BANCADA DIRECTA
BANCADA DIRECTA: Fevereiro 2009

sábado, 28 de Fevereiro de 2009

O desporto na minha terra: Sintra tem um campeão do mundo em Kickboxing (menos de 60 Kilos) É o Paulo Calhau, ,mais conhecido pelo "Pilhas".

O desporto na minha terra
Sintra tem um Campeão do Mundo em Kickboxing (menos de 60 Kgs.)
Paulo Calhau, o “Pilhas” representa o Progresso Clube, de Algueirão/Mem-Martins.


Todo o orgulho de um atleta dedicado à modalidade do seu coração.

A verdade e a realidade desportiva é somente esta: “Pilhas” = Campeão do Mundo

Com o título do mundo conquistado na Guarda, Paulo Calhau (Pilhas) ascende ao 1º lugar do ranking do mundo da WKA em menos de 60 quilos. “São dez anos de trabalho concluídos nesta noite espectacular. Ainda estou nas nuvens” Foi um desabafo do novo campeão do mundo, mestre de Muay Thai no Progresso Clube, colectividade muito popular na freguesia de Algueirão/Mem Martins neste Concelho de Sintra.
O destaque: Paulo Calhau ganha em virtude de ter aplicado um KO supersónico no seu adversário.

Em Abril do ano passado Paulo Calhau foi entrevistado e declarou a que adoptou o nome de guerra “Pilhas”, e que iniciou a pratica de kickboxing como forma de preparação para o motocrosse. Acabou por se envolver na modalidade de Kickboxing a cem por cento.

Nasceu na Várzea de Sintra, aqui muito pertinho da minha residência e reside agora em Colares. Vai para dez anos que treina no Progresso Clube, e recentemente criou a sua equipa de competição de Muay Thai: “Progresso Team Pilhas". Digo eu que é interessante este nome.

Individualmente, conta no seu currículo com 35 combates, tendo perdido apenas por 4 vezes, e viveu mais um momento de grande glória na noite do passado dia 14 de Fevereiro no Pavilhão Municipal de São Miguel, na cidade da Guarda, quando derrotou por kO ao primeiro assalto, em apenas 40 segundos, o inglês kevin kovalik, conquistando o titulo mundial da WKA (Associação Mundial de kickboxing) em menos de 60 quilos, para profissionais.
Paulo Calhau ao lado dos dirigentes do Progresso Clube
Satisfeitos com esta conquista ficaram os dirigentes do Progresso Clube. O Presidente da Direcção, João Paulo Teixeira afirmou que “para uma colectividade como a nossa um titulo de campeão do mundo é algo deveras marcante” O Progresso Clube tem uma grande tradição nas artes de combate e, agora, temos ainda mais motivação para apostar nestas modalidades que, infelizmente, são pouco conhecidas”.

Anda a viver o sabor da vitória e a recompor-se das emoções o dirigente adiantou que “a nossa ambição, a curto prazo, é que se realize, nas nossas instalações um grande combate, e se possível, se discuta na nossa casa, um titulo mundial ou europeu.

Num destes próximos dias estarei no Progresso Clube para dar os parabéns ao Paulo (nunca me habituei a tratá-lo pelo “Pilhas”.
(A fonte da noticia e os fotos são do Dr Ventura Saraiva)

Antonio Raposo diz de sua justiça! Os remédios para a crise.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Antonio Raposo colaborador habitual do Bancada Directa nesta sua crónica põe o dedo numa ferida que actualmente aflige todos nós! Esta tremenda crise.


OS REMEDIOS PARA A CRISE
(Isto não vai lá com paninhos quentes)


Reuniram-se os sete maiores países europeus para decidirem o que fazer em vista à crise económica.

Do que se sabe, foi que nada se mudou do stato quo. Prometeram controles. Só isso.

Mas mudar mesmo o sistema financeiro isso não!

Nós sabemos de experiência feita que é possível fazerem-se as maiores falcatruas mesmo com os chamados controles tradicionais. O conselho fiscal, os órgãos fiscalizadores externos, os bancos centrais, etc. etc. as leis apertadas, tudo isso falhou.

Os off-shores continuarão alegremente a esconder o dinheiro de quem o tem. As empresas sediadas nos off-shores continuarão a fazer as suas aplicações comprando tudo e todos, desde casas de campo a iates, desde campos de golfe a hotéis cinco estrelas. A utilizar o dinheiro vindo das melhores lavandarias, onde chega sem velhos odores nem manchas de sangue.

Com os actuais sistemas de movimento de capitais, qualquer um de nós (desde que seja multi-milionário) pode mexer no seus dinheiro e andar a passeá-lo pelo mundo inteiro, sem que ninguém o veja, nem se aperceba. Veja-se o que fez o pequeno BPN. Num simples computador (seria um Magalhães?) conseguia mexer nas massas sem que ninguém se apercebesse!
A não eliminação dos off-shores implica nos dias de hoje a que o sistema financeiro continue alegremente a dirigir o mundo. Isto independentemente de o pessoal ir regularmente votar e continuar a pensar que vive num sistema democrático.

Com o decorrer do tempo os governos acabam e alguns deles dão já essa ideia, por ser simples joguetes dos homens que tem o dinheiro.
Que conclusão tirar sobre a crítica feita sobre os off-shores pelo nosso primeiro ministro mas que como resultado da crítica o off-shore da Madeira continuar alegremente a sorver o dinheiro da banca pagando de impostos uma micharia.

Anda meio mundo a enganar todo o mundo!

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina: falemos de pulmões e pneumonias.( 2ª parte)

O saber não ocupa lugar:
Temas de Medicina.
Falemos de pulmões e pneumonias

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O Temas de Medicina anterior ficou incompleto no que se refere à sua parte final, pelo que hoje estou a completar o mesmo. Peço desculpa aos nossos leitores pela omissão involuntária.

Falemos de pulmões e pneumonias: continuação


Vacinar é prevenir

Uma vez que a pneumonia pode evoluir para um quadro clínico grave, a melhor aposta é a prevenção. Que passa pela vacinação, nomeadamente contra a gripe: afinal, uma das complicações possíveis da gripe é gerar uma pneumonia.

Está igualmente disponível uma vacina contra o pneumococo, uma das bactérias causadoras da pneumonia.

A vacinação não oferece protecção total, não prevenindo todas as causas de infecção. Contudo, numa pessoa vacinada, a pneumonia é mais ligeira, dura menos tempo e apresenta um menor risco de complicações.

Prevenir passa também por um gesto básico mas essencial: lavar as mãos. É que as mãos estão em contacto com os agentes infecciosos, nomeadamente os causadores da pneumonia: basta levá-las á boca ou tocar no nariz para eles entrarem no organismo. Lavar as mãos, com sabonete e rigor, reduz a probabilidade de contágio.

As toalhas desinfectantes (toalhetes) também são úteis, sendo adequadas aos momentos em que não seja possível lavar as mãos: andar com uma é, aliás, aconselhável.

Entre os cuidados preventivos, inclui-se, ainda, não fumar: é que o fumo do tabaco, com todas as substâncias que contem, danifica as defesas naturais das vias respiratórias e dos pulmões, tornando-as mais vulneráveis a infecções.

Manter o sistema imunitário forte passa igualmente por uma alimentação equilibrada e pela prática de exercício físico.

A pneumonia não se manifesta sempre da mesma forma. Independentemente de possuir diferentes causas, pode declara-se com mais ou menos gravidade, levando mais ou menos tempo a recuperar.

Mas, porque o risco de complicações existe, o melhor, mesmo é prevenir; este Inverno aconselhe-se com um profissional de saúde, como o seu médico ou o seu farmacêutico e proteja-se.

O Sporting de Braga na Taça UEFA

Standard de Liége 1 - Sporting de Braga 1


Estava tudo decidido, mas nem por isso o Sporting de Braga não teve a atitude certa e mais correcta na visita a Liège. Os arsenalistas empataram com o Standard (1-1) e continuam firmes na campanha europeia que iniciaram a meio de Julho do ano passado. Luis Aguiar - um jogador que só continuará em Portugal se os clubes europeus de médio plano andarem todos a dormir - marcou um bom golo, podia até ter marcado outro e acabou por valer o empate à turma de Jesus.


Novamente Luis Aguiar foi influente neste desafio. Conseguirá o Sporting de Braga segurá-lo no final para a época que vem?


Nos oitavos da Taça UEFA, espera pelo Braga um Paris-SG que arrumou facilmente o Wolfsburgo e que já deve estar de sobreaviso. Por isso mesmo, a eliminatória com os de Le Guen, que têm Hoarau, Sessegnon, Giuly e Luyindula como figuras de cartaz, será bem mais dura de roer que esta frente aos de Bölöni. Mas este Braga tem boas condições para entrar nos oito melhores.

Para já o Sporting de Braga está a mostrar a essa Europa toda que por Braga se pratica bom futebol, e quando se juntam às exibições os golos, é sempre de admirar e enaltecer.

sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Insólito: A grua do molhe da Ericeira caiu na agua com o seu operador, o nosso Agostinho.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Os factos que relatamos a seguir ocorreram no Sabado dia 14 de Fevereiro no molhe do porto de pesca da Ericeira. Por manifesta falta de tempo dou agora a noticia com algum atraso aos nossos leitores amigos. Também por falta de imagens do do acontecimento, dado que nesse dia estávamos longe da nossa residencia.

Os textos seguintes, bem como as imagens, retirei-as dos jornais "O Ericeira" e o "Mafra Hoje". A eles os nossos agradecimentos.

Olhando para o estado em que ficou a grua que coloca os barcos do molhe da Ericeira na água, ninguém diria que quem a manobrava ficara apenas com um arranhão na cara, fora o susto.

Agostinho, assim se chama o operador, caiu à água com a grua quando estava a fazer uma correcção na sua localização, mas conseguiu nadar até à rampa do encalhe são e salvo.
O acidente deu-se no Sábado passado, por volta das 15h00, depois de uma reparação que tinha sido feita na grua do Clube Naval da Ericeira, durante duas semanas, devido ao mau tempo

Ao efectuar a manobra, o operador não conseguiu imobilizar a máquina, o que fez com que esta tenha descaído até ao limite do cais, originando a sua queda para a água, com o motorista Agostinho dentro da cabine da mesma.
As operações para remover a grua do fundo do mar decorreram na segunda-feira 23 de Fevereiro, com a ajuda de uma outra grua e de mergulhadores do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), delegação de Peniche, perante os olhares de muitos curiosos.

“O mar português não come brasileiro, joga fora”, disse depois o Agostinho, natural de Minas Gerais , lembrando que este é o seu trabalho desde há nove anos.
As causas do acidente ainda estão por apurar. Contudo o presidente do Clube Naval da Ericeira Manuel Ferreira, garante que a grua estava em condições, além de que o operador tem formação para operar a máquina.

Tendo em conta que o molhe da Ericeira perdeu o seu principal meio de colocação de embarcações na água torna-se urgente resolver a situação o que parece imprevisível para tão breve quanto se deseja.

Manuel Ferreira já apresentou propostas ao IPTM para uma nova grua. Em causa está o sustento de uma centena de famílias que vivem à custa do mar. (texto do Mafra Hoje)

Eram cerca das 15h00 do dia 14 de Fevereiro Sábado, quando estavam a montar a grua no seu local de trabalho, no pontão da Ericeira, pois tinha sido acabada de reconstruir de algumas anomalias técnicas, que se deu o inesperado e impensável. A grua caiu ao mar e com ela o seu operador que estava no interior da cabine. Agostinho, o manobrador da grua, após o susto, quer do estrondo da queda aparatosa, quer da descida súbita no mar, conseguiu a nado chegar à superfície. Esperava-se o pior e a alegria de o ver tentando agarrar-se a algo que flutuasse já animava todos os que colaboravam na montagem. Estes pormenores, ainda com algum nervosismo, foram relatados pelo presidente do Clube Naval da Ericeira, cor Manuel Ferreira.

O sinistrado foi assistido no local pelos Bombeiros Voluntários s da Ericeira que o transportaram ao Hospital. Embora tenha ainda possibilidades de a nadar regressar a terra, além do susto tinha algumas escoriações. Obteve alta do Hospital, encontrando-se na Ericeira desde as 20h00 de Sábado. Apenas tem mazelas numa perna e na cara. Uma embarcação que estava perto, a Titanic, ficou danificada num dos seus rebordos laterais, ao ser atingida pela grua na sua queda à água (texto do "O Ericeira")

E agora as imagens






Os dias gloriosos e tranquilos de um velho guerreiro: Antonio Silva, aquele que foi um verdadeiro investigador da vida!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Periodicamente dedico um dia para visitar um velho companheiro, grande no trato humano como trata os seus amigos e todas as pessoas em geral. Tranquilidade é sempre o sentimento que gira à sua volta e a sua quintinha é o lugar ideal para ele nos dias que passam se dedicar ás suas arvores de frutos e à sua criação. Grande que foi na sua activividade profissional, ainda hoje mantém uma lucidez de espirito digna de respeito. Impressionante!

Amigo Antonio Silva! Que Deus lhe dê ainda muitos e bons anos de vida..

Antonio Silva, tendo por detrás dele duas nogueiras de grande porte, agora desfolhadas, e que foram plantadas fez há poucos dias 30 anos.

Os damasqueiros já em floração A ribeira de aguas cristalina que vai desaguar no Rio Trancão.


A paisagem circundante, bem em relevo e convidativa ao sossego.

No espaço da criação os animais estão no paraíso

Nos anexos da casa principal, há uma cozinha rural mas muito bem artilhada com utensilios.

Na adega os amigos têm livre transito e nunca vêm de mãos a abanar.

Nesta oficina os amigos procuram sempre um parafuso ou uma porca para se desenrascarem.

Ói, malta da pesada: depois deste Carnaval, há que continuar a ter bons fins-de-semana!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

As premissas e os desejos deste vosso blogue para vocês amigos, é que continuem a passar uns excelentes fins-de-semana, com motivos e situações "para mais tarde recordar"!
E, como tal, para que estes desideratos sejam uma realidade,
Bancada Directa oferece-vos, como habitualmente, a "miuda" para aliviá-los das vossas indecisões.
Então passem lá um bom fim-de-semana, e façam o favor de serem felizes e práticos.



(com dedicatória especial para o amigo Socialismo e Liberdade, que anda lá pelos Brasis.)

Mundo Policiário 10/09

Mundo Policiário 10/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre presentes.

Tema deste Mundo Policiário: Conheça os nossos autores policiários. Antonio Raposo. Um principe da literatura policial contemporânea.





A MORTE DANÇA O BOLERO
Autor: A. Raposo

Meus caros amigos. Esta história não lembra ao diabo. Faz parte das minhas memórias e só me propus contá-la muito pressionado pela tertúlia dos policiaristas que frequentam, nas últimas quartas-feiras de cada mês, o Restaurante da Av. da Liberdade, em Lisboa.

Como sabem que estou reformado da Judiciária, andam sempre a espicaçar-me, forçando-me a contar casos complicados. São, aqui para nós, uns sádicos...

Como já não está em segredo de justiça, proponho-me contar esta triste história.

Estava eu em serviço, naquela tarde, já lá vão uns anos, ocupava na Judite o lugar de detective. Durante a minha carreira, cheguei a ter alguns sucessos, poucos e muitos amargos de boca... Para quem não saiba o meu nome é Tempicos. Detective Tempicos.

Nesse dia, fui chamado a Telheiras, junto à Escola alemã, a uma vivenda de vários pisos, e com um pequeno jardim envolvente. Nessa data ainda não existia na zona um enorme edifício tipo Coliseu Romano, também para a prática desportiva e decorado que foi com uma colecção riquíssima de estonteantes azulejos coloridos, que fazem as delícias dos amblíopes do Lumiar.

Fui chamado para investigar um caso de morte, na pessoa do capitão Magalhães, homem dos seus sessenta e tal anos, militar reformado. Quando entrei, deparei com os dois sobrinhos do capitão que viviam com ele, juntamente com uma velha criada. Um jardineiro ia de vez em quando tratar do jardim.

A história do capitão Magalhães é de uma tristeza tal que faria chorar as pedrinhas da calçada. Vejam só. O homem servira o País no exército, tendo cumprido várias missões em África, até que com o 25 de Abril, regressou e encontrou a mulher com uma doença daquelas que não perdoam.

O seu único filho, já adulto, que tratara da mãe, resolveu abreviar-lhe o sofrimento e enfiou-lhe uma dose bem aviada de tranquilizantes, pelo que ela ficou definitivamente tranquilizada! O médico desconfiou e… resumindo, o rapaz acabou apanhando dez anos de prisão. Provou-se e ele confessou que tinha morto a mãe, por piedade. O juiz que não encontrou nenhum decreto piedoso no código ferrou-lhe a dose.

O capitão Magalhães era um homem de formação militarista, conservador e católico ferrenho. Não perdoou ao filho aquele acto. Com o conhecimento de todos, fez testamento a favor do sobrinho mais velho, tendo alegado o artigo 2166 do código civil para retirar a parte “legítima” ao seu filho. Segundo a versão dos sobrinhos o tio resolveu acabar com a vida.

Para pôr em prática tal desiderato, subiu à sua sala, no 1º andar, um misto de biblioteca e auditório de música e deu um tiro na boca, embalado no som rítmico do Bolero de Ravel, utilizando a sua arma de guerra, que trouxera de Angola, uma Walter, que não foi devolvida ao exército e que ficou como recordação.

O sobrinho mais novo contou depois que na altura navegava na “net” no andar por cima da biblioteca. Por volta das 3 da tarde começou a ouvir o ”Bolero de Ravel”. No decorrer da execução musical não ouviu qualquer outro ruído. Só soube do caso quando foi alertado pelo irmão que foi ter com ele à sua sala, já o tio estaria morto e a polícia avisada.

O irmão mais velho contou também a sua versão do caso. Estava a carpinteirar na cave, preparando umas tábuas para produzir um pequeno móvel, usando a sua lixadora eléctrica nas madeiras. Apercebeu-se perfeitamente do início da música que o capitão começou a tocar no gira-discos. Era o “Bolero de Ravel” que o seu tio tanto gostava e que punha muitas vezes no ar. Lá para o final da música, que ainda demora um bom quarto de hora, ouviu um tiro e um ruído como de um corpo a cair no chão. Largou tudo e correu subindo à biblioteca, à sala do tio. Pela enorme ferida que observou na nuca e por o corpo se encontrar imóvel, percebeu que a morte fora instantânea. Saiu, fechou a porta à chave, meteu esta no bolso e correu ao telefone da casa, o único, que se encontrava junto à porta da rua. Depois foi avisar o irmão e a velha criada.

A criada, coitada, estava na cozinha a tratar das panelas. Ouviu a música e só depois o sobrinho do capitão lhe contou o sucedido. A cozinha ficava no rés-do-chão ao fundo da casa.
O jardineiro que esteve toda a tarde a tratar dos canteiros, deu uma boa contribuição ao caso. Contou que também ele era um melómano. Chegou a estudar música na sua terra natal. Viu o capitão chegar à janela, fumando um cigarro e percebeu logo que ia haver concerto.

O capitão deixou a janela meio aberta e iniciou o Bolero de Maurice Ravel. Sabia que a execução demorava um pouco mais de 16 minutos e sabia porque fora ele que oferecera o disco ao patrão quando este fizera anos. Havia gravações que demoravam um pouco menos, mas esta era tocada pela Orquestra Filarmónica Europeia tendo como maestro H. Greenburg.

Na parte final, já com todos os instrumentos em pleno, no intervalo do bater dos pratos, ouviu um barulho que lhe pareceu um tiro. O seu ouvido garantia que aquela nota de ruído não tinha sido escrita pelo compositor… Por isso é que largou as flores e foi bater à porta da frente, saber do caso, e, afinal com toda a razão, porque teria havido o eventual suicídio do capitão.

O cenário da morte era um tanto violento, mesmo para quem tinha como eu tanta prática. No primeiro andar, numa ampla divisão tipo biblioteca/sala de música, um sofá estava estrategicamente colocado frente às colunas e ao conjunto sintonizador – amplificador – toca discos.
Uma única janela, meio fechada. Um grosso tapete persa ocupava toda a sala. Umas estantes com livros rodeavam a zona da aparelhagem musical. A parede por detrás do sofá tinha alguns pequenos quadros de motivos africanos.

O corpo do capitão jazia de bruços na espessa alcatifa. Um buraco enorme e muito feio na nuca, por onde a bala saiu, juntamente com muito sangue. A arma – uma Walter – de guerra, ficara por debaixo do corpo. A bala que saiu foi alojar-se na parede por detrás do sofá a cerca de um metro e oitenta do rodapé. Os braços junto ao corpo. A morte teria sido instantânea. Uma cápsula foi encontrada debaixo do sofá. O “C.D.” de Ravel encontrava-se ao lado da respectiva caixa, sobre o “compact disc-player”. O aparelho estava ligado, bem como o amplificador.
Este caso, na época deu muita celeuma na polícia. O que me valeu foi que na altura as televisões ainda não andavam atrás dos casos de polícia, como de pão para a boca.
Por causa dele tive uma série de aborrecimentos com a chefia e acabei pedindo a reforma antes do tempo (ou seriam eles que ma deram?), mas isso já não interessará aos nossos amigos confrades...
Peço-vos a solução do caso e, já agora, digam-nos quem irá herdar a vivenda do capitão Magalhães sabendo que ele fez testamento e a sua família se resumia aos que entraram na história.

( publicado na secção “Policiário” do jornal “Público” de 7 de Dezembro de 2003 )

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Bancada Directa e os seus resquícios do Carnaval de 2009

Caros amigos leitores do Bancada Directa

1º Tema

Refiro-me ao Carnaval do Rio de Janeiro e ao desfile das escolas de samba no sambódromo da cidade carioca.

Segundo as ultimas noticias foi a escola de samba "O Salgueiro" que conquistou o titulo este ano. Pelos vistos foi a escola de samba "O Salgueiro" que fez o melhor desfile, mas convenhamos dizer que foi um triunfo inesperado.

Ainda ontem o Jornal "A Folha de São Paulo", ao qual tive acesso, dizia que as mais bem posicionadas para serem as vencedoras eram as escolas Beija-flor e a Vila Isabel. Ora confiram lá as previsões de "A Folha de São Paulo"

Carnaval de 2009- Rio de Janeiro. Brasil

Beija-flor e Vila Isabel disputam a hegemonia.

A Escola de Nilópolis, com enredo sobre a história do banho, saiu do Sambódromo do Rio de Janeiro na primeira noite do desfile com boas chances de conquistar o seu tricampeonato; a Vila Isabel fez um desfile luxuoso e leve, com baixa presença de estrangeiros.



Esta foto acompanhava a noticia e são a Thatiana Pangung da Bateria Mocidade e a Adriana Galisteu da Unidos da Tijuca




Mas se as fotos de cima eram de má qualidade, era só para abrir o apetite para estas duas seguintes. Realmente e preciso muito fôlego para estas "brasucas d'um raio".

2º Tema

A Doutora Cristina Aguiar, ao qual eu tenho a honra de a incluir no numero dos meus queridos amigos, solicitou-me apoio logistico para um texto de Carnaval de sua autoria. Porque tinha adquirido um PC novinho, o maroto estava a pregar-lhe umas partidinhas, próprias desta quadra. E vai daí tive conhecimento do seu texto e resolvi publica-lo neste blogue Bancada Directa sem sua autorização expressa, mas espero que não se zangue. Òh Cristina, desculpa lá esta atitude, mas o texto é tão bonito......


A MÁSCARA DE CARNAVAL MAIS INOVADORA QUE CONHECI


Carnaval. Festa da alegria, da folia , da transfiguração e também da transgressão…


Vale quase tudo! E, por isso mesmo, sinto sempre, por esta altura do ano, um certo deslumbramento e muita animação!


Nunca me esqueço de um certo episódio, bem carnavalesco, que já remonta há duas décadas e, que por ser tão insólito, me ficou na memória …


Ocorreu durante um passeio, organizado pela escola onde iniciei a minha carreira de professora ( por sinal, uma escola deste nosso concelho e que, segundo contam colegas que por lá passaram, está bem diferente da imagem que conheci ). Por ter sido a primeira escola onde fui colocada e comecei a leccionar, de alguma maneira os meus dois anos de vivências por lá tiveram algo de encantamento. O episódio que passo a contar não fugiu à regra…


Havíamos ido num passeio até Sintra. Era um passeio de escola, sem alunos. Só para professores e funcionários. Os participantes, cerca de umas quinze a vinte pessoas no total.


Subimos os caminhos da serra, onde fizemos um tranquilo e, ao mesmo tempo, revigorante piquenique ao ar livre, no chamado Parque da Liberdade, nome adequado e que vem muito a propósito ao que se segue.

Estava-se, então, no Carnaval. E alguns de nós, jovens professores recém-licenciados, iam mascarados. Guardo ainda uma foto onde ficaram registadas várias dessas máscaras de gente nova, fresca e jovial. Por exemplo, o colega de Educação Visual ia de homem do circo, com camisola às riscas horizontais e largas, vermelhas e brancas; fato igualmente às riscas, mas desta vez de riscas finas e cinzentas, em fundo branco, com o particular de as calças serem curtas; de gravata florida, com sapatorros e cartola pequena e amarrotada .

A colega de Ciências Naturais trajava à menina de infantário, de bibe aos quadradinhos, totós com lacinhos e sardas nas bochechas rosadas. Havia ainda uma colega fantasiada de florista ou de Maria Papoila ou de ceifeira; a colega de Educação Física estava disfarçada de cozinheiro maluco, com narigueta postiça, óculos escuros e o seu tão característico chapéu armado, alto e imaculadamente branco.

Enfim, um longo, criativo e diversificado desfile de máscaras. Até aqui nada de especial a assinalar. Mas, no meio de todas estas, houve uma máscara inesquecível e verdadeiramente bizarra, que surgiu com mais impacto e que chamou a atenção de todos. Foi a fantasia de uma auxiliar de acção educativa ( nessa altura ainda só chamada de contínua ), que era também a esposa do então chefe da secretaria da escola.


Estávamos todos, professores e funcionários, sentados num muro baixo, no tal parque da serra, de nome Parque da Liberdade, já bem almoçados e em amena cavaqueira, quando, de repente, para nosso pasmo, a tal senhora, mascarada de homem, decide abrir a braguilha e pôr a arejar um corpo estranho. Pusera-se, então, a dar festinhas a uma salsicha, daquelas pequenas e enlatadas, de uma marca qualquer ( não é relevante; porém, ela depois havia de esclarecer que nãopassava de uma mera salsichinha Isidoro. Eu fiquei em pleno êxtase e não fui a única. E ela, divertida da vida, a soltar umas risadinhas malandras e sempre a dar festinhas…

Admirei-lhe a audácia e o atrevimento. Revelara-se a única com uma máscara realmente criativa, engraçada e original. E barata. Certamente tudo roupa do marido. Menos o apêndice. Daquelas que ainda hoje não se vendem nos bazares chineses nem nas lojas de trezentos. E eu, na minha santa inocência e pueril candura dos meus vinte e três aninhos, a invejar-lhe a coragem e a acompanhar os ágeis movimentos de dedos a mexer na maneirinha salsicha e ex-enlatada, a espreitar na “ janela “ das calças. Ah, acrescente-se um pormenor que a distinta senhora fez questão de clarificar. Ao improvisar esta sua máscara, ela ficara na dúvida se havia de optar por uma salsicha fresca de talho, por uma de lata ou por um chouriço de carne. A opção fora tomada, depois de ouvida a abalizada opinião do marido, seu juiz e conselheiro, e era agora ostentada, com muito orgulho, a todos ou, pelo menos, para quem quisesse ver.


Na verdade, foi uma tarde única…memorável, com muito boa disposição, alegria, diversão, não faltando as anedotas, mais ou menos picantes, à mistura. Uma tarde muito bem passada, em são convívio e amena camaradagem.


Esta foi uma das cenas do meu Carnaval de 1986 ou 1987 ( o distanciamento no tempo impede-me de precisar o ano, mas esse pormenor também não interessa nada).


Como era Carnaval, ninguém levou a mal.


E, como agora é Carnaval de novo, espero que também ninguém leve a mal. Aliás, não faz sentido. Até porque não foi minha intenção ferir possíveis susceptibilidades.


Como uma professora da minha Faculdade disse uma vez, dissertando acerca dos limites morais da escrita: “ Não podemos esquecer o que a escritora e investigadora Carolina Michaelis de Vasconcelos defendia a esse respeito - “ Em Literatura, ao contrário da vida, não pode haver preconceitos nem proibições… “


E eu acrescento ainda: brincar ao Carnaval é uma boa maneira de nos sentirmos vivos e alegres.


Afinal, que melhor forma existe do que o sentido de humor para minorar as agruras da vida?

Cristina Aguiar.Carnaval de 2009

Bancada Directa informa os seus leitores sobre tudo o referente aos "chips" das matrículas.

Conheça como funciona, quanto custa, onde adquirir, quando entra em vigor e quais as multas.



O 'chip ' da polémica, afinal, não vai ser um ' chip ', mas sim um pequeno aparelho que se coloca no pára-brisas do carro. Surpreso? É natural. É que a polémica acerca do novo instrumento de pagamento de portagens, agora criado pelo Governo, tem deixado muita informação prática por explicar.

Para dar uma primeira ajuda, e ficar a saber tudo sobre o ' chip ' - que não o é - o Diário Económico enviou várias questões práticas ao Ministério das Obras Públicas. Aqui ficam todas as respostas.

1. QUEM VAI TER DE USAR O ' CHIP '?
Todos os proprietários de veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas têm que instalar o Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM) nos respectivos carros.

2. QUANTO VAI CUSTAR?
O DEM vai ser gratuito nos primeiros seis meses (o prazo conta a partir da entrada em vigor da Portaria, daqui a dois meses, mais ou menos). Depois, o preço irá de dez a 15 euros.

3. QUANDO ENTRA EM FUNCIONAMENTO?
Entra em funcionamento após a publicação da Portaria Regulamentar. Na prática, é dado um ano para a adaptação de todos os carros, sendo que só nos primeiros seis meses o dispositivo será gratuito.

4. QUEM O INSTALARÁ NOS CARROS?
Os proprietários ou respectivos titulares, no caso dos carros em circulação (à semelhança do que acontece com a Via Verde). No caso de carros novos, a responsabilidade é dos representantes oficiais das marcas (quer isto dizer que um carro novo já traz o DEM).

5. QUE PENALIZAÇÕES ESTÃO PREVISTAS NA LEI?
A não existência do DEM na viatura, a partir do momento em que se torne obrigatório (um ano após a entrada em vigor da Portaria Regulamentar), equivale para efeitos do Código da Estrada à ausência da chapa de matrícula - com multas de 600 a 3000 euros.

6. COMO FUNCIONA? É COMO A VIA VERDE?
O DEM é um identificador electrónico que adopta um formato e uma tecnologia em tudo semelhantes ao conhecido identificador Via Verde. Os princípios de funcionamento são em tudo semelhantes aos princípios de cobrança electrónica através da Via Verde, mas adoptando um conjunto de regras suplementares que garantem o anonimato do utente, se este assim o entender.

7. SERVE NAS PORTAGENS NORMAIS?
Sim. Com este dispositivo poderão pagar-se todas as portagens, recorrendo à via reservada à cobrança electrónica.

8. QUEM FISCALIZARÁ A UTILIZAÇÃO?
As autoridades policiais fiscalizarão, nos termos do Código da Estrada, a instalação do aparelho nos carros. Nas inspecções periódicas, os Centros de Inspecção Técnica de Veículos controlarão o funcionamento técnico do aparelho.

9. QUEM VAI FAZER O ' CHIP '?
Os DEM serão produzidos pelas entidades que já fazem os dispositivos da Via Verde e similares. Não está excluída a possibilidade de produção nacional do DEM.

10. E QUEM, E ONDE, SE COMERCIALIZA?
Será distribuído pelas entidades de cobrança de portagem (tipo Via Verde) e pelos CTT no caso dos carros em circulação. No caso de automóveis novos serão os representantes oficiais das marcas a adquiri-los.

11. OS QUE JÁ TÊM VIA VERDE TAMBÉM SÃO OBRIGADOS A INSTALAR UM ' CHIP '?
Se o titular do contrato Via Verde não se opuser, o seu identificador será convertido automaticamente em dispositivo electrónico de matrícula.

12. AS AUTO-ESTRADAS DEIXAM DE TER PORTAGEIROS?
As auto-estradas continuarão a ter portageiros como até aqui.

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

O Outlet Freeport de Alcochete em 3 dimensões

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Vamos falar do Outlet Freeport de Alcochete. Quase em tom ameno como num filme em sistema de filmografia de 3 dimensões. Mas para ver sem os óculos especiais.

A 1ª dimensão refere-se à localização do Freeport, especialmente o parque de estacionamento sul, o tal que deu origem a toda esta polémica, pois estava dentro da tal ZPE. Se foi licita ou ilicita a deliberação que permitiu tal, e até o próprio "timing" da autorização um dia se saberá. Acusar sem provas isso é que não!!!!.

Aqui é a ZPE actual, mesmo encostada ao Freeport do lado sul


O Freeeport visto de sul, este lado encostado à ZPE

A 2ª dimensão refere-se à Exposição "Onde acaba o monstro e começa o mito". Sem querer fazer alusões a quaisquer figuras mediáticas, que foram tão perniciosas para o povo português durante a longa noite fascista, mesmo assim dá para pensar. Até porque corre entre nós a possibilidade de recordar alguém, que devia estar muito sossegadinho no lugar onde está, mas que andam sempre a querer faze-lo lembrar.E em temas muito complexos e irreais.

Cartazes em número excessivo indicam que há esta exposição

A 3ª dimensão vai ter um titulo muito sugestivo: O Outlet Freeport virou Turismo Social.

Já me tinham feito notar que os comerciantes de Alcochete lamentavam-se , que com o aparecimento do Freeport, este empreendimento os tinha vindo prejudicar. Não pelo afastamento das suas clientelas habituais, que naturalmente preferindo as grandes superficies, ainda se mantêm fieis ao comercio tradicional. Mas certo extracto social de clientes, com especial predominancia para a classe media alta e da juventude, tambem não se servia do comércio de Alcochete. Mas em todo o caso o comercio de Alcochete antes do aparecimento do Freeport sobrevivia com relativa facilidade.

Mas surgiu nos ultimos tempos um dado novo. O Turismo Social no Freeport. Muitas excursionistas demandavam Alcochete e nesta localidade compraziam-se em visitar o centro histórico e os seus pontos de interesse. Locais e edificios de interesse eram o centro das atenções , tais como:

a) Igreja Matriz, uma construção marcadamente em estilo gótico, com três naves, sendo que a torre sineira e a porta lateral sul são de estilo manuelino.
b) Igreja da Misericórdia, interior de uma só nave, profusamente decorada.
c) Capela de Nossa Senhora da Vida, interior também de uma só nave, albergando no seu interior a imagem de Nossa Senhora da Vida, de grande devoção entre as classes piscatórias.
d) Ermida de Nossa Senhora dos Matos, próximo do Samouco.
e) Capela de Santo António da Ussa, estranha capelinha na Herdade da Barroca d’Alva, que imita um zigurate.
f) Ruínas do Convento de São Francisco, nesta freguesia.
h) A Ponte Cais, é o ex-líbris da vila de Alcochete.
g) O Edifício dos Paços do Concelho, edifício a imitar o estilo neoclássico, de linhas sóbrias, no Largo de São João.
i) Edifício do Lar Barão de Samora Correia, no Rossio ou Largo com o mesmo nome.
j) Palacete do Marquês de Soydos, no Largo com o mesmo nome.

Agora nem vê-los. Mas quem se deslocar ao Freeport lá observa a fila de autocarros estacionados e os excursionistas, na maioria pessoas já de idade um pouco avançada, a admirar as lojas do Freeport.

Como diz a Rita Blanco no spot do "Conta-me como foi": Modernices!

Ora vejam lá imagens:










Já agora um pequeno apendice final: Este pedido de colaboração para mim fazia-me muito jeito. Mas era se fosse
há cerca de 7 anos atrás. Não era nada mau!

terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Antonio Raposo diz de sua justiça! A moral vigente e os bons costumes.

É esta a foto classificada como "pornográfica"

Antonio Raposo é colaborador habitual do Bancada Directa

A moral vigente e os bons costumes

Julgávamos nós que 35 anos após o 25 de Abril e depois de termos alinhado com a Europa no que se refere a uma determinada moral vigente, já não haveria lugar para situações caricatas como a que sucedeu na mui nobre e leal cidade de Braga.

Para quem não leu ou não saiba eu conto a história que veio publicada na imprensa.

Um local de venda de livros expôs um livro de pintura que tinha na capa nem mais nem menos que um célebre quadro de Gustave Coubert – actualmente exposto no

Museu D´Orsay em Paris. O quadro representa o corpo nu de uma mulher, tendo bem visível e como tema central a respectiva vagina. Representa a origem do Mundo.

Um cidadão daquela cidade, decidido guardador da moral e dos bons costumes não gostou do que viu. Achou provavelmente que era pornografia.

Este nosso moralista cidadão resolveu, como mandavam as regras de actuação do tempo da outra senhora, ir a correr à polícia apresentar queixa.

Até aqui, estamos no território da liberdade de opinião que cada um pode ter e defender.

Daí até à actuação da polícia – solícita – é que vai o diabo.

Não é que a polícia bracarense resolveu – à boa maneira dos anos 60, ir a correr solícita à livraria, caçar os livros. Sem ter, como deveria ser um mandado de um juiz.

Moral da história: Como é que este país (aqui, propositadamente com letra pequena) pode sair da estrutura mental que nos legou o “botas” em testamento e mais o rebanho dos seus seguidores, que ainda hoje pulula e manda em lugares de responsabilidade.

Dêem por favor uma varridela nesta polícia… e aproveitem nas teias de aranha que muitos dos nossos moralistas cidadãos tem nas respectivas cabecinhas.

Para isso é preciso dar aos cidadãos mais do que simples telenovelas e concursos idiotas nas nossas televisões. Se não levarmos a educação aos cidadãos, o resultado é este!

Um Portugal dos pequeninos.

Simplex: será assim tão mau? O autor deste post conta a sua experiencia!

Simplex: será assim tão mau? O autor deste post conta a sua experiencia

Da última vez que tinha renovado a minha carta de condução tinha sido um problema. Para não perder tempo nas intermináveis e confusas filas de utentes da DGV, tinha tratado do problema numa agência de documentação em Mem Martins. Para além do atestado médico que entreguei impecavelmente preenchido pelo clínico responsável pelo meu estado físico e psíquico, paguei uma importância que considerei exageradíssima e confesso que até já nem me lembro tal foi o exagero e tentei esquecer. Mas o pior estava para vir.
A guia de substituição da minha carta de condução tinha um prazo de validade de quatro (4) meses. Simplesmente passaram-se os quatro (4) meses e da carta nem novas e nem mandadas. Tive de me deslocar à agência outra vez, entreguei a dita guia, para saberem o que se passava, fiquei sem conduzir, por falta de documento que me habilitasse para o efeito e passados 15 dias lá recebo a carta de condução na minha residência. Mas segundo me contaram havia pessoas que esperavam mais de 6 meses pela carta de condução.

Estamos em 2008. Princípios de Dezembro. Almocei no Restaurante Cafetaria do Museu do Teatro no Lumiar em Lisboa. Como já tinha em meu poder o referido “Boletim de Inspecção Médica para Condutor de Veículos”, resolvi dar um saltinho à Loja do Cidadão em Odivelas para tratar da renovação da minha carta. Demorei cerca de 15 minutos para me despachar totalmente do que fui lá fazer, mas mais importante do que este escasso tempo de atendimento foi a extraordinária simpatia do pessoal da DGV que me deixou estupefacto pela positiva.


Só quero concluir pela seguinte afirmação: paguei uma ninharia pela substituição da carta (talvez 12.5 euros) e na primeira semana de Janeiro recebi a minha carta em casa. Precisamente 32 dias depois de a ter requerido.

MAIS PALAVRAS PARA QUÊ?
Onaírda

Neste Carnaval todos malham no "Simplex". E os jornalistas aproveitam!

Simplex não temos, está esgotado!

A vida é simples. Dizem por aí. Excepto quando temos de tratar de um documento oficial e recorrer a essa espessa teia de burocracia e incompetência, desleixo e má-criação que se chama Administração Pública.

No que toca à produção de documentos oficiais, cartões, certidões, certificados, e vulgares documento conhecidos por papelada, a Administração do Estado faz o que pode e o que não pode, esmera-se, para nos fazer a vida negra.



O cidadão José Sócrates criou o Simplex, com a ajuda de uns cérebros que, dizem, acham que a vida é simples. O Simplex destina-se a integrar num único cartão o cartão de identidade, o cartão de contribuinte e o cartão de utente.

O Simplex destina-se, adivinharam, a simplificar as nossas vidas. Lá vimos na televisão, em horário prime (e nunca subprime), o cidadão José Sócrates entrar numa Loja do Cidadão e receber, novinho em folha e a cheirar a lavado, o seu Cartão do Cidadão. Acompanhado de uma legião de câmaras, microfones, assessores, ministros, secretários, elementos do povo e socialistas amigos.

E eu pensei, será que é assim tão simples para o cidadão português que não é primeiro-ministro? A minha experiência de Lojas do Cidadão é má. Duas horas à espera de renovar um passaporte que teve de ser renovado no Governo Civil "porque era mais rápido".

As Lojas do Cidadão são uma boa ideia, mas são uma boa ideia escassa, e essa escassez determina que estejam a abarrotar de gente e obriguem qualquer trabalhador a perder umas horas. Lá me dirigi com um menor que necessita de renovar o BI a uma Loja do Cidadão. Sábado, cerca das duas da tarde. A Loja estava mais ou menos cheia, isto vai correr bem, pensei. Desci ao piso inferior e perguntei onde se tratava do Cartão do Cidadão.

Aí, aquela noção de atendimento público que dispensa a cortesia e se lambe como um gato quando vê um pássaro, determinou uma pequena gargalhada seca da funcionária. Hoje, oh minha senhora, isto vai fechar, hoje não pode ser. Viesse de manhã.

Mas, balbuciei, as Lojas fecham de tarde? "Pensei eu de que", para os trabalhadores portugueses não faltarem aos postos de trabalho, as Lojas estavam abertas ao sábado, altura ideal para tratar da burocracia sem parar a produção nacional. Ou meter faltas justificadas. Ela sorriu, oh não, de manhã dá tempo mais que suficiente para tratar de tudo, era o que faltava que não tivéssemos fim-de-semana. Ah, eu não sabia que isto era uma coisa pessoal entre mim e ela, o fim-de-semana dela contra o meu, digamos. Muito bem. E, inquiri polidamente, que fazer para renovar o BI? Ah, disse ela com um esgar, isso é muito complicado. Escusa de vir ao sábado que não vai ser atendida. E de semana?

De semana tem de vir logo às oito da manhã, para arranjar senha às oito e meia. E mesmo assim não garantimos que consiga ser atendida no próprio dia. Como? Às oito e meia não consigo ser atendida no mesmo dia? Não garantimos nada, há muita gente a precisar do Cartão do Cidadão. Então, como é que sei se sou ou não? Tem de esperar, como toda a gente. E logo se vê se arranja senha. O mais certo é não arranjar.

Então, continuei a balbuciar, que fazer? Vir para cá todos os dias às oito e meia esperar sentada numa das cadeiras que vexas quase não providenciam? Olhe, disse toda "compincha", isto do Cartão do Cidadão está uma loucura. Tanta gente... (suspiro cansado). O melhor é dirigir-se a um dos postos alternativos que tem neste papelinho (entrega papelinho) e pode ser que tenha mais sorte. Anote-se a palavra "sorte" neste contexto profissional.

Deu-me um papelinho com quatro moradas, duas fechavam às 16 horas (hora a que os trabalhadores portugueses podem tratar das suas coisas sem faltar) e duas, no outro lado da cidade (Olaias e Campo Pequeno) fechavam às 19h30. Olhe que a que fecha mais tarde tem sempre muita gente, parece, disse.

Simplex de cabeça como sou, fui à Internet, onde diziam que podia marcar uma hora de atendimento por mail. Enviei o mail, de modo a que o adolescente com caduco cartão não tivesse de faltar às aulas. Só aceitavam marcações dali a dois meses e meio. Tentar mais tarde. Tudo muito difícil. Resolvi telefonar para um dos números disponíveis de atendimento. Nunca, dias a fio, uma voz atendeu um daqueles números.

Regressei à Loja do Cidadão às oito e meia, sem o interessado, pensando poder retirar uma senha. Uma multidão. Para hoje já não temos nada, tente amanhã. E o menor tem de vir, o Cartão é dele. Donde, o interessado teria de faltar todos os dias às primeiras aulas até conseguir uma senha. Ou faltar para ir aos postos. E esperar. É esta desordem relapsa e contumaz o Simplex Cartão do Cidadão do senhor primeiro-ministro.

Advogados : Tema a sorrir nesta terça-feira.


Caros amigos leitores do Bancada Directa


Nesta terça feira vale a pena sorrir com pequenas histórias passadas com advogados. Para a pessoa que me as enviou esqueça a "justiça do dia a dia" e divirta-se nesta terça feira..
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Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor verificou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor verificou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia
começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como é que o senhor pode ter a certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso de Direito em algum lugar!!!

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Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afecta a sua memória?Testemunha: Sim.Advogado : E de que modo ela afecta a sua memória?Testemunha: Eu esqueço-me das coisas.Advogado : Esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido

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Advogado : Que idade tem o seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos
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Advogado : Qual foi a primeira coisa que o seu marido disse quando acordou naquela manhã?
Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Berta?'
Advogado : E por que é que se aborreceu?
Testemunha: O meu nome é Célia
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Advogado : Diga-me, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, apessoa só saberá que morreu na manhã seguinte
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Advogado : O seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade é que ele tem
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Advogado : Sobre esta foto sua...o senhor estava presente quando ela foi tirada
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Advogado : Então, a data de concepção do seu bebé foi 8 de Agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que é que estava a fazer nesse dia
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Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum.
Advogado : E quantas eram meninas
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Advogado : Sr. Marcos, por que acabou o seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou
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Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher
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Advogado : Doutor, quantas autópsias já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas
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Advogado : Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua resposta deve ser oral, está bem? Que escola frequenta?
Testemunha: Oral
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Advogado : Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, questionando-se por que razão eu estava a fazer-lhe aquela autópsia
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Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?

O desporto na minha terra: Futsal. A União 1º de Dezembro é sempre noticia.

Futebol Feminino: Campeonato Nacional da 1ª Divisão

A equipa da União 1º de Dezembro de São Pedro de Penaferrim (Sintra) ganha ao Boavista em dia de entrega das faixas de campeãs da época de 2007/2008


No campo Conde Sucena, em São Pedro de Sintra e perante uma centena de espetadores, (muito triste este facto) a União 1.º de Dezembro recebeu o troféu e as faixas de campeão nacional de 2007/2008.

A cerimónia antecedeu a partida entre as sintrenses e o Boavista, jogo a contar para a 17.ª jornada da prova e que a turma orientada por Helena Bento venceu por 2-1, somando igual número de vitórias e aumentando para 28 (!) pontos a vantagem sobre as axadrezadas que mantiveram o 2.º lugar, uma vez que as almadendes do Beira Mar foram derrotadas no Minho frente à Associação Desportiva da Várzea por 4-1.
A três jornadas do final, o interesse reside agora em saber quem será o vice-campeão (Boavista, ou Beira Mar) e se o clube de São Pedro de Sintra consegue manter a invencibilidade e a carreira cem por cento vitoriosa.

O campeonato volta a sofrer uma paragem devido aos compromissos da selecção nacional, voltando no dia 15 de Março com a União 1.º de Dezembro a deslocar-se ao terreno do Beira Mar de Almada.

Pela nossa parte, Bancada Directa como blogue atento ao desporto que por cá se pratica, só nos resta dar os parabens, não só à equipa campeã como a todas as outras que participaram no campeonato.

segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Samora Correia: mais imagens dos festejos do Carnaval 2009

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Aqui vos mostro mais algumas imagens daquilo que foi o Corso de ontem











O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. Falemos dos pulmões e pneumonias

O saber não ocupa lugar:
Temas de Medicina.
Falemos de pulmões

Alvéolos pulmonares invadidos.

Quando bactérias, vírus ou outros agentes infecciosos conseguem chegar aos nossos pulmões, instalam-se nos alvéolos pulmonares e são responsáveis pela “pneumonia”. Uma doença que se trata, mas que pode ser grave, pelo que o melhor é prevenir. Vacinando e não só!

No início confunde-se com uma gripe ou com uma constipação. São os sintomas que permitem essa confusão: tosse, espirros, febre arrepios de frio. Além de que, com frequência, se segue a uma destas infecções virais típicas do Inverno.

Contudo, a pneumonia é mais grave, correspondendo a uma inflamação dos pulmões que, em organismos mais debilitados, poder ser fatal.

São, aliás, as pessoas mais frágeis que correm maior risco; as crianças, os idosos, os doentes com o sistema imunitário (VHI/Sida), submetidos a um transplante ou a tratamentos de quimioterapia, por exemplo e os portadores de patologias como a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crónica entre outras.

Os vírus constituem uma das causas mais comuns de pneumonia mas há outras: bactérias, fungos, químicos. Cerca de metade das pneumonias são virais, o que explica a semelhança de sintomas com a constipação e a gripe. Tosse (seca), dor de cabeça, dores musculares, fadiga e febre são manifestações iniciais e comuns, mas à medida que a infecção progride é provável que surja dificuldades respiratórias e que haja produção de muco (transparente ou esbranquiçado).

Quanto à pneumonia bacteriana poder acontecer isoladamente, em simultâneo com uma infecção viral ou na sequência de uma doença respiratória como a gripe.

Os sintomas declaram-se subitamente, incluindo tremores e arrepios de frio, febre elevada, suores, dificuldade respiratória, dor no peito e tosse com muco espesso, entre o amarelo e o verde. São muitas as bactérias passíveis de causar pneumonia, entre elas se destacando o estreptococo e o pneumococo.

Também alguns tipos de fungos podem estar na origem da doença, embora mais raramente. Nas pessoas afectadas, os sintomas tanto podem passar quase despercebidos como persistir por vários meses. Responsáveis por uma pneumonia muito específica são os micros plasmas, organismos minúsculos que desencadeiam sintomas muito semelhantes aos da pneumonia viral ou da bacteriana, mas atenuados. É a chamada pneumonia atípica, pois a pessoa pode não ficar suficientemente doente para procurar tratamento ou pode nem sequer se aperceber da doença.
Este é o tipo de pneumonia que se espalha facilmente entre crianças em idade escolar e jovens e adultos quando em espaços sobrelotados. Além das fontes de infecção, há outras formas de classificar a pneumonia, distinguindo-se entre a adquirida na comunidade e a hospitalar, ainda nosocomial.

Estar internado num hospital aumenta o risco de contrair a doença, sobretudo numa unidade de cuidados intensivos, em que o doente esteja ligado a um ventilador (um aparelho que ajuda a respirar); é que o tubo por onde se respira pode albergar bactérias.

Filtros ineficazes

A pneumonia é uma inflamação dos pulmões, mais precisamente dos alvéolos pulmonares, os pequenos sacos de ar existentes nas extremidades dos brônquios. Em circunstâncias normais, os pulmões estão a salvo de infecções pois o organismo filtra o ar que respiramos.

É essa, por exemplo, a função dos cílios nasais, os pequenos pêlos existentes no interior das narinas e que travam a entrada de germes. É essa, também, a função da tosse, através da qual expelimos essas substancias potencialmente agressivas, impedindo-as de chegarem aos pulmões. Mas nem sempre estes filtros naturais são eficazes. Ou pela agressividade dos agentes infecciosos ou pelo enfraquecimento das defesas do organismo, a infecção pode acontecer. Vírus ou bactérias progridem até aos alvéolos, onde sofrem a acção dos glóbulos brancos (os leucócitos) que integram o sistema imunitário e, em consequência, atacam os invasores.


Mas a presença, em simultâneo de todos esses elementos nos pequenos sacos de ar acaba por causar inflamação: enchem-se então de fluido, tornando a respiração difícil e desencadeando os demais sintomas da pneumonia. Perante a suspeita de pneumonia – nomeadamente quando os sintomas da constipação ou gripe permanecem mais tempo do que é habitual ou se agravam – há que recorrer ao médico. É que a pneumonia trata-se, mas também pode complicar-se e ser até fatal.
Entre as complicações incluem-se a bactericemia – situação em que a infecção alastra para a corrente sanguínea, a partir daí podendo atingir rapidamente outros órgãos; os abcessos pulmonares – cavidade cheia de pus nos pulmões no local da pneumonia; derrame pleural – acumulação de líquido entre o revestimento dos pulmões (pleura) e a parede torácica.

Dado o risco, há sinais que não devem ser ignorados: é o caso da tosse persistente e com produção de muco, dor no peito (ao tossir e mesmo ao respirar), febre elevada e inexplicada, com tremores e arrepios de frio e ainda falta de ar. Sobretudo nos grupos de risco: crianças, idosos, pessoas com o sistema imunitário deprimido ou com outras patologias respiratórias, cardíacas ou renais.

O risco da resistência aos antibióticos

Se o diagnóstico se confirmar, o tratamento depende da causa da pneumonia e da sua gravidade, sendo o objectivo Geral curar a infecção e prevenir complicações. A maior parte das pessoas é tratada em casa, mas quando há severo compromisso da capacidade respiratória e risco de complicações pode ser necessário internamento hospitalar para receber oxigénio ou antibióticos por via intravenosa (através de uma veia)

Os antibióticos são, aliás, um dos principais recursos terapêuticos, destinando-se à pneumonia causada por bactérias. Eficazes, resultam numa melhoria dos sintomas ao fim de poucos dias, o que pode iludir o doente e levá-lo a interromper o tratamento. Contudo, esta é uma tentação a evitar pois há a probabilidade de a infecção recuperar intensidade, o que implica recomeçar o tratamento. Os antibióticos devem ser tomados até ao fim, de acordo com a prescrição médica.

Se assim não acontecer, há ainda o risco de as bactérias desenvolverem resistência ao medicamento: isto significa que, de certo modo, as bactérias se habituam aquele antibiótico, que deixa de ser eficaz para as eliminar, tornando necessária uma alternativa mais potente.

A resistência aos antibióticos é, aliás, um problema sério que se coloca à saúde pública e à investigação científica: por razões como o mau uso destes medicamentos há cada vez mais estirpes de bactérias resistentes. Usar antibióticos para tratar infecções virais é um erro comum, pois estes medicamentos não são eficazes no combate ao vírus.

Quando a pneumonia é de origem viral, o tratamento pode envolver fármacos específicos, mas na maioria das vezes envolve os mesmos cuidados que se adoptam numa constipação ou gripe – repouso e líquidos.

Já para a chamada pneumonia atípica – causada por micro plasmas – os antibióticos são uma opção, ainda que em muitos caos a recuperação não seja imediata e que sintomas como a fadiga possam manter-se depois de a infecção ter sido resolvida. Quanto à pneumonia causada por fungos, trata-se com a ajuda de medicamentos anti-fungicos.

Conselhos para quem tem pneumonia.

Para uma recuperação mais fácil e rápida, deve:
Descansar e repousar bastante
Aumentar a ingestão de líquidos;
Respeitar a prescrição médica e levar o tratamento até ao fim, sobretudo se envolver antibióticos; mesmo que se sinta melhor, não deve deixar de os tomar.

Mas que é isto?

video

Francamente este é o titulo deste video que me enviaram. Roça o inexplicavel. Ora vejam lá!

Bancada Directa está atento: Erratas, êrros, pedidos de desculpas, etc.

Bancada Directa está atento: Erros, erratas, pedidos de desculpas etc.
Tema 1
O epitáfio poderia ser o melhor dos géneros literários. Breve, nunca o leitor se aborreceria.

Sem exigir genialidade ao autor para lhe sobreviver, deveria cativar cultores. Infelizmente, basta visitar qualquer cemitério para constatar que o “Enfim, magro”, futuro epitáfio de Jô Soares, é excepção.

Lemos antes declarações de amor filial, conjugal e parental, aborrecidas e, por força das circunstancias, desprovidas do eventual contraditório. Se era para desaproveitar este potencial literário, mais valia tê-lo transformado em “errata” póstuma. Em vez de “Ao meu amor. Ass: Ana” teríamos um “Ana, perdoa-me, sempre amei a tua prima”.


Seria o timing correcto, sobretudo porque nas últimas palavras é grande a ansiedade da influência, bastando lembrar que Maria Antonieta, diante do carrasco que a degolou e quando este estava prestes a descobrir-lhe o seu pescoço, pode ter dito :” não me descomponha”. Esta perpétua vaidade faz da “errata” da vida assunto “post morten”. Daqui decorre que as pequenas “erratas” em vida são benesses, sinais precoces do alèm.

Tema 2








A 12 de Janeiro perguntava: “Que é o ataque (de Israel) a uma escola da ONU devidamente sinalizada onde civis procuravam abrigo”? (….) Bem, foi propaganda, pois a ONU já admitiu que a notícia era infundada – e não custa admitir o erro alheio
Algo custoso é repescar o meu ignorante “wikipedismo” de 2 de Fevereiro quando afirmámos que a Lei “obriga a que o neófito tenha pelo menos um apelido da linhagem paterna”. E mais deve ter custado a José Alberto Carvalho, director de Informação da RTP, reconhecer o erro, de num spot ter associado palavras do ministro Augusto Santos Silva, proferidas numa reunião partidária, a imagens deste no Parlamento, porque sobre a integridade de quem admite o erro prevalece a força de quem exigiu pedido de desculpas.

Mas façamos um “fast forward” e “pause” só já no cúmulo da “errata”: a do líder politico. Com a excepção dos USA, onde a mescla de escrutínio democrático e cultura protestante fez do palanque o confessionário para infidelidades, um político só produz uma “errata” se apareceu com os copos ou se a escreveu embriagado.

Tema 3

O caso de José Sócrates pode vir a ser exemplar. Não sendo empático, aposta na “firmeza”, o que o impediu de um pedido de desculpas por não honrar a promessa do referendo europeu, entre outros muitos exemplos. E no único “mea culpa” que se lhe conhece, lembrou-se de prometer que iria deixar de fumar – uma “gaffe” digna de Américo Thomaz e que ilustra a sua dificuldade com o gesto.

Neste estilo se fundou o sucesso de José Sócrates e nele se pode afundar. Sujeito à contínua pressão do caso “Freeport”, e agora também de um caso de eventual conduta espertalhona na compra de um apartamento, Sócrates responde sempre como se fosse vítima de uma difamação.

Em parte tem razão, mas é pelo estilo de “animal feroz” que perdeu o recurso à “errata”.

Com a presente escalada, se o vierem a acusar de ter feito chichi nos chuveiros de um balneário, é provável que se sinta tentado a desmentir. Assim se cumpriria o objectivo de uma campanha negra: forçar o alvo ao branqueamento de uma realidade que talvez apenas seja cinzenta.

Vasco M Barreto (IGC

domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Bancada Directa acompanha o Carnaval de Samora Correia

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Ainda continuamos por cá e vamos pernoitar à Albergaria do Porto Alto. Amanhã continuaremos por esta terra onde temos tantos amigos. Entretanto já vos posso enviar algumas imagens daquilo que foram os festejos esta tarde em Samora Correia.













O meu humor no Domingo de Carnaval. Logo pela manhãzinha.


O Ti Zé foi fazer um Xécápi...

O Ti Zé, aproveitando a viagem a Mértola, foi ao médico fazer
um 'xécápi'.

Pergunta o médico. - Sr. José, o senhor está em muito boa forma para 40 anos.
- E eu disse ter 40 anos?
- Quantos anos o senhor tem?
- Fiz 57 em Maio que passou.
- Não diga! E quantos anos tinha seu pai quando morreu?
- E eu disse que meu pai morreu?
- Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai?
- O velho tem 81.
- 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu?
- E eu disse que ele morreu?
- Sinto muito. E quantos anos ele tem?
- 103, e ainda anda de bicicleta.
- Fico feliz em saber. E seu bisavô? Morreu de quê?
- E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar na
semana que vem.
- Agora já é demais! - Diz o médico revoltado. - Por que um homem de
124 anos iria querer casar?
- E eu disse que ele QUERIA se casar? Queria nada; ele engravidou a moça!..

sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Hoje é Sabado de Carnaval!

Então aproveito para dizer aos nossos amigos que se divirtam muito, porque eu voltarei segunda-feira se Deus quiser. Amanhã estarei todo o dia em Samora Correia. Festejar moderadamente o Carnaval e revisitar amigos principalmente.


Esta Lisboa que eu amo!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Continuo a fazer votos para que os nossos amigos leitores continuem a passar um óptimo Fim-de-semana. E bom Carnaval!


Vou referir-me ao Bairro da Penha de França em Lisboa. Nasci na Freguesia do Socorro, mas passei a minha infância dividido pela Rua Sebastião Saraiva Lima, pela Rua do Sol a Chelas e por ultimo na Avenida D. Afonso III. Frequentei a Escola 127 desde a “piras” até às “quartas” e na Igreja da Penha de França por lá me casei. Brinquei no Pátio do Padeiro e passei horas a ver as carroças atreladas de dois machos a treparem a Calçada do Poço dos Mouros por ali acima. Percorri vezes sem conta a íngreme Rua Marques da Silva, que liga a colina à Avenida Almirante Reis, Conheço muito bem estes pateos e vilas de que falaremos mais à frente.

Por isso não admira que sintamos por esta zona uma profunda nostalgia e saudade dos tempos da minha juventude. E tudo o que se diga ou se mostre sobre o que se passa por ali nos dias de hoje tem eco no meu coração. E não me canso de os descrever. O que está bem e o que está mal. Como é o caso da Vila Janira, mesmo ali na íngreme Marques da Silva.
Onaírda

A Igreja da Penha de França e o convento com o mesmo nome, concluídos em 1598 e 1635, respectivamente, são obra do arquitecto Teodósio de Frias. Ambos foram destruídos pelo terramoto de 1755 e posteriormente restaurados com a ajuda do Marquês de Marialva e outros devotos, como lembra a placa colocada à saída do templo.

Da freguesia situada na colina com 110 metros de altura, a mais alta das sete colinas de Lisboa, avista-se meia-cidade, num ângulo que se estende do Castelo de São Jorge ao Alto de São João. Outras vistas alcançaremos se baixarmos os olhos e a alma sobre a encosta onde se esconde, envergonhada, a Vila Janira ou Dejanira.

Ali, mesmo aos nossos pés, um abrigo de animais - alguns cães, umas dezenas de gatos, muitos pombos - e de um número indeterminado de pessoas. Vivem famílias na Vila Janira, não sabemos ao certo quantas. Nem provavelmente a Câmara Municipal ou a Junta de Freguesia da Penha de França sabem quantas almas ali habitam.

O cheiro nauseabundo resulta do fermentar do lixo sob as altas temperaturas de Verão. Calculo que no Inverno as coisas não melhorem, antes pelo contrário, com a chuva que arrasta as lamas. Telefonei para a Junta de Freguesia da Penha de França. Do outro lado, alguém me disse que estavam a estudar o problema dessas pessoas. Perguntei quantas famílias ali habitam naquelas condições. Não souberam responder.

As famílias que vivem na Vila Janira deveriam ser uma prioridade dos governantes, mas não são. Por isso, neste Portugal «europeu», no West Coast do Velho Continente, cheio de janelas de oportunidades e choques tecnológicos, ainda se vive no centro da capital como há centenas de anos. Com telenovelas e telemóveis, por certo. Mas, no fundo das coisas, pouco mudou desde que a Igreja e o Convento da Penha de França foram construídos.



















Agradeço aos meus amigos do Lisboa SOS as imagens e parte do texto.

Porque hoje é Sabado 21 de Fevereiro: Vamos recordar o que aconteceu neste dia, mas em1431


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Porque hoje é Sábado.

Recordemos o que aconteceu no passado neste dia 21 de Fevereiro

21 de Fevereiro de 1431. Começou o julgamento de Joana d’Arc
Joana d’Arc nasceu em “Domrémy-la-Poucelle” em 1412/01/06 e faleceu em “Rouen” em 1431/05/30. Tinha apenas 19 anos. Por isso se chamou “A Donzela de Orleans”

Joana d'Arc (em francês Jeanne d'Arc) (1431), por vezes chamada donzela de Orléans, é a santa padroeira da França e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.
Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.
Segundo a escritora Ireene Kuhn, Joana d'Arc foi esquecida pela história até o século XIX, conhecido como o século do nacionalismo, o que pode confirmar as teorias de Ernest Gellner. Irène Kuhn escreveu: Foi apenas no século XIX que a França redescobriu esta personagem trágica.


François Villon, nascido em 14321, no ano de sua morte, evoca sua lembrança na bela «Ballade des Dames du temps jadis» ou seja, «Balada das damas do tempo passado» -

Et Jeanne, la bonne Lorraine
Qu'Anglais brûlèrent à Rouen;
Où sont-ils, où, Vierge souvraine?
Mais où sont les neiges d'antan?

Antes aos fatos relacionados, Shakeeare tratou-a como uma bruxa; Voltaire escreveu um poema satírico, ou pseudo-ensaio histórico, que a ridicularizava, intitulado «La Pucelle d´Orléans» ou «A Donzela de Orléans pervervativus cuetara»

Depois da Revolução, o partido monárquico reavivou a lembrança da boa lorena, que jamais desistiu do retorno do rei.
Joana foi recuperada pelos profetas da «França eterna», em
primeiro lugar o grande historiador romântico Jules Michelet.

Com o romantismo, o alemão Schiller fez dela a heroína da sua peça de teatro "Die Jungfrau von Orléans", publicada em 1801.
Em 1870, quando a França foi derrotada pela Alemanha - que ocupou a Alsácia e a Lorena "Jeanne, a pequena pastora de Domrémy, um pouco ingênua, tornou-se a heroína do sentimento nacional". Republicanos e nacionalistas exaltarão aquela que deu sua vida pela pátria.

Durante a primeira fase da Terceira Republica, no entanto, o culto a Joana d'Arc esteve associado à direita monarquista, da qual era um dos símbolos, como o rei Henrique IV, sendo mal vista pelos republicanos.

A Igreja Católica francesa propôs ao Papa Pio X sua beatificação, realizada em 1909, num período dominado pela exaltação da nação e ao ódio ao estrangeiro, principalmente Inglaterra e Alemanha. O gesto do papa inspirou-se no desejo de fazer a Igreja de França entrar em mais perfeito acordo com os dirigentes anticlericais da III República, mas só com a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918, Joana deixa de ser uma heroína da Direita. Segundo Irène Kuhn,a partir daí "os postais patrióticos mostram Jeanne à cabeça dos exércitos e monumentos seus aparecem como cogumelos por toda a França.

O Parlamento francês estabelece uma festa nacional em sua honra no 2º domingo de Maio.


Estatua de Joana d'Arc em Caen (França)

Em 9 de Maio de 1920, cerca de 500 anos depois de sua morte, Joana d'Arc foi definitivamente reabilitada, sendo canonizada pelo papa Bento XV - era a Santa Joana d'Arc. A canonização traduzia o desejo da Santa Sé de estender pontes para a França republicana, laica e nacionalista. Em 1922 foi declarada padroeira de França. Joana d´Arc permanece como testemunha de milagres que pode realizar uma pessoa, ainda que animada apenas pela energia de suas convicções, mesmo adolescente, pastora e analfabeta, de modo que seu exemplo guarda um valor universal.

Fontes: Compendio Historia Universal.Antonio Mattoso. 2º Vol. + Wikipédia

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

O desporto na minha terra: Futsal. Nacional da II Divisão. Série B



Jogou-se esta noite (quarta feira 18 de Fevereiro) no pavilhão da Serra das Minas, a segunda parte do encontro entre o Rio de Mouro e o Sporting de Vila Verde referente à 14.ª jornada do nacional da II divisão- Série-B e que foi interrompido na altura (24 de Janeiro) devido a uma falha de energia eléctrica.
Com o resultado em 0-0, a equipa dos leões acabou por ganhar vantagem e chegar à vitória por 4-0, com Tuca e Vasco a bisarem na partida.
Com esta vitória, o Sporting de Vila Verde passou a somar 38 pontos, aumentando a vantagem sobre o Ismailitas e Onze Unidos que somam 33.
Na próxima ronda a realizar no sábado, dia 21, o clube da freguesia da Terrugem recebe os lisboetas do Onze Unidos, com o aliciante dos pontos e da presença em jogo dos dois melhores marcadores da prova: Tuca pela equipa da casa e Alex pelos visitantes

Antonio Raposo diz de sua justiça: A Igreja e a Liberdade de Expressão.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Temos novamente connosco o nosso cronista exclusivo Antonio Raposo, que com as suas crónicas actualíssimas pôe sempre o dedo nas feridas desta nossa Sociedade em que vivemos inseridos.

A IGREJA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Ouvi as palavras do cardeal Saraiva Martins …”Quando se juntam dois homossexuais, eles ou elas, quando há crianças, aquela união não pode providenciar a formação das crianças”.
Conclui que um casal, pelo facto de ser homossexual, não poderá dar uma boa educação a uma criança.

O mal vem de ser homossexual e assim esse estigma será uma espécie de ferrete que retira à pessoa a capacidade de formação.

A ser assim, alguns dos mais prestigiados intelectuais deste pobre mundo, segundo a iluminada prespectiva do nosso cardeal nunca poderiam ser educadores.

Eis a lista de uns quantos renegados célebres que reuni: Sócrates, o grego. Alexandre Magno, Da Vinci, Micheângelo, Shakespeare, Santos Dumont, Pasolini, Óscar Wilde, Safo, Marguerite Yourcenar, Imperador Adriano.

Tudo gente sem qualidades educativas, sim senhor!

Antonio Raposo, algures por esta Lisboa

Eh malta da pesada: Tenham um Bom Fim-de-semana!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Vamos lá a deixar de pensar na horrível questão de saber quem tem razão sobre os casamentos de pessoal do mesmo sexo, igualmente deixem de reflectir " e vamos lá a gozar um óptimo Fim-de-semana. A miuda, como habitualmente aqui está e é só aproveitar. Mas, por enquanto,na normalidade tradicional. Nada antes da Lei poder ser aprovada.

Casamentos gays : Fernanda Cancio diz de sua justiça: Ela pergunta apenas: De que lado está?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Dou a palavra a Fernanda Cancio, transcrevendo as suas opiniões publicadas hoje no DN. Então Fernanda Cancio diz de sua justiça sobre casamentos de pessoas do mesmo sexo.!

De que lado está?


Há na discussão sobre o casamento civil das pessoas do mesmo sexo um desencontro essencial e insanável entre os que são contra e os que são a favor.

Não vale a pena negá-lo, nem travestir de diálogo e amabilidade aquilo que é uma fissura brutal, sem conserto - aquela que divide os que vêem um casal de pessoas do mesmo sexo como igual a um casal de pessoas de sexo diferente e os que são incapazes disso.

Quando alguém diz, como ontem dizia na sua coluna neste jornal Maria José Nogueira Pinto, que "não se pode tratar da mesma forma o que é diferente", falando de "usurpação" a propósito do desejo dos homossexuais de aceder ao instituto do casamento e ao que ele simboliza - a assunção e dignificação social de uma relação -, está a falar a língua da exclusão.

É isso que dizem todas as propostas de "todos os direitos com um nome diferente": "vocês desculpem mas ficam à porta, ficam de fora, ficam do outro lado. Não são dignos de entrar".

Motivos para isto? Bom, é difícil compreendê-los. Sobretudo porque legislar no sentido de retirar do Código Civil a exclusão dos casais do mesmo sexo não só não belisca em nada o direito de casar dos de sexo diferente como acrescenta valor ao símbolo, demonstrando que ele, ao contrário do que os defensores da exclusão, no seu desespero e atabalhoamento argumentativo, tentam provar, mantém o seu poder de atracção.

Mas há um paradoxo maior na atitude dos que excluem: na verdade, são eles os usurpadores. Desde logo, os usurpadores da ideia de família: ouvir pessoas falar de família como uma fórmula de patente registada, um sinónimo de casamento com procriação, faz sorrir.

E mais ainda quando falam em "instituição milenar". Na verdade, a "instituição milenar" a que se referem, a única a que podem referir-se (já que o casamento civil em Portugal tem 142 anos), é o compromisso entre duas pessoas de partilhar a vida, compromisso que historicamente se afirmou de várias formas, a mais comum sendo a factualidade - aquilo a que chamamos união de facto e que durante muito tempo foi reconhecido pelas autoridades temporais e eclesiásticas como casamento clandestino.

Ora, como é óbvio, as relações duradouras, com coabitação, entre pessoas do mesmo sexo sempre existiram. O facto de o preconceito ter no passado impedido que se lhes chamasse casamento não pode justificar- pelo contrário - a manutenção da exclusão.

Quem diz "Ah, mas já gozam de tanta aceitação, para quê desafiar a mais tradicional das instituições?" (como faz Pedro Lomba também no DN de ontem) está no fundo a dizer "Dêem-se por muito felizes por já não vos lapidarmos, por já vos deixarmos andar à solta e nem sequer vos tratarmos com electro-choques, mas calma, não pensem que vos vemos como realmente iguais".

Aquilo que tenta assim passar por bom senso não é mais que paternalismo desdenhoso, uma espécie soft de nojo que afirma um direito de propriedade: não queiram o que é nosso. Sucede que os homossexuais só querem o que lhes foi historicamente usurpado: respeito. Assentar nos crimes do passado a defesa de crimes presentes é, como no caso dos judeus, dizer que se foram sempre perseguidos deve haver uma razão. É tempo de parar com isto, não acham?

Podem os meus amigos leitores pôr questões a Fernanda Cancio pelo mail: fernanda.m.cancio@dn.pt

Os nossos agradecimentos à Fernanda Cancio

Mundo Policiário 9/09


Mundo Policiário 9/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Presentes

Temas deste Mundo Policiário de hoje:

1- Recordar é Viver: A detective Jeremias cede-nos dois documentos importantes, que nos fazem recordar o saudoso Sete de Espadas.

2- Voltamos a referir a realização do V Convivio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade

3- A vida de Aristides de Sousa Mendes, agora com a publicação da ultima série de banda desenhada.

1º Tema: Recordar é Viver:

Num dos recentes almoços mensais da Tertúlia Policiária da Liberdade, a nossa confrade Detective Jeremias entregou aos presentes duas fotocópias de duas páginas da Secção Mistério e Aventura do Jornal "O Camarada" cuja coordenação pertenceu ao saudoso Sete de Espadas. Damos hoje ao conhecimento dos nossos amigos leitores o fac-smile dessas fotocópias. São dois documentos importantes, que irão ser entregues em breve ao JARTUR para enriquecer o "Arquivo da Problemistica Policiária Portuguesa". Eis os documentos

Esta edição do Jornal "O Camarada" situa-se na década de 50.

2º Tema : Próximo Convívio da Tertulia Policiária da Liberdade.

Voltamos a lembrar aos nossos amigos leitores que o V Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade se realiza a 17 de Maio de 2009 e terá lugar na localidade de Cabanas de Viriato,perto de Carregal do Sal no Distrito de Viseu.

Como tem sido amplamente divulgado neste Mundo Policiário, em simultâneo com a realização deste Convivio será homenageada a figura do grande diplomata que foi Aristides de Sousa Mendes, natural daquela localidade. Este Convívio tem o alto patrocinio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato. Será levado a efeito um Concurso de Contos relativos à figura de Aristides de Sousa Mendes, que será aberto a todos aqueles que queiram concorrer e em especial os alunos da Escola Básica Integrada de Cabanas de Viriato. Publicamos a seguir as normas de participação, por cortesia do site "Clube de Detectives", do qual foram extraídas..

CONCURSO DE CONTOS 2009

Normas de participação

1. A Tertúlia Policiária da Liberdade, com o patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, o apoio da Escola Básica Integrada Aristides de Sousa Mendes e da página “Policiário”do jornal Público, promove por ocasião do seu V Convívio Anual (2009) um Concurso de Contos que tem como inspiração principal Aristides de Sousa Mendes e Cabanas de Viriato.

2. O Concurso é aberto a todos, policiaristas ou não, sem condicionalismos de idade.

3. É vedada a participação de membros do Júri, ou seus familiares, podendo cada concorrente apresentar mais do que um original, desde que o faça utilizando pseudónimos diferentes.

4. Os trabalhos, em língua portuguesa, na modalidade de CONTO, de índole policiária ou não, deverão ser apresentados impressos em páginas de formato A4 e não deverão exceder as seis páginas.

5. Cada trabalho, com o respectivo autor identificado apenas por um pseudónimo, deverá ser enviado pelo correio, até ao dia 31 de Março de 2009, em triplicado, num sobrescrito dentro do qual também deverá ser metido um envelope, bem fechado, contendo um papel onde se indique o pseudónimo, o título do conto, a verdadeira identificação e o endereço do concorrente. Outra identificação da autoria dos trabalhos, que não seja por um pseudónimo, pode acarretar a desclassificação. O júri não tomará conhecimento dos nomes e endereços indicados no exterior dos sobrescritos enviados.

6. Os concorrentes deverão ter em atenção o seguinte texto, que será o tema inspirador do trabalho, podendo ou não fazer parte dele, mas que, em qualquer caso e de alguma forma, total ou parcialmente, terá de ter relação com ele.

7. Texto, tema, inspiração ou mote:

“Mathilde era, na altura, uma criança com cerca de 10 anos. A França sofria a ocupação pelas tropas de Hitler que, vindas do norte, haviam já ultrapassado Paris. Em Bordéus, à porta do consulado português, centenas de refugiados procuravam desesperados a obtenção de um visto no passaporte que lhes possibilitasse atravessar a Espanha e entrar em Portugal, de onde poderiam por via marítima atingir outras paragens, escapando assim à crueldade nazi. Aristides de Sousa Mendes era o nome do cônsul que, desobedecendo às ordens de Lisboa, vinha salvando milhares de vítimas inocentes.
O pai de Mathilde
adormecera abraçado à filha, na soleira da porta do consulado, vencido pelo cansaço. Na sua cabeça tumultuavam sonhos terríveis que se misturavam com imagens de esperança: a morte violenta da sua mulher Helga três semanas antes e os relatos sobre Portugal escutados a Margarida, uma empregada da pequena ourivesaria de Berlim, nascida em Cabanas de Viriato, algures perto da cidade portuguesa de Viseu”.

8. Os trabalhos, nos moldes atrás descritos, deverão ser enviados para a seguinte direcção postal:

Maria José Junqueira Mendonça
R. Lucília Simões, 8 – 10.º B
1500-387 Lisboa

9. O júri será constituído por três personalidades de reconhecido mérito, a designar pela Organização do Convívio, o qual se realizará, com a respectiva entrega de prémios, no dia 17 de Maio de 2009, em Cabanas de Viriato.

10. Os alunos da Escola Básica Integrada Aristides de Sousa Mendes que responderem ao Concurso, para além de participarem em termos de igualdade com todos os outros concorrentes, integrarão ainda uma classificação própria cujas normas serão determinadas pelas autoridades competentes daquela Escola.
Os alunos concorrentes deverão indicar o seu ano e turma no documento que tem o verdadeiro nome e endereço e se destina ao envelope fechado.

11. Das decisões do Júri não haverá recurso, ficando-lhe atribuída a competência de, dependendo da quantidade e da qualidade dos trabalhos, determinar se deverão ou não ser atribuídos os prémios, no limite máximo de três.

12. Os prémios em disputas serão anunciados a seu tempo nas páginas da Secção Policiária do jornal Público bem como em imprensa regional, sites e blogues ligados ao policiarismo. Excluem-se, desde já prémios de natureza pecuniária, dado o carácter lúdico e educativo desta iniciativa.

13. É reservado à Organização do Convívio o direito de publicar, durante o ano de 2009, qualquer dos trabalhos concorrentes, sem pagamento de direitos autorais.

14. Para esclarecimentos poderão ser utilizados os telefones 214 719 664 e 966 102 077 (Pedro Faria), 213 548 860 (António Raposo) ou 219 230 178 (Rui Mendes).

3º Tema. Conclusão da série de banda desenhada sobre a vida do Diplomata Aristides de Sousa Mendes.

Falemos de Natureza: As aves que povoam a região saloia costeira maritima

Continuamos com este tema

Falemos de Natureza. Aves que se vêem na região saloia.


Goraz

Embora muito escassa, aparece com frequência em algumas zonas húmidas no nosso país. Nesta região saloia costeira marítima, só poderá aparecer ao longo da Ribeira de Cheleiros (eventualmente no Rio Lizandro, que é o prolongamento natural da Ribeira de Cheleiros).

A sua alimentação é, essencialmente, peixes, enguias, batráquios, cobras de água. Com hábitos crepusculares e nocturnos pode também ser observada de dia. Tem cerca de 62 cms, asas e barrete preto, dorso cinzento e ventre cinzento clarinho. As patas são amarelas e os olhos avermelhados.

A ave aqui fotografada permaneceu em Cheleiros durante Julho e Agosto de 2008, e foi com muito orgulho que nos deram a sua colaboração, dois habitantes daquela região e alguns moradores à beira rio, que durante varias tentativas nos ajudaram com indicações precisas sobre a hora onde ia alimentar-se, ou qual era a arvore onde permanecia a descansar. A sua permanência neste local, após a nidificação e já em migração, indica bem o valor natural da zona da ribeira de Cheleiros.


Papa ratos.

Esta ave será um troféu para quem a avistar, pois é uma raridade e como consta no contexto nacional. Observá-la na nossa região estremenha apenas será possível na Foz do Rio Lizandro, durante o período de migração, por altura de Abril, ou então entre Agosto e Outubro.

Terá de ser ao longe e com binóculos, ou então com camuflagem, naturalmente depois de se saber da sua permanência em determinado local. Será necessário chegar antes do nascer do sol para não se ser detectado. Tons de castanho, amarelo, laranja e branco fazem parte da sua plumagem.

Em voo as suas asas são totalmente brancas. Tem cerca de 46 cms e a sua alimentação consiste em peixes, anfíbios, insectos e eventualmente ratos. Curiosamente, também se conta com a colaboração de agricultores da zona que podem prestar valiosa informação para se detectar a ave. Este papa ratos esteve cerca de uma semana na Foz do Rio Lizandro no passado mês de Maio de 2008.

quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Uma noticia triste.

Campeã olímpica do lançamento de martelo morre em Portugal

Polaca Kamila Skolimowska ganhou medalha de ouro em Sydney-2000


Kamila Skolimowska com a medalha de ouro conquista nos Jogos Olímpicos de Sydney

A atleta polaca Kamila Skolimowska, medalha de ouro no lançamento de martelo dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, morreu nesta quarta-feira durante um treino na cidade portuguesa de Vila Real de Santo Antonio. A atleta de 26 anos começou a se sentir mal durante um trabalho no ginásio e desmaiou, segundo o site americano "Track and Field News". Skoliwowska chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu.

Segundo os outros atletas que participavam do treino, a polaca esperou em pé pela ambulância, mas perdeu os sentidos logo em seguida. Nesta quinta-feira, será realizada uma necrópsia no corpo da campeã olímpica.

Os médicos portugueses afirmaram que a morte foi causada por um ataque cardíaco. Já a Federação Polaca de Atletismo acredita que Kamila tenha sofrido uma embolia pulmonar.

Em Sydney, Skolimowska se tornou a atleta mais jovem a conquistar o ouro no lançamento de martelo, com a marca de 71,16m.

Bancada Directa apresenta os seus sentidos pesames à Federação Polaca de Atletismo e à familia da atleta. Que descanse em paz

Fragmentos e Opiniões (5)

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Vou falar sobre o recente aumento das taxas moderadoras de saude. Até estou a falar de forma insuspeita quanto ao meu interesse pessoal da questão, porque, felizmente, não preciso de recorrer a estes serviços. Mas preocupa-me o bem estar da nossa população.

Estará a deputada Helena Terra, ao serviço da maioria parlamentar e do Governo consciente daquilo que pensa a maioria dos portugueses? Crêmos sinceramente que não!

Também concordo que há uma grande quantidade de portugueses que estão isentos deste pagamento de taxas moderadoras. É uma fatia da população consideravel. E esta faixa da população até nem se importa que as ditas taxas aumentem, porque não lhes toca. Mas já quantificaram o numero dos portugueses, que não estando isentos deste pagamento de taxas moderadoras de saúde, continuam a viver no limiar da pobreza, sem falar naqueles que já vivem em regime de pobreza envergonhada?

Senhora deputada: caia na realidade!

A noticia aparece deste modo.

A deputada do PS Helena Terra defendeu hoje que os portugueses já se habituaram às taxas moderadoras na saúde e acolhem pacificamente os valores em causa, rejeitando propostas da oposição para eliminar aqueles pagamentos.

Ver esta demagógica opinião desenvolvida aqui

O caso "Freeport". Parece que já mexe.


Alguns suspeitos do caso Freeport foram constituídos arguidos, de acordo com uma fonte próxima do processo, citada pela SIC Notícias. A estação de televisão não avançou nomes. Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, que foi esta tarde ouvido no Tribunal de Cascais, garantiu à saída que não é arguido e que foi interrogado enquanto testemunha.

Um dos advogados de Júlio Monteiro, Sá Leão, disse não haver "dados novos", mostrando-se convicto de que, em relação ao seu cliente, "o caso fica por aqui". Sá Leão adiantou ainda que Júlio Monteiro foi ouvido pelos dois procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), encarregados do caso, Vítor Magalhães e Pais Faria, e por quatro inspectores da PJ.

Ver a noticia desenvolvida aqui

O desporto na minha terra: Vera Santos. O reconhecimento internacional


Atletismo- Vera Santos (JOMA) em 3.º lugar na votação para atleta europeia de Janeiro


9.ª classificada nos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008, nos 20 kms Marcha, a atleta Vera Santos que representa a Juventude Operária do Monte Abraão (JOMA) foi a terceira mais votada na eleição para atleta europeia do mês de Janeiro, apenas perdendo para a saltadora croata Blanka Vlasic e para a barreirista espanhola Josephine Onya.

A marca registada por Vera Santos na fase de qualificação do Nacional de Clubes com 12.46,25' minutos (a marca que lhe valeu a nomeação) vindo a melhorar substancialmente para 12.30,15', a menos de nove segundos do recorde nacional.


Com a evolução registada, Vera Santos passou de quinta para segunda portuguesa de sempre, liderando até ao momento o ranking mundial de 2009 na disciplina.


(fonte: Dr. Ventura Saraiva)

Falemos de desportos radicais. Noticias do Surf

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Neste Fevereiro 2009 ainda não tive acesso pelos meios habituais ao “Freesurf” deste mês. Também é verdade que não tenho ido de propósito à Ribeira de Ilhas, no Domingo passado estive em Vendas Novas, no dia anterior dei uma volta pela Praia Grande para ver quem lá “corre pelas ondas”, e nos últimos dois dias pouco tenho saído, durante o dia, de Mafra.

Sirvo-me ainda da "Freesurf" publicada em Janeiro para dar uma vista de olhos pelo que se passa por este desporto radical.


A francêsa Pauline Ado

O havaiano Kai Barger

1- Kai Barger e Pauline Ado sagraram-se campeões mundiais.

A final do Mundial de Surf Pro – Júnior realizou-se novamente na Austrália, em Janeiro, no Billabong World Championships. Foi um campeonato não muito rico em ondas, mas altamente competitivo, com um havaiano e uma francesa a saírem vencedores.

Kai Barger venceu Jadson André na final, enquanto que Pauline Ado venceu a havaiana Bethany Hamilton. França e o Havai tiveram, mais uma vez, uma forte presença nesta competição, com o francês Marc Lacomare a chegar às meias-finais masculinas, enquanto que Leila Hurst, outra havaiana também chegou às meias na competição feminina.

Esta foi a primeira vez que uma surfista não australiana conseguiu vencer o campeonato mundial Pró Junior, já para o Havai, Kai Barger sucede a Andy Itrons e Kekoa Bacalso que venceram uns quantos anos atrás.

Dean Morrison

2- ASP World Tour 2009


Quem entrou e quem está quase a entrar? É a questão que os surfistas, que não se qualificaram por pouco para a Liga principal do Surf mundial colocam neste momento.

Tudo indica que as novas caras do World Tour, sejam o Top 15 do WQS, juntamente com os três wildcards da ASP, Dean Morrison e Artz Aranburu por lesão, e Marlon Lipke, por ter sido o primeiro surfista do WQS fora do Top 15, (á semelhança do que aconteceu em 2008 com Luke Munro

Mas uma dúvida persiste, Bruce Irons e Andy Irons deram fortes indícios de que não iriam fazer parte do Top 45 em 2009. Bruce Irons anunciou mesmo a sua retirada oficial do mundo competitivo, mas ainda nada é certo, visto que a ASP ainda não anunciou o nome que vai substituir Bruce Irons. A saída de Andy Irons pode trazer outro surfista ao mundial de surf, a tempo inteiro, mas são incógnitas que deverão ser resolvidas muito em breve.

Bruce Irons

3- Mais um WQS de 6 estrelas em Portugal.

Pouco se sabe ainda deste campeonato, mas as datas das competições da ASP já foram divulgadas e com elas a surpresa de um WQS de 6 estrelas a realizar nos Açores.

Portugal já conta com o Estoril Coast Pro, que será realizado em Abril este ano, e conta também com o Buondi Billabong Pro, um
campeonato já clássico nas ondas da Ericeira, que também colocado numa data mais avançada em Setembro, para aumentar as hipóteses de haver melhores condições e melhores ondas.

Do campeonato dos Açores pouco se sabe, a não ser que será realizado
entre os dias 25 e 30 de Agosto, e que terá um fortíssimo apoio do Governo Regional desta Região Autónoma.
4- Trestles Salva

A famosa ondas de Trestles Salva está finalmente a salvo da construção de uma Auto-Estrada que punha em risco o Parque Natural de San Onofre, e consequentemente, a onda que recebe todos os anos, uma das etapas do Campeonato Mundial de Surf.

A conhecida onda na Califórnia corria, há algum tempo, o risco de desaparecer, pela construção da estrada, mas uma luta que reuniu ambientalistas e surfistas entre outros, interessados em preservar aquela zona protegida, teve a sua ultima vitoria no passado mês de Dezembro, depois de uma decisão do Secretário de Estado do Comércio que decidiu a que a construção daquela via ia contra os interesses e as leis das zonas costeiras da Califórnia.

Esta foi uma das lutas pela protecção de uma onda, que mais
juntou surfistas de vários países, e que acabou por criar múltiplos movimentos cívicos pela protecção de várias outras ondas, espalhadas pelo mundo fora.

Esta é assim uma vitória entre muitas que terão de lhe seguir, para que o recurso natural dos surfistas esteja protegido de uma forma cada vez mais eficiente.

quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Cartão Jovem Municipal


A Juventude Socialista do Concelho de Ílhavo considera a aprovação do Regulamento do Cartão Jovem Municipal uma das medidas estruturantes no que diz respeito à política para a Juventude para o Concelho Ílhavo.

O Cartão Jovem Municipal é, no nosso entendimento, um importante instrumento para o desenvolvimento económico e social do concelho. Esta medida ajuda a potenciar o sucesso do comércio local e a apoiar directamente os jovens do concelho no acesso a bens, serviços e actividades culturais, desportivas ou recreativas.

É também importante referir que a medida anunciada ajuda na garantia de coesão social e económica no concelho, servindo como factor de fixação de jovens no concelho. Através da utilização do Cartão Jovem Municipal, os jovens ilhavenses garantem melhores condições de bem-estar, dando dinamismo ao comércio tradicional do concelho.

Neste momento, é indispensável referir que a JS Ílhavo, há três anos que reivindica constantemente a criação do Cartão Jovem Municipal, inclusive em reunião que teve com o Vereador Eng. Paulo Costa em 2007. Durante três anos, o executivo chefiado pelo PSD nunca reagiu à discussão por nós lançada em torno desta medida.

Esta medida peca obviamente por ser tardia. Uma medida relativamente simples de colocar em prática, mas com potenciais resultados tão vastos não pode esperar tanto tempo. A Juventude não pode perder tempo. Temos o dever de apelar ao executivo que não perca mais tempo na aplicação prática e na massiva divulgação desta medida.

A JS Ílhavo julga também importante referir que esta medida também peca por incompleta. O Cartão Jovem Municipal deveria ser acompanhado também do lançamento do Cartão Sénior Municipal. Em tempos dramaticamente difíceis provocados pela crise financeira internacional é ainda mais urgente lançar medidas deste género.

Resumidamente, o Cartão Sénior Municipal, destinado a idosos reformados com idade superior a 65 anos, constitui-se como um apoio importante na promoção do bem-estar e da qualidade de vida destas pessoas, servindo também como mais um estímulo à economia local.

O Concelho de Ílhavo não pode perder mais tempo e oportunidades. A Juventude de Ílhavo não pode esperar mais por Habitação a Custos Controlados, por medidas de Prevenção Primária de Toxicodependência, por um Programa de Bolsas de Estudo socialmente mais justo, por um Conselho Municipal de Juventude que nos represente e por Orçamento Participativos.

Urge que o executivo esclareça os ilhavenses quanto tempo mais demorarão para lançar estas medidas tão importantes para os Jovens e para o concelho. Sem estas medidas, o esforço levado a cabo para a implementação do Cartão Jovem Municipal será insuficiente na promoção de um concelho coeso quer na componente social, quer na componente económica.

A JS Ílhavo não está satisfeita, porque não concorda com a apatia do executivo liderado pelo PSD.

A JS Ílhavo não está satisfeita pela ausência de verdadeiras políticas para a Juventude no Concelho de Ílhavo.

A JS Ílhavo não está satisfeita porque não vê criatividade e inovação na acção da Câmara Municipal de Ílhavo.

A Juventude Socialista do Concelho de Ílhavo não está satisfeita e temos cada vez mais consciência que os jovens ilhavenses também não estão satisfeitos com a acção do actual executivo.

Por Ílhavo, os Socialistas estão preparados para mostrar aos jovens ilhavenses que sabemos o que os jovens pensam e o que pretendem para tornar este concelho mais forte e mais justo.


O Secretariado da JS Ílhavo

Eu apenas pergunto como esta situação é possível?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Eu até nem quero tecer qualquer comentário sobre esta noticia. Os meus amigos leitores farão o favor de a ler e fazer um juizo próprio.

"Tem 18 anos e um longo cadastro, sobretudo por furtos e roubos violentos. A passagem pela prisão, em 2008, não mudou a sua actividade. Pifas, alcunha de Rafael David Gonçalves, foi detido domingo à tarde pela GNR de Guimarães em flagrante delito no interior de uma residência na vila de Ponte. Isto depois de ter saído em liberdade do Tribunal de Lousada, em Janeiro, sujeito a apresentações periódicas. Que nunca cumpriu. Ontem voltou a sair em liberdade do tribunal, sujeito a apresentações diárias à GNR

Ver desenvolvimento da noticia aqui

Discurso de Barack Obama: Dá para pensar um pouco!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Barack Obama neste discurso à nação norte-americana põe o dedo na ferida: Se nos USA só houvesse cristãos católicos , que especie de cristianismo seria seguido?

video

Incredible India

Para ti doutor amigo, que por esta semana estás neste "incrível país" e na grandiosa Bombaim, hoje chamada Mombay, que os teus serviços profissionais sejam um exito. Domingo estaremos todos à tua espera. E ao visitares o Bancada Directa delicia-te com um bocadinho da Canção de Lisboa. Boa estadia e bom regresso.

A "barraquita" é pequenita, mas tem vista para o rio. Nada mal!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

A noticia apareceu ontem no "Correio da Manhã" e ficamos pasmados como isto pode acontecer e não se detectar em tempo real e util.


Autarca respeitavel, e chefe da Divisão de Planeamento e Urbanismo da Câmara Municipal de Braga, tem uma "barraquita" de luxo, com vista soberba para o Rio Cávado.

A "constatação" foi feita pelas autoridades policiais no âmbito de investigações feitas às suspeitas de enriquecimento ilícito que recaem sobre vários autarcas da região de Braga.

Por nós só damos visibilidade à noticia. Mas estes casos são tão correntes no nosso meio, que nada já nos admira.

Ver a noticia em pormenor aqui

Portugal, portugueses, a sorte, e o Euromilhões.

À espera da sorte

"Os portugueses são os europeus que mais investem no Euromilhões."

Compreende-se: o mundo real é perigoso e incerto.

Ninguém em Portugal acredita que José Sócrates ou Manuela Ferreira Leite os salvarão de serem remediados ou pobres.Todos supõem que o Euromilhões poderá garantir-lhes o paraíso na Terra.

As pessoas costumam arriscar porque sabem que o jogo pode ser a derradeira estratégia de sobrevivência em determinadas circunstâncias. Como acontece num país pobre como o nosso. A partir de certa altura, por aqui, as pessoas sentem que não lograram atingir os seus sonhos.

Assim, que soluções lhes restam para poderem viver bem? Excepto apostar num jogo que possa dar milhões, não se vislumbram muitas opções, num país com fraca mobilidade social, com pavor ao risco e com uma incapacidade notória em sair do seu pântano económico.

Não é por ignorância, é por desespero.Como é que se podem concretizar as esperanças e sonhos sem que o dinheiro caía do céu? Os portugueses não são como os gauleses de Astérix: esperam que o que venha lá de cima seja uma forma de libertação. O risco no jogo deveria simbolizar uma sociedade que arriscasse nas ideias, na inovação e na alteração da bolorenta ordem reinante.

Mas em Portugal isso não sucede. Parte do rendimento dos portugueses é utilizada no jogo da incerteza, aquele em que a imaginação ocupa o lugar da probalidade. Jogar é não ficar parado. Como dizia uma personagem da notável série "The Wire": "It's all in the game". E em Portugal isso é a cruel realidade
FS

terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Tem muita lógica! Porque é que Abramovich despediu Scolari?

É uma questão pertinente, mas de resposta fácil. Repetimos a pergunta: Porque é que Abramovich despediu Scolari do Chelsea?

A resposta: porque depois do Chelsea contratar o Ricardo Quaresma era impossivel ter "um olho no burro e o outro no cigano!"

Carnaval em Marinhais 2009. Bancada Directa divulga este evento tradicional desta região ribatejana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Gostaria de acrescenter mais alguma coisa do que vai ser este ano de 2009 o Carnaval em Marinhais. Mas francamente só tenho matéria para publicar apenas que não seja este cartaz, aliás, bastante elucidativo. Desejo os maiores sucessos para este Carnaval de Marinhais, e tudo de bom para os seus habitantes.
clicar duas vezes com o botão esquerdo do rato para ampliar a imagem

A cultura em Mafra

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Aqui vos deixo duas informações relativas a manifestações cultutrais na Ericeira e em Mafra.

Fragmentos e Opiniões (4)

Casamento entre homossexuais


Já ouvi e reli as palavras do padre Manuel Morujão, (porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa) e não consigo perceber o porquê de tanta polémica.

A Igreja é contra o casamento entre homossexuais e não vai esconder isso e assim fará campanha contra essa ideia, tal como fez contra o aborto.

Se há um partido político que defende tal concepção para o casamento, contrária aos ideais cristãos, é natural que essas pessoas reflictam a sua posição no momento de voto.

Não há aqui nenhuma tentativa de interferência na política ou sequer de condicionamento, mas apenas um raciocínio lógico.

Disparatado é tentar que esta questão seja colocada em referendo.

JVP

Falemos de Natureza: As aves nesta região saloia e maritima.(6)

Falemos de Natureza: continuação do tema

As aves que nós vemos por esta região saloia costeira maritima.

Maçarico bique – bique


A perícia da sua localização e na identificação de algumas espécies não se adquire facilmente, e esta ave é disso um bom exemplo. Com cerca de 23 cms, plumagem preto – esverdeada e patas verde – cinza, é o seu uropígio branco, quando exibido em voo, que permite a sua localização. Será uma das aves mais difíceis de observar nesta região estremenha saloia e marítima, quer devido ao número de indivíduos que por cá podem ser observados, quer pelo tipo de ambientes onde procura alimento. O local mais favorável para boas observações será ao longo de toda a Ribeira de Cheleiros até à Foz do Lzandro, ou, ainda, na Ribeira de Monfirre, ali perto de Santa Eulália. Normalmente solitário, chega a esta região em meados de Junho e fica por cá até às grandes chuvadas. Tem preferência por zonas de aguas calmas ou salobras, particularmente em zonas de locais com açudes e onde as margens sejam de pouca altura e também de pouca visibilidade. Insectos, vermes e larvas são a sua alimentação normal.



Maçarico-das-rochas



É no início de Junho que esta pequena limícola castanha e branca, com patas verde – cinza chega até nós. Tem cerca de 20 cms e embora com algumas características da ave anterior em cima descrita, não é tão tímida e nem tão escassa. A Foz do Lizandro, a Ribeira de Cheleiros ou, ainda, a Ribeira de Monfirre serão os locais ideais para observá-las, no entanto há que investir tempo e trabalho a procurá-los. Muitas vezes andam juntos à espécie dos maçaricos bique-bique, e poderão ser observados em pequenas lagoa de apoio de bebida de gado. A sua permanência nesta região passa muito pela mudança constante que as ribeiras vão sofrendo devido à massa de água, que por vezes nelas decorrem. A melhor altura do ano para observá-las será entre Junho a Setembro, pois temos os passageiros e os residentes invernantes. A sua alimentação consiste em insectos, aranhas e vermes.

Fonte: Obimafra. Bancada Directa agradece.

Esta Lisboa que eu amo: Falar-se de Benfica não é só do Glorioso e nem do Estádio da Luz

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Falar-se de Benfica, não é só falar-se do Glorioso e nem da beleza do Estádio de Luz. Aqui falamos do Bairro de Benfica e das suas caracteristicas de zona residencial. Ora vejam lá as imagens.

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Todos querem ser bilionários.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O tema está na moda. Começou com o sucesso do livro da autoria de Vikas Swarup e agora com o filme de Danny Boile, o qual deverá arrecadar alguns Oscares, de parceria com a historia decrescente de Benjamim Button. Clara Ferreira Alves segue estas pisadas e eis aqui a sua opinião.


O livro de Vikas Swarup foi considerado o mais influente do ano de 2008 em Taiwan. Taiwan não deve ser diferente do resto do mundo. Quem não se comove com um romance sobre um rapaz nascido no bairro da lata que se torna milionário num concurso de televisão? "Slumdog Millionaire", "Quem Quer Ser Bilionário", o filme de Danny Boyle baseado no romance de Vikas Swarup, vai ganhar todos os prémios.

Em tempo de perda e privação, as histórias de realismo social redimido pelos sentimentos e de bons contra maus e pobres contra ricos são a escolha da ficção popular. Da telenovela. Nada de existencialismos ou dramas mentais, muito menos especulações intelectuais áridas, quando o capitalismo entrou no seu período siberiano.
Charles Dickens regressa a galope e, para todos os que nunca o leram, será amado com a devoção do primeiro amor. Dickens nunca chegou a ir embora e permanece um autor de influência interminável sobre todo o realismo posterior.

E sobre Marx."Quem Quer Ser Bilionário" é a história de Oliver Twist na era da televisão e da cultura de massas. Não sendo um Prémio Nobel, Swarup tem a prosa limpa como Khaled Hosseini, o maior best-seller de 2008 com "A Thousand Splendid Suns", depois de "O Menino de Cabul". Tal como Hosseini, Swarup descreve um mundo do qual o Ocidente ouve falar sem conhecer. Ou que conhece sem chegar a conhecer. Turismo é a nova epopeia.

Quem desembarca em Mumbai, a antiga Bombaim que os portugueses ofereceram aos ingleses, repara que a cidade está abraçada pelo mar e por uma cintura de arranha-céus que cobrem a linha do horizonte como um castelo nas nuvens.
Vista de certos lados, Mumbai parece o futuro, a cidade cheia de energia e progresso, com vidros que espelham os reflexos do sol e guindastes que parecem animais exóticos na paisagem. É preciso lupa para perceber o formigueiro de gente que, nas ruas e becos, nas favelas e subúrbios, fornece a energia.

Cerca de 20 milhões de pessoas que deslizam e se colam ao chão em manobras que os tornam invisíveis. Crianças chapinham nas poças fétidas, velhos estendem a mão, estropiados encostam-se às paredes, mulheres pedem dinheiro com filhos ao colo e crianças mendigam umas rupias.
Curiosamente, numa viagem pelo centro da cidade, vi um rapaz que vendia "A Thousand Splendid Suns" num cesto. O rapaz batia com o livro nos vidros do táxi. Como Jamal, mal sabia ler. Na Índia, os extremos tocam-se e os ricos vivem ao lado dos pobres.


Ao contrário do Brasil, onde a favela parece uma ameaça, uma sentinela da desigualdade, a favela de Mumbai, Dharavi, está camuflada. Tal como a sua população, que aceita a sorte sem revolta, consignando um sistema de castas, rígido, estratificado, pior do que o dos ingleses. A favela anula-se na sua discrição, estrangulada pela anaconda do cano de esgoto. Volta-se para dentro num emaranhado de casebres, ruelas, lixo, lama, dejectos, urina. Um cheiro pestilento que resiste no corpo. Cães coçam as pulgas com lentidão. A violência de Dharavi é íntima, criminosos florescem ao lado de oficinas de tecelagem, olaria, reciclagem. Em Dharavi, nada se perde, nada se cria e tudo se transforma.

Mumbai é o emblema do capitalismo selvagem, sem sistema social de protecção. Do desenvolvimento sem criação de classe média ou bem-estar social. Sem igualdade de oportunidades. Quem vai a Mumbai volta de Mumbai encantado, a metrópole é atraente com aquele calor tropical e os odores varridos pelos ventos marítimos. O Taj Mahal, a baía, Colaba, Elefanta, o Gate of India, a estação vitoriana, o críquete. Quem vai a Mumbai nunca conhece Dharavi.

A classe dominante não vê problema nas manchas de miséria da cidade, sabe que para a Índia avançar aqueles seres têm de ser deixados para trás. Abafadas por oleados azuis no tempo da monção, cerca de um milhão de pessoas (há quem diga que são menos) esconde-se numa destituição que faz das favelas do Rio condomínios.

Não muito longe, mulheres cobertas de saris de lantejoulas e diamantes lancham nos hotéis de luxo, sem ostentar preocupação social ou caritativa. O sistema sustenta-se dos sonhos, os de Bollywood e os da televisão, e os apresentadores dos concursos são actores amados como deuses. Amitabh Bachchan é o Zeus deste Olimpo. Na vida, Jamal nunca ganharia o concurso. Boyle dá a ver a impiedade com a pincelada do retratista a cores.

O filme devia ser brutal como um filme de Fernando Meirelles e não é. Porque acaba bem. Porque as pessoas não suportam muita realidade, como dizia Eliot. Porque Boyle fez daquilo uma homenagem radiosa a um mundo, o nosso, onde todos querem ser milionários na televisão, a anestesia geral que Dickens não previu. E porque se passa na incrível Índia.
CFA

Fragmentos e Opiniões (3)

Augusto Santos Silva: Ministro dos Assuntos Parlamentares



Depois do "malhar na direita", da "campanha negra" e da "tentativa de assassínio político e moral de José Sócrates", Augusto Santos Silva encerra a semana passada em confronto com a Igreja por causa do casamento entre homossexuais.

A julgar pela amostra podemos dizer com alguma certeza que este vai ser o ano de Santos Silva se assumir como o homem para todo o serviço, o serviço de Sócrates.

E a julgar também pela sensibilidade política que o ministro dos Assuntos Parlamentares tem mostrado, uma coisa é certa: os próximos meses vão ser muito polémicos e também muito divertidos.
JVP

Carnaval de Samora Correia 2009.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Ao publicar este post com referencia ao Carnaval de 2009 na popular Vila ribatejana de Samora Correia, Bancada Directa, está implicitamente a fazer-vos este convite: Venham a Samora Correia por ocasião dos festejos carnavalescos de 2009 e divirtam-se em grande. Assistam aos Corsos carnavalescos de Domingo e Terça-feira e não pagam nada! Bancada Directa estará presente nesses dias de festas e apresentará neste blogue as reportagens dos festejos.









João Pirralho e Belina Pinto, dois elementos que integram o Grupo "Os Birrinhas" são os Reis do Carnaval de Samora Correia de 2009

Desenvolvimento do tema


Tristezas não pagam dívidas. O Carnaval de Samora Correia reforça a aposta num programa diversificado onde a crise só servirá para alimentar algumas sátiras nos 15 carros alegóricos e mais de um milhar de foliões que irão participar nos corsos de 20 a 25 de Fevereiro. No primeiro dia, sexta-feira, os desfiles serão das escolas e instituições da freguesia.


Um aperitivo para os corsos de domingo e terça-feira animados com a Escola de Samba Paraíso Tropical de Alenquer com mais de meia centena de sambistas e uma bateria que promete tocar até romper as peles dos tambores e batuques.

O cantor Rui Bandeira é o artista convidado e os reis do Carnaval de Samora serão dois foliões do grupo “Os Birrinhas”, seguindo a lógica de percorrer os vários grupos participantes. A organização só revela os nomes na próxima semana, mas já se sabe que a coroação será no Palácio do Infantado no sábado à noite e vai contar com a animação da escola de samba.

O programa mantém os assaltos de Carnaval no sábado e segunda-feira e a festa termina com o tradicional enterro do Santo Entrudo na quarta-feira de cinzas.


Dora Coutinho, vice-presidente da Associação Recreativa e Cultural Amigos de Samora (ARCAS) explicou a O MIRANTE que “há uma grande dificuldade em angariar fundos, mas a associação fez um esforço para manter a qualidade do Carnaval” e espera a ajuda dos patrocinadores, foliões e visitantes.
As entradas serão livres e cada visitante é convidado a colocar um donativo (moeda ou nota) nos mealheiros espalhados nos vários acessos à zona dos corsos no centro da vila. “Contamos com a ajuda da Associação Recreativa do Porto Alto (AREPA) na organização da recolha de fundos”, adiantou.

A ARCAS vai também sortear dois fins de semana em Barcelona e nos Açores com rifas cuja receita se destina a ajudar a pagar os cerca de 40 mil euros que a festa custa.

Este ano, Albertina Pato, uma foliã octogenária que brinca ao Carnaval há mais de 50 anos, foi escolhida para o cartaz que promove “O Melhor Carnaval do Ribatejo”. A organização estima que os corsos sejam vistos por mais de 30 mil pessoas.

Fragmentos e Opiniões (2)

Impostos


José Sócrates prometeu aliviar a carga fiscal da classe média. Para isso propõe-se reduzir as deduções fiscais para os ricos.

Ora uma coisa não tem nada a haver com a outra. Ao reduzir as deduções dos mais ricos (conceito que Sócrates não soube explicar), o que se está a fazer é a aumentar os impostos sobre os que têm maior rendimento e que por esse facto já pagam mais impostos.

Em lado nenhum Sócrates disse como ia baixar os impostos da classe média.

Esclarecido este ponto é importante que alguém diga ao primeiro-ministro que apresentar medidas destas sem as estudar e sem as explicar, e talvez sem perceber como funciona o nosso sistema fiscal, é o que ele costuma chamar demagogia política.

E já agora era necessário explicar onde é que esta medida encaixa na equação anticrise. Se é que o Governo tem alguma.

JVP

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. A doença de Meniere

O saber não ocupa lugar:
Temas de Medicina.
A doença de Meniere.


Vamos falar de ouvidos e audição.

Vamos referir que o ouvido fica sob pressão para aqueles que sofrem da doença de Meniere. As vertigens são o sintoma mais comum desta patologia, ainda mal conhecida, e que pode causar perda de audição. São impressionantes as situações dos doentes que têm vertigens.

Da doença de Meniere conhecem-se melhor os sintomas do que as causas. Mas sabe-se que a sua origem está relacionada com o fluido existente no ouvido interno, uma das três partes do nosso órgão auditivo.


O ouvido interno é constituído por uma rede de passagens e cavidades chamada labirinto, sendo a sua parte mais exterior formada por osso e a interior por membrana, a qual contém um fluido e é revestida por sensores semelhantes a cabelos que reagem aos movimentos desse fluido. São estes sensores que desencadeiam os impulsos nervosos que são transmitidos ao cérebro.

Cada parte do ouvido interno é responsável por um tipo diferente de percepção sensorial: o vestíbulo (secção central do labirinto) permite-nos detectar a aceleração do movimento, os canais semicirculares (três voltas que saem de um dos lados do vestíbulo), o que é fundamental para mantermos o equilíbrio, enquanto a cóclea (estrutura semelhante a um caracol existente no outro lado do vestíbulo) capta os sons – as vibrações dos pequenos ossos do ouvido médio criam ondas no fluido do ouvido interno, cujos sensores as convertem em impulsos e enviam ao cérebro, para interpretação.

Para que todos estes processos decorram normalmente é preciso que haja um determinado volume de fluido e que a sua composição química e a pressão que exerce no ouvido se mantenham.

Quando este equilíbrio é perturbado, podem surgir os sintomas que caracterizam a doença de Meniere. O que não se sabe, ainda, é que factores estão na origem deste desequilíbrio.

Entre o equilíbrio e a audição.

É quase sempre entre os 40 e os 50 anos de idades das pessoas que a doença se manifesta, localizada apenas num dos o8uvidos. Muito raramente afecta os dois. Os sintomas declaram-se por surtos, em que predominam as vertigens: o doente sente que o espaço em que se encontra gira à sua volta, sem parar, acabando por perder o equilíbrio. Assim acontece sem aviso e, geralmente, por 20 minutos, muitas vezes mais, sendo que os casos mais severos são acompanhados de náuseas e vómitos.

Uma sensação de ruído e de entupimento no ouvido afectado é igualmente comum: é como se o ouvido estivesse sujeito a uma enorme pressão. Com medicamentos, mas também com outro tipo de medidas, nomeadamente ao nível da alimentação. Uma das recomendações habituais vai no sentido dos doentes fazerem refeições regulares e de limitarem o consumo de sal: é que, assim, contribuem para regular os fluidos corporais, evitando a retenção de líquidos e, diminuindo a pressão sobre o ouvido interno.

Evitar a cafeína, deixar de fumar e tentar gerir o stress e a ansiedade são igualmente úteis. A cafeína possui propriedades estimulantes que podem agravar os sintomas, pelo que deve ser moderado o consumo de café, chá e alguns refrigerantes e chocolate.

Também a nicotina parece acentuar os sintomas, pelo que deixar de fumar é aconselhado. Já o stress, para que a própria doença contribui, pode ser reduzido com ajudas de técnicas de relaxamento, de terapia e/ou medicamentos.

O tratamento da doença de Meniere pode passar pelos medicamentos, nomeadamente para lidar com as vertigens: assim, podem ser prescritos fármacos para o enjoo ou as náuseas, a tomar quando os primeiros sintomas se manifestam, de modo a minorar o seu impacto.

Podem igualmente ser prescritos diuréticos, para diminuir a retenção de líquidos. Neste caso, pode ser recomendado o reforço da ingestão de alimentos ricos em potássio, como banana, laranja, espinafre ou batata-doce.

O maior problema associado a esta doença é as vertigens: os seus episódios, imprevisíveis, podem ser verdadeiramente debilitantes para o doente. Forçam-no a várias horas de interrupção das suas actividades, profissionais ou de lazer, além de que aumentam o risco de acidentes, por exemplos quedas e acidentes de viação. Daí que nas situações mais graves – em que os medicamentos e as alterações na dieta não são suficientes – possa ser necessário recorrer a cirurgia no ouvido interno.

A doença de Meniere pode afectar a interacção com os outros, a actividade profissional e a qualidade de vida. Pode mesmo ser necessário mudar o modo de vida para lidar com os surtos, o que pode gerar ansiedade e até abrir caminho a depressão.

Este é um problema crónico e, por isso mesmo, impõe que se cumpram as indicações médicas, ao nível do tratamento.


O destaque deste tema
À beira de uma vertigem!

As vertigens são o sintoma mais visível da doença de Mdeniere.
Pelo seu impacto, importa saber como agir quando elas se avizinham;

1- Tente deitar-se numa superfície que não se mova – o chão é o ideal.
2- Mantenha os olhos fixos num objecto que não se mova.
3- Não coma nem beba, para diminuir o risco de náuseas e vómitos
4- Quando os sintomas desaparecerem, levante-se devagar, muito devagar.
5- Repouse: é provável que se sinta sonolento após um surto. Descanse e acalme-se. Tenha confiança em si mesmo.

Fragmentos e Opiniões(1)

Erros dos árbitros


Gosto de futebol, mas ao contrário da grande maioria sou racional perante o mesmo.

Talvez por isso possa dizer que o futebol está a morrer. Uma morte lenta e inevitável.

No futebol de hoje (digo eu, que entendo muito pouco do assunto) existem duas equipas num campo, uma bola, duas balizas e os erros dos árbitros. E, depois, no futebol existe um organismo 'tipo mafioso' que se chama FIFA e que está parado no tempo.

Até no ténis é possível recorrer a imagens de computador para decidir lances polémicos. Sem falar no desporto nos Estados Unidos onde, além das imagens de computadores, os árbitros explicam a todos os espectadores a sua decisão.

Longe vão os tempos em que o futebol era dentro dos campos. Hoje temos televisões nos estádios, programas de comentários, repetições com 10 ângulos diferentes, muitos milhares de milhões, um destaque enorme nos media, superjogadores.

O mundo mudou e a arbitragem continua a mesma triste história de sempre.

JVP

domingo, 15 de Fevereiro de 2009

PSD em "polvorosa"

Caros amigos leitores do Bancada Directa



Vale a pena perder um pouquinho do vosso tempo e verificar o que se passa lá pelo maior partido da Oposição.

As sondagens cada mês mais desanimadoras e uma intervenção crítica de Marcelo Rebelo de Sousa colocaram o PSD em polvorosa. O que disse Marcelo? Considerou que «o que está a puxar as sondagens para baixo é a imagem da líder, a qual tem vindo a degradar-se brutalmente por causa dos seus conselheiros».

É certo que Manuela Ferreira Leite se rodeou, na direcção que escolheu para o partido, de figuras que se acham qualificadas ou predestinadas a ocupar o seu lugar (de António Borges a Rui Rio). Mas responsabilizar os conselheiros pela apagada e triste imagem da líder é um óbvio excesso de desculpabilização.

Ou um gesto de caridade cristã. É um pouco como a estafada justificação de que o problema não é a falta de ideias e propostas, mas a dificuldade em conseguir passar a mensagem. Pois.

Quem tratou de descodificar de imediato as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa foi o ex-ministro social-democrata Azevedo Soares. Afirmando que «a líder não tem competência política para ser presidente do PSD: o partido está sem rumo, não tem política para propor, não tem uma linha de oposição».
Em resumo, o PSD «está a caminho do desastre nas legislativas». E Azevedo Soares desafiou mesmo Marcelo a assumir a liderança partidária: «É a pessoa com melhores condições no partido, em menos de 24 horas estaria preparado para tomar rapidamente o leme e ser uma verdadeira alternativa política ao PS».

Também Passos Coelho (uma espécie de Benjamin Button da política nacional: os anos vão passando e a sua juventude é cada vez mais realçada pelos comentadores) se disponibilizou já, preocupado com a falta de rumo no PSD, a ocupar a liderança em caso de emergência partidária.

Mas é já tarde para mudanças, como se viu pela reacção em coro de várias distritais e sensibilidades do PSD, de santanistas a barrosistas, defendendo a actual direcção. O tempo, agora, com eleições à vista, é de discutir lugares nas listas, repartir parcelas de poder, impor quotas de clientelas.

Marcelo Recelo de Sousa alertava para o risco de o partido «atingir o ponto de não retorno», aquele em que «deixa de concorrer para ganhar e passa a jogar para perder por poucos». O problema é que o PSD já atingiu esse ponto há, pelo menos, oito meses.

José António Lima

José Sócrates: Deixa-nos pescar!!!

Mais de três mil pessoas protestam contra restrições de pesca na Costa Vicentina




Mais de três mil pessoas, na sua maioria pescadores lúdicos, concentraram-se ontem, em Sagres, em protesto contra a Portaria que restringe a actividade piscatória no Parque Natural da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano

Comentário de Onaírda
1- O homem deve ser a pessoa mais feliz do planeta: é o culpado de tudo!
2- Quem disse que não havia iletrados no nosso país?

Ver a noticia mais pormenorizada aqui

sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Nascar


Fox Sports Design + La Huella :: Nascar Underground from Designloops on Vimeo.

Está lindo este país. Aonde é que isto vai parar?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Simplesmente aconteceu isto a esta cidadã portuguesa vitima de cinco estrangeiros que se acolheram a Portugal. Foi emboscada, raptada, sequestrada, espancada, violada e por cima ainda a roubaram. Isto tudo perto da Estação de comboios da Amadora.

Eis a noticia


Imigrantes violam mulher.
" Quando o carro encostou junto ao passeio em plena Estrada da Falagueira, Amadora, ‘Maria’ (nome fictício) já não tinha fuga possível. Primeiro saíram dois moldavos, depois contaram com a força de outros três para forçar a vítima a entrar na carrinha ".
. E curiosamente aconteceu na "pacata" cidade da Amadora...

Ver a noticia em pormenor clicando aqui

Bancada Directa deseja aos seus amigos um Bom fim-de-semana

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Como habitualmente aproveitamos para lhes desejar um Bom Fim-de-semana. Hoje não vai a miuda habitual, mas sim uma deliciosa melodia nas vozes de Ellis Regina e Tom Jobim.

video

António Raposo diz de sua justiça! Para que servem as " EMEL'S"?

A EMEL

A empresa que se formou com a participação da Camara Municipal de Lisboa, actua na cidade de uma forma que acaba por ser a mal amada pelos lisboetas.


Esta entidade gere a distribuição de dísticos de estacionamento para os moradores da cidade e actua como se fosse uma polícia, que não é, mas que acabou ocupando o que eu penso ser o lugar da polícia municipal, que foi reduzida a nada. Multa os estacionamentos em infracção e cobra!


Inclusive reboca os veículos. Uma polícia sem ser polícia mas – julgo – com um decreto que a sustenta e autoriza. Isto porque a polícia, aquela que o lisboeta gostaria de ver na rua, não aparece.

Não sei quem está à frente desta entidade mas cheira-me que foram os que na Câmara Municipal de Lisoa perderam tachos que saltaram para estas empresas de “emprego partidário”, na falta de melhor.

A Câmara de Lisboa é um local de grande apetite para as cliques partidárias que sucessivamente vão passando por ela, infelizmente. E vão-se aproveitando.

O emprego agora é um bem escasso!

Muitos ficam agarrados nas mordomias das empresas criadas à sombra da Câmara.

E quando digo partidos não estou a colocar nenhum de fora. A lógica partidária levou a que todos acabassem por explorar o manancial de “empregos” que a Câmara proporcionava aos desempregados com emblema partidário na lapela.

E assim se vão transformando os partidos em agências de empregos e – pior ainda – num mata-borrão de necessidade de fundos.

Quanto os partidos não assumirem a sua “culpa” de se terem transformado em máquinas de poder, e receberem óbulos de origens esquisitas sem terem que mostrar os recibos respectivos, a coisa não vai lá. O pessoal não acredita neles. E com toda a razão.

Aconselho a que as Câmaras se reduzam a serem só o que sempre foram. Deixarem para as polícias o trabalho destas.

Acabarem com as “EMEL'S”. JÁ!

Antonio Raposo é colaborador remunerado (com simpatia) do Bancada directa

14 de Fevereiro: Dia de São Valentim. Dia dos namorados

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Mais palavras para quê?

Novas Tecnologias. Máquina infernal. Como haverá trabalho nos madeireiros?

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sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Prémio de Euromilhões azarado. Tanto dinheiro e ninguem se lambe com ele.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Prémio de 15 milhões de euros, que ainda não se sabe quem se vai gozar deles.

São 15 milhões de euros, mas não há forma de Cristina e Luís se entenderem sobre a propriedade do dinheiro ganho com o primeiro prémio do Euromilhões há dois anos, quando ainda eram namorados.
A fortuna acabou por separá-los e ontem, no Tribunal de Barcelos, voltou a não haver e a não ser possível um entendimento entre os dois. Entretanto, todos vão vivendo da lavoura, enquanto o dinheiro está bloqueado numa conta bancária, por determinação judicial. Café Brandão em Alvelos. Ao balcão está o seu proprietário António Brito, que registou o boletim sortudo.

Era tão bonito cada um ficar com 7.5 milhões de euros, diz António Brito, do Café Brandão em Alvelos, onde o boletim que viria a ter o primeiro prémio do Euromilhões foi registado. Quem registou o dito boletim foi Luís Ribeiro, um estudante de 22 anos. Só que dessa vez, a então namorada propôs, em relação ao boletim e às apostas habituais, mais dois euros de apostas, e depois foi neste acrescento de dois euros que saiu a taluda de 15 milhões de euros.

O casal, mais os pais da rapariga vieram a Lisboa levantar o prémio e abriram uma conta num banco em nome dos quatro. (mas que erro tremendo este do Luís, digo eu).

A cisão deu-se quando Luís, a residir em Courel pretendia dinheiro da sua parte para presentear pais e irmãos. Terá sido o pai de Cristina, de Renelhe, a negar o pedido, remetendo-o para depois do casamento.

Luis avançou com uma providencia cautelar para bloquear a conta bancária ( a única medida possível para defender a sua parte do dinheiro) e o caso vai para julgamento, após a infrutífera audiência de ontem no Tribunal de Barcelos. Luís até se contenta com metade do dinheiro, mas a família de Cristina não abre mão da totalidade dos 15 milhões de euros. “O dinheiro é o diabo”, comenta uma moradora de Renelhe de nome Teresa Araújo, a qual não percebe “porque razão não dividem tanto dinheiro".

Comentário de Onaírda: Dinheiro (muito) a causa de todos os males".
Informações posteriores deste caso aqui

O mar de Ericeira: Homens de barba rija vitimas de naufrágio.

Naufrágio na Ericeira

Às 13h55 da passada terça feira 3 de Fevereiro, um barco de pesca profissional, de nome “Rochamar”, voltou-se à entrada do molhe da Ericeira. A Junta de Freguesia da Ericeira (sempre com funcionários no local para efectuarem limpezas) comunicou de imediato a situação aos Bombeiros Voluntários da Ericeira.

Agostinho, o gruista mais experimentado em aguas revoltas, comanda a operação de retirada do Rochamar.

A Policia Marítima da Ericeira e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) estiveram no local entre as 13h55 e as 14h30 de volta do resgate e do salvamento.Os dois náufragos ficaram livres de perigo. Apenas um deles teve de ter maior assistência, por traumatismo no ombro esquerdo, no Hospital de Torres Vedras.


Pelas 18h20 conseguiu retirar-se o barco do mar. Dois surfistas ericeirenses, a pedido do dono do barco, entraram no mar para fazer passar por ele o cabo de terra, para ser puxado pela grua do porto de pesca, comandada pelo Agostinho.

Nesse princípio de tarde, situação que vinha já desde a manhã a ondulação era de metro e meio de altura. Por esta razão e pelo mau estado do tempo, houve algum atrevimento em sair para o mar, com as poucas condições de navegabilidade que se verificavam e talvez algum incumprimento nas regras de navegação.

Foi a lancha rápida dos socorros a náufragos que retirou os doiis pescadores das aguas revoltas, muito mexidas e a correr bastante. A referida embarcação tinha-se virado, deixando sem recursos os dois homens a bordo, que se esforçavam por permanecer sobre o casco, enquanto este flutuava. Eram eles os pescadores conhecidos pelas alcunhas do “Rocha” e o “Sueco”, ambos da Ericeira. Foram retirados pela dita lancha rápida do Instituto de Socorros a Náufragos.

As ambulâncias disponibilizadas prestaram assistencia médica aos dois pescadores e pelo que nos informaram tiveram pouco tempo no topo da embarcação, mas que apesar de muito frio da agua e a baixa temperatura que se fazia sentir, causou uma hipotermia, embora ligeira. No entanto algumas escoriações num deles obrigaram a que recebesse tratamento no hospital de Torres Vedras.

Esta foi a notícia principal. Agora a segunda de tom mais alegre e ainda bem. Os curiosos apareceram todos enchendo o muro das Ribas e apenas assistiram a um outro espectáculo. Um grupo de surfistas da Ericeira conseguiu passar e atar um cabo à volta da embarcação virada no mar e a boiar, e puxaram-na para junto da grua, que com o esforço de todos a recuperou, retirando-a para terra.


Logo pela manhã tinham saído três embarcações; uma regressou pelas 11h30 sem problemas e era a “Eunice”. As outras duas, como atrás referimos era a que deu origem ao naufrágio e a outra era o “Pérola da Ericeira”, que regressou a meio da tarde. Bancada Directa (saímos de Mafra pelas 14h30) assistiu a esta chegada do "Pérola da Ericeira e dos seus homens, nossos amigos do dia a dia. Eram o João Santos, para nós o “Velha” e o “Tó Caboz”. Por momentos esperava-se o pior, com a recordação de outras situações muito perigosas, mas felizmente correu tudo bem. E ainda bem, graças a Deus. As autoridades marítimas ( sempre muito exigentes nestas situações de mau tempo) e os Bombeiros Voluntários da Ericeira estavam já de prevenção.


Assim foi o dia 3 de Fevereiro no porto da Ericeira a precisar de, o mais rapidamente possível, passar a ser um porto moderno e com condições de segurança.

O Jornais "Mafra Hoje" e o "O Ericeira" foram as fontes de minha referencia.

Mundo Policiário 8/09

Mundo Policiário 8/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre presentes

Temas deste Mundo Policiário

1- Recordar é Viver: Editorial da Secção “Enigmas e Desafios”, a cargo da TPLS, publicado no “Notícias da Amadora” na edição de 7 de Maio de 1998, relativo à passagem do 5º aniversário. Referência ainda para o IV Convívio da Amadora.
2- Continuação da evocação do que foi a vida de Aristides de Sousa Mendes, agora com a publicação da 2ª série de banda desenhada.

Antes a nota habitual de Onaírda: Ao lermos com atenção a edição nº 82 dos “Enigmas e Desafios”, de 7 de Maio de 1998, deparámos com uma noticia interessante e que indirectamente colide com este Mundo Policiário. Confesso que a ideia de intitular este espaço como “Mundo Policiário” não partiu da minha pessoa, mas de alguém que nos Estados Unidos, mais precisamente em New Bedford, gostou das notícias e resolveu enquadrá-las numa secção intitulada “Mundo Policiário”. Gostei da ideia e reconheço que serviu em muito para aumentar as audiências deste Bancada Directa, a ponto de termos ontem alcançado o bonito de 300.000 leitores. Agora sou surpreendido de que o nosso confrade Detective Lafayette também tinha uma secção com o mesmo título. Creio que acabou, mas gostava de saber mais alguma coisa, até porque não conheço pessoalmente aquele confrade. Eis então a noticia

1º Tema: Recordar é Viver: Editorial do “Enigmas e Desafios” (Noticias da Amadora 7/5/1998)

Em tempo de aniversário

Foi em 5 de Maio de 1994, em Massamá, que oficialmente se constituiu a TPLS. Passado algum tempo, a Tertúlia integrou a SFRAA, como uma das suas secções, onde ainda hoje se mantém.

Em tempo de aniversário, é altura própria para meditar um pouco sobre o trabalho desenvolvido e sobre os projectos para o futuro. Ao longo destes 4 anos, crescemos em numero de elementos, marcámos presença em todos os espaços policiários e não só, que se publicam em Portugal, desenvolvemos e cimentámos este espaço que semanalmente chega até vós, organizámos três exposições e quatro Convívios na Amadora, sendo um deles o maior de sempre realizado até hoje no nosso país.

O futuro vai privilegiar a divulgação e captação de novos elementos, utilizando o “Enigmas e Desafios” como grande espaço de convergência, de divulgação da literatura policiária, sem esquecer a vocação eclética da Tertúlia bem vincada no Torneio dos Oceanos, a decorrer com assinalável sucesso junto dos leitores.


Por falar em leitores/concorrentes, sem eles, sem vocês nada disto teria sido possível. Permitam-me destacar aqueles que com as suas produções têm contribuído de modo decisivo para este espaço, e também aqueles que respondem sempre presente a todas as iniciativas. Nesta hora de festa para a TPLS, aquele abraço para todos!!! Abílio

E agora o que foi o Convívio

O IV Convívio - Festa traduziu-se em mais uma excelente jornada de convívio que reuniu confrades de norte a sul de Portugal, desde Oliveira de Azeméis e Coimbra, passando por Castelo Branco, Golegã e Torres Vedras, Amadora (naturalmente) Massamá, Cacém , Barreiro e Setúbal, e até Beja.

Uma vez mais aqui deixamos o nosso agradecimento publico às entidades que contribuindo com o seu apoio aos mais diversos níveis, tornaram possível a sua realização: Câmara Municipal da Amadora, Sociedade Filarmónica Recreio Artístico da Amadora, Jornal Publico, e Jornal Noticias da Amadora, e ainda Atalanta/Medeia Filmes.

Para além do entusiasmo à volta do Torneio dos Oceanos, e da distribuição dos prémios da secção Publico/Policiário e da nossa “Enigmas e Desafios”, destaque também para a homenagem promovida pelo Publico através de Luís Pessoa, a alguns importantes valores do passado, no campo do policiário: Mané, espsosa de Lima Rodrigues, Repórter Misterioso, Lemmy Caution, R.P., Mr Pilot, Leiria Dias, Lilia Sol, Edmundo Prado, Ross Pinn, Rial Verro, e Detective Misterioso. Foi também homenageado Abrótrea (Setúbal) pelo trabalho desenvolvido na divulgação do policiário com o boletim “Crimes e Passatempos”.

E pronto, terminada a jornada, ficou marcado o próximo encontro para 17 de Maio em Coimbra.

Publicam-se algumas fotos do Convivio, apesar da fraca qualidade das imagens a preto e branco.

Antonio Raposo e Abilio( aqui Tempicos debutava para ser um caustico ser humano, no aproveitamento futuro da Nelinha e depois da Katinha)

O nosso Flo com o saudoso KO

Luis Pessoa entrega prémios ao saudoso Dic Roland

Severina (muito ausente nos dias de hoje) e Figaleira)

2º Tema deste Mundo Policiário. A vida de Aristides de Sousa Mendes. 2ª serie de banda desenhada

quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Falemos de Natureza: As aves da nossa região saloia (5)

Continuação deste tema

Galeirão


Esta espécie, embora de fácil identificação, é muito tímida e dificilmente se poderá observar a menos de 40 metros, sem que se esconda na vegetação mais próxima. Com o corpo em tons de preto, são os seus olhos vermelhos de bico e fronte de cor branca que tornam esta espécie tão atractiva na sua descoberta. Tem cerca de 40 cms e nesta região saloia observar esta espécie de galeirão apenas será possível em locais onde não haja corrente, e com matéria vegetal disponível para a sua alimentação.

A sua premência nesta região (estuário e ribeiras) está dependente do caudal das ribeiras. Sempre que houver grandes variações de caudais, esta espécie tende a sair desta nossa zona. Neste Inverno apenas foram detectadas du
as aves na zona das Amoreiras (Carvoeira) Mesmo ali quem passa a ponte do Rio Lizandro vindo da Ericeira e no fim da ponte vira à direita.

Galinha - d’água


Espécie fácil de se identificar devido às suas cores muito particulares, com corpo com tons de preto, olhos e fronte vermelho e amarelo, patas em tons de amarelo e as penas infra-caudais em branco.

Amplamente distribuída nesta região, tem cerca de 33 cms, e habita perto de ribeiras, ou em lagoas de água doce que ofereçam condições de alimento disponível. A sai alimentação consiste em matéria vegetal, moluscos, sementes e insectos.

Em qualquer época do ano será fácil observar esta espécie, embora cautelosa, permite aproximações favoráveis. Ao longo da ribeira de Mafra - gare até à foz do rio Lizandro existem cerca de 60 casais ao longo ao ano.

The Palestinians Kids. O lado que não foi mostrado

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Mais imagens para quê?
Estamos a referirmo-nos ao recente conflito israelo / palestiniano, depois de sabermos que na noite passada Israel voltou a bombardear território da faixa de Gaza, sob um pretexto qualquer. Mas estas imagens que não foram mostradas ,realçam o "elan" com que as forças do Hamas lutam contra os seus inimigos, servindo-se de jovens imaturos e imberbes. As imagens dizem tudo! Crianças em idade de brincar!




300.000. Número bonito. Bancada Directa oferece presente especial ao leitor que bater na "mouche" deste número!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Aproxima-se rapidamente o alcance por parte deste blogue do bonito número de 300.000 visitantes leitores. O que se espera seja acontecimento ainda hoje. Bancada Directa não poderia ficar indiferente a tanta audiencia e ao fervor e amizade que os seus amigos leitores têm por este blogue. E vai daí abrimos os cordões à bolsa e vamos presentear o amigo leitor que bater na "mouche" logo à tarde naquele número. Temos mecanismos para o fazer e saber quem foi.
Vamos pedir a Deus que as famílias dos signatários autores deste post estejam num dia de não ver este Bancada Directa. Já me assopraram que era a Katinha Vanessa do "Never Rides Again", mas é falso que seja ela.

O presente será esta miuda que vamos oferecer a esse leitor e pode dela dispor durante todo o resto deste mês de Fevereiro. Todas as despesas são por nossa conta, incluindo o valor do IRS, que é avultado, dado o potencial valor da moça. Vale para cima de um dinheirão! Passem bem e façam o favor de serem felizes. Com ou sem a miuda! Obrigado!
(Pedro Sousa e Onaírda. Ele, Pedro, muito longe lá pelos "states" perto do "barata abana" e o segundo aqui no meio desta embrulhada de nunca mais saber o rescaldo do caso Freeport)

O desporto logo pela manhã. O Binya lançava melhor no Benfica

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Os sem-abrigo em Lisboa: insólito mas real.

De um leitor, devidamente identificado, recebemos esta madrugada o seguinte alerta:


Venho por este meio informar a CML para um sem-abrigo que se encontra a viver num banco de jardim da Avenida da Liberdade (junto de uma saída do Metro e em frente do Hotel Marquês de Pombal, o nº 245 da avenida).

Chamo a maior atenção para este problema - nos últimos dias não tenho observado qualquer movimento, ou acção.Esta pessoa poderá estar muito doente, a precisar de ajuda médica urgente.

A sua vida poderá estar em risco iminente.



Envio em anexo duas fotografias do local.

Agradeço ao Lisboa sos.

quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Mas que raio de retórica esta.

Convenção do Bloco de Esquerda no ultimo fim-de-semana

A comunicação social referiu a retórica de Francisco Louçã como um exemplo muito fraco do que é o ”capitalismo”.

Há poucas semanas, na Assembleia da República, a (des)propósito da forma de cálculo para a idade de reforma, Francisco Louçã falava de um «castigo» imposto pelo governo aos trabalhadores, a obrigação de trabalharem mais dois ou três meses para a reforma.



Este fim de semana, no encontro do BE, Louçã reviu a doutrina: «dois coelhos enfiados numa cova são diferentes de duas notas porque as notas nada fazem, são mero capital, mas os coelhos trabalham». Rico trabalho, sem dúvida. Todo o exercício retórico é, aliás, um primor de falta de espirito politico para um lider de um grupo parlamentar.

O beijo. Daniela Mercury no seu melhor.

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Tá na moda! Qualquer dia os esquisitos somos nós.

A saude em primeiro lugar!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Concordo que a massagem anteriormente referida até deve ser excelente. Mas o que o nosso professor ensina deverá ser um tanto melhor. Tenho de experimentar. Não sei onde, por enquanto!


Francamente, só basta olhar 10 minutos! "E se pudesse mexer-se seria ainda melhor. Será que me estou a depravar?

clicar na imagem para aumentá-la.

Falemos de desportos radicais. Surf feminino em grande. Quem é Stephanie Gilmore

Falemos de desportos radicais

Surf feminino em grande. Quem é Stephanie Gilmore?



Caros amigos leitores do Bancada Directa

Tenho acompanhado a carreira meteórica da Stephanie Gilmore, uma australiana que já é bi campeã mundial. Vejo agora uma crónica da jornalista/surfista Marlene Marques e passo a transcrevê-la para os meus amigos leitores estarem actualizados com as grandes estrelas do surf mundial.

Vamos dar a palavra a uma jornalista, que para além da sua vocação profissional é uma excelente surfista. E como é um “saber de experiencia feito” quando ela fala de surf, é como estarmos frente a um catedrático na matéria. Referimo-nos a Marlene Marques.

Eis a sua crónica sobre Stephanie Gilmore.

Stephanie Gilmore é um homem a surfar. Não haja a mais pequena duvida. Não é uma comparação que me dê gosto fazer, essa do homem versus mulher, Mas a verdade é que os homens, na sua maioria, têm um estilo mais bonito do que o das mulheres, ao conseguirem unir a força das manobras e das técnicas à suavidade de acompanhar o movimento das ondas.

Claro que entramos no campo da competição e tudo muda.

Stephanie Gilmore é um homem a surfar. O seu surf é tão bonito e complexo que envergonha muitos dos surfistas que por aí andam.

Stephanie conseguiu recentemente s seu segundo título mundial numa justa vitória no Havai. A luta estava renhida com a brasileira Silvana Lima. Tiro o meu chapéu a Silvana, que durante toda a sua carreira como pro-surfer teve que dar o litro para conquistar o seu espaço entre as meninas que, para além de um surf animal, sempre tiveram uma carinha laroca a acompanhar. Já Silvana, não…. Resta-lhe o profissionalismo e o talento, com os quais este ano quase, quase, destronou a imparável australiana.

A Happy Gilmore, como lhe chamam por ser dona de um sempre presente e electrizante sorriso, tem uma história que desde cedo previa este desfecho (ou será apenas o começo?). Começou por se pôr em pé de uma prancha de bodyboard com apenas 10 anos de idade e desde aí que tem vindo a superar-se.
Claro que ser da Australia, onde o surf é o desporto nacional, ajuda sempre. Partilhar as ondas com Mick Fanning, também. Mas é também condição “sine qua non” o talento.

Em 2005, com apenas 17 anos de idade, a surfista fez o alerta à navegação, ganhando como Wildcard o seu primeiro evento do Tour Mundial, o Roxy Pró, na Gold Coast. Está bem que estava em casa, mas o seu surf deixou todos de boca aberta e os oráculos começaram a espalhar a palavra de que estávamos diante de um futura campeã mundial. Bastou dois anos (o primeiro a fazer o circuito de qualificação) para a profecia se concretizar. E mais um para agora se consolidar.

Dois anos no Tour, dois títulos mundiais. E agora? Claro que cada ano competitivo pode ser uma autentica surpresa, mas a verdade é que Stephanie Gilmore está no topo da sua carreira, o seu surf parece continuar em permanente evolução e vontade não lhe faltará para, quem sabe, chegar aos sete títulos mundiais alcançados pela Laine Beachley( que este ano anunciou a sua retirada da competição, escolhendo fazer algumas provas…..”just for the fun it”,) mas a concorrencia nos dias que correm está cada vez mais forte.

Já mencionei a “brasileira – dinamite”, Silvana Lima, que conseguiu acabar o ano na segunda posição do ranking, e a peruana Sofia Mulanovich também sempre deu provas de que não gosta de perder.

Mas outros nomes se afiguram como potenciais importunadoras da bi - campeã mundial, entre as quais a bombinha Carissa Moore quando fizer o seu debut no circuito. E estaremos todos cá para ver e pasmar.
Até lá, Stephanie Gilmore vai continuar a surfar como um homem e a marcar toda uma geração de surfistas que crescerão e evoluirão com o seu talento. Foi assim com Margo Oberg, com Wendy Botha, com Lisa Anderson ou com Layne Beachley, só para mencionar algumas surfistas de topo.

Falemos de Segurança: ou da falta dela nestes tempos que passam por nós!

Falemos de Segurança. Haverá raízes de culpados bem identificados?


Pelo que leio e as estatísticas sobre a evolução da criminalidade em Portugal confirmam, parece que esta falta de segurança, se relaciona um pouco com os grupos étnicos e culturais que se radicaram entre nós.

Não se avalia a média da gravidade e a espécie da violência que por cá se vive, mas sim murmurando-se em voz baixa, comentando-se nos corredores e fica uma imagem mais opaca de qual a origem desta violência toda.

Fica-me a sensação de que pensam que esta crise, que assola a Sociedade Civil, não tem nada a ver com esta violência e este aumento de criminalidade violenta.

Ver mais aqui

terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

No rescaldo do Porto-Benfica. A Lição de Lucho Gonzalez. Atleta com A grande!

Lucho Gonzalez. Jogador do FCPorto. Atleta com A grande!

A Lição de Lucho Gonzalez


A indecorosa decisão de Pedro Proença de proporcionar a Lucho Gonzalez o segundo penalty do ano frente ao Benfica desencadeou um despudorado “lift” cosmético por parte de preclaros adeptos do FCPorto, que conseguiram descontar-lhe uma intenção justicialista, “limpando-se” de um outro pretenso equívoco ocorrido uma hora antes na área do Benfica. Eis o soturno princípio destas abencerragens da verdade desportiva: um erro com outro erro se emenda.

Esta esquizofrenia aguda que acomete as gentes da bola, sempre que os resultados comprometem os objectivos imediatos, chegaria a ser cómica, da gargalhada até, se não escondesse uma perspectiva trágica e um iminente perigo de explosão. Estes incidentes que marcaram para sempre a carreira promissora de Pedro Proença e que o vão colocar em suspenso de altas responsabilidades nos tempos mais próximos, surgem, contudo, numa altura boa para uma reflexão positiva.

Lucho Gonzalez devia ser louvado por ter resistido ao (eufemístico) toque de Reys, mostrando no palco mais exposto o que pode e deve fazer um profissional honesto em defesa da sua arte. Futebolista que tem honra não se atira em mergulho na grande área e resiste às aulas dos treinadores intelectualmente desonestos, que se entretêm em longos “treinos” à porta fechada a incutir comportamentos indecentes e fórmulas de “enganar” o árbitro”, admitindo que essa é uma via plausível para o sucesso.


O futebol já fez evoluir as regras para obstar a tais expedientes, mas parece que não o suficiente. Entre um golo que pode valer um campeonato e um mero cartão amarelo, a golpada de Lisandro Lopez proporcionou uma compensação obscena – pelo que o castigo disciplinar previsto perdeu adequação e tem de ser agravado. Um cartão vermelho não é demais para a tentativa de corrupção da verdade de um jogo.

Ao invés do seu compatriota, Lucho Gonzalez resistiu à queda fácil, sem medo de desenterrar a aberrante discussão de outros Carnavais sobre o grau de intensidade dos sopros nas costas do verdadeiro “levezinho”, Mário Jardel, quando, segundo o poeta, voava sobre os centrais.

Mas, infelizmente este assomo de integridade do “El Comandante” argentino, que poderia polir a braçadeira de líder de um clube recentemente condenado por desonestidade desportiva, não passar de um momento de “desnorte” susceptível de lhe ainda custar algum dissabor nas vielas dos Olivais. O conceito de que Pedro Proença lavou a mão esquerda com a lama que tinha na mão direita, apareceu na boca de pessoas socialmente consideradas e bem encostadas aos poderes Legislativo e Judicial.

Estes defensores do caos como atmosfera ideal para o desenvolvimento do futebol profissional, sonham com a desordem e a desconfiança, para pasto de advogados e juízes de 3ª, regulamentos dúbios e interpretações “`a lá carte”, onde nem as palavras conservem o significado. Tudo é interpretável neste meio., em que não se ouviu ou leu um elogio à probidade de Lucho Gonzalez.

Mesmo entre os adversários, os que não perceberam a lição formam uma lamentável maioria.

Texto de João Querido Manha: escreve no Jornal Record às terças-feiras.

O saber não ocupa lugar! O cidadão questiona; Bancada Directa dá uma ajuda.

O saber não ocupa lugar.

Questões de arrendamento urbano.

O cidadão pergunta, a resposta surge

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Por vezes questões simples são muito complexas para a maioria das pessoas que desconhecem as linhas com que se cosem as questões judiciais. Reparemos nesta questão suscitada por alguém plenamente identificado.
Pergunta: Sou arrendatário num prédio urbano em mau estado de conservação. Os últimos dias deste Inverno, com o mau tempo que tem estado agravaram o estado do prédio onde moro. Preocupa-me a situação do mesmo, por envolver perigo para quem reside no prédio. Pergunto se posso contactar com alguma entidade oficial, sem ser com o meu senhorio?

Bancada Directa esclarece a devida resposta

Comissões Arbitrais Municipais

Pode contactar uma Comissão Arbitral Municipal (CAM). Estas entidades foram criadas e reguladas após a aprovação do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU). Relativamente desconhecidas dos cidadãos, o seu papel serve para casos como o acima descrito. Em primeira-mão, serve para que todos nós possamos exercer o direito de informar as entidades administrativas, reclamar e fazer valer os nossos direitos junto das entidades competentes.

O seu regime jurídico encontra-se no D.L. nº 161/2006 de 08 de Agosto. O preâmbulo deste diploma legal é claro:”Pretende-se que as CAM desempenhem um papel de relevo na aplicação do NRAU, sobretudo no que concerne ao regime transitório destinado aos contratos de arrendamento mais antigos (….) terão competência para dirimir alguns tipos de conflitos nomeadamente os relativos a obras e à efectiva utilização do locado”.

“As CAM desempenam também funções essenciais na determinação do nível de conservação do locado para efeito de actualização de renda (….) desempenham ainda funções relevantes em matéria de recolha e encaminhamento de informação…

As CAM são compostas, nos termos do artigo 4º do D.L. acima referido (o tal nº 161/2006 de ( 8 de Agosto) por vários representantes, como por exemplo, da Câmara Municipal, senhorios, arrendatários, entre outros. Como função primacial, determinam o coeficiente de conservação de um imóvel, bem como as suas causas de degradação, até mesmo nos casos de actuações ilícitas. Arts 14º e 15º. Nesses casos, as CAM definem as obras necessárias a efectuar, quando haja um nível de conservação mau ou péssimo do imóvel. Assim, tanto o arrendatário, como o senhorio, podem requerer à CAM a descrição das obras a efectuar, para se atingir o nível médio de conservação – arºt 16º, nº 1.

Dessa decisão podem haver reclamações por escrito, no âmbito das competências decisórias da CAM. As CAM também decidem sobre questões relativas a obras no imóvel, como as respeitantes a responsabilidades custos, compensações com o valor da renda, desocupações e realojamentos – artº17, nº 1, als a) e b). Pode haver recurso judicial para os tribunais de primeira instância destes actos das CAM.

Para que as CAM decidam sobre as matérias acima, há lugar a um procedimento decisório, que se inicia com uma reclamação escrita, nos termos do artigo 18º.

Por fim as CAM fazem o acompanhamento das informações do estado dos imóveis, avaliações, informam os munícipes das actualizações das rendas, nos termos do artigo 19º.

Exposto e informado sobre estes organismos, deve o amigo leitor procurar saber se existe uma CAM, onde possa actuar de acordo como o que acima está escrito. Estes organismos podem e devem esclarecê-lo sobre os actos e procedimentos e tomar.

(apoio do especialista Pedro Baptista-Bastos:Tempo Livre)

Em Espanha é igual ao que por cá se pratica. Talvez mais grave!

Também em Espanha (Madrid), o estacionamento causa incómodo aos peões.


O texto vai em espanhol para ser mais bonito.
........La zona del Campo de las Naciones de Madrid suele estar llena de vehículos que aparcan de mala manera. Es habitual ver muchos en doble fila, en los cruces e incluso en los pasos de peatones. Lo que no es tan normal es comprobar que la propia Policía Municipal haga lo mismo y estacione sus vehículos en el espacio destinado a los viandantes, en lugar de dar ejemplo.

En la imagen se puede comprobar cómo los peatones tienen que rodear un coche policial mal aparcado para poder atravesar la calle Estrasburgo, situada en esta zona empresarial de Madrid.

Mas que rico exemplo de autoridades policiais.

Falemos de Natureza;: As aves que povoam esta região saloia.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Continuamos com este tema

Tarambola- cinzenta



Depois de nidificar no norte da Europa são sobretudo juvenis que no início de Setembro chegam à zona costeira da Ericeira, nomeadamente à Praia de São Sebastião e do Matadouro. E eventualmente à Ribeira de Ilhas. É uma ave que passa muito despercebida devido aos tons cinzentos da sua plumagem de Inverno, permanecendo entre nós até meados de Abril.

Compacta e com cerca de 27 cms, pode ser vista e observada em pormenor na baixa-mar pela manhã e com sol favorável. A sua dieta são moluscos, crustáceos pequenos e vermes das rochas marinhas. As principais características são o bico preto e as patas em cinzento-escuro. Todos os anos invernam nas praias da Ericeira cerca de 15 indivíduos e embora possam ocorrer outras aves de passagem, dificilmente se poderá estas tarambolas-cinzentas noutras zonas da região costeira saloia.

Tarambola – dourada



Ave muito semelhante à anterior em tamanho e porte e que nidifica no norte da Europa, especialmente na Escócia e Irlanda. Na região saloia costuma aparecer em Bandos e em zonas de pastos e terrenos agrícolas alagados (ex Freguesias do Milharado, Encarnação e Santo Isidoro), por meados de Novembro até ao fim de Março. Em campo aberto requer muita prudência na observação, pois está sempre alerta e pronta a fugir.

No período em que permanecem na nossa região saloia apenas podemos observar a sua plumagem de Inverno, totalmente diferente da de Verão. O seu padrão bem definido com tons de dourado, não oferece dificuldades de identificação. Minhocas, insectos e sementes são a sua dieta. A sua presença, depende muito dos terrenos disponíveis que escolhe. Por vezes a presença de um predador pode ser motivo para que não volte mais a esse lugar. Esta ave, se não for muito perturbada, pode dar origem a que permaneça grandes períodos no mesmo local.

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Travis Pastrana: Duplo Mortal. Impressionante!

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Basquetebol ao mais alto nivel. Queluz vice-campeão distrital sub-16 masculinos

O desporto na minha terra

Basquetebol. Queluz vice-campeão distrital de sub-16 masculinos

Oh, mamma mia!!! Que espectáculo desportivo assistimos.


Cerca de duas centenas de pessoas/espectadores desafiaram as más condições meteorológicas do passado Domingo 1 de Fevereiro, e marcaram presença no Pavilhão Henriques Miranda em Queluz para assistir à derradeira jornada do Campeonato Distrital de Sub-16 masculinos, colorindo as bancadas, com a claque afecta à turma do Benfica mais activa no apoio para dentro do recinto de jogo, embora os de Queluz fossem em maior numero. De resto, a condizer com as emoções do próprio jogo, numa excelente propaganda ao basquetebol, tal a intensidade com que foi jogado até ao último segundo.

Entrada de leão para confundir as águias da Luz

Benfica partia para este encontro com uma maior dose de favoritismo, não só pelo percurso na fase final (duas vitórias), mas sobretudo pela capacidade de rotação dos jogadores em campo, visto ter um banco com mais potencial, ao contrário da turma de Queluz/Sintra, a jogar sem base, devido a lesão dos dois jogadores do plantel e com menos unidades disponíveis.

O treinador Mário Paulino teve que por isso recorrer à equipa de sub-14, fazendo entrar Isaías Ensaly, o qual tem apenas 13 anos de idade, e diga-se, em abono da verdade, que correspondeu ao que se lhe pedia e deu sempre boa conta do recado, sempre que era chamado a entrar em jogo. Bom atleta com futuro promissor na modalidade. Gostaríamos de o ver novamente.
Ao apito inicial do árbitro, correspondeu o Queluz com uma entrada fulgurante, surpreendendo os encarnados que se viram em desvantagem; 9-4, 10-4 e 10-6. Depois de um descanso de tempo pedido pelo Benfica, os red colors rectificaram posições e começaram a encurtar a distância pontual chegando aos 10-10. Reagiu o conjunto da minha terra que marcou mais dois pontos (12-10), vindo a terminar o primeiro período em desvantagem de um ponto (15-16).

E quando começam a aparecer os tiros para triplos é uma dor de cabeça

No terceiro e quarto períodos, o Benfica foi dilatando a vantagem aos poucos e poucos e a sua vantagem tinha um grande motivo favorável: os triplos certeiros obtidos pelos seus jogadores. Chegou o Benfica a dispor de 19 pontos de vantagem (45-61) na pior fase dos queluzenses que entretanto recuperaram para 53-65, mas já era tarde. Com apenas um minuto para jogar, acabaria por ser o Benfica a concretizar mais um triplo, fixando o resultado final em 53-68, acabando por ser um justo vencedor.

Pena que os jogadores da turma da Luz, na euforia final, enviassem as garrafas de agua abertas para o recinto do jogo, prejudicando o inicio da exibição das classes de ginástica e step do Clube Atlético de Queluz, que abrilhantavam os intervalos e obrigando a trabalho extra. Feio, triste e nada abonatório para uma agremiação de nomeada no desporto nacional. Atitude que levam uma pessoa a pensar num complexo de superioridade de atletas por pertencerem a um grande clube. Repetimos e dizemo-lo com desgosto: Muito feio!!!!

Para os terceiros e quartos lugares jogaram o Algés e Dafundo e a Física de Torres. Venceram os lisboetas.

Plantel do Queluz: Francisco Pessoa, Isaías Ensaly, Simão Dela, Diogo Varelas, Bruno Mendes, Osvaldo Francisco, Ricardo Pereira, Nazareno Francisco, Hernâni Medina, Ruben Guerreiro, Nuno Tavares, Diogo Tomás, Miguel Nunes, Tiago Gonçalves, António Castel-Branco, Gelson e Miguel Neves. Treinadores Mário Paulino e Miguel Pereira.

Plantel do Benfica: pelo seu comportamento ao comemorarem a sua justíssima vitoria não refiro os nomes. Pena, porque até é o meu clube desde criança. Dirigentes: ensinem lá os jovens que assim não está bem.

Quem tramou José Sócrates?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Esta minha pequena intervenção, antes do texto da nossa amiga Clara Ferreira Alves, tem só o intuito de saber o que dirá José Pacheco Pereira sobre o teor do mesmo e a opinião assumida pela Clara. Confesso que estou curioso. E se ele não opinar sobre o tema, tenho de me meter no blogue dêle e instá-lo a que pronuncie. Porque gosto das suas opiniões para fazer comparações, gostaria de saber esta concreta..

Tenho alguma dificuldade em reconhecer o primeiro-ministro de Portugal na personagem sórdida, de uma rapacidade corrupta e gananciosa, de um oportunismo descuidado e sinistro, que nos últimos dias muita gente anda por aí a pintar: testemunhas e mais testemunhas, alegações e mais alegações, um domínio de diz que disse que faz parte da nossa paixão pela intriga e o rumor.

Não digo isto por conhecer José Sócrates, que não conheço, e sim por saber como um conjunto de acusações e invenções é capaz de destruir toda a argumentação e toda a lógica. E fico desconfiada.


Fico desconfiada com as coincidências e fico desconfiada com as contradições. As que tramam Sócrates e as que tramam inimigos ou adversários de Sócrates. Por exemplo, no mesmo dia em que o "Sol" trazia a acusação de troca de mails e de frases onde se mencionava o Pinóquio, sendo o Pinóquio quem nós sabemos, o Expresso publicava um novíssimo cartaz da JSD com Sócrates empossado de pinoquiano nariz. Assim, de Pinóquio para Pinóquio, acho muita coincidência.

Outra coincidência: a de o conselheiro de Estado Dias Loureiro, ainda segundo uma notícia do Expresso da semana passada, ter andado por Angola a fazer um roadshow do falido semanário "Sol" para possíveis investidores angolanos. What else?

Do lado socrático da questão, acho coincidência o primo de Sócrates ter partido assim de repente para a China para, alínea a), tirar um curso de marketing; alínea b), permanecer um ano num retiro espiritual num mosteiro de artes marciais. Fico desconfiada. De quê, exactamente? Não sei, esse é o problema da desconfiança sem provas, nascida da suspeita e da ignorância.

Também fico desconfiada com o Grupo Carlyle e a sua longa manus, que comprou o Freeport dois meses antes da apresentação ao primeiro-ministro do estudo de um "grupo de empresários", ou da CIP, apontando a solução de Alcochete. E que acabou por fazer de Alcochete o metro quadrado mais valioso do território nacional.

Isto depois do fracasso da falida Euroamer em Portugal, uma empresa construtora e imobiliária que tinha Artur Albarran (what else?) como administrador, ao lado de William Hasselberger, advisor da Carlyle e que aparece muito pela Universidade Católica Portuguesa em colóquios respeitáveis. Apesar de a Euroamer ter acabado coberta de suspeitas de crime e fuga ao Fisco, que são tudo menos respeitáveis.

Nada se apurou ao certo, claro. Isso não impediu o primeiro-ministro Santana Lopes, honrando compromissos de Durão Barroso, de condecorar Frank Carlucci e prestar-lhe homenagem, ao mesmo tempo que nos Estados Unidos Carlucci e a Carlyle estavam envolvidos nas suspeitas de inside information no fornecimento milionário de armas para a guerra do Iraque. Carlucci, amigo de Rumsfeld, que por sua vez condecorou Paulo Portas depois da compra dos submarinos e restante material militar.

Enfim, há muito de que desconfiar na sociedade portuguesa, onde operadores estrangeiros parecem actuar com impunidade e comprar, subornar e corromper sem que a Justiça portuguesa interfira. Portugal vende-se a retalho. PIN são peanuts.

Também fico desconfiada dos offshores. Ser alguém neste país é ter dinheiro e poder e recorrer a offshores para não pagar impostos, com a cumplicidade de uma banca que demonstrou uma ganância tão oportunista e corrupta como aquela de que é acusado José Sócrates. Também fico desconfiada de Smith e companhia, supostas pessoas de palavra e honra. Assim, quando eles dizem e trocam mails a dizer que subornaram o ministro, ou quando têm conversas indiscretas a dizer que subornaram o ministro, temos de acreditar piamente.

Não podemos, por exemplo, pensar que se abotoaram com o dinheiro e resolveram andar a gritar que o negócio foi caro porque ministros, de um modo geral, são caros. Veja-se a notícia do "Correio da Manhã" que dizia que Belmiro de Azevedo estava disposto a pagar 500 mil ao ministro Sócrates para o Freeport ser chumbado. E foi. "Chumbo estratégico", diz uma testemunha. What else?

As fracções de Sócrates não são de 50 mil em numerário, são de 400 ou 500 mil. Dito isto, escrevo à segunda, o que quer dizer que no fim-de-semana mais pingos de lava ardente caíram nas redacções e telejornais. Já me sinto desactualizada. Em Portugal, as violações do segredo de Justiça precedem o fim-de-semana. E contradizem os altos representantes dessa Justiça.

Onde eles dizem que nada incrimina ou aponta José Sócrates, tudo o que se ouve e lê, com base em "testemunhas" e "documentos" secretos, aponta e incrimina José Sócrates. A procuradora mente? O procurador-geral mente? Um sistema de Justiça que se contradiz deste modo ridículo não é um sistema de Justiça, por mais piedades que digam sobre ele. É um sistema de medo e desconfiança. É tramado.
Clara Ferreira Alves- Revista Única- 8-2-09

Jogo de mentalidades fortes, preconizava o tio Jesualdo.



Eu até concordo que o tio Jesualdo tenha a sua razão. Simplesmente devia ter referido que o clássico não eram só duas equipas, mas sim três. E se a equipa que omitiu na entrevista não tem a mentalidade forte que preconizou para o clássico, então, adeus òh vindima. Pobre futebol o dos dias de hoje, com árbitros desta categoria. Evidentemente que não me estou só a referir-me ao senhor Pedro Proença, mas a uma série de árbitros da nossa praça que andam por aqui a fingir que sabem apitar, que ganham "bom dinheirinho", mas competência e mentalidade forte não se vêem.. Hoje calhou ao Benfica, amanhã calha a outro. Triste! E eu ando por aqui nesta vida andando nas ruas ao lado deles. Ainda mais triste.

Quem é o culpado?!!

Meu jogador em destaque..



Muito se dorme em Portugal...


Anderson Silva avançado de 25 anos do Nacional da Madeira, mais conhecido como Nenê, tem já 12 golos marcados em 16 jogos realizados na Liga desta época. É como o algodão...

Decidam-se!!!

Uns dizem que é falta, outros dizem que não...
Se for fora de área a maioria diz que sim, dentro já dizem que não..
Uns olham só para os pés, outros só para as mãos...
Outros não vêm nada, outros vem tudo..
Se for vermelho dizem que não, se for azul dizem que sim, se for verde diz "nim"..
Se tocou fala-se na intensidade, se não, fala-se em simulação..
Decidam-se por favor!!!
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Aprendam...

Publicado em Diário de um Prof

Último Sonho de... George W. Bush

domingo, 8 de Fevereiro de 2009

O saber não ocupa lugar! Temas de Medicina. Derrame pleural

O saber não ocupa lugar:
Temas de Medicina.
Derrames pleurais.

Todos nós ouvimos falar, por vezes, na pleura e nas suas doenças. Mas afinal, o que é a pleura, qual a sua importância para a pessoa humana e quais são as doenças que mais frequentemente a afectam?

A pleura é uma fina membrana de tecido de estrutura aparentemente muito simples, constituída por uma única camada de células. Esta membrana envolve, por um lado, o pulmão (pleura visceral), mas também reveste interiormente as estruturas da parede torácica (pleura parietal). Estes dois folhetos pleurais continuam-se um com o outro e estão em contacto íntimo, delimitando entre eles um espaço virtual que contem normalmente uma fina quantidade de líquido (liquido pleural).

A principal função das pleuras parece ser o de facilitar o movimento de deslizamento entre o pulmão e as estruturas da parede torácica durante os ciclos respiratórios. Em determinadas situações de doença, a pleura pode inflamar-se e ser motivo de sintomas. Quando a pleura está inflamada situação que também é conhecida por pleurisia, acompanha-se na maior parte das vezes, pela acumulação de liquido no espaço pleural, dando origem à formação do derrame pleural.

No entanto, nem todos os derrames são devidos à inflamação da pleura. Frequentemente, nas situações de falência cardíaca em que há aumento da congestão das veias pulmonares ou também nos casos de cirrose hepática e acumulação de líquido na cavidade abdominal (ascite), o espaço pleural pode encher-se com mais ou menos líquido, através de um mecanismo de difusão passiva. Tal situação resulta de pressão existentes respectivamente entre o espaço vascular ou a cavidade abdominal e o espaço pleural.

Doenças associadas à pleura

Sendo a pleura uma estrutura relativamente simples, as doenças com origens exclusivamente nas células pleurais são relativamente raras. Pelo contrário, a pleura e o espaço pleural podem ver-se envolvidos em muitas doenças com origem em outros órgãos. Estes órgãos podem estar na proximidade, como sejam o pulmão, o mediatisno ou a parede torácica, ou então mais distantes, por exemplo a mama, vísceras abdominais ou pélvicas. Praticamente todos os órgãos do corpo humano podem causar doenças que inflamam a pleura e originar derrames pleurais.

É comum a pleura estar comprometida em situações de infecção não tuberculosa ou tuberculosa e ainda em doenças mais gerais como por exemplo as doenças dos gânglios linfáticos (linfomas), o lúpus eritematoso disseminado ou a artrite reumática.


Consoante a doença que deu origem ao derrame da pleura, também o líquido pleural apresenta diferentes características. Para além dos sintomas mais ou menos típicos da doença e aspectos radiológicos, é através de análises laboratoriais deste líquido que se consegue esclarecer a origem da maior parte destas doenças. Para se obter o líquido pleural para as análises é necessário proceder-se à realização duma punção torácica, que se designa por "toracentese".

A toracentese, quando efectuada sob anestesia local por um médico experiente é praticamente indolor e isenta de complicações. Frequentemente, quando a doença não se encontra suficientemente esclarecida, pode ser necessário realizar uma biópsia da pleura parietal, o que requer maior experiencia, devendo ser efectuada por um pneumologista.

As situações clínicas mais frequentes de derrame pleural são secundárias às pneumonias (derrames parapneumónicas), que curam quando a pneumonia resolve, após um tratamento com antibióticos. Por vezes a infecção é mais grave, podendo coexistir também à infecção do espaço pleural. Nesta última situação, para além dos antibióticos é necessário colocar um dreno torácico para promover a saída do pus da cavidade pleural. Nos casos mais graves ainda pode ser necessário recorrer ao tratamento cirúrgico.

(a fonte deste texto é o Dr. Jorge Roldão Vieira. Hospital Garcia de Orta . Almada)

O saber e gostar de cultura é muito bonito

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Aproveitem, se moram para estas bandas saloias. A entrada para a exposição é gratuita..

O desporto na minha terra: Hoquei em Patins. Campeonato Distrital de sub-18 femininos.

O desporto na minha terra. Hoquei em Patins: Campeonato Distrital de sub-18.

Grupo Recreativo “Os Lobinhos” campeão
.


A duas jornadas do final da competição a equipa da freguesia de Almargem do Bispo já havia garantido matematicamente a conquista do titulo de campeão distrital de sub-18 femininos, e a uma jornada do termo, mantém-se 100% vitoriosa, com um domínio avassalador retratado nos números impressionantes apresentados: 84 golos marcados e apenas 1 golo sofrido. Repetimos: apenas 1 golo sofrido, em 7 jogos já realizados.!!!!

Na ronda da semana passada (dia 30 de Janeiro) a equipa de “Os Lobinhos” recebeu no seu pavilhão de Vale de Lobos a turma da União de Nafarros e venceu categoricamente por 6-0. Durante a primeira parte, a formação orientada por António Gomes ainda equilibrou a partida, com Tânia Freitas e Cátia Lopo, a destacarem-se nas jogadas de contra ataque. Do lado da formação orientada por Cristiano Agulhas, Inês Vieira e Andreia Leal e Inês Raimundo eram as mais perigosas, e seria a primeira a inaugurar o marcador, cuja vantagem manteve-se até ao intervalo. Este golo foi na marcação de uma grande penalidade.

No segundo tempo, acentuou-se o domínio da equipa de Vale de Lobos, com Inês Vieira a bisar na partida, com os restantes golos a serem apontados por Andreia Leal, Ana Coelho, Joana Aguiar e Margarida Florêncio. Grande divisão quanto a marcadores dos golos. Assim é que é bonito! Resultado final registado no marcador 6-0 a favor de “Os Lobinhos”.

Arbitragem Paulo Baião.

Os Lobinhos alinharam com: Patrícia Salvado; Inês Raimundo, Andreia Leal, Ana Coelho e Inês Vieira (esta foi a equipa inicial) Ana Marques, Margarida Florêncio, Joana Aguiar, Maria Viegas e Margarida Brandão (gr)

A União de Nafarros alinhou com: Inês Tavares; Tânia Freitas, Margarida Alves, Inês Diogo, Cátia Lopo (esta foi a equipa de inicio) Alexandra Nascimento, Ana Lopes, Matilde Morgado, e Rita Diogo (gr).

sábado, 7 de Fevereiro de 2009

A PROPOSTA VERGONHOSA QUE VAI ACABAR COM OS CLUBES NAO PROFISSIONAIS III


O SENHOR PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DO ALGARVE CHEGOU AGORA AO FUTEBOL AINDA NÃO TIROU O TIROCÍNIO E JÁ SE JULGA DONO DA VERDADE

O senhor Dr. Alves Caetano, Presidente da Associação do Algarve dá hoje uma entrevista ao jornal Record e faz algumas afirmações que bem podiam ficar no seu pensamento mas não as divulgavas sem analisar melhor o que tinha para dizer.
Senhor Presidente, o senhor não conhece de certeza absoluta o Mapa do Quadro Competitivo actual.

Mas antes de me debruçar sobre as suas absurdas análises, que mais não são que um desconhecimento total da realidade, que procuram ganhar protagonismo de forma infantil, quero antes dizer-lhe que perante a vergonha que foi aquela Assembleia, tanto assim é que a confusão está instalada, ninguém sabe o que foi decidido que o senhor aproveitava esta oportunidade que o jornal lhe deu para reclamar um debate amplo com os clubes e considerar esta Assembleia nula por razões que estão à vista.


Vamos então às asneiras:

PARA COMBATER A DESERTIFICAÇÃO

Meu caro senhor como é possível dizer tamanho disparate com a configuração que presentemente o Quadro Competitivo apresenta. Repare:

AÇORES
II DIVISÃO - Operário - Praiense

ALGARVE
II DIVISÃO - Lagoa e B Mar
III DIVISÃO - Louletano-Farense-Quarteirense-Messinense-Campinense-Silves

AVEIRO
II DIVISÃO - Espinho-Esmoriz-Lourosa-Arouca-Sanjoanense-Pampilhosa-Oliveira Bairro
III DIVISÃO - Fiães-Anadia-Milheiroense-U Lamas-Agueda-Avanca-Valecambrense-S.João Ver

BEJA
II DIVISÃO - Aljustrelense
III DIVISÃO - Castrense

BRAGA
II DIVISÃO - Moreirense -Maria da Fonte-Ribeirão
III DIVISÃO - Fâo-Vilaverdense-Prado-Vieira-Joane-Fafe-Merelinense-Marinhas-Amares

BRAGANÇA
II DIVISÃO - Mirandela
III DIVISÃO - Bragança-Macedo Cavaleiros-Mãe d'Agua

CASTELO BRANCO
II DIVISÃO - não tem nenhum clube
III DIVISÃO -Sertanense-C.Branco-Unhais da Serra- Penamacorense-Atalaia do Campo

COIMBRA
II DIVISÃO -Tourrizense
III DIVISÃO - Tocha-Vigor Mocidade-Lousanense-Gandara-Sourense

ÉVORA
II DIVISÃO -não tem nenhum clube
III DIVISÃO - Juventude Évora-Lusitano Évora-Reguengos

GUARDA
II DIVISÃO - não tem nenhum clube
III DIVISÃO -Fornos de Algodres

LEIRIA
II DIVISÃO - União da Serra
III DIVISÃO - Pombal, Peniche, Marinhense e Caldas

LISBOA
II DIVISÃO -Carregado-Olivais Moscavide-Atletico-Oriental-Real-Mafra-Odivelas-Torrense
III DIVISÃO - Igreja-A-Nova-Casa Pia-Futebol Benfica-1º Dezembro-Sintrense-Cacém

MADEIRA
II DIVISÃO -R Brava-Caniçal-Maritimo-Pontassolense-U Madeira-Santana
III Divisão -Camacha-Machico-Portossantense-C Lobos

PORTALEGRE
II DIVISÃO - Electrico Ponte Sor
III DIVISÃO - Elvas-Crato

PORTO
II DIVISÃO - Tirsense-Penafiel-Aliados do Lordelo-Lousada-Amarante-Infesta
III DIVISÃO - Rebordosa-Coimbrões-Vila Meã-Paredes-Leça-O Douro-Alpendorada-Lixa-Padroense

SANTARÉM
II DIVISÃO - Fátima - Monsanto
III DIVISÃO - Torres Novas - Rio Maior- Cartaxo

SETÚBAL
II DIVISÃO - Pinahlnovense
III DIVISÃO - Cova da Piedade-C da Caparica-Fabril do Barreiro-Barreirense

VIANA DO CASTELO
II DIVISÃO - Vianense-Valdevez
III DIVISÃO -Limianos

VILA REAL
II DIVISÃO -Chaves
III DIVISÃO - Mondinense-Vila Real

VISEU
II DIVISÃO - Penalva - Nelas
III DIVISÃO - Viseu

Meu caro senhor, a desertificação que fala está aqui bem demonstrada, ou seja, sendo este o Quadro Actual como é que você tem o arrojo de dizer que o Quadro que propôs visa combater a desertificação. Mas para quem chegou agora ao futebol é bom que saiba que desde que os campeonatos passaram a ter a forma que existe que a distribuição dos nacionais pelo País não andaram longe desta realidade.

Depois também diz outra asneira que é o facto do campeonato da 2ª divisão passar a ter 64 clubes contra os 48 da Federação, então o senhor quer competitividade ou quer degola dos incocentes. Não acha que a III divisão é importante para criar dinâmicas e estruturas para depois aspirar a um campeonato mais maduro, mais competitivo ?

Isto para não lhe perguntar se na sua proposta, parece que sim, a promoção da 2ª divisão à divisão de honra se continuava a disputar como até agora, isto é, desde que criaram esta ideia dos playoffs, joga o vencedor da Série A com o vencedor da Série B e o da C com o da D, acha que isso reflecte qualidade ou qual é o melhor?

De certeza que eu e muitos gostaríamos de ver alguém com coragem apresentar na Assembleia Geral da FPF uma proposta que visasse a despromoção de 3 ou 4 equipas das divisões profissionais para dar maior incentivos aos outros e criar maior competitividade.

Se Pretende liderar um processo de mudança, com estas teorias, aconselho-o a regressar à sua antiga actividade e informar-se melhor para não aparecer com ideias fúteis e sem qualquer base de sustentação.

DOMINGOS ESTANISLAU - Presidente da Direcção do Clube Futebol Benfica


Enviado por Climerio Ferreira