BANCADA DIRECTA: Agosto 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bancada Directa quer apenas fazer um "aviso à navegação"

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Os desalinhados (29)

Os desalinhados (29)
Quem obtiver a carta de condução nesta escola, pode-se considerar um "doutor"!
Por esta é que eu não esperava!

Aqui nesta Escola de Condução, algures numa pequena "ciudad" da Extremadura espanhola, o ensino para formação de condutores poderá (virtualmente) ser equiparado a um ensino superior, pois esta “auto-escuela” define-se como uma Universidade. Aqui é tudo em grande, Até porque se deduz da própria designação do nome (coincidência, claro) da escola, NASA, que será um ensino doutro planeta, só acessível a voos interplanetários coordenados pela NASA.

Nos cursos de formação para examinadores de condução automóvel, exigia-se ao tempo aos candidatos, para além de possuírem todas as categorias das cartas de condução, estarem habilitados minimamente com o 12º ano de escolaridade. Já para os directores técnicos das escolas era preciso ter-se o 9º ano.

Aos examinadores chamavam-se posteriormente “engenheiros”, tradição que vinha de muitos anos atrás. O termo foi-se generalizando e até os próprios examinadores conviviam com ele. Quase todos provinham da Função Publica, ou por admissão após concurso ou por requisição. Posteriormente, já com cursos subsidiados por fundos europeus, a origem era (quase na totalidade) na classe dos instrutores com aquelas habilitações.

Em matéria de Código da Estrada os Elementos Fundamentais da Circulação Rodoviária são o Homem, o Veiculo e a Via. O Homem vem sempre em primeiro lugar. De nada serve a um país ter boas vias de comunicação e bons automóveis, ainda boa tecnologia e leis de transito excelentes, se o comportamento do homem, quer como condutor, peão ou passageiro for negligente e irresponsável.

Sabe-se que a Espanha (e este pormenor eu repetidamente fazia notar) é o país que caminha na vanguarda na elaboração de Leis que melhorem o Código da Estrada. Tinham uma grande vantagem sobre Portugal, pois em poucas palavras definiam teses em que por cá se fazia com excesso de vocábulos. Sobre os conceitos de “velocidade” por cá tinha de se dizer que “os condutores devem regular a velocidade dos seus veículos de acordo com…. e aqui seguiam-se muitas situações.

Princípios Gerais sobre “velocidade”
1- O condutor deve regular a velocidade de modo a que, atendendo às características e o estado da via e do veiculo, à carga transportada, às condições meteorológicas e ambientais, à intensidade de transito e a quaisquer outras circunstancias relevantes, possa, em condições de segurança, executar as manobras cuja necessidade seja de prever e, especialmente, fazer parar o veiculo no espaço livre e visível à sua frente.

Em Espanha diziam apenas: “La velocidad? Es la justa!”

Filosoficamente, sabe-se que a categoria e valor de um automóvel determina e mostra o extracto social do seu proprietário. Mas nunca define a qualidade comportamental desse condutor perante o acto de conduzir.

Não era necessário possuir-se um curso superior para fazer ver aos futuros condutores, que nada servia se eles se tornassem bons condutores, "experts" em trânsito intenso, muito fortes no conhecimento do Código, se não respeitassem estes princípios fundamentais: Responsabilidade, Atenção, Boa Vontade e Previsão. Se estes predicados forem seguidos, então sim, estamos perante um bom condutor!

Mas daí estas teorias serem para um Curso Superior vai uma grande distância.

Adriano Ribeiro

domingo, 30 de agosto de 2009

As Lições de Mourinho em Brasileiro!

O Inter fez um grande jogo e vulgarizou o rival Milan, que também está ainda longe do gigante que foi em anos anteriores, onde perdeu muitas referências importantes, sendo uma das mais notadas - Kaka. Mas este Milan tem potencial para bem mais, e Leonardo deve aproveitar para aprender com o professor "Special".

Penso que a saída de Ibrahimovic por incrível que pareça, foi o melhor que podia ter acontecido a Mourinho, pois a saída deste proporcionou não ter uma ou outra flecha de ouro, mas sim várias, para enfrentar uma época que se prevê mais dura que a anterior, onde o que se exige a Mourinho não é [mais] um titulo do Calcio, mas sim da Liga dos Campeões.

Mas os próximos jogos, nos darão a certeza se esta equipa tem potencial para isso, uma vez que treinador...tem.

E que tal um Beijo no árbitro para evitar um amarelo?!!

Fragmentos e Opiniões. O nosso Antonio Raposo disserta sobre o nosso querido fisco.

Fragmentos e Opiniões


O nosso querido fisco

(Ou será a nossa amada justiça?)

Pois que venha o diabo e escolha. Mas, afinal não será coisa que tenha a ver com a governação?

Pois tem e tem muito!

A ideia que nos fica de quem dirige a justiça no nosso País não acerta uma. Acho até que anda à deriva!

Sei que PS e PSD fizeram um acordo entre os dois e pariram uns códigos (que deixou todo o mundo que sabe daquilo com os cabelos em pé) que só serviram para atrapalhar o que já estava péssimo. Concluo que o que fizeram tinha um objectivo. Salvar os que mais prevaricavam e eram simultaneamente aqueles que podiam pagar a advogados de qualidade para que todas as manigâncias acabassem no lixo, fora de prazo.

Viu-se. Só não viu quem não quiz ver!

O que li agora do Veiga do futebol e dos muitos milhões que o fisco deixou escapar entre os dedos rotos. Pode não ser a verdade. Mas deixar fugir assim os milhões é no mínimo um insulto ao País e à fase que estamos a atravessar.

Os partidos têm que começar a olhar para isto e não para os discursos balofos para quem já não perde tempo a ouvi-los. Os partidos do centrão que engordaram à conta dos grandes negócios, podem vir a ter um grande desgosto quando virem os próximos resultados das votações.

O pessoal começa a estar farto de golpadas e pode perfeitamente votar noutros lados só para correr com estes oportunistas do costume, sempre os mesmos a engordar à conta.

Acho que estamos todos fartos de ser enganados e já chega!

Corram com esta gentalha, pois o voto – apesar de tudo – serve para isso!

António Raposo

Recordar é Viver. Hey Jude dos Beatlles é lançado a 30 de Agosto de 1968



Se bem que há varias datas que indiciam ser esse o momento, há uma tese credível que aponta a data de 30 de Agosto de 1968 como a mais provável.

A Letra

A letra pode ter várias interpretações. Ela começa dizendo para Jude ou Julian não ficar para baixo e pegar uma canção triste e torná-la melhor. Lembrando-se de deixá-la entrar no coração para se sentir melhor.

No segundo trecho, ele diz para Jude não ficar com medo, já que ele foi feito para sair e ficar com ela. (Foi esse trecho que confundiu os pensamentos de Lennon sobre a canção).

Muitos fãs acreditam que esse trecho tem uma referência a drogas: “The minute you let her under your skin/Then you begin to make it better,” Traduzindo: “No minuto em que você deixá-la entrar na sua pele, tu começarás a senti-la melhor.” Numa alusão clara e objectiva às drogas principalmente a heroína.

No refrão ele diz que a qualquer hora que sentir dor, contenha-se e não carregues o mundo nas tuas costas e que não aches legal o facto do mundo se tornar mais frio.

A letra termina na frase em que Lennon cooperou pedindo para McCartney manter: “Hey, Jude, you'll do, the movement you need, is on your shoulder,” ou “Ei Jude, tu farás , o movimento que precisas, pois está nos teus ombros.”


Os Beatles começaram as gravações de “Hey Jude” em 29 de Julho de 1968. A primeira sessão era mais um ensaio do que gravação. Eles sabiam que a música teria uma boa repercussão como um single. Dedicaram, então, o tempo para aperfeiçoar os arranjos. Eles gravaram seis takes naquele dia.

No “The Beatles Anthology,” Paul fala um pouco sobre George Harrison e as gravações: “Em ‘Hey Jude’ quando eu sentei ao piano e comecei a cantar, ‘Hey Jude...’George veio com um riff de guitarra. Eu continuei, ‘Don’t make it bad...’ e ele com o mesmo riff, ou seja, ele estava respondendo com riffs todas as frases. Então eu disse, ‘Ei George, eu não acho que isso fica bom na canção. Talvez tu devesses tocar só nas estrofes inteiras, mas por enquanto vamos manter as coisas simples, OK?’ Ele disse, OK, OK, beleza.’ Mas eu estava ficando meio tonto com aquilo, ele não estava entendendo o que eu queria.”

“Eu insistia para ele não responder tudo com riffs de guitarra, porque aquilo era importante para mim, mas claro que se tu disseres para um guitarrista que não deva tocar, ele vai achar que tu estás a boicotá-lo. Eu acho que George se sentiu perfeito. ‘Desde quando tu me vais dizer quando eu tenho de tocar? Eu sou um Beatle também!’ Então eu posso entender o teu ponto de vista.”

Na noite seguinte eles continuaram a trabalhar na canção, gravando os takes 7 ao 23. George Harrison não tocou. Então decidiu esperar na sala de controle do lado de fora. A sessão foi filmada para o documentário do Conselho Nacional de Música da Grã-Bretanha, que filmaram e transformaram num curta-metragem chamado “Music!”

No final da sessão, o produtor George Martin fez uma mistura/padrão afim de trabalhar na trilha orquestral que foi gravada no dia 1 de Agosto.

Ringo Starr no “The Beatles Anthology”: “Essa cançãoe tornou-se clássica. Senti-me bem em gravá-la. Foi cansativo algumas vezes, fazer ela dar como certa, mas ela ficou perfeita como tinha que ser.”

A 31 de Julho eles foram para o Trident Studios para gravar a canção na mesa de 8 canais, novidade na época. Segundo Paul McCartney: “Há algo inusitado sobre as gravações. Estávamos no Trident em Soho e Ringo tinha ido ao banheiro e eu não reparei. O banheiro era apenas a alguns metros da cabine da bateria, mas ele passou por mim e eu estava distraído ao piano. Eu comecei o take usado na canção pensando que ele estava na bateria, e quando estava próximo da bateria entrar na canção, eu percebi Ringo passando rápido pelas minhas costas para chegar à cabine e quando ele chegou sua bateria estava impecável e ele entrou no tempo certinho! E eu rindo pensei, ‘esse é o take, tem que ser!’ Quando acontece essas coisas, é tão mágico! Então fizemos uma óptima gravação.”

A canção foi completada no dia 1 de Agosto, com Paul adicionando baixo, vocais e os outros Beatles com os vocais de apoio. Depois a orquestra foi adicionada e os músicos foram chamados para uma sessão de vocais de apoio e palmas a fim de tornar a canção mais grandiosa.

Os músicos
Paul McCartney: vocais, piano.
John Lennon: vocais de apoio, violão
George Harrison: vocais de apoio, contra-baixo.
Ringo Starr: vocais de apoio, bateria, tamborim

Sem créditos (arranjos de George Martin): 10 violinos, 3 violas, 3 violoncelos, 2 baixos, 2 flautas, 2 clarinetes, 1 clarinete grave, 2 contra fagotes, 4 trompetes, 2 cornetas, 4 trombones, 1 percussão
Lançamento
A canção foi lançada poucas semanas depois da sua gravação e vinha com a canção de Lennon, "Revolution" no lado B.

No projecto “The Beatles Anthology”, Paul McCartney fala sobre o primeiro dia de lançamento do disco: “Eu fui ao escritório da Apple Records no lançamento do single de ‘Hey Jude’. As janelas da frente estavam com cera de limpeza branca e eu pensei, ‘Que grande oportunidade, muitos auitocarros passam pela Baker Street lotada...’ Então, eu rabisquei na janela ‘Hey Jude’ na cera branca. Um tipo ficou super furioso e ergueu-me dizendo, ‘Vou mandar um dos meus filhos que estão por aí para darem-te um tareão! Eu disse, ‘Calma, calma... Porquê essa sua atitude? Ele disse, ‘Você escreveu “Jude” na janela!’ Eu não tinha ideia de que ‘Jude’ era na verdade judeu, em alemão. Se você olhar o filme feito na Alemanha nazista, 'Juden Raus' eles escrevem ‘judeu’ nas janelas junto com a Estrela de David. Eu juro que isso nunca me passou pela cabeça.”

A canção de quase 7 minutos foi o single mais longo a atingir as paradas britânicas. Seu fade out tem propositadamente 1 segundo a mais do que o hit da parada de um ano antes de Richard Harris, “MacArthur Park.”

George Martin no projeto “The Beatles Anthology”: “Nós gravamos ‘Hey Jude’ no Trident Studios. Era uma canção muito longa. Na verdade, depois de cronometrar eu disse, ‘Vocês não podem fazer um single tão longo. ‘ Eu gritei com eles, não pela primeira vez na vida e John perguntou, ‘Porque não? ‘ Eu não conseguia pensar numa boa resposta na hora, excepto na resposta patética de que os DJ’s não tocariam uma música tão longa. Ele disse, 'Irão tocar se for nossa.' E é claro, ele estava absolutamente certo.”

“Hey Jude” foi lançado no dia 26 de Agosto de 1968 nos EUA. Ficou pelas próximas 9 semanas no topo das paradas e vendeu 5 milhões de cópias nos seis meses seguintes. Ficou ao todo 19 semanas nos tops das discográficas da altura.

sábado, 29 de agosto de 2009

Os desalinhados (27). Sinais para que vos quero, se vocês são mentirosos!

Os desalinhados (27)

O velhinho Hospital de Arroios já desactivado.

Praça do Chile e início da Rua Antonio Pereira Carrilho que vai desembocar no Largo do Leão. Logo ali à direita vê-se um sinal gráfico vertical de informação, assinalando a presença de um Hospital. Trata-se do velhinho Hospital de Arroios. Simplesmente este Hospital de Arroios já foi desactivado há muitos anos (2004?)

Um amigo meu escreveu este texto sobre o assunto:

....Fala-se muito por aí agora em sinalética (parece que é sinónimo de sinais, mas com mais ciência) que não é respeitada... Montado no Google Streetview eis um belo exemplo de sinalética: oficial e não oficial. Da não oficial parece que haveriam as autoridades oficiais de enquadrá-la no meio da diarreia legislativa em que se perdem - era o mínimo para mascarar a candente falta de autoridade. Da sinalética oficial sobra aquele aviso de Hospital ali para sinalizar em 2009 um hospital fechado e vendido, salvo erro, em 2004. À relaxada mulher de César (autoridades oficiais, leia-se) já tanto dá parecer séria como perra. Deixa-se andar, governa sem vergonha, improvisa sinalética oficial que não se consegue assimilar e cuida que salva a autoridade desde que lhe não grafitem o palácio. Entretanto enfarta-se de democracia e arrota eleições porque talvez assim se salve.

Os desalinhados (28) Que mais nos poderá surpreender?

Os desalinhados (28)

O caso BPN


Documentos descobertos em porta oculta na casa de Dias Loureiro

Numa busca à casa de Dias Loureiro os investigadores do caso BPN foram surpreendidos com a descoberta de uma porta com acesso apenas através de uma casa-de-banho, atrás da qual estavam guardados documentos relevantes para o processo, avança a edição do SOL de ontem

ver mais desenvolvimento deste imbróglio aqui

Antonio Raposo volta com as suas crónicas nos "Fragmentos e Opiniões" do Bancada Directa

Fragmentos e Opiniões

ESTA NELINHA DÁ-ME CABO DA CABEÇA


Então não é que o programa da Doutora Manuela Ferreira Leite é menos "Estado"?

Será que é para entregar aos nossos (?) amigos banqueiros e outros capitalistas (que aguardam o bodo aos ricos) a pouca riqueza que os pobres vão produzindo?

E, pergunto eu, ao reduzir "Estado" o que é que vai por aquela cabecinha? Reduzir os médicos nos hospitais mais os enfermeiros? Reduzir os professores nas escolas? Reduzir os polícias? Meter seguranças privados nos serviços de segurança?
O que ela quer já a gente sabe há montes de tempo!

Tudo o que dê lucro dá para os amigos. Tudo o que dê prejuízo fica com o Estado. O que me espanta é ver pessoas que votam nela. Pessoas que, coitadas, algumas vão ser em breve despedidas e vão ficar no desemprego.

Mal de nós todos se ela ganha as eleições. Cada vez estou mais triste com a corja de políticos (nem todos, claro) que este País ainda mantém, sempre à espera do autocarro do poder. Ora entram uns, ora entram outros. Quando não estão no Estado estão nas grandes empresas, bancos, seguradoras, à espera da sua vez.

Lembram-se daquela luta entre a Manuela e o Santana? Qual luta?

São tão amigos…agora, depois dos insultos, beijinhos.

Ele quer mais túneis. Julgo que já é uma tara. Ela anda ali perdida.

Tomara eu que se perdesse mesmo e só a encontrassem lá para o próximo século. Dava-me cá um gozo!

Bancada Directa deseja aos seus amigos leitores que passem um excelente Fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Isto por estas bandas anda um bocado mau. Depois de uma possivel "febre intestinal" e posteriormente de uma possível "crise renal", o certo é que ainda não se vê o fim de uma certa preocupação. A malvada anda por aí, mas esperamos que passe de largo. Vamos a ver o que isto dá. Ao menos se o nosso "anjo da guarda" não andasse lá pela "estranja" ainda mais dois dias, o nivel de confiança subiria. Tenhamos calma e sossego de espirito.

Mas como tristezas não pagam dívidas, aqui vai mais uma "moçoila", que pelos vistos tem o bólide com problemas.
Haverá algum leitor que a possa ajudar, mas só com boas intenções, claro? E como disto está o mundo cheio....

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fragmentos e Opiniões. Queres fiado ? Toma!

Fragmentos e Opiniões


OS BANCOS E OS BANQUEIROS


Diz-se e parece que com toda a razão: se queres roubar não roubes um banco, vai para a sua direcção!

Não há dúvida que nós andamos para aqui armados em totós a votar regularmente (eu já me deixei disso!) e depois o nosso voto não serve nem para fins menos próprios….

Os bancos fazem tudo o que lhes apetece. Agora como os lucos são mais difíceis toca de esfolar os devedores aumentando-lhes o spread ( a sua margem de lucro).

Será que o Constâncio já está outra vez a dormir a sexta? Então cada um saca o que lhe apetece e não sucede nada? Onde estão os tais reguladores que se fartaram de falar?

Isto chegou a um ponto em que já se perdeu a vergonha. Começo com A Caixa Geral de Depósitos que poderia (mas é um coito de PS e PSD, conluídos e felizes a ganharem fortunas!) e afinal é uma vergonha. Agora até se dão ao luxo de taxarem os clientes em função do risco. Eu acho que eles sempre fizeram isso. Agora só anunciaram.

Então os juros passam a ser conforme a cara do freguês?

Faz-me lembrar aquele boneco do Bordalo que se via muito nas tascas antigas, feitos de barro e com os braços cruzados a dizer: QUERES FIADO TOMA!
Antonio Raposo

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. A doença de Alzheimer


O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina.
Vamos falar da doença de Alzheimer
Actualmente a doença de Alzheimer afecta 26 milhões de pessoas em todo o mundo. Em 2050, prevê-se que o número de pessoas afectadas será de 106 milhões. Ainda não existe cura para esta doença.

No entanto, há vários medicamentos novos em desenvolvimento. A eficácia é tanto maior quanto mais precocemente
se detecta a doença e se inicia o tratamento.

O texto é da Doutora Maria Carmo Fonseca, Directora do Instituto de Medicina Molecular e da GeneMed – Diagnósticos de Medicina Molecular SA.

O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, cujos principais sintomas são a perda de memória e do raciocínio. A doença é causada por uma deterioração progressiva das células cerebrais, que acabam por morrer. No cérebro de um doente de Alzheimer, as células acumulam, progressiva e irreversivelmente, umas estruturas anormais. Estas estruturas, denominadas placas amilóides, interferem com o funcionamento normal das células conduzindo à sua morte. Distinguem-se duas formas de doença. A forma esporádica, muito mais frequente, manifesta-se em pessoas com mais de 60/65 anos de idade. A forma familiar rara, surge mais precocemente entre os 30 e os 60 anos de idade. A doença é hereditária?

A grande maioria dos casos de doença de Alzheimer não é hereditária. A doença surge esporadicamente em pessoas com mais de 60/65 anos de idade, sem nenhuma relação familiar aparente. No entanto, 5 a 7% dos doentes de Alzheimer herdam a doença dos seus pais. Estes doentes sofrem de uma forma particular da doença denominada doença de Alzheimer familiar. A doença de Alzheimer familiar é causada por mutações em determinados genes e transmite-se de pais para filhos. O filho ou filha de uma pessoa com a doença tem 50% de probabilidade de herdar o gene mutado e, portanto, vir a sofrer da mesma doença. A doença de Alzheimer familiar caracteriza-se por afectar indivíduos mais jovens.

O aparecimento de sintomas de perda de memória e do raciocínio numa pessoa com menos de 55 / 60 anos e com casos semelhantes na família levanta a suspeita de doença de Alzheimer familiar. O diagnóstico é confirmado por um teste genético que identifica a mutação causadora da doença naquela família. Os filhos desta pessoa, ainda sem sintomas, podem decidir fazer o teste. No caso de possuírem a mutação, é quase certo que vão desenvolver a doença.

A decisão de fazer ou não o teste preditivo (isto é, quando a pessoa ainda não tem sintomas) é uma opção individual que exige aconselhamento médico. O resultado de teste é sempre confidencial e nunca pode dar origem a atitudes discriminatórias (por exemplo, por parte das companhias seguradoras).

Ter susceptibilidade ou predisposição genética para uma doença significa que se herdou dos pais um risco aumentado de desenvolver essa doença. Existem na população normal inúmeras variantes genéticas, denominadas polimorfismos, que podem aumentar a predisposição para certas doenças. Ao contrário das mutações patogénicas, muito mais raras, os polimorfismos não são determinísticos para o desenvolvimento de uma doença.

Serei portador de um grande risco?

Na sua grande maioria (cerca de 95%) dos doentes de Alzheimer, a doença surge depois dos 60/65 anos de idade e não existem outros casos na família. Nestes doentes, não se detectam mutações nos genes causadores da doença de Alzheimer familiar.

Há, no entanto, um outro grupo de genes que podem aumentar a susceptibilidade à doença. Destes, o mais conhecido é o gene da apolipoproteína E ou gene APOE, localizado no cromossoma 19. Na população normal, o gene APOE e4 revela algumas diferenças, denominadas polimorfismos. Uma variante em particular, denominada APOE e4, está associada a um maior risco para desenvolver a doença de Alzheimer. Múltiplos estudos revelam que cerca de metade das pessoas com doença de Alzheimer possuem a variante APOE e4.

Alois Alzheimer (1864/1915)

Quando uma pessoa herda, do pai ou da mãe a variante APOE e4 o risco é três vezes maior. No caso de herdar a variante tanto do pai como da mãe, o risco torna-se dez vezes maior. No entanto, nem todas as pessoas com a doença de Alzheimer possuem a variante APOE e4. Por outro lado, muitas pessoas com esta variante nunca desenvolveram a doença. Por esta razão, no estado actual dos conhecimentos, os testes ao gene APOE são feitos apenas num contexto de investigação.

A comunidade médica e científica não recomenda fazer o teste APOE a uma pessoa saudável, pois o resultado do teste não permite dizer com segurança se aquela pessoa se vai ter ou não a doença de Alzheimer. Esta posição é, no entanto, controversa. Várias pessoas reclamam o direito de poder saber se são ou não portadores de um risco aumentado para a doença.

Como se detecta precocemente a doença?

Apesar de não haver, ainda cura para a doença de Alzheimer, existem vários medicamentos em desenvolvimento com o objectivo de travar ou atrasar a progressão da doença. É opinião consensual que estes novos medicamentos serão tanto mais eficazes quanto mais precocemente for detectada a doença e iniciado o tratamento. Neste sentido, estão em curso inúmeros estudos para descobrir novos métodos de diagnosticar a doença assim que surgem os primeiros sintomas de lapsos de memória. Muito recentemente foi demonstrado que é possível diagnosticar precocemente a doença de Alzheimer através de um teste molecular que quantifica três biomarcadores no líquido cefalo-raquidiano. O teste é feiro mediante uma punção lombar para recolha do liquido cefalo-raquidiano. No laboratório são determinados os níveis de três proteínas envolvidas na patogénese da doença de Alzheimer; o péptido amilóide beta 42, a proteína tau total e a proteína tau fosforilada. As pessoas com níveis baixos de péptido amilóide beta 42 e níveis elevados de proteína tau têm uma elevada probabilidade de vir a desenvolver doença der Alzheimer.

Vários estudos internacionais com muitas centenas de doentes E voluntários saudáveis demonstram que o teste consegue detectar as pessoas que ainda só manifestaram ligeiros distúrbios de memória mas vão evoluir para a doença em 87% dos casos. O teste consegue ainda excluir as pessoas que manifestam ligeiros distúrbios de memória mas não são doentes de Alzheimer em 95% dos casos. Este teste já se encontra disponível na prática clínica.

O peso dos genes

Entre 100 doentes de Alzheimer, 5 A 7 sofrem de uma forma hereditária da doença e começam a manifestar os sintomas entre os 30 e os 60 anos de idade. A doença de Alzheimer familiar é causada por mutações em determinados genes. Actualmente são conhecidas mutações no gene da proteína precursora de amilóide, APP (localizado no cromossoma 21, no gene da presenilina 2 (localizado no cromossoma 1). A doença de Alzheimer familiar é uma doença hereditária dominante, ou seja, quando uma pessoa herda um destes genes mutados do pai ou da mãe é quase certo que vai desenvolver a doença..

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A selva onde nós convivemos com estes tipos delinquentes, mas apoiados pelo Estado com o nosso dinheiro


Trabalhar para quê?


"A viagem sozinho a Fátima corria bem até que, de noite, ‘António’ decidiu parar só para tentar comer qualquer coisa. Voltou com um hamburguer ao carro e, sentado ao volante, mal se distraiu já tinha uma pistola e facas apontadas à cabeça. Acabou sequestrado hora e meia pelos quatro homens que, enquanto roubaram o que puderam do seu multibanco, ainda o espancaram e fecharam-no dentro da mala do carro. A Polícia Judiciária já apanhou três, mas uma juíza libertou-os. E continuam a viver do Rendimento Social de Inserção. De resto, há muito que conciliam os enormes rendimentos no mundo do crime com uma vida recheada de subsídios à custa do Estado – que vai pagando sempre, apesar dos longos registos criminais por roubo, furto e tráfico de droga .

ver mais aqui

Os desalinhados (26) Só um por cento? É muito pouco!....

Os desalinhados (26)

Dá-me contratos, é isso a reanimação da economia.
Vamos lá ver como vão ser estas obras de restauro do Palácio Nacional de Queluz
Demorou a perceber, no Estado, que não basta diminuir os rendimentos de quem trabalha, embolsando impostos e perseguindo a classe média. Há, também, uma responsabilidade social da riqueza.

Neste caso, contrapartidas para o país – como é o caso do ‘cheque-obra’, uma iniciativa que propõe que as empresas de obras públicas ofereçam 1% do valor das empreitadas pagas pelo Estado em obras de restauro de monumentos nacionais e património classificado.

Antigamente, os ricos que tinham sido pobres ofereciam bibliotecas, escolas, chafarizes e estradas municipais. Eles sabiam que a riqueza devia pagar um tributo para justificar a vaidade e o conforto.

Hoje, os ricos amealham e só contribuem para o país embalados por benefícios fiscais e promessas de contratos do governo. São outros tempos

Da coluna do Correio da Manhã de 25/08/2009

ver o desalinhamento aqui

Eu por mim apenas pergunto: só um por cento? Francamente

Fragmentos e Opiniões. Uma reflexão sobre os "comments" anónimos.

Fragmentos e Opiniões

Blogues e responsabilidade

A menos que se limitassem a tratar de questões pessoais, julgo que todos os titulares de blogues deveriam ser identificados ou identificáveis. E, claro, o mesmo para os que espraiam a contumaz cobardia em inúmeras mensagens anónimas.

A recusa em mostrar quem escreve sob o opaco manto do anonimato vem, habitualmente, associada à liberdade de que devem gozar os respectivos autores. Ora esse argumento, sendo válido para os que apenas escrevem para si, carece de qualquer fundamento relativamente aos artigos publicados, a maior parte das vezes atingindo a honra de pessoas incapazes de defesa por não poderem identificar os agressores.

Grande parte de mensagens dirigidas a este blogue, mesmo as que apenas pretendem traduzir apoio, vem com remetente anónimo, o que, mesmo quando assinadas, não permite avaliar a respectiva autoria.

Curiosamente, os que recorrem ao anonimato para difamar, grunhem depois a exigência de verem o lixo publicado.
Sinceramente, a quem interessará este estado de coisas?

E quando blogues prestigiados aceitam publicar comentários anónimos que difamam, contra quem devem os atingidos reagir? Contra os anónimos não é possível, pelo que a resposta parece simples.

Nesta como em outras matérias, é a lei - a regulamentação - que liberta e a liberdade - total impunidade de cobardolas sem escrúpulos - que oprime!
Pedro Namora

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O meu humor de quarta-feira. Wireless alentejano

Wireless

Durante escavações recentes nos EUA, os arqueólogos descobriram, a 100m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1.000. Os americanos concluíram que os seus antepassados já dispunham de uma rede telefónica desde aquela época.

Entretanto os espanhóis escavaram também o seu subsolo, encontrando restos de fibras ópticas a 200m de profundidade. Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham cerca de 2.000 anos de idade, divulgando triunfantes, que os seus antepassados já dispunham de uma rede digital à base de fibra óptica quando Jesus nasceu!

Uma semana depois, em Beja, no diário local, foi publicado a seguinte notícia: "Após inúmeras escavações arqueológicas no subsolo de Beja, Évora, Moura, Estremoz e Redondo, entre outras localidades alentejanas, até uma profundidade de 5000 m, os cientistas alentejanos não encontraram absolutamente nada. Assim se conclui que os antigos habitantes daquela região alentejana já dispunham, há 5.000 anos atrás, de uma rede de comunicações “sem-fios”, vulgarmente conhecida hoje em dia pela designação de "Wireless".

Ora toma lá, que é para almoçares!
Agradecimento ao Dr. João Silva da Figueira da Foz

Inqualificável esta violencia no futebol sul-americano

Agressão criminosa deste futebolista

As agressões no futebol sul-americano são já um clássico e, desta feita, o internacional boliviano Sergio Jauregui, jogador do Blooming, agrediu de forma bárbara o seu companheiro de profissão Leonardo Medina, jogador argentino do Oriente Petrolero.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

A amargura de Antonio Raposo

Fragmentos e Opiniões

NÃO ME JULGUEM MAL


O nosso Antonio Raposo diz de sua justiça!

Quem me lê encontra nestas minhas crónicas soltas alguma amargura.

É verdade!

Sempre pensei que com a Revolução dos cravos, o País Portugal invertesse a marcha do costume. Mas assim não aconteceu. Parece que alguém nos pregou um feitiço.

Depois de quase 40 anos de “socialismo” segundo alguns e de “capitalismo” segundo os que contei, chego à conclusão (chegaram todas estatísticas) que a riqueza está cada vez mais mal distribuída.

Há mais ricos e há muito mais pobres. A divisão da riqueza produzida e depois dividida entre o capital e o trabalho é cada vez mais para a primeira.

O Partido “Socialista” (e aqui as aspas ficam mesmo a matar) nestes últimos quatro anos e sob a batuta do jovem social-democrata José Sócrates, limitou-se a fazer uma gestão como qualquer partido liberal europeu faz. Deu umas migalhas aos pobres, para que estes não começassem a incendiar os veículos automóveis como sucedeu há pouco em França.

De resto, ocupou o lugar da cadeira do PSD e com isso deixou a Manuela Ferreira Leite cada vez mais mirrada. Cada vez que abre a boca sai bronca, de tal maneira que só sobe nas contagens quando está caladinha e ninguém se lembra dela.

Quem sabe se ela não disser mais nada acaba por ganhar as eleições? Era a vitória dos mudos e dos que não podem apresentar programa nenhum porque alguém já o apresentou e por mero acaso são coincidentes e parecidos.

Mais TGV menos TGV mais aeroporto menos aeroporto.

E agora pergunto eu para que servirão estas grandes obras? Para importarmos mais uns milhares de trabalhares do leste? Dão trabalho aos portugueses? Mentira! Dão é uns milhões às grandes firmas construtoras. Àqueles meninos que estão sentados do lado do capital das construções (auto-estradas já se esgotaram…caramba!) para facturarem em grande depois de terem passado por ministros e quejandos.

Aqui dou razão ao Belmiro de Azevedo. Mais sabe ele a dormir que os governantes todos acordados.

Então? Tenho ou não tenho razão para dizer que estou amargurado com o sentido que o País está a tomar? E você?
Antonio Raposo ( Lisboa 25 de Agosto 2009 )
O blogue Bancada Directa agradece ao Antonio Raposo a sua disponibilidade para , neste blogue, tecer os seus admiraveis conceitos sobre esta vivencia democrática (?) que nos rodeia.

Tranquilidade é preciso! Mas não tanto.

Benvindos a esta selva de "lusitanas origens", mas agora alargada a gente que não se porta bem!


Vivemos hoje no meio de uma selva
Silveira/Torres Vedras

Secção de Homicídios da Judiciária já prendeu os assassinos

Silveira
Homem morto com 30 facadas e incendiado

Beberam cerveja a tarde toda e assistiram juntos às vitórias de Benfica e FC Porto, sentados à mesa do café O Moinho, na localidade de Silveira, Torres Vedras.

Tudo corria bem até Rui Jorge, 33 anos, não gostar que os três amigos brasileiros lhe chamassem ladrão – acusado de não devolver os DVD que lhe tinham emprestado. O português ameaçou--os, mas foi ele quem acabou morto – com mais de 30 facadas no corpo. No final lançaram fogo ao cadáver e abandonaram-no num pinhal.

PJ deteve os dois brasileiros suspeitos deste homicídio violento

A Polícia Judiciária (PJ) deteve ontem, segunda-feira, duas pessoas por fortes suspeitas de terem morto, de forma violenta, um homem de 33 anos, foi hoje revelado.

Em comunicado, a PJ informa que o crime ocorreu na madrugada de segunda-feira, numa localidade do concelho de Torres Vedras, onde os dois suspeitos, estrangeiros e em situação irregular no país, desferiram cerca de 30 facadas na vítima durante uma discussão.

Com a intenção de dificultar a investigação, relata a PJ, "os arguidos levaram o cadáver para um descampado, envolveram-no numa manta, regaram-no com um produto acelerante e atearam fogo".

Segundo a polícia, os dois suspeitos, conhecidos da vítima, tinham excesso de álcool no sangue.

Os detidos, de 23 e 42 anos, são hoje presentes às autoridades judiciárias.


ver a noticia aqui

Fragmentos e Opiniões. Será um jogo sujo ou falta de transparência?

Fragmentos e Opiniões
Jogo sujo ou falta de transparência?

José Saramago diz de sua justiça


Jovem e ingénuo era quando há muitos, muitíssimos anos, alguém me convenceu a fazer um seguro de vida, sem dúvida do mais rudimentar que então se praticaria, vinte contos que me seriam entregues passados vinte anos no caso de não ter morrido, claro está, não ficando a companhia obrigada a prestar-me contas dos eventuais lucros do minúsculo investimento e suas aplicações e muito menos fazer-me participar deles.

Ai de mim, porém, se não pagasse os prémios respectivos. Nessa época, os vinte contos eram muito dinheiro para mim, necessitava trabalhar quase um ano para ganhá-los, e portanto fizeram-me bom arranjo quando mos pagaram, mas o que não pude foi evitar um desagradável sentimento de desconfiança que me dizia, e insistia, que eu havia sido prejudicado, embora não soubesse exactamente como.

Nessa altura não era só a chamada letra pequena que nos enganava, a própria letra grande já era um punhado de poeira atirada aos olhos. Eram outros tempos, a gente comum, no qual eu me incluía, sabia pouco da vida e mesmo esse pouco de pouco lhe servia. Quem se atreveria a discutir, já não digo com o actuário, mas com o próprio angariador de seguros, que tinha a lábia toda?

Hoje já não é assim, perdemos a inocência e não fugimos a discutir com a maior das convicções até mesmo aquilo de que só temos uma pálida ideia. Que não nos venham pois com histórias, bem te conheço, ó máscara. O mau é que se as máscaras mudam, e mudam muitíssimo, o que está por baixo delas mantém-se inalterável. E nem sequer é certo que tenhamos perdido a inocência.
Quando Barack Obama, no calor da campanha para a presidência, anunciou uma reforma sanitária que permitisse proteger os 46 milhões de norte-americanos não abrangidos pelo sistema em vigor para os restantes, isto é, aqueles que, directa ou indirectamente, pagam os seguros respectivos, esperávamos que uma onda de entusiasmo varresse os Estados Unidos.

Tal não sucedeu e hoje sabemos porquê. Mal se iniciaram os trâmites que levarão (levarão?) ao estabelecimento da reforma, o dragão despertou. Como escreveu Augusto Monterroso: o dinossauro ainda estava ali. Não foram só as cinquenta companhias de seguros norte- -americanas que controlam o actual sistema a abrir fogo contra o projecto, fê-lo também a totalidade dos senadores e deputados republicanos, e igualmente um apreciável número de representantes democratas, quer no congresso quer no senado. Nunca como neste caso a filosofia prática dos Estados Unidos esteve tão à vista: se não és rico, a culpa é tua.

São 46 milhões os norte-americanos que não têm cobertura sanitária, 46 milhões de pessoas que não têm dinheiro para pagar seguros, 46 milhões de pobres que, pelos vistos, não têm onde cair mortos. Quantos Barack Obama ainda vão ser necessários para que o escândalo termine?
José Saramago

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nova corrida de Touros no Texas!

Nem só de pão vive o homem, mas de toda a malandrice que as estrelas de futebol põem em jogo.

Fragmentos e Opiniões. Ser-se mulher e ter desvantagens perante os homens. Edite Estrela diz de sua justiça

Fragmentos e Opiniões
Ser-se mulher
Edite Estrela, nossa prezada amiga dos tempos iniciais da consolidação da Democracia e posteriormente noutras ocasiões de interesse comum, para além de ser minha vizinha, escreve um artigo de opinião muito interessante na revista Glamorous Woman editada em edição especial para os meses de Julho e Agosto.
Aqui vos mostro esse artigo.

Quem é Edite Estrela a autora deste artigo de Opinião

Edite Estrela é Deputada ao Parlamento Europeu, Presidente da delegação Socialista no Parlamento Europeu, Vice-Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Género. Membro efectivo da Comissão do Ambiente, da Saúde Publica e da Segurança Alimentar e da Delegação para as Relações com os Países da América Central. É Co-Presidente da Comissão dos Assuntos Sociais, Ambiente, Educação e Cultura da Delegação do EUROLAT e Membro suplente da Delegação para as Relações com a Republica Popular da China e Presidente do Concelho de Fundadores da Fundação Republica
O destaque

É preciso abandonar a ideia de que as mulheres servem para trabalhar, mas não servem para tomar decisões. As mulheres não podem ficar gerações à espera da mudança de mentalidades e da auto-regulação do sistema

O artigo de Edite Estrela

Tudo começa em casa desde muito cedo, com a escolha dos brinquedos que são oferecidos às crianças: fogões e tachos para as meninas, carros e motos para os meninos. E continua com a família a proporcionar uma maior independência a mais oportunidades aos rapazes, quer em relação às obrigações familiares quer em relação aos horários das saídas nocturnas.
Na escola, os estereótipos de género são transmitidos de forma mais subtil e menos directa através dos seguintes processos: diferença de oportunidades na execução de diversas actividades; formas de tratamento diferenciadas dos docentes, relativamente a rapazes e a raparigas; representação dos géneros nos manuais escolares; participação distinta de docentes masculinos e femininos na hierarquia do sistema escolar, etc.

Na Comunicação Social, o recurso a estereótipos geradores de limitações à liberdade, quer de mulheres quer de homens, nas várias dimensões e papeis ao longo da vida, é uma constante.
A exploração da mulher/objecto na publicidade e outras formas abusivas de retratar física e intelectualmente a mulher são frequentes, ainda que ao arrepio da Lei. Há concursos televisivos em que as concorrentes são apresentadas como “bonitas e burras” e os concorrentes como “feios e inteligentes”.
A linguagem é muito importante na construção das identidades e na reprodução das representações sociais do género. Quando uma mãe que tem duas filhas e um filho e se lhes refere como “os meus filhos” está a observar uma regra gramatical de prevalência do género masculino sobre o feminino. Ora, a maior invisibilidade do género feminino não ajuda a causa da igualdade.

“Dez elas” e “um ele” são tratados genericamente por “eles”. A linguagem reflecte a mentalidade, os usos e costumes de cada época.

Por exemplo, em Portugal, a “revolução dos cravos”, em Abril de 1974, ao mesmo tempo que devolveu a liberdade aos portugueses, também libertou a linguagem

A liberdade estendeu-se às Leis que deixaram de discriminar as mulheres. Foi necessário criar femininos que correspondessem à abertura de carreiras, nomeadamente na magistratura e a da diplomacia com especial referencia para o termo “embaixatriz” para designar a esposa do senhor embaixador – juíza, ministro, gestora…..

E porque a igualdade é para todos, sem discriminações, porque também as embaixadoras têm direito a casar e o respectivo marido a ter o mesmo titulo que as mulheres do embaixador, como se há-de designar o marido da embaixadora? Embaixatrizo?

O certo é que as mulheres continuam a ser vítimas de todo o tipo de discriminações: na família, no emprego, na sociedade.
Há três obstáculos que ameaçam o acesso das mulheres à esfera do poder.: a prevalência de uma mentalidade que ainda remete as mulheres para o espaço privado (qual gineceu da antiga Grécia); a organização interna dos partidos, dirigidos por homens, com as prioridades da agenda politica e os horários das reuniões ditados pela sensibilidade masculina, sem terem em conta, por exemplo, os horários das creches e das escolas; a dificuldade de conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal, tanto para as mulheres como para os homens.

A igualdade entre mulheres e homens Tem de ser encarada nas suas múltiplas dimensões e exige medidas em todos os domínios de forma a garantir: o acesso à Educação e à Formação ao longo da vida; o emprego e a progressão na carreira; o desenvolvimento do espírito empresarial; a igualdade de remuneração pelo mesmo trabalho ou por trabalho de valor igual, a conciliação entre a vida familiar e a actividade profissional, assim como uma participação equilibrada das mulheres e dos homens nos processos decisórios de natureza politica e económica.
Continua a existir segregação entre mulheres e homens, tanto a nível transversal como vertical, estando as mulheres muito menos representadas a nível de tomada de decisões e muito mais em profissões com baixos salários e pouco prestígio social.

Ao nível do discurso, há unanimidade. Quanto á necessidade de se promover a participação equilibrada de homens e mulheres nas instâncias de tomada de decisão, como é, aliás, recomendado na Plataforma de Acção de Pequim (ONU, 1995): “ sem a participação activa das mulheres e a incorporação das suas perspectivas a todos os níveis de tomada de decisão, os objectivos da igualdade, do desenvolvimento e da paz não poderão ser alcançados”.

Mas, como acontece frequentemente no domínio da igualdade entre os géneros, os resultados ficam sempre muito aquém das boas intenções. O facto é que a persistente sub-representação feminina na tomada de decisão politica constitui um défice democrático, que nalguns países – como Espanha e Portugal – tentem resolver com as leis da paridade.

Enquanto na Europa meridional, se luta pelo aumento da representação feminina nos órgãos de poder politico, nos países nórdicos, pretende-se a introdução do sistema de quotas para que as mulheres acedam também ao poder económico, designadamente, nas administrações das empresas cotadas na bolsa.

Os peritos revelam e os estudos confirmam que uma participação equilibrada entre homens e mulheres na tomada de decisão económica pode melhorar o desempenho da economia.

Neste contexto, afigura-se essencial assegurar a transparência nos processos de promoção na carreira, a flexibilidade na organização do trabalho e a disponibilidade de estruturas de cuidados de crianças e outros dependentes: creches, jardins de infância, centro de dia, lares de idosos, apoio domiciliário a idosos, etc.

Ou seja, é necessário que as mulherões não sejam discriminadas no acesso aos cursos tecnológicos e científicos e possam conciliar a vida profissional com a vida familiar e pessoal, são ,pois, urgentes politicas mais eficazes de conciliação que beneficiem homens e mulheres.

O poder politico, os empresários e a sociedade em geral têm de perceber que a compatibilização entre as diferentes vertentes da vida das mulheres é uma questão política e socialmente relevante.

Morreu Morais e Castro

Morreu Morais e Castro
O actor Morais e Castro, que em 2006 comemorou 50 anos de carreira, morreu no passado Sábado em Lisboa vítima de doença prolongada no IPO, onde estava internado há cerca de um mês. Antes esteve acamado na casa do Artista.

O funeral do actor “professor do Tonecas” e também advogado na vida real realizou-se ontem para o Cemitério do Alto de São João Estamos todos muito tristes. Logo a seguir à perda do grande Raul, segue-se o desaparecimento de alguém que era enorme no seu trato familiar para com as pessoas e grande amigo dos seus amigos. Honesto, probo, humilde, mas com um talento enorme e uma indomável força de viver, que agora se desvaneceu.

Paz à sua alma.

Apresentamos os nossos mais sentidos pêsames a sua família, especialmente à nossa grande amiga de muitos e longos anos Linda Silva.

Uma intervenção de Morais e Castro aqui

Biografia

José Armando Tavares de Morais e Castro nasceu em Lisboa a 30 de Setembro de 1939. Actor e encenador, Morais e Castro era também licenciado em Direito pela Universidade de Direito de Lisboa, tendo igualmente exercido a profissão de advogado. Foi também dirigente do Partido Comunista Português (PCP).

Morais e Castro, que era casado com a actriz Linda Silva, estreou-se no palco com o Grupo Cénico do Centro 25 da Mocidade Portuguesa quando ainda era estudante do liceu.

A sua estreia a nível profissional ocorreu no Teatro do Gerifalto, dirigido por António Manuel Couto Viana, com a peça "A Ilha do Tesouro".

Em 1958 estreou-se na televisão interpretando "O rei veado", de Carlo Gozzi, realizado por Artur Ramos.

No Teatro do Gerifalto integrou várias peças como "O fidalgo aprendiz", de Francisco Manuel de Melo, ou "Os velhos não devem namorar", de Afonso Castellau.

Em 1960, interpretou juntamente com Laura Alves a peça "Margarida da Rua" e um ano depois estreou-se na encenação, dirigindo "O borrão", de Augusto Sobral, no grupo Cénico de Direito, que no mesmo ano foi premiado no Festival de Teatro de Lyon.

Em 1962 integra o elenco do filme "Pássaros de asas cortadas", de Artur Ramos, tendo integrado entre 1961 e 1965 o teatro Moderno de Lisboa.

Nessa companhia integrou o elenco de várias peças entre as quais "O tinteiro", de Carlos Muñiz, e "Humilhados e Ofendidos", de Dostoievski, onde obteve grande sucesso. Durante a existência do Teatro Moderno de Lisboa, uma companhia fundada sem subsídios e perseguida pela PIDE, contracenou com actores como Carmen Dolores, Armando Cortez, Fernando Gusmão, Armando Caldas, Glicínia Quartin, Paulo Renato, entre outros.

Em 1968, com Irene Cruz, João Lourenço e Rui Mendes, fundou o Grupo 4, no Teatro Aberto, onde representou vários autores como Peter Weiss, Brecht, Peter Handke e Boris Vian.

Com o Grupo 4 encenou no Teatro Aberto "É preciso continuar", de Luiz Francisco Rebello.

Em 1985 integra o elenco da comédia "Pouco Barulho", com Nicolau Breyner, passando depois pela Companhia Teatral do Chiado. Aí, ao lado de Mário Viegas, integrou o elenco de "À espera de Godot", de Samuel Beckett.

Em 2004, dirigido por Joaquim Benite, interpretou "O fazedor de teatro", de Thomas Bernard, com a Companhia de Teatro de Almada, que lhe valeu a Menção Honrosa Crítica nesse ano.

Participou ainda nas décadas de 1980 e 1990 em novelas e séries portuguesas de televisão.

Entre 1996 e 1998 popularizou-se ainda na interpretação do professor em "As lições do Tonecas".

domingo, 23 de agosto de 2009

Teste a Eficácia do seu Antivírus


Sabia que é possível testar o seu antivírus?

Trata-se um teste padrão muito conhecido que me enviaram e achei oportuno partilhar consigo.

Para tal, crie um ficheiro "txt" e cole o seguinte texto:

X5O!P%@AP[4\PZX54(P^)7CC)7}$EICAR-STANDARD-ANTIVIRUS-TEST-FILE!$H+H*

O nome do ficheiro não e preponderante, poderá dar o nome que entender, em seguida guarde o ficheiro.

Se possui o Kaspersky como antivírus[ o que uso] é provável que assim que guarde o ficheiro ele acuse vírus, visto que a sua defesa pró-activa monitoriza todas as acções do seu computador.

Caso tal não suceda, clique com o botão direito do rato e verifique o ficheiro com o antivírus, se ele não detectar, significa que estamos perante um antivírus que é ineficiente.

Teste já a segurança do seu computador.

O menor homem do mundo encontra a mulher com as maiores pernas!

Fragmentos e Opiniões. Guerras a causa de todos os males. Antonio Raposo diz de sua justiça!

Fragmentos e Opiniões

A crónica de Antonio Raposo
Para quando este símbolo será uma realidade permanente?
A QUALIDADE DOS HOMENS


Às vezes a gente lê nos jornais e não quer acreditar.

Num editorial de um jornal que costumo comprar li estupefacto o seguinte:
“ É por isso que se tenha em Portugal consciência de que os nossos soldados vão correr riscos, que podem morrer porque vão combater, mas que não podem deixar de ir porque o mundo é demasiado pequeno para o regresso de um Afeganistão taliban. “

Chamo eu a isto a “cobertura” à guerra. Como é possível as pessoas chegarem a este ponto. Será que o jornalista que escreveu isto (que aliás é o director do jornal) estáde acordo que os soldados portugueses sigam para o Afeganistão para lá poderem combater e morrer por uma causa que eu ainda nunca tinha ouvido. Por aquela razão acima mencionada!

Ao que chegou o nosso jornalismo de referência!

Pergunto: Será que o nosso ilustre jornalista seria capaz de convidar para ir matar talibans e eventualmente ser morto (pois quem vai à guerra vai e leva!) os netos do seu patrão – o ilustre Belmiro de Azevedo?

Será?

Isto no que se refere a guerras o que é bom é mandar para lá os filhos dos outros.

Nunca vi ninguém mandar para a guerra os seus próprios filhos.

O que também não percebo é a maldade que os talibans fizeram ao director do jornal.

Que os talibans não são boa gente nós todos estamos fartos de saber. Mas são só os talibans que fazem guerras? Que cultivam drogas? Se as cultivam é porque têm quem as compre e as consuma! Se não vivem em democracia (tal como a nossa) é porque vivem de outro modo que escolheram. Quem somos nós para os obrigar a viver à nossa maneira?

O nosso director do jornal anda com medo dos talibans? Vieram cá assustá-lo? Ameaçaram-no de morte? Fizeram-lhe alguma maldade?

E é esta gente jornalista. E não só, também anda pelas televisões – de vez em quando – a dar opiniões de grande valor como aquela que deixou no editorial.

Esta gente não vale o pão que o desgraçado do padeiro leva a noite a amassar.

sábado, 22 de agosto de 2009

Recordar é Viver. O dia 22 de Agosto de 1415. Portugal conquista Ceuta no Norte de África

Recordar é Viver
O dia 22 de Agosto de 1415

Península de Ceuta

Conquista de Ceuta, cidade islâmica no Norte de África, por tropas portuguesas sob o comando de João I de Portugal

As causas e origens da conquista de Ceuta não são hoje suficientemente claras: uma das razões, a Causa Bélica, teria sido a oportunidade dos infantes (D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique) serem armados cavaleiros por um feito de guerra. Uma, a Causa Religiosa, defendida por historiadores como Joaquim Bensaúde (1859-1951), viram na figura do infante D. Henrique um símbolo do espírito de cruzada, defendendo ter havido na génese da expansão um zelo religioso; Outra, a Causa Política, talvez a ameaça castelhana constante sobre a cidade, defendida por historiadores como Jaime Cortesão (1884-1960), que realçava o desejo da antecipação a Castela na expansão para África norte. Estes motivos não são incompatíveis com a Causa Económica, defendida por António Sérgio (1883-1969) e, mais recentemente, Vitorino Magalhães Godinho: Ceuta era uma cidade rica e teriam sido levados pela burguesia comercial, que queria canalizar para Lisboa o tráfego do Mediterrâneo ocidental feito por aquela cidade. Para se informar de todos os pormenores da cidade, D. João I enviou à Sicília dois embaixadores com o pretexto de pedirem a mão da rainha para o infante D. Pedro; estes na passagem colheram todas as informações sobre Ceuta.


Dom João I de Portugal - Mestre de Aviz


Causas geoeconómicas
1- A situação geográfica de Ceuta permitia controlar a entrada e saída do estreito de Gibraltar, dos navios que vinham do Atlântico para o Mediterrâneo e vice-versa.
2- Religiosas: expandir a fé cristã, aumentar os territórios onde existia o Cristianismo
3- Sociais: as classes sociais mais abastadas tinham vários interesses nesta conquista - a nobreza queria terras, honras e rendas; o clero queria expandir a fé cristã; e a burguesia queria novos produtos e mercados.
4- Económicas: Portugal tinha falta de trigo, ouro, especiarias. Conquistando a Praça de Ceuta iríamos conquistar uma cidade onde afluíam os produtos orientais vindos da Índia pelas rotas das caravanas do Sahará e traziam ouro, especiarias, etc. Nos arredores de Ceuta existia uma grande produção de trigo.
5- Políticas: o aumento da importância do reino de Portugal no quadro das monarquias da Península Ibérica, estabelecendo em Ceuta o ponto mais oriental da reconquista cristã a realizar por Portugal no Norte de África.

Infante Dom Henrique

A conquista

Um exército de cerca de 19 000 a 20 000 cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos havia largado de Lisboa a 25 de Julho, embarcado em cerca de 240 ou 110 navios de transporte e vasos de guerra. Na expedição seguia a fina-flor da aristocracia portuguesa do século XV, incluindo os príncipes Duarte, o herdeiro, Pedro, Duque de Coimbra e Henrique, Duque de Viseu. Após uma escala em Lagos, fundearam diante de Ceuta a 21 de Agosto, tendo efectuado o desembarque sem encontrar resistência por parte dos Mouros. A guarnição da cidade de Ceuta correu a fechar as portas da cidade, mas as tropas portuguesas foram rápidas a impedir o estabelecimento de defesas adequadas. Na manhã de 22 de Agosto, Ceuta estava em mãos portuguesas. A mesquita foi consagrada e, na primeira missa lá realizada, os três príncipes da Ínclita geração presentes foram feitos cavaleiros pelo seu pai. Ceuta seria a primeira possessão portuguesa em África, estratégica para a exploração Atlântica que começava a ser efectuada.

Deixando ficar o conde de Viana, D. Pedro de Meneses, o rei, os infantes e o resto da frota regressaram a Lisboa em Setembro, tendo permanecido durante treze dias em Ceuta. Os marroquinos não se deram por vencidos e atacaram a cidade em 1418 e 1419, sem qualquer resultado. Manter a cidade constituía-se em um problema logístico: era necessário enviar suprimentos, armas e munições; a maior parte dos soldados era recrutada à força, recorrendo-se a condenados e criminosos a quem o rei comutava a pena desde que fossem para Ceuta e ainda recompensar generosamente os nobres que ocupavam postos de chefia. Julgaram consegui-lo, quando do desastre português de Tânger, pedindo como resgate do infante de D. Fernando a cidade de Ceuta. Mas D. Fernando faleceu no cativeiro e a cidade continuou portuguesa (1443). Ceuta teve que se aguentar sozinha durante 43 anos até que a posição da cidade ser consolidada com a tomada de Alcácer Seguer (1458), Arzila e Tânger (1471).

A cidade foi reconhecida como possessão portuguesa pelo Tratado de Alcáçovas (1479) e pelo Tratado de Tordesilhas (1494).

Quando da Dinastia Filipina, Ceuta manteve a administração portuguesa, assim como Tânger e Mazagão. Todavia, quando da Restauração Portuguesa, não aclamou o Duque de Bragança, como rei de Portugal, mantendo-se espanhola. A situação foi oficializada em 1668 com a assinatura do Tratado de Lisboa entre os dois países, e que pôs fim à guerra da Restauração.

O fracasso de Ceuta

As expectativas que existiam em relação aos benefícios da conquista de Ceuta não se confirmaram. Pode-se mesmo afirmar que, sob o ponto de vista económico, o domínio de cidade de Ceuta foi um fracasso. De facto, as rotas comerciais que afluíam à cidade foram desviadas para outras cidades pelos muçulmanos. Por outro lado, o estado de guerra constante impedia o cultivo dos campos e a produção de cereais. A situação agravava-se devido às elevadas despesas militares para manutenção desta praça africana. Chegou a colocar-se entre os membros da Corte a hipótese de abandonar a cidade de Ceuta. O Infante D. Pedro, em carta ao seu irmão, afirmava mais tarde: “Ceuta é um grande sorvedouro de gente e dinheiro”.

Os pormenores históricos sobre Ceuta

1- Ocupada sucessivamente por Fenícios, Cartagineses, Romanos, Vândalos e Muçulmanos.
2- Conquistada por Portugal em 1415
3- Reconhecida como Possessão de Portugal pelo Tratado Alcáçovas em 1474 e pelo Tratado de Tordesilhas em 1494.
4- Pertence a Espanha desde 1645

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os desalinhados (25). Porque carga de água o meu amigo se ria tanto quando viu este azulejo?

Pois é, o meu amigo deslocou-se a minha casa para me lembrar que no próximo Domingo realiza-se o Circuito de Ciclismo da Malveira, e que estão a contar comigo para estar presente. Mas a partir de amanhã estarei uns dias em Azeitão e não posso comparecer. Conversámnos no exterior da minha casa e ele de repente começou a rir à gargalhada. Nunca percebi porquê.

Esta manhã , já em Mafra, encontrei-me com ele e perguntei-lhe qual a causa de ele se rir tanto?

Apenas respondeu-me:
-Azulejo, azulejo.....lembra-me a realidade do nosso dia-a-dia!
Fez-se luz no meu espirito e tirei as fotos.
Fotos Bancada Directa

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Uma bactéria virulenta. A febre tifóide.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Este "post" de hoje refere-se à febre tifóide. No entanto no mês de Setembro (a 4 e 11) voltarei a este tema, em dois "posts", mas enquadrando todos os perigos que envolvem as pessoas que gozem as suas férias em países tropicais. Será feita referencia à "consulta do viajante" para se obter aconselhamento mais em pormenor sobre os procedimentos que cada pessoa deverá ter em vésperas das suas férias. No entanto, hoje, inserirei o link que permitirá vizualizar esta "consulta do viajante". Boas férias para todos.
O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina.
A febre tifóide: uma bactéria virulenta

....causada por uma bactéria Gram-negativa do género Salmonella (Salmonella enterica sorotipo typhi), Salmonella typhi.....

Sobre a consulta do viajante podem informar-se aqui
O destaque

É bastante virulenta a bactéria causadora da febre tifóide, doença endémica em muitos destinos turísticos. Aí todo o cuidado é pouco para não se ser infectado. E antes de partir o melhor é prevenir, vacinando-se.

Nos países industrializados é rara, mas no mundo em desenvolvimento constitui um grave problame pa a saúde pública, muito por causa do deficiente saneamento básico desses países. A ausência destas infra-estruturas, aliada a precários hábitos de higiene, potencia a proliferação da bactéria causadora da febre tifóide – a salmonella typhy.
É por via fecal/oral que esta bactéria penetra no organismo. Numa pessoa infectada, ela é expelida através das fezes e, por vezes, da urina. Se essa pessoa não lavar rigorosamente as mãos após cada ida à casa-de-banho e se, de seguida, manusear alimentos a consumir por outras pessoas está aberta a porta ao contágio. O mesmo acontece se se beber água que não tenha sido desinfectada – o que, quando a rede de abastecimento público e os esgotos são deficientes, é fácil, basta engolir umas gotas de água do duche para se correr riscos de se contrair a doença. Não é de imediato que a infecção se manifesta, podendo passar uma a três semanas até que os sintomas surjam. Excepto nas crianças, que algumas vezes ficam doentes subitamente, os sintomas desenvolvem-se gradualmente. Uma febre elevada, a rondar os 39º ou 40º é o primeiro sintoma, acompanhada de dores de cabeça, fadiga e fraqueza, dores abdominais e garganta irritada, Diarreia (mais nas crianças) ou prisão de ventre (sobretudo nos adultos) também são frequentes. Pela segunda semana, pode aparecer irritação cutânea temporária, com pequenos pontos rosados a marcar a região inferior do tórax, na transição para o abdómen.

Se a doença não for tratada nesta fase, agrava-se. A febre permanece elevada, a prisão de ventre e a diarreia tornam-se mais severas. Há uma clara perda de peso, com distensão visível do abdómen. Se continuar a não haver tratamento, outros sintomas surgem: o doente começa a delirar, permanecendo prostrado, num estado de exaustão com os olhos semi-fechados. É nesta fase que há risco de complicações
Tratar para não complicar.

A mais séria é a hemorragia intestinal, denunciada por uma súbita quebra na pressão arterial e pela presença de sangue nas fezes. Por vezes, ocorre A perfuração do intestino, o que faz com que o seu conteúdo se espalhe pela cavidade abdominal causando problemas, como dor abdominal, náuseas, vómitos e podendo desencadear uma infecção do sangue. É uma situação que requer intervenção de urgência.

Mas há outras complicações da febre tifóide não tratada embora menos comuns, como por exemplo, inflamação do músculo cardíaco, pneumonia, pancreatite, infecções renais ou da bexiga e infecções da coluna vertebral.

Sem tratamento, pode não se sobreviver à doença, mas com tratamento a maioria das pessoas recupera. Há, no entanto, algumas que mesmo depois de tratadas, continuam a alojar a bactéria no seu organismo, nomeadamente na bexiga ou nos intestinos. São portadores crónicos da febre tifóide, o que significa que podem infectar outras pessoas, apesar de não terem sintomas.

É com antibióticos – esta é uma doença bacteriana – que se trata a febre tifóide, sendo fundamental seguir o tratamento até ao fim, conforme as indicações do médico, sob pena de perder a eficácia e de a doença regressar, exigindo depois um medicamento mais forte.

Paralelamente, convém ingerir bastantes líquidos, de modo a compensar a perda a de fluidos, causada pela febre e pela diarreia. É também importante que o doente se apimente com regularidade.

Dado o risco, o melhor é prevenir. O que passa pela informação: se está a pensar viajar para um país de África, da Ásia, da América Latina, informe-se sobre a prevalência da febre tifóide. Se for o caso, aconselhe-se sobre a vantagem de se vacinar.

E, uma vez no destino, não descure os cuidados que permitem manter a salmonella typhy à distância

Os cuidados a ter.

Contrair a febre tifóide é relativamente fácil, dada a sua principal via de contágio: é que basta ingerir água ou alimentos contaminados. Esta facilidade faz com que seja fundamental a prevenção, tanto mais que as vacinas existentes não oferecem protecção total.
1- Lave as mãos com frequência, sobretudo depois de usar a casa-de-banho e antes de preparar alimentos ou comer.
2- Beba apenas água engarrafada, fervida ou desinfectada; a água com gás é preferível.
3- Prefira bebidas gaseificadas, mas não beba directamente da garrafa ou da lata: limpe bem antes de despejar num copo
4- Use gelo apenas se tiver a certeza de que é feito com água engarrafada ou purificada.
5- Evite alimentos crus, nomeadamente vegetais: é que podem ter sido lavados com água contaminada; descasque a fruta
6- Os alimentos cozinhados devem ser comidos ainda quentes.
7- Resista às bebidas e alimentos oferecidos pelos vendedores ambulantes
8- Use água engarrafada para lavar os dentes e procure não engolir água do duche

A prevenção tem sempre dois sentidos, o que significa que se está a recuperar da febre tifóide. Assim também deve adoptar alguns cuidados para não infectar outras pessoas. Lavar as mãos s com frequência, não manusear alimentos para outras pessoas e manter os seus objectos separados dos demais são cuidados a seguir.

fonte: Revista Farmácia e Saúde

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