BANCADA DIRECTA
BANCADA DIRECTA: Maio 2009

domingo, 31 de Maio de 2009

A cidade de AVEIRO e as suas belezas aqui mostradas no Bancada Directa.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
14 imagens da cidade de Aveiro valem que 14 mil palavras. Ora confiram lá se não é verdade.

Vamos falar de Futsal. Benfica conquista Taça de Portugal e Paulinho cria polémica no Sporting.

O Benfica arrecadou neste sábado a Taça de Portugal de futsal, ao vencer o Belenenses, em Vagos, por 4-1.

Ao intervalo já a equipa orientada por André Lima vencia por 1-0, graças a um golo de Ricardinho, na sequência de um livre de dez metros. No segundo tempo, e com o apoio do presidente Luis Filipe Vieira e de Rui Costa, na bancada, o Benfica garantiu um triunfo confortável. César Paulo, Zé Maria e Rogério Vilela marcaram os restantes tentos. Pedro Costa marcou na própria baliza o tento de honra do Belenenses.
Esta foi a quarta vez que o Benfica conquistou a Taça de Portugal de futsal. Para André Lima foi o primeiro troféu conquistado enquanto treinador.

E a polémica instala-se no Sporting após declarações de Paulinho.

Paulinho: «Miguel e Carlos Vaz estão a afastar-me»
PIVOT BRASILEIRO ACUSA DIRIGENTES DO SPORTING


Carlos Vaz (líder da secção) e Miguel Albuquerque (secretário técnico) são apontados por Paulinho como os culpados pela iminente saída do Sporting. Apesar do pivot e o técnico Paulo Fernandes quererem a continuidade, houve, de acordo com o brasileiro, um contra: "Ofereceram-me um contrato bem abaixo do valor que estava estipulado para o ano de opção. Entendi isso como uma forma educada de me mandarem embora", explica o pivot de 27 anos.

Ainda assim, o jogador assume a paixão que sente pelo clube. "O Miguel e o Carlos Vaz disseram-me coisas que não se dizem a ninguém. Eles sabem que dificilmente representarei outro clube em Portugal, pelo amor que tenho ao Sporting, e jogam com isso. Sei que os adeptos também gostam de mim, mas estas duas pessoas estão a afastar-me do clube. A minha vontade era renovar."

A relação do jogador com o secretário técnico azedou há dois anos, quando esteve perto de ser cedido pelo MRA Xota aos leões, mas acabou por ir para o Playas de Castellón. "Acertei com o Miguel e ele ficou de falar com o meu representante. Foi a 2 de julho e disse que em 24 horas dava a resposta. Dia 17 ainda não tinha respondido, mas depois disse que eu não tinha vindo por causa do meu representante", conta o brasileiro, revelando o que lhe disse o empresário: "Não podia deixar-me desempregado, entendeu o silêncio como um não."
E, em jeito de conclusão, elogia o apoio de Paulo Fernandes: "O treinador está 100 por cento comigo. Exigiu que eu ficasse mas não foi ouvido. Quero que os sportinguistas entendam que, se não ficar, é por culpa dos dois. Já demonstrei a minha vontade de renovar mais do que uma vez."

Mário Patrício: "Declarações do Paulo Roxo são descabidas"

Mário Patrício, vice-presidente do Conselho Directivo do Sporting, face às declarações feitas pelo jogador Paulinho, achou por bem esclarecer os sportinguistas, afirmando: “após declarações do Paulo Roxo ao jornal "Record", não poderia deixar de lamentar as mesmas, pois no meu entendimento são descabidas e não passam de inverdades.


Por forma a não deixar dúvidas aos nossos associados, e contrariamente ao que é dado a entender pelo atleta, a planificação das épocas desportivas é feita em sintonia entre os dirigentes e o técnico principal, acompanhada e supervisionada pelo Conselho Directivo, que em conjunto fazem uma avaliação de desempenho das prestações desportivas e identificam as necessidades da equipa, agindo posteriormente de acordo com os dados recolhidos.

O Paulo Roxo foi infeliz nestas declarações porque na época passada foram os mesmos dirigentes que ele agora critica, que se lembraram dele e negociaram o seu empréstimo com o clube MRA Navarra, onde o atleta era pouco utilizado.

Entendeu o Sporting Clube de Portugal não accionar a clausúla de opção que constava no contrato de empréstimo, tendo atempadamente informado o atleta dessa decisão, (antecipando a mesma), pois em termos contratuais o prazo expira apenas no próximo dia 31.

Com a sua qualidade enquanto atleta, o Paulo Roxo e o seu agente não deverão ter dificuldades em encontrar no mercado clubes que possam cumprir as suas ambições financeiras, no entanto em minha opinião e devido ao estado actual da economia mundial, seria de todo conveniente que a sua ambição desportiva fosse superior às suas imposições financeiras.

Ao Paulo Roxo desejo os maiores sucessos desportivos e elogio a forma como sempre defendeu e honrou a camisola do nosso Clube.”


E inesperadamente reparo que a familia está aumentada

Imprevistos

Pois é. Falta-me o tempo para dar uma vista de olhos pelos animais. Eles convivem com taças, medalhas e alguns apetrechos informáticos. Quem lhes dá de comer, beber e faz a limpeza é uma senhora que vem cá a casa uma vez por semana. Hoje Domingo para atenuar esta canícula fui à procura de uma qualquer ventoinha e reparo neste quadro inesperado. A familia aumentou com mais dois elementos. Lá vou ter de arranjar um qualquer pai adoptivo para os bebés.

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Dia 31 de Maio "Dia do não fumador. Pelos que não fumam (1ª parte)

O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina
Dia 31 de Maio. Dia dos não fumadores
Pelos que não fumam!

O dia 31 de Maio é dos não fumadores – 70% dos portugueses. Um dia para lembrar os malefícios do tabaco e, sobretudo, para sublinhar que deixar de fumar é, cada vez mais, uma missão possível.

Os não fumadores constituem a grande maioria da população portuguesa. Não fumam mas isso não significa que não sejam vítimas do tabaco fumado por outros – são os fumadores passivos.

Em nome deles, o país possui uma legislação anti-tabágica mais restritiva, que limita os espaços com fumo. A eles se juntaram entretanto muitos outros portugueses que, à boleia dessas restrições, se decidiram por fumar o ultimo cigarro. Muitos outros começaram a fumar menos.

São exemplos a provar que é possível perder um hábito que se transforma num vício e coloca a saúde em perigo O primeiro cigarro é, quase sempre, fumado como um ritual de integração no grupo de pares. Por isso, se começa tantas vezes na adolescência. Experimenta-se porque ou outros já fumam, experimenta-se porque mão se quer ficar de fora. E depois ganha-se o vício e o gosto, Depois encontram-se mil e um pretextos Desde manter as mão ocupadas, a controlar a ansiedade. Até que já não são precisas mais razões: fuma-se porque sim!

E quando se fuma assim o corpo sente a falta do tabaco. E se reclama é sinal que a dependência já se instalou. Tudo por culpa da nicotina, uma droga psicoactiva presente na folha do tabaco, Quando se inala, o alcatrão do fumo do tabaco transporta a nicotina até aos pulmões, onde é libertada no fluxo sanguíneo. E como qualquer outra droga, cria habituação – o organismo vai-se habituando e reage quando sente a falta do tabaco. Emergem então sintomas como o nervosismo, a ansiedade, a irritabilidade, a dificuldade de concentração e insónias.

Os pensamentos fixam-se no tabaco e cresce uma certa obsessão, que leva o fumador a desenvolver esforços para conseguir um cigarro. Um bom exemplo é a ansiedade gerada quando, em casa, já de noite, se descobre um último cigarro no maço: pode ate nem se fumar mais, mas torna-se imperativo sair e comprar outro maço.
A nicotina não é a única má da fita: o fumo do tabaco contem mais de quatro mil compostos químicos, dos quais 40 são reconhecidos como cancerígenos. Sem falar nas outras substancias que são também inaladas e queimadas e cujas consequências para a saúde são ainda mal conhecidas

Comprovada cientificamente está a associação entre o consumo do tabaco e uma maior probabilidade de se contrair doenças, com destaque para o cancro e as patologias do foro circulatório e respiratório. Sabe-se que estão relacionados com o tabaco um terço de todos os casos de cancro, 90% dos cancros do pulmão, cancros do aparelho respiratório superior (lábio, língua boca, faringe e laringe,) cancro da bexiga, rim, esófago, colo do útero, estômago e pâncreas, doença isquémica cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crónica.

Paizinho: quando ficares bom peço-te para deixares de fumar

Pulmões sofrem

São sobretudo duas as doenças em que o tabaco é o principal suspeito: o cancro do pulmão e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica.

É silenciosamente que o cancro do pulmão se instala. A primeira denúncia de que algo vai mal é uma tosse persistente, a que os fumadores se habituam, continuando a fumar.

Quando se começam a assustar é quase sempre quando a tosse é acompanhada de expectoração, e um dia, nela descobrem laivos de sangue. O mais provável é nessa altura já exibirem outros sintomas: dificuldade em respirar, cansaço fácil, falta de apetite, dores inesperadas mas persistentes no tórax. O diagnóstico precoce do cancro do pulmão é muito difícil, quer porque os sintomas se assemelham aos de outras doenças do fumador, quer porque o próprio doente raramente procura o médico aos primeiros sinais de alarme. Numa radiografia ao tórax, uma simples sombra, sem contornos definidos, pode ser o primeiro indício. Porém a verdade é que para que um tumor seja visível num raio-X é preciso que tenha mais de um centímetro de diâmetro. Ora isso significa que a célula original que se degenerou já se multiplicou 36 vezes, o mesmo que dizer que a doença se encontra já numa fase adiantada.

A radiografia é, regra geral, o primeiro dos meios de diagnóstico, mas não fornece provas seguras da existência de cancro, pelo que deve ser complementada com outros exames. Os passos seguintes consistem numa citologia de expectoração (análise microscópica de uma amostra) e numa broncoscopia (através de um tubo de fibra óptica é possível visualizar internamente a arvore traquoe-brônquica). Uma biopsia (exame de uma amostra de tecido permitirá confirmar o diagnóstico e identificar o tipo de cancro de acordo com as características das suas células. Finalmente, uma TAC (tomografia axial computorizada) possibilita a avaliação da dimensão do tumor e da eventual extensão a áreas adjacentes aos pulmões.

Para muitos doentes, o diagnóstico chega tarde demais. De tal forma que só em 10% dos casos é possível a cura, o mesmo é dizer que apenas um em cada dez doentes estará vivo ao fim de cinco anos. Para esta baixa taxa de sucesso em muito contribuem as recidivas. Há muitos indivíduos que continuam a fumar mesmo após a intervenção terapêutica.

Num em cada cinco doentes, a cirurgia é possível. Antes da decisão, o médico avalia a função respiratória do doente, de modo a determinar se o pulmão remanescente tem ou não capacidade suficiente para assegurar a autonomia do sistema. Porem, nem sempre é necessário extirpar a totalidade do pulmão, podendo remover-se apenas uma parte, isto é, um lobo pulmonar.

Aos doentes que não podem ser operados é possível aplicar tratamentos de radioterapia, tendo como objectivo retardar a evolução do tumor. A cura já não é a meta, além de que esta terapia pode ter como efeitos secundários uma inflamação do pulmão. Tosse, dificuldades respiratórias e febre são os sinais de alerta. Quanto à quimioterapia, é uma opção terapêutica geralmente aplicada no chamado cancro de células pequenas - de evolução muito rápida e propagação fácil a outras partes do corpo (metástases). Por vezes combinada com radioterapia, tem o mérito de prolongar a vida a uma percentagem considerável de doentes.


Continua amanhã

Lord Byron disse que "Sintra é um paraíso terreal". E a beleza da Praia da Adraga assim o confirma

Uma beleza muito ao nosso alcance. A Praia da Adraga

A praia da Adraga é uma praia situada no concelho de Sintra, perto de Colares e de Almoçageme, em Portugal, encontrando inserida no Parque natural de Sintra-Cascais.
O acesso à praia é feito a partir de Almoçageme, através de uma estrada sinuosa, que vai descendo, e bem ,até revelar o areal e o mar, que se escondem por entre falésias e rochas erguendo-se no azul límpido da água salgada.
Espalhadas pelo areal, existem diversas rochas escuras, que lhe conferem uma personalidade própria, combinando a paisagem de montanha, com a paisagem de praia.
Dispõe de um parque de estacionamento, que se pode revelar insuficiente durante o Verão, dado o elevado número de turistas que lá acorre. No mesmo local, existe também um restaurante. Em 2003, a praia da Adraga foi considerada, pelo jornal britânico The Sunday Times, uma das 20 melhores praias europeias, na opinião dos seus jornalistas e leitores.

É tolerado o nudismo, na zona norte da praia.

E que belos sargos se pescam nas suas águas.

Ae eleições europeias no Bancada Directa: o dia 6

As eleições europeias
Os destaques do dia 6 da campanha eleitoral

Ilda Figueiredo

Ilda Figueiredo quer que Sócrates diga quantos «ministros, secretários de Estado e outros membros do governo já participaram e continuam a participar na campanha eleitoral do PS a distribuir cheques e benesses» pelo país. «Era bom que o primeiro-ministro desse uma explicação sobre isto e como é que está a usar toda a força que tem como Governo para intervir nesta campanha eleitoral». A cabeça-de-lista da CDU reagia assim às declarações do líder socialista, que comentou a manifestação dos professores.

«O primeiro-ministro quer escamotear a justa luta dos professores contra as políticas de atropelo a direitos essenciais que põem em causa a sua dignidade», defendeu a número um da lista da CDU, num comício em Cascais.

Para a candidata, os partidos «que discordam das políticas do Governo naturalmente têm todo o direito de manifestar a sua solidariedade», por «muito que isso custe ao primeiro-ministro».

Vital Moreira

O pavilhão do ABC de Braga - uma espécie de forno, esta tarde - encheu-se de socialistas para o maior comício da campanha do PS às eleições europeias. José Sócrates atacou os sindicatos. Vital Moreira começou e terminou em tom vitorioso: «Estamos a ganhar esta campanha eleitoral». Mas, no fim, era do calor que se falava.

Antes do comício começar já se adivinhava que a hora seguinte não iria ser fácil. Muita camisa colada ao corpo. Muito agitar de cartazes de campanha, a servir de leque. Muitos idosos a ofegarem. Maria da Luz, junto a uma das bancadas, agitava com as duas mãos uma cartolina a dizer PS, respondendo em esforço a algumas perguntas. «Acho que não vou aguentar». E não aguentou.

Já Vital Moreira tinha dito dentro do pavilhão que este era o «ponto alto» da campanha, quando Maria da Luz teve de sair do pavilhão. Tentou-se fazer reportagem do momento, numa altura em que muita gente se queixava da temperatura e abandonava a sala, e um jornalista foi afastado a empurrões por um elemento da organização, alegadamente por tentar registar o momento «com o telemóvel». O mesmo que tem sido utilizado para fazer a cobertura da campanha. A senhora acabou por ser assistida pelo INEM.

Um pouco antes, durante o discurso de José Sócrates, Ana ouvia-o encostada ao túnel de acesso ao pavilhão. «Eu saí porque estava muito quente», explicou. Ali o som das colunas chegava mais esbatido, mas a socialista não parecia preocupada. Disse que assinava em branco todas as palavras de Sócrates. «Sou a favor de tudo o que ele está a dizer, voto sempre a favor».

«De cara destapada»

Lá dentro, José Sócrates - enquanto limpava o suor mais vezes do que Vital costuma compor o cabelo - lançava um ataque «àqueles que acham» que é «primeiro-ministro por acaso». «Eu sou primeiro-ministro pela vontade dos portugueses, pela vontade do povo português. Mas quero dizer também a esses que dizem isso, que se eles estão na oposição, também não é por acaso, é porque o povo quis que eles fossem para a oposição», disse.

Mas a parte mais acesa do discurso foi quando o secretário-geral do PS atirou em direcção aos sindicalistas. «Quando alguns sindicalistas mostram maior interesse pelos resultados da eleições do que pelos interesses dos seus associados eu quero dizer que isso não prestigia o sindicalismo», apontou.

Em seguida, o secretário-geral do PS apontou armas para o centro de Lisboa. «Não sei se tiveram ocasião de ver televisão esta tarde, eu já tive, e vi uma manifestação de professores em Lisboa. Acontece que vi lá vários dirigentes partidários. E eu quero dizer aqui, neste comício, que nós, aqui, no Partido Socialista, não instrumentalizamos, lutas sindicais», disse. «Nós, aqui, fazemos campanha eleitoral, mas sem disfarces, de cara destapada».

«Ponto alto»

Vital Moreira discursou depois. O cabeça-de-lista do PS começou por descrever o encontro de Braga como o «ponto alto» da campanha socialistas às europeias. Depois agradeceu a Sócrates o empenho pessoal que lhe tem dado. «Obrigado, querido amigo», disse.

No final, o constitucionalista, apontou, já a falar para os apoiantes, de forma triunfante: «Amigos e amigas, estamos a ganhar esta campanha eleitoral». «Estamos a ganhar a batalha das sondagens eleitorais, que todas, sem excepção, colocam à frente a nossa candidatura com vantagens entre 2 e 7 por cento», salientou.

Foi com um apelo de ida às urnas que Vital terminou a sua intervenção e com estas palavras que as centenas de apoiantes que encheram o recinto saíram. Mas, cá fora, mais do que sobre a força das palavras de Sócrates e das do cabeça-de-lista do PS às europeias, falava-se, entre suspiros, do calor. Do muito calor que vaporizou o «ponto alto» da campanha socialista.

Miguel Portas

O líder parlamentar do BE, Luís Fazenda, defendeu hoje a construção de "alianças políticas grandes", a "grande esquerda", que é a alternativa à "podridão" do Bloco Central.

"Há muita esquerda para além do Bloco e essa estamos a tentar ganhá-la pelo afecto, pela razão nesta campanha, em todas as nossas iniciativas e mobilizações", afirmou Luís Fazenda, durante um comício em Lisboa.

Fazenda acrescentou que é necessário dizer que existe uma alternativa às "lideranças fracassadas" que passa pela "construção de alianças políticas grandes".

Europeias: Porta-voz do CDS diz que eurodeputada Ana Gomes está à procura de palco político no caso das OGMA

Nuno Melo
O porta-voz do CDS-PP, Pedro Mota Soares, considerou hoje que a eurodeputada do PS Ana Gomes "está á procura de um palco político" por ter levantado dúvidas de legalidade sobre a privatização das OGMA.

"É preciso descaramento e uma certa lata para dizer o que se disse hoje. A dra. Ana Gomes está com falta de memória", afirmou Pedro Mota Soares, em declarações à Agência Lusa.

A eurodeputada socialista levantou hoje dúvidas políticas e de legalidade sobre "negócios" realizados na compra de submarinos na privatização das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), operações ambas da área do antigo ministro Paulo Portas.

sábado, 30 de Maio de 2009

Recordar Carlos Paião numa emocionante sessão que decorreu hoje de tarde no Auditório da Casa de Cultura D. Pedro V em Mafra.


Recordar Carlos Paião numa emocionante sessão que decorreu hoje de tarde no Auditório da Casa de Cultura D. Pedro V em Mafra.
A mesa dos trabalhos com José Fanha ao centro ladeado pela Dr.ª Maria do Deserto e por Luis Arriaga.

Com a sala do auditório completamente cheia realizou-se esta tarde uma sessão em que se pretendeu recordar a figura de Carlos Paião, enquanto compositor e cantor, mas também como homem bom e solidário.

A apresentação do livro “Inspirada na minha paixão” Carlos Paião 1957/1988 da autoria da Dr.ª Maria do Deserto foi o pretexto para a realização tão do agrado dos mafrenses admiradores do cantor popular cujas músicas lhes tocava o coração.

Na mesa de honra estiveram presentes para além da escritora Maria do Deserto, José Fanha e o grande companheiro da altura de Carlos Paião, o Luís Arriaga.

José Fanha abriu a sessão fazendo uma retrospectiva dos movimentos musicais desde a época dos baladeiros que surgiram logo após o 25 de Abril e uma geração posterior da cantores/compositores entre os quais se integrava o Carlos Paião.

A Dr.ª Maria do Deserto dissertou sobre a feitura do seu livro, que durou dois anos a realizá-lo, período este em que morre o seu marido. Este facto não impediu que concluísse a obra, parecendo que lhe deu mais força, pois falou o seu coração, que para além de admiradora de Carlos Paião, contou que quando soube da morte estupida do cantor apenas exclamou: este homem não podia ter morrido pois tinha muito para dar.

O companheiro de muitos trabalhos, dessa altura, de Carlos Paião, o Luís Arriaga, contou como era o feitio do cantor e da alegria que dele emanava quando em contacto com os seus colegas. Contou algumas particularidades do feitio de Carlos Paião e emocionou-se quando revelou à assistência que Carlos Paião era o padrinho de nascimento do seu filho. Momento dramático que se viveu pelo estado em que ficou o grande companheiro de Carlos Paião.
Momento dramático da sessão quando Luis Arriaga se emociona ao recordar o seu amigo Carlos Paião. Baixou a cabeça, chorou e não disse mais nada, aliás, não conseguiu dizer

A biografia da Carlos Paião
Nasceu acidentalmente em Coimbra, passando toda a sua infância e juventude entre Ílhavo (terra natal dos pais) e Lisboa. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa (1983), acabando por se dedicar exclusivamente à música. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. Nesse ano obteve o primeiro reconhecimento público ao vencer o Festival da Canção do Illiabum Clube, com o tema Play-Back.

Em 1981 decide enviar algumas delas ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa. Playback ganhou o Festival RTP da Canção de 1981 com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão de 1981, que se realizou nesse ano em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não "beliscou" minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz. O êxito que se seguiu foi a Marcha do Pião das Nicas, canção na qual o cantor voltava a deixar patente o seu lado satírico.

Algarismos (1982) foi o seu primeiro LP, que não obteve, no entanto, o reconhecimento desejado. Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão Foguete, com António Sala e Luís Arriaga. Num outro programa, Hermanias (1984), Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de Serafim Saudade, uma caricatura criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.

Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.

Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio (World Popular Song Festival of Tokio), tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas em mais de 2000 representativas de 58 países.

A editora EMI - Valentim de Carvalho tinha inclusive chegado a encomendar a Carlos Paião canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho, e Amália Rodrigues, para quem escreveu O Senhor Extra-Terrestre (1982), cuja letra chegou mesmo a constar dum manual para alunos de escola primária.

A 26 de Agosto de 1988, a caminho de um espectáculo em Penalva do Castelo, morre em um violento acidente de automóvel, na antiga estrada EN1, actual IC2. Na altura, surgiu o boato de que na ocasião de seu funeral não estaria morto, mas sim em coma, porém a violência do acidente por si nega o boato, pois a sobrevivência a este seria impossível. No entanto, o boato sobre o artista ter sido sepultado vivo permanece até os dias actuais. Por ter morrido, no dia seguinte ao incêndio do Chiado, a sua morte passou de certa forma despercebida. Nesta altura, estava a preparar um novo álbum intitulado Intervalo, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi Quando as nuvens chorarem.

Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de quinhentas canções, tendo sido homenageado em 2003, com um CD comemorativo dos 15 anos do seu desaparecimento - Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois (Valentim de Carvalho).
Fotos Bancada Directa

Temas da nossa Justiça. Atrasos na Justiça e o papel dos governantes.

Fragmentos e Opiniões

O destaque do tema

Os portugueses anseiam por uma Justiça mais rápida.No que diz respeito às causas que atrasam a investigação, as mesmas encontram-se identificadas há vários anos


O desenvolvimento

Quem vê o CSI na televisão não compreende como é que uma investigação pode demorar vários meses ou anos.
Nessa série, por exemplo, os vestígios biológicos e as balas são encontradas no local onde ocorreu o crime e, no dia seguinte, os investigadores já têm o resultado do laboratório.

A realidade em Portugal é bem diferente.Se em Portugal um investigador recolhesse os vestígios biológicos e as balas e os remetesse ao Laboratório de Polícia Científica poderia ter de esperar mais de 4 anos para ter os dois exames prontos.

O sistema de organização judiciária também não se encontra adequado a responder às necessidades do serviço.Em Abril deste ano, foram lançadas três novas comarcas que servirão de teste para uma nova forma de organização no futuro.

As novas comarcas foram reforçadas com meios, mas como o número de magistrados é o mesmo, ficaram a faltar 50 magistrados do Ministério Público (MP) em várias comarcas, sendo certo que houve algumas que ficaram sem qualquer magistrado do MP. É evidente que em comarcas onde não existem magistrados irão ocorrer atrasos.

É de salientar, em acréscimo, que a anterior legislação que alterou a forma de organização do Ministério Público (publicada há mais de 10 anos) nunca chegou a ser totalmente implementada por falta de meios.

A revisão do Código de Processo Penal operada no ano passado veio burocratizar ainda mais a investigação, impondo formalismos inúteis .

Se é certo que a lentidão da Justiça é uma das principais preocupações dos portugueses, tal sentimento não tem tido eco em quem nos governa.

A última grande revisão do Processo Penal foi uma oportunidade perdida para se agilizarem procedimentos processuais. Ao invés, aumentaram-se os prazos para a interposição de recursos, respostas e constituição como assistente, o que não se compreende se se pretende obter uma maior celeridade.

Por exemplo, o prazo durante o qual os objectos têm de aguardar para serem declarados perdidos a favor do Estado passou de três meses para um ano, o que implica que, na prática, muitos dos processos tiveram de aguardar por mais nove meses antes de serem remetidos ao arquivo.

Quem afirma que pretende melhorar a rapidez da Justiça não pode tomar opções legislativas precisamente no sentido oposto.Por outro lado, a instabilidade e as deficiências das aplicações informáticas que servem os Tribunais têm provocado o adiamento de diligências, por frequentes vezes aquele apoio informático se encontrar inoperacional.

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público quer contribuir para a melhoria do sistema judicial, pois sabe que o mesmo é fundamental para o desenvolvimento do país.

Por esta razão, apresentará novas propostas de modo a que os julgamentos criminais ocorram em momento mais próximo da data da prática dos factos.

Agradecimento ao Meretissimo Antonio Ventinhas, Digmº Magistrado do Ministério Publico e membro da Direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.

Artigo publicado no semanário Sol

A poesia da "mente".


O POEMA DA 'MENTE'

Há um “homem” que mente.
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente... mente.
E mente tão racionalmente,
Que acha que mentindo vida fora,
Nos vai enganar eternamente

Nota do autor do post: já me esqueci de quem me mandou este poema. Mas lembro-me perfeitamente que ele se referia a alguém. Não é nosso costume entrar por este caminho de ofensas ou depreciativos pessoais. É evidente que fiz uma omissão necessária no poema. As nossas desculpas ao leitor que teve a amabilidade de nos enviar o dito.

Tá escuro, não tá? O meu humor de Sabado.

Uma dona de casa recebe um amante todos os dias em casa, enquanto o marido trabalha.
Durante esse tempo ela mete o filho de 9 anos trancado no armário do quarto.
Certo dia o marido chega a casa e o amante ainda lá está.
Então ela tranca o amante no armário onde estava o filho.
Ficaram lá um bocado, até que o miúdo diz:

* Tá escuro aqui...
* Tá...
* Eu tenho uma bola de ténis para vender...
* Que giro!
* Queres comprar?
* Não!
* Pronto... Se preferes que eu diga ao meu pai...
* Quanto é que queres pela bola?
* 25 euros.
* Toma.

Uma semana depois, o marido torna a chegar cedo.
O amante está em casa.
O miúdo está no armário. O amante vai para o armário.
Eles lá ficam em silêncio até que o miúdo diz:

* Tá escuro aqui...
* É, está.
* Eu tenho aqui uma raquete de ténis para vender por 150 euros.
* Que bom.
* Queres comprar?
* 150 euros??? É muito cara!!
* Se preferes que eu diga ao meu pai... É contigo..
* Nao, não... Eu compro.
* Aqui está.

Outra semana depois, o marido torna a chegar cedo.
O amante está em casa.
O miúdo está no armário.
O amante vai para o armário.
Eles lá ficam em silêncio até que o miúdo diz:

* Tá escuro aqui...
* É, está.
* Eu tenho aqui umas sapatilhas da Nike para vender por 500 euros.
* Que bom para ti.
* Queres comprar?
* 500 euros??? Tás doido?!!
* Se preferes que eu diga ao meu pai... É contigo..
* Não não, eu compro, eu compro.

No fim-de-semana, o pai chama o filho:
* Pega na bola e na raquete e vamos jogar.
* Não posso. Vendi tudo.
* Vendeste? Por quanto?
* 675 euros.
* Não podes enganar os teus amigos assim. Vou levar-te agora ao padre para te confessares.
Chegando à igreja, o miúdo entra pela portinha, ajoelha-se e fecha a portinha.
Abre-se uma janelinha e aparece o padre.

--* Meu filho, não temas a Deus, diz e Ele perdoar-te-á. Qual é o teu pecado?
-- * Tá escuro aqui, não tá?
-- * Não vais começar com essa merda outra vez, pois não???

As eleições europeias no Bancada Directa

Bancada Directa apresenta aos seus amigos leitores as "ultimas" sobre as "Europeias".

Os destaques:


Eurosondagem: PS novamente mais longe do PSD

Volta a aumentar a distância entre PS e PSD nas intenções de voto para as próximas eleições europeias de 7 Junho, a qual, segundo avança um estudo da Eurosondagem para a Rádio Renascença/Expresso/SIC, está agora em três pontos de diferença. Consequência de uma subida de 1,2% dos socialistas.
De acordo com os dados revelados, esta sexta-feira, pela RR, o PS tem vindo a beneficiar daquilo que a rádio designa de «efeito Sócrates», o qual terá contribuído para garantir, neste momento, aos socialistas, 35,5% das intenções de voto, contra 32,5% do PSD.

De resto, também os social-democratas registam uma subida – embora mais ligeira -, em particular, entre os mais jovens, além de consolidarem o predomínio entre a população com mais de 60 anos.

Entre os restantes partidos, destaque para a subida da CDU entre as preferências dos portugueses, agora com 9,2%, ultrapassando inclusivamente o Bloco de Esquerda, que se fica pelos 8,8%.

Já o CDS, mantém-se estável nas intenções de voto, com 6,5%, menos quatro décimas do que na última sondagem. E precisamente aquilo que o PSD ganha, no trabalho hoje divulgado.

A campanha de Vital Moreira
"Não me calarei sobre o caso BPN" - aviso de Vital Moreira a Ferreira Leite
O cabeça de lista do PS às europeias, Vital Moreira, avisou hoje a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que não se calará sobre o caso Banco Português de Negócios (BPN) até ouvir uma explicação da sua parte.

A campanha de Paulo Rangel

Presidente do PSD diz que já teme ser escutada ao telemóvel e não quer ter medo de ser seguida

A presidente do PSD contestou na sexta-feira a instalação obrigatória de "chips" nas matrículas, dizendo que já teme "ser escutada" ao telemóvel e não quer ter medo de "ser seguida".

Durante um discurso em Vagos, no distrito de Aveiro, tendo ao seu lado o cabeça-de-lista social-democrata ao Parlamento Europeu, Manuela Ferreira Leite referiu que "há meia-dúzia de dias este Governo aprovou um diploma" relativo a "todos aqueles que disponham de um veículo automóvel".

"Mas não é só um veículo automóvel: triciclos, bicicletas, tudo o que ande com rodas, todos vão ser obrigados a ter um sinal na sua matrícula que identifica a localização desse veículo", acrescentou.

A campanha de Miguel Portas
Miguel Portas diz que discussões laterais são uma «gangrena» nesta campanha

O cabeça-de-lista do BE às europeias, Miguel Portas, considerou na sexta-feira que as discussões laterais, "as zangas entre comadres", estão a constituir uma "gangrena" nesta campanha eleitoral.

"As discussões laterais, as zangas entre comadres, o elevar de voz quando no fundo se está de acordo quanto a tudo o que é essencial estão a constituir uma gangrena nesta campanha eleitoral", afirmou Miguel Portas, num comício no conservatório de Faro.

Numa clara crítica aos seus adversários nas eleições de 07 de Junho, o candidato do BE assegurou que, pelo contrário, o BE faz as discussões fundamentais, não as discussões laterais.

A campanha de Ilda FigueiredoIlda Figueiredo alerta contra posições como a de Paulo Rangel sobre subida da esquerda

A cabeça-de-lista da CDU ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, apelou na sexta-feira à noite para que "sejam derrotadas" posições como do seu adversário Paulo Rangel (PSD), quando considerou que a subida dos partidos de esquerda é um perigo para a democracia.

Num jantar-comício em Gondomar com mais de 200 apoiantes, Ilda Figueiredo recordou estas palavras do número um da lista do PSD às eleições europeias para questionar: "Mas então que democracia é a daquele homem?"

"Ele julga que não houve um 25 de Abril de 1974 em Portugal? Ele já julga que já foram ao ar todas as conquistas de Abril que permitiram o pluralismo e a liberdade de expressão, de voto e de partidos no nosso país?", perguntou a eurodeputada da CDU.

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Manuela Moura Guedes entrevistada pelo "Expresso" Tenho de ter mais cuidado, disse ela.

Manuela Moura Guedes: "Sinto que tenho de ter mais cuidado" , disse em entrevista ao "Expresso" a publicar amanhã.

A pivô que divulgou o DVD do caso Freeport confessa que se sente "muito mais limitada" pela "estratégia de pressão" que, segundo ela, foi "montada pelo Governo desde o Congresso do PS".

Acha ainda que "Portugal já é um País perigoso" e que "a maioria dos jornalistas não presta".

A discussão com Marinho Pinto, em directo, no Jornal Nacional de sexta-feira da TVI (vídeo no final do texto). Os processos movidos por José Sócrates e contra ele a propósito do caso Freeport. O balanço de tudo isto é feito por Manuela Moura Guedes, em entrevista a publicar na edição do Expresso de amanhã.


"É um disparate um primeiro-ministro processar um jornal que está a fazer o seu trabalho. É uma fuga para a frente", afirma a sub-directora de informação do canal de Queluz. Diz que não tem "culpa que o senhor primeiro ministro tenha tantos casos que mereçam notícia", mas salienta que não faz "julgamentos" e que mantém "toda a isenção" para informar sobre José Sócrates.


Na outra face da moeda, há um notório sinal de cansaço de uma "guerra" com o Governo. "Desgasta-me muito", assume.


Excertos da entrevista a publicar amanhã, sábado, no Expresso.


Sobre Marinho Pinto
-Reviu a entrevista com Marinho Pinto?

-Não, nunca revejo nada. Sei o que fiz e não gosto de me ver em televisão. Tenho horror.
-Reconhece que houve falhas?

-Não. Tenho plena consciência que fiz aquilo que devia ser feito. O bastonário dispara para o ar e eu confrontei-o de forma directa, como ele costuma fazer.
-Mas quando diz ao bastonário "então o senhor é um bufo"...

-Porque é uma constatação. Ele acabava de dizer que não sei quem, ao fazer isto e aquilo, era bufo. Estava a retratar-se...
-Disse mais: "Não está a fazer muito pela sua classe", "fez um frete ao Governo"...

-Não o faço de forma traiçoeira! Estou a confrontá-lo e ele pode responder. Não estou em frente a um bebé indefeso.
-Foi bom o resultado?

-Não foi mau. Confesso que não gosto de ter à minha frente alguém que se expressa como um carroceiro. Mas como entrevista foi bom.


Sobre José Sócrates
-O que acha de José Sócrates?

-É complicado para um jornalista responder. É ver a informação em Portugal. Se não fosse tão subserviente, o primeiro-ministro podia fazer aquele número inacreditável, dirigindo-se ao país para criticar um jornal da forma como fez.
-O que é que isso diz dele?

-Tenho alguma dificuldade em caracterizar, porque achei que aquilo nunca poderia acontecer... (silêncio) Algumas atitudes assustam-me.
-O PM processou-a e foi processado por si. Tem isenção para dar notícias sobre ele?

-Claro que tenho. Mas agora sinto que tenho de ter mais cuidado. Estou muito mais limitada. Sinto-me condicionada.

A crónica de "1 homem desalinhado". Uma noite em que o tempo parou.

A introdução da crónica


Por vezes sinto-me um homem desalinhado. Reflicto sobre alguns acontecimentos onde me envolvi e chego a essa conclusão de que efectivamente sou um homem desalinhado.


Por vezes lamento que assim seja, mas por fim fica-me a sensação de que aqueles que pensam que eu sou "um homem desalinhado" são-no tanto ou mais do que eu. Lá porque eu não pactuo com bajulices interesseiras, com troca de favores cumplices, porque sou incapaz de espetar uma faca nas costas de um amigo, porque não digo mal por detrás mas sim critico frontalmente, porque não demonstro falsas alegrias para daí tirar os proventos qb, sim, porque não tenho este sistema de vivencia, eu serei um "homem desalinhado".


Mas sou um homem solidario e não abandono os nossos amigos em horas dificeis. Não lhes teço lôas, não me ponho em bicos de pés, mas estou presente quando é necessário. Assim todos pudessem dizer o mesmo.


A crónica


As duas figuram-se unem-se num aperto de mão. Caminham em direcção à viatura parada em cima do passeio e desaparecem pela avenida acima em direcção a Cascais. Depois de estacionado o carro entram no bar carruagem vizinho à Estação terminal. Sentados à mesa lançam um olhar em redor, filtrando a farta afluência.

Duas figuras com bâton vermelho acendem a fogueira do desejo. Trocam-se mensagens subtis por entre olhares indiscretos. No cimo dos sapatos de salto alto, curvas graciosas de sonho dominam os curtos vestidos negros. Os olhos fogem das órbitas. Feras em jogos de sedução, levantam-se e saem deixando no ar um convite silencioso irrecusável. Continuam pela rua fora, indiferentes aos piropos mais ordinários e aos carros que abrandam á queima-roupa, perseguidas á distancia por duas sombras silenciosas bem conhecidas.

Entram num Mercedes e rumam a Sintra, sempre perseguidas implacavelmente por um Golf Prateado. Os carros param e, num conhecido bar, as quatros figuras acharam-se juntas na mesma mesa cumprindo o destino traçado. Travaram conversa. Beberam loucamente até os olhos se encadearem. Os carros voltaram a partir, desta vez com pares trocados, cortando o escuro da noite ávida em descobertas de sensações fortes.
A viagem acaba à beira da falésia na vivenda branca isolada do mundo. Covil discreto ideal aonde a descoberta alcança o auge. Os encantos ocultos são finalmente revelados à luz da lareira que aquece a enorme sala enquanto o vento assobia e o mar bate violentamente nas rochas.

As horas passam a correr lá fora e a manhã nasce abruptamente. Um sol tímido ilumina aquela casa em ressaca. Capítulo final de uma noite que nada de novo acrescenta ao mundo.

Aqui está a razão porque o arbitro assistente não viu o tal penalty.

Perante um erro tão crasso havia de haver uma justificação muito forte!

Como montar e encher um pneu em condições dificeis.

video

Edificio de traça pombalina no Rossio envolto em "papel higiénico"!


Esta Lisboa que eu amo!
Mas assim desta maneira não!
O insólito no Rossio


Imagens da insensível mega tela de publicidade que a RENOVA instalou num dos imóveis classificados do Rossio:

- Praça D. Pedro IV, 10-12 torneja Rua do Ouro, 286-296
É uma vergonha terem tapado quase por completo um imóvel pombalino na Praça D. Pedro IV. Esta mega tela, de pura publicidade descarada, é apenas mais um exemplo do tipo de exploração descontrolada do espaço público de Lisboa. Neste caso é particularmente grave por se tratar de uma praça emblemática da Baixa que está «Em Vias de classificação» como Monumento Nacional, e candidata a Património Mundial da Humanidade. Á atenção das seguintes entidades: CML , Ministério da Cultura / IGESPAR e RENOVA. Apenas em Lisboa "Património Classificado" poderia combinar com "Papel Higiénico"... Será que esta empresa vai pagar a limpeza das ruas da Baixa?

Bom fim-de-semana caros amigos leitores

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Por aqui nestas bandas do blogue Bancada Directa a tecnologia implantada falhou, onde permitiu que este vosso amigo fosse o administrador do blogue durante algumas horas, para remediar a situação. Uff! Que fardo tão pesado....Mas já tudo voltou ao normal.

E como tristezas não pagam dividas, aqui vos envio o costumado "entretém de boca" para os meus amigos se deliciarem neste fim-de-semana onde, segundo as previsões meteorológicas, vai estar um calor de ananazes.

E a miuda vai ajudá-los a refrescar...

ps) quem é que está para aí a rir-se e a dizer que isto tudo é conversa para "boi dormir"?

Fragmentos e opiniões.Este genero actual de fazer politica

Fragmentos e Opiniões

Um olhar sobre a cidade.
Afinal temos de ser felizes: a Ibéria está connosco!
Anti maneleiros uni-vos.



Leio, de Pancho Guedes: continuará a cidade dividida, doente, esquizofrénica? Continuará a cidade traída pela preguiça, estupidez e ganância dos homens ou começará amanhã a cidade a ser a casa grande de toda a gente? O grito de alma deste grande português, esquecido e silenciado, foi suspenso pela comissão de censura, num texto que estava para ser emitido em 9 de Junho de 1963.

Entro no aqui e agora e reparo como foram particularmente mobilizantes os primeiros dias de campanha eleitoral das europeias. O PS, com Zapatero a puxar por Sócrates, foi ao pavilhão do "vai tudo, união de Coimbra" procurar fingir que a multidão do povo não se reduz aos dois mil camaradas que a máquina do Largo do Rato levou excursionisticamente a Coimbra.

Jerónimo esmagou, expressando a sua soberania de rua com oitenta e cinco mil manifestantes, vindos de todo o país, entre o Saldanha e o Marquês, coisa que só os cem mil devotos de Nossa Senhora de Fátima conseguem igualar entre as ruas da capital e as da outra banda.
Manela preferiu o recato de uns colóquios de alcatifa e "zoom" de telejornal, para uma qualquer frase da noite, conforme a engenharia comunicacional dos respectivos assessores, encenando a coisa com a presença de uma centena de seminarizantes, mobilizados pelo presidente da distrital ou o candidato a redeputado.

Paulo Portas foi enganado pelas estruturas locais e os assessores: pensou que tinha feira do queijo e não encontrou povo para o teatrinho de campanha do telejornal. Deu barraca que as televisões captaram, para gáudio do Jaime Silva.

Já o mano candidato, Miguel Portas, preferiu uma alentejaníssima paisagem de palha com um saltinho à feira islâmica e falou da terra, do cosmos e do último livro que publicou, cheio de belas fotografias. Por outras palavras, o momento mais exaltante foi o de Vital Moreira a confessar a sua tentação centrista pelo arroz doce da minha santa terrinha.
Portas Paulo vestiu camisa branca e casaquinho escuro, Melo levou a mesma farda, da direita chic. Miguel Portas preferiu a camisa azul, igual à de Louçã, outra farda do mesmo uniforme, mas do radical chic, da ponta esquerda da mesma ideia de família. Contra os dois lados, só um mesmo grito de dantas, pim!

Apenas concluo como a meritocracia continua longe da partidocracia. Porque o mal está nas pretensas eleites que se assumem como seleccionadoras nacionais do pensamento único. Porque elas sempre se deram mal com a criatividade e a imaginação. Pancho Guedes teve a ousadia de dizer que havia um Portugal lusotropical, vizinho de Durban, onde foi educado Fernando Pessoa. Pior do que isso: concorreu para edificar um grandioso monumento aos combatentes do ultramar, denunciou os massacres da guerra e os generais matadores, mas sem deixar de retratar Samora Machel como ele era, enquanto equiparou o 25 de Abril a um talho e a matadouro, donde se teve que sair para o exílio, para poder continuar a ser livre e artista. Aqui e agora, Sócrates e Zapatero, apoiantes confessos da recondução de Barroso, talvez não tenham esquecido que, quando Barroso ainda era chefe de governo de Portugal e já tudo era porreiro, pá, o actual presidente da comissão da UE ainda começou por lançar a candidatura de António Vitorino a esse lugar, coisa que não esteve tremida, porque nove Estados chegaram a ser mobilizados para tal objectivo. Acho que tudo falhou quando o PSOE, com pouca solidariedade ibérica, disse que família socialista por família socialista, o senhor Europa deveria ser Javier Solana.

Logo, discursos como o de Sócrates, com sotaque chavezista, qual Marinho Pinto contra a senhora da TVI, quando entram em delírio antimaneleiro apenas servem para enganar os papalvos. Por outras palavras, o tédio vai marcando o ritmo politiqueiro, onde, para argumentos fracos, surge a voz forte dos insultos e muitas viagens ao museu de cêra do pós-prec, porque quanto mais insultos, menos política e mais indiferença. Nem o "Manela ponto come" ou o "SOS voz amiga" de qualquer "telemarketing" nos livrarão dos diabos neoliberais e neoconservadores, ditos reaccionários, mas emitidos por quem é qualificado por fascista por jovens artistas.

Preferia uma qualquer lei europeia que só admitisse deputados eleitos se metade do corpo eleitoral fosse às urnas. De outra forma, não tardará que venha o estadão admitir em lei que, da próxima, as abstenções contarão como votos a favor, à maneira do referendo de Salazar sobre a Constituição de 1933. Ou, melhor ainda: uma lista única, de adeptos do europeísmo do pensamento único, que seria automaticamente eleita, sem necessidade do povo ir às urnas, nos círculos onde não se apresentassem listas alternativas. Foi o que aconteceu em 1911, nas primeiras eleições da república portuguesa...

Por isso, acabo de desligar o televisor, depois de uma das propagandistas da euro-enegenharia subsidiocrática emitir um programa do novo SNI, onde se proclama que tudo quanto é nacionalista é de extrema-direita. Os meus amigos da Irlanda centrista, da esquerda basca e do liberalismo nacionalista da Catalunha repararam como os portugueses foram ocupados pela estupidez censória de um europês snob das tias de Cascais que estiveram inscritas no MRPP ou no Movimento Nacional Feminino...

Continuará a cidade dividida, doente, esquizofrénica? Continuará a cidade traída pela preguiça, estupidez e ganância dos homens ou começará amanhã a cidade a ser a casa grande de toda a gente?

quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Esta cidade que eu amo! Festas de Lisboa: comemorar os santos populares


Festas de Lisboa 2009

Marchas e arraiais populares, desfiles, concertos, espectáculos, exposições, oficinas e ateliers, workshops, festivais, artesanato, mostras de cinema, teatro, fado, dentro e fora de portas, na rua e à boleia de transportes públicos, entre tantas outras iniciativas, preenchem a cidade de Lisboa entre 15 de Maio e 15 de Julho, numa programação pensada de e para a cidade, os seus habitantes e os seus visitantes nacionais e estrangeiros.

Em 2009, as Festas de Lisboa ocupam a cidade com cor e alegria, em acções mais tradicionais e com novos formatos, numa aposta na diversidade de públicos e de conteúdos.

Em Maio, regressa também a sardinha à cidade. A já tradicional imagem das Festas de Lisboa está mais vaidosa, trajando agora sete novos fatos, com desenho exclusivo de sete artistas plásticos de diferentes sensibilidades e percursos artísticos, convidados especificamente para desenharem a sua própria sardinha, no contexto das Festas de Lisboa.

Do convite dirigido aos artistas plásticos Bela Silva, Henrique Cayatte, João Maio Pinto, Luís Henriques, Nuno Saraiva e Pedro Proença, resultaram as sete belíssimas ilustrações que acompanham os materiais de comunicação e divulgação das Festas de Lisboa 2009, trabalhados uma vez mais, com a mestria que já conhecemos, pelo atelier Silva! Designers.

Mas este ano fomos mais longe, convocando às Festas de Lisboa um conjunto alargado de instituições e parceiros que, connosco, quiseram fazer das Festas de Lisboa uma acção mais ampla, mais abrangente, mais dinâmica. Sob o desígnio UMA PROGRAMAÇÃO COM A CIDADE DENTRO, juntaram-se às Festas de Lisboa 2009 treze parceiros. Este contributo de tantas instituições culturais da cidade de Lisboa dá origem ao eixo OUTRAS CENAS.

E OUTRAS CENAS são Festas de Lisboa com a parceria da Casa da América Latina, a Cassefaz Teatro, o CCB – Centro Cultural de Belém, a Culturgest, o Instituto Franco-Português, a Metropolitana, o MUDE – Museu do Design e da Moda, o Museu do Oriente, a MusicBox Lisboa, a OPART – Organismo de Produção Artística, e.p.e., o Teatro da Garagem e o Teatro Nacional D. Maria II. Juntaram-se também a este eixo alguns dos equipamentos geridos pela EGEAC – os teatros São Luiz e Maria Matos e os museus do Fado e da Marioneta.

A unir esta programação, preparámos um passe OUTRAS CENAS – um voucher de 25% desconto na maioria das iniciativas do eixo, a ser distribuído com o programa das Festas de Lisboa e que pode ser descarregado
aqui.

As Festas de Lisboa estão de volta… e estão melhores! Conheça o
programa completo.

As eleições europeias no Bancada Directa - Dia 4

O candidato ideal.
"As declarações de ontem do cabeça de lista do PS às europeias sobre a criação de um novo imposto não o largam. Vital Moreira não quer falar sobre o assunto, os assessores evitam que essa questão seja levantada e os dirigentes socialistas que o acompanham, Almeida Santos, Edite Estrela, Capoulas Santos e Correia de Campos, desmultiplicam-se em interpretações e desdramatizações da proposta de Vital Moreira (mais aqui)"


Paulo Rangel diz que Sócrates fala sobre a iniciativa privada de forma desactualizada

O cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, afirmou hoje que o primeiro-ministro, José Sócrates, fala sobre iniciativa privada como se falava no tempo do PREC (Período Revolucionário Em Curso).

Durante um almoço com o American Club de Lisboa, num hotel da capital, Paulo Rangel questionou se José Sócrates “vai encerrar hospitais privados, vai acabar com a iniciativa privada em Portugal”.

“Ele fala, parece que estamos no PREC, desejoso de que só haja iniciativa pública em Portugal”, considerou o cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias.

ver este tema em pormenor aqui

Nuno Melo (CDS-PP) admite que eleger só um deputado é derrota

O cabeça-de-lista do CDS-PP às eleições europeias, Nuno Melo, admitiu hoje que conseguir menos que a eleição de dois eurodeputados no dia 07 de Junho será uma derrota, mas afirmou acreditar "num bom resultado". "Não transformo derrotas em vitórias. Um bom resultado será manter ou subir", afirmou Nuno Melo, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita a uma escola Secundária na Covilhã. O CDS-PP elegeu há cinco anos dois deputados em coligação com o PSD, Luís Queiró e Ribeiro e Castro.

E por hoje é tudo a respeito de eleições europeias

O caso da menina russa. Teria sido salvaguardado o superior interesse da criança? Crêmos que nã0!


Alexandra

"O caso da menina russa entregue à mãe é o terceiro processo mediático envolvendo disputa de crianças por mães russas e pais estrangeiros, mas é o único em que a mãe venceu num tribunal estrangeiro

(ver mais pormenores deste caso aqui)"

Enquanto esperamos pela habitual actualização semanal das leis penais, é com “alegria” que verificámos os Tribunais nacionais a fazerem história no mundo.

É caso para dizer que temos uma justiça vanguardista!
Só uma pequena nota: quem é que devia levar aquelas palmadas que a criança levou, sabendo a mãe que estava a ser filmada por camaras de televisão?
Não era a mãe da criança, podem crer!

Bem me quer, malmequer? Inflação ou deflação?


Malveira de Mafra. 28.MAI.2009. 11h00
fotos Bancada Directa

O que é velho e decadente e o mau gosto a conviverem juntos!

Quem entra no Porto pelo tabuleiro superior da Ponte D. Luís, o que só pode fazer a pé ou de metro, depara, junto aos restos da muralha fernandina, com estes dois edifícios. Um em ruínas e outro que fere a alma de feio e deslocado.

Agradecimento à amiga Graça Pimentel

SL Benfica: como é que ficamos relativamente a Quique Flores? Sai ou fica?

Rui Costa: sem vontade e sem dinheiro para despedir Quique


Luís Filipe Vieira está no centro das tensões. Balneário quer continuidade

Quando começaram a surgir as primeiras notícias de contratação de Jorge Jesus, Rui Costa ainda comentava com os que lhe são mais próximos o desejo de continuidade de Quique Flores.

Agora, o director desportivo do Benfica não só tem de despedir o espanhol como precisa de o convencer a abdicar de boa parte da indemnização a que tem direito - a SAD está longe de garantir os 3,5 milhões de euros necessários exigidos por toda a equipa técnica.

Fonte próxima do processo contou ao i que Rui Costa esperava outra postura de Quique Flores. Mas o espanhol, magoado com a orfandade a que foi sujeito nas últimas semanas, surpreendeu e fez saber que não abdicava de um euro, deixando o administrador da SAD entre a espada e a parede.

À primeira vista é o antigo Maestro que tem a batuta (quente) na mão mas, recorde-se, Luís Filipe Vieira assina os cheques. E como foi o presidente que iniciou o processo de contratação de Jorge Jesus, a responsabilidade também lhe sobra.

Neste jogo de (in)decisões, o ambiente tenso nos gabinetes da Luz está longe de desanuviado e agrava-se mesmo perante declarações recentes dos jogadores, que de uma forma unânime têm apelado à continuidade de Quique Flores. O espanhol, ao mesmo tempo, sente-se mais tranquilo do que nunca - quando pede a totalidade da indemnização ar-gumenta que não vê razão para ser despedido: tanto o balneário (salvo raras excepções) como os adeptos estão com ele.

O processo deverá arrastar-se nos próximos dias e foi por isso que a SAD foi obrigada a explicar-se à CMVM, garantindo que não avança para a rescisão unilateral com o treinador. O que quer isto dizer? Que o Benfica espera uma saída de Quique Flores pelo próprio pé ou, pelo menos, que abdique de parte da verba a que tem direito; ou então seja levado por qualquer outro clube. Era o ideal.


Desgaste Em final de temporada, acentua-se o cansaço de Rui Costa. "Não dorme, não descansa, ninguém o vê", dizem quem lida de perto com ele. O director desportivo é um homem desgastado depois de uma época em que foi essencialmente um escudo de Luís Filipe Vieira; tanto assimilou contratações do presidente como agora é envolvido no desejo de mudança de equipa técnica. E a oposição encarnada, claro, tenta fazer tudo para capitalizar as divergências entre ambos.

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

As eleições europeias no Bancada Directa - Dia 3

Quarta feira 27 de Maio. Os destaques

O Portas da "esquerda" já não é confundido com o Portas da "direita".

Irmão do 'Paulinho das feiras', o cabeça-de-lista do BE, Miguel Portas, garante que as pessoas já distinguem "o Portas da esquerda" e o "Portas da direita", mas reconhece que no passado chegaram a existir "situações pouco agradáveis".

Vital Moreira sempre com os "generais" socialistas por perto.
Os "generais" do PS estão agora a ter uma presença quase constante ao lado do seu cabeça de lista, Vital Moreira, quando o Bloco de Esquerda começa a fazer companhia ao PSD como alvo dos ataques.

Caso BPN marca regresso de Nuno Melo à campanha do CDS/PP

Mal dormido mas com voz, o candidato democrata-cristão Nuno Melo regressou hoje à campanha depois da maratona de oito horas na comissão de inquérito ao caso BPN, defendendo que Cavaco Silva terá algo a dizer sobre o assunto.

8 viaturas e cerca de 30 pessoas viajam com Paulo Rangel pelo país.

O cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, que chegou esta tarde a Faro, viaja com uma comitiva de oito viaturas e cerca de 30 pessoas, que hoje deverão percorrer perto de 640 quilómetros.

Ilda Figueiredo regressa às origens para pedir reforma dos programas para a agricultura

A número um da CDU às eleições europeias, Ilda Figueiredo, pediu hoje na Mealhada uma revisão do Programa para o Desenvolvimento Rural (PRODER) e defendeu que o Governo deve travar o "dumping social" praticado pelos grandes grupos económicos.

Salões de cabeleireiro são quase um "must" da campanha de Vital Moreira

Os salões de cabeleireiros dos centros de emprego e de formação profissional já estão quase a tornar-se um programa obrigatório na campanha europeia do cabeça de lista do PS, Vital Moreira.

Paulo Portas quer saber se José Sócrates concorda com a proposta de Vital Moreira para um novo imposto europeu
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, desafiou hoje o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a dizerem se concordam com a proposta do candidato socialista às eleições europeias para criar um imposto europeu, que considerou "um absurdo".

O retrato feio da nossa sociedade.

O assunto já está muito escalpelizado, mas continuam a faltar as atitudes de homens com vergonha e que não estão agarrados ao poder para sua satisfação pessoal. É que os suspeitos agarram-se a cargos importantes, que lhes conferem imunidades para fugirem à justiça. Até um dia....


O depoimento de Oliveira e Costa que acabou já hoje ajudou a compor um retrato feio da sociedade portuguesa. Está lá tudo, tudo o que se tem criticado muitas vezes por instinto e indícios e agora confirmado por um dos protagonistas.

Como se fazem negócios, como se gerem empresas, como e quando as entidades responsáveis fiscalizam ou não as empresas, como se vai arrastando um país para a descrença.

Um acto de vingança como o de ontem pode ter uma utilidade: mostrar as partes escuras da vida empresarial e política do país. É certo que se tratou apenas de uma versão.

Só que essa versão, conjugada com as outras versões que já se conhecem, permitem tirar inúmeras conclusões.

Resta saber se desta vez haverá consequência e se vamos aprender alguma coisa para que no futuro tudo isto não volte a repetir-se. Resta saber.

Cavaco Silva tem a palavra (ou o gesto).

O Ministério Público tem a palavra (ou o gesto).

Eh pá: não nos chateiem, passem à vontade e aproveitem para entrar na loja

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Temos apenas referido alguns casos desta falta de civilidade na zona de Lisboa e Grande Lisboa.

As imagens que apresentamos referem um pequeno supermercado que existe na Maia.

Até chega a parecer impossivel.


“Dubitando ad veritem pervenimus”. Amén. Mas livrai-nos do mal!

Ámen.
Mas livrai-nos do Mal

“A última petição do Pai Nosso retoma a penúltima (Não nos deixeis cair em tentação) e vira-a do lado positivo; por isso as duas petições estão intimamente ligadas.”

“João caracterizou a “besta” que viu subir do mar, dos abismos obscuros do mal, com os atributos do poder político romano, dando assim uma forma muito concreta à ameaça que os cristãos do seu tempo viam pesar sobre eles: o direito total sobre a pessoa que era reivindicado através do culto do imperador, elevando assim o poder político, militar e económico ao máximo grau da omnipotência exclusiva, à expressão do mal que ameaça devorar-nos.

Junta-se a isto a desagregação dos ordenamentos morais através de uma forma cínica de cepticismo e de iluminismo.

Sob esta ameaça, o Senhor como a única força capaz de o salvar: livrai-nos do Mal!
Embora o império romano e as suas ideologias já não existam, quão actual é ainda tudo isto! Também hoje existem, por um lado, as forças do mercado, do tráfico de armas, de drogas e de seres humanos; forças que gravam sobre o mundo e arrastam a humanidade para prisões de onde não se pode escapar.

Por outro lado, temos hoje a ideologia do sucesso, do bem-estar, que nos diz: Deus não passa de uma ficção, só nos faz perder tempo e tirar-nos a alegria de viver. Não te preocupes com Ele! Procura por ti mesmo agarrar a vida o mais que puderes!”

Paulo formulou através da palavra a verdadeira liberdade num mundo cheio de angústias:
“Se Deus é por nós, quem será contra nós? (…) Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? (…) Mas em tudo isto, somos nós mais que vencedores por Aquele que nos amou.

Porque estou certo que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Jesus Cristo, Nosso Senhor.” (Rom 8, 31-39).”

In Joseph Ratzinger “Jesus de Nazaré”
Já me esquecia da tradução da expressão latina que está no titulo do post:"duvidando chegamos à verdade"!(Cícero in De Officiis)

As eleições europeias no Bancada Directa:2º dia. Mas que raio de democracia é esta?

Gabinete de Pinho proíbe jornalistas de assistirem a encontro da CDU com trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro.

Prometia ser uma discreta acção de campanha, esta manhã, em Coimbra, mas acabou num incidente que a candidatura da CDU aproveitou politicamente.

O encontro de Ilda Figueiredo com dirigentes sindicais e trabalhadores da Direcção Regional de Economia (DRE) realizou-se na rua, à porta deste serviço do Ministério de Manuel Pinho, cujo gabinete deu instruções directas para que os jornalistas ficassem de fora. “Esta reunião pode ser feita com trabalhadores, mas sem a presença de jornalistas”, confirmou Justino Pinto, director regional. “Para evitar que se transforme num comício”, justificou-se.
Já cá fora, Ilda Figueiredo não deixou escapar a oportunidade: “Estou indignada. Não sei o que o senhor ministro tem a esconder, ele sabe, eu não”, insistiu a cabeça de lista da coligação.
A CDU quis visitar a DRE do Centro para contestar a decisão do Governo em deslocalizar os serviços para Aveiro. Os trabalhadores acusam o Ministério da Economia de nada lhes dizer sobre o seu futuro. “A resposta à nossa deslocalização não vem com a mesma celeridade” que a ordem de deixar os jornalistas na rua, acusou Margarida Machado, delegada sindical.

terça-feira, 26 de Maio de 2009

As belezas de Aveiro. Uma imagem vale mais que mil palavras.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Peço a vossa estimada atenção para a beleza do interior da Igreja das Carmelitas situada na Praça Marquês de Pombal (em frente ao tribunal) na linda cidade de Aveiro

Texto de apoio a este post

O mosteiro de São João Evangelista pertenceu às carmelitas descalças, razão pela qual o seu templo é, ainda hoje, conhecido como Igreja das Carmelitas. A sua edificação remonta ao início do século XVII, quando D. Brites de Lara, viúva de Pedro de Médicis (filho de Cosme I de Médicis), mandou construir um Paço, concebido para ser a sua residência e, posteriormente, um convento. D. Brites pediu as autorizações necessárias à fundação do convento a D. João IV, mas estas nunca lhe foram concedidas em vida, pois vários membros da sua família estiveram implicados numa conspiração contra o monarca (BELINQUETE, 1996, p. 6).

Assim, foi em 1657 que D. Luísa de Gusmão, enquanto regente, permitiu a concretização das disposições testamentárias de D. Brites, entretanto falecida. O seu herdeiro, D. Raimundo de Lencastre, 4º Duque de Aveiro, deu início à adaptação do Paço a convento, e em 1658 as primeiras freiras carmelitas chegam a Aveiro, oriundas de dois conventos de Lisboa (BELINQUETE, 1996, pp. 17-18).

As obras no convento prolongaram-se durante bastantes anos. A igreja foi iniciada apenas em 1704, uma vez que a capela do paço funcionava, até então, como templo do convento (NEVES, 1957, p. 244). As diversas campanhas decorativas de talha, azulejaria, pintura e escultura, responsáveis pela ornamentação integral da igreja, que se prolongaram por todo o século XVIII, vêm confirmar esta datação.

Na sua organização original, a igreja situava-se do lado oposto do convento, encontrando-se, no meio, o claustro. Contudo, e para que pudesse ser aberta a praça de Marquês de Pombal, a Câmara de Aveiro ditou, em 1904, a destruição de parte das dependências conventuais das carmelitas. Esta questão gerou grande polémica na cidade, chegando mesmo a ser enviada ao Rei uma petição assinada pelos habitantes. Isto, para além dos muitos artigos que a imprensa da época deu à estampa, onde as duas partes esgrimiram argumentos contra e a favor desta destruição do património nacional (NEVES, 1957, pp. 245 e ss.).

A igreja, de planta rectangular, com sacristia no eixo da capela-mor, apresenta uma fachada onde a decoração, quase ausente, se concentra no eixo do portal, de linhas rectas e frontão interrompido por uma cruz, a que se sobrepõe um janelão rectangular e um emblema, este já no frontão triangular que remata a frontaria.

No interior, sobressai a talha dourada que reveste paredes e tecto, características das três fases da talha nacional - protobarroca, barroca ou joanina, e rococó.

Assim, e da primeira fase, coincidente com o reinado de D. Pedro II, data a capela-mor, com um retábulo de talha dourada, de grandes dimensões, com nichos definidos por colunas torsas, onde figuram imagens da época imediatamente posterior, ou seja, joanina.

As paredes da capela-mor enquadram pinturas com representações de cenas da Vida da Virgem. O tecto, em caixotões de talha, apresenta quinze pinturas com cenas da vida de Cristo.

Na nave da igreja, o tecto é muito semelhante ao da capela-mor, com quarenta pinturas ilustrativas da vida de Santa Teresa, emolduradas por talha desta primeira fase. Contudo, a restante obra dourada, nomeadamente as molduras das paredes, que enquadram representações de santos e da vida de Santa Teresa, é já do período barroco. Tal como o revestimento do arco triunfal, do coro de cima e das sanefas. O brilho da talha é complementado pela luz do silhar de azulejo azul e branco que reveste parcialmente as paredes.

Atribuídos à órbita oficinal de António Vital Rifarto, artista de Coimbra activo no segundo quartel do século XVIII, estes painéis de dimensões condicionadas à arquitectura da igreja, exibem enquadramentos arquitectónicos e, maioritariamente, paisagens. A excepção é o brasão das carmelitas, envolto por uma espécie de cartela e anjos, rematada pela coroa real.
À terceira e última fase pertencem os concheados que complementam o retábulo-mor, e a maioria das sanefas da igreja.
(Rosário Carvalho)

Esta Lisboa que eu amo: "os designers urbanisticos" de Santa Catarina

Esta Lisboa que eu amo

Estes exemplos de "design urbano" observam-se em Santa CatarinaQuanto às garrafas podem ficar descansados que ninguem as leva. Elas não têm depósito, pois são de tara perdida. Se tivessem depósito já os "homens" as tinham levado

Um homem desalinhado. Marinho Pinto carrega a cruz de ser incompreendido.

Um homem desalinhado

Antes de vos apresentar o texto a seguir, quero aqui confessar que não gosto dos métodos de trabalho da Manuela Moura Guedes.
Pode haver quem goste e a aprecie, não discuto esses gostos e apreciações, mas pela minha parte vejo o Jornal Nacional da TVI durante a semana e não, exactamente, à sexta-feira.

O motivo é óbvio: coisa de que se não gosta não se vê. Reparem que eu disse “métodos de trabalho” e não referi “presença e valor televisivo”. Isso é contas de outro rosário.

Mas quero apenas comentar as acções ultimamente que o Dr. Marinho Pinto vem desenvolvendo e que eu chamaria “um movimento de um homem desalinhado”.

O texto é do Mário Crespo.

"António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo.
Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra.

Marinho Pinto não tem atenuantes. Não trabalhou no Ministério do Ambiente de Sócrates e, que se saiba, não faz parte do seu núcleo duro. É pois de supor que não esteja vinculado ao voto de obediência cega que tem levado os mais próximos de Sócrates à defesa do indefensável, à justificação do injustificável e a encontrar razão no irracional.

Não tendo atenuantes, Marinho Pinto tem agravantes. O Estado de direito delegou na Ordem dos Advogados importantes competências reguladoras de um exercício fundamental para a sociedade. O Bastonário tem que as exercer garantindo uma série de valores que lhe foram confiados pelos seus pares.

O comportamento público do Bastonário sugere que ele está a cumprir uma bizarra agenda pessoal com um registo de regularidade na defesa apaixonada de José Sócrates e do PS.

O que provavelmente provocou em Marinho Pinto o seu lamentável paroxismo esbracejante em directo foi a dura comparação entre as suas denúncias sobre crimes de advogados e os denunciantes do Freeport. Se a denúncia de irregularidades na administração de bens públicos é um dever, a atoarda não concretizada é indigna.

O que o Bastonário da Ordem dos Advogados disse sobre o envolvimento dos seus pares nos crimes dos seus constituintes é o equivalente aos desabafos ébrios tipo: "são todos uns ladrões" ou "carrada de gatunos". Elaborações interessantes e de bom-tom, se proferidas meio deitado num balcão de mármore entre torresmos e copos de três. Presumo que a Ordem dos Advogados não seja isso.

Nem sirva de câmara de eco às teorias esotéricas do Bastonário de que a Casa Pia foi uma Cabala para decapitar o PS ou que o Freeport é uma urdidura politico-judicial-jornalistica. Se num caso, um asilo do Estado com crianças abusadas fala por si, no outro, um mega centro comercial paredes-meias com a Rede Natura, tem uma sonoridade tão estridente como o grito de flamingos desalojados.

A imagem que deu na TVI foi de um homem vítima de si próprio, dos seus excessos, do seu voluntarismo, das suas inseguranças e das suas incompetências. Marinho Pinto tentou mostrar que era o carrasco do mensageiro que tão más notícias tem trazido a José Sócrates.

Fê-lo vociferando uma caterva de insultos como se tivesse a procuração bastante passada pelo Primeiro Ministro para desencorajar e punir este jornalismo de pesquisa e denúncia que tantas e embaraçosas vezes tem andado à frente do inquérito judicial.

E a verdade é que sem o jornalismo da TVI não havia "caso Freeport" e acabar com Manuela Moura Guedes não o vai fazer desaparecer."

Sexo para surdos-mudos. Excelente e explicita tradutora

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Neste tempo de campanha eleitoral, Bancada Directa também dá musica e com os pés!

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Antonio Raposo diz de sua justiça e disserta sobre este nosso Portugal

Fragmentos e Opiniões Fracturantes
PORTUGAL



A crónica de Antonio Raposo

Um País pequeno com mil (1.000!) casas de alterne
(dos jornais)


Tenho que chegar à conclusão que o pessoal deste nosso pequeno País à beira mar plantado gosta muito da brincadeira e da prática de jogos de amor.

De facto, por esse interior abandonado à sua sorte, mil casas de alterne e cerca de 40.000 senhoras, (ilegais), mais outro tanto de homens (legais) vão até lá para beber um copo e outros devaneios.


Segundo se sabe as senhoras são emigrantes que nada mais fazem do que ganhar a vida honestamente, a troca de favores amorosos, pelos correspondentes euros e pelo meio um pezinho de dança.

Quem sou eu para criticar quem se prostitui.

Todos os dias isso sucede com banqueiros e políticos ao mais alto nível e ninguém me ouviu sobre o tema a mínima crítica.
Cada um vende a força de trabalho da melhor maneira que acha útil para ter em troca o bife no prato. Ponto final.

Não sou pároco nem moralista para tentar mostrar o caminho do Céu a ninguém. Cada um escolhe ser o que quiser e se entender ser pecador – seja!

Não esperem de mim uma advertência, um conselho, um remoque.
O que eu não esperava era que num País de católicos, num interior dominado ainda pela influência da Igreja, houvesse - quem sabe – tantas casas de alterne quantas missas ao domingo.

Foi isso eu me deixou estarrecido!

Com os cumprimentos aos leitores deste vosso amigo
Antonio Raposo

As eleições europeias no Bancada Directa: Cavaco e os seus apelos

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O realce do 1º dia de campanha

A atitude de Cavaco surpreendeu-me

Vi e li com atenção os dizeres do nosso venerando Presidente da Republica sobre o próximo acto eleitoral.

Disse com convicção, e nisso tem o meu apoio, de que todos nós devemos votar no Domingo 7 de Junho para as eleições europeias.
Também não poderia dizer outra coisa, de acordo com a sua função e responsabilidade politica.

Disse a propósito aos jornalistas que o entrevistavam, de que até àquela data não faria mais comentários sobre o evento

Mas a minha surpresa foi completa quando aconselhou aos portugueses que não se ausentassem naquele período, pois estavam próximos alguns feriados.

E aproveitou a embalagem para pedir aos lusitanos que não gozassem nessa altura férias

Ora, no meu caso concreto, vou para Roquetas de Mar já no principio de Junho e só regresso lá por meados do mês. É que esta deslocação, de férias claro, já estava programada muito antes da marcação para 7 de Junho destas eleições.

E resta-me o dilema: vou para Roquetas de Mar (Aguadulce) e não voto, ou não vou para Roquetas de Mar para votar nesse dia 7 de Junho? Mesmo sabendo que esta ultima alternativa não implica prejuizo financeiro.

Já tenho a minha decisão.

É que me estão a faltar umas fériazinhas. É que não fui à Turquia recentemente, de maneira que possa não desejar esta certissima deslocação a Roquetas.

Mas que raio, querer-se o bem para uns e o mal para os outros

Adriano Ribeiro.


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segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Fragmentos e Opiniões. Ricardo Costa diz de sua justiça o que pensa destas eleições europeias.


Fragmentos e Opiniões



Eleições a que não se liga mas que contam muito.



As eleições europeias são uma enorme maçada. Para o país inteiro, que é obrigado a assistir aos ensaios de um espectáculo em que não participa, e para os candidatos, que se arrastam pelo país fora entre o Quim Barreiros e o Tratado de Lisboa.

Mas a maior maçada das europeias é do Governo. Nos últimos anos, só Guterres é que passou o teste com tranquilidade (beneficiando da candidatura de Mário Soares e do PSD estar a recuperar dos destroços de uma AD criada e destruída por Marcelo).

De resto, a lista é simples: Cavaco perdeu para Guterres (Eurico de Melo contra Vitorino), Guterres falhou na tentativa de humilhar Barroso (Mário Soares contra Pacheco Pereira), e Sócrates esmagou Barroso (Sousa Franco contra Deus Pinheiro).

Há dois meses o que se discutia era a possibilidade de Manuela Ferreira Leite ser apeada na noite das eleições, faziam-se contas sobre a confortável vantagem do PS, e sobre a possibilidade de o Bloco e de o CDS terem resultados históricos.
Tudo mudou depressa. Muito depressa.

Neste momento, o Governo sabe que pode perder estas eleições. O argumentário para a noite de 7 de Junho está feito e a récita ensaiada. Sócrates percebeu isso nas últimas semanas e vai entrar em força na campanha. Se correr bem, o resultado é dele, se correr mal também.

Todos culpam Vital pela descida súbita nas sondagens. Mas isso é injusto e esconde o óbvio. É certo que Vital é um candidato que não anima ninguém, que não conquista votos e que só segura o eleitorado fiel (ou seja, é um mau candidato).

Mas a verdade é outra: hoje, o PS é Sócrates e vice-versa.
Quando escolheu Vital, Sócrates estava, sem o perceber, a escolher-se a si mesmo. Um candidato sem força própria obriga sempre o líder a ir a jogo.

No meio de enormes dificuldades, com recursos escassos e um partido que não acredita nela, Manuela Ferreira Leite foi mais inteligente. A escolha foi dela e só dela, mas assentou num candidato que assume sozinho as despesas da campanha e que acrescenta valor a um partido com um eleitorado destroçado.

Na campanha, Sócrates não precisa de Vital e Ferreira Leite precisa muito de Rangel. Mas no dia 7 de Junho os líderes voltam a estar sozinhos. É sobre eles que os holofotes vão incidir e só se apagam em Outubro.

P.S. - Conheci muito mal o João Bénard da Costa e o meu western preferido ainda é o "Liberty Valance". Mas se houver por aí alguém que não goste de cinema leia o que o João Bénard escreveu sobre o "Johnny Guitar", o filme com um dos mais bonitos diálogos de sempre. Está lá tudo.

Esta Lisboa que eu amo! E o camartelo andou por aqui.

Avenida da Republica nº 50. Foto de 1970
Avenida da Republica nº 6. Foto de 1970

Avenida Elias Garcia nº 18. Foto de 1981

Avenida Elias Garcia nº 62. Foto de 1970

Avenida Elias Garcia nº 18. Foto de 1966

Avenida Barbosa du Bocage nº 59. Foto de 1970

Recordar é viver. Bonanza, o tema musical da famosa série.

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Falemos de "osteoporose".


O saber não ocupa lugar
Temas de Medicina

A osteoporose
A osteoporose surge de forma silenciosa e deixa os ossos frágeis: muitas vezes, só uma fractura denuncia a doença. A boa noticia é que é possível tratar e, sobretudo, prevenir.

O que é a osteoporose?

A osteoporose é uma doença que afecta os ossos, tornando-os mais finos e frágeis. À letra significa”ossos porosos”.

Ocorre, sobretudo, nas pessoas idosas, homens ou mulheres. Não é no entanto, uma consequência inevitável do envelhecimento. As mulheres, após a menopausa, são mais vulneráveis.

Como se manifesta?

A osteoporose evolui sem sintomas. Com frequência, só é descoberta na sequência de uma fractura, embora possam ter ocorrido outras sem quaisquer sinais.
Numa fase adiantada podem surgir:
-alterações na forma do corpo – a altura diminui, a parte de cima das costas torna-se arredondada, a cabeça e os ombros inclinam-se para a frente, a cintura fica mais larga e o abdómen mais proeminente.
-Dor intensa nas costas – aguda, se causada por uma fractura ou traumatismo, ou crónica, se resultar do esforço a que são sujeitos os músculos e ligamentos.
-Fracturas provocadas mesmo por traumatismos ligeiros

Quais as consequências?

O maior risco da osteoporose é uma fractura. A anca (colo do fémur), a coluna e os pulsos são as partes do corpo mais vulneráveis. As fracturas nas vértebras são muito dolorosas e causam deformidade, enquanto as da anca podem obrigar a cirurgia e condicionar os movimentos, pondo em causa a capacidade de manter uma vida autónoma.

Como se trata?

A osteoporose não tem cura mas é controlável. O seu tratamento envolve a combinação de medicamentos com funções diferentes:
-Medicamentos para aumentar a massa corporal – aumentam a quantidade de osso, tornando-o mais forte, mas não melhoram a dor ou outros sintomas.
-Medicamentos para controlar a dor.
-Suplementos de Cálcioe vitamina D – quando a alimentação não fornece a quantidade necessária desses nutrientes.

Os efeitos dos medicamentos são tão silenciosos como a osteoporose, pelo que pode ser tentado a abandonar o tratamento. Mas não deve fazê-lo, deve cumpri-lo conforme as indicações médicas.

E O QUE FAZER PARA ALÉM DA MEDICAÇÃO?

O tratamento da osteoporose visa prevenir o risco de fracturas. Para tal é igualmente importante manter uma postura corporal correcta e evitar quedas, adoptando cuidados pessoais e adaptando a ambiente

Muitos dos factores de risco da osteoporose estão associados ao estilo de vida. São precisos 5 passos para promover a saúde dos seus ossos:
1- Alimentação: ingestão de alimentos fornecedores de cálcio (como leite e derivados de espinafres) e vitamina D presente nos peixes gordos como a sardinha, atum e salmão
2- Exercício físico: caminhar, nadar e pedalar fortalecem os músculos e os ossos.
3- Deixar de fumar: também limitar o consumo de álcool e cafeína.
4- Estar informado: procurar aconselhamento junto de profissionais de saúde.
5- Avaliação: ter sempre presente a saúde dos seus ossos.

Texto complementar

O que é a Osteoporose

A osteoporose é uma doença óssea sistémica, (i.e. generalizada a todo o esqueleto), que por si só não causa sintomas, caracterizada por uma densidade mineral óssea (DMO) diminuída e alterações da microarquitectura e da resistência ósseas que causam aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, aumento do risco de fracturas.

Se não for prevenida precocemente, ou se não for tratada, a perda de massa óssea vai aumentando progressivamente, de forma assintomática, sem manifestações, até à ocorrência de uma fractura.

O que caracteriza as fracturas osteoporóticas é ocorrerem com um traumatismo mínimo, que não provocaria fractura dum osso normal. Também se chamam, por isso, fracturas de fragilidade.

Uma vez que o número de mulheres em risco de desenvolver osteoporose pós-menopáusica aumenta à medida que a população vai envelhecendo, é fundamental identificar de forma precoce e exacta quais as que se encontram em risco de sofrer fracturas.

Sintomas da Osteoporose

Habitualmente não ocorrem sintomas clínicos de osteoporose antes da ocorrência de uma fractura.

A osteoporose é considerada uma doença assintomática. De facto, durante a progressão da doença, os ossos tornam-se progressivamente mais frágeis sem que os indivíduos afectados o percebam.

Exceptuando os casos em que o doente efectua o rastreio da doença, o diagnóstico só se realiza após a ocorrência de uma fractura:
Para muitas mulheres pós-menopáusicas, a ocorrência da primeira fractura osteoporótica é o primeiro sintoma sugestivo da doença;

A ocorrência de fracturas osteoporóticas vertebrais é a complicação da osteoporose pós-menopáusica mais frequente e muitas vezes a mais precoce; nesta fase, a micro-estrutura interna do osso pode já ter sofrido uma grande destruição e a doença encontrar-se num estado bastante avançado;

Frequentemente (em aproximadamente dois terços dos casos), as fracturas vertebrais não são diagnosticadas por não produzirem sintomas ou por os sintomas associados - dor na região dorsal ou lombar - serem banais e inespecíficos (i.e. surgem em muitas outras situações clínicas para além das fracturas);

Após a primeira fractura, muitas vezes não diagnosticada, o risco de novas fracturas aumenta, podendo ocorrer múltiplas fracturas vertebrais e consequente aumento da morbilidade (i.e. das queixas e das perturbações associadas à doença) e da mortalidade;

O diagnóstico e o tratamento precoces da doença são, portanto, fundamentais tendo em vista a prevenção das fracturas.

domingo, 24 de Maio de 2009

Aproximam-se as "Europeias". O duelo PS/PSD vai repetir-se!

Aproximam-se as “Europeias”

A capitulação de Manuel Alegre dá espaço de manobra a Vital Moreira e a José Sócrates. Então o PM já pode falar e apelar á unidade socialista.

"A campanha eleitoral para as eleições europeias decorre com a monotonia de um ritual simpático mas vazio.
Ninguém está preocupado com a Europa, ninguém está interessado no lugar do país no concerto europeu. Aliás, a discussão decorre circular sobre os temas nacionais com o olhar fixo nas eleições legislativas. Portugal depende da Europa, mas em termos de eleições, as europeias são a primeira volta das legislativas.

O Estado-Nação ainda não foi ultrapassado pela abstracção utópica de uma Europa unida. Tudo observado, as eleições para o Parlamento Europeu são a transposição de uma Directiva e não um debate sobre a Europa, são o triunfo supremo da burocracia sobre a democracia.

Na suprema encenação, Vital Moreira destaca-se pela pose de Estado e pelo discurso académico. Candidato pelo PS, mas socialista ‘freelancer', Vital Moreira comporta-se como um cidadão independente que percorre o país em estilo de campanha presidencial.

Para Vital Moreira, a noção de liberdade e de independência significa contrariar as posições do primeiro-ministro. Sócrates escolheu um homem com credenciais de Esquerda para apaziguar a franja radical do PS.
O primeiro-ministro esqueceu-se que Vital Moreira não entra no eleitorado de centro ao mesmo tempo que repele os votos da Esquerda que não esquece e que não perdoa. A escolha até parecia atraente, mas talvez acabe em desilusão.

A coragem que assistiu a Vital Moreira foi a coragem que desertou a Manuel Alegre. Manuel Alegre é o homem das rupturas no papel, esse espaço em branco que separa o formalismo dos versos.


Na política, não tem a visão nem a força para fazer o corte de Édipo com o PS. Em certo sentido, Manuel Alegre representa a consciência moral de uma Esquerda emotiva e sentimental, incapaz da cruel separação do núcleo da fraternidade.
Tal como nas palavras, o estatuto de Manuel Alegre é um lugar simbólico, não a agitação constante de um projecto político com ambições de poder. Para Sócrates, é o estatuto simbólico da Esquerda que Alegre representa quando apontado para Belém.

A capitulação de Alegre significa também o fim antecipado de uma nova Esquerda situada entre o PS, a ortodoxia do PCP e a agressividade lunática do Bloco. Em Portugal, a nova Esquerda morreu à nascença.

Sócrates ganhou subitamente um espaço de respiração à Esquerda. Com as sondagens a preverem uma aproximação do PSD, o argumento do voto útil é de novo uma hipótese no discurso do PS. A política muitas vezes muda para terminar no exacto ponto de partida. Tudo se encaminha para o clássico duelo entre o PS e o PSD."

Paraseando....

- "que bom seria se um dia, um só deputado tivesse febre aftosa; peste suína; ou gripe das aves. aí... seríamos obrigados a sacrificar todo o rebanho!"

- "90 pessoas apanham a gripe suína e toda a gente quer usar uma máscara. um milhão de pessoas tem sida e ninguém quer usar um preservativo"

"Dizem que o sol brilha para todos, mas para algumas pessoas no mundo ele nunca brilha."

"Olho por olho e o mundo acabará cego."

"O medo derrota mais pessoas que qualquer outra coisa no mundo."

Vários autores


Pinto da Costa versus Cristiano Ronaldo ( a batalha das flores)

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O tema não tem muita importancia, que é como dizem os brasileiros "faz boi dormir".Mas vale a pena ter um pouco de atenção às frases.

“O Cristiano Ronaldo diz que gosta muito de marcar golos ao FC Porto, mas eu gostava muito era de o ver marcar pela Selecção.
Infelizmente sofremos um golo a 35 metros numa baliza em que uns dias antes ele falhou o golo a 35 centímetros"

Pinto da Costa, presidente do FCP, 2009-05-21

Confesso que sou adepto da forma de jogar do Cristiano Ronaldo e da forma de gestão do Sr. Pinto da Costa.

Se bem que encontre um pouco de ironia e remoque da parte do dirigente portista, reagindo a declarações do “puto da Madeira”, que disse taxativamente gostar de marcar golos ao FC Porto, nesta análise dou inteira razão ao senhor presidente dos dragões.

Eh pá! Não me chateiem porque eu deixei espaço para as pessoas passarem!



Os carros não se meteram aí sozinhos. Dentro de cada carro houve alguém que o conduziu, que achou que ali estava bem, pôs ponto morto, tirou a chave, saiu do carro, fechou-o e foi-se embora.
Passa-se numa urbanização em Cascais.
Todos os dias.

Fragmentos e Opiniões. Hipotecar a Democracia.Uma crónica de Mario Crespo

Fragmentos e Opiniões
Não é a crise que nos destrói. É o dinheiro

Mário Crespo, Jornal de Notícias

Nada no mundo me faria revelar o nome de quem relatou este episódio. É oportuno divulgá-lo agora porque o parlamento abriu as comportas do dinheiro vivo para o financiamento dos partidos.
O que vou descrever foi-me contado na primeira pessoa. Passou-se na década de oitenta.
Estando a haver grande dificuldade na aprovação de um projecto, foi sugerido a uma empresária que um donativo partidário resolveria a situação. O que a surpreendeu foi a frontalidade da proposta e o montante pedido.
Ela tinha tentado mover influências entre os seus conhecimentos para desbloquear uma tramitação emperrada num labirinto burocrático e foi-lhe dito sem rodeios que se desse um donativo de cem mil Contos "ao partido" o projecto seria aprovado.
O proponente desta troca de favores tinha enorme influência na vida nacional.

Seguiu-se uma fase de regateio que durou alguns dias. Sem avançar nenhuma contraproposta, a empresária disse que por esse dinheiro o projecto deixaria de ser rentável e ela seria forçada a desistir. Aí o montante exigido começou a baixar muito rapidamente. Chegou aos quinze mil Contos, com uma irritada referência de que era "pegar ou largar".

Para apressar as coisas e numa manifestação de poder, nas últimas fases da negociação o político facilitador surpreendeu novamente a empresária trazendo consigo aos encontros um colega de partido, pessoa muito conhecida e bem colocada no aparelho do Estado. Este segundo elemento mostrou estar a par de tudo. Acertado o preço foram dadas à empresária instruções muito específicas. O donativo para o partido seria feito em dinheiro vivo com os quinze mil Contos em notas de mil Escudos divididos em três lotes de cinco mil. Tudo numa pasta.

A entrega foi feita dentro do carro da empresária. Um dos políticos estava sentado no banco do passageiro, o outro no banco de trás. O da frente recebeu a pasta, abriu-a, tirou um dos maços de cinco mil Contos e passou-a para trás dizendo que cinco mil seriam para cada um deles e cinco mil seriam entregues ao partido.

O projecto foi aprovado nessa semana. Cumpria-se a velha tradição de extorsão que se tornou norma em Portugal e que nesses idos de oitenta abrangia todo o aparelho de Estado.
Rui Mateus no seu livro, Memórias de um PS desconhecido (D. Quixote 1996), descreve extensivamente os mecanismos de financiamento partidário, incluindo o uso de contas em off shore (por exemplo na Compagnie Financière Espírito Santo da Suíça - pags. 276, 277) para onde eram remetidas avultadas entregas em dinheiro vivo.

Estamos portanto face a uma cultura de impunidade que se entranhou na nossa vida pública e que o aparelho político não está interessado em extirpar. Pelo contrario. Sub-repticiamente, no meio do Freeport e do BPN, sem debate parlamentar, através de um mero entendimento à porta fechada entre representantes de todos os partidos, o país político deu cobertura legal a estes dinheiros vivos elevados a quantitativos sem precedentes.

Face ao clamor público e à coragem do voto contra de António José Seguro do PS, o bloco central de interesses afirma-se agora disposto a rever a legislação que aprovou. É tarde.

Com esta lei do financiamento partidário, o parlamento, todo, leiloou o que restava de ética num convite aberto à troca de favores por dinheiro. Em fase pré eleitoral e com falta de dinheiro, o parlamento decidiu pura e simplesmente privatizar a democracia.
11.Maio.2009

Mafra e a cultura: é um privilégio para os municipes, e publico em geral, terem ao seu dispor estas iniciativas

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Lembrar Carlos Paião

A memória de um homem deve ser sempre lembrada, porque ao povo ele pertencia, com o povo sempre se deu bem, e todo o seu valor artistico o povo sempre lhe agradeceu. Conhecia-o muito bem. Assisti ao seu casamento em 1980 ou 81 na Igreja da São Domingos de Rana. Esta iniciativa da Camara Municipal de Mafra toca-me o coração.


Agradecimentos ao Dr. Rui Rodrigues do Gabinete de Comunicação da Camara Municipal de Mafra e disponham sempre do Bancada Directa . Tem havido umas falhazitas na publicação de alguns eventos mas isto vai melhorar.

O meu humor de Domingo


Jesus Cristo, cansado do tédio do Paraíso, resolveu voltar à terra para fazer o bem. Procurou o melhor lugar para descer e optou pelo Hospital de S. Francisco Xavier, onde viu um médico a trabalhar há muitas horas e a morrer de cansaço.

Para não atrair as atenções, decidiu ir vestido de médico. Jesus Cristo entrou de bata, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o gabinete do médico.

Os pacientes viram e comentaram:

- Olha, vai mudar o turno...

Jesus Cristo entrou na sala e disse ao médico que podia sair, dado que ele mesmo iria assegurar o serviço.

E, decidido, gritou:

- O PRÓXIMO!

Entrou no gabinete um homem paraplégico que se deslocava numa cadeira de rodas.

Jesus Cristo levantou-se, olhou bem para o homem, e com a palma da mão direita sobre a sua cabeça disse:

- LEVANTA-TE E ANDA!

O homem levantou-se, andou e saiu do gabinete empurrando a cadeira de rodas. Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou:

- Que tal é o médico novo? Ele respondeu:

- Igualzinho aos outros... nem exames, nem análises, nem
medicamentos... Nada! Só querem é despachar...

"GANDA" BASTONÁRIO!

Será possível um[a] jornalista ir tão longe, ainda por cima sub-directora duma estação de televisão?!

Chegar ao ponto de fazer perguntas, afirmações e fazer julgamentos perante o entrevistado, até ter apelidado de bufo, e outras insinuações completamente provocatórias, para além de não deixar o POA, Dr. Marinho Pinto completar o seu raciocínio estando constantemente a interromper.

Como um homem não é de ferro, perante tal descaramento, Manuela Moura Guedes ouviu o que não queria, e transformou o que devia ser uma entrevista de esclarecimento de algumas posições tomadas pelo entrevistado, numa verdadeira troca de agressões verbais do pior já visto em directo.

Tenho de referir que Portugal necessita de homens como Marinho Pinto [que muito admiro], frontais, sérios, que não tem medo de dizer as verdades e dizer o que muitos não tem coragem, ao enfrentar os lobbys instalados no país ao abanar determinadas estruturas, mesmo sabendo que mais tarde ou mais cedo estas [não vai tardar muito], o vão tentar calar! Infelizmente para todos...Pois bastonários anteriores a este, pouco interessam a justiça do país e a todos nós...

Finalmente alguém acorda os portugueses que estão cada vez mais acomodados com o tipo de jornalismo praticado em Portugal, protegido por uma política medíocre, cada vez mais capitalizada, que arrasta uma justiça e vários sectores importantes da sociedade, para a descredibilização e que leva ao desespero dos que ainda acreditam numa Republica democrática credível. É caso para dizer : Acordem POVO!

Para mim a melhor afirmação foi feita pelo entrevistado a jornalista:

"O que você faz aqui é violar todos os dias de forma sistemática o seu código deontológico, que duvido que o conheça!"

Eu pergunto, será que a senhora conhece?!! Duvido que ela e muitos outros conheçam.


sábado, 23 de Maio de 2009

Trinta centimetros? Não será demais?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Aqui há um bom par de anos havia na Assembleia da Republica um deputado do PS que tinha a alcunha do 25!

Tinha ficado num lugar na lista que não lhe permitiu ser deputado efectivo, mas em certa altura teve a oportunidade de substituir outro deputado e lá esteve em funções durante certo tempo, que não foi muito.

Não sei de que maneira se soube da alcunha do "chucha", mas soube-se e quando se lhe perguntava quem lhe tinha posto a alcunha e porquê , ele dizia que tinha sido na tropa mas o motivo não sabia mas calculava

Era uma risota pegada, e muitas crónicas que passavam na rádio na altura, mormente na TSF, versavam muitas vezes o tema "dos 25".

Vem isto a propósito duma foto de Vital Moreira que tem gesto que não lembra de certo modo o "25" mas sim algo mais. Talvez uns 30!

É caso para dizer: cuidado com o tipo.

Estamos em Tete: vejam a melhor forma de transportar cabritos.

Tenho a impressão de o "ginja" deve sentir um calor nas costas. Ser não fôr algo mais.

"Aveirorquestra 09". é o tema de Bancada Directa sobre a cidade de Aveiro

Hoje Sábado 23 de Maio e no próximo 30 de Maio, realiza-se o “Aveirorquestras09” sempre às 21.30 horas, no Auditório da Sociedade Musical Santa Cecília, na freguesia de São Bernardo.

Promovido no âmbito das Comemorações dos 250 Anos de Elevação de Aveiro a Cidade pela Sociedade Musical Santa Cecília com o apoio da Câmara Municipal de Aveiro, terá lugar nos próximos dois sábados o evento Aveirorquestras’09 que irá contar com as actuações da Orquestra de Bandolins de Esmoriz e a Orquestra Tuna Universidade de Coimbra no dia 23, e a Orquestra de Plectro – Albéniz (Santander) e a Orquestra Tuna Sociedade Musical Santa Cecília no dia 30.
Durante estes dois espectáculos, serão interpretados vários tipos de músicas por estas quatro grandes orquestras, sendo uma dela oriunda de Espanha.


Informações complementares:

A Orquestra-Tuna Sociedade Musical Santa Cecília composta por bandolins, guitarras, baixo acústico e contrabaixo, violoncelo e violinos como instrumentos de corda é completada por flauta transversal, clarinete, saxofone, trombone de varas e acordeão. Do seu reportório constam 80 músicas de várias origens e estilos com arranjos e orquestrações do actual Maestro Victor Saudade, podendo ter acompanhamento de piano e solistas vocais e coro.

Participou em eventos musicais por todo o país, incluindo Madeira e Açores e no estrangeiro (Espanha, França e Andorra). Em 2003, na comemoração do seu centenário editou um CD. A Sociedade Musical Santa Cecília, fundada em 1903, é uma Instituição de Utilidade Pública, com Medalha de Prata da cidade de Aveiro e de Ouro da freguesia de São Bernardo. Tem centenas de alunos na sua escola de música, de teatro, de dança, coro infantil e juvenil e realiza dezenas eventos culturais durante o ano, no seu auditório.


Programa:
Se eu fosse um barco de Aveiro de Pedro Moreira;
L`Amore Industrioso de J. Sousa Carvalho;
I like Chopin de Gazebo;
El dia que me quieras de Carlos Gardel;
Jesus bleibet mein freude de J. S. Bach;
Casta Diva de V. Bellini;
My way de Paul Anka;
Depois do adeus de J. Calvário - J. Niza; e
Uma 5ª de Beethoven de L. Beethoven.

A Orquestra de Bandolins de Esmoriz (OBE) foi fundada em 1984, pelo maestro Luís Marques Aleixo, com repertório composto essencialmente de temas tradicionais da música portuguesa e internacional e, também, originais.
Actualmente sob a direcção musical do maestro Luís Sá, a orquestra conta com 25 instrumentistas, amadores e profissionais, com idades compreendidas entre os 11 e os 78 anos, adoptando a configuração de orquestra de plectro, composta de bandolins (modelo português), bandolas, bandoloncelo, guitarras, guitarra-contrabaixo, piano e percussões. Apresenta um vasto repertório que se estende desde os compositores clássicos aos compositores populares, incluindo também originais.
Realizou concertos por quase todas as regiões de Portugal, representando a cultura portuguesa além fronteiras, particularmente em Espanha, França e Bulgária. Prepara-se para gravar em Junho um CD comemorativo dos seus 25 anos. O Grupo de Bandolins de Esmoriz organiza desde 2001, o “ComCordas – Encontro Musical de Cordas de Esmoriz”, espectáculo que tem como finalidade dar a conhecer orquestras de cordofones em especial as orquestras de plectro.

Programa:
Barcarola de Offenbach;
La Comparsita de Gerardo Matos Rodriguez;
Canção do Mar de Ferrer Trindade;
Concerto a4 de Carlos Seixas;
Solo 1 de Luís Sá;
Lady Madonna de J. Lennon/P. McCartney e
Palladio de Karl Jenkins.


A Orquestra da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, fundada em 1888, surge da popularidade da actividade musical entre os escolares na segunda metade do século XIX. A Tuna Académica da Universidade de Coimbra é uma orquestra que junta o agrupamento clássico de violinos, flautas e clarinetes ao popular, com as guitarras e bandolins, tocando um reportório desde o clássico ao popular e coimbrão.
Não é um organismo com actividade musical de circunstância mas um convívio de peculiares contornos onde a Medicina se associa ao Direito e as Ciências às Letras; onde cada um forma um conjunto que consegue transmitir a singularidade de ser estudante de Coimbra. Para além da Orquestra a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, tem uma Big Band, um Grupo de fados e uma Escola de Música. A Orquestra é dirigida pelo Maestro César Cravo.

Programa:
Hino Académico de J. C. Medeiros;
First Suite de J. B. Mouret;
Canção de Coimbra de Raposo Marques;
Balada do Rio Mondego de F. L. Lima de Macedo;
Cats Suite de A. Lloyd Webber;
Libertango de Astor Piazzola e
Canto de Paz de F. Lopes Graça.
A Agrupación Musical Albeniz – Orquestra de Plectro, fundada em 1968, por D. Teodardo Gutiérrez Alonso (1914-1003), com alunos e ex alunos do Instituto José Maria Pereda de Santander. A música de Pulso e Púa de raíz espanhola clássica e popular, mas também concertos de música barroca italiana e música moderna fazem parte do seu reportório.

Participou no Festival Internacional de Música de Plectro de Logronho, realizando intercambios com orquestras de Bulgaria, França, Alemanha, etc. O fundador e na altura Director da Orquestra, D. Teodardo Gutiérrez, foi graciado com a Medalha de Mérito Artistico, durante a tourné à Bulgaria, como reconhecimento do trabalho realizado pela Orquestra.

Faz concertos con Cantores de Opera e Zarzuela; com Coros da Região, com Orquestras de Camara, abragendo todos os estilos musicais. Completou o 40º aniversário, tendo como Director, António Pérez Rodríguez.


Programa:
Fuga en Sol m de J.S.Bach;
La llegada de la Reina de Saba G.F.Handel;
La musica nocturna de Madrid de L. Bocchreini;
Milonga deA. Ginastera;
Sevilla de I. Albeniz;
Habanera de Lucena;
El baile de Luís Alonso de J. Gimenez;
La máquina de escribir de L. Anderson;
Eleanor Rigby de The Beatles;
Forrest Gump de A. Silvestri;
Rapsódia Bohemia de Freddie Mercury e
La Comparsa de E. Lecuona.

Na Auto Europa qualquer coisa está a correr mal!

A marca de automoveis que teve no General Rommel o seu grande impulsionador nos desertos africanos está em crise de vendas. A velha "carocha" foi o campeão de vendas em Portugal durante muitos anos. O modelo está ultrapassado, mas os novos modelos entraram em desfavor na preferencia dos automobolistas. Será o fim do sonho automovel da empresa de Wolfsburg? Nos pasasados anos cinquenta e sessenta isto seria impensavel!

Leitores leiam lá a seguinte crónica do Bruno Proença

"Perante a ruptura das negociações entre os trabalhadores e a administração da Autoeuropa, o país acordou para uma possibilidade negra: a fábrica de Palmela pode fechar as portas.

Esta hipótese, a confirmar-se, será uma tragédia para a economia nacional. E a palavra tragédia não é, neste caso, uma hiperbolização. Deve ser lida no sentido literal, por várias razões, umas imediatas e outras estruturais.

No curto prazo, estão em causa nove mil empregos directos e indirectos. Caso a Volkswagen deslocalize a produção para a Alemanha, vão perder o emprego os trabalhadores da fábrica de Palmela, bem como muitos funcionários das empresas que fornecem componentes de carros. E são postos de trabalho que poderão ser perdidos para sempre. É preciso ter a noção de que pode estar em perigo a indústria nacional ligada ao sector automóvel, uma vez que os problemas na Autoeuropa somam-se ao fim da Opel na Azambuja e às dificuldades da PSA em Mangualde, além das paragens da Toyota.

Esta é a dimensão estrutural mais preocupante. O fim do sonho automóvel em Portugal pode ser uma realidade. Obviamente que as dificuldades não são um problema nacional, basta olhar para os Estados Unidos e ver como os gigantes revelaram pés de barro. Mas em Portugal pode ser o enterro de uma área particularmente importante. Está em xeque um ‘cluster' industrial numa economia que tem cada vez menos indústria e é no sector secundário que há maiores ganhos de produtividade. Além disto, o sector automóvel representou uma subida na escala de valor e é responsável por uma fatia importante das exportações.
Portanto, é importante evitar este cenário e garantir que a Volkswagen mantém a produção em Palmela. Para isto, os trabalhadores têm uma palavra importante. Não está em causa a razoabilidade das suas reivindicações - muitas são justas - mas chegaram no momento errado. A primeira prioridade deve ser salvar os empregos. É altura de ser mais compreensivo. E o Governo deve garantir as condições possíveis para que a âncora do sector automóvel português consiga ultrapassar esta crise."

Amigos leitores do Bancada Directa: vamos lá a levantar o moral. Bom fim-de-semana para todos

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Já entrámos no fim-de-semana e quase me ia esquecendo. Tristezas não pagam dívidas e vamos lá a alegrar-nos. A pequena merece.

ps) amigo Socialismo e Liberdade: ficou enjoado com os patinhos da semana passada?

O meu humor de Sabado.

MAIS UMA DUM ALENTEJANITO:
Ontem à noite fiz amor com a minha mulher quatro vezes seguidas - disse o algarvio - e de manhã, ela fez um delicioso crepe e disse que me amava muito, muito, muito.

-Ah, ontem à noite fiz amor com a minha patrôa seis vezes - resposta do lisboeta - e de manhã, ela fez uma deliciosa omeleta e disse que eu era o homem da vida dela.

Como o alentejano ficasse calado, o algarvio perguntou:

-Quantas vezes é que fez amor com a sua mulher ontem à noite?

-Uma - respondeu o alentejano.
-Só uma?! - exclamou o lisboeta. E de manhã, o que é que ela disse?

-Filho não pares!...

Agradecimento ao amigo Antonio Raposo



Queres reclamar? Já tens onde!


Muito simples.Se queres reclamar de um mau serviço, de uma empresa, de um produto, etc. já tens onde.http://www.livroamarelo.net/
Por outro lado, se tens dúvidas sobre determinada empresa podes fazer uma busca no próprio site.



Não deixes de divulgar o que está mal ou não foi cumprido por uma determinada empresa.
Assim estás a ajudar os outros a não caírem na mesma asneira de contratar serviços ou comprar produtos que não prestam.



Quantas mais reclamações forem registadas, menos possibilidades são dadas aos maus prestadores de serviços e produtos.

Divulga!

Sem palavras

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

O tipo afinal é massagista ou defesa central?

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Bela Vista versão São João do Estoril (Fim do Mundo). Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Conheço bem o Bairro do Fim do Mundo, logo ali a seguir à Galiza de São João do Estoril. Quem não o conhece nem tem uma pálida ideia do que aquilo é....

Faço ideia do trabalhão que os agentes da PSP tiveram para resolver e pôr cobro à situação. Em serviço entrei lá muitas vezes pela madrugada adentro. Apesar de ter os meus passos vigiados pelos "vigilantes" estratégicamente colocados, nunca tive problemas para sair de lá. Houve demolições e agora a zona é muito diferente. E bem estruturada.

Ora vejam o que ontem aconteceu por lá.

"Um jovem de 19 anos detido, dois agentes da PSP feridos, tiros de shotgun e gás-pimenta contra os moradores, pedradas contra a polícia. Este é o balanço da intervenção policial de anteontem à tarde no bairro do Fim do Mundo, em Cascais, que indignou os habitantes da zona (mais aqui)"

Preso por ter cão e, se calhar, preso por não o ter! Um dilema para Rui Costa

Fragmentos e Opiniões



Rui Costa terá mais algum tempo para provar que não chegou cedo de mais ao lugar que ocupa no futebol do Benfica.


No Benfica está chegada aquela fase, agravada pelo clima pré-eleitoral, em que se é preso por ter cão e igual sorte se não o tiver. Algo que se aplica particularmente à acção de Rui Costa. Se ficasse à espera das vendas para retocar o plantel, estaria a adiar decisões e a eternizar uma indefinição que poderia comprometer a nova época. Avançando para contratações não se livrou de estar a querer encobrir uma época de maus resultados e a entrar no jogo eleitoral por antecipação.

A meu ver fez bem quando optou no sentido contrário ao que tem sido regra no clube, que é adiar a definição do plantel até ao fim de Julho, para comprar depois (ou pedir emprestado), porventura mais barato mas de modo avulso e sem adequação a uma identidade de jogo que se pretende alcançar.

Uma certeza: em nome da coerência, deve reconhecer-se que, com Rui Costa, o Benfica aproximou-se daquilo que se aplaude – e bem – no Porto e no Sporting, que é a capacidade de recompor o plantel de forma adequada e criteriosa, mostrando que houve “trabalho de casa” bem feito (leia-se prospecção efectiva para conhecimento do mercado disponível).

Uma dúvida: qual o treinador que deu aval a estas contratações, Quique ou já Jesus? Em ordem ao bom aproveitamento dos futebolistas em causa é quase obrigatório que tenha sido o que vai trabalhar com eles.

Em relação ao plantel, só era justo reprovar Rui Costa se as contratações já conhecidas fossem prenúncio de uma nova revolução. Não acredito. Na época passada teve de a fazer, que era muito má a herança do ano de todos os erros (saída de Simão Sabrosa, dispensa de Fernando Santos, contratação de Camacho, etc.).
Mesmo assim, e tendo noção de que houve muito mais dinheiro disponível que em qualquer outro ano, comparar Suazo, Reyes, Pablo Aimar, Amorim, Carlos Martins, Yebda ou Sidney com alguns dos “achados” das épocas anteriores – Zoro. Edcarlos, Sepsi, Marco Ferreira, Miguelito, Binya, Manduca, Makukula, Kariaka ou André Diaz – dispensa comentários.


É certo que foi errado a opção de escolher Quique Flores para treinador, o que veio comprometer toda a época de estreia de Rui Costa a dirigir.

Mas Quique Flores não era, obviamente, a solução errada à partida, sendo jovem, seguramente ambicioso, bom comunicador e com experiencia de boas equipas e num grande campeonato. Quantos jornalistas, comentadores ou simples adeptos desaprovaram a contratação do espanhol no Verão passado? Poucos ou nenhuns.

Certo é que Rui Costa não se pode enganar outra vez no treinador. Até por uma razão fundamental: vai ser a capacidade do novo técnico a decidir também as eleições no clube em Outubro.

Se a equipa começar mal, desta vez pode não ser apenas o técnico a ter um curto prazo de validade. Pelo contrário, se estiver bem após 7 ou 8 jornadas – a Liga começa a meio de Agosto – nenhuma alternativa irá ameaçar o novo mandato de Luís Felipe Vieira e Rui Costa terá mais algum tempo para provar que não chegou cedo de mais ao lugar que ocupa no Benfica.

Carlos Daniel.

Magia: caros leitores expliquem-me como isto é possível?

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Cartão Unico de Cidadão. Obtê-lo a quanto obrigas. E tratar de assunto no IEFP idem,idem, aspas, aspas.

Portugal, país de bichas (salvo seja)

Vila de Sintra. Conservatória do Registo Civil. Sexta-feira 22 de Maio. 7h00 da manhã.

Forma-se uma bicha a partir das 5h45 da manhã para se obter uma das 24 senhas que são distribuidas diariamente para obtenção do Cartão Único de Cidadão.

É caso para dizer: Cartão de Cidadão a quanto obrigas. Louve-se a extraordinária simpatia que todo o pessoal da Conservatória demonstra para os cidadãos utilizadores dos Serviços. Bem hajam. E não fazem benesses a ninguém. São apenas justos e eficientes. E entram todos a horas. Até o Conservador.

Olho um pouco mais para baixo e no passeio oposto lobrigo outra fila para tratar de assuntos de emprego ( o mais certo será de desemprego) no Instituto do Emprego e Formação Profissional. E segundo vozes que se ouviam, parece que em Lisboa as bichas serão cinco ou mais vezes maiores.
Claro que um dos interessados no Cartão de Cidadão era eu e porque era um dos primeiros lá me despachei às 10h30

Fotos Bancada Directa

Mundo Policiário 23/09 (último)

Mundo Policiário 23/09 (último)

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre presentes.

Com naturalidade Mundo Policiário chega ao fim da sua estrada

Teve a sua vida. Teve o seu espaço. Teve o seu tempo. É chegado o momento de terminar! Apenas quatro palavras na despedida: Fiquem bem, amigos policiaristas.

"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)

E em jeito de despedida, transcrevo um poema de Mia Couto

Não saberei nunca dizer adeus.
Afinal,
Só os mortos sabem morrer.
Resta ainda tudo
Só nós não podemos ser.

Talvez o amor
Neste tempo
Seja ainda cedo

Não é este o sossego
Que eu queria ter
Este exílio de tudo
Esta solidão de todos.

Agora
Não resta de mim
O que seja eu
E quando tento
O magro invento de um sonho
Todo o inferno me vem à boca

Nenhuma palavra
Alcança o mundo, eu sei
Ainda assim
Escrevo

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Futebol cá na nossa terra. O tema é as "dívidas dos clubes".Vai haver um final de época agitado

Futebol cá na nossa terra vai ter um fim de época agitado!


Nove clubes arriscam despromoção por dívidas a futebolistas

Nos processos de candidatura a apresentar na Liga, os clubes ou SAD têm de provar que no final dos campeonatos desta época não tinham salários em atraso.

Caso os clubes não consigam provar a inexistência de dívidas aos jogadores, segundo a LPFP incorrem em sanções que passam pela desclassificação à divisão inferior na temporada 2009/10, a perda do direito de promoção ou a exclusão das competições profissionais.

Clubes em risco
I Liga
Estrela da Amadora (nove meses em atraso)
Vitória de Setúbal (cerca de quatro meses)
Belenenses (dois meses)
Leixões (dois meses)
Naval 1.º de Maio (um mês e meio)

Liga de Honra
Boavista (seis meses)
Varzim (quatro meses)
Beira-Mar (três meses)
Estoril-Praia (dois meses e meio)

Sobre futebol e os seus dirigentes Antonio Raposo diz de sua justiça!

Fragmentos e Opiniões
O Futebol e os seus dirigentes



Infelizmente, o futebol está cheio de gente, autênticos arrivistas e oportunistas.

Vêm para o futebol para serem conhecidos. Normalmente tem bom poder económico mas muito baixa valorização como cidadãos.

Aliás o baixo nível no futebol está em consonância com os políticos europeus. Berlusconi, é um caso paradigmático, mas a
Europa está cheia deles…

Os exemplos não faltam. Estou a lembrar-me do Sintra que passou pelo Sporting e de um anterior a quem chamavam “o bigodes” que acabou fugindo para Africa.

No Boavista tínhamos o major. Um personagem que assumiu – deu uma entrevista – onde afirmou que começou a ganhar a vida afastando do circuito da alimentação da tropa, em África, uns saquitos de batatas…e foi por aí acima, ganhando a vidinha. O Clube já foi de pantanas, ele está aí firme e hirto. Um lutador!

Pelo Benfica tem passado caras larocas. Lembro-me de um Vale e Azevedo, actualmente em Londres, em férias…Agora o Clube tem lá um que a investigação policial chegou à conclusão que ajudava aqueles bons rapazes das claques a introduzir
no campo de jogos artefactos de luz e som (leiam-se petardos) para “acagaçar” os adversários.

Se se provar isso, acho que a massa associativa do Benfica devia correr com ele – na hora!

O futebol está cheio de arrivistas. Tem que dar uma volta muito grande para ganhar de novo a credibilidade.

Antonio Raposo ( com os votos do Adriano Ribeiro de que te encontres em franca recuperação e que esse espirito alegre te volte depressa)

Uma questão de bom senso (ou falta dêle?)

Fragmentos e Opiniões

Ministro das Finanças não estranha aumento dos spreads dos bancos

O ministro das Finanças não estranha o aumento dos «spreads» por parte dos bancos por entender que esta é a resposta possível das instituições bancárias face ao actual cenário de crise, de acordo com as declarações que hoje prestou perante a comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, na Assembleia da República.“«Não estranho que haja um aumento de spreads», disse Teixeira dos Santos, ressalvando que não ficará indiferente a eventuais abusos.

“Não podemos ficar indiferentes ao agravamento de ’spreads’ injustificados ou abusivos”, sublinhou.

No entanto, o ministro deixou claro que estes assuntos não serão tratados na “praça pública” e sublinhou “o papel dos supervisores”. As declarações do titular da pasta das Finanças surgem três dias depois de o Diário de Notícias ter informado que “os bancos fizeram ‘disparar’ o valor da margem financeira que somam à taxa de juro [spread], com agravamentos quase mensais, em alguns casos de mais de 30%, para valores acima dos três pontos percentuais.
Resultado: se o cliente não passar na avaliação de risco do banco e só conseguir contratar os spreads máximos ficará a suportar, em alguns bancos, juros acima de 5%. Isto numa altura em que a média da Euribor a seis meses (a taxa de juro mais usada) está nos 1,7%…

”O DN acrescentou que “também as margens mínimas foram actualizadas, sendo hoje o valor mais baixo os 0,65 pontos percentuais praticados pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), seguida pelos 0,7 pontos do Santander Totta e os 0,8 pontos do Banco BPI. No caso do Banco Espírito Santo (BES), o seu spread mínimo duplicou, passando de 0,55 pontos para 1,1 pontos.”
Para os clientes que pretendem um novo crédito à habitação “estes spreads mínimos são difíceis de alcançar”, acrescenta o jornal. “O valor mais alto - adianta - é aplicado pelo Millennium BCP, com um spread de 3,6 pontos. Segue-se-lhe o BES, com um máximo de 3,3 e a pública CGD, com 3,15 pontos.
A bonomia de Teixeira dos Santos face às práticas da banca comercial em matéria de juros também se fez sentir no discurso que proferiu hoje, em Lisboa, durante a conferência “As Estratégias para um Novo Ambiente”, organizada pela Atkearney.O ministro considerou que o país estará “num ponto de viragem ou próximo de um ponto viragem”.

Nesse sentido, Teixeira dos Santos sustenta que “não podemos lutar contra esta crise tirando os olhos do que vem a seguir [retoma]”, sugerindo que a estratégia do Governo deverá passar pelo combate em duas frentes - retomar o processo de correcção orçamental e fazer crescer o PIB.

Viragem só se for para o abismo.
Se acontecer uma Argentina por cá, depois das malditas eleições, vamos ver se ri tanto e se fica com um bom sorriso.

Agradecimento ao "toupeira"

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

O Cristo - Rei fez 50 anos de idade. E está ali muito direitinho e sem reumático visivel!

O Cristo Rei fez cinquenta anos. Ainda é um jovem!

Bancada Directa apresenta a sua humilde homenagem pela passagem do cinquentenário da inauguração do monumento do Cristo - Rei. Monumento este que, estando em Almada, tornou-se num dos símbolos da região de Lisboa.

A imagem abaixo foi extraída do filme de uma outra inauguração, a do Estádio do Restelo, casa do histórico Clube de Futebol "Os Belenenses". - em 23 de Setembro de 1956:
Repare-se como era diferente a paisagem: ainda não havia ponte, e do monumento ao Cristo-Rei ainda (ou já, considerando a data) só existia o "pedestal".
Permitam a nota de um adepto do Belenenses. Na esplêndida vista que temos do nosso estádio, o Cristo-Rei também se tornou especial companheiro de tantas jornadas. Por graça (sem malícia) diz-se que os braços abertos estão à espera do Belenenses ser novamente campeão para bater palmas...

Agradecimento de Bancada Directa ao blogue "de lisboa", pela foto de 1956 e parte do texto..

Remunerações transparentes. É o tema dos nossos "Fragmentos e Opiniões" de hoje


Remunerações transparentes.

É o tema de Fragmentos e Opiniões de hoje.


Na minha juventude, o povo era anestesiado com futebol, fado e Fátima. Agora é a desgraça do Quique Flores. O orgulho na lusitana vivacidade do cão Bo. As remunerações dos gestores.

E quando se trata do patacão pago a administradores, mesmo que 42% vão direitinhos para o Estado, a inveja, temperada com demagogia, fica mais assanhada. É verdade que vimos assistindo a actos opacos na gestão de algumas empresas, praticados por vaidosos inchados pelo status sem correspondência nos resultados e na ética.

Quando as broncas se descobrem, a necessidade da transparência vem à baila. Mas mal vão as coisas quando esta tem de ser imposta ou é considerada nefasta.
A revelação das remunerações individuais dos administradores de empresas cotadas está na baila. Há os que são a favor. Sentem orgulho nos resultados que as justificam. Outros revelam-se abertamente contra. Não seguramente pela modéstia do que recebem.

E há os que estão sempre de acordo com a opinião do patrão. Costa Pina assinou um despacho que define metodologia no sentido desta regra de transparência ser aplicada nas empresas em que o Estado é accionista minoritário. Nas que detém a totalidade ou a maioria do capital, é automática.

Trata-se de um secretário de Estado experiente em governo de sociedades. Sabe que nas sociedades em que o Estado é minoritário, este não pode impor a vontade. Seria um desastre para o mercado de capitais.

Mas andou bem em obrigar os representantes do Estado nos órgãos que têm a competência para definir essas regras a votarem nesse sentido. O Governo não pode ser acusado de pactuar com os malabarismos que têm impedido esta generalizada e saudável regra de transparência.

A divulgação individual e completa das remunerações, que deve incluir o auferido nas participadas, representa um acto de respeito pelos accionistas.
E revela orgulho no que foi justificadamente ganho. Só os que se envergonham daquilo que lhes é pago podem recear que os accionistas e a sociedade o saibam.

Problema diverso é quando bons rapazes, bem vestidos, bem relacionados e bem-falantes fazem borradas e recebem milhões. Mas a nossa sociedade até os tolera. O que a põe em transe é o sucesso.


Seja de político, de gestor ou de empresário. Até os bons resultados de algumas empresas incomodam. Não são apenas as crises tipo subprime que moldam o comportamento de muitos portugueses responsáveis. É também a crise "submind", temperada com alguma incompetência e muita inveja. E esta nunca é transparente.

António de Almeida

Os nossos monumentos.Era o vinho, meu Deus era o vinho!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Lembram-se daquela canção popular qb., que exaltava os valores vinícolas?

Salvo erro era assim a letra:

Era o vinho, meu Deus era o vinho
A coisa que eu mais adorava
Só por morte, meu Deus
Só por morte.
Só por morte o vinho eu deixava.

Ao ver este monumento, da canção me lembrei.

Pegões. Segunda feira 18 de Maio de 2009. 11h00

Será que os agressores do Dr Dias Ferreira se toldaram com estes vapores?

Em todo o caso beba com moderação!


fotos Bancada Directa

Uma vergonha sem limites...

Dias Ferreira agredido ALEGADAMENTE DEVIDO À INTENÇÃO DE SE CANDIDATAR ÀS ELEIÇÕES


Dias Ferreira foi agredido na tarde desta 3.ª feira por dois indivíduos, junto ao seu escritório, em Lisboa, alegadamente devido à sua pretensão de se candidatar à presidência do Sporting, confirmou à Lusa a mulher do advogado.

Dias Ferreira encontra-se em bom estado de saúde, mas a descansar no seu escritório, adiantou ainda a mulher do membro do Conselho Leonino, escusando-se a dar mais pormenores.

Momentos antes, o provável candidato à presidência do Sporting, juntamente com José Eduardo Bettencourt e Paulo Pereira Cristóvão, disse à SIC Notícias que os dois indivíduos o "aconselharam a abandonar"
a corrida à liderança do emblema de Alvalade.

Dias Ferreira disse 2.ª feira que estava "mais inclinado a avançar" com a candidatura do que a abdicar da ideia.


Faltava uma Explicação...A do costume...



“Sistema” obriga a história a repetir-se”

Erros estratégicos das arbitragens contra o Benfica e a “protegida” consistência que o Sporting revela no último terço da Liga têm sido determinantes para o posicionamento final das duas equipas.

Mais do mesmo. A história repete-se em nome dos interesses do “sistema”. O Benfica voltou a terminar a primeira volta à frente do Sporting (nas últimas quatro épocas, apenas na temporada 2006/07 isso não aconteceu), mas à entrada para as últimas oito jornadas a tendência é quase sempre a mesma, ou seja, o Sporting não vacila ao invés do Benfica que vai sofrendo na classificação as consequências de erros de arbitragem com influência no resultado. Para que conste: desde 1999, apenas em três épocas o Benfica conseguiu classificar-se à frente do Sporting. É a consequência prática da aliança tácita entre Sporting e FC Porto para afastar o Benfica da possibilidade de lutar pela Liga dos Campeões.
Paralelamente aos erros de arbitragem, há ruídos exteriores que se adensam nesta fase do último terço da temporada. Críticas que colocam em causa todo o trabalho que foi delineado no início da temporada e que levaram Ronald Koeman a afirmar que “em Portugal um boi é branco e amanhã é preto” e já esta época Quique Flores a dizer que não pode haver um “Pólo Norte e um Pólo Sul”.

Fonte site Slbenfica

Lesão impressionante...

Edgar Andrade de apenas 21 anos que joga no Cruz Azul da primeira divisão do México num jogo contra a equipa do Tecos teve esta impressionate lesão [uma das piores imagens vistas no futebol]:

terça-feira, 19 de Maio de 2009

O seu a seu dono! Seriedade a quanto obrigas. Coisas das Finanças.


Andam para aí uns malandrotes a acusar o Estado de ser um mau pagador e um caloteiro...

Ora vejam o exemplo deste documento e digam lá se não há má lingua...

Cliquem na imagem para aumentá-la

Recordar é viver: 40 anos já passaram!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Como o tempo passa depressa. Ainda parece que foi ontem, mas já passaram quatro décadas.Ora então oiçam um grande êxito dessa altura

Orchestral Manoeuvres In The Dark Electricity- 1979


Fragmentos e Opiniões: Bom senso precisa-se!

Fragmentos e Opiniões: Bom senso precisa-se


Será uma ofensa para quem passa grandes dificuldades nos dias de hoje, gastarem-se fortunas em propaganda partidária, que em geral não serve para nada

Sabe-se que o financiamento partidário e das campanhas eleitorais é um dos principais factores da corrupção e do tráfico de influências. Por isso se exigem normas "apertadas" que o limitem e quanto possível permitam o seu efectivo controlo.
Nesse sentido, a Lei 19/2003 representou um assinalável avanço. Mas, agora, todos os partidos aprovaram um desastroso retrocesso, permitindo a entrada em dinheiro "vivo", nos cofres dos partidos, de mais de um milhão de euros, e diminuindo dramaticamente a capacidade de fiscalização das receitas e das despesas.

A pretexto de resolver, como se admite fosse feito, o "caso" das receitas da Festa do Avante! (PCP), abriu-se a porta aos desmandos e inverteu-se o esforço de "moralização" da vida pública. Além do mais - como distracção ou incompetência, se não se previram as consequências das alterações aprovadas -, o Parlamento mostrou uma grande insensibilidade perante as expectáveis reacções da opinião pública, dando mais uma machadada na sua fiabilidade e no seu já tão abalado prestígio.

Para cúmulo, parece que os maiores partidos ainda aumentarão, alguns muito, as suas despesas. Fará isto sentido, terá lógica e será mesmo moral, no momento de crise grave, de tanto desemprego e tanta miséria, como o que vivemos? E como podem, assim, os cidadãos acreditar nos políticos?

Deixando de lado a necessidade de partidos e candidatos se respeitarem, não seguindo a via da demagogia e da agressividade, creio que os cidadãos exigem dos políticos, neste longo período eleitoral, que, no mínimo, tenham bom senso. E, tendo-o, não cometam a ofensa a quem passa tão grandes dificuldades de gastar fortunas em propaganda partidária, que ainda por cima em geral não serve para nada.

Nem sequer para conquistar votos. Por exemplo, há dias vi um desses enormes cartazes (amiúde irrelevantes ou mesmo imbecis), já para as autárquicas, onde se lia: "Basta de autarcas agarrados ao poder." O cartaz era do PS e visava o presidente da Câmara local, do PSD, no cargo vai para 16 anos. Só que, a pouco mais de cem metros, começa outro concelho, cujo presidente, do PS, ocupa o cargo vai para vinte e oito...
O mínimo de bom senso é também o que se exige para pôr termo ao lamentável processo da não-eleição do provedor de Justiça, reflectindo a partidarização excessiva, por vezes doentia, da vida política portuguesa. Pela primeira vez, há quatro candidatos, de três dos quais - apresentados pelo PS, PCP e BE - sou amigo antigo e sei terem qualidade(s), além de currículo cívico, para o cargo: Jorge Miranda, Guilherme da Fonseca e Mário Brochado Coelho. Da candidata do PSD, Maria da Glória Garcia, prof.ª de Direito na Católica, que não conheço, sei que ouvida, como os demais, no Parlamento, defendeu dever a acção do provedor ser sobretudo de "bastidores".

Ora, se o Estatuto do provedor dispõe que ele deve assegurar "através de meios informais, a justiça e a legalidade do exercício dos poderes públicos", penso que tais meios, para serem eficazes, em geral exigem, antes, tomadas pública de posição, divulgação e/ou denúncia de comportamentos que afectem os direitos, liberdades, garantias e interesses legítimos dos cidadãos. O que terá tanto mais impacto quanto mais visibilidade, força, prestígio, currículo, autoridade científica e moral para dizer o que precise de ser dito tiver o provedor. A esta luz, e só os candidatos apresentados pelo PS ou PSD tendo possibilidade de ser eleitos, parece-me óbvio que quem apresenta perfil mais adequado é Jorge Miranda.

Desde logo como um dos dois ou três principais artífices da Constituição da República e como jurista que nunca calou a sua voz em defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Seria, aliás, um novo duro "golpe" para as instituições democráticas se ele não lograsse obter os dois terços de votos necessários para ser eleito. Apesar de tudo, não acredito que isso possa acontecer.

José Carlos Vasconcelos

Imperdível ver os "The Devils Acrodunk Great :Mix-Tape

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segunda-feira, 18 de Maio de 2009

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Falemos do cancro do cólon e do recto.

O saber não ocupa lugar:
Temas de Medicina.
Falemos do cancro do cólon e do recto.



De pólipos a cancro

O cancro do cólon e do recto é a segunda maior causa de morte por doença oncológica no nosso país. É o que dizem as estatísticas, mas a percepção dos portugueses é bem diferente; um estudo efectuado em 2007 concluiu que este cancro ocupa o quinto lugar entre os mais conhecidos, sendo que 20% dos inquiridos nunca ouviram falar da doença. E, no entanto, surgem todos os anos cerca de cinco mil novos casos, mais de metade dos quais (59 por cento) mortais pois são detectados em fases já muito avançadas.

Os homens são os mais afectados por este cancro que, na maioria das vezes, começa com desenvolvimento de pequenos grupos de células benignas, os pólipos. Tanto podem estar localizados no cólon (o intestino grosso) como no recto (a ultima porção de intestino antes do ânus).
Com o tempo alguns destes pólipos podem evoluir para cancro, existindo outros factores de risco para o seu aparecimento. E nem sempre há sintomas iniciais da doença. Quando aparecem, não são sempre os mesmos, variando em função do tamanho do tumor e da sua localização. Mas são de esperar, nomeadamente, alterações nos hábitos intestinais, incluindo diarreia ou obstipação (prisão de ventre), e alterações persistentes na consistência das fezes por mais de duas semanas.

A presença de sangue nas fezes ou hemorragia rectal é outro sintoma importante, embora não seja automaticamente sinal de cancro: pode ser consequência, por exemplo, de hemorróidas ou de uma fissura no ânus. Além disso, a cor avermelhada das fezes pode induzir em erro, não existindo sangue: é que há alimentos, como a beterraba, que lhe conferem essa coloração. Fezes escuras também podem resultar da toma de medicamentos anti-diarreicos ou de suplementos de ferro, não sendo sinónimo de doença.
Entre os sintomas incluem-se ainda desconforto abdominal persistente com dor e flatulência (gases), fraqueza ou fadiga, perda de peso inexplicável, sensação de não conseguir esvaziar por completo o intestino.

O risco é maior a partir dos 50 anos de idade.

Como acontece com a maioria dos cancros, a causa exacta deste é desconhecida. O que se sabe é que existem factores de risco, a começar pela idade: a probabilidade aumenta bastante a partir dos 50 anos, embora não seja impossível que se manifeste antes. Antecedentes pessoais ou de familiares de pólipos ou cancro do cólon e do recto também aumentam o risco, bem como a existência de outras patologias que afectam o sistema digestivo, como colite ulcerosa ou doença de Crohn.

A obesidade e a diabetes pesam igualmente nesta balança, bem como o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas. Também a dieta parece ter influencia, com os estudos científicos a apontarem, embora não conclusivamente, para um risco acrescido associado a um baixo consumo de fibras, legumes e fruta e a uma ingestão excessiva de gorduras e calorias.

Estes são os factores de risco, o que significa que é também por eles que passa a prevenção. Naturalmente que não é possível actuar sobre a idade, modificando-a, mas é possível adoptar comportamentos preventivos a partir dos 50 anos, mediante a realização de despistes regulares. É que a detecção precoce dos pólipos é determinante para o prognóstico.

Já sobre os factores de risco relacionados com o estilo de vida é possível agir: introduzindo as necessárias alterações na dieta (sempre desejáveis do ponto de vista da saúde) e reduzindo ou mesmo evitando o consumo de álcool e o hábito de fumar. A actividade física também ajuda, pois existem dados que sugerem que pode baixar em 24 por cento o risco, para 30 minutos de exercício físico cinco vezes por semana. Além de que o exercício combate a obesidade, também associada ao cancro do cólon e do recto (bem como outras doenças que importa prevenir, como as cardiovasculares).

Cirurgia no caminho do cancro

A detecção precoce é fundamental como noutros tipos de cancro. E aqui passa por consultar o médico perante os sintomas, como por exemplo, a presença de sangue nas fezes. Perante a suspeita, são realizados vários testes de diagnóstico. E, se se confirmar a existência de um tumor, serão pedidos testes adicionais para identificar o estádio de desenvolvimento em que se encontra. Consideram-se cinco estádios, sendo que no primeiro o cancro está confinado à parede interna do cólon ou do recto, - é o chamado carcinoma in situ, e no ultimo já se espalhou para outros órgãos, como o fígado ou os pulmões, depois de ter invadido os nódulos linfáticos mais próximos.

É em função da extensão do cancro que o tratamento é definido, considerando-se três opções: a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. A cirurgia é o mais comum, mas há procedimentos diferentes consoante a massa cancerígena a remover. Assim, pequenos pólipos podem ser removidos através de colonoscopia (técnica que consiste na introdução de um tubo flexível pelo recto, também utilizada para a observação do intestino). Cancro na fase inicial pode ser tratado por laparoscopia, uma técnica cirúrgica pouco invasiva que envolve a introdução de um tubo através de uma pequena incisão na região abdominal.

Apanhados

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O desporto na minha terra. Alcochetense é Campeão da 1ª Divisão da AF de Setubal. Jogará na próxima época na III Divisão Nacional.

O desporto na minha terra.

Alcochetense é Campeão da 1ª Divisão da AF de Setúbal e jogará na próxima época na III Divisão Nacional.

Parabéns Alcochetense

Seis minutos de compensação, ansiedade crescente nas bancadas. Cânticos de incentivo. Bandeiras desfraldadas. À medida que o cronómetro avança, a impaciência aumenta. Já se assobia. A reclamar pelo teimoso do apito do árbitro que tardava a sentenciar os 90 minutos já esgotados para que a justiça se pinte de tons verde e branco.

O apito soou três vezes para dar por fim a partida, mas bastou a primeira apitadela para que as largas centenas de adeptos alcochetanos, já há longos minutos de pé, pudessem dar largadas à sua alegria e comemorar mais um título. O António Almeida Correia (o Foni) era tomado por uma onda de euforia e de orgulho. No relvado gerava-se a confusão…abraços, lágrimas, sorrisos, correrias loucas….festa merecida! O Alcochetense sagrava-se campeão da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal.

Um golo de Marinheiro – que correspondeu à cobrança de um pontapé de canto para o meio da área adversária com um cabeceamento irrepreensível - , logo no reatamento dos segundos 45’, fez com que a “nau verde e branca” chegasse a bom porto. Triunfo por 1-0 sobre o Zambujalense e, consequentemente, ficava garantido o regresso à III Divisão Nacional.
O desperdício de uma grande penalidade, por Tiago Fernandes, com o esférico a acabar por embater no ferro da baliza contrária, numa altura em que o empate subsistia no marcador, assim como a postura ultra-defensiva do adversário, que se viu reduzido a dez unidades na segunda etapa por expulsão de um dos seus elementos, resumia a historia de um jogo que teve sentido único: o da baliza de quem sabia que um ponto dava jeito ao vizinho do lado. Temos pena!”, deveria ter dito no final o campeão.

Os pormenores

Aquele que começou por ser o “calcanhar de Aquiles” da formação campeã, viria a revelar-se a sua maior força. Se até à 8ª jornada o conjunto verde e branco somava por derrotas as partidas disputadas em terrenos alheios, daí em diante alterou-se por completo. Ironicamente, o Alcochetense acabou por sagrar-se campeão à custa do desempenho registado fora de casa. Em casa o Alcochetense consentiu 3 empates, alcançando 12 vitórias; fora, conquistaram 10 vitórias e um empate, registando nas quatro primeiras deslocações as únicas quatro derrotas sofridas no campeonato. Isto enquanto o Sesimbra fez o pleno na Vila Amália, com 15 vitórias em outras tantas partidas, registando três empates e cinco derrotas fora. O segredo do Alcochetense foi saber transformar a sua maior fraqueza, na sua maior força.

Em todos os campeonatos nacionais oficiais, apenas cinco equipas em Portugal fizeram igual ou melhor do que o Alcochetense esta época, com 23 jogos consecutivos sem perder. Montalegre (AF Vila Real), e AD Fafe (AF Viana do Castelo), ambas mantiveram-se invictas durante trinta jornadas. AC Felgueiras (AF Porto), Esperança de Lagos (AF Algarve) e Pedroguense (AF Leiria) registaram igual marca à dos alcochetanos, ou seja, 23 jogos sem perder. Isto com a particularidade de, excepção feita aos dois primeiros casos, o Alcochetense ter sido o único clube a realizar a sua série invicta nos últimos 23 jogos dos campeonatos

Agradecimento ao Jornal do Montijo

Espectacular este vídeo! Tropfest NY 2008 - The Winner.

O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou há 17 anos em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York. O vencedor do ano passado foi este filme, totalmente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares - cerca de 30 euros (!) - e é um tratado de inteligência e criatividade ao serviço de uma causa, denunciando uma chaga social cada vez mais presente.

O desporto na minha terra.Futsal. Campeonato Nacional da II Divisão.Série B. Sporting de Vila Verde é campeão e jogará na próxima época na I Divisão.

Parabens Sporting de Vila Verde
Ao bater no sabado passado no seu pavilhão a turma do Ismailitas por 5-4, o Sporting Clube de Vila Verde garantiu a conquista do título de campeão da SérieB, da II divisão, e garantiu a correspondente subida ao escalão maior do futsal nacional na próxima época.
Ao intervalo, os leões de Vila Verde, a localidade da freguesia da Terrugem do Concelho de Sintra, perdiam por 3-0, e só nos minutos finais é que conseguiram superar a desvantagem e chegar à vitória, perante um pavilhão completamente cheio, a rondar as nove centenas de espectadores.

Acompanha o conjunto da freguesia da Terrugem os lisboetas do Onze Unidos que foram ao reduto do Amarense golear por 8-0!

Parece milagre, mas não é! O antes e o depois. Obesidade Mórbida para que te quero.?


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Estas duas fotos são elucidativas. Trata-se de alguém, que não podendo conviver com a obesidade que a apoquentava, resolveu sujeitar-se a uma cirurgia a preceito para voltar ao seu estado normal. E o sucesso está bem visível nas fotos que apresentamos.

O antes

O depois

Apresentamos aos nossos amigos leitores o pequeno texto que nos enviaram esta noite com o envio das duas fotos:

A Marlene L.P. tem agora 26 anos.

Aos 23, em Setembro de 2006 recebeu uma banda gástrica quando tinha 100 Kg de pêso.

Perdeu bem peso mas para poder comer melhor retirou a banda e fez bypass gástrico em Abril de 2008.

Tem hoje 65 Kg e está óptima e sem qualquer queixa…

Bancada Directa apenas faz este comentário: que belo aspecto que a Marlene L.P. hoje tem. Qaundo se trata de não ser um milagre, mas sim fruto de novas técnicas em voga na "medicina" de hoje, é caso para dar os parabens não só à doente que se decidiu a ser operada, mas também ao "pessoal médico" que com a sua intervenção permitiu à Marlene melhorar a sua qualidade de vida. Parabens.

Agradecimento ao Dr. Rui Ribeiro
(fotos propriedade de Marlene L.P.)

domingo, 17 de Maio de 2009

Congratulations

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Temas de Desporto. A opinião de Adriano Felipe sobre "Regulamento de Licenciamento de Clubes".

Pela importância do tema, publicamos um artigo de opinião de Adriano Filipe, vice-presidente da AFL, e ex-presidente do Conselho de Arbitragem.

Poucos se preocupam ...De acordo com as directivas da Uefa, obriga que todos os Clubes que participem em provas organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol, tenham de estar licenciados, para isso tem que obrigatoriamente cumprir com determinados requisitos, quer financeiros, técnicos bem como as condições das suas instalações desportivas, que a avaliar pelo Manual de Licenciamento de Clubes, elaborado pela Federação e enviados às Associações Distritais de Futebol, dificilmente e no panorama actual dos Clubes, algum possa cumprir, na sua totalidade.

A Direcção da Associação de Futebol de Lisboa, à qual pertenço, logo que recebeu o Manuel de Licenciamento de Clubes, enviou o mesmo a todos os Clubes que disputam os Campeonatos da Segunda e Terceira Divisão Nacional e ainda aos Clubes que disputam a Primeira Divisão de Honra, solicitando contributos ou sugestões ao mesmo, acontece que só três Clubes o fizeram, por telefone discordando do mesmo.

A Direcção da Associação, promoveu ainda, uma reunião com os seus Clubes, para novamente obter contributos, ou sugestões de alteração ao Regulamento de Licenciamento de Clubes, onde compareceram o Futebol Benfica, que também representava o Atlético Clube de Portugal, o Sport União Sintrense e o Clube Oriental de Lisboa, infelizmente só estes Clubes se interessaram por um documento que a ser aprovado como está elaborado, vem e de que maneira limitar o numero de Clubes que possam participar nestas provas.

Está agendada a sua discussão e votação, para a próxima Assembleia-geral da Federação Portuguesa de Futebol, marcada para o dia 23 de Maio, onde a Associação de Futebol de Lisboa, vai propor o adiamento do mesmo.

Para os Treinadores e de acordo com o Regime Jurídico da Formação Desportiva no Quadro da Formação Profissional, foi regulamentado e publicado através do Decreto-Lei nº. 248/A/2008, publicado em 31 de Dezembro de 2008, que estabelece o regime de acesso e exercício da actividade de treinador de desporto.

Adriano Filipe
Agradecimentos ao "Sintra Desportivo"

sábado, 16 de Maio de 2009

Fragmentos e Opiniões. Antonio Raposo diz de sua justiça

Fragmentos e Opiniões


A INGENUIDADE DOS LEGISLADORES
“CONTAS DO EXTERIOR DECLARADAS NO IRS”

Li na imprensa que vai sair brevemente legislação que pretende através da declaração de IRS saber se o pessoal tem dinheiro no exterior e, consequentemente, se não andará a fugir ao fisco…

A ideia parece-me boa o método é que nem por isso.

Quem é o boa alma que acredita que o pessoal vai pôr o pilim lá fora (para exactamente fugir com os rendimentos obtidos de forma obtusa para não dizer outra coisa!) e depois, ingenuamente, vai escriturar no IRS?

Concluo, se me permitem, com a desconfiança que a classe política me merece:

- Esta lei-intenção não vai levar a resultados nenhuns ou (pior) é feita para levar a resultados nenhuns. Das duas hipóteses que venha o Diabo e escolha. Havia uma cantiga infantil, nos meus tempos de criança que dizia: A mim não me enganas tu, a mim não me enganas tu, a panela ao lume, o arroz está cru…

PS:- Afinal os “off-shores” acabaram? Houve um ruído enorme dos governantes de cá e de outras paragens – todos unânimes a dizer mal dos tais locais. Mas isso foi sol de pouca dura. Mais para aparecerem notícias nesse sentido. Agora corre um silêncio de morte sobre o tema.

Mais uma vez parece que fomos levados…ou pegamos no tema e levamos até ao fim, o que eu duvido muito ( o que pensará Obama do assunto? Quem sabe? Já falou disso?)

Do assunto o que penso é que continuamos a permitir que os 40 ladrões continuam a esconder o dinheiro na caverna do Ali-babá! E os governantes a dizer que não mas a nada fazer em contrário!

Se querem que vos diga e de acordo com o que tenho acompanhado na imprensa as posições do Sr. Obama – apesar de estarem a milhas do seu antecessor – não me estão a agradar muito.

A forma como virou o bico ao prego sobre o tema das torturas em Guantânamo não augura nada de bom. Às vezes temos demasiada fé na virgem só que os milagres são cada vez mais difíceis de observar.

Antonio Raposo

Farpas e remoques

Como farpa que é nem merece comentário a preceito!

Isto é que vai para aqui uma açorda de marisco. Israel e Palestina. estes nunca mais se entendem....

Pedido de expulsão de Israel das Nações Unidas

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, fez um violento ataque contra Israel durante a Assembleia Geral da organização, na segunda-feira, em Nova Iorque, e anunciou que vai iniciar os procedimentos para solicitar a sua expulsão como Estado-membro por crimes de guerra e genocídio do povo palestiniano.

Por ocasião do 60º aniversário da ONU, Ban condenou a forma como foi feita a partilha da Palestina, em 1947, à revelia e contra a vontade das populações e povos árabes mas satisfazendo inteiramente os interesses sionistas.De acordo com a transcrição do discurso publicada hoje pelo jornal News from Jerusalem, Ban sublinhou que “o terrorista para um país é o herói revolucionário para um outro .

Alguns insistem que os terroristas são contra a democracia, mas todos já vimos democracias comportarem-se como terroristas.”O Secretário-geral citou a Resolução 273 da AG da ONU - nunca reconhecida pelo governo judaico - segundo a qual Israel foi admitido na organização “sob a condição de garantir a todos os palestinianos o direito de regressarem às suas casas e a serem indemnizados por perdas materais de acordo com o parágrafo 11 da Resolução 194, da Assembleia Geral.

É escusado dizer que Israel nunca cumpriu aquelas condições, nem nunca teve intenção de as cumprir.Durante 60 anos, Israel violou as condições de adesão, e durante 60 anos a ONU nada fez. Limitou-se a assistir à forma como Israel infligiu repetidos sofrimentos ao povo da Palestina e violou impunemente o direito internacional.

”O “Plano de Partilha” da Palestina, segundo Ban, foi completamente ilegal e constitui uma violação da Carta da ONU, pois a organização “não tem o direito nem os poderes para tirar território a um povo para o dar a outro.”O SG da ONU disse ser sua vontade restituir legitimidade política e moral à organização que, em seu entender, “não pode satisfazer os seus desígnios de paz e justiça enquanto fizer vista grossa a crimes de guerra - factos que acontecem sempre que é permitido a Israel violar os termos e condições de adesão [à ONU].”Ban Ki-moon informou a Assembleia Geral sobre os seus futuros actos: “Como recém eleito Secretário-geral, prometo que a ONU não continuará a ter uma atitude passiva e facilitadora do genocídio.

Por isso, vou pedir à AG para realizar uma sessão especial, tão rapidamente quanto possível, para retirar a Israel o estatuto de Estado-membro. (…) Uma vez que Israel está a violar as condições de adesão, pelo que não é um membro cumpridor, confere legitimidade à ONU para declarar nula e sem efeito a Resolução 273. Dado que a filiação de Israel depende da sua adesão àquela resolução a respectiva expulsão é automática.”
A finalizar, Ban Ki-moon rematou: “Nada do que a ONU possa fazer terá valor enquanto este membro ilegítimo ocupar um lugar na Assembleia Geral. Eu quero que a ONU tenha mérito. Conto com o vosso apoio.”Até hoje, o discurso do SG das Nações Unidas foi completamente ignorado pelos principais meios de comunicação do Ocidente e não mereceu qualquer comentário por parte dos líderes da comunidade internacional, nem do governo israelita.

Agradecimentos ao nosso amigo "Toupeira".

Falemos do SL Benfica: será assim tão fácil despedir Quique Flores ou a "prova de fogo" de Rui Costa!?

Fragmentos e opiniões

Prova de fogo de Rui Costa
O mais fácil é despedir Quique. Mas esse poderá ser o início do fim da sua carreira de dirigente

Rui Costa vai, nos próximos meses, ter a sua primeira grande prova de fogo. Depois de algumas boas indicações nesta primeira época no papel de responsável máximo pelo futebol, só agora o dirigente do Benfica vai ter de mostrar se consegue, nos gabinetes, atingir o gabarito que conseguiu enquanto actuava nos relvados.

Sou dos que considera positiva a primeira época de Rui Costa à frente do futebol do Benfica, apesar de, em termos desportivos, a conquista da Taça da Liga - ainda por cima da forma como correu a respectiva final -, ser fraco pecúlio para um clube que parte todos os anos com os olhos postos no título de campeão nacional. Neste capítulo, o saldo final é mau, ainda para mais quando também a hipótese de participar na próxima edição da Liga dos Campeões está praticamente posta de lado.
Mas nem só com títulos se deve avaliar o trabalho de um administrador, nomeadamente o de Rui Costa, que acaba por conseguir levar a sua equipa a realizar uma temporada razoável, naquele que é o seu ano zero como dirigente.

Em termos de construção do plantel, foram muito poucos os erros. Sobretudo, bem menos do que em épocas anteriores. David Suazo terá sido o maior fracasso, prejudicado pelas lesões. Pablo Aimar tardou a mostrar argumentos, mas pode ter ainda muito para dar. Balboa parece um caso perdido, mas também Lisandro Lopez o era no primeiro ano em que chegou ao FC Porto... De resto, Reyes, Ruben Amorim, Sidnei, Carlos Martins e Yebda entraram bem na equipa, ficando a sobrar Urreta Vizcaya e Jorge Ribeiro. O primeiro mantém intacto o estatuto de grande promessa, ao passo que o segundo continua sem explicar a razão do regresso, parecendo o caso mais flagrante daquilo que Rui Costa vai ter de evitar repetir.

Apesar de má época, a verdade é que a acção de Rui Costa permitiu ao Benfica manter alguns dos seus melhores elementos, valorizando-os, como acontece nos casos de David Luiz, Di Maria, Óscar Cardozo e até Luisão, Miguel Vítor e Maxi Pereira. Neste capítulo, só a gestão do dossiê Katsouranis terá falhado.

Sendo a actual equipa do Benfica uma boa base de trabalho, será na forma como o antigo número 10 dos encarnados conseguir gerir o planeamento da próxima época que se poderá começar a tirar conclusões quanto ao seu talento para a função. E é, neste capítulo, que entra a questão do treinador. O mais fácil, para agradar a adeptos, opinadores e demais críticos - muitos deles com assento na tribuna de hora da Luz -, seria despedir Quique Flores no final da temporada.

Com isso, porém, o que Rui Costa iria conseguir era, muito provavelmente, dar início ao fim precoce da sua carreira.
Sejamos pragmáticos: qualquer treinador novo que venha para o Benfica, se tiver, de facto, currículo e capacidade, vai querer construir uma equipa nova. Lá vai assistir-se à habitual plataforma giratória da Luz: sai meia-dúzia, entra dúzia e meia.


Isto sem a mínima garantia de que se esteja perante o técnico certo, pois o Benfica não é, nesta altura, o clube mais cativante para grandes treinadores.

Parece-me, pois, claro que a forma mais segura e mais indicada de o Benfica construir um projecto de sucesso será a manutenção de Quique Flores, aliada a uma planificação e política de contratações acertada. Sem esta estabilidade, dificilmente o Benfica conseguirá melhorar em relação ao que viveu na presente temporada. E será esta a grande prova de fogo de Rui Costa: a de mostrar que é capaz de ajudar a construir uma verdadeira equipa e a mudar a filosofia do clube.

Caso contrário, não tardará a ser mais um dos que já foram triturados pelo tão glorioso quanto ingrato Sport Lisboa e Benfica. Alguns dos quais, capazes de mostrar, mais tarde, não serem tão maus quanto os pintavam. Como um certo professor que, por estes dias, poderá ser visto a festejar mais um São João antecipado...

Manuel Barros Moura

Bancada Directa deseja aos seus amigos leitores que passem um excelente fim-de-semana!

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Se bem que os votos de que os nossos amigos leitores passem um excelente fim-de-semana sejam reais e verdadeiros, já as imagens não vos oferecem, como habitualmente o tradicional rebuçadinho para se entreterem.

É o possivel. É bom ter uma neta que é um amor, mas às vezes exagera. Tenho de saber dar-lhe a volta. O pior é que ela já é uma "barra" em computadores.

Bom fim-de-semana.

Vamos lá a recordar mais umas notinhas muito velhas

É bom recordar!


Esta nota valia 10 centavos e é de 1917
Esta nota tem o valor de 2500 Reis e circulou de 1910 a 1916


Esta nota tem o valor de 5 centavos e era de 1918
Finalmente esta nota valia 10 centavos e circulou de 1917 a 1925

Incrível: este, se pudesse, punha o carro em casa

Este é um caso insóilito de bradar aos céus.
Mas lá que acontece é uma verdade. Será assim todos os dias e noites? Não sabemos. Mas pela amostra....
A única referencia que temos é que o caso se passa na Rua Gonçalves Crespo , transversal da Av.D. Pedro V. E lembro-me que estas artérias se situam em Linda-a Velha, porque muitas vezes me desloquei, em serviço, a esta última pela madrugada.
Agradecimento ao "Passeio Livre"

Os azulejos de Aveiro: publicação da 2ª série

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Aqui vai mais uma série de fotos que mostram toda a beleza dos azulejos que se podem admirar na linda cidade de Aveiro
agradecimentos ao nosso estimado leitor e amigo Manuel de Jesus Guimarães

Simplesmente brilhante!

Vale a pena ver e ouvir esta maravilha...

[Desligue o som do blogue nos link's do lado direito]

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Il Silenzio A. Rieu


sexta-feira, 15 de Maio de 2009

É como "armar aos pássaros" Eles caem nas ratoeiras e nos ramos, mas são enganados. Estes caem porque querem!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Há várias maneiras de se "armar aos pássaros". A mais corrente é por ratoeiras, onde num local instável se coloca um bocadinho de pão, um cereal ou mais sofisticadamente uma trela ou uma formiga de asa.

Neste caso concreto não se trata de um passaro mas de uma viatura, cujo condutor estacionou (?) em cima de um passeio , não prevendo que podia ser caçado.

E foi-o realmente. Mas não foi apanhado por uma ratoeira. Como ao lado da viatura está uma arvore de grande porte, até dá a impressão que foi apanhado por uma "armação ao ramo" e a viatura foi apanhada pelo "visgo".

E lá ao fundo do passeio parece-me que a "apanha dos pássaros" continua.

Se ao menos aprenderem a lição.....

O desporto na minha terra e no Bancada Directa. Helder Rodrigues, piloto de Aruil foi 7º no Rally da Tunisia

O desporto na minha terra.

Modalidade de FIM- Todo-o-Terreno

O nosso piloto de Aruil brilha a grande altura na Tunísia
Hélder Rodrigues termina a prova do Campeonato do Mundo no 7º lugar!

Ao terminar o Rally da Tunísia na 7ª posição, o piloto sintrense Hélder Rodrigues cumpriu na íntegra o objectivo traçado para a segunda prova do Campeonato do Mundo FIM Todo-o-Terreno.

O nosso Helder Rodrigues em plena prova no Rally da Tunisia


A prova que reuniu alguns dos melhores pilotos da actualidade terminou no Domingo 3 de Maio, com o piloto de Aruil, uma localidade do Concelho de Sintra, perto de Almargem do Bispo, a conseguir a sexta melhor marca do dia: Disse Hélder Rodrigues que “o meu objectivo era terminar no Top Ten, pelo que fiquei muito satisfeito com o 7º lugar. Foi o resultado possível tendo em conta que não tive muito tempo para me preparar a minha participação na Tunísia. Esta foi a minha primeira prova desde Janeiro, pelo que tive que aproveitar os primeiros dias para ganhar ritmo e adaptar-me à moto”

O Hélder ainda confessou que este ano fez a sua estreia no Rally da Tunísia. “Gostei da prova, mas não me senti muito seguro na Líbia”.

No final foram contabilizados 4000 quilómetros disputados na Tunísia e na Líbia, com o piloto português a cotar-se entre os mais rápidos: “Gostei bastante da prova, contudo, devo confessar que não me senti muito bem na Líbia. Acho que faltou um pouco de apoio por parte da Organização do Rally. Na Tunísia é completamente diferente. Se precisarmos de alguma coisa é fácil encontrar ajuda, ao contrário da Líbia, onde andamos quilómetros e quilómetros e não encontramos ninguém”.

O piloto português de Aruil efectuou o Rally da Tunísia conduzindo uma KTM 690 Rally semioficial.

A derradeira especial cronometrada foi disputada entre Chamsa e Nefta, num total de 154 kms, com Hélder Rodrigues a terminar na sexta posição. “Foi uma especial muito rápida, mas com zonas muito técnicas, onde foi necessário muita atenção para não deitar tudo a perder. Sabia que seria muito difícil ganhar alguma posição à geral, pelo que decidi não correr riscos e apenas levar a moto até ao final“, concluiu o piloto português que correu este rali numa KTM semi-oficial.

A vitória foi para o francês da KTM Cyril Despres, com uma vantagem de quase seis minutos para o espanhol Marc Coma, também em KTM. A fechar o pódio ficou o chileno, em KTM, obviamente, Francisco Lopez, a 53m17s de Despres. A referir também que o luso-francês Bruno da Costa, terminou na décima posição da geral.

Este Belmiro tem cá uma lata!!!

Há que baixar os salários e o número de horas trabalhadas

Governo, sindicatos e patronato têm de pôr em cima da mesa o debate sobre a redução de salários e consequente redução de horas de trabalho, permitindo manter empregos e criar mais alguns.


O tema não é novo, mas volta a ser falado com mais insistência. Belmiro de Azevedo, presidente da Sonae Capital, e principal accionista da Sonae, colocou a questão: “Se a actividade só justifica 75% da massa de trabalhadores, não há milagres”. Há que baixar os salários e o número de horas trabalhadas. “Assim, todos têm trabalho, ganhando menos”.

Belmiro de Azevedo, no âmbito de um jantar-conferência da Ordem dos Engenheiros, insistiu: “não podemos inventar o milagre de produzir sem ter consumo e clientes”. Jornal de Negócios.



Algo em Portugal está mesmo muito mal, mas isso quase todos sabemos, mas acho que isto é o cúmulo da vergonha, pois este post vem a propósito das palavras do empresário português Belmiro Azevedo que por acaso é dono de uma das mais fortunas de Portugal, que também só por acaso foi feita em alguns anos e grande parte feita internamente vinda com dinheiros subsidiados, e algum dos impostos que os portugueses pagam e pagaram nestas ultimas décadas aos nossos governantes, se bem que algum ganho também foi de uma boa gestão feita dos mesmos e ao investimento feito na monopolização do nosso mercado e ganhos na lotaria da especulação bolsista, que só também por acaso, rebentou o balão. Mas não venham dizer que foi do trabalho, pois só a trabalhar normalmente, ninguém enriquece assim, por isso…


Mas vamos ao que interessa. Então Belmiro Azevedo vem dizer que para criar mais postos de trabalho e diminuir o desemprego, é preciso alterar as horas de trabalho e com isso o rendimento dos Portugueses, ou seja diminuir as horas que cada trabalhador faz, mas com o custo de este receber menos ao fim do mês, ou seja retirar dinheiro do salário dos pobres que já mal dá para comer, com a troca de estes trabalharem menos. Ora, este senhor a bem pouco tempo defendia uma lei que foi recentemente alterada, em que o empregado poderia em acordo conjuntural obrigatório com empregador, fazer mais horas de serviço sem direito a horas extraordinárias, mas sim a folgas dadas a posterior, podendo o mesmo trabalhador fazer até 36 horas em 3 dias seguidos, sendo concedidas folgas em compensação das horas extraordinárias, sem direito a um dinheiro extra que antes existia e que tanta falta faz a maioria, e que esse mesmo era usado para poupança ou pagamentos extras do quotidiano social, e agora vem dizer que se deve reduzir as horas e os ordenados?!


O empresário Belmiro Azevedo ou é uma pessoa actualmente doente pela idade que vai avançando ou uma pessoa completamente transtornada com alguns milhões que perdeu na roleta da bolsa, uma vez que quer novamente fazer o assalto a carteira do povo que trabalha, para recuperar mais uns milhões para o seu bolso, com estas ideias maquiavélicas e para não dizer completamente despropositadas no contexto actual.


Ora, se os portugueses fizerem menos horas das que têm, mas ganharem menos, o que vão ganhar com isso?! Bem, fazer menos horas, podia-se pensar que se ficava com mais tempo livre para se ter um outro emprego, compensando assim, mas se as empresas estão despedindo como é possível isso?! E se fizerem menos horas, não iriam querer o mesmo trabalhador duas vezes, ou iam?! Ou se o objectivo é reduzir horas, para empregar outros que não tem trabalho, nunca podia ser dado horas ao mesmo, ou podia?! Assim não seria o mesmo?! Bem, pode ser que o Belmiro esteja a pensar que trabalhando o povo o dobro e recebendo metade, dá mais lucro! Mas a quem?! A ele claro.


Se as pessoas ganharem menos do que recebem actualmente, como vão poder muitos deles pagar as suas contas, como vão alimentar-se e vestir-se convenientemente e dignamente a si e aos seus filhos e que estes possam estudar e ter o mínimo necessário que todos merecem ter?! Se tiverem de trabalhar mais a ganhar menos, como vão ter tempo, do pouco que já muitos têm para poder ter uma vida digna, saudável, no acompanhamento dos seus descendentes e para eles próprios?!


Mais, se as horas são menos, ganha menos e o emprego não dá para sobreviver, tem que ter outro trabalho, e quem tiver dois, tira trabalho ao que supostamente não tinha, ou não?! Ciclo vicioso e que não beneficia ninguém a excepção talvez dos patrões, que vão pagar menos por mais trabalho.

Eu ainda podia pensar que as pessoas fazendo menos horas de trabalho podiam aproveitar o tempo livre para dinamizar o mercado, aproveitando para consumir, seja ir jantar fora, seja comprar roupa, bem-estar e afins dinamizando a industria, assim como o comércio, hotelaria ou restauração, seja passeando pelo nosso Portugal fazendo o mesmo no turismo, e um sem numero de situações que ia dar mais trabalho em vários sectores.


Agora, como é possível pensar desta maneira, se é necessário dinheiro para isso?! E se todos ganharem menos do que ganham, com as dificuldades que a maioria enfrenta actualmente para sobreviver aos encargos que tem mensalmente com este mesmo ordenado, como vão poder dinamizar a nossa economia, se depois são mais ainda a ganharem menos?! Se hoje devido ao fraco consumo, não se produz em quantidade, não são necessários tantos trabalhadores, se estes não são necessários, ficam sem trabalho, sem trabalho não ganham, se não ganham não existe dinheiro, sem dinheiro não existe consumo, e se uma empresa não vende não precisa de mão-de-obra, porque não é necessário produzir, e entramos neste circulo vicioso mau para todos nós...


Mas mais grave, pensar nisto, é Belmiro não pensar que reduzindo as horas de trabalho, para distribuir por mais trabalhadores e todos ganharem, é não pensar que retirando dinheiro aos que vivem para pagar as suas contas e fazer algum do consumo do que ainda estes fazem, ou seja estão no limiar da pobreza com os fracos ordenados mínimos que já ostentam, é fazer com que estes passem desse limiar, para a efectiva pobreza que muitos já se encontram, em vez de Portugal ter 40% de classe baixa, 50% de classe média, distribuindo por todos, teremos 90% do povo na pobreza efectiva, ainda com menos poder de compra, fazendo ainda pior a economia, pois se a classe média ainda vai fazendo algum consumo, depois poucos são os que poderão fazer. Seria pior a emenda que o soneto.


Será que é isto que a “brilhante mente” de Belmiro Azevedo quer? Não, o que ele quer é ter mais recursos humanos a pagar menos, a custa de mais trabalho precário, pagando menos impostos porque estes recebem menos e ficam no escalão abaixo dos impostos pagos pelo empregador e pelo empregado, receber subsídios do governo para empregar mais pessoas e ter daí mais benefícios fiscais quando o faz, sendo que terá mais lucro fácil, para juntar aos milhões que já tem.



Eu ainda poderia pensar que Belmiro estivesse de boas intenções, e queria realmente ajudar o governo na crise que Portugal atravessa e seu povo, se tivesse a ideia de reduzir as horas dos trabalhadores para empregar mais pessoas, mas ajustando os lucros milionários que paga aos seus administradores, que estão nos altos quadros da empresa e que ascendem alguns mensalmente, como seu filho, ao dinheiro ganho pelos trabalhadores em conjunto duma das suas lojas de hipermercados dos baixos quadros da mesma, ou também subsidiando o resto do ordenado dos trabalhadores até completar o que actualmente ganham, e que iriam receber menos pela diminuição da carga horária de trabalho que propõe, ou então utilizando parte dos lucros milionários que as suas empresas tem ao final do ano a favor dessa causa, sendo que assim, poderia o povo ter mais tempo para gastar o pouco que resta e quem sabe, parte desse mesmo nas suas empresas, através do consumo feito por mais pessoas que antes desempregadas não podiam, talvez vendendo mais, e tendo espaço para produzir e ao mesmo tempo empregar mais pessoas como diz. Mas isto possivelmente não interessará, pois dar ao pobre para tirar ao rico, não estará nos seus planos, pois como poderia depois levar a vida que leva em Portugal?! E ter a fortuna que ostenta e cada vez mais vai aumentando e envergonhando um Portugal cada vez mais débil com estas desigualdades sociais?!


Nunca mais, pois isto sou eu sonhado e divagando pela net…


Mas lembrei-me também, mesmo delirando e sonhando de olhos abertos, que poderia Belmiro Azevedo ser um homem com intenções sociais sinceras para ajudar a resolver e /ou atenuar os problemas do país que se agravaram com esta crise mundial, ao propor ao governo que muitos dos desempregados que temos no nosso país e recebem subsídio, poderia ser utilizado para os empregar em muitas das suas e outras empresas do país, e com esse subsidio que o nosso governo paga, ser utilizado no restante dos ordenados dos trabalhadores a quem Belmiro [e possivelmente outras empresários] quer reduzir as horas de trabalho, para empregar mais trabalhadores, sendo que assim, ninguém ficava a perder.


As empresas reduziam o horário aos trabalhadores, sendo que estas assim teriam espaço para contratar mais mão-de-obra que ficava em défice, que podia ser utilizada nos desempregados subsidiados pelo governo ou/e outros, podendo então as empresas reduzir o encargo da folha salarial a cada um, equivalente as horas que produzia, sendo que o governo subsidiava o restante défice de ordenado até ao praticado actualmente em vigor, com parte dos subsídios que deixava de pagar aos desempregados contratados, juntamente com outros subsídios que financia as empresas para empregar, fazendo com que houvesse menos desempregados, pagasse menos nos subsídios, as empresas não tivessem problemas adjacentes pelos ajustes horários podendo ajustar os ordenados em baixa, empregando mais, sendo o governo e empresas mais beneficiados, uma vez que governo poupava parte dos subsídios no desemprego e tinha menos nessas condições, ao mesmo tempo poupando subsídios para as empresas empregar, sendo que havendo mais pessoas a trabalhar, também haverá a consumir e a descontar, iria ter parte do retorno que subsidiava, com os dinheiros fiscais das empresas e empregados a entrar nos cofres do governo, uma vez que seriam mais a descontar e menos a receber o subsídio por inteiro sem dar nada em troca, as empresas iam ganhar com o maior consumo que o país poderia ter se todos tivessem trabalho, ao contrário que acontece com o desemprego, fazendo ainda que com o maior consumo haja necessidade de produzir mais, e o ciclo que daí obriga….


Resumindo o meu raciocínio acima, o beneficio de necessitar mais pessoas para produzir pela diminuição de carga horária, economicamente poderia ser bom para o país, uma vez que os subsídios seriam menores, poupando parte deles com menos desempregados, outros seriam usados convenientemente no emprego, retorno em parte desse mesmo através dos descontos e carga fiscal do consumo que daí advinha, dinamização da economia pelo poder de compra das pessoas activas, ao mesmo tempo não tendo os trabalhadores que sofrer tanto a crise, pelo menos não perdendo o pouco poder de compra que ainda possam ter, ficando assim todos a ganhar ou pelo menos a não perder.

Mais tarde, com a melhoria da economia, ajusta-se os horários novamente aos actuais e os respectivos ordenados com as melhorias que o governo prevê nos próximos anos.O contrário disto, será andarmos para trás e passarmos a ser o país com os ordenados mais baixos da União Europeia, o que já não falta muito, mesmo nas situações actuais.


Belmiro que desculpe se era isto que queria dizer, mas como não falou alto, não ouvi!


Mas, se calhar esta proposta não interessa a muitos!



Mundo Policiário 22/09

Mundo Policiário 22/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre presentes

Temas de hoje deste Mundo Policiário
1- Conheça os nossos autores policiários: solução do problema da autoria de Antonio Raposo "Dom Pio Pio perdeu o pio", publicado no Mundo Policiário 21/09

2- Referencia ao V Convivio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade que se realiza no próximo Domingo 17 de Maio.

3- Apontamentos e imagens sobre os espaços envolventes do Museu Nacional do Teatro.

Tema nº 1- Conheça os nossos autores policiários: solução do problema da autoria de Antonio Raposo "D. Pio Pio perdeu o pio", publicado no Mundo Policiário 21/09

Solução de:
D. PIO-PIO PERDEU O PIO
Autor: Antonio Raposo

A acção passa-se no Inverno, em Portugal. Nessa época, as andorinhas emigram para as zonas quentes de África. Saem de Portugal no fim do Verão. D. Perlimpim não poderia ter visto um casal de andorinhas, pelo que vai até às masmorras.

{publicado no boletim “O LIDADOR… das CINZENTAS” nº 12 de Fevereiro de 2005}

Tema nº 2- Referência ao V Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade que se realiza no próximo Domingo 17 de Maio na localidade de Cabanas de Viriato, perto de Carregal do Sal, Distrito de Viseu.Os nossos leitores já estão devidamente informados do programa deste convivio, do qual já se deu ampla divulgação.

Hoje damos a conhecer os nomes dos premiados do Concurso de Contos, os quais foram dados a conhecer publicamente por altura da recente reunião mensal desta Tertúlia Policiária da Liberdade. Eis a lista dos premiados do Concurso de Contos levado a efeito pela Tertúlia Policiária da Liberdade, com o patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, o apoio da Escola Básica Integrada Aristides de Sousa Mendes e da página “Policiário”do jornal Público:

1.º Prémio – Paula Marques, conto “Slhaf, Shlaf Befreites Herz”
2.º Prémio – Luís Pessoa, conto “Brilho Perpétuo”
3.º Prémio – João Rogaciano, conto “A Caixa de Bombons”
Menção Honrosa – Luís Pessoa, conto “A Prateleira 13”

Prémio de Mérito – Categoria Jovem – Daniela Amaral, conto “A Invasão dos Nazis”
Prémio de Mérito – Categoria Jovem – Juliana Campos, conto “O Grande Humanista e a sua Aprendiza”

A entrega está prevista, como se sabe, para o Convívio do próximo dia 17 de Maio, em Cabanas de Viriato.

Os concorrentes foram 21.

A abertura dos envelopes, com a identificação dos premiados, realizou-se, publicamente, no decorrer do almoço da TPL do passado dia 6 de Maio.

Os trabalhos não premiados e os envelopes por abrir ficarão à guarda da organização até ao próximo dia 6 de Junho, altura em que serão destruídos, a menos qualquer texto de que o respectivo autor, depois de devidamente identificado, requeira a devolução.


Tema nº 3- Mostra de imagens dos espaços envolventes do Museu Nacional do Teatro em Lisboa, local onde mensalmente se reune a Tertúlia Policiária da Liberdade.

Museu Nacional do Teatro e Museu do Traje e da Moda.

Uma vista dos seus espaços envolventes.
O Palácio do Monteiro-Mor onde está o Museu Nacional do Teatro

Regularmente tenho-me deslocado ao Museu Nacional do Teatro, aqui em Lisboa, na Freguesia do Lumiar. ´E uma reunião de amigos com carácter mensal (Tertúlia Policiária da Liberdade) e no final dessa reunião almoçamos na cafetaria/restaurante daquele Museu. Tenho-me deliciado na contemplação dos seus espaços ajardinados e das suas matas envolventes. E resolvi trazer aos nossos amigos leitores do Bancada Directa uma visão daquilo que por lá se encontra e nos torna maravilhados com tanta beleza.

O Museu Nacional do Teatro está situado num espaço muito bonito e que é a quinta do Monteiro -Mor de grande tradição histórica. Este mesmo espaço é compartilhado com as instalações do Museu Nacional do Traje e da Moda. Enquanto o Museu Nacional do Teatro tem as suas exposições no Palácio
do Monteiro-Mor, já o Museu Nacional do Traje e da Moda ocupa o Palácio Angeja-Palmela.

Museu Nacional do Teatro

Está situado em Lisboa, no Palácio do Monteiro-Mór (séc. XVIII), desde 1982, e foi aberto ao público em 1985. Alberga diversas peças (roupas, recortes de jornais, trajes, caricaturas, maquetas, entre outros objectos), que datam do século XVIII até ao século XX. Grande parte destas peças estão ligadas a nomes conhecidos do mundo do espectáculo português. Amélia Rey Colaço, Robles Monteiro, Amália Rodrigues, Eunice Muñoz, Vasco Santana e Maria Matos são alguns desses nomes.

Museu Nacional do Traje e da Moda

O museu foi inaugurado em 1977. Foi com a exposição "O Traje civil em Portugal" realizada no Museu Nacional de Arte Antiga, em 1974 que surgiu este projecto.
A colecção inicial, veio do Museu Nacional dos Coches, era constituída por cerca de 7000 peças, entre elas trajes e acessórios em parte pertencentes à Casa Real.

É no palácio Angeja-Palmela que se encontra o Museu Nacional do Traje (e da Moda).
Este edifício foi mandado construir pelo 1º ministro do Reino (depois do Marquês de Pombal) D. Pedro de Noronha, 3º marquês de Angeja (1716-1788). Este nobre era um grande estudioso das ciências naturais, por isso trouxe para este local um grande número de peças da sua colecção.
A arquitectura do edifício tem ainda forte influência pombalina. Tem duas fachadas, uma com três arcadas de cantaria, e outra, maior, com uma varanda central.
Na decoração salienta-se os azulejos da Fábrica do Rato, os frescos da sala da música, e as pinturas a óleo nas bandeiras das portas e nas janelas do salão. É também de grande valor o trabalho em rocócó dos estuques do tecto na escadaria e no grande salão. No altar-mor da capela, podemos encontrar um bom exemplo de talha rocócó.


Vamos referir o parque botânico comum aos dois Museus e tudo o que por lá se encontra. Este parque tem uma área de 11 hectares

O parque do Monteiro-Mor

O parque, que o envolve, bem como o palácio do Monteiro-Mor (edifício do Museu Nacional do Teatro), está inserido numa grande quinta de recreio do século XVIII, de imenso valor botânico e paisagístico. Com cerca de 11 hectares, este parque dispõe de um jardim botânico que foi feito segundo o projecto do botânico italiano Domenico Vandelli, que esteve em Portugal após o terramoto de 1755. Existem vários jardins em Lisboa da sua autoria. Existem muitos espaços que podem ser visitados e desfrutados, tais como: roseiral, mata, lagos, horta, pomar, prados, horto botânico, jardim, estufas, viveiros, aviários, centro de jardinagem e zona de merendas. Em 1995 foi inaugurada a exposição permanente "Jardim das Esculturas" onde podem ser vistas peças de artistas contemporâneas nacionais e estrangeiros.

Ano de 1875

“Poucas milhas distante de Lisboa, para o interior, está situada a povoação do Lumiar, que passaria talvez despercebida aos habitantes da capital se não fosse o palácio do Duque de Palmela com os seus belos jardins, o que a salva do esquecimento e lhe dá uma reputação, que já se estende além das fronteiras portuguesas (…) Terraços com belas vistas, cheios de tabuleiros de flores, alternam-se aqui com doces vales e pitorescas ladeiras. Encantadoras grutas e lagos, onde se espaneja a Bambusa gracillis e a B. nigra , dão realce ao composto geral, desenhado com muita perícia”.

Assim era descrito o Parque Botânico em 1875, então na pertença da família Palmela, no Jornal de Horticultura Prática, considerando-o um dos ”Jardins Notáveis de Portugal”, conforme o título de um artigo integrado naquele periódico da autoria de Edmond Goeze.

Ano de 2009

Localizado na freguesia do Lumiar, o Parque Botânico do Museu do Traje e da Moda teve origem no século XVIII como jardim botânico privado, sendo um dos três primeiros em Portugal, a par do da Ajuda e do de Coimbra, tendo como mentor comum Domenico Vandelli. Depois, no século XIX, estando já a Quinta na posse do duque de Palmela, manter-se-á a continuidade desse espírito de representação da diversidade botânica, através da introdução das espécies mais notáveis que ainda hoje possui, sendo na sua grande maioria exóticas.

Actualmente, o Parque é um jardim público que continua a valorizar a sua vocação de parque botânico, pela atenção especial ao incremento do elenco florístico representado e pela divulgação com placas identificadoras e sinalização adequada. A existência de uma interessante colónia de morcegos nas grutas e galerias associadas ao palácio (de grande importância para o equilíbrio ecológico e ambiental), e de um leque variado de espécies de avifauna, residente ou sazonal, fazem deste Parque também um local de grande valor biológico e paisagístico.

Situado na periferia da cidade de Lisboa, o Parque constitui um exemplo genuíno das tradicionais quintas de recreio portuguesas. Associado à casa ou ao palácio, surge o jardim com lagos e cascatas, depois a horta, o pomar, a zona de plantas aromáticas e finalmente a mata. O Parque Botânico é atravessado por uma linha de água de regime torrencial, que entra em conduta enterrada a meio do seu percurso (construída quando o jardim foi iniciado, no século XVIII), até desembocar à saída num colector camarário.

As diversas nascentes que afluem ao jardim, tornam possível o abastecimento pleno das necessidades de água para os lagos e para a rega nos períodos de estio. As condições micro climáticas criada