BANCADA DIRECTA: Novo caso de violencia no futebol.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Novo caso de violencia no futebol.


O Desporto profissional, como é entendido na actualidade, será uma escola de virtudes?

Novo caso de violência no futebol profissional: Jogo no Estádio do Restelo entre o "Os Belenenses" e o "Vitoria de Guimarães" a contar para a penúltima jornada da Liga Bwin. Protagonistas: Rodrigo Alvim,, jogador do Clube de Futebol “Os Belenenses” e Carlitos (a vitima) jogador do Vitoria Sport Clube de Guimarães.

Ainda recentemente publiquei no Bancada Directa um vídeo (by you Tube) mostrando varias entradas violentas de Bruno Alves, jogador do Futebol Clube do Porto, sobre colegas de profissão, sendo a mais notória uma recente sobre um jogador do Leixões (Jorge Gonçalves?). O que me causava espanto a mim e a muitos visitantes do blogue, era que este profissional não se considerava um jogador violento, contrariando, assim, a eloquência das imagens.

Quis um amável leitor, de uma forma correctíssima, diga-se em abono de verdade, apontar que havia mais jogadores semelhantes no estilo de jogar e que eram Katsouranis, Petit, Tonel e Polga entre muitos outros. Dei-lhe inteira razão e citei que estes atletas não representavam o meu ideal sobre o Desporto, enquanto jogadores violentos que não respeitam os adversários e colegas de profissão.

Neste fim-de-semana que passou e relativo a Futebol registaram-se dois casos violentos e que têm de ser banidos do conceito desportivo. O primeiro caso que refiro foi a guerra aberta entra as claques do Leixões e do Vitoria de Guimarães, em plenas áreas de serviço da A1, quando se registava o regresso das comitivas aos seus burgos depois dos jogos efectuados no Sul. Parece-me, pelo que li, que as gentes de Matosinhos têm razão de queixa, e que se espera que se esclareça de quem foi a culpa e que se puna os “desordeiros”. O outro caso de violência foi uma entrada duríssima do jogador do Clube de Futebol “Os Belenenses” Rodrigo Alvim sobre o Carlitos, jogador do Vitoria Sport Clube de Guimarães.



Não assisti ao jogo, não vi as imagens televisivas e se faço esta crónica, é apenas baseada no que li na Comunicação Social, que com maior ou menor tendência, dá uma verdade global do que aconteceu.

No meu caso pessoal gosto desde criança de “Os Belenenses”. Conversei muitas vezes com o saudoso Acácio Rosa, em plena Baixa lisboeta, ali mesmo na Rua Barros Queiroz, e ainda me lembro muito bem, de que ele me dizia, que no “Os Belenenses” só jogavam futebol nas suas equipas atletas que fossem dignos desse nome. No “Os Belenenses” nunca haveria violência sob a égide da bandeira da Cruz de Cristo. Os tempos mudaram. Também concordo, em certa medida, que o fair-play é uma trêta. Mas recorrer-se a este tipo de jogadas violentas, tenho de as verberar impiedosamente.

Não sou e nunca fui adepto da xenofobia e não ligo a que fosse um cidadão brasileiro a cometer uma “agressão”, no plano desportivo, entenda-se, a um cidadão português na sua própria terra natal. Mas se fosse um “portuga” a ter uma acção semelhante no nosso país irmão eu não sei o que seria. Outras terras, outros costumes.

Sirvo-me de extractos de comentários de jornalistas desportivos, para fundamentar o que escrevi sobre este assunto, porque, como já disse, não vi as imagens, directas ou televisivas. E se faço esta crónica, é apenas para pôr um dedo numa ferida, a qual tarda em se afastar dos nossos campos de futebol. E de todas as partes e estádios por esse Mundo inteiro onde se pratica futebol

A crónica de Luís Sobral
O lance de Rodrigo Alvim sobre Carlitos, no Belenenses-V.Guimarães, foi o mais violento de que me recordo esta época.
Já houve agressões, entradas duras, maldosas, movimentos que colocaram em causa a carreira do adversário. Mas não me lembro de uma que tivesse sido tudo isso.
Quem viu perceberá o que quero dizer. Quem não viu, só visto.
Carlos saiu em maca e perde o último jogo. Rodrigo Alvim viu um cartão amarelo.
Por norma, acho que toda a gente erra. Mas também acho que alguns erros exigem um pedido de desculpas. Ficava bem a Alvim fazê-lo publicamente.
Um erro assim deve ser punido. É inacreditável que o árbitro tenha castigado aquela entrada com um cartão amarelo. Significa que viu e não percebeu a gravidade do lance. Jorge Sousa devia pedir desculpa a Carlitos e a quem gosta de futebol. E ser severamente penalizado na nota deste jogo, caso o observador tenha registado o erro.
Por causa do amarelo e do que o árbitro (não) viu, a Comissão Disciplinar da Liga nada poderá fazer. Casos como este fazem-nos reflectir sobre o poder que os regulamentos dão a quem aplica a disciplina. Em minha opinião, a nossa disciplina deveria aproximar-se da UEFA, onde a liberdade de quem a aplica é bem maior.
Depois do que se passou o Restelo, é anti-desportivo que o agressor continue a jogar e o agredido fique na bancada. Há algo de profundamente errado nisto.

Futebol
«Somos amigos» (Carlitos)
Carlitos sofreu uma entrada duríssima de Rodrigo Alvim no jogo do passado domingo entre Belenenses e V. Guimarães, mas o extremo da equipa minhota diz que a situação já está ultrapassada.

ASF
«Senti uma pancada e senti que talvez pudesse ser algo grave. Tentei ir à bola e penso que o Alvim tentou fazer o mesmo. Falei com ele no final do jogo e ficou tudo esclarecido. Somos amigos e são situações que acontecem no futebol. Não há-de ser nada», esclareceu Carlitos em declarações à Antena 1.O árbitro da partida, Jorge Sousa, puxou do cartão amarelo, mas Carlitos considera que, a ser punido, Alvim deveria ter visto o cartão de outra cor: «Acho que sim, mas não posso fazer nada e há que respeitar o árbitro.»Quanto a ressentimentos, Carlitos diz que «jamais», e se Rodrigo Alvim está perdoado, Carlitos confirma: «Completamente.»

2 comentários:

saybiza disse...

é uma pena sinceramente de nao se terem lembrado de colocar tambem umas imagens do bynia ou mesmo do
Petit nos seus bons tempos!!!

Onaírda disse...

A não publicação de imagens afectas a comportamentos violentos dos futebolistas Petit e Binia não infere, por parte do autor do post, qualquer tendencia para quem quer que seja e de que clube fôr, atenuantes para o seu modo de actuar perante colegas da mesma profissão.Mas também não será por faltas destas imagens, que poderemos desculpabilizar o comportamento de Rodrigo Alvim. Somos contra a violencia no desporto , e crêmos que a nossa leitora também o será.
Fique bem. Onaírda

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