BANCADA DIRECTA: O mundo ao contrário. Onde se fala, ainda, do Carnaval de Torres Vedras e da Feira de Braga.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O mundo ao contrário. Onde se fala, ainda, do Carnaval de Torres Vedras e da Feira de Braga.

Editorial
O mundo ao contrário


Organizações sindicais de professores vieram publicamente acusar o Ministério da Educação de “estarem a dividir os professores”. E porquê? Porque impõe a celebre avaliação e havendo professores que a recusam….ficam divididos.
Salvo melhor opinião….isto não é o mundo ao contrário?
A tutela (o Ministério da Educação) dá uma ordem. Independentemente da justeza da ordem, cabe aos tutelados cumprirem-na. Alguns deles não a cumprem. Ficam divididos. A culpa é de quem deu a ordem.

Pois claro. A lógica é uma batata.

Mais papistas que o Papa

Ainda a propósito do Carnaval de Torres Vedras, da magistrada e do “Magalhães”.

O assunto não mereceria mais do que um sorriso, se não fosse poder ser interpretado como um certo espírito “submisso, venerando e obrigado” que faz parte da nossa história (de Portugal) e que corre sempre perigo de poder ressurgir em qualquer altura.

Este espírito é o de qualquer “Sr. Silva”, supostamente funcionário publico e mangas – de – alpaca (ou com espírito de tal), humildemente medroso, fiel sem convicção e que é sempre mais “papista que o Papa”. Ou seja, mais intolerante, mais radical, mais ortodoxo que o chefe, por medo do chefe e pelo desejo de agradar ao chefe. Como um cão.

Este tipo de atitudes nasce e prolifera em ambientes poluídos. Como diz um amigo meu, um homem que é homem, não tem medo do ar puro, que é forte, revi

Portugal viveu muitos anos com ares poluídos. A liberdade e a democracia foram lufadas de ar fresco e puro que varreram poluições (de direita e de esquerda). Mas o ar puro é um bem precioso e instável que é preciso cuidar permanentemente. Pode poluir em qualquer altura. Como diz um amigo meu, um homem não tem que ter medo do ar puro, que é forte, é revigorante e são. O que mete medo são os ares poluidos onde não sabemos com quem nos confrontamos, onde os virus são invisiveis, se vão infiltrando dentro de nós sem nos apercebermos, infectando tudo e todos.

E vivemos agora um ar poluído? Não, julgo que não. Mas sente-se no ar um cheirinho a autoritarismo (não confundir com autoridade) que logo pode fazer medrar esse vírus. É que para os “senhores Silvas” renascerem nem é preciso que o chefe mande ou sequer queira. O chefe pode nem saber, não ter culpa. Os “Srs. Silvas” são sempre “mais papistas que o Papa”.

Não conheço em pormenor o processo do Carnaval de Torres Vedras, nem dos livros apreendidos na Feira de Braga, bem da anedota do Sócrates e de Directora-geral de Educação do Norte, nem da visita de agentes da PSP a Sindicatos de Professores antes das manifestações etc, etc. Tudo isto serão coincidências, casos isolados, insignificantes. Estou mesmo em crer que sim.

Mas dá para pensar….

Agradeço ao Dr. Rogério Bueno de Matos (Mafra Hoje)

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