BANCADA DIRECTA: Esta Lisboa que eu amo. E sempre com o Tejo a banhar-lhe as suas margens. Desde Sacavém até Algés

sábado, 27 de junho de 2009

Esta Lisboa que eu amo. E sempre com o Tejo a banhar-lhe as suas margens. Desde Sacavém até Algés


Esta Lisboa que eu amo.


A beleza do Rio Tejo e da beleza que lhe empresta os "cacilheiros"

Confesso que gosto do Rio Tejo desde criança. Morando na zona oriental da cidade de Lisboa era só descer a Avenida D. Afonso III, e Xabregas era mesmo ali pertinho. Também não havia o perigo que se observa hoje com um trafego desmesurado e constante. Nós crianças percorríamos as margens do rio desde o Poço do Bispo até ao Terreiro do Paço, passando por Santa Apolónia. Não havia vedações e era um regalo fazer esse trajecto. Tínhamos o tempo necessário, pois só tinhamos "escola primária" ou de manhã ou de tarde. Na altura ainda não se sabia o que era um "ATL" e tínhamos de ocupar o nosso tempo com os pais ausentes no trabalho. Estudar e fazer os trabalhos da escola era só à noite.
Em Xabregas apanhavam-se caranguejos e quem tivesse um "arrasta" apanhava camarão. Em Santa Apolónia eram os amendoins que caíam das sacas que os vagões de mercadorias levavam para a fábrica do sabão no Beato. E no Terreiro do Paço era a atracagem dos cacilheiros que despertava a nossa atenção. Era lindo os grumetes atirarem para terra a corda com um laço na ponta e qualquer pessoa a colocava num ferro saliente (não me recordo o nome, talvez gancho?)

Eu por isso fico deliciado quando vejo imagens destes cacilheiros agora mais bem modernaços.

O doutor Luis Miguel Correia especialista em termos maritimos, no seu blogue publicou este texto e estas fotos. Aqui estão eles.

Cacilheiro SEIXALENSE largando de Belém rumo ao Porto Brandão e Trafaria na tarde de 24 de Maio de 2009

Habitualmente esta linha é servida pelos cacilheiros ex-alemães Marvila,Mouraria e Trafaria Praia, mas excepcionalmente os ferries da classe "Cacilhense" prestam serviço nesta carreira, como aconteceu ontem.

Com a venda do CACILHENSE o ano passado, restam três dos "cacilheiros originais" construídos em Alverca pela Argibay. Todos com o sufixo "ense" tradicional da antiga Parceria dos Vapores Lisbonenses: Cacilhense, Seixalense, Palmelense e Sintrense.


E. Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

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