BANCADA DIRECTA

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O conselheiro duvidoso até mais não. Só faltava mais esta. A um individuo que participou no desastre financeiro do BPN agora são-lhe reconhecidos méritos de empresário de sucesso. Pudera.....

O conselheiro duvidoso até mais não. 
Só faltava mais esta. A um individuo que participou no desastre financeiro do BPN agora são-lhe reconhecidos méritos de empresário de sucesso. 
Pudera......

Nos últimos dias houve reacções, estupefactas e iradas, em todo o país porque o primeiro-ministro teceu, em cerimónia pública, rasgados elogios a Dias Loureiro, considerando-o um exemplo a seguir. Dias Loureiro, como se sabe, está atascado até ao nariz no BPN, esse escândalo financeiro que deu um rombo medonho nas contas da nação e, ao fim e ao cabo, foi percursor de tantos outros escândalos que o país tem vindo a sofrer nos últimos anos desta “chatíssima” trindade: PR – Governo e maioria parlamentar, tudo da mesma família partidária.
Mas, por mistérios que um dia se desvendarão, a Dias Loureiro não aconteceu nada. Foi mesmo precisa uma gritaria nacional para o PR o tirar do Conselho de Estado. O sujeito, de quem Passos Coelho diz babadamente que “tem mundo”, continua a fazer os seus negócios chorudos no mesmo país onde a pobreza aumenta a cada dia. Porque teria o primeiro-ministro tomado esta atitude? Por gratidão de passado? Teria alguma parente sua trabalhado para o milionário? Ou, receoso do resultado das eleições, o chefe do governo tenta garantir um futuro emprego? Só o interessado pode responder.

Seja como for, Passos Coelho não tem o direito de dar exemplos destes a toda uma juventude que, com cruel descaramento, convidou a emigrar por não ter trabalho nem horizontes em Portugal. Se ele entende que deve dar estes conselhos aos jovens da sua família, não temos nada com isso, é problema dele.

Mas desrespeitar os valores morais em que a generalidade dos jovens portugueses é educada pelos pais, isso é que não se lhe pode permitir. A cada qual sua educação, a cada um os seus princípios. Nada de misturas. Nestas ocasiões é que se sente a falta, dentro do rectângulo, de uma figura de Igreja da estatura do Papa Francisco, para se pôr ao lado dos pais, dos professores e dos jovens, dizendo pelo claro que o rei vai nu.

 Nos últimos dias houve reacções, estupefactas e iradas, em todo o país porque o primeiro-ministro teceu, em cerimónia pública, rasgados elogios a Dias Loureiro, considerando-o um exemplo a seguir. Dias Loureiro, como se sabe, está atascado até ao nariz no BPN, esse escândalo financeiro que deu um rombo medonho nas contas da nação e, ao fim e ao cabo, foi percursor de tantos outros escândalos que o país tem vindo a sofrer nos últimos anos desta “chatíssima” trindade: PR – Governo e maioria parlamentar, tudo da mesma família partidária.
Mas, por mistérios que um dia se desvendarão, a Dias Loureiro não aconteceu nada. Foi mesmo precisa uma gritaria nacional para o PR o tirar do Conselho de Estado. O sujeito, de quem Passos Coelho diz babadamente que “tem mundo”, continua a fazer os seus negócios chorudos no mesmo país onde a pobreza aumenta a cada dia.

Porque teria o primeiro-ministro tomado esta atitude? Por gratidão de passado? Teria alguma parente sua trabalhado para o milionário? Ou, receoso do resultado das eleições, o chefe do governo tenta garantir um futuro emprego? Só o interessado pode responder. Seja como for, Passos Coelho não tem o direito de dar exemplos destes a toda uma juventude que, com cruel descaramento, convidou a emigrar por não ter trabalho nem horizontes em Portugal.


Se ele entende que deve dar estes conselhos aos jovens da sua família, não temos nada com isso, é problema dele. Mas desrespeitar os valores morais em que a generalidade dos jovens portugueses é educada pelos pais, isso é que não se lhe pode permitir. A cada qual sua educação, a cada um os seus princípios. Nada de misturas.


 Nestas ocasiões é que se sente a falta, dentro do rectângulo, de uma figura de Igreja da estatura do Papa Francisco, para se pôr ao lado dos pais, dos professores e dos jovens, dizendo pelo claro que o rei vai nu.


Bancada Directa / Aventar

domingo, 3 de maio de 2015

Aos maus cagadores até as calças empatam. Será que as politicas de Passos Coelho foram sempre apoiadas pelo seu partido?

Até nos maus cagadores as calças empatam 

Durante três anos a direita bem pensante nunca apoiou de forma clara as políticas de Passos Coelho, preferiam fazê-lo de forma indirecta questionando pelas alternativas. 

 Uma boa parte da direita não se revê nem em Paulo Portas nem em Passos Coelho e não concorda com as suas políticas, mas para a nossa direita o poder está acima de quaisquer outros valores e por pior ou por mais incompetente que seja o governo um governo da esquerda é sempre pior. Há algumas excepções a esta postura, é o caso de Pacheco Pereira ou de Pedro Marques Lopes, a regra é a de que o pior governo da direita será sempre melhor do que um governo da esquerda. 

Mesmo algumas personalidades que detestam pessoalmente de Passos Coelho e discordam do seu programa, na hora das eleições mudam de opinião e até organizam jantares para lhe expressarem o seu apoio. Foi o que sucedeu com Manuela Ferreira Leite, há quatro anos queria livrar-se de Sócrates, agora ninguém duvida de que vai concluir que Passos é melhor do que Costa. 
Mas quando pensavam que a estratégia da falta de alternativa ia resultar pois parecia que António Costa esperava autorização de Bruxelas para mudar a política do governo são apanhados de surpresa com um estudo sério, bem elaborado e da responsabilidade de gente qualificada, independente e de competência reconhecida. Ainda por cima Costa teve o cuidado de manter tudo em segredo, apanhando toda a direita de surpresa. 

 As reacções da direita merecem ser recolhidas, os artigos de opinião, as diatribes do novo rico de Valongo, o silêncio de um Cavaco que ainda há poucas semanas se queixava do silêncio dos outros, os artigos dos radicais do Observador, as diatribes de um subdirector do Expresso que se ofende mais do que as más condutas. São dezenas de artigos e de reacções que sem enfrentar o estudo no plano técnico tentam desvalorizá-los, chegam mesmo a desvalorizar os seus responsáveis acusando-os de excesso de habilitações. 

 Mas o mais curioso é que quem devia defender as suas política ainda não teve a coragem de vir a público contestar o estudo e ninguém pergunta à ministra das Finanças o porquê do seu silêncio. Não tem capacidade técnica para fazer um comentário e escuda-se atrás das manobras idiotas do Marco António?

Bancada Directa / Blogue "O Jumento"

sábado, 2 de maio de 2015

A vida não se procura: acontece. Ora vamos lá pôr um pouco de musica neste fim-de semana. Ana Moura e a sua espectacular voz e presença.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

"No Palco da Saudade" é uma rubrica do nosso homem do teatro Salvador Santos que recorda as figuras que pisaram os palcos dos nossos teatros e que já deixaram o nosso convívio. Hoje recorda-se Anabela. É o Teatro no Bancada Directa "No Palco da Saudade" Texto inédito e integral de Salvador Santos

"No Palco da Saudade" é uma rubrica do nosso homem do teatro Salvador Santos que recorda as figuras que pisaram os palcos dos nossos teatros e que já deixaram o nosso convívio.
Hoje recorda-se Anabela.
É o Teatro no Bancada Directa

"No Palco da Saudade"
Texto inédito e integral de Salvador Santos

ANABELA
O seu talento natural para a dança, a sua graciosidade e a sua escultural beleza física incendiavam as noites do Porão da Nau, local de culto da gente do teatro dos anos 1960/1970. Já casada e sem qualquer ambição em ingressar no mundo do espetáculo, ela aparecia por lá com o marido sempre que na manhã no palco da saudade Ado dia seguinte podia estar mais algumas horas na cama. Incentivada por frequentadores do local, decidiu participar num concurso de Yé-Yé (estilo de música pop muito em voga), que acabaria por vencer.

O empresário Vasco Morgado repara então na jovem e convida-a por diversas vezes para integrar os elencos dos seus espetáculos, e em todas recebeu um «não» como resposta. O empresário não era pessoa de desistir com facilidade e jamais parou de insistir enquanto não obteve os seus intentos. Anabela estrear-se-ia nos palcos da revista no Teatro Monumental, em Lisboa, como atração, juntamente com o conjunto musical Rock’s, no espetáculo “Esta Lisboa Que Eu Amo”, em 1969, tinha ela pouco mais de vinte e dois anos.
A sua prestação foi de tal modo bem conseguida que o mestre Ribeirinho (Francisco Ribeiro) a convidou imediatamente para trabalhar na companhia do Teatro Alegre, na qual pontificavam ele próprio e outros nomes conceituados da comédia, como Henrique Santana, Maria Helena Matos, Luísa Durão ou Irene Isidro, com os quais fez várias digressões por todo o país, incluindo as nossas ex-colónias.

Mas seria no Parque Mayer, em Lisboa, que o nome de Anabela começaria a brilhar no topo dos cartazes das nossas produções teatrais, quando aceitou integrar o elenco da revista “Frangas na Grelha”, no ABC, a convite de Tony de Matos, com quem havia contracenado no filme “O Destino Marca a Hora”, a sua única incursão no mundo do cinema.
Terminada a carreira desta sua primeira revista como atriz, é desafiada a ensaiar um novo espetáculo no mesmo palco, que subiria a cena com o título “Saídas da Casca”, contando com um elenco maioritariamente feminino liderado pela (então também muito jovem) atriz Maria do Céu Guerra. Nesse espetáculo, o público confirma o que já se dizia pelos bastidores: Anabela é a nova grande vedeta do teatro de revista!

Os empresários começam a disputá-la. Guiseppe Bastos e Vasco Morgado tentam levá-la para o Teatro Maria Vitória, mas ela prefere continuar no ABC onde faz enorme sucesso com “Viva a Pandilha”. O assédio acentua-se e Anabela não resiste a novo convite daquela dupla de empresários, contracenando então aí pela primeira vez com Eugénio Salvador. Sérgio de Azevedo não se dá por vencido e chama-a de novo para o seu ABC, devido sobretudo à crise de vedetas femininas. Ivone Silva andava em digressão, Florbela Queiroz não podia, Aida Baptista estava ocupada...
É então que ela surge como primeira figura absoluta. E o sucesso não podia ter sido maior: “É o Fim da Macacada” tornou-a definitivamente numa das vedetas mais queridas do público. No espetáculo seguinte Anabela reforça o seu estatuto de estrela ao criar um dos muitos números que compõem a galeria dos melhores de sempre da história da revista à portuguesa: Cabaret, inspirado no célebre tema Money, protagonizado por Liza Minnelli e Joel Grey no filme “Cabaret”.

A atriz chegava a repetir o número oito vezes por noite e saía de cena exausta... Mas valeu pelo sucesso. Era aquele número que enchia o Teatro ABC noite após noite e que fez da revista “P'ró Menino e P'rá Menina” mais um êxito popular. Na revista que se seguiu (“Tudo a Nu”) a atriz volta a criar outro boneco memorável, pleno de graça, sentido crítico e grande complexidade, considerado por muitos como uma das melhores criações de sempre no nosso teatro musicado: Charlot.
O empresário Sérgio de Azevedo continua entretanto a apostar na sua vedeta, juntando-a a Ivone Silva na revista “Uma no Cravo, Outra na Ditadura”. Seguiu-se, no mesmo palco do Parque Mayer “P’ra Trás Mija a Burra”, transitando depois para o Teatro Ádoque. Aí continua a sua carreira de sucesso, mas uma queda no fosso de orquestra atirá-la-ia para uma reabilitação demorada. Anabela só voltaria ao teatro dois anos depois para substituir Ivone Silva em “Ó da Guarda!”.

Mas passado algum tempo perde os pais e a irmã, entrando em depressão. Ela, que tinha um corpo escultural, começa a engordar e em 1982 o seu peso rondava os 100kg. Mesmo assim ainda atuou em duas divertidas comédias: “O Gato” e “Chega P’ra Todas”, no Teatro Laura Alves. Para cúmulo da pouca sorte, Anabela é vítima de atropelamento e atirada para uma cama.

Nessa altura, ela dizia muitas vezes, então já com 200kg de peso, que lhe bastava perder 100kg para regressar aos palcos. Os seus colegas mais chegados abandonaram-na. Apenas alguns poucos a visitavam espaçadamente. A fadista Maria da Fé chegou mesmo a organizar um espetáculo, cuja receita reverteu a favor da atriz.

Entretanto, com o surgimento do Dr. Tallon e de novos processos de emagrecimento, Anabela recuperou a esperança de perder peso e de voltar aos palcos. Mas infelizmente a morte foi muito mais célere e ela acabaria por morrer, triste e desiludida, ainda muito jovem, com apenas quarenta e cinco anos de idade. Para a história da revista ficaram muitos dos seus números...

A atriz esfumou-se da memória das pessoas, mas não de todas. Hoje recordamo-la, porque quem é realmente Grande jamais será esquecido!

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2015. Abril. 30

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco com estes todos marados. Até dá a impressão de que querem cortar o direito à greve. E até posso considerar que os pilotos da TAP têm privilégios superiores aos seus outros colegas da empresa. Mas que têm direito à greve, lá isso têm!


Trabalhadores da TAP em protesto contra o sindicato de pilotos

Duas centenas de trabalhadores da TAP participaram hoje numa marcha silenciosa em frente ao Aeroporto da Portela.

Uma marcha contra o sindicato dos pilotos, que tem convocada uma greve entre os dias 1 a 10 de maio.

Um apelo de vários manifestantes para que o sindicato «perceba que existem rostos para além do seu pequeno mundo, que estão em completo desacordo com tamanha insensatez».

A convocação da manifestação partiu da iniciativa de um dos trabalhadores da companhia, Fernando Santos.

A marcha silenciosa teve início na sede da TAP, culminando no Terminal de Tripulações no Aeroporto de Lisboa.

Noutros tempos era o Relvas a muleta de apoio do Passos. Actualmente essa muleta passou a ser pertença do novo rico de Valongo, lá para os lados do Porto


Marco António, novo rico de Valongo

O mesmo Marco António que ainda não disse nada sobre as graves acusações de que foi alvo no Facebook de um antigo dirigente da JSD dá uma semana ao PS para responder a perguntas como se as propostas do PS estivessem sujeitas à censura prévia do PSD.

A jogada de Marco António parece ser inteligente ainda que o PS não tenha que lhe dar qualquer resposta.

 Mas este truque do PSD para reagir a uma proposta que o apanhou de surpresa só vai servir para prolongar o protagonismo do PS.

«O secretário-geral do PS afirmou hoje que o seu partido vai responder na quarta-feira às 29 questões formuladas pelo PSD sobre o cenário macroeconómico dos socialistas e sustentou que a avaliação do atual Governo "já está feita".»

terça-feira, 28 de abril de 2015

É mesmo a Lei do funil. Quando não se dá qualquer cavaco a ninguém das decisões que se tomam e têm a "lata" de quererem que os outros esclareçam



É mesmo a Lei do funil.
Quando não se dá qualquer cavaco a ninguém das decisões que se tomam e têm a "lata" de quererem que os outros esclareçam


A desorientação
A desorientação do PSD perante a divulgação dos cenários macroeconómicos pelos economistas convidados pelo PS é tanta que não há dia em que não haja uma novidade.

Começou pela reacção em massa dos jihadistas do “Observador”, comandados pelos velhos tarecos maoístas da “Voz do Povo” mordendo no documento de todas as formas possíveis. Como os ataques dos jihadistas não surtiram efeito, o país assistiu ao parto induzido de uma coligação que é a primeira a nascer de parto prematuro. Mas o anúncio da coligação teve menos impacto do que um boletim meteorológico.

Perante o falhanço o pequeno da apresentação dda coligação do cravo sim, cravo não o zipadinho Marco António de Valongo lembrou-se dos tempos em que Guterres era candidato a primeiro-ministro e o PSD usou o seu homem de mão da Direcção-Geral de Estudos e Previsão para criticar com ar quem tinha poderes censórios as propostas económicas do líder do PS.

Como agora a inspiração para atribuir alcunhas a António Costa não é grande (a Guterres puseram a alcunha de picareta falante) e já não podem contar com os serviços um pouco emporcalhados do tal Patinha Antão à frente da DGEP, o PSD lembrou-se de exigir que as propostas da oposição passem pelo crivo da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) e do Conselho das Finanças Públicas.

 O PSD, que não consultou nenhuma destas estruturas para adoptar medidas como o corte dos vencimentos, o golpe nas TSU ou o corte das pensões, que contou com Cavaco para que o Tribunal Constitucional não fosse igualmente consultado, vem agora exigir que as propostas do PS antes de serem apresentadas aos eleitores passem pelo crivo de estruturas que são promovidas a uma espécie de conselho económico eleitoral.

É instituída desta forma a censura prévia às propostas económicas da oposição. Mas uma coisa é a Dra. Teodora Cardoso ter um certo ar de tenente coronel na reserva, outra é dar-lhe um lápis azul para riscar as propostas da oposição.

O mais divertido disto tudo é que ainda recentemente o governo adoptou um Plano de Estabilidade cheio de incertezas, com medidas que num dia eram definitivas e no dia seguinte eram esquecidas e, tanto quanto se sabe, o documento não passou pelo crivo daquelas estruturas e não é muito seguro que Cavaco tenha tido conhecimento prévio das propostas. Parece que o PSD não se limita a querer a censura prévia dos programas económicos da oposição. Quando o Gaspar tentou dar o golpe da TSU consultou alguém?

Quando em vez da TSU decidiu um aumento brutal do IRS de um dia para o outro consultou alguém, fez algum estudo? O excesso de troikismo de Passos Coelho foi fundamentado nalgum estudo ou assentou nalguma avaliação do seu impacto no crescimento e no emprego?

Clicar aqui para verem as medidas

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