Um escândalo, para não dizer um escandalozão. Em causa as fraudes no Rendimento Social de Inserção.

O caso revelado segunda feira pelo Correio da Manhã da família que ganhou 600 mil euros no Totoloto, tem uma casa luxuosa, outra casa quase construída, vários carros e recebe rendimento mínimo, agora designado Rendimento Social de Inserção (RSI), é um escândalo que tem cobertura legal. Isto porque o valor do património da habitação não conta para a atribuição do subsídio.
Num país em que milhões de pessoas vivem em casas modestas e mais de um milhão de famílias trabalha arduamente e faz um esforço hercúleo para pagar a prestação mensal da sua casa do crédito. Estas situações são uma ofensa aos contribuintes deste país.
Mandam as regras do bom senso a quem tem património imobiliário e não tem liquidez alienar parte do património. Dar indiscriminadamente um subsídio público a quem pode trabalhar ou tem património elevado é ultrajante. Um Estado pobre que desincentiva a iniciativa individual com subsídios injustificados está a acelerar o seru ciclo vicioso de pobreza. Diz o dita chinês que, em vez de dar o poeixe, deve ensinar-se a pescar.
Mas a Segurança Social chega a dar peixe a quem o frigorifico a abarrotar. Estes abusos permitidos pela Lei em vigor chocam o bom senso e é pena que uma boa ideia seja estragada por tanta fraude.
Porque há muitas famílias que precisam realmente desse subsídio! 
Bancada Directa, neste caso da atribuição do Rendimento Social de Inserção (RSI) a quem não trabalha e não quer pensar em fazê-lo e ainda para quem tem património elevado, dá razão em absoluto ao Deputado Paulo Portas. A razão a quem a merece.
Do blogue "Da literatura" anotamos a reação ao editorial do Correio da Manhã
O Correio da Manhã está indignado com a atribuição de 365,56 euros de rendimento social de inserção a uma família que não tem meios de subsistência. Porquê? Porque essa família, em 2001, ganhou 600 mil euros no Totoloto, comprou duas casas e três carros topo de gama. Por razões que não nos dizem respeito, a família espatifou o dinheiro. Mãe, pai e filho estão desempregados.
Eu percebo a indignação do jornal. O jornal vende rancor, e a história tem todos os condimentos para excitar o pagode.Mas não percebo Helena Matos. O rendimento social de inserção é um instrumento de apoio. Não é uma bengala moral. Se a Helena acha que duas casas se vendem num abrir e fechar de olhos, devia mudar de profissão. Quem sabe não enriquecia no ramo imobiliário.
Os velhos das Avenidas Novas que têm casas de 150 metros quadrados e pagam 90 euros de renda (inquilinos há mais de 50 anos), mas não têm dinheiro para fazer uma sopa de nabiças, talvez devessem ter também direito ao RSI. Ou será que devem reinstalar-se na Buraca, porque a Avenida de Roma é para quem pode?
Eduardo Pitta











"Triste época em que vivemos, na qual é mais
fácil desintegrar um átomo do que
quebrar um preconceito."
( Albert Einstein )





































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