BANCADA DIRECTA
BANCADA DIRECTA: Março 2009

terça-feira, 31 de Março de 2009

A musica é sempre a mesma! Aqui nesta banda não há maestro. Cada um toca o que sabe!

Música, maestro!

"Não, não se trata da ópera do Centro Cultural de Belém em que a assistência decidiu vaiar o senhor presidente do Conselho e a sua namorada por terem chegado meia hora atrasados.

A ópera é outra e o assunto bem mais sério. Mas neste caso, infelizmente, não há uma monumental vaia para quem anda literalmente a faltar ao respeito aos indígenas sem qualquer vergonha na cara.

A ópera da corrupção tem imensos autores, uma multidão de solistas e milhões de figurantes. O espectáculo anda de terra em terra, é de borla e tem sempre, como se calcula, lotação esgotada.

Não há bicho careta que não condene a corrupção e jure combatê-la com todos os meios ao seu alcance. Não há político que não jure a pés juntos que é sério de pai e mãe. Não há magistrado que não declare que a corrupção anda por aí e que a Justiça deve combatê-la com unhas e dentes. Todos de acordo, portanto.
O pior é o resto. E o resto é uma história de um sítio pobre, deprimido, manhoso, hipócrita, perigoso e cada vez mais mal frequentado que assiste espantado e sentado a uma ópera cada vez mais bufa, em que tudo se faz para evitar que o combate à corrupção seja eficaz e os corruptos sejam julgados e condenados.

O poder político, responsável pela legislação penal, nomeadamente o PS e o PSD, nem quer ouvir falar do crime de enriquecimento ilícito, em que o ónus da prova ficaria a cargo do cidadão suspeito e não das autoridades.

Isto é , qualquer indígena que ficasse milionário ao fim de uns anos de carreira política ou na administração pública teria de explicar muito bem a origem da sua fortuna.O Bloco Central de interesses, que domina por completo o sítio, agarra-se à Constituição e aos direitos individuais para recusar uma medida essencial no combate à corrupção.

E nesta enorme campanha a favor da corrupção ainda tem o apoio de uma parte da magistratura que há muito se vendeu aos interesses do poder dominante e usa os seus cargos para abafar em última instância os casos em que os diversos filtros penais foram insuficientes para evitar que as investigações chegassem a bom porto. E quando mesmo assim as coisas falham, já se recorre à ameaça para calar magistrados que pretendem de forma séria e isenta cumprir a sua missão.

Bem podem, por isso, andar por aí a debitar banalidades sobre a democracia, o Estado de Direito e a Justiça. Os patrões do sítio podem não ser corruptos. Mas não se livram de serem cúmplices conscientes de todos os corruptos."

Este texto é da autoria de António Ribeiro Ferreira

Comentário do autor deste post:

Nesta manhã, frente ao Convento de Mafra, tiro o porta-moedas do bolso para comprar o jornal e vejo que até as moedas que lá existem são de pouco valor. E as poucas notinhas são só de 5 euros. Tudo ganho na maior das legalidades. Dinheiro contra trabalho. Poderão todos dizer o mesmo? Espero, tenho a presunção, que os nossos amigos leitores do Bancada Directa estejam como eu!.....

Alinhados e enquadrados!

Alinhados

Parque Desportivo Municipal Engº José Ministro dos Santos em Mafra. Terça-feira 31 de Março 2009. 11h15 da manhã..
Alinhados na perfeição. Concentrados no que a sua professora lhes iria comunicar.

Estas crianças, que estão alinhadas lado a lado, mais do que tudo o que se possa dizer, estão alinhadas perante a vida!

O enquadramento
O Parque Desportivo é a menina dos olhos do Presidente. E as crianças tem lugar cativo em utilizá-lo . São sempre bemvindas.
Daí que este pormenor decorativo não está só enquadrado com o edificio das Piscinas, mas tambem com as Torres do Palacio Nacional de Mafra.
Presidente: sempre a pensar nas crianças e no melhor para o nosso Parque!!!

Fotos Bancada Directa

Pois é! A história é da carochinha, mas.....A crónica de Antonio Raposo


HOJE APETECE-ME ESCREVER UMA HISTÓRIA DA CAROCHINHA


Com o 25 de Abril assistimos a grandes mudanças. Mexidas fortes nos costumes.
Alteração dos habituais intervenientes políticos. Já não eram mais os homens
cinzentões que atravessaram o antigo regime.

Apareceram uns rapazes pobres, de origens modestas que tiveram a oportunidade de tirar um cursinho de Direito.

Uns Engenheiros que a muito custo conseguiram chegar ao canudo.

Felizmente que com o 25 de Abril os pobres puderam – alguns – chegar mais perto de uma profissão que os guindasse à ribalta política. Um curso não é obrigatório, mas ajuda á dialéctica.

Apareceram muitos por via dos partidos de esquerda.

Depois, como a esquerda não conseguia chegar ao poder e era o poder que eles queriam, marimbaram-se nos partidos de esquerda e fizeram as malas para quem lhes proporcionasse mais-valias.

Formaram-se nas escolas da luta política estudantil. Com estandartes vermelhos e na primeira oportunidade deram o saltinho para o coito. Para a paz dos sortudos.

Alguns passaram pelo poder de forma rápida porque era mais o dinheiro que lhes interessava e os lugares de governo só abrem portas e dão contactos.

Hoje conheço uma boa centena deles que estão bem na vida.

Diria mais: estão óptimos!

Se não tinham onde cair mortos e hoje andam a regurgitar campos de golfe, então algum milagre dos pães multiplicou os seus haveres. Mas, não foi a trabalhar. Foi a mover influências e na troca de favores.

É por isso que muitas vezes as pessoas não acreditam nos políticos.

Eu acho que têm razão. Não acha?

Antonio Raposo

Palavras Sábias e Verdadeiras

É Futebol....

Breakdance para celebrar um golo

Ocorreu na liga francesa numa partida entre o Toulouse e o Lens, onde a comemoração de um golo deu uma dança pouco habitual, e talvez pelo jogador em questão ser um defesa, o ocorrido tem mais impacto. Assista a dança e ao golo:




Guarda-Redes, Herói em 4 segundos

Quem se lembra de um Guarda-Redes defender um penalti e depois marcar golo na baliza do adversário, tudo isto em 4 segundos?!! Eu não me lembro, pois, penso que nunca aconteceu, até hoje, uma vez que numa partida nos USA entre a Universidade de Kentucky versus Chicago, aconteceu este espectacular momento...Vejam:



Grande "Borrada"

Por último vamos ver este vídeo que relata aflição de um árbitro assistente que durante uma partida de futebol da 3 divisão Romena não aguentou a descarga fisiológica, e ficou com os calções todos borrados.
Segundo as crónicas relatadas, o assistente começou a sentir-se mal ao intervalo, mas apesar da disposição não ser muita, foi para o terreno terminar a partida, só que a poucos minutos do final, o organismo não aguentou e saiu tudo...
Mesmo assim, terminou o jogo como um grande profissional, e saiu a correr para o balneário mal ouviu o apito final, pois o desespero e vergonha deviam estar no limite do aceitável. Vejam lá os minutos finais dum momento constrangedor para a vida de um homem, ainda por cima gravadas e reproduzidas num vídeo.

É caso para dizer, que em certos dias, mais vale não sair de casa...



Bem Hajam

segunda-feira, 30 de Março de 2009

"No meu tempo, não se recompensava a incompetência"

O saber não ocupa lugar:Temas de Medicina.O dengue já chegou à Madeira.


O saber não ocupa lugar:
Temas de Medicina.
O mosquito “Dengue” já chegou à Madeira.

O destaque do tema:

É comum em países tropicais, como o Brasil este mosquito que transmite o vírus do “dengue”, mas o dito já chegou à nossa Ilha da Madeira, embora ainda não sejam conhecidos casos da doença.

O desenvolvimento do tema:

´É habitual, que por alturas das festas carnavalescas no Brasil, muitos estrangeiros, especialmente portugueses, rumem a este país para a região de Rio de Janeiro, ou outras paragens afins, para desfrutar alguns dias de folguedos, de sambas e de sol. Mas do lado de lá do Atlântico, há um potencial risco à espreita – o “dengue” – doença febril transmitida pelo mosquito “Aedes Aegypti”

Natural de regiões tropicais e subtropicais, o mosquito chegou entretanto à Madeira: as condições climatéricas do arquipélago revelaram-se propícias para o seu desenvolvimento. Terá viajado à boleia de palmeiras importadas para um jardim público do Funchal, a partir daí tem-se propagado por outras freguesias e resistido às campanhas de desinfestação já desenvolvidas.

E, dado o risco para a saúde pública, desde o mês de Novembro ultimo que as medidas preventivas se estendem aos navios e aviões com partida no arquipélago: o objectivo é evitar que o mosquito chegue ao Continente.
Apesar de o mosquito resistir às tentativas de erradicação, não são conhecidos casos de doença de “dengue” na Madeira. O mesmo não se pode dizer da situação vivida no Rio de Janeiro: dezenas de milhar de casos em 2008 e dezenas de mortes, o que torna as viagens à capital do samba e do Carnaval potencialmente perigosas. A probabilidade de contacto com o “Aedes é elevada, pelo que as autoridades de saúde aconselham os candidatos a turista a marcarem uma consulta do viajante, para obtenção de informação e prevenção sobre a doença.

Como uma gripe, mas muito para pior

O Aedes Aegypti é o vector da doença – ouse, é ele que transporta o agente infeccioso, um vírus de que são conhecidas quatro serotipos. Ao picar uma pessoa saudável, um mosquito infectado liberta o vírus no organismo, assim transmitindo o “dengue”.

Esta é uma doença que se manifesta de várias formas, mas geralmente distinguem-se duas: o “dengue” clássico e a febre hemorrágica do “dengue”. Sendo a forma mais leve da doença, o “dengue” clássico é muito semelhante a uma gripe, quer nos sintomas, quer na abordagem terapêutica. Febre súbita e elevada, dores de cabeça, musculares e nas articulações são as primeiras manifestações. A que se juntam cansaço extremo, náuseas e vómitos. Na pele podem surgir manchas avermelhadas.

Já a febre hemorrágica, constitui uma forma mais severa de “dengue”, caracterizando-se por alterações na coagulação sanguínea. No início partilha sintomas com a forma clássica, mas ao terceiro dia ou quarto a febre desaparece, o que confere uma falsa sensação de melhoras. É então que se entra no período mais crítico, com dores abdominais intensas e contínuas, vómitos persistentes, pele pálida, fria e húmida e hemorragias – pelo nariz, boca e gengivas, mas também internas (gastrointestinais, por exemplo.

A queda de pressão arterial é comum, podendo indiciar um estado de choque – agitação, confusão mental, dificuldades respiratórias e perda de consciência obrigam a intervenção rápida. É que, na febre hemorrágica, o quadro clínico pode agravar-se muito rapidamente, pondo a vida em perigo: estatísticas do Ministério da Saúde do Brasil indicam que cinco por cento dos doentes acabam por morrer, alguns em 24 horas apenas.

Aguas paradas

As semelhanças entre o “dengue” clássico e a gripe mantêm-se no que respeita ao tratamento. Os medicamentos são dirigidos ao alívio dos sintomas – nomeadamente a dor e a febre, pelo que se tomam analgésicos e antipiréticos, com ressalva para os que possuem salicilatos na sua composição (aspirina e derivados) pois aumentam o risco de complicações hemorrágicas. De resto, há que repousar e beber líquidos em abundância para evitar a desidratação (é uma consequência possível da febre elevada e dos vómitos). Há que estar atento a outras manifestações da doença, nomeadamente a baixa de pressão arterial, de modo a poder intervir rapidamente se houver sintomas de choque.

Na ausência de uma vacina que proteja o organismo do vírus do “dengue”, a melhor atitude é de prevenção. Não é, no entanto, uma prevenção fácil, dado que o mosquito se multiplica rapidamente. Um gesto essencial envolve a remoção de todos os recipientes onde se possa acumular água, sobretudo no exterior: é que são as águas paradas que reúnem as melhores condições para a reprodução deste insecto que aprecia regiões quentes e húmidas.

Manter os mosquitos à distância é possível, adoptando alguns cuidados como manter as janelas e portas fachadas nas horas em que a picada é mais provável (as primeiras horas da tarde), usar repelente nas zonas expostas, usar vestuário com mangas. Estes são, naturalmente, cuidados indispensáveis para quem viaja para destinos como o Brasil, não só na altura do Carnaval, mas ao longo de todo o ano. E como a Madeira também é famosa pela procura que as pessoas fazem deste destino durante o ano todo, pelo que estas pessoas devem adoptar algumas precauções. É que o mosquito pica sem aviso: e quando pica a pessoa continua desprevenida, pois não sente dor e nem comichão. O pior vem depois.

O que é o Aedes Agypti
É este o nome científico do mosquito que transmite o vírus do “dengue”. Um insecto de aparência inofensiva, que mede entre quatro a sete milímetros. De cor de café ou preto, com riscas brancas no corpo e nas pernas, costuma picar às primeiras horas da manhã e ao final das tardes. Evita o sol forte, mas isso não significa que não ataque: mantém-se à sombra, dentro ou fora de casa.

Com origem nas regiões tropicais e subtropicais prefere os ambientes quentes e húmidos. É neles, aliás, que a fêmea coloca os ovos. Em 48 horas, desenvolve-se o embrião e dez dias depois, em média, está formado um insecto adulto. Os ovos deste mosquito têm uma elevada capacidade de sobrevivência. Resistindo agarrados a qualquer superfície e assim percorrer longas distâncias. Esta é uma das razões que torna tão difícil erradicar o Aedes Agypti.

Outra razão prende-se com o facto de bastar uma pequena quantidade de água para ele se multiplicar: um vaso de flores, um prato ou qualquer outro objecto que recolha água da chuva, por exemplo, é suficiente para que ele se reproduza.

domingo, 29 de Março de 2009

Manifestações de "Cultura" na região de Mafra

Caros amigos leitores do Bancada Directa
São sempre do nosso agrado dar-vos conhecimento de iniciativas de caracter cultural e que se destinam a todos as pessoas.


O desporto na Trofa: Excelente iniciativa desportiva: A cidade da Trofa recebeu ontem atletas nacionais de Boccia.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Este blogue sempre atento aos desportos e atletas que prestigiam o nosso país, dá-vos conta desta inciativa na Trofa

A Trofa recebeu, este Sábado, o torneio de uma das modalidades mais medalhadas nos Jogos Paraolímpicos.

O Pavilhão Desportivo da Escola E.B. 2,3 de S.Romão do Coronado abriu as suas portas a uma das etapas do Campeonato Nacional de Boccia - Zona Norte, que juntou cerca de 60 atletas da modalidade nas categorias BC1, BC2, BC3 e BC4.

Bancada Directa felicita os organizadores de tão excelente Torneio.

Ver esta noticia desenvolvida clicando aqui

Esta cidade (Lisboa) está a cair aos bocados! A crónica dominical de Antonio Raposo.

ESTA CIDADE (LISBOA) A CAIR AOS BOCADOS

Ontem passei pela Av. Fontes Pereira de Melo. Uma das artérias mais centrais e importantes da cidade. Vem do Marquês de Pombal e desemboca no Saldanha.
À direita de quem sobe, um quarteirão está todo entrapado, ocupando uns três prédios, seguidos. O pano que os envolve será da Câmara (presumo) porque canta as grandes vitórias de alguém que já lá não deve estar.

Diz mais ou menos o seguinte:
“Desde 2002 a 2005 umas centenas de prédios foram reabilitados”. Entretanto, recordo que já estamos em
2009 e nada sucedeu, naqueles prédios e, pelo pano já lá estará desde esses anos. É estranho.

Esta notícia seria para que o “povão” tomasse conhecimento do grande serviço que a Câmara estava a fazer.

Pois é – o pano já está mais que sujo e os anos passaram. Aqueles prédios não foram senão “entijolados”, portas e janelas. Para que ninguém os ocupe. Não vá aparecer por aí um pobre com manias.

Pergunto eu: Então se um individuo faz uma varandinha envidraçada vem de lá a polícia municipal e multa-o porque está a mexer na fachada. Mas quem fecha janelas e portas com tijolos vermelhos e argamassa não está a construir nova fachada, alterando-a?

Outra coisa sempre me fez uma enorme confusão e nenhum presidente de Câmara alguma vez explicou. Há uma lei que obriga os proprietários de 8 em 8 anos a fazer obras de manutenção.

No prédio onde moro, em Lisboa, passaram 40 anos e nunca viu a cara lavada!

Parece que é uma lei ainda do tempo do fascismo. Parece que ainda está em vigor. De certeza não está a ser posta em prática.

Porquê?

Então as leis não são para se cumprirem? Ou só nós temos que pagar as multas de mau estacionamento mas o resto passa tudo ao lado?

Onde anda a polícia municipal? Atrás das varandas?

Valha-me São Vicente – padroeiro desta cidade de Lisboa.

Crónica do autismo e da arrogancia.

Opinião
Crónica do autismo e da arrogância

É inegável que vivemos pior hoje do que há três anos atrás. O motivo, esse, é recorrente. Quase que poderíamos dizer em uníssono: 1, 2, 3, “é a crise económica”!

Por sorte (até porque como é sabido, “o português tem sempre sorte”), desta vez a crise é global e lá poderemos dizer: “não somos só nós….afecta até os Estados Unidos, onde parece que começou, e toda a Europa!”. E quase que ficamos contentes por pertencer a esta espécie de clube selecto dos países em depressão económica.

Nesta fase do texto, os ferrenhos adeptos do Governo dirão que não estamos em depressão, apenas em estagnação, ou melhor, em recessão. Podemos arranjar diversos sinónimos, mas o facto é que, realmente, vivemos pior do que há três anos Atrás. Temos Mais desemprego, menos poder de compra, menos qualidade de vida.

Os exemplos que ilustram este fenómeno poder ser rapidamente enumerados. Assiste-se, quase todas as semanas, ao encerramento de empresas e ao consequente aumento de desempregados, muitos deles altamente qualificados. Cada vez mais famílias pedem auxílios sociais. Deixámos de confiar e de poder contar com os bancos. E o pior. Se é que existe, é que deixámos de ter esperança.

Nos dias de hoje, já não acreditamos nos lideres políticos que temos no Governo e também não acreditamos nos que estão na oposição, uns porque dizem apenas o que queremos ouvir, outros porque repetem algumas frases feitas, que, dizem certas coisas, com as quais concordamos, mas que não as retemos, porque parece que não as queremos ouvir.

Perante este clima de agitação social, que tem vindo a crescer, perante também o aumento da insegurança, andamos todos crispados e zangados com tudo, connosco, com o vizinho, com o colega de trabalho, com a família….enfim, Lá diz o ditado popular :” casa onde não há pão, todos ralham sem razão”.
E todos parecem, efectivamente ralhar. HÁ manifestações com números astronómicos. Há artigos, debates, declarações e discursos de pessoas de todos os quadrantes políticos.


No entanto, o Senhor Primeiro-ministro continua a distribuir computadores Magalhães, desta vez em Cabo Verde, depois da Venezuela, sem perceber que em Portugal os mesmos ainda não chegaram a todas as escolas. Criou-se um expectativa nas crianças (que está a ser gorada) e que, por sua vez criou expectativas (e medos) nos professores e comunidade em geral.

Esfumou-se o “sonho” de um ensino igual para todos, baseado nas novas tecnologias, simplesmente porque os computadores Magalhães tardam em chegar.

Este autismo não é apenas em relação ao Magalhães, é em relação a tudo o resto. O líder do Governo não concorda com os motivos das manifestações, acha que a oposição em peso não tem razão sobre nada e reage com arrogância a todas as criticas.


Enfim, por vezes questiono-me se vive neste país, ou se realmente subestima assim tanto a inteligência do eleitorado. E continua, falando dos grandes projectos para Portugal, do TGV, do Aeroporto…..

O que precisamos mesmo é de uma Saúde pública em condições, que o Senhor Primeiro-ministro parece ter esquecido. Que o senhor prometeu emagrecer e está cada vez mais gorda.: e já agora, queremos comer e pagar as contas.

Senhor Primeiro-ministro, há fome em Portugal. Acredite, não só nas classes baixas, mas também na classe média.

Senhor Primeiro-ministro, arrume a casa, agilize a máquina do Estado, que o senhor prometeu emagrecer e está cada vez mais gorda.

E por favor, repense essas megalomanias que irão ser pagas pelos nossos filhos. É que, a contribuir assim, ninguem vai ter dinheiro para os bilhetes do TGV ou do avião....

sábado, 28 de Março de 2009

Isto é que vai para aqui uma açorda de marisco! (1) Afinal a carta é ou não é anónima?


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Afinal o caso "Freeport" está para durar e lavar. Pelo menos é que mostram os novos acontecimentos

Freeport: Suposto autor de carta anónima acusa Marinho Pinto de defender interesses do inspector da PJ condenado por violar segredo de justiça

O suposto autor da carta enviada à Polícia Judiciária, e que estará na origem do caso "Freeport", não quer reagir às críticas do bastonário dos Advogados.

São críticas sobre a actuação do Ministério Público e da Polícia Judiciária no caso Freeport, num texto publicado no Boletim da Ordem, do mês de Abril, onde Marinho Pinto escreve que a carta anónima que deu origem à investigação do caso foi combinada entre o autor (da carta) e alguns elementos da Judiciária.

Agora, diz-se que a carta nunca foi anónima, já que o seu autor sempre foi conhecido dos investigadores policiais. Perante estes desenvolvimentos Zeferino Bual, suposto autor da carta anónima, disse à Antena 1 que não alimenta polémicas e lamenta que o bastonário Marinho Pinto esteja a ser porta-voz do Inspector da Polícia Judiciária, que foi a única pessoa condenada por violação do segredo de justiça.

Os amigos leitores podem ver como está a açorda clicando aqui

O desporto na minha terra. Em Janas, aqui mesmo ao lado aonde moro, o Team "Paddock" brilha na disciplina de obstáculos. Estamos a falar de HIPISMO.

De Janas para saltar outras fronteiras

Fecharam o ano de 2008 com várias vitórias e resultados de relevo nas várias competições onde participaram. Os cavaleiros que fazem parte do Team “Paddock” em seis provas, apenas falharam numa delas a subida ao pódio, onde obtiveram um 4.º e 5.º lugares e foi realizada no CNEMA (Santarém), prova disputada com obstáculos a 1,15 m ao cronómetro.

Começaram em Reguengos de Monsaraz, com uma vitória e dois segundos lugares, a 1,10m, seguiu-se Lisboa (1,15m) com a obtenção do 2.º lugar, depois Coimbra (1,10m) com 2 primeiros lugares, 2 segundos e um 4.º lugar.

No Algarve, em Vilamoura, a 1,10m, classificaram-se em 1.º e 3.º lugar na primeira prova e em 2.º e 3.º lugares na prova seguinte.Individualmente, José Maria Matos e Beatriz Lourenço, uma das cavaleiras mais jovens do Centro Equestre e do Team “Paddock” têm conseguido brilhar em provas internacionais, como foi o caso da Copa Ibérica, onde José Maria Matos obteve a medalha de prata e na Taça da Juventude, onde Beatriz Lourenço arrecadou a medalha de ouro.

Um ano de investimentos

O ano de 2008 foi para os responsáveis do Centro Equestre de Janas (Sintra) um ano de investimentos com a compra de duas éguas (Aira e Vaga) que se juntaram à Anica que continua em termos de evolução a dar provas muito positivas. Para estas éguas de competição foi recuperado um espaço interior, onde se construíram três boxes com uma área de assistência, que pode ser usada para limpar ou aparelhar, ou simplesmente para uma consulta de veterinária.

Foi ainda durante o ano passado que conjuntamente com o Clube Equestre que foi construída uma zona de paddock,s exteriores, onde permanecerão as duas éguas do Team (Casque d,Or e Golrietta) retiradas da competição, por já terem cumprido a sua parte nesta actividade. Estas duas
Éguas, segundo os responsáveis do Centro Equestre “irão viver uma nova experiencia, a de serem mães”. A criação de poldros é assim o novo desafio através da inseminação artificial, cujo trabalho já foi iniciado e conta com a supervisão da Dr.ª Teresa Costa e Curto.

Refira-se ainda que são já uma centena de alunos que frequentam aulas de equitação, onde estão alojados 35 cavalos (a penso) nas instalações do Centro Equestre de Janas, cujos clientes confiam no trabalho e dedicação de todos os elementos que fazem parte da estrutura da empresa.

Composição do Team “PADDOCK” 2009
Cavaleiros: Sandra Ferreira; Carolina Nascimento; Marta Torres; Nuno Ferreira e José Maria Matos
Monitores: Sandra Ferreira; Nuno Ferreira e Francisco Guimarães.
Chefe de Equipa: Sandra Ferreira

Veterinário: Rui Mendes
Ferrador: João Gomes

Fonte Sintra Desportivo

Progresso Clube: Agremiação antiga aproveita novas oportunidades.É este o tema de "O desporto na minha terra".

Progresso Clube. Agremiação antiga aproveita novas oportunidades. É este o tema do nosso “O desporto na minha terra”.

Progresso Clube acolheu o “III Open de Muay Thay”

A Federação Portuguesa de Muay Thay acabou por transferir a realização do “III Open de Muay Thay” de Vila Franca de Xira para a sala da colectividade de Algueirão-Mem Martins, aproveitando assim a onda de entusiasmo vivida em redor da conquista do titulo mundial do atleta do progresso clube o nosso “Pilhas”, desculpem de seu nome Paulo Calhau.

A competição teve lugar no passado dia 8 de Março (as minhas desculpas por este atraso da publicação da notícia), numa sessão que teve a participação de 13 clubes, uma adesão que deixou satisfeitos os seus organizadores, principalmente a excelente Direcção do Progresso Clube, pela aposta que está a fazer novamente pela modalidade.

Vitória colectiva para os Leões de Pedernais
Depois da balança confirmar o peso dos atletas concorrentes, de acordo com a sua categoria, procedeu-se ao sorteio dos combates com os diversos técnicos presentes, originando uma grelha final com 24 combates dos escalões Cadetes, Juniores e Seniores, disputados num clima de grande entusiasmo, sendo de registar o excelente convívio entre atletas , treinadores e o publico, agrupado em claques de acordo com o emblema que apoiavam.

De acordo com a Federação Portuguesa de Muay Thay, responsável pela organização da prova “confirmou-se aqui que a modalidade continua a crescer e a atrair cada vez mais praticantes, uma vez que este Open foi dirigido para Classe C (atletas com o máximo de 5 combates) sendo que a maior parte se iniciou nas artes do ringue nesta prova. De parabéns está também o Progresso Clube e o seu Presidente João Paulo Teixeira (que segundo me informaram para alem de bom dirigente é uma excelente pessoa) pelo apoio que prestaram ao muay thay, acolhendo a prova que foi do agrado de todos.

a minha fonte é o Dr. Ventura Saraiva do Sintra Desportivo.

Nota do autor deste post. Tenho de pedir desculpa ao Senhor Presidente do Progresso Clube, na medida em que lhe prometi que faria uma visita à sede do Progresso Clube, para me inteirar da excelente situação da agremiação, no capitulo de formação de atletas, e que ainda não fiz. Espero em breve concretizar essa visita. Lamento porque gostaria de assistir em directo ao III Open de Muay Thay e dar logo a noticia no dia seguinte. Desconhecia o evento. Na minha actividade profissional as pessoas de Algueirão- Mem Martins dizem-me muito. Gosto muito delas.

E porque hoje é Sabado não há desejos de Bom Fim-de-semana, mas há Magalhães para a"gente" se rir.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Não se esqueçam de que logo à noite muda a hora, mas enquanto isso não acontece, vamos lá ver como está o Magalhães de saúde com tantos êrros!



"MAGALHÃES" - herrar é o mano

Se depois de ler estas frases não esboçar, pelo menos, um sorriso e achar que é normal o ministério da educação distribuir um "instrumento didático" deste nível, você está verdadeiramente preparado para aguentar mais quatro anos do mesmo... EM QUALQUER "MAGALHÃES" PERTO DE SI:

* "Cada automóvel só pode mover horizontalmente ou verticalmente. Tudeves ganhar espaço para permitir ao carro vermelho de sair peloportão à direita."
* "O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem."
* "Carrega nos elementos até pensares que encontras-te a boa resposta.(...) Nos níveis mais baixos, o Tux indica-te onde encontras-te umaboa cor marcando o elemento com um ponto preto. Podes utilizar o botãodireito do rato para mudar as cores no sentido contrario."
* "Dirije o guindaste e copía o modelo."
* "Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os elementos."
* "O objectivo do quebra-cabeças é de entrar cifres entre 1 e 9 emcada quadrado da grelha, frequentemente grelhas de 9x9 que contéemgrelhas de 3x3 (chamadas 'zonas'), começando com alguns números jámetidos (os 'dados'). Cada linha, coluna, e zona só pode ter uma vezum símbolo ou cifre igual." (nota: instruções para o jogo sudoku)
* "Carrega em qualquer elemento que tem uma zona livre ao lado dele.Ele vai ir para ela."
* "Enfia a bola no buraco preto á direita."
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "O objectivo do jogo é de capturar
Ao princípio do jogo 4 sementes são metidas em cada casa. O jogadoresmovem as sementes por vês. A cada torno, um jogador escolhe uma das 6casas que controla. (...) Se a última semente também fês um total de 2ou 3 numa casa do adversário, as sementes também são capturadas, eassim de seguida. No entanto, se um movimento permite de capturar todas as sementes do adversário, a captura é anulada
(...). Este interdito é ligado a uma ideia mais geral, os jogadores devem semprepermitir ao adversário de continuar a jogar."
* "Aceder ás actividades de descoberta."
* "Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos."
* "Carrega e puxa os elementos para organizar a historia."
(nota: "historia" é repetidamente escrito sem acento)
* "Saber contar básicamente."
* "Move os elementos da esquerda para o bom sitio na tabela de entrada dupla."
* "Puxa e Larga as peças no bom sitio."
(nota: "sitio" nunca é escrito com acento)
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los (...)."
* "Carrega no chapéu para o abrires ou fechares. Debaixo do chapéu,quantas estrelas consegues ver a moverem? Conta attentamente. Carregana zona em baixo à direita para meter a tua resposta."
* "Treina a subtracção com um jogo giro. Saber mover o rato, lernúmeros e subtrair-los até 10 para o primeiro nível."
* "Quando acabas-te, carrega no botão OK ou na tecla Entrada."
* "Conta quantos elementos estão debaixo do chapéu mágico depois quealguns tenham saído."
* "Olha para o mágico, ele indica quantas estrelas estão debaixo doseu chapéu mágico. Depois, carrega no chapéu para o abrir. Algumasestrelas fogem. Carrega outra vês no chapéu para o fechares. Devescontar quantas ainda estão debaixo do chapéu."
* "Lê as instruções que te dão a zona em que está o número aadivinhar. Escreve o número na caixa azul em cima. Tux diz-te se onúmero é maior ou mais pequeno. Escreve então outro número. Adistância entre o Tux e a saída à direita representa quanto longeestás do bom número. Se o Tux estiver acima ou abaixo da saída, querdizer que o teu número é superior ou inferior ao bom número."
* "Tens a certeza que queres saír?"
* "Aprende a escrever texto num processador. Este processador é especial em que obriga o uso de estilos (...)"
* "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo econtinuar-lo mais tarde. Podes estilizar o teu texto utilizando osbotões à esquerda. Os quatro primeiros permitem a escolha do estilo dalinha em que está o cursor. Os 2 outros com múltiplas escolhaspermitem de escolher tipos de documentos e temas coloridospré-definidos."
* "Envia a bola nas redes"
* "É preciso saber manipular e carregar nos botões do rato fácilmente."
* "O objectivo é só de descobrir como se podem criar desenhos bonitoscom formas básicas (...)."
* "O objectivo é de fabricar um forma dada com sete peças."
* "Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existênciafoi somente verificada em 1800."
(nota: explicação do tangram, um quebra-cabeças tradicional chinês
)
* "Mexe as peças puxando-las. Carrega o botão direito nelas para asvirar. Selecciona uma peça e roda à volta dela para a rodar. Quando apeça pedida estiver feita, o computador vai reconhecer-la (...)."
* "Reproduz na zona vazia a mesma torre que a que está na direita."
* "Reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Puxa e Larga uma peça por vês, de uma pilha a outra, parareproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Move a pilha inteira para o bico direito, um disco de cadavês."(nota: as quatro últimas frases são as instruções dos jogos"Torres de Hanoi" e Torres de Hanoi simplificadas" - "Hanoi" semacento no "o")
* "Torno dos brancos"
(nota: a vez de jogar das peças brancas num jogo de xadrez)
* "Joga o joga de estratégia Oware contra o Tux."

PURREIRO PÀH!

Não é só o MP. Nós tambem ficamos perplexos com tanto descaramento!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Já nem tenho vontade de lhes desejar um óptimo Fim-de-semana, tão indignado fico com estas noticias. Ora vejam lá.

O autarca Isaltino Morais desvalorizou esta sexta-feira, durante a prestação de esclarecimentos ao Ministério Público, o facto de costumar ter elevadas quantias em numerário consigo ou em sua casa, o que o procurador admitiu causar-lhe «grande perplexidade», noticia a Lusa.

«Sempre gostei de ter dinheiro no bolso», disse o arguido durante a terceira audiência do julgamento do chamado «Caso Isaltino», durante a qual voltou a negar o carácter ilícito de vários negócios e qualquer actividade contrária à sua actividade no executivo de Oeiras.

Ver o desenvolvimeno das declarações do "ricaço" aqui.

Antonio Raposo introduz a sua crónica de Sabado. "O levantar das lebres"

SE NÃO CONSEGUIREM VENCER A IDEIA
MELHOR SERÁ PERSEGUIR O MENSAGEIRO


Vem isto a propósito de um levantar de” lebres” feito recentemente pelo Dr. Marinho Pinto, na Revista da Ordem dos Advogados.

O nosso Marinho apresenta uma série de factos. Factos que não foram inventados pois ele limitou-se a ler em fontes oficiais tudo o que apresentou.

Transcreveu. Só isso.


Mas o que eu acho curioso é que ninguém o alcunhou de mentiroso.


Ninguém pôs em causa o que foi por ele dito. Só se disse que não seria agora oportuno levantar as “lebres”.

Leio e ouço e fico espantado. Com tantos provedores de Justiça, com tanta gente responsável. Todos ficaram quietinhos no seu canto.

Calados que nem ratos. Esquecenço e tapando a cara. Até dá a impressão que o culpado de tudo foi o diabo do Marinho que devia estar caladinho e não incomodar as “lebres”. Até parece que a época da caça às “lebres” fechou.

Só se podem caçar os “passarinhos” indefesos, pobres e perdidos nesta floresta de enganos.

E não há ninguém neste Portugal dos pequeninos que dê um murro na mesa e que parta a loiça? Este País parece um país com letra pequena. De gente assustada e triste.

E assim vai Portugal – uns vão bem (vão óptimos) e outros vão mal.
Antonio Raposo

sexta-feira, 27 de Março de 2009

Fantástico

É SIMPLESMENTE FANTÁSTICO!!!
SHOW SURPRESA NO METRO DE LONDRES


Vejam o que aconteceu numa estação de metro de Londres.
Foi numa segunda feira de manhã e, depois, todos foram trabalhar numaenergia maravilhosa.


São 70 bailarinos misturados com passageiros e estes acabaminteragindo nas danças.


O"show" foi planeado e ensaiado durante 8 semanas, sem o conhecimentodo público.



O mundo ao contrário. Onde se fala, ainda, do Carnaval de Torres Vedras e da Feira de Braga.

Editorial
O mundo ao contrário


Organizações sindicais de professores vieram publicamente acusar o Ministério da Educação de “estarem a dividir os professores”. E porquê? Porque impõe a celebre avaliação e havendo professores que a recusam….ficam divididos.
Salvo melhor opinião….isto não é o mundo ao contrário?
A tutela (o Ministério da Educação) dá uma ordem. Independentemente da justeza da ordem, cabe aos tutelados cumprirem-na. Alguns deles não a cumprem. Ficam divididos. A culpa é de quem deu a ordem.

Pois claro. A lógica é uma batata.

Mais papistas que o Papa

Ainda a propósito do Carnaval de Torres Vedras, da magistrada e do “Magalhães”.

O assunto não mereceria mais do que um sorriso, se não fosse poder ser interpretado como um certo espírito “submisso, venerando e obrigado” que faz parte da nossa história (de Portugal) e que corre sempre perigo de poder ressurgir em qualquer altura.

Este espírito é o de qualquer “Sr. Silva”, supostamente funcionário publico e mangas – de – alpaca (ou com espírito de tal), humildemente medroso, fiel sem convicção e que é sempre mais “papista que o Papa”. Ou seja, mais intolerante, mais radical, mais ortodoxo que o chefe, por medo do chefe e pelo desejo de agradar ao chefe. Como um cão.

Este tipo de atitudes nasce e prolifera em ambientes poluídos. Como diz um amigo meu, um homem que é homem, não tem medo do ar puro, que é forte, revi

Portugal viveu muitos anos com ares poluídos. A liberdade e a democracia foram lufadas de ar fresco e puro que varreram poluições (de direita e de esquerda). Mas o ar puro é um bem precioso e instável que é preciso cuidar permanentemente. Pode poluir em qualquer altura. Como diz um amigo meu, um homem não tem que ter medo do ar puro, que é forte, é revigorante e são. O que mete medo são os ares poluidos onde não sabemos com quem nos confrontamos, onde os virus são invisiveis, se vão infiltrando dentro de nós sem nos apercebermos, infectando tudo e todos.

E vivemos agora um ar poluído? Não, julgo que não. Mas sente-se no ar um cheirinho a autoritarismo (não confundir com autoridade) que logo pode fazer medrar esse vírus. É que para os “senhores Silvas” renascerem nem é preciso que o chefe mande ou sequer queira. O chefe pode nem saber, não ter culpa. Os “Srs. Silvas” são sempre “mais papistas que o Papa”.

Não conheço em pormenor o processo do Carnaval de Torres Vedras, nem dos livros apreendidos na Feira de Braga, bem da anedota do Sócrates e de Directora-geral de Educação do Norte, nem da visita de agentes da PSP a Sindicatos de Professores antes das manifestações etc, etc. Tudo isto serão coincidências, casos isolados, insignificantes. Estou mesmo em crer que sim.

Mas dá para pensar….

Agradeço ao Dr. Rogério Bueno de Matos (Mafra Hoje)

Posso andar no passeio descansado e sem obstáculos? Posso? Esta Lisboa que eu amo, mas assim, não!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Sabemos que em Lisboa o problema da falta de lugares para estacionar os automoveis é terrível.

Podem apontar-se muitos culpados, mas de certeza, quem não tem culpa nenhuma são as pobres pessoas que vêem os passeios obstruidos com automoveis e são obrigados a desviarem-se para o meio da via para poderem circular, e sujeitas a serem atropeladas.

O mais inconsciente que por vezes acontece, é que determinados condutores têm a tendencia para estacionarem os seus veiculos mesmo junto ao local para onde se dirigem ,perto dos seus empregos, próximo das suas residencias e são indiferentes para as pessoas que querem andar nos passeios descansados. E então quando se trata de idosos e crianças, a inconsciencia é ainda mais notória. Ora vejam lá alguns exemplos.













Falemos de Natureza. As aves que povoam a nossa região saloia

Águia – pesqueira

Ave de presa grande, que por vezes pode ser confundida com uma gaivota. Nesta região é uma migradora de passagem. No ano de 2008, na Foz do Rio Lizandro, estiveram dois indivíduos durante o mês de Setembro.

Esta águia proporciona uma das cenas mais espectaculares e imperdíveis da vida selvagem nesta zona, sem que seja perturbada a captura de um peixe seguido de um voo picado. Tem cerca de 58 cmts, e apresenta plumagem com tons de castanho e branco, sendo a característica principal uma mascara preta. A sua presença por cá, deve-se à grande quantidade de peixe que o rio oferece, particularmente tainhas e barbos.

Assim que surgem as primeiras chuvas e o caudal do rio aumenta significativamente para águas rápidas, estas aves tendem a desaparecer.

A presença desta espécie na Foz do Rio Lizandro confere uma vez mais a importância do controlo da poluição nesta área, quer nas descargas dos poluentes, quer na limpeza da zona dunar, onde neste ultimo caso tem havido alguma imprudência.

fonte Obimafra

Esta Lisboa que eu amo.Não é caso de embriaguês.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Vêmo-nos forçados a desfazer um pequeno engano. É que este acessório, que é uma boca de incêndio, não está embriagado. Está apenas um pouco torto e espera-se que a autarquia o mande pôr direito. Façam lá o favor!
Rua Tomás Ribeiro
Os meus amigos do Lisboa SOS são a minha fonte. Obrigado

Gato pianista

Até parece que tive a impressão de ouvir, ou tive a "intuição" de andar por ali uns acordes de "Lacrimosa" de Amadeus Mozart.

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Mundo Policiário 14/09

Mundo Policiário 14/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre Presentes

Temas deste Mundo Policiário

1- Em "Conheça os nossos autores policiários" apresentamos o problema do confrade "Vilnosa" intitulado "Um crime mais que perfeito"

2- Daremos realce ao que vai ser o próximo "V Convivio Amual da Tertúlia Policiária da Liberdade".

3- Ainda dentro do tema anterior, continuaremos a transcrever apontamentos literários sobre a vida de Aristides de Sousa Mendes, figura que vai ser homenageada no Convivio referido anteriormente.

1º Tema: Conheça os nossos autores policiários

UM CRIME MAIS QUE PERFEITO
Autor: Vilnosa

Fora um dia de trabalho exaustivo, com a sala de espera repleta de pacientes aguardando a sua vez de serem atendidos.
Se bem que habituado a situações deste género, o certo é que, naquele fim de tarde, o Dr. Hipócryta não conseguia disfarçar o cansaço e a saturação de tantas horas de consultas e de casos mais ou menos complicados; a voz ligeiramente arrastada, os gestos lentos e as olheiras fundas denunciavam um estado de espírito e uma condição física muito próximos da saturação.
Mas...”noblesse oblige”!

E aquele simpático e discreto casal de “ex-toxico - dependentes” (como a si próprios se referiam o José e a Salette Boavida) ali estava à sua frente a solicitar dois certificados de robustez física, indispensáveis para a frequência de um curso de formação.

Assunto fácil, de rápido atendimento, pois não se tratava do habitual pedido de receitas para “serenais”, “paxilfares” ou quaisquer outros produtos similares...

O Dr. Hipócryta passou o primeiro certificado, que assinou e autenticou com a vinheta obrigatória. E preparava-se para redigir o segundo (onde, inclusivamente, já colara a respectiva vinheta) quando, pelo intercomunicador, a voz da recepcionista se fez ouvir, aflita e ansiosa: uma das pacientes, ainda na sala, sentira-se desfalecer e carecia de observação imediata!

Chamada pelo doutor, dona Lúcia abriu a porta do gabinete e completou a sua informação com alguns pormenores acerca da identidade da senhora em causa.

O médico levanta-se da cadeira e, tão discretamente quanto possível, guarda a folha das vinhetas autocolantes na gaveta superior direita da secretária. Pede desculpa ao casal pela imprevista mas inevitável interrupção e sai imediatamente, acompanhado pela recepcionista.

O caso, felizmente, não era grave. O Dr. Hipócryta começou por tomar o pulso da doente mas, fiel aos seus hábitos de rigor, pediu à dona Lúcia que lhe trouxesse o esfignomanómetro. Observada e medicada, a senhora recuperou rapidamente; mas, como medida de precaução imposta pelo médico, foi conduzida para outra dependência a fim de repousar por mais algum tempo.

O Dr. regressou, entretanto, ao seu gabinete, onde só encontrou o José Boavida, que se apressou a esclarecer: “A minha mulher pede desculpa de ter saído, mas estava na hora de ir buscar o garoto ao infantário...”

- “Tudo bem” – respondeu, enquanto concluía a redacção do segundo certificado – “e aqui tem o seu papel! Oxalá que sejam admitidos ao curso e o terminem com êxito!”

Seguiu-se uma rápida consulta a um velho conhecido, sem que tenha sido necessária qualquer medicação. Na sala de espera já não se encontrava mais ninguém. Faltava apenas rever a doente que, num outro compartimento, se mantinha em repouso e prescrever uma receita que as circunstâncias aconselhavam.

E foi nessa altura que o Dr. Hipócryta sofreu a grande surpresa do dia: ao procurar a folha das vinhetas que, apressadamente, guardara na gaveta da secretária, verificou o inacreditável: essa folha já lá não estava!

Ainda sem admitir a pior das hipóteses, chamou a recepcionista:
- “Dona Lúcia! Quando, há pouco, veio aqui buscar o aparelho da tensão arterial, procurou-o nesta gaveta?”
- “Eu... eu... sim, sr. doutor, abri-a, de facto; mas fechei-a logo a seguir, porque vi o aparelho sobre aquela cadeira...”
- “E, ao abrir a gaveta, não viu lá, por cima de toda a papelada, uma folha de vinhetas, dobrada em quatro partes?...”
- “Ah! Sim! Ainda lhe peguei, mas voltei a metê-la na gaveta, sr. doutor. Mas porque me pergunta isso?...”
- “Porque a folha desapareceu, dona Lúcia!” – replicou, já nervoso, o Dr. Hipócryta – “e é preciso encontrá-la urgentemente! Se a senhora, como diz, a deixou na mesma gaveta, só duas pessoas podem ter sido as autoras desta ‘proeza’: o casal Boavida, que aqui deixei quando fui assistir à doente, na sala de espera.”

Consciente dos graves problemas que as vinhetas, “em mãos erradas”, poderiam ocasionar, o médico não hesitou e, pelo telefone, pediu ao posto da polícia mais próximo a presença de um agente capaz de tomar conta da ocorrência. Foi então que a recepcionista, muito embaraçada, pediu para ser ouvida em particular. E, perante a crescente estupefacção do médico, confessou o que se segue.

De facto, teve nas mãos a folha desaparecida e não resistiu a tirar dela uma vinheta, na esperança de que a sua falta não fosse notada. Há já alguns dias que premeditava esta maldosa operação, mas nunca tivera nem uma boa oportunidade, nem a suficiente coragem.

Nesse dia, porém, vira o dr. arrecadar a folha naquela gaveta, já abarrotada de papéis, e percebeu que ela ficara bem fácil de encontrar, pois era o último dos documentos ali arrecadados, e já com alguma dificuldade. Essa vinheta destinava-se a ser usada numa receita que ela própria preencheria, por ter vergonha de a pedir ao médico, apesar de trabalhar diariamente com ele.

Razão de tamanho acanhamento: o marido de Lúcia, alguns anos mais velho do que ela, atravessava uma fase crítica da sua vida sexual e pretendia socorrer-se do milagroso Viagra para recuperar a normalidade... Não queria, contudo, que essa deficiência, que considerava temporária, fosse conhecida fora do ambiente estritamente familiar; daí o ter convencido sua mulher a cometer o pequeno roubo (a que se juntaria, obviamente, um impresso de receita), para tentar adquirir o medicamento com a máxima discrição.

Mas o desaparecimento da famigerada folha alterou por completo os planos de Lúcia, que, segundo disse, considerou não dever esconder o motivo que a levou a subtrair uma daquelas vinhetas; garantiu, no entanto, que deixou a folha no mesmo local, se bem que, devido à pressa e ao nervosismo, não a tenha dobrado em quatro partes, atirando-a atabalhoadamente para dentro da gaveta.

Por último, e já com as lágrimas nos olhos, pediu desculpa e devolveu a vinheta. Quanto ao casal Boavida, disse que ainda lá estavam ambos quando foi ao gabinete; tanto o José como a Salette, a viram pegar na folha, mas garante que não se aperceberam do roubo, porque o gesto foi executado com rapidez e com as mãos encobertas pela secretária.

Dois agentes da polícia (um dos quais graduado) compareceram pouco depois e não tardaram a agir com a maior eficiência. Ainda nessa noite conseguiram averiguar o seguinte:

– A Salette Boavida só chegou ao infantário meia hora depois de ter saído do consultório;
– Essa demora, pouco habitual, explicou-a com o facto de ter perdido muito tempo na farmácia, onde fora comprar aspirinas e um maço de algodão;
– A farmácia confirmou esta compra e disse não ter aviado, nessa tarde, qualquer outra receita passada pelo Dr. Hipócryta.
Convidados a comparecer no consultório nessa mesma noite, José e Salette confirmaram ter visto a recepcionista mexer na gaveta e tirar de lá uma folha de papel, mas não souberam dizer de que papel se tratava. Exibiram, nessa altura, os certificados que ainda tinham em seu poder.

As investigações prosseguiram no dia imediato, incidindo sobretudo na análise de todas as receitas do Dr. Hipócryta, apresentadas nas farmácias da área.

Ao fim da tarde, de novo no consultório, o graduado da polícia expôs uma tese que, durante a noite, germinara no seu espírito e que, no seu entender, talvez fosse o caminho certo para revelar o misterioso responsável pelo desaparecimento das vinhetas...

E por aqui nos ficamos, cabendo agora aos prezados leitores substituírem-se ao investigador policial na solução deste caso.

{ publicado na secção “Policiário” do jornal “Público” de 4 de Maio de 2003

Vilnosa é o pseudónimo do Dr. Meneses da Silva, distinto médico de Vila Nova de Santo André, grande policiarista, infelizmente um pouco arredado, actualmente, das competições e da nossa convivencia. Lamentamos este afastamento não só pela sua pessoa, mas pela sua familia, especialmente de sua simpática esposa.

2º Tema

Neste Mundo Policiário limitamo-nos a transcrever o que o nosso caro amigo e confrade Daniel Falcão escreve, no seu site "Clube de Detectives" sobre o V Convivio Anual da Tertulia Policiária da Liberdade.

A Tertúlia Policiária da Liberdade, com o patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, o apoio da Escola Básica Integrada Aristides de Sousa Mendes , irá promover por ocasião do seu V Convívio Anual (2009) um Concurso de Contos que terá como inspiração principal Aristides de Sousa Mendes e Cabanas de Viriato. As normas de participação, e também o júri do concurso, podem ser consultadas no Clube de Detectives até ao dia 31 de Março (pelo menos), data limite para envio dos trabalhos concorrentes. O Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade já tem data e local marcado: domingo, 17 de Maio, em Cabanas de Viriato (distrito de Viseu).

3º Tema: Apontamentos literários sobre a vida de Aristides de Sousa Mendes, a partir de José-Alain Fralon.

De facto, Aristides conhecia mal a capital e as suas intrigas. Só lá tinha vivido no intervalo entre duas colocações, não tinha conseguido criar uma “rede” de amizades ou de cumplicidades. Ainda não se tinha dado bem conta das realidades do regime de Oliveira Salçazar.

Naquele Verão de 1940, Lisboa era uma cidade totalmente louca. Dava abrigo a dezenas de milhares de refugiados. Douglas L. Wheeler cita a descrição feita da cidade por Dusko Popov, um agente duplo britânico: “em 1940, Lisboa constituía um universo totalmente à parte, um enclave protegido de neutralidade, onde todos os beligerantes se misturavam uns com os outros. Estava cheia de refugiados de todos os géneros e de todas as ”nações”. Entre os refugiados célebres, estavam Arthur Koestler, o Duque e a Duquesa de Windsor, Jean Giradoux, Erica Maria Remarque.

A guerra continuava, bem próxima, falava-se dela mas ainda ninguém se apercebera da extensão da catástrofe. O grande assunto para os lisboetas daquele Verão de 1940 era a Exposição do Mundo Português, que Salazar inaugurou com grande pompa e circunstancia, em Junho desse mesmo ano.


A Exposição do Mundo Português deveria constituir uma grande manifestação nacionalista, além de ser também um símbolo de Paz. Um cenário concebido à medida dos orgulhos e dos medos dos portugueses daquele tempo, no apogeu de um regime que não voltará s desfrutar de um momento como aquele, conforme se diz num notável álbum de fotografias da Mariana Tavares Dias.


Uma fotografia de Salazar mostra-o, mais “seu” Presidente da Republica, o Óscar Carmona, a conversarem sentados em cadeirões de vime. O ditador, vestido de preto, de chapéu, também preto, colocado em cima dois joelhos e as botas, pretas, com atacadores. Uma outra fotografia de Salazar, tirada no dia da inauguração da exposição, mostra-o rodeado de alguns dos seus ministros, todos de chapéu preto na cabeça.

Yves Leonard descreveu bem “as misturas por vezes espantosas que ilustram de forma única a Exposição do Mundo Português onde coabitam abordagens modernistas – vejam-se as tentativas futuristas patentes nos pavilhões concebidos por Cristino da Silva – com as habitações típicas tradicionais, a arte manuelina, as esferas armilares e os brasões que constituem uma identidade nacional, “velha de oito séculos”.


Se Aristides não conhecia Lisboa, ainda conhecia menos Oliveira Salazar e o regime que ele havia instaurado. Ao deixar Bordéus, parecia persuadido de que iria ser recebido pelo Chefe do Governo e que poderia explicar-lhe as razões que o tinham levado, em nome da moral cristã que lhes era comum, a salvar tantas pessoas.


Dir-lhe-ia que também tinha salvo a honra do país e que um dia os seus actos seriam úteis aos interesses portugueses. Em resumo, iria apelar aos sentimentos cristãos de Salazar, á sua generosidade, mas também à razão e àquela que pensava ser a visão do mundo do ditador.


Escreveu a Salazar. Afirmando-se convencido de ter cumprido a seu dever para com a pátria e da não ter feito nada para desmerecer a confiança do Presidente do Conselho, solicitava que este o recebesse em audiência e confessava-se antecipadamente grato pelo favor.

O ditador de botas com atacadores nunca quis recebê-lo.

Belo exemplo de cristandade. Um hipócrita é o que é.

Mais, fez tudo para o esmagar.

Aristides de Sousa Mendes não tinha compreendido o essencial do seu carácter do seu antigo condiscípulo de Coimbra: o gosto maníaco imoderado, doentio, pela ordem.
Que lhe importavam os milhares de pessoas salvas por Sousa Mendes, os apelos à sua fé cristã: que importava isso, quando comparado com um crime maior: a não obediência a uma directiva governamental. Nem em 1940, nem em 1945, nem em 1950, Salazar jamais compreendeu a importância moral, mas também politica, da acção de Sousa Mendes. Apenas viu nela um acto de desobediência. E a desobediência tinha de ser punida!

Comboios. A Linha do Corgo

Comboios


"Ontem, a CP encerrou as linhas do Corgo e do Tâmega sem avisar ninguém. Contava com o silêncio de todos e fê-lo pela calada, desprezando toda a gente.

Mas a culpa não é da CP; é, antes, de todos os pacóvios que transformaram o País num tapete de asfalto, bom para a camionagem, para as empresas de obras públicas e para o consumo de gasolina. Em vez de investir em comboios e serviços decentes para passageiros e mercadorias, os sucessivos governos destruíram um património secular e uma parte da nossa geografia cultural – tudo em nome das ‘grandes obras’ e do ‘grande dinheiro’.

Hoje há pouco a fazer. Há alcatrão, cimento, camionagem e gasóleo. Tudo caro. Os comboios portugueses inventaram um País, povoaram-no, desenharam a nossa geografia. Era um País mais bonito do que este."

quinta-feira, 26 de Março de 2009

Novamente os McCann na Praia da Luz. Quanto aos cartazes que afixaram era inevitavel e previsivel o que aconteceu.

Era inevitável e também previsível.

O povo da Praia da Luz rasgou os cartazes de Maddie afixados pelos McCann
Do Correio da Manhã de hoje transcrevo a noticia que refere este assunto
Residentes apontam o dedo aos pais da menina desaparecida e dizem estar fartos de uma situação que lhes é alheia e que tem prejudicado o turismo.

Da grande campanha de sensibilização para o desaparecimento de Maddie lançada pelos McCann na zona da Praia da Luz, Lagos, pouco restava ontem à tarde. Além da meia dúzia de cartazes afixados em estações de autocarros e outdoors. A população local tratou de rasgar e arrancar os restantes, deitando-os para o lixo.

“Puseram-me um cartaz na montra mas eu tirei-o logo”, admitiu ao Correio da Manhã Luís Mamede, dono de uma óptica na Luz, para quem esta campanha “ é mais um massacre” para os luzentes. “Já chega”, desabafou, frisando que a Luz está a ser prejudicada por uma situação que lhe é alheia”: Os pais da criança é que têm a culpa, mas quem vive e trabalha aqui é que está a ser prejudicado. Os turistas que têm filhos temem vir para cá. É injusto, pois a Luz foi sempre segura.
Cansaço e indignação foram, aliás, as emoções manifestadas ao CM pela população local. Para Ana Santos, esta campanha dos McCann “é uma autêntica palhaçada”. É normal que as pessoas retirem os cartazes, pois não têm nada a ver com o que aconteceu e têm sido muito atingidas. Emílio Caracol diz estar farto! E acrescenta: “Não conheço os McCann, Eu tive dois filhos e guardei-os e os meus quatro netos guardo-os também.

Já a inutilidade da campanha foi reconhecida pelos ingleses Steven Gray e Alan Fox, que ontem passeavam na Praia da Luz. “Se Maddie está viva, não está aqui”. Sobre a remoção dos cartazes, consideram que as pessoas querem esquecer e o caso e é mau para o turismo.

Novas desta Igreja que temos: Não bastou o Papa pôr a pata na poça, agora vem este padre botar "grande asneira"!.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. Já chega de nos massacrarem os ouvidos com tudo o que rodeou a marçação do tal penalty fantasma. Há que olhar em frente, tanto para uns como para os outros. Até parece que acabou o mundo, ou melhor, que vai acabar.

É que há reacções que roçam a "parvoíce", como a deste padre de uma Igreja de Lisboa. Valha-o Deus

clicar duas vezes na imagem com o botão esquerdo do rato para ampliar a dita.

Reflexões sobre o tema Educação. A Drª Mª Emilia Garção diz de sua justiça!

Opinião
É a Educação

Sim, é sobre Educação que vou partilhar convosco algumas reflexões. Educação, não instrução! Estas duas palavras complementares, encerram em si conceitos muito distintos.

A Educação é o conjunto dos princípios, valores, posturas, que transmitimos aos nossos filhos e que, inevitavelmente também são transmitidos pelas pessoas com que estes vão interagindo ao longo da sua vida.

A instrução, na nossa sociedade, é da responsabilidade do Estado ou de outras instituições mas, segundo a nossa Constituição, tendencialmente universal e gratuita. Claro que quando falamos de crianças e jovens em fase de formação (pessoal e académica) a tarefa de educar e instruir é partilhada pelos Pais e Professores.

Tendo nascido pouco antes do 25 de Abril de 1974, obviamente não me considero uma pessoa ultrapassada pelos tempos, acompanho as noticias diárias, leio, ou devoro, livros de diversas temáticas, utilizo as novas tecnologias com facilidade e, acima de tudo, contacto com pessoas de diversas classes sociais, níveis de formação e de educação.

Mas ainda “sou do tempo em que” não se diziam asneiras em casa, muito menos em frente a outros adultos conhecidos ou não; em que se utilizava o termo senhor ou senhora quando nos dirigíamos a alguém mais velho do que nós; em que na escola era inconcebível dizer um palavrão à frente de um professor ou funcionário; em que quando fazíamos disparates os pais dos nossos amigos nos repreendiam tal como os nossos pais, e nós aceitávamos; enfim, poderia continuar a dar exemplos com os quais muitos se reveriam.

Mas, passado pouco tempo, dizem-se palavrões nas escolas e todos os adultos consideram “normal” – “é a forma dos jovens falarem”. Não se respeitam os mais velhos, muitas vezes até gozam. Quando confrontado com um impasse numa porta, o mais jovem avança abruptamente para nos passar à frente. Agridem-se professores, e já quase que se acha normal.

Onde é que isto começou? Na falta de tempo dos pais, que como compensação deixam as crianças e jovens fazer tudo, até serem mal-educados. Na postura dos próprios pais e professores, que são, muitas vezes o primeiro exemplo negativo? No clima de laxismo que se iniciou há cerca de 10 anos, em que se começou a aceitar socialmente comportamentos inaceitáveis até então?

Não sei….

Sei que não gosto de ver as crianças e jovens sem respeito por eles próprios, que se ostenta pela postura física, linguagem e roupas que vestem, pela falta de pudor com que encaram as relações sexuais, desrespeitando o próprio corpo e alma;
Sei que não gosto de ver a apatia dos professores perante estes factos;

Sei que não gosto de ver os pais a “fingir” que não vêem”;
Sei que não gosto de ver os deputados a dizer asneiras, sem pudor e repetidamente na Assembleia da Republica.

Quanto falta para assistirmos a cenas de pancadaria como nos chega de países que consideramos “subdesenvolvidos” ou “sem democracia”

Que sociedade estamos a construir?
Bancada Directa agradece à Drª. Mª Emilia Garção

Esta Lisboa que eu amo. O insólito ainda se vê na sinalização de trânsito.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Não sei se conhecem a zona de São Sebastião da Pedreira/Palhavã. Mas este sinal ainda por lá continua e funciona como orientação, para aqueles que não devem estacionar o seu automovel naquele espaço exclusivo de militares. Refere concretamente que só quem esteja adstrito ao Ministério do Exército o deve fazer.

Mas a nossa pergunta é inocente: sabem os nossos amigos leitores há quantos anos se finou aquele Ministério? Ora calculem lá! Serão dois, quatro, oito............... Se disser trinta, acertou.


foto Lisboa SOS

Culturas Diferentes de Despir

Como se despe um Chinês...



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E como se despe um Espanhol...

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quarta-feira, 25 de Março de 2009

Estamos a criar uma "sociedade de monstros"!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Francamente já nem sabemos como catalogar esta sociedade em que convivemos.


Ora reparem na noticia seguinte

"Um homem de 26 anos acusado de abusar sexualmente, de forma reiterada, de uma rapariga de 12 anos ficou ontem, por decisão do Tribunal de Águeda, em prisão domiciliária. Dois outros jovens, de 19 e 17 anos, que foram cúmplices e terão filmado um acto sexual com um telemóvel, saíram em liberdade mas obrigados a apresentações periódicas no posto da autoridade da área da residência (mais aqui)"

Estamos a criar uma sociedade de monstros fomentada pelas “elaboradas” normas jurídicas actuais (imperativo de conduta, que coage os sujeitos a se comportarem da forma por ela esperada e desejada) e cuja violação resulta numa punição com efeito contrário.

Falemos de Natureza: As aves que povoam a nossa região saloia.

Falemos de Natureza

As aves que povoam esta região costeira/maritima

Borrelho – grande - de - coleira

Limícola comum na costa da Ericeira, Mas pouco representada. Geralmente alguns indivíduos passam por cá o Inverno, outros poderão ser observados mas em migração, especialmente em Agosto ou ainda em Abril.

São características dos adultos: coleira preta, patas com tons de laranja e bico preto e laranja. Têm cerca de 20 cmts e a sua dieta consiste em invertebrados. Podem ser observados na Praia da Empa, São Sebastião ou na Ribeira de Ilhas.

Borrelho – pequeno – de – coleira

Limícola pouco comum nesta região costeira saloia. Todos os indivíduos já observados procuram geralmente as margens do Rio Lizandro após a descida das águas, altura em que ficam expostas as lamas das margens.

Deste modo ficam disponíveis os invertebrados com que se alimenta.

É entre meados de Abril e Maio, ou Setembro/Outubro que
podem ser observados. Têm cerca de 15 cmts e a sua principal característica é o anel orbital amarelo.

(fonte Obimafra)

Duas Causas Que Não Podemos Ignorar

Amnesty International





AIDS



Nascer à Beira-Mar

Foto: Bancada Norte


Beira-Mar lançou campanha em parceria com Hospital de Aveiro

O Beira-Mar lançou esta tarde a campanha "Nascer à Beira-Mar" em parceria com o Hospital Infante D. Pedro para promover uma maior abertura à cidade e fomentar a adesão de novos sócios ao clube da Liga Vitalis. A ideia desta campanha, inserida no projecto "Beira-Mar Solidário", é fazer o elo de ligação entre o clube "auri-negro" e a cidade de Aveiro e tem a forma de um "kit", oferecido a todos os recém-nascidos no hospital da cidade. Na cerimónia que assinalou o acordo entre as instituições, Jorge Santos, do departamento de comunicação do Beira-Mar, afirmou que esta é uma iniciativa "com 20 anos de atraso" e que permite ao clube "deixar de viver fechado em si mesmo". "O intuito é chegarmos mais perto das pessoas e também das instituições que mais pessoas têm na nossa cidade", explicou o dirigente, no arranque da parceria. Francisco Pimentel, presidente do conselho de administração do Hospital Infante D. Pedro, sublinhou esta ideia, destacando a importância desta ligação, que "vai muito para além de uma partilha de recursos e serviços". "O Beira-Mar é o clube mais representativo do distrito e este é um gesto simbólico de grande importância para nós", assegurou, lembrando o carácter amplo da iniciativa, que "vem consolidar as relações de amizade e cooperação que já existiam". Os kits "Nascer à Beira-Mar" contêm uma camisola do clube, alguns brindes de patrocinadores e ainda uma proposta de sócio para o recém-nascido, que oferece as quotas gratuitamente até aos seis anos de idade. Em declarações à Agencia Lusa, Jorge Santos explicou: "não é o lado financeiro que é o mais importante destas iniciativas, o fundamental é criarmos uma possibilidade de fomentar uma cultura em torno do clube". O dirigente referiu ainda que a resposta tem sido "muito positiva", frisando: "no início era o Beira-Mar que procurava as instituições e agora começamos a verificar que o contrario também já acontece". "Temos mais pessoas no estádio e o importante também é que todos os patrocinadores destas campanhas são empresas de Aveiro, o que gera movimentos de investimento na própria cidade, o que é sempre positivo", rematou. Para marcar o arranque da iniciativa, o atleta Artur, juntamente com membros da Comissão Administrativa do Beira-Mar, distribuíram esta tarde os primeiros kits, durante uma visita à ala de ginecologia e obstetrícia do hospital.


Fonte:OJogo



Nota: Estas iniciativas são o futuro dos clubes, mas acima de tudo a postura de quem tem dificuldades de fidelizar seus apoiantes/sócios, uma vez que os jovens são o futuro, e os que restam na maioria são do passado [embora muitos representem ainda presente e futuro], e se os clubes não fomentarem uma cultura de ligação próxima e conivente, dificilmente conseguirão sobreviver ao mais alto nível com a exigência que cada vez mais se exige, pois os 'messias' do futebol, estão em vias de extinção, e sem adeptos, não faz sentido continuar, ao contrário do que muitos pensam, estes são a verdadeira razão de existir o futebol tal como o conhecemos.


Girogirotondo - Franco Losvizzero from celeste.prize on Vimeo.

Vodka para Atletas


Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco!(3) É só tachos!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Isto até dava vontade para nos rirmos, se não fose tão grave a situação no nosso país, relativo à crise económica e ao desemprego.

Mas Antonio Raposo detecta a situação e diz de sua justiça.

OS ASSENTOS DO VITORINO

Li hoje, no Correio da Manhã que o Vitorino cobrava 5.000 euros por se sentar no banco do presidente da mesa da Assembleia Geral da Brisa.

Não fiquei nada admirado. Sempre correu o boato que o Mestre Vitorino não podia ir para o Governo porque se estava a governar em coisas mais importantes para ele.

Entretinha-se a coleccionar lugares do tipo vogal aqui, presidente acolá, secretário noutro lado. Tudo lugares não executivos para deixar o tempo livre. No conjunto, falavam as más-línguas, detinha centenas de “tachos”, que lhe rendiam grossa maquia.

Não podia ir para o governo pela simples razão que se governava melhor fora dele.

Quem viu aquele advogado vivaço, de braço estendido e de punho fechado nas assembleias do velho PS, (bons tempos) bem arrimado à ala esquerda, augurou-lhe grande futuro.

Afinal os coelhos (Jorges) multiplicaram-se no socialismo democrático. Quem diria?

Deambularam pela social-democracia e resolveram encostar-se ao capitalismo selvagem. Parece ser mais ecológico.
Assim com assim, o que interessa é o poder. O económico, porque o político é só um trampolim para atingir-se o outro.

Já lá dizia o nosso amigo Alexandre O´Neall: - “ Dai-nos, meu Deus, um pequeno absurdo quotidiano, que seja “

E assim vai Portugal, uns vão bem e outros mal.

Antonio Raposo

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco!(2) Com tanta falta de emprego.

Sem comentários, mas lá que houve um roubozito, lá isso houve.

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. Todos têm razão, mas lá que houve um "roubozito" lá isso houve!

terça-feira, 24 de Março de 2009

Desemprego. Uma tremenda realidade

Uma epidemia chamada Desemprego

É um facto amplamente comprovado que o desemprego deteriora a saúde das pessoas, alcançando, em certa sociedade, uma dimensão alarmante. Na Europa, por exemplo, a mortalidade entre os desempregados é 20% superior à do resto da população. Porém a medicina oferece soluções para prevenir os nefastos efeitos deste mal endémico.

Na saúde e na doença dos seres humanos intervêm factores orgânicos, psíquicos e sociais ou ambientais. Contudo, seja porque estes últimos escapam ao controlo dos especialistas – e, por conseguinte, muito pouco pode fazer a Medicina pela sua erradicação – seja porque se torna realmente complicado medir a sua influencia, o certo é que se tende a relegar os factores sociais para um plano secundário. Mas não é por serem esquecidas que estas forças deixam de exercer a sua influência.

Um dos factores sociais que, actualmente, está a ser mais exaustivamente estudado é o desemprego. Nos últimos anos, diversos estudos parciais, levados a cabo na Noruega, Grã-Bretanha e outros Países da União Europeia, entre trabalhadores que haviam perdido o seu posto de trabalho, reflectem um aumento de quatro vezes nas hospitalizações, relativamente à média da população geral, durante os anos seguintes.

A depressão e a ansiedade, como facilmente se entende, são as perturbações mais comuns, entre as pessoas que se encontram em situação de desemprego. Mas os problemas sanitários relacionados com o desemprego não terminam aí: os desempregados têm uma maior tendência para sofrerem de hipertensão arterial, transtornos digestivos, problemas respiratórios, cardiovasculares e músculo – esqueléticos, assim como de obesidade, diabetes e tóxico – dependências.

Perturbações psíquicas

Resultados semelhantes apresentam os diversos estudos europeus efectuados há mais de uma década, em zonas de reconversão industrial, onde se constata um aumento de 30% nas doenças nervosas e cardiovasculares, entre os desempregados há mais de um ano. Comparando grupos de trabalhadores que acabaram de perder o emprego, com grupos de desempregados de longa duração observa-se, nestes últimos, uma maior incidência de perturbações psíquicas, como depressão, ansiedade, stress, insónias, entre outros problemas.

Tal como assinalam alguns especialistas, se extrapolarmos os dados recolhidos nos estudos mais recentes, pode estimar-se que a perda de meio milhão de postos de trabalho implica mais de 60.000 mortes do que as previstas por causas vasculares e mais 25.000 mortes por outras patologias, bem como mais de 30.000 hospitalizações por perturbações psiquiátricas
Verdadeira epidemia

Actualmente estima-se que no conjunto dos países da União Europeia, a mortalidade entre os desempregados supera em 20% a do resto da população. Deste modo, num país onde o número de desempregados ultrapassa os 2 milhões, sem claros indícios de recuperação, não é exagerado considerar e desemprego como uma verdadeira epidemia.

Contudo, não seria rigoroso atribuir ao desemprego, única e exclusivamente, a responsabilidade pelo aparecimento de uma hipertensão arterial ou de uma diabetes, nem responsabilizá-lo totalmente pelo suicídio, cuja incidência é três vezes maior entre as pessoas que não têm trabalho.

Estes dados constituem uma verdadeira estatística e revelam condições sociais doentias. Mas cada pessoa é um mundo e as influencias que o meio ambiente exerce sobre cada uma variam substancialmente. Em certa medida, o mesmo se poderia dizer do consumo de tabaco e da sua mais que demonstrada relação com diversas formas de cancro; afinal, uma pessoa pode fumar “como uma chaminé”, para depois morrer numa velhice descansada, de qualquer outra doença.

O que elas pensam dos seus presidentes

Condolezza Rice explica o que devia ser a "performance " do seu presidente.



Por seu lado Michele Obama diz o que sabe sobre o seu marido Obama


Desportos radicais (2). O pai.

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Desportos radicais (1) A filha

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Falemos de Natureza : As aves da nossa região (2)

Borrelho – de – coleira – interrompida



Limícola rara nesta região saloia costeira e muito afável no que respeita a ser observada, sem demonstrar incómodo. No entanto os locais onde podem ser observados será nas margens do Rio Lizandro perto da zona costeira, isto é, passando as “hortas” da Carvoeira. Distingue-se dos outros borrelhos, pois não tem coleira completa e as suas patas são pretas. Tem cerca de de 17 cmts e a sua dieta consiste em insectos. As aves que forem observadas são, geralmente, migradoras ou de passagem, vulgo “passageiros”.

Guincho

Ave da família das gaivotas, com cerca de 36 cmts. É comum na nossa região desde meados de Julho a fins de Abril. Tal como as outras gaivotas, só os adultos com 3 anos de idade com plumagem nupcial são facilmente identificáveis. No entanto podem ser confundidos com os adultos de Gaivota – de - cabeça - preta, embora as pontas das asas dos guinchos sejam pretas. Por vezes alguns adultos não reprodutores podem ser observados no Verão. Podem ser vistos ao longo de toda a costa da nossa região, embora sejam vistos com mais facilidade na Foz do Rio Lizandro (perto da zona onde estão a construir a nova ETAR) onde se costumam reunir em bandos pela manhã, para tomarem os seus banhos e limparem a sua plumagem. A sua dieta consiste em invertebrados, sementes e pequenos peixes.

É ainda provável, entre os meses de Setembro a Novembro, quando as terras estão a ser preparadas para cultivo, que os guinchos sejam observados longe da costa. Nesta altura procuram insectos que tanto apreciam.

fonte Obimafra

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina: A doença de Paget

O saber não ocupa lugar

Temas de Medicina
Vamos falar da doença de Paget

É demasiado depressa que se dá a renovação óssea de quem sofre da doença de Paget: o resultado é ossos frágeis e deformados. Uma situação mais comum à medida que se envelhece, tanto que o desconforto e a dor são encarados como próprios do envelhecimento.

O desenvolvimento do tema.

Os ossos do corpo humano estão em renovação ao longo de toda a vida. E durante este processo contínuo o osso velho é substituído por osso novo a um ritmo equilibrado e que vai dando resposta às necessidades de crescimento. Este metabolismo ósseo passa, naturalmente, despercebido. A não ser quando é perturbado. Quando a formação de osso novo se dá mais depressa do que o normal, é o que acontece a quem sofre da doença de Paget.

Desta renovação acelerada resultam ossos mais largos e mais frágeis, o que pode conduzir a deformações e fracturas. Esta doença é, aliás, a segunda patologia óssea mais frequente, a seguir à osteoporose. Todavia, é muito menos conhecida e diagnosticada.

Qualquer osso pode ser afectado, mas é mais comum que a doença se instale no crânio, na coluna, na pélvis ou nos ossos das pernas. Num ou em vários ossos, mas nunca em todo o esqueleto humano.

Não se sabe exactamente a razão desta distorção, com os cientistas a testarem várias hipóteses, nomeadamente a de que tem subjacente uma infecção viral nas células ósseas. Também a hereditariedade parece desempenhar um papel importante, tendo sido identificados genes que poderão ser responsáveis pela doença.

Apesar de se centrar nos ossos, esta patologia tem igualmente impacto ao nível das articulações, na medida em que há um desgaste acelerado da cartilagem – dor, inchaço e rigidez são queixas comuns. Os nervos também não são poupados: os ossos deformados acabam por comprimir os nervos mais próximos, causando uma dor mais intensa do que aquela que é típica da doença de Paget propriamente dita. E, dependendo dos nervos, pode haver outras consequências, como perda de audição, dupla visão, fraqueza, dormência e formigueiro dos membros superiores e inferiores.
A dor é o sinal mais evidente da doença de Paget, com a sua intensidade a depender do grau de deformação óssea. Há, no entanto, pessoas que não apresentam quaisquer sintomas, o que significa que os danos são ligeiros. Para outras pessoas, o desconforto é encarado como normal, atribuído ao envelhecimento e, como tal, tolerado: assim acontece porque, de facto, a prevalência da doença aumenta com a idade, sendo mais comum a partir dos quarenta anos.

Mas quando há dor, ela não deve ser ignorada. É que, se não for tratada numa fase precoce, a doença de Paget pode complicar-se. A osteoartrite, uma doença degenerativa nas articulações, é uma das complicações mais frequentes. A insuficiência cardíaca é outra, na medida em que o coração pode ser forçado a trabalhar mais para fornecer sangue às áreas afectadas – quem sofre de doença cardíaca corre naturalmente um risco acrescido.

Os problemas neurológicos ocorrem com frequência, uma vez que a deformação óssea exerce pressão sobre os nervos: o tipo de complicações depende da zona do corpo em que a doença se instalou.

Outra complicação possível é o desenvolvimento de sarcoma, um tipo de cancro ósseo. É, no entanto, raro, surgindo após muitos anos com a doença.

Uma doença subdiagnosticada

A doença de Paget é subdiagnosticada, o que se explica pelo facto de nem sempre haver sintomas e de eles serem, inclusive, desvalorizados como uma consequência natural da idade. Além disso, podem confundir-se com os de outra patologias do foro ósseo, como a artrite.

Muitas vezes, o diagnóstico é acidental, na sequência de testes laboratoriais ou radiológicos de rotina ou motivados por suspeita clínica. E o raios-X é, precisamente, uma das técnicas utilizadas na identificação da doença, pois expõe eventuais desvios à forma e dimensão dos ossos. Outra técnica de imagiologia, como a cintigrafia óssea, permitem avaliar a densidade óssea e a progressão da doença. Em complemento, é realizada uma análise ao sangue para medição de uma enzima envolvida no crescimento normal dos ossos – trata-se da fosfatase alcalina. E se os valores forem mais elevados do que o padrão, isso é sinal de que a doença está a fazer danos no esqueleto. Este teste é, aliás, aconselhado a familiares directos de doentes, dada a possível influencia dos genes. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Esta é uma doença crónica, portanto, sem cura, mas existem medicamentos eficazes no alívio dos sintomas da doença e na prevenção da progressão da doença. São duas as alternativas terapêuticas disponíveis à base de bisfosfonatos e de calcitonina. Ambos visam repor o equilíbrio na renovação óssea, travando a destruição do osso velho e evitando a excessiva formação de osso novo.

Anti – inflamatórios não esteroides para reduzir a inflamação e dor, são igualmente utilizados. Nalgumas circunstâncias pode ser necessário recorre a cirurgia – para substituir articulações danificadas, para realinhar ossos deformados ou diminuir a pressão sobre os nervos a prevenir complicações mais sérias (nomeadamente, quando a doença afecta a coluna ou o cérebro).

A saúde dos ossos passa ainda pelos chamados auto cuidados, com destaque para a alimentação e o exercício físico. No que respeita à nutrição, é essencial que forneça as doses adequadas de cálcio e vitamina D – porque o cálcio contribui para fortalecer os ossos e a vitamina D ajuda o organismo a fixar o cálcio. Assim um adulto necessita de 1000 gramas de cálcio por dia até aos 50 anos e de 1200 gramas depois disso, além de 400 unidades diárias de vitamina D após os 50 e de mais 200 a partir dos 70. Para atingir estas metas, pode ser necessário tomar suplementos, mas apenas aconselhados pelo médico.

Quanto à prática de exercício físico, é salutar para todas as pessoas, na medida em que mantém o peso sob controlo, impedindo que o corpo exerça demasiada pressão sobre ossos e articulações. Quem sofre da doença de Paget beneficia de actividade física, mas controlada, de modo a não castigar ainda mais os ossos que já são frágeis.

Viver com uma doença crónica como esta não é certamente fácil, mas respeitando o tratamento e adoptando comportamentos saudáveis é possível travar os danos no esqueleto, prevenir complicações e manter qualidade de vida.

Sinais de Paget

A doença de Paget pode evoluir sem sintomas, mas o mais comum é que os haja, sobretudo desconforto e dor nas articulações. Mas há outros, dependendo dos ossos afectados pela renovação acelerada. Assim, o crânio pode aumentar de tamanho, conferindo um aspecto mais proeminente às sobrancelhas e à testa. A pressão sobre os nervos pode causar perda de audição ou dores de cabeça. No couto cabeludo podem aparecer veias dilatadas, devido a maior circulação sanguínea

Ao nível da coluna, as vértebras podem alargar-se, enfraquecer e deformar-se, o que causa uma diminuição da altura dos ossos
Os nervos da espinal medula podem ficar comprimidos, daqui resultando rigidez, formigueiro, fraqueza e até paralisia dos membros inferiores.

Se os ossos da anca ou da perna forem afectados, as pernas podem ficar arqueadas e os passos curtos e instáveis.

As fracturas são comuns, dada a fragilidade dos ossos quando se sofre da doença de Paget.

De olho na garrafa


segunda-feira, 23 de Março de 2009

Bancada Directa informa os seus caros amigos leitores e publico em geral

Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba no próximo mês de Maio


Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República.

A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'.

A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos. O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.

Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento , mais dois dias do que estava previsto no actual regime.

Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta. Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Deco congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor.

O diploma ontem publicado, para entrar em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de efeito equivalente'.

Obrigado Doutor por esta informação. És um tipo porreiro!

Fragmentos e Opiniões. O que pensa Jack Soiffer sobre o TGV


Agradeço ao caro amigo que nos enviou este texto para o blogue Bancada Directa

Clicar duas vezes com o botão esquerdo do rato para ampliar a imagem.

Fragmentos e Opiniões:O preservativo não é 100% eficaz, mas só perde para a abstinência e para a fidelidade.

O preservativo não é 100% eficaz, mas só perde para a abstinência e para a fidelidade.

Como garante do seu poder sobre os homens, interessa às religiões controlá-los pela pulsão mais forte que os anima. Para o islamismo e o catolicismo, religiões expansionistas, regular o sexo dos fiéis, é ainda uma forma de estimular a propaganda vertical da fé. A Biologia ensinou-nos que dentro de um espermatozóide não há um homúnculo, mas como a nossa religião tende a ser a religião dos nossos pais “every sprem is sacred”, porque mora lá dentro um católico miniaturizado.
Não interessa, pois, espalhar a semente em seara alheia, nem desperdiçá-la em vale de lençóis ou contra uma barreira de látex. Daí a oposição à infidelidade, à, masturbação e à contracepção, propagadas sob o manto da moral. Naturalmente, alguém sempre lembra que a oposição ao uso de preservativo é coerente com a doutrina católica, isto é, com uma receita para o fortalecimento de um poder e para a sua perpetuação demográfica.

Nisto esquece que a Encíclica “Humanae Vitae”, a grande referência para estas matérias, é de 1968, e que entretanto surgiu uma doença sexualmente transmissível e que é, hoje, a principal causa de morte na África subsariana. Esquece vozes respeitadas na Igreja e menos ortodoxas, como o Cardeal Carlo Maria Martini, que não se opõe ao uso de contraceptivos, quando um dos cônjuges está infectado, como Desmond Tutu, que conhece bem a realidade africana, e como padres e freiras, que discretamente distribuem preservativos no terreno. Esquece uma “coerência” assente em mentiras, como a do antigo responsável pelo Pontifício Conselho para a Família, que, contra a evidência científica, afirmava serem os preservativos permeáveis ao vírus da Sida. De resto, as recentes declarações do Papa Bento XVI de que a distribuição de preservativos agrava o problema da Sida, proporcionaram ao Bispo Jean-Michel Di Falco mais uma violação do “não darás falso testemunho contra o teu próximo”!, desta vez em registo de “comic relief”, ao explicar que o Papa se referia ao hábito de partilha de preservativos entre os homens. E a Santa Sé martirizou-se por estiramento entre a “coerência” e a necessidade de evitar mais má imprensa, ao adulterar as declarações do Papa.

O preservativo não e 100% eficaz, mas só perde para duas estratégias. Uma é a abstinência sexual e a fidelidade eterna do cônjuge; infelizmente, é tão impraticável como o comunismo. A outra estratégia é o obrigatório despiste do HIV e isolamento dos infectados em sanatórios; felizmente só é praticável em países que tentaram o comunismo.
Perante este quadro, fazer da oposição dogmática ao uso do preservativo, um dos baluartes do catolicismo e uma prova de coerência, é péssima politica. É pois escusada a retórica catastrófica dos “milhões” que ficarão infectados devido às palavras agora proferidas, por se tratar de uma afirmação infundada e, mesmo se fosse verdadeira, irrelevante para o Vaticano. Basta lembrar que, por causa destas palavras de bento XVI, nenhuma outra das que proferiu em África ficou na memória. A este argumento talvez o Vaticano um dia seja sensível. Resta ter fé na escolha do próximo Papa

Vascco M. Barreto. Instituto Gulbenkian da Ciencia

Revisitar a antiga Mérida (2)

Quando se fala de Mérida temos de associar o Rio Guadiana como fazendo parte dos tempos ancestrais da cidade.

Quem entra na cidade de Mérida, vindo da Autovia da Extremadura que liga Badajoz a Madrid, tem que percorrer a Carretera da Extremadura, ( N 630 e antiga NV) atravessar a Puente de la Lusitânia, ( a ponte mais nova também se chama Puente de la Lusitania, mas acrescentaram "de Mérida" ou ainda um nome mais pomposo que é de "Santiago de Calatrava"), seguir pela Avenida de la Reina Sofia, para saír directamente da cidade.

Entrará novamente na Autovia da Extremadura um pouco bem longe, junto da localidade de Trujillanos. É como descer para o vale formado pelo Guadiana e depois começar a subir para a extrema norte de Mérida. E à esquerda desta longa e larga Carretera da Extremadura que se encontram as ruinas romanas e indicios da sua antiguidade.

Lá no alto, e perto do anfiteatro situa-se o Estadio do Merida FC. E quem descer a rua que começa naquele velho edificio, onde é a sede da Federação Extremenha de Ciclismo, vai caír na imponente e grandiosa Plaza de Toros de Mérida. Curioso é que quem passa por cima da Puente de la Lusitânia em direcção a este tem a sensação de que o Guadiana corre numa determinada direcção, mas depois vê-se que ele corre de leste para oeste. O Guadiana só lá para as proximidades de Badajoz é que inverte o seu sentido para sul em direcção ao nosso Algarve. Até lá vai irrigando abundantemente as terras agrícolas, sempre muita bem trabalhadas.

Só mais um pormenor: logo após ter começado a Carretera da Extremadura existe uma rotunda e começa a Avenida de Portugal. Simplesmente esta avenida é secundária, pois vai caír na Ponte Romana e por aqui só se anda a pé. Mas é o caminho mais directo para a zona histórica.

Algumas fotos:

Estas 5 imagens referem os aspectos exteriores do anfiteatro romano (fotos Bancada Directa)
Conjunto do anfiteatro e circo romanos (fotos comerciais)
Templo de Diana Plaza de Roma Monumento de Romulo e Remo na Plaza de Roma2 imagens da ponte romana, que desemboca na Plaza de Roma

Livro histórico
A parte comercial de Mérida Fachada de uma casa, junto ao Forum Romano
Entrada do Museu da cidade, com pormenor de uma estátua sem cabeça
Rio Guadiana junto à Calle de Zaragoza
Plaza central de Mérida
Plaza de Toros, situada muito perto do Guadiana (Calle Oviedo)

Fotos Bancada Directa

domingo, 22 de Março de 2009

Falemos de Natureza: As aves da nossa região saloia

Falemos de Natureza

As aves da nossa região saloia


Cisne - mudo

Ave aquática de grande dimensão (+- 1.50 cmts), com pescoço longo e bico laranja e preto na base.

É uma ave muito rara em Portugal, e esta ave fotografada foi vista na Foz do Rio Lizandro de 11 a 15 de Março de 2009, dia este apontamento é escrito.

Mais uma vez beneficiei da informação desta ave a partir de um morador no local. Oriundo do Centro e Noroeste da Europa, nesta região saloia aparece como migrador de passagem (chama-se “passageiro”).

A sua paragem por cá, deve-se ao facto do nível da água do rio estar muito baixo, pois com o auxílio do seu longo pescoço, alimenta-se de vegetação aquática submersa que tanto aprecia.
Mais uma vez esta área é premiada com a presença de uma ave que, segundo a memória de alguns moradores, a ultima observação ocorreu há cerca de 15 anos. Observar esta ave a levantar voo é um dos momentos mais interessantes do seu quotidiano: acontece um ruidoso batimento das asas, ao mesmo tempo quer elabora um hábil patear sobre as aguas durante cerca de 20 metros. E depois do voo rasante eleva-se a altura considerável.

Garajau - comum

Ave muito comum nesta região marítima, muito elegante e eximia mergulhadora. Tem cerca de 40 cmts e surge na zona costeira entre a São Julião e a Ericeira, particularmente na Praia de São Sebastião, da Empa, da Ribeira de Ilhas e especialmente na zona portuária.

Pode ser observada com mais rigor na preia-mar, altura em que vem a terra para tomar banho e aprumar as penas (permite aproximações até cerca de 20 metros).

Em geral, quando em terra, permanece sempre no limite da maré. É um invernante e por vezes pode ser observado em bandos de 20 indivíduos. a sua principal característica é o bico preto com a extremidade amarela.

No entanto, a cor do barrete varia muito do Inverno para o Verão, respectivamente, testa branca e barrete totalmente preto. A ave na foto é um adulto no fim do Inverno. A sua dieta consiste exclusivamente de peixe.

fonte Obimafra

Tema bíblico: As parábolas de Jesus adaptadas à nossa realidade.

Naquele tempo;


Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os, dizendo:
Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...

Pedro interrompeu: - Temos que aprender isso de cor?
André disse: - Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou: - Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se: - Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber: - Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão: - Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou: - Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se: - Há fórmulas? Vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou: - Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto?!
Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:
Onde está a tua planificação?
Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
E a avaliação diagnóstica?
E a avaliação institucional?Quais são as tuas expectativas de sucesso?
Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?·

Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:-
Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso.
Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada.
E vê lá se reprovas alguém!
Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.

E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

Esta semana vai ser assim....

O desporto na minha terra. Sporting de Vila Verde. Reforça a sua candidatura de subida à 1ª Divisão de Futsal

Campeonato Nacional de Futsal da 2ª Divisão. Zona Sul

Sporting de Vila Verde 6- Independentes de Sines 4

Não foi uma vitória fácil, a do Sporting de Vila Verde frente ao Independentes de Sines apesar da turma da região alentejana ocupar os lugares de despromoção na Zona-B.

A vencer ao intervalo por 2-1, os forasteiros nunca deram grande margem de confiança aos sintrenses que acabaram por ser mais felizes, quando Tuca sentenciou a partida ao marcar o 6.º golo a minuto e meio do final da partida, garantindo uma vitória por 6-4 e assim aumentar a vantagem sobre a concorrência na luta pela subida de divisão, uma vez que o Ismailitas perdeu em casa (5-3) frente ao AMSAC, baixando à 3.ª posição por troca com o Onze Unidos vencedor por 7-5 frente ao Lameirinhas.

A turma de Vila Verde passou a somar 48 (1.º), Onze Unidos, 45 (2.º) e Ismailitas, 42 (3.º).

Registe-se que nesta ronda, a 21.ª, o Clube Unidos do Cacém venceu o derby concelhio ao bater o Rio de Mouro por 2-1, passando ambos os clubes a somar 14 pontos na cauda da classificação.

A minha fonte é Dr Ventura Saraiva.

Opinião de Antonio Raposo, nosso cronista. Bento XVI "espalhou-se!"

Mais um trabalho actual. Se toda a gente já bate no papa, porque não nós? Ele - apesar de eminencia parda, não passa de um bispo eleito pelos seus iguais. Nada mais que isso.
É claro que eu compreendo que bater no Papa pode colidir com os individuos que tem Fé.
Mas a liberdade é isso. Se eu não puder bater no Papa, não há liberdade para mim.
E quem me restringir as minhas liberdades não defende a liberdade.
Um abraço




O PAPA ESTÁ A SER MUITO CRITICADO




Sua Santidade, chegou há dias a um país africano, e disse, do alto da sua infinita graça:

“A sida não se combate com preservativos”
E disse com toda a razão. A sida não se combate com preservativos, a sida combate-se com medicamentos. Até aqui nós sabemos.

Só que o santo padre não disse o que disse com o sentido que parece ter.

O que o santo padre diz de uma forma assaz bizarra é que mais vale o pessoal não usar preservativos e transmitir assim a sida ao seu parceiro e que morra como um herói, pois não é pensável dar medicação aos milhares de doentes. A medicação é muito cara para poder ser distribuída aos “pobres” africanos.

Será que alguém já informou o santo padre que a sida não tem cura?

Será que alguém já informou o santo padre que a prática do sexo não implica obrigatoriamente a procriação? Se assim fosse, os que não podem procriar não poderiam fazer sexo. Os homens e as mulheres que já passaram a sua fase susceptível de procriar já não deverão praticar o sexo.

As observações do santo padre caíram mal. Principalmente a pessoas que tenham um estômago sensível e que não estejam “cegas” pela Fé.

A eleição deste santo padre está para a “inteligência” como foi a eleição do já afastado W.Bush. Este também não deixou desenvolver-se a investigação sobre utilização de células estaminais, susceptíveis de evitar milhares de mortes.

Ambos contribuíram para que a civilização regredisse. E isto em pleno sec. XXI.

O Galileu Galilei ainda hoje deve dar voltas na tumba, se acaso tiver internet lá no outro mundo onde se encontra e se espreitar o noticiário.

Antonio Raposo

sábado, 21 de Março de 2009

A birra da campeã! Bancada Directa assiste ao vivo a uma atitude da Carina Duarte, a nossa Campeã Nacional.


A birra da campeã. Bancada Directa assiste em directo a uma má disposição da Carina Duarte, Campeã Nacional

O "surf" da Carina Duarte

Bem se esforçava o Álvaro, proprietário da Escola de Surf “Na onda”, para convencer a Carina Duarte a ir apanhar umas ondas, mas ela mostrava-se irredutível. Não era uma tarde para surfar.

Sabado 21 de Março. Praia da Ribeira de Ilhas, santuário do surf em Portugal. 15h00. Tarde maravilhosa e ondas espectaculares para surfar. Mais de 30 surfistas, apanhando ondas pela direita, executando técnicas correctíssimas e espectaculares. Pena que durante os Campeonatos que decorrem na Ribeira de Ilhas não se apanhe um mar como o de hoje.

A carrinha da Escola de surf “Na onda” chega e nota-se qualquer coisa que não estaria bem. De repente vê-se a campeã nacional abrir a porta traseira da carrinha, retirar a sua prancha e levá-la para o carro. Ainda voltou à carrinha e o Álvaro, proprietário da Escola “Na onda” e seu mestre, bem se esforçou a tentar convencê-la para ela ir apanhar umas ondas. Até se prontificou a vestir o seu fato e acompanhá-la no surf.
Mas Carina estava irredutível. Não queria surfar e era escusado teimar com ela

O Álvaro disse-lhe que o blogue Bancada directa estava a registar a atitude de Carina Duarte. Como uma menina educada e simples que é, Carina Duarte fixou-nos e sorriu. São assim os campeões

Após uns minutos da carrinha da Escola da Surf "Na onda"ter chegado à Ribeira de Ilhas, a Carina Duarte saíu e abrindo a porta traseira retirou a sua prancha.

De imediato dirigiu-se a um automóvel estacionado no parque e pretendia deixar lá a sua prancha. No entanto voltou à carrinha ainda de prancha no braço.

O Alvaro, seu mestre, bem se esforçava para a convencer a ir apanhar umas ondas. Mas ela estava de "birra" e não queria. Então a equipa da escola "Na onda" informou-a que o blogue Bancada Directa assistia a tudo e registava as imagens. Carina Duarte ficou surpreendida e limitou-se a sorrir. São assim os campeões. Simpatia sempre presente.

O Novo Mapa Judiciário arranca a 14 de Abril. Secretário de Estado visita o Tribunal de Mafra e dá explicações.


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Apenas uma pequena nota introdutória

Vários amigos questionam-me que eu neste blogue omito noticias importantes e que não me estou a actualizar. Não publico isto, isto, isto, e aquilo e ainda mais isto. Pois é meus amigos, eu nunca disse que ia apenas tratar neste blogue de dois ou três temas, mas sim ,como é um blogue aberto, não só se falaria de desporto, ou outro tema especializado, mas sim de "tudo o que não tenha preconceito" e seja do agrado dos nossos leitores. Não sei se lembram que iniciei a minha colaboração (curta ao tempo) com dois apontamnentos sobre cinema: os filmes "O Segredo de Broken Mountain" e "Casanova". Depois alarguei as áreas, sem nunca dar prioridadde a determinados temas. Serão publicados conforme as disponibilidades, o tempo e a disposição. Amigos o jogo é este e há que respeitar as regras. E porque o blogue, neste caso o "Bancada Directa" não é meu, mas sim de uma pessoa que considero grande amigo, mas não há que abusar.

Então vamos lá para o tema de hoje

O Novo Mapa Judiciário arranca a 14 de Abril

Era para ter entrado no activo a 5 de Janeiro, mas só vai ter início a 14 de Abril. Porque eram muitas “inovações” para os magistrados em início do ano. Segundo o Secretário de Estado da Justiça, Dr. José Conde Rodrigues, que esteve no Tribunal de Mafra recentemente, (quarta 18) a experiencia piloto, que o será durante dois anos, está prestes a iniciar-se.

“As coisas estão preparadas” do ponto de vista legislativo e operacional para arrancar a 14 de Abril. Tem havido reuniões com os secretários dos Tribunais e os três magistrados das três Comarcas experimentais (Baixo Vouga, Alentejo Litoral e Lisboa Noroeste, onde Mafra está inserida com Sintra e Amadora”, explicou o Secretário de Estado.

Este é o tempo da formação e da adaptação “Concluiu-se que o sistema informático para os magistrados ia arrancar em Janeiro – o Citius – e que não devíamos fazer coincidir todas as reformas ao mesmo tempo, para as pessoas se prepararem”, justificou.

A acompanhar a reforma, “ a mais importante que já se fez alguma vez em Portugal na área dos tribunais – porque se mudou o modelo de gestão, a oferta de serviços – procuraram-se também outras inovações: substituir integralmente o equipamento informático e instalar novos sistemas de vídeo-conferências.

As principais vantagens, segundo explicou Conde Rodrigues, passam pela especialização - “ a Justiça especializada para ser também mais rápida” – a manutenção da proximidade e um atendimento ao público mais próximo dos serviços públicos do século XXI

Para isso, será instalado o balcão de atendimento ao público – um conceito novo nos tribunais que permite que as pessoas sejam atendidas sem necessidade de andar a circular pelos edifícios dos tribunais, sejam informadas do funcionamento do tribunal - serão introduzidas melhorias na segurança ( durante 24 horas por dia) e passará a existir um pórtico.

O que muda com a reforma?

Em Mafra explicou “haverá uma especialização entre a área civil e a área criminal, ficando em Mafra uma pequena e uma média instancia criminal e uma pequena e uma média instancia cível, o que significa que grande parte dos processos tramitados aqui continuarão a sê-lo, ficando em Sintra a área da especialização de maior complexidade".
E clarificou: “os processos que hoje eram julgados em juiz de círculo e os juízes vinham aqui fazer julgamentos, passarão a decorrer em Sintra: contudo a Lei prevê que se for vantajoso para o bom andamento do processo, que o juiz possa determinar que o julgamento se faça aqui, e os juízes poderão cá vir. (Mafra)


Esta é uma situação semelhante, segundo o Secretário de Estado, ao que acontece no caso da especialização médica. As pessoas têm perto de si o Centro de Saúde, mas em determinados casos têm de ir ao hospital de referência. “É impossível ter especialistas em todos os locais; assim o que é mais genérico é tratado aqui em Mafra, o que é mais especializado do ponto de vista do sistema de justiça será tratado em Sintra”.
O grande e majestoso Tribunal de Sintra. Até nem se enquadra com a paisagem da idilica Serra de Sintra, mas há que respeitar quem o idealizou neste local. Pelo menos vê-se obra.

A Lei aprovada na Assembleia da Republica refere que a reforma funcionará apenas nas três Comarcas referidas

Depois haverá uma avaliação para ver se a reforma resultou ou não; se não resultar será objecto de uma reformulação e só se estenderá a todo o país no novo modelo que for considerado adequado.

Agradecimentos ao Dr. Rogério Bueno de Matos

Haverá uma nova aparição? Não tenham muitas esperanças!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

A foto que apresentamos a seguir já corre pela net, e dá a ideia de que poderá acontecer nova aparição da Virgem, para fazer um milagre em Portugal.

Pela nossa parte dizemos "que tem graça e não ofende". Mas quanto a esta Virgem fazer o milagre que se pede, tirem o cavalinho da chuva. Não é pela Virgem e pelos seus dotes de pouco falar e menos fazer. É que o milagre parece impossível. Vá lá não me venham agora falar do famigerado "salvador da pátria" . Deixem-no estar muito bem enterradinho.

sexta-feira, 20 de Março de 2009

Revisitar a antiga Mérida (1)

Revisitar a cidade de Mérida

Apontamentos de uma curta viagem de dois dias e meio, mas com muito tempo para calcorrear a antiga urbe romana.

As imagens de um monumento pouco visto. O Forum Romano
As suas ruinas. Calle de Sagasta. 19 de Março









Os pormenores avulsos .Captados na quarta -feira 18 de Março

De certeza que este montão de pedras pertencia aos lugares de apoio do anfiteatro romano. Simplesmente o urbanismo separou estas ruinas e podem-se ver isoladas na Avenida de los Estudiantes (Mérida norte)

Pormenor da rambla e calle de Santa Eulalia e estatua da santa Curiosa nomenclatura das ruas em Mérida. Se o Imperador Octávio Augusto diz muito a Mérida, já o mesmo não se pode dizer de Cabo Verde. Mas esta referencia a Cabo Verde não tem nada a ver com o nosso ex-território ultramarino.

Sede da Federação Extremenha de Ciclismo. Modalidade ofuscada por frequentes casos de dopagem. Curiosamente o grafiti aponta para o consumo de um "berinaite". O doping dos pobres. Calle del Cuartel de la Guardia Civil . Mesmo em frente ao Estádio do Mérida FC.

Estatua de "Emmérita Mérida Augusta".Puerta de la Villa
Por estas bandas também se pôem os bacalhaus ao sol.
E como nota final Bancada Directa mostra o preço dos combustiveis em Espanha.

Posto de abastecimento de combustiveis na saída este de Mérida. 18 de Março. Há uma diferença para mais de 10 centimos em Portugal.

Fotos Bancada Directa

Apanhados. Que raio de spray.

video

Fazia jeitinho a muita boa gente, se fosse verdade.

O humor caustico dos Gato Fedorento. Como deixaram passar isto?

video

Parece-nos que anda por aqui um pouco de exagero, a roçar a irresponsabilidade. Somos frontalmente contra o"lápis azul". Mas convém não exagerar. Nem oito nem oitenta!.

Desejamos aos nossos amigos leitores que passem um excelente Fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Pois é. Era dificil esquecer-me dos meus amigos sem lhes desejar que passem um Bom Fim-de-semana. A miuda aqui vai. Portem-se bem e façam o favor de serem comedidos.

Depois de nos ultimos dias andar só a ver ruinas e coisas antigas, surge-me aqui um monumento em bom estado de conservação.

A TV que nós temos. A crónica de Antonio Raposo pôe o dedo nesta ferida

Os programas da TV
Crónica de Antonio Raposo
O que se passa com os nossos canais de televisão? Dia a dia a qualidade baixa.

Uma análise dos seus conteúdos alinha-os com o pior nível.

É de um conteúdo, normalmente, abaixo de cão.
O que vemos em termos de música? Cantores Pimbas.

Pensávamos que a moda já tinha passado mas estávamos enganados. O pessoal gosta de ouvir os excelentes poemas de
Tony Carreira e Quim Barreiros.(ambos já fizeram fortuna!) A verdadeira e autêntica rima brejeira sem nível e a romântica besuntona. De um gosto boçal e baixo.
Promove-se a vulgaridade e alinha-se por baixo.

Depois, é um corrupio de desgraças e desgraçados que vão apresentar em directo e ao vivo as suas maleitas para delícia dos e das espectadoras.

Nas novelas não interessa ser actor (ter estudado para) basta ser modelo, ter um palminho de cara, um corpinho. O resto os espectadores não ligam…

E assim se vai deseducando o pessoal. A televisão devia ser uma coisa que para além de educar devia também distrair. Não transformar um povo pouco letrado em saloios.

Infelizmente é isso que vejo nas nossas televisões.
A televisão do estado, que tinha a obrigação de puxar para cima a qualidade, o que faz?


Faz exactamente como se fosse uma privada. Alinhar por baixo para roubar as audiências a fim de ter publicidade – para ganhar uns tostanitos e aliviar as dívidas!

Isto não é dizer mal – isto é contar o que se passa. Fazer o retrato. Mais nada!
Antonio Raposo

Mundo Policiário 13/09

Mundo Policiário 13/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre Presentes

Temas deste Mundo Policiário

1- Na rubrica “Conheça os nossos autores policiários”, apresentamos a solução do problema “O mistério do volume nº 5” da autoria de Dic Roland.

2- As nossas recordações; fotos do II Convivio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade que decorreu em 2006. Objectivo: para que os novos policiaristas nos conheçam melhor e que apareçam.

3- Referência ao próximo V Convívio Anual da Tertúlia Policiaria da Liberdade a realizar a 17 de Maio em Cabanas de Viriato

4- Uma referencia literária escrita por José-Alain Fralon sobre a figura de Aristides de Sousa Mendes. Um heroi português.

Tema nº 1
Solução de:
O MISTÉRIO DO VOLUME Nº 5
Autor: Dic Roland

De posse do papel encontrado por dona Zulmira, é óbvio que a consulta da enciclopédia se torna indispensável.

Ali encontraremos, decerto, o material necessária para a elaboração do trabalho escolar de um dos três rapazes que, na sexta-feira, visitaram o engenheiro, visto que o tema escolhido por cada um já era do seu conhecimento.

Não foi difícil verificar que, no 5º volume, havia possibilidade de recolher informações úteis. Flávio, que optara pela poesia medieval, dispunha de um suculento artigo sobre cantigas de amigo, de amor e de escárnio e maldizer; e até, curiosamente, sobre o jogo do bridge! Fernando e Francisco, mais inclinados para a época clássica, podiam saciar-se com excelentes entradas sobre Bucolismo e Luís de Camões.

A todos caberia, portanto, o pouco honroso título de suspeito. Mas nem todos, como adiante se verá, tiveram o ensejo de voltar mais tarde ao escritório do engenheiro.

É por isso que Flávio está fora de causa; a sua pasta de cabedal poderia suscitar alguma dúvida (só ele é que citou os dois livros de bridge, que ninguém viu…), se o engenheiro não tivesse afirmado que, após a saída dos rapazes, não notara qualquer falta na estante.

Já Francisco está menos à-vontade porque esteve no escritório, onde ajudou a mãe na recolha da roupa; porque foi ele quem descobriu a chave da porta do terraço, em cima da secretária; porque, com essa mesma chave, poderia lá voltar mais tarde, a coberto da noite. Mas acontece que, naquele mesmo sábado, Francisco atendeu o telefonema do engenheiro, a prevenir do seu regresso a casa no dia seguinte. Razão suficiente para que ele repusesse o livro no seu lugar, caso o tivesse retirado, tanto mais que poderia utilizar a chave do terraço, que estaria em seu poder, ou a chave confiada a sua mãe.

E Fernando? Sabemos que voltou ao escritório pouco depois de ter saído com os amigos, a pretexto do telemóvel; mas esse foi o estratagema utilizado: o telemóvel fora “esquecido” intencionalmente, ou ia escondido no bolso e transportado bem à vista, na mão, à saída de casa. Uma vez sozinho no escritório, retirou da fechadura a chave do terraço e guardou-a convenientemente.

O mais difícil estava feito! Nessa mesma tarde obteve uma cópia e à noite, pelas traseiras (as duas casas são geminadas…), entrou no escritório, retirou o livro e saiu. Não se esqueceu de voltar a fechar a porta com o duplicado da chave. Quanto à chave original, preferiu deixá-la sobre a secretária, e não na fechadura, por temer não conseguir abrir a porta quando ali voltasse para devolver o livro.

O inesperado regresso do engenheiro, que Fernando supunha ausente até quarta-feira, impediu essa devolução em tempo oportuno. E o papel que, inadvertidamente, abandonara na estante ao retirar o volume, orientou a investigação no sentido de relacionar o pequeno extracto dactilografado com algum assunto ali desenvolvido.

Bastaria para isso, conhecer o mote a que corresponde o primeiro terceto; mote que serviu para uma belíssima e muito conhecida écloga de Camões. Mas que também foi glosado por outro grande poeta, Francisco Rodrigues Lobo, num poema bucólico de rara beleza, que a seguir se transcreve:

Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura
Vai formosa e não segura.
A talha leva pedrada
Pucarinho de feição,
Saia de cor de limão,
Beatilha soqueixada;
Cantando de madrugada,
Vai formosa e não segura.

Leva na mão a rodilha
Feita da sua toalha,
Com uma sustenta a talha,
Ergue com outra a fraldilha:
Mostra os pés por maravilha,
Que a neve deixam escura;
Vai formosa e não segura.
As flores por onde passa,
Se o pé lhe acerta de pôr,
Ficam de inveja sem cor
E de vergonha com graça.

Qualquer pegada que faça
Faz florescer a verdura;
Vai formosa e não segura.
Não na ver o sol lhe val,
Por não ter novo inimigo.
Mas ela corre perigo
Se na fonte se vê tal.
Descuidada deste mal,
Se vai ver na fonte pura;
Vai formosa e não segura.

Quanto às respostas exigidas:

1) Obra (ou obras) a consultar: qualquer antologia que inclua as melhores éclogas de Francisco Rodrigues Lobo; na entrada “Bucolismo”, do 5º volume da Enciclopédia, faz-se referência a esta écloga do poeta seiscentista, com a transcrição do famoso mote, anteriormente glosado por Camões;

2) O autor do “roubo” foi Fernando;

3) A forma como agiu deve ser correctamente imaginada, em função dos dados disponíveis.

(publicado na secção “Policiário” do jornal “Público” de 27 de Abril de 2003)


Agradeço ao amigo Daniel a permissão deste trabalho a partir dos seus ficheiros. Ficheiros que são uma autentica Biblia deste nosso Policiário.

O apontamento biográfico de Francisco Rodrigues Lobo, que foi a inspiração do saudoso Dic Roland para a feitura deste problema.

Francisco Rodrigues Lobo nasceu em Leiria, em 1580, numa família de cristãos-novos.
Frequentou a Universidade de Coimbra, onde se diplomou em Leis (direito). Foi aí que começou a interessar-se pela literatura e a escrever as suas primeiras composições poéticas.
Concluídos os estudos voltou à sua terra natal, onde tinha algumas propriedades. Deslocava-se com frequência a Lisboa, mas regressava com prazer à tranquilidade do campo, no espírito da "aurea mediocritas" horaciana.
Ao que parece, manteve ao longo da sua vida relações bastante amistosas com algumas famílias da alta nobreza, principalmente o Marquês de Vila Real e o Duque de Bragança, pai do futuro D. João IV.
Faleceu em 1622, vítima de um naufrágio no rio Tejo, numa viagem de Santarém para Lisboa.
Como era frequente na época, escreveu em português e castelhano. Numa primeira fase, Rodrigues Lobo foi influenciado pela literatura espanhola, mas depois virou-se mais para Camões e Sá de Miranda.

Tema nº 2

As nossas recordações . Fotos do que foi o II Convivio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade, que se realizou no Museu Nacional do Teatro em Lisboa em 2006. A inserção destes fotos são para que os novos policiaristas,(já aqui referidos e que não dão sinal de vida) nos possam conhecer e que apareçam.

Eis as fotos:
Vai começar a distribuição de prémios. Nove introduz a situação

Foto histórica: Antonio Raposo, Zé-Viseu e o saudoso Dic Roland trocam impressões

Relíquias do policiarismo e que são um exemplo para os mais novos, que agora parecem que estão a parecer.

O Dr. José Carlos Alvarez dá as boas-vindas ao policiaristas

O cenógrafo Fernando Filipe, um elemento da dupla "Bufalos Associados" e o saudoso KO trocam impressões e cavaqueiam. Policiarismo é o tema central.

3º Tema

Próximo V Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade

Nunca será demais recordar o que vai ser este evento.

Os dados estão lançados:

17 de Maio de 2009. Cabanas de Viriato. Distrito de Viseu. Em simultâneo será homenageado Aristides de Sousa Mendes. Patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato. Está aberto um concurso de contos sobre a figura de Aristides de Sousa Mendes, aberto a todos e especialmente para os alunos da Escola Básica Integrada de Cabanas de Viriato e que está a provocar grande interesse.

Mundo Policiário conta apresentar reportagens e entrevistas durante este Convivio.

4º Tema

Um apontamento literário sobre Aristides de Sousa Mendes a partir de José-Alain Fralon.

Capitulo 7

"Somos todos refugiados"


Obrigado a reformar-se aos cinquenta e cinco, sem trabalho, tendo ainda quase toda a família para sustentar, nem assim Aristides de Sousa Mendes desanimou. Acabava de acontecer outra coisa, que lhe traria alegrias e problemas: o nascimento, a 19 de Outubro, na Maternidade Dr. Alfredo da Costa em Lisboa, de Maria Rosa, a filha que concebeu com Andrée Cibial em Bordéus. A pequena Maria Rosa foi entregue aos tios que residiam em Riberac.

Aristides de Sousa Mendes, seguro das suas razões, continuou a pleitear a sua causa junto das autoridades do País. Como se ainda não tivesse provas da enormidade do rancor e da indiferença da Salazar…….

Enquanto esperava que o Tribunal Administrativo se pronunciasse, Aristides de Sousa Mendes, cuja situação financeira era cada vez mais catastrófica, enviou, em Dezembro de 1940, um novo telegrama a Salazar. Evocando estar “absolutamente desprovido de recursos” para prover às necessidades da sua família “uma das mais numerosas de Portugal”, pedia que Salazar se dignasse, com a máxima urgência, mandar entregar-lhe as quantias “a que tem direito pelas Leis em vigor”

Não obteve resposta de Salazar……

A 19 de Junho de 1941, Sousa Mendes recebeu uma má noticia, apenas mais uma: o Tribunal Administrativo tinha rejeitado o seu recurso. Principal motivo justificado. Não era da competência de um funcionário público decidir quais as ordens a que devia obedecer…..

Nada a fazer….

O ano de 1942 começou a ver a tragédia a transformar-se num incêndio mortal, sangrento e desumano. Com destino a Auschwitz partiram de Drancy os primeiros comboios cheios de judeus. Cada deportado era mais uma razão a favor dos que tinham desobedecido. A “solução final estava em marcha”. Começava o holocausto. Em Lisboa castigava-se um homem por ter concedido vistos fora das horas de expediente, para salvar milhares de vidas humanas.

“In Aristides de Sousa Mendes. Um herói português. Autor José-Alain Fralon. Editorial Presença. 1999.”

quinta-feira, 19 de Março de 2009

Pai, Obrigada!

Mordillo no Futebol - II















quarta-feira, 18 de Março de 2009

Uma pequena pausa

Caros amigos leitores do Bancada Directa
São as tais ausencias inesperadas mas necessárias. Daqui de Mérida faço uma pequena pausa, mas trabalhando para os meus amigos numa reportagem com fotos obtidas com a nossa máquina, que até ja dorme comigo para não haver esquecimentos. Ainda tenho de hoje contactar o nosso administrador, o que farei lá para a madrugada.


O Mundo Policiário 13/09 já está concluido e agendado para ser publicado na sexta pelas 8h00
Então até ao próximo Sabado.

Mordillo no Futebol - I











O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. Vamos falar de "hepatite A"

O saber não ocupa lugar

Temas de Medicina

Vamos falar de “Hepatite A”


A introdução do tema:

As mãos são o principal veículo do vírus da hepatite A, o que torna o contágio muito fácil. Prevenir passa, então, por um cuidado muito básico – uma higiene muito rigorosa após contacto com fezes, alimentos e pessoas doentes. E pela vacinação agora disponível, não só nos estabelecimentos de saúde, mas também nas farmácias.

Desenvolvimento do tema

Das mãos para a boca – é este o caminho que, normalmente, segue o vírus responsável pela hepatite A, uma infecção que ataca o fígado. Basta o contacto com alimentos ou águas contaminadas para haver o risco, dado que é um vírus com um elevado grau de contagiosidade e uma extrema capacidade de sobrevivência. Tocar numa pessoa infectada, mesmo que não exiba sintomas, pode ser suficiente para contrair a doença. Tal como mudar uma fralda sem depois lavar as mãos. Além destas, a via sexual, também potencia o contágio.

Contudo, são quase sempre as mãos que transportam este vírus que interfere com a capacidade do fígado de filtrar as substâncias tóxicas do organismo. E quando o fígado não funciona bem, dá-se uma acumulação de bilirrubina – um dos detritos potencialmente nocivos – no sangue e nos tecidos. A presença elevada desta substância é denunciada pelo tom amarelado da pele, sendo a icterícia precisamente um dos sintomas da hepatite A, embora nem todos os doentes a desenvolvam.




Outros sintomas comuns são comichão, náuseas e vómitos, febre persistente mas baixa, dores abdominais, mais insistentes na região do fígado, perda de apetite, dores musculares, urina escura. Surgem subitamente, com frequência se confundem com o de uma gastroenterite. Ainda, assim, há pessoas que não manifestam sintomas específicos da Hepatite A, o que aumenta o risco de contágio: estão doentes, mas não o sabem. É o que acontece com muitas crianças.

Em geral, o vírus pode estar alojado no organismo até um mês antes de se evidenciarem os sintomas. Quando surgem, tendem a prolongar-se por um a dois meses, após o que o fígado recupera totalmente a sua capacidade de funcionamento. Além disso, a hepatite A não se torna crónica, ao contrário do que acontece com outros tipos (como a B ou a C)

Lavar muito bem, as mãos torna-se necessário.



Não existe um medicamento específico para a hepatite A, pelo que o tratamento é orientado para os sintomas: passa, essencialmente, por repouso e uma alimentação equilibrada. Dada a possibilidade de náuseas e vómitos, é aconselhável uma dieta à base de sopas, iogurtes e outros alimentos macios facilmente digeríveis.

O diagnóstico de hepatite A recomenda a abstinência alcoólica, sobretudo durante a fase inicial e aguda da doença e pelo risco de interacção com alguns medicamentos para alívio da dor e da febre, como a acetaminofeno. Esta associação pode causar danos no fígado, mesmo em pessoas que nunca tiveram hepatite.

O principal problema relacionado com esta infecção viral é o seu elevado grau de contágio: em consequência, impõe-se uma atitude preventiva visando evitar infectar outras pessoas ou ser infectado. E, neste domínio, a prevenção é sinónimo de higiene, com o lavar das mãos a assumir uma importância primordial. Assim, há que lavá-las muito bem com água e sabão após cada ida à casa de banho, antes de preparar alimentos e de comer, depois de mudar fraldas ou de mexer na terra. É ainda conveniente não partilhar objectos, como toalhas, escovas de dentes e talheres.



Nos destinos internacionais onde a hepatite A é mais comum, importa respeitar um conjunto de regras que passa por não ingerir alimentos crus ou mal cozinhados, nomeadamente marisco, por descascar a fruta em vez de comê-la com casca, por evitar saladas lavadas com água corrente. Em relação à água, deve beber-se apenas engarrafada ou, na impossibilidade, fervida. Também o gelo deve ser feito com esta água, nunca com água da torneira. O mesmo é válido para a higiene oral.

Quem viaja para estes destinos deve aconselhar-se numa consulta do viajante, disponível nos principais hospitais do país. Aí ficará a saber quais os riscos que corre e como preveni-los. No caso da hepatite A, pode ser necessário vacinar-se: está disponível em Portugal uma vacina contra este vírus.

São cuidados indispensáveis para prevenir o contágio. É certo que a hepatite A não se torna crónica e que, salvo raros casos fulminantes, não é fatal, mas não há razões para correr riscos.

O destaque

Bancada Directa informa e aconselha:

As farmácias portuguesas estão aptas a vacinar todas as pessoas. Não tenha complexos e vacine-se na sua farmácia habitual.

A hepatite A pode ser prevenida através da vacinação. Em Portugal, estão disponíveis três tipos de vacina: uma monovalente, que oferece protecção apenas contra este vírus, outra conjugada, que imuniza, tambem contra a hepatite B, e uma terceira, que envolve também imunização contra a febre tifóide.

Nenhuma destas vacinas faz parte do Plano Nacional de Vacinação, mas desde Outubro ultimo estão mais acessíveis ao abrigo da legislação que permite a sua administração nas farmácias (por farmacêuticos ou por enfermeiros).

A vacina contra a hepatite A é obtida a partir do vírus inactivo (sem risco de infecção e contágio), apresentando um elevado grau de eficácia. É indicada para adultos e crianças (neste caso numa dosagem menor), sendo poucos e ligeiros os seus efeitos secundários – dor, vermelhidão e inchaço no local da picada, algumas vezes com sintomas semelhantes aos da gripe.

A vacinação é particularmente indicada para quem se desloque aos chamados países de risco, aqueles onde as condições de salubridade são deficientes.

terça-feira, 17 de Março de 2009

Ninguém pára o Benfica. Onde se fala de Quique Flores, de Óscar Cardozo, de Luís Filipe Vieira, etc

Ninguém pára o Benfica

"Treinador espanhol disse que os assobios do público na altura da substituição de Cardozo, no último sábado, aquando do encontro com o Vitória de Guimarães, foram para o paraguaio.

O avançado entende precisamente o contrário.

Alguns dirigentes estão do lado do jogador paraguaio, neste aspecto, e estranham também recente mudança de discurso do técnico

" Não se preocupem que Luis Filipe Vieira já disse que o “rumo é para manter” Pela nossa parte e perante o momento que o "glorioso" atravessa, temos de perder a nossa habitual sobriedade e dizer aos nossos leitores: "Isto é que anda para aqui uma bôa açorda de marisco!"

Ver este tema com mais desenvolvimento aqui

Esta Lisboa que eu amo! E gosto que os nossos poetas a cantem. Tal como o Zé Carlos Ary dos Santos

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Gostar de Lisboa é gostar dos seus poetas que a imortalizaram nos seus cantos. Recordar Ary dos Santos é homenagear a cidade que ele tanto amou.


"Retrato do Povo de Lisboa"

"É da torre mais alta do meu pranto
que eu canto este meu sangue este meu povo.
Dessa torre maior em que apenas sou grande
por me cantar de novo.

Cantar como quem despe a ganga da tristeza
e põe a nu a espádua da saudade
chama que nasce e cresce e morre acesa
em plena liberdade.

É da voz do meu povo uma criança
seminua nas docas de Lisboa
que eu ganho a minha voz
caldo verde sem esperança
laranja de humildade
amarga lança
até que a voz me doa.

Mas nunca se dói só quem a cantar magoa
dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.
Dói-me o sangue vencido a nódoa negra
punhada no meu canto."

Ary dos Santos

Função Pública: Um tema na óptica de Antonio Raposo

Função pública

Não batam mais no ceguinho…

Quantas vezes ouço nas televisões (na publica e na privada) uns respeitáveis políticos da nossa praça a desancar na função pública.

Ouço e fico azul de raiva. Querem o quê estes mafarricos?

Querem reduzir a função pública à sua expressão mínima.

E porque será que estes mafarricos (para não lhes chamar outra coisa) não estão interessados no Serviço Nacional de Saúde?

Porque, se tiverem uma unha encravada, vão tratar-se no estrangeiro, nas clínicas onde se resolva o problema com toda a comodidade e qualidade.

Nunca os vi nas macas dos corredores dos nossos hospitais à espera de vez!

Isso é para os plebeus!

Quando se diz mal dos nossos professores, dos nossos enfermeiros dos nossos serventuários da função pública, estamos a promover a justiça privada, a prisão privada, a escola privada, o hospital privado, tudo privatizado, tudo entregue, como negócio aos amigos.

Se formos por esse caminho – também não precisaremos desses senhores – poderíamos dar o trabalho deles a uma firma de “ outsourcing” e pronto!

Este meu texto poderá ser um pouco exagerado.

Mas gostaria que se fizesse um teste para se saber quantos dos nossos eminentes políticos se tratam nos serviços públicos.

Quantos dos nossos políticos põem as suas criancinhas no na escola pública?

A água. É bom que todos se lembrem das recomendações sobre uma boa gestão das aguas doces.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O nosso intuito é apenas chamar a atenção de todos para esta causa importante.


Carta Europeia da Água do Conselho da Europa

Proclamada em Estraburgo a 6 de Maio de 1968

1-Não há vida sem água. A água é um bem precioso, indispensável a todas as actividades humanas.

2-Os recursos de águas doces não são inesgotáveis. É indispensável preservá-los, administrá-los e, se possível, aumentá-los.

3-Alterar a qualidade da água é prejudicar a vida do homem e dos outros seres vivos que dependem dela.
4- A qualidade da água deve ser mantida a níveis adaptados à utilização para que está prevista e deve, designadamente, satisfazer as exigências da saúde pública

5- Quando a água, depois de utilizada, volta ao meio natural, não deve comprometer as utilizações ulteriores que dela se farão, quer públicas quer privadas.

6- A manutenção de uma cobertura vegetal adequada, de preferência florestal, é essencial para a conservação dos recursos hídricos

7-Os recursos aquíferos devem ser inventariados

8- A boa gestão da água deve ser objecto de um plano promulgado pelas autoridades competentes .

Todos nós agradecemos

Só faltava esta: Ladra esconde na vagina dinheiro que tinha furtado.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
A noticia vem hoje escaparrachada no Correio da Manhã. E até dá vontade de começar a mesma com este titulo insólito.
Vagina para que te quero?

A noticia pode ser lida de forma sintética clicando aqui

Bancada Directa desenvolve em pormenor a ocorrencia

Uma funcionária do lar de idosos da Fundação Mariana Seixas em, Viseu, foi suspensa de funções e está a ser alvo de um processo disciplinar por suspeitas de ter roubado dinheiro e outros bens aos utentes da instituição. Foi apanhada e detida pela PSP, momentos depois de ter tirado a um idoso 80 euros em notas de 20 – que logo a seguir escondeu na sua vagina.

Os directores da Fundação Mariana Seixas, uma instituição de solidariedade social, cujos utentes são, na sua maioria, de famílias carenciadas, andavam intrigados e preocupados com a onda de furtos de que eram vitimas os idosos do lar.
Sabiam que tinham um ladrão entre portas, mas, como a instituição conta com muitos funcionários, “era imperioso apanhá-lo em flagrante”.


Assim, em consonância com a PSP, armaram uma cilada e apanharam-no. Era uma funcionária de limpeza, 44 anos de idade e 17 de casa, que mantinha um contacto” muito directo” e uma “relação de confiança” com os idosos.

Na terça-feira da semana passada, a suspeita “mordeu o isco” e roubou notas de 20 euros que tinham sido fotocopiadas e colocadas de propósito junto aos bens de uma vítima. Segundo fonte policial, quando foi desmascarada, a mulher “fez-se de vítima e disse ser incapaz de tal coisa”!

Depois de muita insistência por parte dos polícias e responsáveis do lar, acabou por tirar as notas da sua vagina e entregar os 80 euros – apesar de ainda os ter tentado esconder debaixo de um tapete.

Um elemento da direcção da Fundação Mariana de Seixas confirmou ao Correio da Manhã a detenção. “Se por um lado é uma situação muito triste, por outro lado, sinto-me aliviado porque a onda de furtos que se verificou nos estava a deixar preocupados”, disse, salientando que nos últimos meses” desapareceram bens e dinheiro” dos utentes.

A suspeita acabou por confessar o crime. No entanto, a PSP continua a investigar, para determinar e apurar o numero real dos furtos praticados.

Os destaques da noticia

Mulher Policia
Uma vez que a suspeita escondeu o dinheiro nas suas partes íntimas, os investigadores da PSP tiveram de pedir a comparência de uma agente policial.

Constituída arguida
A mulher foi levada para a esquadra, onde foi interrogada e constituída arguida. Os factos foram comunicados ao Ministério Público.

Processo rápido
Os responsáveis da Fundação esperam para breve resultados do processo disciplinar. Tudo conta para a expulsão.

Os pobres ricos por esse mundo fora e em Portugal

Os pobres ricos

Não estou à espera de que apareça em Portugal um Bill Gates (à escala) mas fico surpreendida com o envolvimento residual e a personalidade delinquente de certos milionários portugueses. Numa campanha infeliz e demagógica contra o que ele denomina "os ricos", José Sócrates propõe-se taxar mais os rendimentos de trabalho de uma classe abastada, produtiva e criadora, aumentando de modo irrealista as suas contribuições fiscais.

Esta classe de novos quadros, com salários acima da média, tem contribuído para aquilo que é costume designar por classe média, e tem contribuído para o consumo e os serviços e para a criação de emprego. Confundir esta classe profissional com milionários ou os muito ricos não é apenas um erro sociológico, é um erro político.

Tanto mais que, se Sócrates quer moralizar os salários altos, deve começar por olhar para os altos quadros partidários pendurados na manjedoura do Estado e das empresas públicas ou das empresas e bancos participados pelo Estado e começar por aí a sua purga.

O problema está no modo como os ricos e muito ricos portugueses se comportam perante a sociedade. E há muitos muito ricos, como se sabe pelos relatórios sobre os níveis de desigualdade social em que Portugal é campeão, medindo a famosa distância entre ricos e pobres. Os ricos e muitos ricos, ressalvando algumas honrosas excepções (entre as quais a do dono deste jornal, que usou o privilégio para mudar Portugal) não se interessam muito pelo mundo português. Consomem, opinam, viajam, gastam, criam mais riqueza egoísta e, de um modo geral, tentam fugir aos impostos. Não estou a falar de grandes empresários ou de banqueiros (existe gente honorável), estou a falar de fortunas, sólidas e multiplicadas fortunas, que depois do 25 de Abril passaram o tempo a ameaçar com a emigração ou a fuga de capitais se a esquerda lhes acabasse com os privilégios.

Não ideológicos excepto na defesa dos seus interesses, votando no partido que melhor os protege e melhor defende os seus interesses e negócios com o Estado, estas fortunas recrutaram colaboradores nos quadros políticos que melhor os servissem uma vez seca a sinecura e que melhor salvaguardassem o tráfico de influências. Os exemplos abundam e não vale a pena repetir nomes, aos quais se juntaram ainda os nomes desses ex-governantes sem escrúpulos, muitos deles antigos pobres, que tentaram fazer parte desse clube selecto dos ricos sem nunca verdadeiramente chegarem a pertencer, ou por falta de capital acumulado ou por falta de nome de família.
A história do BPN confunde-se com a história desta pobre gente, um grupo de arrivistas armados em milionários e reduzidos a uma delinquência grosseira e egoísta, sem sentido e sem sentido de comunidade. Não existe piedade nem perdão para esta gente exposta. Na fasquia mais elevada, o sentido de comunidade não existe. Veja-se o caso Berardo, que até há pouco tempo emitia opiniões morais sobre tudo, remetido ao prudente silêncio depois que se soube que a sua dívida aos bancos, contraída para especulações, tinha sido renegociada por esses bancos em condições tão favoráveis e imorais como aquelas que ele criticava. Com a diferença de que os especuladores não criam riqueza nem emprego e que tudo o que Berardo realmente fez por Portugal foi onerar o Estado com a criação de um museu, o Centro Cultural Berardo, vulgo CCB, para pagar a instalação da sua colecção. Não passa pela cabeça desta gente criar uma bolsa com o seu nome, doar dinheiro a um hospital, escola ou universidade, abrir um centro de investigação ou dotar um bloco ou uma biblioteca de equipamento útil.

A ganância de Wall Street é criticada todos os dias (e a estupidez), mas essa ganância alimentou centenas, milhares de instituições, dotou o MOMA e o Metropolitan das colecções e exposições que albergam, alimentou o teatro, a dança, os museus, o pensamento, a literatura, o património, doou para hospitais e escolas, bairros, bibliotecas e bolsas, centros científicos e investigação tecnológica. Não é preciso comparar com Bill Gates ou Warren Buffett para perceber como uma das formas de aceitação e prestígio social na América tem raiz na devolução à comunidade de parte dos lucros do capitalismo; e como a filantropia e a generosidade, por razões de prestígio ou ascensão social, fazem parte do ethos do milionário americano.

Na USC (University of Southern California), os cientistas António e Hanna Damásio tiveram à disposição um centro de investigação doado por milionários preocupados com a disciplina das neurociências e a sua aplicação social.
Se queremos falar de filantropia em Portugal, a benfeitora Fundação Gulbenkian não criou escola (à escala) entre os muito ricos e novos-ricos. A nova Fundação dirigida por António Barreto, pela seriedade deste, prenuncia uma excepção.

Clara Ferreira Alves

Os lontras. Divagações sobre o surf em Portugal

Os lontras

Um tema sobre surf e surfistas (?) da autoria de Henrique Pereira dos Santos, que escreve para a Revista Freesurf

Ah, é verdade: o Henrique é filho da Josefina e do João.

Um dia recebi uma reclamação; um senhor queixava-se amargamente de que queria uma informação sobre as lontras do Parque Natural de Sudoeste Alentejano e não encontrava.

Embora a reclamação fosse relativamente simples de resolver, o tom irritado do senhor intrigou-me. Para além disso o pedido era muito vago, não percebia exactamente o que pretendia o senhor e onde queria chegar.

Mail para a frente e mail para trás, fiquei a perceber melhor do que se tratava: era uma discussão entre um pai e uma professora, com um miúdo atarantado, como um tolo no meio de uma ponte, sem saber para que lado deveria ir.

A história é curta.

O pai tinha ido passear com o seu filho e viram no mar um bicho que o pai disse ser uma lontra. O miúdo, inchado por ter uma história para contar na escola, disse à professora que tinha visto uma lontra no mar. Foi aí que o caldo se entornou: a professora disse que as lontras viviam em águas doces e portanto não podia ser.
Quando tal soube, o pai ficou completamente passado. “Quer isto dizer que a professora me está a chamar de mentiroso e basófias?, e tratou de ir tirar o assunto a limpo.

Era ou não era verdade que as lontras do Parque Natural do Sudoeste Alentejano viviam no mar?

Não lhe bastava a minha informação, queria tudo por escrito, num artigo científico ou numa publicação para divulgação, afim de poder mostrar, sem qualquer margem para dúvidas, que de facto tinha visto uma lontra no mar.

O mais engraçado é que tanto a professora como o pai do miúdo, tinham ambos razão e tinham, ao mesmo tempo, falta de razão.

As lontras vivem de facto em águas doces e não conseguem viver no mar. Mas as lontras do Sudoeste alentejano, que vivem em águas doces como todas as outras, aprenderam a ir “apanhar umas ondas” e depois vir outra vez para águas doces, que estão muito perto da costa e aí lavar a pele para tirar o sal.

E tinha razão, pois tinha visto uma lontra no mar.

A verdade é que esta reclamação era bem mais simpática que as do costume para aquela área.É bem mais fácil de responder e resolver.

A maior parte das reclamações também são sobre animais que não conseguem viver no mar, mas aprenderam a ir lá “apanhar umas ondas”. E sendo verdade que parte das reclamações é pelo que fazem no mar, uma outra parte é pelo que fazem em terra.

Em rigor, em rigor é até mais pelo que não têm: juízo.

Chegam a qualquer sitio, param em qualquer lado, dormem em qualquer beira, sujam qualquer praia, pisam qualquer planta, destroem qualquer duna, enfim, uns verdadeiros escravos da soul, sem regra e nem medida, e sem rei nem roque.

A liberdade de não se deixar condicionar por esta sociedade burguesa até lhes fica bem, com aquele ar bronzeado, cabelo com madeixas meias-loiras e umas pranchas feitas artesanalmente, cujo segredo ninguém conhece.

Sim, eu sei que o problema é do Estado que não gere como deve ser. Sim, eu sei que o problema é do Governo que não toma medidas. Sim, eu sei que a bófia não compreende que isto é um estilo de vida em comunhão com a natureza e não um atentado ao património de todos.

Claro que se as regras fossem bem definidas e se a fiscalização fosse eficaz, se o Estado cuidasse bem das praias, tudo isto se evitava.

Mas as responsabilidades individuais também existem.

Ou me engano muito, ou se os surfistas não se organizarem, se disciplinarem, se dispuserem para definir, cumprir, e sobretudo, fazer cumprir as regras mínimas de convivência entre si e entre eles e as “pessoas normais”, um dia alguém, longe, muito longe da realidade, regulamenta tudo à sua maneira.

Não se pense que estou a falar de coisas no ar; já hoje as pranchas de surf são legalmente embarcações e sujeitas a toda a regulamentação em pé de igualdade com as restantes embarcações, por exemplo, obrigando a um canal de acesso à praia e ao afastamento da praia umas boas dezenas de metros fora desse canal.

Absurdo

Sim, sem dúvida, mas é o que está na Lei.

Henrique Pereira dos Santos

segunda-feira, 16 de Março de 2009

O dia 14 de Março, mas em 1937.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Nota do autor do post: Este post deveria ter sido publicado no passado Sabado 14 de Março, precisamente a data da efeméride que pretendíamos recordar.. A vontade de ser util aos nossos leitores originou este esquecimento, da sua publicação. Entendemos que o deveremos publicar mesmo que tenham passado 3 dias sobre a data da efeméride. As nossas desculpas. Onaírda

Neste dia de 14 de Março, mas em 1937, o nazismo que vivia momentos de desenvolvimento e euforia por essa Europa fora, sofre um revés importante, pois o Papa Pio XI condenou-o através da Encíclica "Mit Brennender Sorge".

Recordemos, entretanto, o que foi o Pontificado de Pio XI:

Em 12 de Fevereiro de 1931 inaugura, na presença de Marconi a Rádio Vaticina e envia em língua latina ao mundo a mensagem "Quid arcano Dei.”


Publicou a encíclica “Quas Primas" que estabeleceu a festa de Cristo Rei. Em 1929, a Santa Sé assinou o Tratado de Latrão com o governo italiano de Mussolini. De acordo com o tratado, o Estado do Vaticano tem soberania plena sendo um enclave na cidade de Roma; em troca o Vaticano renuncia aos seus antigos territórios (Estados Papais). Resolvendo assim, a chamada "Questão Romana" que já havia sido, antes, objecto da encíclica “Ubi Arcano”, na qual o papa dizia que "a Itália não tem e não terá o que temer da Santa Sé."

Neste tratado, ficou dito expressamente que a Santa Sé "reconhece o Reino da Itália sob a dinastia da Casa de Sabóia, sendo Roma sendo a capital do Estado Italiano e da outra parte a Itália reconhece o Estado da Cidade do Vaticano sob a soberania do Sumo Pontífice." Assim, o Papa Pio XI tornou-se assim Chefe de Estado, o primeiro desde a queda dos Estados Papais durante a unificação de Itália no século XIX. Pio XI buscando, ainda, o reconhecimento internacional, sobre esta questão específica, celebrou ainda mais onze concordatas e cinco acordos internacionais.


A relação com o governo fascista de Mussolini deteriorou-se drasticamente nos anos seguintes. Como consequência, Pio XI publicou a encíclica “Non abbiamo bisogno” (1931), escrita especificamente em língua italiana, em que critica o fascismo.

A Questão social

Em 1931, ainda, publica outra encíclica: “Quadragésimo Anno” motivado pela “Grande Depressão de 1929” , e por ocasião dos quarenta anos da encíclica “Rerum Novaram” de Leão XIII. Neste documento, reitera a condenação do comunismo, faz também forte crítica do socialismo, inclusive do "socialismo moderado" e o considera inteiramente incompatível com a prática e a fé católica, neste mesmo documento condena os abusos do capitalismo e do livre mercado, a concentração da renda e de poder e afirma que sem justiça social e a caridade e sem atenção à recta razão e aos preceitos evangélicos não se terá uma ordem económica justa. Chama a atenção do papel do Estado para estabelecer regras e coibir os excessos do livre mercado.

Em 1937, a 14 de Março, sai a encíclica “Mit Brennender Sorge”, que condena a ideologia nazista. Esta encíclica foi escrita especificamente em língua alemã, levada à Alemanha em segredo, lá foi impressa e distribuída, ainda em segredo, em todas as paróquias e lida num mesmo dia, durante a missa dominical, em todas as igrejas católicas do país.


A leitura simultânea da encíclica nos púlpitos provocou grande impacto e forte retaliação do governo nazista contra os católicos, o clero e as instituições da Igreja. Somente depois é que o mundo teve conhecimento do seu conteúdo. Adoptou-se este procedimento por antever-se que, se publicada em latim em Roma, a censura nazista impediria o acesso a ela pelo povo alemão e não produziria o efeito e nem teria o alcance desejado.
Brasão de Pio XI

Neste mesmo ano de 1937, ao mesmo tempo que condenava o nazismo, fazia também pública e solene condenação do comunismo através da encíclica “Divini Redemptoris” e propondo a Douterina Social da Igreja como remédio para os males do seu tempo.

São Lourenço. Mafra. Aspectos da sua praia. O lado bom e o menos bom.

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Peço a vossa compreensão porque dei primazia a publicar o tema "revisitar Salzburg" e deixando para trás (apenas por 7 dias) o que tinha em mente para vos mostrar sobre a Praia de São Lourenço.

Tenho o entendimento que será dificil remediar aquilo que se nota na ponte, ( muito curta, para quando há excesso de agua na ribeira) que liga a parte mais baixa de São Lourenço para a sua praia. É pena. Mas o que a praia tem de bom faz esquecer esta anomalia. Presidente Engº Zé Ministro dos Santos: não estamos a dizer mal para o bom que está feito. Mas às vezes há pequenas coisas.....

Os melhoramentos introduzidos na praia pela C M Mafra são excelentes no capitulo de funcionalidade e conforto.

E agora vamos mostar as belezas naturais que rodeiam a paisagem da Praia de São Lourenço


A grandiosidade da falésia

Dificil ter melhor vista sobre o mar do que aqueles que moram nestas vivendas.

Agora vamos referir o que não está nada bem, para as pessoas de idade que pretendem o acesso ao areal pelo meio da praia, ou seja na parte mais baixa. É que quando se verifica esta situação de excesso de agua, tanto os idosos como as crianças são obrigados a subir rampas muito ingremees, tanto para sul como para norte, para atingirem a praia. Não me venham dizer que são pessoas que têm transportes particulares e não faz muita diferença. Pelo menos a mim fez-me.

Então quem pensou, idealizou e projectou esta ponte não poderia ver logo que a ponte ficava muito curta para certas ocasiões, pelo menos quando há marés cheias de grande altitude, e com as ondas a correr com vivacidade?

E vamos terminar com dois apontamentos

E já agora o panorama visto deste miradouro/parque de estacionamento

(fotos Bancada Directa)

Tempo de Primavera.

Tempo de Primavera . A natureza renova-se.

Pois é, caros amigos leitores. Com o aproximar da estação anual da Primavera, parece que tudo toma um novo impulso de renovação e é um regalo var as árvores a revestirem-se de novas folhagens e flores. E os pessegueiros são um deslumbrante exemplo desta nova vida.

Estas imagens foram obtidas em Bombel, ali a meio caminho entre Pegões de Santo Isidro e Vendas Novas.


(fotos Bancada Directa)

Os Tachos e os Partidos: Antonio Raposo diz de sua justiça e Bancada Directa tira-lhe o chapeu!

OS TACHOS E OS PARTIDOS


Eu não tenho nada contra os partidos. Não sou dos que acha que o partido único é o melhor. Longe disso! Mas, também acho que os partidos têm que se comportar de forma a merecerem o nosso respeito

O que se passa é que não há pudor na maioria dos dirigentes dos aparelhos partidários.

Contamos e conhecemos muitos figurões que passarem pelos partidos e sentaram-se nas cadeiras do poder económico. Podia aqui dar inúmeros exemplos, mas não é preciso que o pessoal já os conhece de ginjeira.

E para nossa admiração muitos deles fizeram um percurso a começar na estrema esquerda (lembram-se do Durão que era um puto do MRPP?) e deslizam velozmente atrás das benesses vendendo a alma ao diabo.



A história está cheia deles. E a culpa é de quem? A carne é fraca!

Um exemplo que me anda a aborrecer é o do actual provedor de justiça. Este lugar é de escolha partidária e ora é do PSD ora é do PS, entre eles dividem e escolhem. E depois chamam isto de democracia! O que se passa é que não se conseguem entender (nem nisso!) e o desgraçado do Zé Povinho que lá está plantado a fazer o papel de Provedor de Justiça, nunca mais é substituído.

É por essas e por outras que o pessoal está cada vez mais a não estar interessado em partidos. E, diga-se com toda a razão! Não merecem o nosso respeito. Nem quem os dirige. São uns bons figurões. É claro que há excepções, mas nós devíamos de castigar os aldrabões de feira nas urnas. Elegendo os honestos.

Será que o bom povo português ainda consegue discernir entre o trigo e o joio?

domingo, 15 de Março de 2009

Criminalidade dos nossos dias.

O aumento da criminalidade e da insegurança


"Chegou a hora de os autores desta política desastrosa darem a cara, sem falsas desculpas." Governar é assumir riscos.

Os dados oficiais do Relatório de Segurança Interna de 2008 vão ser, finalmente, do conhecimento dos portugueses. Já não adianta esconder esta negra realidade que confirma as piores expectativas.

Há muito que vimos dizendo que o estado das coisas, designadamente a política frouxa e permissiva no combate à criminalidade, as leis criminais que protegem mais o criminoso do que a vítima, a ausência de coordenação entre as várias forças policiais, uma política desadequada de policiamento das ruas e a falta de estratégia do Ministério da Justiça e da Administração Interna, iria contribuir para o aumento da criminalidade e da insegurança.

Rui Pereira e Alberto Costa têm tentado negar as piores expectativas, mascarando as estatísticas em função das conveniências políticas. Mas não há estatística que vença a força dos números e, sobretudo, o sentimento de insegurança que os portugueses vêm sentido nas ruas, na sociedade e em suas casas.

Chegou a hora de os autores desta política desastrosa darem a cara, sem falsas desculpas. Governar é assumir riscos e responsabilidades. O Governo é réu e os portugueses, que cumprem as suas obrigações no dia-a-dia, que pagam os seus impostos, são as vítimas.


Os dados demonstram que no ano passado o crime violento aumentou 10,7% e a criminalidade geral subiu 7,5%, ou seja, foram registados pelos órgãos de polícia criminal um total de 421 037 crimes, mais de 1100 por dia, dos quais, 24 313 foram graves e violentos.

Temos, em Portugal, ao que tudo indica, o maior crescimento criminal dos últimos dez anos. Dados esmagadores e preocupantes que espelham o falhanço das medidas de segurança e da reforma das leis penais. Que venham os defensores desta política criminal dizer que a culpa é da crise financeira internacional ou que este pico de aumento é sazonal, ao sabor das ondas. O aumento da criminalidade não é conjuntural, mas estrutural, e os decisores políticos ainda não perceberam. A culpa é das más políticas e de quem se serve do poder e age como se estivesse a gerir a sua quinta.

Em democracia os cidadãos também têm a sua quota-parte de responsabilidades. Está a chegar a hora de pedir contas e de castigar, com o voto, quem os engana. Demitirem-se deste nobre exercício é o mesmo que pactuar com os políticos responsáveis pelo aumento da criminalidade e da insegurança. A coragem política impõe que o tabu seja desfeito, em nome da verdade."

Rui Rangel
( Os meus agradecimentos a Vª Exª))

O desporto na minha terra: União de Nafarros termina a Zona Sul do Nacional Feminino de Hoquei em Patins sem derrotas.

O desporto na minha terra

União de Nafarros termina a Zona Sul do Nacional Feminino de Hoquei em Patins sem derrotas.



Com muito brilho nos olhos e orgulho de campeão.

Antes de desenvolver o tema sobre o 1º lugar da Zona Sul do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins Feminino alcançado pela União Desportiva de Nafarros, quero aqui referir que ontem Sábado começou a Fase Final deste Campeonato, tendo a União de Nafarros jogado em casa com o Hóquei Clube da Mealhada. O resultado, com que ninguém esperava, saldou-se pela vitória da equipa visitante por 3-2.

Mas vamos falar do que foi a Zona Sul para o Nafarros.
Rainhas do stick: Débora Gonçalves, Mónica Lopes, Filipa Alcaide, Ana Lopes, NIcolle Gomes, Rute Santos, Inês Diogo, Diana Esteves, Cátia Lobo, Sónia Silva, Tânia Freire e Sandra Silva são as atletas de eleição desta modalidade da União Desportiva e Cultural de Nafarros. São orientadas por António Gomes. Estas patinadoras cometeram a proeza de vencer todos os jogos sem derrotas, na Zona Ssul do Campeonato Nacional Feminino.

Terminou a 1ª fase do Campeonato Nacional Feminino de Hóquei em Patins, com a equipa de Nafarros a garantir o primeiro lugar sem conhecer o travo amargo da derrota, consentindo apenas dois empates fora de casa e vencendo todos os jogos realizados no seu pavilhão.

Goleada no Tojal com cinco golos de Tânia Freire.

Na derradeira jornada, a União de Nafarros deslocou-se ao Tojal e goleou a formação do Concelho de Loures por 9-0.


Ao intervalo, as jogadoras da Freguesia de São Martinho de Sintra já vencia por 3-0, com os golos a serem apontados por Tânia Freire (5), com Cátia Lobo e Sónia Silva a bisarem em Santo Antão do Tojal.

Para a história fica o nome das patinadoras que alinharam de início na partida contra o Tojal, numa rotação constante, de forma a proporcionar a entrada em jogo de todas as atletas disponíveis: Débora Gonçalves; Ana Lopes; Nicolle Gomes; Rute Santos; Inês Diogo; Diana Esteves, Cátia Lobo, Sónia Silva, Tânia Freire, e Mónica Lopes (guarda redes)

Do plantel não foram convocadas Sandra Silva e Filipa Alcaide por motivos justificados.( a primeira por questões técnicas e a segunda devido ao seu curso académico)

“Os Lobinhos” na luta até final.

Na mesma competição, é justo salientar o comportamento da outra equipa do Concelho de Sintra, o Grupo Desportivo e Recreativo “ Os Lobinhos”, que rivalizou com a turma de Nafarros, perdendo apenas uma partida ao longo desta fase da prova, precisamente contra as comandadas de António Gomes.
A formação de Vale de Lobos classificou-se em 2º lugar com 47 pontos, a três da liderança, garantindo, igualmente, um lugar entre as finalistas e entrando nas contas pela conquista do título de Campeão Nacional. Destaque também de três patinadoras dos clubes sintrenses: as irmãs Sandra (35 golos) e Sónia Silva (34) ambas de Nafarros e Rita Paulo (Os Lobinhos) que marcou 32 golos, a figurarem entre as melhores marcadoras do Campeonato Zona sul (Norte e Sul)

A 1ª jornada da Fase de Apuramento do Campeão Nacional teve inicio ontem Sábado 14 de Março. A União de Nafarros a receber o Hóquei Clube da Mealhada (perdeu por 2-3) e “Os Lobinhos” a viajarem até ao Algarve, a Boliqueime e defrontar o clube da terra. (a Federação ainda não nos forneceu este resultado)

O resultado do encontro entre o Clube Desportivo de Boliqueime e "os Lobinhos" foi de 6-1 a favor das algarvias)

( a minha fonte é o Dr. Ventura Saraiva)

Ouvir Mozart neste Domingo de manhã: "Divertimentos" (136 KV)

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Aos Domingos de manhã, mais especialmente, a musica de Amadeus inunda as ruas da cidade e o ambiente de todos os hoteis. É um verdadeiro culto.


Revisitar a linda Salzburg. Mozart e tudo o mais que a engrandece.

As minhas notas

Revisitar Salzburg

Vista da cidade de Salzburg a partir de Hoehnsalzburg
O culto a Mozart nota-se por toda a cidade.

Fiz por duas vezes a viagem de automóvel de Lisboa até Innsbruck, Kitzbuel e depois Salzburg na Áustria e é espectacular. Atravessar a salerosa Espanha, pelo eixo Badajoz-Madrid-Barcelona e Girona, entrar pelo sul de França até Avignon, sempre pela Auto Route “La Languedocienne”.

Depois seguir-se por outra Auto Route, a du Soleil, até Valence. Aqui seguir para Grenoble entrar na Suíça por Geneve. Seguir-se em direcção ao Liechtenstein, atravessando-se Lausanne, Martigny, Sion, Brig até Vaduz. Já na Áustria paragem obrigatória em Landeck..

Depois escolher se se quer ir para o Tirol austríaco ou para Salzburg. Isto tudo no meio de paisagens maravilhosas. Após a passagem da capital do Tirol, segue-se sempre pela Inntal Autobahn até se entrar na Auto-estrada que vem de Munique para Salzburg. Entra-se nesta cidade pelo lado norte e acompanha-se o Rio Salzach até ao centro da cidade.

Se viajarmos de avião de Lisboa para Salzburg, há uma transportadora em regime Low Cost que é a Airberlin. Aviões excelentes, de tipos e lotações variados, se bem que os que vi fossem Boeing 737/ 700 ER. Os voos fazem escala em Palma de Maiorca e demoram cerca de 4H30, por causa da tal escala em Espanha. Sai-se de Lisboa pelas 11H00 e chega-se a Salzburgo antes da 15h30. Atrasos são raros.

Tudo muito bonito em rapidez e comodidade quando se viaja de avião, mas nada comparável com as emoções que se sentem e se vivem quando se faz o percurso Lisboa para a Áustria de automóvel. Mesmo que se demore 4 dias que era a minha média.

Falemos de Salzburg

É a cidade de nascimento de Mozart, esse extraordinário génio que toda a Áustria na generalidade e Salzburg em particular admiram e veneram.

Encravada pelas montanhas de Monschsbwerg, Festunsberg e Kapuzinerberg e situada no vale de Salzach, Salzburg aparece-nos em toda a sua beleza.

Desde há muito séculos que Salzburg é um importante marco europeu de musica e religião. É desta combinação de interesses que nasce Mozart: O seu pai, Leopold Mozart, era músico da Capela do Príncipe Arcebispo de Salzburg. Por incrível que pareça Mozart só era reconhecido e apreciado aqui em Salzburg. No mais as pessoas deliciavam-se em humilhá-lo. Mas hoje por toda a Áustria existem cafés, lojas, restaurantes, artesanato e sobretudo artigos de doçaria em chocolate que recordam o grande virtuoso génio da música. Até molas de prender roupa a secar. E todo o Mundo admira e gosta de Mozart.

Como em muitas cidades europeias o Rio Salzach divide ao meio a cidade. Numa das margens (esquerda) está a cidade antiga, admiravelmente enquadrada por fortalezas e bonitos monumentos. A outra margem considera-se a parte idílica, admiravelmente preenchida por jardins de sonho, o Palácio de Mirabell e os seus jardins, a casa de Mozart, (Mozart Wohnhaus). Quem não tiver tempo disponível para almoçar, o que acontece quando se está no regime de meia-pensão, no Mercado de Andrakirche (perto dos Jardins de Mirabell ) há o recurso aos famosos frangos assados que são uma delicia ou os bolos “bauernkrapfen”. Igualmente torna-se necessária uma visita ao Café Classic na margem esquerda (Lebzeiterg) para provar os deliciosos bolos tradicionais de Salzburg.

Na margem esquerda do Salzach (o rio corre de sul para norte em direcção ao Rio Inn) podem-se admirar a casa onde residiram os Mozart, (Geburtshaus) , o Castelo de Hohensalzburg .(acesso por um funicular da FestungBahn) , o Centro Histórico com a Catedral de Salzburgo, a Abadia de São Pedro, Igreja de São Francisco, a Residência dos Arcebispos de Salzburgo, e uma rua comercial grandiosa que é a Getreidegasse, mesmo no Centro Histórico.

Em relação à casa onde nasceu Mozart e o Mozart Wohnhaus podem ser visitados com um só bilhete. Mas quem tiver o “Cartão Salzburg" (oferecidos a grupos oficiais em reuniões de trabalho e a participantes em congressos) as visitas são grátis.

Quem viaja de avião sai do Aeroporto de Salzburg com muitos transportes colectivos e táxis para o centro da cidade. O melhor percurso do Aeroporto para a cidade em vez de ser pela via mais directa que é a Innsbrucker Bundesstrasse, é pela Kasernenstrase e entra-se na West Autobahn. Sai-se a norte pela Munchner Bundesstrasse, local onde se encontra o Hotel Áustria Trend Salzburg Mitte (pena ser só 3 estrelas) e segue-se directamente para o Centro Histórico da cidade.

Apenas para terminar , dizer que não se vê em Salzburg e nos seus arredores qualquer "grafiti" nas paredes, o asseio das avenidas, ruas e jardins é impecável e a educalção impera em todos os austríacos.

As fotos possíveis.

O busto de W. A. Mozart
Filho de Leopold Mozart (membro da orquestra de câmara do príncipe-arcebispo), Amadeus nasceu em 1756. Com três anos de idade aprendeu a tocar cravo e aos cinco escrevia as primeiras composições. Tinha apenas sete anos quando começou a viajar pela Europa e tocar para a aristocracia. Durante sua vida, compôs 56 sinfonias, mais de 20 concertos e 15 óperas. Mozart, endividado, sofreu depressão profunda nos últimos anos de vida. O compositor morreu aos 35 anos na miséria.
O centro histórico de Salzburg, na margem esquerda do Rio Salzach

A tal rua muito comercial no centro histórico; a Gertreidegasse

Lá no alto a Fortaleza de Hoehnsalzburg, que tem acesso por um ascensor (funicular) . A foto foi obtida de uma das pontes do SalzachUma das vistas do Palacio e Jardins de Mirabell

Os idílicos Jardins de Mirabell
Neste aspecto Salzburg é igualzinha a Sintra

Jardins do Palacio de Mirabell

Mercado de Andrakirche

Abadia de São Pedro( margem esquerda do Salzach)

Alstadt
Casa onde nasceu Mozart, hoje Museu

O colorido das tabuletas do comércio

Uma das montanhas do vale do Salzach

A Fortaleza de Hoehnsalzburg vista dos Jardins de Mirabell

sábado, 14 de Março de 2009

Jardel: Golo com Papel Químico!

Jardel na estreia pelo seu novo clube, faz um golo na vitória do Coral por 2-0 diante do Quixadá, com um golo no mínimo curioso, pois é exactamente a papel químico de um golo que marcou em Portugal. Um grande golo! Quem sabe não esquece.




Aqui pode ver a estreia e todos momentos completos de Jardel no seu novo ciclo de carreira

Podem dizer que é Futebol, eu chamo "Azelhice"!

Acredita que um jogador falha 3 vezes seguidas o golo?!
Qual o treinador que resiste a estas situações?!
Veja e confirme:

O tema é "Os adeptos, os clubes e o resto. E a crónica é do Antonio Raposo.

Os adeptos os Clubes e o resto

O futebol – que tantas simpatias, ódios e amores despoletam, é também e principalmente um grande negócio. As pessoas levam-no a peito.

Transformam as derrotas em dramas pessoais e as vitórias dos seus clubes do coração como suas.




Esta mistura de coisas amadas e coisas compradas tem fatalmente de redundar em exageros. É por isso que vimos os adeptos de um Clube a levar em ombros os seus ídolos, no dia em que ganham e a desprezá-los no dia em que perdem.
Até parece uma coisa esquisita. Só o facciosismo pode explicar
.

Tudo isto sabendo nós e eles que os jogadores são primeiro que tudo profissionais, que estão hoje neste clube e amanhã num outro, dependendo de vários factores, entre os quais a negociação dos ”apoderados”. Os que fazem do negócio dos atletas o seu ganha-pão.

É verdade – não parece uma coisa dos dias de hoje – mas o que se passa é que os jogadores são também mercadoria. Compram-se e vendem-se. Como batatas ou feijões.

Podemos estar de acordo com isto tudo ou não.
Não conseguimos que as coisas mudem muito pois esta situação é fruto de muitos interesses e evoluiu para o estádio actual, lentamente, ao longo do tempo.


Nos anos 60 o processo avançou de tal modo que se poderá dizer que o futebol se profissionalizou em toda a sua extensão. Primeiro começou como semi-profissional e logo a seguir já não havia lugar ao amadorismo. As exigências aos atletas subiram de fasquia.

Os treinos e o lado da fisioterapia atingiram os maiores patamares. O jogador antigo, franzino e raquítico deu lugar ao homem musculoso e forte. Dominando as tácticas e as técnicas de execução. O craque. E quem não é craque não singra. Desaparece na voragem.



O caso mais bizarro que outro dia li foi o de um negociante suíço que tinha comprado um lote de jogadores e esperava – como o tempo – poder fazer umas massas boas, se um deles se valorizasse como estrela. Bastava só um. Valia o negócio. Punha-os a jogar pelos Clubes da terra e com o decorrer do campeonato os seus “rebentos” lá se iriam valorizando e fazendo lucrar o capitalista.



Entre este negociante suíço e o romano que vendia homens (escravos) em Roma há uma diferença de forma mas não de fundo.

O que proponho aos meus leitores é o seguinte: Estamos assim tão longe dos tempos dos torneios dos Circos romanos?
Um antigo pensador disse que o homem queria pão e circo.


Não quereria ele dizer pão e futebol?

Quero desabafar com os meus amigos

Não há coisa mais irritante que aquelas pessoas que insistem em apanhar o elevador para fazer apenas um andar.

Empanam os elevadores, empanam as artérias e perdem mais tempo à espera do dito que a ir de escadas.

Está alguém a tentar despachar-se e o elevador faz mais paragens que o sudexpress a percorrer as beiras. E é muito fácil reconhecer o género.



Mesmo à distância.

Quando vejo uma bunda do tamanho de um saco cheio de bolas de basquete já sei que o elevador vai parar no andar seguinte.

Raios os partam.
Foram desabafos do "31 da Armada"

Hilariantes momentos de TV!

Num momento em que o apresentador se passa e com razão:
"TVI - Estão a gozar ou quê?!"



O pássaro tinha logo que passar na hora de um directo?!

sexta-feira, 13 de Março de 2009

Gaf TVI24 "não se pode também deitar fod*...fora"



Acontece...

Sporting: As verdades são como o azeite....


A capa do 24 horas afirma:

"Bruna Polga revela problemas no balneário do Sporting. Há jogadores que se recusam a jogar"

"Foi o pior jogo da carreira de Anderson Polga"

"O Polga anda a jogar lesionado há meses e não há forma de parar para fazer um tratamento sério. O problema, se não me engano, é na perna esquerda, e os adeptos nem sonham que ele joga sempre com dores. Ele é profissional, dá tudo pelo Sporting e tem vindo a forçar porque o treinador confia muito nele e lhe pede. (...) Ás vezes pensam que certos jogadores não são convocados porque é castigo, mas não! Eles é que se recusam jogar."

"Há quem se recuse a marcar penáltis ou a dar entrevistas quando a equipa está mal. E depois há aqueles que são pau para toda a obra, que dão a cara e vestem a camisola, estando bem ou mal."

Sobre o caso Veloso: ""não afectou tanto a equipa como as outras situações que se passam no balneário", pois em sua opinião este caso "é mínimo ao pé dos outros, que são já titulares""

"O FC Porto ligou até ao último instante. E ofereciam-lhe mais. Só que o Anderson Polga não é daqueles que só pensam em dinheiro, senão agora estava no FC Porto a ganhar títulos."

São declarações bombásticas de Bruna Polga ao Jornal 24 Horas de hoje, onde mais grave do que se passa no balneário, é no clube, é todos saberem que o amigo de Soares Franco [Pinto Costa], só não leva os jogadores porque estes não querem ir...pelo menos alguns ...Grande Aliado e grande Presidente tem este Sporting! [Com amigos destes quem precisa de inimigos.]
Ainda existe pessoas que defendem estes senhores, só por amizade fraterna ou interesses, só pode! Pelo clube não é com certeza.

O clube emite este comunicado, supost
amente por Polga:

"Comunicado: Gostaria de esclarecer os sportinguistas que lamento e refuto na íntegra as declarações publicadas hoje no Jornal 24 Horas e dizer-vos que o grupo de trabalho continua coeso e unido, mesmo neste momento difícil dado os resultados dos jogos dos oitavos-de-final da Champions League, que a todos nos entristecem. Queria assegurar-vos também que continuamos a acreditar que é possível alcançar os objectivos que nos restam nas competições nacionais e tudo faremos para que isso se concretize com Esforço, Dedicação, Devoção e esperemos e desejamos, também, com Glória." - in Sporting.pt

Refutar é basicamente, contestar, desmentir, repelir, rebater ou combater com argumentos que provam o contrário. Ficamos sem saber muito bem o que realmente quer dizer o jogador com este comunicado. Terá mentido o jornal 24 horas? Foi a sua mulher que mentiu? Fez ou não fez declarações ao jornal? Ou será que é tudo verdade, verdadinha? Não sei bem o que se passa afinal. Aquilo que sei é que mais fundo e baixo, o Sporting, parece que não irá descer ...

Fonte: FArtte

ao lamentável comunicado colocado online pelo site do Sporting

Lamentável o que acontece neste clube actualmente...

Um texto da autoria Leão da Estrela no seu espaço:

O desastre de Munique e a alternativa dirigente

Travassos: primeiro jogador português a integrar uma selecção da Europa,
oito vezes campeão nacional pelo Sporting, entre 1946 e 1958


Independentemente do rude golpe na imagem internacional do futebol do Sporting, as cartas que definem o que está em causa nas próximas eleições para os órgãos sociais do clube já estão lançadas há muito tempo. O duplo desastre com o Bayern de Munique, que só agravou a situação do Sporting, é apenas a consequência de um clube sem rumo directivo, o que faz alastrar na equipa de futebol os equívocos dos dirigentes, como uma mancha de óleo queimado. Equipa de futebol onde o treinador Paulo Bento, manifestamente, revela estar muito desapoiado perante a avalanche de trapalhadas de balneário que minam a equipa do Sporting deste o início desta época.

A verdade é que a direcção de Filipe Soares Franco, que para muitos é uma direcção educada, de gente civilizada e de boas famílias, que não entra em esquemas corruptos, mas que procura integrar o “sistema” como um grupo de senhores bem comportados (numa aliança com um FC Porto dominante, que usa o Sporting na sua guerra com o Benfica como quem mastiga uma chiclete…), é, afinal, uma direcção de liderança frouxa e sem carisma, que tem uma vaga ideia de como é que a bola pincha e que não se dá bem com o cheiro a suor das camisolas dos jogadores nem entende os seus problemas existenciais, estando, por isso, a arrastar o Sporting para o abismo, a começar pelo facto de o clube estar afastado dos principais problemas que colocam em causa a sobrevivência do futebol português.

O alheamento do clube em relação aos processos “Apito Dourado” e “Apito Final”, por exemplo, confirma um Sporting cada vez mais parecido com o Belenenses. Um caminho descendente que é preciso inverter com toda a urgência. A multiplicação de casos na equipa de futebol sem que se conheça o pulso firme dos dirigentes é outro lado do problema. Por isso é que alastra também a falta de militância dos sportinguistas anónimos, dado que, para eles, o futebol tem de ser um espectáculo e não pode ser um motivo de chacota, como aconteceu agora à escala europeia e mundial.

Ora, face a este estado de coisas, neste período pré-eleitoral (as eleições, repito, deveriam ser antecipadas), uma eventual alternativa dirigente – que, inexplicavelmente, continua sem aparecer – não pode estar presa a calculismos de qualquer espécie, nem a consensos espúrios (que são um dos problemas graves do Sporting moderno) sob pena de ficar desprovida do carácter genuíno das candidaturas vencedoras. A não ser que os descontentes se contentem com a ideia de marcar calendário eleitoral festejando 20 por cento dos votos nas urnas…

Só uma candidatura que assuma uma ruptura com o actual estado de coisas – e as rupturas, desde que sustentadas numa equipa competente e num programa coerente, não têm necessariamente de ser negativas… – é que poderá capitalizar a adesão dos sportinguistas que não se revêem num clube sem peso nas estruturas do futebol português, que não ganha o título nacional há sete anos, que se mostra ziguezagueante na gestão do seu futebol (ainda hoje está a ser paga a internacionalização do plantel com jogadores estrangeiros sem qualidade mínima, operada em 2007-2008). Um clube que não permite uma análise das contas das várias sociedades leoninas por entidades externas e que, ainda por cima, precisa de vender o seu património imobiliário (o estádio e a academia) a accionistas que deixará de controlar… Tudo em nome de um projecto desportivo que, como se vê, está falido.

Do mesmo autor:

A humilhação, segundo Soares Franco


PRÉMIO HUMILHAÇÃO
É SER ACUSADO
DE BURLA
PELA FAMÍLIA DA EX-MULHE
R

"Não considero humilhação."
Filipe Soares Franco sobre a derrota do Sporting em Munique,
"A Bola", 13-03-2009



Mundo Policiário 12/09


Mundo Policiário 12/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre Presentes

Tema deste Mundo Policiário: Conheça os nossos autores policiários. Dic Roland

1-Amostragem de um documento histórico.

2-Apresentação do Problema “O Mistério do Volume nº 5”. Autor Dic Roland

O documento histórico

A foto que a seguir apresentamos refere-se ao ano de 2003 e foi obtida em Coimbra, na sede do Ateneu de Coimbra, por ocasião de um convívio anual da Tertúlia Policiária de Coimbra. A foto tem a particularidade de realçar que todos os presentes são elementos da Tertúlia Policiária da Liberdade, que por via dos seus estatutos define que, quando um policiarista, e não só, participem numa reunião desta Tertúlia é, para todos efeitos, membro de pleno direito.




Reparemos nos presentes. Em primeiro lugar o nosso saudoso Dic Roland, a quem dedicamos a publicação do problema de hoje. Depois temos o Nove, o Raposo, o Zé-Viseu, o Zé dos Anzóis, o Onaírda , a Severina, o nosso Daniel Falcão e o senhor Senra, que gosta muito de policiarismo, mas do seus dedos não sai nada. Particularidades da foto:
a) Zé Viseu dá música a Severina e Daniel Falcão assiste impávido e sereno.
b) António Raposo dá as últimas novidades do que fazia a Nelinha por terras das Seychelles, Nove e Onaírda viam que era tudo ficção e Dic Roland fingia-se indiferente, mas não estava.
c) Não sei se falta alguma coisa. Ah, o senhor Senra nesta altura estava mais interessado nos aperitivos do que estar ao pé dos seus, a nossa amiga Arnes e filhos. Zé dos Anzóis medita nas palavras que vai proferir após receber o Taça que o premiou como Campeão Nacional desse ano.

Conheça os nossos autores policiários.

O Mistério do Volume nº 5

Autor: Dic Roland


Em rigor, não se trata verdadeiramente de um crime, na mais arrepiante acepção do termo. É, contudo, um acto doloso e, como tal, merecedor de punição. O caso foi-nos relatado pela própria vítima, o engenheiro e professor aposentado Salústio Zacarias (nosso amigo e vizinho na pacata vila de Santo André), durante o jantar que partilhávamos num restaurante local e no próprio dia em que a lamentável ocorrência foi detectada.

Aproveitando uma curta ausência em Lisboa (o que acontece raramente), alguém lhe assaltou a casa para roubar – imagine-se!... – um volume da Enciclopédia Verbo, Século XXI, comprada há pouco tempo. O assalto aconteceu entre as 16 horas de sexta-feira e as 17 de domingo, isto é, no período compreendido entre a hora em que Zacarias se ausentou e aquela em que, dois dias mais tarde, regressou a Santo André.
Vila Nova de Santo André

Recolhida a bagagem, tirou o casaco, vestiu o roupão e foi trabalhar para o escritório. E aí, mal se sentou à secretária, logo notou que, na estante da parede fronteira, uma clareira se abria na prateleira da Enciclopédia! A sua paixão pelos livros e a mania (talvez excessiva) de os arrumar criteriosamente fizeram-no saltar da cadeira para procurar o volume em falta.

Mas, por muito que procurasse, o livro não foi encontrado! Ainda quis admitir que, contra os seus hábitos, o tivesse levado para o quarto ou para a sala de jantar, se bem que tal procedimento lhe parecesse improvável. Após uma busca infrutífera, acabou por se convencer de que o volume fora mesmo retirado abusivamente.

Acompanhámos o nosso amigo a casa, na estulta pretensão de descobrir o livro num recanto qualquer, esquecido ou ignorado pelo inconsolável Zacarias. Temos uma certa vaidade no nosso “hobby” de investigador, e pensámos que o problema seria fácil de resolver... Puro engano! Tratava-se, precisamente, do volume quinto da obra já referida, com entradas compreendidas entre “Bourbon” e “Carlota Joaquina de
Bourbon”. Decidi tomar a peito este assunto e pedi que me fossem dados todos os pormenores susceptíveis de fazer alguma luz sobre o mistério.

Salústio Zacarias, sempre prestável para amigos e vizinhos, recebera em sua casa, na sexta-feira da semana anterior, três jovens estudantes que lhe foram pedir apoio na resolução de uns problemas de matemática, incluídos num trabalho de casa. Terminada a “lição”, que teve lugar no escritório, os estudantes aproveitaram a oportunidade para consultar algumas obras patentes nas estantes, ao que o professor simpaticamente não se opôs. A Enciclopédia, com os seus 25 volumes já publicados, foi das obras mais manuseadas durante cerca de meia hora, mas sempre na presença do anfitrião. E este garante que,
depois da saída dos jovens, ainda ficou alguns minutos no escritório e não notou qualquer falta nas prateleiras.

“Eu também saí pouco depois” – disse ele – “pois já estava um tanto atrasado na minha saída para Lisboa. E agora me lembro: já me despedira até quarta-feira (dia em que pensava regressar) e preparava-me para arrancar, quando o Fernando, que apareceu a correr, veio pedir-me que o deixasse voltar ao escritório, onde esquecera o telemóvel. Saí do carro e fui abrir a porta. Fernando entrou e regressou logo a seguir, com o telemóvel na mão.”



“E não traria também o livro debaixo do braço, encoberto com o casaco?” – perguntámos.

“Impossível” – respondeu. – “Fazia muito calor e todos eles estavam em camisa, sem mangas. E um volume daqueles não se esconde nos bolsos das calças... Ainda o vi entrar em casa, que é igual à minha e geminada com ela.”

E os outros?”

“Os outros, entretanto, foram-se embora. O Flávio, para o Clube de Ténis, aqui próximo; é um apaixonado jogador de bridge mas ainda está na fase de aprendizagem. E até levava, numa pasta de cabedal que trazia consigo, dois tratados de Culbertson e Albarran recentemente adquiridos, para mostrar aos seus parceiros habituais. Pelo menos foi isso que nos disse... O Francisco, que me parece o mais pacato de todos, foi logo para casa, a poucos metros da minha. É filho da D. Zulmira, a senhora que faz o serviço de limpeza no meu apartamento, às terças, quintas e sábados. Todos eles são adultos e trabalhadores estudantes, frequentando, num curso nocturno, o 11º ano.”


A solução do problema não parecia fácil. Uma casa desabitada durante dois dias, portas e janelas bem fechadas, sem qualquer vestígio de arrombamento, e um volumoso livro desaparecido como por encanto!...

Havia, contudo, um ponto vulnerável: a D. Zulmira, mãe de Francisco, estivera lá no sábado, entre as dez e as treze horas! Nesse mesmo sábado, à hora do jantar, o engenheiro telefonou de Lisboa a informá-la de que voltaria para Santo André no dia seguinte (e não na quarta, como previra), não fosse ela facilitar, e adiasse a limpeza para mais tarde...

Era a única pessoa, além do proprietário, que dispunha de uma chave da casa, pelo que se tornava indispensável ouvi-la. “Foi até o filho que atendeu o meu telefonema” – esclareceu Salústio Zacarias.

Dona Zulmira não tardou a comparecer quando, cerca das 22 horas, foi chamada pelo telefone.

Que, sim senhor, estivera ali na véspera, das 10 às 13 horas! Durante esse período ninguém apareceu, a não ser o filho Francisco para lhe dizer que não almoçava em casa. Foi ele, até, que ajudou a mãe a recolher a roupa do estendal, no terraço contíguo ao escritório, nas traseiras.

E dona Zulmira fez questão de acrescentar: “Olhe, senhor engenheiro, ainda bem que o meu rapaz apareceu! Quando quis abrir a porta do terraço, a chave não estava na fechadura, do lado de dentro, como é costume. Foi ele que a descobriu na secretária, junto do candeeiro!”.

“E depois de tirar a roupa, não se terá esquecido de fechar a porta?”

“Seria a primeira vez, senhor engenheiro! As portas e as janelas do rés-do-chão, em todas as casas onde trabalho, são sempre a minha grande preocupação...”

Acerca do estranho desaparecimento do volume, respondeu: “Tem graça! Eu também reparei na falta do livro, quando limpava o pó, já quase no fim do serviço. E agora me lembro: naquele espaço vazio estava uma folha de papel, dobrada, que me caiu ao chão e que apanhei para guardar aqui, na papeleira. Olhe: ainda aqui está!”. E, dizendo isto, estendeu a mão para a papeleira, sobre a secretária, e tirou de lá uma folha branca, dobrada em quatro partes.

Agarrámos ambos no papel, sem grandes esperanças de que nos desse alguma pista. Havia nele, porém, três linhas dactilografadas na primeira metade da página, que nos apressámos a ler:

Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura,
Vai formosa e não segura.

E mais abaixo, na outra metade da página, do lado direito, mais três linhas do seguinte teor:

Descuidada deste mal,
Se vai ver na fonte pura;
Vai formosa e não segura.


Não há dúvida – concluímos – o papel pertence a um dos rapazes, a quem o professor de Português exigira a elaboração de um pequeno trabalho sobre literatura das épocas medieval ou clássica!

O assunto fora acaloradamente discutido durante aquela hora de convívio com o engenheiro, após a resolução do problema de matemática. E daí as consultas aos livros disponíveis, na pequena mas bem fornecida biblioteca do professor.

Era, pois, necessário averiguar quais os temas escolhidos por cada um, mas essa investigação só poderia ser feita no dia imediato, segunda-feira, quando Salústio Zacarias se fizesse encontrado, como por acaso, com Flávio, no café que ambos frequentavam. Depois... era só perder algum tempo em qualquer biblioteca, para se chegar a uma conclusão tão aproximada quanto possível...

E Flávio, de facto, forneceu de bom grado a informação habilmente pedida. O tema escolhido por Francisco foi: “O teatro e a poesia lírica em Camões”. Fernando optou por outro, de âmbito mais vasto: “As jóias líricas da poesia clássica”. E ele próprio preferiu escrever sobre “As cantigas de amigo, de amor, e de escárnio e maldizer”.

Na posse destes preciosos elementos, recorremos à tal biblioteca, fizemos a consulta que se impunha e saímos de lá com a convicção de termos desvendado o mistério.

Pergunta-se, para concluir: Que obra consultámos? Quem foi o autor da proeza? E como agiu, para alcançar o seu objectivo?

{ publicado na secção “Policiário” do jornal “Público” de 16 de Março de 2003 }