BANCADA DIRECTA: Fragmentos e Opiniões. Fundos, mentiras e verdades.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fragmentos e Opiniões. Fundos, mentiras e verdades.

Fragmentos e Opiniões

Um tema recorrente: PT e Ongoing

Sentar-se no Conselho de Administração da PT é o mesmo que sentar-se num dos mais importantes centros de decisão económica nacional. É pois normal que de tempos em tempos sejamos confrontados com 'guerras' que enchem páginas de jornais.

Mas o que se passou nas últimas semanas extravasa tudo o que há memória de alguma vez ter acontecido no topo da gestão da PT. Em causa está um investimento dos fundos da PT na Ongoing International (liderada por um dos maiores accionistas da PT, Nuno Vasconcellos), num total de 35 milhões e que foi aprovado sem seguir a prática que era normal nestes casos.

O que se seguiu foi um conjunto de mentiras, contra-informação, pressões e divulgação de documentos privados e confidenciais que só envergonha accionistas e gestores da PT.


Porque é que é importante o investimento (que no total foi de 75 milhões) na Ongoing? A Ongoing além de accionista da PT anunciou que irá adquirir 35% da Media Capital (dona da TVI), exactamente o mesmo negócio que o Governo impediu a PT de realizar. Era por isso importante esclarecer até que ponto não podíamos estar a falar de um financiamento directo da PT àquele negócio. Os envolvidos (Ongoing e PT) declaram que uma coisa nada tem a ver com a outra.


Até pode ser verdade, mas depois da novela dos últimos dias cabe aos dois provar que assim é, porque a credibilidade dos intervenientes foi colocada em causa pelos próprios. Primeiro o investimento não foi ratificado pelo Comité de Investimentos (CI) ao contrário do que era prática, depois vieram dizer que tinha sido aprovado a posteriori, quando afinal não foi.

Pelo meio acusações de que o representante da Caixa Geral de Depósitos, Jorge Tomé, teria sido pressionado a assinar actas que dariam o seu aval ao negócio. E finalmente este membro do CI, e também do Conselho de Administração, que levantou reservas sobre os procedimentos acaba por se demitir em choque com as práticas de governação que assistiu desde o final de Julho.


Pelo meio as actas do Conselho de Administração, supostamente secretas, foram divulgadas pelo "Diário Económico", o jornal que é detido por Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, também membros do Conselho de Administração. O mesmo jornal que divulgou correspondência pessoal de Jorge Tomé na qual justifica porque se demitiu do Comité de Investimentos.


A reacção de Henrique Granadeiro é a face visível de como esta história está cheia de acções que desprestigiam a PT. A tentativa de desmentir o que não era desmentível criou um clima de suspeição sobre a operadora e os seus accionistas.

O governo da PT foi posto em causa, e no final fica sempre a pergunta: se o que foi feito nada tem de mal porque fazer tanto para o esconder?


João Vieira Pereira (os nossos agradecimentos)

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