BANCADA DIRECTA: Mundo Policiário 32/08

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mundo Policiário 32/08

Mundo Policiário 32/08

"Recordar é Viver"

Dic Roland e KO = Sempre Presentes


Antes uma pequena nota de Onaírda: o site "Clube de Detectives" tem novo visual e está mais agradavel de se ler. Tem no seu logótipo a imagem de um falcão (peregrino). Sobre esta imagem pensamos o seguinte:

O olhar penetrante e arguto do falcão, mostrando a imagem, ainda, o seu bico demolidor e de sustentação de presas difíceis, com o pormenor de se verem os seus pelos eriçados na cabeça, sinal de que está em alerta sensorial para a descoberta de uma boa solução de um problema qualquer de “fidalguice” E tudo isto sem perder a sua graciosidade de voo. Eis “Daniel (O) Falcão”

Vamos continuar com o tema da semana passada, isto é apresentando o problema nº 3 e as soluções dos problemas 1 e 2. É claro que nos estamos a referir ao suplemento do Jornal “O Benfica” nº 114 de 25 de Março de 1965 e que se chamava “Cultura e Desporto, que tinha a orientação da secção cultural daquela agremiação.

Conforme referimos o grande policiarista Álvaro Trigo, actualmente a viver no Canadá, tinha uma secção intitulada “O crime não compensa” e nessa mesma secção escreveu Joaquim Nogueira Pontes um artigo e 3 problemas sobre Charlie Chan. Como já publicámos no Mundo Policiário 31/08 os problemas 1 e 2 , resta-nos hoje apresentar o problema nº 3 e as soluções dos dois problemas anteriores.

Mas antes vamos inserir uma foto relíquia para o nosso mundo policiário: trata-se de uma foto de família de alguns participantes do IV Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade realizado em Junho de 2008 na Quinta do Rio em Azeitão. Nessa foto vêm-se da esquerda para a direita o Cloriano, Monteiro de Carvalho, a “Dama Escarlate”, o Manuel Barata Dinis (actual “FIGALEIRA” e ex- “BIG BEN)”, o Alvaro Trigo (em plano mais recuado )e por fim o “Tempicos”, o famigerado padrinho/tutor da Katinha Vanessa.
Resta-nos dizer que Álvaro Trigo reside actualmente no Canadá, mas já fez saber que para o próximo ano estará em Portugal e presente no Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade .Está aposentando mas ainda se encontra no activo, pois faz análises económicas. ( ver aqui)
Alvaro Trigo na sua ocupação actual no Canadá

Problema nº3
Nos meios diplomáticos causa gerais preocupações o facto de, em certo jornal, aparecerem periodicamente informações de gravidade e cujo segredo não convinha de forma alguma que fosse do domínio público.

A policia tinha suspeitas sobre três funcionários

do Ministério, mas, embora os vigiasse dia e noite, fora das horas de serviço, não havia ainda compreendido quem era o funcionário informador e qual a maneira como fornecia a perigosa documentação. Charlie Chan, encarregado das informações, passou a estudar todos os passos que os três suspeitos davam fora das horas de serviço.

Um deles, Ramiro, era aparentemente um honesto chefe de família que tomava as refeições com os seus. Os outros dois eram solteiros. Um , Baltazar, rapaz económico e amealhando tudo quanto ganhava para poder casar com uma rapariga de quem gostava, comia um modesto farnel ao almoço e à tarde jantava num restaurante popular e barato. O outro, Fernando, era um sujeito elegante e solene, com preocupações de indumentária, que ias a um restaurante de luxo, pendurava num cabide próximo da mesa o seu chapéu de coco e, depois das refeições, encaminhava-se com o mesmo passo solene para o cabide, pegava no seu chapéu pendurado entre outros chapéus moles, e saía com o seu passo pausado.


Charlie Chan seguia cada um dos três suspeitos e como o jornal continuava publicando as nefastas noticias, ordenou que à saída cada um dos funcionários fosse revistado. Nenhum resultado obteve.

O detective não desanimou. Umas vezes seguia Baltasar ao restaurante barato, outras ia na peugada de Ramiro, até casa deste, outras vigiava o elegante Fernando no luxuoso restaurante onde comia.

Um dia, Charlie Chan foi à Policia e disse ao funcionário competente:
-Já sei como são entregues os documentos ao funcionário competente do jornal. Já sei qual dos três funcionários é o culpado!
Quem era o culpado?
Como entregava ele os documentos?



Solução do problema nº 1
O Dr. Mouzinho foi morto por uma bala disparada pelo aparelho de segurança do cofre, que funcionou quando o agiota ao cair, puxou a porta deste.



Solução do problema nº 2
O criminoso foi o criado Maurício. Charlie Chan descobriu-o pelo seguinte:
Dada a rapidez com que o crime fora cometido, o assassino não podia estar longe. À vitima faltava a carteira e o relógio. Quem sabe se o ladrão fora um dos empregados do hotel.
Disfarçadamente, fingindo ter o relógio parado, Chan perguntou as horas ao rapaz do elevador e a Maurício. O primeiro disse serem 10h53. O segundo disse que eram 9h55. O relógio deste estava atrasado uma hora. Ora em Espanha, em Junho, as horas estão atrasadas sessenta minutos em relação às portuguesas.

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