BANCADA DIRECTA
BANCADA DIRECTA: Janeiro 2009

sábado, 31 de Janeiro de 2009

As crianças, os preservativos e a bola em Moçambique...

Uma curta-metragem do jornal a "A Bola", do realizador Orlando Mesquita. O filme moçambicano, recebeu o prémio especial do júri no festival Cannes Júnior e, também, o Prémio Instituto Camões para a melhor curta-metragem de expressão Lusófona.

As crianças em Moçambique encontraram uma maneira interessante de fazer um futebol. Desde 1984, Orlando Mesquita editou, dirigiu, e produziu sobre 20 películas, incluindo características, programas educativos, e documentários. Seus projectos exploram muitas facetas da vida moçambicana tais como o papel das mulheres e a guerra, os refugiados, e soldados desmobilizados.

Neste vídeo transforma o futebol num sentido mais educacional e responsável.
É de uma simplicidade fantástica este vídeo, mas muito eficaz.
Vale a pena perder menos de 5 minutos, desculpem, pois quero dizer ganhar muito.


A Reforma Educativa em curso.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Via e-mail recebemos o texto seguinte, solicitando a sua publicação. É um documento que nos faz rir, pelo negativismo que se pretende dar a esta situação. Sinceramente não cremos que a Educação vá por este caminho. Em todo o caso dou conhecimento do texto, apenas como documento informático.

Tem é que ser em duas doses. Amanhã publicarei a segunda parte.

Querido diário:

29 de Junho de 2009
paçei o 5º anuh. A stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl... mas a gaija lixhou-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pa baixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar... axu bem.

29 de Junho de 2010
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12... , fiquei buéda lixhado na m*rda deste ano, e ó c.., o stor d educassão física deu-me a m*rda do 2... assim tive nega a tudo... ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é q é uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K's se escrevem Q, qomo em "xqola" e não "xkola", e que "passar" não é qom Ç... a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda...

29 de Junho de 2011
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd... Exte anuh a dt disseme q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever "eu qomo qogumelos qom quentruhs" em vez de "eu komo kogumelos kom kuentruhs". É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo...

29 de Junho de 2013
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh "aquela janela", e eu exqurevi "aqela janela", pqu dixeram-me qu n se xkqureve "akela", é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q... Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária...


Continua amanhã.

Alguns termos eliminei-os porque não entram no meu vocabulario. Onaírda

Amanhã é Domingo 1 de Fevereiro

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Amanhã é dia 1 de Fevereiro. Faz anos, muitos, que uma musica foi tocada pela primeira vez num sarau realizado em Lisboa.

Não sei porquê, estou a visionar as figuras perfiladas de Scollari, Deco e Pepe. Estarão eles conscientes de que estarão bem integrados no seu papel?


Se calhar nem nós estamos. Eu pelo menos não estou e julgava que sim, que estava.

Amanhã falaremos melhor!

Bancada Directa deseja aos seus amigos leitores que passem um óptimo fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Deixemo-nos de pensar nesta crise que nos aflige diariamente, pôr para trás das costas o caso "Freeport", porque quem as faz que as desmanche, e os judeus e palestinos que se entendam. Hoje está um dia de sol e vamos lá a gozar um bom dia.
Como habitualmente Bancada Directa oferece aos seus amigos uma pequena bem jeitosa e só posso dizer que se entretenham. Mas não abusem!

É sempre a mesma conversa da treta. É um delírio completo!

O conflito israelo/palestiniano

O conflito israelo/palestiniano.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Já passei por aqui algumas crónicas da Clara Ferreira Alves, publicadas na Revista Única do Expresso. Há três semanas CFA publicou uma crónica escalpelizando o conflito israelo/palestiniano.

Como resposta a esta crónica, José Pacheco Pereira apelidou a CFA de “militante palestiniana”. CFA não gostou, e depois de explicar o que a motivou a opinar sobre o conflito, também esclareceu que esteve de facto na região, mas em Telavive (Israel). Não me lembro, sinceramente, o que foi lá fazer e se esteva na faixa de Gaza, embora eu acredite que tenha lá estado e " in loco" se apercebeu de situações, que muitos comentam e não têm a noção da realidade. CFA ainda disse que Pacheco Pereira não sabia do que falava!

Clara Ferreira Alves volta novamente com uma crónica sobre o assunto, mas desta vez com um título bombástico.

Apresentamos a referida crónica

Matem esses bandidos desses palestinianos

O racismo tem muitas formas, e nesta guerra vimos o racismo apelar ao massacre os inocentes. Por estes dias vimos todos passar na televisão uma fotografia do Presidente Barack Hussein Obama com um kipá na cabeça. O kipá é uma meia-lua que os homens judeus usam na cabeça para significar, largamente, a sua devoção e submissão a Deus. Os não - judeus usam-no em sinal de respeito pelos judeus ou dentro de um templo ou instituição religiosa.

O kipá de Israel

Ninguém se deve ter surpreendido ao ver o kipá, nem ninguém o associou a uma qualquer simbologia sionista. Muito menos o kipá foi associado a agressão ou resistência, embora a história dos judeus seja uma história, como a dos palestinianos, de agressão e resistência. Imagine-se que Obama teria usado, na sua visita a Ramallah, o keffieh palestiniano, e a fotografia dele com o keffieh aparecia na televisão o mesmo número de vezes.

O keffieh palestiniano

Não faltaria quem, os apologéticos do costume, visse nesse keffieh não um sinal de respeito para com os anfitriões e sim um sinal de guerra, terrorismo e a temível lembrança de que Obama tem no meio do nome o nome do neto de Maomé, o assassinado Hussein, filho de Fátima e Ali. Ninguém se lembraria de pedir a Obama, ou a Clinton ou a Cárter para usar um keffieh. Todos usaram o kipá.

O lado palestiniano da guerra está tão contaminado pelo preconceito, à propaganda e à vitimização que os próprios palestinianos não se vêm como dignos de respeito e se apressam a tirar o keffieh da cabaça para simbolizar moderação. O keffieh tem má reputação, excepto para jornalistas estreantes à procura da pose. Começou por ser um símbolo de nacionalismo e da resistência contra a injustiça histórica da naqba e da Ocupação e acabou como um símbolo de tudo o que os ocidentais temem no mundo árabe e islâmico, o extremismo, o terrorismo, a luta armada.

O keffieh preto está associado à figura de Yasser Arafat e aos anos de terrorismo da OLP e das organizações da resistência debaixo do seu chapéu-de-chuva. Terrorismo que abandonou, como o Hammas um dia terá de abandonar, quando se sentar à mesa das negociações com Israel. O que quase de certeza acabará por acontecer, para espanto dos prosélitos que acha, que esta incursão sangrenta em Gaza deu cabo do Hammas, ou se destinou a dar cabo do cabo do Hammas. Basta olhar para trás.


O problema palestiniano, e o problema da desumanização dos palestinianos, entronca nestas associações erradas e nessa falta de respeito. E faz parte da tragédia íntima do povo palestiniano, que continua a ser visto pelo prisma estreito das televisões quando mostram os extremos jovens mascarados, “mártires” embrulhados na bandeira e mulheres ululantes.

Nos nossos confortáveis países emociona-mos quando morre uma baleia por dar à costa e não poder ser salva. Não nos emocionamos com as crianças mortas da palestina quando vemos passar no telejornal os corpos cortados pelos estilhaços ou queimados pelo fósforo branco. Em Portugal, tantos comentários diziam apenas, grosso modo, matem esses bandidos desses palestinianos, custe o que custar, mesmo que os guerrilheiros do Hammas se escondam atrás deles. A culpa é deles.

Uma das frases mais obscenas da guerra terá sido esta, inventada pela propaganda de Israel. Os homens do Hammas escondidos pelas suas mulheres e crianças “escudos humanos”. O Hammas pode ser culpado de muitos crimes, e é culpado de muitos crimes, mas este é um crime que não cometeu. O Hammas está dissolvido na população de Gaza, o sítio com maior densidade populacional do mundo, onde a família extensa é o núcleo principal.


O Hammas é um movimento de resistência, politico, social e religioso, permeado de uma violência intrínseca, típica dos gangues (foram gerados no cativeiro, humilhação e privação) e não é um movimento de cobardes que usam crianças para se protegerem. Dizer isto é tão obsceno como dizer que, dadas estas circunstâncias, é legitimo queimar e matar estas crianças. E as mães delas. E menos obsceno que dizer, como disse ainda a propaganda israelita, que o Hammas falhou porque não fez de Gaza “a Singapura e a Hong Kong do Médio Oriente”.

Israel sabe muito bem porque diz estas coisas, di-las porque há gente que acredita nelas. Gente que nunca pôs um pé em Gaza, nunca leu um livro desta história e só pôs um pé em Israel “gentilmente” pago pelo Governo Israelita.

Os palestinianos têm sido desumanizados. A propaganda palestiniana também nunca conseguiu inverter a ideia, preferindo o papel da vítima. Conseguir a paz nesta guerra significa, antes de mais, consoderar os palestinianos como seres humanos, mais cultos e politizados do que muitos europeus. e, em seguida, deixar de os condenar com o mesmo ódio com que se condenaram os judeus prestamistas de nariz adunco.

O racismo tem muitas formas, e nesta guerra vimos o racismo apelar ao massacre dos inocentes. Enquanto não os virmos como pessoas, jamais os veremos como um país.

Esta Lisboa que eu amo. Janelas da minha cidade

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Tambem sabe bem apresentar no nosso blogue algo positivo que, ainda, existe na nossa cidade e que nos encanta ao vê-las.

São as janelas de Lisboa.

Ora vamos lá a apreciar algumas das janelas desta nossa cidade. A fonte é o "Janelas de Lisboa" a quem agradecemos.

Travessa do Convento de Jesus

Rua de São Bento

Rua de São Bento

Calçada do Combro

Calçada da Estrela

Travessa de Santa Catarina

Travessa João de Deus

Rua Nova da Trindade

Rua da Conceição

Rua do Ferragial


Rua das Pedras Negras

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco! Falamos de "imputabilidade".

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Imputabilidade.

"O presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, defendeu esta sexta-feira que nenhum jovem com menos de 16 anos possa ser criminalizado. «Há um aumento da participação de jovens em crimes graves mas isso não significa que se deve diminuir a idade da imputabilidade em Portugal

(
mais aqui)" O ideal seria 21 anos...

A noticia e comentário é retirada do blogue "Carvalhadas" (Dr. Assur), a quem agradeço.

sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

As delicias de um cruzeiro em alto mar

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Este vídeo que nos mostra um navio de cruzeiros a navegar em mar tempestuoso é impressionante. No ano passado quando estava em Roquetas de Mar cheguei à fala com um casal que reside no Seixal e que se confessavam serem loucos por fazer cruzeiros maritimos. Como eu lhes disse que nunca tinha feito nenhum cruzeiro e não tinha vontade de o fazer , aconselharam-me a experimentar, porque dentro do barco nem se sente a ondulação e nem que o barco vai a andar.

Casal feliz porque nunca passou por esta situação.

video

Mundo Policiário 6/09- A (especial)

Mundo Policiário 6/09- A (especial)

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Presentes

Caros amigos policiaristas e leitores do Bancada Directa em geral

Notícia de ultima hora dá-nos conta da constituição do Júri do Concurso de Contos da Tertúlia Policiária da Liberdade aquando do seu próximo V Convívio Anual a ser levado a efeito no dia 17 de Maio de 2009 na localidade de Cabanas de Viriato. Mas vamos transcrever na íntegra o comunicado que nos foi remetido nos ultimos minutos.

V Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade

Júri do Concurso de Contos
É chegada a altura de revelar a constituição do júri do Concurso de Contos que a Tertúlia Policiária da Liberdade leva a efeito por ocasião do seu convívio a 17 de Maio, em Cabanas de Viriato. Eis os três membros do júri:

António Torrado, poeta, ficcionista e dramaturgo, autor de uma bibliografia de mais de cem títulos, onde avulta a produção literária para os mais novos. Com livros e contos traduzidos nas principais línguas europeias, recebeu diversos prémios literários, em Portugal e no Brasil. Licenciado em Filosofia pela Universidade de Coimbra, foi professor, editor, jornalista, e chefe de programas da RTP, tendo orientado cursos, seminários e oficinas de estratégias da narrativa e escrita teatral. É, desde 1989, membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.

Gustavo Barosa, licenciado em Filologia Românica. Foi professor, durante 36 anos, no Liceu de Viseu e na Escola Secundária Alves Martins, na área de português e francês. Foi, ainda, professor de rádio na Escola Profissional de Torredeita e formador de português no CFP de Viseu. Trabalhou, também, como encenador de teatro e fez jornalismo escrito e radiofónico, tendo larga experiência de crítica literária.

Rui Mendes, actor de teatro, cinema e televisão, encenador e cenarista. Foi professor de interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema durante 20 anos. A sua ligação ao teatro remonta a 1955, mas só depois de cumprido o serviço militar de quatro anos, que o levara a abandonar o curso de Arquitectura em 1961, quase no fim deste, é que abraçou a carreira teatral em definitivo. Desde aí até hoje, como intérprete ou encenador, manteve-se em permanente actividade, tendo estado na origem de pelo menos dois grupos de teatro. Foi o encenador da peça “A Desobediência”, de Luiz Francisco Rebello, relativa a vida de Aristides de Sousa Mendes, levada à cena em 2007. Na sua longa actividade profissional ganhou, entre outras importantes coisas, uma grande experiência de leitura e interpretação de textos.

Como se constata, trata-se de um júri que muito honra a Tertúlia Policiária da Liberdade e que garante a todos os concorrentes uma atenta, gentil e abalizada apreciação das provas.

Recordamos que os trabalhos devem ser enviados até 31 de Março de 2009.

Para quaisquer esclarecimentos poderão ser utilizados os telefones 214 719 664 e 966 102 077 (Pedro Faria) ou 213 548 860 e 966 173 648 (António Raposo).

O pensamento mais poderoso que existe é a exaltaç ão da vida!

Recebi por e'mail esta excelente artigo, e como achei uma mensagem bastante intensa, decidi postar.
Pois é realmente impossível ficar indiferente!


Vencedor do concurso americano de jornalismo (Casamento)


A moça da foto se chama Katie Kirkpatrick, de 21 anos.
Ao lado dela está o noivo, Nick, de 23.
A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois,
realizada em 11 de janeiro de 2005 nos Estados Unidos.
Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação.
Na foto Nick aguarda o término de mais uma destas sessões.



Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos estarem apresentando falência
e ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento
e fez questão de cuidar do máximo de detalhes.
O vestido teve que ser ajustado várias vezes,
pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer.




Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie.
Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também.
O outro casal da foto são os pais de Nick,
emocionados com o casamento do filho com a mulher que namorou desde a adolescência.



Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio,
ouve o marido e os amigos cantarem para ela.



No meio da festa Katie tira um tempo para descansar.
A dor a impede de ficar de pé por muito tempo.

Katie morreu 5 dias após o casamento.
Esta história corre pela internet e as fotos venceram um concurso americano de jornalismo.
Ver uma menina tão debilitada vestida de noiva e com um sorrisão nos lábios
faz a gente pensar se a vida é mesmo tão complicada...

A Ciência para Ficar Rico - Wallace D. Wattles

Como estou numa fase de ler livros mediante o tempo que tenho livre, mais do que escrever, e a maioria que leio é sobre o desporto em particular o futebol, mas também gosto de ler outros das mais variadas áreas, e como estamos numa época de crise económica, bastante difícil para todos, encontrei este livro editado no blog Qbacana, que poderá não tornar ninguém rico como o título sugere, mas pelo menos ajuda a reflectir um pouco sobre os pensamentos positivos que todos deveríamos ter na vida, sendo que alguns pontos podem ser controversos, deixando os mesmos ao critério de cada um.

Deixo entretanto o Prefácio do Autor.

Boa Leitura.


Índice
Introdução
Prefácio do Autor
Capítulo 1 - O Direito de Ser Rico
Capítulo 2 - Existe uma Ciência Para Ficar Rico
Capítulo 3 - A Oportunidade Pode Ser Monopolizada?
Capítulo 4 - O Primeiro Princípio da Ciência Para Ficar Rico
Capítulo 5 - Progredindo na Vida
Capítulo 6 - Como a Riqueza Vem até Você
Capítulo 7 - A Gratidão
Capítulo 8 - Pensando de uma Certa Maneira
Capítulo 9 - Como Usar a Força de Vontade
Capítulo 10 - Favorecendo o Uso da Força de Vontade
Capítulo 11 - Agindo de uma Certa Maneira
Capítulo 12 - A Ação Eficiente
Capítulo 13 - Entrando no Negócio Certo
Capítulo 14 - A Impressão de Prosperidade
Capítulo 15 - A Pessoa Próspera
Capítulo 16 - Algumas Advertências e Observações Conclusivas
Capítulo 17 - Resumo da Ciência Para Ficar Rico


Prefácio do Autor

Este livro é pragmático, não filosófico. Um manual prático, não um tratado teórico. Ele é feito para homens e mulheres cuja necessidade mais urgente é o dinheiro, é para quem quer ficar rico primeiro e filosofar depois.

Ele é feito para aqueles que querem resultados e desejam que conclusões científicas formem a base de suas ações, sem ter que passar por todos os processos em que aquelas conclusões foram feitas.

Espera-se que o leitor aceite os preceitos fundamentais pela fé, como ele toma os preceitos relativos à lei da eletricidade se fossem promulgados por Marconi ou Edison, e, tendo estes preceitos com fé, possa provar sua veracidade sem medo ou hesitação. Cada homem ou mulher que o fizer certamente ficará rico, pois a Ciência aplicada aqui é exata, e falhar é impossível.

Para escrever este livro eu sacrifiquei todas as outras considerações em nome da concisão e da simplicidade de estilo, para que todos pudessem entendê-lo. O plano de ação exposto aqui foi retirado de conclusões filosóficas, foi totalmente testado e carrega a certeza do experimento prático.

Funciona!


Duas iniciativas culturais em Mafra

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Daremos sempre o nosso apoio quando soubermos que as populações têm ao seu dispor manifestações de cultura semelhantes a estas duas de que vos damos conta.

Amigo , se moras por estas bandas comparece. E lembra-te que deves levar os teus filhos à sessão de poesia infantil: o amigo José Fanha espera com alegria as crianças.


Para a sessão de poesia infantil inscreve-te na Biblioteca : Tel 261 815 422 ou por mail:biblioteca.mafra@cm-mafra.pt

Há quem diga : minha rica cerveja!

video

Mundo Policiário 6/09

Mundo Policiário 6/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Presentes

O tema de hoje ainda está centrado no próximo V Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade e da figura que se vai homenagear : Aristides de Sousa Mendes.

O Convívio: Como já foi divulgado a Tertúlia Policiária da Liberdade vai levar a efeito no próximo dia 17 de Maio de 2009 o seu V Convívio Anual e que será realizado na localidade de Cabanas de Viriato, terra natal de Aristides de Sousa Mendes, precisamente a figura que esta Tertúlia vai homenagear, com o alto patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato.

Como ponto alto deste Convivio terá lugar um Concurso de Contos sobre a figura do diplomata Aristides de Sousa Mendes, o qual será aberto para todos e especvialmente para os alunos da Escola Básica Integrada de Cabanas de Viriato. Aguarda-se , ainda, o programa definitivo, o que estará para muito breve.

Aristides de Sousa Mendes
Continuação do texto que vem de semanas anteriores:
Soldados alemães patrulhando as ruas de uma cidade ocupada

Solicitado pelo vice-cônsul de Baiona, ASM deslocou-se a esta cidade francesa, já muito perto da fronteira franco/espanhola. O cônsul ASM ficou surpreendido: milhares de refugiados esperavam junto ao nosso consulado vistos de entrada em Portugal. Autoritário, entrou no edifício e exclamou para os funcionários; “ainda sou vosso superior, pois ainda não fui destituído e passem vistos a quem o solicitar! (Rui Afonso 1995). Refugiados judeus já a salvo nos USA

Acto contínuo começou a passar vistos, ajudado pelo funcionário Manuel Braga. Tudo em simples papeis carimbados em que escrevia: “O Governo Português requer ao Governo Espanhol a cortesia de permitir ao portador circular livremente por Espanha. Ele é refugiado do conflito europeu e está a caminho de Portugal” (Novais Granada 1995). Esteve um dia inteiro a passar vistos em Baiona nesta missão humanitária.

Quando o Governo de Lisboa soube da atitude do seu cônsul geral em Bordeus, enviou a toda a pressa dois agentes, ordenando o regresso imediato de ASM a Portugal. Acompanhado da família o cônsul acatou a ordem, mas ao passarem por Hendaia, já quase a raiar a fronteira e a entrar em Espanha, viu muitas centenas de refugiados que se apinhavam na zona da fronteira: o Governo Espanhol recebera a informação de que os vistos de que eram portadores e eméticos por ASM não eram validos….desembaraçando-se dos agentes não desistiu. “Pediu aos refugiados que o seguissem, formou-se uma grande caravana automóvel até outro posto fronteiriço. Falando em com energia para os guardas espanhóis, conseguiu a passagem de mais de mil refugiados. (Novais Granada 1995).

A nota de culpa, datada de 3 de Agosto de 1940, emitida por Salazar, não deixa dúvida a ninguém, muito menos a Sousa Mendes: desafiando as ordens do Governo, o diplomata passou vistos não autorizados. Portanto desobedeceu.

O que aconteceu depois foi no mínimo injusto. O homem que em Bordéus livrou da perseguição nazi e da morte certa milhares de refugiados, viu a sua carreira de diplomata acabar, de uma forma drástica, sem que pudesse argumentar com a angústia dos perseguidos.
Refugiados judeus aguardando pelo visto à porta do Consulado geral de Portugal em Bordéus.

Ficou até à morte na situação de “disponibilidade” com grande corte nos vencimentos. Também foi impedido de exercer a actividade de advogado. Aos poucos, a sua sacrificada família, agora de doze filhos (dois haviam falecido), vendeu bens e dispersou-se, por vários países, para ganhar a vida.

Como muito escreveu Novais Granada (1996), em resumo trágico: De mal com os homens por amor aos homens.

Resumindo, Aristides de Sousa Mendes, cônsul em Bordéus, emitiu vistos de trânsito para milhares de judeus refugiados, em transgressão das regras do seu Governo – o que constituiu talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto (Bauer 1982)
Movimento dos refugiados judeus

1º Texto complementar

Outros diplomatas com acção humanitária

O diplomata Sampaio Garrido representava Portugal junto do Governo de Budapeste, capital da Hungria, com o posto de Ministro Plenipotenciário desde Outubro de 1939 quando, a 16 de Março de 1944 Adoilf Hitler, ordenou a invasão da até então aliada Hungria. Esta invasão levou a Hungria, tal como antes a todos os países ocupados pela Alemanha nazi, a uma “ghettização” e a deportação e internamento em campos de concentração/extermínio dos judeus húngaros, conduzidos pelo sinistro nazi Eichmann. O representante diplomático português, perante os dramas humanos que se sucediam, reagiu à nova situação, protegendo o máximo de pessoas perseguidas, acolhendo em instalações da delegação portuguesa cerca de 1000 pessoas. Promoveu a saída da Hungria a outros, através da emissão de aproximadamente 700 “passaportes provisórios” e individuais. Quando em Lisboa, o também sinistro Salazar tem conhecimento destes factos reage de imediato e, a 23 de Abril, Sampaio Garrido recebe instruções do Ministério dos Negócios Estrangeiros para regressar a Lisboa. (Eva Ban & António Louça in Budapeste 1944: Dois Diplomatas Portugueses Face ao Holocausto. 15/12/1995).

2ºTexto complementar

Campos de concentração e "ghettos" (zonas populacionais delimitadas onde os judeus eram obrigados a residir). Dos 65 campos de exterminio criados pelos nazis na Europa, os mais tristemente celebres foram os de Auschwitz, TreblinKa e Dachau.

Para além deste diplomata outros houve, tais como José Luís Archer, em Paris, o Cônsul- honorário em Atenas, Lencastre e Menezes – o primeiro a ver revogados os seus direitos consulares, por alegadamente conceder passaportes portugueses a judeus da Áustria – e ainda, o Cônsul geral em Hamburgo, que forneceu vistos a judeus, por iniciativa própria. Todos eles foram, de uma forma ou de outra castigados pelo Salazar de má memória. O cônsul honorário em Milão, Giuseppe Magno, também concedeu vistos sem autorização do MNE, sendo por isso exonerado (Avraham Milgram, “Os cônsules portugueses e a questão dos refugiados judeus. 15/06/1999)

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Por estes lados até a crise chegou ao Turismo emblemático

Estamos em Marrocos, cidade de Marraquexe. Praça de Djemaa El - Fna.

Lembro-me perfeitamente, quando há uns anos visitei Marrocos e esta praça emblemática. Recordo-me que o terreno em volta era todo em terra, e, a meio de uma manhã, não havia um lugarzinho que fosse para uma pessoa se sentar. Era tanta gente a visitar aquela praça, que impressionava os turistas.

A foto em cima é recente, já deste ano de 2009, e pelo que se vê há imensos lugares vazios nos bancos corridos, pelo que se depreende que nos dias de hoje há muito menos visitantes. Sinais dos tempos actuais e da crise mundial que afecta, igualmente o turismo.

Um texto a propósito lembra os tempos passados:Praça Djemaa El - Fna. Actualmente Marraquexe está caótica, saudosa dos tempos em que, além das "mobilettes", também os automoveis circulavam dentro da Medina, e a sua praça principal, a mágica Djemaa El - Fna, nem sequer alcatroada era, como é hoje. Quem não a conhece desses tempos nem pede mais e fica sastisfeito com o caos que , ainda, reina actualmente

A sorte não é para todos! Video exemplificativo.

video

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina: Faça uma automedicação responsavel!

O saber não ocupa lugar:

Temas de Medicina.

Faça uma automedicação responsável!

Bancada Directa introduz este tema com uma nota:
Publicámos no passado dia 12 um “Temas de Medicina” relativo a problemas de garganta com o titulo “Recuperar a suavidade perdida”. Recebemos um comentário de um anónimo, que defendia a automedicação, dizendo que tinha misturado vários comprimidos num copo de água, daqueles simples para as dores, tinha gargarejado e engolido um pouco dessa mistura líquida. Sentiu-se melhor e as dores de garganta passaram.
Sujeitámos esse “comment” ao nosso clínico de apoio, que mais ou menos nos disse o seguinte: Não merece resposta. Publique um post sobre os perigos da automedicação e dar-lhe – à uma resposta indirecta.
É o que estamos a fazer. Onaírda

“A auto medicação é a utilização de medicamentos não sujeitos a receita médica de forma responsável, sempre que se destine ao alívio e tratamento de queixas de saúde passageiras e sem gravidade, com a assistência ou aconselhamento de um profissional de saúde”.

Esta é a definição que consta do Despacho nº 17690 de 10 de Agosto de 2007, onde, igualmente, se diz que a utilização destes medicamentos é hoje uma prática integrante do sistema de saúde. A automedicação aparece associada a sintomas e em caso algum pode decorrer de um diagnóstico médico. O aconselhamento por profissional de saúde tem a ver com os riscos de segurança e efectividade dos medicamentos.

Seja qual for o medicamento, exigindo ou não receita médica para ser dispensado, tem sempre efeitos secundários e interacções e está fortemente desaconselhada a sua utilização banalizada.


A prática da automedicação não deve ultrapassar um escasso número de dias, está desaconselhada a grávidas, mães que amamentem crianças e idosos vulneráveis. Entende-se que a auto medicação responsável contribuirá para a consciencialização dos autocuidados em saúde, evitará consultas inúteis aos serviços de saúde sobrecarregados e pressupõe a toma de medicamentos não sujeitos a receita médica, assim classificados tendo em conta a avaliação da sua segurança.

Os medicamentos que aparecem como alvos principais da auto medicação estão destinados a combater dores ligeiras e estados febris moderados, os destinados à tosse e resfriados, estados gripais, os que se aplicam a certas perturbações digestivas (prisão de ventre, diarreia, ardor no estômago…), às fadigas passageiras (vitaminas e tónicos) rinites alérgicas sazonais (diagnosticadas pelo médico), aftas, hemorróidas, queimaduras solares, verrugas, problemas cutâneos moderados, entre outros.


De acordo com o Despacho acima referido, a lista de situações é muitíssimo maior, abarcando os sistemas digestivo, respiratório, cutâneo, nervoso/psique, muscular/ósseo, geral, ocular, ginecológico e vascular.

As limitações da automedicação

Não há medicamentos inofensivos, tomar medicamentos envolve sempre um risco. Recorde-se que os medicamentos só devem ser tomados quando há uma real necessidade, ou seja, quando o medico os prescreve após a avaliação do estado do doente ou quando o farmacêutico os recomenda para alivio de um mal-estar ocasional. Há públicos mais vulneráveis que outros às interacções dos medicamentos.

Foi dito acima que as crianças, as grávidas, as mães que amamentam e os idosos não podem praticar automedicação. E por razões compreensíveis nos bebés e crianças, um erro na dosagem poderá criar lesões irreversíveis ou ser mesmo fatal; as grávidas sabem que só devem tomar medicamentos sob estrita vigilância médica pois os medicamentos podem prejudicar o normal desenvolvimento do seu bebé (a simples toma de complexos vitamínicos não se deve fazer em regime de automedicação, por exemplo uma dosagem elevada de vitamina A pode afectar o feto); quanto às mães a amamentar, importa também não esquecer que alguns medicamentos passam através do leite materno para o organismo do bebé, há medicamentos que podem inibir a lactação; passando para a população sénior onde se toma, regra geral, três vezes mais medicamentos sujeitos a prescrição médica que as outras faixas etárias, o que aumenta o risco de ocorrência de interacções entre medicamentos.

Por outro lado, à medida que se avança na idade, os mecanismos reguladores do corpo perdem eficácia, e a resposta dos seniores aos tratamentos medicamentosos e à maneira como o organismo metaboliza os medicamentos altera-se.

Valorizar o aconselhamento farmacêutico

Compete ao farmacêutico transmitir ao doente os benefícios sobre uma automedicação segura e responsável, ajudando-o a distinguir o que é uma doença sem gravidade, e como deve ser tratada, das manifestações que requerem prontamente de uma consulta médica.

É a qualidade da informação prestada pelo farmacêutico que poderá levar o doente a cumprir disciplinadamente o tratamento que lhe é proposto. Este aconselhamento deverá processar-se, tanto quanto possível, respeitando a privacidade do dente. O espaço confidencial tem exactamente esse objectivo.


Este aconselhamento consolida a confiança que deve ter na automedicação, estreita o diálogo entre o utente e o farmacêutico, facilitando ao profissional de saúde saber mais sobre os antecedentes e a origem do mal estar, qual a sua duração, em que condições julga o doente que se agravou o seu problema, que os medicamentos já foram eventualmente tomados e se há outros sintomas que lhe estejam associados.

Este aconselhamento e a disponibilidade do doente para prestar informações e do farmacêutico para dar o devido aconselhamento constituem uma responsabilidade partilhada que pode assegurar ao doente o tratamento com efectividade e segurança, permitindo até completar a informação que vem no folheto que acompanha obrigatoriamente o medicamento.

Questões da escolha e segurança

Medicamentos não prescritos são todos aqueles que podem ser comprados sem receita médica e que se destinam exclusivamente a aliviar sintomas ligeiros. A dispensa com conselho é tão importante que acaba por definir a confiança que temos com o nosso farmacêutico. É que a escolha do medicamento tem obrigatoriamente que se fundamentar:

- Nas características gerais dos sintomas (ex. tipo de tosse, existência ou não de expectoração; característica desta)
- Com a idade do doente (criança, adulto, idoso).
- Com o estado fisiológico (gravidez, amamentação…)
- Com doenças concomitantes (hipertensão, diabetes, asma.)
-Com medicamentos prescritos para doenças continuadas
- Sensibilidades individuais (alergias, intolerâncias gástricas…)
- Com hábitos e estilos de vida (ingestão de bebidas alcoólicas, necessidade de condução automóvel, utilização de maquinaria de precisão etc.)
- Reacções diversas ocorridas (diarreia, dores de estômago, sonolência exagerada, prisão de ventre).

Fonte. Revista Farmacia e Saude 147. Dezembro 2008

quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Sentimentos. As afirmações de Dom José Policarpo são o tema.

Cautela com os amores

Se o Cardeal Patriarca pecou no que disse, foi por ingenuidade

Nota de Onaírda: Dedico este texto a uma amiga fraterna, Anne Rose Schelmann, a trabalhar em Roquetas de Mar, que decerto compreenderá as palavras do nosso Patriarca,se bem que as não possa aprovar, por ser de religião islâmica..

A paixão torna-nos irradiantes de luz. São coisas diferentes, difíceis de destrinçar quando estamos apaixonados. A entrega ao amor faz-nos ver melhor tudo quanto não é amor – a ganância e a ostentação, a mesquinhez e a maldade, a indiferença e a inveja.

Tomados pela entrega íntima desse “raio verde” – o ultimo raio de sol, segundo Júlio Verne -, que nos torna capazes de ver, não só os nossos sentimentos, mas também os dos outros (Eric Rohmer fez um filme belíssimo sobre esse fenómeno) julgamos ter a chave da verdade. A verdade do amor existe, iluminante, mas nunca absoluta.


Numa tertúlia no Casino da Figueira da Foz – um casino que se tem distinguido como casa de cultura e do debate - Dom José Policarpo - deu o seguinte conselho às jovens portuguesas: “Cautela com os amores, pensem duas vezes antes de casarem com um muçulmano, pensem; pensem muito seriamente. É meterem-se em montes de sarilhos, nem Alá sabe onde é que acabam”.

Se este conselho peca por alguma coisa, é por ingenuidade: quem ama não pensa; boa parte do prazer de amar reside em perder a “cautela” e precipitarmo-nos no desconhecido, sem medo de sarilho algum. O aviso sobre os perigos da paixão antes atiça do que arrefece. Mas um líder espiritual tem a obrigação de avisar.

Só o alheamento espiritual do sofrimento humano pode considerar descabido, ou discriminatório, este aviso. Podem encher-se muitas páginas de jornais com histórias de casamentos felizes entre mulheres anteriormente católicas ou agnósticas e muçulmanos – isso não invalida a ausência legal de direitos sofrida pelas mulheres na maioria dos países islâmicos.

Por alguma razão, noventa por cento dos casamentos felizes narrados nas reportagens de repúdio às afirmações do Cardeal Patriarca português são com homens de Marrocos. Marrocos e a Tunísia são a versão light, turística e infelizmente minoritária do Islão contemporâneo.

Que o Islão foi, em tempos muito idos uma civilização de conhecimento e dialogo, também não nos serve de consolo – apenas podemos lastimar que, à evolução espiritual da Igreja Católica no sentido da compreensão do Outro e da Igualdade de direitos das pessoas, corresponda a um retrocesso do Islamismo em relação a esses assuntos fundamentais.

A Igreja Católica não é, ainda, o paraíso de compreensão que apregoa – faltam-lhe mais cardeais com a inteligência, o genuíno amor e, sobretudo, o humor de Dom José Policarpo: “ sarilhos que nem Alá sabe onde acabam”, diz ele, brincando com o absoluto do poder divino, e recordando-nos que Deus nos ofereceu o luxo do livre-arbítrio – e do riso.

Deixemo-nos de sofismas: na maioria dos países islâmicos (que são Estados confessionais, coisa que nenhum país dito católico hoje é) as mulheres não são abrangidas pelos direitos humanos: têm de obedecer cegamente aos homens, a vida pública é-lhes praticamente interdita e estão legalmente sujeitas a toda a espécie de sevícias, desde a mutilação genital ao apedrejamento até à morte. Não podemos continuar a consentir este martírio, cobrindo-o com a burka da “indiferença cultural”.

O Cardeal Patriarca pôs o dedo na ferida quando disse; “só é possível dialogar com quem quer dialogar E com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícil”. Claro que não será difícil dialogar com a Comunidade Islâmica de Lisboa – mas como se pode dialogar com os líderes do Irão ou da Arábia Saudita, por exemplo?

Esses podem lançar – no caso do Presidente do Irão – de formas quase diárias – os insultos e os ataques que quiserem ao Ocidente, porque é “a cultura deles”. Ora a nossa cultura é a do laicismo que obrigou a Igreja Católica a humanizar-se, e nos deu muito trabalho a conquistar.


Uma cultura que hoje se fundamenta na democracia e na liberdade individual, designadamente a “ liberdade de expressão”
Na nossa cultura, não se percebe com que direito pode alguém exigir a um mentor espiritual que se retracte por dizer o que pensa, ou por aconselhar as pessoas a que pensem no que fazem Aliás, nos conselhos do Patriarca da Igreja Católica Portuguesa dirigem-se, em principio aos seus fieis. A razão de ser das Igrejas é essa: guiar as almas pelo bom caminho até à vida eterna.


Em todas as religiões o bom caminho é estreito. Mas há importantes diferenças de grau nessa estreiteza. Acresce que, no Ocidente, só reza e obedece quem quer. E todos têm o direito a recomendar cautelas ou a dizer coisas desacauteladas. A mim, as coisas que ele disse pareceram-me apenas evidências sensatas.

Sejam-no ou não, assiste-nos a laica lei que nos dá a todos, o direito de dizer.

Ontem não houve comboios por estes lados!

Pois é! A neve era tanta que conseguiu paralisar a circulação dos comboios na região de Zaramillo, perto de Guenes a caminho de Bilbao. Espanha


Estação da Renfe em Zaramillo

Por cá ainda somos uns felizardos.

Quarta-feira = Dia de Poesia: "o fotógrafo era zarolho"

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Era ainda um miudo, havia na Rua Moraes Soares um fotógrafo, e que "tirava" tão mal os retratos, que nós baptizámo-lo como o "fotógrafo zarolho".

Até se fazia uma quadra a seu respeito

O da "lá minute" tem jeito
E para as fotos tem olho
Quando o boneco é feito
Vê-se logo que é "zarolho".




Estou mesmo a pensar se estas fotos não foram obtidas por ele.

Divinas Comédias ( a terceira de três) O Céu

Paraíso Chesley B. Sullenberger




Recebo um e-mail do meu amigo Nelson Ascher, um excelente poeta e ensaísta brasileiro, que sublinha a ironia: a presidência de Bush iniciou-se verdadeiramente em 2001, quando dois aviões derrubaram as Torres Gémeas de Nova Iorque.

Terminou agora, também Nova Iorque, quando um piloto norte-americano conseguiu aterrar de emergência em pleno Rio Hudson, salvando a vida a 155 pessoas. Em 2001, o mundo começou com a morte de mais de 3.000 pessoas. Em 2009, terminou com vida. Na mesma cidade. Com o mês mo meio de transporte.

Se me permitem o momento místico eu diria que Deus está a enviar-nos um sinal.


Mas não é preciso invocar o divino para entender o humano: o terrorismo islâmico, que definiu a presidência de Bush no melhor e no pior, ama o martírio, a destruição e a selvajaria como forma de derrotar o Ocidente infiel e idólatra: nós, lamentavelmente, somos como o Capitão Chesley B. Sullenberger III: preferimos a vida e estamos dispostos a actos heróicos para a salvar.

Aliás, não apenas o Capitão Sullenberger. Nos dias imediatamente seguintes à proeza, li as confissões dos passageiros e notei que todos eles, no momento agónico em que o fim era certo, dedicavam os seus últimos pensamentos para os seus vivos: pais, mães, filhos. Amigos.


Sim, Bush pode ter feito muita merda que chegasse. Mas nos últimos oito anos, nunca duvidei de que lado ele estava: E, já agora, de que lado eu estava: do lado dos vivos e da vida. Só pensa em 72 mulheres paradisíacas quem na verdade é incapaz de amar uma que seja.

JPC. Expresso

terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Divinas Comédias (a segunda de três) O Purgatório

Purgatório Barack Hussein Obama

Obama começa a sua aventura com expectativas que não são deste mundo. Onde é que eu já vi este filme? Precisamente: em 1997. Toni Blair era o rosto da “mudança”. Deu no que deu.

Sem falar de outros salvadores que não são do meu tempo, como Jimmy Cárter, que durou um miserável mandato. Não desejo igual sorte a Obama e, mais, tenho certa simpatia pelo homem.

Barack Obama entendeu, e entendeu bem, que a sua vitória não o autorizava a refundar a América com os delírios radicais da praxe. Os americanos estavam cansados de Bush; mas não estavam cansados de um certo “pragmatismo” que faz parte da identidade nativa. Obama agiu em conformidade.

Facto: a Energia ou a Educação, por exemplo, foram parar a mãos reconhecidamente “liberais”. Mas nas pastas pesadas, como a Segurança, Obama enxotou a ideologia e optou, sensatamente, por uma certa continuidade do segundo mandato de Bush. Que o mesmo é dizer: retirar gradualmente do Iraque; não perder o Afeganistão; abrir os olhos pata o Paquistão e para o Irão.


E a Economia? Os especialistas falam de um retorno a Roosevelt e à despesa federal maciça como alavanca da economia. Duvido. obama parece propor, na verdade, uma engenhosa mistura de Roosevelt e Reagan: despesa federal sim, mas sem esquecer um corte de impostos para as famílias e empresas como formas de garantir o consumo e o investimento.

Será que chega?

Não perca a resposta nos próximos capítulos.

Antonio Raposo diz de sua justiça!

A CRIAÇÃO DE EMPREGO


O que precisamos fazer para a criação de emprego?

Com a crise em que mergulhámos, o que se verifica por toda a Europa e USA é que se estão a perder empregos a um ritmo crescente, dia a dia.

Na falta de vendas as empresas adaptam-se afastando os trabalhadores que pesam nos encargos fixos.

Algumas estão fugindo para zonas (Oriente) onde a mão-de-obra ainda é ao preço da chuva.

A isto eu chamaria a adaptação do capitalismo ao status quo.
Mas, com a fuga das empresas, fica como resultado um excedente de mão-de-obra que não tem onde se ocupar.

Aumenta a lista dos desempregados e nos estados minimamente organizados aumenta a lista dos que passam a viver do subsídio de desemprego. Aumentam os encargos dos governos com os subsídios e diminui o rendimento do trabalho.

Com o tempo, chegaremos à bancarrota!
Esta situação é insustentável a médio prazo e os governos europeus têm que tomar uma decisão.


O que nos parece é que não temos na Europa, que eu saiba, dirigentes políticos que preencham os mínimos. A própria União Europeia está minada de gente que não é capaz de dar a um murro na mesa e enfrentar os bois.

Vimos os políticos que foram nomeados (por quem?) para os lugares importantes da União Europeia. Barrosos, Solanas, e tutti quanti. Tudo pessoal do refugo que sempre andou a perorar à roda dos poderosos para obter um lugarzito bem remunerado. Gente que não vale nada.

O drama é que não vemos a forma de podermos mudar as coisas. Com o voto? Mudamos o quê? Nada. Tiramos o A pomos o B. Tiramos o B pomos o A. Nada muda.

Dramático nisto tudo é que situações destas são propícias ao aparecimento de “iluminados”.

Foi numa situação de grande crise que apareceu o “Fuhrer” na Alemanha.

Foi numa situação de crise que apareceu o Salazar em Portugal.
Esses filmes todos já passaram no cinema e o pessoal não está interessado em reprises.

Que fazer?
Acho que estamos no tempo certo e na melhor oportunidade para que possamos mudar o que está mal sem nos deixarmos cair nos erros já conhecidos.

Temos que dar uma vassourada nos nossos políticos profissionais. Que já os conhecemos de ginjeira.


Não votem nessa escumalha. Escolham novas opções. Sempre há-de aparecer alguém que seja honesto e traga novos rumos para todos nós. É preciso descobri-los.


E ter um pouco de fé. É o que nos resta. A fé.

Antonio Raposo 2009/01/27. Lisboa

Divinas Comédias (a primeira de três) O Inferno.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Nota de Onaírda: João Pereira Coutinho escreve no semanário Expresso habitualmente. O texto a seguir é de sua autoria. Amanhã publicarei as duas crónicas afins ao tema.

Divinas Comédias

Inferno Cristiano Ronaldo


Saio para rua e descubro que a cara de Cristiano Ronaldo está em todos os jornais: um rosto vulgar, adiposo, deslumbrado – e o cabelo em forma de crista galinácea, uma agressão estética que faz sucesso entre os lusitanos.

Parece que o mundo andou a discutir seriamente se Cristiano Ronaldo era o melhor jogador de futebol do mundo. E respondeu que sim!

A ideia já é suficientemente infantil para merecer comentário: centenas de adultos, mergulhados em reflexão aturada, em busca das chuteiras geniais.

Mas o pior veio a seguir: páginas e debates com declarações embaraçosamente homoeróticas

São as pernas de Cristiano Ronaldo. O tronco. A elegância. Não sei se alguém falou de mamilos, mas é possível

Verdade que o futebol sempre serviu para isto: para que os homens pudessem expressar as suas pulsões homossexuais sem sentimentos de culpa.

Só assim é possível explicar a paixão masculina por rapazes de calções curtos, a correrem pelo campo e, em caso de golo, a abraçarem-se e a acariciarem-se com os seus corpos suados.

Com Cristiano Ronaldo, Portugal voltou a relembrar a natureza gay do futebol. Mas também lembrou outro aspecto da história pátria: A forma como nacionalizamos feitos individuais para efeitos de propaganda patriótica.

Durante 48 anos não houve atleta, cantor ou artista que a Ditadura não tenha usado como um símbolo colectivo. Veio a Democracia. Mas com ela, não veio a atitude saudável de conceder aos indivíduos o que apenas lhes pertence pelo seu talento, sorte ou trabalho.

O 25 de Abril, pelos vistos, não passou por aqui.

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

O futebol profissional em análise

O futebol profissional em análise

Caros amigos leitores do Bancada Directa


É norma corrente que acerca de temas desportivos de certo mediatismo só se costumam ouvir as vozes e lerem-se as letras de críticos especializados na matéria. Há indivíduos que, muitas vezes, não são seguidores destes doutos críticos, que para, além do mais, são pagos para escrever. Eu sou uma destas pessoas. Não os renego por sistema, mas olho para mim, para o meu interior, e ponho-me na situação daqueles que são criticados. E reparo que muitas críticas são injustas, porque não equacionam na sua totalidade as situações que originaram deficiente comportamento duma equipa, dum jogador dum árbitro ou de um dirigente. E reparo que para criticar os exemplos abundam pessoas que, também, só vêem as situações do lado de fora.

Num órgão de Imprensa Regional , Mafra Hoje, dirigido pelo meu amigo Dr Rogério Bueno de Matos, que dá espaço aos seus leitores para dizerem de sua justiça,
leio um texto publicado na passada sexta feira 16 de Janeiro . O tema é assinado por um leitor que se assina Al Branco, morador na Ericeira. Ora leiam lá o que ele escreve.

AINDA O FUTEBOL

Ultimamente tem sido noticiado na comunicação social desportiva o facto de o campeonato da Liga Portuguesa de Futebol Profissional ter a média de golos mais baixa da Europa.

Dado o facto de eu próprio ser um espectador habitual e atento dos jogos televisivos, não estranho que tal aconteça, porque o futebol da actualidade difere em muito daquele que, antigamente se apreciava ao vivo nos campos deste país.

AGORA JÁ SABEMOS PORQUE A NOSSA SELEÇÃO NACIONAL NÃO GANHA.

Por mim, penso que a culpa se deve ao grande número de jogadores sul-americanos e africanos que militam nas muitas equipas portuguesas, com destaque para os brasileiros.

Por outro lado os treinadores e dirigentes de clubes, quer com SAD quer sem SAD, têm uma atitude extremamente negativa em não arriscar, especialmente os treinadores, que em vez de apostarem em equipas ofensivas de ataque apresentam esquemas defensivos (já se chamou de catenáccio e agora diz-se de autocarro atravessado à frente da baliza) que dão razão a quem já apelidou à 1ª Liga de “Liga do Bocejo”. Por vezes as Televisões dão a informação que a equipa tal há 15, 20, ou 30 minutos que não remata à baliza adversária. Na gíria futebolística diz-se que quem não marca, sofre.

Liga do Bocejo, quem inventou estava mais que inspirado. Aos bebés dá-se uma chucha para adormecer, aos adultos dá-se um jogo de futebol em Portugal que faz o mesmo efeito. Dormir

É mais que sabido que tanto os sul-americanos como os africanos são jogadores que gostam de estar na posse da bola para se recrearem com ela, tipo "brinca na areia", de igual modo também, a praga de canhotos que invadiu o nosso futebol sofre do mesmo mal (canhotos bons não se encontram ao virar da esquina) e, assim, o jogo torna-se enervante e enfadonho pela falta de objectividade.

Antigamente, de acordo com as regras mais elementares do nosso futebol era a bola que corria de jogador para jogador, com menos toques possíveis, passes longos em profundidade e um extraordinário engodo pelo golo. Agora são os jogadores a correr 20, 25 ou 30 metros com a bola nos pés, sem passar a mesma a ninguém, passes e passinhos para os lados e para trás e na maioria das vezes com a bola a não sair do mesmo espaço (mania das tabelinhas abrasileiradas) e quanto mais tempo têm a bola na sua posse mais cacetada há (lesões no futebol são o que mais existem).

Muito sinceramente, já há longo tempo que deixei de ir aos estádios ver os jogos ao vivo. Também por outro lado nada me motiva a tal, dada a mediocridade dos jogos e, também, do ambiente violento e agressivo das claques e apoiantes dos clubes. Vejo os jogos pela Televisão, muitas vezes num café, e comento com quem está ao meu lado amigável e descansadamente sem stress e sem receios. Claro que tenho preferências e sempre que posso vejo os jogos das Ligas estrangeiras até para poder fazer comparações.

Mal vai o nosso futebol, que na minha opinião é isso mesmo, é futebol e não desporto, sofrendo da sua constante transformação em negócio com altos valores financeiros e económicos em causa e em disputa, mas é o que temos e já nada me seduz. Apenas há um ar da sua graça em mim quando joga a nossa selecção. O resto vejo televisivamente sem qualquer expectativa.

Comentário de Onaírda: Amigo Al Branco. Também gostaria de comentar estas suas opiniões. Mas agora não tenho tempo, dado que estou muito ocupado a tentar desembaraçar (claro, televisivamente) um novelo muito emaranhado e que se chama Freeport. Qualquer dia estou por aí na sede do G D Ericeirense para bater um papo consigo.

Onaírda.

O saber não ocupa lugar: 26 de Janeiro: Data importante para a Catalunha

O saber não ocupa lugar: 26 de Janeiro: A Catalunha em foco.

26 de Janeiro de 1641: Data da Batalha de Montjuic, integrada no conflito armado pela posse da Catalunha, conflito esse denominado “Guerra dos Segadores”


Por toda a Catalunha é só esta bandeira que se vê hasteada nos edificios oficiais

A Guerra dos Segadores foi um conflito bélico que atingiu boa parte do Principado da Catalunha, entre os anos de 1640 e 1652 e que teve como o resultado mais duradouro, a assinatura do Tratado dos Pirineus entre a Espanha e a França. É entregue para a França o condado do Rossilhão e metade do condado de Sardenha, que até aquele momento faziam parte da Catalunha.


Início da guerra


O início da guerra é causado pelo incómodo da presença de tropas castalhanas em seu território na extensa guerra entre a França e a Espanha, chamada de Guerra dos Trinta Anos.


Na festividade do “Corpo de Cristo” do ano de 1640, ocorreu a morte de um ceifeiro (ou segador), que por sua vez levaram a morte do Conde de Santa Coloma (não totalmente esclarecida), que era a maior autoridade do principado. Este faco marcou o início dos conflitos.

Proclamação da República Catalã


Pau Claris, diante da Generalitat da Catalunha (nome dado ao governo central da Catalunha, proclama a República Catalã. A Generalitat obtém uma importante vitória militar na batalha de Montjuic de 26 de Janeiro de 1641.



Pouco depois falecia o líder Pau Claris e a Generalitat de Catalunya enfrentando uma difícil situação local e internacional, proclama o conde de Barcelona como o soberano da Catalunha, ao rei Luis XIII da França
, como rei Luís I de Barcelona.


O conflito aumenta de proporções. Catalães do norte apoiam tropas francesas em Perpignan e os catalães do sul lutam contra o domínio espanhol na Catalunha.
Esta situação é agravada pelos tratados de Paz de Vestefália de 1648
, que levam a uma guerra aberta entre a França e a Espanha, em conflito com a Generalitat, pois a Espanha tinha sua sede em Barcelona e a França tinha sua sede em Perpignan
Em 1652 as autoridades francesas renunciaram ao domínio sobre a Catalunha, mas mantiveram o controle sobre a região do Rossilhão, dividindo definitivamente a Catalunha.

sábado, 24 de Janeiro de 2009

Daniela Alexandra Pereira: 15 anos: Desaparecida

Caros amigos leitores do Bancada Directa

A Daniela Alexandra Pereira de 15 anos está desaparecida desde o dia 16 de Dezembro de 2008.
Os pais desesperados lançam este apelo a todos nós.


Desapareceu (16/12/2008). Filha Desaparecida - pais em desespero - divulguem por favor! Deus queira que nenhum de vocês passe um dia por este drama. Vamos ajudar! Se perdemos tanto tempo a ver e a reencaminhar mail's de piadas e fotos, então não custa nada perder 1 minuto a enviar esta mensagem para os vossos contactos. Pensem que podem estar a contribuir para devolver esta criança à sua casa. Divulguem a pedido dos seus pais. A Daniela Alexandra Pereira de 15 anos de idade, residente na Marinha Grande, desapareceu hoje (16/12/2008), da Escola e não voltou a aparecer...
Desaparecimento da Daniela Alexandra, contactar 913 363 575 e 919 916 439.
Muito obrigado pelo tempo dispendido a ler esta mensagem.
Por favor, enviem ao maior número de pessoas possível,

Linha do Tua: Documento e imagens impressionantes!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Amigo nosso enviou-nos o trabalho seguinte que revela graves deficiencias na Linha do Tua. Agradecemos o envio do mesmo e da nossa parte só queremos realçar que, ainda , no interior deste país se notam faltas de estruturas para se ter uma vida confortavel e digna. As imagens são eloquentes de incúria e negligencia qb.


Onaírda

Lembras-te do acidente na Linha do Tua?

Pois aqui vão alguns factos.....enviados por um amigo, cujo texto segue tb.
Impressionado com a reportagem fotográfica da EMEF sobre os defeitos na infra-estrutura da Linha do Tua, resolvi consultar a "net" e realizar um "slide show".


As causas dos acidentes, nomeadamente o ocorrido no passado dia 22 de Agosto (de que resultaram 1 morto e umas dezenas de feridos) são claríssimas, sobretudo para um engenheiro civil (como a Sr.ªSecretária de Estado dos Transportes), e revoltam pelo desleixo e incompetência revelados pelos que têm como dever zelar pela segurança de pessoas e bens. Alguns são "membros eleitos" pelo contribuinte. O que as fotos mostram são factos e situações reais..


Como no caso da Ota, a minha especialidade não é esta, ados caminhos - de - ferro, mas arrisco a formulação de alguns juízos, porserem mais políticos do que técnicos. Peço a vossa indulgência.


Estou farto, confesso, das situações de compadrio, dedesleixo, de incompetência, etecetera, que avassalam este pobre paíshá alguns tempos.Passados quase 2000 anos antes outra invasão dos vândalos.
Ao vosso dispor,

Luís Leite Pinto (Eng. Civil, IST)

A Linha do Tua
1. Breve descrição
A linha ferroviária do Tua é uma linha de via estreita (distância entre carris de 1 m), com uma
extensão de 133,8 km e que ligou durante quase 100 anos a estação do Tua à estação de Bragança.
A partir do início dos anos 90, o acesso a Bragança é interrompido em dois tempos. Primeiro, em
Dezembro de 1991, é encerrado o troço de 28,7 km entre Mirandela (km 54,1) e Macedo de
Cavaleiros (km 82,8), depois, em 1992, o troço entre Macedo de Cavaleiros e Bragança.
A Linha do Tua vê assim a sua extensão reduzida para cerca de 54 km entre Tua e Mirandela.




Desleixo ou incompetência?
Existem meios humanos e materiais para os trabalhos de inspecção da linha e para as obras de manutenção e de reparação que são necessárias em qualquer obra, nomeadamente de utilizaçãopública?

Se sim, os defeitos que a seguir se apresentam são fruto de desleixo. Se não, são a consequência da incompetência de quem tem a responsabilidade de garantir a segurança
de pessoas e bens.

A linha sofre, entre outras deficiências, da falta de alinhamento dos carris, do empeno destes, do
apodrecimento das travessas de madeira, da má ligação entre os carris e as travessas, de juntas
inoperacionais ou em péssimo estado de utilização e, eventualmente, da falta de estabilização dos
taludes que ladeiam a via.

As consequências não podiam deixar de aparecer: em 120 anos de vida da obra ocorreram num único
ano (de Fevereiro de 2007 a Agosto de 2008) 4 acidentes de que resultaram 4 mortos e 31 feridos.
A reportagem fotográfica que a seguir se apresenta consta do relatório 9/08 da Manutenção Norte
(MN) da EMEF (“Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, S.A.”, comparticipada da
CP) intitulado “Reportagem de Situações Irregulares da Via na Linha do Tua com Forte Impacto
na Estabilidade da Automotora e na sua Qualidade






As imagens a seguir referem-se ao acidente referido no texto

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. A dor ciática

O saber não ocupa lugar:

Temas de Medicina

Nervo sob pressão.


Quando um dos nervos que une a coluna aos membros inferiores fica sob pressão, a dor física acontece: é a dor ciática! Uma hérnia discal é, com frequência a causa, mas esforço excessivo e posturas incorrectas também podem ter as suas responsabilidades.

Desenvolvimento do tema

Não é uma doença, mas um sintoma de um problema envolvendo o nervo a que foi buscar o nome – o nervo ciático -, o mais longo do corpo humano e que desce da coluna vertebral até aos pés, passando pelas nádegas e por cada uma das pernas. É ele que controla a maioria dos músculos dos membros inferiores conferindo sensibilidade às coxas e pés.


A ciática ocorre quando este nervo é sujeito a pressão, geralmente na região lombar (a parte inferior da coluna). E a causa é, quase sempre, uma hérnia discal. Mas pode ser igualmente um tumor espinal ou um trauma, resultante, por exemplo, de um acidente de viação ou de uma queda acidental.
A dor é, então, a principal consequência. Uma dor que irradia da coluna em direcção às nádegas, continuando em sentido descendente ao longo do percurso do nervo ciático. E que é de intensidade variável, desde ligeira a muito intensa, acompanhada de uma sensação de queimadura e de extremo desconforto, sendo ainda descrita como semelhante a um choque eléctrico. Tossir ou espirrar pode agravá-la, o mesmo acontecendo quando se está demasiado tempo sentado. E, apesar, de o nervo se dividir em dois a partir da coluna, geralmente apenas é afectada uma das extremidades.

À dor pode juntar-se dormência e fraqueza muscular na perna ou no pé. E nos dedos ou noutra parte do pé pode sentir-se formigueiro. Qualquer pessoa pode queixar-se de dor ciática, mas ela é frequente aparecer a partir dos 30 anos, devido aos efeitos do envelhecimento sobre a estrutura da coluna vertebral. É a partir da terceira década de vida que os discos que separam as vértebras – funcionando como um amortecedor quando se movem – começam a sofrer alguma deterioração, abrindo caminho a uma hérnia discal

Também a ocupação profissional é um factor de risco se envolver a condução de veículos, por longos períodos de tempo, o transporte de cargas pesadas ou leves, mas continuas, ou movimentos que impliquem esforço para a comilona vertebral. Até porque posturas corporais incorrectas acabam por exercer pressão sobre o nervo. A ciática é ainda comum em pessoas sedentárias ou que passam demasiado tempo sentadas. E pode também ser consequência da diabetes, dado que esta doença crónica, relacionada com o metabolismo do açúcar, aumenta o risco de neuropatia (lesões nos nervos).

Medidas contra a dor

Em muitos casos a ciática responde bem aos chamados auto – cuidados. Deles faz parte a aplicação de frio – gelo, por exemplo – sobre as áreas doridas durante 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia. Ao fim de 48 horas, torna-se maias eficaz o calor – compressas quentes ou um saco de água quente. Se a dor se mantiver, pode ser alternado o frio com o calor.

Para aliviar a dor podem ser tomados medicamentos próprios, de indicação farmacêutica – são os analgésicos. Contudo, a sua eficácia é limitada, pelo que é inútil aumentar a dose quando a dor é severa. As situações mais graves podem requerer outro tipo de intervenção, com recurso a medicamentos de prescrição médica, como os relaxantes musculares ou anti-inflamatórios. A dor crónica pode beneficiar ainda de um certo tipo de antidepressivos (tricíclicos), na medida em que impedem que a mensagem de dor alcance o cérebro ou estimulam a produção de endorfinas, os analgésicos naturais do organismo.

A libertação de endorfinas resulta igualmente da prática de exercício físico. Pode parecer contraditório quando há dor, mas os alongamentos são uma arma eficaz contra a ciática, uma vez que aligeira, a compressão na raiz do nervo, diminuindo o desconforto. Também os exercícios na água ou numa bicicleta estática contribuem para atenuar os sintomas. Naturalmente desde que praticados com moderação.

A fisioterapia faz, aliás, parte do arsenal terapêutico contra a dor ciática, envolvendo a correcção da postura, o fortalecimento dos músculos que apoiam a coluna e a melhoria da flexibilidade. Desta forma previne-se que a dor não regresse.

Já o repouso deve ser moderado: apenas numa fase inicial, sob pena de a inactividade se prolongar, agravando os sintomas da ciática em vez de os atenuar.

Algumas situações não reagem a estas medidas, exigindo uma intervenção mais agressiva. Dentre as opções encontra-se a cirurgia, nomeadamente para remover a hérnia discal e assim aliviar a pressão sobre o nervo. A maior parte das pessoas recupera totalmente, mas a ciática é uma ameaça potencial à saúde do nervo.

Dependendo da causa da pressão, pode dar origem a insensibilidade na perna afectada, perda de movimento ou disfunção urinária ou intestinal, sendo que esta ultima consequência pode indiciar um problema mais grave, ainda que raro – síndrome da cauda equína. Significa isto que a dor não deve ser ignorada nem negligenciada.

Complementos

1- Discos gastos
A hérnia discal é a principal causa da dor ciática. Trata-se de uma deformação do disco responsável pela união dos ossos da coluna vertebral. Cada vértebra é separada por um disco de cartilagem formado por um anel externo fibroso (duro) e uma parte interna mole, que funciona como um amortecedor, impedindo a fricção entre vértebras e permitindo a flexibilidade de movimentos. Sem os discos, a coluna seria uma estrutura rígida. Acontece que os discos degeneram, em consequência do envelhecimento mas também de traumatismos. Significa que a substancia interna sai através do anel fibroso, formando uma protuberância – a hérnia discal. Sem protecção, o disco acaba por comprimir a raiz do nervo ciático, provocando a dor.

2-Antes que doa
Nem sempre a ciática é prevenível, mas é possível minimizar as probabilidades de ocorrência. Proteger as costas passa por:
-Fazer exercício regularmente – com especial atenção para os músculos do abdómen e da região inferior das costas;
-Manter uma postura correcta na posição de sentado – uma cadeira ergonómica, que acompanhe a curvatura natural das costas é fundamental; ao usar o computador, a cadeira deve ser ajustada de modo a que os pés assentem no piso e os braços fiquem apoiados fazendo com os cotovelos um ângulo recto;
-Fazer bom uso da mecânica corporal – tem a ver com a forma como se permanece em pé, se levanta objectos e se dorme. Em pé, deve procurar-se desnivelar um dos pés, apoiando-o, por exemplo, num degrau. Ao levantar objectos devem dobrar-se os joelhos e não as costas, colocando o esforço sobre as pernas; os objectos devem ser transportados encostados ao corpo na linha da cintura; os movimentos de rotação não devem envolver a cintura, mas os pés. Quanto à postura para dormir, o colchão deve ser confortável e a almofada não deve forçar o pescoço.

Newsletter da Assoc.Desportiva Taboeira









Em Janeiro de 2009 atingimos [A.D. Taboeira] as 200.000 visitas desde que o site entrou em funcionamento em Março de 2002. Desde essa data o site já sofreu três alterações sempre com o intuito de agradar a todos os que nos visitam.A maior transformação aconteceu em Outubro de 2007 e desde essa altura já tivemos 108553 visitas, ou seja, uma média de 258 visitas diárias, das quais 13,6% são oriundos de outros países e foram visualizadas mais de um milhão de páginas. Obrigado a todos

Ler mais...


Equipas já apuradas para a 2ª Fase - Série dos Primeiros

Veja as fotos

Ler aqui... e Ler mais aqui...

Campeonato Nacional Iniciados


Ler mais...



Psicologia do Desporto

Coluna da autoria de Maria Manuel Teixeira

Psicologa Clinica

Ler mais...




Torneio Internacional Futebol Infantil Taboeira Cup'09 já tem data marcada para 10 e 11 de Abril e será disputado nas categorias de Infantis A Infantis B Escolas A

Brevemente toda a informação disponivel em http://www.taboeiracup.com/

Realizou-se na sede da AFA o sorteio dos Campeonatos Distritais de Infantis A Infantis B

Veja os resultados em anexo

Ler mais...

MAIS AGENDA DESPORTIVA

Ler mais...


ILHAVO: CONVERSAS AO JANTAR 31 JANEIRO DE 2009



CAMARADAS

Como tínhamos anunciado, este ano tentaremos ter um JANTAR por Mês iniciativa a que chamámos CONVERSAS AO JANTAR e onde teremos sempre um convidado Orador e onde o tema principal será sempre: as eleições autárquicas...

ASSIM , O PRIMEIRO JANTAR SERÁ JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO 31 JANEIRO (local e custo ainda a designar) ÁS 20H QUE CONTARÁ COM A PRESENÇA DO SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE: DR MANUEL PIZARRO,


GOSTARIA QUE NENHUM DE VOCÊS FALTASSE E GOSTARIA AINDA QUE CONVIDASSEM OUTROS MILITANTES, SIMPATIZANTES, AMIGOS OU FAMILIARES PARA SE INSCREVEREM NO REFERIDO JANTAR. DIVULGUEM JÁ. INSCRIÇÕES PARA O MEU TELEMÓVEL 917843404 OU PARA O EMAIL.

A CAMINHADA ATÉ ÀS AUTÁRQUICAS JÁ COMEÇOU. PARTICIPA E DIVULGA.

NOTA: COMO SEMPRE, FAREMOS PREÇO ESPECIAL PARA OS JOVENS

SAUDAÇÕES SOCIALISTAS

JOSÉ VAZ
PRESIDENTE DO PS ÍLHAVO

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Bancada Directa deseja aos seus amigos leitores que passem um óptimo Fim-de-semana!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Entrámos já neste Sabado 24 de Janeiro, está frio, chuva e vento por todo o país, mas como de costume esperamos que tenham paciencia para contrariar este mau tempo e gozem a preceito este fim-de-semana.

"Comme d'habitude" aqui vai a garota para um entretenzinho.
Já não lhes dou nenhum conselho para não dizerem que é uma "conversa da trêta"

António Raposo diz de sua justiça!Porquê tantas casas devolutas em Lisboa?

Meus caros


POR QUE RAZÃO EXISTEM TANTAS CASAS DEVOLUTAS?

Uma crónica de A. Raposo (um lisboeta que ainda consegue viver em Lisboa.




Quem devemos culpar dessa aberração?

Moro no centro da cidade, junto ao Marquês de Pombal numa transversal da Av. Duque de Loulé, em Lisboa.

Já cá estou desde 1960 e tenho acompanhado a evolução da zona. Em relação ao parque habitacional raras foram as casas conservadas no decorrer do tempo. Há uma lei para isso – bem antiga – mas as Câmaras não actuam. Os governos tampouco.

Quando um edifício atingia a vetustez necessária ia abaixo e em seu lugar entrava um novo.
Normalmente, o construtor aproveitava e aumentava – se podia – mais um ou dois andares, em relação ao seu antecessor.

De certeza fazia uma cave ou duas, para garagens. Na frontaria umas lojas. Acontece assim um fenómeno aparentemente esquisito.

Actualmente loja que vague é loja que fica devoluta. Ninguém a compra ou aluga. Normalmente o aluguer fica a preço tal que qualquer negócio que para lá se dirija dura pouco.

Para vos dar um exemplo verdadeiro e simples aqui vai: no quarteirão em frente ao meu prédio, estão plantados cinco prédios. Três estão devolutos, (com um muro de tijolo no lugar da porta para que não entre lá ninguém) sendo que um deles foi erguido de forma ilegal e ali está já há uns anitos, sem licença de habitação.

Nunca lá morou ninguém. Serve para observatório dos pombos. Que são milhentos. A Câmara dá-lhes, regularmente, milho tratado quimicamente para que os pombos fiquem estéreis. Só que não resulta. Há uns velhos que se ocupam a dar-lhes rações extra de trincas de arroz e milho. O resultado prático é que os carros e as varandas ficam cheios daquelas marcas que os pombos deixam, após grandes barrigadas de milho e arroz.


Por outro lado há um grupo de habitantes solitários – que vivem, às vezes sós – e que tem cão. A noite lá andam eles a sujar todos os passeios com porcaria que nós no dia seguinte pisamos e trazemos para casa. Pior talvez é que respiramos as fezes dos cães e dos pombos o que me parece ser pouco saudável.


As gerências desta cidade que tenho acompanhado com atenção, não conseguem resultados principalmente porque a maioria delas tem sido incompetentes que só lá estão como trampolim para outros voos.


É claro que os Governos têm culpas no cartório. Não se voltam para os problemas dos citadinos. Quem construiu as cidades novas que temos nos arredores de Lisboa? Os patos-bravos, que tem como objectivo o seu edifício. E é por isso que nasceram essas cidades tortas e quem nasce torto já não tem remédio.


Citadino sofre!

Antonio Raposo

Mais um português a treinar em Marrocos




Fica uma pequena entrevista exclusiva de Bancada Directa ao treinador Manuel Madureira, emigrante em Marrocos no seu mais recente desafio.

O treinador Manuel Madureira assumiu o cargo principal do Raja de Beni Mellal, um clube marroquino situado na província “Wilaya” de Beni Mellal que actualmente se encontra GNFA 1 – Inter League de Marrocos no Grupo Centro (equivalente em Portugal a II Divisão), um clube histórico que já foi campeão na época 1973/74 e tem este ano como principal objectivo a subida de divisão.

Num país que já tinha o treinador português José Romão actualmente no comando do Raja de Casablanca da divisão principal, Marrocos recebe mais um treinador lusitano nas suas fileiras.

Raja Beni Mellal tem um estádio relvado com capacidade aproximadamente de 20 mil espectadores depois das obras que foi sujeito, com um complexo desportivo que conta com 3 campos pelados, piscina, pavilhão, hotel e restaurante, localizado numa montanha a cerca de 2300 metros de altitude, algo que M. Madureira diz “ já estou habituado, pois é a terceira vez que treino nas mesmas condições”, sendo presidido por um ex. Jogador Moulay A. Alami que foi 3 vezes o melhor marcador do campeonato nacional marroquino e jogador da selecção do mesmo país, e continua dizendo ”que tem sido uma agradável surpresa até ao momento, pois tenho sido tratado muito bem”.



Manuel Madureira actualmente a viver no Hotel Béni Day, propriedade do clube, confidenciou a Bancada Directa que “estou muito agradado com o clube e da forma como fui recebido por todos prosseguindo ”as condições não sendo de topo, são bastante razoáveis para a divisão em questão e para desenvolvimento do seu trabalho” , sendo que o “objectivo do clube imediato é subir de Divisão e ajudar o clube a estruturar-se e colocar no patamar que a história do clube e seus adeptos exigem, para que possa estar melhor preparado para os novos desafios que se adivinham num futuro próximo”, sendo ao mesmo tempo “mais uma possibilidade de mostrar o meu trabalho, com o intuito de poder abrir novas portas no futuro, e ser o trampolim para chegar ao patamar mais alto em clubes da divisão principal, quem sabe neste mesmo”.

Depois de contactos muito breves e rápidos, viajou para o país em questão e chegou para trabalhar no dia da primeira jornada e conta “sentei-me no banco sem conhecer ninguém, somente o presidente” e segue “a equipa que encontrei já estava formada, sendo que o adjunto do clube [também ele uma antigo jogador que foi 2 vezes melhor marcador do país na década de 70] foi um dos responsáveis pela construção do plantel, e também é actualmente o meu apoio no conhecimento mais profundo do plantel e clube, contando também com o presidente para ajudar no que me rodeia e a conhecer a nova realidade que me inseri”.

Uma das situações que encontrou e é desagradável para qualquer treinador, é ter um plantel extenso “quando cheguei tinha cerca de 40 jogadores e neste momento já reduzi para 31 jogadores, uma vez que gosto de trabalhar com um plantel mais reduzido, e só posso e quero trabalhar com 26 no máximo, sendo que o objectivo passa por criar duas equipas, a principal e uma equipa B, onde os jovens possam evoluir e ser chamados quando solicitados, assim como os jogadores menos utilizados”. Com uma mescla de jovens e jogadores experientes, sendo que alguns são profissionais e outros não, a equipa tem correspondido bem no início de competição, encontrando-se neste momento ao fim de 6 jornadas em 1 lugar do seu grupo com 11 pontos, com 3 vitórias em casa, 2 empates e 1 derrota fora, o que vai dizendo “corresponde as expectativas que tenho do grupo, e com mais trabalho desenvolvido e conhecimento de todos, ainda espero mais e melhor”.

A conhecer ainda a cidade e costumes, Madureira tenta ambientar-se da melhor maneira possível, e tem esperança que o futuro lhe traga esperanças renovadas, uma vez que nos clubes anteriores não teve o reconhecimento devido por parte de quem serviu, apesar do bom trabalho desenvolvido, uma vez que as dificuldades financeiras destes o obrigaram a sair, e com o falecimento do pai no ultimo mês do ano passado, que o abalou imenso, não recorda 2008 como o ano que esperava em termos pessoais, mas com 45 anos diz “se me deixarem e tiver saúde também, terei muitas alegrias ainda pela frente, até porque 2009 já me deu uma neta, o que serve de incentivo para pensar positivo futuramente”. Aliás vai recordando “a vida é feita de desafios e que esses são para conquistar sem medo, pois sempre assim encarei a vida, e ao aceitar mais um, será sempre com intuito de vencer”, e conclui dizendo ”neste momento vou vivendo o presente e estou neste clube de corpo e alma para conseguir atingir os objectivos a que me propus, mas estarei sempre atento para outros reptos que possam surgir no futuro, desde que salvaguardados interesses comuns”. Mas como gosta de referir quando confrontado com o futuro diz “esse a Deus pertence, e seja o que este quiser”.

Finalizando, Manuel Madureira deseja a todos os seus amigos e familiares, assim como aos visitantes de Bancada Directa, “um ano próspero com todos sucessos possíveis, pessoais e profissionais, não esquecendo a Saúde”.

Nota: Em meu nome pessoal e de todos membros, Bancada Directa deseja ao treinador Manuel Madureira o maior sucesso neste seu novo desafio.



Conheça um pouco do clube e desta “Wilaya” Beni Mellal nestes dois vídeos:






Haja alegria nestes tempos de crise!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Se calhar este video já é do conhecimento de muitos leitores, mas vale a pena correr o risco de ser um tanto repetitivo, porque, efectivamente, o video faz-nos pôr bem dispostos.

video

Enviado pelo nosso amigo Dr. Pedro Paulo Faria

Mundo Policiário 5/09

Mundo Policiário 5/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Presentes

Temas de hoje. A) Recordar os “Bons Velhos Tempos do Policiário” com um problema de Sete de Espadas a partir de Jartur.

B) Continuação da exaltação da figura de Aristides de Sousa Mendes, relacionando-a com o V Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade, a realizar em Cabanas de Viriato a 17 de Maio de 2009.


Tema A) O nosso amigo e confrade Jartur, de seu nome João Artur Mamede, foi um grande amigo do nosso Sete de Espadas. Pois, agora, este nosso confrade resolveu publicar um problema policial do nosso Sete intitulado "Crime ou suicídio?". Não vamos inserir qualquer link para os nossos amigos leitores terem acesso ao mail do Jartur, vamos mas é publicar na íntegra esse mail, que inclui o problema do nosso Sete..


Relembrando o Sete de Espadas.

12 de Janeiro de 1947



Prezados confrades e Amigos “sherlocks”
Na organização do material precioso que guardo para o nosso
"Arquivo Histórico da Problemistica Policiária Portuguesa"encontrei recentemente, uma fotocópia (que nos foi oferecida pelo nosso amigo e mestre M. Constantino), que retrata o número inaugural da primeira secção policial que o saudoso “SETE DE ESPADAS”, orientou no Jornal de Sintra, e que ali apareceu em 12 de Janeiro de 1947, passados que são já 62 anos.
Aqui deixamos, em sentida homenagem ao nosso saudoso e querido “SETE”, e como curiosidade para os “sherlocks”, o primeiro problema ali publicado, que foi a sua primeira intervenção como seccionista, de que o maior.
E solicitamos mais uma vez, a quem possua documentação sobre secções doutros tempos, o favor de nos facultar recortes ou fotocópias, que cuidadosamente preservaremos para a posteridade.



Problema n.º 1
CRIME OU SUICÍDIO?.
O Inspector Charles Hardy foi chamado com urgência a casa do escritor Luiz King, porque este tinha sido encontrado morto no seu escritório.
Introduzido no palácio e depois no gabinete de trabalho do escritor, Charles Hardy verificou que o corpo se encontrava caído sobre a secretária, o braço esquerdo em cima do tampo e o direito caído ao longo da cadeira. No chão, uma pistola sem impressões digitais e em cujo carregador faltavam algumas balas. Um orifício perto da orelha e ligeiramente chamuscado mostrava que a morte tinha sido causada por uma bala disparada a pouca distância.
Depois de em silêncio ter analizado todos estes pormenores, pediu ao criado que fizesse as suas declarações. Este disse:
«Como o fazia todas as noites, cerca das 10 horas dirigiu-se para a porta do escritório e bateu 3 pancadas, avisando desta maneira que jantar estava na mesa. O tempo passou e como não era hábito do escritor fazer-se esperar mais do que um quarto de hora, cerca das 10 e meia voltou, batendo e chamando em voz alta. Como não obtivesse resposta, espreitou pela fechadura e viu o escritor na posição em que ainda está. Como não tinha chave, visto que a única Yale que existia estava sempre em poder do escritor, chamou o cozinheiro preto, Jacob, que o ajudou a forçar a porta, verificando depois nada haver a fazer, porquanto do orifício junto à orelha do escritor saía um fio de sangue… Mesmo do escritório telefonou para a polícia e nem ele nem Jacob saíram de lá. Tudo isto poderá ser confirmado por…»
- Muito obrigado, já sei como as coisas se passaram!
- Caros colegas, como resolveu Charles Hardy mais este problema?



Com as melhores saudações policiárias do JARTUR
jarturmamede@aeiou.pt


Tema B) O V Convivio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade

Conforme já foi amplamente divulgado a Tertúlia Policiária da Liberdade vai levar a efeito o seu V Convivio Anual na localidade de Cabanas de Viriato, perto de Carregal do Sal, distrito de Viseu. Nesse evento, e contando com o alto patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, vai ser homenageada a figura daquele que foi um grande homem solidário para com outros homens em desespero, de seu nome Aristides de Sousa Mendes. Ponto alto desta homenagem é o Concurso de Contos com um tema a propósito relativo ao homenageado. Este concurso está aberto a todos, incluindo os alunos da Escola Básica Integrada de Cabanas de Viriato.



Podem ver o Regulamento do Concurso de Contos aqui, em normas de participação, por gentileza do "Clube de Detectives"

Aguarda-se para os próximos dias a publicação do programa definitivo do Convivio.

E continuamos a publicar alguns aspectos da obra desenvolvida por Aristides de Sousa Mendes


A Europa em Guerra

A 1 de Setembro de 1939, os exércitos de Adolf Hitler invadem a Polónia, perante uma Europa estarrecida. A Grã- Bretanha e a França reagem e declaram guerra à Alemanha nazi. Tinha inicio a II Guerra Mundial , que se prolongaria por seis longos anos, até 1945 (Maio na Europa e Agosto na Ásia/Japão).

A 13 de Maio de 1940, o território francêws ´we tomado de assalto pelos blindados “Panzer” através da técnica da “guerra relâmpago” (blitzkrieg) esmagando tudo na sua passagem.

A 17 de Junho do mesmo ano, o Marechal Pétain anunciava aos franceses a intenção de apresentar a rendição da França perante os alemães nazis. A 18, de Londres, onde se refugiara o General Charles De Gaulle, dirige-se aos franceses exortando-os a lutarem contra o inimigo invasor e contra a resignação: “Soldados da França” exclama De Gaulkle aos microfones da BBC (rádio oficial britânica)” onde quer que estejais erguei-vos!”. Assim “os melhores dos franceses recusavam submeter-se à nova ordem e formavam o exército da Resistência Francesa. Os outros – muitos outros – alienavam a dignidade em troca da sua sobrevivência colaboracionista”! (Maria João Martins (in “O Paraíso Triste. A Vida Quotidiana em Lisboa Durante a II Guerra Mundial, Lisboa, Edição Vega. 1996).

Centenas de milhares de refugiados escapuliram-se para a fronteira franco – espanhola na esperança de se salvarem. Para muitos, e em especial os judeus, não havia fuga possível. Franco o ditador fascista chefiava uma Espanha acabada de sair de uma Guerra Civil, e encerrara as fronteiras com a França, pois não queria ver-se a braços com os refugiados. Alguns destes, em desespero chagaram a suicidar-se.

Embora se tenha mantido formalmente neutro, Salazar simpatizava e cooperava com o Eixo (Aliança da Alemanha nazi com a Itália fascista). Em 1939, Salazar, com a data de 11 de Novembro, emitiu a Circular nº 14, onde determinava que: sem consulta às autoridades portuguesas, não se podiam passar vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio, apátridas, portadores de passaportes Nansen (pessoas suspeitas de actividades anti-nazis), estrangeiros que apresentem nos seus passaportes sinal de não poderem regressar ao país de onde provêm, estrangeiros sem meios de subsistência, judeus expulsos dos países da sua nacionalidade ou daqueles de onde provêm…. (Rui Afonso in “Injustiça”. Lisboa. Edição Caminho. 1990)
Humanidade e Castigo

O filho de César – o irmão gémeo de Aristides de Sousa Mendes, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Salazar em 1932 – encontrava-se em Bordeaux nesses dias cinzentos. Registou a fala amargurada do tio: “não posso permitir que estas pessoas morram. Muitas delas são judeus e a nossa Constituição diz que a religião ou a politica de um estrangeiro não devem ser usadas para lhes recusar o refúgio em Portugal” (Novais Granada, 1995: 11). Aludia ao Artigo 8º nº 3, da Constituição de 1933, que instituiu o Estado Novo, mas que garantia no texto “ a liberdade e inviolabilidade de crenças, não permitindo que ninguém seja perseguido por causa delas, nem obrigado a responder acerca da religião que professa”. ( João M. Mascarenhas & M. João Martins, Aristides de Sousa Mendes – A Coragem da Tolerância – 1996).


Ante o drama dos refugiados e a ordem de Salazar, ASM enveredou pela ”desobediência moral”, ou seja, “o dever de desobedecer que assiste aos funcionários e agentes da Administração Pública, quando a ordem não reúna todos os requisitos legais” (António Melo “Em nome da Dignidade” in Jornal Publico 17/11/1998). Como ele mais tarde lembrará”. Decidi seguir este princípio mesmo que seja destituído”. Devo agir “como cristão, como manda a minha consciência” (Novais Granada, 1995:11).

Durante três dias, 17, 18 e 19 de Junho de 1940, quase sem dormir, Aristides de Sousa Mendes, com a ajuda da sua mulher, do filho Pedro Nuno, e do funcionário consular José da Silva Ferreira de Seabra, atenderam milhares de pessoas, tomadas pelo medo, que formavam longas filas nas escadas do edifício delegação e fora deste, na rua, comprimindo-se com a esperança do almejado visto. Embora não se tenham dado ao trabalho de os contar, terão passado mais de trinta mil vistos de trânsito, o que talvez tenha significado a salvação de mais de dez mil judeus da morte nos campos de concentração e exterminação nazis. (Rui Afonso, 1995:103-105)

Ofereceram-lhe grandes quantidades de dinheiro, jóias, peças de ouro….O cônsul português nada aceitou (Novais Granada, 1995:11). Dª Angelina, sua mulher, como podia, ia cuidando, no consulado e na sua residência, dos mais doentes, dos idosos (Rui Afonso: 1995:16)

Consciente dos riscos pessoais que corria, juntamente com a sua grande família, justificou, deste modo, aos filhos a sua opção em favor da vida e da resistência à tirania nazi:

“Não sei o que o futuro reserva para a vossa mãe, para vocês e para mim mesmo. Materialmente, a vida não será tão boa para nós como tem sido até agora. Contudo, sejamos corajosos e tenhamos em mente que, ao dar a esses refugiados a possibilidade de viver, teremos uma possibilidade mais de entrar no Reino dos Céus, porque, ao fazê-lo, não faremos mais do que praticar os Mandamentos de Deus, (Rui Afonso, 1995;100)

Continua no próximo Mundo Policiário

O que fazem as mulheres para enlouquecer os homens!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Deliciem-se lá com este texto. Pergunto apenas se o mesmo corresponde a uma certa realidade ou é fruto da imaginação do seu autor? Quantos de nós já passámos por isto?


Mulher - Onde vais?
Homem - Vou sair um pouco.~
Mulher - Vais de carro?
Homem - Sim.
Mulher - Tem gasolina?
Homem - Sim.... coloquei.
Mulher - Vais demorar?
Homem - Não... coisa de uma hora.
Mulher - Vais a algum lugar específico?
Homem - Não... só andar por aí.
Mulher - Não preferes ir a pé?
Homem - Não... vou de carro.
Mulher - Traz-me um gelado!
Homem - Trago... que sabor?
Mulher - Morango.
Homem - Ok... na volta pra casa eu passo na loja e compro.
Mulher - Na volta?
Homem - Sim... senão derrete.
Mulher - Passa lá agora, compra e deixa aqui..
Homem - Não... é melhor não! Na volta... é rápido!
Mulher - Ahhhhh!
Homem - Quando eu voltar eu como um contigo!
Mulher - Mas tu não gostas de morango!
Homem - Eu compro outro... de outro sabor.
Mulher - Assim fica mais caro... traz de ananás!
Homem - Eu também não gosto de ananás.
Mulher - Traz de chocolate... nós os dois gostamos.
Homem - Ok! Beijo... já venho....
Mulher - Ei!
Homem - O que é?
Mulher - Chocolate não... Flocos...
Homem - Não gosto de flocos!
Mulher - Então traz de morango pra mim e do que quiseres pra ti.
Homem - Foi o que eu sugeri desde o princípio!
Mulher - Estás a ser ironico?
Homem - Não, não tou! Vou indo.
Mulher - Vem cá dar-me um beijo de despedida!
Homem - Querida! Eu já venho... depois.
Mulher - Depois não... quero agora!
Homem - Tá bom! (Beijo.)
Mulher - Vais no teu carro ou no meu?
Homem - No meu.
Mulher - Vai com o meu... tem leitor de cd... o teu não!
Homem - Não vou ouvir música... vou espairecer...
Mulher - Tás a precisar?
Homem - Não sei... vou ver quando sair!
Mulher - Não demores!
Homem - É rápido... (Abre a porta de casa.)
Mulher - Ei!
Homem - Que foi agora?
Mulher - Bolas!!! Que bruto! Vai, vai-te embora!
Homem - Calma... estou a tentar sair e não consigo!
Mulher - Por que queres ir sozinho? Vais-te encontrar com alguém?
Homem - O que queres dizer com isso?
Mulher - Nada... não quero dizer nada!
Homem - Que é... achas que te estou a trair?
Mulher - Não... claro que não... mas sabes como é?
Homem - Como é o quê?
Mulher - Homens!
Homem - Generalizando ou falando de mim?
Mulher - Generalizando.
Homem - Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!Mulher - Tá bem... então vai.
Homem - Vou.
Mulher - Ei!
Homem - Que foi, porra?
Mulher - Leva o telémovel, estúpido!
Homem - Pra quê? Pra ma estares sempre a ligar?
Mulher - Não... caso aconteça algo, tens o telémovel.
Homem - Não... deixa estar...
Mulher - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudades, só isso!
Homem - Ok, meu amor... Desculpa-me se fui bruto. Amo-te muito!
Mulher - Eu também! Posso cuscar no teu telémovel?
Homem - Pra quê?
Mulher - Sei lá! jogar um joguinho!
Homem - Queres o meu telémovel pra jogar?
Mulher - É.
Homem - Tens a certeza?
Mulher - Sim.
Homem - Liga o computador... tá cheio de joguinhos!
Mulher - Não sei mexer naquela lata velha!
Homem - Lata velha? Comprei-o o mês passado!
Mulher - Tá..ok... então leva o telémovel senão eu vou cuscar...
Homem - Podes mexer à vontade... não tem lá nada, mesmo...
Mulher - É?
Homem - É.
Mulher - Então onde está?
Homem - O quê?
Mulher - O que deveria estar no telémovel mas não está...
Homem - Como!?
Mulher - Nada! Esquece!
Homem - Tas nervosa?
Mulher - Não... não tou...
Homem - Então eu vou!
Mulher - Ei!
Homem - O que ééééééé, c......?
Mulher - Já não quero o gelado!
Homem - Ah é?
Mulher - É!
Homem - Então eu também já não vou sair!
Mulher - Ah é?
Homem - É.
Mulher - Boa! Vais ficar aqui comigo?
Homem - Não ...tou cansado... vou dormir!
Mulher - Preferes dormir a ficar comigo?
Homem - Não... vou dormir, só isso!
Mulher - Estás nervoso?
Homem - Claro, porra!!!
Mulher - Porque é que não vais dar uma volta para espairecer?!?!...

Música Peculiar...

Para variar um pouco, divirtam-se com este vídeo..musical.
Existem talentos...especiais para tudo!

video

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Esta manhã em Mafra: um intenso nevoeiro afectou a vida normal nesta vila.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Mafra 22 de Janeiro de 2009. São 13h00. Um intenso nevoeiro pairou por toda estra região saloia, mas em Mafra mais parecia um "smog" londrino. Aqui estão as imagens.(fotos Bancada Directa)




Dificilmente se notavam as formas do Palacio Nacional por entre o "smog"de Mafra desta manhã.

As avenidas e ruas de Mafra envoltas em denso nevoeiro


As placas ajardinadas ainda dá para ver a sua beleza. A esterlicia está imponente no meio do "smog"

Entrada da EPI de Mafra. Monumento ao Valor dos Infantes

Entrada e interior do Jardim do Cerco


Parque Desportivo Municipal: o encanto dos olhos do Presidente José Ministro dos Santos. Também não escapou à penumbra.

Sem-abrigo somos todos nós, quando contemplamos com indiferença o que vai pela noite

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Sem-abrigo em Lisboa são mais de 1000.

Complementando o post publicado ontem do artigo (adocicado) da Inês Pedrosa, com o titulo "Sem-abrigo somos todos nós" apresento-vos hoje o lado dramático da questão. Peço a vossa compreensão para o excessivo numero de fotogramas (desde já agradeço a gentileza do Lisboa sos) e meditem bem nesta realidade, que não é só em Lisboa mas comum a muitas cidades do nosso país.

“Em 2006, pela primeira vez, foi possível caracterizar a população Sem-Abrigo que frequenta os serviços da AMI, pelo que para além do número total de Sem-Abrigo, locais de pernoita e tempo de situação sem-abrigo, foi possível obter dados mais específicos como a naturalidade, a idade, o estado civil, a família, a saúde, os recursos económicos e o motivo pelo qual procuram o apoio da AMI.”

Vários estudos efectuados por instituições de solidariedade têm revelado caminhos e apontado soluções.A Câmara Municipal de Lisboa empolgou-se com o frio dos últimos dias e desdobrou-se em conferências de imprensa e “meeting´s” nesta e naquela televisão. Montou algumas tendas para que os sem-abrigo pernoitassem nestas noites mais frias. Poucos aderiram ao esforço empreendido pela edilidade. E, no entanto, os números são reveladores: mais de mil pessoas dormem nas ruas de Lisboa, nas praças mais importante da capital, nos bancos e nos coretos dos jardins, nas estações de comboios, de Santa Apolónia à Gare do Oriente, debaixo de viadutos, em túneis e buracos, nos vãos de escada, em prédios devolutos, nas portas das casas comerciais e nas dependências bancárias com caixas multibanco, nas urgências dos hospitais. Porque será então que os sem-abrigo não acorreram à súbita caridade camarária? Porque, de facto, os sem-abrigo não precisam de soluções pontuais. Precisam que aumentem o número de refeições e a quantidade de vestuário a distribuir e os pontos de distribuição. Precisam que lhes forneçam apoio médico, medicamentoso, psicológico e jurídico; precisam de apoio, por forma a proporcionar-lhes condições de reintegração na sociedade; precisam de alojamento temporário. Para o Lisboa SOS os sem-abrigo precisam de ser uma prioridade da Câmara Municipal de Lisboa, precisam ser uma prioridade de todos nós. Os sem-abrigo não precisam de propaganda. Precisam que os tirem da rua.

quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

O desporto na minha terra. Futebol Feminino

O Desporto na Minha Terra

Futebol Feminino: União 1ºDezembro tem Auto- Estrada do titulo já aberta na deslocação ao Minho.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Antes de começar o meu texto sobre a equipa de futebol feminino do União 1º de Dezembro de São Pedro de Penaferrim. Sintra, e para que não restem confusões sobre a ambiguidade do titulo deste post, esclareço os meus amigos que a referencia que a equipa de futebol feminino teria uma Auto-Estrada aberta para o titulo na deslocação ao Minho, tratava-se de uma realidade no caso de vencer o seu adversário, o ARC Várzea no desafio que se ia a disputar a 18 de Janeiro.


Como o referido desafio disputado entre as duas equipas se saldou pela vitória estrondosa das sintrenses por 5-0, então fica a ambiguidade desfeita e podemos desde já considerar que a nossa equipa de São Pedro de Sintra conquistou o título respectivo de 2008/2009.

Vamos ao texto:
Após três semanas de pausa competitiva devido à quadra natalícia e Ano Novo, regressou o Campeonato Nacional Feminino da 1ª Divisão, com a equipa do União 1º de Dezembro a receber no Campo Conde de Sucena, o Beira-Mar Atlético Clube de Almada, uma das mais fortes candidatas esta época ao titulo de vice-campeão nacional, depois de na época passada terem conquistado o titulo máximo do escalão secundário e que lhes valeu a subida à 1ª Divisão. Todavia, em São Pedro de Sintra, as jogadoras da Margem Sul do Tejo não conseguiram levar a melhor sobre a formação orientada por Helena Bento que venceram por 5-0, mantendo a invencibilidade no campeonato.

Primeira parte no “deixa andar”.
Não é fácil jogar contra a equipa do Beira-Mar, já que tem um conjunto de jogadoras bem dotadas fisicamente e que nos duelos individuais ganhavam vantagem, até porque não tinham receio de “meter o pé”, fosse de que maneira fosse. Que o diga a internacional Carla Couto duramente castigada com algumas faltas e que teve de receber assistência dentro e fora das quatro linhas.

Apesar do domínio da equipa de São Pedro de Sintra, o intervalo chegou sem o marcador funcionar, mais por culpa da equipa da casa, que jogou assim como ao “sabor das marés.”


Carla Couto a inaugurar o marcador.
Os primeiros minutos da segunda parte deram para ver que a equipa de Sintra entrou a pressionar muito mais as visitantes, empurrando-as para perto da sua grande-área, “alugando” o seu meio campo, com a guarda redes Cristina a engrossar a lista dos poucos espectadores presentes na tarde de Domingo no Conde de Sucena.

Estavam decorridos dez minutos quando Dolores lança em profundidade Carla Couto, que descaída no lado esquerdo ensaiou um centro-remate, levando a bola a entrar na baliza das almadenses, inaugurando, desta maneira, o marcador.

Quebrada a resistência das almadenses, os golos foram surgindo naturalmente. Dolores marca de seguida num excelente pormenor de calcanhar, Beta aumenta para 3-0, ainda Dolores faz o 4-0, num belo lance de cabeça e no seguimento de um livre apontado por Cátia Relíquias, a castigar uma falta sobre Carla Couto. O 5-0 apareceria pouco depois, quando numa jogada de “tu- cá- tu- lá”, sobrou a bola para Cátia Relíquias que praticamente em cima da linha de golo só teve que encostar.


Flávia a confirmar-se.
De estatura baixa, formas arredondadas, mas com uma excelente técnica, Flávia é uma das mais jovens jogadoras do plantel de Sintra, ainda com uma enorme margem para progressão. Veio do futebol do Damaiense, onde jogava na equipa mista (rapazes e raparigas) do clube da Amadora até aos Infantis, completou esta época 14 anos, a idade com que se p9ode jogar no escalão de seniores. Entrou a meio da segunda parte, a substituir Andreia, e pelo lado esquerdo desequilibrou quase sempre a seu favor na luta directa com a defensiva do Beira-Mar. Fez a assistência para o 3º golo.

O título pode ser festejado no Minho a 18 de Janeiro
Com a vitória conquistada, e o empate (0-0) registado em Tondela, entre o Boavista e o Escola FC, a turma de São Pedro de Sintra aumentou para 20 (!) pontos a sua vantagem sobre a equipa do Bessa. Quando ficam a faltar apenas 7 jornadas para o final da competição, as sintrenses podem vir a festejar o titulo na próxima ronda, na deslocação ao Minho, quando defrontarem a equipa da associação desportiva da várzea, bastando para isso um empate.

Ficou assim aberta uma espécie de Auto-Estrada para a conquista do 9º título de Campeão Nacional., o 8º consecutivo, cuja soma vem desde a época de 2001/2002.

Com excelente arbitragem de Sandra Mendes da Associação de Futebol de Coimbra, a União 1º de Dezembro alinhou com: Carla Cristina (depois, Telma), Dolores, Filipa Patão, Ana Valinho, e Cátia Relíquias. Tânia Pinto, Joana e Beta e Andreia (depois Flávia). Carla Couto e Raquel (depois Sofia). No banco, ainda, Sara e Solange.

Hora de Desenhos Animados

Viver na Rua: o drama dos sem-abrigo por essa Lisboa.


Sem-abrigo somos todos nós!

“É fácil chegar à rua para por lá ficar. Costuma-se dizer-se: cair na rua. Mas quem costuma são os que estão em casa, os que sempre estiveram em casa e por isso não imaginam a facilidade com que as paredes se desfazem. Não são só os drogados, os alcoólicos, enfim, os viciados. Há tantos vícios dentro de portas. Às vezes é isso o que empurra as pessoas para a rua: o álcool excessivo de um pai, de um marido.

A necessidade de encontrar um sítio onde a nossa cabeça não vá, noite após noite, bater nas paredes até sangrar. Outras vezes fugimos para a rua para não enlouquecer de desalento, para aprender a não esperar mais nada de ninguém, para nunca mais voltarmos a desesperar por amor de alguém. Estes são os casos ditos mais difíceis, resistentes às assistentes sociais, aos lares, aos ”projectos de vida”, à chamada “reintegração”. Estúpida palavra, absurda, cheia de gelo e fealdade – reintegração.

Todos os reintegradores acabarão um dia, um dia não muito longe, reintegrados na terra. Ou no fogo. Isto, os que vivem na rua sabem-no melhor do que todos os outros. Têm a fortuna imensa de já não ter nada a perdure – por isso, podem dar-se ao luxo de ficar um dia inteiro a olhar para o rio, de manter esse rito infantil do deslumbramento sem horários nem causas ou consequências.


Os que vivem na rua podem cair em buracos, passar fome e frio, estender a mão à má consciência alheia, mas as grilhetas da subserviência e da vaidade não lhes atrapalha os passos. Não dobram a espinha a cargos ou mordomias. Olham as pessoas nos olhos para perceber de que são feitas. Podem pedir, mas não se vendem – quantos dos que vivem dentro de portas conhecem esta dignidade de vida?

Para desgosto dos altos desígnios do turismo Nacional, os que vivem na rua gostam de lugares bonitos. Gostam do erreiro do Paço, por exemplo. Um desassossego. “Tirem-nos daqui”, bradava há meses uma figura do efémero poder, agoniada. Enxotam-nos e eles voltam, como gaivotas, para a beira-rio. Indiferentes à repulsa dos outros, ao medo, que já não sabem o que é. Querem metê-los em camaratas, fechá-los no recato da caridade com uma sopa e um catre – e eles continuam a fugir para dormir sobre cartões num passeio da cidade. Porquê?

Porque têm as estrelas a seu favor, e a solidariedade dos que, como eles, desistiram da vida dos cartões, e dos deveres, e da concorrência. Na rua ninguém pergunta, ninguém pede contas, não é preciso dar respostas. Na rua pode-se chorar sem ter de dizer porquê, sem termos de recordar porquê.

Há apaixonados que encontram na rua a casa que já não podem ter. O caso de uma cigana e um cabo-verdiano, juntos contra o perigoso séquito da família dela, que só na rua encontraram casa para o seu amor. Ou o caso da mulher fugida à violência do marido, do seu homem que se apresenta no escritório diariamente e esconde que já não tem casa. A mulher que diz que nos amigos da rua encontrou o carinho que nunca teve e não conheceu na sua família.

Quando a temperatura desceu em Lisboa para zero graus, a Câmara Municipal, em conjunto com a Santa Casa da Misericórdia montou uma tenda de apoio aos que vivem na rua, uma tenda aquecida, com sopas quentes, sandes e distribuição de roupas e cobertores. Havia também uma televisão na tenda, e as pessoas ficavam por ali, no calor do convívio, a conversar, a olhar para o ecrã, a ler. A ler livros, sim! A escrever poemas à amada distante. Ou apenas a sentir o consolo da presença dos outros.

Quando a notícia da tenda correu pela cidade, apareceram também outros: o velho que vive sozinho com uma reforma baixa, a adolescente que se sente a mais no mundo, gente com tecto mas a desabar por dentro, parede a parede. Vieram as câmaras das televisões e dois homens foram reconhecidos e resgatados, um pela família, outro pelo antigo patrão.

Histórias que sossegam e aquecem, durante um bom par de dias. A vereadora Ana Sara Brito e as equipas de rua, que ela coordena, conhecem bem cada uma destas pessoas, percorrem a cidade todas as noites do ano para os ouvir e lhes dar conforto, procurando ajudar, compreender cada historia e cada alma, sem sermões nem ordens de “reintegração”.

É um trabalho lento, doloroso, discreto, contínuo, sem a visibilidade pimpona das obras de cimento, que dão votos. É o trabalho do amor, aquele que nunca está completo e que sempre nos fere. Sem-abrigo somos todos nós, e muito mais os que vivem sob o tecto do êxito obrigatório agarrados às paredes do poder, do que os que vivem na rua sem nada e sem medo.

terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

O Homem que todos esperam possa ajudar o Mundo!



Que o mundo possa ser um bocadinho melhor com Barak Obama.
Espero sinceramente que isso seja uma realidade.


Recordar é Viver: Lisboa. As antigas carreiras nº2 dos carros eléctricos

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Retomo hoje um tema muito do agrado de alguns amigos: o das antigas carreiras de carros eléctricos da cidade de Lisboa. E neste post vou referir-ne a duas carreiras que tiveram o mesmo numero. O nº 2.

Tema dedicado ao nosso amigo Dr. Pedro Paulo Faria.

Desenvolvimento do tema:

Os meus amigos devem estar lembrados que a carreira tradicional número 2 dos carros eléctricos era a carreira Restauradores-Lumiar. Era este o percurso dessa carreira:

CARREIRA Nº 2 - RESTAURADORES - LUMIAR
Percurso da carreira:

Praça dos Restauradores, Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal, Av. Fontes Pereira de Melo, Praça Duque de Saldanha, Av. República, Campo Pequeno, Entrecampos, Campo Grande, Alameda das Linhas de Torres, Lumiar (Estrada da Torre).



Vejam as imagens do percurso referido:


Restauradores

Avenida da Liberdade

Avenida Fontes Pereira de Melo

Avenida da Republica


Passagem de Entre-Campos


Campo Grande - faixa poente
Lumiar. Estrada da Torre


CARREIRA Nº 2 - MARTIM MONIZ - LUMIAR
Conforme já foi dito aqui, devido à implantação do Metro, os eléctricos foram retirados do eixo Restauradores - Av. Liberdade - Marquês de Pombal - Av. Fontes Pereira de Melo - Av. António Augusto Aguiar.

Todas as carreiras que circulavam nestas artérias passaram a ter outros destinos e trajectos.

A Carreira nº 2 passou assim a circular entre o Largo Martim Moniz e o Lumiar.

O percurso passou a ser:
Largo Martim Moniz, Rua de S. Lázaro, Campo dos Mártires da Pátria, Rua Gomes Freire, Rua e Largo D. Estefânia, Arco do Cego, Av. Duque de Ávila, Av. República, Campo Pequeno, Entrecampos, Campo Grande, Alameda das Linhas de Torres, Lumiar (Estrada da Torre).

Esta carreira foi suprimida em 1971

Vamos ver o novo percurso em imagens..

Martim Moniz

Rua de São Lazaro

Campo Martires da Pátria
Largo de Dona Estefânia

Avenida da República, seguindo pelo antigo percurso até ao Lumiar

"O Caso Esmeralda". O Rosto da Justiça: a juiza que decidiu o " Caso Esmeralda".


Caso Esmeralda: O rosto da justiça. A juíza que decidiu o “Caso Esmeralda”.

Nota prévia de Onaírda: Não é que tivéssemos receio de dar a nossa opinião daquilo que deveria ter-se seguido para se solucionar o “Caso Esmeralda”. Mas entendemos sempre que não era neste blogue Bancada Directa que o deveríamos fazer. Sabemos que há um grande leque de leitores que professam diversas opiniões divergentes sobre vários assuntos, é muito natural que assim seja, e este “ Caso Esmeralda” era um deles. Daí o nosso retraimento.

Chegados a esta altura em que já foram tomadas decisões pelo Tribunal de Torres Novas, interessa-nos informar os nossos amigos leitores das incidências que o caso tomou oficialmente e aguardando, com expectativa, o que vai suceder daqui para a frente. Temos todo o sentimento de que deve ser levado em linha de conta todo o percurso emocional que a criança deverá estar sujeita e desejamos tão só que a mesma não seja envolvida em mais questões provocadas por adultos, que olham mais para as suas vaidades do que para os superiores interesses da Esmeralda.
Mas pela leitura do texto que apresentamos a seguir sobre quem é a Juíza que decidiu este “Caso Esmeralda” cremos que poucas possibilidades hão-de haver em alterar uma decisão tomada com ânimo forte de se fazer justiça. Justiça no seu sentido lato da palavra e não uma justiça emocional, por vezes tão avessa a ir de encontro às realidades.

A JUIZA QUE DECIDIU “O CASO ESMERALDA”

Mariana Roque Ferreira Leite Caetano não quer falar da sua vida, ainda curta de tempo e de magistratura. São só 31 anos de idade, dois anos apenas como juíza efectiva. Diz que por ela fala o trabalho: os acórdãos que emitiu nos dois anos que esteve no Tribunal do Sabugal (Guarda), o primeiro só dela depois do curso tirado no Centro de Estudos Judiciários e as decisões que veio tomando desde a transferência para o 2º Juízo do Tribunal de Torres Novas em Julho de 2008, quando sonhava com uma colocação mais perto de sua casa no Porto. Antes passou por Coimbra como estagiária e foi auxiliar em Loulé. É esta a sua parte pública, a única que pretende divulgar.

Mas para o papel das sentenças não passa o seu sotaque de mulher do Norte, nem a jovialidade do seu ar de menina de tez e olho claro, nem as emoções de quem é mãe de um rapazote, nem a simplicidade – quase fragilidade – com que marca a sala de audiências.

A descrição é o somatório dos apontamentos de quem a conhece de perto, dos advogados que a enfrentaram na barra do tribunal beirão ou, já Agora, na terra do Sargento Luís Gomes e da Maria Adelina Lagarto. Para a opinião pública o “Caso Esmeralda” revelou-a com um perfil diferente, quase antagónico. A Meritíssima Juíza Mariana é a juíza implacável que em poucos meses decidiu a entrega da menina Esmeralda ao seu pai biológico Baltazar, no estrito cumprimento de uma sentença lavrada anteriormente; fez queixa dos advogados do Casal Gomes e de Aidida Porto por terem posto em causa a honra e o bom-nome dos Tribunais.

Outro texto a propósito vem do médico Dr. Cândido Ferreira, autor do blogue “Esmeralda – Sim!”

“O superior interesse da criança foi tido em conta e só não foi completamente salvaguardado, porque esta decisão devia ter sido tomada mais cedo(….) A violência sobre a criança foi antes exercida pelo casal”

Esta Lisboa que eu (não) gosto!

Esta Lisboa que eu (não) gosto!

As fotos já são do passado mês de Novembro, pelo que pode haver uma certa limpeza no local e tomara que sim.
Estamos em Lisboa, zona de Belém, mais concretamente na Freguesia de Santa Maria de Belém, local de onde as caravelas portuguesas partiram para a descoberta de outras terras e outros impérios.
Nas encostas que se debruçam sobre o rio Tejo surgem novos edifícios no lugar de outras casas que foram ultrapassadas pelo tempo e pelas suas de inabitabilidade. Simplesmente somos de opinião que mal comecem a construir os novos edifícios já os velhotes que ocupavam os espaços devem se demolidos e limpos os locais.
Quando assim não acontece é o que se vê a seguir. O motivo é a Vila Galvão.




(lisboa sos)

AVEIRO À NOITE: UMA CIDADE A BEIRA-MAR...II

Como prometido, cá estão as fotos da linda cidade de Aveiro, cidade que amo, mas desta feita, numa perspectiva diferente, à noite. Fotos estas que nos foram enviadas pelo Sr. Manuel Guimarães, ao qual agradecemos.



























segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Agora até os papagaios já cantam ópera.

video

Eu pergunto só o que me faltará ver neste incrivel planeta?

O desporto na minha terra: falemos novamente do Sporting Clube de Vila Verde, modalidade Futsal.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Falei aqui há semanas do Sporting Clube de Vila Verde, modalidade de Futsal, realçando as qualidades técnicas e humanas de um seu atleta de nome Tuca. Hoje falemos do seu treinador Miguel Monteiro, que está a fazer um excelente trabalho na equipa, que já augura como provável o seu regresso ao campeonato maior.

“Este clube tem as melhores condições de trabalho”
Promovido a treinador-adjunto no início desta época por proposta de Fernando Paiva (Nanã), depois de três épocas a dar o seu concurso à equipa prinicipal, Miguel Monteiro passou rapidamente a treinador principal devido á saída de Nanã para o Benfica.

Decorrido este tempo, a equipa de seniores do Sporting Clube de Vila Verde lidera o campeonato nacional da II divisão (Zona Sul) e ao chegar ao final da primeira volta, a equipa está confiante em manter a liderança da prova, já que defronta um dos mais fortes candidatos, o Ismailitas, segundo classificado.

Um trabalho de equipa…para a equipa.

Quando da saída de Fernando Paiva, Miguel Monteiro, num atitude de honestidade e dignidade, colocou o seu lugar à disposição dos dirigentes dos leões de Vila Verde e explica o porquê da sua atitude: “É óbvio que sendo o Nanã o mentor de todo um projecto que este ano se propôs a fazer numa ligação aos escalões de formação, não teria cabimento nenhum eu continuar sozinho, sem o apoio dele.

Todavia, desde logo deixou claro que me continuaria a ajudar e a colaborar com toda a estrutura do Futsal, e por isso aceitei o convite para assumir o cargo de treinador principal. Ou seja, todo o planeamento de treinos é feito entre nós e por isso continuamos a trabalhar para a equipa”.

A pouco e pouco a ajuda vai sendo menor

Com a rotina de trabalho e os bons resultados que têm acontecido, a colaboração de Nanã tem diminuído num processo que já estava previsto. “É evidente que inicialmente ele estava mais presente”, diz Miguel Monteiro.

“Mas penso que começou a sentir que eu estava a estava a dar uma muito boa conta do recado e também pelo trabalho que tem actualmente no Benfica. Mas é evidente que ele gostaria de estar mais tempo connosco, como eu próprio gostaria também, confessa Miguel Monteiro.

Mas são coisas que acabam por serem naturais e no futuro não está nada previsto. O Vila Verde pode, naturalmente, subir de divisão, e apesar de estar no Benfica pode o Nana continuar a colaborar ou não. Assim como o meu caso pessoal. Não está nada previsto” adianta, ainda, o nosso amigo Miguel Monteiro, que terminou recentemente com êxito o Curso de nível II, procurando corresponder às exigências da competição.

De novo candidato à subida de divisão

“Já o ano passado, o Sporting Clube de Vila Verde na 1ª Divisão, tinha demonstrado uma grade qualidade de jogo e se não descesse não seria escândalo algum” refere Miguel Monteiro, treinador do clube da Freguesia da Terrugem. Sintra. “Este ano, a junção de jogadores jovens e outros que vieram de outros clubes, tais como Nito e o Tuca – este para mim é o Jardel do Futsal – vieram tornar mais forte o grupo de trabalho. Tudo isto aliado às grandes condições de trabalho que tem o Vila Verde, das melhores que existem no Futsal nacional e a quem aproveito para agradecer a confiança que em mim depositaram, assim como ao Nanã pelo convite e por todo o apoio que me tem dado, acabam por se reflectir nos resultados desportivos da equipa”, remata no final Miguel Monteiro.

BI de Miguel Monteiro

Nome: Carlos Miguel dos Santos Monteiro: Data do Nascimento: 30 de Julho de 1972: Altura: 1.89 mt: Pêso : 90 Kgs

Clubes que representou: Gomes Pereira (1991/1992) : R. C. Dragões (1992/1993) : Encarnação e Olivais (1993/1994;1994/1995 e 1996/1996) : Atlético C.P. (1999/2000) : G.D. Bons Dias (2000/2001 e 2001/2002) . S.L. Olivais (2002/2003)

Titulos conquistados: Campeão Nacional da 2ª Divisão, pelo G-D. Bons Dias; Vencedor da Taça de Portugal pelo S.L. Olivais

Sintra Desportivo/Ventura Saraiva são as minhas fontes. Obrigado

A Cultura na Ericeira é real!....

Caros amigos leitores do Bancada Directa


È sempre agradavel falar-se de "cultura". E sobretudo nos meios pequenos ainda é mais agradavel referirem-se eventos que vêm de encontro às necessidades das suas populações. Nem só de pão vive o homem.

Amigo: só te peço uma coisa muito pequenina: Comparece. Eu tambem vou lá estar!

Eu mostro-te o que necessitas: Inscrições na Biblioteca da Ericeira. Telefone 261 860 553. As entradas são gratuitas.

Eleições Legislativas de 2009: A moção de José Sócrates.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Toda a comunicação social de hoje faz referencia à moção de José Sócrates apresentada ontem Domingo. Sirvo-me do Portugal Diário para fundamentar este post.

Ontem Domingo, José Sócrates apresentou a sua moção estratégica para as Eleições Legislativas de 2009

Objectivos principais:
Partido Socialista obter a maioria absoluta;
Regionalização com base no modelo das 5 Regiões;
Reforçar o direito dos emigrantes;
Alargamento do ensino obrigatório até ao 12º ano;
Concluir a Reforma Eleitoral para obter equilíbrios;
Combater todos os tipos de discriminação;


Tenho para mim que decerto José Sócrates terá mais outras ideias para remediar a grave situação económica do país.

Ver a noticia em mais pormenor aqui

E como se dá destaque, que da parte do nosso Primeiro Ministro irá tentar desbloquear os preconceitos que não atendem os "casamentos gay", os nossos leitores, entretanto, p0dem deliciar-se com um tema musical a propósito: As Bodas de Fígaro de Wolfgang Amadeus Mozart, o qual está no post publicado anteriormente. O meu pc anda maluco como o tempo.

Podem desligar o som da Rádio no link à direita. Para não haver sobreposição!

As Bodas de Fígaro: tem a ver com um dos assuntos do post de cima.

domingo, 18 de Janeiro de 2009

O saber não ocupa lugar.Casos de Direito


Supremo rejeita tese do crime continuado em abuso de menores

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Por vezes as pessoas envolvem-se em conversas sobre questões de Direito, quando essas mesmas conversas se reportam a julgamentos de um certo mediatismo. E como cada cabeça, sua sentença, há casos em que o desconhecimento das Leis ou uma interpretação errada dá origem a discussões acesas. E por vezes pensa-se que se pode condenar por um tôdo continuado, quando de facto assim não o é. Ora reparem no texto seguinte.

"O Supremo Tribunal de Justiça adverte que os abusos sexuais continuados de menores não podem ser considerados um único crime. Um Acórdão adverte que essa interpretação colide com a própria Constituição. Num Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça sobre um caso de abuso sexual de menores pelo próprio pai, os juízes dizem que "choca profundamente" e não tem qualquer "apoio legal ou jurisprudencial" a tese segundo a qual deve ser aplicada a figura do crime continuado àquele tipo de ilícito.

De acordo com os juízes, a nova reforma penal, em ponto algum veio permitir que um indivíduo que abusa de uma criança várias vezes possa ser punido por um único crime, como foi interpretado após a publicação das novas leis. A atenuação da culpa e consequente aplicação do crime continuado resulta de uma série de requisitos.

Um deles, para além de ser cometido contra a mesma pessoa e da mesma forma, será a existência de factores exteriores ao próprio indivíduo que o levem a cometer o crime mais do que uma vez. Um requisito que, no caso dos abusos sexuais de menores, segundo aquele acórdão e aquele caso concreto, não se verifica, uma vez que é o prórpio abusador que providencia as condições para perpetrar o crime .

Os juízes advertem que esta era já a tese que vingava antes da reforma penal (nomeadamente do artigo 30 do Código Penal). E que, esta em nada alterou, como chegou a ser denunciado. A alteração terá sido, na opinião dos conselheiros, uma "pura tautologia" e "desenecessária, já que em que é a reafirmação do que de antecedente se entendia ao nível deste Supremo Tribunal de Justiça". "

Liberdade 21 = Deus não gosta de burocracia: e consente que se marque um autogolo de penalty?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Na série televisiva "Liberdade 21", transmitida ontem Sabado, ouviu-se durante um julgamento uma expressão, a partir de um padre católico, que Deus não gosta de burocracias. Sem prejuizo de eu amanhã escalpelizar em pormenor o episódio A que assisti, quero dar uma achega à expressão referida e pôr esta questão aos nossos leitores amigos: se Deus não gosta de burocracias, de que gostará então? Só se fôr de autogolos marcados de penalty!.....

Ora vejam lá...

video

Ai não levas o meu carro, não!

Caros leitores, digam lá que se trata do sexo fraco!

video

sábado, 17 de Janeiro de 2009

Cortesias a destempo!


O presidente do Governo e do PSD/Madeira afirmou hoje ter gostado da entrevista da líder nacional do partido à RTP e disse que esta lhe garantiu que o partido irá derrotar José Sócrates nas eleições legislativas.

"Manuela Ferreira Leite disse-me que iria ganhar ao Sócrates".

O que este senhor anda a ouvir... e a dizer...

Não foi o dr. Alberto João Jardim que afirmou, em Abril de 2008, que “de todas as candidaturas a que não apoio é a de Manuela Ferreira Leite.

Sem comentários!

E assim vai o PSD.

O meu humor de Sabado. É sempre a bater nos alentejanos! Quando é que acaba?

Ginecologia



Um Casal de Alentejanos numa consulta de Ginecologia...

Sala de espera cheia.

Ela entra no consultório e ele fica.

Perante uma pergunta mais complicada....

- Espere Dr., o meu marido é que sabe dessas coisas.Abre a porta e grita...

- Oh Chico! Eu tenho orgasmos?

- Não mulher, tu tens ADSE.

Um sitio para Rosyanne viver?

Um sitio para Rosyanne.


Fico a pensar se Rosyanne morasse nesta pequena ilha, numa mansão repleta de todas as comodidades e quando saísse para o exterior de sua casa, não tivesse ninguém a reparar na cor da pele do seu rosto?

Fico a pensar se seria feliz, e se de algum modo tiraria do seu pensamento uma certa frustração, não assumida, mas que é sentida por alguém que espreita as suas reacções disfarçadas?

Se é bem verdade, que somos diferentes, mas iguais, então para que será preciso escondermo-nos dos nossos semelhantes, para nos refugiar nas nossas cogitações quotidianas.

Vamos mas é encarar a vida de frente e tudo aquilo que Deus nos deu para estarmos nesta vida.

E vamo-nos lembrar que cada um tem a sua vida! E europeus, americanos, africanos e asiáticos, são tudo farinha do mesmo saco.

Adriano Ribeiro. Sintra. 17 de Janeiro 2009.

Todos os leitores são nossos amigos. So "we wish you a great week end"!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Pois é, já entrámos neste Fim-de-semana e Bancada Directa, conservador como é o nosso blogue, nunca se esquece de desejar aos seus amigos leitores que tenham um óptimo "week end"!
Podem aproveitar a miuda para umas passeatas apenas, e devolverem-na na próxima segunda, o mais tardar na terça. Mas em bom estado de conservação.


Moral da história: è sempre a mesma conversa da treta! Lá está ele a delirar outra vez!

Como os tempos mudaram! Ainda bem!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Aqui vos mostro a seguir algumas imagens que demonstram como os velhos tempos mudaram.
Pela minha parte neste Fim-de-semana só me resta dizer "à tout à l'heure"!

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina: vamos falar sem preconceitos e sem barreiras de Sida!

O saber não ocupa lugar.

Temas de Medicina:

Vamos falar de SIDA sem preconceitos e sem barreiras.


Há muito que a SIDA ultrapassou barreiras. Já não é uma doença de homossexuais, nem de toxicodependentes: é uma doença que pode ser de qualquer pessoa. E está na mão de todos nós limitar esta epidemia: prevenir é possível, com comportamentos seguros e realizando o teste que tira todas as duvidas.

Desenvolvimento do tema

Os números são da Coordenação Nacional para VIH/Sida: até 31 de Dezembro de 2007 estavam notificados em Portugal 32.-491 casos de infecção nos seus diferentes estágios. O maior número corresponde a infecção em consumidores de drogas injectáveis com 43.9% das notificações. Esta percentagem confirma a tendência inicial da epidemia no nosso país, mas o mesmo não acontece com o segundo maior grupo de casos – os de infecção por via heterossexual, representante de 38.8% do total das notificações e com tendência para crescer este numero percentual. Quanto à transmissão por via homossexual, diz respeito a 12% dos registos oficiais, havendo ainda 53.3% relativamente a outras fontes de contágio.



A esmagadora maioria dos infectados pertencem ao sexo masculino – 82% do total. E por idades, o maior impacto – 84.2% - verifica-se entre os 20 e os 49 anos de idade. São números que se actualizam todos os anos, nomeadamente por ocasião do Dia Mundial da Sida, que se assinalou no primeiro dia do passado mês de Dezembro. Uma oportunidade para traçar, em perguntas e respostas, o quadro desta infecção que foi considerada a epidemia do século XX, mas que perdura século XXI.

O que é a Sida?

O termo “Sida” faz parte do vocabulário quotidiano, sendo usado com valor próprio, e como tal, reconhecido nos dicionários de língua portuguesa. No entanto, originalmente, correspondia a uma sigla formada pelas primeiras letras da expressão “Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida”.

Síndrome consiste num grupo de sintomas que, colectivamente, caracterizam uma doença; ImunoDeficiência significa que a doença se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunitário (defesas do organismo); Adquirida quer dizer que a doença não é hereditária, mas sim que se desenvolve após o nascimento por contacto com o agente infeccioso.

A Sida é uma doença infecciosa grave e potencialmente fatal causada pelo Vírus da ImunoDeficiência Humana (VIH ou HIV, na língua inglesa). Foram identificados duas estirpes deste vírus – o VIH1 e o VIH2.

Como se transmite o vírus causador da Sida?

O VIH transmite-se de três formas, através do sangue, das secreções sexuais e de mãe infectada para filho (a chamada transmissão vertical).

A transmissão por via sanguínea implica, naturalmente, que haja contacto com sangue (ou produtos derivados) infectado e que ele penetre na acorrente sanguínea da pessoa saudável. Assim, a principal fonte de infecção é a partilha de seringas e outros objectos entre consumidores de drogas injectáveis.

Existe igualmente risco, ainda que menor, na partilha de lâminas de barbear, instrumentos de furar trelas e de tatuagens, de piercings e de alguns utensílios de manicura (os cortantes). Preferencialmente, devem ser de uso individual ou descartáveis. Caso não seja possível, todos estes objectos devem ser rigorosamente esterilizados.

A transmissão do vírus através de uma transfusão sanguínea não constitui actualmente um problema, na medida em que tanto o sangue como os seus componentes são testados previamente. Também a doação de sangue é segura, dado que os materiais utilizados na colheita são descartáveis e esterilizados.

A Sida é considerada uma doença sexualmente transmissível pois as secreções sexuais – esperma e fluidos vaginais – constituem uma das principais fontes de contágio do VIH. O risco existe sempre que haja uma relação sexual sem protecção, seja ela vaginal ou anal. Protecção é aqui sinónima de preservativo, indispensável em qualquer relação sexual, por mais saudável que seja que a pessoa aparente ser.

Relações sexuais com parceiros ocasionais ou múltiplos parceiros, independentemente de se tratar de um relacionamento hetero ou homossexual, aumentam o risco. Basta um contacto sexual não protegido com uma pessoa infectada para o vírus se poder transmitir. Quanto à chamada transmissão vertical, de mãe para filho pode acontecer durante a gravidez, quando o sangue materno circula no feto através da placenta, ou durante o parto, através do contacto com o sangue ou as secreções vaginais. Mais raro, mas possível, é o contágio durante a amamentação.

Como actua o VIH?

O VIH actua sobre as celulas do sistema imunitário, atacando preferencialmente os linfócitos Tt4, um tipo de glóbulos brancos do sangue responsáveis pela defesa do organismo contra infecções e tumores.

Uma vez no organismo, o vírus integra-se no código genético das células infectadas, utilizando-as para se reproduzir. Em consequência, as células perdem eficácia e, com o tempo, a capacidade do organismo para combater a doença vai sendo enfraquecida.

Qual a diferença entre ser seropositivo e ter Sida?

O VIH tem capacidade para permanecer “invisível” no corpo humano, podendo haver infecção sem sintomas. O que acontece é que na, na presença do vírus, o sistema imunitário produz anticorpos, detectáveis no sangue através de uma analise especifica. Quando eles são identificados, diz-se que a pessoa é seropositiva.

Um seropositivo pode ter uma aparência saudável anos após o contágio, sem sinais da doença. No entanto, está infectado e pode transmitir o vírus. A Sida é a fase última desta infecção, correspondendo a uma degradação progressiva do sistema imunitário e à diminuição das defesas contara outras doenças – são as chamadas doenças oportunistas e, com frequência, é quando elas surgem que a Sida é detectada.

Entre a entrada do vírus no organismo e o diagnóstico de Sida podem mediar vários anos, em média, oito ou dez anos. Este período de evolução silenciosa depende de múltiplos factores, entre eles a intensidade e gravidade da infecção, a resistência do sistema imunitário, a ocorrência de outras doenças que possam contribuir para minar as defesas do organismo e o risco de re-infecção em contactos posteriores.

Como se trata a Sida?

Não existe ainda um modo eficaz de eliminar totalmente o VIH do organismo. Existem, contudo, tratamentos que reduzem a carga vírica e atrasam os danos que o vírus causa no sistema imunitário.

Estes tratamentos são compostos, normalmente, por uma combinação de medicamentos que, se tomados de acordo com a orientação médica, fazem baixar a quantidade de vírus no sangue até um nível em que se torna indetectável. Isto não significa que o vírus seja erradicado: ele permanece no organismo, mantendo-se o risco de contágio.

Existem três tipos de medicamentos anti-retrovirais, que actuam de formas deferentes e em fases distintas do ciclo de reprodução do VIH e que são administrados de acordo com esquemas terapêuticos individualizados.

Como se previne?

Na ausência de uma vacina, a melhor prevenção passa por evitar comportamentos de risco, nomeadamente os associados às principais fontes de transmissão do vírus: as secreções sexuais e o sangue.

A principal arma contra o VIH é a pratica de sexo seguro, o mesmo é dizer com preservativo. Fundamental é também não partilhar agulhas, seringas e outro material usado no consumo de drogas injectáveis, bem como outros objectos cortantes

Porquê fazer o teste da Sida?

O teste permite detectar a presença de anticorpos contra o VIH no sangue: um resultado positivo significa que esses anticorpos estro presentes e que, portanto, a pessoas está infectada; já um resultado negativo corresponde à ausência de infecção.

A realização do teste é sempre fulcral, mesmo que o resultado seja positivo: é que, quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, mais cedo de inicia o tratamento e maiores são as hipóteses de retardar a evolução da doença. Por outro lado, o conhecimento da infecção faz com que a pessoa se proteja a si própria (pois existe a possibilidade de re-infecção) e aos outros. E, em caso de gravidez, é possível actuar de modo a minimizar o risco de transmissão de mãe para filho.

Quem deve fazer o teste?

A realização do teste é proposta nas consultas médicas regulares, no âmbito das análises de rotina. É, no entanto, voluntária. A sua realização enquadra-se numa atitude preventiva, de vigilância do estado geral de saúde.

O teste faz ainda parte da bateria de exames pré-natais.

Além disso, é importante fazê-lo sempre que haja duvidas sobre a possibilidade de estar infectado, nomeadamente se houve relações sexuais desprotegidas partilha de seringas, agulhas ou outro material de risco, e contacto directo com o sangue de outra pessoa.

O teste pode ser pedido ao médico de família ou outro da preferência pessoal, bem como nos CAD – Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH, de uma forma anónima, confidencial e gratuita.

Texto complementar

Contra o Vírus!

Desde 1990 que a Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS) se dedica ao combate aos diversos vírus que rodeiam a infecção por VIH/Sida. Não apenas o vírus que a causa, mas também os vírus sociais que fragilizam as pessoas infectadas e afectadas, os seus familiares, os amigos….
Instituição Particular de Solidariedade Social, reconhecida como de Utilidade Publica e ONG Desenvolvimento pelo IPAD, a Liga tem como objectivo apoiar os indivíduos infectados e afectados e chamar a atenção da Sociedade para a gravidade da epidemia.
No entender da Liga, as pessoas não sofrem apenas de um mal grave. Sofrem também porque são vítimas de vírus sociais que contribuem para agravar o seu estado de saúde – a solidão, a marginalização, a falta de informação. E sofrem porque, quando confrontados com a realidade, têm dificuldade em reencontrar o sentido da vida.
A intervenção da Liga abrange diversas vertentes, incluindo os apoios psicológicos, grupo de Inter-Ajuda, social, nutricionista, jurista, (in) formação. Todos os seus serviços são gratuitos e confidenciais. Assim acontece com a Linha SOS Sida, além de gratuita e confidencial também anónima, criada em 1991. Todos os dias, das 17h30 às 21h30, técnicos especializados estão disponíveis para prestar informação – sobre a infecção, vias de transmissão, comportamentos de risco e comportamentos seguros, entre outras questões – e aconselhamento telefónico psicológico, quer se trate de pessoas preocupadas com a possibilidade de infecção, quer se trate de seropositivos ou doentes com Sida. Se necessário, os técnicos de atendimento, com supervisão semanal, encaminham para serviços de saúde ou outros que a Liga disponibiliza, nomeadamente os seus Centros de Atendimento e Apoio Integrado em Lisboa e Odivelas.
Tendo em conta a importância de optimizar a sua intervenção, a Liga associou-se em Outubro de 2006 à Plataforma Saúde em Diálogo, uma entidade de solidariedade e cooperação criada sob á égide da Associação Nacional de Farmácias e que reúne doentes, consumidores e promotores de cuidados de saúde.
São os seguintes os contactos da Liga Portuguesa Contra a Sida

Sede e CAILPCS - Rua do Crucifixo 40.4º Esqº Lisboa. Telf e fax: 21 3479376

Filial CAAI “Cuidar de Nós” – Rua Principal 34 A. r/c – Pedernais. Odivelas. Telf 219323004

Linha SOS Sida – 800 201 040

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Mundo Policiário 4/09


Mundo Policiário 4/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Presentes

Neste Mundo Policiário 4/09 daremos primazia a realçar o "leit-motiv" do que vai ser o próximo V Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade a relizar em 17 de Maio de 2009, na localidade de Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Viseu.

Cabanas de Viriato. Casa de Aristides de Sousa Mendes

Integrado na homenagem que se vai prestar a Aristides de Sousa Mendes, vai ser levado a efeito um Concurso de Contos aberto a todos e , igualmente, aos alunos da Escola Básica Integrada Aristides de Sousa Mendes de Cabanas de Viriato. Estes eventos têm o alto patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato.

Neste Mundo Policiário daremos conta de quem foi Aristides de Sousa Mendes e dos factos e actos que possibilitaram a reabilitação do homem que salvou milhares de vidas.

Mas, antes, a nota habitual de Onaírda

Neste Mundo Policiário queremos apresentar uma palavra de agradecimento ao site "Clube de Detectives" e ao seu mentor , o nosso amigo Daniel Falcão, pela excelencia dos conteúdos com que nos presenteia em todos os seus números.


Na verdade consideramos este site como a "Bíblia do Policiário" e que continue por muitos e bons anos. Trabalho íntegro, eficiente e sempre actual, são os pratos fortes deste policiarista. E aproveitando esta deixa os nossos amigos podem consultar no "Clube de Detectives" o Regulamento do Concurso de Contos da Tertúlia Policiária da Liberdade.

ver o Regulamento aqui em normas de participação


Voltamos a relembrar que o V Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade se realiza a 17 de Maio de 2009 em Cabanas de Viriato, perto de Carregal do Sal. Como já foi divulgado, e apesar de ainda não estar facultado pelos seus organizadores o programa definitivo, Mundo Policiário abordará os aspectos que nortearam a figura de Aristides de Sousa Mendes, , figura essa que vai ser alvo de homenagem neste Convivio


O Consul Aristides de Sousa Mendes com a sua farda do Corpo Diplomático


Breve resenha de quem foi Aristides de Sousa Mendes

Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches, Nasceu a 19 de Julho de 1885, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Viseu, no seio de uma família aristocrática. Era filho do Juiz José de Sousa Mendes e de Maria Angelina Ribeiro de Abranches Castello Branco. Tal como seu irmão gémeo, César, licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, em 1907. Casou com Angelina de Sousa Mendes, da qual teve catorze filhos. Em 1910 ingressou na carreira diplomática. (Rui Afonso in “Um Homem Bom- ASM o Wallenberg Português”).

Foi cônsul em Demerara (Guiana Britânica), Zanzibar (África Oriental Britânica), Curitiba (Brasil), São Francisco (USA), Maranhão e Porto Alegre (Brasil), Vigo (Espanha), Antuérpia (Bélgica), e Bordeaux (França). Nesta cidade a partir de 1 de Agosto de 1938. (Rui Afonso in “Um Homem Bom- ASM o Wallenberg Português”).

“O que dele se sabe como homem, é que era um católico conservador, de simpatias monárquicas, determinado nas suas opções e bom chefe de família, extremoso, que defrontava o trabalho e as dificuldades materiais para que “o pão e a educação nunca faltassem aos seus numerosos filhos” (Novais Granada in Correio da Manhã 2005/03/26)



Actos que se podem considerar como marcantes e influentes, na “reabilitação” de Aristides de Sousa Mendes.

1951- USA. São Francisco. Sebastião de Sousa Mendes, filho de Aristides de Sousa Mendes (ASM) publica a novela “A Flight Through Hell”, sob o pseudónimo de “Michael ds Avranches”

1967- USA. Nova Iorque. 9 de Outubro. O cônsul-geral de Israel entregou a Joana de Sousa Mendes (filha de ASM) a Medalha de Ouro dos Justos do Yad Vashem, em memória de ASM, o único português, até hoje, que possui tal condecoração.
- Jerusalém. Museu de Yad Vasehm. Memorial das Vítimas do Holocausto. Foi plantada uma árvore em memória de ASM na Floresta dos Mártires.

1974- Portugal. Já depois de 25 de Abril, a família de ASM conseguiu que o Governo saído da Revolução dos Cravos investigasse o caso ASM. Nomeado o embaixador Bessa, este só entregou o relatório dois anos depois (1976). Só dez anos depois (1986) este mesmo relatório foi tornado público e dado a conhecer ao povo português.

1987- USA. Washington. Embaixada de Portugal. O Presidente da República Mário Soares entrega à família de ASM a condecoração “Ordem da Liberdade” (no Grau de Oficial).

1988- Portugal. Assembleia da republica. 19 de Março. Foi aprovado o Projecto de Decreto-Lei da autoria do deputado Jaime Gama, reabilitando oficialmente Aristides de Sousa Mendes.
- 16 de Abril. Foi publicado em Diário da Republica o Diploma da reintegração póstuma de Aristides de Sousa Mendes na carreira diplomática, sendo promovido a Embaixador.

1990- Canadá. Montreal. É dado o nome de ASM a um Parque no centro da cidade.

1993- Portugal. O canal 2 da RTP, no programa “Sinais do Tempo”, de Diana Andriga, Teresa Olga e Fátima Cavaco, exibe o documentário “ O Cônsul Injustiçado” sobre a figura de ASM.
- 8 de Junho. O Presidente da Republica, Mário Soares, descerrou uma lápide evocativa de ASM na Sinagoga de Lisboa.

Busto de Aristides de Sousa Mendes no Jardim da Resistencia de Bordeaux.

1994- França. Bordeaux. 29 de Maio. No Jardim da Resistência daquela cidade, o Presidente da Republica, Mário Soares descerrou um busto de ASM. Este busto foi oferecido pela comunidade portuguesa residente em Bordeaux. Foi ainda atribuído um nome de ASM a rua daquela cidade e a um importante liceu. Nesse dia o Canal 3 France exibe o documentário “O Cônsul Injustiçado”.
- Israel. Maio. Deserto de Negev. Foram plantadas 10.000 árvores a que se deu o nome de “Floresta Aristides de Sousa Mendes”.

1995- Portugal. Lisboa. Antigo cinema Tivoli. 23 de Março. A Fundação Pró Dignitate, presidida pela Dra. Maria de Jesus Barroso promove a Homenagem Nacional a ASM, com a presença do Presidente da Republica Mário Soares. No decorrer desta cerimónia ASM é condecorado postumamente com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
- 25 de Março. Lisboa. A Fundação Próo Dignitate e o Metropolitano de Lisboa homenageiam ASM, com Medalha , da autoria de João Cutileiro, que ficará colocada na Estação do Parque.

1996- Portugal. Portalegre. O Teatro de Portalegre leva à cena a peça de teatro (não editada) “Aristides, o cônsul que não obedeceu”, de António Moncada de Sousa Mendes, neto de Aristides.

1997- Alemanha. Frankfurt. Feira do Livro. Foi lançada a edição alemã do livro de Júlia Nery, “O Cônsul”, já antes traduzida em francês e editado em Bordeaux.
-31 de Outubro.) O diário francês “Le Monde” homenageia ASM, no dia em que perfazem 500 anos do édito de D. Manuel I, obrigando à conversão dos judeus ou à sua expulsão de Portugal.

1998- França. Bordeaux. Publicação do livro “ASM, Le Juste de Bordeaux, seguido de debate publico. É exibido um programa televisivo por satélite “Bouillon de Culture”.
- França. Estraburgo.17 de Novembro. O Parlamento Europeu homenageia ASM, atribuindo-lhe uma importante medalha/condecoração.
- Portugal. Covilhã. O maestro Luís Cipriano dirige o Requiem por ASM de sua autoria.

1999- Brasil. Rio de Janeiro. Abril. A Câmara Municipal atribuiu a Condecoração da Cidade à memória de ASM.
- Portugal. Cabanas de Viriato. Maio. O Presidente da Republica homenageia ASM.
- Portugal. Cascais. Junho. O Teatro Experimental de cascais leva à cena a peça de Luís Francisco Rebello “ A Desobediencia”, encenada por Carlos Avilez.
- Portugal. Viseu, 18 de Junho. A Associação AVIS promove o Congresso de Homenagem a ASM. Em Cabanas de Viriato, junto ao jazigo onde repousam os restos mortais de ASM, D. António Monteiro, Bispo de Viseu, pede publicamente perdão a ASM, em nome da hierarquia da Igreja Católica, pela recusa de auxilio a ASM e a sua família, quando estes o solicitaram.

2000- Portugal. Lisboa. 23 de Fevereiro. Escritura notarial de constituição da Fundação Aristides de Sousa Mendes.
- Portugal. Lisboa. Palácio das Necessidades. 27 de Março. O Ministro dos Negócios Estrangeiros Jaime Gama, doa 50 mil contos à Fundação Aristides de Sousa Mendes.

O nosso Zé Manel nos seus bons velhos tempos.

video

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Lembram-se do nosso Zé Manel nos seus bons velhos tempos, em que ele professava outras ideologias politicas? Então recordem lá, vendo o clip do filme em cima.

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Esta Lisboa que eu amo. O Bairro da Graça. Que lindo que ele é!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Para quem conhece o Bairro da Graça e não passe lá há algum tempo deve sentir-se constrangido ao ver estas fotos.
Nem vale a pena fazer algum comentário. Apenas dizer "Triste Bairro da Graça"!





Agradeço ao lisboa sos.

Ricardo Araujo Pereira fala desta crise!

A Crise

Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável),ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise. De acordo com os especialistas e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível

Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado. O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise.

Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos.

No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro. A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento.

Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado. É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face à crise.

Ricardo Araujo Pereira

AVEIRO: UMA CIDADE A BEIRA-MAR...

História


"No documento de doação testamentária efectuada pela condessa Mumadona Dias, ao mosteiro de Guimarães em 26 de Janeiro de 959, consta a referência a

"Suis terras in Alauario et Salinas", sendo esta a mais antiga forma que se conhece do topónimo Aveiro.

No século XIII, Aveiro foi elevada à categoria de vila, desenvolvendo-se a povoação à volta da igreja principal, consagrada a S. Miguel e situada onde é, hoje, a Praça da República, vindo esse templo a ser demolido em 1835.

Mais tarde, D. João I, a conselho de seu filho, Infante D. Pedro, que, na altura, era donatário de Aveiro, mandou rodeá-la de muralhas que, já no século XIX, foram demolidas, sendo parte das pedras utilizada na construçào dos molhes da barra nova.

Em 1434, D. Duarte concedeu à vila privilégio de realizar uma feira franca anual que chegou aos nossos dias e é conhecida por Feira de Março.

Em 1472, a filha de Afonso V, Infanta D. Joana, entrou no Convento de Jesus, onde viria a falecer, em 12 de Maio de 1490, efeméride recordada actualmente, no feriado municipal. A estada da filha do Rei teve importantes repercussões para Aveiro, chamando a atenção para a vila e favorecendo o seu desenvolvimento.

O primeiro foral conhecido de Aveiro é manuelino e data de 4 de Agosto de 1515, constando do Livro de Leituras Novas de Forais da Estremadura.

A magnífica situação geográfica propiciou, desde muito cedo, a fixação da população, sendo a salinagem, as pescas e o comércio marítimo factores determinantes de desenvolvimento.

Em finais do século XVI, princípios do XVII, a instabilidade da vital comunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causas estas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando póvoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grande crise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filípina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.

Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em 1547, por D. João III.

Em 1774, a pedido de D. José, o papa Clemente XIV instituiu uma nova diocese, com sede em Aveiro.

No século XIX, destaca-se a activa participação de aveirenses nas Lutas Liberais e a personalidade de José Estêvão Coelho de Magalhães, parlamentar que desempenhou um papel determinante no que respeita à fixação da actual barra e no desenvolvimento dos transportes, muito especialmente, a passagem da linha de caminho de ferro Lisboa-Porto, obras estas de capital importância para o desenvolvimento da cidade, permitindo-lhe ocupar, hoje em dia lugar de topo no contexto económico nacional."

BIBLIOGRAFIA: "DIAS, Diamantino, Revista AVEIRO, Câmara Municipal de Aveiro, pp. 8, 2ª Edição, Julho de 1997."

Seguem algumas fotos de Aveiro que ilustram a beleza desta cidade.
















































UM ORGULHO FAZER PARTE DESTA CIDADE.


PS* Em breve colocarei algumas fotos de Aveiro à noite que nos foram enviadas pelo Sr. Manuel Guimarães.

quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Olho por olho! Dente por dente! A guerra entre Israel e o Hamas

Olho por olho, dente por dente!

Israel nunca deixa os seus para trás. Esta é a característica essencial de um povo. A outra é a vingança!

Em Julho de 2008, Israel sofreu uma das piores humilhações em 60 anos. Num posto fronteiriço com o Líbano, houve uma troca de corpos e caixões. Através da Cruz Vermelha, Israel devolveu ao Hezbollah os restos de 199 guerrilheiros mortos e 5 vivos. Entre eles estava Samir Kuntar, um libanês condenado a prisão perpétua e o mais odiado prisioneiro de Israel. O que não o impediu de se licenciar na Universidade Aberta e de casar com uma israelita árabe, da qual depois se divorciou.

O Hezbollah devolveu dois caixões com os restos dos soldados raptados no sul do Líbano, Ehud Goldasser e Eldad Regev. Os mesmos soldados raptados que tinham sido a causa, ou o pretexto, para o bombardeamento do Líbano em 2006. Uma guerra que correu mal a Israel e que apenas serviu para reforçar o poder do Hezbollah. Ao contrário do Hamas, o Hezbollah tem um chefe político astuto e muito inteligente, Hassan Nasrallah. Para Nasrallahm este foi um moimento supremo triunfo sobre o inimigo, e os militantes foram recebidos com honras de heróis nacionais pelo Estado-Maior do poder libanês, incluindo o governo e os militares. Nasrallah fez um discurso de vitória, e Samis Kuntar jurou regressar a Israel para continuar a Jihad

Em Israel as famílias gritaram de desespero quando viram os caixões, embora ninguém acreditasse e tivesse esperanças de recuperar os soldados vivos. Os falcões israelitas e americanos acharam a troca humilhante, Mas Ehud Olmert sabia que 60% da população apoiava o seu gesto. E que só ele podia fazê-lo porque estava de saída. Em Israel, nada se faz por acaso, nem por espontaneidade e tudo é planeado com tempo e método. O ethos da sobrevivência do judeu assim o determina. Israel nunca deixa os seus para trás – esta é a característica essencial de um povo. A outra característica é a vingança.

Samir Kuntar, em especial, é um criminoso repugnante na versão israelita (na qual eu acredito). Em 1979, o druso kuntar, treinado pela FLP, chefiou uma operação num barco até Nahariya, no norte de Israel, e atacou uma casa para fazer reféns. Raptou o pai e uma filha de 4 anos e deixou para trás, escondidas no sótão, a mãe e outra filha de 2 anos. Na praia, apanhado por uma patrulha israelita, matou o pai com um tiro nas costas e esmagou o crânio da criança contra um rochedo com a coronha da espingarda. No sótão, a mãe tapou a boca da filha com tanta força para ela não chorar que a sufocou. Foi a única sobrevivente. Uma historia que já acontecera no passado, com esconderijos e campos de extermínio. Fora, desse passado, a única sobrevivente.

Bombardeamentos em Gaza

Quando vi na televisão as imagens de Sami Kuntar com a coroa de louros e ouvi a retórica, pensei que Israel esperaria a sua hora. E que Olmert sabia o que fazia. Quando se está de saída, fica-se com as mãos livres para fazer muita coisa. O Hamas, que não tem a inteligência táctica e estratégica do Hezbollah, reagiu logo dizendo que a politica dos raptos de soldados era a única possível para obter a libertação dos 10.000 prisioneiros palestinos. O porta-voz de Ismail Haniyeh o disse. O soldado Gilad Shalit continuava raptado, e as tentativas de negociação falharam. Há pouco tempo, numa macabra encenação de vitória “moral”, o Hamas passeou num palco, por entre o som dos tiros para o ar, um “actor” palestiniano amarrado e vendado a fazer de Gilad. Pensei: assim que acabar o cessar-fogo, Israel entra em Gaza. Antes de Olmert ir embora e antes que Bush e Cheney vão embora, Israel vai montar a sua operação militar em Gaza custe os mortos que custar. Gilad regressará a casa.

Esta invasão e controlo de Gaza não é uma resposta aos Qassam nem uma operação espontânea por violação do cessar-fogo. Não é acto de legitima defesa nem um acto de resposta à agressão. Esta operação militar, ponderada, planeada meses a fio, é um acto de retaliação e uma demonstração de força bruta antes de uma nova Administração americana vir impor regras. Esta operação é um acto de vingança contra actos de vingança. A história da região é esta. Há séculos que é assim. Israel não podia continuar a tolerar as provocações do Hamas. E o Hamas não tem intenções de negociar com Israel. Enquanto o Irão financiar ( e aqui entram outras considerações sobre as lutas entre hegemonias sunitas e xiitas na região, com os sauditas e os Emiratos a pingarem dólares) e enquanto o fraco e corrupto Egipto de Mubarak consentir no cerco de Gaza e no contrabando de armas, o Hamas vive para administrar a luta. Na Cisjordânia, muitos palestinianos gabavam a máquina da guerra e a disciplina do Hamas em Gaza, mesmo os da Fatah. Como se Israel, que tudo sabe e tudo vê, deixasse. Abbs está de saída e as eleições avizinham-se. Os palestinianos não têm um chefe, e Israel meteu na prisão Marwan Garghouti, que podia ter sido um. Soluções diplomáticas? Nunca deram resultado. É preciso não conhecer os parceiros. É preciso não conhecer a hipocrisia da Europa e do Quarteto, dos árabes, sobretudo, sírios, egípcios e jordanos, e a supremacia militar de Israel, tutelada pela América e que Obama continuará a tutelar.

Ninguém quer saber dos palestinianos apanhados no meio desta guerra de interesses e corrupções. Oprimidos e destituídos, palestinianos civis hão morrendo todos os dias em cativeiro, crianças decepadas antes de se tornarem adultos e guerrilheiros, gerações de militantes nascidas na humilhação, violência e crueldade da Ocupação.

Vamos pagar um preço pelo falhanço colectivo da paz. Todos nós. E Israel também. O mundo do Islão está a mudar, e o que vem aí é, de facto, uma guerra de civilizações. Por mais que os bons espíritos digam que não. Muitos mortos haverá para contar. Muitos atentados para evitar !

Clara Ferreira Alves. Revista Única 2009/01/10- Expresso

O sapatinho Nike


terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

A tranquilidade do fotografo

Caros amigos leitores do Bancada Directa

É de arrepiar assistir-se à tranquilidade deste fotógrafo. Há homens que nasceram mesmo para serem calmos.

Ora vejam lá!

video

Uma questão de "observação".

Caros amigos leitores do Bancada Directa

É favor ler até ao fim!


Seis top models, entre elas três brasileiras (Alessandra Ambrosio, Izabel Goulart e Adriana Lima) fazem parte da nova campanha da griffe Victoria's Secret.

As modelos aparecem nuas, apenas com sapatos de saltos altos e milhões de dólares em jóias. Lindo!!!

A campanha, que vai para o ar na rede de TV americana CBS a partir de 4 de Dezembro, foi produzida por Michael Roberts com fotos de Patrick Demarcheli

A pergunta é:

Estamos ainda no Verão e pergunta-se “POR QUE RAZÃO UMA CAMPANHA APARENTEMENTE PRONTA E DIVULGADA SÓ VAI PARA O AR EM DEZEMBRO?”


Ora... a resposta é simples.

É porque o fotógrafo acredita que, daqui até lá, vai conseguir fazer a modelo loura entender que é para dobrar a perna esquerda!!

Mercearias? As teses de "as pessoas primeiro" e "a porta ainda está muito estreita"!

As “pessoas primeiro” ou “a porta ainda está muito estreita”

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O primeiro título serviu-me para publicar um post na semana passada e o segundo veio na comunicação social ontem, citando afirmações de Manuel Alegre sobre as ultimas atitudes de responsáveis do PS.

Mas vale a pena contar o que motivou aquele meu post intitulado “as pessoas primeiro”:

…quando estava a procurar o melhor ângulo para tirar a foto do cartaz, e sendo minha intenção ocultar o nome daquela secção do PS, chegou-se ao pé de mim uma senhora de certa idade, carregada com um saco pesado, e ficou a olhar o que eu fazia. Disse-me:
- O senhor está a fotografar uma grande mentira. Se for um deles devia ter vergonha!

Tentei acalmá-la e fiz-lhe notar que não tinha interesse na questão para a foto. Era só uma questão de tirar foto para realçar a forma de propaganda que nos dias de hoje se nota nas metrópoles urbanas. A senhora voltou a insistir:
- Aproveito e conto-lhe o meu caso, respondeu-me.

Disse-lhe então com a maior da "suavidade" possível:

-Olhe minha senhora, está muito frio e a senhora está carregada com esse saco e esta rua é muito inclinada. Eu levo-lhe o saco e vamos ali para o café na esquina do Terreiro D. João V e eu lá oiço-a com atenção. Valeu?

Acedeu ao que lhe pedia e já na pastelaria, enquanto ela pedia um chazinho quentinho e eu uma bica, lá me foi contando o que lhe ia na alma:

-Fui reformada em 2007 com a pensão de 230.16 euros e no fim do ano deram-me de aumento 6.31 euros, passando a receber 236.47 euros. Foi sempre costume estes aumentos incluirem o mês de Dezembro e também o subsidio de Natal. Mas em 2007 pretendiam que este aumento e o subsídio fossem pagos em prestações ao longo de 2008, sob a forma de retroactivos.

Alegou um Secretário de Estado que desta forma os reformados eram beneficiados porque não gastavam de uma só vez o aumento referido. Como se esperava caiu o Carmo e a Trindade em cima do Governo e eles foram obrigados a rever a situação e pagaram os retroactivos de uma só vez. Nada mais justo. Disseram-me logo, quando eu receava que no ano seguinte viessem com a mesma lenga lenga das prestações, para ter calma, que se calhar ia ser pior e não haveria qualquer polémica sobre a questão.

-E então o que é aconteceu à senhora neste aumento de 2009.
- Uma coisa extraordinária. O Governo para não criar alguma polémica sobre o assunto, resolveu, simplesmente, processar o aumento de 6.85 euros só no mês de Janeiro de 2009, mas não pagar o aumento do mês de Dezembro e no subsídio de Natal, como se fazia nos anos anteriores. Como vê o meu amigo isto é que é gostar das pessoas mais carenciadas do país? E de facto confirma-se que “as pessoas primeiro”.

A senhora para terminar mostrou-me o seu cartão de pensionista e o seu BI. Tomei boa nota! Levei-a à estação da “Rodoviária”, ali a uns 100 metros, carreguei com o saco dela novamente, paguei-lhe o bilhete para a Malveira e despedi-me.
Apesar de eu não dar o meu beneplácito a algumas das atitudes de Manuel Alegre, neste caso, concordo com o histórico do PS que tem razão, quando afirma, que para ele “a porta está ainda estreita”

“Comigo não há mercearia!”

Manuel Alegre reuniu-se ontem com os seus apoiantes em Lisboa peara avaliar o relacionamento com o PS. Uma avaliação que tem, para já, uma dificuldade, a da integração do nome do deputado nas listas do partido.

O deputado e poeta deixou, aliás, o recado para a direcção de José Sócrates:” COMIGO NÃO HÁ MERCEARIA”! A nossa disputa não é por cargos ou lugares, é por propostas.

O Vice - Presidente do Parlamento frisou que a porta do dialogo com o leader do PS é “estreita”!

E quanto a um novo partido? A resposta não foi clara: “Nunca disse que não o fazia”. Seja como for fez outro aviso: “ Há um novo espaço político. Não tem de ser um partido.

Quem fala comigo, não fala só comigo! “Mas com uma pessoa que é referencia nesse espaço”!

E reclamou o seu contributo para a maioria absoluta do PS em 2005. Recusou ainda a tese de quebra de lealdade do Parlamento para Belém.

Nota de Onaírda: nem inseri qualquer imagem devido à tristeza do assunto.

Recordar é Viver! Grande nevão em Lisboa no ano de 1945

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Se bem que posteriormente, talvez em 1956, houvesse tambem um grande nevão em Lisboa, e mais recentemente, no ano passado, tambem houve um nevão do consideraveis dimensões, foi em 1945 que um nevão no sul do país tomou proporções tais, que díriamos que estavamos no norte ou centro do país.

Para recordar ou ver pela primeira vez, apresento aos nossos leitores a foto do Campo Grande no mês de Janeiro de 1945.

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Cristiano Ronaldo Olé!: Melhor jogador do Mundo 2008

Parabens a Cristiano Ronaldo pela conquista do troféu "Melhor jogador do Mundo 2008.

Bancada Directa felicita efusivamente Cristiano Ronaldo, desejando-lhe os maiores exitos na sua vida de futebolista.

Cidade de Aveiro: documentos históricos sobre as cheias de 1938.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Tenho para mim, e de certeza que muitos dos nossos amigos partilham da minha opinião, de que Aveiro é a mais bela cidade de Portugal. Por isso é conhecida, e muito justamente, a "Veneza de Portugal". A propósito lembrei-me que na bela cidade italiana do Adriático ocorreram recentemente cheias que inundaram completamente a urbe histórica.

Curiosamente ontem Domingo, o nosso estimado amigo leitor e confrade do Policiarismo, Manuel Guimarães, o célebre "agente guima", enviou-nos uma serie de fotos que relembram as cheias de 1938 que alagaram Aveiro. E vai daí este vosso amigo vai mostrá-las neste vosso Bancada Directa

Onaírda e o administrador do Bancada Directa Pedro Sousa, agradecem a amabilidade do amigo Manuel Guimarães.

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. Dores de garganta.Em busca da suavidade perdida.

O saber não ocupa lugar:

Temas de Medicina

Dores de garganta. Em busca da suavidade perdida.

“Recuperar a suavidade é o que se deseja a quem se vê a braços com dores de garganta: dificuldades em engolir alimentos, sólidos ou líquidos, são apenas um dos muitos incómodos causados pela secura e irritabilidade.”

Desenvolvimento do tema. Dores de garganta.

As dores de garganta são um sintoma, não uma doença, podendo esconder causas tão distintas nas consequências como o hábito de respirar pela boca ou uma infecção. São muitos os factores que contribuem para a secura e irritação da garganta, ao ponto de até o descer da saliva se tornar doloroso. Engolir, mesmo que seja, um liquido é igualmente difícil.

Quem dorme de boca aberta não o faz intencionalmente: provavelmente tem qualquer problema que perturba a respiração pelo nariz, mas o mais certo é acordar com a garganta seca e irritada. O mesmo acontece quando se frequentam espaços onde o ar circula artificialmente, seja por via dos aparelhos de ar condicionado no Verão, seja por via do aquecimento no Inverno. É mais agradável quando no exterior faz muito calor ou muito frio, mas a garganta acaba por queixar-se.

Tal como se queixa, mais cedo ou mais tarde, do fumo do tabaco, sobretudo quando inalado o pelo próprio fumador. Também as alergias deixam a garganta vulnerável, mas a maior responsabilidade é das infecções. São os seus agentes – vírus e bactérias – que mais atacam as vias respiratórias que passam pela garganta. Aliás, as dores de garganta são um sintoma partilhado pelas constipações e gripes, típicas da actual estação do ano. Na gripe são, já se sabe, mais prováveis e mais intensas, mas na constipação também podem estar presentes. A não menosprezar são as dores de garganta próprias de outra infecção viral – a mononucleose , mais conhecida como a”doença do beijo”. Além das dores, são de esperar sintomas como inflamação dos nódulos linfáticos, das amígdalas e do fígado, erupção cutânea e perda de apetite.

Em matéria de dores de origem infecciosa, a culpa, porém, não é só dos vírus – as bactérias também não poupam a garganta, sobretudo as que causam faringites e amigdalites.

CONTRA AS DORES DE GARGANTA, TRATAR E PREVENIR

As dores de garganta podem ser muito incómodas. Basta pensar com0o é difícil engolir, da salsicha aos alimentos…Assim sendo, há que buscar alívio, de modo a vencê-las no mais curto espaço de tempo. E a suavidade recupera-se antes de mais recorrendo a algumas medidas “caseiras”, como aumentar a ingestão de líquidos (apesar do desconforto) para hidratar as paredes da garganta e combater a secura.

Gargarejar com uma solução de água morna salgada também ajuda: uma colher de chá de sal por cada copo de água é a receita que produz alivio, embora possa não parecer muito agradável ao paladar.

Contra a secura e irritação da garganta, o mel e o limão são bons aliados: misturados em chá ou água, contribui para deixar o muco mais fluido e aliviar a irritação. Nos intervalos, um rebuçado de pasta dura (não caramelos) ou um chupa-chupa ajudam a suavizar, pois estimulam a produção de saliva. É claro que convém não abusar preferindo-o sem açúcar.

São cuidados simples e fáceis de pôr em prática. Mas nem sempre são suficientes para fazer desaparecer as dores de garganta. Quando o incomodo é demasiado, pode ser necessário recorrer a medicamentos. Mas não antibióticos – estes destinam-se ao combate de infecções bacterianas, mas as dores de garganta, têm, na maioria das vezes, origem em vírus, pelo que aqueles fármacos são inúteis. Há, pois, que resistir à tentação de pedir um antibiótico, por maior que seja a vontade de obter um alívio rápido. Além de que só se vendem com receita médica. Há situações em que as dores de garganta persistem, podendo indiciar um problema de saúde mais grave: assim, há que ir a um médico se as dores forem muito intensas, prolongadas ou recorrentes, se for muito difícil engolir e respirar, se houver febre elevada, se a saliva contiver sangue ou pus, se o pescoço ficar rígido e se surgirem sintomas de desidratação (sede muito intensa, urina escassa e escura, prostração, entre outros) Não é, felizmente, o que acontece na maioria dos casos. Ainda, assim, é sempre melhor prevenir. O que passa pelos mesmos gestos envolvidos na prevenção do contágio de doenças de origem viral como as constipações e gripes. Daí que o primeiro dos cuidados seja a lavagem das mãos – antes de manusear alimentos e de comer, depois de ir à casa de banho e de mudar a fralda dos bebés, depois de se assoar e de tocar em animais ou, ainda, fazer trabalhos de jardinagem. O ideal seria lavá-las também no regresso a casa após a permanência em espaços públicos, sobretudo fechados e de elevada concentração de pessoas – é que são ambientes favoráveis à circulação de vírus.



Estes não são os únicos cuidados a ter: deve tossir-se para um lenço descartável, evitar tocar com a boca em telefones públicos, bebedouros ou fontes, não partilhar objectos do dia-a-dia que estejam em contacto com as mãos e a boca como talheres, copos, guardanapos, toalhas.

E porque o tabaco agride a garganta, pode ser conveniente reduzir ou até eliminar este hábito, se as dores forem frequentes. A poluição também é um agente agressor, em particular para as pessoas alérgicas, pelo que é preciso ter atenção nos dias de maior concentração de poluentes e zonas de com tráfego automóvel intenso.

É certo que as dores de garganta podem acontecer em qualquer altura do ano, mas, como andam associadas a vírus, são mais prováveis agora que estamos no Inverno. Por isso, antes que doa, proteja-se.

Salários dos Árbitros Portugueses 08/09


Quando volta à mesa de discussão a profissionalização dos árbitros de futebol em Portugal, voltamos a chamar à atenção para os valores auferidos pelos amadores da arbitragem. O debate sobre a profissionalização dos juízes do futebol é legítima, desde que sejam levados em conta os meios tecnológicos já disponíveis noutras modalidades, para auxiliar os árbitros durante os encontros.

A decisão sobre uma profissionalização global dos árbitros de futebol, passará sempre pelo organismo máximo do futebol, a FIFA. A integração de meios tecnológicos também, mas a necessidade cada vez maior de credibilizar o jogo aos olhos dos adeptos, sob pena de vermos os estádios vazios, impoem a aposta em novos meios que ajudem e facilitem os árbitros, em detrimento do reforçar de um modelo gasto. Na temporada de 2007/2008 os 26 árbitros da 1ª categoria, receberam em média um valor anual de 17.500€ apenas em prémios de jogo. Na tabela seguinte apresentamos os 20 árbitros que mais receberam nos 5 primeiros meses da presente temporada.


Profissão 1ª Liga Honra T.Liga T.Portugal Total


Hugo Miguel Bancário 5.995 € 4.000 € 3.380 € 3.360 € 16.735 €
João Capela Supervisor 5.772 € 4.000 € 2.425 € 3.360 € 15.557 €
Cosme Machado F.Publico 6.267 € 3.200 € 2.362 € 3.360 € 15.189 €
Elmano Santos Professor 5.177 € 4.000 € 1.890 € 3.360 € 14.427 €
Vasco Santos Estudante 4.905 € 4.800 € 2.652 € 1.120 € 13.477 €
Luís Reforço F.Publico 4.087 € 3.200 € 2.652 € 3.360 € 13.299 €
Rui Costa Professor 5.722 € 4.000 € 2.145 € 1.120 € 12.987 €
Pedro Henriques Militar 4.905 € 3.200 € 1.290 € 3.360 € 12.75