Duas taxas moderadoras que eram umas "nódoas negras" no Governo de Sócrates. Enfim vão acabar.
O fim de duas taxas insustentáveis

A notícia de que o Governo vai acabar com as duas taxas moderadoras polémicas na saúde - a de cirurgias de ambulatório e internamento - introduzidas por Correia de Campos em 2007 é boa. Política e socialmente.
Socialmente porque estas taxas nunca se justificaram. Pagar um montante nas urgências dos hospitais públicos, desde que se mantenham as isenções para os utentes mais necessitados, tem lógica: reduz e limita a afluência, muitas vezes desnecessária, a estes serviços, que só devem ser usados em casos extremos. Mas aplicar o mesmo "imposto" a quem tem de ser operado ou ficar internado nunca se percebeu: além de financeiramente não ter qualquer relevância para os cofres dos hospitais (representa 0,01%), penaliza os doentes por algo que eles seguramente não desejam nem podem evitar.
O governante que apostava no encarecimento da Saúde Publica
Politicamente porque estas taxas estavam condenadas a ser revogadas na Assembleia. Com um Governo minoritário, o tema que há dois anos gerou críticas não só de toda a oposição como também de muitas personalidades do próprio PS, entre elas Manuel Alegre e o próprio fundador do Sistema Nacional de Saúde (SNS), António Arnaut, iria seguramente voltar ao Parlamento para ser debatido, chumbado e alterado. Ao retirar estas duas taxas moderadoras do próximo Orçamento do Estado, o Governo antecipa-se assim a qualquer iniciativa parlamentar além de dar a imagem de que sabe recuar e admitir os erros.












"Triste época em que vivemos, na qual é mais
fácil desintegrar um átomo do que
quebrar um preconceito."
( Albert Einstein )





































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