BANCADA DIRECTA
BANCADA DIRECTA: Abril 2009

quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Esta Lisboa que eu amo: este edificio vive paredes meias com o nosso Antonio Raposo

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Só gostava de saber o que é que pensará o nosso cronista Antonio Raposo quando sai de casa e encara com esta preciosidade?
Lisboa. Rua Luciano Cordeiro 13.

Os artistas: Dar o dito pelo não dito.Um tema de Rui Santos sobre o "espertismo".



O desporto “chico esperto” que por cá se vive. Dar o dito por não dito. Soares Franco é o tema.

Os artistas

A vaga de fundo por Soares Franco é uma descarada campanha a favor do “chico espertismo” e da falta da palavra.

Confesso ter feito um grande esforço para não me pronunciar sobra os almoços, jantares e encontros imediatos, mais ou menos mediáticos, que vêm sendo protagonizados pelo MASF. O MASF é o Movimento de Apoio a Soares Franco, presidente do Sporting que, em 8 de Janeiro de 2009, na RTP, surpreendeu muitos sportinguistas e os seguidores do futebol em geral, com a declaração da sua não recandidatura à presidência da colectividade de Alvalade.

Chegou a hora de, não pertencendo obviamente ao MASF, desde logo por manifesta incompatibilidade com as funções que desempenho, cujo principio tem sido desprezado por alguns plumitivos da nossa praça, infelizmente condicionados por aqueles que usam e abusam de certos poderes, dar o meu contributo para a mobilização do seu derradeiro e quiçá bem sucedido fôlego.
Desde logo, houve quem “piscasse o olho” e proclamasse aos quatro ventos que “aquilo” não era para ser levado a sério, era uma declaração estratégica para Soares Franco ganhar tempo e espaço de manobra para, depois de um período delicado e com certas condições de pressão e temperatura, pudesse voltar a levantar voo.

A “piscadela de olho” é um traço da idiossincrasia lusa, muito dada a esquemas e pouco virada para a valorização da palavra e a salvaguarda da honra e do respeito. A lógica do ”espertismo” está a dar os resultados que, neste momento, todos vemos, menos aqueles que continuam a achar-se incólumes às escassas e frágeis formas de escrutínio.

A tão decantada “vaga de fundo” por Soares Franco tem estado nas páginas dos jornais, ora porque aqueles bichinhos que se alojam nas carapaças dos presidentes, para melhor viverem as suas vidas, reclamam o espaço onde deixam cair a baba da viscosa propaganda – a deles e a do sujeito da monarquia - ,ora porque os vícios sistémicos da largas franjas da Comunicação Social produzem, eles próprios, caracteres em baba ( e em barda) com medo dos contracidos.

Apesar dos repetidos “nãos” de Soares Franco, o circo do MASF instalou-se definitivamente com o máximo respeito pelos cavalos, focas, leões elefantes, e pulgas amestradas de outros circos. O despudor é tão grande que alguns notáveis nem sequer se dão da posição em que colocam, defendem o dito pelo não dito, como marca do indelével “espertismo”.

Como se fossemos todos iguais e muito tolos.

Só falta colocar, no Marquês de Pombal, bem perto do leão de pedra, um contador electrónico, a partir do qual se conferem, em contagem decrescente, as horas, os minutos e os segundos sobre o momento em que Filipe Soares Franco, vergado por uma pressão inaudita, anunciará, generosamente, a contradita da sua intenção inicial, porque o “dever de missão” é mais forte do que qualquer compromissos.

Este Mundo está a condenar-se por causa dos “chicos espertos”. As “vagas de fundo” são para os artistas.

Rui Santos. Record 30.04.2009

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Esta Lisboa que eu amo.A verdade nua a crua. É mesmo um "abuzo"

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Estas fotos foram cedidas pelos blogues Lisboa SOS e Cidadania Lx. Por lá escreveu-se que a situação é uma "prostituição e um abuzo de um espaço publico. Deixo à apreciação à consideração dos meus estimados leitoress.



Nem mais, «uzo e abuzo» do espaço público! Mais um exemplo de um mupi a prejudicar a mobilidade pedonal. Quem conhece o Chiado sabe que por esta passadeira e passeio passam milhares de peões. Esta estrutura da JcDecaux, implantada mesmo no meio do canal pedonal, deve ser retirada. As fotos são reveladoras da sua localização abusiva - é apenas um obstáculo à circulação fluida e normal de peões. Foi solicitada à CML, e à JcDecaux, o abate deste "inconveniente" mupi.

Fragmentos e Opiniões: Nós, europeus? No minimo apenas uma interrogação. Nada mais.


Nós, europeus?

Um candidato ao Parlamento Europeu, Vital Moreira, está a apresentar um cartaz propagandístico com a frase “Nós, europeus”. A frase, que não é interrogativa, suscita diversas interrogações.

A frase destina-se, obviamente, a sublinhar que todos nós somos europeus.. Portugueses, espanhóis, franceses, alemães….mas todos europeus. Um toca a “reunir” europeu. Toca a reunir”? Na verdade, é o próprio candidato a fazer desde logo uma primeira divisão.

Lá por ser português não temos de apoiar a candidatura de Durão Barroso a Presidente da Comissão Europeia - defende Vital Moreira. E com razão…de um ponto de vista “nós europeus”.

Com efeito, por que é que o nacionalismo há-de sobrepor-se ao partidarismo? Por que é que o facto de Durão Barroso ser português há-se ser mais importante do que o facto de ele não ser socialista?

Assim também pensa o benfiquista que prefere que o Porto perca com estrangeiros (e vice versa) porque ser-se benfiquista é mais importante do que ser-se português.

Choca? Sim, de facto choca porque continuamos a ser, ainda, muito nacionalistas. Quase todos nós (com honrosas excepções, como Vital Moreira) continuamos sentimentalões e a gostar do que é português. Continuamos a gostar do Cristiano Ronaldo e do Mourinho e a que ganhem, por exemplo, porque são portugueses.

E até Jorge Sampaio não passou de um antiquado e sentimental nacionalista ao aconselhar o então primeiro-ministro Durão barroso a aceitar o lugar de Presidente da Comissão Europeia, porque a “oportunidade de um português poder ocupar um lugar destes não se pode perder”.

Nós europeus? Sim, claro que somos europeus, mas primeiro portugueses. Pode ser que os nossos filhos ou os nossos netos já consigam primeiro ser europeus e depois portugueses. Nós, por enquanto, ainda continuamos a sentirmo-nos ao contrário (como, aliás, todos os outros povos europeus).

E é por isso que as eleições europeias nos parecem tão distantes e desinteressantes. Injustamente, talvez (os senhores da Europa mandam mais nas nossas vidas do que aquilo que nós julgamos) para a maioria de nós as eleições europeias são uma oportunidade de os políticos “chutarem para cima” um qualquer adversário que se quer ver longe, de presentear um amigo a quem se deve favores ou ainda proporcionar uma reforma dourada a uma personalidade veterana.

Por isso é que Vital Moreira “não aquece nem arrefece “ mas lamenta-se por Paulo Rangel, porque se vai perder (repare-se “perder”) um bom líder parlamentar. A verdade custa a dizer mas é a verdade.

Nas actuais circunstancias politicas nacionais (crispação partidária e calendarização de três eleições seguidas, sendo a primeira as europeias) o próximo acto eleitoral assume uma importância de que por si não tem. A importância destas eleições europeias advém de razões…nacionais.

Nós, europeus? No mínimo uma interrogação.
Dr Rogério Bueno de Matos

Eleições autárquicas em 2009. Luis Fazenda pelo Bloco de Esquerda para fazer esquecer o "ZÉ"

O dirigente do Bloco de Esquerda Luís Fazenda liderou o divórcio com Sá Fernandes e acabou como o seu legítimo herdeiro!

Os divórcios são quase sempre penosos, mesmo na política, e o que envolveu o Bloco de Esquerda e o seu candidato José Sá Fernandes, eleito para a autarquia lisboeta, não foi excepção. A sua consumação não agitou muito o partido, ainda crente numa coligação com Helena Roseta, embora esta substituição de pares não fosse “consensual”, garantiu publicamente uma fonte do BE, mas, afinal, mal Roseta virou as costas a um acordo, o nome de Luís Fazenda soou: “Tinha de ser assim”, disse Pedro Soares, dirigente do responsável pelas autárquicas: “demonstrar aos eleitores que o BE está de regresso à política municipal ao seu mais alto nível.

Começando pelo fim, Luís Fazenda, que esta semana foi confirmado na assembleia de aderentes como candidato “por larguíssima maioria”, não é um estreante nas lides autárquicas. Foi membro do BE na Assembleia Municipal no tempo de Jorge Sampaio. Mas é debutante como cabeça de lista num processo eleitoral. Calhou-lhe, porém, uma das empreitadas mais difíceis num ano repleto de desafios eleitorais: fazer esquecer José Sá Fernandes e um acordo rasgado é já uma complexa tarefa, sobretudo para quem liderou esse processo de ruptura. Tudo se agrava quando, em matéria de concorrência à esquerda para a Câmara de Lisboa, a soberba é o pecado e o acto eleitoral ocorre poucas semanas depois de umas eleições legislativas que podem empolgar ou deprimir.

É uma herança pesada e, também, por isso, nada animadora para eventuais concorrentes. Vários dirigentes garantiram que Luís Fazenda foi o único nome falado. Não admira. Pedro Soares diz mesmo: “É o candidato natural”. E, na verdade, o seu nome borbulhava em Fevereiro, mal Francisco Louça subiu ao palco da Convenção para anunciar a estratégia autárquica para a Câmara de Lisboa. Mas foi numa reunião concelhia em Março, que o seu nome foi lançado ao debate interno. A concelhia confirmaria por unanimidade e na quinta-feira a assembleia de aderentes ratificou.

“Com pequenas alterações defenderei o programa que o BE apresentou nas últimas eleições em Lisboa, diz Luís Fazenda, justificando a ruptura e menorizando o processo Sá Fernandes: “O meu adversário é António Costa e o objectivo “retomar a presença do BE e aumentar, até, a participação”. De Luís Fazenda, diz um seu adversário parlamentar:”É de homem, decidiu dar o corpo às balas.

Pastor vira excentrico


Pastor excêntrico
De um dia para o outro um dos homens mais modestos da aldeia de Salvador, em Penamacor, tornou-se milionário.
Até agora todos o conheciam como “Rui Pelintra”, mas este mês a alcunha deixou de fazer sentido. Em plena sexta-feira santa, o Pastor, que nem sequer tinha conta bancária, ganhou o segundo prémio do Euromilhões e amealhou mais de um milhão de euros.
Nunca tinha jogado regularmente e não tinha chave certa e fixa. Costumava confiar nos números ditados pela máquina e foi o que aconteceu desta vez. Acertou em cinco números e uma estrela e o prémio só não foi mais compensador e abastado porque será dividido com mais dois apostadores europeus.
Nada que faça diferença a “Rui Pelintra”, que confessa ainda ter dúvidas sobre o real valor do prémio que ganhou. “Ainda não estou a ver bem”, responde, quando lhe perguntam se tem noção do dinheiro que lhe saiu na sorte grande do Euromilhões.
Talvez por isso ainda não tem planos para o dinheiro….

Magia: alguem me explica como isto se faz?

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Sai uma dose de asinhas de frango

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Estou convencido de que este prato tem muita saída. É preciso é saber apresentá-lo. Ora vejam lá!


terça-feira, 28 de Abril de 2009

Fragmentos e Opiniões. Antonio Raposo comenta o regresso de Santana Lopes.

VOLTA SANTANA AMIGO – ESTÁS DESCULPADO!

Os políticos profissionais são como as alergias, com a primavera regressam sorridentes, dentinhos branqueados (tipo Paulinho das feiras) com um ar o mais angélico que é possível arranjar.

Ele há políticos que nunca vão ao fundo. Façam eles o que fizerem. Sabem utilizar às mil maravilhas os truques dos ilusionistas. Conseguem vender gato por lebre. Dominam as técnicas do marketing como professores da disciplina.

Maravilham as assistências com os seus ademanes, o seu "patois".

Com o seu “charme”. O “charmoso” Santana está aí anunciado.

Está de volta – está perdoado!

O amigo Santana é um autêntico sobrevivente. Quem diria que passados breves meses de uma saída pela “direita baixa” – super humilhado pelos cartoons, enxovalhado nas crónicas dos jornais,

rodeado de artistas da nossa moribunda revista à portuguesa, desempregados. Tudo de mau lhe aconteceu. Sem se perceber muito bem como foi eleito para a Câmara de Lisboa. Mas, o certo é que votaram nele.

Uma grande obra que deixou feita foi a aquisição de um carro de luxo – caro para burro – que para ele devia ser o veículo a que “sua majestade” tinha direito. Entretanto deixou a Câmara de gatas, com as obras paradas, sem um tostão na caixa e com dívidas fabulosas. Um óptimo trabalho, diga-se.

Tudo isto se passou alegremente à vista dos eleitores, desta mui nobre e leal cidade de Lisboa.

Ele ao sair bem avisou que “andaria por aí…”

E não é que ele é o novo candidato à Câmara? Outra vez!

Será que o pessoal vai outra vez eleger o amigo Santana?

Se me contassem eu não acreditaria.

Quem anda feliz são os fazedores de cartoons. Vão ter novamente muita matéria prima para trabalhar. Eu é que começo a não achar muita graça às anedotas.
Antonio Raposo

Uma imagem vale mais que mil palavras

O passado, o presente e o futuro?No entanto só a Liberdade conta! E vamos dar as mãos!

À atenção dos senhores agentes de autoridade que vigiam a zona do Cais do Sodré.

Uma leitora, perfeitamente identificada, está preocupada com o que acontece diariamente na zona do Cais do Sodré.

Deixo o seu texto à consideração dos senhores agentes de autoridade que vigiam a zona.
Há largos meses, que dois grupos distintos da carteiristas portugueses e romenas operam na zona lisboeta do Cais do Sodré, tendo como grande preferência a paragem de autocarros e carros eléctricos que seguem na direcção de Alcântara, para a prática dos furtos.
O grupo de carteiristas portugueses é composto por quatro a oito elementos masculinos e de meia-idade, sendo este número variável consoante o dia da semana, aumentando nos fins-de-semana e diminuindo às segundas. O grupo de carteiristas romenas consta de duas a quatro mulheres. Encontram-se diariamente a partir das 9h20 em frente da fachada principal do Mercado da Ribeira e no edifício da Inspecção-geral das Actividades de Saúde. Quando consideram necessário, refugiam-se nos cafés laterais em grupos também distintos.

As vítimas são os turistas estrangeiros e os portugueses de idade avançada ou mulheres. Continuam a actuar impunemente, com o maior descaramento, e este cenário é repetido vezes sem conta ao longo de manhãs, dias e meses sem nada lhes acontecer

Bancada Directa pergunta apenas: Até quando?
A leitora chama-se Catarina Vaz Mendes

Amigos leitores do Bancada Directa: cuidado com o Amarula.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Leiam antes de ver o vídeo

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O AMARULA é a fruta de uma árvore africana, a qual uma vez fora dos dos ramos das árvores chega a atingir os 17 GRAUS de ÁLCOOL. O Amarula, é uma fruta da África do Sul que contém quatro vezes mais vitamina C do que a laranja. A sua graduação alcoólica é de 17%. O sabor é similar ao Baileys, mas com um toque frutado.

É bom, no calor da natureza, ter onde tomar uma bebida com os colegas!!!!

Cuidado com os frutos exóticos que compram.

Obrigado pela vossa atenção.

O meu 25 de Abril. O "metro falhou apoio". Gostávamos de saber o porquê?

O “Metro” falhou o apoio. Bancada Directa gostava de saber o porquê?

Tenho conhecimento do desabafo do leitor José Alberto Pérez Garcia, o qual passo a dar conhecimento aos nossos leitores:

…Inscrevi-me na 32ª Corrida da Liberdade, no dia 25 de Abril. A brochura da corrida informava que não teríamos de comprar bilhete de Metro, desde que devidamente identificados com o dorsal - eu tinha o dorsal Nº 713. Na estação Baixa-Chiado não nos deixaram entrar para ir à Pontinha (a mim e a outros 3 corredores, pelo menos) apesar dos esforços de uma pessoa da organização da prova. Sem dinheiro e sem tempo para voltar a casa e pegar no meu passe mensal, tive de desistir de correr tal como os outros atletas. Foi esse o anunciado (na brochura da corrida) apoio que o “Metropolitano ia dar à corrida?

Bancada Directa, simplesmente, gostava de saber porque (neste caso) aconteceu esta falta de apoio. Não me digam que promessas feitas e não cumpridas não são só exclusivo da classe politica
?

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

70.000 euros? Meu rico dinheirinho.

Inaugurados no Terreiro do Paço jardins portateis, para fazer esquecer as obras que por lá andam. Custaram 70.000 euros. Nem quero fazer qualquer comentário, porque triste já eu estou o suficiente. É que em tempos de crise há que ajudar mas é os pobres, matando-lhes a fome.
Já agora podem dar uma espreitadela aqui

Uma atleta de eleição. Classe, raça e fibra são os atributos que fazem dela uma campeã.

Telma Monteiro

A judoca portuguesa sagrou-se na passada sexta feira 24 de Abril tricampeã europeia de Judo, em Tbilissi (Geórgia), ao bater na final da categoria de -57 kg a atleta britânica Sarah Clark.




Ver a noticia em pormenor aqui

Fragmentos e opiniões fracturantes. Reflexões sobre os Cartazes Eleitorais.



Para que servem os cartazes eleitorais?

O cidadão que alguma vez modificou o seu sentido de voto por causa de um cartaz, que levante o braço. Num país onde a educação e a cultura continuam a ser territórios mais do desprezados, asfixiados pela política - que tudo faz para os manter estanques, de modo a que a população permaneça incapaz de perguntar, descobrir e exigir -, é natural que as pessoas votem por amor ao padre, ao filho ou à vizinha. Já tivemos autarcas a oferecer electrodomésticos em troca de votos, temos autarcas que se gabam de fugir ao fisco e continuam a receber os votos e o aplauso do povo, que clama: "Rouba, mas faz". Há políticos que vão porta a porta explicar aos velhinhos analfabetos em que símbolo devem pôr a cruzinha - e para esse efeito, os panfletos de propaganda podem ser úteis. Mas a quem serve a invasão de cartazes nas grandes cidades? Às agências de comunicação, claro. Há meses, Manuela Ferreira Leite clamava que não sabia o que isso era - mas entretanto, que remédio, aprendeu: lá está ela, gigantesca, em todas as esquinas, anunciando uma coisa que eu aliás duvido que excite alguém: Política de verdade. A uma hora destas, o pessoal já não aguenta nem mais um grão de verdade. Já chega: não se arranja por aí uma mentirazita animadora? Uma coisa que nos dê alento para sorrir ao levantar da cama, de forma a que nos animemos a trabalhar mais e melhor, para podermos acabar com a crise mais depressa?
Agora que a ASAE já chegou aos decotes e ao tamanho das saias das funcionárias públicas - os códigos de apresentação dos homens continuam por escrutinar - que alegria no trabalho nos restará? Nem o perfume escapa: quando a PIDE dos costumes da Função Pública proíbe "perfumes agressivos", inclui o cheiro a suor de três dias, ou só os perfumes engarrafados? E, mais uma vez, só os delas? É que há limites para a verdade que uma cidadã está disposta a enfrentar.

Pelo menos, nos cartazes, Manuela quase sorri. Mas alguém irá votar por causa de um quase sorriso, mil vezes repetido? Alguém votará em Vital Moreira por causa da expressão "Nós, Europeus" ou da caligrafia da sua assinatura, também mil vezes repetida, ao lado do seu retrato sobre um fundo misto de sangue e mar? Alguém votará no PCP por causa dos cartazes que nos gritam a necessidade de dar "mais força" a este partido?

E assim por diante. Ainda a vasta procissão eleitoral vai no adro e já a capital do país parece os destroços de uma feira popular - o que não deixa de ser irónico, dado que a mesma capital arrasou há anos a rentável feira popular que tinha, e nunca mais tratou de criar outra -, divertimento simples para a arraia-miúda é coisa que nem os políticos chiques nem os intelectuais sonantes estão dispostos a defender. Cheira a sardinha assada, a balões, a carrinhos de choque e a farturas. Não fica bem. Para os supostos magos da "imagem" e da "comunicação", este ano não é de crise: há muito photoshop a fazer para tornar luminosos os mais pardos rostos, muita consultoria sobre cores de camisas e gravatas, muitos slogans a reinventar, por assim dizer, a partir de exemplos bem sucedidos lá pelas Europas dos ricos e pelas Américas ousadas. Louvo a iniciativa de José Sá Fernandes, de despoluir a Praça Marquês de Pombal - e a resposta dele aos que, de dedo em riste, o acusaram de também já ter prevaricado, é deliciosa, e deliciosamente portuguesa: "Não fui eu, foi o Bloco de Esquerda".

Ou seja: a culpa foi daqueles meninos que entretanto decidiram dar-lhe um pontapé. Note-se que o Bloco de Esquerda alegou como pretexto para se desfazer do Zé o empréstimo de uma praça da cidade, por um tempo curto, para a realização de um anúncio, a troco de obras definitivas nessa praça. O Bloco alegou isso, e uma coisa ainda mais feia, que foi a solidariedade do Zé face a uma colega brutalmente atacada por ter desencadeado uma auditoria que levou antigos administradores de uma empresa municipal ao banco dos réus.
Ora a mim parece-me que o facto de um candidato ter errado (no caso, ao usar cartazes num espaço protegido) não o deve impedir de assumir o erro e passar a fazer a coisa certa. Se mais vezes os políticos assumissem os seus erros e se se determinassem a corrigi-los, o país estaria de muito melhor saúde. Aliás, tenho pena que não se proíbam os cartazes políticos em todos os espaços urbanos. Ao contrário dos decotes, incomodam-me. Não tanto pela miséria estética, como pelo que cada um deles significa - dinheiro atirado à rua. Dinheiro nosso, que, mais uma vez, não é utilizado a nosso favor.

Inês Pedrosa

A doença do tropeção. É o "Temas de Medicina" de hoje, integrado no "O saber não ocupa lugar".

A doença do tropeção. É o “Temas de Medicina” em “O saber não ocupa lugar.
Vulgarmente chamada a “doença de Machado/Joseph, porque um dos seus sintomas é a descoordenação da marcha. E era também conhecida como a doença “açoriana” do sistema nervoso, porque os primeiros doentes eram descendentes de açorianos.

O desenvolvimento

Estava-se em 1972 e no Estado norte-americano do Massachusetts era identificada uma nova doença neurológica que afectava, em particular, a família Machado.

Uma família cujos ancestrais eram originários dos Açores. Três anos mais tarde, noutro Estado, agora o da Califórnia, os médicos pensaram, igualmente, ter descoberto uma nova doença, identificada na família Joseph, também ela de origem e com raízes açorianas. Só em 1981 as investigações permitiram concluir que não se estava em presença de duas doenças, mas apenas de uma só, baptizada, então, com o nome de Machado/Joseph, relativo à primeira família em que foi detectada e àquela mais afectada.

Nesse espaço de tempo, a patologia era descrita como a doença açoriana do sistema nervoso, por se acreditar que apenas os originários do arquipélago açoriano estavam em risco. Mais tarde, as mesmas características vieram a ser identificadas em famílias de outras latitudes, afro-americanas e japonesas, fenómeno atribuído à emigração portuguesa.

Os sintomas que conduziram ao diagnóstico nas famílias Machado e Joseph eram os mesmos. E o primeiro de todos a “ataxia”, termo usado para descrever a falta de coordenação motora, primeiro em relação aos membros inferiores, afectando a marcha, depois em relação aos membros superiores, dificultando os chamados movimentos finos das mãos.
Porque as pernas são as primeiras a sofrer o impacto da doença, os doentes têm dificuldade em caminhar de uma forma equilibrada. O resultado são movimentos trôpegos e uma postura cambaleante, tão notória que se confunde com as consequências da embriaguez. Aliás, quando a doença era pouco conhecida, os doentes eram facilmente rotulados de bêbados.

Além da descoordenação motora foram identificados sintomas como a espasticidade (articulação deficiente e consequente rigidez dos membros, alterações na fala, dificuldade de deglutição, movimentos oculares involuntários, visão dupla, micção frequente.

Alguns doentes apresentam ainda distonia (contracção involuntária dos músculos, provocando como que o congelamento do movimentos em curso), movimentos repetitivos e sintomas semelhantes aos de Parkinson (como tremores). Os olhos ficam, com frequência, salientes e há retracção das pálpebras.

Um “erro no” cromossoma 14

A doença de Machado/Joseph é uma patologia do sistema nervoso classificada como uma desordem do movimento, na medida em que corresponde a uma degeneração das células localizadas na região do cérebro que controla o movimento (o cerebelo).

É uma doença hereditária, o que significa que é transmitida de pais para filhos. Deve-se a uma mutação genética associada ao cromossoma 14: recorde-se que cada indivíduo possui 23 pares de cromossomas, herdados em partes iguais de cada um dos progenitores. No caso de um gene defeituoso, a probabilidade de ele ser transmitido aos filhos é de 50%. E se uma criança receber uma cópia defeituosa de cada um dos pais irá desenvolver a doença.

Esta é, ainda, uma patologia progressiva, o que significa que os sintomas se vão agravando com o tempo. Alguns casos culminam na morte precoce do doente, quase sempre por pneumonia de aspiração. Mas outros hão em que a esperança de vida é idêntica à média nacional.

Acontece assim porque a gravidade dos sintomas está directamente relacionada com a idade em que a doença desponta: quanto mais cedo na vida se declara mais grave é.

É, aliás, em função da idade em que a doença se manifesta e do leque de sintomas que a machado/Joseph é classificada. São três os tipos: I, caracterizado por um início da manifestação dos sintomas precoce (por volta dos 20-30 anos), com uma progressão rápida e distonia e rigidez musculares severas; II( o mais expressivo), com um inicio geralmente por volta dos 40 anos, progressão média e sintomas como contracções musculares incontroláveis e respostas reflexas exageradas; III, quando o início se dá entre os 40 e os 70 anos e a progressão é relativamente lenta, com alguma atrofia muscular e sensações desconfortáveis nos membros (dormência, por exemplo).

É sobre os sintomas que o tratamento incide, já que a doença não tem cura. Medicamentos e fisioterapia complementam-se de modo a minimizar os efeitos da descoordenação motora e dos espasmos musculares. Os problemas da visão e da fala também são alvo de intervenção especifica, o mesmo acontecendo com a disfunção urinaria.

É nos Açores que a doença de Machado/Joseph se manifesta com mais incidência. E das nove ilhas do arquipélago, a das Flores é a que apresenta mais casos desta patologia a qual já conheceu muitos rótulos.

Um apoio atlântico

Foi em 1996 que a Associação de Apoio ao doente de Machado/Joseph deu ao primeiro passo: nesse ano vingou em Ponta Delgada um núcleo de convívio entre os doentes, de modo a quebrar o isolamento a que estavam sujeitos. A partir daí foram desenvolvendo contactos com pessoas envolvidas na doença do ponto de vista clínico, o que acabou por conduzir à formalização da associação.

Os objectivos mantêm-se e passam, essencialmente, pelo apoio a estes doentes, nas diversas vertentes, sem esquecer a psico-social. Para a prossecução dos seus objectivos, a associação integrou, em Março de 2001, a Plataforma Saúde em Diálogo, que, sob a égide da Associação Nacional das Farmácias, reúne doentes, consumidores e prestadores de cuidados de saúde, visando levar mais longe a voz, as necessidades e expectativas dos doentes.

A Associação Atlântica de Apoio ao Doente de Machado/Joseph tem os seguintes contactos:
Sede: Rua Prof. Machado Macedo nº 29. 9500-700 Ponta Delgada. Açores
Email info@aadmj.cocm

Do site da Associação Atlantica de Apoio ao Doente de Machado/Joseph retirámos o seguite texto para informar os nossos leitores.

A Associação Atlântica de Apoio ao Doente de Machado-Joseph (AAADMJ) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com sede em Ponta Delgada, que tem por missão a representação e defesa dos interesses gerais e colectivos dos portadores da doença de Machado-Joseph e seus familiares.

A ideia de constituir um núcleo de convívio entre os doentes de Machado-Joseph, permitindo quebrar o isolamento a que estavam sujeitos, surgiu no ano de 1996. Após algumas trocas de ideias entre pessoas directamente envolvidas na doença do ponto de vista clínico, surgiu a ideia da criação de uma Associação do Doente Machado-Joseph. Posteriormente, procedeu-se à formalização da associação, que assumiu a designação de Associação Atlântica de Apoio ao Doente Machado-Joseph.

Os procedimentos necessários à formalização desta Associação, concluíram-se com a publicação dos seus estatutos no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores, III série nº16 de 30/08/96. Em 1997 procedeu-se à eleição e tomada de posse dos corpos directivos.

Entre Novembro de 1999 e Dezembro de 2001, a AAADMJ foi gestora do Projecto «Rede de Suporte Social Machado-Joseph», promovido pelo Instituto de Acção Social e financiado pela Direcção Regional da Solidariedade e Segurança Social e pelo Comissariado Regional do Sul da Luta Contra a Pobreza. Em Janeiro de 2002 foi assinado, com o Instituto de Acção Social, novo Acordo de Cooperação que contemplou todas as valências criadas no âmbito do Projecto.

domingo, 26 de Abril de 2009

O mal é geral.Um penalty do outro mundo.

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25 de Abril?! Sim...mas...

E o POVO Pá?!

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Gordura é formosura. Mas se viajar de avião prepare-se que vai pagar a dobrar.

Pesa demais? Paga o dobro!

Ter peso a mais pode não só fazer mal à saúde como, para quem quiser voar em algumas companhias, à carteira. Pelos menos nos Estados Unidos: a United Airlines juntou-se à US Airways, Continental Airlines e Southwest Airlines e avançou com a regra cujo lema poderia ser “pesa o dobro, paga o dobro”.

Qualquer passageiro, a viajar em classe turística, considerado obeso — i.e., que seja incapaz de apertar o cinto de segurança ou de baixar os apoios dos braços do assento — será obrigado a reservar dois lugares para si, pagando dois bilhetes.

A nova directiva, que está a levantar muita polémica, nomeadamente por a obesidade ser uma doença, surge após centenas de passageiros se terem queixado do incómodo de se sentarem ao lado de alguém maior do que a cadeira que ocupava. No entanto, a companhia já ressalvou que tal só sucederá em voos lotados (além de não se aplicar à classe executiva, com assentos maiores).

Como contraponto, no Canadá, a questão chegou em 2008 ao Supremo que não só proibiu a companhia em questão, a Air Canada, de cobrar taxas a obesos, como deliberou que as companhias aéreas ficam obrigadas a providenciar lugares extra sem custos adicionais a passageiros com deficiência ou obesos.


E não se pense que tal prática não tem adeptos pelo Velho Continente: a Air France, por exemplo, já foi inclusive processada por ter exigido o pagamento a dobrar a um passageiro com excesso de peso — o caso remonta a 2005.

Nem de propósito, num concurso de ideias para novas taxas da Ryanair, meio a sério meio a brincar, venceu a proposta de taxar passageiros com excesso de peso (agora decide-se como aplicá-la: com base no índice de massa corporal era a variação referenciada anteriormente).

sábado, 25 de Abril de 2009


Onwards from akqa on Vimeo.

O que ficou do "meu" 25 de Abril. Antonio Raposo diz de sua justiça.

O QUE FICOU DO 25 DE ABRIL

Passados 35 anos o nosso País tem, de acordo com o I.N.E. de 2005, dois milhões de pessoas a viver abaixo dos 360 euros mensais. Quase 20% da população.

Segundo a Eurostat – em 2007 – a maior desigualdade social de toda a União Europeia.

Ou seja que tem a maior concentração de riqueza e a menor redistribuição. Isto é que me interessa analisar depois destes anos todos após o 25 de Abril.

Não quero discutir se há crise mundial. Essa chegou há cerca de um ano atrás. Eu quero apontar o dedo acusador a todos, mas mesmo a todos os que nos tem governado.

Sabemos que o PREC durou cerca de um ano. Foi ele o culpado – disseram-nos, durante os primeiros anos seguintes de todos os males. Essa foi a grande mentira que nos pregaram.
As grandes fortunas que eram as conhecidas antes do 25 de Abril, assustaram-se com o PREC e fugiram. Hoje estão refeitas e compostas.

Os mesmos dois milhões de pobres que eventualmente haveriam antes do 25 de Abril continuam aí sorridentes, alegres, e sobretudo politicamente analfabetos e sem um tusto.

A maioria reformados mas sem dinheiro para os remédios, nem para a bucha.

Nada se fez para mudar a situação.

Os nossos representantes da Assembleia passeiam-se como se não vivessem neste País. Isto é sem problemas, pois vivem desafogadamente e basta não fazerem ondas para terem a sua reformazita assegurada ao fim de poucos anos de descanso.

Por isso – cala-te boca!

E assim vai Portugal – uns vão bem outros vão mal. E mais alguns – péssimo!

Antonio Raposo

Recordar é Viver. Zeca Afonso. Coliseu dos Recreios em Lisboa. 29JAN1983

Recordar José Franco neste Sabado frio e chuvoso. Mostramos ao pormenor a sua Aldeia Saloia

José Franco 1920/2009

As suas mãos nasceram para criar beleza, disse o escritor Jorge Amado, e o barro foi o seu grande instrumento e aliado, dizemos nós. Do grande ceramista e escultor José Franco, fica uma vida cheia de arte (s), ideias, sonhos, invenções, sentido de humor, simpatia, amigos saudosos, admiração e muito respeito por quem foi, acima de tudo, um Bom Homem.

A ele se deve o enaltecimento do Sobreiro no mapa de Portugal, com a criação da sua “Aldeia Típica Saloia”. O Sobreiro tem a honra de receber milhares de turistas de toda a parte, para ver a magia deste lugar especial, de onde ao som de um acordeão bailam pequenos homens e mulheres do inicio do século XX, num retrato do quotidiano e das profissões da época.

No seu funeral destaco a presença do Comendador Rui Nabeiro de Campo Maior. Como sou amigo pessoal de vários membros da família Nabeiro cruzei-me com ele e dirigi-lhe a palavra. Disse-me que José Franco era seu amigo, que o tinha visitado muitas vezes em sua casa de Campo Maior e que ele lhe retribuía essas visitas aqui no Sobreiro. “Falávamos sobre as nossas vidas, sobre o nosso dia-a-dia, das nossas ambições pessoais. Era um homem maravilhoso e trabalhador mesmo quando se encontrava doente. Deixa-me uma profunda saudade!”

O nosso Presidente disse “que ele buscou inspiração na estatuária do Palácio Nacional de Mafra na visão do mar e também na vida real”. “Divulgando usos e costumes de outros tempos, mas também os valores e os novos quotidianos da modernidade, o oleiro foi, um verdadeiro agente de promoção do património de Mafra.

Jorge Amado escreveu sobre José Franco: Eu o vejo, ao mestre José Franco, artista do barro e da vida, na aldeia saloia, cercado pelo respeito, pela admiração e pelo amor de sua gente. Nasceu para criar beleza, para dar de si aos demais, para tornar mais rico o património do povo português com as imagens, suas figuras de barro, seus vasos utilitários, seus bois de longos cornos, seus peixes leveses como versos, seus porcos líricos….

Eis aqui a realidade da Aldeia Saloia de José Franco, na localidade do Sobreiro, a meio caminho entre Mafra e a Ericeira
O moinho sempre em movimento
O poço
Exterior da oficina onde trabalhava José Franco


O interior da oficina onde sempre José Franco criou as suas obras de arte, ora vazia da sua presença

A sua humildade Interior da Aldeia Saloia
Fachada e altar da capelinha de Santo António
E com as rodas da azenha em movimento até o musgo é uma imagem real de verdade
Cinco aspectos de uma aldeia tipica com animação

À esquerda a oficina do sapateiro e ao lado o barbeiro/ dentista
O sapateiro
Aqui faz de barbeiro
E quem quiser arrancar um dente faça o favor de se sentar. (José Franco ria-se quando me mostrava esta sua dualidade)

A casinha do moleiroO açougue

Oficina do funileiro
Relojoaria


A tenda da Ti LenaE por fim a Ericeira que ele tanto amava

Fotos "Bancada Directa"

O desporto na minha terra. Falemos de ginástica acrobática

O desporto na minha terra.
Ginástica acrobática em Cascais.

Madalena Velez e Joana Melo

MadalenaVelez e Joana Melo (iniciados) no pódio.

O Pavilhão Guilherme Pinto Basto recebeu a Prova Qualificativa, escalões de iniciados e juvenis, para apuramento dos atletas com vista ao campeonato nacional, numa organização da Federação Portuguesa de Trampolins e Desportos Acrobáticos (FPTDA), que contou com a participação de ginastas do Grupo de Dramático e Sportivo de Cascais (GDSC) e do Grupo Sportivo de Carcavelos (GSC), com a maioria a conseguir o passaporte para os nacionais de ginástica acrobática, com destaque para o par de Cascais, Madalena Velez e Joana Melo (iniciados) que subiram ao ao 3º lugar do pódio, enquanto as suas companheiras de equipa, Teresa Ferreira e Maria Gameiro, alcançaram a 6ª posição.

Maria Pereira, Alice Gamboa e Isabel Velez

Igualmente em iniciados, mas em Trios, Maria Pereira, Alice Gamboa e Isabel Velez (GDSC) ficaram no 5º lugar, Joana Batista, Patrícia Antunes e Cláudia Fazenda (GSC), foram 14ªs, Madalena Ferreira, Joana Leal e Matilde Macedo (GDSC) 20ªs, por ultimo Madalena Pires, Margarida Pina e Carlota Moura quedaram-se pela 29ª posição.

Em juvenis, o par do Sportivo de Carcavelos, Marta Pinto e Mariana Ferreira conseguiu finalizar as suas provas no 5º lugar, enquanto as suas companheiras de equipa, Barbara Calado, Maria Serra e Constança Lopes, em Trios, alcançavam a 6ª posição. O outro trio da linha de Cascais em competição, Maria Silva, Mariana Cruz e Madalena Carlos (GDSC) ficou no lugar imediato (7º)

Ainda outra noticia

Beatriz Cruz e Pedro Melo

Pedro Melo e Beatriz Cruz apurados para o nacional

O jovem par do Dramático de Cascais, Pedro Melo e Beatriz Cruz recebeu a medalha de ouro na prova Par Misto, na categoria júnior, no campeonato Distrital que foi disputado no Pavilhão do Catujal (Loures)

Destaque igualmente para Tânia Gomes e Matilde Pereira, vencedoras em juniores na Prova de Par Feminino. Os restantes ginastas cascaenses obtiveram boas prestações nas provas em que participaram, ficando deste forma classificados: Trio Femininos/Juniores 4ºs Ana Seco, Inês Soares e Matilde Macedo; Trio Femininos/Seniores 2ªs Sónia Ribeiro, Mariana Santos e Joana Carlos; Par Misto/Seniores- Nuno Miranda e Mariana Barros 3º lugar.

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Nação Valente e Imortal. E a nossa bandeira bem recorda esse facto!

Nação Valente e Imortal


Ericeira. 24 de Abril. Véspera do Dia da Liberdade. 16h00. Parque de estacionamento de São Sebastião, afectado quase na sua totalidade a recolha de barcos, que fogem das intempéries que devassam o porto de pesca.

Lembro-me, de passagem para Italia, aproveitando o Mónaco para visitar, de duas marinas a norte de Saint Tropez e que eram a de Saint Maxime e Les Marines de Cogolin. Não havia qualquer embarçação que estivesse acostada nas marinas, que não arvorasse nos seus mastros orgulhosamente a bandeira francêsa. Igualmente, quando passava férias em Salou, lembro-me que todos os barcos atracados na marina a sul da cidade também ostentavam orgulhosamente a bandeira, aqui não a bandeira espanhola, mas a da Catalunha.

Por aqui na Ericeira o fervor patriótico não será menor do que os dos nossos vizinhos espanhois e franceses, mas não se liga muito ao aspecto de novo das bandeiras. Mas elas estão lá ufanas ao vento e dizem com orgulho: NAÇÃO VALENTE E IMORTAL!
fotos Bancada Directa

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que passem um excelente Fim-de-semana.

E parece que hoje nem deverá haver qualquer comentário na apresentação desta moça. Gozem, gozem um bom fim-de-semana. A moça é secundária para este objectivo. Mas agradeço ao amigo Luis Carlos de Leiria que não coma muitos pessegos para não se lembrar desta fruta tão apetitosa. Parece que lá estraguei tudo novamente. Já tenho sermão cantado a duas vozes (nora e neta) no fim- de- semana

A táctica natural da sobrevivencia: os Borrelhos na Ericeira

São Borrelhos de coleira, umas grandes e outras pequenas

Já aqui tínhamos referido que são aves migradoras que povoam esta região entre Abril e Agosto, que são meses mais quentes ou temperados. No entanto também dissemos que muitos indivíduos passam cá o Inverno, não se sabendo como eles resistem ao frio e ao vento agreste da nortada marítima.

Parece que temos uma explicação: eles usam uma estratégia, não só para se manterem nos locais onde podem arranjar alimentos (parques de estacionamento, onde há sempre restos de pão e bolachas mandadas para fora das viaturas) e aproveitar a altura dos lancis dos passeios para se abrigarem ordenadamente.

Nesta sexta-feira, depois de uma manhã agradável na Ericeira, nuvens negras e ventos frios apareceram subitamente e enregelaram as pessoas e naturalmente as aves.

A sua táctica de se abrigarem do frio e do vento é demonstrada pelas imagens que vos mostramos


O pelotão ainda está "à vontade" e aguarda a voz de comando.

Pelotão!......Perfilar pela esquerda!
Femeas! Um passo à frente, para o senhor do Bancada Directa as identificar!
Em frente! Marche!
fotos Bancada Directa

Mundo Policiário 18/09

Mundo Policiário 18/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre presentes.

Tema deste Mundo Policiário: Continuação de

“Dossier Investigação Criminal”

FBI cedeu software para super computador. Base de perfis de ADN ajuda a caçar criminosos e a libertar inocentes.


Uma opinião de um técnico prestigiado, investigador e professor universitário.

Falamos do Professor Dr. José Anes, que foi Perito Superior de Criminalística do Laboratório da Policia Científica da Policia Judiciária (LPC/PJ) durante 20 anos.

A opinião do professor e investigador sobre a “Base de Perfis de ADN. “o cidadão deve ter garantias, sem dúvida, mas a investigação criminal tem de ser eficaz!” Diz, ainda, que “o banco de perfis de ADN vai ter influência na rapidez e eficácia em qualquer investigação criminal”.

Entrevista concedida a Carlos Saraiva

As questões suscitadas ao professor:

Que avanço, em termos de investigação forense, representa este banco de dados?

É um passo de gigante, decisivo para a investigação de todos os suspeitos e criminosos e para todos os tipos de crimes (homicídios, violações ou até assaltos a residências). Possibilita a identificação inequívoca do ADN a partir de vestígios, sejam eles esperma, cabelos, saliva, sangue ou outros, e assume particular importância numa altura em que se regista um aumento da criminalidade. Embora se discuta muito a dialéctica entre as necessidades de investigação criminal e a questão dos direitos individuais, mesmo nos Estrados Unidos só existe uma base da dados de ADN para pessoas que já foram condenadas em tribunal, o que também será feito aqui em Portugal.

Que virtudes é que atribui a este programa informático do FBI, o Codis?

É um programa automático de informação. Na prática, trata-se de um registo de milhares de perfis. Quando há identificação, carregam-se os dados e a máquina compara o ADN do suspeito com todos os outros que já lá estão. E também quando é recolhido o material biológico no local do crime, o computador identifica-o com algum que já lá está nos registos e que pertença a alguém que tenha participado num crime, julgado ou não.

O resultado oferece algum tipo de dúvida?

O resultado é quase “absoluto”, sem margem para dúvidas.

Acha que o banco de dados deveria incluir informação sobre suspeitos de crime?

Não sei se vão ser incluídos dados de suspeitos. Não será problema se houver decisão judicial e ser a protecção de dados estiver assegurada. Quando existem vestígios e ainda não há identificação da pessoa, não se coloca a questão dos direitos. A máquina fornece resultados que indiciam pistas a seguir, diz-nos se o ADN recolhido naquele local de crime ou daquele suspeito condiz com outro que já tenha sido encontrado, mesmo que relacionado com outro crime. E ainda que não dê rosto ao suspeito, dá indicações preciosas à investigação que, depois, tratará de apertar a malha no sentido de chagar ao culpado.

Em Inglaterra, o primeiro país europeu a criar esta base de dados (1995), as detenções duplicaram nos cinco anos seguintes. Tem alguma expectativa sobre o que pode acontecer em Portugal?

Vai aumentar a probabilidade de haver mais detenções, face ao precioso auxiliar que esta ferramenta oferece à investigação criminal e à justiça. A prova material tem agora um precioso auxiliar muito importante. Falamos primeiro da condenação de criminosos, mas também de ilibar pessoas condenadas que estão inocentes. Em Portugal podem existir alguns casos nessa situação. E se esta banca de dados ajudar, só termos que o louvar. Ninguém quer inocentes na cadeia, mas queremos que os autores de crimes sejam julgados e condenados.

Como é que avalia a possibilidade do registo voluntário?

É pacífico, na minha opinião. Se houver uma catástrofe, facilmente se identifica a pessoa. Faz sentido qie exista essa possibilidade.

Porque é que demorou tantos anos a aplicar este programa em Portugal?

Da parte da Policia Cientifica, da Medicina Legal e até da Justiça, houve sempre a consciência dessa necessidade. O problema foi o “conflito” entre o garantismo, a protecção de dados e as necessidades da investigação. Deve haver protecção, mas também deve haver instrumentos eficazes do ponto de vista da investigação criminal e este é um deles. Os outros países europeus onde é aplicado também são democracias com estados de direito consolidados. O problema é que em Portugal, por vezes somos “mais papistas que o próprio Papa”…..

Quem é o Professor Dr. José Anes?

Foi Docente de Biomatemática em 1976-77 na Faculdade de Medicina de Lisboa e ingressou, em 1978, nos quadros do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária (LPC/PJ), como Perito Superior de Criminalística, tendo desenvolvido a área de Análise de Vestígios diversos – incluindo os de explosões. No LPC/PJ (onde esteve durante cerca de 20 anos) investigou vários casos relacionados com explosivos, entre os quais os atentados das FP-25 e o “caso Camarate” tendo, no âmbito deste último, coordenado duas Comissões de Inquérito na Assembleia da República. Está reformado da Função Pública, desde 1997.


Foi, desde o ano lectivo de 1986/87 até ao de 2004/05, Docente Convidado do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa/FCSH-UNL (e também do seu Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais), onde leccionou na área dos Métodos Quantitativos e, nos últimos anos, Antropologia da Religião.


É também Docente, desde 1998, no Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões (ISER) da mesma Faculdade, de cursos na área dos Novos Movimentos Religiosos e Espiritualidades Alternativas – sendo Doutorando nestas áreas. Tem um artigo, sobre este tema, a publicar ainda este ano, num número especial dedicado às Religiões, da revista “Fórum Sociológico” (do ISER/FCSH).


É um especialista de Correntes Esotéricas Ocidentais, sendo membro da ESSWE- European Society for the Study of Western Esotericism, dirigida pelos Profs. Wouter Hanegraaff (Univ. Amsterdão) e Antoine Faivre (Jubilado da EPHE-Sorbonne).


Escreveu prefácios para vários livros, os últimos dos quais para “O Pensamento Maçónico de Fernando Pessoa” de Jorge de Matos (Sete Caminhos, Lisboa, 2006) e “La Franc-Maçonnerie comme Voie d’Éveil” de Rémi Boyer (Rafael de Surtis/Éditinter, Monts, França, 2006).


Para além da sua formação em Criminalística, desde 1999, tem-se dedicado também, no quadro da Socio-Antropologia, particularmente no domínio do estudo da Violência em “Seitas” e grupos religiosos radicais, tem sido Docente de cursos sobre Violência Religiosa e Terrorismo Religioso, quer no ISER, a partir de 2001, quer já em 2006, na Reitoria da Universidade (Clássica) de Lisboa, na Universidade Autónoma de Lisboa e na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, num curso de Pós-graduação e Mestrado em Estudos Avançados de Segurança e Direito, onde lecciona as cadeiras de Violência Religiosa e de Criminalística.

É co-autor no livro “As Teias do Terror” (Ésquilo, 2006).


Assinatura do Protocolo de Cooperação e o OSCOT- Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo e o ILAC. Da esquerda para a direita: Professor Dr José Anes, General Garcia Leandro e Dr. Manuel Pechirra (Janeiro de 2008)

É (desde 2004) Vice-Presidente do OSCOT- Observatório de Segurança, Crime Organizado e Terrorismo (Presidido pelo Dr. Rui Pereira) e Director da revista para o grande público, intitulada “Segurança e Defesa”, e cujo conselho editorial integra, Rui Pereira, Ângelo Correia, José Lamego, entre outros.

Portugal a preto e branco



Por agora tudo serve em politica

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Pepe, futebolista brasileiro, o"agressor". Será que a selecção portuguesa ainda vai contar com este mau desportista?

O saber não ocupa lugar: Ser-se testemunha.

O saber não ocupa lugar.
Ser-se testemunha
Uma questão pertinente: porque é que as pessoas são avessas a serem testemunhas de algo que presenciaram?

O IMPORTANTE PAPEL DA TESTEMUNHA!

A cara amiga que me tem posto questões nos últimos tempos, voltou, novamente, à “carga” na passada segunda feira, com uma questão premente para ela: Teve um acidente de automóvel na 2ª Circular, na zona do Estádio da Luz.com culpas evidentes do terceiro, que no entanto se recusou a admitir responsabilidades. Como várias pessoas assistiram ao acidente e estavam presentes pediu a várias delas se queriam ser testemunhas de que ela não era culpada, e ninguém se ofereceu para testemunhar a verdade dos factos. A Policia tomou conta da ocorrência, mas sem testemunhas vai ser difícil fazer a prova. Pergunta-me, então, porque é que as pessoas se recusam a ajudar o próximo e não querem ser testemunhas?

Começo por pôr-lhe a questão no que respeita ao seu comportamento normal (exclusão de familiares, amigos e interesses próprios) em situações semelhantes? Pela sua resposta obterá a clareza da situação exposta. É claro que nem todas as pessoas são iguais, mas a regra confirmará a excepção.
A questão técnica será esta: É frequente ouvir dizer que “fulano pediu-me para ser sua testemunha” ou “eu não posso ser testemunha porque sou familiar”…A verdade é que se encontra, amplamente deturpada, a figura da testemunha aos olhos do comum mortal.

Ser testemunha, mais do que uma mera possibilidade, um favor ou uma atenção, é um dever de cada um, enquanto cidadão, que pretende actuar em colaboração com a justiça.


A prova testemunhal é muitas vezes, senão na sua grande maioria, a única forma de conseguir apresentar a verdadeira versão dos factos em tribunal, porquanto a produção de prova consiste essencialmente na probabilidade de criar uma convicção no juiz da causa.

A prova tem por finalidade demonstrar uma determinada verdade histórica a respeito de determinados factos ou realidades, sendo que na grande maioria dos acontecimentos, principalmente nos que se encontram titulados por documentos, nada mais resta senão a palavra, para a difícil tarefa da reconstituição dos factos.
A prova testemunhal é quase sempre imprescindível na maioria das acções penais. Em virtude da busca da verdade real e do sistema da livre apreciação das provas, cabe ao juiz valorar o conteúdo do depoimento.
Dispõe o código de processo civil português que: “têm capacidades para depor como testemunhas todos aqueles que, não estando interditos por anomalia psíquica, tiveram aptidão física e mental para depor sobre os factos que constituem objecto da prova”. “Incumbe ao juiz verificar a capacidade natural das pessoas arroladas como testemunhas e da credibilidade do respectivo depoimento.

Incumbe ao juiz advertir as pessoas da faculdade que lhes assiste de se recusarem a depor, termos em que ninguém se encontra à partida inibido da faculdade de testemunhar. Qualquer cidadão pode ser indicado como testemunha, sendo que o juiz ordenará que a testemunha que sem justificação tenha faltado, a comparecer sob custódia, sem prejuízo da multa aplicável.

Quando se verificar impossibilidade ou grave dificuldade de comparência no tribunal, pode o juiz autorizar, havendo acordo das partes, que o depoimento seja prestado através de documento escrito, datado e assinado pelo seu autor, do qual conste relação discriminada dos factos a que assistiu ou que verificou pessoalmente ou até mesmo que a inquirição se faça através da utilização de telefone ou outro meio de comunicação directa do tribunal com o depoente, designadamente a teleconferência.

A lei confere ainda a possibilidade de ser fixado às testemunhas o pagamento de um quantia a titulo de compensação pelas despesas realizadas e uma indemnização, devidas pela deslocação ao tribunal, que varia entre 1/16 e 1/18 de unidade de conta (actualmente o valor de cada unidade de conta é de 96 euros) por cada deslocação

A sua Palavra pode fazer a diferença, não deixe de colaborar com a Justiça e com aqueles que precisam do seu testemunho.

Por aqui muito perto o Surf está em alta.

O Surf está em alta.

Está a decorrer em Carcavelos e no Guincho o “Estoril Quiksilver Pró”, que começou no passado dia 21 e termina no próximo dia 26. Ao contrário de épocas anteriores, o campeonato decorre no início do ano, facto que pode beneficiar esta etapa da World Qualifyng Series (WQS), numa clara aposta do Turismo do Estoril e da Câmara Municipal de Cascais numa modalidade em plena ascensão no concelho de Cascais.

Mas hoje falamos do “Deeply Surf Esperanças”

Guincho recebeu finais

Com a praia da Poça, em São João do Estoril, sem ondas, o Surfing Clube Costa do Sol foi forçado a levar a prova para o Guincho, onde foram encontradas condições para realizar as finais dos vários escalões, que acabaram por se traduzir em algumas surpresas, como foi o caso da eliminação de Carina Duarte e Francisca Sousa da grande final.

A primeira final do dia, sub-14, teve como vencedor Miguel Blanco que bateu João Kopke, ficando João Beberan e Tomás Fernandes nos lugares imediatos.

Seguiu-se a final de sub-12, que opôs Santiago Miranda a Guilherme Fonseca, que o primeiro venceu, deixando, ainda, Tomás Ferreira em 3º e Francisco Duarte na 4ª posição.

Em sub-16, o grande vencedor foi Vasco Ribeiro, que desde cedo garantiu a vitória com duas ondas com manchas fortes, Basile Belime foi 2º, Rui Henriques foi 3º e Francisco Alves fechou a classificação.

Pódio Sub-18 femininos
Na final feminina, o nível dentro de água foi fraco devido às poucas ondas que se fizeram sentir na altura da prova. Maria Abecassis foi a primeira, seguida de Catherina Cardoso, Carolina Guerreiro e Ana Sarmento.

José Ferreira, uma certeza do nosso surf, o vencedor da prova.

A última final do dia, foi a teve mais nível na água, e uma disputa muito grande pela vitória entre Vasco Ribeiro e José Ferreira. Após sucessivas alterações na liderança, José Ferreira marcou uma nota de 9 pontos, que a juntar a outra de 7, deu-lhe a vitória nesta etapa. Vasco Ribeiro, não conseguiu repetir a vitoria no escalão de sub-16, acabando por ficar na 2º posição, com Timothy Latte e Rui Henriques a subirem aos restantes lugares do pódio.

Esta primeira etapa do Circuito Nacional “Deeply Surf Esperanças”, numa organização do Surfing Clube Costa do Sol, conta com os apoios oficiais da Federação Portuguesa de Surf.

Esta Lisboa que eu amo. Os velhos edifícios que foram demolidos.

Esta Lisboa que eu amo.
Concordo que os velhos edifícios que existiam nas Avenidas Novas em Lisboa dificilmente poderiam sobreviver num conceito moderno de urbanismo do século XXI. Mas dá pena ver estas fotos, que retratam a beleza destes edificios que eram autenticas "joias de arte". Vale a pena recordar os tempos em que nós andávamos pelas Avenidas ao lado destes edificios.
Mas a acção do "camartelo" é inexorável! E as demolições destes edificios foram uma triste realidade

Avenida da Liberdade 176-180
Prémio Valmor 1927
Arquitecto Manuel Norte Junior

Calçada de Santo Amaro 83-85
Prémio Valmor 1928
Arquitecto Pardal Monteiro
Avenida Fontes Pereira de Melo 30
Prémio Valmor 1910
Arquitecto Ernesto Korrodi

Avenida Duque de Loulé 77
Palacete Empis

Prémio Valmor 1907

Arquitecto António Couto de Abreu Rua Pascoal de Melo nº 5-7

Prémio Valmor 1914 - menção honrosa

Arquitecto António da Silva Junior

Rua Cidade de Liverpool 16
Prémio Valmor 1914 -menção honrosa

Arquitecto Rafael Duarte de Melo Rua Tomás Ribeiro nº 4-6

Prémio Valmor 1909- menção honrosa
Arquitecto António Cunha de Abreu

Avenida Duque de Loulé nº 72-74
Prémio Valmor 1909 - menção honrosa
Arquitecto Adolfo A. Marques da Silva

Avenida da Républica 36
Prémio Valmor 1908 - menção honrosa
Arquitecto Manuel Norte Junior

Políticas de verdades(?), simplesmente "politicas de mentiras"(?).



Caros amigos leitores do Bancada Directa

Os cartazes nesta Lisboa colocam o meu espirito num terrível dilema: será que é melhor optar por uma possivel (mas não credível) "politica de verdade", ou se, ao invés, pode-se escolher uma política de mentira, mas que não nos engana?

Se isto se refere a uma política de verdade

Então antes quero esta política de mentira

Nunca julgue pelas Aparências...

Do júri e da multidão ouviram-se risos cínicos e completamente incrédulos… quase como que a dizerem “como é que é possível esta mulher chegar aqui?

Não tinha a boa imagem e o bom aspecto que tanto se valorizam nos nossos dias… não tinha a idade “certa” para fazer aquilo… e nem sequer a presença em palco “certa” para fazer aquilo…

Contudo, com toda a sua simplicidade ali estava ela pronta e cheia de garra para ir atrás do seu sonho apesar da idade… apesar da aparência… apesar…

Quantas pessoas não existirão no nosso meio como a Susan Boyle? Se calhar com dons e talentos e idades e formas de estar tão diferentes dos nossos, mas que estão cheias de potencial… e cheias de sonhos por alcançar…

Ao olhar para este vídeo pensei “basta lhes darmos voz….” E serão elas que nos deixarão de boca abertas…

O programa Britain's Got Talent voltou a revelar uma estrela pouco provável: uma desempregada britânica de 47 anos transformada em celebridade graças a uma voz que até há bem pouco tempo só os vizinhos conheciam.

Numa gala seguida por 11,3 milhões de pessoas - e que entretanto se tornou num fenómeno de visitas no YouTube e noutros canais de vídeos, Susan Boyle cantou "I Dreamed a Deam", do musical " Os Miseráveis" . Neste momento, a escocesa é uma das favoritas para vencer o recurso.

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

6 milhões de Benfiquistas



É fácil perceber porque o País não avança ...

Apanhados no restaurante

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São espectaculares estes artistas chineses. Apreciem

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Esta Lisboa que eu amo!

Até parecem as chamadas e ditas "Obras de Santa Engrácia!.
Lisboa. Avenida Antonio Augusto de Aguiar. Cruzamento com a Avenida Duque de Ávila e a Rua Marquês de Fronteira.

Só apetece dizer: Então quando é que estas obras acabam? Já estamos fartos de tantos incómodos

Liberdade de expressão

Liberdade de Expressão

Notícia é só aquilo que alguém quer esconder


“O DVD do Freeport é o equivalente às gravações do Watergate que fizeram cair Nixon (…) O DVD do Freeport foi escondido durante anos, ocultando a verdade ou parte dela. Cinco processos judiciais contra jornalistas depois, é conhecido. Nada pode ficar como dantes.”

clicando no sublinhado têm o artigo na íntegra

Mário Crespo, Jornal de Notícias, 2009-04-20

terça-feira, 21 de Abril de 2009

Fragmentos e Opiniões: A tortura sistemática

Fragmentos e Opiniões



A tortura sistemática

"O Bloco de Esquerda diz mata, o PCP esfola e o PS vai atrás dos dois na caça aos corruptos e aos malandros que têm fortunas e não pagam ao Fisco. Nesta batida furiosa a tudo o que mexe com dinheiro não escapam os ordenados e prémios de gestores, públicos ou privados.

De repente, por milagre, os indígenas assistem perplexos a uma catadupa de promessas, propostas de leis e resoluções sobre uma matéria que a classe política sempre quis meter na gaveta em nome das liberdades, direitos e garantias consagrados na santa Constituição.

O chamado pacote Cravinho, que mereceu um chumbo indignado do PS, já foi completamente ultrapassado por esta febre de transparência e honestidade que arde nas cabeças dos membros do Governo do senhor presidente do Conselho e de muitos parlamentares da Casa da Democracia. A discussão bizantina sobre o enriquecimento ilícito e sobre se o ónus da prova devia caber ao cidadão ou à Justiça foi estilhaçada em dois tempos.

Agora, um amanuense fiscal desconfiado com a riqueza de um indígena já pode ir vasculhar as suas contas bancárias e aplicar-lhe uma taxa de 60%. O ónus da prova de que o dinheiro foi ganho de forma legítima e que os impostos devidos estão em ordem compete ao desgraçado que cair na mira do bufo fiscal. Os protestos, esses, não têm efeito suspensivo. E a razão, se a tiver, pode vir quando o homem já estiver a fazer tijolo. E os gestores, banqueiros ou não, públicos ou privados, que ganham prémios fabulosos e reformas de milhões, vão levar com uma taxa de 75% por causa das coisas, mas principalmente por causa desta onda demagógica e populista de atacar tudo o que mexe e tem dinheiro.

Mas a perplexidade dos indígenas tem toda a razão de ser. Em primeiro lugar nunca foram contra a corrupção e muito menos contra quem dá o golpe num Estado ladrão que gasta metade da riqueza criada no sítio. Em segundo lugar, neste sítio manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado, os corruptos nunca foram nem serão castigados pelos eleitores. Bem pelo contrário. Ganham as eleições, são aclamados e perdoados pelos indígenas, que só têm pena de não poderem fazer o mesmo. É por isso que este foguetório legislativo não faz qualquer sentido. A corrupção devia ser pura e simplesmente legalizada e os corruptos obrigados a divulgar o que roubam e a quem roubam. Preto no branco, sem vírgulas ou pontos finais. Tudo transparente, tudo democrático."
ARF

Acontece cada coisa na vida de um homem! Neste caso a um apresentador de televisão.

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Mas não há dúvida de que foi uma incrivel e disparatada distracção de todos, perante um perigo evidente e um gesto mal calculado do apresentador.

Um leão de guarda!

Mas que mete medo, lá isso mete!

Por acaso hoje não é dia 1 de Abril, dia das mentiras. Mas, sinceramente, custa-me a acreditar.

Gasolina cai em Maio

Os preços da gasolina e do gasóleo poderão começar a descer já na próxima semana, acentuando a queda durante o mês de Maio.
É a consequência directa da forte diminuição da cotação de petróleo que, ontem, caiu mais de oito por cento. O contrato de Maio – que vence hoje – do West Texas Intermediate, crude de referência de Nova Iorque cedia 8,13% para os 46,24 dólares por barril, a maior queda desde Março.

Em Londres, o Brent (contrato de Junho) indicador para a Europa caiu 6,02% para 50,15 dólares, em virtude da valorização da moeda americana.

Face a esta evolução, o presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC) acredita que as companhias vão baixar os preços "já na próxima semana". "O produto que está a ser vendido agora foi comprado a 52/57 dólares o barril, quando for todo esgotado, a descida da cotação do petróleo será imediatamente reflectida nos consumidores", afirmou ao CM Virgílio Constantino.

Contactadas, as três principais companhias a operarem em Portugal (Galp, BP e Repsol) confirmaram que estão a fazer contas aos produtos refinados e que , se a tendência de queda se mantiver, vão baixar os preços, quer da gasolina, quer do gasóleo nos próximos dias.

ver a noticia aqui

A noticia não me surpreende. Era previsivel! Mas também é melhor assim.

A noticia é de hoje do Correio da Manhã.

O blogue Bancada Directa deixa o teor da mesma à consideração dos seus amigos leitores.

Qualidade vida

Caros amigos Leitores do Bancada Directa

Ao publicar este texto abaixo e divulgá-lo entre os seus amigos leitores, o blogue Bancada Directa fá-lo consciente da utilidade práctica destes conselhos. Eles passaram pela mão de um médico que achou por bem divulgá-los.

Texto

As Universidades de Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 20 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual:

1 - Um copo de suco de laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.

2 - salpicar canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).

3 - Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral que tem quase 4 vezes mais fibra , 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.

4 - Mastigar os vegetais por mais tempo. Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhores efeitos preventivos têm.

5 - Adotar a regra dos 80%: servir-se menos 20% da comida que ia ingerir evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.

6 - O futuro está na laranja , que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.

7- Fazer refeições coloridas como o arco-íris. Comer uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

8 - Comer pizza, mas escolha as de massa fininha. O Licopene, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza..

9 - Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente . As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.

10 - Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória. Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova. Leia um livro e memorize parágrafos.

11 - Usar fio dental e não mastigar chicletes. Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

12 - Rir, uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.

13 - Não descascar com antecipação. Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer.

14 - Ligar para seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.

15 - Desfrutar de uma xícara de chá. O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração..

16 - Ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University . Os mascotes fazem você sentir se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourados pode causar um bom resultado.

17 - Colocar tomate ou verduras frescas no sanduíche. Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School .

18 - Reorganizar a geladeira. As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem.. Por isso é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo.

19 - Comer como um passarinho. A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

20 - Por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:- Comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.- Pensar positivamente. Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais facilmente.- Ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família. - Conhecer a si mesmo. Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo. Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos... É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:''Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'!

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Sirvamo-nos dos transportes públicos. Depois é ser assaltado com naturalidade.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Em tempos de crise abdiquemos do transporte privado e sirvamo-nos dos transportes públicos. Depois é só ser assaltado! E se não fôr agredido com violencia tem muita sorte.
Viaje de Transporte Público. Assalto na Estação de Cascais

Nem vale a pena comentar muito. É só constatar a realidade diária. "Quatro detidos por assalto em comboio. Estacionado na Estação de Cascais. Ver esta noticia publicada hoje no Correio da Manhã. (clicar
aqui)"

Conclusão:Viaje de transporte público e seja assaltado…


I-Movix SprintCam v3 NAB 2009 showreel from David Coiffier on Vimeo.

Ter o pássaro na mão e deixá-lo fugir: O desporto na minha terra. Sporting de Vila verde perde a liderança do campeonato

Acontece aos melhores!

Campeonato Nacional da II Divisão de FutsalSporting de Vila Verde perde com o Vitória dos Olivais por 7-4 e perdeu a liderança da classificação.
Foi uma tarde aziaga para o Sporting Clube de Vila Verde que para além de ser derrotado no recinto do Vitória dos Olivais por 7-4, perdeu ainda a liderança da Zona-B para os lisboetas do Onze Unidos que foram ganhar ao reduto da AM Portela por 6-5.


Em função do empate registado entre Amarense e Ismailitas, o Grupo Desportivo Onze Unidos tem quase garantida a subida à 1.ª divisão nacional, já que passou a somar 54 pontos, o Vila Verde, 52 e o Ismailitas, 49. Basta-lhe agora conquistar um ponto nas duas jornadas que faltam, uma vez que a equipa representativa da Comunidade Muçulmana tem a vantagem no confronto directo entre ambos; venceu em Lisboa por 5-1, e os lisboetas foram vencer por 6-5.


Na jornada 25, a realizar no dia 2 de Maio, os leões de Vila Verde têm nova deslocação fora e jogam no reduto do Amarense (Leiria). O Ismailitas recebem o Vitória dos Olivais, e o Onze Unidos, a Académica de Coimbra. Uma ronda em que pode tudo ficar decidido quanto à subida de divisão.
Rio de Mouro e Unidos do Cacém descem


Na cauda da tabela classificativa, Rio de Mouro e Unidos do Cacém, já desceram de divisão e nesta ronda voltaram a perder. O Clube Unidos do Cacém em Coimbra frente à Académica (8-1) e o Rio de Mouro na Serra das Minas frente ao Independentes de Sines por 3-1, com a equipa alentejana também despromovida à III divisão nacional na próxima época.

Fragmentos e Opiniões: O palhaço pedófilo

Fragmentos e Opiniões

O palhaço pedófilo

Resolvi ir almoçar ao McDonald's. Tenho um fraquinho por junk food quando não me apetece cozinhar. E tenho um fraquinho por McDonald's. Fico nostálgica. Era uma vez na América... um tempo em que não tinha um tusto nos bolsos e os prodigiosos Big Macs me mataram a fome. Ainda não havia McDonald's em Portugal.

Recordo com saudade o jingle: there is something about a Big Mac that keeps you coming back (há qualquer coisa num Big Mac que o faz voltar para trás, etc.); e que acaba: at McDonald's we do it all for you.
Certíssimo. Lembro-me de estar na baixa de Filadélfia ao entardecer, a tropeçar nos corpos caídos dos sem-abrigo que naquela altura eram só homeless não traduzidos, e a pensar que tinha tanta fome e tão pouco dinheiro que quase nada me separava dos veteranos do Vietname com cartazes ao pescoço, dos drogados e das vagabundas com sacos de plástico e restos de bâton nos lábios. Entrei num McDonald's e a noite iluminou-se como nos contos de Natal. Andava a ver a América. A América era, entre outras coisas, a melhor junk food que alguém pode conceber.

Casa dos bravos e terra dos livres, certo, e também a terra do admirável hamburger. E do gelado com pedaços e muita nata e dos churrascos texanos e do pão de milho e das panquecas com xarope e mirtilos e da coca-cola e dos chocolates Hershey (pouco cacau e muito açúcar) e da torta de maçã caseira acabadinha de retirar do congelador e aquecida, e das costelas fumadas e dos bifes de um quilo mal passados e de bacon com tudo e de manteiga de amendoim com quase tudo. E do muffin. E do donut.

O donut ia dando cabo de mim. Impossível não amar a América. Inventaram tudo o que faz muito mal e é muito bom. Desde a CIA ao HBO e a Hollywood (ok, há o George W. Bush e a Palin made in Alasca, ninguém é perfeito). Deixem os hamburgers em paz.

Recapitulando: não teria visto a América sem McDonald's e fiquei cliente. Sei os que têm a melhor salada, a melhor carne, a melhor apresentação, o melhor salão. O meu favorito, se apreciamos drama, é o de Times Square, iluminado por néons eternos e onde a qualidade crepuscular da luz e a diversidade da condição humana (para fazer um bonito literário nisto de hamburgers) predispõem à afabilidade e a terminar a refeição com um sundae de chocolate. É um lugar saído de um videoclip dos anos 80, com Blondie e David Byrne, we are on the road to nowhere, etc, (certíssimo).
Nem faltam por ali uns exemplares do que resta dos homeless da zona, tão cheia de turistas que as prostitutas, ladrões e passadores de droga se afastaram envergonhados. Noves fora a invasão dos asiáticos vendedores de quinquilharia digital com e sem pilhas. Times Square indigente e decadente, foi-se. E eu continuo a gostar de Times Square. No que respeita a Nova Iorque não tenho absolutamente nenhum critério. Aquilo, mais a Broadway, é um banho de energia, melhor do que 50 sessões de postura no tapete, meditação transcendental e iluminação budista. Só de falar nisso vem um afago quente ao coração.

A seguir ao estabelecimento de Times Square vem o de Fez. Exactamente, Fez, Marrocos. Sendo que o de Tânger também não é mau. Experimentem apanhar com o Ramadão e o jejum e o enjoo de couscous e saberão do que falo. Seis da tarde, tudo fechado, e o McDonald's de Fez serve-me um Big Mac e uma sopa, a deliciosa harira (achavam que era só em Lisboa que eles tinham sopas?). E uma menção honrosa para o do Rio de Janeiro na Ataulfo de Paiva, Leblon, talvez a melhor carne hamburgada que comi em toda a minha vida. E gosto de hamburger sem u e sem acento no u, hambúrguer, e detesto que os espanhóis lhe chamem hamburguesa. Um hamburger é um hamburger é um hamburger como diria a senhora Gertrude Stein (outra invenção americana).

Ia eu dizendo que entrei excitada no McDonald's do meu bairro na Sexta-Feira Santa, dia de peixe e detesto peixe e gosto de pecar, quando deparo com o palhaço Ronald McDonald, amado pelas famílias felizes dos happy meals. Havia dois, um de madeira e outro em fotografia de cartão. O de cartão saudava com um grande sorriso.

Perguntei a uma criança: o que achas do palhaço Ronaldo? Imperturbável respondeu: tem cara de pedófilo. E eu: é porque nos filmes de serial killers pedófilos o assassino se veste de palhaço e tem balões? Não, é porque ele parece um bocado pedófilo. Onde é que já se viu isto? Que civilização é esta? Que perspicazes crianças, filhas da Net e do digital, são estas? Onde pára a infância? E depois perguntei pela máquina de Multibanco que costumava estar na entrada. Onde foi? E diz a menina do McDonald's: roubaram. A máquina? A máquina. Que saudades de Filadélfia, como diria W.C. Fields.

Clara Ferreira Alves

Futebol no Brasil: "modelo de virtudes" e de bons feitios. Neste caso um "agressor compulsivo"



Este Diego Souza já jogou no Benfica. O jogo em causa é entre o Santos e o Palmeiras

Mais um Craque da Bola!

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O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Deixar de ser diabético (2ª parte)

Publicamos hoje neste "Temas de Medicina" a 2ª parte do artigo do Dr Rui Ribeiro, publicado na Revista Glamorous Woman, edição de Abril 2009

Uma inovação chamada vídeocirurgia

No início dos anos 90 ocorre a chamada terceira revolução da cirurgia. Falamos do advento da videocirurgia de que a modalidade mais conhecida é a laparoscopia. Os cirurgiões passam a operar com pinças longas introduzidas no interior do abdómen por meio de pequenas cânulas chamadas trocartes, vendo os seus gestos reproduzidos em monitores semelhantes a televisões.

Isto permite fazer cortes mínimos na pele, e como tal, inflige-se menos dor aos doentes. Esta nova forma de abordagem, denominada de mini-invasiva, caracteriza-se por provocar menos dor, menos infecções e menos hérnias, com internamentos mais curtos e mais rápida recuperação para o trabalho e actividades sociais.

Aplicada à “velha” cirurgia da obesidade, a laparoscopia viria a permitir uma subida logaritmica do número de operações e a consequente ascensão ímpar deste tipo de cirurgia que hoje se encontra entre os procedimentos mais procurados em todo o mundo, também por força da disseminação epidémica da obesidade mórbida – sobretudo nos EUA e nos países com melhor condição económica.

Uma solução para a diabetes
Multiplicando-se as reuniões médicas sobre o assunto, Walter Pories começa a ser ouvido e postula que a cura imediata da diabetes, após uma cirurgia de bypass gástrico resulta da indução de alterações nas hormonas de que regulam a fome e a saciedade.

Mas, por essa altura, muitos outros cirurgiões já haviam verificado o efeito anti-diabético do bypass gástrico dando crédito a Pories e dando origem a uma nova era. Pessoalmente, o meu Grupo de Trabalho iniciou no Hospital de São José a cirurgia da obesidade em 2001 e com cerca de 1400 operações de obesidade, estamos em perfeitas condições de confirmar esta nova realidade
Entre os nossos doentes operados cerca de 15% são diabéticos de tipo II e destes 85% viram a sua diabetes controlada a que pressupõe, só por este factor independente, um acréscimo de anos de vida, apreciáveis e inatingíveis por outra via. E isto sem falar dos restantes benefícios associados ao emagrecimento introduzido.

Como entre nós, por todo o mundo o interesse cresce e Francisco Rubino, laparoscopista italiano, inicia, no final dos anos 90, uma série de trabalhos experimentais que viriam a revelar alguns dados fundamentais sobre o conhecimento de controlo da diabetes pela cirurgia, apontando nitidamente para se tratar de uma efeito endócrino ou metabólico em que as mudanças anatómicas induzidas pela cirurgia se reflectem em alterações hormonais importantes que começam a ser estudadas de forma quase frenética.

De entre uma centena de hormonas produzidas pelo intestino, chamadas incretinas, o GLP1 (Glucagon Like Peptid tipo 1), o GIP (Glucose dependente Insulinotropic Peptid) e o PYY (Pancreatic Peptid tYrosine, também conhecido por PPY3,36) tornam-se protagonistas e são hoje profusamente investigados. Estas moléculas proteicas produzidas em diferentes locais do intestino têm a capacidade de controlar o apetite e de regular a produção de insulina e glucagon pelo pâncreas, a produção de açúcar pelo fígado, bem como tornar a insulina produzida pelo próprio organismo de novo eficaz no controlo da glicemia, isto é , dos açucares no sangue.

E até as próprias células pancreáticas produtoras de insulina, aparentemente cansadas e moribundas no estado diabético, voltam a florescer e aumentar de tamanho e número após um bypass gástrico ou similar.

Esta é a grande contribuição da cirurgia moderna para a nova pandemia do século XXI, umbilicalmente ligada à cirurgia da obesidade. Se hoje em dia falta a confirmação, dita cientifica, destes efeitos na diabetes, os estudos em curso encarregar-se-ão de a fornecer.

Os estudos randomizados e prospectivos (condições “sine qua non” para validar conclusões de estudos) em curso produzirão resultados que confirmarão aquilo que os cirurgiões dizem hoje ser verdade, embora não saibam explicar perfeitamente o que acontece. Até lá, mesmo os médicos que não têm contacto com a realidade destras operações têm muitas dúvidas sobre a veracidade dos seus efeitos e muita tinta vai correr, até esta modalidade terapêutica ser aceite como válida.

Isto porque o envolvimento de um acto cirúrgico implica riscos que, sendo diminutos não são desprezíveis. E, por outro lado, a inultrapassável questão dos custos do tratamento cirúrgico inviabilizam esta modalidade como terapêutica de massa para os 300 milhões de diabéticos em 2025.

Mas, na prática, existe uma luz ao fundo do túnel e quem sabe o diabético tipoII de hoje pode deixar de o ser amanhã e, sobretudo, pode aumentar a sua qualidade de vida e libertar-se do espectro das complicações desta terrível doença.

Quem é o Dr. Rui Ribeiro?

*Médico "consultor" de Cirurgia Geral

*Coordenador da Unidade de Tratamento Cirúrgico da Obesidade e Doenças Metabólicas do CHCC - Hospital de São José em Lisboa.

*Director Clinico do CITRO - (Centro Integrado de Tratamento e Reabilitação da Obesidade ) e Lasercenter

*Cirurgião da Obesidade da Clinica de Santo Antonio na Reboleira(Amadora) e Sacavém.

domingo, 19 de Abril de 2009

Tema e imagens espectaculares


Agradecimentos ao Dr. Rui Ribeiro

Bancada Directa sempre atento a todas as manifestações desportivas amadoras.

Motociclistas de BTT.

Atletas da cidade do Barreiro, patrocinados por Moto Pinho daquela cidade.

O descanso das “Guerreiras”

O descanso dos “Guerreiros”

Domingo 19 de Abril. 13h00. Santo Isidro de Pegões. O encontro entre o blogue Bancada Directa e os praticantes de BTT, que durante toda a manhã venceram inúmeros obstáculos nas terras areeiras do Alentejo e de terras da península de Setúbal, num treinamento terrível e proveitoso, foi circunstancial.
Mas estabeleceu-se um contacto agradável e as interrogações postas por nós foram respondidas com toda a simpatia pelos motociclistas de BTT.
Os atletas eram da cidade do Barreiro, correm individualmente e o seu agrupamento é patrocinado por Moto Pinho daquela cidade.

O descanso das "Guerreiras"

O descanso dos "Guerreiros"

Bancada Directa agradece a simpatia dos atletas, e podem contar com este blogue para divulgação das vossas actividades.

Neste Domingo, qual Romantismo, qual quê? É a triste realidade a afligir-nos!

"Fragmentos e Opiniões" neste Domingo chuvoso e triste



Tarde piaste!

Tarde vem o Presidente da República alertar para éticas de empresários e políticos. Pergunto então porquê só agora. O que pretende depois da nau a adornar perigosamente? Pressente que há fraqueza do lado do PS e do Governo?

Já agora porque não falou da má e da boa moeda, como falou com o colega de partido? Soa a falso e soa a perigo eminente, algo assustou o homem. Eu, como cidadão em baixo, cada vez entendo menos os homens deste sítio. Mas que há coisa, há.

Tão tarde a alertar para o óbvio, para aquilo a que assistiu durante quase quatro anos e só agora vem falar, depois de dizer que não falava de assuntos de governo ou de partidos? Há mouro na costa, ou cobra por perto.

Sócrates que se acautele. Será que a Manuela vai continuar?Será que vão atender aos anseios do Professor? Rangel para a Europa e Marques volta, afinal não temos melhor? Suposições pouco credíveis. Deve ter sido coisa tipo ar que lhe deu e passou. O resto está como deve.

Em Junho ainda não saberemos que temos uma deflação de 3%, um déficit de 9 % e uma dívida externa assustadora, com um número de desempregados assustador. Crime na rua, controlado pelos gangues de paramilitares, para assustar e condicionar o povinho.

Os banqueiros que provocaram esta crise sabem do que falo. Todos os dias vejo a miséria escondida deste povo. A miséria moral. Acreditaram que o 25 de Abril era uma coisa que lhes iria dar a liberdade sem responsabilidades, como seres humanos, diferentes dos outros animais.

Mas a liberdade tem um preço, como muito bem diz Dostoievski: o pão terreno; na Parábola do Grande Inquisidor. Assim, os pobres e oprimidos, tantos como grãos de areia, irão depositar a liberdade aos pés dos que os podem guiar e o preço a pagar será o pão terreno, não aquele que Jesus oferece, o pão celeste.

Esse outro rebanho é o rebanho dos poderosos, dos donos das consciências e das verdades feitas de mentiras. O desnorte é grande em Belém e S. Bento, o país está em perigo. Os culpados são todos os que se apoiaram na Pátria como se dum estribo se tratasse, espero que se faça justiça, mais tarde ou mais cedo.

Não vai ser através de eleições, vai ser de outra forma, da forma que os juízes que não têm coragem de aplicar a justiça mais temem, basta ler a História. Vamos ter que voltar atrás em muitas coisas, afinal o progresso foi o que nos foi sendo tirado através da normalização, das várias autoridades, tantas que se confundem, e com elas se destruiu a economia de um país, a crise de fora agravou, porque já cá estava instalada, a crise foi a corrupção dos valores, foi a verdade falsa dos secularistas evangélicos, foi a miséria social e a falta de ética e moral que destruiu as famílias, culpa dos arautos das esquerdas e das direitas e de todo o tipo de criminosos que destruiu este país.

Tenho fé apenas no vento, porque esse muda conforme quer, tenho fé na natureza e na sua força destruidora ou redentora, no homem não tenho fé, apenas sinto pena do seu destino, foi criado num dia em que Deus decerto estava de humores destemidos e depois de ter criado todo o Bem, tinha afinal de criar todo o Mal, para que houvesse diferença e grandeza na obra da Criação.

agradecimento ao Toupeira

Neste dia 19 de Abril morre Lord Byron, um poeta que se apaixonou por estas terras de Sintra.


Quem foi Lord Byron?

George Gordon Byron, 6º Barão Byron , nasceu em Londres e 22 de Janeiro de 1788 e faleceu em Missolonghi a 19 de Abril de 1824 e ficou mais conhecido como Lorde Byron, tendo sido um destacado poeta britânico e uma das figuras mais influentes do Romantismo. O seu QI foi estimado em 180.

Ele foi famoso pelas suas obras-primas, tais como Peregrinação de Childe Harold e Don Juan. Esse último permaneceu inacabado devido à sua morte iminente. Byron é considerado como um dos maiores poetas europeus, é muito lido até os dias de hoje, também foi um dos primeiros escritores a descrever os efeitos da maconha.

A fama de Byron não se deve somente aos seus escritos, mas também a sua vida — amplamente considerada extravagante — que inclui numerosas amantes, dividas, separações e alegações de incesto.

Encontrou a morte em Missolonghi, no litoral norte do Golfo de Pratas, onde estava lutando ao lado dos gregos pela sua independência da opressão turca. Segundo consta, a causa da morte parece ter sido uremia, complicada por febre reumática.
Sua filha, Ada Lovelace, colaborou com Charles Babbage para o “engenho analítico”, um passo importante na historia dos computadores.

Ele foi famosamente descrito por Lady Caroline Lamb como "louco, mau e perigoso para se conhecer".

A Vila de Sintra na vida de Lord Byron

Os pormenores


Com um dia de atraso assinala-se aqui, para os lados de Sintra, a morte de Lord Byron a 19 de Abril de 1824, na Grécia.

Este famoso escritor romântico inglês apaixonou-se por Sintra à primeira vista…

"A vila de Cintra na Estremadura é, talvez, a mais bela do mundo inteiro"
(Lord Byron)

A 22 de Janeiro de 1788, nasce em Londres Lord George Noel Byron, poeta romântico e um dos maiores poetas de língua inglesa. Quando nasceu, George Noel Byron foi levado pela mãe, Catherine Gordon, para Aberdeen na Escócia. Ainda criança herdou o título e as propriedades do 5° Barão de Byron e fez mais tarde os seus estudos em Cambridge.

Foi membro do Parlamento inglês, onde teve uma passagem breve na ‘House of Lords'. De um efémero casamento tem uma filha, Augusta Ada Lovelace, que deixa em Inglaterra quando inicia o seu périplo pela Suíça, Grécia, Turquia, Espanha e Portugal. Na Suíça terá outra filha, Alba Allegra. Começou cedo a escrever e deixou obras de referência do período romântico.

Muito viajado, esteve em Portugal e deixou-se encantar por Sintra, tendo ficado maravilhado com o ambiente de neblina e mistério da Vila e arredores, a que chamou “Glorious Éden”. Byron elogiou Camões, que considerava um genuíno bardo no livro "Bardos Ingleses, Críticos Escoceses", escrito em resposta aos comentários pouco amistosos da crítica em relação às suas obras.

A sua vida é digna de um típico herói romântico com todas as aventuras, conflitos interiores e paradoxos. A sua personalidade e modo de estar na vida influenciaram varias personalidades da Literatura, das Artes Plásticas e da Música até aos dias de hoje.

Abraçou com entusiasmo causas humanitárias. Partiu para a Grécia e lutou ao lado dos gregos contra o opressor, que era então a Turquia. Byron, feriu-se na Guerra de Independência da Grécia contra a Turquia e acabou por contrair uma febre que o levou à morte, aos 36 anos. Morreu na praia, dizendo para um amigo que o acompanhava: "É chegada a ocasião de descansar!"

"Eis que em vários labirintos de montes e vales
surge o glorioso Eden de Sintra.
Ai de mim! Que pena ou que pincel
logrará jamais dizer a metade sequer
das belezas destas vistas (...)?"
(Lord Byron)

Neste Domingo enfronho-me numa crise romanesca e releio Cesário Verde.


Deslumbramentos

Milady, é perigoso contemplá-la,
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.

Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!...

Em si tudo me atrai como um tesouro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de ouro
E o seu nevado e lúcido perfil!

Ah! Como me estonteia e me fascina...
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!...

Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!

O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demônio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!

Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.

E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como um brilhante.

Mas cuidado, mi1ady, não se afoite,
Que hão de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.

E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas!

In "O Livro de Cesário Verde" Editorial Minerva.16ª edição.

Partida de um HEROI...


Este post é dedicado a nossa querida Leonor "Fresquinha" que colabora neste blogue, e que viu partir o seu Heroi.

Bancada Directa e todos os seus colaboradores, desejam os sinceros pêsames para ti e toda a familia.
Que a alma do teu querido Pai descanse em Paz e tenhas muita força, nestas horas sempre difíceis.


Desde o coração...

sábado, 18 de Abril de 2009

Divagações Futebolísticas


Enquanto uma equipa segue a sua caminhada ano após ano, com uma estratégia definida [Porto], mesmo que tenha os seus momentos negativos e de reestruturação a nível desportivo, como foi o caso desta época [especialmente nos primeiros meses] em que o grande obreiro [não] é [só] o treinador, mas toda uma estrutura que suporta o mesmo e já prepara a próxima época com contratações no mercado interno que se tem destacado na Liga, antecipando-se a eventuais valorizações e vontades alheias que acontecem no mercado, definindo com clareza os traços que tem vindo a desenhar ao longos das décadas anteriores com uma celeridade silenciosa e manhosa, só ao alcance dos verdadeiros mestres, mesmo com a indefinição do treinador para o exterior [pois internamente essa situação está resolvida], sem grandes alaridos ou distracções para com a equipa, que possam meter em causa a tranquilidade ou os objectivos da mesma e do próprio clube.


Em Lisboa o Sporting tem os seus dois últimos presidentes responsáveis pela situação do clube, com o seu mentor Roquette assistir, opinando quem fez melhor, quem abriu mais o buraco, quem tem mais provas, quem geriu melhor, quem fez contratos desastrosos, cartas de fidelidade, etc... em vez de falarem do futuro do clube e que estratégias a definir para remediar o mal que foi feito, e devolver ao clube uma estabilidade financeira que permita competir em igualdade com outros adversários directos, falar de futebol no presente e seu futuro, como melhorar o clube a nível desportivo mesmo com as dificuldades financeiras conhecidas, não ouvi nem uma ideia, nem uma palavra, nada de construtivo para a vida desse clube. Os associados se já estavam confusos, ainda mais ficaram, pois nada de novo pintado a verde e branco. Assim vamos de dirigismo em Portugal, depois queixam-se de militância e passivos a crescer, pois nem desportivamente crescem, nem financeiramente arrepiam caminho.


Num comunicado da Associação de Adeptos Sportinguistas sobre o debate Soares Franco-Dias da Cunha cá fica o desabafo compreensível:

"" Considerando que o Dr. Soares Franco era o nº 2 da estrutura do clube, no decurso do mandato do Dr. Dias da Cunha, toda e qualquer crítica assacada à gestão deste enquanto presidente do Sporting Clube de Portugal deverá, igualmente, ser entendida como uma crítica à sua própria gestão enquanto membro integrante de uma equipa directiva."

"Ficaram, finalmente, expostas as reais “virtudes" do projecto Roquette e dos seus executantes: falta de solidariedade institucional, manobras de bastidores, jogos de interesses em proveito próprio, afastamento dos sócios do clube e, hoje, 280 milhões de razões para se definir somente um prejudicado: o Sporting Clube de Portugal."


Ontem a noite numa alusão a derrota da proposta a alteração estatutária do clube, Franco considerou uma vitória considerar uma “enorme vitória ter mais de 70%” e um facto inédito, pois “nunca o CD teve um resultado tão brilhante!” é no mínimo preocupante para um homem que até considero inteligente!


Na Assembleia-geral de ontem, ninguém votava directamente no Conselho Directivo do Sporting, votando-se apenas e só numa proposta que visava referendar um plano de reestruturação financeira e nada mais! Nem se aceitava esse mesmo plano de reestruturação sequer! Votava-se apenas uma nova forma, supostamente mais democrática de votar esse tal plano numa futura assembleia-geral, onde os sócios, ditos minoritários negaram conforme os estatutos que regem o clube e democraticamente como se exige, por acharem que essa reestruturação não servia os interesses do clube e dos mesmos.
Recolher deste chumbo quaisquer tipo de louros e chamar de vitória a uma derrota [uma vez que não passou o referido] é apenas e só, um acto de mostrar que os sócios são pouco inteligentes, e ele o supremo direito da razão ou denota uma falta de humildade nos factos desesperante, será também com certeza um acto de manipulação para as próximas eleições, do seu sucessor o que não abona em nada a seu favor na minha opinião.

Será que o presidente do Sporting não se recorda que este é já o 2 Chumbo, num interstício inferior a um ano que o seu CD obtém? Não se recorda que em Maio do ano passado ficou por aprovar a integração da Sporting-Comércio e Serviços, na SAD do clube? Parece-me que não há 2 sem 3. Já dizia o velho ditado popular...aguardemos.


No Benfica, em vez de conferências com justificações das derrotas e dos erros cometidos, ou com promessas já antes feitas e palavras de esperança já ouvidas, ou críticas a quem crítica, deviam estar a trabalhar e falarem menos, delinear estratégias para a próxima época no melhoramento da equipa, solucionar os problemas existentes, melhorar o que não correu bem, analisar o que esteve mal, seguir o rumo que foi definido na última época [tal ano zero], planear e dar continuidade ao que já de bom foi feito nesta, para não hipotecar, como em anos anteriores o crescimento da equipa, as suas bases e consolidação do que acreditam, pois sem acreditar nas suas convicções e seguir com elas em frente, não há nada que resista. Só assim, poderão acrescentar algo ao que se constrói de um ano para outro, mesmo que pareça por vezes que se deu um passo atrás, pois a constante mudança não trará o clube o desejado, muito menos estabilidade, que tem faltado nos últimos anos, em que o cemitério de treinadores, jogadores, são mais que muitos, só se safando os dirigentes [não todos] na estabilidade desejada, o que até parece um contra-senso, se olharmos para os resultados desportivos, uma vez que parece que falham sempre os visados que saem
.



A direcção desportiva teve provavelmente a melhor prestação de mercado dos últimos anos [mesmo com uma ou outra falha], o treinador contratado dava boas indicações. Forte na metodologia, forte na teoria de motivar e explicar conceitos, não pode haver dúvidas de que Quique Flores profissionalizou e dotou a estrutura para o futebol de meios mais capazes e avançados tecnologicamente úteis nos dias que correm para qualquer clube, onde parecia ter ideias muito vincadas e esclarecidas, mas depressa com o tempo e pré-epoca se viu que demorava muito analisar os jogadores e situações de jogo, muito mais como se comprova agora, tem muitas dificuldades num curto prazo de convergir valores como uma verdadeira equipa, e extrair deles o máximo do seu rendimento quer técnico quer táctico [Não é uma crítica, é um facto].

Contudo, dentro das quatro linhas, quando as combinações, a solidez, a estratégia, a táctica implementada, a motivação, os golos, são a teoria que passa à prática, Quique falhou quase em todos parâmetros, dando qualidade ao clube a nível de outras vertentes, mas nas mais importantes não trouxe nada de novo, que são as do terreno de jogo, nas quadro linhas, onde se decide tudo o que diz respeito ao sucesso de um clube, não conseguiu até agora inverter o rumo das coisas num tempo mais curto que o esperado e expectável e 9 meses depois de chegar a Lisboa, dizer que a equipa não joga como pretende, é no mínimo ser pouco inteligente e assumir a falta de perfil para as funções exercidas, e assumir o falhanço no trabalho desenvolvido, o que sinceramente acho que foi uma declaração infeliz, pois revejo qualidades no técnico Quique Flores para além dos seus defeitos evidentes, e que muitos apontam.


Uma das causas que poderá estar neste semi-fracasso de Quique na minha opinião, é demorar muito tempo na analise as situações que tem de solucionar, quando tem de construir, decidir no momento… também outra que ajudou será ter desvirtualizado as boas indicações a nível filosofia de jogo da pré-epoca, onde faltando muitos aspectos de sistematização [normal], era uma equipa virada para um ataque organizado em muitos momentos de jogo, com um pressing mais alto, em contraste com o contra-ataque quase utilizado na maioria do jogos, que implementou a partir de um celebre jogo na Grécia, que redundou em goleada, e desmantelou algumas das suas ideias iniciais até então desenvolvidas.


Talvez, devido a pressão exterior, dos problemas que se dizia ter entre linhas no seu sistema 4-4-2 com linhas subidas tentando exercer uma pressão alta, que deu alguns dissabores na transição defensiva em alguns jogos, com adversários aproveitar as fragilidades até então, fazendo que recuasse as linhas num bloco mais baixo, retirando alguns dos jogadores que até então eram aposta mais consistente e criativa, fazendo com que alterasse o que até então tinha sido construído, deixando cair alguns jogadores e desvirtuando outros, como Leo [um dos grandes jogadores da sua pré-epoca], Ribeiro [em alternância numa segunda fase], Urreta [com bons indicadores], Balboa [alternando o seu jogo], Carlos Martin [dando outra imaginação e outro tipo de soluções de jogo], depois colocando D. Luiz na esquerda, Aimar como 2 avançado ou caindo actualmente para esquerda do ataque encarnado[nunca potencializando as suas verdadeiras qualidades], com a vinda de Reys, Urreta perdeu espaço que até então tinha ganho com bastante mérito, e Suazo obrigou Cardozo[o goleador da época transacta e único nas suas características dentro do plantel] a ser preterido, com Nuno Gomes aparecer a espaços, Di Maria nunca foi uma aposta clara e pouco evoluiu, Sidnei e M.Vitor [até então solução para direita] alternaram na titularidade no centro da defesa com Luisão, Binya que vinha a ser uma aposta, perdeu espaço com a subida de Katsouranis para médio, quando deixou o centro da defesa, e Yebda [o tal do elogio Special] como parceiro deste, relegando Martins para fora, que fez mudar em muito o conceito de jogo criado inicialmente, e até na baliza houve mudanças, muito mal explicadas no caso do Moreira.


Podia evocar mais situações, mas não vale a pena, pois apesar de Quique ser muito fiel ao seu sistema[4-4-2], nunca foi muito esclarecido nas suas opções, tendo muitas confusões ao longo do trajecto, devido ao que enunciei anteriormente, ser algo lento a ler determinadas situações, desde o futebol português e suas equipas, desde a estrutura que tinha ao dispor, até mesmo a pressão de treinar um clube como Benfica, onde não basta [só] ganhar, é preciso convencer jogando. O mais curioso, é que o Benfica ganhou muitas vezes quando jogou mal, e quando jogou relativamente bem, com argumentos mais suficientes e aproximados do real valor desta equipa, perdeu, como na última jornada em casa, sendo curioso de análise.


Um ideal que me rejo e não abdico, é que equipa que joga melhor mais vezes, tem mais possibilidades de ganhar, pois o contrário pode servir ocasiões, mas não para provas de regularidade.


*Jogar bem, não é só jogar bonito, é saber jogar em todos os momentos necessários, tanto a defender como atacar, num elevado nível de qualidade técnico/ táctico conjuntural, na medida do possível com a convergência do prazer de quem observa o jogo.

Há agora uma tarefa muito difícil para Rui Costa/Luis Filipe Vieira, no sentido de perceber as pistas dadas pela equipa, e pelo seu técnico. De perceber se vale a pena, neste caso específico, olhar a ciclos equipa/treinador a médio prazo 2/3 anos, ou inverter a escolha e dar continuidade aos processos anteriores, um técnico por momento e garantias dadas no campo resultados/exibições. E escolher entre duas manobras potencialmente arriscadas: a continuidade de Quique ou uma nova 'revolução', não será tarefa fácil.


Na minha opinião, a escolha é saber se acreditam [mais Rui Costa], desde o primeiro dia que abraçou o projecto que defende, e que trouxe Quique com as suas qualidades e defeitos, ou saber se mudou de opinião com os resultados alcançados até aqui, e inverteu a visão que tinha nos seus ideais!


Esta é a prova de fogo que mostra as verdadeiras diferenças dos fracassados e dos que alcançam sucesso, mesmo com todos os riscos e críticas que possa trazer num futuro próximo…ou não.

Bem Hajam


Um atleta de fibra. Eis o retrato de "Reguila" jogador do CD Trofense.


Caros amigos leitores do Bancada Directa


Já demonstrámos que gostamos do blogue "Soutrofense" e da esperança que mora para os lados da Trofa de que o seu clube se vai manter no escalão maior da Liga de Clubes.

Eis o pretexto do Bancada Directa para dedicar este post às gentes da Trofa


Reguila! Amanhã contra o Rio Ave podes "maracar" um golito?


FUZILEIRO REGUILA 11

"Sou jogador do Trofense e sinto-me bem aqui, porque esta é a minha casa enquanto atleta."Natural de Cabanelas, Concelho de Vila Verde..

Reguila ingressou no plantel do Trofense na época 2001/2002, proveniente do Ucha, equipa do Concelho de Barcelos que milita, actualmente, no Campeonato da Associação de Futebol de Braga.

Na época 2004/2005 esteve emprestado ao Gondomar no qual apontou 4 golos, voltando depois ao Trofense , na época seguinte, para marcar 17 golos.

Em 2005/2006 e 2006/2007 assinou 11 e 4 golos respectivamente. Saiu do anonimato com o golo marcado com grande classe ao Benfica. Reguila contabiliza 47 golos ao serviço do Trofense.

O camisola 11 do Trofense conquistou a titularidade com muito trabalho, dedicação e golos, "obrigando" o estudioso Tulipa a contar mais com ele para a equipa inicial. Poderá uma das soluções para o regresso as vitórias tão desejadas.

O Blog Sou Trofense deseja as melhores felicidades para a tua vida e carreira!

Bancada Directa associa-se a este desejo.

A "justiça" que temos!

Da justiça.

"Ao "brincar" com a arma, baleou na cabeça o amigo Igor, de 15 anos. Abandonou-o num campo, ainda com vida, e o adolescente morreu no hospital horas depois.
Mais grave, enfatizou a magistrada, foi a conduta de Cláudio a seguir ao disparo. Não só não socorreu o rapaz, que ainda apresentava sinais de vida, como o "escondeu" num terreno agrícola nas imediações do prédio.

Depois, diz que foi para uma pensão do Porto com uma amiga. Igor Almeida (conhecido por "Grilo") ficou ao relento e apenas seria encontrado seis horas depois. Morreu no Hospital de S. João, no Porto.

"Foi de uma crueldade incompreensível", realçou a juíza.

O arguido acabou condenado pelos crimes de homicídio por negligência (dois anos), omissão de auxílio (um ano e 10 meses) e detenção de arma proibida (seis meses). O cúmulo jurídico deu três anos de prisão (mais aqui)"

Nota do autor do post: por uma questão de moral e de ética não devo comentar esta situação.

Alterações ao Novo Código do Trabalho. Não se assustem porque é um texto de humor. Mas muitos patrões gostavam que fosse verdade!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Este texto tem graça e não ofende. Só pode assustar um bocadinho.
ALTERAÇÃO AO CÓDIGO DO TRABALHO

1. INDUMENTÁRIA:

Informamos que o funcionário deverá trabalhar vestido de acordo com o seu Salário.
Se o virmos calçado com uns ténis Adidas de 100EUR ou com uma bolsa Gucci de 150EUR, presumiremos que está muito bem de finanças e portanto, não precisa de aumento.
Se ele se vestir de forma pobre, será um sinal de que precisa aprender a controlar melhor o seu dinheiro para que possa comprar roupas melhores e portanto, não precisa de aumento.
E se ele se vestir no meio-termo, estará perfeito e portanto, não precisade aumento.

2.AUSÊNCIA DEVIDO A DOENÇA:

Não vamos mais aceitar uma declaração do médico como prova de doença.
Se o funcionário tem condições para ir até ao consultório médico também tem para vir trabalhar.

3. CIRURGIA:

As cirurgias são proibidas.
Enquanto o funcionário trabalhar nesta empresa, precisará de todos os seus órgãos, portanto, não deve pensar em tirar nada. Nós contratámo-lo inteiro.
Remover algo constitui quebra de contrato.

4. AUSÊNCIAS DEVIDO A MOTIVOS PESSOAIS:

Cada funcionário receberá 104 dias para assuntos pessoais, em cada ano. Chamam-se Sábados e Domingos.

5. FÉRIAS:

Todos os funcionários têm direito a gozar ainda mais 12 dias de férias nos seguintes dias de cada ano:

1 de Janeiro,
Dia de Páscoa
25 de Abril,
1 de Maio,
10 de Junho,
15 de Agosto,
5 de Outubro,
1 de Novembro,
1 de Dezembro.
8 de Dezembro.
25 de Dezembro.

6. AUSÊNCIA DEVIDO AO FALECIMENTO DE ENTE QUERIDO:

Esta não é uma justificação para perder um dia de trabalho.
Não há nada que se possa fazer pelos amigos, parentes ou colegas de trabalho falecidos.
Todo o esforço deverá ser empenhado para que os não-funcionários cuidem dos detalhes. Nos casos raros, onde o envolvimento do funcionário é necessário, o enterro deverá ser marcado para o final da tarde.
Teremos prazer em permitir que o funcionário trabalhe durante o horário do almoço e, daí sair uma hora mais cedo, desde que o seu trabalho esteja em dia.

7. AUSÊNCIA DEVIDO À SUA PRÓPRIA MORTE:

Isto será aceite como desculpa. Entretanto, exigimos pelomenos15 dias de aviso prévio, visto que cabe ao funcionário treinar o seu substituto.

8. O USO DOS LAVABOS:

Os funcionários estão a passar tempo demais na casa de banho. No futuro, seguiremos o sistema de ordem alfabética. Por exemplo:
Todos os funcionários cujos nomes começam com a letra 'A' irão entre as 9:00 e 9:20, aqueles com a letra 'B' entre 9:20 e 9:40, etc. Se não puder ir na hora designada, será preciso esperar a sua vez, no dia seguinte.
Em caso de emergência, os funcionários poderão trocar o seu horário com um colega. Ambos os chefes dos funcionários deverão aprovar essa troca, por escrito.
Adicionalmente, agora há um limite estritamente máximo de 3minutos na sanita. Acabando esses 3 minutos, um alarme tocará, o rolo de papel higiénico será recolhido, a porta da sanita abrir-se-á e uma foto será tirada. Se for repetente, a foto será afixada no quadro de avisos e
Intranet do Serviço com o título infractor Crónico.

9. A HORA DO ALMOÇO:

Os magros têm 30 minutos para o almoço, porque precisam comer mais para parecerem saudáveis.
As pessoas de tamanho normal têm 15 minutos para comer uma refeição balanceada que sustente o seu corpo mediano.
Os gordos têm 5 minutos, porque é tudo que precisam para tomar uma salada e um moderador de apetite.
Muito obrigado pela sua fidelidade à nossa empresa. Estamos aqui para proporcionar uma experiência laboral positiva. Portanto, todas as dúvidas, comentários, preocupações, reclamações, frustrações, irritações, desagravos, insinuações, alegações, acusações, observações, consternações e quaisquer outras... ões' deverão ser dirigidas para outro lugar.

Tenham uma boa semana.
A Administração.
Agradecimento ao nosso amigo Antonio Raposo

Fragmentos e Opiniões.Livre, livre neste Sabado é o meu pensamento. Deixem-no voar!

Murro na mesa
Vítor Direito, fundador, nomeadamente, do Jornal República e do Correio da Manhã, meu primeiro mestre, que morreu há quinze dias, gostava de nos repetir a frase: “Um bom murro na mesa, na altura certa, evita muita chatice mais tarde”.

Foi o que faltou ao “Freeport” logo no início do processo. O murro na mesa. A chatice vem agora. Principalmente para os próprios visados.

Suponhamos que José Sócrates não é culpável. E suponhamos que o inquérito judicial ao “Freeport” tinha corrido normalmente, diligencias, testemunhas, eventuais arguidos, prazos razoáveis.

Provavelmente ter-se-ia chegado à decisão de “arquivamento”. Tudo estaria hoje em dia despachado. E todos nós sossegados. Entreter-nos-íamos com outras coisas. Com o futebol, talvez.

Mas não. À boa maneira portuguesa foi-se “chutando a bola para canto”, na esperança de “ver se passava” (despercebido, claro). O amigo falando com o amigo. E com o amigo do amigo. Mais com o primo. E a prima. E o primo da prima. Protelando aqui. Dificultando ali. Tentando fazer com que o processo ficasse no esquecimento. A ver se esquecia.

Mas eis que vieram os jornalistas e os seus escândalos. A quererem, sobretudo, vender jornais.

(E então, os jornalistas não precisam de vender jornais?)

Mas eis que vieram os políticos da Oposição a “manipular” jornalistas, a soprar-lhes” notícias, a querer, sobretudo, atacar a maioria.

(E então, não é isto a dialéctica da Democracia?)

Para o bem e para o mal, o “ruído” da Comunicação Social foi acordar o que estava adormecido, relembrar o que estava esquecido.

E agora? Agora está tudo numa grande confusão. É que mesmo que José Sócrates não seja culpável, o pior que lhe pode acontecer, agira, é um arquivamento do processo. Mesmo que haja todas as condições jurídicas para o fazer, ninguém acreditará.

Quem quer que tenha tentado “chutar a bola para canto”, saiu-lhe, totalmente, o “tiro pela culatra”

….a não ser que José Sócrates tenha fundamentadas razões para recear( o que não acreditamos) poder ser juridicamente culpabilizado. Nesse caso a tentativa de “chutar a bola para canto” não seria mais do que uma jogada de desespero.

De qualquer modo, falta sempre o murro na mesa.


Agradecimento ao Dr Rogério Bueno de Matos

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Esta Lisboa que eu amo. É bom viver em Lisboa. Cidade bem conservada.

Pois é. É uma verdade, mas só em teoria e publicações turisticas, para inglês ver!


Avenida Duque de Loulé

Travessa do Enviado de Inglaterra

Rua de São José

Nova rotunda em Santo Isidoro. Aliás uma nova decoração interior ao vivo!

Santo Isidoro é uma localidade do Concelho de Mafra, situada muito perto da costa atlântica, ali mesmo pertinho do santuário do surf em Portugal, a Praia da Ribeira de Ilhas.

Por sinal é precisamente amanhã e Domingo que se realizam nesta localidade os “Festejos dos Merendeiros”que têm a característica de tradição já muito longa, de que no Domingo a seguir à missa campal todos os presentes aos festejos são contemplados com um pão sem qualquer custo para aqueles que o recebem.

Mas o queremos contar foi um caso insólito que aconteceu nesta localidade na semana passada. A rotunda já lá existe há algum tempo. Mas o que não se contava foi com uma decoração ao vivo. “Um amigo dos copos”, já entornado o suficiente para caramba, escolheu aquele local bem visível e central, para tirar uma boa soneca e curtir ao mesmo tempo a bebedeira.

Nada discreto, mas decorativo. Uma ideia para a Câmara. É que há sempre “criatividade” e pielas quanto baste.


Um obrigado ao amigo Carlos Gil

Olá pessoal amigo. Vamos lá a ter um Bom Fim-de-semana!

Pois é, caros amigos leitores do
Bancada Directa

Este vosso amigo deseja-vos, como habitualmente, que passem um óptimo Fim-de-semana. E aproveitem suavemente este "entretém de boca" , porque é muito tenrinho e o ambiente à beira-mar é convidativo. Pronto, lá vou eu levar na cabeça, podem ter a certeza.


Mundo Policiário 17/09


Mundo Policiário 17/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre presentes
Fugindo de certa forma ao esquema habitual de considerar, apenas, este "Mundo Policiário" como um "hobby" e um desporto mental, hoje apresentamos um "Dossier Sobre Investigação Criminal", para os nossos leitores terem uma noção mais aprofundada das técnicas de que os investigadores criminais (e não só)se servem para levar a bom termo as suas funções profissionais.

Dossier “Investigação criminal”

Base de perfis de ADN ajuda a caçar criminosos e a libertar inocentes.

O destaque:
FBI cedeu software para super computador.

O desenvolvimento

A base de dados de perfis de ADN abre novas perspectivas de eficácia e rigor em áreas tão conexas como a investigação criminal, a justiça e a identificação. O sistema informático cedido a Portugal pelo FBI, que começou s ser instalado recentemente na Faculdade de Medicina de Coimbra e deverá estar operacional dentro de um mês, vai albergar milhares de perfis de ADN de cidadãos condenados a penas superiores a três anos, mas também perfis recolhidos em cenários de crime, e até perfis voluntariamente cedidos por cidadãos que pretendam ter o seu registo disponível para qualquer eventualidade relacionada com acidentes ou catástrofes.

A base de dados sediada em instalações altamente protegidas contra intrusão ou utilização abusiva, é suportada perlo programa informático CODIS, já utilizado em vários países europeus para os mesmos fins. O programa permite estabelecer ligações entre crimes e identificar (ou ilibar) suspeitos através da comparação electrónica de indícios biológicos recolhidos nos locais dos crimes ou em vítimas de crimes, com outros pertencentes a pessoas já condenadas.

A informação será gerida pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, que é também responsável por todas as operações relacionadas com a manipulação e cedência de dados. A base de dados vai conter vários tipos de ficheiros, incluindo amostras de voluntários, material referente a pessoas desaparecidas, amostras recolhidas em locais de crime e um ficheiro, eventualmente importante contendo a informação de ADN de pessoas condenadas em processo-crime cuja sentença tenha transitado em julgado. Há ainda amostras dos profissionais que procedem à recolha e análise das amostras, no sentido de impedir eventual contaminação dos resultados.
Os perfis de ADN e os dados pessoais correspondentes serão armazenados em ficheiros separados e manipulados por utilizadores distintos, que possuem acesso restrito e uma “password” pessoal e identificativa do utilizador, obrigado ao dever de sigilo, mesmo depois de abandonar as suas funções. A identificação resulta da coincidência entre o perfil obtido a partir de uma amostra sob investigação (e outro (ou outros) perfis de ADN já inscritos no banco de dados.

O sistema não permitirá a pesquisa nominal, isto é, está vedado ao utilizador procurar um determinado perfil a partir de um nome. Aliás, as amostras de ADN e a identificação sobre a quem pertencem serão lançadas em bases fisicamente separadas.

Apesar de só agora ser introduzida o banco de dados, desde 96 que as policias portuguesas realizam recolhas e identificação de material biológico, embora e caracterização e identificação dos perfis genéticos esteja restrita ao laboratório da Policia Cientifica e ao Instituto de Medicina Legal. Entre 2002 e 2007 foram examinadas mais de 20 mil amostras.

Os pormenores
Identificação positiva

A base de dados trabalha com 2 tipos principais de “listagens”, uma relativa a cidadãos já condenados, (penas superiores a 3 anos, onde se incluem crimes sexuais) e outra contendo material biológico recolhido em locais de crime, caso de semen, saliva ou sangue. O computador compara as duas “listas”, procurando uma identificação positiva. Essa identificação entre perfis que constam da “lista “ das provas forenses, pode descobrir uma eventual ligação entre dois ou mais locais de crime. Ainda que a identificação não seja imediata, os resultados fornecem pistas essenciais para o trabalho dos investigadores, permitindo relacionar pistas obtidas de diferentes linhas de investigação

Medicina Legal gere informação

O decreto-lei nº 5/2008 de 12 de Fevereiro determina que a informação fique na dependência do Instituto Nacional de Medicina Legal. Cabe ao INML velar pela consulta, actualização, rectificação ou alteração dos dados, incluindo a sua eliminação nos casos previstos na lei.

O controlo dos dados será feito por um conselho de fiscalização designado pela Assembleia da Republica e já nomeado: Simas Santos (juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça), Maria Paula Faria (doutorada em Ciências Jurídico-Criminais) e Helena Oliveira (Universidade de Coimbra
)

Conservação e eliminação das amostras

A lei determina que as amostras recolhidas sejam conservadas por tempo indeterminado, caso resultem de informação de voluntários (pessoas que querem ter o seu perfil inscrito no banco, para afastarem suspeições sobre si, ou por alguma preocupação preventiva no caso de desaparecimento ou acidente).

No caso de cidadãos condenados por crimes com penas superiores a 3 anos, permanecem disponíveis até ao fim do processo-crime ou ao fim do prazo máximo de prescrição do procedimento criminal. Nos casos em que a amostra não seja identificada com o arguido, os dados são eliminados 20 anos após a recolha.

“Amostras problema”

Esta categoria incluirá amostras recolhidas de cadáveres ou em locais onde se proceda a recolha para fins de identificação civil. A recolha de amostras em pessoas ou em parentes, para os mesmos fins de identificação civil, depende de autorização escrita. No caso de menores ou incapazes, só será possível com autorização judicial.

A recolha de uma amostra

O material biológico é normalmente recolhido nas mucosas da boca com o recurso a uma zaragatôa (semelhante a um cotonete). Mas também pode ser extraído de outros vestígios, casos de sémen ou do sangue, ou até em roupas e objectos pessoais. Depois de feita a recolha, a amostra é introduzida num equipamento específico, que analisa e caracteriza o perfil. O resultado é depois lançado na base de dados. De resto, determina a lei que estas amostras em pessoas sejam realizadas “através de um método não invasivo, que respeite a dignidade humana e a integridade física e moral individual, designadamente pela colheita de células da mucosa bucal ou outro equivalente”.

Quem pode aceder aos dados?

No caso de uma investigação criminal em curso, os dados recolhidos são comunicados pelo INML ao juiz titular do processo, mediante um requerimento fundamentado. O juiz pode depois, quando necessário, comunicar os dados ao Ministério Publico ou às autoridades policiais.


A lei proíbe que terceiros tenham acesso aos dados, salvo se houver consentimento escrito do titular dos dados dirigidos a descendentes, ascendentes, ao cônjuge ou companheiro (a) em união de facto. Caso o titular tenha falecido, os herdeiros podem, igualmente, ter acesso, neste caso mediante a autorização do conselho de fiscalização, embora só quando demonstrarem interesse legítimo e não exista risco de intromissão na vida privada do titular dos dados.Assumido na lei, fica que, qualquer cidadão tem direito a conhecer o conteudo dos registos ou dos registos que lhe digam respeito. Para esse efeito aplica-se a lei de Protecção de Dados Pessoais.

Hà um “senão”…pelo menos. Caso a comunicação desses dados ao seu titular, prejudique a segurança do estado, a prevenção ou a investigação criminal, o conselho de fiscalização só está obrigado a fornecer a informação que não ponha estes interesses nacionais em causa. Resumindo, só diz o que quiser

Registo Voluntário

Qualquer pessoa pode requerer a inclusão voluntária do seu perfil ADN. Por exemplo, quem pretenda que, em caso de desaparecimento ou acidente, seja facilitada a tarefa das autoridades. O interessado deve endereçar o seu pedido por escrito e as informações são depois remetidas para o INML. Caso se trate de um arguido num processo judicial, diz a legislação que apenas pode ser atendido como voluntário na recolha de amostras que não impliquem a respectiva utilização para fins de investigação criminal

Agradecimentos ao amigo Carlos Saraiva

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Falemos de natureza. As aves da nossa região maritima saloia.

Alvéola- branca


Espécie de ave amplamente distribuída pelo região costeira saloia e de fácil identificação, devido às suas três cores: branco, preto e cinzento.

No entanto poucas pessoas saberão distinguir os machos, fêmeas e juvenis.

Passa grande parte do seu tempo no solo à procura de insectos. O seu típico baloiçar da cauda torna a sua observação interessante. Tem cerca de 17 cmts e é residente.

Alvéola – cinzenta


Alvéola comum ao longo das ribeiras e zonas húmidas da nossa região. Residente e nidificante, é menos representada que a alvéola – branca, e tem características particulares que distinguem machos, fêmeas e juvenis.

Porém são visíveis tons de cinzento e amarelo. Os machos exibem uma garganta preta. Alimenta-se de insectos e tem cerca de 20 cmts, devido à sua longa cauda.

Alvéola - amarela


Muito semelhante às alvéolas anteriores nos hábitos, alimentação e tamanho. Por vezes pode ser confundida com a alvéola – cinzenta, no entanto, os tons de amarelo predominam.

Na nossa região é uma ave migradora, e a altura ideal para a observar é em Setembro. Restolhos onde haja gado são os locais prováveis para ser observada.

fonte: Obimafra

Imperdível ver este vídeo. Vejam, os leitores mais jovens do Bancada Directa como se dançava nos passados anos 50 e 60

video

Não sou muito dado a músicas e músicos, mas neste caso, creio ser o Bill Haley and His Comets.

Pensamentos fragmentados: Livre, livre é meu pensamento. Não sei é se tenho asas para voar com êle!.

Livre, livre é o meu pensamento. Não sei é se tenho asas para ele voar!



“O verdadeiro cego não é aquele que não vê, mas sim aquele que não quer ver”

Nada mais certo ao longo dos tempos. A cegueira do fanatismo leva precisamente a isso. A grande maioria não quer ver, aliás, apenas vê o que lhe convém e quer que os outros também só vejam essa conveniência.

Radicalismo em todos os sentidos, em todas as criticas e em toda a sociedade.

“Isto é uma democracia mas quem manda aqui sou eu!” Alguém disse esta frase que reflecte a cegueira de opinião egocêntrica da maioria.

A condescendência; a clareza de espírito e de análise; a calma e a ponderação, perdem-se na actualidade.

Já não se raciocina positivamente, nem há imparcialidade. Não se pára para pensar. É tudo a correr sem ligar ao momento. Veja-se a situação daquele infeliz pai, que se “esqueceu” (como é possível?) do filho bebé fechado no carro acabando por perdê-lo. Infelizmente não foi só ele, houve mais por esse mundo fora. E onde estavam e que atenção e cuidados tiveram os familiares adultos quando aquela criança de 4 anitos foi arrastada por uma onda do mar? Ninguém diga “desta água não beberei”, porém todos temos a obrigação de dizer “todo o cuidado é pouco”!.

Fanatismo na ordem do dia. Quando as coisas não correm bem, os outros é que são os culpados. Há sempre quem tenha as “costas largas”. É como dizem os antigos “tirar de cima do Diabo para pôr em cima de alguém”. Nesta afirmação o prato da balança só pende para um lado e de tal forma que a inclinação do fiel emperra e ele já não volta ao seu lugar correcto e equilibrado.

Ultimamente, na presente fase da minha vida, o que tenho visto, lido e sentido, aos poucos tem-se transformado numa imagem negativa. Mas penso e digo para mim próprio – a força da razão tem de persistir – é por isso que também tenho de ser forte. Sim, tenho de ser forte. É este conceito que tento transmitir aos meus netos, respeitando, porém, as suas convicções pessoais.

15 de Abril de 1452. Um vulto celebre nasceu neste dia. É este o tema do nosso "O saber não ocupa lugar".

Leonardo da Vinci (o nome por que é conhecido é fruto de uma alcunha, por ter nascido na cidade italiana de Vinci - apelido que lhe ficou para a posteridade), nasceu a 15 de Abril de 1452, na pequena cidade de Vinci, perto de Florença, centro intelectual e científico da Itália.


O seu talento artístico cedo se revelou, mostrando excepcional habilidade na geometria, na música e na expressão artística. Reconhecendo estas suas capacidades, o seu pai, Ser Piero da Vinci, mostrou os desenhos do filho a Andrea del Verrocchio. O grande mestre da renascença ficou encantado com o talento de Leonardo e tornou-o seu aprendiz. Em 1472, com apenas vinte anos, Leonardo associa-se ao núcleo de pintores de Florença.
Homem de um extraordinário talento, foi grande em tudo a que emprestou as suas quase inesgotáveis capacidades. Por isso, se notabilizou como pintor, arquitecto, escultor, engenheiro, músico, cientista brilhante, bem como um dos maiores inventores da História.


Fez os seus estudos sob a orientação de um artista de fama, chamado Andrea del Verrochio, que, ao olhar um anjo que Leonardo pintou, o achou de tal forma superior às suas próprias obras, que nunca mais teve vontade de pintar. Por volta do ano de 1477, da Vinci estabeleceu-se como artista por conta própria e, cerca de cinco anos depois, era engenheiro em Milão e tinha inventado um sistema de irrigação para levar água para as planícies da Lombardia.

Como era canhoto habituou-se a escrever de trás para a frente para se ler como num espelho. Deixou-nos inúmeros esboços dos seus inventos, que incluíam várias armas secretas, uma espécie de planador, um submarino e um género de helicóptero. Não passaram, porém, do papel, muitas destas ideias.

Apesar de toda esta azáfama, ainda arranjou tempo para pintar verdadeiras obras de arte, de que se destaca "Mona Lisa", uma das pinturas mais famosas do mundo. Interessou-se, também, pelo funcionamento interno do corpo humano.


Fez alguns esboços incrivelmente pormenorizados do esqueleto humano, dos órgãos e do sistema nervoso. É considerado um dos criadores da hidrodinâmica e o precursor da ciência moderna.

Faleceu no ano de 1519.

agradecimentos ao amigo Smeagol

Só mesmo de Míssil no Dragão...

Um golo fantástico do português Cristiano Ronaldo, deitou por terra as esperanças de uma nova conquista para o futebol português, da melhor equipa portuguesa das últimas décadas na Europa. Mesmo apesar da derrota, dou os Parabéns ao Porto pela grande campanha que fez.
Manchester United soube respeitar o Porto e entender que só no seu melhor, com organização e concentração podia levar de vencida esta equipa, pois os orçamentos ajudam, mas sozinhos não ganham.



Uma proposta para regular a arbitragem portuguesa

Ora aqui está uma proposta absolutamente nova para a arbitragem portuguesa, que tanto dá que falar, da autoria de


Arbitragens, selecção dos árbitros e avaliação dos árbitros

A arbitragem no futebol nacional é um tema que recorrentemente envolve polémica, discussão e exaltação. Debate-se a escolha ou sorteio dos árbitros para os jogos, a avaliação dos árbitros após os jogos, as suas tendências clubísticas, a sua profissionalização, os meios tecnológicos ao serviço da arbitragem, etc. mas o cerne da questão continua por resolver: como se devem escolher os melhores árbitros para os jogos e como se motiva os árbitros para que não cometam erros.

Aqui há uns anos, no seguimento de uma final da Taça de Portugal em que o Benfica participou, houve críticas ao facto de ter havido uma escolha conjunta do árbitro da final. Quando ouvi isso, pensei "Mas isto é o Ovo de Colombo, será que não vêm isso?". Mas, pelos vistos, não viram, ou então eu vi mal. Depois de muito pensar no assunto, mas sem que isso me tivesse tirado o sono :-), cheguei a um método que, baseado no mesmo princípio (o da escolha dos árbitros pelos adversários), permite acomodar outros requisitos, como a avaliação dos árbitros.


Numa primeira análise, o que importa é criar mecanismos de incentivo à qualidade das arbitragens. Ou seja, o mecanismo de selecção dos árbitros para os jogos deverá ser adequado para minimizar os riscos de polémica e os mecanismos de avaliação dos árbitros deverá ser adequado para que os árbitros sintam que apenas cumprindo bem o seu papel conseguem ser promovidos. Por outras palavras, o sistema que regula a arbitragem deverá ter mecanismos de selecção e realimentação tais que premeiem naturalmente os bons árbitros e as boas arbitragens e penalizem, também naturalmente, os maus árbitros e as más arbitragens.


A selecção dos árbitros faz-se normalmente por escolha de uma comissão de especialistas ou por simples sorteio, eventualmente por níveis de qualidade ou experiência dos árbitros. Aqui está o primeiro erro, a selecção deveria ser feita pelas entidades directamente afectadas pela actuação dos árbitros (os clubes) e não por terceiros. É assim que se passa quando, em casos de conflito, se escolhe um tribunal arbitral. É assim também que se passa no universo informático, quando dois intervenientes mutuamente desconfiados escolhem mecanismos de segurança que asseguram, aos dois, um serviço mutuamente satisfatório. Por que razão não pode também ser assim no futebol?

Portanto, o primeiro passo para resolver o problema da arbitragem consistiria em permitir que, em cada jogo, as equipas em confronto pudessem escolher, em conjunto e por comum acordo, os árbitros em que mais confiam para realizar a arbitragem.


A avaliação dos árbitros é feita de uma forma algo oculta, através de uma mistura de relatórios feitos por quartos árbitros, imagens televisivas, comissões de peritos, etc. Mas, em todo esse processo, as entidades directamente afectadas pela actuação dos árbitros, os clubes, não participam. Portanto, o sistema não possui um canal de realimentação ajustado, porque os potenciais lesados não possuem meios (legítimos) ao seu alcance para exercer o controlo de qualidade que o sistema carece. Ou seja, os consumidores finais (os clubes) não têm qualquer capacidade de controlo sobre o serviço (de arbitragem) que lhes é prestado.


Portanto, o segundo passo para resolver o problema da arbitragem consistiria em permitir que, em cada jogo, as equipas em confronto pudessem avaliar, em conjunto, a actuação do árbitro, e que essa avaliação pudesse ter um peso significativo na progressão na carreira dos árbitros.


Feita esta análise, o processo de selecção e avaliação dos árbitros deveria ser o seguinte:


1. Para um dado conjunto de jogos, cada clube envolvido apresentaria uma lista ordenada dos seus árbitros preferidos. Tal lista pode ser vazia, i.e., não conter qualquer nome.


2. Apresentadas as listas, apura-se, para cada jogo, o conjunto de árbitros comuns às listas apresentadas pelos dois clubes envolvidos. Cada um destes conjuntos pode conter vários nomes, apenas um nome, ou nenhum nome.

3. Os conjuntos com pelo menos um nome são ordenados aleatoriamente, e do primeiro para o último é escolhido aleatoriamente um dos seus elementos. Esse elemento é então apurado para o jogo a que o conjunto de que foi retirado está associado e retirado dos demais conjuntos. Este processo é repetido até ao fim da lista ordenada de conjuntos.


4. No final do passo anterior teremos jogos para os quais já existe árbitro (escolhido por mútuo acordo dos clubes envolvidos) e outros para os quais não temos árbitro (porque não existia acordo entre os clubes ou porque os árbitros que a ambos satisfaziam foram escolhidos para outros jogos). Para os jogos para os quais não temos ainda um árbitro seleccionado pode-se usar um qualquer critério de selecção de um árbitro ainda não escolhido (escolha por uma comissão de especialistas, escolha aleatória, etc.), é irrelevante, porque qualquer que seja a escolha ela não irá agradar nunca, simultaneamente, aos dois clubes envolvidos.

5. O processo anterior deverá ser estendido a todos os elementos da equipa de arbitragem: árbitro principal, auxiliares e quarto árbitro.


6. No final de cada jogo a actuação de todos os elementos da equipa de arbitragem deverá ser avaliada pelos clubes envolvidos e os árbitros de campo (principal e auxiliares) deverão ser ainda avaliados pelo quarto árbitro. Assim, cada árbitro de campo terá 3 avaliações e o quarto árbitro 2 avaliações. Estas avaliações deverão ser usadas para calcular uma nota final da prestação dos vários árbitros envolvidos no jogo.


7. As avaliações deverão possuir uma nota de 0 a N que reflicta a sua prestação global, tanto em termos técnicos como disciplinares. As diversas notas são então agregadas de forma a calcular uma nota final, a qual deverá influenciar a progressão na carreira dos respectivos árbitros.


8. A agregação da nota deverá ser feita de tal forma que um árbitro seja fortemente penalizado se prejudicar claramente uma das equipas. Por outras palavras, a nota final só deverá ser alta se o trabalho do árbitro for satisfatório para ambas as equipas em confronto e baixa se prejudicar uma ou ambas as equipas. Um método que tal garante é o cálculo da nota final através de média geométrica.


Falta agora demonstrar que o sistema se auto-regula, ou seja, que haverá uma tendência natural para a escolha dos melhores árbitros para os jogos e haverá uma natural tendência para que as arbitragens sejam boas.


Quando ao primeiro ponto, cada clube terá tendência para apresentar, para cada jogo, uma lista de árbitros não nula, de modo a aumentar a probabilidade de lhe ser atribuído um árbitro que à partida lhe dá maiores garantias de qualidade. Os clubes que apresentarem listas nulas perdem qualquer capacidade de influência, logo terão tendência a evitar tal prática. Por outro lado, os clubes demasiado exigentes, que apenas apresentem listas com um ou poucos árbitros, perdem igualmente capacidade de influência, porque tais listas têm baixa probabilidade de obter um consenso com o interlocutor, ou, caso o mesmo exista, pode mesmo assim não permitir uma escolha de comum acordo por causa da escolha aleatória indicada no ponto 3. Concluindo, os clubes, para poderem influenciar a escolha dos árbitros que pretendem para os seus jogos, terão uma natural tendência para criar listas de preferências longas, possivelmente incluindo todos os árbitros excepto aqueles aos quais objectivamente não reconhecem qualidade.


Quanto ao segundo ponto, é fácil demonstrar que os árbitros, para terem uma boa nota, apenas têm uma solução: fazerem um bom trabalho. Com efeito, se prejudicarem alguma das equipas, serão penalizados pela outra equipa ou por ambas, logo quaisquer tendências em favor de algum dos clubes serão naturalmente penalizadas. Por outro lado, se a arbitragem for deficiente mas de tal forma que beneficie ambas as equipas, o que não é fácil, a nota atribuída pelo quarto árbitro poderá funcionar como elemento dissuasor dessa prática.

Concluindo, este sistema cumpre os propósitos enunciados: permite uma escolha o mais correcta possível dos árbitros adequados para cada jogo e premeia os bons árbitros. O sistema possui uma regulação natural, porque penaliza atitudes demasiado exigentes dos clubes na escolha dos árbitros e penaliza favorecimentos de árbitros a clubes. Finalmente, o sistema de selecção dos árbitros e de progressão na sua carreira permite uma regulação por parte dos seus clientes: os clubes.

O que acha? Tem melhores ideias?! Diga quais!



quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Isto está a ir no bom caminho! Têm a certeza?

Golpe milionário pára auto-estrada.

"Cerca de cem mil maços de tabaco foram roubados de um camião da Tabaqueira Nacional, emboscado na auto-estrada que liga o Porto a Braga, numa operação de grande aparato e montada ao pormenor.

O assalto foi levado a cabo ante-ontem de manhã por um grupo de entre dez a 12 homens armados e encapuzados que, em menos de dez minutos, barraram o camião, pararam o trânsito e sequestraram o motorista, quem o acompanhava e ainda a escolta de seguranças.

Transferiram o tabaco, avaliado em mais de 320 mil euros, para outra carrinha, e estão a monte (mais aqui)".

Tal como diz o MAI Rui Pereira "sabemos que estamos no bom caminho (mais aqui)"

Recordando José Franco.(1920/2009)


A Noite e a Morte

As minhas Noites são jardins encantados.

É o Amor que as prepara, na paz, na actividade amorável dos seus dias...

E os crepúsculos e as minhas noites embalam-nos as estrelas e a promessa infinita de mais belas auroras...
- Louvada seja a noite saborosa e materna, acolhedora, - fonte imortal da aurora!...

Um dia a Morte há-de vir até mim como a noite vem em cada dia de minha vida....

Augusto Casimiro. "O Livro dos Cavaleiros" . Seara Nova, 1922

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Morreu o ceramista José Franco. Mentor da Aldeia saloia do Sobreiro, era um verdadeiro amigo das crianças.


Caros amigos leitores do Bancada Directa

A noticia apanhou-nos de surpresa esta tarde. O ceramista popular, o artista emérito das "Nossas Senhoras", de seu nome José Franco, acabou de nos deixar.
A sua "Aldeia Saloia", situada no Sobreiro, Mafra, sempre cheia de visitantes para admirar a sua criatividade, não vai ser mais a mesma. As crianças que em grupos numerosos eram sempre bem recebidas por ele, que lhes mostrava como ele idealizava e punha no barro as suas maravilhosas imagens já não o verão mais, mas nunca o irão esquecer. A sua obra permanecerá mas ficaram dois projectos por realizar. Deus assim o quis. Morreu hoje com 89 anos de idade, vivia já num lar na Ericeira, talvez amargurado por uma intranquilidade familiar que o apoquentou nos ultimos anos. E que foi desnecessário chegar ao ponto a que chegou.

Amigo Zé, nunca mais virás até à estrada a acompanhar-me, para ver as velas do teu moinho cirandando ufanas ao vento

Era um homem bom!

Ver a noticia em pormenor aqui

Fragmentos e Opiniões. A corrupção e as leis

Fragmentos e Opiniões

A corrupção e as leis.
Há quase três anos que o Presidente da República pôs o combate à corrupção no topo da agenda política.

Fê-lo perante o Parlamento, no seu primeiro discurso do 5 de Outubro, invocando a necessidade de se honrar a "ética da cultura republicana".

Sublinhou que as práticas corruptas e a simples notícia delas têm um "potencial corrosivo" para a qualidade da democracia e alertou para o facto insofismável de os cidadãos se alhearem cada vez mais da vida pública.

Um ano depois, na mesma sede, voltou ao assunto. Aplaudiu, por um lado, o facto de terem sido apresentadas múltiplas iniciativas legislativas - foi o ano do "pacote Cravinho" -, mas sublinhou a necessidade de se "aprofundar o esforço já empreendido".

Nos três anos que passaram desde o primeiro alerta presidencial e após a aprovação, pela metade, das tais iniciativas legislativas, multiplicaram-se os casos de suspeitas de corrupção que chegaram a tribunal. Mas não há um único corrupto na prisão. Tal como não há um único detido por fraude e fuga ao fisco, num país que todos os anos é espoliado de milhões e milhões de euros por contribuintes que não cumprem e ainda se riem na cara do Estado.

Não são seguramente trabalhadores por conta de outrem, ganhem pouco ou ganhem muito. Para estes há mecanismos eficazes que os obrigam a pagar o máximo e até ao último cêntimo.

Estamos, pois, no ponto em que estávamos há três anos. O sentimento de que a corrupção alastra é cada vez mais forte. A noção de que a impunidade é total não pára de crescer. E a verdade é que, em Portugal, ninguém de colarinho branco vai parar à prisão. Salvo Oliveira Costa, claro, mas esse deve ser um génio ímpar da burla financeira, pois, pelos vistos, fez tudo sozinho e sem que ninguém, entre as dezenas de colaboradores de alto nível, tivesse a mais pálida ideia do que se estava a passar no BPN.

Os partidos, pressionados por este sentimento generalizado de que a corrupção campeia e fica impune - ou apenas porque temos eleições à porta -, apresentam agora novas iniciativas legislativas. Num país onde muitas leis não são cumpridas, é possível que mais leis só atrapalhem, sobretudo se forem concebidas com esse objectivo, como parece acontecer com muitas delas.

Mas o sigilo bancário não é uma regra sagrada. E já não colhe o argumento de que o Estado de Direito claudica se se inverter o ónus da prova em casos de suspeita de enriquecimento ilícito. Quem ostenta sinais de opulência extrema sem que ninguém perceba de onde lhe vem a fortuna deve saber explicar esse mistério à Justiça. O que mata o Estado de Direito não é a inversão do ónus da prova, mas a sua impotência perante o crime - seja o criminoso um marginal, um banqueiro, um funcionário, ou um político.

As boas leis são necessárias para o combate à corrupção. Mas de nada servem se não houver vontade política forte e uma Justiça capaz. Infelizmente, até agora têm-nos faltado as duas.

Palavra que 'faz fé'

Se um deputado faltar uma semana por doença não precisa de apresentar atestado médico. Até cinco dias, a sua palavra "faz fé", diz o regime de faltas do mais moderno parlamento do mundo, segundo Jaime Gama: o nosso.

Quando recomeçar a caça, por exemplo, já nenhum parlamentar precisa de meter baixa com essa finalidade, como há quem tenha dito e feito no passado, expondo-se à mais que justa crítica pública. Basta-lhe ir e comunicar depois aos serviços da Assembleia que esteve doente. A menos que seja visto ou denunciado, tudo correrá pelo melhor.

Esta facilidade tem outra vantagem não despicienda: o deputado pode continuar a mentir, fingindo que adoece, mas não obriga o seu médico a mentir também - isto supondo que os médicos que passam falsos atestados têm algum problema de consciência quando mentem para facilitar a caça ou outros prazeres a um deputado amigo e/ou seu paciente.

Este privilégio choca frontalmente com o discurso de exigência e rigor que o Governo gosta de fazer e de impor a quem pode. Por exemplo, aos professores e aos funcionários públicos. Mas os socialistas, começando pelo presidente do conselho de administração da AR, José Lello, defendem-no com unhas e dentes.

Aliás, um dado curioso é que este tipo de decisões parlamentares nunca provoca divergências. Os deputados podem não se entender para eleger o provedor de Justiça, nem para muitas outras coisas em que um certo consenso seria de louvar. Tratando-se dos seus interesses e privilégios, entendem-se às mil maravilhas, como se viu, por exemplo, durante os largos anos em que usaram e abusaram das chamadas viagens-fantasma.

Num parlamento onde já chegaram a faltar a uma sessão plenária, sem qualquer justificação, 107 dos 230 deputados e onde ainda em Dezembro a maioria teria perdido uma votação importantíssima se largas dezenas de parlamentares não tivessem ido para fim-de-semana mais cedo, só uma grande e ingénua fezada pode justificar que a palavra do deputado faça fé nestas matérias. Ainda que só por cinco dias, o que acaba por ser uma espécie de 'rabo de fora': se a confiança na palavra do deputado fosse total, esta faria fé por quanto tempo ele estivesse doente.

Tudo isto seria mais ou menos irrelevante se o deputado português médio se distinguisse pelo seu exemplo. E se a Assembleia não tivesse um sério problema de imagem na sua relação com a sociedade. Assim, é mais um contributo para ela continuar a aparecer no fundo da lista dos órgãos de soberania, sempre que alguém se lembra de fazer uma sondagem.

Fernando Madrinha

Esta Lisboa que eu amo. Apoio à criança. Tem a certeza?

Centro Cultural Dr. Magalhães Lima - Ao Serviço da Criança - Alfama.


Sebastião de Magalhães Lima (Rio de Janeiro, 30 de Maio de 1851 — Lisboa, 7 de Dezembro de 1928) foi um advogado, jornalista, político e escritor português, fundador do jornal O Século.

Defensor de republicanismo com pendor a socialismo utópico, fez parte da chamada Geração de 70 e foi durante largos anos grão-mestre da Maçonaria portuguesa, presidindo aos destinos da organização aquando do Golpe de 28 de Maio de 1926 e do desencadear das perseguições que levariam à sua posterior ilegalização durante o regime do Estado Novo.

Desconhecemos a quem pertence o imóvel e se está classificado no Inventário do Património Municipal, mas o seu estado de conservação é deplorável.


E as actividades aí desenvolvidas pautam-se por uma mediocridade confrangedora. «Ao serviço da criança», diz a sigla. Têm a certeza?

Agradecimento ao Lisboa SOS

Fragmentos e Opiniões. Um tema recorrente.

Fragmentos e Opiniões

Como fritar um PM em lume brando.


1 Eis o meu ponto de partida: eu não acredito que o cidadão José Sócrates Pinto de Sousa tenha, enquanto ministro do Ambiente, aceite quatro milhões (de euros ou de contos, a suspeita nunca ficou clara) para autorizar, contra a lei, o Freeport de Alcochete. Não acredito: é um direito que me assiste e que decorre não apenas da experiência de trinta anos a observar políticos por dever profissional, como também pelo conhecimento pessoal que dele tenho.

Segundo ponto: além da crença pessoal, eu desejo veementemente e como português que quem quer que seja primeiro-ministro do meu país esteja acima, largamente acima, de tão rasteiras suspeitas. Isso, porém, não impede que existindo suspeitas, dúvidas, interrogações por esclarecer, com ou sem razão, elas sejam investigadas a sério e a fundo. Acho que nenhuma outra coisa podemos desejar e exigir.

Terceiro e decisivo ponto: acho absolutamente intolerável que a investigação e esclarecimento de um assunto desta gravidade, envolvendo suspeitas deste tipo sobre um PM, acabe - uma vez mais! - por flutuar, sem prazo nem dignidade alguma, nesse limbo de maledicência e de justicialismo popular onde invariavelmente vegetam ultimamente todas as investigações deste tipo, entre a incompetência do Ministério Público e a leviandade de uma imprensa que vive para o escândalo e que se está borrifando para o que seja o Estado de Direito. Por outras e mais cruas palavras: é intolerável que, uma vez mais, o palco principal da investigação seja ocupado, não pelos seus progressos e conclusões, mas pelas notícias sobre incidentes laterais, estados de alma dos investigadores e insinuações sobre pressões externas - tudo, como sempre, alimentado por sistemáticas fugas de informação que, para vergonha nossa, toda a gente sabe de onde vêm e mesmo assim se repetem constantemente.

Não consigo entender como é que, nas últimas semanas, o centro das atenções relativamente ao Freeport se deslocou dos resultados da própria investigação para as queixas de "pressões" dos magistrados dela encarregados. Primeiro, porque já vi este filme várias vezes e sei que, quando começam queixinhas destas, elas são invariavelmente o sinal de que a investigação marca passo e já se procuram desculpas. Depois, porque não entendo que um magistrado de investigação ande a queixar-se publicamente de pressões em lugar de lhes resistir silenciosamente e continuar o seu trabalho. Terceiro, porque há qualquer coisa de pouco transparente em queixarem-se de pressões atribuídas a um outro magistrado, amigo e colega de trabalho neste mesmo caso. Vai agora um outro magistrado encarregar-se da extraordinária investigação de saber se o facto de Lopes da Mata ter dito aos colegas que o primeiro-ministro queria celeridade no processo é ou não uma pressão política ilegítima. E assim se vai entretendo o tempo, como se (e a ser verdade que Sócrates terá enviado aquele recado por interposto procurador) não fosse apenas o PM, mas todos nós, a democracia portuguesa, a exigir celeridade e poucos floreados para distrair as atenções!

Escreveu Pacheco Pereira há dias que "colocar o caso Freeport debaixo do tapete, enchê-lo de medos, de sussurros, de silêncios, de incomodidades, deixará Portugal envenenado por muitos e bons anos". Ora, salvo melhor opinião, o que tem sucedido é exactamente o contrário: o caso Freeport ocupa a cena há três meses, em vez de silêncios e sussurros, é objecto de uma gritaria sem fim e, em vez de medos, tem propiciado abundantemente o que melhor caracteriza a nossa investigação criminal nos chamados casos mediáticos: permitir ou promover a execução pública dos suspeitos, antes que eles tenham tido uma hipótese de se defender e muito antes de a acusação concluir se tem ou não matéria para levar o caso a tribunal. É grave que isto possa suceder com qualquer cidadão; é gravíssimo que possa suceder com o próprio primeiro-ministro: não por José Sócrates, no caso, mas pela saúde pública do regime democrático. Desgraçadamente, chegámos a um ponto em que qualquer pessoa, por mais inocente que esteja, e em especial se for figura pública, pode ser executado em lume brando na praça pública, num fogo assassino alimentado pela negligência da investigação e pelas sistemáticas violações do segredo de justiça, que permitem a uma imprensa sedenta de sangue e de 'sucessos' atear as labaredas da execução popular. Mesmo quando, como foi o caso, tudo nasce de uma denúncia anónima - para mais, sugerida pela própria PJ e com contornos mais do que suspeitos de manobra política eleitoral, nunca devidamente esclarecida.

Eu não quero saber se os senhores magistrados se sentem ou não pressionados porque o PM supostamente lhes terá mandado dizer que andassem rapidamente com o processo, conforme é obrigação deles. Eu quero é que eles não finjam não perceber a gravidade do que têm em mãos, as implicações políticas imediatas e a prazo do arrastar do caso e a arrasadora suspeita que pende sobre a cabeça de um cidadão que, por acaso, também é primeiro-ministro.

Tanto quanto sei, seguindo as coisas de fora, todas as suspeitas contra José Sócrates assentam na existência de um vídeo onde um tal Charles Smith, para tentar justificar perante os patrões do Freeport uma quantidade de dinheiro que desapareceu em Portugal, o explica dizendo que teve de corromper o então ministro do Ambiente. Ora, o sr. Smith está para aí, à disposição dos investigadores, que aliás já o interrogaram algumas vezes. Permitam-me os senhores magistrados que diga que não vejo aqui nenhum bico de obra: ou conseguem que o sr. Smith prove como e quando pagou a Sócrates e qual o destino do dinheiro, ou não o conseguem e, então, só lhes resta uma coisa a fazer: arquivar o processo contra Sócrates e prossegui-lo contra o sr. Smith e demais envolvidos, por crime de falsas declarações e muito provável roubo, em benefício próprio, dos tais quatro milhões. Não alcanço porque são precisos cinco anos de adormecidas investigações e mais três meses de histeria investigatória para concluir uma destas duas coisas.

Ainda esta semana ouvi o ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral referir-se ao casal McCann como assassinos da própria filha - a tese que ele defendeu durante as investigações que conduziu e que depois publicou em livro. Durante dois anos, o dr. Amaral teve todos os meios, tempo e condições para fazer provar a sua gravíssima tese ou então descobrir o que tinha sucedido a Maddie e se estava viva ou morta. Não o conseguiu e, prorrogados todos os prazos de investigação, esta foi encerrada sem conclusões, por falta de qualquer indício do que quer que fosse. Mas, imperturbável, o senhor aí continua, a acusar os próprios pais de terem morto a filha e a dizer que só não o conseguiu provar por culpa das "pressões políticas". Será este tipo de 'justiça' que os investigadores do Freeport se preparam para reservar também a José Sócrates?

2 O argumento de que Durão Barroso tem de ser também o candidato do Governo socialista à presidência da Comissão Europeia porque é português é igual ao argumento de que todos tínhamos de achar o Cristiano Ronaldo melhor que o Messi na eleição de jogador do ano só porque também é português. Se alguém acha que Barroso - essa alforreca política - representa a melhor Europa, hoje e no futuro, é porque não percebeu nada da diferença que faz Barack Obama no renascer da esperança, num mundo em grande parte reduzido à desesperança pela falta de qualidade dos líderes políticos.

Miguel Sousa Tavares

O desporto radical em Bancada Directa: as ultimas noticias do surf.


O desporto radical em Bancada Directa
As ultimas noticias do mundo do Surf

Joel Parkinson ganha a primeira etapa do WT

A primeira etapa do campeonato mundial de surf foi ganha por Joel Parkinson numa final realizada na famosa onda de kirra. Há quase três anos que Joel Parkinson, um dos melhores surfistas de sempre, não ganhava uma etapa de um mundial de surf, e foi em casa que conseguiu o seu segundo troféu no Quiksilver pró em Super Bank, empatando com Mick Fanning e Kelly Slater, os outros dois surfistas com mais do que uma vitória nesta etapa inaugural.

Os dois últimos dias foram surfados na onda de Kirra, uma das míticas ondas no mundo, que nos últimos anos tem sofrido pelo despejo de areia naquela praia. Nos últimos meses o movimento para salvar Kirra tem-se intensificado, e no seu discurso de vitória Joel Parkinson não se esqueceu de assinalar o facto. Tiago Pires esteve em bom nível, mas não foi além de um 17º lugar, já Marlon Lipke ficou-se por um 33º lugar, naquela que foi a sua etapa de estreia no ASP World Tour.

Joel Parkinson
Mick Flanning

Kelly Slater

Mundial de surf aumenta prémio monetário
O Estoril Quiksilver Pró, a etapa do campeonato mundial de surf masculino, que vai realizar-se neste mês de Abril no Município de Cascais, acaba de tornar-se ainda mais aliciante para os atletas e o público, com o aumento do “prize Money” em cinco mil dólares. Este campeonato, torna-se assim a prova com o maior prémio monetário de sempre na Europa, passando de 145 mil dólares para os 150 mil dólares, acréscimo este que será directamente entregue ao vencedor da prova, que assim levantará um cheque de 25 mil dólares. A iniciativa partiu do principal patrocinador da prova, o Turismo do Estoril, que assim pretende elevar a fasquia desta etapa do campeonato mundial de surf (World Qualifying Series) tornando a prova uma referencia para os adeptos desta modalidade e incentivando bastante as principais fugiras deste campeonato, os atletas.

Esta novidade traduzir-se-á no aumento da competitividade da prova, que irá assim ser disputada por alguns dos melhores atletas do surf do mundo, num dos mais míticos palcos do surf nacional, Carcavelos. Duarte Nobre Guedes, Presidente do Turismo do Estoril explica o investimento: “ O aumento do prize money do Estoril Quiksilver Pró reflecte, acima de tudo, a importância que o Estoril dá a esta modalidade, bem como confirma o posicionamento do destino enquanto palco privilegiado para a realização de mega eventos”.

Numa terra de surf e de outros desportos, o objectivo é claro, continuar a projectar esta região turística nacional e internacionalmente, pois “graças às excelentes condições que proporciona, quer a atletas quer a acompanhantes, o Estoril integra, de há muito, um prestigiado calendário desportivo mundial, composto pelas mais diversas modalidades”. Esta será a segunda etapa do circuito WQS na Europa, mas será a inaugural das provas classificadas com seis estrelas, essenciais para apurar quem irá entrar na elite do surf mundial no final do ano.

Aliado a este facto, é para nós uma satisfação saber que os melhores atletas do mundo serão muito bem recebidos nesta que é uma das mais bonitas zonas do nosso país, e que oferece variadíssimas opções para a realização de um campeonato mundial deste nível.”. O berço do surf em Portugal, irá receber 144 dos melhores atletas surfistas do mundo, já a partir do próximo dia 21 de Abril. Há muito em jogo neste Estoril Quiksilver Pró, a etapa do circuito WQS com o maior prémio monetário de sempre.

Marlon Lipke

Quatro etapas anunciadas para Nacional de Surf

A ANS anunciou as quatro etapas que vão decidir quem vai ser o próximo campeão nacional de surf. As quatro etapas estão sobre a égide da ANS, que aumenta uma etapa em relação ao campeonato do ano passado e aumentando o prize money para 22 mil euros. A etapa inaugural será novamente no Porto, o TMN Porto Pró, entre os dias 9 e 10 de Maio. A etapa seguinte irá ser realizada durante o Festival Ocean Spirit em Santa Cruz. Seguir-se-à os Açores, com uma etapa do nacional ligada ao WQS de seis estrelas que se vai realizar pela primeira vez naquele local, entre os dias 4 e 6 de Setembro. Para fechar a contagem uma etapa em segredo, algures no Oeste, ainda com data por definir. Haverá a possibilidade de uma quinta etapa em Cascais, mas que será confirmada até ao dia 31 de Julho.

Tiago Pires, o nosso "Saca" da Ericeira

Ocean Spirit

O festival em Santa Cruz, Ocean Spirit está a ultimar os preparativos para receber entre os dias 23 e 2 de Agosto a maior festa de desportos aquáticos do país. Esta será a terceira edição deste festival de 10 dias, com mais de uma centena de desportos representados, várias etapas de nacionais a decorrer, e algumas etapas de mundiais também a serem por ali realizadas. Com a verdade desportiva forte, está prometido um cartaz de musica aliciante. De dia o festival vive de desporto, de noite transpira musica e animação

segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Fragmentos e Opiniões. A crónica de Antonio Raposo. "Esta Lisboa está a cair aos bocados"!

ESTA LISBOA ESTÁ A CAIR AOS BOCADOS

E pelos vistos o nosso colaborador Antonio Raposo está indignado com este abandono

No centro de Lisboa, em frente a minha casa, está este exemplar de prédio, que deve pertencer à Junta de Freguesia de Cabeço de Vide, pois tem a chapa com esse nome na parede. Já não se lobriga o número de polícia mas deve ser o 5. A rua é a Luciano Cordeiro.

As fotos da frente e das traseiras dão a ideia do barril de pólvora que ali está.

Basta um tremor de terra como o que aconteceu em Itália, há poucos dias para deitar por terra os cinco pisos. As rachas são tão grandes que se notam à vista desarmada na foto da frontaria. Até a pedra do parapeito rachou. Os pombos agora habitam os andares superiores e ali fazem os seus ninhos. A rataria deve ter para se entreter. As traseiras estão a cair. As escadas de salvação já desapareceram em parte.

Se o prédio cair, quem será o responsável? O proprietário? A tal Junta de Freguesia?

A Câmara que permite que este prédio se mantenha? A protecção Civil? O Estado?

O certo é que ninguém toma iniciativas. Julgo que o prédio terá sido doado à Junta, por morte do proprietário.

A ser assim porque será que a Junta não toma a iniciativa de deitar abaixo e fazer novo?

Tal como está arrisca-se a cair em cima de quem passe e dos carros que estacionam ali no passeio.

É assim que esta cidade está – entregue aos bichos!

E andam tantos interessados em subir o poleiro da Câmara de Lisboa logo que cheire a eleições.


Para quê?

Antonio Raposo

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. Deixar de ser diabético (1ª parte)


O saber não ocupa lugar:
Temas de Medicina.
Deixar de ser diabético

Um artigo do médico cirurgião Rui Ribeiro, publicado na Revista Glamorous Woman (Abril de 2009)
Parte 1

O destaque:

O tratamento cirúrgico da diabetes tipo II, ou do adulto com excesso de peso, assume-se hoje como uma das primeiras grandes novidades da Medicina do século XXI – provavelmente a maior.

O desenvolvimento

Trata-se de uma avanço tão polémico como importante a vários níveis, uma vez que a diabetes tipo II é, só por si, responsável por uma enorme quantidade de sofrimento individual e colectivo.

A diabetes é a terceira causa de morte em todo o planeta e um dos principais factores de risco de aterosclerose e das doenças cardiovasculares, no seu conjunto a principal causa actual de morte. A diabetes é também a principal causa de cegueira e uma das principais responsáveis por casos de insuficiência renal crónica em hemodiálise. Provoca também lesões nervosas periféricas que se traduzem em défices de sensibilidade (polineuropatias periféricas) que por sua vez originam úlceras diabéticas arrastadas de difícil tratamento e que, invariavelmente, acabam em amputações do todo ou de partes dos membros inferiores.

Toda de qualquer infecção é, potencialmente, mais grave num diabético em virtude de um mal conhecido estado de défice imunológico que põe em risco os órgãos alvos dos agentes patogénicos. Isto para além de outros aspectos menos chamativos mas igualmente importantes. Por tudo isto, segundo fonte oficial governamental americana, entre custos directos e indirectos, consome cerca de 15% dos recursos do Sistema Nacional de Saúde Americano.

Os números da diabetes

Mas, mais importante do que isso e do ponto de vista social, a diabetes é uma importante causa de mal-estar, individual e familiar, responsável por uma importante fatia do absentismo profissional e social.

No campo da terapêutica médica, sabemos que os diabetologistas usam cada vez mais associações de fármacos e introduzem cada vez mais cedo a insulina, a qual permite um melhor controlo do nível do açúcar do sangue, o grande responsável pela acção destrutiva da diabetes.

Mas mesmo com insulina, o controle é muitas vezes imperfeito e isso significa a inevitabilidade do aparecimento das lesões e do sofrimento a elas associado, que muitas vezes leva à morte.

Como se isto tudo não bastasse verificamos, hoje em dia, um crescimento exponencial de casos de diabetes tipo II, que constitui 90% dos casos totais de diabetes. Nos Estados Unidos e pela primeira vez na História o número de crianças e adolescentes com diabetes tipo I, cujo aparecimento é característico desse escalão etário.

Calcula-se que a diabetes incida hoje em 200 milhões de humanos, prevê-se que atinja os 250 milhões em 2010 e os 300 milhões pelo ano de 2025. É pois uma doença com nível de pandemia, isto é, uma epidemia que atinge todo o mundo e não apenas uma parte dele.

As novas apostas da medicina face à diabetes


É esta doença de difícil controle que os cirurgiões se propõem agora tratar fazendo uso do bisturi no lugar dos numerosos fármacos disponíveis no armamentário médico. E como surgiu esta ideia, para muitos descabida, de operar diabéticos?

E como se consegue que os doentes tenham níveis normais de açúcar no sangue, deixem de tomar os seus fármacos e de se injectar com insulina? A resposta vem do sector da cirurgia da obesidade. De facto, a cirurgia da obesidade mórbida percorreu um dos mais curtos e vertiginosos trajectos de que há memória. Existindo desde os anos 50, as operações para controlar a obesidade, nunca granjearam grande fama nem popularidade, nem entre os médicos nem no publico em geral, não exactamente pela falta de resultados, mas devido à elevada taxa de complicações que produzia quando era feita por cirurgia dita a céu aberto.


Mas, apesar, dessas dificuldades, alguns cirurgiões praticaram esse tipo de cirurgia durante largos anos, sobretudo nos EUA, mas também nalguns países europeus. Entre eles, Walter Pories, cirurgião do “East Carolina University School of Medicine” exercendo em Greenville, inicia em Fevereiro de 1980, uma série de cirurgias de obesidade, com grande êxito, a que chamou o “bypass de Greenville”.

Mas com espanto verifica ainda que os doentes diabéticos, além de emagrecerem, deixam de precisar de tomar os seus medicamentos, muitas vezes no dia seguinte à operação o que indicia tratar-se de um efeito directo e não consequente ao emagrecimento.

Aparentemente destes doentes ficam curados em cerca de seis semanas deixam de os seus medicamentos e têm níveis de açúcar no sangue perfeitamente normalizados. Outros parâmetros de avaliação dos efeitos de diabetes, como a Hemoglobina A1C revelam uma melhoria que contrasta com a pobreza de efeitos do tratamento médico.

Além disso, Pories demonstrou que os seus doentes “curados” ou “controlados” para os mais cépticos, mantêm esse efeito a longo prazo tendo a sua série ultrapassado já os 20 anos.

Nos primeiros anos, Pories escreveu diversos artigos em revistas médicas e expôs insistentemente o assunto em congressos médicos, mas ninguém pareceu disposto a valorizar a sua revelação, de que a cirurgia pode “curar” a diabetes do doente obeso

domingo, 12 de Abril de 2009

Isto é que vai por aqui uma açorda de marisco. O PSD já escolheu, mas ainda não disse quem era.

Será?
O presidente da distrital do PSD/Leiria considerou, este sábado, que a escolha do cabeça de lista do partido para as eleições europeias «não está, de modo nenhum, atrasada», acreditando que já está feita.


ver mais aqui

O saber não ocupa lugar:Bancada Directa informa um leitor amigo sobre mais-valias em sede de IRS

Bancada Directa informa um leitor sobre as mais-valias em sede de IRS

O leitor (J.S.C. de Albufeira)aproveitou a embalagem que adquirimos nas respostas sobre IRS a uma leitora amiga e, vá de nos pôr perguntas sobre a complexidade das mais-valias em sede de IRS. Voltamos a dizer que este local não será o mais apropriado para este género de assuntos, mas por agora ainda respondemos.

IRS de 2008

Se efectuou venda de imóvel no ano passado, é obrigatória a apresentação do anexo G, conjuntamente com os outros impressos relativos aos demais rendimentos.

Assim sendo, o conceito de mais valia fiscal no que diz respeito à transmissão de bens imóveis, consiste na diferença entre o valor da aquisição e de venda dos mesmos, depois de abatidos os valores respeitantes às despesas inerentes, nomeadamente escrituras, registos e impostos, bem como a eventuais honorários das mediadoras imobiliárias e valor de obras efectuadas nos 5 anos anteriores à venda (reparar muito bem neste pormenor de 5 anos anteriores)

Do total da mais-valia apurada apenas 50% estarão sujeitos a imposto, ou seja este valor irá ser somado aos seus restantes rendimentos e será atribuída a tributação de acordo com a taxa de IRS correspondente (só é possível determinar a taxa depois de somados todos os seus rendimentos), nos termos da tabela em vigor para a tributação dos rendimentos para as pessoas singulares.

É completamente falsa a informação corrente, de que as mais-valias são tributadas à taxa de 50%, porquanto se trata de um equívoco resultante de uma incorrecta interpretação da forma de apuramento do valor a tributar.

As mais-valias podem estar isentas, ou não sujeitas a tributação, apesar de terem que ser obrigatoriamente declaradas. Por exemplo, se disserem respeito à alienação de imóveis adquiridos até ao dia 1 de Janeiro de 1989, data em que entrou em vigor o actual Código do Imposto sobre o rendimento sobre pessoas singulares, a declaração continua a ser obrigatória mas é efectuada no anexo G1 e a alienação está excluída de tributação, uma vez que os ganhos provenientes destas transacções não se encontravam sujeitos a imposto, nos termos da legislação em vigor à data e que apenas tributava os ganhos obtidos com a venda de terrenos para construção.

Existem outras situações de imóveis adquiridos posteriormente a essa data, cuja mais-valia resultante da transmissão, poderá estar isenta de tributação, no todo ou em parte, de acordo com a aplicação que dela se fizer. É o caso da amortização no crédito bancário contraído para aquisição ou o reinvestimento na aquisição de habitação própria permanente em Portugal ou noutro estado membro da União Europeia, em termos concretos, que devido à extensão deste post não podemos desenvolver.

E porque hoje é Domingo de Páscoa, vamos lá a recuar no tempo.

Aviso para conhecimento dos lisboetas

Alteração de tarifas

A partir do dia 12 de Abril de 1951 (quinta-feira) a tarifa para as viagens entre os Restauradores e a Praça do Comércio e vice-versa nos autocarros da carreira nº 4 é reduzida para 5 tostões.

A foto é de 1983

Livre, livre só o meu pensamento. Onde neste Domingo penso num tema em voga.


"Habituada a polémicas, do aborto ao casamento homossexual, Fernanda Câncio, jornalista do "Diário de Notícias" e namorada de José Sócrates, tem-se destacado nos últimos tempos pelas críticas que faz à investigação judicial e jornalística do Freeport.

A jornalista tem utilizado todos os meios onde escreve para atacar o processo em que o primeiro-ministro se tem visto enredado.

Seja em textos de opinião no "DN", no blogue onde escreve - o 'jugular' -, ou no Twitter - uma rede social que funciona como microblogue.No entanto, foi a sua participação num programa da TVI24, que causou mais mal-estar no seu local de trabalho.

No "A Torto e a Direito" (onde participa todas as semanas), Câncio criticou a investigação judicial, mas também a cobertura jornalística, que disse resumir-se a fugas de informação (mais aqui)

Esta Lisboa que eu amo. Uma pergunta inocente.



Caros amigos leitores do Bancada Directa
Não é que o edificio ( Rua Camilo Castelo Branco) me desagrade e nem fere o meu gosto pessoal. Mas só gostava de saber quem é a Instituição e os membros do juri que atribuem estes prémios. Qual será?

clicar na imagem para aumentá-la

sábado, 11 de Abril de 2009

O desporto na minha terra. Quem é Helena Bento, a treinadora 100% vitoriosa no Futebol Feminino.

Vamos falar de Helena Bento, a treinadora que levou a União 1.º de Dezembro ao título de campeão sem derrotas

O caminho desportivo de Helena Bento que epoca de 2008/2009 levou o 1º de Dezembro, agremiação de São Pedro de Penaferrim (Sintra) a conquistar, sem derrotas, o Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Futebol Feminino.
Estou vocacionada para a formação» , diz a treinadora Helena Bento.

Iniciou a época de 2008/2009, no comando da equipa feminina da Sociedade União 1.º de Dezembro, numa situação que deveria ser transitória até que os dirigentes colmatassem a saída da treinadora principal. Sempre com a disponibilidade e entrega desde os tempos de jogadora, Helena Bento foi ficando, e da fase da “UEFA Women's Cup” continuou à frente da equipa na Taça de Portugal e Campenato Nacional.

O resultado não podia ter sido o melhor já que somou mais um título de campeão nacional feminino e terminou o campeonato cem por cento vitoriosa, contando por vitórias os jogos disputados.

Todavia, Helena Bento não se deixou influenciar por esse sucesso sem paralelo nas competições nacionais, e na próxima época vai passar de novo a treinadora-adjunta. « A minha vocação não é para treinadora principal da equipa» sublinha sem hesitações a treinadora.
Federada aos 14 anos no Futebol Feminino

Helena Bento sempre gostou de jogar futebol. “Na rua onde morava no Algueirão havia muitos rapazes da minha idade, ao contrário das raparigas que já eram mais crescidas. Ora para participar nas brincadeiras tinha de ser nas brincadeiras dos rapazes. Na Escola Secundária de Santa Maria jogava futebol nos intervalos e uma colega lançou-me o desafio para integrar a equipa do Costa do Sol (Cascais) no futebol de onze. E foi assim que me iniciei na modalidade, tinha uns 14 anos, recorda a treinadora Helena Bento.

Percurso marcado por vários títulos e conquistas

Durante toda a sua carreira de jogadora, passou pela célebre equipa do Trajouce, que na época surpreendeu o mundo indígena da bola pela qualidade das suas jogadoras. Mudou para o Sporting e mais tarde para a equipa do 1º de Dezembro, onde se manteve no topo como jogadora durante várias épocas.

Estudante do Curso de Motricidade Humana, cedo passou a coadjuvar os técnicos principais da equipa feminina, uma situação que manteve até à época passada, quando – embora contrariada, aceitou comandar a equipa na “UEFA Women’s Cup”. “Eu gosto de trabalhar com as camadas jovens, e já no Sporting tinha começado com as Escolas de Formação no futebol feminino, depois na equipa de Juniores e, ainda, no futebol de sete masculino.
Presentemente tenho quatro equipas no 1º de Dezembro. É para aí que estou vocacionada. “E é nessa área que quero trabalhar”, confessa espontaneamente.

O futebol feminino precisa de mais visibilidade

Com a alteração dos quadros competitivos, o Campeonato Nacional da 1ª Divisão vai contar com 10 equipas na próxima época. Uma alteração que Helena Bento considera benéfica, embora reconheça que a promoção do Futebol Feminino não vai sofrer grande alteração. “Até agora não tem havido grande evolução no Futebol Feminino em Portugal”.

Recordo, por exemplo, que há uns anos atrás existiam equipas de juniores femininos e agora não. Quando comecei a treinar equipas de juniores existam 14 de futebol de sete, e agora nem sequer existe Campeonato, ou um Torneio que seja, e que possa movimentar as jovens jogadoras, que querem iniciar o seu processo de formação .E sem formação como é que pode haver campo de recrutamento? Interroga Helena Bento, que é de opinião que o futebol feminino precisa de mais visibilidade, principalmente da comunicação social.

A derrota na Taça de Portugal foi uma aprendizagem

Com a conquista do título de campeão nacional a nove jornadas do fim do Campeonato, os objectivos passaram, então, por terminar a prova sem derrotas e, se possível, só com vitórias, como viria a acontecer.

Todavia, ficou uma mágoa em todas as jogadoras pela eliminação precoce na Taça de Portugal, uma prova ganha nas três ultimas épocas. “Foi um jogo que não nos correu bem, perdemos no prolongamento frente ao Odivelas, uma equipa treinada pela Helena Costa, que saiu do 1º de Dezembro. São percalços que acontecem raramente, mas que para todas nós foi uma aprendizagem nas nossas vidas de desportistas” diz Helena Bento.

Campeãs sem derrotas. A equipa perfeita

Vinte jogos, vinte vitórias, o melhor ataque da prova (63 golos) e a defesa menos batida com apenas 12 golos consentidos durante todo o campeonato.

A vitória na derradeira jornada no Estádio Municipal da Murtosa frente ao Marítimo Murtoense por 5-1 (golos de Dolores e com Tânia Pinto e Carla Couto a bisarem), foi a cereja em cima do bolo saboreado a preceito, tal foi a categoria que a equipa treinada por Helena Bento foi mostrando durante toda a prova, mesmo depois de ter assegurado a conquista do titulo de campeão, com, ainda, muitas jornadas pela frente, chegando ao final com 35 pontos de vantagem sobre o 2º classificado, o Boavista Futebol Clube.

Depois de aceite a candidatura pela organização do Guiness Book, o famoso livro dos recordes, de forma a inscrever a Sociedade União 1º de Dezembro – equipa feminina de futebol, como detentora da melhor série de vitorias consecutivas em campeonatos nacionais, bom seria de facto, estas jogadoras, técnicos e dirigentes figurassem na galeria dos famosos e de resultados ímpares conseguidos.

Bancada Directa agradece ao Dr. Ventura Saraiva (Sintra Desportivo) a fonte deste post.

A todos Amigos de Bancada Directa...

O FUTEBOL PORTUGUÊS A BATER NO FUNDO!

«Não digo que não, mas também não digo que sim»

Guilherme Aguiar, ao "O Gaiense", sobre a possibilidade de ser presidente da Liga segundo o blogue BnA.


Candidatos e Referendos de Assalto ao Leão



Pedro Sousa Moraes: «Serei eu e mais dez»
ASSUME-SE COMO CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DO SPORT ING

Depois de Pedro Pinto Souto como possível candidato, temos outro Pedro este com o meu apelido [Sousa] como candidato assumido a presidência
do Sporting, a falar sem rodeios sobre os seus objectivos, mas deixo aqui alguns pontos interessantes da entrevista que deu ao jornal Record:


"...É verdade que há muita suspeição no futebol mas isso não pode branquear a falha de direcções que não conseguem resultados e que argumentam sempre com isso. O FC Porto nos últimos 20 anos é altamente ganhador e qualquer pessoa tem que dar à palmatória e verificar que nesse período foi duas vezes campeões europeu e ganhou uma série de campeonatos. Há ali qualquer coisa que o Sporting não tem..."

"Acredito na viciação do futebol mas o Estado de Direito não está mal só no futebol. Hoje não sabemos até que ponto amanhã não estaremos envolvidos numa história de suspeição..."

"Dos velhinhos, com toda a consideração que tenho por eles, que têm mais votos que os outros. É algo de que as pessoas se queixam. É um sistema que já devia ter sido alterado para um voto por sócio. E acho que o conselho leonino é uma mordomia que também devia acabar... Há pessoas que não precisam de comprar lugar porque são sucessivamente eleitas para o conselho leonino. Acho que o meu clube tem de ser diferente e não elitista. "

"A verdadeira nobreza é a dedicação integral ao clube."

"...Por exemplo, o João Rocha, com todos os defeitos que tinha, ganhou tudo. E no seu tempo ganhávamos não só no futebol como no hóquei em patins e noutras modalidades. Éramos o clube mais eclético do Mundo. O Sporting tinha referências....Hoje não temos nada. É confrangedor ver pessoas como o professor Moniz Pereira e como a sócio n.º 1 serem utilizadas. O Sporting em vez de ser Sporting Clube de Portugal é hoje o Sporting Clube Paulo Bento. Não vejo nem o Pedro Barbosa nem o Salema Garção darem a cara, é sempre o Paulo Bento..."

Acho que Filipe Soares Franco não vai mesmo recandidatar-se?
"Não
, acho que vai fazer mais um flic-flac à retaguarda. Ele vai tomar a decisão na próxima assembleia geral e só a partir do dia 17 as coisas se vão definir a nível de candidaturas. Está toda a gente à espera que as moções a apresentar sejam aprovados. Eu acredito que não passarão e que os sócios do Sporting não vão deixar passar isto."

"O congresso [Leonino] foi trabalhado precisamente para isso, é o marketing para se perpetuarem no poder. Eles não fazem marketing para angariar receitas mas para isto. O congresso serviu como pré-candidatura de Soares Franco."

"...Dias da Cunha é um homem sério, é um grande sportinguista e pôs tudo sempre à disposição do Sporting Clube de Portugal. O dr. Dias da Cunha foi cooptado pelo dr. Roquette e faltou-lhe apoio de lealdade. As pessoas que estavam com ele, estavam a trabalhar para outros grupos económicos. São conhecidas as ligações do actual presidente ao Grupo Espírito Santo. O Sporting hoje está amordaçado. "

O passivo não o assusta?
"Assusta. O Sporting com esta história do aeroporto de Alcochete pode vir a ganhar muito dinheiro. Já tenho um estudo entregue nesse sentido. Se o Sporting quiser, mais tarde, ir para outro lado, terá uma mais-valia brutal. "

Não acredita em Franco?
"O seu projecto, que não existe, está esgotado. É incrível que as eleições sejam nesta altura e que toda a programação da próxima época seja feita por eles."

"Uma coisa é certa: não vou aceitar que dêem cabodo Sporting Clube de Portugal, porque o Sporting não é uma coutada. É a hora de dizer basta. Chega. Vamos à luta. Se for necessário, avançarei."

Joaquim Oliveira manda no Sporting? " É uma das pessoas que manda, sim. E outros."

"Não posso admitir que o Cristiano Ronaldo tenha sido vendido pelo preço que foi. O único jogador que foi bem vendido foi o Nani. Veja agora como estão as imagens do João Moutinho, do Yannick e do Miguel Veloso. Há alguma coisa que está a falhar. Não são só os jogadores que são os maus da fita. O Sporting tem de lutar sempre pelo título e jamais me esquecerei do que disse um dia Soares Franco, quando afirmou que o Benfica era maior que o Sporting."

"E agora... é o marasmo. Até há quem diga que se quer acabar com os sócios do Sporting, para só existirem sócios da SAD. Mas a S