BANCADA DIRECTA
BANCADA DIRECTA: Dezembro 2008

quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Feliz Ano 2009

Amigos ! Vem aí o Novo Ano de 2009!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Só para me despedir dos meus amigos leitores em beleza, desejo-lhes que passem uma óptima noite de "Reveillon", já que para mim é na caminha a contas com uma maldita gripe. Esta é do genero parece que vai embora mas regressa depressa.Nem quase com uma Junta Médica à cabeça ela desaparece. Mas tristezas não pagam dividas e vamos lá a divertirmo-nos, a brindar com as 12 passas da tradicção e que o Novo Ano nos traga tudo do melhor, para nós, para toda a nossa familia e para todos os amigos, especialmente os leitores do Bancada Directa.
I wish you "A Happy New Year"

Zé Carlos Magalhães

video

terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Orquestra You tube

A formação de cavalos

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Os meus caros amigos lembram-se de um post que eu publiquei aqui há umas duas semanas, sobre a formação de cavalos num Centro Hipico perto de Rio Frio? É que eu constatei passados estes dias que me esqueci de alguma coisa, isto a avaliar por esta foto de Angelina Jolie. O que é que terei esquecido? Seria que os cavalos também têm bom gosto?

Angelina Jolie

Em defesa de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Levo ao vosso conhecimento uma mensagem que me foi enviada por este nosso amigo Dr. Pedro Paulo Mendes.
Amigos, desejo um Feliz Natal e um Prospero Ano Novo ! Associem-se e divulguem o cartão de Natal das crianças de Lisboa em defesa de um novo Hospital Pediatrico para Lisboa e do Património do Hospital D.Estefânia ! Assinem e divulguem o novo. Desde já agradeço, Pedro Paulo Mendes


Amigos!

O anterior abaixo-assinado ao Presidente da Republica Portuguesa, infelizmente não alcançou resultados práticos, conseguiu-se apenas que o espaço actual do H.D. Estefânia continue a pertencer ás criança e não ao circuito da especulação imobiliária.

As parcerias privadas instaladas no Ministério da Saúde e o responsável pelo plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos, infelizmente parecem ter maior poder decisório e de influência do que os órgãos de soberania por nós eleitos!

A saúde das nossas mães e crianças é um bem precioso de mais para depender das estratégias de lucro e do sector bancário

Em substituição do histórico Hospital D. Estefânia e apropriando-se da sua ideia, actualmente especula-se que a parceria privada tem planeada uma Torre Pediátrica no Hospital Privado entanto, para as restantes crianças utentes está apenas reservado um simples Serviço de Pediatria no Hospital de Todos os Santos em Chelas!

Argumentam com falta de espaço em Chelas e custos de manutenção, o que é insultuoso, quando estão previstas negociatas milionárias com os terrenos dos antigos Hospitais Civis de Lisboa.

O Serviço Nacional de Saúde que querem destruir, é o único regulador de qualidade e equidade e de formação de profissionais que garante o livre o acesso a todas as crianças de Portugal independente da sua condição social, raça ou credo.

Peço assim em nome das nossas crianças, dos valores de civilização de solidariedade e democracia que estão a ser postos em causa. Assinem e divulguem este novo abaixo-assinado que foi endossado e subscrito pelos três expoentes referência dos Hospitais Pediátricos de Lisboa, Porto e Coimbra!

Julgam desmotivar o nosso povo ignorando-o?!
Provemos que se enganaram!
Assina Pedro Paulo Paulo Machado Mendes
Lisboa 24 de Dezembro de 2008
wwwcampanhapelohde.blogspot.com


O site como anteriormente estava escrito não permitia acesso directo ao abaixo assinado www.PetitionOnline.com/18772008

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. A Diabetes (post 2)

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Recupero o tema sobre a "diabetes", introduzindo o post nº 2


Recuperando o sub titulo: COMPLICAÇÕES À ESPREITA.

Já nos rins o impacto da diabetes verifica-se na rede de capilares que funcionam como filtro dos resíduos tóxicos, com risco de insuficiência renal. E nos olhos são também afectados os cabelos da retina (retinopatia diabética), podendo originar cegueira. A diabetes aumenta ainda a probabilidade de cataratas e glaucoma.

Particularmente vulneráveis são os pés, devido aos danos causados nos vasos sanguíneos: cortes e feridas podem abrir caminho a infecções sérias, causa frequente de amputação. As infecções espreitam igualmente a pele, que se torna mais susceptível à acção de fungos e bactérias. Do mesmo modo os ossos vão sendo fragilizados, perdendo densidade e conduzindo, na idade adulta, a um risco acrescido de osteoporose.

DEPENDENTES DE INSULINA

Estas não são as complicações inevitáveis, mas sim consequências de uma diabetes não controlada. È que, seja numa criança, seja num adulto, a diabetes, embora não tenha cura, é tratável. E no caso do tipo 1, o tratamento tem um ingrediente incontornável: a insulina, o único medicamento capaz de manter a glicemia (açúcar no sangue) em valores considerados saudáveis, ao permitir que a glucose penetre nas células e aí seja transformada em energia.

A insulina é injectável, com recurso a uma seringa e agulha ou a um dispositivo semelhante a uma caneta. Estão também disponíveis bombas de insulina, que fornecem a hormona através de um pequeno ligado a um cateter subcutâneo. Não é, no entanto, possível tomar a insulina oralmente sob a forma de comprimido, pois os ácidos do estômago e dos intestinos destroem-na, neutralizando a sua acção.

E em função dos níveis de glucose que são definidas as doses de insulina necessárias para manter os níveis de açúcar controlados, sendo natural que o tratamento vá sendo adaptado em função da idade e de outros factores próprios da cada criança. O importante é que ela seja tomada conforme a prescrição.
A par da insulina, o tratamento da diabetes requer a monitorização regular da glicemia. Uma pequena picada no dedo é suficiente para conhecer o valor de açúcar no sangue e avaliar se o plano de tratamento está a fazer efeito. Esta é uma vigilância diária, com a frequência a ser determinada pelo médico.

UMA ALIANÇA SAUDAVEL

Cumprir a terapêutica e monitorizar a glicemia são apenas dois elos de uma cadeia que inclui ainda a alimentação e o exercício físico. Juntos constituem uma aliança saudável a respeitar durante toda a vida.

Uma alimentação equilibrada é essencial para controlar a diabetes. Não é necessário confinar a criança a uma dieta rígida, desprovida dos alimentos mais atractivos. Uma criança diabética beneficia de todos os alimentos, mas é preciso vigiar aqueles que são as principais fontes de glucose – os hidratos de carbono (que podem dividir-se em complexos, açucares e fibra). Não se trata de eliminá-los, mas apenas de os dosear, optando preferencialmente pelos integrais e pelos que contêm fibras, de modo a que não haja desencontros com a insulina que façam disparar ou baixar em demasia os níveis de açúcar no sangue.

Naturalmente que importa cortar nos doces sendo, no entanto, suficientemente flexível para abrir excepções.

A moderar são os alimentos gordos, pois possuem demasiadas calorias e poucos nutrientes como vitaminas e sais minerais.
Não têm vantagens nutricionais, além de contribuírem para o excesso de peso e os problemas a ele associados a prazo. Aliás, é um regime alimentar ideal para toda a família.


A alimentação de uma criança diabética – o tipo de alimentos e a frequência das refeições – deve ser adequada ao nível de actividade física.

O exercício físico é bom para todas as pessoas, de todas as idades. E é parte imprescindível do tratamento da diabetes.
Contribui para um peso adequado, mantém a pressão arterial e as gorduras no sangue sob controlo, potencia o efeito da insulina e mantém o coração, os vasos sanguíneos e demais órgãos em forma. Podem ser necessários alguns cuidados adicionais, nomeadamente fazer um lanche prévio: é que o exercício físico faz baixar o açúcar no sangue.

A prática desportiva é, alem disso. Importante a nível psicológico e social, na medida em que permite que a criança se sinta igual às outras apesar da doença, partilhando interesses e ocupações.

Porque a diabetes do tipo 1 não se previne, nem se cura, o objectivo é mantê-la sob controlo. O que pode ser difícil quando o doente é uma criança.: implica um esforço suplementar aos adultos, nos sentido de a encorajarem a adoptar comportamentos saudáveis e a vigiar a doença.

Com o tempo, a criança aprende a medir a glicemia e a injectar insulina. E aprende a viver com a doença. Sabendo que isso implica um compromisso para toda a vida. É esta a mensagem sublinhada todos os anos a 14 de Novembro, Dia Mundial da Diabetes.

O papel das Farmácias Portuguesas no controlo da diabetes

Desde 1998 que as farmácias estão envolvidas no Programa de Controlo da Diabetes, visando melhorar a acessibilidade dos diabéticos aos cuidados e produtos necessários para controlar a doença.

Nesse âmbito, a intervenção dos farmacêuticos passa pelo aconselhamento sobre a doença e a importância de mantê-la controlada vigiando os principais parâmetros clínicos, mas também pelo esclarecimento quanto ao modo de tomar os medicamentos prescritos e quanto às alterações de estilo de vida.

Na farmácia, os doentes podem ainda realizar os principais testes de monitorização da diabetes – glicemia (medição do açúcar no sangue), glicosúria (medição do açúcar na urina) e cetonúria (medição das acetonas no sangue e na urina).

O papel do farmacêutico passa ainda pela promoção da adesão à terapêutica e pelo encaminhamento, se necessário, para uma consulta médica.

O significado das palavras e termo adstritos à diabetes.

Duas das complicações associadas à diabetes são a hipoglicemia e a hiperglicemia. Trata-se de desequilíbrios nos níveis de açúcar no sangue que importa avaliar e saber corrigir

-Hipoglicemia = um sumo de fruta, um rebuçado de pasta dura ou outra fonte de glucose ajudam a corrigir os baixos níveis de glucose no sangue, elevando-os para valores normais.

-Hiperglicemia = pode ser necessário ajustar a alimentação ou a dose de insulina para fazer baixar a glicemia; se o nível de açúcar for demasiado elevado é conveniente levar a criança a uma urgência hospitalar.

É massagem !

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Monumentos Nacionais: quem os tem estima-os e dá-lhes a beleza do Natal

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Quem passe por Mafra nestas noites do período das Festas do Natal e Ano Novo, pode deliciar-se ao contemplar as iluminações que abundam por esta Vila histórica. Então se numa noite se puderem misturar a chuva e a neblina então o espectáculo é maravilhoso

Os Deputados da nossa AR e as suas faltas.

Caros leitores e amigos do Bancada Directa

Leitor amigo enviou-nos, via mail, este texto. A sua publicação no blogue Bancada Directa vem complementar outro texto publicado aqui há tempos. Obrigado leitor amigo pela tua contribuição.

Os Deputados e as faltas.

Almeida Santos e as faltas dos deputados: «Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais.

Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira.

Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República».

Pois...pobres deputados que ganham só 3708 euros de salário-base,mais 10% do salário para despesas de representação, entre outras regalias

(http://www.inverbis.net/sistemapolitico/deputados-abonos-duplicam-vencimento.html).

Para qualquer trabalhador, a sexta-feira é, em si própria uma justificação para faltar ao trabalho, aliás, acho que tal justificação está mesmo contemplada no novo código de trabalho.

Ser deputado não pode ser uma escravatura - escravatura é para os trabalhadores a recibos verdes, para os trabalhadores que acumulam horas em cima de horas sem a devida compensação, para os trabalhadores com horários tão flexíveis que não os conseguem conciliar com a vida familiar.

É, portanto, penoso estar na Assembleia da República à 6ªF...pois o Sr.Dr. Almeida Santos não se apercebe o penoso que é para o vulgar cidadão ouvir frases tão deslocadas da realidade que são até ofensivas para quem, de facto, trabalha.

Ser pobre ou ser rico! Eis a questão.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Pois é! O nosso intelectual de serviço do Bancada Directa, o nosso Antonio Raposo, deixa à vossa consideração um tema oportunissimo. Vamos lá a pensar um bocadinho.

SER POBRE OU SER RICO EIS A QUESTÃO

Passou o Natal. Dlim Dlão.
Ficou tudo como dantes. Nem homens cortaram veias, nem o sol escureceu.

Os pobrezinhos, coitadinhos voltaram à sua humilde mas honrada condição e aí estão eles, contentinhos e alegres, a pedir esmola, como sempre o fizeram.

Como devem estar lembrados, no Natal, a gente da caridade desta terra, gente boa, gente lhana, reúne um rebanho de pobrezinhos e oferece-lhes um opíparo almoço de bacalhau com couves, à descrição, completamente grátis.
Aparentemente, a comida em grande quantidade caindo em estômagos habituados ao vazio, pode causar danos irreparáveis e até eventuais congestões fatais.

É preciso algum cuidado com estas festanças.
Elevações bruscas dos níveis de colesterol – o LDL – o mau, e saltos na glicemia podem provocar danos na saúde - pois o farto almoço de Natal que lhes é sempre servido, sem limite, pelos serviços privados de caridade, não me parece ser nada de bom para esta gente faminta.

Felizmente que nem todos os dias são Natal.
Quantas vezes a fartura de comida nos pode levar a problemas de sobre nutrição, doenças que os pobres não se podem dar ao luxo de contrair por evidentes indisponibilidades financeiras.
Há que mantê-los magros e sobretudo porcos e sujos para se poderem defender com os anti-corpos que só se encontram em zonas degradadas e jamais em habitações em condomínios fechados, tão em voga actualmente, mas pelos vistos com muitos riscos para a saúde.
Poderá dizer-se com um mínimo de certeza que pobre que resiste os primeiros tempos e não morre
, cresce rijo e duro como o aço.

Vejamos um case-study.


C. Ronaldo é um caso típico de um indivíduo vindo de um meio ambiente modesto.
Muito provavelmente, ao atingir os quarenta anos, cheio de noitadas, deboche, comezainas, copos e eventualmente de doenças sexualmente transmissíveis, como o herpes labial e outras piores, estará com proeminente barriguinha e sofrerá de problemas que sempre perseguem quem tem muito dinheiro.

Não me venham com conversas de pobrezinhos – coitadinhos.
Complicado é ter dinheiro e não saber onde o esconder pois os banqueiros aparentemente não são assim tão boa gente como pareciam.
Devia ser obrigatório colocar-se em todos os suportes publicitários a indicação – como aliás se faz e bem, para o tabaco – ser rico faz mal à saúde.

Quem sabe o Sr. Sócrates não poderá subsidiar esta campanha?

Antonio Raposo (algures em Lisboa)

O meu Domingo de ontem visto no dia seguinte.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Embora com algum custo tentei não fazer a vontade ao corpo de estar prostado numa cama à espera que melhorasse do surto gripal que grassa aqui por esta zona de Sintra, embora esta mesma seja "made in Azeitão". Lá me levantei para uma refeição frugal de canja e galinha cosida (oferecida pelo Zé Prêto) e depois disse à companheira:


-Vá despacha-te porque eu vou ao Centro de Saúde tratar desta gripe!

Nunca a tinha visto despachar-se tão depressa para saír de casa. Mas lá ia dizendo em voz baixa:

-Nestas ocasiões é que o rapaz está sempre longe! Casa de ferreiro espeto de pau!

Conduzi pela estrada que desemboca no Lourel e sem me aperceber lá ia eu a caminho da Ericeira. Depois de tomar o meu café no Zé Sapina das Odrinhas fui directamente para a Ribeira de Ilhas, onde se via um numeroso grupo de surfistas a aproveitar a excelencia das ondas. Grupo habitual, mas onde vislumbrei muitos jovens da zona de Carcavelos e Cascais.

Deixo a catedral do surf e venho para a vila onde apanho estas imagens espectaculares, em que o nosso campeão, acompanhado de outro parceiro, fugiram ao bulicio das "Ilhas, e numa zona entre a Praia do Matadouro e a do Algodio treinavam especificamente algumas técnicas. Movimentos espectaculares que me deixaram deliciado.

Quando dei por mim ao chegar a casa até a gripe se tinha ido embora. Ou tivesse ficado na Ericeira a deliciar-se com o nosso campeão.


domingo, 28 de Dezembro de 2008

Espírito de Partilha

Democracia ?

O processo democrático pode ser prejudicado pelo desvirtuamento da actividade política, quando ela se volta para interesses particulares, ou se faz ao sabor de casuísmos, oportunismos e conchavos. Mas será que a culpa disso pode ser atribuída somente à classe política? A própria população, também, não seria responsável pelo problema, caso ela assuma uma postura despolitizada e não-participante?

Suponha que você se tornou amigo de um estrangeiro que acabou de chegar a Portugal para passar as férias. Imagine que, um dia, ele lhe pergunta se Portugal é uma democracia. O que iria responder?
.
Tomemos este exemplo:

Declaração de rendimentos da camarada Odete Santos (PCP)
Deputada e Presidente da Assembleia Municipal de Setúbal..
Trabalho dependente-48.699,48€
Trabalho Independente-6.860,19€
Rendimentos prediais-1.369,38€
Património Imobiliário- 1 prédio urbano em Setúbal, 1 fração em Setúbal, 3 prédios rústicos na Guarda, 22 prédios rústico na Guarda, alguns por doação.
Automóveis- 1 ligeiro Lancia.
Contas Bancárias- Certificados de aforro do instituto de gestão financeira no valor de 2.400.000 mil €.
Mais 5 certificados de aforro no valor de 300 mil €, 621 mil €, 400 mil €, 1.613.000 mil €, 391 mil €.
Declaração de 2005.
.
(Obrigada, Xara)
Autor: Desconhecido

quando pensarmos que a vida nos corre mal

O meu humor de Domingo: Caganeirices!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Olhem se este maduro tivesse o defeito de ir ler para a casa de banho durante tempo interminável?


Sempre há cada maluco!

Recordando o nosso "Sete de Espadas", por um poema a si dedicado pela Cristina Aguiar.

“ POEMA AO SETE “


De barba longa, branca e macia
Como a de um velho Pai Natal
Tem uma calva luzidia
Que não lhe fica nada mal…

Lembra a tonsura de um frade
A deste nosso amigo confrade
Sete d´Espadas, o maioral
Do Policiarismo Nacional.

Nestes tempos difíceis e insanos
O seu sorriso gaiato e são
Faz-nos acreditar “ hermanos “
Que melhores dias virão!


É uma estrela brilhante
Com um ar galante
Um raio de sol
Uma voz si bemol
Um sorriso aberto
Um toque d´afecto.

Cristina Aguiar
Poema dedicado ao amigo Sete de Espadas pela Cris
( pseudónimo com que a baptizou)
e que lhe foi oferecido, aquando da homenagem a ele
prestada, em Mafra, no dia 10 de Junho de 2007.

Entre as "Festas" há que desejar aos nossos amigos que passem um Bom Fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Lá porque novamente uma forte gripe me resolveu visitar num curto espaço de tempo e colocou-me a ser permanencia directa na minha cama, já aqui na minha casa de Sintra (brrr! Azeitão é muito mais fria que Sintra) não é caso para me esquecer dos meus amigos e não-lhes desejar que passem um óptimo Fim-de-semana, especialmente para o meu pessoal, agora , de certeza, a lutarem para conseguirem chegar à Torre na Serra da Estrela.
Então tomem lá um rebuçadinho, porque a esta beldade não há gripe que lhe chegue. Mas cuidado não abusem, para não se enjoarem.

Oh amiga Arnes! Esta é que é a verdadeira Katinha. Louvo-lhe o seu espirito de Natal e de sua familia, ao darem guarida em vossa casa a uma pequena que se faz por passar pela Katinha abusando da vossa bondade! O Tempicos já se anda a derreter todinho! Ela anda aqui por perto.

sábado, 27 de Dezembro de 2008

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. Um tema recorrente muito importante. Falamos da diabetes (post 1)

Nota introdutória ao tema: quando o clínico que apoia estes “Temas de Medicina” soube da nossa intenção de introduzirmos este tema da “diabetes” no Bancada Directa, teve uma reacção imediata de apoio à publicação, porque no seu entender há um interesse sempre crescente da população em tomar conhecimento mais profundo desta doença. E reconhece que o interesse é grande e compreensivo!
Bancada Directa faz votos para que todos possam beneficiar substancialmente com a divulgação deste tema: “A Diabetes”.

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. Um tema recorrente muito importante. Vamos falar da diabetes (post nº 1)

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O título impressiona: Para toda a vida. O controlo da diabetes.

Viver com diabetes exige um compromisso para toda a vida: manter a doença controlada é o desafio que enfrentam muitas crianças, a braços com o seu tipo 1. Por falta de insulina ou resistência do organismo à acção desta hormona essencial ao equilíbrio do açúcar no sangue.

Diabetes mellitus é o seu nome científico, um nome com sabor a mel, a evocar a ligação íntima ao açúcar que caracteriza esta doença. Mas apenas o nome é doce, porque a doença, se não controlada, pode ter consequências muito amargas.

Esta é uma doença do sistema endócrino, por envolver uma glândula – o pâncreas – e uma hormona – a insulina. O que está em causa é a forma como o organismo utiliza a glucose, açúcar produzido e armazenado pelo fígado, mas também fornecido pelos alimentos e que constitui a principal fonte de energia do corpo humano.

Numa pessoa saudável, após cada refeição, o organismo decompõe os diversos nutrientes, que são absorvidos pelos intestinos e daí libertados para a corrente sanguínea. O que acontece com a glucose é que a sua entrada no organismo desencadeia a intervenção do pâncreas, fazendo-o fabricar insulina e lançá-la no sangue. É esta hormona que vai facilitar o acesso da glucose às células, funcionando como uma chave. À medida que a insulina circula, vai diminuindo a quantidade de açúcar no sangue (glicemia), o que por sua vez, faz diminuir a actividade do pâncreas.



Mas sem insulina, ou com insulina em quantidade insuficiente, a glucose permanece no sangue – e níveis de açúcar mais elevados do que o normal podem abrir caminho a um vasto conjunto de problemas de saúde. É isto que acontece na diabetes. Na do tipo 1, também designada por insulino – dependente (antes designada por diabetes juvenil), verifica-se que o pâncreas perde a capacidade de fabricar insulina. A responsabilidade é do próprio sistema imunitário – as defesas do organismo – que ataca e destrói as células produtoras da hormona, inactivando-as. Não se sabe, exactamente porquê, com os cientistas a inclinarem-se para a influência da genética associada à exposição a vírus que funcionará como detonador do ataque às células.

De olho nos sintomas

A diabetes tipo 1 pode manifestar-se em qualquer idade, mas é mais frequente entre crianças e adolescentes. Com sintomas que tanto podem declarar-se gradualmente como de uma forma súbita. Nem sempre são óbvios, mas há alguns indícios típicos da doença a que os adultos devem estar atentos.

Assim, uma criança com diabetes sente uma extrema vontade de urinar. É assim que os rins reagem ao excesso de açúcar no sangue, eliminando-o através da urina. Há uma maior perda de fluidos, o que causa uma sede invulgar: a criança, alem de urinar mais e em maior quantidade, bebe mais água do que o habitual, numa tentativa de repor o equilíbrio. Se assim não acontecer há o risco de desidratação.

Comum é também uma fome excessiva: é que a falta de insulina impede o açúcar de penetrar nas células e de aí se transformar em energia. Mas, apesar de comer mais do que o habitual, uma criança acaba por perder peso: na ausência de glucose, o organismo aproveita as reservas de gordura para abastecer as células.

O resultado de todo este esforço é a fadiga, outro dos sintomas comuns da doença. Mas há mais. A diabetes pode manifestar-se de uma forma mais subtil: a criança pode, por exemplo, voltar a molhar a cama durante o seu sono.

Complicações à espreita

Reconhecer os sinais precoces da diabetes e iniciar o tratamento é fundamental para prevenir as complicações associadas à doença. Algumas são de curto prazo e requerem cuidados imediatos, sob pena de causarem convulsões e até perda de consciência. É o que se verifica com a hipoglicemia: numa criança diabética, saltar uma refeição ou um esforço físico excessivo podem fazer descer os níveis de açúcar no sangue, originando sintomas como suores, tremores, fraqueza, fome, tonturas e náuseas.

Pode acontecer também o contrário – os níveis de açúcar subirem (hiperglicemia) porque a criança está doente ou comeu demais. Vontade de urinar, sede extrema, boca seca, visão nublada, fadiga e náuseas são os sintomas a vigiar.

Outra complicação possível é a acumulação de acetona no sangue: trata-se de um ácido tóxico produzido pelo organismo quando começa a utilizar a gordura armazenada para obter energia. Perda de apetite, náuseas, vómitos, febre, dores de estômago e um hálito com odor a doce e frutado são sintomas desta condição.

A prazo são outros riscos, envolvendo o coração e a rede de vasos sanguíneos, os nervos, os rins, os olhos, os pés, a pele e os ossos. Sem a diabetes controlada, os órgãos e tecidos vão sendo danificados progressivamente, mas as consequências podem ser incapacitantes ou até pôr em causa a própria vida.

No que respeita ao coração, podem surgir problemas cardiovasculares, nomeadamente doença arterial coronária (angina de peito) acidente vascular cerebral e aterosclerose. Quanto aos nervos, as principais vitimas são os capilares que irrigam os nervos, cujas paredes vão sendo destruídas pela circulação de sangue com açúcar a mais. Os efeitos começam por ser notar nos dedos dos pés e das mãos, com “formigueiro” e dormência, sensação de queimaduras e suor. Sem tratamentos, o resultado da neuropatia – assim se chama esta condição – pode ser a perda de sensibilidade.

Nota: este tema continua com a 2ª parte na próxima 3ª feira, 23/12

Um tema triste neste Natal de 2008 A pobreza oculta

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Dei comigo a rebuscar papeis sem interesse numa pasta que sempre me acompanha e aparece-me este texto, já escrito em 2006, mas que ao revisitá-lo achei interessante, pela negativa, a sua publicação. Para que os nossos senhores governantes não se esqueçam!

Pobreza oculta
Sábado à tarde solarengo em Lisboa, nas Amoreiras. Muitas e desvairadas gentes atravessam-se em destinos que se cruzam apenas nos corredores e se desvanecem quando se transpõem as portas da rua.

Ex-banqueiros e seus advogados saiem a meio da tarde, indiferentes às compras e às músicas de Natal que não param de tocar. Acusados de ter cometido infracções, terão que se defender, sem horário nem calendário.

Gente feliz com sacos leva tudo à sua frente, num irritante autismo, quase agredindo com os seus sacos e as suas malas de compras quem tem o azar de não perceber que não pode pura e simplesmente andar nas Amoreiras mas sim fazer autênticas gincanas.

No éter, oiço Pacheco Pereira explicar como as canções de Ágata são retratos sociais de uma época e falavam de problemas do dia-a-dia das pessoas e como esse era o segredo do seu sucesso. Fico a saber que não tem preconceito contra a música pimba.

Oiço o "Mãe Solteira" e fico a saber pela milésima vez que posso ficar com a casa, com o carro, mas não fico com ele. Em seguida Pacheco Pereira decreta a morte da filatelia com os novos costumes do e-mail e do SMS e com a rarefacção da utilização das estampilhas postais, vulgo selos.

Também eu fui filatelista amador e gostei de recordar os tempos do selo. Este programa de Pacheco Pereira no Rádio Clube foi-me da maior utilidade. Permitiu-me descansar da memória do homem que vira, minutos antes, tombar, redondo no chão, de inanição. Tão simples quanto isso.

Um homem, já idoso, rosto marcado indelevelmente pelas agruras da vida, com um porte de uma dignidade incrível, que caía ao chão (vi duas vezes), apenas porque ainda não tinha comido nada ontem. Era apenas fome. Apenas.

Recusou ambulância, recusou médico. Ajudado pelos seguranças do centro comercial em deriva humanitária, sentou-se numa cadeira esperando o regresso das forças que lhe permitissem andar. A Margarida, de lágrimas nos olhos, foi-lhe comprar um pacote de leite, que lhe deu a beber, antes de desabafar em português vernáculo contra o mundo que permite que estas pessoas estejam a viver assim.

Foi o inesperado pequeno-almoço do homem por volta das cinco da tarde. Sei que no meu país a pobreza oculta-se mas vai matando lentamente.


O texto é do Jorge Ferreira (Tomar Partido)


Nota: Efectuei alguns cortes no texto, na medida em que se utilizavam actuações do primeiro-ministro em 2006, num debate na AR, sendo que estavam desfasadas para a realidade de 2008, especialmente num eventual apoio aos funcionários públicos para compensar a sua perda de poder de compra nos últimos anos. Em todo o caso a situação de “pobreza oculta ”, mas agora dramaticamente expostas pelas famílias, aumentou substancialmente em 2008 , comparativamente a 2006

Adriano
Ribeiro

sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

As reflexões de Antonio Raposo

Ensaio sobre uma eventual ocupação bélica de um país estranho!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Ora façam lá o favor de lerem estas oportunas reflexões de Antonio Raposo, que para dizer verdades é um "expert" na matéria.

Perguntava o neto ao avô: - Porque é que há guerras?
Resposta do avô:- Porque há soldados e marinheiros!
…………………………..


Imaginem que neste pobre mundo – por uma razão desconhecida – ninguém queria ir para soldado nem marinheiro.

O pessoal embirrava com a patente e só aceitaria no mínimo dos mínimos capitão (talvez por gostar de usar divisas) e na marinha aceitaria com sérias reservas ser contra-almirante, patente mais baixa era considerada enjoativa, particularmente nos submarinos que estão apalavrados para aquisição breve.


Talvez vocês não saibam mas estamos a precisar de adquirir, com toda a urgência submarinos, como de pão para a boca.

Isso criava um sério problema ao respectivo ministro da pasta, e não só. Dava uma enorme dor de cabeça às chefias do exército e da marinha. Como é que se poderia fazer uma guerra?

Poder-se-ia bombardear um País, dar cabo dele, transformá-lo em montes de entulho.

Mas só se pode conquistar um País, depois de ocupá-lo. Ora, não se pode ocupar um País com patentes superiores – tipo capitães, brigadeiros e generais. Isso não faz um corpo de exército, nem põe um contra-torpedeiro a navegar. Pior, poria os submarinos rapidamente no fundo!

Resultado: se não houvesse soldados e marinheiros – tenham santa paciência mas os países estavam impedidos de se armar em conquistadores e decidir invasões e coisas assim para armar aos valentões.

Estou certo ou estou errado?
……………………..
Com esta simples parábola, posta em prática, teríamos que enviar para a frente de batalha, o pessoal que está sempre de acordo com as guerras.

Ir para a guerra passaria a ser completamente livre.

Quem quisesse ia e logicamente seria rapidamente exterminado, o que só ajudaria a fomentar a paz e a libertar o mundo livre. Leia-se, livre de guerras.

Como vivemos numa sociedade que defende os valores, estamos certos que esta ideia será acolhida de braços abertos pelos nossos queridos políticos que ficarão com mais um problema para resolver, mas é para isso que lhes pagamos.

Estamos certos que será mais fácil pôr esta ideia em prática do que acabar com os “Paraísos Fiscais” (Offshore, para quem só saiba inglês).
Antonio Raposo é colaborador habitual e muito considerado no Bancadea Directa

Por aqui em Vila Nogueira de Azeitão nesta manhã faz muito frio e o nevoeiro afecta a paisagem da serra.

Sexta-feira 26 de Dezembro de 2008.


São 10h30 da manhã. O pessoal ainda dorme o sono dos justos, cansados da noite anterior, onde pelas duas da matina ainda se coinvivia na paz familiar. Saio sozinho e dirijo-me para o snack do Anibal em Brejos de Azeitão. Com a intenção de tomar sossegado o meu pequeno almoço. Também senti a necessidade de me encontrar um pouco solitário nesta manhã.
E dei comigo a pensar que felizes são aqueles que tudo dão de si mesmo para ajudar os outros , sem querer receber contrapartidas, benesses ou honrarias. Mas os homens também sabem reconhecer os espiritos altuistas e solidários. E ainda bem que assim é! E o tema veio-me à memória, por ser recente aqui nesta terra azeitonense. E folheando o "Jornal de Azeitão" lá veio a noticia que pretendia.


Homenagem ao Dr. Jorge Maria Carvalho. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Azeitão.
A Presidente da Camara Municipal de Setubal presente na homenagem ao Dr. Jorge Maria Carvalho


O reconhecimento a algém que pratica o bem sem olhar a quem.



......Homenagem significa retribuição, agradecimento, tornar público um acto de gratidão....

Quando o Rotary Clube de Azeitão escolheu como Profissional do Ano o médico Dr. Jorge Maria Carvalho, decidiu prestar homenagem a um homem que antes de ser um profissional é um ser humano, que ao longo de toda a sua vida de médico se norteou pelo principio de ajudar os outros com tenacidade e perseverança.

Hoje é dificil distinguir a figura do médico e a do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Azeitão.

Está actualmente de licença sem vencimento do Serviço Nacional de Saúde, dedicando a sua vida a responder a grande parte das necessidades da população de Azeitão e da Misericórdia de Azeitão, nomeadamente através do serviço de cuidados continuados e paliativos, potenciando sinergias na nossa Comunidade e aliviando, claramente, serviços de urgencia e de internamento do Serviço Nacional de Saúde, que nem se adequam a estes casos.

O médico não consegue viver em paz consigo próprio se aqueles que o viram crescer não tiverem agora, na sua velhice, uma assistencia condigna....e entende que se é médico hoje, é graças a eles! - conclui o Dr. Jorge Maria Carvalho, com a simplicidade, modéstia e grandeza de alma que lhe são conhecidas.

Um pouco de história

A MISERICÓRDIA DE AZEITÃO

O Dr. Jorge Maria Carvalho é Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Azeitão há 26 anos. Na altura era um jovem médico, orgulho da terra, que o povo foi buscar para reerguer a Misericórdia que estava a ruir.

Após o 25 de Abril, o edifício do antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Azeitão foi ocupado pela ARS até 1981.

Nesse ano, as instalações vieram a atingir a quase ruina por devassa e ausencia de conservação.

Tendo a Irmandade sido fundada em 1621, no hiato de tempo entre 1974 e 1981, a única função comunitária que cumpriu foi a Procissão anual, que desde 1 de Novembro de 1755 se realiza ininterruptamente, saindo da capela da Misericórdia de Azeitão.

Assim , em 1981, os sinos tocaram - literalmente - a rebate e o povo decidiu reerguer a sua Santa Casa

Santa Casa da Misericórdia de Azeitão aqui
O reconhecimento nacional

Para alem do natural relevo na imprensa local, visibilidade do projecto de apoio domiciliário em cuidados continuados e paliativos de Azeitão já atingiu o conhecimento Nacional. Órgãos de comunicação como a SIC, TVI, TSF, Revista Visão, Jornal Expresso, Jornal Correio da manhã apresentaram peças acerca deste caso muito singular.

Também alguns “media” especializados, (Jornal Médico de família, Revista Teste Saúde Deco e outros) aludiram ao exemplo de Azeitão como um caso de inovação, qualidade, eficácia e eficiência de meios.

A Misericórdia de Lisboa, no âmbito da sua Fundação Nunes Correia Verdades de Faria atribuiu, em 2004, o 1º Prémio Nacional de Cuidados Continuados e Paliativos ao Provedor da Misericórdia de Azeitão.

A Fundação Gulbenkian premiou, em 2005, o projectou de cuidados continuados e paliativos da Misericórdia de Azeitão.

A Câmara Municipal de Setúbal atribuiu a Medalha de Mérito Municipal, em 2003, ao Provedor da Misericórdia de Azeitão, pelo seu trabalho e pelo desempenho da sua Instituição a favor dos cuidados continuados e paliativos no Concelho de Palmela.

quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Santa Baby



quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Mensagem de Natal

Mensagem de Natal
Caro amigo

Lisboa. Avenida da Liberdade. Noite de 22/12/2008

Se vives a tua vida como eu vivo a minha

Se sofres igual ao meu sofrer.

Porque é que não tens possibilidades

De dormir numa cama como a minha.

Nesta noite de Natal?

Perante uma Sociedade que finge não ver a tua desdita, tu tens esse direito de ter uma vida digna. E uma noite de Natal como todos nós!

E não tenham pena de ti. Apenas te ajudem!!!

Votos de Feliz Natal a todos



Da Fresquinha

Mundo Policiário 45/08. Tempo de Natal. Publicação do conto de Natal "Perto do Sol". Autor Peter Pan

Mundo Policiário 45/08

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre Presentes

Tempo de Natal



Conto de Natal : "Perto do Sol": autor Peter Pan

Dedicado ao eterno amigo
Sete de Espadas…
…e à minha querida Mimi
…e a todos os meus amigos da Tertúlia da Liberdade


"Perto do Sol"

Naquela manhã, véspera de Natal, foi num cantinho daquele café que encontrei esse herói acidental, que alguma vez gostaríamos de encontrar na vida. A princípio não me apercebi dele. Estava enroscado numa espécie de manta, barba por fazer e aspecto de quem já tivera melhores dias. Era um homem já velho afinal, mas naquele momento a sua face aprumava-se singularmente, em direcção a algo que o parecia fazer feliz.

Havia um leve sorriso de quem estava algures longe, saboreando alguma coisa mais do que o simples café que tinha à sua frente. Só dei conta dele, algum tempo depois de me levarem a minha meia de leite do costume e porque aquele canto estava bem próximo de mim. Comecei a abrir o jornal, como fazia sempre, mas a figura daquela personagem prendeu-me a atenção. Sentara-se em frente à única janela do café, que filtrava em cheio o sol da manhã. Eu não pude deixar de ver a poesia daquele quadro e dos contrastes que encerrava.
O homem não era um vagabundo, mas muita gente olharia para ele como tal, pelo aspecto descuidado e a modéstia da indumentária. Os olhos tinha-os semicerrados mas percebia-se que não dormitava. O corpo estava oculto, por uma longa e curiosa manta de xadrez, e nem as mãos se viam a descoberto.
Não me lembro ao certo como começou a conversa. O café era grande, mas durante aquele tempo ninguém mais esteve perto de nós.

- Está uma manhã gelada…- disse ele, sentindo-se observado – O problema é que não estamos habituados.
- É verdade, somos um país de bom tempo o ano todo. – respondi. Ele estava ligeiramente à minha direita e encostado à janela.
- No Inverno, devíamos fazer como as aves e voltar para o Sul.- referiu o velho, com bonomia.
Achei curiosa a ideia, porque a mim próprio a mesma já me ocorrera muitas vezes.
- Assim tivéssemos asas e fosse possível ir e voltar…
- O meu amigo ainda é novo, ainda vai a tempo de conhecer o mundo… - retorquiu,
talvez percebendo que nas minhas palavras havia um imaginário por cumprir.

Entretanto e sem me dar conta, o jornal à minha frente caiu no esquecimento. Havia algo de fascinante na voz do velho, como se tivesse muitas histórias para contar.
- Diga-me se vale a pena ir para longe…- perguntei-lhe.
O velho sorriu, como se uma fonte estivesse prestes a jorrar.
- Sabe, na verdade eu andei por aí e passei por lugares inimagináveis.

Posso dizer-lhe que me foi dado ver e sentir a plenitude da beleza da vida. Nada fiz para o merecer e, no entanto foram-me acontecendo esses momentos únicos. E agora, que estou velho, sabendo que vou morrer, queria viver para sempre.

Aquilo dito assim, sem aparente emoção, era digno de quem já sonhara muitas vezes
com o dia da sua morte.
- Já percebi que não dá para explicar essa beleza toda que viu… - Realmente, não é possível. A única coisa que há para dizer é que nunca mais voltamos a ser os mesmos. Assim, como se fossemos tocados pela beleza do Amor. E, depois disso, não queremos nada mais, só sentir essa alegria sempre, permanente. E ficar e não voltar. E por último, a sensação de sermos livres e de saber o pouco que tem importância na vida.

As palavras escorriam-lhe devagar, com muita calma, e eu senti-me pequenino porque a minha sensibilidade gritava-me estar perante alguém num patamar de consciência muito superior.
- Mas também é bom voltar a casa…- disse-lhe.
- É verdade, mas o que eu persigo desde há muito é o de sentir-me bem o tempo todo,
sem excepção, sem interrupção. E manter a confiança e o entusiasmo perante tudo, como se fosse pela primeira vez. Acho que é um belo objectivo de vida. O meu amigo não gostava de
se sentir assim?
Eu de repente fiquei sem resposta.
- Talvez nos reste aproveitar apenas os momentos bons …sugeri, hesitante.
- É um bom pensamento mas que não me satisfaz.
- Então vai sentir-se infeliz muitas vezes…
- Não interessa. Como as crianças, eu quero tudo!- afirmou, convicto.

Para um velho e para quem tinha tanta experiência de vida, aquilo à primeira vista parecia completamente absurdo.
A conversa tornara-se séria demais para o que eu podia encaixar àquela hora da manhã, mas ao mesmo tempo sentia-me ser conduzido por uma força inexorável.



-Olhe, feche os olhos comigo e imagine estar num desses belos locais onde eu já estive…- sorriu-me o velho.
– Imagine uma linha de horizonte sem fim, e numa piroga, vogarmos deitados ao sabor da corrente, na imensidão de um oceano azul. Aquecidos ao calor do sol e sentindo-nos vivos pela brisa da manhã. Para onde vamos? Que importa,
o que interessa é deixarmo-nos
levar, sem a menor preocupação, certamente iremos ter a algum lado, uma nova ilha por descobrir e onde poderemos ficar o tempo que nos apetecer…

Ele tinha realmente fechado os olhos e eu limitava-me a olhar para ele, em suspenso pelos seus lábios. Houve um longo silêncio que pareceu prolongar-se indefinidamente.
O seu sorriso pareceu iluminar-se ainda mais quando voltou a si de novo…
É a face do Amor – continuou – Nada há de mais belo e que eu queira seguir e onde permanecer.
Havia algo de vitorioso na sua expressão.


– Sabe, apesar dos paraísos que os meus pés percorreram, tudo o que eu quero é o Amor verdadeiro, de todo o ser humano que me rodeie, e se não for possível encontrá-lo aqui, vou procurá-lo onde estiver, algures, seja onde for que ele exista…

Naquele momento, não pude deixar de sentir um nó na garganta por aquilo que o velho acabara de dizer, de uma forma tão simples e digna.

Da minha parte perdera a noção de há quanto tempo durava aquela conversa. Mas é assim, quando estamos bem e nos sentimos bem. Pensei o quanto valia a pena sentirmo--nos bem connosco próprios. Olhei então para o relógio e dei-me conta que precisava de me ir embora. O velho permanecia impassível sem se mover . A manta que o cobria da cabeça aos pés parecia estranhamente isolá-lo do mundo. Estava eu para me levantar mas por um lado sem querer ser o primeiro, quando algo de surpreendente aconteceu.

Vindo da rua gelada entrou um homem corpulento, à vontade com um metro e noventa. Surgiu com um ar decidido e logo o vi dirigir-se para nós. Distraído como sou nem me apercebera que, encostada à parede ao canto da sala, estava uma cadeira de rodas.
O homem chegou-se à cadeira, desdobrou-a e pôs-se ao lado do velho contador de histórias, como eu gostaria de lhe chamar, apesar do tão breve contacto.
- Então, já tomou o seu cafézinho? E o solzinho da manhã? – perguntou o homem num tom afectuoso.
- Estava aqui “na palheta” com este amigo. Acho que passámos um bom bocado.
– afirmou o velho, olhando para mim como que a pedir a minha concordância.
- Claro que sim, é difícil encontrar hoje em dia uma pessoa interessante e com tanto para contar…- aquiesci com sinceridade.

E foi com verdadeiro espanto que vi o homem descobrir o velho da manta que o escondia. A revelação deixou-me atordoado e com uma vontade profunda de me meter
num buraco. Ao nosso velho não restava nada senão um torso, sem pernas e apenas um braço. Fiquei estarrecido, querendo ao mesmo tempo desviar o olhar mas sem o conseguir fazer. Enquanto o homem o punha rápida e eficientemente na cadeira e o tapava de novo com a manta, prontos para sair, ao velho não foi difícil perceber o meu ar e que ele certamente já teria visto muitas vezes.

- Então, meu rapaz, que cara é essa?
Houve um instante de silêncio e senti em mim algo que me inundou como uma taça a transbordar, um sentimento arrebatador e incontrolável de Amor. Dei um passo à frente,
levei a minha mão na direcção da sua preciosa mão direita. Apertei-lha, sentido e com devoção.
- Obrigado! – sussurei…
Ele esboçou um sorriso de velho adolescente.
- Não se preocupe, vai correr tudo bem…
As nossas mãos desligaram-se e a cadeira de rodas começou a deslizar.
- Feliz Natal! – atirou o velho em jeito de despedida.
- Feliz Natal! – respondi, como se o quisesse seguir.

E sem mais foi-se embora, sem me dar tempo de dizer mais nada. Nunca mais o vi, nem nunca cheguei a perceber o que o fizera ir ali naquela manhã. Talvez estivesse de passagem e fosse a caminho de algum novo belo lugar ou então ao lugar de sempre, onde as aves regressam no Inverno, procurando o calor que as faz viver.

Massamá, 23 de Dezembro de 2008

Peter Pan ( Com os votos de um feliz Natal para todos! )

Nota do autor do post: Peter Pan é o pseudónimo do nosso amigo Paulo Aguiar.

Santo e Feliz Natal a Todos Amigos

Aproveito o post para desejar a todos amigos um Feliz Natal,
com muita Paz, Saúde, e grandes Sucessos em todos os momentos da vida.

terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

O ensino da matemática nos nossos dias.

RELATO DE UMA PROFESSORA DE MATEMÁTICA
Na semana passada comprei um produto que custou 1,58€. Dei à menina no balcão 2,00€ e peguei na minha bolsa 8 cêntimos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou no dinheiro e ficou a olhar para a máquina registadora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 cêntimos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.

Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.Por que estou a contar isto?

Porque me dei conta da evolução do ensino da matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino da matemática em 1950:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda.Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou €80,00.Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.O custo de produção desse carro de lenha é € 80,00.Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por € 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é €80,00.Escolha a resposta certa, que indica o lucro:( )€ 20,00 ( )€40,00 ( )€60,00 ( )€80,00 ( )€100,00

5. Ensino de matemática em 2000:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por € 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é € 80,00.O lucro é de € 20,00.Está certo?( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2008:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.O custo de produção é € 80,00.Se você souber ler coloque um X no € 20,00.( )€ 20,00 ( )€40,00 ( )€60,00 ( )€80,00 ( )€100,00
Nota: é evidente que nos estamos a referir ao ensino da matematica no Brasil, pelo que se deduz da forma como o texto é elaborado.

Este pensamento já vem de 1802! Curioso, não é?

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Talvez não se lembrem destes pensamentos.Foi há 206 anos, curioso? E o seu autor foi Thomas Jefferson.

Em 1802 sem computadores, estatísticas e análises de mercado...

Quote of the Week

'I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around the banks will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered.'
Thomas Jefferson 1802


«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
Thomas Jefferson, 1802

Tempo de Natal


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Já com o meu espaço fisico quase tolhido pelo ambiente natalício que se respira à minha volta, o melhor é parar por hoje as minhas actividades e regressar na próxima sexta feira.


Para todos os nossos amigos leitores desejo que tenham um "SANTO E FELIZ NATAL"

Amigo leitor! Gostavas de ter um cavalo se tivesses possibilidades? Vale a pena ler este tema sobre o desporto equestre.

Amigo leitor. Gostavas de ter um cavalo se tivesses possibilidades? Vale a pena ler este tema sobre as lides equestres.

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Quando falo em os meus amigos terem a possibilidade de ser proprietários de um cavalo, não estou só a referir-me ao aspecto económico/financeiro dos meus amigos, mas também a toda uma estrutura de logística para se formar um cavalo e ter instalações próprias e confortáveis para o efeito. E o aspecto de formação será ainda muito importante.

No meu caso pessoal bem gostaria de ter um animal deste valor. Mas não posso sonhar alto e por isso só posso dar relevo a tudo o que diga respeito ao desporto equestre. Fiquei maravilhado com a prova de Potencia que se realizou na passada semana em Londres com um dos primos Whitaker a sagrar-se o vencedor numa “barrage” com o muro a 2.34 mts. Impressionante.

Academia para formar cavalos!

Centro Hípico do Cabanão

A introdução: “O Centro Hípico do Cabanão, no fundo, funciona como uma academia para desenvolver o trabalho dos cavalos”. Estas palavras são de Luís Castro Lobo, director do Centro Hípico do Cabanão (CHC), e reflectem a filosofia do Centro, mais centrada no trabalhar das potencialidades dos cavalos, do que, à semelhança de tantos outros centros hípicos, ensinar futuros cavaleiros a andar a cavalo.

Sito numa propriedade entre o Passil e o Rio Frio, o Centro Hípico do Cabanão abriu portas há cerca de 14 anos, sendo que Luís Castro Lobo assumiu as suas de director em 2001. O Centro Hípico do Cabanão, segundo diz o seu director “juntou duas vertentes” que são o facto de estar aberto ao público e o início da coudelaria Lupi d”Orey”. Mas o publico que se dirige ao CHC é muito específico. “São cavaleiros já com alguma formação, que pretendem desenvolver-se nas três modalidades mais frequentes, que são os obstáculos, o ensino/dressage e o toureio”


Os utilizadores frequentes do Centro são cerca de 20 cavaleiros, sendo que o CHC funciona, principalmente, com cavalos a penso, e quando os cavalos entram, não são os proprietários que definem a modalidade em que querem desenvolver os seus cavalos”. Ou seja, há como que um trabalho conjunto que avalia as capacidades, quer do cavaleiro, quer do cavalo, para a sua formação na modalidade em que possam ter mais êxito.

Luís Castro Lobo afirma mesmo que a formação é mais para o cavalo do que para o cavaleiro, sendo que este acaba por se adaptar às potencialidades do cavalo”. Entre os cavaleiros que têm cavalos no Centro Hípico do Cabanão, o seu director destaca o cavaleiro tauromáquico Vítor Ribeiro. “É aqui que ele trabalha todos os dias os seus cavalos”.




Mas ao contrário do que pensa a esmagadora maioria das pessoas, refere Luís Castro Lobo “trabalhar um cavalo é um trabalho um bocadinho solitário, que exige concentração, ou seja, cavaleiro e cavalo devem estar um pouco afastados da folia e do barulho.”

O que este responsável tenta transmitir aos cavaleiros que chegam ao Centro é que “o principal objectivo é o cavalo, que para montar um cavalo é preciso sentir o que o cavalo nos pode oferecer e não abordá-lo como a um computador”. E, continuou,”o objectivo é formar uma equipa”.

Refira-se que agregada ao Centro Hípico do Cabanão há a Coudelaria Lupi d”Orey”. Esta, segundo Luís Castro :Lobo, “tenta produzir cavalos cruzados mas versáteis,- aliás, versatilidade, é a palavra chave , que dá resposta às três modalidades.
Paulo Morais

segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

O desporto na minha terra. Hoquei em Patins.As equipas sintrenses vão de vento em pôpa.

O desporto na minha terra
Hoquei em Patins

As equipas sintrenses vão de vento em popa!
“Os Lobinhos” e “Nafarros” continuam invictos e comandam!


À 6.ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins Feminino, as equipas da União Desportiva de Nafarros e Grupo Recreativo “Os Lobinhos” não desarmam e continuam invictas na classificação da Zona Sul, superando até agora todas as equipas adversárias.

Na jornada do passado fim de semana, a equipa do Grupo Recreativo “Os Lobinhos” de Vale de Lobos derrotou em casa, as algarvias do Roller Lagos por 4-2, enquanto que a da União Desportiva e Cultural de Nafarros foi vencer fora o Alverca por 6-1.
Na classificação, somam ambas 18 pontos, com vantagem para “Os Lobinhos” por "goal-average" por 9 golos (43-7, contra 34-7). Na 3ª posição, a 1 ponto , está o Clube Desportivo de Boliqueime.

Na próxima ronda (7ª) a realizar no próximo Sábado dia 20/12, a União Desportiva de Nafarros recebe as estudantes da Associação Académica de Coimbra, com as raparigas de Vale de Lobos a viajarem até ao Alentejo para defrontar o Externato de São Filipe

Estamos agora no Sábado dia 20/12 e jogou-se a 7ª jornada, esta tarde, do Campeonato Nacional Feminino, com as equipas concelhias de Sintra a vencer os seus encontros.

Em Nafarros, a turma orientada por António Gomes, goleou (8-0) as estudantes da Académica de Coimbra, com a equipa de Os Lobinhos a derrotar (5-3) em Estremoz, o Externato de S.Filipe.

A formação de Vale de Lobos manteve a liderança da Zona Sul (19) pontos em parceria com a União de Nafarros.
Na segunda posição, com menos um ponto (18) segue o CD de Boliqueime que nesta ronda foi vencer fora, o Roller Lagos por 5-1

O desporto na minha terra. Por aqui na Agualva-Cacém o "Novos Talentos" dinamiza o Futsal feminino!


O desporto na minha terra

Por aqui na Agualva-Cacém o “Novos Talentos” dinamiza o Futsal feminino

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Vou referir-me à modalidade de Futsal feminino e ao Campeonato Distrital da 1ª Divisão da AFL de 2008.

Fundado em 1987, embora com outros propósitos, a colectividade da Freguesia de Agualva-Cacém "Novos Talentos" apostou na prática desportiva, inscrevendo nas competições da AFL, uma equipa de seniores femininos. Estava-se na época de 1988/1989 e por falta de instalações próprias alugavam os ringues de Mira Sintra e do Zambujal (Unidos do Cacém) tempo em que se podia usar para jogos oficiais recintos ao ar livre.

Em 1992, foi entregue ao “Novos Talentos” mediante protocolo assinado com a autarquia de Sintra, o Pavilhão Municipal da Abelheira, permitindo, assim, e desenvolver a modalidade em todos os escalões etários, e torna-se numa referencia no Futsal, principalmente no feminino.

Ao todo já conquistaram 8 títulos da AFL, e somam uma Taça Nacional, sendo finalistas vencidas noutra final. Em 2002 o Benfica levou praticamente toda a equipa, e por via disso, o clube de Agualva-Cacém teve de abandonar o escalão de seniores, apostando então numa equipa de juniores que num percurso de três anos voltou à 1ª Divisão de Seniores Femininos, nunca mais saindo este patamar.

Para esta nova época de 2008/2009, o treinador Rui Garfur (olá Rui Garfur! Tudo bem?) tem um plantel de 16 jogadoras, para um campeonato cada vez mais competitivo, de onde sobressaem as equipas do Benfica e da Quinta dos Lombos (Carcavelos), logo secundadas pelo ”eterno” Del Negro, e agora o São Braz.

Decorridas nove jornadas, a equipa do “Novos Talentos” conta apenas três vitórias, somando mais dois empates e quatro derrotas. No total, onze pontos que valem o oitavo lugar na tabela classificativa.

Na jornada do passado Domingo 14/12 a equipa de Agualva-Cacém recebeu as ribatejanas do Núcleo Chasa (Alverca) e perdeu por 3-0.

Planteel feminino para 2008/2009
Guarda-redes: Vává, Joana e Filó.
Jogadoras de campo: Marisa, Sandra, (olá Sandra), Carlota, Inês Neto, Filipa Vieira, Carina Costa, Andreia, Edite, Ânia, Carina Ferreira, Celeste, Samji e Cíntia.

Sobre o escalão de Juniores do “Novos Talentos” que participa no Campeonato da 1ª Divisão da AFL, subiu ao 1º lugar da classificação, depois da jornada do passado fim-de-semana. Na realização da jornada nº 12, foi ao recinto dos lisboetas do Alto da Eira e vendeu por 5-3, beneficiando da derrota do Sassoeiros por 3-1 frente ao Benfica.

Na próxima jornada o “Novos Talentos” recebe no Pavilhão da Abelheira
os ribatejanos do CAD.

domingo, 21 de Dezembro de 2008

O meu humor de Domingo: O leitor sabe o que quer dizer o termo "anfitrião"?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Estamos sempre a aprender ao longo de toda a nossa vida!

Por isso é bem verdade "vivendo e aprendendo"!

Os nossos amigos sabem sabem o que significa a palavra "anfitrião"? Você é um bom anfitrião?

Anfitrião

Se é, quer continuar a ser?


Na mitologia grega, Anfitrião era marido de Alcmena, a mãe de Hércules.Enquanto Anfitrião estava a guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma, paradeitar-se com Alcmena, e Hermes tomou a forma de seu escravo, Sósia, para montar guarda no portão.


Uma grande confusão foi criada, pois, evidentemente, Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa.No fim, tudo foi esclarecido por Zeus e Anfitriãoficou contente por ser marido de uma escolhida do deus. Daquela noite de amor nasceu o semideus Hércules. A partir daí, o termo anfitrião passou a ter o sentido de "aquele que recebe em casa".


Portanto, anfitrião é sinónimo de "CORNO MANSO E FELIZ"!

Nem sempre é bom ser culto!

Nota: a opinião conclusiva da palavra "anfitrião"não é, obviamente, do autor deste post.

Se os leitores quiserem saber algo mais sobre Mitologia Grega podem clicar aqui

Este Domingo ao fim da tarde.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Chegadinho da "silva" neste Domingo de Vendas Novas, amigo meu dilecto pede-me que publique no nosso blogue este caso insólito que se observa na cidade mais alta de Portugal.


Aqui está a Rotunda do Penso Higiénico!!!!
Na Guarda a moda das rotundas vai de vento em pôpa, ou melhor, ao gosto dos engenheiros do burgo ou ainda, resquícios da obra de engenharia que Sócrates deixou pela região.
Ou são rotundas grandes, largas, enormes que os camiões não conseguem fazê-las e, vai daí, desfazem-nas.....
Ou são ridiculamente pequenas, que apenas só um poste de iluminação pode existir na área circundante....
Mas, a última «obra de arte» dos engenheiros do Quim, é deveras uma rotunda, que tem merecido da parte da população, a maior das receptividades e aclamações.
Sim, nós por cá temos mesmo muito orgulho, nesta nova ex-libris da cidade. São milhares e milhares de romeiros que se deslocam à cidade, para admirarem tal obra de engenharia.
Tal é a grandeza da dita que o povo já a baptizou e tudo. Como se recordam, Sócrates fez o master em sanitas. Logo os amigos de cá, só podiam eternizar a passagem de tão grande vulto sanitário pela região, com uma rotunda que tem tudo a ver e a haver com a personagem idílica.
Vai daí o povo baptizou a nova rotunda de - rotunda do penso higiénico.
Adapta-se ao progenitor e ao mentor das obras de retrete, que em tempos por cá deixou obra!!!
Ou seja, obrou o bastante, pois!!!

Esta Lisboa que eu amo! Um olhar (negativo) sobre bairros da capital

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Apresento-vos algumas fotos de edificios desta cidade de Lisboa. O Bairro dos Anjos é o alvo desta série de imagens. Edificios degradados que entristecem os seus residentes, de certo modo, já descontentes de morarem perto de uma zona da cidade que preza pelos seus maus costumes. Esta zona em questão é o Intendente!.

Esta Lisboa que eu amo!



















A fonte destes fotos é o Lisboa sos

sábado, 20 de Dezembro de 2008

momentos da bola

empreendorismo


Origami In the Pursuit of Perfection from MABONA ORIGAMI on Vimeo.

O meu entretenimento de Domingo

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Ponho-vos uma questão neste Domingo antes do Natal. Sabeis tirar uma imperial "à maneira"?

Então experimentem a vossa habilidade clicando no link em baixo.


Então bebam umas à nossa saúde e passem um bom Domingo.

Os policiaristas iniciam uma “conversa de treta” a preceito da Katinha Vanessa

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Peço-lhes que não se assustem com este tema, o qual já foi desenvolvido por 3 policiaristas e que agora eu, pobre de mim, estou a meter o “bedelho”. Faço-o em nome de uma transparência que eu desejei que o tema tivesse e nunca o consegui, devido aos atrabiliários processos do padrinho/tutor da “pequena” que sempre utilizou, e que resultaram que a Katinha fosse transferida, com armas e bagagens, para Trofa, sem cuidar de que alguém ficava a sofrer com tão despropositada mudança. E se Tempicos reconheceu que a moçoila já era muita fruta para o seu cabaz, outro tanto não acontecia com outros padrinhos. Mas enfim, foi um facto consumado, e águas passadas não movem moinhos. Sempre discordei que a pequena se mantivesse na Trofa, que até pode ser um cativeiro disfarçado. Mas que é tempo de ela voltar para Lisboa ou Sintra é uma grande verdade. Farei tudo para o conseguir. De Tempicos esperou-se tudo. Foi morto pela Nelinha, ressuscitou de uma forma imperfeita. Assassinou depois a Nelinha, culpando este pobre escriba desta morte. Com a mãe desaparecida aparece a Katinha Vanessa, mais tarde na companhia de uma irmã gémea. Para concluir, diatribes paranóicas de Tempicos.

Sou surpreendido por um mail de um compadre meu amigo, que me dava conta de que a Katinha Vanesa estava algures a trabalhar no circo da fórmula 1. E até me mandou as duas fotos a preceito obtidas por um paparazzi . Na primeira foto a Katinha retira da sua mala de mão algo que vai utilizar depois. Se calhar a pensar que à posteriori vai passear de " bólide rosso".


No meu correio electrónico de ontem recebi esta mensagem dimanada pelo "somitico" Tempicos, acompanhada da foto atribuida à figura de Katinha Vanessa

NOVIDADES DA KÁTINHA: finalmente, mão amiga, fez-nos chegar uma foto da Kátinha.


......Como devem estar recordados (se por acaso os problemas policiais não vos tenham gasto os poucos restantes neurónios) ela foi acompanhar a família Arnes até à Trofa, isto após o dia 1 de Junho do ano que ora se vai. Tinhamos da família Arnes as melhores referências, como gente pia e temente a Deus, praticando o BEM sem olhar a QUEM.

Algumas fotos que nos remeteram na altura, pareceram-nos que a pequena estava a dar-se bem lá pelo Norte. Andava mais gordinha e até se notavam uns explêndidos peitos - bem aviados - que recuperavam, dos maus e depauperados anos vividos sob a batuta do padrinho Tempicos - esse conhecido semítico. Agora, na presença da foto, caíram por terra as nossas esperanças.

Desmarcarámos os falsos profetas. A pequena está mesmo nas lonas. Anda esfarrapada e nua, a pedir esmola pelas ruas. A nossa recem formada Comissão de Luta pela Kátinha, agradece a quem quiser enviar um óbulo - pequeno que seja - recolhemos tudo e até vamos a casa - para que nada falte à pequena. Recebemos em numerário ou em cheque, desde que não seja do BPN. Até se nos vem lágrimas aos olhos a observar a maldita foto. Como estamos no Natal, os signatários agradecem desde já a vossa pronta colaboração e vão pedir ao padrinho NOVENA, que reze umas novenas para, ao menos, continuarmos a manter o lugar cativo que estamos a pagar (sistema leasing) um lugar no Céu,chamado " KATINHA IN SKY FOREVER" quando Deus lhe aprouver chamar à sua ilustre presença.

Que Deus tenha piedade.

Nós também (Comissão de Luta) padrinhos da pequena por afinidade. Mal sabiamos nós, pobres de Cristo, que a pequena não só andava na pedincha, como - coitada - já nem a roupinha que tinha no corpo......... (ver em cima a imagem real)

Eis de repente que surge outra missiva curiosa, vindo da nobre cidade da Trofa, agora com um fenómeno desportivo relevante, mas de sentido contrário aos de Matosinhos. Vamos ao que interessa e vejam a situação actual daquela que dizem serem a verdadeira Katinha.

........Caros amigos: Ainda vos vou enviar a conta do psicólogo da minha pequena. Andava ela a pedir-me para a fotografar com roupas natalícias para enviar aos padrinhos e não é que o Tempicos a anda a difamar.A miúda chora baba e ranho por tão má conduta do seu padrinho Tempicos.

Desde que está na Trofa, roupinha é coisa que não lhe falta e comidinha também, e quanto aos donativos ela nega estar necessitada, o paizinho dela não quer nada com o BPN. Apesar de muito ofendida fez questão de enviar a sua foto com desejos de um bom Natal a todos os padrinhos e simpatizantes.

Arnes a pedido de Katinha Vanessa.

P.s. - a rapariga já diz que não sabe se quer ir a Viseu.......


Comentário final de Onaírda e um apelo à Katinha Vanessa.

Katinha, se é para andares nesta vida e vestida de um modo tão infantil, mesmo que transitóriamente, deixa a Trofa e vem mas é para Sintra. Aqui nesta maravilhosa Serra de Sintra a nossa adega espera-te e uns copitos de jeropiga do Ti Antonio da Corujeira (Merceana) não te fazem nada mal. Depois o que sobrar ficará entre nós . Mas ao menos nunca mais voltes para o Tempicos. Mal por mal, mete-te num convento com o Jesus Novena!

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina: o vírus chamado herpes.


O saber não ocupa lugar:

Temas de Medicina.

Um vírus chamado “herpes”


Reactivado pelo frio!

“O vírus herpes pode ser desencadeado pelo frio: quando as temperaturas descem podem surgir lesões típicas da doença. Há, então, que tratar e prevenir o contágio: sem deixar de sorrir, mas talvez deixando de beijar!”

A exposição solar e em menor grau o frio têm influencia sobre o vírus “herpes” simples, responsável pelo “herpes labial”! Com o Inverno à porta, é de esperar que a temperatura baixe, o que, para quem vive com o vírus, pode ser sinónimo de um reactivar da doença. O stress, a fadiga, as alterações hormonais também fazem com que o vírus acorde.

O primeiro contacto com o “herpes” simples dá-se, com frequência, na infância. Mas a doença pode não se manifestar de imediato. O vírus penetra no organismo e serve-se de um nervo como meio de transporte, em busca de um ponto onde se possa esconder, ficando inacessível ao sistema imunitário. Este sistema de defesas está preparado para detectar os agentes agressivos, causadores de doenças, mas este vírus consegue escapar-lhe ficando quase como que adormecido.

Nesta altura do ano pode ser reactivado pelo frio. Ao fim de alguns dias, surgem na pele os sinais que o denunciam: primeiro o prurido e a vermelhidão, seguidos da erupção de pequenas vesículas repletas de fluido, que, numa fase posterior, se rompem e se transformam em úlceras, a partir do que se inicia a secagem.

Este é um processo por fases, com cada surto de “herpes” labial a oscilar entre os cinco e os dez dias, em média, sendo que em cada pessoa pode ter uma duração e intensidade diferentes. Em cerca de metade dos doentes, costuma anunciar-se com uma sensação descrita como um formigueiro ou uma picada ou, ainda, uma queimadura. O “herpes” labial tanto pode incidir directamente nos lábios como na pele que os rodeia.

Num caso ou no outro, forma-se uma zona de eritema, que pode ser acompanhado de dor. É aí que surgem ligeiras elevações avermelhadas onde emergem pequenas vesículas dolorosas repletas de um líquido que contem de vírus. No espaço de um a dois dias, acabam por se romper e libertar então o liquido infeccioso (é a fase mais contagiosa), formando-se uma ferida (úlcera, que constitui a fase mais dolorosa).

Mas é a partir daqui que se inicia o processo de cicatrização, com a dor a ceder o lugar à comichão e a probabilidade de contágio a diminuir. A úlcera acaba por secar e a pela perde progressivamente o aspecto característico do “herpes”.

Prevenir o contágio

O “herpes” simples é um vírus com um elevado grau de infecciosidade, o que significa que o contágio é fácil. Tanto mais que se estima que cerca de 40% dos doentes desconhecem que são portadores, não se tratando e constituindo, portanto, um importante veículo de transmissão do vírus.

O “herpes” labial transmite-se através do contacto directo com a pele infectada – beijar, partilhar objectos pessoais, como copos e talheres, pode ser suficiente para que o vírus se instale noutro organismo. Importa, pois, prevenir – o que se consegue adoptando cuidados como evitar furar as vesículas, lavar as mãos após tocar nas lesões, evitar beijar ou falar muito próximo de outras pessoas. Importa, também, tratar e o mais precocemente possível, assim que se manifestem os primeiros sintomas. O objectivo é, por um lado, controlar a duração e intensidade do surto e, por outro lado, minimizar o risco de contágio.

Estão disponíveis medicamentos específicos para o “herpes” labial, à base de "aciclovir", uma substância que contribui para acelerar o processo de cicatrização e diminuir o incomodo causado pela doença.

Na maioria dos casos é suficiente a aplicação local de uma pomada ou gel (embora alguns autores não o recomendem) existindo também pequenos adesivos que atenuam os sintomas, ao mesmo tempo, que ajudam a disfarçar as marcas do “herpes”.

Nas situações mais graves e recorrentes, pode ser necessária a administração de comprimidos.

Tratar precocemente não produz apenas alívio físico. Tem igualmente repercussões a nível psicológico, dado que o impacto visual do “herpes” pode causar desconforto e inibição nos contactos sociais e até afectar a auto-estima.

É um facto que o “herpes” labial não tem cura e que, uma vez instalado o vírus num organismo, pode bastar um período de stress ou uma temperatura mais pronunciada para o reactivar. Mas também é verdade que existem medicamentos e produtos farmacêuticos que ajudam a lidar eficazmente com este vírus. Os beijos continuam a ser desaconselhados, mas os sorrisos não!

sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

O Joãozinho e o bordel


Na escola:
- Meninos, amanhã quero que me tragam exemplos de construções que estejam a ser feitas próximo das vossas casas e me digam quais as vantagens destas novas construções para vocês e para as vossas famílias.
No final da aula, a professora pede a todas as meninas que fiquem na sala para lhes fazer um aviso:
- Olhem, meninas, como o Joãozinho é muito malcriado, é provável que amanhã diga alguma das suas asneiras. Por isso, vou pedir-vos que, para evitarmos problemas, logo que ele disser algo que nos pareça asneira, todas vocês se levantem imediatamente e saiam da sala.
Todas concordaram com o pedido.
No dia seguinte, pergunta a professora:
- Fizeram a trabalho que eu pedi?
- Sim professora, responderam todos os alunos.
- Óptimo! Então, primeiro, a Anita.
- Perto da minha casa estão a construir um supermercado. Assim, a minha mãe não necessita andar tanto para ir às compras.
- Muito bem Anita!!! Sim, Raulzito?
- Perto da minha casa estão a construir uma fábrica de móveis. Assim, como o meu pai é marceneiro, pode trabalhar mais perto de casa.
- Excelente! Obrigada, Raulzito.
Nessa altura, o Joãozinho levanta a mão. Diz a professora:
- Ai, meu Deus!!! Fala, Joãozinho. O que estão a construir perto da tua casa?
- Perto da minha casa estão a construir um bordel.
Imediatamente, todas as colegas do Joãozinho se levantaram e iam a sair da sala, quando o Joãozinho exclama:
- Calma, suas p*s... Ainda não abriu!!!

mais cego é aquele que não quer ver ...rs

Mundo Policiário 44/08: Tempo de Natal

Mundo Policiário 44/08

Dic Roland, KO e Sete de Espadas: Sempre Presentes


No Mundo Policiário é TEMPO DE NATAL



Antes a nota habitual de Onaírda

Realizou-se no passsado Sabado 13 de Dezembro o almoço de Natal da Tertúlia Policiária da Liberdade, que teve lugar no restaurante/cafetaria do Museu Nacional do Teatro. Com algum atraso publicamos alguns fotos da reunião. Do atraso pedimos as nossas desculpas aos confrades.

Publicação do Conto de Natal "O Pai Natal está a recibo verde" da autoria de Antonio Raposo.


O PAI NATAL ESTÁ A RECIBO VERDE!


Uma história triste para contar aos seus netos, pelo Natal.

Apesar de todos os anos – durante uma noite – o Pai Natal ter trabalho, a entidade empregadora resolveu cortar nos custos fixos e vai daí – pôs o desgraçado a recibo verde.

Para quem não saiba é uma moderna forma de exploração de muita da classe trabalhadora. Com isso o pobre terá que descontar para a Segurança Social do seu bolso e na totalidade se quiser ter em ordem os descontos quando se aproximar a idade da reforma.

Alternativas? Nenhumas.

Quando a Europa encharcou o pessoal de cursos (mais ou menos tecnológicos) para dar a formação necessária à plebe, não deu cursos de formação aos pais natal

Não era agora já nesta avançada idade que o Pai Natal iria arranjar novo emprego.

Se se juntar a isso os maus resultados que obteve com a aquisição de uns papeis que o banco lhe vendeu como gato por lebre.

As aplicações financeiras, outrora susceptíveis de juros altos, hoje só estão dando prejuízo!

Estando na eminência de vir para a rua, logo após a noite de 24 de Dezembro, por Lock Out patronal, o nosso Pai Natal pensando – e bem – que não iriam correr muitos dias que ele não estivesse na valeta, à mingua. Isto apesar do estado ainda manter a sopa grátis para os pobres pais natal.

O nosso pai Natal pensou, pensou e tomou uma decisão drástica: Foi revender a baixo custo à porta de um qualquer “Toys are Us” os brinquedos que lhe entregaram para distribuir.

Pegou no seu fato vermelho que tanto gostava, e foi pendurar na primeira casa de prego que encontrou.

Chegou a casa, tirou as barbas e pô-las de molho!

Naquela noite de Natal com elas iria tentar fazer um excelente esparguete bolonhês. Bastava juntar-lhe um caldo Knorr que tinha encontrado na véspera no contentor do lixo do seu supermercado, local onde ele já era freguês. Leia-se freguês do caixote do lixo.

“Paz na Terra e glória a Deus (meu patrão) nas alturas!”

Gritava possesso o nosso pai natal já tocado pela garrafinha de tinto que conseguiu adquirir.

Depois já meio toldado, sujo de vinho, mas feliz, disse, sem nenhuma convicção: “Os ricos que paguem a crise”.

Uma crónica sobre o AMÔR. De que falamos quando falamos de entrega?

Crónica sobre o amor.

Caros amigos leitores do Bancada Directa


António Alçada Batista cultivava o amor como uma dádiva que os homens tinham direito. E o amor para ele, mais do que tudo, era a entrega plena de quem ama e é amado.

Inês Pedrosa revisita os sentimentos do escritor nesta sua crónica no “Expresso”

De que falamos quando falamos de entrega?

Escreve uma crónica sobre o amor, dedicada à x, se achares bem. Eu não o sei fazer, e sempre que tento, faço “asneira”. Esta súplica tímida, acrescida de “se faz favor” muito educado – gosto das pessoas que nem no desespero perdem a delicadeza – aterrou, ia alta madrugada, no meu correio electrónico. A fé no poder das palavras assim confessada por um homem de 45 anos, ainda por cima um homem que mora dentro das altas tecnologias da informática e não é dado a literatices, caiu sobre o meu coração como um relâmpago de luz. Desde os 16 anos que não recebia um pedido desses – e desde essa época que sei que escrevemos apenas para fazer de conta que o amor pode ter outra morada, ainda que clandestina, numa outra vida, ainda que invisível.

Porque? Não sei mais do que aquilo que escreveu, nesse mail desesperado, esse homem que esperava que das minhas mãos nascesse o abracadabra para o amor de uma certa mulher, um amor que parece ter desaparecido de repente, no instante em que começava a fervilhar. “As pessoas têm medo de ser felizes” digamos que esta é uma resposta optimista. A inversa seria que as pessoas gostam de ser infelizes, ou se habituam à infelicidade. São muitos séculos de literatura, cinema e música a empurrarem-nos para as gloriosas escarpas da inteligentíssima tristeza, a gritarem-nos que a paixão é efémera e a persistência coisa de gente sem engenho e arte para a mudança…..




De “Jane Eyre” de Charlotte Bronte ( que prefiro antes a “O Monte dos Vendavais “) a “Do Fundo do Coração” de Francis Ford Copolla ou a “Chanson des Vieux Amants” de Jacques Brel, há todo um dicionário da amores felizes escondido de baixo do tapete da História das Artes, até Margarite Duras, especialista em amantes efémeros e marinheiros tão intensos quanto imateriais, que escreveu um dia (em “Os Cavalos de Tarquimia) : “O amor, é preciso vê-lo com tédio e tudo”. Temos cada vez mais medo do tédio. Porque não ousamos ter imaginação para o superar. Nem concentração para nos entregar. Dizemos que não temos tempo – o que é um paradoxo, porque nunca como hoje dispusemos de tanta liberdade para escolher o que fazer com o nosso tempo.

Não é de serem felizes que as pessoas têm medo; é de escolher – da responsabilidade da escolha, do compromisso que ela acarreta. Aprendemos que o amor não escolhe, o que só em parte é verdade. Como demonstrou D H. Lawrence em “O Amante de Lady Charteley” – um romance que vale por dez tratados de sexologia, os especialistas que me desculpem - ,escolhemos com o cheiro, escolhemos com a pele, escolhemos com o olhar, escolhemos com o sangue. O problema é que deixámos de usar o olfacto, o tacto e a visão, deixámos de escutar o batimento do sangue, e decidimos não escolher-nos uns aos outros através de ”afinidades”, isto é, através de combinatórias de personalidade.

Assim baralhamos o amor e a amizade e, muitas vezes, acabamos por perder uma coisa e outra. Além disso, vivemos num palco de expectativas extraordinárias: se não acontece um fogo de artifício épico da primeira vez que fazemos amor com alguém, é porque, afinal, nos enganámos. Pensamos demasiado, fazemos demasiados cálculos – e sonhamos cada vez menos, entregamo-nos cada vez menos. De que falamos quando falamos de entrega?

Cépticos desconfiados à partida, ancorados no rol das decepções passadas ou do falhanço futuro, que temos de genuíno e único para entregar? De tão pouco arriscarmos, arriscamo-nos a descobrir demasiado tarde, como a protagonista de “A Fera na Selva” de Henry James, que a “fera” que nos mudaria a vida passou por nós, desejou-nos, amou-nos - e morreu sem dar por isso.

Desgastamo-nos a jogar às vítimas e aos verdugos, a fazer lista de culpas e vinganças, umas e outras pífias, frágeis balões para egos ufanos, mal talhados, embrutecidos por essa contrafacção do amor-próprio que é a vaidade. Chamamos amor ao pavor da solidão, aos sonhos que não fomos capazes de cumprir, à necessidade de afirmação, a toda a tralha com quer disfarçamos a pergunta inicial: quem sou eu? O António Alçada Batista dizia que ainda estamos na pré-história do Amor, e tinha razão. Só posso dizer-se esta verdade, que espere te console; querido e insone correspondente, não há palavra escrita, por mais eloquente que seja, capaz de plantar um determinado amor num determinado coração.

Também eu faço asneira. A escrita é, nos nossos dias bons, uma seta de longo alcance – ilumina (ou consola ou desperta) almas desconhecidas. Mas quase sempre assusta a afasta os próximos, porque nasce de um poço de silencio impartilhavel.

Todos gostamos de receber cartas de amor - mas quando o amante hesita e acusa e pede espaço ao amado, não há palavras, por mais sublimes que , que dêem asas a esse amor apeado.

Nem ele as merece. É difícil encontrar a fera, no meio do safari turístico de alta rotação em que a selva se tornou. Mas vale a pena tentar – estamos
só na pré-história.

Sem Palavras...




Imagens Kibeloco

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Fractal


António Garcia Barreto


Não sei se já tiveram a oportunidade de ler este romance. Trata-se de uma história que decorre em Lisboa, em 1930, nos primeiros anos da Ditadura. Eneias Trindade, chefe de brigada da Polícia Criminal, é nomeado para investigar as causas da queda de um aeroplano, de inusitada cor vermelha, numas arribas a norte das Azenhas do Mar. Uma diligência que lhe parecia irrelevante, tão irrelevante como a metáfora que o inspector Semedo usou para referir-se ao caso. O que Eneias Trindade não podia adivinhar é que essa diligência iria mudar para sempre a sua vida. Como polícia tem um mistério por resolver, ao mesmo tempo que descobre o cinismo e enfrenta a perseguição política. Como homem persegue-o a memória de um amor perdido, que tenta recuperar. A acção decorre numa Lisboa popular e boémia, à beira de se tornar uma cidade dominada pelo medo, num período de transição política da nossa História contemporânea.

Este romance é uma edição da Oficina do Livro, com capa de Neusa Dias, publicado em 2008. Encontra-se à venda em todas as livrarias (incluindo cadeias como FNAC, Bulhosa, Bertrand, El Corte Inglés), hipermercados e também online.


Podem ler o 1.º capítulo do livro aqui.

O desporto na minha terra. Vamos falar de um atleta praticante de Futsal no Vila Verde aqui de Sintra

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Nota do autor do post: confesso que esta noticia está para ser publicada desde há uns quinze dias, mas só agora tive a oportunidade de a meter no blogue. Por isso alguns dados podem estar alterados pelas jornadas que se realizaram depois.


Tuca lidera a tabela dos melhores marcadores do Nacional da II Divisão de Futsal.

“Se não marcar golos, é que as pessoas ficam admiradas!”

Fernando Jorge Dias Correia nasceu em Lisboa no ano de 1982 na Freguesia de São Sebastião da Pedreira, como milhares de outros portugueses. Oriundo de uma família cabo-verdiana, a sua avó desde logo o “baptizou” de “Tuca, tuca” e assim ficou conhecido. Hoje, verdadeiramente invulgar pela facilidade com que marca golos, desde as camadas jovens e mais recentemente nos seniores.

Começou pelo futebol de onze na localidade onde morava, em Famões-Odivelas, representando o Tenente Valdez no escalão de Iniciados.


Quando a família mudou de residência, ingressou no Clube Unidos do Cacém na equipa de Juvenis, sagrando-se campeão da AFL e subindo aos Juniores. Ainda neste escalão, já integrava o plantel dos juniores que mais tarde subiriam aos nacionais de futsal

A sua capacidade goleadora mereceu a atenção dos clubes de Futsal. Saiu então para o Clube de Futebol ”Os Belenenses”, onde não chegou a aquecer o lugar, já que não respeitou as regras impostas pelos dirigentes do clube de Belém jogando um torneio particular, sem a devida autorização. Seria por isso, dispensado, e na época seguinte lá estava de novo na sua equipa de eleição o Clube Unidos do Cacém, que Tuca define com “um clube cinco estrelas, as pessoas gostam de mim e eu gosto delas, porque sempre me trataram bem”.

Nas competições da AFL marcou 115 golos (!) em jogos oficiais numa época, e no ano em que jogou na terceira divisão nacional à sua conta foram 80 golos a sua conta pessoal que marcou. O seu recorde de golos num jogo é de 13, feitos no decorrer de um torneio popular, tornando-se num dois goleadores de eleição no Futsal.

Transferido esta época para o Sporting Clube de Vila Verde, Tuca tem correspondido às expectativas dos dirigentes do clube da freguesia da Terrugem, mantendo a sua veia goleadora e estabelecendo novo de recorde de golos marcados num só jogo: sete (!) frente aos lisboetas dos Onze Unidos, um jogo que terminaria empatado a dez golos.

Pontaria afinada que decorridas oito jornadas do campeonato nacional da II Divisão lhe permite liderar a tabela dos melhores marcadores da Série B da Zona Sul com 20 golos marcados, superando Rogério Geitoeira do Boavista que soma 17, na Série A, ou ainda Divanei (Fundação Jorge Antunes) que no escalão principal leva apenas 11 golos marcados.

Em Vila Verde a nova coqueluche da equipa dos leões de Vila Verde, não só pelo seu perfil de jogador, mas também como homem, conquistando a simpatia de todos os adeptos. “Se não marcar golos, as pessoas ficam admiradas, e acham logo que o Tuca está mal, ou que algo de mau se passa. Mas mesmo assim na segunda divisão, com equipas mais competitivas, acho que estou a render, e espero mesmo superar as minhas expectativas. Este campeonato é mais exigente, treina-se mais, mas também aqui as pessoas gostam de mim, eu gosto do clube, e espero chegar ao final da época e ter contribuído para que o Vila Verde possa voltar à 1ª Divisão Nacional, que é o nosso grande objectivo”, afirma convicto.

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Glória in excelsis Deo. O humor habitual de Antonio Raposo

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Antonio Raposo faz-nos sorrir quando se lembra de desencantar uma história a preceito de boas virtudes terrenas e divinas. Ora leiam lá o texto a seguir.


Gloria era uma milionária de berço e muito gostosa.

Um dia, Glória descobriu que o seu pai era veado.

Descontente da vida, incapaz de aceitar a situação, resolveu matar-se.

Mas não podia matar-se como qualquer outra criatura, afinal, ela, Glória, era milionária; e ficar atirando-se de qualquer viaduto ou ponte, cortando os pulsos ou tomando formicida era coisa de suicida pobre.

Ela queria matar-se com classe, de forma diferente, em grande estilo.

Mandou aprontar o jatinho da família e só com o piloto mandou-se para o Céu.

Pretendia atirar-se lá de cima.

Durante o voo, enquanto se preparava para o salto fatal, ela foi
indagada pelo piloto a respeito do gesto extremo que ia executar, e chorando, contou a ele o que ocorria:

- Papai é veado. Não consigo conviver com essa vergonha e vou me matar.

Vislumbrando uma possibilidade, já que ele sempre havia cobiçado aquela mulher, o piloto sugeriu que dessem uma trepadinha antes dela se matar.

Glória concordou, afinal, para quem ia morrer, não custava nada quebrar o galho de um humilde piloto que se declarara tão apaixonado por ela.

E assim foi.

Piloto automático no avião e... aleluia!!!

Glória gostou tanto da trepada que desistiu de se matar.

Qual é a moral da história?

pense.......

Fácil:

'GLÓRIA DEU NAS ALTURAS,

E O PAI NA TERRA, AOS HOMENS DE BOA VONTADE'

Um tema recorrente dos nossos dias. Porque faltam os deputados?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Falo-lhes de um tema que deu muito que falar há pouco mais de oito dias, e agora está lentamente a caír nas sombras volateis do nosso esquecimento habitual!

Um tema recorrente: porque faltam os deputados?

A verdade é que o Parlamento não é o centro da Democracia, mas o centro da sonolência. As faltas dos deputados são um clássico que se repetirá até que alguém reforme, decisivamente, o sistema de eleição da Assembleia da Republica.

De quando em vez a pátria sobressalta-se com os seus deputados. Tem a vaga sensação de que uma boa parte deles ou é inútil ou preguiçosa. Discutem-se, então, possíveis sanções e proclamam-se elevados padrões morais. Por vezes, fazem-se regras mais apertadas criam-se novas incompatibilidades que impedirão os parlamentares de ser, simultaneamente, outra coisa qualquer e refere-se o desprestigio em que caiu a nossa classe politica. Depois, passados uns tempos, a ira abranda e tudo volta ao mesmo. Até um novo episódio fazer recomeçar o ciclo.

Foi este o caso da semana passada (sexta - feira dia da votação da “eventual suspensão” do famigerado processo de avaliação dos professores), quando a Oposição descobriu que fora a ausência dos seus próprios deputados a impedir a primeira derrota da maioria absoluta do Partido Socialista.

O caso é irónico, mas não passa disso. Todas as semanas, todas as sextas – feiras multiplicam-se os lugares vazios no hemiciclo. Não há só cinco ou há dez anos, mas há, seguramente, quase vinte anos. E só não direi que há mais tempo porque, antes disso, à sexta – feira nem sessões havia. E nem vale a pena, como mostra o passado, criar mais sanções e mais regras – os deputados, tal como são entendidos hoje, continuarão a faltar.

Actualmente, os deputados são considerados de uma forma simples: extensões de um poder exterior do Parlamento. Os da maioria dependem do Governo; o da Oposição de um Directório político, que nem sempre está na Assembleia da Republica (caso actual do PSD). Embora a Constituição e os seus fundamentos indiquem o contrário – que o poder politico emana do Parlamento e que a Assembleia da Republica é o centro do poder - a verdade é que São Bento é o centro da sonolência e da vacuidade. Quem, de juízo perfeito, ache que ser deputado é uma enorme honra ou um grande serviço ao país?

Quando alguém se propuser, de forma séria, alterar este estado de coisas, tornando-se os deputados independentes de centros de decisão exteriores, ligando-os, efectivamente aos seus eleitores e dando-lhes autonomia e condições de trabalho (incluindo uma remuneração justa) estará, então sim, a contribuir para dignificar a função do Parlamento, e muito possivelmente, a impedir que cenas como a da penúltima sexta – feira volte a acontecer.

Até lá, tudo isto não passa de teatro e – o que é pior – teatro de marionetas. Ninguém acha grave faltar a uma mera câmara de ressonância, onde cada qual vota em quem lhe arranjou o emprego ( e não no que a sua consciência lhe dita). E na verdade não é grave.

O que é grave é o desprezo que este regime e os nossos partidos votam ao Parlamento.

O texto base é de Henrique Monteiro, jornalista do Expresso.

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Algumas crianças gostariam que seus pais fossem animais...

video

Dear Mr President...

Bush quase a deixar a presidência Americana, não se livra de levar um par de sapatos no Iraque, para que possa sair calçado, do país que deixou em meias...


Mas para terminar, deixo este magnifico vídeo dedicado também ao mesmo presidente, mas que faz algumas perguntas que eu também gostava de ver respondidas!

O título da musica chama-se Dear Mr President da autoria de Pink, mas que também está legendado em português, para que todos possam interpretar a mensagem da musica, que é excelente.

É uma das minhas contribuições de Natal, pois eu adoro esta música e penso que muitos que ainda não a ouviram, vão ter a mesma opinião. Que todos aproveitem esta iniciativa para terem coragem de dizer o que pensam e deixar o alerta, nem que seja através da musica, para o desastre que o nosso mundo caminha...

Bem hajam a todos


[desliguem a musica do blogue nos link da direita]

domingo, 14 de Dezembro de 2008

Flores para a nossa amiga Fresquinha

A tristeza da praia de La Bajadilla numa manhã como a de hoje.

Flores para a nossa amiga Fresquinha ( de Roquetas para Azeitão)

Neste Domingo triste aqui em Roquetas de Mar, especialmente no interior da comunidade africana sub-sahariana, por via dos incidentes que ainda se registam por aqui e por ali, lembrei-me de enviar estas flores para a nossa amiga "Fresquinha". E a tristeza até se nota na praia de "La Bajadilla", onde é o nosso quartel- general até terça-feira.


sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Mundo Policiário 43/08 : É Tempo de Natal.

Mundo Policiário 43/08
Tempo de Natal

Publicação do "Conto de Natal" da autoria de Pedro Sousa, intitulado "Dar e receber em "Tempo de Natal!"

Antes a habitual nota de Onaírda
Realiza-se amanhã Sabado a partir das 12h00 no restaurante/cafetaria do Museu Nacional do Teatro, ali mesmo encostado à Igreja do Lumiar, a reunião/almoço de Natal da Tertúlia Policiária da Liberdade. Destina-se especialmente para aqueles confrades, que por via das suas ocupações profissionais, não podem comparecer às habituais reuniões mensais das primeiras quartas-feiras de cada mês.
O nosso confrade Peter Pan será o apresentador de um trabalho de sua autoria na próxima reunião de Janeiro de 2009 (quarta-feira dia 7)

E agora é Tempo de Natal .Eis aqui o nosso "Conto de Natal" deste Mundo Policiário.

Caros amigos leitores do Bancada

Transcrevo a introdução ao conto acima referido

.....O meu amigo Adriano “Onairda” desafiou-me para fazer um "Conto de Natal", o que não é um tema onde me sinta muito a vontade, mas vou tentar fazer o melhor, mesmo sabendo que nunca posso aspirar a ser um escritor de realce no que quer que seja.

Gostei imenso de ler o pedido e reflexão da Dra. Ilda Maria Ribeiro Pação na sua excelente sugestão de Natal, pois trouxe uma perspectiva diferente, digo mais real, e do que deveria ser todo ano.

Eu vou escrever algo que fará com certeza lembrar a muitas pessoas, passagens do vosso Natal na infância, mas da maneira mais simples possível de narração, mostrar-vos-ei este "Conto de Natal", que espero muitos de vós recordem algo parecido ao vosso Natal ao longo das fases da vossa vida!.

Bem hajam!

Pedro Sousa

"Dar e receber em tempo de Natal "


Um menino que fazia quase 4 aninhos de vida, que todos os dias a mãe o levava ao infantário de bicicleta com um pequeno banco atrás do selim, onde era confortavelmente instalado, vestindo uma roupa simples mas a cheirar a lavado, com um barruço enfiado na cabeça que cobria as orelhas e umas pequenas luvas para que o frio fosse minimizado nos dias pequenos de inverno, até ser deixado naquela maravilhosa casa onde todos o tratavam e acolhiam tão bem.

Mas com o aproximar do Natal, a alegria sorria de bochecha a bochecha desse pequeno jovem a cada dia, porque sabia que essa época se comemorava o nascimento de Jesus, uma vez que seu pai desde cedo o habituou a ouvir os ensinamentos e valores mais importantes desta época e o quanto era importante, mais que não fosse por ter a família toda reunida, mas também, e como todos os meninos dessa idade, porque era a época onde todos lhe davam mais atenção, e claro está, uns presentes no sapatinho lhe seriam reservados, pelos bons valores praticados ao longo do ano.

Mas uns dias antes da noite de Natal, era costume no infantário onde passava os seus longos mas preciosos dias de início de vida, haver uma pequena troca de presentes entre todos os pequenos que frequentavam o infantário social local, e para isso era necessário cada um levar o seu presente, para ser aberto no último dia antes da semana de férias desse espaço infantil.

Como norma, cada pai ia comprar um pequeno presente para levar onde seria trocado com outras crianças que partilhavam o mesmo espaço, mas onde não era comunicado às mesmas que seria para trocarem entre elas, melhor, talvez estas não se apercebessem que era assim. Talvez por essa razão o pequeno, foi escolher um presente à sua escolha na presença dos pais, pensando que seria a escolha que receberia no dia da distribuição das prendas por essa instituição.

Escolheu um coche com dois cavalinhos a puxá-lo, entre muitos que viu na loja de brinquedos que seus pais o levaram, os cavalinhos pareciam ter vida, uma vez que dava para separar as varias componentes que compunham esse pequeno objecto tão querido aos olhos dessa criança, foi uma paixão a primeira vista que nunca mais largou até ao infantário, que depositou no local onde todos o faziam, com os olhos cintilantes de felicidade, porque considerava o melhor presente de todos.

A criança andava tão contente que sonhava com os pequenos cavalinhos que faziam rodar o coche, até ao dia que poderia novamente brincar com ele, mal fossem distribuídos.
O dia de cada um receber o seu presente, chegou, e qual foi o espanto quanto recebeu um carro de corridas cheio de luzes e sons, que com certeza qualquer outra criança ficaria muito feliz de receber, mas o presente era algo muito diferente do que tinha escolhido e até imaginado para esse dia, e quando viu outro amiguinho do infantário receber o coche e cavalinhos que lhe tinha dado muitas boas noites de sonhos, o seu mais bonito presente que alguma vez pensou ter… a tristeza ficou estampada no rosto, com as lágrimas a correr pela cara abaixo, com os olhos avermelhados acompanhados de soluços repetidos, com o carro de corridas nas mãos sem intenção sequer de brincar com ele, pois só pensava na traição que tinha tido por todos os que o rodeavam.

Mas logo seu pai e mãe presentes [como todos os pais] ao aperceber-se do sucedido, lhe disse ao ouvido, que este dia devia de ser felicidade, pois o seu presente seria uma bênção para outra criança, que o iria estimar muito, e para não ficar triste uma vez que recebeu um também muito bonito e até com maior valor. Mas isso não foi suficiente para ele parar de chorar, então a mãe contou-lhe que Jesus estaria a testá-lo na sua boa vontade e do seu bom coração, de poder dar algo que gostava muito aos outros e poder receber algo em troca, mesmo que fosse diferente daquele que tinha imaginado…

Mesmo assim, não compreendendo muito bem, o que os pais estavam a tentar dizer, face a idade muito infantil, ficou mais calmo, mesmo triste, as lágrimas já não caíam com tanta intensidade, mas ainda gota a gota ia escorregando pela cara abaixo, limpas pelo lenço da mãe que junto do pai o ia reconfortando.


A caminho de casa, os pais lá iam explicando como podiam, na forma mais simples de aliviar a dor de perder algo que pensava ter ganho, através dos ensinamentos que Jesus lhes deu…” É mais feliz dar do que receber. Receber é bom, mas dar é melhor”, lá foi dizendo o pai ao menino para o confortar, ” …receberás muitas vezes mais, tudo o que deres com o maior prazer e de coração aberto….” retorquia a mãe, complementando o pai novamente ”…e nunca seremos esquecidos, se rezares muito e com muita fé por ti e por todos os que gostas, assim pelos mais necessitados, Jesus realizará sempre os teus sonhos”.

O menino dormiu ao fim de algum tempo, quebrado pelo cansaço do choro compulsivo que teve nesse dia, e ficou com alguma tristeza interior por saber que tinha perdido algo que gostava muito, mas nas noites seguintes, lembrando o que seus pais lhe tinham transmitido no dia anterior, rezou ainda com mais força e querer, para que Jesus nunca se esquecesse dele e dos que o rodeavam, mas sempre com o pensamento naquele maravilhoso presente, que nunca era esquecido, e nas suas preces, era sempre pedido que pudesse receber um dia, um igual.

Os dias seguintes foram esquecendo o sentimento, mas não o desejo, até que chegou o dia de Natal.

Na manhã de 25 Dezembro, como era costume, o menino foi junto da chaminé, ao sapatinho que tinha deixado anteriormente, e qual foi seu espanto quando ao abrir os presentes [supostamente deixados por Jesus], tinha o seu mais desejado pedido, com que tinha sonhado em noites anteriores.
Mas em vez de um, tinha dois coches e seus cavalinhos, um igualzinho ao que sempre sonhou, e outro com uma cor diferente mas igualmente bonito…As lágrimas enxutas de alegria, com um sorriso de orelha a orelha, olhos brilhantes, eram a felicidade de uma criança, que mais do que qualquer outro, estava muito feliz, gritando enquanto corria para o quarto dos pais, dizendo que Jesus o ouviu em suas preces, dando-lhe em dobro tudo o que tinha pensado perdido, esquecendo tudo o resto que ainda estava por abrir…, e lá perguntou aos pais, se um dos coches com cavalinhos, era para oferecer novamente a outro amigo lá do seu infantário….


Foi dos dias mais felizes da sua vida. Mesmo um simples coche com cavalinhos, pode ser o sonho de qualquer criança e o presente mais desejado a outras coisas mais valiosas, por isso, o simples, pode ser muito na vida de uma criança, e no saber ensinar outros valores em certos momentos, como este que foi transmitido a este menino, que dar com o coração pode ser também o de receber muitas vezes mais na vida o que desejamos, tal como a felicidade, o amor e os bons ensinamentos que Jesus nos ensinou, e junto das boas acções seremos ressarcidos, e que todos devíamos praticar nem que seja só algumas vezes ao ano…

Bom Natal 2008 para todos vós!!!!

Pedro Sousa

Assim vai a Formação no Brasil...


Vida de gado

Como em quase todas as suas relações económicas, o Brasil, no disputado mercado do futebol, é um fornecedor de commodities. Produzimos craques ou bons jogadores aos borbotões. Eles brotam País afora como cana e soja. E até o caminho do estrelato – ou da desilusão – são tratados assim, feito commodities, como frangos desossados ou partes de um belo corte bovino prontos a serem exportados. Seduzidos pelo sonho da fama e fortuna, crianças e adolescentes, em pleno século XXI, e a despeito de imensos lucros de clubes e empresários que têm a sorte de revelar um novo Ronaldinho ou Kaká, continuam a ser submetidos a uma vida em condições precárias em times médios e pequenos. Os craques do futuro são instalados em alojamentos mambembes e sem higiene, com alimentação de péssima qualidade. São afastados da família – às vezes até sem a autorização oficial – e da escola.
Sobram denúncias de abuso sexual. Nos grandes clubes existe a preocupação de matricular o jovem jogador em uma escola. Mas nem sempre há um acompanhamento adequado. Com o vai-e-vem de time e de cidade, são raros os que concluem os estudos. Nos clubes com menor estrutura, a situação é pior. Os jovens são submetidos a cargas excessivas de treinamento e a uma enorme pressão psicológica. A ausência do convívio familiar, a falta de estudo, a pressão e o risco de abuso sexual levaram o Ministério Público do Trabalho a fiscalizar a situação dos jovens atletas. Em São Paulo foram realizadas vistorias em vários clubes. Há um ano, um grupo de trabalho foi formado por procuradores de vários estados para analisar o problema em todo o País. A intenção é regulamentar a atividade para as crianças e adolescentes. "Estamos preocupados principalmente com a situação dos menores de 14 anos. Muitos clubes não têm a infra-estrutura mínima para receber esses jovens e, muitas vezes, nem a autorização oficial dos pais", explica a procuradora Claudia Lovato Franco, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo. Jovens jogadores fazem graves acusações. "Sempre ouvi falar de casos de pedofilia nas categorias de base de grandes times", afirma R.M., 20 anos, ex-Corinthians e Portuguesa e hoje sem clube. "Alojamento sem higiene é coisa normal.
Se a Vigilância Sanitária aparecer, ela fecha dezenas de clubes. Na Portuguesa Londrinense (PR), um amigo meu estava dormindo e um rato caiu em cima dele", conta R. A.P., 19 anos, ex-Santos e também sem clube no momento, relata ter passado duas semanas na mesma Portuguesa Londrinense à base de arroz e pé de galinha, todos os dias. "À noite, a gente dormia no chão. E tinha de ficar com a bolsa e as roupas entre as pernas para não ser roubado", afirma. Segundo ele, atletas menores de idade da cidade saíam diariamente com homossexuais e recebiam 200 reais por programa. CartaCapital visitou o alojamento da Portuguesa Londrinense, rebaixada neste ano para a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. Lá, os jogadores dormem em camas e beliches capengas com colchões velhos e sujos. Os quartos não estavam limpos e havia um forte cheiro de mofo e suor. "Aqui não tem nenhuma mordomia, nem quartos bonitos. Mas é limpo, sim. Uma vez por semana tem um cara meio ignorante aqui que bota a molecada para cuidar dos quartos e do corredor", diz Amarildo Martins, 45 anos, dono de um autopeças, presidente da Portuguesa e também do Cambé, da cidade vizinha de mesmo nome. Ex-atleta do Operário de Campo Grande, Martins se define como um jogador razoável. "E a vida é difícil para quem é razoável", sentencia.


Ele nega que seus jogadores só comam pé de frango. "Isso é uma coisa inventada por um jornalista da tevê de Londrina. Aí, passaram a falar. A base da alimentação é peixe e macarrão, que tem carboidrato para os atletas. Nem eu tenho macarrão na minha casa todo dia. Podem ter sobrado uns dois pezinhos de frango de vez em quando. Mas quem falou isso é o maior mentiroso da face da terra", rebate. O presidente admitiu que homossexuais costumam rondar o alojamento do clube. "Os gays sabem que aqui está cheio de garotos e ficam rondando. Mas o que eu posso fazer? Eu falo com os meninos, procuro conversar. Como sou evangélico (da Igreja do Evangelho Quadrangular), levo a palavra de Deus para eles. Sempre trago alguém aqui, de várias igrejas, para fazer a pregação", afirma. São mantidos, no momento, no alojamento da Portuguesinha, como o time é chamado, 35 jovens das categorias júnior e juvenil. Os do infantil moram na região e não ficam alojados, garante Martins. Os atletas treinam pela manhã e à tarde. Já passaram pelo time craques como o goleiro Gomes (ex-Cruzeiro e hoje no Tottenham da Inglaterra) e os zagueiros Anderson e Miranda (São Paulo). Martins é um dos principais fornecedores de jogador do time paranaense do Irati, um dos preferidos pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras, para garimpar contratações.



O sonho dos jovens jogadores da Portuguesa, como os de outros clubes do País, é jogar na Europa. Depois, a seleção brasileira. Martins diz que os orienta a não interromper os estudos. Mas a maioria parece não seguir o conselho. "Estou aqui há sete meses. Parei de estudar no terceiro ano do ensino médio", admite Willians Fernandes Vieira, goleiro de 17 anos, da cidade paranaense de Assaí. "Mas vou voltar no próximo ano", promete. O centroavante Hélio, 19 anos, de Ourinhos (SP), joga desde os 10 anos e também interrompeu os estudos no último ano do ensino médio. "É muito cansativo treinar e estudar", reclama. O meia Henrique Leão, 20 anos, de Três Corações (MG), parou aos 17, no segundo ano do ensino fundamental. "Sempre comecei e parei. Se não houver estabilidade num time, é complicado", garante. Leão lamenta ter sido obrigado a deixar o juvenil do Santos, onde passou quatro meses e foi dispensado. "O meu empresário na época quis muito, não entrou em acordo com o clube e eu fiquei sem a vaga. Prefiro nem comentar. Às vezes é melhor nem ter empresário. Tem uns que só te roubam", reclama. O paulistano Caio de Melo Pereira, 15 anos, um dos mais jovens do alojamento, tem conseguido estudar. Está no primeiro ano do ensino médio. "Dá muita saudade da família. Mas a gente tem que se adaptar a essa vida", afirma. Em outras regiões, a situação dos jovens atletas não é diferente.



No Recife, os atletas das categorias de base do Santa Cruz – tradicional clube pernambucano que se prepara para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro, depois de vários rebaixamentos – treinam num campo conhecido como "pantanal", que passa a maior parte do ano encharcado. Onde deveriam ser os vestiários e refeitórios, tem apenas uma estrutura de alvenaria inacabada, sem armários, vasos sanitários ou água encanada. Ladrões costumavam invadir o local para roubar fios, material de construção e até assaltar jogadores. F.J., 16 anos, conta que o clube só fornece o campo, a bola e o treinador. "A gente tem de levar lanche de casa. Depois do treino, não tem lugar nem para tomar banho. Voltamos todos suados. Não tem lugar nem para fazer xixi e fazemos no pé do muro." Muitas vezes, jogadores do juvenil treinam com os menores, de até 8 ou 9 anos. "Eles acabam se machucando", lamenta. Pais de atletas denunciaram o Santa Cruz ao MP por causa das irregularidades.



Há 15 dias, a procuradora do Trabalho Débora Tito e a promotora da Infância e Juventude Jecqueline Aymar convocaram os três principais clubes do estado – Náutico, Santa Cruz e Sport – para uma reunião. "Os jogadores têm os seus direitos ameaçados, principalmente quanto à educação e à convivência familiar", alertou a promotora. As instalações das categorias de base são um exemplo de desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e às leis trabalhistas. Além da inexistência de comida no refeitório, faltam roupa de cama, higiene, armários e privacidade no alojamento improvisado sob as arquibancadas do estádio do clube. Os banheiros só foram reformados no final de 2006, graças a uma coleta de dinheiro realizada por alguns jogadores, indignados com os vasos sanitários quebrados e os poucos chuveiros, entupidos. Até setembro, a energia elétrica estava cortada por falta de pagamento e o gerador era desligado à noite para economizar óleo diesel. Os atletas não conseguiam dormir por causa do calor e da invasão de mosquitos.
O estádio do time fica ao lado do Canal do Arruda, que recebe boa parte dos esgotos da zona norte da capital pernambucana. A nova diretoria do Santa Cruz, que tomou posse em outubro, admite as irregularidades e promete corrigi-las. O diretor das categorias de base, Carlos Frederico Galvão, diz que vai criar uma coordenação de saúde e de assistência para dar acompanhamento pedagógico, social e psicológico aos jovens atletas. "Precisamos apenas de tempo, pois as ações não podem ser implementadas de uma vez", afirma. Galvão informou que o clube deve adquirir um terreno para construir um novo CT, próximo de duas escolas. Prometeu ainda se inspirar em experiências bem-sucedidas de parceria para solucionar os problemas. Mas o Santa Cruz não terá muitos exemplos para copiar. São poucas as experiências de clubes de futebol que tentaram assegurar formação e cidadania aos meninos que arriscam a carreira de jogador. Uma das poucas aconteceu no Vitória da Bahia, nos anos 2002 e 2003. Naquele ano, o clube baiano criou o projeto Bom de Bola, Bom de Cabeça, em parceria com a ONG Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup), o Unicef e a Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Segundo o ex-coordenador do projeto, Normando Batista, a proposta era oferecer uma formação educacional para os adolescentes de 15 a 17 anos. "A parcela daqueles que conseguem se profissionalizar é muito pequena, por isso havia esse investimento para que todos fossem capazes de identificar oportunidades além do futebol", lembra Batista.



Eram oferecidos cursos e oficinas sobre prevenção contra drogas, sexualidade, HIV, relações humanas, mídia training, informática e acompanhamento pedagógico. Mas a iniciativa não foi adiante. O confinamento de atletas em espaços inadequados também é prejudicial. Até o mês passado, 32 jovens jogadores do Esporte Clube Laranja Mecânica, da cidade paranaense de Arapongas , viviam numa espécie de república num casarão. À noite, tinham a companhia apenas do técnico, Luiz Balbino, ex-jogador do Cruzeiro e do Tupi de Juiz de Fora, que deixou o time recentemente. "Dá saudade demais. Mas, se a gente tem um plano na vida, tem que lutar por ele", diz Wellington Marino, 16 anos, que saiu há um ano da cidade de Sapezal, em Mato Grosso, para treinar no Laranja Mecânica. Jonathan dos Santos, também de 16 anos, de Campo Grande (MS), é filho de um porteiro e uma empregada doméstica e só pensa em ajudar os pais. "Meu sonho é dar alguma coisa boa para minha família." A distância dos parentes pode trazer prejuízos aos garotos, avaliam especialistas. "A criança e o adolescente estão numa condição peculiar de desenvolvimento. Além das questões materiais, precisam de referências familiares, culturais e comunitárias", observa a psicóloga Lucia Helena Alencar, especializada em violência doméstica contra a criança. "Numa situação como essa, eles ficam sem o referencial de pertencimento, o que compromete o desenvolvimento saudável e adequado." Os jovens que treinam muitas vezes em período integral perdem o direito à infância.

Essa situação contraria o ECA. O artigo 19 da lei federal diz que toda criança "tem de ser educada no seio da família". Já o artigo 53 assegura o direito à educação, "visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho". A carga excessiva de treinamentos é outro problema. "Há um perigo no exagero de exercícios físicos. Faltam profissionais preparados. Dar treino para uma criança é uma questão delicada e é preciso uma formação muito boa para isso", alerta Turíbio Leite de Barros Neto, fisiologista do Centro de Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do São Paulo Futebol Clube. "Em muitos casos, quem costuma dar o treinamento é um ex-jogador. Não tenho nada contra ex-jogador. Mas é uma competência que ele não tem." O MP paulista recebeu no ano passado denúncias de que crianças e adolescentes estariam sendo submetidos "a jornadas excessivas de trabalho" nos grandes clubes. Na época, um adolescente denunciou ainda ter sido vítima de assédio sexual no Corinthians. Um ex-gerente de futebol amador foi acusado. Em visita aos alojamentos do Corinthians para examinar as condições de trabalho e recrutamento das crianças e adolescentes das categorias de base, as procuradoras Mariza Mazotti, Débora Lopes e Maria José do Vale constataram problemas como sujeira, mau cheiro e chuveiros precários.



Alojamentos do clube foram interditados. O supervisor das categorias de base do Corinthians, Wagner Rodrigues, o Vaguininho, afirma não ter conhecimento de casos de assédio e diz que o clube resolveu os problemas apontados pelo MP. "Os jogadores dos juniores, mais velhos, foram desalojados. Cada um agora passa a ter uma casa. Agora, só garotos da mesma faixa etária ficam juntos", afirma. "Quanto ao estudo, a Federação Paulista de Futebol exige que o garoto mostre seu boletim de dois em dois meses." Em Minas Gerais, o Cruzeiro está prestes a assinar um termo de ajustamento de conduta, com conteúdo elaborado pelo Ministério Público do Trabalho. Em núcleos que o clube mantém em municípios do interior também foram encontrados meninos sem freqüentar escola e instalados em alojamentos em péssimas condições, segundo Miriam dos Santos, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A procuradora Claudia Franco vê a pressão psicológica como um dos problemas mais sérios para os garotos. "Tinha meninos em situação de tristeza profunda, porque eram obrigados a apresentar resultados e não conseguiam", constata. Essa frustração pode ter conseqüências, observa Barros Neto. "A criança tem de satisfazer a expectativa do pai e da mãe. É uma cobrança injusta. Se não correspondem, há uma enorme ameaça à sua saúde mental", afirma. Para o fisiologista, o Ministério da Saúde deve intervir nessa questão. "É necessário no sentido de estabelecer condições mínimas para a salubridade física e mental da criança", defende. Enquanto isso, famílias ficam à espera do sucesso precoce dos filhos. Renan, de 10 anos, por exemplo, já é um craque versátil: joga no time de futebol de salão do Corinthians e no futebol de campo do Juventus, na categoria sub-11. Começou a jogar aos 5, nas categorias "chupeta" e "mamadeira". No momento, é pretendido pelo Santos e pelo Palmeiras, segundo o pai, José Eronides Filho, 38 anos. "Mas meu desejo é que ele vá um dia para a Roma", sonha Eronides, ex-atleta e motorista desempregado.

Texto escrito pelo Treinador Antônio Lucas a 02 de Dezembro de 2008 no Futebolartte



Nota: Infelizmente o Brasil não é um caso isolado, uma vez que outros países do mundo tem o mesmo problema, mas é bom que as autoridades de todos os países, mas essencialmente as que comandam o futebol mundial, possam olhar para este problema, e arranjar medidas que protejam estas vítimas e punam os gananciosos e oportunistas deste mundo. Meti a negrito algumas frases mais relevantes deste texto, para chamar mais atenção e ver a gravidade da situação. O futebol de milhões, é só para muito poucos, mas o de tostões é de milhões...infelizmente.

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Mafra: Cultura e Desporto para todos!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Se acaso residem nesta zona saloia, então aproveitem estas oportunidades. Teatro e Desporto para todos.



O saber não ocupa lugar! "Temas de Medicina". Uma reflexão sobre os distúrbios do sono.

O saber não ocupa lugar:

Temas de Medicina.

Uma reflexão sobre os distúrbios do sono.



Deitar e levantar cedo pode levar a um bom sono habitualmente.

Para conseguirmos levar a cabo as tarefas diárias que nos consomem energia, temos obrigatoriamente que ao fim de algum tempo recarregar e “encher o depósito que esvaziamos”, de maneira a voltarmos a estar prontos para novos ou repetidos desafios quotidianos. Algumas das recargas das quais falamos tratam-se da alimentação e do sono. Tanto uma coisa como a noutra são indispensáveis ao bom funcionamento do ser humano, por serem restauradoras e reparadoras das necessidades básicas.

No que respeita ao sono, a necessidade varia de individuo para individuo. Existem pessoas para as quais quatro horas de sono são suficientes, mas existem aquelas que precisam, no mínimo, de nove horas para se sentirem repousadas. Também dependendo do horário do trabalho (turnos, por exemplo), nem sempre é possível dormir no período mais provável (noite), nem à mesma hora ou a mesma quantidade de tempo.

Quando o sono não se verifica ou é de fraca qualidade, assim como quando aparece durante o dia, insurgindo-se no meio das actividades diárias, quando o tempo total de sono é insuficiente ou é excessivo, dizemos que a pessoa sofre de Dispneia do Sono ou Sonopatia.


De origem biológica ou psicológica e resultantes do meio ambiente, estas perturbações podem ser várias, e de entre elas destacam-se: Apneia do sono (suspensão da respiração); Bruxismo (ranger de dentes); Pesadelos (sonho penoso); Narcolepsia (sonolência diurna excessiva); Terrores nocturnos (terror e gritos durante o sono); Sonambulismo (falar, sentar ou andar durante o sono); Jet lag (consequência de viagem longa ou alteração de fusos horários); Síndrome das pernas inquietas (distúrbio neurológico) ou Insónia (dificuldade em iniciar o sono ou mantê-lo).


Mas porque será o sono assim tão importante? Poder-se-ia pensar que quanto menos horas dependêssemos a dormir, mais tempo restaria disponível para efectuar todas as tarefas o obrigações do dia-a-dia. Errado! O sono serve para descansarmos, como foi dito; para recarregarmos energias, no fundo serve para estarmos acordados, motivados e interessados durante o dia.

Por isso é necessário que da mesma forma estejamos alerta e desperto durante todo o dia, para que à noite possamos dormir descansadamente. Quando não dormimos ou dormimos mal começamos a ficar indispostos, cansados, irritados e indisponíveis para trabalharmos, estudarmos ou simplesmente estarmos com as pessoas que nos rodeiam habitualmente, podendo, inclusivamente, chegar a sermos agressivos.

Um dos mais frequentes distúrbios do sono são as insónias e manifestam-se não só pela dificuldade em “pegar no sono” mas também em manter o sono em vigília constante ou intermitente ou, ainda, um despertar precoce. Quando algum problema surge na nossa vida, é normal que isso nos afecte ao ponto de transtornar o nosso sono. Bem como quando algo de importante está para acontecer e o evento nos deixa com ansiedade, é provável que deixemos de dormir com a mesma tranquilidade. Nestas situações falamos de “Insónias Transitórias” ou de “Curta Duração”.

Quando o problema se resolve ou o grande acontecimento passa, por norma este distúrbio desaparece. No entanto quando isto não sucede num período até seis meses e as dificuldades em adormecer ou manter o sono persistem, passa a tratar-se de uma “Insónia Crónica”.

A partir daqui o sofrimento é tal que a inevitabilidade do cair da noite e a consequente ida para a cama provocam um medo desesperador. Conseguir dormir transforma-se numa obsessão, num claro impedimento à qualidade de vida, reflectindo-se tanto nos relacionamentos como na vida social e obviamente resultando em problemas no trabalho e consequente e progressiva baixa de auto – estima.

As limitações de sono prejudicam não só a nível mental como físico e a sensação de cansaço, dores de cabeça constantes, perdas de concentração e memória. São sinais de debilidade do sistema imunitário que, por efeito, fica mais susceptível e atreito e doenças.

A falta de sono reparador impede a regeneração natural da pele, as olheiras persistentes são prova disso e para além da iminência de ansiedade e depressão, os riscos de acidente estão na ordem dos 20%.

Dos três milhões de portugueses que sofrem de “Distúrbios do Sono”, estima-se que na maioria dos casos a origem esteja no stress, doenças, toma de medicamentos/estimulantes e hábitos sociais inadequados.

Assim, o tratamento pode passar pelo assimilar e pôr em prática uma nova rotina, onde se incluem horas certas para deitar e levantar, bem como exercícios e técnicas de relaxamento. Embora existam situações que obriguem a toma de medicação, aconselhe-se o acompanhamento psicoterapêutico, que funciona em 95% dos casos.

O texto base é da psicóloga clínica Sílvia Dias
Para qualquer contacto podem servir-se do Bancada Directa, que fornecerá os elementos necessários.

quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Antonio Raposo diz de sua justiça!

Uma história infantil

(para adultos com sérias reservas)
Era uma vez um País, à beira mar plantado e arrumado na ponta ocidental da Europa.


Não se diz qual a ponta da Europa para ninguém saber qual é.

Esse País, na sua já longa existência, sempre viveu de renda.

Uma espécie de País cigarra, que nunca quis ser formiguinha.

Tinha um lema: “O trabalho é bom para o preto”.

A certa altura descobriu o caminho marítimo para a Índia e começou a traficar com especiarias. Ia buscar onde havia e vendia onde lhe compravam. Fazia dinheiro fácil.

Passado uns largos anos, resolveu trazer do Brasil (a terra da árvore das patacas) a riqueza que havia no seu interior. Foram anos de forró, com o ouro e tantas outras matérias-primas rentáveis.

Era só acartar. De caminho levava escravos, para embaratecer a viagem. Era tanto o ouro que o rei da altura resolveu fazer um Convento enorme e caríssimo, que nunca serviu para nada, a não ser o que é: um exemplo vivo de um elefante branco.

Naquele país (o Brasil) deixou-lhe a independência e uma pobreza bem distribuída pela maioria da população. Os poucos ricos eram uns ricaços! Os muitos pobres isso mesmo.

E assim se mantém, até hoje! Graças a Deus. De nada serviu o “Sermão aos peixes” de Lopes Vieira.

Esgotada a saga americana, voltou-se para África e foi quase até ao Sec. XX, sempre a trazer riqueza. Ouro, diamantes, café, e tantas outras colheitas.

De há uns anos a esta parte, parente pobre da rica Europa, viveu da pedincha.


Fizeram entrar o País na União Europeia, mas nunca perguntaram se era vontade dos indígenas. Recebeu rios de dinheiro, que foi repartido por alguns “industriais do bronze”, amigos dos amigos. E ainda para fazer cursos de banalidades para boi dormir. O povo continuou analfabeto.

A Europa deu o dinheiro e deixou ir. Ninguém controlou. Foi um ver-se-te-avias.

Era quem mais podia sacar.

Nunca vi tantos Jipes comprados como máquinas agrícolas!
Os jipes levavam os meninos à escola e as madames às compras, produziam poluição e um largo consumo de combustível. Davam aos papalvos a ideia de que bastava ter amizades para se sentar à mesa do poder.

Recentemente, as ajudas sumiram. As colónias já tinham ido à vida. Aproximam-se dias maus. O futuro do País. O seu destino, o que fazer dele. Nada disso se discutiu ou discute.

Ninguém sabe para onde vai.

Sabemos que administram um sistema capitalista e fazem-no coerentemente mesmo que tenham no seu emblema outras cores e outros eventuais propósitos.

Os dirigentes dirigem sempre em frente e sem rumo ou destino.

Na verdade já não dirigem nada visto terem hipotecado o País a uma entidade federativa que se chama União.

A União é que dá o lamiré. O País toca a sanfona.
Vamos assim rumo ao infinito. Cantando e rindo.

Porém, há muito tempo nos ensinaram que o infinito é inatingível.

Mundo Policiário especial


Caro amigo Sete de Espadas

Estás agora a descansar num terreno em socalcos, que dá pelo nome de cemitério, mesmo em frente à igreja matriz de A-dos-Cunhados. Cemitério batido pelo sol, mas também por um vento gélido que corre vindo do lado do mar. Mas arranjadinho de uma forma geométrica regular e cuja envolvência paisagística revela um certo cuidado da autarquia.

Na missa de corpo presente o pároco da freguesia deu especial relevo para a coragem que o Manuel José revelou em toda a sua vida e nos momentos que antecederam a sua morte. Ao chamá-lo, na véspera do dia da sua partida para uma nova vida, para lhe revelar que queria partir descansado para a eternidade e quando recebeu os Sacramentos o pároco vislumbrou-lhe no seu rosto marcado pela vida e cansado pela doença que o atormentava um sorriso de criança. Aquele sorriso que nós, os seus amigos, sempre lhe vimos e convivemos com ele.

No funeral, o filho do “nosso” Sete de Espadas, perguntou-nos se estavam amigos do Policiário. Apenas lhe disse que todos os seus amigos, se não estavam presentes fisicamente, que ele tivesse a certeza de que estavam em pensamento com o Sete de Espadas.

No livro de condolências lá consegui escrever: Amigo Sete, onde estiveres, espera por nós. Onaírda

Bancada Directa acompanha um fenómeno desportivo: o Leixões na Super Liga Sagres neste ano de 2008.

Bancada Directa acompanha os “fenómenos desportivos”! A excelente campanha do Leixões nesta Super Liga Sagres 2008.



E não podemos deixar de recordar os vultos que ao longo de décadas engrandeceram este baluarte do desporto nacional.



O senhor correcto.


É uma velha glória do Leixões. E um caso raríssimo, se não único, no futebol e na vida. Joaquim Oliveira, o Oliveira I, teve uma carreira de 15 anos de futebol sem fazer faltas e, portanto, sem castigos. Eis um jogador que só pontapeava a bola. E que não gosta de deixar deveres por cumprir. Tem 78 anos de idade. E, à sua maneira, é um modelo.

O futebol é uma daquelas ciências inexactas, de postulados e equações, axiomas e teses conspirativas muito próprias, que se transformam numa estranha lógica, em mil sofismas, insofismáveis de tanto sofismados, em que as regras, de tão escrupulosas, só são para violar.

Em futebolês: a bola é redonda, há lances de antologia e entradas por trás, a trivela fica ao lado da biqueira, o sagrado senta-se na bancada com o profano, os guarda-redes dão frangos, os avançados falham à boca da baliza, os lenços são brancos, as chicotadas são psicológicas e o árbitro é um senhor vestido de preto, juiz e réu do apito.

Todos saem contentes quando a equipa ganha. Quando perde, facílimo, a culpa é de alguém. Há os ídolos e os mal-amados, há uma linha invisível de meio – campo entre tudo o que não parece e é, e tudo que parece e não é. Se tudo isto falhar, é azar. Se tudo resultar, mística. Tudo somado, desporto. Vistas bem as coisas, o futebol é uma ciência exacta.

Para citar o boletim informativo de Outubro de 1933 do Leixões Sport Club: “Lembra-se do Oliveira I?”. Sobrepõe-se a esta uma questão geracional, muitas outras de geografia e umas quantas de clubite. Para responder a isto é necessário conhecer de fio a pavio o historial do Leixões, actualmente nos píncaros, mas com glória compatível em épocas que já lá vão, quando a equipa de Matosinhos, que é mais uma religião, era como uma maternidade de grandes jogadores para o campeonato português, génese da expressão “Bebés do Leixões”.

Este “bebé”, natural de Matosinhos, é especial. Nasceu em 1930, tem hoje 78 anos e o estatuto merecido de “velha glória” do clube. Joaquim Oliveira dos Santos vestiu pela primeira vez a camisola do clube em 1946. Durante quinze anos de carreira, conquistou nos campos duros da II Divisão e da Divisão maior, quando ajudou o seu clube na subida, uma proeza de que pouquíssimos – se os houver – poderão igualar no planeta futebol: Oliveira I não fazia faltas. Pura e simplesmente, não as fazia!

O próprio boletim informativo reforça, porque antes do jogador, de qualidade inegável, estava um rapaz, que na altura era um miúdo, embora na fábrica de enlatados onde trabalhou uma vida, fosse já homem: ”um homem de carácter, cidadão modelar. Como desportista foi distinguido pela A F Porto e pela Federação Portuguesa de Futebol, com a medalha de exemplar comportamento, por nunca ter sido punido com qualquer castigo durante quinze anos de carreira como futebolista”.

Como Oliveira I conseguiu um feito destes, não há boletim que explique. Embora o próprio, com a simplicidade e rectidão que o caracterizam, apresente um argumento peremptório: “Limitava-me a jogar exclusivamente a bola. A minha preocupação era só essa, a bola. Não gostava de derrubar ninguém.

Transposto este lema para o quotidiano, onde Oliveira I é Joaquim Oliveira – dos Santos, se for assunto oficial – mais difícil se torna aplicá-lo.”Digo-lhe com toda sinceridade que nunca cometi nenhuma infracção na minha vida. Não gosto de prejudicar ninguém e sempre cumpri todas as minhas obrigações e todos os meus deveres. E acrescenta, só para que fique claro, que Oliveira I é deste mundo, “só ,uma vez é que tive de ir a um tribunal. Porque seria?

Nas carambolas da sua profissão de vida real, serralheiro mecânico, onde começou aos 13 anos, Oliveira esteve muitos anos a trabalhar em Villagarcia de Arosa, em Espanha. (Galiza). E foi ali que um acidente veio ter consigo, numa forte entrada por trás. Não houve feridos a lamentar, mas a Guardia Civil fez transitar para tribunal a resolução do caso.

Dias depois, o tribunal enviou-lhe uma carta para que se apresentasse às onze horas em ponto, para julgamento sumário”.Cheguei antes das onze, mas o julgamento tinha sido às dez. Mas eu tinha a intimação para provar que era às onze. Apesar de não ter sido condenado, ainda lhes perguntei se queriam repetir o julgamento. Ainda se lembra da cara de espanto que fizeram.

Quanto aos adversários propriamente ditos, em campo, agradeciam a sua gentileza. Mas nem sempre a retribuíam. Ainda por cima, Oliveira I actuava a meio - campo, posição muito atreita a virilidades. Directo, portanto, para a sua recordação mais dolorosa em quinze anos de futebol, para São João da Madeira, Sanjoanense versus Leixões, 30 segundos de jogo, lançamento da linha lateral. Lá vinha bola pelo ar e Oliveira I, escapando-se da sua posição, correu para ela, esticando a perna para a dominar. Era sua. E era falta, pois ele e a bola caíram no chão quase em simultâneo. O jogador do Leixões foi fulminado por uma jogada, que para a sua perna teve a ferocidade de um ataque.”Um moço chamado Fragata partiu-me a tíbia, coitado do rapaz”, conta Oliveira I e não estava a usar o plural majestático. O coitado do rapaz deixou este rapaz seis meses no chamado “estaleiro”. Como se não fosse bastante, o “ortopedista, que por acaso era um excelente médico e uma jóia de pessoa, colocou-me mal o gesso. Quando o tirei nem sabia andar”, acrescenta. Não podia Oliveira I dar prova melhor da sua incapacidade de alimentar rancores.



Equipa do Leixões Sport Clube, que venceu a Taça de Portugal derrotando o FCPorto por 2-0. Época de 1960/61, precisamente um ano depois de Oliveira ter saído do clube. de Matosinhos. O elenco que participou da maior conquista do clube, a Taça de Portugal de 1960/61, até hoje é lembrado como um dos melhores plantéis da história do Leixões. Comandados pelos técnicos José Valle, Óscar Marques e Filpo Nuñez, os jogadores derrotaram o FC Porto na final, por 2 a 0.
Estiveram presentes no triunfo os seguintes atletas: Rosas, Santana, Raul Machado, Joaquim Pacheco, Mário Ventura, Carlos Alberto, Antônio Medeiros, Osvaldo Silva, Oliveirinha, Silva, Nunes, Roldão, Raul Oliveira, Raul Lopez, Jacinto, Albertino, Horacio Garcia, Jaburu, Gomes e Abraão

Oliveira I representou o Leixões ate 1960, um ano antes da vitória histórica na final da Taça de Portugal, frente ao Futebol Clube do Porto, nas Antas. Na época seguinte representou o Leça, depois o Académico do Porto, onde acabou a sua carreira. E onde, mesmo incluindo a tíbia fracturada e uma lesão grave no menisco, passou dos momentos mais difíceis da sua passagem pelo futebol, precisamente num jogo contra o Leça.

Para o Académico, era um jogo que contava para nada. Para o Leça, havia muito em jogo. Se ganhasse, subia de divisão. Oliveira I tinha deixado amigos no Leça. Os mesmos que pouco antes do jogo lhe “pediram” com subtileza para abrandar no meio – campo. Eu disse-lhes: “até fico contente se vocês ganharem, mas não contem comigo para facilitar”.

A poucos minutos de acabar o jogo, registava-se um empate a zero. Até que o guarda – redes do Académico, que por acaso trabalhava numa fábrica de algodão em Leça, do presidente do Leixões, viu uma bola ir ter com ele, caindo sem oposição para as suas mãos. Por grande azar “a bola escapou-se-lhe por entre os dedos. “Está a ver, não está? Marosca. Esse caso foi muito falado no Porto”.

Outro, foi quando Oliveira I pagou as favas por um jogador da sua equipa, o “Pacheco, que era um grande sarrafeiro. Quase que manchava a sua folha de serviço por causa de um erro técnico, atribuindo a Oliveira I um inaudito cartão amarelo.” Os meus colegas de equipa fartaram-se de se meter comigo. Mas depois a Federação acertou as contas com o “Pacheco”, ironiza.

Joaquim Oliveira é um daqueles homens de integridade férrea, onde maldade nenhuma penetra. De lá, dessas épocas longínquas, quando jogava com as meias rotas, sabe que tudo mudou. Mudou o futebol, mudaram as mentalidades, mudaram os adeptos, mudou o negócio, gerações passaram. E ainda hoje não percebe “porque é que os jogadores quando marcam um golo tiram a camisola, sabendo que vão ser castigados. Se calhar, é porque já não lhe têm amor. Também há um cartão para isso. Mas é de crédito!

O texto base é de Luís Pedro Cabral

Js reúne com Presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas do Concelho de Ílhavo


A Juventude Socialista do Concelho de Ílhavo teve o prazer de reunir, durante o dia de ontem, com alguns dos principais intervenientes da cena educativa do Concelho de Ílhavo.
Nesta reunião pretendemos auscultar todos os Presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas de Ensino Básico e Secundárias do Concelho de Ílhavo sobre os seguintes assuntos:
  • Carta Educativa;
  • Transferência de Competências;
  • Estatuto dos Alunos;
  • Estatuto e Avaliação de Desempenho dos Docentes.

Esta reunião está integrada no projecto que a JS Ílhavo está a desenvolver; conhecer melhor as unidades de gestão escolar, as comunidades escolares e educativas. É um projecto que pretende contribuir na formação para a cidadania e consciência política dos nossos alunos, das escolas nas suas especificidades. Para o efeito, entendemos que era fundamental ouvir os intervenientes, perspectivas e expectativas dos seus principais responsáveis, e, consequentemente, contribuir no que está ao nosso alcance na melhoria do ensino.

Na Juventude Socialista temos a perfeita consciência da importância que a escola representa na formação de um cidadão. Deve ser considerada como um terreno fértil e são onde se procura cultivar com segurança a atitude activa, responsável e saudável pela aquisição do conhecimento. Entendemos que é necessário procurar identificar formas de organização do ensino e práticas pedagógicas eficazes não apenas para formar a consciência académica mas também para ajudar na tomada de consciência para a construção de uma sociedade de ensino mais eficaz. O objectivo é formar melhor os que se preparam para actuar na sociedade social.

Todos somos poucos para o muito que há a fazer pela Educação no Concelho de Ílhavo.


Jorge Almeida
(Coordenador JS Ílhavo)

terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Imagens incríveis antes dum jogo de futebol...

O futebol continua a ter cenas lamentáveis, mas esta é ainda mais triste, porque um adepto do São Paulo foi baleado na cabeça antes duma partida por um polícia, que ao tentar dar uma coronhada na vítima de 26 anos, dispara ao mesmo tempo um tiro que o atingiu na cabeça.
O individuo está entre a vida e morte num Hospital Regional do Brasil.
Foi gravado por câmaras de TV, veja tudo como se passou no vídeo em baixo.



Actualização: Infelizmente o adepto do São Paulo baleado no domingo acabou por falecer.

Ideias de peso

A Magia do Laser

A velocidade mata

Põe-te a milhas !



Lion Chase - Asics - video powered by Metacafe

Mundo Policiário especial: Faleceu o "nosso" Sete de Espadas.

Mundo Policiário especial

Dic Roland, KO e Sete de Espadas = Sempre presentes!

Caros amigos policiaristas

O Policiarismo português perde a sua figura mais emblemática!

O Policiário fica mais pobre!

Levo ao vosso conhecimento uma triste noticia. O "nosso" Sete de Espadas faleceu na noite passada. Paz à sua alma!

O seu funeral realizar-se-á amanhã pelas 14h30 saindo da Igreja de A-dos-Cunhados (Torres Vedras) para o Cemitério local.

Apresentamos a sua familia os nossos sentimentos de pesar , em nosso nome pessoal e de todos os confrades policiaristas.

Descansa em paz Amigo Tharuga Lattas.

Aveiro : Esperou 17 anos para receber 586 euros


A empresa ainda não foi notificada, mas o cheque, no valor de de 586 euros, já está assinado. A Câmara de Aveiro vai, finalmente, pagar uma dívida de 17 anos à Auto-Viação da Murtosa, o credor mais antigo do município.

O administrador da empresa, Luís Marques, soube da notícia e disse "Depois destes anos todos, 17 anos, dá vontade de encaixilhar o cheque. Mas é uma boa notícia", comentou, acrescentando, com a mesma ironia, "afinal os autarcas e as autarquias são pessoas de bem, demoram a pagar mas pagam".

Veja o resto da notícia Aqui.


Afinal a dívida não chegou a maioridade, mas quase...

Ranking de Clubes portugueses 208/09


@Souportistacomorgulho

Ser esperto e inteligente

Enquanto o esperto é aquele que segura a chave, o inteligente é aquele que não precisa de fechadura.»

Óh Fresquinha! Desculpa lá este copianço!

(A Mulher do Próximo)

Das pedras que (não) conheço e das pedras que (não) me conhecem!


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Este é um tema que aflige todas as pessoas que tentam fixar-se num local novo para as suas vidas. A intolerancia dos habitantes naturais desses locais é tamanha e dificilmente aceitam os novos residentes. Quer eles sejam permanentes ou simples veraneantes para lá residirem temporariamente. Chamam-lhes tudo, mas os epítetos mais correntes são retornados e ciganos. Vivi essa experiencia, não porque não fosse aceite suavemente, (devido às minhas ocupações profissionais directamente ligadas àquelas populações) mas porque o faziam a outras pessoas. E bem pertinho daqui da minha zona. Aqui parece que a terra não era só deles, mas também a praia e o mar! Onaírda

Das pedras que (não) conheço e das pedras que (não) me conhecem

Actualmente os termos terra (a de cada um), local, território, territorialidade e identidade estão em voga. Pode não parecer, mas são palavras que merecem a maior atenção, a mais profunda reflexão. E a mais acesa discussão. Aqui fica um contributo para tanto. Começo com três casos concretos, quiçá a extremos, que fui buscar à memória dos tempos de retorno a Portugal continental. Termino com uma nota geral!


Caso um. Comemorava-se na cidade o Dia de Portugal e das Comunidades. Ramalho Eanes era então o Presidente da República. A TV decidiu fazer um directo da cerimónia ao ar livre. Deu a voz a alguns munícipes, a fim destes interpelarem o Presidente da Republica. Algo como democracia “ao vivo”. U m deles quis saber a razão pela qual se fazia vista grossa ao então Plano Director Municipal da cidade. Reconhecia o dito cidadão que tal instrumento de gestão poderia ser melhor, mas achava que sempre continha certa orientação. Se o Plano fosse respeitado, um bocadinho que fosse, limitaria a construção ad-hoc, sem rei nem roque. Impediria um urbanismo arrasador do corpo e alma da cidade. A resposta, tão pronta quanto leviana, assentou, grosso modo, nos argumentos seguintes; ele, o Presidente, fora eleito e era portanto, o lídimo representante da cidade; sendo ele, e mais o executivo camarário, “gente daquela terra”, todos sabiam muito bem definir e defender o que era melhor para a”sua” cidade; assim, eles mesmo (oposição exclusive), claro, iam mui legitimamente e consoante as necessidades e circunstâncias refazendo e alterando o dito Plano Director Municipal.

Caso dois: dois alunos meus, que eram duma cidade próxima, achavam a gente da terra “fechada”. Como prova relataram o que lhes acontecera várias vezes no café mais conhecido da cidade. Uma senhora de certa idade entrava ali, e , sem pedir licença, sentava-se à mesa onde eles estavam. Havia outras mesas vagas e a senhora não era muda. Pedia depois o seu chá e bolo. Comia este. Bebia aquele. Estava ali algum tempo, sem lhes dirigir uma só palavra. A comunicação não-verbal era, porém, inequívoca. E os dois estudantes bem a traduziram na aula de Sociologia quando contaram o caso.

--Esta é a minha cidade, este é o meu café, esta é a minha mesa, este é o meu tempo e o meu espaço; vocês não são de cá, para mim não existem!

Caso três: um sujeito ainda novo, retornado (como eu) e herdeiro de pensão antiga da cidade, tinha o hábito de parar o carro à frente do Colégio Moderno e pelo meio-dia buzinava insistente e ruidosamente, para chamar os dois filhos. Mantinha-se sempre sentado no carro e se os garotos traquinas se demoravam, nova buzinadela era certa. Um dia, quando ia, igualmente, buscar as minhas filhas presenciei a cena mais de perto. Decidi, então, dizer-lhe delicadamente.

--O senhor poderia ir lá dentro, ao recreio, chamar os seus miúdos. Assim, não perturbaria ninguém, em particular os alunos e professores do segundo turno de aulas, que ainda está em curso até às 13h00.

A reacção do “senhor da terra” desdobrou-se em três fases. Primeiro ficou boquiaberto durante um tempo infinito. Depois, mesmo sentado ao volante, mediu-me com os olhos de alto a baixo, ameaçador. Puxou dum dedo e pô-lo em riste. E, por fim, fixando os olhos flamejantes nos paralelepípedos de granito da rua vociferou:

--Eu conheço estas pedras…e estas pedras conhecem-me a mim….Não é uma pessoa que veio de fora que me diz como me devo comportar na minha terra, ….

Para concluir basta, creio, dizer tão só o seguinte. O sentimento de pertença a um dado espaço, seja de residência ou nascimento, de estudo ou trabalho, ou ainda de descanso ou de convívio, é uma mais valia no desenvolvimento da humanidade. Do plano local ao global. Aldeia, bairro, cidade, escola, empresa, local de retiro, clube, região, país ou união não se desenvolverão se as pessoas implicadas nesses espaços não estiverem ligadas, entre si e aos ditos lugares por laços afectivos. Aqui e ali, em toda a parte, um coração (de carne) faz falta. Mas se em vez dele, bate um de pedra, então os outros passam a “fulanos” de fora, retornados, franceses, pretos, etc. Irrompe a autocracia, o desrespeito, pelas pessoas, e exclusão. Mas como romper com tudo isto? Talvez ensinando às crianças e aos adultos o que nos lembra Hubwert Reeves no Prefácio do “Pequeno Guia do Céu”, de Bernard Pellequer (edição da Gradiva).

Antes de sermos franceses ou canadianos, negros ou brancos, homens ou mulheres, nós somos terrestres, solares, via-lacteanos, filhos e filhas do Universpo. As nossas raízes estão nas estrelas!

Este texto foi escrito pelo meu querido amigo e mestre Professor Universitário José Portela

segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

O meu Domingo de ontem visto no dia seguinte! O outono das nossas vidas e das paisagens que nos rodeiam!


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Para mim neste ano de 2008 acabaram-se os meus fins de semana em Sintra. No próximo será Roquetas de Mar e depois os ultimos já serão em Aldeia de Irmãos, encostadinha a Vila Nogueira de Azeitão e à Serra da Arrábida a caminho de Sesimbra.

Domingo de ontem dedicado aos meus amigos de Mafra, com permanencia de manhã na Igreja do Convento, almoço frugal no nosso restaurante habitual, e uma saltadinha à Ericeira no principio da tarde para vermos o andamento das obras de beneficiação do porto de pesca. E aqui vão as duas fotos iniciais correspondentes à Ericeira


A primeira foto mostra-nos que havia uma nesga de sol num dia chuvoso e que deu para realçar a beleza deste mar da Ericeira. Já na segunda foto pode-se ver claramente as obras no molhe, ainda, bastante atrasadas para a sua conclusão.

Já de tarde voltámos a Mafra e fomos ver o Jardim do Cerco, enquadrado por uma paisagem de Outono, que não só nos entristece a nossa alma, como se reflecte na tristeza dos jardins adormecidos e de flores desfolhadas. As fotos seguintes assim o demonstram.






Nesta sequencia de imagens pode-se ver ontem de tarde o Jardim do Cerco completamente vazio de visitantes.




Nestas duas fotos podem-se ver os "acapantes" completamente desaparecidos neste Outono. Só se vê um na segunda foto e sabe-se lá porque milagre ele lá está vivinho da silva.

Há grande numero de estátuas semelhantes a esta nas áleas do Jardim do Cerco. Segundo já me contaram eram a predilecção da Rainha Dona Amélia, na altura em que o jardim pertencia à Corte Real


Obra do escultor Evaldo Borges, feita em mármore e ferro.


Tempo de Outono para as flores. Esperem lá por Março e depois é vê-las em todo o seu esplendor.

Campo da bola da familia real e da corte

A parte triste do Palacio Nacional de Mafra, numa zona pertencente aos "senhores da guerra".




Neste tempo de Outono nem aos engenhos da nora lhes apetece trabalhar.


O Presépio de Natal no Jardim do Cerco. Trabalho simples, porque o Presépio ex-libris da Vila encontra-se a 100 metros, na porta central do Palacio Nacional de Mafra.


E por fim apresento-lhes estas duas sugestivas imagens do que resta de um automovel envolvido num acidente. Confesso que não tenho referencia de ter havido qualquer acidente nos ultimos dias neste local. Estamos na estrada que segue da Malveira para Santa Eulalia, no paredão da pecuária da Venda do Pinheiro. Mais me parece um "salvado" que integrou uma campanha de sensibilização para evitar acidentes. E mais me parece que este carro estava perto do Tribunal de Mafra, mesmo em cima do passeio. Ao ser colocado aqui por acaso, não estarão à espera que passe uma qualquer camioneta que agora os brasileiros andam a recolher "ferro velho" e levem a viatura? Dá-me a impressão que sim. Em todo o caso tenho a convicção de que quem quer fosse no interior da viatura, na altura do acidente, de certeza que não lê este post.

domingo, 7 de Dezembro de 2008

Tempo de Natal : Tempo de perús!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Não tenho por costume "explorar" a má fortuna que em dados momentos afectam e afligem a imagem de um atleta.

Se dou seguimento a um mail que me enviaram sobre o Quim e o seu perú contra o Vitória de Setubal, só tem o propósito de motivar o jogador para que faça um esforço de personalidade (porque valor desportivo ele tem) para evitar reepetir aquela situação que pode muito bem prejudicar as intenções do plantel do Benfica no final do campeonato.



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De referir que Jornais e Revistas já se encontra nos links de Imprensa de Bancada Directa.

Recordar Zeca Afonso

ZECA AFONSO


José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso[1] ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português.

Não obstante o seu trabalho com o fado de Coimbra e a música tradicional, vulgo folk português, realiza também as célebres actuações no TEP (Teatro Experimental do Porto) com Adriano Correia de OLiveira entre outros. José Afonso ficou indelevelmente associado pelo imaginário coletivo à música de intervenção, através da qual criticava o Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974.

Para ouvir as canções, seleccione em «Discografia» (coluna do meio) o que pretende.

Merece a pena

AQUI

PARA RECORDAR, PARA DESCOBRIR.

Páginas da Vida. Florbela Espanca. (3) Nasce e morre num qualquer dia 8 de Dezembro (amanhã)

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Com este terceiro post dedicado a Florbela Espanca publicado , precisamente, na mesma data em que a poetisa nasceu e se finou, termino por agora este ciclo, modesto e inculto, sem duvida, sobre a poetisa. Dado o grande numero de admiradores da obra desta extraordinária poetisa, Bancada Directa, estará aberto a qualquer intervenção que queiram fazer. Contactarão para o efeito o administrador Pedro Sousa e ele logo os reencaminhará para o que desejam .


Dois documentos históricos. O Diário de Lisboa publica em 1922 um poema celebre de Florbela Espanca: "A noite desce". A 2ª foto mostra uma anotação escrita pela própria Florbela Espanca

Fragmentos criticos (contemporâneos) sobre a obra de Florbela Espanca

Com a sua personalidade de uma riqueza interior excepcional, escreveu os seus versos com uma perturbação ardente, revelando um erotismo feminino transcendido, pondo a nu a intimidade da mulher, dando novos rumos à consciência literária nascida de vivências femininas.


A sua Poesia é de uma imensa intensidade lírica e profundo erotismo. Cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina sem que alguns críticos não deixem de lhe encontrar, por isso mesmo, um "dom-joanismo no feminino".


O sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito, constituem a temática veiculada pela veemência passional da sua linguagem.

Transbordando a convulsão interior da poetisa pela natureza, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas.


Florbela Espanca não se liga claramente a qualquer movimento literário. Próxima do neo-romantismo de fim-de-século, pelo carácter confessional e sentimentalista da sua obra, segue a poética de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, pode considerar-se influência de Antero de Quental e de Camões.

Só depois da sua morte é que a poeta viria a ser conhecida do grande público, tendo contribuído para isso, inicialmente, a publicação de Charneca em Flor (1930) pelo professor italiano Guido Batelli.


Na Enciclopédia Larrouse, esta poetisa é definida como «parnasiana, de intenso acento erótico feminino, sem precedentes na Literatura Portuguesa. A sua obra lírica, iniciada em 1919, com o Livro das Mágoas, antecipa em seu meio a emancipação literária da mulher».

No entanto, Florbela Espanca teve um “frio acolhimento” durante toda a sua conturbada vida. As críticas contemporâneas sobre a sua poesia podem facilmente colocar-se em extremos opostos, desde: versos imprimidos de “toda a ternura, todo o sentimento de uma alma de mulher”, “verdadeiro mimo”, ou, por outro lado, “escrava de harém”, “lábios literariamente manchados”, “um livro mau, um livro desmoralizador”.Vacilando entre a moral e o preconceito, a beleza própria da poesia de Florbela recebeu pouco mais do que incompreensão, em vida e manipulação em morte, durante cerca de 40 anos. Atente-se que até no plano político Florbela foi declarada inimiga do Estado Novo.


A ficção manipulada por Batelli na onda de sensacionalismo gerada no ano seguinte ao seu suicídio, só em 1979 conhecerá melhor esclarecimento, quando Agustina Bessa-Luís escreve Florbela Espanca, a vida e a obra recorrendo directamente ao estudo do espólio. ("Florbela Espanca",. Lisboa: Arcádia, 1979; 3ª ed, Guimarães, 1998)



Outra citação histórica de Florbela Espanca

A ribeira corre lá abaixo beijando os pés às casinhas brancas, humildes e pobres, espreguiçando-se ao sol... e àquele sussurro de água, têm maior amplidão os nossos sonhos e mais altas aspirações as nossas almas. As lavadeiras batem as roupas, as flores de eloendro caem com murmúrios abafados na água muito azul, e não sei se serão mais cor-de-rosa as suas pétalas se certas mãos delicadas que, dentro da água, torcendo o linho branco, fazem também lembrar pétalas suavíssimas de alguma grande flor desfolhada.


Florbela Espanca, carta de 18 de Julho de 1916
(in Cartas e Diário, org. Rui Guedes, Bertand Editora, 1995)

A seguir apresento a biografia de Florbela Espanca, que, em meu entender, é aquela que melhor repassa para nós todo o dramatismo da sua vida.

Florbela Espanca, nascida Flor Bela Lobo, (Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930) foi uma poetisa portuguesa, precursora do movimento feminista em seu país, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade. Filha de Antónia da Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha. Porém com a morte de Antónia em 1908, João e sua mulher Maria Espanca criam a menina. O pai só reconheceria a paternidade muitos anos após a morte de Florbela. (1943)

Em 1903 Florbela Espanca escreveu a primeira poesia de que temos conhecimento, A Vida e a Morte. Casou-se no dia de seu aniversário em 1913, com Alberto Moutinho. Concluiu um curso de Letras em 1917, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa. Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental.

Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães.O Livro de Sóror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage.

A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente e inspira-a para a escrita de As Máscaras do Destino. Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, às vésperas da publicação de sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930. Charneca em Flor viria a ser publicado em Janeiro de 1931.


Podem ver os poemas de Florbela Espanca clicando nos links respectivos

Inconstância
Tortura
Charneca em Flor
Tarde no mar
Se tu viesses ver-me...
Os versos que te fiz
Vaidade
Tarde de mais...
A vida
Saudades
Árvores do Alentejo
Lágrimas ocultas
A nossa casa
Mais Alto
Princesa Desalento
Sem remédio
Canção grata
Fumo
Volúpia
Minha culpa
Teus olhos
Nostalgia
Exaltação
Amor que morre
Ser poeta

O meu flagrante de Domingo.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Cara a Cara

Lembro-me que o processo a dirimir actualmente entre os dirigentes do Ministério da Educação e os sindicalistas que representam os professores, se pode considerar como "um braço de ferro" não é menos verdade que se o termo utilizado fosse "um cara a cara" também tinha a sua lógica. E se tivesse a verdade que a foto expressa entre um toiro (já lidado,vencido fisica e psiquicamente) e o diestro José Ignácio Ramos numa tourada realizada em Quito, capital do Equador seria impressionante para se descortinar o vencedor. Seria um "cara a cara" tremendo.

sábado, 6 de Dezembro de 2008

Como vai a nossa "justiça" na nossa terra!O adiamento da entrada do Novo Mapa Judiciário ainda vem complicar mais!

Como vai a “Justiça” na nossa terra!

Os tópicos deste post:

Provável adiamento de entrada em vigor do novo Mapa Judiciário ainda vem complicar mais a situação em Mafra
Julgamentos em Mafra estão suspensos à espera do novo Mapa Judiciário.

A noticia corre na imprensa da nossa terra.

Mafra devia a 5 de Janeiro passar a integrar uma nova comarca judiciária, juntamente com Amadora e Sintra, no âmbito da reforma do Mapa Judiciário. Mas tudo indica e leva a crer que a medida vai ser adiada por o Ministério da Justiça não ter conseguido criar as condições para a sua execução. Pior, porém, a “emenda que o soneto”. Como os juízes não sabem com que regras se deverão reger, suspenderam os julgamentos em Mafra até à entrada em vigor da reforma (ou qualquer definição da situação). Que pode levar meses. Agora nem nova Comarca e nem julgamentos.

Como Bancada Directa já tinha referido em post anterior sobre este assunto, o novo Mapa Judiciário resolveu, a título experimental, avançar com três novas super-comarcas piloto no início do ano de 2009. São elas as do Baixo Vouga, do Alentejo Litoral e a da Grande Lisboa Noroeste. As restantes entrariam em funções em 2010.

Mafra está integrada nesta última, que englobará igualmente as actuais Comarcas de Amadora e Sintra. Só que o Decreto Regulamentar (essencial para a implementação da reforma) deveria ter legalmente saído, no máximo, a 28 de Outubro do corrente ano. E até agora nada se sabe. Para uma complexa reforma que deveria começar no início de Janeiro de 2009.

Face aos factos, primeiro o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento (que é também Presidente do Conselho Superior de Magistratura) e depois a Associação Sindical dos Juízes Portugueses, pela voz do seu Presidente, António Martins, propuseram o adiamento da entrada em vigor do novo Mapa Judiciário.

Para o juiz - desembargador António Martins” objectivamente” não estão criadas as condições para que a experiencia se possa iniciar com sucesso” no inicio do próximo ano, pelo que é sensato e prudente que se protele a entrada em vigor da experiencia do novo Mapa Judiciário nas comarcas piloto para um momento adequado e com essas condições preenchidas.

Como exemplo dessa “falta de condições” António Martins apontou não ter sido iniciado sequer O processo se recrutamento e selecção dos juízes - presidentes das comarcas piloto e dos assessores para os gabinetes de apoio aos magistrados, facto que demora, pelo menos dois meses a ser preparado e executado.

Tribunal de Mafra


Notícias não oficiais apontam para que o Ministro da Justiça, Alberto Costa, já admite o referido adiamento. Um dado do agrado da generalidade dos operadores judiciários da Comarca de Mafra. A solicitador Dr.ª Ana Teresa Zorro disse ao Mafra Hoje que o “aludido adiamento seria bom para todos, operadores da justiça e cidadãos, uma vez que entendo não estarem reunidas as condições indispensáveis para o arranque de tal projecto, sendo certo que paira uma enorme nuvem de duvidas sobre esta experiencia piloto, correndo-se assim o risco de prejudicar em muito uma iniciativa que até pode funcionar se for bem implementada”. Também os advogados da delegação da Ordem dos Advogados apontam no mesmo sentido. Se não fosse……

Se não fosse as consequências ainda mais desastrosas do adiamento.

O alerta foi dado pelo decano dos advogados da Comarca, o Dr. Renato Ivo da Silva.

“Eu até concordaria se não fossem as consequências. Os juízes, compreensivelmente, decidiram suspender os julgamentos para 2009. Como para este ano já não têm agenda e em 2009 não sabem como é que vai ser, na prática os julgamentos pararam em Mafra. O que é desastroso e vai atrasar ainda mais todos os processos.”

A Comarca de Mafra tem três juízes em dois Juízos (dois juízes cíveis e um criminal). Fica tudo à espera do novo mapa Judiciário que não se sabe agora quando começará. É mesmo nítida uma reforma que começou mal, ou melhor, nasceu torta!

Ver o pormenor do provavel adiamento clicando aqui

Texto complementar sobre o adiamento.

A Delegação da Ordem dos Advogados em Mafra tornou público o seguinte:

"Sobre as noticias recentemente publicadas pelos órgãos de comunicação social, segundo as quais o Ministro da Justiça terá confirmado, e tornado público, o adiamento da entrada em vigor do novo Mapa Judicíario nas três comarcas piloto, para Abril de 2009, tal como o proposto pelo Conselho Superior da Magistratura, sendo que, segundo o divulgado, esta proposta assentou, nomeadamente, nos factos publicitados de ainda não estar concluída a Portaria dos quadros de funcionários judiciais, de o movimento dos juizes ainda não estar realizado e de existirem problemas com a instalação de alguns tribunais, entre outros, o de Amadora, consideramos o seguinte:

Apesar dos vários estudos sobre a reforma do Mapa Judiciário recomendarem a necessidade de mais tempo para a instalação da reforma, apesar das várias entidades judiciárias, e outras, se pronunciarem nesse sentido, e apesar dos exemplos de identica reforma ocorrida em outros países ter necessitado de tempo não inferior a seis anos de estudo e análise antes da referida implantação, decidiu o poder legislativo em Portugal, implementar a Reforma do Mapas Judiciário nas Comarcas piloto, designadamente na Comarca Grande Lisboa Noroeste, constituida por Mafra, Amadora e Sintra, com efeitos a partir de Janeiro de 2009, sendo certo que, e no mesmo acto, decidiu que as demais Comarcas de Portugal entrariam em vigor em 2010.

Tal foi decidido por Lei sendo que, e até à presente data, a principal legislação que a regulamentará ainda não foi publicada, estando já ultrapassados os sessenta dias naquele previsto.

Apesar dos varios operadores judiciários terem previsto e tentado travar a celeridade, inconsequente, da data da entrada em vigor do novo Mapa Judiciário, foram obrigados a adequar as várias diligencias processuais ao estipulado na Lei, ora em causa, e respectivo prazo de entrada em vigor.

Mas, mais grave, em Mafra,a marcação de algumas diligencias, mormente, a marcação de Audiencias de Discussão e Julgamento, está a ser relegada para momento posterior, para aquele que vier a ser marcado pelo Tribunal que, no ambito do novo Mapa Judiciário, se venha a revelar competente para tal.

Teme-se que uma das consequencias de agora se adiar a entrada em vigor do novo Mapa Judiciário seja a de não haver julgamentos até que o mesmo entre efectivamente em vigor, e essa será, sem dúvida, uma consequencia excessivamente gravosa.

O meu humor de Sabado: Celso é o nosso doente do quarto 302


- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre os doentes. Queria saber se determinada pessoa está melhor ou se piorou...

- Qual é o nome do doente ?

- Chama-se Celso e está no quarto 302.

- Um momentinho, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem

- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja?

- Gostaria de saber as condições clínicas do doente Celso do 302, por favor!

- Um minuto, vou localizar o médico de serviço.

- Aqui é o Dr. Carlos, de serviço. Em que posso ser-lhe útil?

- Olá, Sr. doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre o estado de saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.

- Ok, vou consultar a ficha do doente.... Só um instante!

- Ora aqui está: ele alimentou-se bem hoje, a tensão arterial e a pulsação estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável dar-lhe-á alta em três dias.

- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias óptimas! Que alegria!

- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família?!

- Não, sou o próprio Celso que telefona daqui do 302 !!! É que toda a gente entra e sai do quarto mas ninguém me diz a ponta de um corno... só queria saber se estou melhor!...

Esta Lisboa que eu amo! Os meus contrastes emergentes!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Lisboa nunca nos deixa de surpreender. E estas fotos merecem que se lhes dê um comentário a propósito.

Mas qual falta é que se estavam a referir. O homem até se acomodou e de que maneira!

Recordacões de tempos antigos, em que estes Mercedes de "orelhas" para subir a Calçada do Poço dos Mouros tinham de ter um acrescento de um muar.

Emparedado é o têrmo!

Contraste emergente (1)


Esta foto é publicada por engano, visto que na capital muito raramente se vê um espectáculo destes. Rui Manuel é o meu nome, tenho 64 anos de idade, pareço feliz, mas não o sou! Durmo numa cama (?) de cartão no Martim Moniz.

Contraste emergente (2)

Dá para rir!

As preces do Santo podem ter valor espiritual, mas são inferiores à altura do edificio em frente!

Contraste emergente (3)

Contraste emergente (4)

Grafiteiros! Até onde eles chegam.
Aqui nem o "Recria" pensou cá vir

sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Desejo aos nossos amigos do Bancada Directa que passem um óptimo fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa


É verdade que costumo acompanhar estes meus votos de bom fim-de-semana aos nossos amigos, acompanhado de uma foto a preceito. Mas parece que a ultima foto, precisamente a da semana passada, não caíu muito bem lá em casa. Agora tenho de deixar passar os narizes torcidos e depois voltar com o espirito habitual. Também reconheço que é Natal e as garotas não se podem despir tanto.

Então façam o favor de passar um óptimo fim de semana.

Tempo de Natal! A Solidariedade não é uma palavra vã!

Caros amigos leitores do Bancada Directa


As palavras são muitas bonitas. Por vezes são ouvidas mas não seguidas.



Será o caso do proprietário desta viatura, que não teve pejo algum em ocupar um lugar de estacionamento destinado a um deficiente identificado?

O local na foto é a Avenida de Roma em Lisboa.

Newsletter da Assoc.Desportiva Taboeira


Agenda Desportiva Semana 49


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AGENDA DESPORTIVA
Semana 49


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Reunião Direcção

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No passado dia 22 de Novembro
a Direcção da Associação Desportiva de Taboeira
reuniu com todos os Treinadores, Seccionistas e Colaborados
para analisar a situação actual do clube.


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Mérito Desportivo

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A Associação Desportiva de Taboeira
recebeu no Governo Civil de Viseu
o trofeu "Reconhecer o Mérito 2007"
Veja mais em anexo


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Campeonato Nacional Iniciados Semana 48

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Campeonato Nacional Iniciados Série C
11ª Jornada
GD Tourizense AD Taboeira
1 - 0

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Campeonatos Distritais - Futebol 11 Semana 48

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Campeonatos Distritais Futebol 11 Semana 48
Os Juniores, Juvenis e Iniciados
realizaram mais uma jornada
Já disponiveis as crónicas dos jogos


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Campeonatos Distritais - Futebol 7 Semana 48

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Campeonatos Distritais Futebol 7 Semana 48
Os Escolas e os Infantis realizaram mais uma
jornada dos respectivos campeonatos
Já disponiveis as crónicas dos jogos


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Escola Futebol Mini Foot

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Escola de Futebol Mini Foot
O grupo de atletas
nascidos em 2001
realizaram mais um
convivio no dia
29 de Novembro com a Sanjoanense
Fotos disponiveis



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Psicologia do Desporto 24


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Psicologia do Desporto
Coluna da autoria de Maria Manuel Teixeira
Psicologa Clinica


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Guilherme Matos - SL Benfica

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GUILHERME MATOS
Ex-atleta do Taboeira e actualmente a representar o Benfica
tem um artigo no site Academia de Talentos com o seu historial
Veja mais em anexo


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Campanha Carrinha

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carrinha.jpg


CAMPANHA AQUISIÇÃO CARRINHA 2008
PARA QUE OS ATLETAS CIRCULEM COM MAIS SEGURANÇA

Veja mais em anexo


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Mundo Policiário 42/08: Tempo de Natal

Mundo Policiário 42/08

Dic Roland e KO = Sempre Presentes

Tempo de Natal

Publicação do 2º Conto de Natal, intitulado "Quando o Natal era um conto!" Autoria de Leonor de Saint Maurice ( "Fresquinha" )

Antes, uma pequena nota de Onaírda

A Tertúlia Policiária da Liberdade vai levar a efeito no Sabado dia 13 de Dezembro o seu almoço de Natal, no restaurante/cafetaria do Museu Nacional do Teatro. É dedicado especialmente para aqueles, que por via das suas funções profissionais, não podem estar presentes nas habituais reuniões das primeiras quartas- feiras de cada mês!.

Espera-se a publicação (dentro de dias) do programa definitivo do próximo Convivio Anual da Tertúlia da Liberdade, estando confirmado a data e o local do mesmo, aliás já divulgado neste Mundo Policiário.


E agora apresento-lhes o Conto de Natal da autoria de Leonor de Saint Maurice intitulado "Quando o Natal era um conto!"
Ilustração enviada pela autora do conto

Quando o Natal era um conto, havia alegria e havia família. Na inocência do desembrulhar dos presentes, saltavam sonhos a cheirar a canela, a erva doce, a a casca de laranja.

No Bolo Rei saíam trombetas de anjos de faces gordas, pintadas a dourado. O pinheiro reluzia e piscava ao compasso do coração.

Quando o Natal era um conto, havia música no ar. Nos corredores das lojas, as crianças abraçavam brinquedos, os pais condescendiam e esqueciam os caminhos trilhados de um ano quente e húmido, porém tranquilo.

No olhar das gentes, um sentido que cruzava presépios e todas as estrelas. Quando o Natal era um conto, a azáfama da cozinha recolhia-se nas mãos enfarinhadas das mulheres da casa, enfeitavam-se os doces e as tigelas dos figos, dos pinhões, das amêndoas e das ameixas.

Fervia-se a fé em banho cauda, o sal provava-se na colher. À lareira, os homens mantinham o fogo e o calor da festa, reviam o passado, sonhavam futuro. Quando o Natal era um conto, a mesa era branca e farta. A solidariedade e o sangue sentavam-se à mesa e esqueciam-se as azevias da vida. O arroz, sim, era doce.

O amanhã grelava sobre o bacalhau azeitado, e bebia-se ao nascimento de novas esperanças. Quando o Natal era um conto, havia sorrisos nos abraços. Os papéis e os cordéis acabavam dobrados nos sofás da paz.

Acordavam felizes o apito dos combóios, montavam-se as pistas, enfeitavam-se as bonecas, deitavam-se os palhaços e os peluches nas camas das crianças, abriam-se os perfumes e olhavam-se os relógios, faziam-se os puzzles com franca vontade, e voltava a ser Natal.

Assim era quando o Natal era um conto!..

Natal de 2008

Leonor de Saint - Maurice

(texto integral)

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

O saber não ocupa lugar : Temas de Medicina. Oh Viagra, para que vos quero?

Um milagre chamado Viagra!

Os portugueses gastam 19 milhões de euros, num ano, para melhorar o seu desempenho sexual.

Temas de Medicina: O saber não ocupa lugar.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

É meu costume no final de cada mês juntar todos os jornais que fui comprando ao longo do mês e deitá-los fora. E deste modo, assim fiz anteontem. Mas dei com os lhos numa noticia, que pretendia no mês passado desenvolver aqui no Temas de Medicina e que passou sem ter oportunidade de o fazer. É o caso de um “milagre” chamado VIAGRA.

O título é elucidativo. Os portugueses gastaram nos últimos 12 meses, isto é de Setembro de 2007 até Setembro de 2008 à volta de 19 milhões de euros para melhorar o seu desempenho sexual.

E em subtítulo realça-se o seguinte: o comprimido azul que revolucionou os nossos hábitos sexuais foi lançado há 10 anos no mercado português. As vendas de medicamentos para o tratamento da disfunção eréctil continuam a subir!

Desenvolvimento

O milagre está a acontecer. Desde 21 de Outubro de 1998, quando começou a ser vendido Viagra em Portugal. Assim, pode parecer exagerado. Ou talvez não!

Uma figura marcante na nossa terra, no campo da psicologia/sexologia, o professor Júlio Machado Vaz, considerou que os portugueses “deviam ir a Fátima agradecer a Nossa Senhora a invenção do Viagra e seu correspondente milagre”; acrescenta, ainda, que afinal os “vários medicamentos para a disfunção eréctil (DE) foram um autentico….milagre na vida de milhões de homens e casais

O Viagra e os medicamentos para o tratamento da DE fazem mesmo bem ao coração. Desde logo, nota um urologista do Hospital da Luz em Lisboa e da Clínica do Homem e da Mulher, porque, recuperando os homens, para as experiencias sexuais satisfatórias, contribuem para a “mudança drástica da perspectiva de vida” e têm um impacto “notável na relação com a parceira, com os outros, em suma, em termos pessoais, sociais e profissionais” e, ao contrário do que muitas pessoas pensam, ajudam a protegê-lo, pois o “sildenafil”, principio activo, é um medicamento “anti- anginoso”.

Não há limite de idade para se tomar Viagra, mas tem de haver, necessariamente, acompanhamento médico (e receita), porque a disfunção eréctil “ pode ser a primeira manifestação de diabetes”, tensão alta ou aumento de colesterol e triglicéridos, além de poder ser perigoso administrar simultaneamente outros fármacos, do grupo dos “nitratos” que têm efeito idêntico.

O “Viagra”, nota o nosso urologista *, pode causar calor ou rubor facial, náuseas, cefaleias, obstrução nasal, tonturas e alterações visuais, mas, sendo os seus efeitos secundários “geralmente ligeiros e com uma taxa muito baixa”, pesam quase nada quando comparados com os benefícios “em termos físicos, a melhoria da DE é ,muitas vezes a recuperação total da erecção” sublinha o clínico, que observa uma eficácia entre
“70 e 80 por cento” nalguns casos em doentes com de longa duração.

Antes do aparecimento do ”Viagra”, nenhum fármaco tratava a DE. Dai que o nosso clínico fale na “revolução do tratamento”. O “Sildenafil” bloqueia uma enzima que provoca o “aumento da dilatação das pequenas artérias, que fazem com que o sangue chegue ao pénis e com que ocorra, também, uma dilatação dos próprios tecidos intra-penianos”.

“Este medicamento não provoca uma erecção, antes, amplia”. Faz com que seja mais rígida e duradoura, mas é necessário um estímulo inicial, para desencadear o processo, esclarece o urologista.
Mais vantagens associadas a este medicamento identificam-se noutras áreas, como a ejaculação precoce, a hiperplasia da próstata, em sintomas do aparelho urinário inferior, em casos de hipertensão pulmonar ou em doenças raras, como em situações do fenómeno de “Raynaud”.

Um clínico português, especialista em Medicina Desportiva, médico oficial da FIFA e da unidade de controlo anti-doping da UEFA, revela que só teve conhecimento de um caso de uso de Viagra. Não obstante estar fora da lista de produtos dopantes da Agencia Mundial Anti-Dopagem (AMA), o Viagra “tem efeito na melhoria da oxigenação, reduzindo a pressão intrapulmonar em condições de diminuição de fornecimento de oxigénio, como acontece, muitas vezes, em altitudes”

“Se assumirmos que um atleta pode ultrapassar outro nessas condições, há desigualdade. É ponto assente que é doping. Lembro-me que há 20 anos se utilizava o “Piracetam” que melhorava a oxigenação do cérebro. Hoje esse medicamento aparece na AMA”, conclui o clínico.

A farmacêutica Pfizer, que alcançou lucros de 37.5 mil milhões de euros em 2007, continua a obter largos dividendos do Viagra, apesar da introdução de outros fármacos no mercado (vardenafil e tadalafil). De Abril a Junho de 2008, o comprimido azul rendeu 340 milhões de euros.

Segundo a IMJS Health, os medicamentos mais vendidos em Portugal da DE são, por ordem decrescente, o Cibalis, Viagra, Levitra, Caverject e Zumba (este é um produto natural). Os preços, de 14.35 a 68.68 euros, Variam consoante a dosagem e quantidade (quatro a oito comprimidos). O fármaco mais prescrito – Cibalis – (10 ou 20 mg) custa 40.58 Euros. A procura continua a crescer. Nos últimos 12 meses, os portugueses gastaram quase 19 milhões de euros para tratar da sua vida sexual.

Mas quanto vale, afinal, um milagre?
Nem a Nossa Senhora de Fatima o sabe!


Nota do autor do post: Esta é a minha opinião pessoal, se bem que nunca tenha tomado os comprimidinhos azuis!

Talvez esta seja a solução para a violencia doméstica de que sofrem tantas mulheres , já que a justiça é tardia e lenta.

Viagra torna o homem mais carinhoso (Onaírda)

*O clinico urologista é José Santos Dias (Hospital da Luz)

Páginas da Vida: Florbela Espanca (2)

Páginas da vida: Florbela Espanca (2). Nasce e morre num qualquer dia 8 de Dezembro


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Convém esclarecer os meus leitoresque a motivação que me deu para escrever sobre Florbela Espanca, foi ter lido que no Brasil se preparam duas homenagens a esta poetisa no próximo dia 8 de Dezembro. E por cá? Não tenho conhecimento de nada! Lamentável, se for verdade.

Enfronho-me em pesquisar aspectos da vida de Florbela Espanca. Fico admirado com a sua personalidade de mulher, numa luta constante pelas suas ideias num espaço temporal avesso aos seus ideais percussores em Portugal do movimento de emancipação das mulheres. Fico admirado com a força das suas poesias. Fico admirado pelos contornos da sua vida sentimental, familiar, académica e das causas para o estado depressivo que dela se apoderou, que a levou a tentar por três vezes o suicídio, o qual se concretizou numa fria noite de 8 de Dezembro, precisamente no dia do seu aniversário em Matosinhos. Morre aos 36 anos. Era ainda uma criança!!!

Acordo esta manhã e antes de sair para Mafra, ligo o rádio. Num programa matinal ouço Luís Represas no tema “Ser poeta”. Chama-me a atenção a letra do tema e parece-me que tinha lido o mesmo no dia anterior. Tinha razão. O poema é da autoria de Florbela Espanca

Ser poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo, cantando a toda a gente.

Confesso que não percebo nada de “poetas, poesias e poemas” Leio e gosto de sentir um bom poema. Apesar da minha iniciação académica ter origem nas “letras”, fui obrigado a enveredar pela “ciências” devido a uma iniciação profissional, muito diferente daquilo que eu tinha estudado e preparado. A sobrevivência e os encargos familiares assim mo obrigaram Estava a caminho de “germânicas”. Recomecei a estudar aos 24 anos. Desse tempo nas “letras” ainda guardo o meu tesouro dos 6º e 7º ano do Complementar “The USA and Great Britain: the past and the present” (literatura inglêsa). Era professora a Dra. Maria do Céu Mendonça do Externato Crisfal. Foi a vida!

Dizia um meu Mestre que na nossa vida “tudo tem uma causa e um efeito!” E de facto, quando se fala de Florbela Espanca pergunto quais foram as causas que a levaram aquele estado depressivo nos finais do ano de 1930?

Ponho aqui a questão se Florbela Espanca não sentia desgosto profundo em o seu pai nunca a ter perfilhado? É certo que no dia do seu 10º aniversário Florbela envia ao seu pai um cartão de parabéns escrevendo nele: “querido papá da minha alma!” Mais tarde quando escreve o seu “Livro de Mágoas” faz esta dedicatória a seu pai: “A meu pai. Ao melhor amigo!” Também é verdade que o pai de Florbela a pôs no Liceu de Évora a estudar e financiou os seus estudos em Lisboa na Faculdade de Direito. Também é verdade que o pai de Florbela a recolheu em sua casa depois de sua mãe ter falecido. Também se sabe que Florbela não passou dificuldades económicas.

Então eu ponho a questão; porque só depois de 13 anos de Florbela Espanca ter falecido é que o pai dela a perfilhou, isto é em 1943, depois de assistir ao descerramento de um busto de Florbela em Évora e um grupo de antigos colegas o ter pressionado de forma vigorosa?.

Se houve efeitos também, decerto, houve causas!

(Texto de Onaírda)

Mais uma achega sobre aspectos importantes da personalidade de Florbela Espanca.

Um documento emocionante:

O dramatismo que acompanhou sempre Florbela em vida também a seguiu na sua morte, pois só passados 19 anos após o seu falecimento é que o seu pai a perfilhou. E se o fez por via da insistência de um grupo de admiradores de Florbela, quando foi inaugurado um seu busto naquela cidade que ela tanto amou e que lhe virou as costas para vir estudar para Lisboa.

Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.

Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar». Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.

A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico.

Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza. Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões. Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino).

A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.

O dia em que um "Rei" devia estar calado!



" Muitos ainda dizem que fui roubado pelo Benfica, mas foi ao contrário. O Sporting queria raptar-me, mas não conseguiu porque não gosto nada do Sporting. Sou benfiquista."

Eusébio da Silva Ferreira - Record


Uma pena que um homem que merece todo o carinho, tenha por vezes infelicidade nas palavras que profere. Tenho muito respeito e estimo Eusébio, mas foi simplesmente lamentável a sua declaração.

Eusébio começou a jogar em moçambique no Sporting Lourenço Marques em 1957-1960 (filial moçambicana do clube leonino de Lisboa onde Eusébio jogou de leão ao peito até à sua ida para Portugal), e segundo pessoas que convivo perto, por sinal Moçambicanas e que conhecem Eusébio desde os tempos em que jogava no Sporting Lourenço Marques, sempre o reconheceram como um sportinguista nesses ditos anos, e também porque a história sempre foi controversa, talvez porque interessa dizer uma mentira muitas vezes, para que esta seja verdade, foi sempre contada e distorcida da realidade.

Mas independentemente da história e seus valores, o que convém realçar é que Eusébio, tem todo o direito de manifestar o seu amor clubítico como pessoa, mas sempre com o máximo respeito que merecem todos os portugueses, de todos os clubes, pois nunca poderá esquecer que é um símbolo, embaixador e porque não um património de todos os portugueses, sejam eles adultos ou crianças, por isso ficava-lhe bem não ter este tipo de discurso grosseiro, que como "rei" que é tratado e recebe, devia tratar todos com o respeito que o tratam e merece, pois só ficam na história "Reis"que o fazem, sem descriminações, seja de raça, cor ou religião, nem que fosse um tremoço, transformado em marisco.

Mas com certeza todos saberão perdoar, pois no fundo a idade pode atraiçoar, mesmo quem um dia foi "King", e esses sabem sê-lo toda a vida.


E termino com duas frases populares..

Romário disse uma vez que "Pelé calado é um poeta", a Eusébio aplicava-se neste momento esta máxima, mas prefiro despedir-me com uma original do visado;
"Obrigado a todos e a todos muito obrigado
" * Eusebio


Desesperante ouvir estas pessoas...


"Evidentemente que não é falta, mas de onde o árbitro vê o lance era penalti."

José Guilherme Aguiar, comentando no Dia Seguinte as três repetições de ângulos diferentes de um penalti inexistente sobre Lisandro López e, acertadamente, não marcado pelo árbitro.

Grande visão sim senhor, quase que apetece dizer que o lance é visto conforme a cor do árbitro, e claro do adepto, pois cada um com o seu... ângulo!!!


Avaliação dos Professores...no Futebol!

A parte das duas meias partes

1 - Vi meio jogo da selecção de sub-21 contra a Espanha e meio jogo da selecção dos mesmo bons contra o Brasil.
2 - No primeiro caso só vi a segunda parte, porque cheguei tarde, no segundo só vi a primeira porque já sabia que ia sair da cama cedo.
3 - Chateia-me isto de me levantar cedo e descansar pouco, embora me deite cada vez mais cedo.
4 - Onde é que eu ia?
5 - Pois, ia deitar-me. Os senhores também devem ter visto mais ou menos o mesmo que eu e, portanto, eu deitava-me e os senhores faziam o favor de me responder a três questões, caso quisessem:
a) - Quantos jogadores da actual selecção de sub-21 poderiam jogar, assim de caras, sem ser o Orlando Sá e qualquer um dos guarda-redes, na selecção dos mesmo bons, daqui a 2 anos, no Mundial, caso lá fôssemos?
b) - Por que é que o professor Carlos Queirós insiste em, sempre que é para a desgraça - para a desgraça mesmo, que ele também consegue perder por poucos, mas eu estou a falar de para a desgraça mesmo, aquilo para que lhe dá em certas ocasiões em que se supera -, levar seis em lugar de, por exemplo, levar só dois ou três? Ou quatro, vá? Cinco, enfim? É tudo a mesma coisa? Não é a mesma coisa? Há mesmo coincidências?
c) - Caso se aplicasse ao professor Carlos Queirós aquela coisa da avaliação dos professores, que incluía - já não inclui, mas incluía - o rendimento dos alunos (enfim, no caso dele, Carlos Queirós, não são bem alunos, são os jogadores que ele selecciona, ele "só" os põe a jogar, mas enfim, caso se aplicasse), que vos parece que diria Pacheco Pereira sobre o assunto, partindo do princípio de que se debruçaria sobre ele, o assunto, de forma suficientemente suave para não desmanchar o penteado todo para trás?

Autor: Besugo em Dieta de Rochemback

quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Mundo Policiário especial. Antonio Raposo intervem na reunião da Tertúlia da Liberdade

Mundo Policiário especial
Dic Roland e KO = Sempre Presentes

Amigos está nesta altura a realizar-se a habitual reunião mensal da Tertúlia Policiária da Liberdade no Museu Nacional do Teatro em Lisboa.

Segundo o que estava estipulado Antonio Raposo começará a sua intervenção na mesma hora (13h45)momento temporal a que precisamente o seu texto será publicado neste Mundo Policiário especial.

E agora o texto de Antonio Raposo

O Policiario nos dias de hoje – um retrato à la minute

Actualmente, e como todos sabem, o policiario – actividade lúdica que mexe com as células cinzentas – está reduzido ao Jornal Público e ao Almeirinense, este último um regional de cobertura reduzida.

Na internet, felizmente já temos três locais onde se trata do tema: Clube de Detectives, Crime Publico e Mundo Policiário( Bancada Directa )

Pouco a pouco tem vindo a tomar maior importância a net e talvez se possa dizer que se um dia como se calcula a imprensa escrita desaparece, a net tomará as rédeas.

Num futuro não muito longínquo, toda a gente terá internet no que é hoje o telemóvel. Não é preciso ser-se Júlio Verne para adivinhar.

A continuidade do policiário estará assim defendida.

Problema maior é o de pessoas a entrar no policiario sabendo nós que a decifração de um enigma exige muita dedicação, tempo, e sobretudo escrita na solução do caso. Isso é que já é pedir muito à sociedade que está surgindo, mais virada para o audio-visual que para a leitura e escrita.

O facto de terem surgido dois milhares de concorrentes no Público, deixa-nos a ideia – se calhar verdadeira – que a maioria escreve três linhas, quando envia a solução.

Estou convencido que muita gente não concorre porque é realmente trabalhoso redigir uma solução minimamente bem escrita. Muitos lerão os problemas, concorrerão muito esporadicamente e não querem ser incomodados em “mostrar a cara” nem estão para aí virados….

Estão no seu direito!

Nas inúmeras sugestões e convites que possamos apresentar, não estão interessados em aparecer. Olham o policiário como se preenchessem as palavras cruzadas – preenchem os quadradinhos, e esse é o único esforço/prazer que aplicam e esperam receber em troca.

Não se pode nem deve senão utilizar a persuasão para trazer gente às lides policiarias. As muitas tentativas já feitas foram de resultados escassos. As actuais “trutas” do policiario, a maioria, vem dos anos 60 e 70, já estão usados, porque velhos são os trapos.

Acho que, o que vamos fazendo – as animações, os convívios, as almoçaradas devem prosseguir porque disso tiramos nós, os organizadores, o prazer inerente.

Temos que nos esforçar por fazer melhores problemas com maior qualidade e menos erros, o que é muito bom de dizer mas não é fácil de executar.

Temos que não deixar arrastar as classificações por tempo demasiado.

A parte da convivência – que alguns até criticam – porque há sempre a possibilidade de troca de impressões sobre as provas, para mim isso não é um defeito, é uma virtude.

Faz quem quer, vai quem quer.

Eu tenho para mim que sou produtor e solucionista, que a feitura de um problema dá um grande gozo interior.
É como se escrevesse um romance policial em três ou quatro páginas, pondo à prova a nossa capacidade de síntese
.

É um jogo do gato e do rato, tentando-se esconder um detalhe fundamental, como se fossemos um prestidigitador. Um detalhe fundamental para a descoberta do enigma.

Enquanto solucionista recordo alguns problemas que tenho levado para a cama sem os ter resolvido e no outro dia acordar com a solução encontrada como se a descoberta fosse feita com a ajuda do sono.

Não resulta sempre! Melhor é tentar resolver os casos bem acordados e com os olhos bem abertos. Aconselho a meterem-se nas “pantufas” do produtor e partir daí. Às vezes resulta.

Quem gostar deste tipo de prazeres aconselho a aparecerem pelo policiário. Eu já cá estou há muito e só saio se me empurrarem com muita força!
Antonio Raposo

Actualização deste post pelas 17h00 em imagens reais.
Antonio Raposo pelas 13h45 inicia a leitura do seu trabalho.

Não há qualquer duvida que Peter Pan está a apertar com Onaírda's wife.
A simpatia está instalada nos rostos da Dama Escarlate e da Detective Jeremias.

A bela setôra Cris, bem ladeada por dois senhores do "Policiário".

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Bola de Ouro para Ronaldo


O extremo português do Manchester United, Cristiano Ronaldo, é o dono do galardão Ballon d'Or 2008, tendo sido considerado pela prestigiada revista France Football o Jogador Europeu do Ano.

O internacional português Cristiano Ronaldo foi eleito Jogador Europeu do Ano nesta segunda-feira, conquistando um troféu que ajudou a tornar ainda mais fantástico o ano do jogador português ao serviço do Manchester United. Um prémio merecido essencialmente pela excelente época que fez em 2007/2008, e que na minha opinião é justamente reconhecido agora.

Acredito que não vai ficar por aqui, apesar de algumas críticas [muitos tem memória curta] ao seu actual momento de forma[talvez por não ser a melhor], e ainda mais agudo quando não tem exibido nas chamadas a nossa selecção todo o seu potencial, mas seguramente com 23 anos, ainda tem muito mais para mostrar e melhorar, quer no terreno de jogo onde se sente confortável, quer fora dele, onde tem de melhorar muito.

Já é um exemplo para os jovens que gostam de seguir o seu trajecto, por isso Cristiano tem ainda mais responsabilidades hoje, que tinha antes, e não se pode esquecer que as suas atitudes quer fora quer dentro do jogo, serão o reflexo de muitos jovens que gostam e acompanham a sua carreira, sendo que muitos o tentam imitar nas boas e nas más atitudes, e serão estas que o nosso prodígio terá que evitar, para bem dele, mas essencialmente dos jovens que o idolatram.

Parabéns Ronaldo e porque não Portugueses.

O caso BPN + SLN! A lógica contra Dias Loureiro.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Meditemos, hoje, um pouco neste caso actual.
O caso Banco Português de Negócios e Sociedade Lusa de Negócios!

A lógica conspira contra Dias Loureiro!

Depois de uma audiência com Dias Loureiro, o Presidente da Republica declarou aos jornalistas que o seu ex ministro, apoiante, amigo e actual conselheiro de estado, lhe garantiu “solenemente” que não cometeu qualquer irregularidade nas funções que desempenhou “enquanto administrador da Sociedade Lusa de Negócios", detentora do Banco Português de Negócios. Mas nem isso, nem o seu extenso comunicado auto justificativo acalmaram as conversas – e as noticias –, quanto ao papel de Dias Loureiro em todo o processo.


Não por qualquer devaneio conspirativo ou prazer obscuro em sujar o nome imaculado Presidente da Republica, receio bem, mas porque duas ou três gotas de perfume, não conseguem disfarçar o desagradável odor que este caso liberta. É que, para haver uma “solene inocência” de Dias Loureiro seria necessário que