conhecimento que já tinham um do outro, e o acto foi evoluído para sexo puro. (pois não com o sushi a fazer efeito. Carapaus é o que se usava antigamente). Seguiram-se as rapidinhas, quase para marcar calendário, e ao chegar a segunda semana André já mostrava sinais de cansaço. Andreia não se rendeu. Pediu ajuda masculina e foi a uma sex-shop. Olhou, viu e reviu, abriu os “cordões à bolsa” e comprou três “certificados de aforro, forma cono descreveu os acessórios, por considerá-los caros, mas um investimento na sua relação.

Lingerie para ela em forma de gelatina. Sabia que André gostava de gomas, portanto seria uma forma gulosa de fazerem amor. Uma fantasia de waitress, tipo dona de casa desesperada e algemas almofadadas em rosa choque. Rosa por rosa, a verdade é que nem tudo foram rosas. André, o mesmo que adora gomas, ficou enjoado com o menu “sexo e gomas” e a noite acabou mal, com ele a deitar cá para fora todo o seu nervosismo e a “checkar vezes sem conta o prazo de validade da lingerie. As algemas foram uma surpresa. Andreia trouxe-as só por descargo de consciência e agora andam com elas para todo o lado, algures escondidas na sua carteira. Foi, segundo me disse, uma das melhores noites da sua vida. Exploraram-se como nunca, sem pressas, sem mapas, sem roteiros, sem preconceitos. Cada um à sua vez. E cada um à sua vez procurou o seu próprio orgasmo sem ter necessidade de penetração.
Já o kit de empregada doméstica resultou melhor para Andreia – afinal a fantasia era sua – do que propriamente para André. É que a noite começou cedo para a minha amiga, que mal chegou a casa trocou o tailleur pela pomposa farda. Limpou a casa, cozinhou e preparou o jantar assim vestida, pois queria entrar no verdadeiro espírito doméstico. De modo que, quando André chegou, os preliminares já estavam todos feitos por ela e agora o que precisava era da concretização final. Claro que soube a pouco….

(por hoje acabo aqui, não vá ter um ataque de riso e pensar nalguns "sem preconceitos" provocados por causas afins. Haja coração!)

Helena, Helena: porque abandonastes os nossos ideais de Abril?

Esta Lisboa que eu amo


Claro, que esta pergunta não é minha, nem me afecta por aí além, mas creio vir ao encontro de centenas, milhares , de cidadãos desta Lisboa, que não esperavam uma cedencia destas por parte de quem sempre mostrou a coerência necessária para lutar pelos interesses desta Lisboa sem ser subserviente..

Contrastes emergentes.Já se falava "disto" há muito tempo.


Contrastes emergentes

Jornal ‘Público’ ameaça trabalhadores

Os trabalhadores do ‘Público’ têm até sexta-feira, ao meio--dia, para aceitar a redução salarial imposta pela administração. Caso não cheguem a acordo, segunda-feira serão confrontados com um despedimento colectivo, que deverá rondar as 20 pessoas.

A administração do jornal de Belmiro de Azevedo enviou, ontem, um e-mail à Redacção, onde se pode ler que a proposta de redução salarial, a ser adjudicada por 90% dos funcionários, teria de estar assinada até ao final do dia, contou ao CM fonte do jornal. Mais tarde, enviou outro "a alargar o prazo até sexta-feira e a ameaçar com um despedimento colectivo na segunda-feira", acrescenta a fonte.

A fonte desta noticia é o Correio da Manhã. Ver aqui.

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Na cidade de Aveiro os bons exemplos proliferam

Funcionários da Câmara de Aveiro ficaram fãs da bicicleta

"Executivo camarário desafiou os trabalhadores da autarquia a pedalarem até ao local de trabalho.

Numa cidade como Amesterdão, a imagem de ver alguém vestido formalmente a andar de bicicleta parece ser já coisa normal. Em Aveiro, que até é terra das famosas "bugas" (bicicletas de utilização gratuita de Aveiro), nem por isso.

Que o diga uma trabalhadora da Câmara de Aveiro, que se fartou de ser surpreendida com os olhares de espanto de quem circulava na estradas da cidade. "As pessoas não estão muito habituadas a ver alguém de fato e de sapatos altos a andar de bicicleta", conta esta funcionária que decidiu aceitar o desafio da autarquia de começar a pedalar para o local de trabalho.

A proposta surgiu no âmbito da adesão de Aveiro ao Projecto Europeu de Mobilidade Saudável LifeCycle: A bicileta é vida e previa que, durante dois meses, os funcionários usassem a bicicleta como meio de transporte para as instalações camarárias, num mínimo de quatro viagens por semana. Um total de 66 trabalhadores aceitou o desafio, em grupos de três elementos, e, no final, até houve prémios para as melhores equipas.
"Foi bastante satisfatório e agora esperamos que esses trabalhadores continuem a usar a bicicleta nas suas deslocações para o trabalho", frisa Capão Filipe, vereador do pelouro da Mobilidade. O autarca acredita que esta atitude dos funcionários poderá também vir a ter um efeito de "contágio" junto dos outros trabalhadores da câmara e também em empresas privadas.

Para a funcionária da Camara de Aveiro, o fim do concurso De selim para o trabalho não implica deixar a bicicleta de lado. Esta funcionária, que presta apoio ao executivo municipal, quis desafiar-se a si própria e agora que o conseguiu não irá parar.

Apesar de viver no centro da cidade, assume que "sempre foi muito comodista. O carro vinha sempre até à porta da câmara", reconhece. Difícil mudar? "Até foi fácil, mas foi curioso chegar à câmara e ver as pessoas a olhar. E também ver as pessoas na rua a repararem na roupa."

A equipa desta funcionária não conseguiu alcançar os primeiros lugares, mas ela considera que o verdadeiro prémio já foi conquistado: cumprir o desafio até ao fim, ganhando em saúde e diminuindo os custos com combustível. "Nos dias em que venho de bicicleta não chego ao trabalho com tanto stress, porque não tenho de andar à procura de estacionamento", nota, ao mesmo tempo que garante que também viu diferenças "na hora de abastecer o carro". Já para nem falar na melhoria da condição física."

O concurso
13.07.2009
"Vencedores tiveram um prémio: bicicletas
Os vencedores do desafio De selim para o trabalho foram premiados com bicicletas. A entrega dos prémios e o encerramento da iniciativa decorreu no início do mês, numa sessão que culminou com um passeio de bicicleta pela cidade. Segundo anunciou a autarquia, a equipa constituída por Paulo Pinho, António Borralho e António Silva - que se apresentaram no concurso com a designação de "Zé-Dos-Pé-Dal" - foi a grande vencedora do concurso que decorreu durante dois meses e atraiu a participação de 66 funcionários da Câmara de Aveiro, pioneira no incentivo à utilização de bicicletas como meio de transporte."

Não têm emenda, ou esta "barbárie" não se passasse na Rua da Emenda.

Esta Lisboa que eu amo
A Rua da Emenda sem emenda possível.
Agradecimentos ao Lisboa SOS

A industria do sexo em Esp...perdão, o tema de hoje é "O sexo de trazer por casa na nossa terra".

A indústria do sexo em E…perdão, o tema de hoje é “sexo de trazer pela nossa casa”.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O título era sugestivo “30 dias consecutivos de sexo”.

No passado Domingo, de manhã, fui a uma praia aqui perto, com o objectivo de lá permanecer até à hora do almoço. Mesmo sem a bandeira azul a praia estava superlotada. É evidente com a crise as pessoas desta região já não demandam as praias da linha e nem da Costa da Caparica. Sinais dos tempos. Não arranjei lugar para estacionar o C2 e enquanto reduzia a marcha vi que duas adolescentes distribuíam revistas aos condutores ou acompanhantes. Lembrei-me que sempre passo na Praça de Espanha em Lisboa, sou sempre assediado por pessoas que tentam vender-me uma revista afecta aos ex-tóxicos dependentes.
Lá aceitei a revista, de índole feminina, bem apresentada, de capa brilhante, volumosa (pesa 600 gramas). Quando a abri reparei que mais de 60% era com publicidade. Lembrei-me dos jornais gratuitos que vivem e morrem só com receitas de publicidade. Li o sumário na capa e um tema despertou-me a tenção: “Desafio: casal tenta 30 dias consecutivos de sexo”.

Tentei identificar a linha editorial da revista e constatei que o próprio editorial se referia a este tema. Era uma causa nobre, não havia dúvida. Eis o que li:

Foi aqui que tudo começou. Com esta frase. E não com outra qualquer. “Mais vale mau sexo do que a ausência dele.”
Uma das minhas amigas disse-o com o mesmo despudor com que costuma falar de uma tarde no ”shopping” ou sobre a ultima dieta da moda. Com a diferença de que, como se falava de sexo, se fez um silencio à sua volta (uma coisa rara entre mulheres). E ficámos à espera que a frase trouxesse consigo uma frase sub-reptícia. Iria ela confessar o mau desempenho sexual do seu companheiro? Ou admitir que já fingiu um orgasmo? Mas de facto não houve um depois. Rematou com um blá, blá, blá….que o sexo faz parte da vida e que é melhor viver com ele do que sem ele.

Discutimos as (mentiras das) estatísticas. Três vezes por semana, “Quatro”? “ Tantas”? “Três, mas tudo só ao fim-de-semana…” E a ideia surgiu. Lançar o desafio. Propor a uma casal com uma relação estável que fizesse a experiencia de ter e fazer 30 dias de sexo consecutivo. Para contar depois como foi. Fantástico? Um tédio? Uma experiencia a repetir? Como ratos que saltam de um barco em chamas foi assim que as minhas amigas, habitualmente cooperantes, se comportaram. Rápidas e agitadas descartaram a experiencia. “30 dias? Se ainda estivesse de férias!...Onde é que encaixo isso num dia com 12 horas de trabalho e dois filhos para dar atenção?. Insisti, mas a verdade é que não arranjei uma adepta para a experiencia que eu preconizava.

Saí furiosa do encontro e agarrei-me ao telefone até encontrar do outro lado alguém que me disse sim, que ideia fantástica. Mas no dia seguinte o telemóvel voltou a tocar. Mais uma baixa. O marido da minha cobaia sentiu-se pressionado…tudo parecia perdido, até que….

Alguém me iria enviar uma pessoa que estava disposta a fazer a experiencia. 30 dias depois, tenho o resultado da mesma e vou contar-lhes como foi.

E quem sabe inspirem-se. Ao que me parece até nem correu nada mal.

Assinado: a directora da revista

Bancada Directa vai relatar a seguir a experiência tim-tim por tim-tim. Mas agora vou fazer uma pausa, porque tenho de ir fazer uma necessidade fisiológica, provocada intempestivamente por tanto de me rir.

E agora vamos lá relatar a experiencia

1- As reflexões do “mirone”

O desafio simples: sexo todos os dias durante um mês. E nunca mais nada será como dantes. A história contada por quem assistiu. (por favor não se riam)

Andreia foi o nome que lhe dei, à minha melhor amiga. A mesma que se predispôs a uma experiencia inesquecível. Para ela, para mim, sua fiel confidente, e para ele, André que primeiro disse que não, nem pensar, estão mas é doidas, mas onde é já chegámos, mas depois….. pensou duas vezes.

Pensou em como ficaria bem na fotografia (ou mal) se assumisse os seus receios. Pensou que até poderia aproveitar-se da predisposição da Andreia e….concretizar alguns dos seus desejos mais mirabolantes (aqui aviso que só iremos até onde pudermos ir). E acabou dizendo o sim. Sim, a 30 dias de sexo seguidinhos. O desafio era mesmo esse. E se eu própria passei por um turbilhão de emoções ao longo este mês, simplesmente por ouvi-los, ou melhor ouvi-la, pois o André adopTou a postura “eu sei que tu sabes que eu sei, mas”….imagino como eles estarão neste momento.

A vida pode ser bela

Andreia para quem não a conhece, é aquilo a que eu chamo uma rapariga com tudo no seu sítio. Sempre foi. A miúda mais cool da turma, a mais popular, a Madonna dos eighties, os chumaços nos anos 90, tudo o que se possa imaginar que estivesse na crista da onda era a cara dela. Estupidamente, a vida encostou-a a uma secretária, passou a usar óculos e deixou-se arredondar. Não que fosse gorda. Mas suas curvas do antigamente estavam agora camufladas pelos seus ainda escassos 32 anos. André, administrador executivo de uma multinacional, quarentão, ainda atraente apanhou-a nos seus tempos áureos. E agarrou-a.

Não para casar, mas para viverem juntos já vão nove anos. Apanhei-os também num momento de fraqueza, de rotina, do “deixa-andar”. A relação parecia uma interminável viagem daqui a Trás-os-Montes, num inter-cidades pachorrento, sempre a parar, sempre a seguir, sem chegar a destino algum.

Andreia viu nesta maratona uma forma de “sim ou sopas”, Combinámos relatos diários, pouco minuciosos no inicio até perdermos completamente a vergonha e falarmos abertamente sobre tudo. Tal como quando éramos miúdas só que agora a história é mesmo para os mais crescidinhos
(neste número eu incluido, mas de olhar torcido, por tanta verborreia)

Isto ainda vai continuar. Adriano Ribeiro

À procura de novos talentos: tenores de 14 anos. Ouçam o "O sole mio".

Agora que os Airbus se evidenciam, vejam esta descolagem e como a traseira toca na pista.

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Chuva espectacular a partir de efeitos acusticos

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terça-feira, 14 de Julho de 2009

Afinal, pergunto eu, porque não se entendem? Começo a sentir que a situação já não tem remédio!

Fragmentos e Opiniões
A desordem na Ordem
Lamentavelmente, a Ordem dos Advogados anda numa tal desordem que, parece, no actual quadro de órgãos, a situação já não tem remédio

Os desafios com que a profissão se debate, os ataques a que a advocacia tem estado sujeita e até o mínimo sentido da decência institucional não se compadecem com a recente evolução dos acontecimentos.

A Ordem dos Advogados está apática quanto às matérias relativamente às quais deveria tomar posição – por respeitarem ao Estado de Direito, aos direitos fundamentais dos cidadãos e à boa administração da Justiça. Nada de relevante tendo dito ou feito o seu bastonário, por exemplo, em relação ao escândalo relativo à frustrada eleição do provedor de Justiça.


Em vez de promover a união dos advogados – de todos os advogados (e todos juntos não seriam demais para o tanto que há para fazer) –, fomenta-se a divisão entre eles.


Depois do longo cortejo de profissões que foram brindadas com toda a sorte de anátemas proferidos por Marinho Pinto (e basta lembrarmo-nos dos juízes, do Ministério Público, dos funcionários judiciais, das polícias, dos sindicalistas e dos jornalistas), chegou agora a hora dos próprios advogados.

Marinho Pinto é um monumental erro de casting, alguém que não compreende o peso institucional do colar que lhe foi aposto na tomada de posse, que não sabe nem tão pouco já gosta de exercer o lugar para que foi eleito.

É, em suma, um exemplo acabado de incompetência no exercício do cargo: pelo ataque autocrático aos outros órgãos, pela gestão salazarenta dos dinheiros, pelo tratamento sobranceiro dado às outras profissões jurídicas, pela forma provocadora como hostiliza agora, também, já os próprios advogados. Não confundamos a coragem com o despautério, a firmeza com a sobranceria nem a frontalidade com a grosseria.
A proposta de alteração do Estatuto da Ordem – mal engendrada, aliás, e feita à revelia dos advogados e dos órgãos representativos da profissão – é o exemplo acabado de uma forma egocêntrica e não participativa de exercício do poder.

Para onde vai, em fins de Maio, uma Ordem sem orçamento para 2009 e sem contas aprovadas de 2008?
Para onde vai uma Ordem em que o bastonário e o seu Conselho Geral se auto-acantonaram em relação a todos os restantes órgãos estatutários (as delegações, os Conselhos Distritais e o Conselho Superior), órgãos esses com idêntica legitimidade democrática?

Quantos anos e quanto esforço serão necessários para restaurar a dignidade perdida por culpa de um só, que aparenta estar preocupado apenas com a sua exclusiva agenda pessoal e que realmente não quer saber dos advogados e se aborrece, se enfada e – pior – não domina sequer as questões básicas com que a profissão é crescentemente confrontada?
Pessoalmente, sou um institucionalista e, justamente por o ser, entendo que, para preservar as instituições, as mesmas se devem auto-regenerar e, quando necessário, promover a saída daqueles que só lhes causam dano no exercício dos cargos.
É neste âmbito que, chegados a uma inaudita situação-limite, adiro ao movimento que visa promover a convocação de uma assembleia geral para se voltar a repor a ordem na Ordem, acabar com os desmandos e devolver-lhe o prestígio que foi seu.
Este texto é da autoria de Vasco Marques Correia ( também advogado)

Os meus "contrastes emergentes". Esta crise que afecta toda esta Europa e especialmente o país vizinho.


Os meus "contrastes emergentes"

Um olhar (técnico) sobre esta crise económica que avassala esta Europa , especialmente no país vizinho. Em Espanha a crise vive-se e sente-se!

Esta imagem actual era impensavel até há poucos anos, dois ou três. Nem nas "calles comerciais"das cidades do interior, que são as mais pobres, relativamente claro, de Espanha, isto nunca se viu. (cidades como Badajoz ou Zamora)

O sucesso da economia espanhola nos últimos anos tem sido alvo de inveja dos portugueses. Muitos sem duvidas. Afinal, enquanto Portugal tem apresentado taxas de crescimento abaixo da média europeia desde 2001, Espanha tem navegado de vento em popa. Entre 2005 e 2007 cresceu sempre acima dos 3% e, no ano passado, já em plena crise financeira, fechou o ano com 1,2%. O reverso da medalha tem sido uma taxa de desemprego das mais altas da União Europeia.

O mais baixo que conseguiu desde o início da década de 90 foram os 8,3%. Mas, entretanto, a crise chegou em força e o produto espanhol fortemente empurrado por uma bolha no imobiliário, caiu como um castelo de cartas. Este ano vai diminuir 3,2%, e em 2010 mais 1%. O desemprego vai disparar e pode chegar aos 20% no próximo ano. As contas públicas, com superavit até há dois anos, estão em forte derrapagem e o défice pode atingir quase 10% em 2010. Tal como aconteceu com a Irlanda, Philip Lane acha que a reputação da Espanha foi afectada, mas lembra que a “principal narrativa de que a flexibilidade e abertura são fundamentos sólidos para o crescimento permanece válida”.

Paul de Grauwe sublinha que o “crescimento nestes dois países era insustentável por ser alimentado pelo crédito bancário”. Uma explicação que o economista considera também responsável pelo crescimento norte-americano na segunda metade dos anos 90. A consequência? “Os Estados Unidos vão agora regressar a uma tendência de crescimento inferior ao que aconteceu a partir de 1995 e algo semelhante irá acontecer em Espanha e na Irlanda”, responde De Grauwe.

Os meus desalinhados de hoje (3)

Os meus desalinhados de hoje (3)


Wellington Nazaré

Não sou um criminoso!

Isto dizia o assaltante do BES em sua defesa, durante o seu julgamento que terminou na semana passada em Lisboa. Welligton Nazaré foi sentenciado a 11 anos de prisão e a uma pena acessória de expulsão do nosso país no final do cumprimento da sua pena de prisão.

Mesmo assim, não foi nada mau, dada a gravidade do acto que cometeu.

Além disso, o assaltante no dia do assalto estava “no seu dia boas venturas”. Escapou do assalto dos GOE ileso. O colega de façanha teve pior destino, foi abatido.

Quanto ao lamento de Wellingtron Nazaré, se não é criminoso, fez por sê-lo, o que vem a dar no mesmo.

É caso para dizer, que estava desalinhado nesse dia!

A sentença

O Tribunal da Boa Hora condenou Wellington Nazaré a onze anos de prisão efectiva e expulsão do país no fim da pena, sentenciou o juiz. O brasileiro que esteve envolvido no assalto ao BES de Campolide vai ter de abandonar Portugal após cumprir a pena, estando impedido de regressar ao país durante o período de oito anos.

O brasileiro tem de pagar 15 mil euros ao Banco Espírito Santo e 10 mil a cada um dos dois funcionários que estava no local quando se registou o assalto.

Wellington entrou na sala de cabeça baixa e em nenhum momento a levantou, nem mesmo quando a sentença foi lida ou quando o seu advogado tentou falar com ele. João Martins Leitão, aliás, informou que só depois de ler o acórdão total é que poderá decidir se vai interpor recurso.

A pena de prisão foi dividida da seguinte forma: roubo qualificado na forma consumada (dois anos e seis meses); sequestro de Vasco Mendes e Ana Antunes (dois anos e seis meses por cada um dos crimes); sequestro de cada um dos quatro clientes (seis meses); detenção de arma proibida (dois anos e seis meses).

O juiz explicou, ainda, que «o tribunal considerou a ilicitude dos factos extremamente elevada bem como a intensidade do dolo com que o arguido agiu e um elevado de culpa». Foi tida em conta não ter antecedentes criminais e «de alguma forma ter sofrido as consequências do seu acto».



E que tal darmos um salto atè à China

Homem ‘dá uma mãozinha’ e empurra suicida de ponte

É caso para dizer, que Deus nos livre deste genero de pessoas desalinhadas. Tanto o suicida como o "empurrador"

Depois que uma tentativa de suicídio onde um homem chinês emperrou o tráfego de bveiculos durante cinco horas, um homem irritado empurrou o suicida da ponte. O soldado aposentado Lian Jiansheng, de 66 anos, atravessou o isolamento policial e apertou a mão de Chen Fuchao antes de empurrá-lo. A imagem em baixo não tem relação com o ocorrido.

Jiansheng justifica sua atitude dizendo que os suicidas são muito egoístas e que as suas atitudes violam os interesses públicos. Ele diz que a verdadeira intenção não é a de se matar, mas sim, chamar a atenção das autoridades do governo. Chen, que deve cerca de US$294 depois de falhar com um projeto de construção de um prédio, caiu de uma altura de 8 metros. Sua vida foi salva por uma enorme almofada de ar que havia sido colocada debaixo da ponte, mas foi hospitalizado com lesões no pulso e nas costas. O aposentado foi detido pela polícia.

A ponte Haizhu em Guangzhou é um ponto muito procurado entre os suicidas, Chen foi a décima segunda pessoa, desde Abril, que ameaçou atirar-se de lá. Mas, apesar de não ter pulado, foi a primeira pessoa que efectivamente chegou a cair da ponte.

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Os meus desalinhados de hoje(2)


Os meus desalinhados de hoje (2)
Caros amigos leitores do Bancada Directa

Passei a manhã na Ericeira e por cá almocei na companhia de alguns amigos. Aproximam-se as Festas de Verão desta localidade, e há que combinar algumas coisas. É daqui, da biblioteca municipal, que estou nesta altura a fazer este post. Estava a ver do "muro dos cúzes" as obras de reconstrução do Porto da Ericeira, qundo me surgiram os motivos que vou apresentar-vos neste post.

Qualquer visitante que demanda a vila da Ericeira, tem gosto de ver o mar do seu local mais emblemático: o Largo das Arribas, conhecido entre nós "Largo dos Cúzes. Vista magnifica para o mar e para o molhe de pesca ora em reconstrução. Neste local existe a Capela de Santo Antonio, bonita e humilde, mas cheia de sentido religioso. Numa parede lateral lá está a recordação. Foi no dia 5 (6) de Outubro de 1910 que a familia real embarcou neste local para o seu exilio no Brasil perante a atitude respeitosa de todo o povo da Ericeira.

Mas o visitante quando sai da capela que acabou de visitar lobriga em frente um edificio em estado degradante, que verdade se diga, está desalinhado com a beleza da Capela de Santo António. Ora vejam e confirmem o estado do edificio

Ora digam lá se não é bonito este espectáculo?

Logo a seguir a este belo edificio (que o deveria ser outrora) aparece-nos este alinhadinho e a respirar saúde

E já entrando na Rua da Misericórdia ainda se vé o mesmo edificio, porque ele está numa situação de ser gavêto.
E voltando-se para sul outro edificio está nas mesmas condições. Arranjadinho, bonito e asseado.
Simplesmente, mesmo em frente, para gaudio negativo dos moradores de ali perto está esta outra velha reliquia. Triste espectáculo.


Por estas bandas algo está desalinhado. É pena!

7º Encierro do Sanfermin



Algumas fotos do encierro de hoje


Hoy, día 13 de julio os traemos el séptimo encierro de San Fermín cuya ganadería protagonista ha sido la de los Fuente Ymbro. El encierro ha sido el mas rápido de este año y sin apenas momentos de peligro debido a que no hay ningún herido de consideración (leves traumatismos y un pequeño puntazo) esperamos que el de mañana al ser el ultimo encierro sea el mas emocionante de este año

Os meus desalinhados de hoje. O Alentejo é muito poético, não haja dúvidas.

Os desalinhados de hoje (1)

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Deliciem-se com estas quadras alentejanas. Se não gostarem e não souberem dar o devido valor a estes poetas, é porque alguém está desalinhado. Neste caso serei eu, porque dei publicidade a uma "coisa" desinteressante!


Agradecimento ao doutor pelo envio destas quadras

Fragmentos e Opiniões. Sou uma celebridade, tirem-me daqui!

Fragmentos e Opiniões

O ponto de vista de Clara Ferreira Alves

Sou uma celebridade, tirem-me daqui!


Qualquer político sabe que para vencer eleições tem de se transformar numa celebridade.

Lá está ele, de indicadores apontados, numa página nobre do "Financial Times". O nosso Pinho no "FT". Um razoável ministro da Economia não teria tido tanto destaque. Manuel Pinho tornou-se uma celebridade e uma celebridade tem agora direito a muito mais do que 15 minutos. Tem direito a 15 anos, pelo menos, se administrar a figura e aparições.

Passada a compunção e o luto, passada a crítica solene de todos nós, o que resta é a fama de Pinho. Ainda ele não foi para as "merecidas" férias "com a minha mulher que está muito feliz com a minha demissão" e já o telemóvel deve estremecer com convites para opinar, comentar, aparecer, escrever, e de um modo geral fazer o que lhe apetecer, nos mesmos media indignados com o comportamento de Pinho. Pinho é uma celebridade e as celebridades têm um elevado valor de mercado e a simpatia popular. Pinho pode mesmo acrescentar uns votos ao PS desde que se transforme de dedicado e esforçado ministro da economia, valendo a uns e outros naquele estilo paternal inconfundível, num frequentador da esparsa e vasta opinião que por aí circula.

No mesmo dia em que 140 pessoas foram assassinadas pelo regime chinês, no mesmo dia em que o presidente das Honduras foi proibido de regressar ao país depois do golpe, as televisões gastavam largas horas com Michael Jackson, o funeral, o memorial, a hagiografia, a homenagem, os filhos, as drogas, os médicos, etc.

Na CNN, Larry King percorreu Neverland com o irmão, Jermaine Jackson, meditando na grandeza de Jackson, um santo que se sentava à beira dos regatos a compor canções para salvar o mundo. King conclui: tenho de dizer que este lugar é um lugar incrivelmente bonito. Jon Stewart já citara um "jornalista", postado junto à casa de Jackson, pesaroso pelo facto de Michael Jackson "só poder morrer uma vez". "The stupidest f.... thing you've ever heard", conclui Stewart.
Este é o jornalismo que interessa às pessoas. O que reduz os factos a 'eventos' e as pessoas a 'celebridades'. A 'retratos'.

O protesto iraniano, que tanta paixão desencadeou (ao contrário do massacre na China), tomou como símbolo o corpo baleado de uma mulher. Dada a dispersão e diversidade da informação múltipla que consumimos, temos de optar pela redução a um rosto ou um gesto (o estudante em frente ao tanque de Tiananmen). Tal como a morte física transforma os pecadores em santos, a morte política rende muito, desde que o "cadáver" aceite as regras do jogo e pratique a ressurreição. Pinho tem um valor de mercado que é um valor de entretenimento e de "verdade".

Fez o que pensava no país dos hipócritas que teriam feito igual ou pior. O que o matou não foi o gesto, foi a publicidade da imagem. Se não fosse filmado, ninguém se importaria.
É famoso, embora tenhamos de dizer e pensar que ele é infame. A diferença entre infame e famoso é curta. O próprio Pinho, que se fotografou ao lado de Michael Phelps na piscina, ou pagou uma campanha turística baseada em celebridades lusitanas fotografadas por um fotógrafo de moda e celebridades, entendeu isto.


Pode ser que Cristiano Ronaldo (outro directo CNN: os fãs no estádio, horas à espera de o ver) o apresente a Paris Hilton. A questão é: quem está disposto a voltar e fazer política segundo as regras da cultura da celebridade. Necessita-se uma persistência e um instinto político que só alguns profissionais têm. E revestimento teflon.

Um dos reality shows mais repelentes chama-se "Sou uma celebridade, tirem-me daqui!". Gente de meia-tigela, que foi célebre durante 15 segundos, disputa a sua privacidade com outras "celebridades". O show é uma imitação barata da vida real. Qualquer político sabe que para vencer eleições e resistir aos choques tem de se transformar numa celebridade. Sarkozy percebeu. Desde que foi eleito, a vida amorosa aguenta-o e eclipsa os erros da perigosa actividade de governar. Obama é uma celebridade e o segundo presidente americano que resolveu extrair dessa qualidade todas as vantagens políticas depois de JF Kennedy.

O Iraque ou o Afeganistão, a China ou a Europa, a crise ou a guerra, a Rússia ou a América, interessam-nos menos do que os carros de Ronaldo, os amantes de Lady Di, os vestidos de Michelle Obama, os bicípites de Putin, a mosca de Barack Obama, o nu de Carla Bruni, a secretária de Madoff ou o charuto de Clinton e o vestido azul da Lewinski (que elegeram Bush). O artista que compreendeu o valor intrínseco da celebridade foi Andy Warhol. Na vida e na arte, Warhol foi o profeta e o retratista desta cultura. E o caricaturista.

As audiências não precisam de respeitar, precisam de acesso e de devassa. Essa a essência de um jornalismo que deixou de ser "o primeiro esboço da história", como escreveu Phil Graham, fundador do "Washington Post".

Afinal para que servem os passeios? Para maus exemplos, é o que é!

Afinal para que servem os passeios

Estes maus exemplos, por vezes nem resultam da falta de lugares pasa estacionar as viaturas. Tão só, principalmente, querer-se estacionar as mesmas o mais perto possivel dos locais de destino. E do pouco respeito que os peões merecem para estes condutores comodistas.

O leitor que enviou estas fotos reside em Pombal. Admira-se que só se dê relevo a este problema de falta de civismo nas grandes cidades. Diz ele que se fossem a Pombal veriam estes maus exemplos são uma constante diária. Enviou poucas fotos, porque tinha mais de setenta para mostrar.

Agradecimentos ao "Passeio Livre"

A industria do sexo em Espanha (4ª e ultima parte)

A industria do sexo em Espanha (4)

No passado mês de Maio deste ano de 2009 publicou o periódico "El País" uma reportagem sobre a exploração sexual em Espanha. Foram autores dessa reportagem os jornalistas Alvaro de Coezar e Monica Ceberio Belaza. Terminamos com esta 4ª parte a mesma reportagem
Apresentamos à nossa amiga Anne-Rose Schelman todas as facilidades que nos concedeu.

Exploração sexual na Espanha: leis vigentes são insuficientes para combater o tráfico...


Nessa situação encontra-se nestes dias Hope, citada na reportagem "As redes de tráfico". A garota nigeriana veio para a Espanha enganada e foi obrigada a prostituir-se em vários clubes de estrada. Depois de denunciar os criminosos obteve autorização de residência. Desde então procura emprego e acontece sempre a mesma coisa: dizem-lhe que podem contratá-la, mas se primeiro conseguir uma licença de trabalho. Ninguém quer fazer a primeira oferta. Sem licença de trabalho não há emprego e sem emprego não há licença. "Todos os dias vou entregar meu currículo em bares e lojas. Ninguém faz caso da minha pessoa e a residência vai caducar dentro de alguns meses. Não tenho mais dinheiro e tenho medo de ser expulsa", lamenta.

A protecção às vítimas é sem dúvida uma das questões pendentes no tema do tráfico. Mas também há pendências no âmbito da justiça. O Código Penal regulamenta por um lado o facto de uma mulher prostituir-se, e por outro lado, o tráfico de pessoas.


A primeira questão é punida só com dois a quatro anos de prisão (uma pena não-grave, segundo o código). A mesma sanção é imposta aos que lucram "explorando a prostituição de outra pessoa", mesmo com seu consentimento. E como o tráfico muitas vezes é difícil de provar este pode ser o único castigo que o criminoso receba.

Por outro lado, regulamenta-se o tráfico de pessoas. O artigo 318 /2 estabelece penas de quatro a oito anos de prisão para quem traficar imigrantes e de cinco a dez anos para quem o fizer com fins de exploração sexual. Esse dispositivo apresenta dois problemas. Em primeiro lugar que se juntam duas condutas que não têm nada a ver: uma coisa é introduzir em Espanha de forma ilegal imigrantes que querem entrar e outra muito diferente é trazê-los enganados para escravizá-los e explorá-los.

Esses aspectos penais devem ser separados", afirma Joaquín Sánchez-Covisa, promotor do Supremo Tribunal e coordenador de estrangeiros. "É necessário um delito específico de tráfico de seres humanos." O Plano Integral de Luta Contra o Tráfico de Seres Humanos com Fins de Exploração Sexual, aprovado pelo governo em Dezembro passado, inclui essa alteração legal. Mas ainda não se materializou.

Outro problema desse artigo é que fala só de imigrantes, o que implica que ficam excluídos todos os cidadãos da UE. As mulheres romenas não são consideradas vítimas de tráfico, e são uma das nacionalidades mais afectadas por esse problema. Marta González, da ONG Projeto Esperança, acredita que é uma das primeiras questões que é preciso modificar. Espera-se que o governo introduza algumas dessas mudanças na sua próxima reforma do Código Penal.

Outro grande problema é a falta de dados. Não se conhece a dimensão do problema e portanto é complicado agir adequadamente. Não há informação confiável e centralizada sobre o número de prostitutas em Espanha, o número de bordéis, o número de testemunhas protegidas, o número de denúncias ou o número de condenações por esse tipo de delito. Tudo são estimativas baseadas em nada concreto.

"Isto é verdade", responde um porta-voz do Ministério da Igualdade. "Mas é uma característica comum a todos os países. Conscientes dessa realidade, no nosso plano incluímos diversas medidas que nos permitem conhecer melhor a situação e quantificá-la. Há vários estudos planeados. Além disso, o Centro de Inteligência Contra o Crime Organizado (CICO) e o Ministério do Interior estão a trabalhar desde 1 de Janeiro na criação e implementação de um banco de dados que nos permitirá conhecer mais ampla e adequadamente a realidade."
Também não há por enquanto campanhas de sensibilização, apesar de ser um problema grave que quase não preocupa nosso país. Nem a sociedade no seu conjunto nem os clientes da prostituição. No Ministério da Igualdade afirma-se que as campanhas estão sendo preparadas, mas que levam tempo.

Outro debate é o da imprensa. Deve suprimir anúncios de prostituição porque talvez nas suas páginas haja vítimas de tráfico de pessoas? Dois jornais de criação recente admitem isso: "Público" e "20 Minutos". O Plano Contra o Tráfico do governo diz que será promovido o "controle" desse tipo de publicidade. Não diz como. Os principais jornais (incluindo este) não seguiram o conselho. Os responsáveis por El País dizem que os anúncios não são proibidos.

domingo, 12 de Julho de 2009

Os milagres da "Globalização". Na cimeira dos G8 a Russia apresentou uma possivel moeda global

Cimeira dos G8 em L'Áquila
Medvedev apresentou a sua possivel moeda global


“Este é o símbolo da nossa unidade e do nosso desejo de resolver os problemas em conjunto. (…) Aqui está ela. Podem vê-la e tocá-la”, disse o presidente da Rússia Dmitri Medvedev ao apresentar aos jornalistas a amostra da nova moeda global, durante uma conferência de imprensa em L’Aquila (Itália), após a cimeira das nações que integram o Grupo dos Oito (G8).
A agência russa
Ria Novosti apresentou-a como o “exemplo” de “uma possível moeda global”. Por seu turno, a agência financeira norte-americana Bloomberg, referiu que a amostra ostenta a frase “unidade na diversidade”, foi cunhada na Bélgica e apresentada aos líderes do G8 pelo presidente russo durante a cimeira.

Medvedev esclareceu que a nova moeda será usada como meio de pagamento pelos cidadãos de todos os países do mundo e descreveu-a como a “futura moeda única mundial”. “Penso que é um bom sinal de que percebemos a nossa interdependência”, precisou.

As principais economias emergentes do mundo, sob a liderança da China e da Rússia, têm apelado repetidamente nos últimos meses para a necessidade de ser criada uma nova reserva monetária mundial que substitua o dólar e ponha fim à dominância financeira mundial dos Estados Unidos, desde 1944, data da assinatura do acordo de Bretton Woods.

A iniciativa de Medvedev pode ser entendida como um inteligente golpe de relações públicas destinado a dizer às principais potências mundiais que, apesar da sua resistência e cepticismo, os países emergentes, produtores de quase metade do PIB mundial, estão decididos a impor aos países ricos novas regras de governança das finanças globais.

6ª Encierro do Sanfermin. Hoje 12 de Julho novo encierro dramático.

6º Encierro do Sanfermin. Domingo 12 de Julho

Foi novamente um encierro dramático com bastantes corredores corneados. Publicamos alguns fotos e aguardamos mais noticias, visto a TVE ter reduzido o período de transmissão após a "corrida" depois dos acontecimentos do 10 de Julho.

Esta corneada num "mozo" ocorreu ainda na Calle Estafeta. O que aconteceu no troço a seguir à Telefónica foi muito mais grave.

As ultimas noticias (9h20)

Parte de heridos del encierro de hoy Domingo en Pamplona
Los dos corredores que han sufrido las cornadas de mayor gravedad en el sexto encierro de los Sanfermines han ingresado esta mañana en el Hospital de Navarra con pulso y están siendo operados de sus heridas.

Su pronóstico es grave pero, según explicó el director de Urgencias del Hospital, Fernando Boneta, su estado preciso no se conocerá hasta que concluyan las intervenciones quirúrgicas.

El herido más grave es un corredor de 60 años que ha sido empitonado en el tórax en el tramo de Telefónica. Por el momento, no ha sido facilitada ni su identidad ni su procedencia.

El otro herido grave ha sufrido una herida en el cuello en el tramo de Mercaderes. Tiene 56 años y es natural de Calahorra (La Rioja).

Respecto a los otros heridos por asta, un corredor de Madrid de 31 años ha sido empitonado dos veces en el muslo en Estafeta y otro mozo de 51 años, cuya procedencia todavía se desconoce, ha resultado herido por asta en el brazo en Santo Domingo.

Por otra parte, un mozo pamplonés de 32 años ha sufrido un traumatismo craneal en Santo Domingo, mientras que un joven de 25 años de Autol (La Rioja) sufre también un traumatismo craneal por un golpe en Mercaderes.

Además, un inglés de 21 años ha sufrido un baretazo en la espalda en Mercaderes y dos corredores más han ingresado en centros hospitalarios con politraumatismos. Se trata de dos jóvenes de 25 años de Barcelona y de Noáin

Já temos o video deste 6º Encierro



Texto de Adriano Ribeiro

Recordar é Viver. No dia 12 de Julho de 1806, 16 Estados imperiais abandonaram o Sacro Império Romano-Germanico e fundaram a Confederação do Reno

Recordar é Viver
12 de Julho de 1806.
Grave cisão no Sacro Império Romano-Germânico
O Sacro Império Romano-Germânico (em alemão Heiliges Römisches Reich; em latim Sacrum Romanum Imperium) foi a união de territórios da Europa Central durante a Idade Média e o início da Idade Moderna sob a autoridade do Sacro Imperador Romano.

Embora Carlos Magno seja considerado o primeiro Sacro Imperador Romano, coroado em 25 de Dezembro de 800, a linha contínua de imperadores começou apenas com Oto o Grande em 962. O último imperador foi Francisco II, que abdicou e dissolveu o Império em 1806 durante as Guerras Napoleônicas. A partir do século XV, este estado era conhecido oficialmente como o Sacro Império Romano da Nação Germânica.

A extensão territorial do Império variou durante sua história, mas no seu ápice englobou os territórios dos modernos estados da Alemanha, Áustria, Suíça, Liechtenstein, Luxemburgo, República Tcheca, Eslovênia, Bélgica, Países Baixos e grande parte da Polôóia, França e Itália.

Na maior parte da sua história, o Império consistiu em centenas de pequenos reinos, principados, ducados, condados, Cidades livres imperiais, e outros domínios. Apesar do seu nome, na maior parte da sua existência o Sacro Império Romano-Germânico não incluiu a cidade de Roma nos seus domínios.

O Sacro Império Romano-Germânico invocava o legado do Império Romano do Ocidente, considerado como acabado com a abdicação de Rômulo Augústulo em 476. Embora o Papa Leão III tenha coroado Carlos Magno como Imperator Augustus em 25 de Dezembro 800, e seu filho, Luís I, o Piedoso, também tenha sido coroado como Imperador pelo Papa, o Império e toda sua estrutura não foram formalizados por décadas, devido principalmente à tendência dos francos de dividir as heranças entre os filhos após a morte do rei. Isso é notável quando Luís I coroou-se em 814, após a morte de seu pai, mas apenas em 816, o Papa Estêvão VI, que sucedeu Leão III, foi a Reims e de novo coroou Luís. Com esse acto, o imperador fortaleceu o papado, instituindo o papel essencial do Papa nas coroações imperiais.









1665. Moedas do Império Romano-Germâmico. 3 Kreuzer de Prata Condado- Efigie de Leopoldo e verso

Terminologias contemporâneas para o Império variaram muito durante os séculos. O termo Império Romano foi usado em 1034 para definir as terras sob o domínio de Conrado II, e Império Sagrado em 1157. O uso do termo Imperador Romano para referir-se aos governantes do Norte da Europa começaram com Oto II (Imperador 973-983). Os imperadores de Carlos Magno (Imperador de 800 a 814) a Oto I o Grande (Imperador de 962-973) usavam simplesmente a frase Imperator Augustus (ambos, sem a palavra "Romano", eram os títulos preferidos em vez de Imperador Romano). O termo preciso Sacro Império Romano (alemão: Heiliges Römisches Reich; latim: Sacrum Romanum Imperium) data de 1254; a versão final Sacro Império Romano Germânico (alemão Heiliges Römisches Reich deutscher Nation) apareceu em 1512, depois de diversas variações no fim do século XV.

No seu Essai sur l'histoire generale et sur les moeurs et l'esprit des nations (1756), o filosofo francês Voltaire descreveu o Sacro Império Romano como uma "aglomeração" que não é "nem sagrada, nem Romana, e nem um Império".

Em Fausto I, numa cena escrita em 1775, o autor alemão Goethe era um dos bebedores no Porão de Auerbach em Leipzig e perguntou "Nosso Império Romano e Sagrado, jovens, o que o mantém ainda unido?" Goethe tinha um longo, mas não muito favorável ensaio sobre suas experiências como aprendiz no Reichskammergericht no seu trabalho autobiográfico Dichtung und Wahrheit.

Um império "romano"?

O Sacro Império Romano-Germânico em 1512

De um ponto de vista jurídico o Império Romano, fundado por Augusto em 27 a.C. e dividido em duas "partes" após a morte de Teodósio I, em 395, havia sobrevivido somente na parte oriental que, com a deposição do último imperador ocidental Rômulo Augústulo, em 476, tinha obtido também as insígnias da parte ocidental reunindo de um ponto de vista formal o Império Romano.

A coroação de Carlos Magno pelo papa Leão III em 800 foi acto privado de perfil jurídico legítimo: somente o imperador romano do Oriente (chamado "bizantino" mais tarde pelos iluministas no século XVIII) seria digno de coroar um par seu na parte ocidental, razão pela qual Constantinopla viu-se sempre com superioridade e suspeita aquele acto.

Este acto foi justificado, do ponto de vista formal, com dois expedientes:

O facto de que, na época, o Império Bizantino ser governado por uma mulher, Irene de Bizâncio, ilegítima aos olhos ocidentais, criava um vazio de poder que tornava possíveis eventuais golpes de mão (de facto na época o Império Bizantino não tinha nenhuma possibilidade de intervir directamente na Europa ocidental);


A questão que o Papa se declarasse como directo herdeiro do Império romano arrogando-se o poder temporal graças ao documento (falso) da Doação de Constantino, com o qual Constantino I teria cedido a soberania sobre a cidade de Roma (e seu território limítrofe) ao papa Silvestre I; o documento, desmentido como falso já no século XV, foi redigido realmente no século VIII, quando o papa, ameaçado pelo avanço dos lombardos, tinha que fazer valer a própria autoridade. Naquela ocasião ele fez outro acto análogo, entretanto formalmente ilegítimo, com a coroação do rei dos francos Pepino o Breve, como agradecimento pela ajuda recebida na luta com os lombardos.

Os imperadores romano-germânicos buscaram com poucos modos fazer-se aceitar pelos bizantinos como seus pares: com relações diplomáticas, matrimónios políticos ou ameaças. Algumas vezes porém não obtiveram os resultados esperados, porque de Constantinopla eram sempre chamados como "rei dos germanos", jamais "imperador".

A pretensão de apresentar como herdeiro dos romanos, juridicamente discutível, teve alguns inegáveis resultados positivos, como a recuperação do direito romano, a partir da metade do século XII, que com as actividades da universidade, tornou-se presente no ocidente, substituindo na parte as legislações germânicas, em vigor desde os tempos das invasões bárbaras.

sábado, 11 de Julho de 2009

A industria do sexo em Espanha (3)


Um tema actual. A industria do sexo em Espanha. (3)

Texto elaborado pelos jornalistas do períodico "El País" de Madrid, Mónica Cebério Belaza e Alvaro de Cózar

Nota prévia do autor do post: tive conhecimento parcial deste texto em duas folhas fotocopiadas e que estavam no interior de uma revista alemã num supermercado em Roquetas de Mar. Perguntei a uma pessoa amiga, da forma como estas folhas estavam inseridas numa revista e ela explicou-me: o periódico que publicou os textos não é muito lido nas comunidades não espanholas em Roquetas e El Egido. De maneira que um grupo de pessoas, perante o interrese concreto da reportagem, encarregou-se de compilar o texto e fotocopiou o mesmo, tendo depois distribuido pela etnias africanas. Mas outro grupo de pessoas, mais selectivo, resolveu copiar o mesmo e inseri-las nas revistas estrangeiras que super-abundam nos escaparates dos supermercados da região. Foi um trabalho de paciencia, porque era feito sem as operadoras das caixas se aperceberem das acções destes militantes de causas sociais. E as revistas alemães eram as preferidas, devido ao enorme numero de pessoas desta nacionalidade que invadem a zona de Almeria nesta altura de Verão. Forneceram-me , depois, o texto completo.
A exploração sexual em Espanha
Compreenda como funcionam as redes de tráfico

Os policias que estão há anos na luta contra o tráfico lembram-se dos primeiros anos do combate. Em certa ocasião, os agentes conseguiram colocar no banco dos réus o dono de um clube onde se exploravam mulheres. Duas prostitutas do local depuseram contra o homem. O juiz condenou-o, mas não fechou o lugar. O argumento foi que só havia duas vítimas de tráfico de pessoas. O resto das mulheres que trabalhavam no local não havia denunciado. "Fechar o local seria prejudicar as que estão lá porque querem", disse o juiz aos policias.
A escravidão de duas mulheres não era razão suficiente para encerrar o bordel.

A atitude dos juízes mudou desde então, mas continua a haver diversos problemas para combater com eficácia o tráfico de seres humanos. Por um lado, a falta de determinação do governo - tanto deste como dos anteriores do PP - sobre o que fazer com a prostituição faz que haja um grande negócio que se move à margem da lei e gera lucros extraordinários para os exploradores do sexo. E, à margem do debate recorrente entre abolicionistas e conservadores legais da prostituição, não são abordadas de forma prioritária as reformas necessárias para erradicar o tráfico
Um dos problemas mais graves denunciados pelas ONGs é que as vítimas são protegidas não pelo facto em si, mas por colaborar com a polícia. Só lhes concedem a licença de residência quando denunciam e se a informação que derem for "relevante" para desarticular uma rede. Se o que a mulher contar não for útil não há permissão. Algo que no caso da violência de género seria inadmissível quando se trata da exploração sexual é tolerado. "Não se foca a questão como uma violação terrível dos direitos humanos mais básicos numa sociedade democrática, mas recompensam-se as vítimas se ajudarem", diz Cristina Garaizábal, porta-voz da associação Hetaira. Opinião compartilhada pela ONG Projecto Esperança.
A regulamentação das licenças de residência acaba de custar à Espanha uma condenação da União Europeia. O tribunal de Luxemburgo ditou uma sentença na semana passada contra nosso país por não ter incorporado ao nosso direito uma directriz de 2004 sobre expedição de carteiras de residência às vítimas de tráfico. A UE, que aceita que as licenças possam ser concedidas em troca de informação, exige garantias que ainda não são cumpridas na Espanha, como conceder às vítimas um período de reflexão para decidir se desejam denunciar. Esse é um dos momentos mais delicados.
As vítimas, sobretudo quando estão nas mãos de redes violentas, têm medo e precisam de tempo - com assistência à saúde, jurídica e psicológica - para pensar no que desejam fazer. Muitas vezes suas famílias são ameaçadas no país de origem. Um porta-voz do Ministério da Igualdade afirma que a transposição dessa directriz está prevista na proposta de modificação da Lei de Estrangeiros.
Depois da denúncia, e mesmo quando lhes concedem a autorização de residência - só 951 mulheres a conseguiram nos últimos oito anos e ela foi negada para 648 -, os problemas continuam. "Depois vêem que precisam de uma licença de trabalho", afirma Cristina Garaizábal. "E é muito difícil que lhes façam uma oferta."

5º Encierro do Sanfermin 09. Hoje não houve feridos graves.

In Bancada Directa "The best of the Antonio Raposo"


António Raposo diz de sua justiça.:
Os romenos em Portugal
A diáspora romena em Portugal

Os romenos – o autor reconhece que é um tema controverso, mas que merece a pena ser discutido.


Desde há uns bons pares de anos que uma bem organizada emigração de romenos chegou a Portugal. Vieram em grupos e dedicaram-se desde essa altura a trabalhar aos peditórios.
Enquanto outras etnias chegaram ao nosso país, arregaçaram as mangas e começaram a trabalhar para o bem comum.
Quero realçar o grupo de ucranianos – numeroso – que uma vez em Portugal e tendo mais habilitações, que as que os lugares disponíveis apresentavam, não tiveram pejo algum em “pegar” no que aparecesse, mesmo tendo a maioria formação do ensino superior, muitos em medicina e outros em engenharia. A essa gente não lhe caíram os parentes na lama e agarraram qualquer coisa que surgisse e chegasse para os mínimos da sua sobrevivência.

Na verdade, estando provado que não raças mas sim etnias, o que se nota é que podemos agrupá-las em gente que contribui para o desenvolvimento ou não do nosso país.

Os chineses e as suas lojinhas de artigos baratos, os paquistaneses, indianos e africanos na construção civil

Até os ciganos que não gostam de pegar em trabalho nas obras, acabam contribuindo nas feiras e a revender produtos de baixa qualidade. Alguns, reconheço, que são produtos contrafeitos e ilegais.

Porém os nossos amigos romenos, esses são que não querem nada com o trabalho. Vivem e sobrevivem só da pedincha.

Arranjam diferentes esquemas, mas trabalhar é que não é com eles. É vê-los pelos cruzamentos das estradas a tentar impingir o Borda d”Água ou o calendário, a limpeza dos vidros dos carros ou os estafados adesivos.

Tudo inventam e se organizam para a pedincha. È UMA VERGONHA!

Acho que as nossas autoridades deveriam pegar nesta gente e devolvê-los à procedência.

Reconhecemos que todos temos o direito a viver. Mas devíamos ter o direito ao trabalho, não o direito à pedincha!

Estes romenos são uma praga!
Antonio Rapooso - algures neste frio em Lisboa

Bom Fim-de-semana a todos os nossos amigos.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Amigos! Não pensem na crise, porque enquanto o pau vai e vem folgam as costas. Vamos é a pensar em passar um óptimo Fim-de-semana na companhia de quem nós mais gostarmos.
A miuda que aqui vos mostro é apenas um acessõrio.
Então desejo a todos um excelente Fim-de-semana, especialmente para os nossos doentinhos o Antonio Raposo e o Pedro Sousa.

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina.Falemos das várias hepatites.(1ª parte)

O saber não ocupa lugar
Temas de Medicina.
Falemos das várias hepatites.(1ª parte)


Hepatites há-as causadas por bactérias e vírus, mas também pelo álcool, por medicamentos e até pelo próprio sistema imunitário: mas, causas, causas à parte, quem sofre é o fígado!

Desenvolvimento do tema

O fígado é a principal vitima das diversas hepatites: todas atacam este órgão complexo em que acontecem reacções químicas vitais para o organismo. Mas nem todas iguais – não só porque são causadas por diferentes agentes, como porque apresentam gravidades muito distintas, algumas ultrapassando-se apenas com repouso, outras implicando tratamentos prolongados ou mesmo transplante. Casos hão em que a vida está claramente em risco.

Doenças infecciosas, tanto podem ter na origem bactérias como vírus ou ainda o consumo de álcool mas também alguns medicamentos. E há, ainda, as hepatites auto-imunes, aquelas que resultam de uma perturbação do sistema imunitário, que começa a desenvolver anticorpos que atacam as células do fígado, em vez de as protegerem.

As mais comuns são, contudo, as virais, cujas seis faces até agora conhecidas, a seguir se apresentam nos seus contornos essenciais.

Hepatite A – Não se torna crónica

É mais frequente nos países menos desenvolvidos, tendo começado a diminuir em Portugal à medida que o saneamento básico se foi generalizando. Está associada a deficientes condições de higiene dado o seu modo principal de transmissão – através da água ou alimentos contaminados por dejectos.

As crianças e os adolescentes são mais vulneráveis, dado que o seu sistema imunitário não está ainda completamente desenvolvido. O vírus é absorvido no aparelho digestivo, multiplicando-se no fígado e inflamando-o
Causada pelo vírus VHA, esta forma de hepatite é considerada uma doença aguda, que se cura num curto espaço de tempo sem necessidade de internamento hospitalar ou de um tratamento específico. Repouso moderado e uma alimentação rica em calorias e pobre em gorduras é a forma de recuperar.

Em 90% dos casos é assintomática, o mesmo é dizer que se manifesta sem sintomas específicos. Porém, eles existem – mal-estar, fadiga, náusea, vómitos, desconforto abdominal sob as costelas direitas, febre na fase inicial, urina muito escura, fezes descoradas, amarelecimento dos olhos.

De vinte a quarenta dias é quanto o vírus leva a incubar, sendo que ao fim de três semanas, em regra, o doente já está recuperado. Normalmente, o vírus desaparece sem deixar vestígios, surgindo anticorpos protectores que impedem nova infecção. Raramente é fatal, embora em adultas afectados por outra doença hepática crónica – originada por outros vírus ou pelo consumo de álcool – possa provocar a falência do fígado, conhecida por hepatite fulminante.

Contudo, o risco é muito baixo – de um para mil ou mesmo para dez mil.

Contra o VHA existe uma vacina, descoberta em 1991, e que garante protecção por, pelo menos dez anos. Desde Outubro ultimo que pode ser administrada numa farmácia, estando disponíveis várias apresentações da vacina – uma que oferece protecção apenas contra a hepatite A e outra combinada, que também protege com a hepatite B. Uma terceira variante conjuga a imunização contra a hepatite A e a febre tifóide.

B- A hepatite mais perigosa

É causada pelo vírus VHB, estimando-se que em Portugal existam cerca de 120 mil a 150 mil portadores crónicos. ÉE dse todas as hepatites a mais perigosa, dado o elevado grau de infecciosidade do vírus – 50 a 100 vezes mais do que o vírus da sida

É através do contacto com o sangue e os fluidos corporais de uma pessoa infectada que se transmite o vírus da hepatite B, à semelhança do que acontece com o vírus da sida. Aliás, as duas doenças andam frequentemente de mãos dadas. Uma outra forma de contágio, também comum às duas doenças, é a transmissão de mãe para filho durante o parto. Nos países em desenvolvimento esta é, aliás, a forma mais grave de transmissão, com a maioria dos infectados a contrair o vírus durante a infância.
Já nos países industrializados, em que se inclui o nosso, o vírus é transmitido sobretudo aos jovens por via sexual e através da partilha de seringas entre os utilizadores de drogas injectáveis.

Os diferentes cenários têm uma explicação: é que nos países desenvolvidos, as crianças são protegidas pela vacina, cuja eficácia é de 95%. A vacina contra a hepatite B faz mesmo parte de 116 programas nacionais de vacinação, entre eles o português. É administrada em três doses, sendo também possível a vacinação numa farmácia a maiores de 18 anos.

Na maioria das vezes, a infecção declara-se sem sintomas ou com queixas não especificadas, como cansaço, desconforto abdominal sob as costelas direitas e dores nas articulações. Num terço dos infectados, o vírus provoca hepatite aguda e um em cada mil pode ser vítima de hepatite fulminante. Em dez por cento dos casos, a doença torna-se crónica, uma situação mais frequente nos homens.

(continua)

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

4º Encierro de Sanfermin 09 trágico: 1 morto e 7 feridos



Sanfermin 4º Encierro - Jandilla
Drama, um morto no encierro de hoje.

E ao quarto dia os Jandillas chegaram. Momento de enorme emoção e terror misturados com uma das melhores corridas dos últimos anos. Podemos quase considerar dois encierros distintos após o fim de Santo Domingo em que a corrida se separou entre os Jandillas negros e o touro Capuchino. A corrida principal foi muito rápida com os touros muito nobres e que permitiram corridas muito bonitas. A história de Capuchino é diferente, após o fim de Santo Domingo à entrada do Ayuntamiento este touro que estava a tomar a dianteira do grupo investiu sobre uns corredores na curva de entrada ao Ayuntamiento indo chocar directamente nas tábuas, a partir daí ficou solto. Continuou a sua marcha terrorífica com várias colhidas principalmente na Estafeta e na Telefónica chegou a correr em sentido contrário ao da corrida, onde o trabalho de vários corredores mais experientes bem como dos pastores evitaram males maiores.E foi aqui neste local que o toiro foi buscar o jovem londrino, da camiseta verde, às tronqueras, volteou-o e corneou-o. Crêmos ser este "mozo" a vitima mortal.

Num dia, verificaram-se mais feridos por “asta de corno” que no ano passado. Segundo os relatórios médicos, 7 feridos por cornada, um em estado crítico em 21 transportados aos hospitais.

Aguardamos com esperança de boas noticias os desenvolvimentos dos outros casos críticos.

Bancada Directa. O seu administrador vai estar "fora de jogo" por uns dias.Vamos lá a desejar que se recomponha depressa.

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Pois é! Acontece a todos. Na vida de um treinador de futebol, por vezes tem tantos jogadores lesionados, que até se torna dificil arranjar os onze atletas para formar a equipa ideal, ou a melhor possivel e remendada. Mas também acontece o contrário. Como é esta a actual situação que o blogue Bancada Directa vive. Tem o seu treinador lesionado.

O "menino" está aqui internado

Concretamente o nosso administrador Pedro Sousa vai ser hoje intervencionado no Center Boston Medical ( Dr. John Stram.USA) com uma pequena cirurgia de correcção ao septo nasal, mas que o vai impedir a sua acção profissional durante uns dias, espera-se que sejam poucos!

Pela nossa parte e, de certeza, de todos os leitores e colaboradores deste blogue, vamos desejar-lhe que recupere bem depressinha.. E nada de choraminguices junto das enfermeiras. Porque eu já vi médicos ( que normalmente são pessoas frias) chorarem antes e depois de serem operados

Adriano Ribeiro

O desporto que temos por cá na nossa terra. Portugal. Falemos de basquetebol.

Basquetebol- Campeonato da Europa de Sub-18 femininos; segundo triunfo de Portugal com Joana Bernardeco em excelente plano

Relógio suiço sem corda

Tal como era expectável, a Suiça não teve argumentos para travar a turma das quinas, sofrendo uma derrota pesada (24-67), no terceiro e último jogo da primeira fase do Campeonato da Europa de Sub-18 femininos, Divisão B, com a internacional do Algueirão/ADESintra, Joana Bernardeco ( na foto com n.º6) em grande plano.

Entrada a meio-gás

As comandadas de Kostourkova não entraram com a concentração que lhes era exigida, mesmo sabendo de antemão que o adversário era o mais fraco do Grupo B. Tendo aberto o marcador com 8 segundos decorridos, durante 7 minutos Portugal não conseguiu impor o seu ritmo de jogo, conseguindo passar para o comando, somente a entrada do minuto 8 (7-8) e logo depois acalmou com a primeira bomba de Filipa Bernardeco que esteve com a mão quente (4 triplos em 5 tentados). Foi ela a mais utilizada (21 minutos) tendo ainda conseguido um ressalto ofensivo 2 assistências, 2 roubos e 2 faltas provocadas.

A partir do inicio do segundo periodo (8-11), as nossas representantes acertaram as marcações e à custa de sucessivos roubos de bola partiram para situações de superioridade numérica explorando a deficiente recuperação defensiva das opositoras, sem pernas para acompanhar a atlética Felicite Mendes (12 pontos, 6/7 nos duplos, 2 ressaltos ofensivos, 4 assistências, 4 roubos, 1 desarme de lançamento e 1 falta provocada), que foi a jogadora mais valiosa do encontro. Vitoria Pacheco (8 pontos, 6 ressaltos sendo 4 ofensivos, 2 assistências, 4 roubos e 3 faltas provocadas), completou o trio das mais produtivas do plantel luso as ordens de Kostourkova, que aproveitou a debilidade contraria para dar minutos as jogadoras menos utilizadas.

Curiosamente quem esteve menos tempo em campo foi a capita Michelle Brandao (10.39 minutos) que passou ao lado do jogo, fazendo 3 faltas muito cedo e sendo depois excluida no minuto 30 (final do 3 periodo com o resultado em 19-45 para as nossas cores).
Referência ainda para o reaparecimento da poste Luiana Livulo (não jogara na véspera contra a Finlândia por ter apresentado queixas no joelho operado), tendo anotado 8 pontos, 2 ressaltos ofensivos, 3 faltas provocadas e 1 desarme de lançamento.

Em termos de indicadores, Portugal terminou com 42% nos duplos, 35% nos triplos, 64% nos lances livres, 34 ressaltos (os mesmos que a Suica), 20 assistencias, 23 roubos de bola, 14 faltas provocadas e 18 turnovers (Suiça com 42!).

Quisemos auscultar a opinião da seleccionadora nacional sobre o comportamento da equipa nesta primeira fase: "O objectivo que traçámos foi cumprido. Conseguimos rodar o banco pois temos uma equipa equilibrada e espero que isso nos ajude na segunda fase, a manter a atitude e a intensidade de jogo, que e a nossa principal arma. Ja vimos jogar os 3 adversários da segunda fase que são por esta ordem a Roménia (dia 6), Hungria (dia 7) e Inglaterra (dia 8). Romenas e inglesas estao ao nosso alcance, desde que encaremos os jogos com a concentração exigida. Quanto a Hungria pareceu-me ser uma equipa mais experiente, que sabe jogar basket. O meu objectivo e entrar para ganhar os 3 jogos e deste modo estar nos 8 primeiros."

No outro jogo do Grupo B, a Eslovénia manteve a liderança ao superar a Finlândia por 65-52.

Passam a segunda fase: Eslovénia (2V), Portugal (1V e 1D) e Finlândia (2D), estando ja descontadas as vitórias que cada uma delas alcançou frente a Suiça, que sendo último, irá disputar com os quartos classificados dos outros Grupos as ultimas posições da tabela classificativa.

Agradecimentos ao Dr. Ventura Saraiva.

As crónicas da vida real. Lembras-te meu amor? Olha para mim!

As crónicas da vida real

Crónica de amor. Lembras-te de mim? O nosso amor sobrevive? Questões levantadas implicitamente pelo mestre.


Antonio Lobo Antunes

Cortei o cabelo, reparaste? Conheces estes brincos? O bâton rosado? Pensas que os homens não se interessam por mim? Ainda ontem me deram trinta e seis anos, não interessa quem, podes perguntar que não respondo. Estás a ler o jornal ou a dormir?

Os cães não param de ladrar no jardim, achas que alguém está a tentar roubar-nos? O portão é tão fácil de abrir, as janelas nem grades têm, qualquer pessoa entra aqui com um empurrãozinho e depois os cães não fazem mal a ninguém, só servem para sujar tudo e estragar os canteiros, estou para saber porque carga de água os comprámos sem falar na despesa com o veterinário e a comida, na porta do alpendre toda estragada em baixo, no cocó espalhado na garagem que nos obriga a fazer uma gincana até chegarmos ao carro.

E o cheiro, meu Deus, mesmo os miúdos tresandam a cão, respondes-me que todos os miúdos tresandam a cão a começar pelos que não têm cão, faz parte da natureza deles, depois crescem. O problema é que demoram eternidades a crescer e enquanto crescem e não crescem vão escavacando tudo, pés no sofá, tampos riscados, o chichi fora da retrete, molho sempre o rabo quando me sento no aro. E se a gente desse os miúdos de mistura com os cães ou os deixasse na rua na esperança que a camioneta da Câmara os leve?

Ficava um de nós lá fora, a tomar conta por causa dos ladrões, metade da noite eu, metade da noite tu, escondidos num buxo, prontos a morder, peço ao dentista que me aguce os pivôs e de pivôs aguçados corta-se madeira com eles, quanto mais um braço, uma perninha. Não me espreites assim que não te faço mal nem estou maluca, os cães dão-me cabo dos nervos e uma pessoa exagera, diz coisas que não pensa, arrepende-se.

Bichos e crianças são mais ou menos a mesma coisa sobretudo aos fins de semana, eu o tempo inteiro com eles e tu no interior do jornal a tapares as orelhas com notícias, a leres os suplementos, a encheres o universo de papel, há páginas que caem e avançam tapete fora e depois o jornal é gordo e eu nem um olhar mereço, já nem falo num sorriso, um olharzito de cacaracá, uma frase de tempos a tempos, um elogio. Cortei o cabelo, reparaste? Conheces estes brincos? O bâton rosado?

Pensas que os homens não se interessam por mim? Ainda ontem me deram trinta e seis anos, não interessa quem, podes perguntar que não respondo. Estás a ler o jornal ou a dormir?

Ainda ontem me deram trinta e seis anos, palavra, e tu há uma semana sem me tocares, trinta e seis anos, compreendes, repara nesta cintura, neste peito, o pescoço lisinho, as pernas sem uma variz, celulite e estrias viste-as, se me apanhassem nua os trinta e seis baixavam para dezanove ou vinte, com um perfume que eu cá sei para dezoito até, nem uma jeitosa de dezoito anos te fala à alma pois não, dezoito anos, palpita, e não palpitas, se um ladrão me levar não dás conta, pensas que tens alguma graça, tu, quase careca, essa barriga, pensas que dizes coisas que se aproveitem, às vezes, ao falares, ficas com esponjinhas de cuspo nos cantos da boca, não existe pior friagem para uma mulher que esponjinhas de cuspo nos cantos da boca, só de lembrar isso enjoa-me, nem sei como aguento, o que terei visto em ti, daqui a nada arranco-te o jornal das mãozinhas e para quê arrancá-lo se arrancando-te o jornal dou contigo e com as esponjazinhas, com os pêlos do nariz que bem podias cortar, quando tentei cortar-tos começaste logo a torcer-te
- Estás a fazer-me cócegas e não estava a fazer cócegas nenhumas, estava a por-te decente, aposto que na empresa se metem contigo e te chamam gorila, pêlos no nariz, pêlos nas costas, onde é que tu não tens pêlos e a parva da minha irmã a achar-te viril, se ela soubesse do que a loja gasta, como posso ter ciúmes de ti se nem para este peditório dás, há pastilhas na farmácia que ajudam, se te estenderes com uma amiguinha dela

- Então?


E tu, como fazes comigo

- Isto é como um avião, custa a descolar mas depois voa muito alto

E voa muito alto o tanas, mal deixa de sentir a pista aterra, lá vem a desculpa do costume

- Preocupações no emprego

Tento ajudar na descolagem e népia, por mais que me esforce, e só falta dar pinos, o avião poisado, se me perguntassem

- Como é que engravidou duas vezes?

A única resposta verdadeira seria

- Como Nossa Senhora

E juntando-nos às duas, a ela e a mim, o Espírito Santo fez obra e graça três vezes, nada mal para um pombo, não estendas o garfo para o cinzeiro que em vez de me acertares com ele vais partir a cristaleira e os cálices de rebordo doirado são meus, vai na volta os miúdos, daqui a uns anos, ainda saem a ti nesse aspecto visto que fisicamente, em lugar de se parecerem com o Espírito Santo, que era a obrigação deles, se parecem contigo, deixa o cinzeiro em paz, deixa o anjinho de mármore em sossego, deixa o atiçador da lareira no sítio que não sou frango de espeto, sou mulher, repara neste peito, nesta cintura, neste pescoço lisinho, nestes tornozelos estreitos, deixa cá ver como está o avião, não me empurres, fechadinho no hangar coitado, eu já desconfiava e de chocolate ainda por cima porque amoleceu com o calor, os cães não param de ladrar no jardim, achas que alguém está a tentar roubar-nos, se um gatuno me levasse era feliz garanto-te, quarenta e cinco anos e dão-me trinta e seis, o médico a preencher a ficha

- Quarenta e cinco não acredito

E ao tirar a blusa para a auscultação ainda acreditou menos e isto sem estéticas, sem postiços, tudo meu, tudo firme, não preciso de ginásios, não preciso de dietas, o médico para mim

- Almoço sozinho já viu a minha tristeza?

E eu com pena da tristeza dele, com pena do metro e oitenta, com pena dos olhos verdes, realmente há pessoas infelizes, a cabeça cada vez mais perto do estetoscópio, a respiração dele na minha espinha, a impressão que o queixo me roçou uma ou duas vezes no ombro, não afirmo que roçou, afirmo que a impressão, a enfermeira ao trazer-lhe uns papéis

- Algum problema senhor doutor?

E eu aflita com o nervoso do homem, olhos verdes com pestanas compridas, um after-shave mais caro que o teu que para os after-shaves tenho olfacto, só não tive olfacto ao ir na tua cantiga, cuidado com o atiçador que te magoas, até parece que queres jogar à espada comigo, acaba com as fitas, senta-te no sofá, agarra no jornal que para isso ainda serves, agarra no jornalzinho, não me apertes o braço, não me puxes o cabelo, não faças boca de Drácula, pensa nas esponjas de cuspo e aguenta-te, não me obrigues a correr à volta a mesa que com os saltos não consigo, dá cá o atiçador, pronto, deixa-te de palermices, prometo que peço ao médico a marca do after-shave, aproveitas para comprar na farmácia lentes de contacto que tornam os olhos verdes, ajudo-te as pestanas com o meu rímel, só nos fica por tratar o problema do avião, se calhar lingerie preta ajuda à descolagem, se largares o atiçador faço-te voar alto, juro, se largares o atiçador

- Cri cri cri foguete

Mminha senhora, é o António. Ensine-me a costurar chapéus, por favor.


Antonio Lobo Antunes

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Esta Lisboa que eu amo.Esta freguesia do Socorro, que gira à volta do Hospital de São José.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Mostrámos ontem as fotos de alguns aspectos do Bairro da Mouraria. Hoje vamos dar uma vista de olhos pela freguesia do Socorro, bairro que envolve o Hospital de São José.

Rua de São Lazaro. O edificio já desactivado da antiga carpintaria, uma das melhores de Lisboa. Tinham fama os trabalhos aqui executados.
Ao lado do edificio da velha carpintaria surge este outro todo devoluto. Mas no rés do chão esta associação está em plena actividade. É a ILGA

ILGA Portugal- International Lesbiam and Gay Association.

Rua de Martim Vaz, que foi um letrado do XVI. Uma rua que é toda em escadas, pelo menos até metade dela. Tem inicio quando termina a Calçada do Garcia e começa a Rua do Convento da Encarnação.

Calçada do Garcia. O que não devia ver-se

Calçada do Garcia. O que não deveria haver. Um urinol ao luar.

Calcada do Garcia. Uma zona praticamente desalinhada, O "chafariz" é uma ilusão, provocada por uma pintura mural.
Rua do Arco da Graça. Uma rua que durante dezenas de anos dava acesso de viaturas directo ao Hospital de São José.

Calçada Nova do Colégio, que tem no seu inicio esta longa e íngreme escadaria. É perpendicular à Rua do Arco da Graça Beco de São Lázaro. Aspecto degradante com lixo urbano à entrada.
Rua de São Lázaro. Parque de estacionamento de clinicos do Hospital de São José. Degradante o aspecto das empenas dos edificios circundantes.

Travessa do Colégio. É perpendicular à Rua do da Graça, e tem paredes meias com o hospital

Das Escadinhas do Porta Carro a panoramica do Castelo de São Jorge

Interior do Hospital de São José. À direita o edificio da Administração e ao fundo, em frente, o edificio da Consulta Externa.
Do interior do Hospital a panoramica do Miradouro e Capela da Senhora do Monte no Bairro de São Gens (Graça)
Duas imagens da zona do Largo de São Domingos, local de convivio das etnias africanas, mas muito longe dos numeros de africanos que param pela Calle Pablo Picasso em Roquetas de Mar.
Rua João das Regras. Que rico comércio tradicional. que está a florescer para baixo.

Fragmentos e Opiniões. Depósitos a prazo ou capital de risco.Antonio Raposo diz de sua justiça!

Fragmentos e Opiniões

Antonio Raposo põe o dedo numa ferida e relembra o "Ali Bábá e os quarenta ladrões"!

O banco de “ALI-BABA e dos 40 ladrões”


Nada melhor para roubar um banco do que ser o seu presidente.

Quem viu o grande artista Rendeiro a vender um livro onde se ensinava a gestão bancária ou algo parecido, com o ar mais inocente deste mundo, mal sabia que ali andava coisa.

Acontece que o banco dele que se limitava a gerir fortunas, grandes, médias e pequenas, oferecia obviamente taxas de rentabilidade maiores que o resto da banca. Se assim não fosse as pessoas não iriam lá. Ainda por cima não tinha balcões como o comum da banca.

Era uma espécie de pequeno jet-set (aliás o banco tem como accionistas gente da maior respeitabilidade: Balsemão, Júdice, Vaz Guedes, etc.) onde o pessoal que tinha amealhado um pecúlio lá iria depositar e eles teriam que o gerir de forma a capitalizar o máximo.

E assim corria bela a vida até que nos Estados Unidos a bolha rebentou.

As aplicações na banca americana como todos estamos “carecas” de ouvir contar deram o “berro” e os papéis passaram a não valer nada, como nada sempre valeram.

Foi o maior “bluff” da história moderna.

O engraçado da história é que os depositantes, enquanto sacaram bom dinheiro dos juros – enquanto deu – não se queixaram. Agora querem que sejamos nós a indemniza-los de uma má escolha. O certo é que a União Europeia logo se decidiu a convidar os depositantes a ir até lá para exporem o seu caso.

É bizarra esta União Europeia. Milhares e milhares de firmas perdem milhares de empregos e a União Europeia nem mexe. Assobia pró lado. As indústrias fogem para a China e Índia. Nem se fala nisso.

Não é nada com ela! Só defende as multinacionais, se for caso disso. Agora o Povo para a União não conta senão para votar “sim” aquilo que os senhores lá dentro já decidiram fazer.


Vejam o esfarrapado caso da Irlanda. Como votou não ao Tratado de Lisboa, como castigo há-de votar tantas vezes quantas as necessárias até que vote sim.


Toma lá que é democrático! Se não fosse bizarro e patético.

Antonio Raposo

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A industria do sexo em Espanha (2)

A exploração sexual na Espanha: A ligação muito intima entre o comércio e a prostituição.

Texto dos jornalistas Mónica Ceberio Belaza e Álvaro De Cózar redactores do periódico "El País" em Madrid
Há 45 mil prostitutas na Espanha. Ou são 400 mil? Delas, 90% são exploradas e exercem o ofício contra a sua vontade. Ou são 10%? Não existem dados oficiais e confiáveis, nem qualquer estudo sério e consciencioso sobre o tráfico de mulheres de países do Terceiro Mundo para Espanha e para outros países europeus.
"El País" lança uma série de reportagens sobre esse fenómeno de números tão díspares, em que cada grupo, associação ou instituição manipula os dados conforme o tipo de política que defende - abolicionista ou de regulamentação da prostituição.

Em todo caso, as actuações policiais, da promotoria pública, as declarações das vítimas e as sentenças ditadas pelo Supremo Tribunal não deixam lugar para dúvidas: em Espanha há mulheres que são compradas e vendidas e obrigadas a ter relações sexuais na rua, em apartamentos ou em bordéis contra a sua vontade. Algumas são trancadas e têm seus movimentos controlados. Outras recebem surras ou são violadas até que aniquilem sua vontade. Em outros casos, ameaçam prejudicar suas famílias na Roménia, Rússia, Nigéria...
Também há as que sabem que virão para Espanha trabalhar como prostitutas, mas que ao chegar veem uma realidade que não é melhor que aquela de onde vieram. E quando resistem as medidas de coacção são as mesmas. Se houvesse 45 mil prostitutas na Espanha - os números menores da ONU e das Forças e Corpos de Segurança do Estado -, e só 10% fossem obrigadas (percentagem calculada pelos próprios empresários do sexo), estaríamos falando de milhares de escravas, um drama invisível que provoca uma escassa preocupação social.
Enquanto isso, as mulheres continuam a chegar. Os traficantes falam nelas como "quilos de carne" ou "novilhas". Algumas assinam contratos como este: "Minha vida vale o mesmo que eu devo a minha madame"( dona de um bordel).

"Prometo pagar a soma de US$ 40 mil. Declaro que não infringirei as normas e não direi nada à polícia. Se romper as regras, minha madame tem direito de matar-me e minha família na Nigéria. Minha vida vale a mesma coisa que a quantia que devo a minha madame. Declaro que me explicaram esse acordo em meu dialecto e que será destruído quando o pagamento total for abonado."Os arquivos policiais guardam inúmeros contratos como este.

Um papel escrito em inglês macarrónico, com letras maiúsculas e espaços em branco para que uma mulher escreva o seu nome e ponha sua vida à disposição da rede que a trouxe para Espanha. Transforma-se numa escrava durante o tempo que demore para pagar os US$ 40 mil que lhe cobram pela viagem. Isso representará uma união inquebrantável com os traficantes durante pelo menos cinco anos.

A prostituição em Espanha mudou radicalmente nos últimos 15 anos devido aos fluxos migratórios. Antes era um mercado marginal ou de luxo. A chegada das imigrantes ampliou a oferta e democratizou-a: mais mulheres, mais bonitas, mais jovens, mais exóticas e mais baratas. Qualquer um pode pagar € 30 por meia hora com uma delas. Neste momento, entre 85% e 90% das prostitutas são estrangeiras, segundo cálculos da UCRIF, Unidade Contra as Redes de Imigração Ilegal e Falsificações Documentais da Polícia Nacional.
O novo mercado teve sucesso. A procura aumentou e o negócio transformou-se numa mina de ouro que precisa renovar a mercadoria constantemente. Para isso os mercadores criaram redes perfeitamente projectadas para abastecer nossas ruas, quarteirões, apartamentos e clubes de estrada. O mesmo sistema que é empregado para importar tomates: um colector, um distribuidor, um transportador e um vendedor.
Nas escutas policiais, os agentes costumam ouvir frases como "tenho três quilos de carne", ou "trouxe umas novilhas". As novilhas são mulheres entre 18 e 25 anos, que podem ser colocadas em qualquer lugar. Elas vêm de uma dezena de países, na maioria. As razões, mais uma vez, são puramente mercantis: baseiam-se na pobreza do país de origem, seu volume de crime organizado, traços étnicos que sejam atraentes na Espanha e a facilidade de entrada.

As colombianas, por exemplo, deixaram de vir desde que foi necessário apresentar vistos de entrada. "Cinquenta e oito por cento das mulheres procedem da América Latina (especialmente brasileiras e colombianas), outras 35% são europeias (dos países do Leste, sobretudo romenas e russas) e as demais africanas (nigerianas ou marroquinas)", segundo indica a Guarda Civil no seu Relatório 2007 sobre o Tráfico de Seres Humanos com Fins de Exploração Sexual. Quase não há espanholas. As asiáticas, na maioria chinesas, trabalham em apartamentos.A grande dificuldade da polícia e da Guarda Civil - e também da sociedade ao abordar esse problema - é diferenciar o tráfico de mulheres da prostituição, que pode ser uma actividade livre.
"Estou aqui porque tenho vontade", diz Andrea, no bar do Golden, um dos prostíbulos mais conhecidos de El Ejido (Almeria, sul da Espanha). "Poderia estar limpando escadas, mas aqui ganho muito mais, cerca de € 2.500 por mês, inclusive com a crise." Uma grande parte desse dinheiro (€ 50 por dia, € 1.500 ao mês) vai para o dono do Golden. Paga essa quantia pelo quarto e o alojamento. Com o que poupar do resto, a mulher diz que vai montar um bar quando voltar para a Hungria. Mas nem sempre se leva em conta a vontade da mercadoria.
"Às vezes o engano é total", explica Carlos Botrán, comissário chefe da Brigada Central da UCRIF e com 20 anos de luta contra o tráfico de pessoas. "A mulher chega pensando que vai trabalhar de garçonete, faxineira ou secretária, e depois é obrigada a meter-se numa boate 12 ou 13 horas por dia para manter relações sexuais em troca de dinheiro", explica.
Também existe outro tipo de engano. Quando a mulher sabe que vem para exercer a prostituição, mas acredita que o fará quando e como quiser. Ao aterrar em Espanha, percebe que sua capacidade de decisão foi anulada. Se resistir, sofrerá os mesmos métodos de coacção usados para dobrar a vontade das que vieram enganadas.São compradas e vendidas, transferidas de clube em clube para que sejam rentáveis, não façam amigos e os clientes do bordel tenham a maior variedade possível. Em Fuerteventura, o folheto de um prostíbulo colocado na janela de um carro vende como grande atração a renovação total do género a cada 20 dias.

Às vezes faz-se coincidir a transferência com a menstruação para optimizar o rendimento das garotas. "E alguns obrigam-nas a colocar na vagina uma espécie de tampão para que possam manter relações sexuais mesmo com a regra", conta um agente especializado.
As dezenas de sentenças que o SupremoTribunal emitiu nos últimos oito anos sobre esse assunto são relatos de terror: surras, queimaduras de cigarro, cortes com facas e tesouras, violações, dentes quebrados, ameaças de morte a elas e aos seus parentes, socos no rosto por não conseguir clientes, obrigação de manter relações sexuais com hemorragias, castigos por não ir trabalhar depois de um aborto, € 290 de multa por exceder o tempo que pode passar com cada cliente, encerramentos, vigilância constante, retirada do passaporte.
A mulher que chega a Espanha está isolada e indefesa. Não costuma falar o idioma e depende de seu captor. "Há garotas muito jovens, sem estudo, que nunca saíram de seu povoado", diz José Nieto, inspetor chefe da UCRIF. "São tão controladas que é difícil conseguirem escapar e denunciar", explica