BANCADA DIRECTA
BANCADA DIRECTA: Maio 2008

sábado, 31 de Maio de 2008

PORTUGAL!!!

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Portugal jogou hoje o ultimo jogo a feijões, contra a Geórgia e venceu por duas bolas a zero.
No proximo Sabado é a doer, jogaremos contra a Turquia, o 1º jogo para a fase de Grupos, fazemos parte do grupo "A" e curiosamente essa nem é a primeira partida do Euro 2008!

O 1º jogo é Suiça Vs Rep.Checa, mas... o melhor mesmo é consultar a tabela...


E estes são os convocados...

GRUPO "A"

Portugal:

1-Ricardo 2-Paulo Ferreira 3-Bruno Alves 4-Bosingwa 5-Fernando Meira 6-Raul Meireles 7-Cristiano Ronaldo 8-Petit 9-Hugo Almeida 10-João Moutinho 11-Simão 12-Quim 13-Miguel 14-Jorge Ribeiro 15-Pepe 16-Ricardo Carvalho 17-Ricardo Quaresma 18-Miguel Veloso 19-Nani 20-Deco 21-Nuno Gomes 22-Rui Patrício 23-Hélder Postiga

Teinador: Luiz Felipe Scolari

Czech Republic:

1-Petr Čech 2-Zdeněk Grygera 3-Jan Polák 4-Tomáš Galásek 5-Radoslav Kováč 6-Marek Jankulovski 7-Libor Sionko 8-Martin Fenin 9-Jan Koller 10-Václav Svěrkoš 11-Stanislav Vlček 12-Zdeněk Pospěch 13-Michal Kadlec 14 David Jarolím 15-Milan Baroš 16-Jaromír Blažek 17-Marek Matějovský 18-Tomáš Sivok 19-Rudolf Skácel 20-Jaroslav Plašil 21-Tomáš Ujfaluši 22-David Rozehnal 23-Daniel Zítka

Treinador: Karel Brückner

Turkey:

1-Rüştü Reçber 2-Servet Çetin 3-Hakan Balta 4-Gökhan Zan 5-Emre Belözoğlu 6-Mehmet Topal 7-Mehmet Aurélio 8-Nihat Kahveci 9-Semih Şentürk 10-Gökdeniz Karadeniz 11-Tümer Metin 12-Tolga Zengin 13-Emre Güngör 14-Arda Turan 15-Emre Aşık 16-Uğur Boral 17-Tuncay Şanlı 18-Kazım Kazım 19-Ayhan Akman 20-Sabri Sarıoğlu 21-Mevlüt Erdinç 22-Hamit Altıntop 23-Volkan Demirel

Treinador: Fatih Terim

Switzerland:

1-Diego Benaglio 2-Johan Djourou 3-Ludovic Magnin 4-Philippe Senderos 5-Stephan Lichtsteiner 6-Benjamin Huggel 7-Ricardo Cabanas 8-Gökhan Inler 9-Alexander Frei 10-Hakan Yakin 11-Marco Streller 12-Eren Derdiyok 13-Stéphane Grichting 14-Daniel Gygax 15-Gelson Fernandes 16-Tranquillo Barnetta 17-Christoph Spycher 18-Pascal Zuberbühler 19-Valon Behrami 20-Patrick Müller 21-Eldin Jakupovic 22-Johan Vonlanthen 23-Philipp Degen

Treinador: Jakob Kuhn

GRUPO "B"

Austria:

1 Alex Manninger 2 Joachim Standfest 3 Martin Stranzl 4 Emanuel Pogatetz 5 Christian Fuchs 6 René Aufhauser 7 Ivica Vastic 8 Christoph Leitgeb 9 Roland Linz 10 Andreas Ivanschitz 11 Ümit Korkmaz 12 Ronald Gercaliu 13 Markus Katzer 14 György Garics 15 Sebastian Prödl 16 Jürgen Patocka 17 Martin Hiden 18 Roman Kienast 19 Jürgen Säumel 20 Martin Harnik 21 Jürgen Macho 22 Erwin Hoffer 23 Ramazan Özcan

Treinador: Josef Hickersberger

Croatia:

1 Stipe Pletikosa 2 Dario Šimić 3 Josip Šimunić 4 Robert Kovač 5 Vedran Ćorluka 6 Hrvoje Vejić 7 Ivan Rakitić 8 Ognjen Vukojević 9 Nikola Kalinić 10 Niko Kovač 11 Darijo Srna 12 Mario Galinović 13 Nikola Pokrivač 14 Luka Modrić 15 Dario Knežević 16 Jerko Leko 17 Ivan Klasnić 18 Ivica Olić 19 Niko Kranjčar 20 Igor Budan 21 Mladen Petrić 22 Danijel Pranjić 23 Vedran Runje

Treinador: Slaven Bilić

Germany:

1 Jens Lehmann 2 Marcell Jansen 3 Arne Friedrich 4 Clemens Fritz 5 Heiko Westermann 6 Simon Rolfes 7 Bastian Schweinsteiger 8 Torsten Frings 9 Mario Gómez 10 Oliver Neuville 11 Miroslav Klose 12 Robert Enke 13 Michael Ballack 14 Piotr Trochowski 15 Thomas Hitzlsperger 16 Philipp Lahm 17 Per Mertesacker 18 Tim Borowski 19 David Odonkor 20 Lukas Podolski 21 Christoph Metzelder 22 Kevin Kuranyi 23 René Adler

Treinador: Joachim Löw

Poland:

1 Artur Boruc 2 Mariusz Jop 3 Jakub Wawrzyniak 4 Pawel Golański 5 Dariusz Dudka 6 Jacek Bąk 7 Euzebiusz Smolarek 8 Jacek Krzynówek 9 Maciej Żurawski 10 Łukasz Garguła 11 Marek Saganowski 12 Tomasz Kuszczak 13 Marcin Wasilewski 14 Michał Żewłakow 15 Michał Pazdan 16 Jakub Błaszczykowski 17 Wojciech Łobodziński 18 Mariusz Lewandowski 19 Rafał Murawski 20 Roger Guerreiro 21 Tomasz Zahorski 22 Łukasz Fabiański 23 Adam Kokoszka

Treinador: Leo Beenhakker

GRUPO "C"

Italy:

1 Gianluigi Buffon 2 Christian Panucci 3 Fabio Grosso 4 Giorgio Chiellini 5 Fabio Cannavaro 6 Andrea Barzagli 7 Alessandro Del Piero 8 Gennaro Gattuso 9 Luca Toni 10 Daniele De Rossi 11 Antonio Di Natale 12 Marco Borriello 13 Massimo Ambrosini 14 Marco Amelia 15 Fabio Quagliarella 16 Mauro Camoranesi 17 Morgan De Sanctis 18 Antonio Cassano 19 Gianluca Zambrotta 20 Simone Perrotta 21 Andrea Pirlo 22 Alberto Aquilani 23 Marco Materazzi

Treinador: Roberto Donadoni

Netherlands:

1 Edwin van der Sar 2 André Ooijer 3 John Heitinga 4 Joris Mathijsen 5 Giovanni van Bronckhorst 6 Demy de Zeeuw 7 Robin van Persie 8 Orlando Engelaar 9 Ruud van Nistelrooy 10 Wesley Sneijder 11 Arjen Robben 12 Mario Melchiot 13 Henk Timmer 14 Wilfred Bouma 15 Tim de Cler 16 Maarten Stekelenburg 17 Nigel de Jong 18 Dirk Kuyt 19 Klaas Jan Huntelaar20 Ibrahim Afellay 21 Ryan Babel 22 Jan Vennegoor of Hesselink 23 Rafael van der Vaart

Treinador: Marco van Basten

Romania:

1 Bogdan Lobonţ 2 Cosmin Contra 3 Răzvan Raţ 4 Gabriel Tamaş 5 Cristian Chivu 6 Mirel Rădoi 7 Florentin Petre8 Paul Codrea 9 Ciprian Marica 10 Adrian Mutu 11 Răzvan Cociş 12 Marius Cornel Popa 13 Cristian Sapunaru 14 Sorin Ghionea 15 Dorin Goian 16 Bănel Nicoliţă 17 Cosmin Moti 18 Marius Niculae 19 Adrian Cristea 20 Nicolae Dică 21 Daniel Niculae 22 Ştefan Radu 23 Eduard Stăncioiu

Treinador: Victor Piţurcă

France:

1 Steve Mandanda 2 Jean-Alain Boumsong 3 Eric Abidal4 Patrick Vieira 5 William Gallas 6 Claude Makelele 7 Florent Malouda 8 Nicolas Anelka 9 Karim Benzema 10 Sidney Govou 11 Samir Nasri 12 Thierry Henry 13 Patrice Evra 14 François Clerc 15 Lilian Thuram 16 Sébastien Frey 17 Sébastien Squillaci 18 Bafétimbi Gomis 19 Willy Sagnol 20 Jérémy Toulalan 21 Lassana Diarra 22 Franck Ribéry 23 Grégory Coupet

Treinador: Raymond Domenech

GRUPO "D"

Greece:

1 Antonios Nikopolidis 2 Giourkas Seitaridis 3 Christos Patsatzoglou 4 Nikolaos Spyropoulos 5 Traianos Dellas 6 Angelos Basinas 7 Georgios Samaras 8 Stylianos Giannakopoulos 9 Angelos Charisteas 10 Georgios Karagounis 11 Loukas Vintra 12 Konstantinos Chalkias 13 Alexandros Tzorvas 14 Dimitrios Salpingidis 15 Vassilios Torosidis 16 Sotirios Kyrgiakos 17 Theofanis Gekas 18 Ioannis Goumas 19 Paraskevas Antzas 20 Ioannis Amanatidis 21 Konstantinos Katsouranis 22 Alexandros Tziolis 23 Nikolaos Liberopoulos

Treinador: Otto Rehhagel

Russia:

1 Igor Akinfeev 2 Vasili Berezutski 3 Renat Yanbaev 4 Sergei Ignashevich 5 Aleksei Berezutski 6 Roman Adamov 7 Dmitri Torbinskiy 8 Denis Kolodin9 Ivan Saenko 10 Andrei Arshavin 11 Sergei Semak 12 Vladim ir Gabulov 13 Pavel Pogrebnyak 14 Roman Shirokov 15 Diniyar Bilyaletdinov 16 Vyacheslav Malafeev 17 Konstantin Zyrianov 18 Yuri Zhirkov 19 Roman Pavlyuchenko 20 Igor Semshov 21 Dmitri Sychev 22 Aleksandr Anyukov 23 Vladimir Bystrov

Treinador: Guus Hiddink

Sweden:

1 Andreas Isaksson 2 Mikael Nilsson 3 Olof Mellberg 4 Petter Hansson 5 Fredrik Stoor 6 Tobias Linderoth 7 Niclas Alexandersson 8 Anders Svensson 9 Fredrik Ljungberg 10 Zlatan Ibrahimović 11 Johan Elmander 12 Rami Shaaban 13 Johan Wiland 14 Daniel Majstorovic 15 Andreas Granqvist 16 Kim Källström 17 Henrik Larsson 18 Sebastian Larsson 19 Daniel Andersson 20 Marcus Allbäck 21 Christian Wilhelmsson 22 Markus Rosenberg 23 Mikael Dorsin

Treinador: Lars Lagerbäck

Spain:

1 Iker Casillas 2 Raúl Albiol 3 Fernando Navarro 4 Carlos Marchena 5 Carles Puyol 6 Andrés Iniesta 7 David Villa 8 Xavi Hernández 9 Fernando Torres 10 Cesc Fábregas 11 Joan Capdevila 12 Santi Cazorla 13 Andrés Palop 14 Xabi Alonso 15 Sergio Ramos 16 Sergio García 17 Daniel Güiza 18 Álvaro Arbeloa 19 Marcos Senna20 Juanito Gutiérrez 21 David Silva 22 Rubén De La Red 23 Pepe Reina

Treinador: Luis Aragonés

Força Portugal,BD está contigo...

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Políticas de Juventude de Ílhavo

O Conselho Municipal de Juventude, o apoio à Emancipação Jovem, e o Cartão Jovem Municipal, são algumas das reivindicações que a JS tem vindo a reclamar para os jovens do Concelho de Ílhavo nos últimos tempos. Consideramos que estes temas constituem-se como pilares fundamentais para a existência de políticas de juventude que se pretende que sejam responsáveis, integradoras, inovadoras e que promovam a coesão social e a discussão séria e sóbria dos problemas dos jovens.

Vamos continuar a defender estas áreas que entendemos ser estratégicas e que devem de ser privilegiadas em qualquer programa de políticas de juventude. São temas que merecem mais atenção e discussão. São temas que os jovens naturalmente elegem como importantes e que esperam pela concretização e materialização destes mesmos temas em projectos úteis, sérios e sustentáveis.

Infelizmente, o discurso que muitas das vezes é apresentado revela um vazio total sobre os temas que mais nos interessam. Por outro lado, quando se decide avançar com uma actividade, por mais desenquadrada e desligada que esteja da realidade, acaba sempre por ser declarada como um grande projecto merecedor da dedicação e empenho de todos os jovens.
Nós não aceitamos que esta postura continue impune e intocável. Exigimos seriedade e verdade nos assuntos relacionados com a juventude.
Muitos acusam os jovens de não estarem atentos à realidade que os rodeia. Será verdade? A resposta é muito directa: Não. Estão é preocupados com outras questões que este executivo ignora.

Sabemos que entre as inúmeras dificuldades que os jovens enfrentam, são as condições sócio-económicas e a falta de motivação que limitam a sua vontade em participar nos problemas locais e nacionais. Por isso entendemos que uma autarquia que se preocupa com os seus jovens deveria de promover iniciativas dirigidas a minimizar esta realidade. Existem diversas formas de se conseguir realizar este objectivo. Para isso é necessário conhecer a realidade, apoiar, esclarecer, intervir e motivar. È necessária uma postura de pró-actividade e não de inércia.

À semelhança do que pensa a maioria dos jovens, a JS também entende que o actual executivo está mais preocupado em organizar festas e actividades lúdicas do que em trabalhar em prol dos interesses e necessidades dos jovens. O Plano de Actividades para a área da juventude é um bom exemplo que confirma esta triste realidade. É constituído principalmente por programas que estão assentes na diversão e distracção.

Com a aproximação das férias de Verão, vão surgir alguns desses programas. Por exemplo, o PMOTL (Programa Municipal de Ocupação de Tempos Livres), Sábados no Jardim e Semana Jovem. São programas que no seu inicio tiveram a sua importância, e que muito naturalmente devem continuar a merecer o seu espaço em qualquer programa municipal de juventude, mas que devem agora ser sujeitos a uma reciclagem. Porquê? Porque os jovens querem menos actividades fúteis e mais actividades que promovam o seu desenvolvimento pessoal e valorizem o seu contributo na vida local.
Somos da opinião de que é importante que estas actividades possam ter lugar e alcançar com sucesso os seus objectivos específicos. Não concordamos é que sejam totalmente exclusivas do actual modelo de políticas para a área da juventude deste executivo.

Entendemos que os Equipamentos e Serviços existentes, e que estão disponíveis para a população em geral, deviam servir os reais interesses dos jovens. Nós sabemos que nesta parte não servem. Por isso, a par das reivindicações que acima referimos, sugerimos que se passe a fazer uma boa utilização destes espaços. Ideias não faltam. Basta ouvir os jovens. Também temos vindo a defender a livre discussão de ideias inovadoras para o concelho, a criação de parcerias com entidades que privilegiem a busca do conhecimento, por exemplo, a Universidade de Aveiro, um forte apoio à concretização de projectos e ideias com forte incidência na área das Políticas Sociais Activas, do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Arquitectura e Urbanismo, Turismo, Transportes e obviamente na área das Políticas de Juventude.

Defendemos que a Câmara Municipal deve criar condições que funcionem como rampas de lançamento para os projectos dos jovens do nosso Concelho. Nós acreditamos no potencial e na capacidade inovadora dos jovens do nosso concelho.
Será que este executivo pensa da mesma forma?

Sabemos que este executivo teima em não conseguir dar uma resposta séria e bem fundamentada aos principais problemas que mais nos preocupam. Sabemos que a postura irresponsável e demagógica que praticam prejudica seriamente o presente e o futuro dos jovens. Deste modo, a JS enquanto estrutura política de juventude responsável e atenta vai continuar a avançar com sugestões e a criticar a existência de políticas que são vagas no seu conteúdo e desligadas da realidade local.


Jorge Almeida
(Coordenador da JS Ílhavo)

Na escola...

Itália
Vídeo mostra alunos a "apalpar" a professora! O responsável de educação da província de Lecce (Itália) abriu um inquérito para investigar a veracidade de um vídeo disponibilizado na internet, no qual vários alunos menores de idade aparecem masturbando sua professora, enquanto esta dá aula.
No vídeo, filmado com um telemóvel, e com 80 segundos de duração, a professora aparece sentada e dando aula, cercada por três alunos.
Depois, a câmera mostra as costas da professora e a parte superior da sua roupa interior, onde os três alunos passam a mão, um de cada vez.
Em determinado momento da gravação é possível ver a cara de dois dos menores e da professora.
O facto acabou na primeira página dos sites dos maiores jornais italianos, assim como nos canais de televisão.
Uma cópia do vídeo já está nas mãos da Justiça.
Através de um advogado, a professora, cujo nome não foi divulgado, garantiu "ter sido vítima dos estudantes".
Por sua vez, o presidente do Observatório para os Direitos do Menor, Antonio Marziale, afirmou que "é impensável que factos deste tipo possam ocorrer nas escolas".
Para Marziale, "é necessário agir com medidas de contenção, como a proibição a alunos, professores e auxiliares, de levar telefones celulares para a sala de aula".
Também exigiu que o Estado "seja firme nas medidas adoptadas contra os professores que não têm condições éticas para cumprir suas tarefas".

EFE

Veja o video...

sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Assterisk


Guardem-me esta miuda neste fim-de-semana

Caros leitores do Bancada Directa

Receio ser um pouco insistente, mas tenho de recorrer à vossa disponibilidade, para me guardarem esta miuda durante este fim-de-semana. Por favor não abusem!!!

Na próxima segunda-feira será provavel não me encontrarem, e a devolução ser dificil. Em todo o caso podem deixa-la na minha caixa do correio. Muito obrigado!

(Elle Mcpherson)

Eu vos suplico.

Perante a ansiedade de quem faz este apelo, Onaírda não teve a menor hesitação em o publicar no Bancada Directa, ciente da boa compreensão do administrador do blogue!
'EU VOS SUPLICO'
ArturMarques
BancoEspíritoSanto,S.A.
Gestor360º - Agência S. João do Souto. Largo S.João do Souto 31. 4700 030Braga
Tel:253609078 Telemóvel: 96 2141235
Divulguem a foto,por favor! 'EU VOS SUPLICO'

Só me faltava assistir a uma sessão de "wrestling parlamentar"!

Até dava para rir, se a crise que avassala o país não nos obrigasse a reflectir sobre a qualidade destes políticos.



"Wrestling parlamentar".

Ontem, quinta-feira 29 de Maio de 2008, assistiu-se na Assembleia da Republica a episódios dialogantes dignos de registo!.

Comecemos pelo senhor primeiro ministro quando interpela Francisco Louçã:

“ A primeira regra em Democracia é não mentir“!!!!

Responde o leader do Bloco de Esquerda:

“Chamar-me mentiroso? Atreva-se, senhor primeiro ministro!. Os portugueses olham para si e para mim!. Eles sabem bem quem está a mentir“!!!!

Quando Paulo Portas assediava Sócrates com a questão dos aumentos dos combustíveis, o primeiro ministro invectivava o leader do CDS/PP com esta qualidade:

Depois do Paulinho das feiras, temos agora o Paulinho das bombas!”

Pedro Santana Lopes, leader da bancada parlamentar do PP/PSD dirige-se a José Sócrates e pergunta-lhe assim:

"Numa reacção aos sinais de descontentamento manifestados por Mário Soares e Manuel Alegre, o primeiro ministro considerou esta quinta-feira, no Parlamento, que o primeiro foi «vítima de um embuste», enquanto o segundo é «responsável pelos seus actos ..
Pergunto-lhe se mantém a mesma reacção perante a realidade de termos 930 mil portugueses com menos de dez euros por dia e 250 mil com menos de cinco euros? A questão é política, a do reconhecimento desta situação. Considera que Mário Soares também foi demagogo?"

Resposta de José Sócrates

"Onde chegou a desfaçatez política. Um político indignar-se com um número que diz respeito a um momento em que exerceu as funções de primeiro-ministro é o máximo do descaramento. Eu esta nunca tinha visto em Portugal "

Nova reacção de Pedro Santana Lopes:

"Acha que Mário Soares, D. José Policarpo, o deputado Manuel Alegre estão todos errados? E que medidas pensa tomar? Não vale a pena fazer comentários a essas afirmações de que o indicador de pobreza se deve a seis meses de governação. É tão ridículo que não vale a pena"

Pela minha parte fico a pensar naquilo que me rodeia e dos homens que me representam na Assembleia da Republica, com o Governo a não ficar de fora neste “Wrestling Parlamentar” de baixo nível. Que saudades que eu tenho dos grandes combates de “catch-as-catch can” (era o agarra-te como puderes!)que eu assistia naquele recinto ao ar livre do Parque Mayer. E o meu ídolo pela simpatia que irradiava era o Dom Pipas. É que agora nem simpáticos são!!!!

Eles andem ai...!!!

Pode ler-se aqui de trivela, mas... há mais!!!
Esta ultima frase no rodapé, podia muito bem ter sido dita há muitos anos, pelo Gilberto, mas... dirigindo-se a outras pessoas!!!

Como diria a minha Avó:


Agora é que o porko troce o rabo...



Olha... os Abramovich's e os gajos do Gazprom, donos do Zenit ao barulho... ui... ui!!!!


Lá diria a minha Avó:


Com ferros matas, com ferros morres!


Olho por olho, dente por dente!

Professor Bambo: mais uma achega para o caso.

O desenvolvimento do caso “Professor Bambo”

Diz uma ex-cliente que pagou mais de 17.000 euros ao Professor Bambo.


Consultas de Bambo levaram mulher a contratar detectives para vigiarem o marido.

Fonte = Correio da Manhã de 2008/05/29: Jornalista = Manuela Teixeira.

Maria, uma de entre muitas mulheres clientes do professor Bambo, sente-se burlada pelo vidente senegalês, a quem pagou mais de 17.000 euros para resolver problemas que afinal não tinha. Não apresenta queixa nas autoridades para evitar a vergonha perante a família.
Esta antiga cliente consultou Bambo quando estava com dificuldades na empresa. Ele deu-me garantias de que o negócio ia melhorar muito. Pediu-me logo 5.000 euros em dinheiro. O negócio melhorou ligeiramente na época natalícia, facto que hoje Maria considera normal. Mas na altura voltou a consultar o Professor Bambo .“Afirmou que o meu marido tinha uma amante, que ia sair de casa e que os meus filhos ficavam com o pai, mas garantiu-me que ia resolver o problema com um tratamento", contou ao Correio da Manhã.”.

Maria pagou mais 5.000 euros! “Mandou-me colocar uns líquidos na loja, mas depois disse-me que um funcionário tinha visto e que por isso tinha de fazer tudo de novo Pagou outra vez 5.000 euros, embora já desconfiada dos poderes ocultos do Professor Bambo.”
“Contratei detectives para vigiar o meu marido e garantiram-me que ele não tinha qualquer amante”, revelou a ex-cliente. Mesmo assim Maria voltou à consulta do Professor Bambo e este disse-lhe que iria ficar com a vida num caos, se não fizesse o tratamento. Maria pagou pela ultima vez. “Hoje percebo que ele é que me convencia de que tinha muitos problemas” Maria revela ainda que Bambo e o assistente lhe faziam muitos elogios e diziam-lhe que ela era muito bonita. Esta ex-cliente acredita que os ditos elogios podiam ter outras intenções.

Bambo é suspeito de crimes de burla, extorsão e um de violação. Aparentemente indiferente ao processo mantém abertos os seus 5 escritórios.

Aguarda-se para se saber se a PSP encontra matéria sobre o Professor Bambo para enviar para o Ministério Publico. Volto a comentar, pelo que deduzi da analise desta entrevista, que fico perfeitamente convencido, que só consultam estas figuras da videncia quem quer e que voluntariamente o fazem!!!

A música do Euro 2008



quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Imprensa no seu melhor!

Canizares, jogador do Real Madrid esteve em destaque?!!!
Mas este não abandonou o Valência este mês?!

Vieira revelou o nome a presidente de Angola,

mas depois não ficou a saber o nome do escolhido?!!!

Em que ficamos?!!
Ainda existe quem acredite muito nela....

RAZÕES PARA RONALDO MUDAR PARA ESPANHA ...

NEREIDA

Pormenores descuidados...


Xico-Esperto(s)

Existem e pululam por esse país fora, infelizmente em quantidade suficiente para contaminar organizações e instituições em geral e algumas (importantes) em particular. Antigamente palitavam os dentes e cheiravam a suor e engraxavam os sapatos com o jornal enfiado debaixo do sovaco. Actualmente, estão mais “polidos” e “sofisticados” e apresentam, sempre, um ar dinâmico e diligente, por isso andam em permanente comunicação, i/é, agarrados ao telemóvel, já não cheiram mal, mas continuam a fazer muito mal.

Vem isto a propósito de algumas notícias (recentes) relacionadas com alguns comportamentos associados a personagens que estão ligadas de forma directa e indirecta aos chamados Apitos, Final e Dourado.

Com efeito o FC Porto ao não recorrer para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) da decisão da Comissão de Disciplina (CD) da LIGA, designadamente da sanção que lhe foi imposta - perda de 6 pontos e multa de 150 mil € - acabou por aceitar implicitamente e objectivamente as sanções do CD e a culpa que lhe foi imputada.

Esta assumpção implícita da culpa por parte dos dirigentes do FC Porto não aconteceu por acaso. Aconteceu e inseriu-se numa estratégia para evitar, caso se optasse por recorrer da decisão do CD, que uma das sanções, nomeadamente a perda dos 6 postos, resvalassem para a época seguinte (2008/2009), podendo assim vir a comprometer a conquista do campeonato.

Acontece que um azar nunca vem só e ao que parece a UEFA decidiu, recentemente, que os clubes que tenham sido acusados e culpados pela Justiça Desportiva dos seus países de origem de situações de viciação de resultados podem ser penalizados, no ano em que ocorreram essas decisões, com o impedimento de participarem nas competições organizadas por esse organismo europeu.

Pelos vistos os autores da “competente estratégia”podem ter sido enganados. É caso para se dizer que o tiro pode ter-lhes saído pela culatra.

Bom, mas não levou muito tempo para que aparecessem Outros Xico-Esperto(s) a reclamarem que eram eles e o seu clube que deveria ocupar a posição deixada em aberto pelo eventual impedimento competitivo do FC Porto. Esquecendo-se, entretanto, de um pequeno pormenor, justamente, o de que pode não ser esse o entendimento e a opção final da UEFA quanto ao clube escolhido para substituir o sancionado.


Pedro Vieira em Alvaláxia

Haja coerência e clareza




Deixamos aqui um texto do Movimento Leão de Verdade

Haja coerência e clareza


"Chegado da assembleia-geral deixo breve comentário e esclarecimento a todos os sócios e adeptos que acedam ao nosso site em busca de informações sobre a mesma e sobre as consequências do resultado de “aparente” derrota da proposta de reestruturação.

O presidente do conselho directivo apresentou-se aos sócios fazendo um esclarecimento, no arranque da assembleia: apesar de apenas uma das três propostas pedir aprovação por 2/3 dos votos dos associados presentes, o conselho directivo submetia-se à decisão dos sócios, apresentando toda a proposta em conjunto. No final da sua intervenção deixou transparecer de forma pouco clara (o suficiente para a grande maioria dos sócios que esclareci não se terem apercebido desse facto) que apesar de tudo, caso mesmo assim o conjunto da proposta tivesse mais do que 50% dos votos presentes se reservava o direito de avançar com as duas propostas que, se equacionadas em separado, não necessitariam de ir a assembleia-geral.

Ao aperceber-me desta falta de clareza, aproveitei o minuto de intervenção que me foi concedido, já numa fase fnal de assembleia lamentável em que os sócios falavam durante um minuto para alguns enquanto que outros tinham já autorização para votar, em imaginável confusão, para pedir ao presidente do conselho directivo que esclarecesse essa dúvida de imediato, a tempo de prestar esclarecimento útil perante os associados que já votavam. Infelizmente isso não veio a acontecer, embora o presidente Soares Franco me tenha confirmado de imediato após o fim da minha intervenção, em conversa pessoal, que a interpretação que fiz das suas palavras estava correcta.

Apenas no final, após o resultado anunciado (que inviabilizou formalmente a proposta por não atingir os 2/3 necessários) foi prestado esse esclarecimento, pelo presidente da assembleia-geral, a pedido de do presidente do conselho directivo, provocando naturais reacções nos inúmeros associados que não se aperceberam desta questão nas palavras iniciais do presidente do clube, que apesar de compreendidas por alguns não foram obviamente suficientemente claras para todos.

É do meu entendimento (e de tantos sócios admirados com o desfecho) que a partir do momento em que o presidente do conselho directivo apresenta um conjunto de 3 propostas para votação conjunta, mesmo que duas delas não carecessem aparentemente de ir a assembleia-geral, é incoerente e pouco claro avançar do mesmo modo com as duas decisões para as quais tinha liberdade de decisão, após apresentar todo um plano de reestruturação para votação conjunta dos sócios.

Aproveito para dizer que, sem que contássemos com isso e numa fase em que já excedemos há algum tempo o número mínimo de votos necessários à sua convocação, tivemos forte adesão de sócios ao pedido de assembleia-geral extraordinária, agora e nunca cada vez mais centralizado num pedido de auditoria externa, independente, com contas consolidadas de todo o grupo Sporting. Após mais uma AG onde o passado foi discutido com veemência mas pouco detalhe e fundamentação é cada vez mais evidente que os sócios do Sporting têm o direito e a necessidade de conhecer toda a realidade da história recente e presente do Sporting Clube de Portugal, quando é cada vez mais óbvio que o projecto Roquette e seus derivados constituem a pior catástrofe que alguma vez se abateu sobre o Sporting Clube de Portugal.

Voltaremos certamente com mais esclarecimentos,Saudações leoninas,

Pedro da Cunha Ferreira - sócio nº 9.576"




Um duro revés no plano de Soares Franco

Apesar de ter sido uma vitória clara do sim, considero este resultado um duro revés nos intentos de Soares Franco! Convém lembrar a pressa com que foi marcada esta assembleia de forma a anteceder a outra que os membros do movimento “Leão de Verdade” tinham com o intuito de falar em temáticas que não agradam muito à direcção!

Apesar deste resultado estar perto do resultado que Soares Franco ambicionava, agora se não quiser desistir da sua ideia só tem dois caminhos possíveis: o primeiro passa por afirmar que o resultado está muito perto daquele que precisava e que a diferença é irrelevante, levando desta forma a uma solução em que demonstra falta de respeito pelos sócios, já que passava claramente pela vontade deles! O segundo caminho possível seria andar a lutar para explicar aos sócios e isso implicaria ter de marcar posição na “indesejada” AG que o LdV deseja marcar para fazer uma auditoria externa às contas…

O que é triste é que pelos vistos irá haver um aproveitamento de Soares Franco para vender a Academia e fazer o lançamento das VMOC’s já que pelos vistos não era obrigação dele levar o assunto à Assembleia e apenas o fez porque porque a terceira alínea do projecto precisava de ser aprovado ao contrário das duas que referi neste parágrafo. Daqui também será curioso verificar se Soares Franco irá agora cair em tentação de alegar que duas partes do projecto foram aceites, ou se aceita que o projecto, como um todo, não passou na vontade dos adeptos…

Cá estaremos para ver!

Tiago Silva



Opinião pessoal:


Como é possível haver uma só votação, e duas interpretações diferentes da mesma?!!

Se duas alíneas não necessitavam de aprovação, para que foram a escrutínio?!

Mais, se a votação inviabilizou formalmente a proposta por não atingir os 2/3 necessários, e estavam as três alíneas na mesma, porque razão vem agora dizer que só uma não passou, pois se as outras não necessitavam de aprovação, não teriam necessidade de votação, e se foram teriam de ser respeitada a votação nos 2/3 que chumbou a proposta no seu todo, ou não?!!

Alguém consegue explicar uma proposta com três pontos, ter uma só votação e deduzir-se situações diferentes para cada uma?!!

Iludem-se os tolos com bolos...

Eu percebi onde Soares Franco e seus pares quiseram chegar e conseguiram. Até nas derrotas dão a volta, e esclamam, meias vitórias. Não é para todos, só para alguns e imprensa portuguesa ...

Academia ontem foi vendida, pois o Sporting daqui a pouco tempo vai converter em VMOC’s , que são a paga da mesma agora para daqui a 5 anos, sendo que lá vai dizer que os encargos com juros e que o Sporting nessa altura não vai ter condições para dar mais 60 milhões pela mesma, e por isso, vem a história de mais valias onde os accionistas vão usufruir das mesmas, sendo que preço comprado agora, não será o mesmo que daqui a alguns anos, pois os terrenos sairão valorizados em Alcochete e muito apetecíveis, e por isso o negócio da venda da Academia foi passado ao papel ontem com cheque vistado por alguns sócios [minoria do universo], pois à muito já estava definido o mesmo...


Mas vamos aguardar pelo futuro, pois esse é o melhor conselheiro das palavras sérias e honesta que cada um pode ter, pois muitos não alcançam o futuro das situações agora, e esses são os que tem a visão muito estreita do futuro, e por isso este mundo é engolido pelos mais astutos e perspicazes, e não pelos que ainda sonham com os olhos abertos...

Pensam só no presente e em utopias, que duvido venham acontecer...


PS* Não sou contra investidores nos clubes de futebol, pois temos vários exemplos mundiais de sucesso, e penso que o futuro passa por ai, pois emocionalmente é impossível manter um mercado cada vez mais competitivo e profissional, desde que se vendam os clubes pelo valor justo, sério e aberto, e quando falo aqui nestes pontos, é na globalização do mesmo a entidades exteriores com capacidade para o fazer num mercado livre e claro, e não a uma elite que do aproveitamento de hierarquias ao longo estes anos, se tem aproveitado para comprar aos pedaços pelo preço de saldo a emotividade que o clube ainda tem junto de muitos associados, um clube que [é] era uma marca nacional, e sem que no futuro haja "back to future", e se houver [duvido], pode ter largas dificuldades de ser o que foi num passado, pela visão extremamente elitista, economicista de tratar um clube de futebol, em que a estratégia é lucros formativos a seus accionistas em detrimento do desportivo a sustentar o económico [como faz o Porto e bem, e outros glutões do futebol], que sem um projecto sustentado nesta vertente de sucesso, que é razão de ser dos clubes mundiais [sem paixão e vitórias não existem], com valores desportivos de alcançar o mesmo, que foi a intenção da sua criação pelos seus fundadores, ou seja perde-se o valor para que existiu e foi fundado o Sporting clube, que tem um nome nacional associado no mundo: Portugal, e também é um património do mesmo, como um Porto, Benfica e Outros, que são um dos nossos maiores activos económicos, sociais/formativos do nosso pequeno país, que assim passa a ser mais uma empresa sem valores culturais ou sociais, que é uma das razões da nossa sociedade actual mais vive, e veja-se alegria pela selecção, num país com problemas mais graves para resolver a nivel económico, político, saúde, educação e outros.


O tempo vai dar respostas.


Sem mais de momento,


PSousa

Mundo Policiário 24/08

Coordenação de Onaírda
Dic Roland e KO = Sempre presentes
Tema de hoje: conheça os nossos autores policiários


Solução do problema "O cantar maravilhoso do tentilhão", publicado no Bancada Directa em 2008/04/29


Antes, a habitual nota de Onaírda:

Realiza-se já no proximo Domingo 1 de Junho o IV Convivio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade, que terá lugar na Quinta do Rio na localidade de Alto das Vinhas, ali mesmo no limite do Parque Natural da Serra da Arrábida, ao Km 5,5 da Estrada N379 que liga Brejos de Azeitão a Santana (Sesimbra)
Confrade amigo esperamos a tua comparencia.


Solução do problema " O cantar maravilhoso do tentilhão "

Quando se refere que estamos num ano muito seco e vai haver um défice previsível de 6,8 %, vê-se que estamos no ano de 2005. E igualmente quando Tempicos traz um ramo de flores, mas que são papoilas e espigas porque era um dia a preceito, também se vê que estamos em quinta-feira da Ascensão, vulgo quinta-feira da espiga. Então o dia é o 5 de Maio de 2005.
A partir das declarações do empregado da cervejaria, sabe-se que o homem branco tentou impedir que o empresário fechasse a porta do seu automóvel.

Por isso deu liberdade de acção para que o negro entrasse pelo lado direito da viatura e executasse o golpe na garganta, confirmado por que só uma pessoa deste lado podia desferir o golpe da direita para a esquerda. Garçôa tem possibilidades de obter a identificação dos indivíduos, não só porque tem as suas impressões digitais nos copos de cerveja ainda no balcão mas especialmente tem as do negro na nota de cinco dólares. E não nos vamos esquecer que o indivíduo branco também deixou impressões digitais no vidro e porta do lado esquerdo

Dada a natureza do crime e não tendo o furto como móbil, facilmente se constata que era um ajuste de contas levado a cabo por profissionais. Assim, era previsível que ambos tivessem cadastro e que já tivessem estado presos. A sua situação de estarem em liberdade era devido a que já tivessem cumprido pena adequada ou então que estivessem a gozar uma “condicional” E no caso concreto do individuo negro, que por ter sotaque afrancesado não deveria ser nacional, seria mais fácil a sua identificação através do SEF. Identificado um, facilmente se chegaria ao outro.

O laboratório da polícia científica trabalhou todo o dia de sexta-feira na digitalização de todas as impressões digitais. Trabalhando com os computadores do Ministério da Justiça e recorrendo-se ao cruzamento de dados, depressa se chegou a Arnaldo Camarão e Mifiná Siké. Prova deste facto foi a presença da agente Cristina no laboratório nessa sexta-feira, providenciando que não houvesse tempos mortos na procura de resultados.
Tendo a certeza de que estes dois tinham sido os criminosos (para o efeito, Garçôa tinha a presença do empregado da cervejaria, que numa sala anexa, e através de um vidro espelhado que o tornava invisível, identificou afirmativamente os assassinos), o inspector recolheu as suas declarações, sempre obrigatórias, com o objectivo de procurar uma confissão espontânea.

As declarações de Arnaldo Camarão foram um rosário de mentiras porque:
a) Já se sabe que o crime ocorreu na quinta-feira da espiga e que no concelho de Mafra, a que pertence a Ericeira, é dia de feriado municipal.O porto de pesca da Ericeira fica totalmente inactivo no que se refere a serviços prestados pelo Clube Naval, proprietário da grua de bota abaixo e de alagem, assim como dos tractores de arrastamento. Logo, seria impossível a Arnaldo entreter-se a ver a grua na sua função habitual dado que ela estava recolhida.


b) Quanto ao treino do tentilhão, este até seria possível, mas neste caso a gaiola teria de estar envolta e tapada com um pano branco, condição indispensável para que o tentilhão cante sem se assustar com o ambiente à sua volta e para não se espantar. Portanto, se as pessoas viram o bico azul do pássaro (o que é normal na Primavera) é porque ia destapado e deste modo não se podiam deliciar com o canto do tentilhão.
Quanto às declarações de Mifiná Siké, Garçôa analisou-as e concluiu:
a) Mifiná referiu que desatracou o barco às 09h00 e que depois seguiu para as bandas do Samouco para apanhar minhocas para a pesca. Até aqui tudo bem, mas a apanha das minhocas só se pode fazer com a maré vazia (mais concretamente uma hora antes da baixa mar e até que a água suba) e nesse dia 5 de Maio a baixa-mar foi às 06h43 e portanto cerca de três horas depois já não era possível apanhar minhocas, nem no Samouco nem em parte alguma que dependesse das marés.
b) Em relação à pesca nas valas de Vila Franca, é uma declaração despropositada, mas em todo o caso incongruente, porque as espécies de peixes referidas, na data de 5 de Maio estão em época de reprodução, portanto nem é a altura ideal, nem é permitida a sua captura.

Com estas declarações tanto Arnaldo como Mifiná mentiram e, mais grave, não apresentaram álibis consistentes que comprovassem que não estiveram no Restelo naquele dia 5 de Maio.

Deste modo, Garçôa tinha todas as condições para fundamentar o seu relatório e enviá-lo para o tribunal.

{ publicado na secção “Policiário” do jornal “Público” de 5 de Março de 2006

NA ORDEM DO DIA....EM PORTUGAL!

O sodomita




Ser português!
Ronaldo sob pressão


Autor Henrique Monteiro


quarta-feira, 28 de Maio de 2008

é favor não comentar



SCP: ESCLARECIMENTOS DA A.A.S.

Chegou-me via email o seguinte comunicado que abaixo transcrevo:

"Após a sessão de esclarecimento de ontem, enviamos em anexo, comunicado da AAS referente à próxima Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal.

Com os melhores cumprimentos,
Gabinete de Comunicação e Imagem
Associação de Adeptos Sportinguistas


COMUNICADO 3 / 2008


No seguimento da recente proposta da Direcção do Sporting Clube de Portugal, a ser sufragada na próxima AG do próximo dia 28, a AAS informa que:


1.Aguardou serenamente pela sessão de esclarecimento proposta pela Direcção do Clube.



2.Não se considera totalmente esclarecida quanto aos reais propósitos da operação proposta, preferindo uma reformulação da mesma em diferentes moldes, aproveitando as ideias-chaves positivas que a mesma proposta tem.

3.Os principais pontos a necessitar superior esclarecimento são:

a.A passagem da Academia para a Sporting SAD não contempla nenhuma amortização à actual dívida de 72 M€ do clube perante aquela.

b.A passagem da Academia para a Sporting SAD nos moldes propostos representa uma clara mais valia para os accionistas da SAD em detrimento do clube, dada a prevísivel valorização dos terrenos em causa

c.As VMOC’s podem ser convertiveis para acções caso o Sporting não consiga, no prazo de 5 anos, angariar os 60 M€ necessários para distribuir pelos investidores das VMOC’s. Qual é, então, a estratégia do clube para, no espaço de 5 anos, angariar tal quantia?

d.A conversão das VMOC’s em acções da Sporting SAD resultarão num aumento de capital, em que o Sporting Clube de Portugal perderá a maioria do capital social na SAD. Ainda que detentor de acções de categoria A – que permitem o bloqueio de determinadas decisões da Admnistração daquela empresa, como seja a alienação de património, a gestão do futebol do clube ficará totalmente nas mãos de investidores. Com tudo o que uma visão puramente economicista pode transportar de negativo para um clube desportivo.

e.A passagem da Sporting Comércio e Serviços para a Sporting SAD representa um claro défice ao nível ético, visto que o vendedor dos direitos televisivos tornar-se-ia igualmente o comprador.

f.É referido pela Direcção do clube que pretende investir no Projecto Desportivo. Que Projecto Desportivo é este, quais as suas linhas de orientação mestras e qual o seu planeamento estratégico?



4.Nestas condições e perante as dúvidas referidas, não considera ser plausível, aceitável ou responsável passar carta branca a ninguém, com todo o respeito que os orgãos sociais do clube nos merecem.



5.Lamenta a forma como a Direcção do clube procura impor a sua decisão, revelando a sua decisão de se demitir, caso a proposta colocada a sufrágio não seja aceite. Totalmente inaceitável, no sistema democrático em que vivemos.



6.Por tudo isto, a AAS votará em bloco “Não” e apela à mobilização dos restantes associados do clube bem como ao seu voto responsável!

Porém, mantemos a confiança que os orgãos sociais do clube consigam alterar a referida proposta indo ao encontro das preocupações dos associados.



Comité Executivo
Associação de Adeptos Sportinguistas"

Espaços Jornalísticos de Opinião BD

Adeus, Sporting





A pouca informação que sempre circulou em relação aos clubes de futebol, nomeadamente em Portugal, fê-los agarrarem-se à ideia de que neste território tudo era possível realizar. Por causa dessa pouca informação e daqueles que foram montando os seus negócios privados à custa do “negócio do futebol”, no qual o dinheiro se habituou a circular sem controlo, em grande medida com a conivência do Estado, o chamado desporto-rei refinou os seus toques oligárquicos e quem, através de mecanismos de uma pífia democracia, exerceu o poder dentro dos clubes como se fosse dono deles, utilizando a maior abertura da comunicação social desportiva (comparativamente aos movimentos oposicionistas) para plantar as suas propagandas e plasmá-las em assembleias gerais marcadas, cirurgicamente, para noites a meio da semana, foi-se perdendo “cultura desportiva” para nascer no lugar dela a empresarialização do tecido futebolístico, com as consequências que ora saltam à vista.

O Sporting, sem estar sozinho, apresenta-se nesta encruzilhada. Em Alvalade, o futebol pouco ou nada se discute. Nos últimos anos, o foco das conversas está nas nuances dos projectos financeiros, dos passivos, das negociações com os bancos, dos serviços das dívida, das taxas de juro, das operações de venda de património, sob a falácia de que tudo isso é necessário para não comprometer (ainda mais) a capacidade competitiva dos plantéis que, neste ambiente, são tratados como uma minudência. E uma grande chatice.

Há quem assuma, em círculos fechados, que os mais velhos têm de se conformar com as novas realidades. Adeus, Sporting. Foste uma grande instituição. Atlética e ecléctica. Virada para os seus técnicos e atletas. Agora, são os negócios e a engorda do monstro SAD que há-de rebentar de tanto comer. Uns vão ficar ainda mais ricos, potenciando a riqueza dos seus parceiros ou patrões e hão-de retirar-se na hora certa, convictos de que cumpriram o seu dever, cansados, afinal, de tantas incompreensões e críticas.

Por este andar, não é só a despedida de uma ideia de “devoção e glória”. É o prenúncio da extinção. Histórica.

Autor: RUI SANTOS


«O cobarde»RESPOSTA DA DIRECÇÃO LEONINA A RUI SANTOS


Na sequência do artigo de Rui Santos na edição de ontem, a Direcção do Sporting emitiu a nota que reproduzimos na íntegra...

“O jornal Record e a estação de televisão SIC entendem conceder espaços de opinião semanal para que o Sr. Rui Santos emita as suas ‘opiniões’ sobre o panorama desportivo nacional e, em particular, sobre o futebol. Gostos não se discutem, lamentam-se...

Já se sabe que, quando confrontado com o contraditório, o Sr. Rui Santos é normalmente humilhado e ridicularizado, não consegue discorrer uma única ideia com um mínimo de sentido e revela um total desconhecimento sobre os assuntos relativamente aos quais tenta falar com um ar de autoridade patético. Para além de nunca se esquecer de promover os treinadores e agentes desportivos que mais ‘admira’.Vem isto a propósito do facto de hoje [ontem], na edição do jornal que acoberta as suas crónicas, o Sr. Rui Santos escrever a dado passo do seu miserável escrito:

‘... Agora, são os negócios e a engorda do monstro SAD que há-de rebentar de tanto comer. Uns vão ficar ainda mais ricos, potenciando a riqueza dos seus parceiros ou patrões e hão-de retirar-se na hora certa convictos que cumpriram o seu dever, cansados, afinal, de tantas incompreensões e críticas’.

A isto chama-se cobardia. Não serve o argumento desculpabilizante de que a maneira do Sr. Rui Santos estar na vida é o resultado de um conjunto de complexos de natureza pessoal ou profissional.

Só um cobarde imbuído de uma vergonhosa má-fé jornalística pode escrever o que o Sr. Rui Santos escreve hoje no jornal Record.

Um homem com um mínimo de carácter diria os nomes de quem vai enriquecer e como e não se acobardava atrás das habituais insinuações, para tentar evitar ser responsabilizado. Não surpreende, vindo de quem vem, de alguém que está envolvido há muitos anos nas ‘guerras’ de poder do futebol português, mas mancha também quem lhe dá guarida, neste caso, o jornal Record.

Sporting Clube de Portugal

O Conselho Directivo”

Esta resposta do conselho directivo leonino, é que envergonha e ridiculariza o clube! Ao ponto que se chega por uma suposta causa, que se quer obrigar ao normal associado votar num projecto que só mesmo alguns doutorados e sócios cegos de vitórias acreditam, pois eu se perspectivasse que ia engordar uns milhões, também acreditava..

O que o sr. Rui Santos [não sendo uma pessoa que concorde em tudo], falou em relação à manietação das AG´s é claro e sério na sua analise, e só quem não as presencia ou está mais atento é que não vê.

Responder a um artigo de jornal desta forma e violentar a pessoa de Rui Santos (independentemente de sermos acordo ou não) é de baixismo cultural e ético que não corresponde ao nome Sporting! Eu compreendo que a direcção ficou muito incomodada com as verdades da crónica, mas responder neste tom, só mostra o tipo de pessoas que governam um clube como o Sporting clube de Portugal e que são capazes de tudo para chegar aos seus intentos. Até me admira, pois o Sr. Soares Franco disse que nunca descia ao nível de certas pessoas, mas afinal...

Porque raio o Sporting não coloca no seu site oficial as opiniões discordantes relativas ao projecto financeiro? Seria a melhor forma de clarificar os sócios, permitir que eles pudessem "ouvir" ambas as partes e tirarem as suas próprias conclusões! Mas não, é assim a democracia do Sporting, que tem vindo em tudo o que é jornal a dar entrevista pelar ao voto, e com a chantagem de não recandidatura se não for aprovado...

EX-CANDIDATO MUITO CRÍTICO COM SOARES FRANCO
Abrantes Mendes fala em pressões inadmissíveis



Sérgio Abrantes Mendes, candidato derrotado nas últimas eleições, mostrou-se bastante crítico em relação à postura assumida por Filipe Soares Franco nos derradeiros dias, nomeadamente a ameaça de sair do clube no final do mandato, caso o projecto de restruturação não seja aprovado.“É uma situação grave. Não lhe quero chamar directamente de chantagem mas, pelo menos, existe uma clara pressão sobre os sócios. Aliás, já se tinha passado isto aquando da venda do património não desportivo...”, começou por referir o juiz, complementando: “Tudo isto é inadmissível, porque não houve tempo suficiente para se estudar uma questão com tanta especificidade. Na entrevista que deu ao ‘Expresso’, Filipe Soares Franco quase assumiu que falhou rotundamente na gestão que tem feito. Até porque, dizendo que se o projecto não for aprovado o clube não pode pagar as dívidas, isso é sinal que o Sporting está à beira da falência...”


Leão de Verdade quer AG extra
PRETENDE AUDITORIA AO CLUBE E ÀS SOCIEDADES


O Movimento Leão de Verdade entregará a 2 de Junho o requerimento com vista à realização de uma AG extraordinária para votar uma auditoria ao clube e a todas as sociedades do Grupo Sporting, discutir o pagamento do passivo bancário e a venda dos terrenos do antigo Estádio Alvalade e dos direitos de superfície do Interface do Campo Grande, além da venda do património não desportivo.

Não sei se serão bem-vindos ou terão sucesso...a ver vamos...



Soares Franco em entrevista ao Record

Linhas mais interessantes de se analisar, com direito de resposta da minha parte:




R – Se se recandidatar é para ser campeão?

FSF – Eu quero ser campeão para o ano! Não tem nada a ver com uma recandidatura.

Esse discurso populista de querer ser campeão para o ano dá muito que falar, parece os políticos em tempo de eleições para serem eleitos que utilizam um discurso parecido, tipo "...vamos baixar os impostos" e depois....

Afinal não queria ser campeão este ano que passou? Não disse que se ficasse em segundo não tinha de pagar prémios de jogo aos jogadores? O seu discurso nunca esteve à altura do clube que representa. Tem mais de 100 anos de historia e merecem os sportinguistas um presidente que ame o Clube na sua plenitude e que possa disponibilizar mais horas ao mesmo, digo eu, e não quando se aproximam eleições e aprovações de projectos no mínimo duvidosos para clube.

R- Admite demitir-se se o seu projecto for chumbado?

FSF – Quando nos candidatamos há que ter a noção de que é preciso ter espírito de missão. Mas uma coisa é certa: se esta solução não for aprovada é bom que quem eventualmente a chumbe se despache a arranjar uma alternativa. Só consigo desenvolver um projecto com alternativas em que acredito.

Eu também por acaso Sr. Franco, pois se for para ganhar dinheiro, muito bem, senão pouco interessa, não é ?!, pois deixa de ter interesse trabalhar uma hora para o boneco!!!


R – Se não se demitir, é certo que não se recandidata?

FSF – Se não acredito na solução, não posso recandidatar-me.

Bem, espero que não venha novamente dizer o contrário, é que já não é a primeira vez...


R – Há alguma “salvação” para as modalidades?

FSF – Se o Sporting souber crescer e for mais competitivo e se com isso tiver sucesso e incrementar os sócios que tem vai seguramente vai ter maior equilíbrio financeiro e criar condições para as viabilizar.

Mas como fazer isso se o pavilhão nem sequer existe para as mesmas?!! Ainda espero por uma das suas promessas de construir um..

RECORD – Há o receio de que a passagem da Academia do clube para a SAD possa ser o princípio do fim. Depois será o estádio. Este cenário “apocalíptico” é possível?

FILIPE SOARES FRANCO – A questão da Academia só pode ser tratada se abordarmos seriamente o plano de reestruturação do Sporting. Quanto ao estádio, gostava de lembrar que o Sporting, há 3 anos, o presidente Dias da Cunha lançou o mote para se fazer um estádio Municipal. Parece-me incongruente que quem defendeu um estádio municipal esteja agora a contestar a perda de uma academia em vez de perder o activo do estádio.

R – Mas há este cepticismo.

FSF – Há, mas essas vozes não se levantaram há 3 anos. Porquê? Porque é que estava tudo de acordo com um estádio municipal e hoje há receio de o perder?

Claro que sim Sr. Franco, pois o Sporting assim não pagava os juros que paga ao banco actualmente [na engorda destes], ainda tinha alguns terrenos antigos que foram vendidos a preços de amigo, e que eram património do clube actualmente sem necessidade de venda, e em custas de manutençào valiam ao clube largos milhoes de euro a menos...

R – Mas há esse risco?

FSF – Não. O estádio é propriedade do Sporting e quanto muito poderia haver a proposta de passá-lo para a SAD pois é ela que o paga.

Sim, e mais tarde sendo propriedade da Sad pode acontecer o mesmo que a Academia, ser vendida para ter mais valias, como vamos ver mais a frente, neste projecto que querem implementar, e muitos não vêm um palmo a frente dos olhos...

R – E o que vai acontecer?

FSF – Nos próximos 5 anos em vez de o Sporting ter que amortizar 105 milhões de euros do passivo só terá que amortizar 55 milhões. Conseguiu diminuir cerca de 25 por cento a taxa de juro de referência e ainda reduzir em mais de 50 por cento as comissões de agenciamento e financiamento.

Claro, mas esqueceu de dizer, que o clube vai ter a dívida mais tempo a ser paga, e com o crescente dos juros, não sei se daqui a 5 anos ou antes, não estará a dizer que é preciso renegociar novamente e vender academia para dar mais valias e aliviar a Sad...aliás, já ouvi esta história quando foi a venda do património, que ia resolver todos problemas, mas a ver vamos..




R – E para chegar a esse ponto o que é preciso fazer?

FSF – É preciso que a SAD compre ao Sporting a sociedade que tem os direitos comerciais da SAD e tem de fazê-lo pelo passivo que ela tem: 60 milhões de euros. Como a SAD não tem esse dinheiro, foi resolvido lançar um empréstimo obrigacionista que ao fim de 5 anos será convertido em acções e cuja taxa máxima será de 3 por cento ao ano. Para que isto seja viável é preciso introduzir mais património na SAD. Daí o trespasse da academia. Diga-se que em relação à gestão da SAD, o Sporting, mesmo perdendo a maioria, tem sempre direito a ter gestão consigo.

R – Vamos à Academia.

FSF – A academia é hoje totalmente paga pela SAD. É um leasing que está no Sporting e é debitado à SAD que o paga na íntegra. Sendo o Sporting uma entidade de bem, deve fazer com que a propriedade pertença a quem a paga. É bom que se saiba que o universo das empresas do Sporting deve à SAD 72 milhões de euros.

Mas a culpa dessa situação é de quem?! Para suprimir certos negócios, nada como ter várias sociedades na mesma empresa, com algumas que dão jeito dar prejuízo...

R – Pavilhão: um projecto eternamente adiado?

FSF – Não. É um projecto para implementar quando houver condições para o fazer. Esperemos ver este processo da urbanização dos terrenos do Sporting concluído para depois podermos partir para esse projecto.

E neste estado, o mais provável é daqui alguns anos, venderem a Academia, para dizerem que vão construir o pavilhão, e será menos honeroso ao Sporting pagar uma renda para a utilização da mesma, que esta ser do clube e pagar toda a manutenção!!!Certo?!

R – Até final do mandato?

FSF – Esperava ter o assunto dos terrenos da urbanização de Alvalade concluído há muito tempo. Não tive por causa de uma crise política na Câmara de Lisboa. Esperava ter a renegociação com a banca terminada também há mais tempo, porque houve uma crise no Millenium BCP. Logo, não espero nada porque não sei como é que tudo isto se vai desenrolar.

Mas sabe que daqui alguns anos a Academia vai gerar mais valias devido ao aeroporto ter passagem para Alcochete, e milhões vão valer aqueles terrenos, que são apetecíveis estando do lado da Sad, onde estão os accionistas e podem decidir o que bem fazer, não tendo que pedir licença ao clube, sempre com o propósito de fazer mais valias, certo?!...


TINHA DIREITO À VAGA DE JOAQUIM OLIVEIRA


RECORD – Que motivos estiveram na cooptação de Pedro Baltazar para administrador da SAD?

FILIPE SOARES FRANCO – Como é sabido, a Olivedesportos não quer participar de forma activa na administração de qualquer SAD. Logo, por direito próprio na condição de ser o maior accionista minoritário, Pedro Baltazar teria o direito a requerer um lugar na administração.


BD - Quer dizer, se quisesse o sr. Joaquim de Oliveira, irmão de António Oliveira e portistas assumidíssimos, poderia estar em funções no Sporting e terem uma palavra na sua gestão, certo?!!!

R – Foi ele que requereu ou foi o Sporting que o convidou?

FSF – Foi o Sporting que tomou a iniciativa. Tínhamos uma vaga e ele tinha esse direito.

Reparem que foi cooptado alguém para a Sad, porque tinha direito e não por competência!
Ou seja, qualquer investidor com dinheiro , desde que tenha uma parte significativa no clube sendo maior accionista minoritário pode ter um lugar na Sad, mesmo que não perceba de futebol e muito menos se interesse pelo clube em termos desportivos, pois pode estar só interessado em mais valias de formação, e chega, nem precisa de ser Sportinguista, tipo Oliveiras....Rica gestão desportiva.


R - Não fazia mais sentido ser uma pessoa do universo do clube, como por exemplo o director geral?

FSF – Não, porque tínhamos o dever de dar o lugar a um representante dos accionistas a partir do momento em que ele tivesse 10 por cento.

A resposta está dada, obrigada, fiquei esclarecido...Accionistas em breve vão mandar como deve o Sporting ser no futuro. Pode ser só formação, para vender e ter os seniores como montra para ribalta, e gerar mais valias...títulos não são prioridade. Esclarecido.


R – Foi uma opção pacífica?

FSF – Completamente. Pacífica dentro da administração da SAD e no seio do Conselho Directivo.

Pois, pacífica dentro do grupo de elite, pois os Sportinguistas deram carta branca para poderem fazer o que bem entenderem ao clube, sem terem direito a discordar, pois se o fizerem...Rua "persona non grata".

RECORD – Acha que há resultados manipulados no futebol português?

FSF – Nunca me pronuncio sobre questões que desconheço. E como nunca tive curiosidade de me imiscuir nesse processo, podia ter um sentimento mas eu só respondo por factos.

Ao menos Dias da Cunha sabia disso, mas não me admira que não saiba nada de futebol, como próprio já admitiu, pois o que interessa é finanças e patrimónios, uma vez que desportivamente não é a prioridade máxima desta administração, para quê preocupação com alo que interessa num segundo plano, e também porque uma hora de gestão por dia, também não dá para mais...


R – Como comenta as últimas declarações de Dias da Cunha?

FSF - Estou convicto que aquilo que estou a fazer é para bem do Sporting e portanto não faço qualquer comentário aquilo que vai na alma do dr. Dias da Cunha.

Não interessa discutir com quem sabe a verdade do clube..


R – Que situações foram essas? [ a respeito de Valentim Loureiro ]

FSF – Fiquei triste quando ele utilizou as instalações da Liga para dar uma conferência imprensa em que queria defender-se de uma acusação pessoal. Fiquei descontente quando ele, na penúltima AG da Liga, não deixou manifestarem-se os clubes que estavam representados.


Mas porque também Soares e sua administração não deixam outros falar nas AG do clube a vontade?!! Só porque discordam?!!!


R – Nessa perspectiva, torna-se importantíssimo para o Sporting investir já para ser campeão, até porque o acesso à Liga dos Campeões vai ser mais difícil. Pensa que o Sporting pode ocupar o lugar que tem sido do FC Porto?

FSF – O Sporting tem de ser campeão a curto prazo. É uma obrigação para um clube da sua dimensão, e para ser campeão a curto prazo tem de fazer melhor com menos. Sabemos que mesmo depois da restruturação financeira que está em curso, se ela for aprovada, que nunca teremos a curto prazo a mesma capacidade de investimento que têm os nossos mais directos adversários, muito embora eu não conheça a realidade financeira actual deles.

Não conhece a realidade dos outros clubes, mas ao mesmo tempo diz que não poderá investir como eles!!! Mas não é para investir mais na equipa este projecto que requer aprovação?!!!

R – Mas as contas são conhecidas... como analisa os rivais?

FSF – ...Há questões que eu não conheço em pormenor. O FC Porto tem uma filosofia de gestão completamente diferente da do Sporting. Nós pretendemos, sobretudo, equilibrar as suas receitas correntes com os seus custos correntes, e as mais-valias ou receitas extraordinárias que tiver servem para reinvestir e ir melhorando com o tempo a sua capacidade competitiva, enquanto o FC Porto tem tido regularmente um défice na sua actividade corrente, ou seja, as suas receitas não cobrem os seus custos correntes, mas valoriza muito os seus activos e todos os anos vende alguns para cobrir o seu défice corrente, conseguindo ainda alguma capacidade para investir. Normalmente tem tido sucesso, porque geralmente tem investido bem. Não quer dizer que não faça maus investimentos.

Ora aí está meu amigo, pois o Porto pensa como clube, e não como investimento principal de ganho para mais valias e vendas de património, pois investe para depois colher frutos, e normalmente tem pessoas que percebem de finanças, gestão de activos e principalmente de futebol, tal como a pessoa de Pinto da Costa, que dá muitas horas ao clube com o intuito de ganhar, ganhar e ganhar.
Só com investimento se pode ter mais valias, e com pessoas competentes a frente no futebol, não com doutorados e cooptados a força, que só pensam no seu investimento, em que a preocupação maior não é ganhar, mas sim saber quanto de lucro vai dar a venda X ou Y....

R – O descontentamento evidente na final da Taça por não ter jogado. De tal forma que o seu empresário já colocou a hipótese de saída depois de uma reunião com o Sporting. Como vê esta situação?

FSF – Para mim, a resposta do Paulo Bento é a melhor de todas. O Pereirinha aqueceu mais depressa e considero que não vale a pena discutir esse assunto. É uma opção do treinador. O Simon Vukcevic tem de respeitar as opções do treinador, tem de compreender as razões que levaram a essa decisão. Ele sabe seguramente hoje por que é que essa decisão foi tomada e pura e simplesmente ele está ali para servir o todo. O Sporting não olha para nenhum dos seus activos sem olhar para ele como uma peça do todo. As opções tomadas foram legítimas e em nome da defesa do grupo.

Concordo plenamente nesta afirmação, talvez a mais coerente que lhe tenho ouvido.

R – Até onde pode chegar o orçamento para investir?

FSF – Há um número que não está fechado (Não posso falar de números, porque tenho de os comunicar primeiro à CMVM). Espero que o orçamento possa subir, mas é preciso ter a devida contenção relativamente a essa expressão. Ninguém pense que o Sporting pode duplicar o investimento. O caminho faz-se caminhando. Nós vamos caminhar e espero que daqui a cinco anos tenhamos uma posição muito melhor do que aquela que temos hoje.

Claro, mas alguém acredita que com este projecto e esta direcção o Sporting vai investir no seu futebol?!!!
Acredito que possam ter uma posição melhor, mas não o clube, pois esse já não tem mais valias para vender e depois vai caminhando por quem vier a comandá-lo.

R – Fala-se que o Sporting pode ir ao mercado contratar um defesa, um médio e um avançado, mas o dinheiro reservado para este último sector pode ser direccionado no reforço de outros, atendendo a que Liedson e Yannick ficam, Derlei vai renovar, Tiuí apareceu em grande forma e há ainda a vinda do Carlos Saleiro?

FSF – Vou ser sincero. A grande vantagem em ter um presidente que não é activo é o facto de estar distante desse tipo de acontecimentos no seu dia-a-dia. É evidente que estou sempre interessado, mas vou saber na altura em que os responsáveis chegarem a conclusões. Já trocámos algumas impressões, mas nada mais, por enquanto. No dia em que as coisas estiverem mais ou menos formatadas e fechadas, eu posso revelar.


Pelo menos em algo é sincero!!! Com uma hora por dia não dá para mais, e interessado que está no clube a nivel desportivo, isso são questões menores...

Esta é uma grande diferença que tem um clube ganhador como Porto, destes senhores que gerem o Sporting...Depois admiram-se com títulos e mais valias..Por isso uns são ganhadores e ricos, e outros só....ricos.

R – Já salvaguardou as manutenções de João Moutinho, Miguel Veloso e Pereirinha?

FSF – A única coisa que os clubes portugueses têm para se proteger da cobiça e do poder de compra dos clubes estrangeiros é a cláusula de rescisão. Por isso, eu só estou disposto a deixar sair os jogadores do Sporting mediante o pagamento da cláusula de rescisão.



R – Assume o compromisso de que, em caso de saída de uma das pérolas do Sporting, o dinheiro será para investir na equipa de futebol?

FSF – Sim, 80 por cento desse dinheiro.

Ora, 30 milhões a 80% dá 24 milhões de investimento!!! Se vender dois na casa dos 50 milhões, será que vai investir 40 milhões?!!! Mais o normal que o clube tem todas as épocas para investir.... Mas, vamos aguardar, pois desconfio que esse dinheiro vai para muito lado, menos para contratações...



R – Prometeu não deixar sair talentos depois da venda do património não desportivo. Se deixar sair algum jogador por valor abaixo da cláusula, como se vai justificar perante os sócios?

FSF – Porque terei a consciência absolutamente tranquila de ter feito um excelente negócio para o Sporting e seguramente um excelente negócio para o jogador.

As promessas, já estão a distorcer...só saem por cláusulas, mas pode o negócio ser bom para 'alguém' por menos.... [desculpem , mas dá vontade de rir...ahahah]



R – O Figo disse nunca ter colocado a hipótese de voltar ao Sporting, porque nunca foi convidado para isso. Gostava que ele fosse o Rui Costa do Sporting?

FSF – Não. O Sporting não tem condições para alguma vez contratar o Figo e, além disso, ele foi muito específico ao explicar que não era agora que iria para o Sporting. O Figo disse numa altura da sua carreira que se um dia tivesse condições e se sentisse útil, repensaria.

Pois, para que vem um homem que também pensa em dinheiro?!! Para isso já lá tem muitos, é preciso alguém que pense futebol, mas esse neste projecto não é prioritário, por isso concordo com a visão do SF...

R – Essa qualidade podia ser expressa na sua equipa de contactos?

FSF – O futuro a Deus pertence. O Sporting tem a sua estrutura de futebol profissional montada, está satisfeito com ela, acha que é uma estrutura de sucesso. Acreditando o Sporting nos seus dirigentes, na sua equipa técnica e no seu director desportivo, não vejo razão para empolar a sua estrutura sem ter necessidade, até porque poderia haver um conflito de competências.

Conflito de interesses , queria dizer...



R – Quando é que o Sporting tem a liberdade de voltar a negociar os seus direitos televisivos?

FSF – Quanto terminar o contrato com a Olivedesportos, em 2018.

R – Há alguma hipótese de antecipar esse prazo?

FSF – Vamos ser claros. O mercado é que dita as regras do jogo. Mas é bom que os sportinguistas e os seus dirigentes não se esqueçam que quando foi preciso o senhor Joaquim Oliveira estar ao lado dos clubes para lhes dar força competitiva, ele sempre o fez, subscrevendo 10 por cento das acções da SAD – investimento que até hoje não teve 1 euro de retorno. Depois, entrou com muito dinheiro no Sporting Multimédia e até hoje também teve zero de retorno. É bom que, além de terem conhecimento da situação, as pessoas tenham memória.

Mas gostava de saber quanto dinheiro já gerou ao Sr. Oliveira e companhia, as transmissões do Sporting?!
Se calhar já foi pago o que o clube recebeu de direitos e ainda só vamos em 2008...pois investiu na Sad para ter lucros de outra forma, não através das suas acções...pois enganem os papalvos, mas não todos...

R – Há então uma dívida de gratidão?

FSF – Obviamente que há. E enquanto for presidente do Sporting isso terá sempre de ser considerado, o que não impede que não saibamos olhar para o mercado e para os valores do negócio em causa. Se houver ocasião para renegociar uma coisa que é justa e equitativa, o Sporting fará.

Ora cá está a verdade...O Sporting neste momento deve gratidões e interesses a muitas pessoas e não de competências, como bancos, gestores, primos , enteados, comunicação social e companhia, por isso está como está e é gerido desta maneira....

Bem mas cada um que tire as suas conclusões, pois o clube etre 3 a 7 anos está sem academia em seu património....Fica registado neste espaço e logo veremos o que sucede...


«Nunca disse que iria embora» (Soares Franco)

O presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, desmentiu, esta noite, que caso a sua proposta seja recusada amanhã na Assembleia-geral «leonina» abandone o comando da equipa. O máximo dirigente assegurou que irá manter-se até ao fim do seu mandato.

«Nunca disse que iria embora. Pretendo cumprir o meu mandato. Se o plano chumbar na Assembleia-geral cumpro o meu mandato», explicou Soares Franco, em declarações à Sic.

O presidente «leonino» garante a situação económica está equilibrada, contrariando algumas notícias nesse sentido: «O Sporting não tem problemas económicos, mas sim de tesouraria. A nossa situação económica está equilibrada. No diz respeito ao nosso plano, o objectivo é amortizar em 55 milhões de euros da nossa divida nos próximos cinco anos. É pagar aos bancos 100 mil euros de juros em vez de 300 mil por ano.»

Futuro da Academia

Soares Franco abordou ainda o futuro da Academia e não colocou de parte a sua venda, isto caso receba uma proposta irrecusável: «É uma questão de Justiça. A academia é paga pelos sócios e não percebo qual é o problema de passar para a SAD e receber cerca de 22 milhões de euros. Se daqui a 5 ou 7 anos recebermos uma proposta de 50 ou 70 milhões de euros não teria problemas em fazer uma mais-valia.


Ora aí está a resposta aos mais anjinhos, das verdadeiras intenções deste projecto...

MEMÓRIAS LEONINAS José Roquette


Na altura também se tinha um discurso ambicioso, não acham?!! Nunca acreditei nessse projecto, tal como confidenciei a algumas pessoas que me são próximas, tal como não acredito nestes dirigentes e neste tipo de gestão...Será mais uma utopia e o princípio de um Grande clube que já o foi...

“(…) O papel pioneiro do Sporting revela-se igualmente pelo esforço desenvolvido para modernizar as infra-estruturas desportivas e adequá-las às exigências cada vez maiores do futebol.

O novo Estádio, um dos mais belos e funcionais do Mundo, será inaugurado no Verão de 2002. O Centro de Estágio e Formação de Alcochete, estrutura imprescindível para o trabalho diário dos profissionais e para a valorização da famosa escola de talentos do Clube, estará operacional em Agosto de 2000.

A valorização do património imobiliário, em sintonia com a Câmara de Lisboa, vai gerar os recursos indispensáveis para o desenvolvimento desportivo. Serão três enormes saltos em frente de que o Sporting colherá frutos a curto prazo a nível da estabilidade financeira e de grandes resultados desportivos.

Estamos conscientes de que o caminho traçado não é fácil, mas é o único compatível com a realidade e as exigências actuais do desporto de alta competição.

Um Sporting moderno e virado para o futuro será certamente um Sporting à altura das suas tradições e de um passado glorioso. (…)”

AUTOR: José Roquette, presidente do Sporting, no prefácio do “Livro de Ouro do Sporting Clube de Portugal”, editado pelo “Diário de Notícias, 2000, In Leão da Estrela

Querem mais?!!!Abram olhos lagartos, que a carroça vai cega e não vê o caminho....

Ao lermos aqui um curioso paralelismo entre o que tentaram fazer no Benfica e o que anunciam para o Sporting, podemos concluir que Filipe Soares Franco poderá ficar na história do dirigismo desportivo português como o "Vale e Azevedo do Sporting". A proposta que hoje é levada à Assembleia Geral do Sporting abre caminho à perda do controlo da SAD por parte dos associados do Sporting Clube de Portugal. Tal como Vale e Azevedo quis fazer, às escondidas e sem sucesso, em 2001.

Como diz no final do respectivo texto:

"Se a proposta de Soares Franco for aprovada, a história e os sócios do Sporting o julgarão. Uma coisa é certa: depois de hoje, nada ficará como dantes no clube leonino. Mas, quanto a isso, lavo daí as minhas mãos…" Faço destas minhas palavras.

Professor Bambo detido pela PSP para interrogatório.

Acontece cada coisa na vida de um homem !!!! (vidente, claro)

Estava o professor Bambo paulatinamente (?) a desenvolver a sua actividade profissional, quando surgem rumores de que o mesmo não era assim tão pacifico, porque apareceu uma acusação um crime de extorsão e outro de violação. A PSP para tirar duvidas foi buscar o vidente a sua casa, para o interrogar, fez buscas no seu escritório, mas mais tarde devolveu-o à liberdade.

Esperamos para ver o que esta situação tem para dar. Algumas imagens mostradas no Google mostram cartazes com os piores epítetos para o Professor Bambo. Pergunto eu, se não haverá um certo exagero nisto tudo? Apenas tenho um comentário para fazer: quem não gosta não o consulta!!! E se há negócios duvidosos florescentes, a culpa é de quem os alimenta com o seu dinheiro. E depois queixam-se!!!!

A propósito publico a seguir uma imagem vinda do Brasil e que retirei do blog "Portugal é baril, pá!
É preciso ter lata!!!!!!!

Antonio Barreto escreve no Publico sobre Sócrates e a "Liberdade"

SÓCRATES E A LIBERDADE
por António Barreto in "Público"












EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974, criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos.
Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres? Fascista!
Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista!
Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista!
Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas.
Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos.
Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.

EM TRAÇO GROSSO, esta moda tinha como princípio a liberdade.
Os denunciadores dos fascistas faziam-no por causa da liberdade.
Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade.
Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria;
ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros.
Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas.
Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade.
A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.


POR ISSO SINTO INCÓMODO em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade.
Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes.
As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país.
Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos.
A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos.
A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se.
A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se.
O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados.
Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.


O CATÁLOGO É ENORME. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos.
A Al Qaeda, por exemplo, condiciona a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.


MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano.

Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos.
A video-vigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso.
A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas.
A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro.

A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência.
A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos.
A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante.
As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na 'comunicação social' em geral, sucedem-se.
A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas.
A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.

NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não sei.
De qualquer modo, o importante não está aí.
O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições.
Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação.
No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo.
O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.

TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder, é a falta de reacção dos cidadãos.
A passividade de tanta gente.
Será anestesia? Resignação? Acordo?


Só se for medo...


António Barreto \ Público"

terça-feira, 27 de Maio de 2008

Reacende-se a polémica entre Marinho Pinto e a ASJP.

ASJP versus Marinho Pinto

Agudiza-se a crise entre o Bastonário da Ordem dos Advogados e a ASJP.


A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) considerou que as recentes declarações do bastonário dos advogados no Fórum da Maia «não são aceitáveis» e admite «cortar relações» com Marinho Pinto se este continuar a «manchar a honra» dos juízes.

Em carta datada desta segunda-feira e endereçada ao bastonário da Ordem dos Advogados (OA), com conhecimento ao Conselho Superior da OA e dos diversos Conselhos Distritais, o presidente da ASJP, António Martins, refere que as recentes declarações de Marinho Pinto, no Fórum da Maia, «não são admissíveis nem aceitáveis para os juízes portugueses e para a ASJP, enquanto sua estrutura representativa».
A ASJP lembra na carta que, desde a posse enquanto bastonário, António Marinho Pinto tem feito «sistemáticos ataques gratuitos à honra, consideração, dignidade e profissionalismo dos juízes portugueses».
«Até ao momento, a ASJP tem procurado evitar responder a tais ataques. Desde logo porque a classe profissional dos advogados portugueses e a OA, enquanto instituição, lhe merecem a maior consideração e respeito, mas também para não contribuir para a degradação das relações entre profissionais da justiça, com reflexos no dia a dia dos tribunais», lê-se na carta, a que a Agência Lusa teve acesso.


Por motivos compreensíveis não queremos tomar partido a favor ou contra qualquer das partes. O que esperamos e desejamos sinceramente, é que cheguem a um consenso de respeito, tolerância e vontade de melhorar o que vai mal na Justiça. Se Marinho Pinto denuncia factos ilícitos e não apresenta provas pode estar mal, mas há mecanismos legais para resolver a situação e descobrir tudo o que envolve matérias de corrupção..

Mas a carta da ASJP é motivada pelas declarações recentes do Bastonário no Forum da Maia. Como se as declarações negativas sobre o comportamento dos juízes fossem de ontem ou de dias atrás. Lembro-me que Marinho Pinto colaborava num programa matinal de televisão há mais de dois ou três anos, e já fazia os mesmos comentários contundentes sobre a forma dos juízes se comportarem perante os cidadãos comuns. E naquela altura não ocupava o lugar mediático que actualmente tem.

As palavras polémicas do bastonário da Ordem dos Advogados

Segundo a imprensa, o bastonário afirmou, nomeadamente, que «nada mudou dentro do tribunal desde o tempo do Marquês de Pombal», «as pessoas têm de se dirigir ao juiz da forma mais submissa, nem com o Presidente da República é assim» e que os «magistrados são temidos, mas não respeitados».

O bastonário dos advogados terá ainda questionado a legitimidade dos juízes em Portugal - que «noutros países são eleitos pelo povo» -, recordou a «aberração» do caso Esmeralda, assinalou a «perplexidade da opinião pública face à prisão do sargento» Luís Gomes, sustentou que «o que se aplica é a vontade do juiz e não a lei» e alertou que «a Justiça não tem donos, tem servidores», que devem ser todos.
Sem aludir especificamente a esta ou aquela afirmação de Marinho Pinto, o presidente da ASJP, António Martins, refere contudo que «não é aceitável nem admissível que o bastonário continue a procurar denegrir injustamente os juízes, os quais lhe deviam merecer mais respeito e consideração».

ASJP pede «moderação e responsabilidade»

«Nesse sentido (...) a ASJP apela ao bastonário para que se comporte com moderação e responsabilidade, nas palavras e nos actos. Se tem algo a apontar a algum juiz, em concreto, que se dirija ao órgão próprio, o Conselho Superior da Magistratura (CSM) e assuma a responsabilidade de identificar o comportamento ilícito ou incorrecto, bem como o seu autor. Se não tem nenhum comportamento ou nenhum juízo em concreto para identificar, não podemos aceitar que continue a tentar manchar a honra, consideração e profissionalismo dos juízes com generalidades», diz a carta.

A concluir, António Martins adverte que, «caso este apelo não encontre acolhimento, a ASJP reserva-se o direito de cortar relações com o bastonário, sem prejuízo de os juízes e esta associação continuarem a pautar o seu relacionamento com os demais órgãos da OA, e com os advogados, pelo respeito e consideração recíprocos».

Nota do autor do post: as considerações aqui expendidas nos textos de outras fontes, não reflectem, necessáriamante, a opinião do mesmo.

Gostas de Teatro?

Caro leitor do Bancada Directa

Aqui há tempos dei-te conta de um casting que se efectuou, com o objectivo de se descobrirem novos actores para as "Recriações Históricas" que vão ser levadas a efeito no Palácio Nacional de Mafra.



E hoje tenho o prazer de te comunicar, que passada essa fase exploratória, é a altura de te dar a conhecer o trabalho que foi feito, com a apresentação no próximo Domingo 22 de Junho do 1º espectáculo, "A Ultima Jornada em Mafra" -A Corte de D. João II (1807).

O espectaculo começa ás 14h00 e as entradas são gratuitas.

Damos-te uma sugestão: Vem de manhã e visita o Palácio Nacional de Mafra e o Convento. As entradas são gratuitas até às 12h00. Podes almoçar num dos numerosos restaurantes que existem em redor do monumento, que são de boa qualidade e a preços económicos.

Podes receber informações pelo tel 261 819 711 ou na net em arqueologia@cm-mafra.pt

O Domingo de ontem visto no dia seguinte.

Ilustrissimo amigo meu, não se esqueceu desta rubrica do Bancada Directa e contribuiu com um pequeno texto, mas cheio de sentimento. Obrigado amigo e PARABENS por mais uma Primavera!!! Seja feliz!!!!!




“Domingo de ontem visto no dia seguinte”

Sou do tempo em que só havia um dia de descanso por semana e que era, para a grande maioria das pessoas, o Domingo.

Nessa altura, a descompressão começava na noite de sábado, que se tornava mágica! A expressão popular “nunca mais é sábado”, então de uso corrente, denunciava, acima de tudo, o prazer da preparação da festa, ou seja, um conjunto de actividades, relaxamentos e expectativas que alguns dizem ser melhor do que o próprio festim. Na foz deste rio emocional de feliz antecipação e posterior fruição dominical, o fim da tarde de Domingo surgia, não raras vezes, como uma quebra nostálgica de algo de bom que jamais se repetiria. Afinal, a jornada seguinte seria outra vez de escola ou de trabalho.

Vem esta recordação a propósito do dia de ontem, que senti, todo ele, como uma nostálgica tarde dos antigos domingos. É que tive uma linda festa de anos no passado sábado, com muita família e amigos à minha volta. Foi o alegre afã da preparação e a grande felicidade de ver tantas pessoas queridas junto de mim – onde não faltou um chilreante rancho de netos, sobrinhos netos e bisnetos – que não voltarei a viver e que ontem saboreei já em doce saudade.
Nove
26-05-2008

segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Insólito!!!! Um natural da Ucrânia com uma altura muito superior a 2 metros.

Caros leitores do Bancada Directa.

Vejam estas imagens de alguem que, naturalmente, tem dificuldades de viver com a altura que tem!






Impressionante!!!!

A alienação do Futebol

Terrorismo é uma coisa, estupidez é outra

Opinião
Ricardo Araujo Pereira


Os serviços secretos de Espanha andam a brincar connosco.

Há uns séculos, os espanhóis levaram uns bofetões

de uma profissional da indústria da panificação,

e não deve passar um dia em que não pensem na vingança.

Na semana passada comunicaram-nos que a Al Qaeda

ameaça praticar actos terroristas em Portugal.

E nós, parvos, acreditámos.


Até onde chega a credulidade dos portugueses...

Primeiro acreditámos no Sócrates,

e agora nos espanhóis.

Há que aprender a lição.


Como é evidente,

só um terrorista muito estúpido é que vem exercer a profissão para cá.

Com a vigilância que existe, hoje em dia, nos aeroportos,

os terroristas só podem entrar no País de carro.

E vir andar de carro para as nossas estradas

é das decisões mais obtusas que uma pessoa pode tomar.

É verdade que eles são suicidas, mas não exageremos.

Vai uma grande diferença entre ser suicida e ser burro.


Por outro lado, os terroristas que tiverem a infeliz ideia de entrar no País

terão de construir a bomba cá.

Não se faz uma viagem Paquistão-Portugal com um engenho explosivo

debaixo do braço.

Há que ir a uma loja comprar peças.


E é aqui que as chatices começam.

«Esta peça, só mandando vir do estrangeiro, chefe.

Daqui a duas semanas mete-se o Carnaval, por isso agora só em Março.»

Se o explosivo levar combustível, pior ainda.

Eles que vejam o preço a que está a nossa gasolina,

a ver se continua a apetecer-lhes rebentar coisas.


É muito fácil apanhar terroristas em Portugal.

São os tipos de turbante que estão nas bombas da Galp a chorar.

Os que lá andam a chorar sem turbante somos nós.

E depois temos as contingências inerentes a uma actividade tão perigosa

como é o fabrico de um engenho explosivo.


O terrorista corre inúmeros riscos,

o maior dos quais é ir parar a um hospital português.

Basicamente, o sistema de saúde português oferece-lhe três hipóteses:

pode morrer no caminho,

pode morrer na sala de espera

e pode morrer já dentro do hospital.


É certo que o esperam 71 virgens no Paraíso,

mas aposto que, para morrer num hospital português,

o terrorista fica em lista de espera até as virgens serem septuagenárias,

altura em que a virgindade perde muito do seu encanto.

Quando, finalmente, os terroristas

conseguem reunir condições para construir a bomba,

o prédio que tinham planeado mandar pelos ares já explodiu há dois meses,

ou por mau funcionamento da canalização do gás,

ou porque o esquentador de quatro ou cinco condóminos

está instalado na casa de banho.


Portugal pode ser um bom destino turístico,

mas para fazer terrorismo não tem condições nenhumas.


Vamos baixar os preços (gasolineiras)

Recebi este e-mail de alguns amigos, e um deles até me disse para postar em Bancada Directa para ter mais visibilidade, por isso, cá vai..

Vamos experimentar fazer isto e ver o que acontece?
Uma semana de prejuízo para cada gasolineira e pode ser que os sensibilize que o povo português sofre com os seus lucros mensais...
Tentem pelo menos mostrar-se indignados com estes aumentos vergonhosos...

INDIGNEM-SE E MOSTREM ISSO MESMO!

Muita «conversa da treta»

Sem bom senso, muito do que se diz sobre a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, ou sobre a conciliação entre trabalho e família, entre outras coisas, pode afinal não passar de conversa vã, daquela a que popularmente apelidamos de «da treta».

Descubra por quê.






É verdade que «a tradição já não é que o que era», em bom e em mau sentido, entenda-se. Nas gerações actualmente activas e na plenitude das suas carreiras já encontramos homens que sabem confeccionar excelentes ‘lasagnas’ e talvez até um bom ‘soufflé’ de camarão... Mas daí a falar-se em igualdade generalizada entre homens e mulheres face às obrigações e ao controlo de tarefas domésticas vai de facto um longo caminho. Por outro lado, hoje em dia ser mulher não significa saber necessariamente estrelar um ovo nem sequer saber bordar ou coser botões, e apesar das críticas inerentes a essas incapacidades femininas não será especificamente por isso que a humanidade entrará em decadência. Além disso, mesmo sem recorrer ao aconchegante apoio materno, hoje em dia pode comprar-se a refeição já feita na loja da esquina. Também é fácil encomendar serviços externos de costura. Ambos os sexos, independentemente dos papéis desempenhados ou esperados, podem desenvolver uma «inteligência social» para resolverem este tipo de situações sem entrarem em crise.

Porém (entrando em matéria mais séria...), os nossos gestores, os colegas de equipa nas empresas, estarão mesmo preparados para conviver com maior igualdade entre homens e mulheres?

E quanto à compatibilização da vida profissional com a vida privada? Das obrigações laborais, das exigências inerentes a um ambiente de negócios super-competitivo relativamente às prestações das pessoas, com as suas necessidades individuais, pessoais e familiares? Será fácil conseguir um equilíbrio?

Serão os empresários, os patrões e os gestores de topo minimamente sensíveis às necessidades familiares dos seus colaboradores? Contarão estas problemáticas para alguma coisa?




Um breve percurso


Procurando afastar qualquer feminismo ou machismo, proponho fazer um breve percurso empírico sobre estas matérias. Não temos de ser conformistas apenas porque o ideal, o bom ou o desejável nos parecem muito distantes. Em vez disso temos o direito e o dever de olhar para a prática à nossa volta e confrontá-la com a teoria. Deveremos fingir que está tudo óptimo, que não sabemos aquilo que toda a gente afinal sabe?

A reflexão sobre estas matérias, de uma forma ou de outra, acaba por conduzir ao problema central da educação, e isso não é fácil. Entre nós já tanto se falou sobre isso e as coisas não parecem ter evoluído muito ao longo do tempo. Não irei por aí, nem evocarei os argumentos biológicos e psicológicos das diferenças. Todavia, antes de avançar mais deixo o meu entendimento geral sobre as questões levantadas.

Talvez seja algo pessimista, mas entendo que os gestores e mesmo parte dos empregados não estão preparados para viverem num ambiente de maior igualdade entre os sexos. Desde logo, encontram-se inseridos num dado ambiente social que ainda os impede disso. Estão inseridos nas mentes determinados rótulos e há determinadas noções dos papéis desempenhados. Que sentido fazem expressões nossas conhecidas como as seguintes? «Ele é que faz a comida.» «Ela não faz nada em casa.» «Ele é que trata dos filhos.» «Ela é que manda lá no escritório.» «Ele é que fica em casa.» «Ela nem sabe mudar fraldas.» «Ele é que ficou a tratar dos miúdos.» «Ela é que gere o dinheiro da casa.» «Ele é doméstico.» «Ela é que trabalha fora de casa.» Farão mesmo algum sentido?

Assim, preconceituosamente, se rotulam os elementos do casal utilizando diversas ideias ligadas a «masculinidade» ou «feminismo» (e a outros aspectos conexos) como sendo inúteis, maus chefes de família, maus gestores, mães desnaturadas ou até «chulos», ou «maricas» e outras coisas ainda piores. Vivemos com isto, crescemos com isto.

Diversos exemplos testemunham como o desempenho de certas funções geralmente atribuídas a mulheres ou a homens (sem fundamento prático legítimo e sem base em evidentes exigências de natureza física), respectivamente, geram alguns problemas e cinismo nas organizações.

Não existem condições criadas para, em termos gerais, haver compatibilização entre vida profissional e vida familiar. Gera-se um verdadeiro ‘stress’ para acompanhar as cada vez mais difíceis exigências horárias do trabalho e depois dar atenção a «todo o resto». Todo o resto? Têm de se buscar situações de excepção para os filhos. Ficarão mais tempo na escola, ficarão com outros familiares, ficarão com empregadas (só quem pode pagar...), teremos menos tempo para eles, sentiremos que cresceram depressa e sem a nossa atenção. Em termos práticos, a própria reprodução é condicionada, o ciclo de vida, a família são prejudicados e evoluem em torno daquilo que a empresa permite. E que tempo sobra para a gestão da casa? E os melhoramentos sistematicamente adiados? E a gestão das contas e das despesas (etc)? E a atenção aos nossos familiares idosos? Terão de ficar em último lugar?

Não. De facto, em muitos casos, não é de todo fácil conseguir um equilíbrio, independentemente da lei e das intenções do legislador.


A lei, então


A lei existe como um pano de fundo. Mas como se consegue a adesão e a conformidade das práticas? Com fiscalização?

Já não é mau que o enquadramento legislativo se preocupe com estas problemáticas e que possa evoluir. É infelizmente normal que certos proprietários de empresas portuguesas – na sua generalidade pequenas e médias empresas (PME) – tenham tendência para «esticar a corda»: o que conta é de facto o trabalho e os resultados pretendidos, o resto é paisagem, mesmo que haja evidente exploração dos empregados no pior sentido. É para esses casos, para essas tendências que boa parte da legislação existe, não para os casos em que as coisas funcionam e impera um regime de boa fé e de bom senso. Parece evidente (voltaríamos outra vez à questão da educação e da cultura?) que diversos empresários, patrões, dirigentes e gestores estão somente centrados no umbigo dos seus problemas empresariais e pessoais, mas não estão sensibilizados para a vida dos seus empregados, para as suas obrigações familiares ou para questões de igualdade ou similares. Sentem que esses são temas e problemas que realmente os transcendem. Será assim mesmo?

A legislação dá sinais de preocupação com problemas de natureza social como a igualdade de oportunidades, a protecção em situações especiais relativamente à mulher, à família, etc. Em termos do Código do Trabalho (Lei 99/ 2003, de 27 de Agosto) pode exemplificar-se isso através dos preceitos sobre «igualdade e não discriminação» (artigos 22 a 25), «igualdade e não discriminação em função do sexo» (artigos 27 a 31) e «protecção da maternidade e da paternidade» (artigos 33 a 52).

Mas entre legislação e realidade há um fosso. O fosso começa na cabeça das pessoas, dos próprios actores em cena.

As mulheres em Portugal estão na linha da frente do desemprego, são pior remuneradas, encontram-se minoritariamente em lugares de chefia, de gestão de topo e em reconhecidos cargos públicos e no próprio governo. São factos.

Apesar das mudanças, no actual contexto socioeconómico português, a gestão de tarefas domésticas continua muito apoiada sobre as mulheres que ampliam a sua prestação diária, multiplicando o seu esforço de forma inequívoca. Isto é socialmente aceite e está também interiorizado nas culturas organizacionais das empresas. Transporta-se para estas, que constituem um subconjunto da sociedade. Frequentemente, é muito mal visto que o empregado, até o chefe ou o director, qualquer deles tenha de levar o filho ao médico porque a mulher não pode fazê-lo, ou que tenha de abandonar uma reunião para ir a um encontro na escola da filha, ou que tenha de sair a correr do escritório para preparar o jantar ou para cuidar do bebé, etc. Muitas vezes, são as próprias mulheres que não acham bem que as suas colegas tenham delegado este tipo de responsabilidades nos homens.

Temos pois um pau de dois bicos, na medida em que por um lado se ambiciona mais igualdade face às tarefas domésticas e atenção à família, e por outro sancionam-se ainda socialmente acções tendentes a melhorar esta desigualdade, mesmo que estejam até claramente previstas na legislação. A taxa de recurso a alguns direitos previstos na lei será assim mais reduzida.

É tempo de concorrência. E se é simultaneamente tempo de crise, as coisas agravam-se: Para manterem os seus postos de trabalho, para não serem facilmente substituídas em nome de imprescindíveis metas empresariais – interiorizadas, nuas e cruas –, diversas mulheres condicionam de forma dramática as suas mais íntimas decisões (às quais teriam legítimo direito) no decurso normal da sua vida. Tal condicionamento arrasta consigo a família, os seus valores, a sua evolução. Há estudos com indicações interessantes, talvez surpreendentes para os mais desatentos. Refiro-me, por exemplo, ao direito de procriarem, ao direito de casarem, ao direito fundamental a férias, ao direito a possuírem uma vida pessoal «normal», etc.


Procurar o bom senso


Mas então os objectivos e a gestão devem ficar para trás? O que estamos então a fazer na nossa organização? Ignoramos a função da empresa?

Claro que não. É por demais evidente que existem objectivos fundamentais a conseguir, os quais independentemente dos processos e dos horários previstos para a prestação, em condições normais de potencial consecução, têm de ser reconhecidos pelas duas partes na relação laboral. Repito: pelas duas partes. Temos de pensar em produtividade, em desempenho, em resultados, mas – tratamos de pessoas e não só de recursos – devemos procurar fazê-lo nas melhores condições para todos.

É verdade que, inseridas num dado modelo de economia e de sociedade, as empresas foram criadas para atingirem metas empresariais, para obterem lucros, para gerarem rendimento aos seus detentores de capital e contribuírem para o rendimento e para produtividade das economias. Em face do seu conceito intrínseco não são reconhecidas como instituições de solidariedade social, apesar de possuírem missões e responsabilidades de natureza social. Porém, não devem ser míopes quanto às carências naturais das pessoas que nelas trabalham e também no que toca às suas famílias e à integração nas comunidades envolventes. São essas mesmas pessoas que as servem, que lhes dão o seu esforço no dia-a-dia, que as promovem, que as conduzem ao sucesso. Colaboradores que achamos que devem vestir a camisola da empresa, que queremos ver altamente motivados. Não o conseguiremos sem os olharmos como seres humanos, como homens, como mulheres, como gente que além da sua prestação na nossa organização, além disso também vive. Só assim podemos gerir, e neste sentido gerir é procurar o bom senso.

Bom senso de parte a parte é saber que a empresa é suficientemente inteligente para ser flexível face às necessidades da vida privada e familiar dos seus colaboradores, quando estes precisam dessa flexibilidade. Com limites lógicos. Mas é também saber que esses colaboradores não abusam com má fé prejudicando empresa e ignorando que são responsáveis activos por determinados resultados. As práticas de gestão não devem fomentar o parasitismo, nem motivar a descrença e a desmotivação das pessoas, nomeadamente por penalizarem injustamente aquelas que actuam de forma responsável e contribuem para os objectivos da empresa.

Perdoem-me esta expressão, mas sem bom senso na gestão, muito do texto, do discurso e inclusivamente da própria legislação, serão continuada «conversa da treta» sobre igualdade, sobre homens e sobre mulheres, sobre trabalho e família, etc.


Por Rodolfo Miguel Begonha
Gestor; Mestre em Sistemas Sócio-organizacionais da Actividade Económica




Uma apresentação, e também as crianças



Uma apresentação num congresso, integrada num módulo dedicado a temas de recursos humanos. Lembro-me de que quando me convidaram me sugeriram que falasse de gestão da mudança. Pensei no assunto e pouca coisa me acorreu. O tema não me é estranho, longe disso, mas a verdade é que não me senti motivado para dizer nada sobre ele. E então aquilo que acabei por propor fazer foi abordar algumas questões que considero fundamentais em termos de gestão das pessoas nas organizações, sempre a partir da revista «Pessoal», afinal a razão do convite.



Deu-me muito trabalho a apresentação, porque por mais que tente convencer-me do contrário a actividade contínua da revista não permite a disponibilidade – sobretudo mental – que outro tipo de actividades certamente permitiria. Tive de fazê-la por isso fora de horas, muitas vezes a cair de sono. Pior, na data marcada para ir apresentar o que tinha escrito estava a meio o fecho de mais uma edição e eu levava duas noites quase sem dormir. Mas lá fui; saí de casa perto das sete da manhã para chegar a horas a Lisboa, sem correr os riscos dos problemas do trânsito nas entradas. E mal acabou o painel em que estava integrado, a meio da manhã, corri para o escritório, para a etapa final de mais um número da revista.
Foi bom. A apresentação permitiu-me recordar muitas coisas que aconteceram ao longo de vários anos na «Pessoal», algumas delas que incluí no texto que preparei.



O que escreveu Carlos Perdigão uma vez num artigo, que «os lugares mais exigentes e melhor remunerados no sector público e em muitas empresas privadas são ainda, em muitos casos, ocupados não pelos melhores e mais qualificados mas por aqueles que pertencem ao partido do governo, seja ele qual for, ou que têm uma relação de especial proximidade com os que decidem ou com os que influenciam a decisão, os vulgares ‘padrinhos’». Ou mais recentemente Rodolfo Begonha, sobre as cunhas… «Quando a cunha é acolhida sem reservas pelos dirigentes e gestores de empresas de forma completamente cega e estúpida, sem ter em conta os requisitos previstos para o papel ou a função a desempenhar, quando se ignoram as competências requeridas e as mais-valias detectadas em currículo e em entrevistas, presenciamos a antítese da gestão.» Ou Carlos Antunes, sobre a tão falada flexissegurança, que por aqui escrevemos com dois ésses, por causa do português… «Espero que a flexissegurança à portuguesa, cujo modelo andará certamente muito longe do dinamarquês, não desemboque em algo parecido como o modelo chinês de trabalho flexível, desregulamentado, de salários baixos e sem quaisquer direitos.»


Ou entrevistas como a de António Garcia Pereira, que classificou em 2004 o Código do Trabalho (de que agora se discute a revisão) como «um mono de mais de um milhar de artigos − o código mais a regulamentação –, ainda por cima com uma lógica de arrumação que não corresponde de todo à cultura habitual da abordagem dos assuntos.» Ou a de Luísa Schmidt, sobre o tema do ambiente mas na qual disse que mais do que com isso «a sociedade civil se preocupa primeiro com uma necessidade mais básica e imediata, o salário».


Estas e outras recordações de tantos números da «Pessoal». Por causa da apresentação. Ao mesmo tempo que se fechava mais uma edição, e uma de cujo percurso até ao resultado final gostei particularmente. Um dia, quase de certeza, vou recordar-me de algumas das coisas que preenchem as suas páginas, principalmente da entrevista que é tema de capa e das belas fotos das crianças a quem se procura mostrar os caminhos para o sucesso.


Editorial da Revista " Pessoal" por António M. Venda

Licenciado em Gestão e pós-graduado em Marketing e em Finanças.

Dirige a revista «Pessoal» e o portal «RHonline»


Mais do Mesmo....

Sporting «A ideia do buraco foi inventada por Soares Franco» (Dias da Cunha)


Depois de ter deixado a presidência do Sporting, em 2005, Dias da Cunha mantém-se particularmente activo numa oposição persistente à gestão de Soares Franco, a quem também não perdoa o que considera ter sido uma espécie de golpe palaciano para conquista da cadeira de presidente.

Leia na íntegra, em A BOLA desta segunda-feira, a grande entrevista com António Dias da Cunha, da qual salientamos as seguintes passagens:


«A ideia do buraco foi inventada pelo Filipe Soares Franco numa estratégia de pânico para que ninguém o quisesse enfrentar em eleições.»


«Nunca perdoarei ao José Roquette ter dito que o clube estava à beira da falência. Ele sabe que à beira da tragédia estava o Sporting quando ele se afastou e me deixou à frente do clube.»


«Nesta última reunião, no Conselho Leonino, chegaram a dizer-me que não me podiam entregar os documentos para análise, porque os bancos poderiam ficar muito incomodados com isso...»


In ABola


Amigos, não querendo fazer mais juizos de valor, pois incomoda e posso ser injusto com algumas pessoas que até podem estar de boa fé, penso que o ideal, para clarificar todo este tipo de situações, era estes dirigentes, deixarem um grupo de sócios, fazerem um auditoria externa e independente dos órgãos sportinguistas, e clarificar tudo ao pormenor, podendo assim cada sócio ter uma ideia mais profunda do actual estado do clube, como tem sido gerido nos seus capitais e em conjunto poderem criar soluções que não deixem qualquer tipo de duvida a todos...


Penso que traria mais credibilidade a quem governa, e retiraria as especulações e situações incomodas a quem governa. Mas porque não querem ou dificultam este tipo de iniciativa?!!!


Depois dá neste tipo de declarações... mas cada um que faça o seu julgamento, pois todos temos direito a fazê-lo, mesmo que esses não agradem a muitos.


Que fique claro que não sou sócio e nem tenho nada haver com ninguém do clube, pois as minhas funções no futebol são outras de momento, mas tenho pena que um clube com os pergaminhos no futebol português esteja com rumos perigosos, tal como opino sobre os outros grandes ou de qualquer outro.


Lembro os tempos de Vale Azevedo que na altura quando o elegeram ninguém suspeitava do que estava para vir, nem como estava a gerir os destinos do clube, depois de sair do Benfica, foi o que se viu. Não quer dizer que seja isto que esteja acontecer no SCP, por essas razões devem as pessoas ser esclarecidas de tudo o que rege o clube, especialmente os seus sócios que assim o exigem e que tem esse direito, até porque o mesmo é cotado em bolsa e não devem existir valores duvidosos.


Acima de tudo sou independente nas minhas opiniões e ainda penso com a minha cabeça, algo que muitos infelizmente ainda...não. Penso que alguns faz confusão essa ideia de ter represálias ou ser reprovado. Não estou assim na vida, me desculpem.



Reflexões Futebolísticas...

O princípio da progressão


Pode uma equipa pequena jogar como um grande? Sim. Pode uma equipa pequena treinar com um grande? Não. O culminar da progressão complexa que faz a construção do jogar de uma equipa, alternâncias e propensões; + O mito da "troca por troca"



Jogar como os grandes para ser como eles. Dito assim, parece fácil. Mas, podem as coisas ser tão simples? Como culminar da progressão complexa que faz a construção do jogar de uma equipa, até pode. A grande questão, no entanto, é prévia. Antes de questionar o jogo da equipa, deve-se questionar como treinar a equipa. Ou seja, até pode-se jogar como um grande, mas a forma de lá chegar (treino) terá de ser diferente. Porque as realidades são distintas. Porque a qualidade dos jogadores é diferente. Não faz sentido, por exemplo, começar a época dando prioridade à posse e circulação de bola em organização ofensiva, quando a equipa vai passar a maior parte dos jogos sem bola no momento defensivo. Portanto, o ideal é começar por treinar os princípios da organização defensiva, e só depois progredir para o outro ponto. Ou seja, temos a nossa ideia de jogo (independente da equipa/jogadores) mas depois deve-se contextualizar a construção dessa ideia (dependente da equipa/jogadores). É esta a primeira questão que o treinador deve fazer olhando para a equipa: como a trabalhar para chegar ao jogar que pretendo? Isto é, qual o princípio de progressão a utilizar? A construção do Setúbal de Carvalhal é o espelho desta ideia. A contextualização da realidade foi, porém, algo forçada. Porque, sem dinheiro, começou a pré-época quase sem avançados. Pitbull e Edinho chegaram nos últimos dias. Por isso, passou a pré-época trabalhando quase só processos defensivos. Foi com eles solidificados que iniciou a Liga. Foi com eles que cimentou o seu jogar. Depois, quando chegaram os avançados iniciou a segunda fase da construção sobre pilares firmes. Um jogo tacticamente-chave? A derrota em casa com o Guimarães. Porque a substituição (com 0-0) de um médio (Felipe) mais culto a fechar por um ponta-de-lança (Edinho) renegou todo este princípio de progressão. Perdeu os pilares dos processos defensivos, expôs as suas limitações e perdeu o jogo. Nunca mais Carvalhal cometeu o mesmo erro frente à superioridade adversária. Contra o Sporting, com a mesma tentação de ganhar, nunca subverteu num jogo concreto o princípio de progressão que fez a construção da equipa e, na hora decisiva, reforçou os seus pilares com Paulinho a entrar para a direita, vigiando Pereirinha e tentando, depois, soltar-se em posse. As defesas de Eduardo e os golos de Pitbull são as fotos do sucesso, mas a base está no triângulo Sandro-Chaves-Elias à frente dos centrais Robson-Auri. Pilares alimentados no treino e no jogo, no jogo e no treino, sucessivamente. Não sei se Carvalhal teria seguido o mesmo caminho se desde o início tivesse todos os avançados. Treinaria de forma diferente? Acredito que já se terá colocado essa questão. A resposta está no relvado. Até na derrota. Ou melhor, sobretudo nas derrotas. Guimarães (jogando subvertendo a propensão do onze) e Naval (jogando sem tempo para treinar).

Criatividade específica


Entender as nossas limitações. Estimular a imaginação para saber defender-se dos defeitos. Incentivar a criatividade para explorar os pontos fortes. Conhece-te a ti próprio! O jogador, primeiro, a equipa, depois. Até cruzarem conhecimentos. Onde? No treino. Como? Com especificidade. Ou seja, a progressão da construção do jogar da equipa depende de como é cruzado com exercícios específicos criados no treino. Ir percebendo até onde se pode chegar na criação de alternâncias ao nosso jogar. Não tem nada a ver com sistemas. O principio das propensões (entender os jogadores e criar um contexto para entenderem as ideias de jogo) adaptado à realidade. Ir exigindo cada vez mais aos jogadores, mas sem partir a corda das suas limitações. No Setúbal, percebe-se isso em vários jogadores. Por exemplo, como Janicio já não se expõe ao erro, conduzindo a bola em posse só no meio-campo ofensivo (no defensivo processos mais simples), como Elias sabe quando deve abrir em posse dando profundidade, ou, fechar na transição. Do abstracto para o concreto.

Marcar: encostar, sem tocar



Os defesas-centrais vivem para não deixar os avançados moverem-se mas é no poder de antecipação e na intuição como abordam as jogadas que se impõem. Há semanas, vendo o Nuremberga-Benfica com um antigo central de um grande Benfica europeu, perguntava-lhe como se marcava um ponta-de-lança tão forte como o Koller. “Luís, ao lado ou à frente”, dizia-me. Nessa altura a bola até estava longe. Pois bem, era a altura de procurar pela fera e definir a melhor posição para quando a bola chegasse aos seus espaços (do defesa e do avançado) pudesse chegar-lhe primeiro, à frente, em antecipação. Atrás dele é que não. Se ele ganha o espaço, ganha a bola e…adeus. Lembrei-me disso vendo o Auri a cair muitas vezes no espaço do Liedson. Era um avançado diferente. Levezinho e esquivo, em vez de possante e de choque. Primeira intenção: mantê-lo de costas para a baliza. Como? Limitar-lhe o espaço para virar. Nunca o deixar rodar. De que forma? Encostando nele, sem tocar. É o chamado espaço oco entre o defesa e o avançado. É onde Auri manda.



O mito da“troca por troca”

É uma das frases mais ditas nas substituições. É, também, das que faz menos sentido. Vê-se um ponta-de-lança a entrar, ergue-se a placa e surge a análise: “Sai o outro ponta-de-lança. É uma mera troca por troca.”. Errado. Porque troca por troca é algo que não existe. Porque não existem jogadores iguais. O que existe são jogadores que jogam na mesma posição. Quanto muito que se movem nos mesmos espaços. Mas, no resto, são diferentes. Nos traços individuais, na técnica, no saber táctico, na mobilidade, na agressividade, etc. É o que basta para dar novos problemas aos defesas e os outros jogadores por perto terem outras dinâmicas inter-ligadas de jogo. Quando, por exemplo, no Guimarães, Roberto substituiu Mradakovic, não é uma troca por troca. Porque são jogadores tão diferentes, que a dinâmica da posição (e do sistema) é logo diferente. Roberto é mais agressivo, abre outros espaços de penetração aos alas e segundo avançado. Mradakovic é o oposto. Cria-se, portanto, como uma sub-dinâmica. Troca por troca, só entrando um clone.
Por Luis F. Lobo

'Rebuçadinhos' pré-eleitorais


Cartoon publicado sexta-feira no Semanário Económico
e da autoria de Henrique Monteiro

domingo, 25 de Maio de 2008

IMAGENS DE MARCA...FUTEBOLÍSTICA.

Numa série de apanhados pela net, consegue-se transmitir algumas opiniões humorísticas com qualidade, senão vejamos:


«Rui Costa será o comandante do navio»







O novo director desportivo «Rui Costa será o comandante do navio» do Benfica segundo Luis F. Vieira.


Rui Costa disse na 1º conferencia de imprensa o seguinte:


"...o Benfica tem que começar um ciclo de títulos,como FAZIA,quando ERA o melhor Clube Português..."


Agora já se sabe, é o Porto, como o próprio admitiu nesta palavras...


Aliás, queria só dizer que a imagem foi muito bem escolhida: de facto, há muito tempo que todos benfiquistas andam a ver navios. Isto promete.


Desejo tudo de bom a um homem que dentro e fora dos relvados sempre soube estar, a sua humildade, honestidade e de outras qualidades que todos sabemos.


Agora vem aí o Rui Costa Director e espero sinceramente que ganhe (muitos) mais títulos nesta nova função que como jogador. Mas gostava de lhe fazer uma pergunta: como director desportivo, que atitude tomaria se um jogador se ausentasse para o estrangeiro, a fim de tratar de assuntos do seu futuro profissional, em vésperas de um jogo importante?!


O melhor é perguntar ao seu presidente...



A escolha Certa...




Um treinador jovem, ambicioso, metedologia moderna segundo críticos, que fez um trabalho meritório nos clubes por onde passou em Espanha, pois segundo a filosofia de Mourinho, só se faz um bom trabalho quando se ganha, e não quando se fica pelo quase.... esta faz lembrar-me alguém que saiu a pouco da Grécia "quase" sendo campeão...esperem também foi assim em Alvalade não?!! Lembrei-me... Peseiro precisa de umas aulas de Paulo Bento...que "quase"ganhou o campeonato em 3 épocas seguidas, mas conseguiu o tri-segundo lugar...


Será que alguém avisou Quique que veio para um clube onde nem tudo são flores...




Alguém falou em [Des]Organização?!!





Eu só penso no que não se diria se por acaso fosse o Benfica a negociar um jogador titular nas vésperas de uma final e que privasse o treinador de contar com ele, forçando-o a meter as mãos pelos pés na gestão desse assunto e começando a perder a final justamente por aí.


E se fosse o Benfica a contratar um jogador com identidade falsificada, também nos gabariam a organização?


E se os nossos serviços jurídicos assumissem uma nódoa curricular inapagável para evitar uma pena ridícula e, pior, com isso comprometessem a participação nas competições europeias, também nos teceriam loas organizativas?


Não foi preciso vasculhar arquivos para encontrar estes paradigmáticos exemplos, mas nota-se que é um clube que deu, em termos de organização, um pulo enorme desde aquela época planeada ao pormenor por Gigi del Neri, Fernández e Couceiro.

Fora isto nada apontar!!!

By BNRb

O meu Domingo de hoje visto no final do dia!

O Domingo de hoje visto no final do dia.
As diferenças entre o passado e o presente.

Igreja de São Lourenço de Azeitão
Na minha infância, durante uns bons anos, a minha família deslocou-se com armas e bagagens do Bairro do Alto do Pina e foi radicar-se em São Sebastião da Pedreira. Como a família era católica praticante, eu e os meus irmãos depressa começámos a frequentar a catequese da Igreja de São Sebastião da Pedreira. No entanto a catequese como a missa , quando eram só para as crianças, tinham lugar no Patronato de São Sebastião, que ainda hoje lá existe o edifício, ali mesmo na esquina da Avenida Luís Bívar e da Rua Tomás Ribeiro.
Igreja de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, vendo-se o edifício do Patronato à direita da imagem.
Lembro-me, que no final das missas, duas freiras carregavam duas cestas grandes de pão e na saída colocavam-se para a entrega de meio papo-seco simples (carcaça ) a cada criança. E para as crianças daquele tempo esta meia carcaça era uma dádiva de Deus, se levarmos em linha de conta, que em minha casa só se comia pão escuro. O pão fino (papo-secos) não cabia no magro orçamento familiar. E manteiga, viste-a!!!!

Domingo 25 de Maio de 2008:
Eu e os meus netos combinámos irmos assistir à missa das 11h00 à Igreja de São Lourenço de Azeitão. Os “miúdos”gostam do Padre Luís. De manhã quando acordei, dei comigo a pensar nas meias carcaças que me davam no final da missa no Patronato de São Sebastião.. E quis fazer uma surpresa aos meus netos. Fomos até ao “Intermarché,” saí do carro para comprar o Publico, passei pelo sector do pão e adquiri dois papo-secos, que parti-os ao meio, mesmo com as mãos, e lá fomos para a Igreja. Tinha a minha ideia planeada e no caminho contei-lhes, que quando ia à missa davam-me no final meia carcaça simples. Diria a minha neta, que sorte a deles não serem desse tempo.
No final da celebração e quando caminhávamos para a saída eu avancei uns metros e já no exterior, saquei as meias carcaças do saco e distribuí-as pelos garotos. Riram-se e não fizeram comentários.

O neto mais velho, que já tem carta, conduziu o Opel Astra do outro avô, novamente, para o Intermarché e saiu com o pretexto de comprar um pacote de sal para a mãe. Quando regressou ao carro, deu à irmã um pequeno embrulho e esta rapidamente mo entregou.
-Avô. Isto é para se esquecer, de uma vez por todas, que em criança só comia carcaças secas!!!! Até Deus o pode castigar por estar tão ressentido com a sua vida de criança!!!! E dê-se por feliz por não o obrigarem a alimentar-se com hambúrgueres e pizzas tipo “comida de plástico”!!!E veja a minha sorte que sou obrigada a comer sopa todos os dias!!!!!

Retirei as fitas cola que fixavam o embrulho e retirei uma bela sandes de fiambre com manteiga!!!

ESTAMOS FINALMENTE EM PRIMEIRO NA U. EUROPEIA E ATÉ ESTADOS UNIDOS...




Portugal é o país da UE com maior desigualdade na distribuição dos rendimentos




De acordo com um relatório apresentado quinta-feira em Bruxelas, Portugal é o país da União Europeia com maior desigualdade na distribuição de rendimentos, onde a diferença entre os 20 por cento mais ricos e os 20 por cento mais pobres é mais significativa.



O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos. «Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos Estados Unidos», refere o documento.



Este relatório que revela as evoluções sociais nos diferentes países europeus indica que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.



O relatório denuncia ainda que as desigualdades aumentaram em Portugal entre 2000 e 2004, mostrando uma realidade social fortemente desigual e um dos cinco países em que o risco de o desemprego levar a uma situação de pobreza superior a 50 por cento.



Confrontado com estes dados, o Governo afirmou que estes dados são referentes à governação social-democrata e que os actuais são bem diferentes, remetendo explicações para o Executivo anterior. PNN Portugues



News Network ©



Finalmente na política somos primeiros.... e o "buraco" entre ricos e pobres é cada vez maior, talvez por isso se esteja já a fazer a reforma da nova lei do trabalho, onde esta [imagem acima] seja de facto a posição dos nossos trabalhadores face aos grandes interesses económicos dos patrões. É preciso que esta posição de abertura passe a ser a posição oficial, dominante e interventiva na construção de maiores desigualdades, do que as que já existem, onde os patronatos tenham mais poder e sejam cada vez mais ricos, e os pobres trabalhadores tenham que ser cordeirinhos dos mesmos...

Assim vai Portugal....



Eurovision Song Contest 2008. Vânia ficou em 13º lugar

No Festival Europeu da Canção 2008 a canção portuguesa "Senhora do Mar" ficou em 13º lugar




Podemos considerar que Vânia Fernandes, a madeirense que representou Portugal de uma forma tão vibrante e cheia de talento, obteve uma excelente classificação.

Nunca nos poderemos esquecer que este Festival da Canção da Eurovisão foi, é, e será sempre alicerçado na escandalosa "panelinha" que reina entre varios países com interesses comuns entre eles, quer sejam de serem vizinhos, de culturas e linguas paralelas e ,enfim, varios interesses.

Mas estes interesses e estas "panelinhas" nunca poderão tirar a Vânia Fernandes a beleza e o valor da sua extraordinária voz. E a dignidade com que ela representou o nosso país!!!!!

Parabens Vânia e Parabens Portugal

Evolução Histórica...

Histórias "tristes" Sportinguistas...



Dias da Cunha deu uma entrevista explosiva ao DN onde se pode ler a promiscuidade que vai neste clube, e que à muito venho alertando neste blogue através de inumeros post, desde que Soares Franco entrou em campanha para a presidência do Clube SCP.

Um Presidente que num dia diz que não é candidato, assina um documento, depois muda de opinião, depois torna com a palavra atrás, seguidamente ameaça, mas depois não cumpre novamente. Passado este tempo de presidência de Sporting, nunca foi coerente com o que sempre disse, quando vendendo património e algumas restruturações no ano de eleições, metia o clube com a divida em 150 milhões de euros, investia numa grande equipa para europa, tinha como prioridade construir tambem um pavilhão para as outras modalidades, e que acima de tudo o clube ia ficar tranquilo na sua governação.

Passado esse tempo todo desde que entrou, vendeu património a seus conterrâneos conhecidos e alugou algum desse vendido, ao próprio clube, vendeu jogadores [ Custodio, Nani, Ricardo, Deivid, Beto, etc], deu outros [ Wender e João Alves que tanto custaram, Carlos Martins, Varela entre outros], tem um discurso e uma postura de perdedor, onde títulos pouco importa, o mais importante é entrar na Liga dos campeões ou se ganhar uma taçita já não é mau [sempre dorme mais descansado], ou nem que não se ganhe nada, onde o que conta mais é interesses imobiliários e dar lucro aos seus parceiros bancários. O passivo está pouco menos que quando entrou, a equipa não ficou mais forte, o clube pouco mais tem que academia e estádio, e continua com um passivo impressionante para quem viu alguns milhões entrar nos cofres do clube neste último ano [património e venda de activos].

Prepara-se para mais uma vez iludir os sócios, com novamente a história do passivo do clube, onde tenta passar um dos activos que mais orgulham os sócios e adeptos do clube para a SAD, para dar como garantia a entidades bancarias e accionistas, para a restruturação do tal "project-finance" que mais não passa de uma manobra para ficarem com o poder [quicá]desses activos e seus dividendos, para que num futuro próximo a academia possa ser negociada com alguns accionistas, pois com o valor daqueles terrenos futuramente devido a construção crucial do novo Aeroporto ser em Alcochete, ou seja estão a transferir para a SAD tudo o que no Sporting gera receitas: a Academia e até a Sporting Comércio e Serviços, que se ocupa do merchandising e da marca Sporting, que é do clube, não é do futebol. O Sporting Clube de Portugal vai ficar com os prejuízos, a SAD vai ficar com as receitas. E a Sporting SAD, que está fora do controle dos sócios (é bom que os sócios tenham sempre isto presente), vai ser para vender ainda mais fora do clube a interesses que só querem saber de dinheiro e não de sportinguismo..... e o resto é só fazerem um exercício de memória para saberem o que se passará depois...

Afinal, o que se pergunta, é para onde foi o dinheiro que entrou no ano passado com o patrimonio vendido e alguns activos vendidos, pois não foi só o Nani que deu 27.5 milhoes de euros, outros renderam dinheiro ?!!

Acho que uma auditoria independente pedida já por um grupo de sócios, só ficaria bem para clarificar tudo, e deixar de existir especulações, como estas que muitos se perguntam...



Mais, se Soares Franco só consegue conduzir o clube com estes mecanismos, a pergunta fica no ar:

Depois de tudo vendido e com academia hipotecada, o passivo acima dos 150 milhões, se o clube continua a ter este prejuizo de tesouraria, como Soares Franco diz, como será quando não houver mais nada para vender ou hipotecar?!

Sem títulos, não existem adeptos, nem grandes empresas que invistam, entào só resta ficarem a formar e lutar por um lugar ao sol no campeonato português, dando um dinheirito aos seus accionistas e entidades bancarias pela venda dos activos mais jovens que se vão formando... e lá se vai o Grande Sporting clube de Portugal...

Atrevo-me a dizer que Sporting está sob assalto, e com os polícias a servirem de vigia sem destino certo.... E não me venham que são viscondes e amam o Sporting, pois esses trabalham mais que uma hora para o clube, querem títulos [não tacitas], e não vendem a empresas próximas e alugam novamente.... Aliás, algum destes dirigentes meteu dinheiro do bolso deles no clube?!! Não me parece, mas que alguns já usufruiram da venda de património parece que sim, segundo uns entendidos na matéria, mas certezas só alguns saberão...

Quantos anos vai ficar mais o SCP sem ganhar campeonatos??? Melhor de quantos em quantos anos ganhará um?!

Mas vejam o que dizem outros como Dias da Cunha que também diziam que ele era demente quando falava no sistema:



Dias da Cunha desmascara Soares Franco


Vale a pena ler a entrevista de Dias da Cunha no Diário de Notícias de hoje. Principalmente os sportinguistas deviam ler com todo o cuidado e pensarem muito bem na situação do clube. Sobretudo não esqueçam o que José António Linhares fez ao primo divisionário Salgueiros e João Loureiro ao Boavista, com a benção do pai, já nem falo em outros...

Dias da Cunha: "Não tenho confiança nenhuma no presidente do Sporting"

Entrevista com Dias da Cunha, ex-presidente do Sporting

Regressou às reuniões do Conselho Leonino na semana passada, na qualidade de ex-presidente. Não foi por acaso...

Saí da última reunião em que tinha participado convencido de que era absolutamente inútil estar no Conselho. A imensa maioria dos membros estão tão agarrados ao poder ou a quem o tem que não são livres para procurar esclarecimentos. Quando, na reunião, o presidente substituto [Soares Franco] levantou pela primeira vez a questão do buraco financeiro, alegadamente da minha responsabilidade, fiquei pasmado e quis esclarecer o assunto. Fui tratado de tal maneira que percebi que as pessoas não queriam ser esclarecidas. Preferiam que aquele senhor pintasse uma situação falsa sobre a realidade financeira do clube. A partir daí, entendi que seria inútil ir a reuniões de situacionistas.

O que o levou a regressar agora?

Porque tive conhecimento do que se iria debater no CL a reestruturação financeira do clube e uns zunzuns de mais uma venda de património. Achei que o Sporting tinha o direito de me exigir o esforço da comparência e do confronto com aquela gente.

E voltou a ser recebido por situacionistas, como lhes chama?

Exactamente. E para grande espanto meu, até pessoas eleitas pela lista concorrente a agir pelo mesmo diapasão.

A reestruturação financeira de agora em que difere da sua em 2005?

Continua a explorar-se a história do buraco. Tanto quanto me sinto à vontade para afirmar, as contas consolidadas do Sporting, a menos que tenham sido feitos grandes disparates em termos de contratações, continuam semelhantes, com os resultados na ordem de grandeza que serviu em 2005 para fazer a reestruturação com os bancos. De acordo com aquilo que foi dito, há uma melhoria no que respeita ao serviço da dívida, como uma redução dos encargos financeiros e das taxas de juro em diferentes operações. E isso coloca-me uma questão: como é que se explica que tendo os juros subido, o Sporting consiga reduzir a taxa ponderada [de 6,3 para 4,7]. São estes negociadores do Sporting gestores de um outro planeta, uns génios? Ou esta equipa dos bancos é substancialmente menos competente do que a que negociou com o Sporting desde 2005, indo agora contra os interesses patronais? É uma questão que deve interessar à CMVM e ao Banco de Portugal. Eu gostava de perguntar ao Banco de Portugal por que razão foram dadas condições especiais, de verdadeiro favor, ao Sporting.

Vai à próxima Assembleia Geral?

Não sei ainda. E estou a falar agora porque me sinto na obrigação de esclarecer os sócios.

O que é que pode então acontecer ao Sporting se as propostas da direcção forem aprovadas?

Aquilo que foi apresentado é uma operação muito complexa. Em causa está a emissão de um empréstimo obrigacionista de 60 milhões de euros obrigatoriamente convertível em capital. Estamos a falar de 30 milhões de acções, número suficiente para garantir a maioria do capital. Segundo Filipe Soares Franco, se as obrigações continuassem nas mãos dos bancos e estes fizessem a conversão, ficava-se perante a obrigatoriedade de uma OPA. Ou seja, essa operação permitiria que a maioria da SAD deixasse de ser do Sporting.

Soares Franco também disse que esse risco só se concretiza se o Sporting em cinco anos não fizer nada para o contrariar. E ele espera que se faça alguma coisa.

Pois, mas essa esperança não basta.

Não é inevitável que os clubes percam o controlo das SAD?

Só os sócios do Sporting podem decidir. Mas para isso precisam de estar devidamente informados. Precisam de saber que, aprovando este empréstimo obrigacionista, perdem dentro de cinco anos a gestão do futebol. Mas ceder à SAD a posição do Sporting na Academia é igualmente grave.

O clube fica com crédito, suprimentos, por exemplo, que se poderá converter em capital ficando o Sporting com a maioria.

Tudo isso são mais ses. Não, a operação que reduz o preço do endividamento só pode ser aprovada quando tudo estiver preto no branco e quando houver a garantia de que o Sporting não perde a maioria da SAD.

Tal garantia é possível?

Penso que sim, mas é preciso envolver os bancos desde já e garantir que estão de boa-fé. Um deles, tenho a certeza de que está; o outro não sei se está ou não está. E, mais, é preciso não esquecer onde fica a Academia, em Alcochete...

Está a referir-se à valorização dos terrenos de Alcochete devido ao novo aeroporto?

Claro. Por quanto tempo ficará proibida a construção e alterações na zona? Ad aeternum? Estou de sobreaviso em relação àquele senhor [Filipe Soares Franco] e não acredito que os bancos façam obras de caridade. Que combinações são estas? Se o povo do Sporting acordar, pode impedir esta operação ou exigir garantias.

E alternativas?

O Sporting é solvente, tal como se previu em 2005, mesmo aceitando que já foi empobrecido com os maus negócios da venda de património já efectuado. Aliás, as principais receitas nem provinham do património alienado. Portanto, o Sporting é capaz de continuar a gerar as receitas que lhe permitam assentar a estratégia na reestruturação de 2005.

E faz sentido a Sporting Comércio e Serviços passar para a SAD?

Não. A SAD tem de tratar exclusivamente da gestão do futebol. E não é nada fácil.

Depois da tantas críticas à reestruturação agora proposta, como foram feitos os acordos de 2005?

Tendo em conta as contas de exploração provisional do Sporting clube e das diferentes empresas do grupo ao longo de uma série de anos, durante os quais, assumindo determinados compromissos, se iria libertar o cash necessário, pagar o serviço da dívida e os próprios empréstimos. Estou convencido de que as realidades por detrás das contas dos anos daqui para a frente não se alteraram a não ser num aspecto: venda do património.

Na reestruturação de 2005, também se previa a alienações...

Mas noutros moldes. Fazia parte a alienação de dois dos seus bens: o edifício-sede e o Alvaláxia. Estava subentendido e registado em acta, de que possuo cópia, que não se tratava de alienações puras e duras, mas tão-somente de uma operação em fundos, o que significava o retorno. O clube acabou por vender mais do que devia e por valores abaixo das ofertas que o Sporting tinha com os negócios financeiros. Alguém saiu beneficiado.

Quem?

Não sei e não quero entrar por aí.

Está a dizer que esta direcção não é séria?

Sim. Não tenho confiança nenhuma no presidente e não acredito nele, portanto, não acredito nas pessoas que o acompanham. Não é confiável, aquilo a que chamam de pessoa séria porque não é sério quem quebra compromissos. Ele tinha assumido comigo, por escrito e de viva voz, que nunca seria candidato a presidente do Sporting. Esta é a primeira razão para não o considerar sério. Para ele, os compromissos não querem dizer coisa nenhuma, quebrou-os e nunca me deu uma palavra de explicação. Segunda razão: ter inventado o buraco financeira. Na altura, pedi que fosse feita uma auditoria às contas para as pessoas saberem o que era o buraco. Para aquilo fazer sentido tinha de se ter verificado, em reuniões mensais com o Sporting, um desvio significativo dos orçamentos aprovados pelos bancos.

O que não a aconteceu. Eu tenho as actas.

Guardou-as?

Sim, por mero acaso. Saí do Sporting sem qualquer papel.

Quando diz que este presidente não é sério, está a dizer que prejudica voluntariamente o Sporting em benefício de terceiros?

Não tenho nada que me permita afirmar tal coisa. Mas a venda de património, tendo em conta o que a rodeou, é desonesta. É uma infâmia.

Está arrependido de ter aberto a porta a Filipe Soares Franco?

Sim, completamente. É uma das poucas coisas de que me arrependo na vida.

Quando saiu do Sporting, imaginava que ia ter essa desilusão?

Com a traição de Filipe Soares Franco, confesso que não contava.

E considera-se traído por Ribeiro Teles, que se demitiu em consequência do manifesto [pacto entre Benfica e Sporting, que visava credibilizar o futebol português], ou até por Rui Meireles?

Ribeiro Teles... nem vale a pena falar. O Rui Meireles foi de uma extrema lealdade. Apesar de defender a venda pura e dura, nunca fez nada contra o decidido nas reuniões da Comissão Executiva.

Mas ele calou-se quando Filipe Soares Franco falou no buraco financeiro...

É verdade. Rui Meireles teve dois momentos para falar. Ou me prevenia desse tal buraco como responsável financeiro, e nunca o fez, ou quando o presidente do Sporting falou em buraco tinha a obrigação de repor a verdade. Um dia perguntei-lhe que buraco era aquele que justificasse a venda de património. E ele respondeu-me: "Isso é o Filipe a meter os pés pelas mãos".

Como se explica que Rui Meireles tenha feito, em nome do Sporting, um empréstimo, dando os passes de alguns jogadores como garantia, para poder pagar os salários do primeiro mês a seguir à sua saída?

O que eu sei é que nos anos em que eu fui presidente, o Sporting chegava muitas vezes ao final do mês sem dinheiro para pagar salários. O que fazia? Respondia eu próprio pelos financiamentos feitos, e os bancos perante a minha garantia nunca hesitaram. Se o Rui Meireles fez isso é porque quem estava à frente do Sporting não quis, ou não pôde, assumir essa responsabilidade. Mas aqui não estamos a falar de buraco nenhum. Estamos a falar de problemas de tesouraria.

Com a vitória na Taça de Portugal e assegurando o segundo lugar no campeonato, o Sporting salvou a época?

Não sou daqueles que consideram que o Sporting não fez uma boa época. Começou por ganhar a Supertaça e acabou a ganhar a Taça de Portugal depois de perder a Taça da Liga em penáltis. Todavia, ficar em 2.º lugar é muito importante para o Sporting.

Por que razão escolheu Paulo Bento para treinador se sabia que horas depois se ia demitir?

Porque era o que estava em melhores condições para suceder ao professor Peseiro. E não fui eu que falei com ele. Pedi a Rui Meireles que o fizesse, para que o Paulo Bento se sentisse mais confortável para aceitar, sabendo que eu estava de saída.

Se fosse presidente do Sporting, tinha despedido Paulo Bento esta época?

De maneira nenhuma.

Antes de considerar Pinto da Costa uma das caras do sistema, manteve com ele uma relação de amizade...

Pinto da Costa contribuiu muito para o chamado movimento dos presidentes. Durante esse período nunca falhou um compromisso. E por ironia, quem matou esse movimento foi o Benfica, porque recusou sentar-se à mesa com o Estrela da Amadora. Aprendi com Pinto da Costa muito sobre futebol. A nossa relação terminou, por ironia, por causa de umas declarações de Soares Franco sobre papas.

Ricardo Costa [presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes] foi corajoso?

Ou se é jurista, ou não. Se se é, tem de se aplicar o direito. Devo dizer, no entanto, que o timing do anúncio foi péssimo. Podia ter influenciado os resultados da final da Taça e do campeonato. Por outro lado, entendo que os castigos deveriam aplicar-se na próxima época.

Conheceu Carolina Salgado?

Nunca conheci.

Fala com Pinto da Costa?

A partir do corte de relações entre o FC Porto e o Sporting, promovido por ele, nunca mais tive ocasião de o encontrar.

Teve oportunidade de entrar no sistema?

Nunca quis entrar.

Mas teve oportunidade?

Recebia informação semanal sobre o árbitro do jogo do Sporting. Lia com cuidado e fazia por me esquecer do que lia.

Nessa matéria, põe as mãos no fogo por Luís Filipe Vieira?

Ponho as mãos no fogo por muita pouca gente e depois de um conhecimento muito directo. Em relação a Luís Filipe Vieira, tenho com ele uma relação que até se intensificou depois do meu afastamento. Sei que Luís Filipe Vieira foi genuíno em relação ao manifesto, tem procurado fazer a guerra relacionada com as exigências desses documento e, portanto, tenho todas as razões para acreditar que o presidente do Benfica quer um futebol limpo. Acredito que ele fez essa escolha.

Depois de ter deixado o Sporting, passou ao Benfica alguma informação sobre o "dossier sistema"?

Não, porque saí sem dossiers , mas falei com Luís Filipe Vieira muitas vezes sobre esse assunto.

Vieira também foi grande amigo de Pinto da Costa...

Sei disso e sei que Vieira fez tudo para ultrapassar a situação. Fez um esforço genuíno para passar por cima disso.

Sendo amigo e pelo que conhece dele, Vieira vai recandidatar-se a mais um mandato à frente do Benfica?

Não sei, mas acho que sim e tem todas as condições para o fazer. Levou para a gestão do Benfica gente boa, competente. Profissionais insuspeitos da banca fizeram-me já as melhores referências à capacidade de gestão de Luís Filipe Vieira.

Domigos Soares de Oliveira é um desses bons reforços?

Por exemplo. O Benfica, graças a Vieira, levou uma volta muito grande na sua situação económico-financeira.

Nunca foi assediado por um árbitro?

Nunca.

Nem por interposta pessoa?

Nunca chegou um pedido ao Sporting e, aliás, não era assim que funcionava. Era ao contrário.

Algum dirigente do Sporting foi tentado?

Não. Se isso tivesse acontecido só teria uma palavra - rua.

Foi ouvido nos processos "Apito Final" e "Apito Dourado"?

Na Liga ["Apito Final"], não, no outro, sim.



No BB escrevem assim:


Lima de Carvalho acusa presidente

Amadeu Lima de Carvalho, o empresário que esteve envolvido na venda do património não desportivo, assumiu novo protagonismo ao acusar o presidente do clube, Filipe Soares Franco, que já tinha abandonado a sala, de traição.

"Apoiei Filipe Soares Franco, e ele não está a cumprir comigo. Tratam mal o Rui Meireles, correram com ele e pagaram-lhe uma indemnização para pôr lá um primo do presidente com o mesmo salário. Nunca mais vou apoiar Filipe Soares Franco. Ele enganou-me. Traiu-me, a mim e aos sportinguistas", afirmou, levantando dúvidas sobre o destino do dinheiro da operação em que participou.

"Esta Direcção anda a enganar os sportinguistas. Em Maio de 2006, antes da alienação do património não desportivo, o passivo, e falo apenas no que diz respeito à banca, era de 237 milhões, e agora é de 234 milhões. O negócio da venda foi o melhor que o Sporting podia ter feito, mas não se compreende como, dois anos depois, apenas foram amortizados três milhões de euros!
Onde está esse dinheiro? É essa a pergunta que tem de ser feita."

Declarando-se disponível para investir na SAD, Amadeu Lima de Carvalho apelou para os sócios para que votem contra a proposta da Direcção na assembleia geral do próximo dia 28, uma vez que considera que o projecto de reestruturação financeira submetido a escrutínio pode "acabar com o clube".

Relativamente ao negócio em que esteve envolvido, garante não haver razão para críticas e revela diferendo com os actuais dirigentes:

"Não recebi um euro da venda de património. Estou inibido de entrar num camarote, porque o Sporting não cumpre os seus compromissos."

Nuno Paiva, conselheiro leonino eleito na lista derrotada, foi outra das vozes mais críticas: "O Conselho Leonino é o órgão mais fantoche de qualquer clube."

Ditadura Sporting


Depois de Rui Meireles ter vindo a público colocar a nu alguns aspectos das contas do Sporting e com autoridade para o fazer, se lavramos em consideração a mais de uma década em que funcionou como responsável pelas finanças do clube, foi agora a vez de Dias da Cunha colocar novamente o dedo na ferida, até porque melhor que ninguém sabe o que deixou para trás e o que tem pela frente.

Neste dois casos, o Sporting optou pela via mais fácil e também a mais prepotente: mandou accionar os seus serviços disciplinares para estes avançaram com processos visando estes dois sportinguistas e na pior das hipóteses afastá-los de sócios. Nem o Salazar se lembraria de melhor solução para silenciar todos aqueles que se aventurarem a dizer mal da gestão de Filipe Soares Franco.

Compreende-se a aflição porque está a passar a actual direcção sportinguista, não obstante a equipa ter ganho a Taça de Portugal, mas o incómodo que esta situação está a criar é visível. E só se incomodam aqueles que não têm argumentos para repor a verdade dos factos. Nesta situação, em vez dos dirigentes sportinguistas, debaixo da capa do anonimato virem com ameaças públicas de processos e mais processos, teria sido muito melhor explicarem aos seus sócios que as coisas não são bem como dizem Dias da Cunha e Rui Meireles.

Mas, este hábito “accionista” não só na área jurídica como noutras parece estar na moda não obstante terem perdido todas as acções que foram colocando. Compreende-se que é necessário dar que fazer a um sem número de causídicos, contratados para intimidar e silenciar e pagos pelos sócios do clube para combater os que se aventurarem a desmascarar. Sinceramente, não conheço outro exemplo como este num outro qualquer clube, mas como sabemos que todas as ditaduras têm o seu tempo esta também há-de chegar ao seu termo.

Mas, a aflição é tanta, que até de “desenterrou” o Carlos Freitas agora a trabalhar no Sporting… de Braga, não para falar no seu novo clube, mas para vir em defesa do Soares Franco, em entrevista publicada hoje no “Público”, na qual diz que o presidente sportinguista é um verdadeiro “Houdini”, tais as artes mágicas que conseguiu para superar as dificuldades financeiras do clube: digo eu, se calhar criadas pelos milhões gastos pelo Freitas sem resultados positivos e também com os negócios que fez com o Braga, que agora lhe deu emprego.

Confessa ainda Freitas que o seu melhor amigo é Ribeiro Teles. Escusava de o dizer pois já há muito que nos apercebemos disso, principalmente na parelha que formaram para “desterrar” Dias da Cunha e que poderá acabar no negócio de João Pinto.Nunca foi tão evidente um sinal de tão grande desespero. Afinal de que tem medo Soares Franco?

E continua com este post do mesmo autor:



Um óptimo negócio



Aí vai um palpite para o “Leão de Verdade” investigar e pedir contas na tal AG do Sporting no próximo dia 28.

O património não desportivo do Sporting foi comprado através de Carlos Patrício, figura proeminente da “Sil Fidúcia” e que é amigo íntimo de Amadeu Lima de Carvalho.Para fazer este negócio, Carlos Patrício efectuou créditos junto de diversos bancos, entre os quais o Deutsche Bank e foi com esse dinheiro que pagou ao Sporting ou está a pagar.Mas, a amortização e o juro que a “Sil Fiducia” ficou a pagar a esses bancos, garantem-nos, é sensivelmente do mesmo valor que aquela que o Sporting está a pagar pelo aluguer dos bens que vendeu.

Também me garantiram que logo após Lima de Carvalho ter apresentado queixa contra alguns elementos da PJ acusando-os de prisão ilegal, estes resolveram investigar com maior profundidade a forma como foi paga a altíssima comissão em todo este negócio. Como se sabe, uma boa parte dessa comissão foi paga com acções do Sporting e na “arte” de lavagem de dinheiro, noutros negócios bem conhecidos da PJ, este tem sido o processo mais utilizado para despistar os caminhos da distribuição.

Os títulos podem ser vendidos na bolsa, em diversos lotes, e o capital vem para a mão dos vendedores em nota viva e sem deixar pistas. A PJ resolveu então verificar quais os contornos deste negócio.Como perguntar não ofende, basta perguntar na AG quanto paga o Sporting pelo aluguer das suas ex-instalações e como se sabe o preço porque foram vendidas, é só fazer contas ao juro e amortização.

Post BB

O grande sportinguista Leão da Estrela edita o seguinte no seu espaço:

A chantagem começou

Deitado na almofada da conquista da Taça de Portugal, Filipe Soares Franco vai submeter aos associados do Sporting o famigerado projecto de reestruturação financeira. Curioso é que Franco faça constar que admite ir embora, caso os associados estejam mais virados para as posições do Leão de Verdade ou de Dias da Cunha. A administração do Sporting tem medo de quê?... É evidente que Soares Franco não vai embora, nem quer ir. E a avaliar pelo que diz esta notícia, a chantagem já começou. Inaceitável.

Blog LEstrela

Querem mais para abrir os olhos, sportinguistas?!!!!....recordem que é o que vos resta...






Crueldades Chinesas...


Veja estas imagens crueis e desumanas com estes pobres animais....

VER QUE UMA OLIMPÍADA VAI SER FEITA LÁ ???

video

sábado, 24 de Maio de 2008

Associação Desportiva Ovarense:Olé!!!!Tri Campeões da Liga de Clubes de Basquetebobl

A Ovarense venceu a "negra" do play-off da Liga de Clubes de Basquetebol e sagrou-se Tri Campeão Nacional.


Houve festa a preto e branco no belíssimo Arena Dolce Vita, em Ovar. A Ovarense não deu quaisquer hipóteses ao FC Porto (70-49), no sétimo e último jogo da final da Liga Profissional de Basquetebol, e assegurou o seu terceiro título consecutivo da modalidade. Depois de seis jogos muito equilibrados, quase sempre decididos por dois ou três pontos, a equipa vareira venceu a negra com grande à-vontade. Campeão justo.




Quando a Associação Desportiva Ovarense entrou a jogar o 4º período deste sétimo jogo contra o Futebol Clube do Porto, a diferença pontual a seu favor, já vaticinava que a conquista do 3º titulo consecutivo de Campeão Nacional de Basquetebol já não lhe iria fugir. E a diferença ainda aumentou, fixando-se em 21 pontos no final da partida. Estão de parabens os atletas da Ovarense e o seu tecnico Manuel Povea.

Não temos conhecimentos tecnicos suficientes de basquetebol para encontrar as razões, porque a equipa do Porto não conseguiu contrariar a superioridade da Ovarense, que, em meu entender, foi mais concedida pelo adversário, do que conquistada por mérito proprio. Bonito de se ver os atletas de ambas as equipas e os tecnicos a abraçarem-se, ainda faltava tempo significativo para terminar o encontro. Parabens à Ovarense e ao Futebol Clube do Porto.

Negócios paralelos

Negócios paralelos

A Tertúlia Policiária da Liberdade está a ser alvo da prática de “negócios paralelos”.



Transcrevo uma carta que um residente de Azeitão me enviou, com a justificação de que estes “tempos de crise” desculpam atitudes menos correctas. Aliás ele, em post scriptum, cita que foi o José Sócrates que o influenciou com a campanha bem sucedida (?) das “Novas Oportunidades”!!!.
Caro senhor detective Onaírda
Pelo que tenho lido das suas referencias ao próximo Convívio de policiaristas a ser realizado aqui nesta zona de Azeitão, cheguei a uma conclusão muito favorável sobre o sucesso (dizem que vão estar lá mais de 120 detectives e detectivas) que ele vai registar e louvo o interesse e o entusiasmo dos organizadores postos no evento.
Nós aqui no “café.” na Aldeia de Irmãos, ao lado da casa onde mora a Dª Esófana ,falamos sobre o assunto e até já reparei que há pessoas que gostariam de assistir, ou mesmo dar uma olhadela, para saber como é esse vosso Mundo Policiário. Deve ser cá uma coisa bonita como o “camandro.” Desculpe lá esta palavra, mas aqui emprega-se amiúde a mesma.
Em surdina, diz-se por aqui, que vai estar presente uma “gaja muita boa como o milho” que era filha de outra “traçada” igual a ela, não só em boniteza, mas também em saber dar a volta à cabeça de um pobre detective, que segundo dizem as más línguas, presentemente, já nem tem sapatos para gastar meias solas.
Mas vamos ao que interessa, e ao motivo que me leva a escrever-lhe com o intuito de prestar os meus serviços aos presentes a esse Convívio. Li no programa oficial que os participantes têm a possibilidade de “montar a cavalo”, isto é, de praticar equitação aligeirada em fila indiana, como eu às vezes vejo na Quinta . E que o preço é de 15 euros por hora. Ora como eu tenho no meu terreno um burro muito obediente e inteligente, eu não me importo de o pôr ao serviço do vosso Convívio e em vez dos 15 euros pagam apenas 5 euros e podem montar no burro à vontade. Em fila indiana é que eu não garanto, mas que dão umas curvas e uns “upas”lá isso dão!!!!
Se estiver interessado venha ter comigo ao café onde eu paro todas os dias à noite. Depois combinamos os pormenores. Se for preciso eu arranjo mais burros, que é o que não falta por estes lados .
Cumprimentos do seu amigo
Zé da Mula

O humor de Sabado no Bancada Directa

O avião a propulsão de jacto


Dois amigos beberrões, que são mecânicos de aviões, estão no Aeroporto da Portela a olhar p'ró boneco, sem nada para fazer. Um deles diz para o outro:
-"Eh pá, tens aí alguma coisa que se beba?"
O outro responde.
- "Nem por isso... mas já ouvi dizer que se beberes a gasolina do avião aquilo dá uma bijorna do caraças."
Por isso, eles decidem experimentar a gasolina do avião, apanham uma talocha jeitosa e divertem-se à grande como só dois amigos beberrões conseguem fazer. Na manhã seguinte, um deles acorda, com medo de se levantar e que a sua cabeça expluda da ressaca terrível que vai ter.
Levanta-se, sente-se bem...aliás, sente-se maravilhosamente!
Nada de ressaca!
O telefone toca, é o amigo.
- "Então, pá? Como é que te estás a sentir hoje?
-Eu estou bastante bem, por acaso!"
-"Eh pá, eu também! Sinto-me em grande! A gasosa do avião é brutal! Nada de ressaca... temos que repetir!"
-"Pois... mas há só uma coisinha..."
- Então o que é?
-"Já te peidaste hoje?"
-"Não! Porquê?"
-"Ó pá, nem tentes. Estou-te a ligar de Marrocos."

"The Superman"

De manhã cedo, o marido entra em casa e a mulher espera-o de pé, junto à porta.·
- São horas de chegar, Superman?
-Eu explico. Estive com clientes.
- A noite toda até às sete da manhã, Superman?
- Nós fomos a um bar, para beber uns copos.
- E o que aconteceu para só chegares às sete horas, Superman?
- Bem... depois fomos a um bar de strip, e não reparei nas horas. Eu compreendo que estejas chateada, mas só olhei...
-Está bem, Superman. Só olhaste e esperaste tranquilamente. No que mais queres que eu acredite, Superman?
- Mas porque é que estás sempre a chamar-me Superman?
-Porque só o Superman é que usa as cuecas por cima das calças!!!

sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Caros amigos leitores do Bancada Directa:Guardem-me estas miudas durante o próximo fim-de-semana.

Amigos leitores do Bancada Directa


Continuo com os meus fins-de semana muito ocupados, daí que sinta necessidade de voltar a pedir aos meus amigos que me guardem durante o fim-de semana estas "miudas", que as tratem bem, não abusem e devolvam-me as mesmas, na proxima segunda-feira, em bom estado de utilização!!!!

Os meus sinceros agradecimentos.





quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Mundo Policiário 23/08. Especial sobre o Convivio da Tertúlia Policiária da Liberdade.

Coordenação de Onaírda

Dic Roland e KO = Sempre presentes

Tema de hoje: O próximo Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade.

Antes, duas notas de Onaírda.
1- Será publicada na próxima semana a solução do problema "O cantar maravilhoso do tentilhão" publicado no Bancada Directa em 2008/04/29 (Mundo Policiário 19/08).

2- O Publico/Policiário do passado Domingo inseriu o problema “A Confraria do Terror”, correspondente à prova nº 6 do Campeonato Nacional e da 6ª eliminatória, da Taça de Portugal. (quartos de final). O autor do problema é o coordenador deste Mundo Policiário, e seria lógico, que o mesmo viesse publicado nesta rubrica do blogue Bancada Directa. Tal facto não acontecerá, porque o local certo para o dito problema ser publicado na net, será no site do amigo Daniel Falcão “Clube de Detectives”, á semelhança de todos os outros problemas, com cabimento no seu arquivo histórico. Respeitaremos sempre os valores e as intenções daqueles que andam neste “Mundo Policiário” para divulgar este nosso passatempo lúdico e cultural, mas que o fazem na base de uma honestidade e dignidade absolutas. É o caso do confrade Daniel Falcão, cuja postura merece ser respeitada..


Adicionar imagem Faltam 10 dias para o IV Convívio Anual da Tertúlia da Liberdade a realizar no 1 de Junho na Estalagem Quinta do Rio na localidade de Alto das Vinhas, ali mesmo no limite sul do Parque Natural da Serra da Arrábida entre Azeitão e Sesimbra. (estrada N379)

Voltamos a publicar o programa oficial do Convívio

11h00: Concentração na Estalagem Quinta do Rio.
11h30: Passeio facultativo pela Quinta do Rio
12h00: “Onde está a Katinha?; uma actividade pedestre, lúdico/cultural, a realizar por grupos.
13h00: Almoço.
14h30: Entrega dos prémios do Torneio Domingos Cabral, levado a efeito pela secção “Mundo dos Passatempos” de “O Almeirinense”.
15h00: Homenagem a M. Constantino e lançamento do livro “Quem é Quem no Policiário”, que a M. Constantino se dedica.


Conforme já foi anunciado, há possibilidade de tomar banho na piscina, jogar mini-golf, passear a pé ou mesmo a cavalo (15 euros por hora). Nesta última hipótese convirá prevenir com dois dias de antecedência. As marcações para o almoço deverão serem feitas até às 18h00 do dia 29 de Maio (quinta-feira)
Há vários confrades que reservaram quarto na Estalagem e que começarão a conviver no Sábado, dia 31 de Maio. Deixe-se tentar, que os confrades são boa companhia.

Contactos: A. Raposo & Lena. Tel 966 173 648
rap.raposo@gmail.com
Nove: Tel 966 102 077
pedropaulofaria@sapo.pt
Bufalos Associados. Tel 965 894 986
mariajosejunqueiramendonca@hotmail.com

Mundo Policiário entrevista o confrade Nove (Dr. Pedro Paulo Faria) um dos fundadores da Tertúlia Policiária da Liberdade

MP. - Antes de lhe falarmos do próximo Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade, gostaríamos que nos fizesse um ponto de situação sobre o momento actual do policiarismo e da perspectiva dos mais jovens aderirem a esta manifestação de cultura.

Nove. - Não disponho de dados suficientes para fazer o ponto de situação que me pede. Compartilho da impressão geral de que o policiarismo, neste momento, tem mais praticantes veteranos do que seniores e mais seniores do que juniores. Apesar de ser uma interessante actividade lúdico-cultural não está a conseguir concorrer, nos moldes actuais, com outras solicitações que atraem os jovens. Dir-se-ia que fenece. No entanto, o número de leitores e participantes do Público-Policiário parece desmentir tal conclusão…

MP. - A Tertúlia Policiaria da Liberdade, ao longo destes 15 (?) anos, tem demonstrado uma vitalidade notável, promovendo, mensalmente sem interrupções um almoço, que mais não é do que um pretexto para os detectives conviverem e trocarem entre si impressões sobre o policiarismo. É um feito notável de perseverança. Está no seu horizonte alguma ideia que possa reforçar ainda mais esta convivência entre policiaristas?

Nove. - Penso que o êxito da Tertúlia da Liberdade se deve, sobretudo, ao facto dela assentar num almoço periódico de fraterno convívio, inteiramente aberto a quem queira participar. Fala-se do policiário e de tudo o mais que venha à baila, não constituindo problema as inclinações políticas ou religiosas de cada um. O que importa é estar-se disposto a trocar ideias sem preconceitos. Continuar nesta linha e tentar atrair gente nova, parece-me ser o melhor caminho.

MP.
- O Nove como um dos principais fundadores e mentores da TPL sente-se satisfeito com o seu trabalho?

Nove. - Sou um simples e entusiasmado membro da TPL. O meu trabalho tem sido o de participar, porque gosto do convívio e do debate. Agradou-me e continua a agradar-me a transversalidade social do mundo policiário e a possibilidade de, graças a ela, conversar com pessoas muito diversas.

MP. - Falemos agora do próximo Convívio da TPL. Temos a certeza de que vai ser um evento que vai deixar orgulhosos os organizadores do mesmo. Espera nos anos seguintes que aí vêm melhorar ainda mais os mesmos Convívios?

Nove. - O que mais desejamos na TPL é que os convívios cumpram o seu objectivo, que é o de reunir policiaristas e outros amigos, de diversas regiões do país, num cordial e animado encontro. Creio que os três primeiros convívios atingiram o referido objectivo e espero o mesmo para os próximos. Não quero deixar de sublinhar que uma das coisas mais importantes para o êxito destes eventos é alegria posta na sua organização.

MP. - Gostaríamos que transmitisse uma mensagem para todos os policiaristas.

Nove. - Uma mensagem para todos os policiaristas? Não julgo ter algo de particularmente importante a transmitir que mereça esse título. Mas, para não fugir de todo ao seu pedido, faço eco de uma ideia comum a muitos confrades e com a qual concordo. Sendo o policiarismo uma actividade lúdica que, por exigir trabalho disciplinado da mente na leitura, investigação, relação de dados, decifração e correcta exposição de resultados, nos transmite um feliz sentimento de boa utilização do nosso tempo, com reflexos na compreensão do mundo que nos rodeia, então parece ser aconselhável que perante outros, nomeadamente os mais jovens, não deixemos de manifestar esse saudável sentimento. Tanto faz que os que nos ouvirem venham ao policiário ou não. O importante é que colham a ideia de que pensar é coisa boa.

(entrevista recolhida em 2008/05/20. Autorizada a transcrição desde que citada a fonte)

Itinerário aconselhável para quem vem do Sul do país

1) Via principal para se chegar à zona de Azeitão é a Auto-estrada do Sul A2
2) Ao quilómetro 35 sair em direcção a Palmela
3) Depois de atravessar Palmela seguir sempre em frente em direcção a Azeitão
4) Hão-de passar-se a localidades de Quinta do Anjo, Cabanas e Vila Fresca de Azeitão
5) No entroncamento com a Estrada N10, virando para a direita, segue-se
em direcção a Vila Nogueira de Azeitão.
6) Chegando a Vila Nogueira de Azeitão é preferível percorrer-se cerca de 500 metros sem entrar na localidade e apanhar a Estrada N379(virando-se à esquerda) em direcção a Sesimbra (está sinalizada), precisamente antes de entrar em Brejos de Azeitão.
7) Entrando na Estrada N379, passados 5.500 metros é a Quinta do Rio, antes de se chegar ao Alto das Vinhas.

Alternativa

Se se quiser pode-se entrar em Vila Nogueira de Azeitão, virando-se para a esquerda na curva junto à localidade e depois atravessa-se a povoação. A estrada N379 aparecerá passados 2.500 metros. Mas aos Domingos a via principal, que é estreita, está saturada de movimento rodoviário e de pessoas.

quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Man United. Olé!!!! A lotaria dos penaltis ditou o vencedor da Champions League.

A Champions foi ganha pelo Manchester United.


Os Red Devils bateram o Chelsea na lotaria das grandes penalidades e venceram, graças a uma defesa de Van der Saar numa grande penalidade marcada por Anelka. A final do Luzhniki em Moscovo foi cruel para Terry, que teve uma oportunidade única para dar um título europeu histórico aos Blues, e acabou por consagrar Van der Sar como grande herói da conquista dos Red Devils. O guarda-redes holandês conseguiu apagar o grande êrro de Cristiano Ronaldo, que inventou uma "paradona" facilmente defendida por Cech. Mas Ronaldo já tinha feito a sua obrigação ao marcar de cabeça um grande golo do Man United.


Ronaldo inaugurou o marcador aos 26 minutos, depois do bom entendimento entre Scholes e Brown na direita, e o United podia ter sentenciado a final no quarto-de-hora que se seguiu ao golo. Petr Cech manteve o Chelsea vivo, com duas grandes defesas no mesmo lance, negando o golo a Tévez e Carrick, e ainda viu o argentino esbanjar outra boa oportunidade. Avram Grant já se dava por satisfeito por ir para o descanso apenas com um golo de desvantagem, mas eis que os londrinos igualaram (45'). Essien disparou de muito longe e a carambola em Ferdinand e a escorregadela de Van der Sar deixou em situação privilegiada Lampard, que não falhou.

Na segunda parte, porém, o Chelsea foi claramente mais equipa. Pode o Chelsea lamentar-se de duas bolas que esbarraram na trave (Frank Lampard)e num dos postes. (Didier Drogba)Houve necessidade de se ir a um prolongamento mas o resultado não mais se alterou.
Na lotaria dos penaltis John Terry teve tudo para que o Chelsea conquistasse a Champions League deste ano, mas ao atirar para fora permitiu que o Manchester United ganhasse o trofeu e viu-se Van der Saar ser levado em ombros e Cristiano Ronaldo deitado na relva chorando copiosamente. Talvez devido a ter falhado aquele penalti.

terça-feira, 20 de Maio de 2008

Imigrantes ou a Boda de Lupe e Pepe


O texto seguinte é uma "short story" da autoria de Pedro Paulo Faria, a partir de um tema sugerido por Pedro Sena-Lino, sob a forma de um exercicio de escrita, sem mais indicações, e que foi recentemente apresentada no Concurso de "shorts stories" da Tertulia Valtejo.
As ilustrações inseridas neste texto, não fazem parte do escrito original



Imigrantes ou a Boda de Lupe e Pepe

Não me perguntem porquê. Sei, apenas, que Lupe e Pepe acabaram por aterrar em Portugal no seguimento de sarilhos em que se meteram no seu querido México. Não tinham por aqui vida fácil. Mas, como tristezas não pagam dívidas, resolveram casar-se ou, pelo menos, inventar um casamento a fim de realizarem a respectiva boda. Não fugi ao convite.

A festa foi num amplo salão de uma modesta sociedade recreativa, assente numa zona de construções clandestinas, ali a norte do cemitério de Benfica.

A semana tinha sido quente e, nas imediações da sociedade recreativa, o fétido cheiro das valetas fazia-se notar. Vi-me atrapalhado para largar o carro. Mal saí, um cão cheirou-me com todo o cuidado, como se fora um diligente segurança destacado para aquele sítio. Outro, mais espevitado, ameaçou-me com um esguicho de marcação de território, tendo em vista transformar-me num marco móvel de afirmação imperial.

Vindos do salão, os animados sons da música rancheira de Pastor Lopez, distraíram-me dos maus odores. Ao aproximar-me da entrada senti, atrás de mim, vozes alegres e o ruge-ruge de vestidos. Era um vistoso grupo de moças que, soube-o depois, tinha vindo de Espanha. Beijaram-me como se me conhecessem desde sempre. Oh suave e fresca pele das jovens! Oh carnes que se deixam moldar e sempre retornam à sua esbelta forma! Não havia dúvida, a festa prometia.

Entrei. Os cheiros da comida não enjoavam, abriam o apetite: vinham das ervas aromáticas, das carnes a grelhar, da pasta de feijão, do guacamole, da cebola cozinhada, do tomate e do limão. Até algum chili, que terá sido aquecido, viajava pelo ar fazendo-me pigarrear em sorrisos e desejos.

Ouviram-se palmas anunciando o aparecimento de Lupe e Pepe. Dos altifalantes irrompeu La Cucaracha. Viva el México!



Os sabores não desmentiram os estimulantes aromas. O aspecto era tentador. Senti-me inebriado de cores, sons, cheiros e sabores. Comi tortilhas, taco, burritos, fajitas, eu sei lá. Havia cerveja “Corona”. E no fim brindámos com a aromática tequila.

Mais música mexicana. Rodopiei um bom pedaço. Aquelas pequenas suavam feromonas que me davam volta à cabeça. O seu contacto transportava-me aos céus mexicanos.




Saí satisfeito por mim, por elas e por eles. Espero que Lupe e Pepe superem as suas actuais dificuldades e voltem felizes para o México que tanto amam.

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

o nosso Figo é acusado de atropelar um gato preto


O futebolista português a jogar no Inter de Milão, Luís Figo, enfrentou protestos de fãs depois de ter sido acusado de deliberadamente atropelar um gato preto nos campos de treino do clube, na sequência de uma sequência de maus resultados. Leiam tudo aqui.

Rafael Nadal. Olé!!!!Vitória em Hamburgo perante Roger Federer.

Rafael Nadal. Olé!!!! Vitória no terra batida de Hamburgo

Quem esteve sentado nas bancadas do Am Rothenbaum Arena de Hamburgo, teve o privilégio de assistir a uma tremenda derrota do fenómeno do ténis mundial Roger Federer, perante um terrível adversário de nome Rafael Nadal, um espanhol de 22 anos, pois nasceu nas Ilhas Baleares, mais precisamente em Manacor a 3 de Junho de 1986. O tenista espanhol venceu o 11º Masters Series da sua carreira , igualando Pete Sampras numa lista que é liderada por Andre Agassi (17 títulos), e tornou-se apenas no segundo jogador a conseguir triunfar nos quatro mais importantes torneios da temporada do pó-de-tijolo (Roland Garros, Roma, Monte Carlo e Hamburgo).

Vencer em Hamburgo significou duas coisas para Nadal, a primeira: igualou Pete Sampras em número de Master Series conquistadas, num total de 11, conforme já se disse. A segunda foi entrar para o selecto grupo de seis jogadores que conquistaram o chamado Grand Slam de terra batida, que significa vencer, ao menos uma vez, os torneios de Monte Carlo, Roma, Hamburgo e Roland Garros.

Rafael Nadal apresentou-se para o confronto com Roger Federer ainda com as marcas de desgaste provocadas pelo desafio da véspera com Novak Djokovic (7-5, 2-6,e 6-2)
No jogo da final Roger Federer começou a jogar melhor do que Nadal, chegando com facilidade a uns concludentes 5-1. Rafael Nadal ainda pediu ao árbitro que precisava de assistência do fisioterapeuta. Quando regressou ao court parecia outro e o seu querer levou-o a dar uma reviravolta no encontro, passando de uns 1-5 para terminar a vencer o set por 7-5

Se as coisas pareciam más para um desmoralizado Federer, haveriam de ficar ainda piores. O detentor do título viu o adversário quebrar-lhe o serviço logo de entrada no segundo set e parecia caminhar a passos largos rumo ao precipício. Porém, para gáudio dos espectadores que encheram as bancadas da Am Rothenbaum arena, tal não veio a acontecer.O suíço conseguiu o contra-break e acabaria mesmo por adiantar-se para 4-1, primeiro, e 5-2, posteriormente. No entanto, tal como acontecera no set inaugural, não foi capaz de resolver o assunto a seu favor e, minutos mais tarde, enfrentou um delicado 0-40 no seu serviço, com o marcador a 5-5. Escapou por pouco e, com toda a justiça, acabou mesmo por arrebatar a segunda manga, com 7-3 no tie-break.

Na “negra” após duas horas e dez minutos de jogo o cansaço apoderava-se dos dois jogadores, mas Rafael Nadal impôs a sua filosofia de jogo, na base de uma intensidade impressionante e venceu por 6-3.

Com este título, Nadal somou 500 pontos para o ranking ATP (150 líquidos) e amealhou 360000€ para a sua conta pessoal, ao passo que Federer conquistou 350 pontos (na prática perdeu 150) e 180000€.

Benfica Olé!!!!! Campeões da Liga Halcon de Andebol.

Dezoito anos depois, o Benfica volta a conhecer o sabor de conquistar um título nacional e logo frente a um adversário que havia arrecadado o troféu nas duas últimas temporadas, o ABC. Os encarnados precisaram de um prolongamento para conseguir fazer a festa em casa, perante mais de duas mil pessoas, já que no final dos 60 minutos regulamentares registava-se um empate a 28 golos o que ainda dava possibilidade aos academistas de levarem a decisão da Liga Halcon para um quinto jogo a disputar em Braga. No entanto, a equipa lisboeta acabou por conseguir terminar a etapa complementar com mais um golo que o ABC (35-34). Uma vez mais, assistiu-se a uma partida muito equilibrada, a exemplo do que já acontecera anteriormente, e o ABC voltava a averbar a terceira derrota de forma idêntica que outras, ou seja, pela margem mínima. Os minhotos até começaram bem a partida e chegaram mesmo a obter vantagens no marcador de quatro e cinco golos, algo que a formação de Aleksander Donner não conseguiu. Nos momentos decisivos, o Benfica, perante o seu público não vacilou e acabou por criar condições para uma decisiva vitória.


E se a festa no pavilhão da Luz já tinha começado antes do apito inicial, acabaria por atingir o ponto alto quando os novos campeões nacionais receberam o troféu e as respectivas medalhas, tendo dado uma "volta de honra" fazendo questão de cumprimentar os adeptos que não quiseram deixar de abraçar os novos heróis que conseguem o primeiro título, em seis anos de existência do campeonato da Liga, para um clube da capital. Curiosamente, o treinador benfiquista, Aleksander Donner, havia sido o técnico que, em 1991, recém chegado ao ABC, tirara as faixas de campeões nacionais ostentadas, na altura, pelos benfiquistas que nunca mais tinham ganho qualquer título. Agora coube a esse mesmo treinador devolvê-las.
No meio da festa, soube-se que se confirmava a saída do tecnico benfiquista Aleksander Donner. Mas foi uma saída triste, a avaliar pela cara do senhor do andebol", apesar do contentamento por mais este titulo alcançado.
Bancada Directa deseja as maiores felicidades na sua vida futura a Aleksander Donner. É assim a vida e nós fazemos parte dela.

domingo, 18 de Maio de 2008

Sporting. Olé!!!! Vencedor da Taça de Portugal


Sporting. Sporting Olé!!!!!

Sporting 2 / Porto 0

O Sporting foi um justo vencedor e não há nada que possa pôr em causa a justiça da sua vitória

Parabens Sporting
Um grande abraço para os meus amigos Pedro Barbosa e Paulo Bento

o Afugenta Moscas



S

P

O

R

T

I

N

G

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O Dragão diz o que quer, o Leão sabe o que pode ...mai nada !



O Domingo de ontem visto no dia seguinte

Este texto é da autoria do meu amigo Antonio Raposo. Recebi-o esta manhã, bem a abrir a claridade do dia, o que prova que o homem se "alevanta" cedo, e quer, logo, começar a descascar naqueles que, sinceramente, poderiam fazer alguma coisinha mais por esta nossa cidade, agora tão vazia de uma população residencial.


Como amanhã ser-me-ia impossivel publicar esta mensagem, faço-o hoje Domingo (por razões óbvias) em vez de amanhã Segunda-feira como tem sido hábito fazê-lo e continuará a ser.

Os meus agradecimentos em nome do administrador do Bancada Directa ao Antonio Raposo.

O domingo de ontem visto no dia seguinte.

Reflexões dominicais

Hoje Domingo 18 de Maio dei comigo a pensar nesta Lisboa onde resido há mais de 60 anos. E tudo me veio à memória, acabando por entristecer-me, por constatar o estado a que chegou o parque habitacional lisboeta. Tenho por costume fazer as minhas “REFLEXÕES DOMINICAIS” e as de hoje vão para este tema muito triste para a nossa capital do país.
“A cidade de Lisboa e os seus habitantes “
Quem conheceu Lisboa no século passado teria encontrado uma cidade com as habitações super habitadas. Havia um número assinalável de habitantes por fogo.
Alugavam-se quartos e partes de casa. Um prédio de quatro pisos tinha 8 casas e cada casa poderia ter 6/8 pessoas.
O centro da cidade e os bairros periféricos tinham uma população numerosa que trabalhava na própria cidade, deslocando-se a pé ou de eléctrico para o trabalho.
Havia o eléctrico com bilhete de operário que custava 80 centavos – ida e volta!
Ao redor da cidade, muito menor em superfície (6 vezes menos?) havia os bairros de
barracas. Inúmeros e super povoados. Picheleira, Chelas, e tantos outros que pintalgavam os contornos da cidade em expansão.

Meio século depois tudo mudou. As barracas foram quase extintas (boa!) e cresceram
os antigos povoados limítrofes ( Mem - Martins, Cacém, Almada, Cova da Piedade,
Oeiras, etc.)
Hoje as pessoas que trabalham vivem na periferia da cidade. Milhares de fogos estão devolutos e muitos meio abandonados à espera que caiam, em pleno centro da cidade.
Diz-se que morreu há pouco o último morador no Rossio! Na baixa só habitam os pombos!
Dizem as más-línguas que os espanhóis compraram grande quantidade de prédios na Av. da Liberdade. Para aplicação de capitais, especulação pura e para continuarem vagos. Os que mandam na cidade nada fizeram ou fazem para modificar esta situação. Na cidade do Porto o mesmo cenário que mete dó. Zonas de grande valor histórico
!

O humor de Domingo no Bancada Directa

A lojinha do Abdul no Martim Moniz
Um sujeito engravatado entra na lojinha do Abdul, no Martim Moniz, em Lisboa, e olha com desprezo para o balcão escuro, as roupas penduradas em ganchos, as caixas de papelão, os invólucros de plástico aos montes pelo chão...
Abdul irrita-se com o desprezo do tipo e resmunga:
- Está a olhar para a loja do Abdul com cara de parvo porquê? Com esta lojinha, Abdul tem apartamento no Cascais, tem apartamento no Algarve, tem casa no Chiado, tem quinta no campo, tem filho a estudar medicina nos Estados Unidos, tem filha estudando moda em Paris. Tudo só com lojinha!
- Bom dia, eu sou fiscal das Finanças!
- Muito prazer! Eu, Abdul, monhé mais mentiroso do Martim Moniz...

Madre Teresa no Paraíso
-Tendes fome? - Pergunta Deus.
Madre Teresa acena afirmativamente com a cabeça.
Deus prepara para cada um uma sandes de atum de conserva em pão de centeio.
Entretanto, a virtuosa mulher olha lá para baixo e vê os glutões no Inferno a devorarem bifes, lagostas, ameijoas, doces e vinho.
No dia seguinte, Deus convida-a para outra refeição. Mais uma vez, o pão de centeio seco com atum de lata....
Mais uma vez, ela vê os do Inferno a regalarem-se com uma verdadeira orgia gastronómica...
No dia a seguir, ao ser aberta a terceira lata de atum, Madre Teresa pergunta humildemente:
- Senhor, estou grata por me encontrar aqui Convosco como recompensa pela vida casta, regrada e devotada que levei. Mas não compreendo: só comemos pão com atum, enquanto do outro lado comem como reis...
-Ó Teresinha, sejamos realistas - diz Deus com um suspiro - achas que vale a pena cozinhar só para duas pessoas

sábado, 17 de Maio de 2008

Aos meus amigos e companheiros

Os amigos com mais de 50 anos
Os amigos são as flores no jardim da nossa vida

O valor dos maiores de 50



Os maiores de 50 têm mais valor que qq outro grupo etário :

Têm prata nos cabelos.

Ouro nos dentes.

Pedras no fígado.

Chumbo nos pés.

Ferro nas articulações.

E uma fonte inesgotável de gás natural.

Nunca pensei poder vir a ter tanto valor....

O Desporto na minha terra! "Os Lobinhos" Olé! Campeões Nacionais femininos de Hoquei em Patins sub 18.



“Os Lobinhos”: campeões nacionais femininos em Hóquei em Patins sub 18

Estamos no dia 25 de Abril de 2008. Com uma casa cheia, o Pavilhão Gimno-desportivo do Luso na Mealhada, recebe a Fase Final da 1ª edição da Taça “FPP”, depois de disputados 6 “TCA’s (Torneios Concentrados de Apuramento) envolvendo as Zonas Norte e Sul. Entre os clubes apurados, marcou presença o Grupo Desportivo e Recreativo “Os Lobinhos”, vencedor das competições a Sul, numa clara superioridade sobre os restantes concorrentes, apresentando-se, por isso, como uma das equipas favoritas à conquista do troféu.

O sorteio ditou que na 1ª jornada a equipa de Vale de Lobos, uma localidade da freguesia de Almargem do Bispo e do Concelho de Sintra, defrontasse a formação da casa, o Hóquei Clube da Mealhada, num verdadeiro teste à capacidade das jogadoras orientadas pelo excelente técnico José Carlos Bernardo. Iniciado o jogo, cedo se percebeu que a formação nortenha jogava a medo, remetida a uma posição mais defensiva. Uma “muralha” derrubada no primeiro minuto de jogo, com a obtenção do primeiro golo da autoria de Catarina Coelho. Ainda não tinham decorridos trinta segundos e apareceu o segundo golo, este com a marca finalizadora da Inês Vieira.

Passado o período de desorientação, as raparigas da Mealhada recompuseram-se e conseguiram suster o ímpeto atacante das “lobinhas”, embora não criassem verdadeiros lances de perigo para a formação sintrense. Foi natural que aparecesse o terceiro golo das atletas de Sintra, ainda a meio da primeira parte, e por intermédio de Catarina Coelho, uma excelente jogadora de hóquei patinado. Joana Aguiar quase a terminar a primeira parte apontou o quarto golo para a sua formação. E nos derradeiros segundos apareceu o 5º golo, este apontado por Inês Vieira. A segunda parte não trouxe de nada de novo, com a formação de Vale de Lobos a não forçar o andamento, apontando-se, apenas, a falha da marcação de uma grande penalidade por Ana Marques, aliás, bem defendida pela guardiã da Mealhada.

No jogo da Final a equipa de Vale de Lobos defrontou a Associação Desportiva Sanjoanense, vencedora na ronda inicial das algarvias do Roller Lagos. E em dia de temperatura elevada, foi bonito ver o pavilhão do Luso cheio de um publico entusiasta a aplaudir ambas as equipas, com as claques muito “activas, a puxarem pelas suas turmas. Iniciado o jogo, logo a equipa de Sintra atacou o ultimo reduto adversário convictamente, embora as nortenhas tivessem no seu contra ataque uma arma eficiente, devido à velocidade que iam imprimindo ao seu jogo. O tempo ia passando e não se marcavam golos, mas a cinco minutos
do final da primeira parte uma onda de alegria percorreu a comitiva sintrense, com a obtenção do primeiro golo da autoria de Catarina Coelho. No intervalo o técnico José Carlos Bernardo explanou para as suas jogadoras as tácticas a serem postas no campo, com resultados positivos, pois logo aos cinco minutos da etapa complementar as “lobinhas” aumentaram a vantagem para 2-0 com um golo, obtido por Andreia Leal. Esta vantagem deu tranquilidade à equipa de Sintra, mas a A. D. Sanjoanense não se deu por vencida e a quatro minutos do final do encontro reduziu o marcador e foi um verdadeiro feito heróico para as atletas sintrenses segurar a magra vantagem até soar o toque da buzina que deu por terminado o encontro.
A equipa do Grupo Desportivo Recreativo “Os Lobinhos” conquistou, desta maneira, brilhantemente, o primeiro título nacional de sub 18 em Hóquei em Patins.

Quem são as campeãs.
JOGADORAS: Ana Marques; Andreia Leal; Catarina Coelho; Inês Raimundo; Inês Vieira; Joana Aguiar; Margarida Brandão; Patrícia Salvado.
TREINADOR: José Carlos Bernardo
MASSAGISTA: Jorge Silva
SECCIONISTAS: José Raimundo; Mário Silva
(fonte:Sintra Desportivo c/fotos do José Paulo Silva)

Mundo Policiário 22/08

Coordenação de Onaírda

Dic Roland e K0 = Sempre presentes

Nota de abertura
A nossa figura de hoje deste Mundo Policiário: Marcia G. Correia (Professor Cebolas)
O XI Convivio do Barreiro já lá vai mas ficou-me no meu espirito a figura e o espirito da Professor Cebolas, a qual irradiando uma simpatia saudavel e contagiante, e que ao organizar o evento, conseguiu dar ao mesmo uma lufada de ar fresco. Para quem tanto tempo andou arredia das nossas vivencias, soube-nos bem manter esta amizade e quero apenas expressar à Professor Cebolas, que o Inspector Fidalgo, uma das figuras proeminentes do Policiarismo actual, ao comentar neste Bancada Directa o que pensava sobre as "shorts stories" em concurso no Convivio do Barreiro teve esta opinião: Parabens à Professor Cebolas pela sua organização e iniciativa. Cá fico à espera da 2ª edição, espero com mais rigor em termos de tamanho dos escritos: Uma "short" tem que ser mesmo assim "short"!....

Convivio de Setubal


Previsto para 27 de Julho sob a égide organizativa do confrade e amigo Abrótea. Se a sardinhada vai ser um facto real de se lhe tirar o chapéu ( e a lupa de detective) a amizade e a camaradagem vão ser pontos assentes. Caro confrade amigo: Toma bem nota na tua agenda deste Convivio e comparece.

Estão definidos os confrontos entre os "detectives" que vão disputar a 5ª eliminatória, correspondente aos oitavos de final de final da Taça de Portugal do Publico/Policiário, época 2007/2008. Em causa está a solução do problema "Nelinha, uma estrela no céu", da autoria de A. Raposo & Lena.
Eis os confrontos:

Zé Viseu/Nove:Bufalos Associados/Daniel Falcão: Minda/Alce Branco: Bernie Leceiro/Detective: Jeremias: Vicktório/Mister H: Inspector Gigas/H. Sapiens: Inspector Boavida/Zé dos Anzois: Agente Guima/Dr. Gismondo:



Notícias sobre o IV Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade

É já no próximo dia 1 de Junho que se realiza o IV Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade.
O encontro e o almoço decorrerão na Estalagem Quinta do Rio, situada na península de Setúbal, no limite noroeste do Parque Natural da Arrábida, perto da povoação Alto das Vinhas.

O limite do Parque é desenhado pela EN 379 que liga Vila Nogueira de Azeitão a Santana/Sesimbra. Assim, vindo de Lisboa pela EN 10, mal se acaba de passar Brejos de Azeitão (antes de Vila Nogueira de Azeitão), corta-se à direita, para a EN 379, no sentido de Sesimbra. A entrada da Quinta do Rio aparece cerca de 5,5 km depois, à esquerda, numa subida, com curvas, que vai dar ao Alto das Vinhas. Vindo do lado de Santana a entrada da Quinta surge cerca de 5,0 km depois de se deixar a povoação de Santana, à direita, numa descida, pouco depois do Alto das Vinhas.

O programa previsto é o seguinte:
11h00 – Concentração na Estalagem Quinta do Rio.
11h30 – Passeio facultativo pela Quinta.
12h00 – “Onde está a Kátinha”, uma actividade pedestre, lúdico-cultural, a realizar por grupos.
13h00 – Almoço.
14h30 – Entrega dos prémios do Torneio Domingos Cabral, levado a efeito pela secção “Mundo dos Passatempos” de “O Almeirinense”.
15h00 – Homenagem a M. Constantino e lançamento do livro “Quem é Quem no Policiário”, que a M. Constantino se dedica.
Conforme já foi anunciado, há possibilidade de tomar banho na piscina, jogar mini-golf, passear a pé ou mesmo a cavalo (€ 15 por hora). Nesta última hipótese convirá prevenir com dois dias de antecedência.
As marcações para o almoço deverão ser feitas até às 18h00 do dia 29 de Maio.
Há vários confrades que reservaram quarto na Estalagem e que começarão a conviver no sábado, dia 31 de Maio. Deixe-se tentar, que os confrades em causa são boa companhia.
Contactos:
A Raposo & Lena – Tel: 966 173 648.( rap.raposo@gmail.com)
Nove – Tel: 966 102 077.(
pedropaulofaria@sapo.pt)

Nota de rodapé.
Mundo Policiário no intuito de esclarecer os confrades que vão estar presentes no IV Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade e que se desloquem para o Alto das Vinhas, vindos das mais diferentes zonas do país, vai fornecer os itinerários mais convenientes a seguir pelos confrades.

Para quem vem do Norte do país:

1) Dirigir-se para Lisboa pela Auto – Estrada A1
2) Passar as portagens de Alverca e á entrada de Lisboa, na zona de Sacavém, entrar no acesso para a Ponte Vasco da Gama.
3) Após a passagem da Ponte Vasco da Gama, entrar na saída imediata e seguir pela IC32 sinalizada por Barreiro e Montijo.
4) Seguir sempre até ao fim da IC32 e sair na estrada sinalizada por Azeitão, Sesimbra e Palmela.
5) Aparece uma rotunda e seguir em frente em direcção a Azeitão, Sesimbra e Palmela.
6) 1.600 mts mais à frente há um cruzamento. Seguir para a direita desse cruzamento, que está sinalizado por Azeitão e Sesimbra, e ainda, Quinta do Conde.
7) No fim da recta que se apresenta há o cruzamento da Quinta do Conde. Seguir para a esquerda pela estrada N10 em direcção a Setúbal e Azeitão.
8) Mais 5 Kms à frente aparece a localidade de Brejos de Azeitão, e quando aparecer a placa indicando o fim de Brejos de Azeitão, seguir para a direita pela estrada N379 em direcção a Sesimbra.
9) 5,5 Kms à frente aparece o Alto das Vinhas. A entrada para a Quinta do Rio é à esquerda e há que moderar a velocidade. O mais correcto é saber, que quando aparecer uma placa dizendo “Concelho de Sesimbra”, a entrada para a Quinta do Rio é a 100 metros dessa placa.

Alternativa

Quem não quiser vir até à entrada de Lisboa, pode sair nas portagens de Vila Franca de Xira e entrar na recta do Cabo para o Porto Alto, atravessando a Ponte Marechal Carmona.
Na 2ª rotunda do Porto Alto virar à direita e seguir em direcção a Alcochete. Antes de Alcochete entrar na IC32 e seguir o itinerário já recomendado.

quinta-feira, 15 de Maio de 2008

A beleza do espaço

Amigos leitores do Bancada Directa: Deliciem-se com estas fotos obtidas no espaço. Foram tiradas na recente viagem da Endeavour à ISS (em Agosto de 2007), onde há referência ao furacão Dean, que aparece em toda a sua pujança na última fotografia








Fiquem com a miuda e tratem-na bem!!!!


(Nereida Gallardo)

Amigos leitores do Bancada Directa

Novamente este fim-de-semana encontro-me de "trabalhos forçados" e impossibilitado de prestar a devida atenção cá à miuda.

Fica ao vosso cuidado e tratem-na bem. Depois da data da final da "Champions League" é que lhe dou a devida atenção!!!!

Taça UEFA: Zenite 2 / Glasgow Rangers 0

Zénite de São Petersburgo vence o Glasgow Rangers e conquista a Taça UEFA.

Todo o perfume do futebol russo maravilha a Europa.



Os dados estavam lançados, quando na meia-final disputada com o Bayern de Munique o Zénite fez uma maravilhosa demonstração de como se joga futebol, aliando o espectáculo a um resultado positivo para a sua equipa. O resultado com que presentearam os orgulhosos germânicos fazia admitir, que o Glasgow Rangers teria poucas hipóteses de ombrear com esta classe futebolística. Nem a costumada matreirice dos escoceses e dos seus esquemas tácticos , aliado à experiencia dos seus atletas, davam qualquer hipótese aos escoceses de vencer a Taça UEFA. Não era previsível que os russos se deixassem embalar, em manter um período de sufoco continuado a uma equipa, que de momento poderia lançar um contra ataque rápido e venenoso e marcar um golo. Afinal foi este o grande segredo dos escoceses de terem conseguido chegar à final de Manchester. A fortuna com que eliminaram o Sporting, em que este clube em dois jogos dos quartos de final demonstrou uma clara e inequívoca cultura atacante, mas sem resultados práticos, talvez devido a um armário ou um autocarro que sempre lhe apareciam na frente dos seus atacantes, este Zénite teve a classe e a maestria suficiente para destruir a matreirice dos "rangers". Gloria aos vencedores e honra aos vencidos.



Em Manchester, com os protestantes a jogarem praticamente em casa, cedo se percebeu que quem tinha que assumir as despesas da partida era o Zenit. Os de Walter Smith estiveram sempre na expectativa - fiéis à postura que tiveram nos 480 minutos disputados antes desta final - e dobraram a primeira parte com um único remate, um cabeceamento tímido de Whittaker. Os russos, verdade seja dita, também pareceram algo perdidos no primeiro tempo, sem a referência Pogrebnyak e com Arshavin muito amarrado ao centro do terreno.No entanto, na segunda parte, o conjunto de Advocaat subiu claramente de produção. O Rangers deixou de conseguir pausar o jogo como tanto gosta e provou do próprio vendo quando, aos 72 minutos, numa má transição para o ataque, ficou exposto defensivamente. Tabela perfeita entre Denisov e Arshavin e golo do primeiro. Só então é que os protestantes acordaram e assustaram Malafeev - Darcheville viu Sirl tirar-lhe o pão da boca e Novo, em boa posição, chutou para a bancada. Nos descontos, Arshavin voltou a fazer o que quis, abriu para o turco Tekke e Zyrianov encostou para golo, resolvendo a final

Para a história aqui ficam os participantes desta magnifica final de Manchester.



Zenite de São Petersburgo

16 Vyacheslav Malafeev
4 Ivica Križanac
9 Fatih Tekke
0 Andrei Arshavin
1 Radek Šírl
15 Roman Shirokov
18 Konstantin Zyrianov
20 Viktor Fayzulin
22 Aleksandr Anyukov
27 Igor Denisov
44 Anatoliy Tymoschuk
suplentes
1 Kamil Čontofalský
2 Vladislav Radimov
5 Kim Dong Jin
7 Alejandro Dominguez
25 Fernando Ricksen
57 Aleksei Ionov
Olexandr Gorshkov
Treinador
Dick Advocaat


Glasgow Rangers

13 Neil Alexander
3 David Weir
5 Saša Papac
Barry Ferguson
7 Brahim Hemdani
8 Kevin Thomson
19 Jean-Claude Darcheville
21 Kirk Broadfoot
24 Carlos Cuéllar
28 Steven Whittaker
35 Steven Davis
suplentes
6 Graeme Smith
9 Kris Boyd
0 Nacho Novo
11 Charles Adam
27 Lee McCulloch
30 Christian Dailly
Amdy Faye
Treinador
Walter Smith


Equipa de arbitragem

Peter Fröjdfeldt (SWE)
Árbitro assistente
Stefan Wittberg (SWE) Henrik Andren (SWE)
Quarto árbitro
Martin Ingvarsson (SWE)
Delegado da UEFA
Janis Mežeckis (LVA)
Observador
Manuel López
Fernández (ESP)

quarta-feira, 14 de Maio de 2008

"A Rapidinha" (cenas da vida urbana)


ACONTECE CADA COISA NA VIDA DE UM HOMEM!!!!

O texto seguinte é uma “short story”, da autoria do meu amigo Avlis e Snitram e que foi recentemente premiada com o 3º lugar num Concurso de “shorts stories” organizado pela Tertúlia Valtejo.

A Rapidinha

Laura era o seu orgulho.
Revia na filha a mulher prematuramente desaparecida.
16 Anos em flor, os mesmos olhos verdes da mãe, boa aluna com presença assídua no quadro de honra. Andava feliz com o novo namorado.



Paulo era colega na escola, igualmente bom aluno. Alguém em quem se podia confiar.
Acordou do devaneio ao ouvir a filha:
-Pai, nós vamos até às docas.
Encarou com simpatia o casal e aquiesceu:
Paulo confirmou:
-É só uma rapidinha….

Sorriu. Achava o anuncio televisivo e a graça implícita, deliciosos.



Nove meses depois era avô!!!!!!.

terça-feira, 13 de Maio de 2008

O assassino e a vitima

Uma "short story" da autoria de M. Constantino, recentemente galadoarda com o 2º prémio no Concurso de "shorts stories" da Tertulia Valtejo.

O assassino e a vítima

Os dedos de longas e afiadas unhas soltaram o último pedaço de terra. Um idêntico conjunto, qual garras, juntou-se antes do corpo surgir das profundezas.

Sentia-se fraco e sedento…
Ergueu-se.

Á luz do luar que se espraia pela planura notou a solitária habitação. Aproxima-se. O simples pensamento de se saciar retempera-lhe energias. Anda à volta em busca de uma abertura. Janelas e portas sólidas, o próprio chão cimentado em volta, tornam a tarefa impeditiva.
Afasta-se. Procura em vão…

Quando o sol despertou, deitou-se à beira do carreiro de acesso à moradia… poderia surpreender um ansiado despojo. Acamou, oculto pela folhagem, sobre um velho livro de Bram Stoker. Numa página amarfanhada descobriu o desenho de uma jovem ensanguentada… sangue vermelho e brilhante expresso com toda a realidade… Preso de uma vertigem arrancou e mastigou, com deleite, pedaços de papel!…

A vítima, tranquilamente, instalou-se num tronco próximo, usufruindo o calor matinal.
Ele não se mexeu. Os olhos negros, crispantes, observam…
Num salto brusco, atinge a vítima pela garganta. O sangue verte das mordeduras. Dentes amarelos, aguçados, sequiosos, sugam a presa que se debate, sacudindo o corpo esguio até quedar-se com um último estremecimento…


O assassino e a vítima; o rato do campo e a sardanisca ingenuamente descuidada.

O Desporto na minha terra: Downhill urbano, Sabado 17 de Maio em Lisboa


Downhill Urbano: Gostas desta modalidade?

As bicicletas vão voltar a descer as ruas e escadarias da zona histórica de Lisboa. No próximo Sábado dia 17 de Maio, pelas 14h00, Alfama vai ser palco de mais uma edição desta prova internacional de “downhill urbano” em BTT.

Cerca de 60 atletas convidados vão percorrer o tradicional bairro lisboeta, desde o Castelo de São Jorge até ao Largo Terreiro do Trigo. Desde o ano 2000 que, uma vez por ano, velocidades extremas, longas escadarias, ruas estreitas, túneis escuros, entre outras aventuras, invadem o tradicional bairro lisboeta de Alfama. Em oito anos de realização, muitas são as personalidades que já passaram pelo evento. O piloto de Formula 1 Rubens Barrichelo, é um exemplo, mas o “rei” do “Lisboa Downtown” é o atleta britânico Steve Peat, vencedor de 6 edições consecutivas.


Para além de Steve Peat, outros atletas internacionais, como Cédric Gracia e Samuel Hill têm competido lado a lado com “bikers” nacionais, entre os quais se destacam Cláudio Loureiro e Emanuel Pombo.


Adrenalina fantástica e qb., manobras fantásticas e velocidades extremas são algumas das emoções que os bikers costumam proporcionar ao público, que ano após ano faz questão de assistir e vibrar como o evento organizado pela Extreme Conteúdos. No ano passado, Alfama recebeu cerca de 20 mil espectadores. Numero de presenças impressionante, e este ano ainda se esperam mais adeptos da modalidade e não só!!!


Espectáculo desportivo a não perder!!!!

segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Mundo Policiário 21/08

Coordenação de Onaírda

Dic Roland e KO = Sempre presentes

Nota de abertura: Ainda recentemente durante o Convivio de Coimbra, a Fatima, dirigente do Ateneu de Coimbra punha o dedo na ferida, porque muitas vezes as pessoas confundem as figuras que estão ligadas ao Publico/Policiário, (e neste caso ao Mundo Policiário, como rubrica do Bancada Directa), como tendo relações com as "polícias", ou sendo mesmo agentes profissionais das mesmas.

Mais uma vez esclarecemos que este nosso passatempo cultural e que é a literatura policial, tanto na vertente de produtor de problemas, como na de solucionistas dos mesmos, não tem nada a ver com assuntos das "policias" e , no seu conjunto, é composto por pessoas ligadas a variados quadrantes profissionais da nossa Sociedade, tais como, médicos, advogados , professores, engenheiros, directores de teatro, musicos, etc, etc. De entre cerca de 2000 concorrentes ao Campeonato Nacional do Publico/Policiário pode ser natural que entre eles haja alguns agentes da autoridade. Não sabemos. Mas como é um espaço aberto, seria anti democrático proibir a estas pessoas a sua participação. O Policiário é para todos!!!!!


XI Convivio do Barreiro organizado pela Tertulia Policiária Valtejo.


Festa bonita, onde a amizade e a camaradagem imperaram. Foram divulgados os resultados do "Concurso de shorts stories" daquela Tertulia. Publicamos a seguir a "short story" premiada como vencedora, da autoria do nosso confrade amigo Peter Pan. Nos lugares de honra ficaram as "shorts "Assassinio e vitima" de M.Constantino e "A rapidinha" de Avlis e Snitram.

A ALEGRIA DAS PEDRINHAS…
Autor= Peter Pan
Johnny despertou ao sabor da brisa da manhã e da maré que subia na areia da praia. Não lhe ocorreu nada nesse lento acordar. Reclinou um pouco para cima o corpo deitado e limitou-se a olhar em redor. Por fim fitou a linha do horizonte e a imensidão de céu e de mar à sua frente. O murmúrio das ondas era um rumor agradável e no zénite o Sol já ia alto. Onde estaria? Estranhamente não se lembrava de nada, de onde vinha e quem era. Mas esse facto não pareceu preocupá-lo. Era como se voltasse a ser criança de novo e recomeçasse os seus passos neste mundo outra vez. Sentia-se leve e tranquilo e havia um bem-estar ali, naquele momento, de que ele não se lembrava alguma vez ter sentido. Pôs-se de pé e começou a caminhar, descalço, na areia da praia.


Olhou de novo para todos os lados, agora já completamente desperto. Do lado direito apenas o oceano,primeiro o recife de águas rasteiras e de um azul marinho brilhando em remoinhos à luz do Sol; mais ao longe orlando a costa, o azul escuro do mar profundo. Daquele lado e para a frente e para trás, nada mais a não ser o Céu, o Sol e o Oceano. Johnny olhou então para o lado esquerdo e viu uma paisagem difícil de descrever. As sensações que perpassaram pelo seu ser foram igualmente estranhas de descrever; por um lado essa impressão única de estar longe, muito longe de casa, onde quer que ela fosse; outra era a de ter estado ali algures noutro tempo. Havia um recorte de montanha vulcânica que se impunha por entre a densa vegetação um pouco por todo o lado. Havia uma atmosfera tranquila, havia rumores de pássaros e aves pelo ar no pano de fundo que era o rumor do oceano. Era como se aquele local tivesse estado ali sempre à sua espera e Johnny tivesse
finalmente a oportunidade de ir ao seu encontro. Naquele momento, sem se lembrar de quem era ou de onde viera, sentiu-se feliz. Não se lembrava de se ter sentido
feliz assim. Sem se dar conta um largo sorriso de bonomia preencheu o seu rosto.

Apesar de não saber o que fazia e como chegara ali, o seu estado de espírito era de total apaziguamento. Não havia passado nem futuro. E no entanto lembrou-se do medo, da insatisfação, das dúvidas que com ele sempre viveram. Mas ali nada disso havia, sabia que podia confiar naquele Deus, na beleza das coisas, na alegria que transbordava dentro de si. Sempre fora um ser de emoções, mas a sensibilidade trouxera o medo também, o defender-se de tudo o que lhe podia fazer mal nunca lhe permitira realmente libertar-se. Amava o estar vivo e ainda o poder partilhar com os outros essa alegria.


Finalmente chegara ao topo da montanha. E o que para Johnny era simplesmente mais desconcertante naquele lugar, era a candura do estar, a inocência do olhar, a confiança inabalável de sorrir. Johnny agachou-se por momentos, respirando levemente. As ondas do mar subiam na areia molhada; havia uma infinidade de despojos trazidos pela maré,entre os quais uma colecção multicolor de conchas e pedrinhas. Johnny ajoelhou-se e começou a senti-las, uma a uma , tal qual fossem pedras preciosas. Naquele momento, o mundo ficou em suspenso e estava preso nas suas mãos. O Sol veio brincar e fez as pedrinhas esvoaçarem num mágico cintilar. Johnny quis ficar ali para sempre, como se fosse um pescador de pedrinhas. Poderia apanhá-las, escolhe-las, por dias a fio, até, quem sabe, encontrar a pedra perfeita. Então deixar-se-ia adormecer, como se lhe contassem uma história antiga de mil anos, do princípio dos tempos e embalado pelo singelo rumor do oceano embarcaria docemente rumo à eternidade.

Notas de rodapé: Convivio da Tertulia Policiária da Liberdade a 1 de Junho, na Estalagem da Quinta do Rio em Azeitão. Prepara-te, confrade amigo, e anota na tua agenda. A tua presença conta muito.

Boa noticia: Realiza-se a 27 de Julho (data provavel) em Setubal o habitual Convivio com uma sardinhada, organizado pelo nosso confrade amigo Abrótea. Pela satisfação que se viu, ontem, nos olhos dele, esta será a melhor sardinhada da historia de Setubal. Nem nunca o poeta "du Bocage" com estas se deliciou!!!!

O Domingo de ontem, visto no dia seguinte.


Do meu amigo Antonio Raposo recebi este texto, que tenho o maior gosto em o dar a conhecer aos nossos amigos leitores do Bancada Directa

Reflexões dominicais

"The background"

No domingo passado fui até à "Feira do Relógio" É uma feira que nasceu na zona do Aeroporto de Lisboa, junto à rotunda que tem o mesmo nome, mesmo ao lado da 2ª Circular.

Os feirantes, tudo emigrantes, muitos negros, atraem a visita dos seus compatriotas. Uma boa fatia dos feirantes é cigana.Estes últimos – é deles que nos propomos falar – vendem sobretudo discos e roupa. Os discos são piratas e a roupa “contrafeita”.

O negócio até nem correria mal de todo, não fosse a visita regular da ASAE. Quando chegam, levam o ganha-pão aos ciganos, os quais naquele dia só somam prejuízos.



A clientela não se importa de adquirir, a metade do preço, camisolas com o desenho do “crocodilo” ou até uns ténis de marca sonante e internacional, contrafeitos, mas, provavelmente fabricados pela mesma fábrica que exporta para o proprietário da marca a produção oficial contratada
Depois fabrica mais uns milhares de pares de sapatos ténis e vende ao cigano, contra dinheiro e sem facturas

Dá-se aqui um caso insólito: o produto deixa de ser original para ser contrafeito, só porque o fabricante vendeu pela porta dos fundos ao cigano.Assim chega à feira do “relógio” o modelo de ténis que custa muitas vezes mais caro à loja sofisticada de artigos de desporto.O negro jovem tem assim a hipótese de calçar uns ténis que só os brancos que pisam Vilamoura metem nos pezinhos. Ironias do destino!

O cigano vive assim da pequena traficância, da fuga aos impostos (tão cara a tão ilustre e boa gente desta terra) mas o seu modo de vida cada vez está mais difícil de gerir. A alternativa é ir vender drogas duras e poder ganhar fortes proventos. Ao cigano não lhe foi ensinado mais nada. Não tem escolaridade. Não tem oportunidade.

Não nos passa pela cabeça ver um cigano juiz, advogado, general do exército, fiscal da ASAE, piloto de avião ou até padre. Cigano, fruto da sua forma de vida não pode entrar no “main-stream”. Cigano não tem futuro, é um – mais um – animal em vias de extinção. Cigano precisa de mudar, mas se muda desaparece.

Meus amigos, tal como o lince da Malcata, salvem o cigano fazendo com que ele se integre definitivamente, perdendo todos os seus hábitos e tradições e transformando-o, por exemplo em secretário de estado dos transportes.Pois, quem sabe andar de carroça, já tem algum “background” e com mais um pouco de escolaridade, chega lá.

Vê-se para aí muito ministro a quem não compraríamos um carrinho em segunda mão! Nem um carrinho de linhas.

domingo, 11 de Maio de 2008

espectacular !!!

sábado, 10 de Maio de 2008

Leitores do Bancada Directa: guardem-me estas miudas, neste fim-de-semana

Fiquem com as miudas , que elas ficam bem!!!!

Amigos leitores do Bancada Directa!

No intuito de me facilitarem a vida, solicito que me guardem estas miudas durante o fim-de -semana, que eu regresso segunda feira!.

Desportista atento: será esta a força que falta à nossa Selecção?


Confesso, que desta vez, sinto-me atrapalhado!!!!


Amigo meu enviou-me, via electrónica, a foto desta "ragazza", acompanhada da seguinte mensagem:
Será esta a força que falta à nossa Selecção????


Para esclarecer o assunto, e não querendo incomodar o meu amigo, não poderão os leitores do Bancada Directa dar uma ajudinha cá ao "ignorantes" destas coisas cor- de- rosa???

sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Gostas de música clássica?

Gostas de música clássica?

Resides em Mafra ou nos Concelhos limítrofes? Ou até mesmo na área da Grande Lisboa?


Vem até ao Convento de Mafra, Domingo 11 de Maio, pelas 22h00 e assiste a um grande espectáculo musical.
Sala Elíptica do Convento de Mafra
Escola Prática de Infantaria
Concerto pela Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direcção do maestro Walter E. Gugerbauer
Beethoven – As criaturas de Prometeu.
As entradas são gratuitas

O insólito , ou talvez não, no Bancada Directa.


A matrícula desta viatura nunca mais será esquecida pelo seu proprietário. Que me seja perdoada esta brejeirice....Mas que tem graça, é mesmo verdade, porque é insólita

A anunciada crise alimentar chegará a Portugal?


A crise alimentar anunciada chegará a Portugal?

Reflexões de um cidadão

Vamos atentar neste facto: O arroz está em constante subida de preço nos mercados mundiais, numa sequência progressiva desde há alguns dias. De certeza que são mercados que primam pela especulação e indicavam, como justificação, que a causa vertiginosa deste aumento do arroz, era devido ao recente ciclone "Nargis" que devastou Myannar, cuja população carenciada de alimentos, obriga o país a cancelar as suas exportações daquele cereal, e simultaneamente, se vê obrigado a comprar nos mercados internacionais o arroz suficiente, para satisfazer a necessidade do consumo intramuros. Com uma vasta área da população sem casa, sem medicamentos e sem géneros alimentícios variados de primeira necessidade, o consumo de arroz aumentará de certeza. Mas não tanto nas proporções que os especuladores atribuem. É uma desculpa esfarrapada!!!!!

Há quem se aproveite, e se governe, com as desgraças dos outros. É um mundo cruel e egoísta, onde só o lucro conta. É por causa desta ganância especulativa, que os preços do arroz, do trigo e do milho chegaram a valores tão exorbitantes. Não há dúvidas que os preços escandalosos destes cereais vai atingir as camadas das populações mais pobres e carenciadas por esse mundo fora. E que fazer para que num futuro próximo os numerosos milhões de pobres, não se vejam privados destes alimentos para a sua subsistência? A fome é uma realidade para muita gente tanto no mundo como em Portugal. Importa, então, perguntar, se em Portugal o previsível aumento dos bens alimentares de uma forma tão gravosa, como a que se regista actualmente, não se venha a acentuar nos próximos tempos e que vá provocar, no extracto da população à beira do limite da pobreza, a não possibilidade da compra destes alimentos, e vá originar que esta onda de fome ( que todos nós sabemos que existe) se venha a acentuar , com um possível aumento em flecha do custo nas lojas destes alimentos ?


Lucros e mais lucros são o objectivo destes especuladores. Este Mundo cruel, onde os lucros abundam nas bolsas mundiais e se condenam milhões de pobres a sucumbir a uma fome impiedosa. E tudo por causa dos preços proibitivos a que o arroz, trigo e milho alcançaram.

Em Portugal, há dias, o Arcebispo de Braga dizia que “dói a alma, quando se tem conhecimento de casos de crianças que vão para a escola sem tomar o pequeno-almoço, porque os pais não têm dinheiro para lhes dar de comer”!!!!!!

Segundo nos lembramos, (salvo erro há cerca de 25 anos) a crise em Setúbal, que levou o seu bispo (D. Manuel Martins ?) a lançar um veemente brado de revolta , volta novamente a esta região, com o espectro da fome a pairar sobre os pobres da mesma. E, se calhar, nem só os pobres, mas a classe média, que vive do rendimento do seu trabalho dependente, com o fantasma da falencia das empresas e consequentes despedimentos, sempre, a acompanhá-los.

O nosso governo, através da comunicação social tem minimizado esta possibilidade, de nos tempos próximos se registar em Portugal uma crise alimentar de grande significado. São desta opinião os grandes banqueiros por essa Europa fora e muito políticos!!!!!!

Por parte do nosso Governo foi porta-voz desta opinião um Secretário de Estado, que formalizou, que se em Portugal houvesse um significativo aumento dos bens alimentares, nunca seria tão gravoso como no resto do Mundo. Mas ele escamoteia o problema de uma forma linear. É que Portugal é um dos mais pobres daqueles países, “que não se consideram sub desenvolvidos” e qualquer aumento de preço em qualquer produto de consumo alimentar tem muito mais impacto negativo, do que nos países que nos rodeiam, isto é, por essa Europa comunitária. Veja-se, por exemplo, o caso do aumento do leite e do pão que se verificou recentemente. E tanto é, que já se faz eco de que os Portugueses já cortaram no consumo destes produtos de primeira necessidade. Não só!!!!!!!


A questão fundamental é que este Secretário de Estado opinava, como se Portugal fosse um país europeu normal. Seria verdade se neste país não houvesse tantas famílias pobres e, em contraste, tantas famílias com uma significativa riqueza de património e rendimentos.

Concordamos que o aumento dos bens de consumo alimentar em Portugal, não será tão gravoso como nos outros países da Europa. Mas sabendo nós que qualquer pequeno aumento desequilibra logo o orçamento da maioria das famílias portugueses, ficamos na duvida, se não será um facto concreto que a crise alimentar se instalará em Portugal.

Longe vá o agouro!!!!

quinta-feira, 8 de Maio de 2008

As lides domésticas para os homens lusitanos

Numa reunião de mulheres donas de casa cada participante apresentava o seu ponto de vista



"Bom dia, o meu nome é Karen, sou alemã e disse ao meu marido: Franz, faz o jantar, quero um bife! No primeiro dia, não vi nada, no segundo idem, mas no terceiro, o Franz preparou-me um delicioso roast-beef. Aplausos e grande ovação na sala: BBRRRAAAAAVVOOOO!!!""


-Bom dia, chamo-me Carla e sou italiana. Um dia disse ao meu marido: Luigi, a partir de amanhã, limpas a casa. No primeiro dia, não vi nada, no segundo também não, mas no fim do terceiro, Luigi tinha aspirado toda a casa. Aplausos e ovação da sala: BBRRRAAAAAVVOOOO!!!""

-Bom dia, sou a Alzira e sou portuguesa. O mês passado, disse ao meu esposo: Chiquinho, preguiçoso, passa a roupa a ferro! No primeiro dia não vi nada, no segundo continuei a não ver, mas no terceiro comecei a ver um bocadinho do olho esquerdo."

Solidariedade no Bancada Directa

A Solidariedade não é uma palavra vã no Bancada Directa

Perdõe-me os meus amigos leitores, por estar a maçá-los logo pela manhã, mas este apelo comoveu-me e não tive duvidas em o publicar no Bancada Directa, ciente de que a sua administração e os nossos leitores farão divulgar esta mensagem ,ainda, mais além!!!!!



SARA MARIA ARSÉNIO FRANCO de 7 anos, residente em Ferreira do Alentejo,precisa urgentemente de encontrar um dador de medula com as seguintes características:
G.S. - A POSITIVO 2ª FASE
HOSPITAL D. ESTEFÂNIA : LISBOA

Vamos esgotar esforços para tentar ajudar esta criança a encontrar um dador compatível! Basta reenviarmos esta mensagem e fazer com que ele chegue ao maior número de pessoas possível.
Contactos: 966083327 / 968589896
(from Agrupamento 1071 de Ferreira do Alentejo)

Mentira de manhã, Verdade de tarde....

Rui Costa, é só jogador e nada mais...de manhã com o plantel, no Seixal, e a SAD até aproveitou para desmentir que o maestro estivesse a desempenhar outras funções que não as de jogador de futebol... e encontrou-se com Eriksson cerca das 15 horas num hotel do centro de Manchester, onde foram filmados por uma equipa de reportagem da SIC, mas se calhar foi levar as malas do presidente Luís F. Vieira...


Assim vai a Águia...só tenho pena que Rui Costa esteja a começar tão mal, e se deixe levar por este tipo de situações, pois pela sua personalidade e respeito que todos lhe devotam, merecia mudar de carreira de maneira diferente, com mais frontalidade....Mas as consequências disto serão conhecidas daqui a alguns meses...Pois isto de ser mentira na parte da manhã e depois, verdade poucas horas depois, nunca é bom sinal, mas é o normal de quem não assume as suas responsabilidades mais tarde...Não fui eu que decidi, não fui eu que contratei, não tive nada a ver com isso, não foi escolha minha, quando entrei em funções já estava em andamento, não tive voto na matéria, as minhas funções eram outras, etc..enfim...A culpa nunca é minha!!!
Dá vontade de rir....


Amigos, recordem o plantel que foi campeão pela última vez, e vejam se reconhecem todos os jogadores que ajudaram a equipa atingir esse objectivo:


Leões...Digam lá que não estão a ser comidos no próprio clube!


Depois as finanças estão mal...pois....
Vendes a mim, que arrendo depois a ti...
AHHH Leãozinho....
[clique na imagem]

A BRINCAR SE DIZEM....


Admitam que tem a sua graça...

Espaços Livres de Opinião

Hoje trago três artigos que considero excelentes do editorial do José António Saraiva [JAS] no Sol, do qual lei-o com grande atenção e satisfação no seu "Política a Sério" que guardo nos favoritos do PC.
Aconselho uma leitura cuidada:




E se Sócrates fosse do PSD?




Entre a maioria dos empresários afectos ao PSD circula hoje a ideia de que não faz mal o Governo ser do PS – porque Sócrates está a fazer exactamente as mesmas reformas que o PSD faria.
Em todas as áreas.
No que respeita à Saúde, o que faria o PSD de diferente?
Não é verdade que destacadas figuras sociais-democratas, como Manuela Ferreira Leite ou António Borges, defenderam o rumo traçado por Correia de Campos, como o encerramento de urgências e de outros serviços, e a sua concentração em unidades maiores?
E quanto à Educação?
Não é verdade que o PSD defendia há muito tempo a avaliação dos professores, além de outras medidas como a substituição dos Conselhos Directivos por directores?
E quanto às leis laborais?
Não está Sócrates a prosseguir as reformas iniciadas por Bagão Félix?

A grande diferença – que alguns empresários ainda não perceberam – é que o PS pode fazer estas reformas, mas o PSD não poderia.
Quando dizem que tanto faz o Governo ser do PS como do PSD, enganam-se redondamente – porque o PS tem condições para fazer as reformas sociais que o PSD nunca conseguiria fazer.
Imaginemos que José Sócrates era líder do PSD e não do PS, e que o PSD estava no Governo.
O ambiente no país seria de cortar à faca.
O PS acusaria o Ministério da Saúde de querer fazer poupanças à custa dos doentes (recorde-se a frase usada na primeira campanha de Guterres: «As pessoas não são números»).
Os socialistas acusariam o Ministério da Educação de perseguir e desautorizar os professores, responsabilizando a ministra pelo clima envenenado que se vive nas escolas.
O Ministério do Trabalho seria apresentado como querendo regressar ao fascismo, humilhando os trabalhadores.

Se Sócrates fosse líder do PSD e primeiro-ministro, estaria certamente a tentar fazer as mesmíssimas reformas que actualmente faz – mas teria contra ele o PS em peso.
Vários ministros e altos dirigentes socialistas que hoje aparecem ao lado dele nos comícios a dar vivas às reformas estariam certamente na rua, de rosa ao peito, a gritar contra elas.
Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira, Elisa Ferreira ou José Lello desceriam a Avenida da Liberdade manifestando-se contra algumas medidas que hoje convictamente defendem.
E isto poria as reformas em risco.
Se o Governo, tendo consigo o maior partido da esquerda, já recuou na questão da Saúde (recuo que levou mesmo à queda do ministro) e já deu um passo atrás na questão das avaliações, como conseguiria levar a cabo alguma reforma caso tivesse a oposição de toda a esquerda: PS, PCP e BE?
Se Sócrates, tendo com ele o PS, já se viu forçado a ceder, como reagiria se tivesse o PS contra ele?

Esta hipótese lança-nos noutro tipo de reflexão.
Que é a seguinte: a esquerda está hoje muitíssimo mais bem colocada do que a direita para levar por diante as reformas sem as quais se alargará cada vez mais o fosso que separa Portugal da média europeia.
Para certas reformas serem possíveis, têm de ter o apoio de um grande partido de esquerda – porque isso não só é importante do ponto de vista psicológico como é decisivo do ponto de vista social: com manifestações na rua juntando o PS, o PCP e o Bloco de Esquerda criar-se-ia um clima de agitação que amedrontaria qualquer Governo e o faria recuar sem condições.
É por isso que, com Manuela Ferreira Leite ou outro líder qualquer, será quase impossível a direita regressar ao poder em 2009.
As reformas ainda a fazer exigem o apoio do Partido Socialista.
Os empresários sabem-no.
E o povo intui-o.





Futebol para fanáticos



Como já tenho escrito, o meu avô Virgílio Paula foi um dos fundadores do Clube de Futebol ‘Os Belenenses’. Nesse tempo, o futebol era considerado uma ‘escola de virtudes’. O meu avô era, ele próprio, um homem virtuoso – e, além de participar desinteressadamente na fundação do clube, foi seu médico até à morte.
Desde esses remotos tempos até hoje o futebol mudou muito. Demasiado. A ponto de se poder dizer que é hoje uma ‘escola de defeitos’.
Um dos primeiros sinais de que as coisas não estavam a evoluir no bom sentido foi a criação de vedações nos estádios. As bancadas, que antes eram generosamente abertas sobre os relvados, foram transformadas numa espécie de jaulas, com os espectadores remetidos à condição de feras.

E atrás desta outras mudanças vieram.
A constituição das claques, por exemplo. As claques dos clubes parecem hordas de selvagens, que têm de entrar nos estádios sob escoltas policiais para não haver desacatos. Um dia assisti ao espectáculo da entrada de uma claque num estádio de um grande clube e não queria acreditar: a violência, a brutalidade, a raiva que aquela gente transportava, encaixada numa verdadeira muralha de agentes da PSP, não parecia real – parecia um filme. Tinha-se a ideia de que a mais pequena distracção da Polícia poderia proporcionar uma batalha campal.

E que dizer dos comentadores? Os comentadores desportivos eram, até há algum tempo, pessoas que faziam um esforço para ser imparciais. Que procuravam parecer isentas, sensatas, equilibradas. O paradigma do comentador televisivo nos primórdios da TV em Portugal era Alves dos Santos. Parecia doente, tinha um aspecto cadavérico, mas pontificou anos infindos na estação única de televisão, não se sabendo bem a que clube pertencia dado o seu equilíbrio e imparcialidade.
Ora, como daí para cá mudou o comentário desportivo!

Um spot promocional que passa nos ecrãs televisivos mostra três comentadores dando toques na bola num relvado, vestindo camisolas do FC Porto, Benfica e Sporting; outro apresenta mais três comentadores, sentados num sofá à frente de um televisor, vibrando com as peripécias das respectivas equipas.
No primeiro caso, os comentadores são Guilherme Aguiar, Fernando Seara e Dias Ferreira; no segundo, são Rui Moreira, António-Pedro Vasconcelos e Rui Oliveira e Costa.
Conheço há muitos anos António--Pedro Vasconcelos e sou seu leitor desde os tempos do Cinéfilo. Acompanhei a sua carreira no cinema desde O Lugar do Morto. Admiro-o e foi das primeiras pessoas que convidei para colaborar no SOL.
Também conheço bem Oliveira e Costa, com quem mantive longas conversas a propósito de sondagens – na sua qualidade de principal responsável pela Eurosondagem.
É também um homem arguto e bem informado.

Ora, apesar das suas evidentes qualidades e lucidez, não se importam de se assumir como comentadores engajados, não procurando a isenção, expondo a sua condição de fanáticos dos respectivos clubes. O aspecto mais flagrante disso é a atitude que tomam perante um lance duvidoso: nunca vi nenhum deles dizer, preto no branco: este penálti a favor do meu clube foi injusto, este penálti contra o meu clube foi justo.
Mesmo em lances que não oferecem dúvidas, é chocante vê-los torcerem-se nas cadeiras, colocarem objecções, fazerem piruetas para evitar as evidências.

E nos jornais passa-se o mesmo. A Bola tem um comentador afecto ao FC Porto (Sousa Tavares), outro ao Benfica (Leonor Pinhão) e outro ainda ao Sporting (José António Lima).
Também aqui conheço um deles, que todos sabem quem é e cujas qualidades me dispenso de inventariar. Basta dizer que trabalho diariamente com ele há 23 anos, e é meu colega de direcção – primeiro no Expresso e depois aqui no SOL – há 13. Pois o José António Lima também juntou a sua pena à dos comentadores alinhados, deleitando-se a irritar os portistas e sobretudo os benfiquistas. Mais: sendo uma pessoa normalmente serena, discutindo civilizadamente todos os assuntos, só há uma situação em que o vejo irritado e às vezes mesmo alterado – a discutir futebol.

O futebol desperta paixões, já se sabe. É essa a sua força. Só que a pressão há duas décadas era no sentido de os comentadores controlarem o clubismo, procurarem ser isentos, fazerem um esforço de imparcialidade. E hoje a pressão vai no sentido contrário: vai no sentido de assumirem o clubismo, de exacerbarem as paixões, de incendiarem – até – os adeptos.
O fair-play no futebol está à beira de desaparecer por completo. O desporto como ‘escola de virtudes’ é uma ideia do passado. Depois dos gradeamentos nos estádios, das claques, dos comentadores assumindo orgulhosamente o seu clubismo, veio o último sinal.
Um sinal simbólico.
Subtil.
Pelo qual muita gente não deu.
Esse sinal foi a regra relativa à equipa que tem de mudar de camisola caso os equipamentos se confundam. Antes, quem mudava era a equipa que jogava em casa, o que era normal: ao anfitrião é que cumpre tratar bem a visita. Mas isso mudou. Hoje quem tem de mudar de equipamento é a equipa visitante. Porquê? Porque os adeptos do clube da casa, as claques ululantes, querem a sua equipa vestindo o seu equipamento (ou o equipamento chamado ‘alternativo’, destinado a vender mais camisolas).
Também aqui o fanatismo, de mãos dadas com os interesses económicos, se sobrepôs ao fair-play.

No meio deste vendaval, apenas uma coisa se salva: o amor do adepto ao clube é um amor desinteressado, puro, estável, fiel, que não muda ao longo da vida.
Numa sociedade dominada pela matéria, o amor ao clube foge a esta lógica, tem que ver com a zona dos afectos. Era melhor que os afectos não se manifestassem descontroladamente, como hoje acontece. Que não fossem necessárias grades nem escoltas policiais para controlar os adeptos – e que os comentadores fizessem um esforço maior de objectividade e domínio emocional.
Era melhor que fosse assim.
Mas o facto de ainda ter a ver com o amor, com o sentimento, com a fidelidade, com a emoção, com a afectividade, é um ponto a favor do futebol.




Maldito dinheiro


O ser humano, como toda a gente sabe, é matéria e espírito.Somos matéria, porque temos um corpo. Mas somos espírito, porque não nos reduzimos ao corpo: temos sentimentos e pensamos.
Quando se fala em ‘espírito’, as pessoas são levadas a pensar em religião. Ora, ainda que todas as religiões digam que o espírito – a alma – só pode salvar-se através da fé, qualquer ser humano tem ‘espírito’, independentemente de ser ou não religioso. O facto de eu não ser católico (nem professar qualquer outro credo) não me impede de considerar trágica a pouca importância que hoje se dá ao espírito. Essa é uma das tragédias do nosso tempo – e a causa da insatisfação e infelicidade que atinge as populações urbanas.
As questões ‘materiais’ tendem hoje a ocupar todo o espaço das nossas preocupações. O homem torna-se a passos largos unidimensional. O espírito atrofia-se. E atrofia-se porque, não sendo as coisas do espírito traduzíveis em dinheiro, e sendo hoje o dinheiro a única medida de todas as coisas, os bens do espírito perderam todo o valor.

Em certas épocas a sociedade situava-se no extremo oposto. Quase tudo se reduzia ao espírito. As pessoas eram sacrificadas e mortas por não professarem a religião oficial ou por atentarem contra os seus dogmas. Nada podia existir fora da religião – e em nome dela tudo era legítimo. As questões do corpo subordinavam-se inteiramente às questões do espírito. Para a salvação do espírito destruía-se o corpo, como ainda hoje acontece com os fundamentalistas islâmicos.
Hoje, no Ocidente, a espiritualidade foi banida do quotidiano e tudo, como se disse, tem uma equivalência monetária: o que comemos, os transportes que utilizamos, os divertimentos que frequentamos, o telefone que usamos, as horas que trabalhamos, a roupa que vestimos, as viagens que fazemos, os serviços a que recorremos (desde o cabeleireiro ao posto médico). «Não há almoços grátis», como dizem os economistas.

Tudo (ou quase tudo) na nossa sociedade tem um preço. Quando um amigo fala a outro de uma peça de roupa de que gostou muito ou de uma refeição que apreciou particularmente, o mais natural é o outro perguntar: «E quanto é que custou?».
Os preços, o dinheiro, estão por todo o lado. Nas montras das lojas, nos folhetos dos supermercados, na publicidade na imprensa, rádio e televisão. Cada vez mais os anúncios com que somos a toda a hora bombardeados valorizam o preço: «Poupe x cêntimos nas chamadas telefónicas na rede tal», «Ligue-se à internet apenas por tanto», «Abra uma conta no banco Y e não pague o gás e a electricidade».

O dinheiro entranhou-se de tal forma na nossa vida que mesmo certas organizações que era suposto preocuparem-se mais com o nosso bem-estar do que com o nosso dinheiro – organizações de defesa do consumidor, por exemplo – também já quase só falam de dinheiro: denunciam os bancos por cobrarem mais do que deviam por este ou por aquele serviço, obrigam as companhias de telecomunicações a discriminar o custo das chamadas, questionam as gasolineiras por não baixarem o preço quando baixa o crude.
«Mas isso é importante!» – reagirá o leitor.
Esta reacção mostra que já está alienado pelo dinheiro.
Será o leitor mais feliz por ter as chamadas telefónicas um ou dois cêntimos mais baratas, ou por pagar menos dois ou três euros por mês à TV Cabo, ou por ter a internet de graça?
Claro que não é. Basta pensar no seguinte: tudo o que conseguirá juntar ao fim do mês com estas ‘poupanças’ gastará com facilidade num uísque ou em duas ou três cervejas bebidas ‘a mais’ numa noite de 5ª-feira ou de sábado.
Em contrapartida, a preocupação obsessiva pelo dinheiro torna as pessoas mais infelizes. À medida que o dinheiro vai ocupando mais espaço nas nossas preocupações, vamo-nos tornando mais tristes e bisonhos.

Um dia destes li a seguinte notícia num jornal: um empresário português, aparentemente bem colocado na vida, apaixonou-se por uma imigrante de Leste. Ajudou-a a montar casa e a comprar um carro de luxo, auxiliou depois o filho dela que entretanto ficara desempregado – e uma bela noite a senhora meteu tudo em duas camionetas e desapareceu. O nosso homem ficou desolado. Porquê? Pelo dinheiro que gastou? Não. O nosso homem ficou desolado porque a mulher o enganou. Porque abusou da paixão que ele tinha por ela. Porque o desiludiu. Porque o feriu nos seus sentimentos e no seu orgulho.
Este é o ponto. É isto que move o homem: a paixão por outro ser humano. Ou então, noutro plano, a amizade. Ou ainda certas manifestações do espírito – como o prazer da leitura, da contemplação da arte ou simplesmente a reflexão.
É isto que nos recompensa e nos pode fazer felizes (ou terrivelmente infelizes, no caso dos desgostos de amor…).

Claro que o dinheiro é importante – até porque ninguém pode viver sem ele. O problema é quando deixamos de ser nós a usá-lo para ser ele a usar-nos. O dinheiro é uma espécie de monstro – se não o conseguimos dominar é ele que nos domina, nos subjuga, nos compra, com a ilusão de que nos dará a felicidade – e, no fundo, só pretende que sejamos instrumentos dele, agentes dele, apostados em fazer cada vez mais dinheiro.
A felicidade está no outro extremo porque não se pode comprar. Aliás, as coisas mais importantes da vida não se obtêm com dinheiro – pela simples razão de que não se compram. Compra-se a amizade de alguém? Compra-se o amor?
Foi esse, de resto, o erro do homem da nossa história: pensar que comprava o amor do ser amado. Iludiu-se.
Mas quem sabe se um dia, num longínquo país de Leste, aquela mulher que o enganou não virá a ser vítima da mesma ratoeira que montou ao nosso inadvertido empresário? Quem sabe se não se perderá de amores por alguém que lhe roubará tudo o que ela levou de Portugal? E aí perceberá a pouca importância que o dinheiro tem perante os caprichos da alma. Através do sofrimento, perceberá o valor das coisas do ‘espírito’.

quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Uma historia da velhice cubana


Um casal foi passar a lua-de-mel a Cuba, e enquanto passeavam em Havana encontraram uma casa de espectáculos pornográficos, cujo letreiro anunciava: "HOY, EL FABULOSO THEODORO!" Entraram e o espectáculo começou com Theodoro, 39 anos, numa cama com uma loira, uma morena e uma ruiva, que ele traçou uma a uma... E repetiu! As mulheres, exaustas, deixaram o palco enquanto Theodoro agradecia ao público que o aplaudiu efusivamente de pé. Sob o rufar de tambores, uma mesa com três nozes foi colocada no palco. Theodoro quebrou as três pequenas nozes com o pénis erecto, com pancadas precisas. O público foi à loucura e aplaudiu de pé mais de cinco minutos!

Vinte e cinco anos depois, para recordar os velhos tempos, o casal decidiu comemorar as bodas de prata no mesmo local da lua de mel. Passearam pelos mesmos sítios e diante da mesma casa de espectáculos viram, surpreendidos, o cartaz: "HOY, EL FABULOSO THEODORO!" Entraram e no palco viram Theodoro - enrugadíssimo, cabelos brancos - a traçar outras três mulheres com a mesma força. Parecia inacreditável! Quando os tambores começaram a rufar, a mesa, agora com três cocos, foi colocada no palco e ele quebrou-os com a mesma precisão.

·Boquiaberto, o casal foi ao camarim cumprimentar pessoalmente o FABULOSO THEODORO e perguntaram o motivo da mudança das nozes para cocos. O fabuloso Theodoro respondeu:

- A velhice é uma merda! A vista está fraca e eu tenho dificuldade em acertar nas nozes!

Novo caso de violencia no futebol.


O Desporto profissional, como é entendido na actualidade, será uma escola de virtudes?

Novo caso de violência no futebol profissional: Jogo no Estádio do Restelo entre o "Os Belenenses" e o "Vitoria de Guimarães" a contar para a penúltima jornada da Liga Bwin. Protagonistas: Rodrigo Alvim,, jogador do Clube de Futebol “Os Belenenses” e Carlitos (a vitima) jogador do Vitoria Sport Clube de Guimarães.

Ainda recentemente publiquei no Bancada Directa um vídeo (by you Tube) mostrando varias entradas violentas de Bruno Alves, jogador do Futebol Clube do Porto, sobre colegas de profissão, sendo a mais notória uma recente sobre um jogador do Leixões (Jorge Gonçalves?). O que me causava espanto a mim e a muitos visitantes do blogue, era que este profissional não se considerava um jogador violento, contrariando, assim, a eloquência das imagens.

Quis um amável leitor, de uma forma correctíssima, diga-se em abono de verdade, apontar que havia mais jogadores semelhantes no estilo de jogar e que eram Katsouranis, Petit, Tonel e Polga entre muitos outros. Dei-lhe inteira razão e citei que estes atletas não representavam o meu ideal sobre o Desporto, enquanto jogadores violentos que não respeitam os adversários e colegas de profissão.

Neste fim-de-semana que passou e relativo a Futebol registaram-se dois casos violentos e que têm de ser banidos do conceito desportivo. O primeiro caso que refiro foi a guerra aberta entra as claques do Leixões e do Vitoria de Guimarães, em plenas áreas de serviço da A1, quando se registava o regresso das comitivas aos seus burgos depois dos jogos efectuados no Sul. Parece-me, pelo que li, que as gentes de Matosinhos têm razão de queixa, e que se espera que se esclareça de quem foi a culpa e que se puna os “desordeiros”. O outro caso de violência foi uma entrada duríssima do jogador do Clube de Futebol “Os Belenenses” Rodrigo Alvim sobre o Carlitos, jogador do Vitoria Sport Clube de Guimarães.



Não assisti ao jogo, não vi as imagens televisivas e se faço esta crónica, é apenas baseada no que li na Comunicação Social, que com maior ou menor tendência, dá uma verdade global do que aconteceu.

No meu caso pessoal gosto desde criança de “Os Belenenses”. Conversei muitas vezes com o saudoso Acácio Rosa, em plena Baixa lisboeta, ali mesmo na Rua Barros Queiroz, e ainda me lembro muito bem, de que ele me dizia, que no “Os Belenenses” só jogavam futebol nas suas equipas atletas que fossem dignos desse nome. No “Os Belenenses” nunca haveria violência sob a égide da bandeira da Cruz de Cristo. Os tempos mudaram. Também concordo, em certa medida, que o fair-play é uma trêta. Mas recorrer-se a este tipo de jogadas violentas, tenho de as verberar impiedosamente.

Não sou e nunca fui adepto da xenofobia e não ligo a que fosse um cidadão brasileiro a cometer uma “agressão”, no plano desportivo, entenda-se, a um cidadão português na sua própria terra natal. Mas se fosse um “portuga” a ter uma acção semelhante no nosso país irmão eu não sei o que seria. Outras terras, outros costumes.

Sirvo-me de extractos de comentários de jornalistas desportivos, para fundamentar o que escrevi sobre este assunto, porque, como já disse, não vi as imagens, directas ou televisivas. E se faço esta crónica, é apenas para pôr um dedo numa ferida, a qual tarda em se afastar dos nossos campos de futebol. E de todas as partes e estádios por esse Mundo inteiro onde se pratica futebol

A crónica de Luís Sobral
O lance de Rodrigo Alvim sobre Carlitos, no Belenenses-V.Guimarães, foi o mais violento de que me recordo esta época.
Já houve agressões, entradas duras, maldosas, movimentos que colocaram em causa a carreira do adversário. Mas não me lembro de uma que tivesse sido tudo isso.
Quem viu perceberá o que quero dizer. Quem não viu, só visto.
Carlos saiu em maca e perde o último jogo. Rodrigo Alvim viu um cartão amarelo.
Por norma, acho que toda a gente erra. Mas também acho que alguns erros exigem um pedido de desculpas. Ficava bem a Alvim fazê-lo publicamente.
Um erro assim deve ser punido. É inacreditável que o árbitro tenha castigado aquela entrada com um cartão amarelo. Significa que viu e não percebeu a gravidade do lance. Jorge Sousa devia pedir desculpa a Carlitos e a quem gosta de futebol. E ser severamente penalizado na nota deste jogo, caso o observador tenha registado o erro.
Por causa do amarelo e do que o árbitro (não) viu, a Comissão Disciplinar da Liga nada poderá fazer. Casos como este fazem-nos reflectir sobre o poder que os regulamentos dão a quem aplica a disciplina. Em minha opinião, a nossa disciplina deveria aproximar-se da UEFA, onde a liberdade de quem a aplica é bem maior.
Depois do que se passou o Restelo, é anti-desportivo que o agressor continue a jogar e o agredido fique na bancada. Há algo de profundamente errado nisto.

Futebol
«Somos amigos» (Carlitos)
Carlitos sofreu uma entrada duríssima de Rodrigo Alvim no jogo do passado domingo entre Belenenses e V. Guimarães, mas o extremo da equipa minhota diz que a situação já está ultrapassada.

ASF
«Senti uma pancada e senti que talvez pudesse ser algo grave. Tentei ir à bola e penso que o Alvim tentou fazer o mesmo. Falei com ele no final do jogo e ficou tudo esclarecido. Somos amigos e são situações que acontecem no futebol. Não há-de ser nada», esclareceu Carlitos em declarações à Antena 1.O árbitro da partida, Jorge Sousa, puxou do cartão amarelo, mas Carlitos considera que, a ser punido, Alvim deveria ter visto o cartão de outra cor: «Acho que sim, mas não posso fazer nada e há que respeitar o árbitro.»Quanto a ressentimentos, Carlitos diz que «jamais», e se Rodrigo Alvim está perdoado, Carlitos confirma: «Completamente.»

o DezGlorioso




O Professor Marcelo Rebelo de Sousa pediu ao Mantorras para atribuir uma nota ao GLORIOSO S. L. BENFICA numa escala de 1 a 10.
O Mantorras "dispara" pronto, ao seu estilo habitual :
- "Nota DEZ, Prrofessor"
- " DEZ ?! ", questiona o Professor.
- "Sim, Prrofessor ..." , prossegue o Mantorras :
1. DEZorganizado
2. DEZmotivado
3. DEZestabilidado
4. DEZactualizado
5. DEZqualificado
6. DEZanimado
7. DEZmoralizado
8. DEZordenado
9. DEZactivado
10. DEZmantelado".
Diz o Professor :
- "Bem, visto dessa forma, DEZ vezes DEZ é igual a CEM !
O Mantorras quase nem deixa o Professor acabar a frase :
- "É isso, Prrofessor! CEM DINHEIRO, CEM EQUIPA, CEM FIO DE JOGO, CEM TÍTULOS, CEM TAÇAS, CEM VERGONHA, CEM MERDA NENHUMA".

Mundo Policiário 20/08



Coordenação de Onaírda

Dic Roland e KO = Sempre presentes.

Tema de hoje: Conheça os nossos autores policiários “Onaírda”

Solução do problema “O cantar maravilhoso do tentilhão”, publicado no Bancada Directa em 2008/04/28

Antes a habitual nota de Onaírda

Domingo próximo realiza-se o XI Convívio do Barreiro, uma organização da Tertúlia Policiaria Valtejo. O programa e o local da concentração já estão amplamente divulgados, pelo que só nos resta apelar “TODOS NO DOMINGO AO BARREIRO”

SOLUÇÃO DO PROBLEMA DA AUTORIA DE ONAIRDA

“ O CANTAR MARAVILHOSO DO TENTILHÃO “

Quando se refere que estamos num ano muito seco e vai haver um défice previsível de 6.8 % vê-se que estamos no ano de 2005. E igualmente quando Tempicos traz um ramo de flores, mas que são papoilas e espigas e porque era um dia a preceito, também se vê que estamos em 5ª feira da Ascensão, vulgo 5ª feira da espiga. Então o dia é o 5 de Maio de 2005.

A partir das declarações do empregado da cervejaria sabe-se que o homem branco tentou impedir que o empresário fechasse a porta do seu automóvel e por isso deu liberdade de acção para que o negro entrasse pelo lado direito da viatura e executasse o golpe na garganta, confirmado porque só uma pessoa deste lado podia desferir o golpe da direita para a esquerda. Garçôa tem possibilidades de obter a identificação dos indivíduos, não só porque tem as suas impressões digitais nos copos de cerveja ainda no balcão e especialmente tem as do negro na nota de 5 dólares. E não nos vamos esquecer que o indivíduo branco também deixou impressões digitais no vidro e porta do lado esquerdo.

Dada a natureza do crime e não tendo o furto como móbil, facilmente se constata que era um ajuste de contas e que foi levado a cabo por profissionais, de modo que era previsível que ambos ti