BANCADA DIRECTA
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Sábado, 4 de Julho de 2009

Lupa Mágica!

Mova a lupa na "senhorita" e verifique a transparência do vestido, mas não seja perverso!

Bancada Directa no Twitter

Twitter. Uma palavra que está ficando na boca do povo. Diariamente ele vem ganhando mais e mais espaço. Blogs, sites, revistas e uma infinidade de coisas tem falado dele, por isso Bancada Directa também adere a comunidade Twitter, e agora também pode seguir Bancada Directa no Twitter.

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. Falemos do nosso coração (3ª e ultima parte)

O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina.
Falemos do nosso coração (3ª e ultima parte)
O destaque:

Quando o coração e as artérias são e estão sujeitas a um esforço excessivo, está aberto o caminho para uma das várias doenças cardiovasculares: em comum têm vários factores de risco.

O desenvolvimento do tema.

É um estilo de vida pouco saudável que coloca as doenças cardiovasculares no topo das estaticistas de mortalidade no nosso país, a elas se devem cerca de 32% dos óbitos, uma percentagem que é possível reduzir actuando sobre os factores de risco.

São factores partilhados pelas várias patologias que, a seguir, se apresentam nos seus contornos essenciais.

Aterosclerose – gordura nas paredes.

É a acumulação de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias nas paredes arteriais, formando a chamada “placa”, mais concretamente sob o seu revestimento interno, que caracteriza a aterosclerose, doença que conduz ao estreitamento progressivo das artérias.

E podem ser afectadas todas artérias, das que alimentam o coração às que irrigam o cérebro e os demais órgãos vitais. Embora a causa exacta da aterosclerose não seja conhecida, parece que tudo se inicia com a lesão da parede interna das artérias, que leva à acumulação de plaquetas, iniciando-se um processo inflamatória com deposição das substancias acima mencionadas formando a placa”.

O processo de aterosclerose vai estreitando progressivamente as artérias, levando à sua oclusão total ou pode haver desprendimento de uma placa de aterosclerose que, levada pela circulação, vai obstruir uma artéria mais pequena, por onde já não consegue passar. Em consequência, os órgãos que essas artérias alimentam podem não receber sangue e oxigénio em quantidade suficiente. O primeiro sinal da doença pode ser uma dor no peito ou cãibras nas pernas, precisamente por falta de irrigação adequada e de oxigénio. Os sintomas desenvolvem-se gradualmente mas também podem surgir de repente se houver obstrução súbita de uma artéria.

Enfarte – músculo em
risco.
É o verdadeiro “ataque cardíaco”, termo que é usado para descrever as várias doenças cardiovasculares mas que, de facto, corresponde ao enfarte do miocárdio. Ocorre quando a obstrução de uma artéria restringe gravemente ou interrompe mesmo o fornecimento de sangue ao coração: se essa interrupção se prolongar mais do que alguns minutos, há destruição do tecido e músculo cardíaco por falta de oxigénio – é o enfarte do miocárdio.

O sintoma mais típico é dor no meio do peito, estendendo-se às costas e ao braço esquerdo. É uma dor intensa, prolongada e que não se acalma com repouso. A ela se podem juntar uma sensação de desfalecimento e um forte martelar do coração. Os batimentos irregulares podem interferir gravemente com a capacidade de bombeamento do coração, provocando paragem cardíaca.


Num em cada cinco doentes, o enfarte é silencioso, com sintomas ligeiros ou mesmo nenhum sintoma, sendo detectado posteriormente. Contudo, um enfarte é uma emergência médica, com muitas mortes a ocorrerem nas primeiras três a quatro horas.

AVC – células sem oxigénio.
Quando o sangue é bloqueado no seu caminho ao longo de uma das artérias cerebrais, há um menor afluxo de oxigénio ao cérebro e o resultado é a destruição ou morte de células – é o que acontece num acidente vascular cerebral ou AVC.
Um AVC pode ser também causado pelo rompimento de uma artéria cerebral – o sangue espalha-se ou acumula-se no cérebro, danificando as células. De uma forma ou de outra, tudo acontece subitamente e com efeitos imediatos.

Uma distorção lateral da boca (a chamada “boca ao lado”) é o sintoma mais característico de um AVC. Outros são fraqueza ou adormecimento, com formigueiro, ou paralisia de um membro ou lado do corpo, dificuldade de movimentação, tonturas ou perda de coordenação e equilíbrio, dificuldade na fala e na compreensão, e dor de cabeça súbita, que pode ser acompanhada de vómitos, rigidez do pescoço, dor facial (na cara) e alterações de consciência. Isto porque o cérebro controla funções corporais específicas, dos movimentos aos processos mentais.

Prevenir é possível

Na origem das doenças cardiovasculares estão muitos factores de risco modificáveis, oi que significa que +e possível preveni-los.


Assim:

1- Deixe de fumar.
2- Faça uma alimentação saudável, privilegiando os legumes, as frutas e os cereais integrais e ainda reduzindo o sal, as gorduras e os açúcares.
3- Pratique exercício físico com regularidade
4- Controle a sua pressão arterial e o nível de gorduras e açúcar no sangue
5- Vigie e controle o seu peso.

Vale a pena ver! When time stood still

Carroussel

Realizado exclusivamente para passar na net, Carousel ganhou o prémio deste ano em Cannes para o melhor anúncio publicitário. Ilustrando uma única cena, congelada durante mais de dois minutos, o filme ganha outra dimensão quando é visto no site interactivo concebido para o efeito (escolher fulscreen e formato 21:9). Para quem quiser ver como foi feito, pode encontrar aqui o making off.

agradecimento ao "arrastão.org"

Porque devem os Portugueses ir aos Estádios?!







Nem tudo é mau...


Luis Filipe Vieira...Naturalmente!

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Higuita: a maior defesa da historia do futebol!

video

Bom fim-de-semana

Bom fim-de-semana

Os desalinhados (8).Triste, muito triste a imagem de Portugal.

Dimite un ministro portugués tras insultar a un diputado
Manuel Pinho, titular de Economía, le tildó de cornudo

FRANCESC RELEA - Lisboa - 03/07/2009

Não tenho muito tempo para ver a RTP Internacional e os assuntos fogem-me. Mas a "prensa" espanhola dá relevo a este incidente. É uma triste imagem. Nem vale a pena fazer comentários, até porque não tenho a visão global do incidente..
La fragilidad política del primer ministro portugués, José Sócrates, se agravó ayer con un escándalo mayúsculo en el Parlamento que provocó la dimisión del ministro de Economía, Manuel Pinho.
Pésima señal en la recta final de la legislatura, a poco más de dos meses de las elecciones. La Asamblea de la República, en sesión plenaria, realizaba el último debate parlamentario antes de vacaciones sobre el Estado de la Nación, en el que la oposición en bloque, derecha e izquierda, condenó la política del Gobierno socialista.

El gesto fue condenado por todos los parlamentarios
El diputado Bernardino Soares, portavoz del grupo parlamentario comunista, estaba en el uso de la palabra cuando desde su escaño en el banco del Gobierno el ministro Pinho gesticuló ostensiblemente, colocando sus dedos índice en la cabeza, para llamar cornudo al diputado comunista.

El debate era sobre la difícil situación que atraviesan las minas de cinc de Aljustrel, en la región de Alentejo. Soares dijo que el ministro había visitado aquella localidad para entregar cheques.

Como respuesta, el ministro hizo el gesto que provocó una sonora protesta en la Cámara, sobre todo en los escaños comunistas y del Bloco de Esquerda, profundamente ofendidos. La cascada de protestas desde todas las filas políticas parecía interminable.

Las disculpas no tardaron en llegar, primero del ministro de Asuntos Parlamentarios, Augusto Santos Silva, que reconoció el "exceso" de Manuel Pinho, y después en boca del jefe de Gobierno, José Sócrates. El ministro en cuestión admitió su error y abandonó la sala. Ante los periodistas dijo que fue "un gesto desesperado". El Partido Comunista y el Bloco de Esquerda exigieron la dimisión. El resto de grupos parlamentarios reclamaron disculpas de parte del afectado y del primer ministro.

En un gesto inédito, José Sócrates, condenó el comportamiento de su ministro, que calificó de "inaceptable", y pidió públicamente disculpas en nombre del Gobierno a la Asamblea de la República. "Sé que el señor ministro ya ha dicho estar arrepentido, pero nada justifica aquel acto". Poco después, el primer ministro aceptó la dimisión de Pinho, cuyo puesto será ocupado por el actual titular de Finanzas, Teixeira dos Santos.

Hasta el presidente de la República, Aníbal Cavaco Silva, tomó cartas en el asunto al declarar que después de escuchar a todos los grupos parlamentarios sobre el incidente, que calificó de insólito, daba por zanjado el asunto. El primer ministro tiene por delante dos meses que se prevén tumultuosos hasta la celebración de las elecciones legislativas, a las que seguirán las municipales.

Ver mais aqui

A industria do sexo em Espanha

Exploração sexual na Espanha.


Uns traficam, outros montam o bordel


Este texto é dos jornalistas Mónica Ceberio Belaza e de Álvaro de Cozar do "El País".
A foto do estabelecimento é do Bancada Directa (não se permite a cedencia para "sitios" e "blogues" espanhois, por motivos óbvios.)

O estabelecimento "Kongo" referido no texto. Fica situado na "carretera de Zamora " entre Puebla de Vícar e Roquetas de Mar, mesmo no cruzamento com a AL-9029 perto da povoação de El Cañuelo. É uma zona totalmente integrada na paisagem de estufas, não visivel para quem circula na N 340 e na Autovia del Mediterraneo. Ao lado do estabelecimento há um "locutório" com telefones internacionais e internet. De noite é muito concorrido. (nota de Bancada Directa)

A rota do amor. Cuenca, km 200 da rodovia Nacional 301. Pela rádio, no sábado à noite, escutam-se todo tipo de convites para consumir sexo. É a Loca FM. Entre músicas "techno" e "pachanga", são anunciados os locais que o motorista vai encontrar em poucos minutos: uma voz grave e masculina sugere parar num deles: "Las Torres. Simply the best".

Ao longo de 20 km há cerca de sete clubes de sexo. Grandes, pequenos e médios. Em Los Molinos, um dos mais bem-sucedidos, não deixam entrar mulheres, nem a imprensa. Um encarregado paraguaio balbucia rapidamente que ali não se faz nada de mal, mas que não pretende deixar dois jornalistas entrarem. Nem sequer para tomar umas bebidas como qualquer cliente. O estacionamento está lotado. Jovens - alguns com grandes carros com a música no máximo volume - entram rindo. Dentro esperam-nos mais de 60 mulheres que trabalham ali, de diversas nacionalidades, jovens e bonitas. Esta noite far-se.-à fará uma óptima caixa, provavelmente.

Redes de tráfico de mulheres estrangeiras podem obrigar as garotas a prostituirem-se nas ruas e bairros industriais - às vezes também em apartamentos -, mas é raro que haja um clube de sexo explorado pelos próprios traficantes, sobretudo quando a rede é pequena e formada por três ou quatro pessoas.

Faltam espanhóis que actuem como comerciantes da mercadoria. E são necessários vários contatos, porque as mulheres não podem ficar paradas no mesmo clube durante muitas semanas. Os traficantes têm de montar uma rede de locais pela qual possam circular.
Cada região da Espanha tem suas especialidades geográficas: Na região Cantábrica (norte da Espanha) 90% são brasileiras. Em La Junquera (Girona) há uma porcentagem semelhante de romenas. O número total de clubes, segundo a Unidade Contra as Redes de Imigração Ilegal e Falsificação de Documentos da Polícia Nacional está em torno de 2.500.Os empresários espanhóis insistem que não têm nada a ver com o tráfico de mulheres.

Garantem que só lhes oferecem um espaço onde trabalhar livremente como prostitutas e que em troca cobram-lhes pelo alojamento e a comida. Luis, um cubano ex-jogador de vôlei dono de Las Torres, em Cuenca, afirma que é um negócio normal em que todos são livres. "Nas bebidas ganhamos 50%, mas o cliente dá o dinheiro directamente para a mulher. Eu não quero problemas. Também não me meto em se têm relações sexuais ou não. Isso é problema deles. Eu cobro 40 euros por dia por quarto, café da manhã, almoço e jantar, e não quero saber mais nada. Não aceito menores de idade nem saio procurando garotas.

Vem quem quer."A realidade nem sempre tem o tom cor-de-rosa que Luis pinta. Nos clubes há mulheres obrigadas a exercer a prostituição. Principalmente nos seus primeiros meses na Espanha, os que demoram em pagar a dívida aos seus captores.

As endividadas são obrigadas a fazer qualquer coisa que eles mandem. Às vezes é sua "mami" - a controladora, a pessoa que as vigia sempre - quem cuida de todas as suas relações comerciais, de lhes dizer quanto deve cobrar e com quantos homens têm de manter relações sexuais a cada noite. É a encarregada de pressioná-las se os objectivos mínimos não são cumpridos.

O empresário pode manter-se à margem e limitar-se a cobrar das mulheres entre 40 e 60 euros por dia para evitar conflictos com a Justiça.Mas em muitos casos é o dono do clube - através de seus encarregados e funcionários - quem explora directamente a mulher depois de os traficantes a trazerem para Espanha.

Nas sentenças judiciais encontram-se diversos casos como este. "Eugenio travou contatos com diversas pessoas da Rússia, que lhe enviavam periodicamente mulheres dessa nacionalidade", relata o Supremo numa resolução de Junho de 2006. Eugenio era o dono de um clube de sexo ["de alterne", bares com mulheres que bebem com os clientes]. Seus amigos russos recrutavam mulheres prometendo-lhes trabalho como garçonetes.

Quando elas chegavam, se se negassem a trabalhar como prostitutas Eugenio obrigava-as a falarem por telefone com o captor russo, que ameaçava matar suas famílias. O espanhol impunha multas às que não trabalhavam algum dia, não usavam saia ou se negavam a ir com um cliente determinado.

Eugenio obrigava-as a praticar o que ele chamava de "pequena champanhe" (beber uma garrafa, deixar-se tocar e masturbar o cliente) ou "grande champanhe" (com sexo completo). Uma relação trabalhista - forçada - toda regrada. As autoridades sabem onde ficam os clubes. Porque não há um maior controle deles? Por que não se faz uma vigilância constante para evitar que sejam espaços nos quais as mulheres são impunemente escravizadas?

Há duas vias de actuação: a policial e a da Inspecção do Trabalho. E as duas encontram o mesmo problema: a falta de regulamentação da prostituição na Espanha. Como não é proibida, não podem assediar os lugares de forma permanente. Como não é regulamentada, também não podem controlar o cumprimento de determinada norma, que sejam respeitados os direitos trabalhistas das mulheres."A questão não está clara nem sequer quanto ao 'alterne' [tomar bebidas com os clientes], que é uma actividade mais visível e que se pode controlar mais", explica Manuel Alía, subdirector-geral para a Inspeção em matéria de Seguridade Social, Economia Irregular e Imigração do Ministério do Trabalho. "Segundo os tribunais catalães, há uma relação trabalhista", continua. "Segundo os galegos, não pode havê-la porque se trata de um trabalho que atenta contra a dignidade humana.

Mas no principal, que é ali que se mantêm relações sexuais contra a vontade da vítima, não podemos entrar porque a legislação não nos ampara."A polícia encontra o mesmo problema na hora de actuar. A prostituição é uma actividade lícita, e por isso não podem persegui-la. Só podem ir atrás do tráfico de pessoas e da imigração ilegal. Em geral as batidas buscam mulheres sem documentos. Uma vez detidas, algumas denunciam os exploradores. Outras não. Por medo de represálias e porque muitas vezes o empresário as convenceu de que os agentes - que passam com frequência pelos prostíbulos para obter informações - não vão ajudá-las.

A prostituição é, segundo a ONU, o segundo negócio mais lucrativo do mundo, depois do tráfico de armas e antes do tráfico de drogas. Traz anualmente lucros de US$ 5 a 7 bilhões e mobiliza cerca de 4 milhões de pessoas. Na Espanha movimenta cerca de 18 bilhões de euros por ano, segundo o Relatório sobre a Prostituição redigido pelas Cortes Gerais. Mas a cifra é, mais uma vez, uma estimativa pouco confiável e baseada em um número de prostitutas ainda desconhecido.Há dados que indicam que, em todo caso, falamos de muito dinheiro.

Há algumas semanas a Polícia Nacional deteve José El Francés, um empresário de Almería que supostamente havia lavado 12 milhões de euros desde 2007. Os lucros provinham de seus sete clubes de sexo em Almería e Roquetas de Mar. O empresário ocultava 13 empresas de fachada que estavam nas mãos de testas-de-ferro e "laranjas", normalmente viciados em drogas que aceitavam dar a cara nos lugares por muito pouco dinheiro.

A mulher de José El Francés, uma russa, era encarregada de conseguir mulheres na Rússia e no Brasil para a rede.A província de Almería é um dos focos da prostituição na Espanha. Assim que se chegar a El Ejido, o Golden e outros locais lançam suas mensagens de neon aos motoristas. A poucos metros dali, nesse labirinto de estufas que dá trabalho a imigrantes vindos da América Latina, África e Leste Europeu, encontram-se outros clubes um pouco menos selectos. Um deles é o Kongo, muito perto de Roquetas de Mar. Por fora pareceria um depósito de ferro velho, se não fosse pelo luminoso de neon. Dentro é um clube de "alterne" para imigrantes. "É raro ver um espanhol por aqui", diz uma das garotas, uma romena com o rosto lívido que pede ajuda nos primeiros minutos de conversa: "Quero sair daqui. Não gosto disto. Não quero dedicar-me à prostituição".

É nesses antros que as ONGs têm mais problemas para ter acesso às garotas e atendê-las. Também nos apartamentos, onde as mulheres estão menos protegidas que em qualquer outro lugar. Algumas quase não saem à rua e só têm contacto com os clientes durante um breve período. Trabalham e vivem ali. "Algumas casas são autênticos armazéns de mulheres", relata um agente da UCRIF especializado em Leste Europeu. "Há pouco vimos um chalé pequeno no qual viviam 17 russas amontoadas. Dormiam em quartos cheios de beliches e não saíam nunca."

Assim se minimizam os gastos e optimizam os lucros. A prostituição chinesa, por exemplo, menos visível, é exercida quase totalmente em apartamentos de grandes cidades como Madri e Barcelona. Como na rua, nos apartamentos não há necessidade de grandes investimentos. É só pôr a mercadoria humana para produzir.Um dos poucos clubes chineses fica em Madrid. É um pequeno lugar com garotas asiáticas.

A clientela, salvo algum espanhol de terno e silencioso, é oriental. As jovens estão caladas comendo arroz com pauzinhos em torno do bar. No fundo, a "mami", também chinesa. Não falam muito. Uma das garotas tem 20 anos, vem da Tailândia e arranha um inglês suficientemente ágil para expressar que quer ir-se embora de lá. "Quero voltar para Banguecoque com minha família." Não tem passagem de volta e diz que vai precisar de um ano para conseguir dinheiro. Quando não trabalha, fica em casa fazendo sudoku.Um grupo de chineses entra no local e interrompe a conversa. Levam a garota rapidamente. Duas semanas depois não está mais lá. "A transferiram para outro lugar", diz o encarregado. Talvez tenha tido problemas por falar demais com este jornal. "Não vai acontecer nada com ela", diz um homem. "No máximo a terão deixado alguns dias sem comer

In Bancada Directa "The best of the Antonio Raposo (5)

Revisitar o "mestre" e as suas crónicas (5)

(Antonio Raposo escreve semanalmente para o Bancada Directa a sua crónica)

Em 8 de Maio de 2009 o "mestre" escrevia

A qualidade de Democracia

No meu ponto de vista a qualidade da Democracia começa nos partidos.

Essa associação de vontades e interesses, com um objectivo ultimo, que é a defesa dos desejos dos seus votantes e militantes.

Uma contabilidade e propósitos de lisura e honestidade a toda a prova e ainda o afastar dos pára-quedistas e das “estrelas”. Uma forma de actuar da sua direcção onde nada seja escondido, nem feito nas costas dos seus aderentes.

Uma contabilidade aberta e ao alcance de qualquer um na internet.
Infelizmente não é nada disto que temos vindo a verificar na grande maioria dos nossos partidos. Os seus dirigentes escudam-se nos segredos de estado (o que será isso de segredo de estado, visto que ao contrário do Rei Sol o estado “sommes nous”

Não aceito, na minha concepção de democracia, um partido que esconda verbas dadas por terceiros. Todas as dotações deveriam ser nominativas e públicas, com um máximo de valor per capita. As Sociedades não poderiam contribuir, pois, logo a seguir a esse favor teriam que ter retorno, pois não há almoços grátis.

Não aceito um partido cujos dirigentes saltem de um Banco Particular para o Governo e desse modo para uma Seguradora, depois para uma grande Construtora, novamente para servir os antigos senhores que lhe deram os ordenados.

E vou dar alguns exemplos: Ferreira do Amaral, Durão Barroso, Cavaco Silva, António Vitorino, Jorge Coelho, Oliveira e Costa e tantas dezenas de outros.

A qualidade da Democracia, tal como temos não é de todo recomendável. Ou algo muda ou um dia destes esta Democracia não tem pés para andar….É isso que os nossos governantes parecem que ainda não entenderam ou não querem que lhes conte.
Acontece que o sistema capitalista também funcionou às mil maravilhas (diziam) e de um momento para o outro rebentou como um balão sem conteúdo, deixando miséria, desemprego e pobreza como herança.


Em 28 de Abril de 2009 o "mestre" escrevia


Volta Santana amigo – Estás perdoado!

Os políticos profissionais são como as alergias, com a Primavera regressam sorridentes, dentinhos branqueados (tipo Paulinho das feiras) e com um ar angélico que é possível arranjar.

Ele há políticos que nunca vão ao fundo. Façam o que eles fizerem. Sabem utilizar às mil maravilhas os truques dos ilusionistas. Conseguem vender gato por lebre. Dominam as técnicas do marketing como professores da disciplina.

Maravilham as assistências com os seus ademanes, o seu “patois”.

Com o seu ”charme”. O “charmoso” Santana está aí anunciado.
Estás de volta – Estás perdoado!

O amigo Santana é um autêntico sobrevivente. Quem diria que passados breves meses de uma saída pela “direita “baixa” – super humilhado pelos cartoons, enxovalhado nas crónicas dos jornais, rodeado de artistas da nossa moribunda revista à portuguesa, desempregados. Tudo de mau lhe aconteceu. Sem se perceber muito bem como foi eleito para a Câmara de Lisboa. Mas o certo é que votaram nele!

Uma grande obra que deixou feita foi a aquisição de um carro de luxo – caro para burro – que para ele devia ser o veiculo a que “sua majestade” tinha direito. Entretanto deixou a Câmara de gatas, com as obras paradas, sem um tostão na caixa e com dívidas fabulosas. Um óptimo trabalho, diga-se!

Tudo isto se passou alegremente à vista dos eleitores, desta mui nobre e leal cidade de Lisboa

Ele ao sair bem avisou que “andaria por aí….

E não é que ele é de novo candidato à Câmara) Outra vez!
Será possível que o pessoal vai outra vez votar nele e eleger o amigo Santana?

Se me contassem eu não acreditaria.

Quem anda feliz são os fazedores de cartoons. Vão ter novamente muita matéria prima para trabalhar. Eu é que começo a não achar muita graça às anedotas!

Ensaio de Michael Jackson 48 horas antes de Morrer...

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Fim de tarde em Aguadulce

O belo pôr-do-sol em Aguadulce. Almeria

Estas fotos são comerciais do Turismo da Andalucia.

O local é junto à praia, no fim do Paseo del Palmeiral , junto ao Hotel Playadulce

Os desalinhados (7) O que se passa com o meu Cartão Europeu de Saúde?


Os desalinhados

Que se passa com o meu Cartão Europeu de Saúde?

Estará a ADSE (Assistência na Doença aos Servidores do Estado) desalinhada com a realidade e necessidades dos seus beneficiários?

Eu conto a história. Não tem muito para contar, a não ser para que no final se chegue a uma triste conclusão: É que a ADSE está mesmo desalinhada!
Estando prevista para este Verão a deslocação para Roquetas de Mar deste humilde cidadão, tratei, com muito tempo de antecedência (para mim, claro, não para a ADSE) de requerer o Cartão Europeu de Saúde. Sinceramente não é que eu precise dessa identificação para ter cuidados médicos (privados, claro) em Espanha, mas em caso de acidente longe do meu local habitual de estadia, pode mesmo ser preciso.

No dia 15 de Maio de 2009 dirigi-me ao Centro Regional da Segurança Social em Mafra e requeri o dito cartão para a minha mulher. O que é certo é que passados 7 dias, isto é a 22 de Maio de 2009, já tinha em minha casa o cartão respectivo.
Para a minha pessoa fiz o pedido respectivo desse Cartão Europeu de Saúde na Loja do Cidadão em Odivelas no dia 17 de Maio de 2009. Tudo dentro da normalidade. O que é de admirar é que passados 47 dias após eu ter pedido o Cartão Europeu de Saúde, dele nem tenho novas e nem mandadas. Entre os 7 dias que a Segurança Social precisou para a minha mulher receber o dito cartão e os 47 dias (contados hoje) que estão a demorar para que receba o meu, vai uma enorme distancia temporal.

É caso para dizer: Cartão Europeu de Saúde para que te quero, se demoras tanto a chegar? E não me venham com a desculpa do Certificado Provisório, que só me facultariam se eu viesse a Lisboa requerê-lo à própria ADSE. Então para que serve uma Loja do Cidadão?

Mas uma coisa é certa. È que esta demora obriga-me a pensar que a ADSE é uma desalinhada!

E é triste que assim seja.

A preocupação da gripe h1n1 na Andalucia.Mas a tuberculina pulmonar é o que causa mais dores de cabeça!

A "Saúde Pública" aqui nesta zona andaluza.

Vamos referirmo-nos à pandemia actual que grassa pelo mundo e que é actual "Gripe A h1n1, com incidencia no nosso vizinho aqui do lado, a Espanha. São dados gerais que se observam neste país, e seguidamente focaremos a nossa atenção noutra preocupação que grassa por esta zona de Almeria: a "tuberculina pulmonar". Não faremos a abordagem particular das gentes afectadas por esta doença, dado que entre El Egido e Roquetas de Mar convivem varias etnias e raças. Generalizamos o tema. Se bem que pudesse recolher informações pormenorizadas no Centro de Saúde de El Egido, que segundo me disseram têm uma informação muito completa no quadro de informações, preferi não o fazer, porque tambem estou de sobreaviso para não frequentar locais onde possa haver pessoas infectadas com o virus.

Tema n 1- A gripe porcina, mais chamada A h1n1

Martes 30 de Junho de 2009
H1N1 - gripe porcina - ESPAÑA

ESPAÑA
Cuarto fallecimiento en Europa
Primera muerte en España por gripe A
La joven de 20 años con gripe A que ha muerto hoy en Madrid, primera ocurrida en España, es la cuarta persona fallecida en Europa con esta enfermedad.

1. La OMS ha confirmado hasta ahora 70.893 casos de infección por el virus gripal A(H1N1) en más de un centenar de países

El deceso se suma a las más de 300 personas que han perdido la vida en el mundo a causa del virus A(H1N1), que ha infectado ya a unas 70.000, según datos de la Organización Mundial de la Salud (OMS).

Los fallecidos en Europa son tres británicos y la joven marroquí ingresada en España. El pasado 14 de junio murió una mujer de 38 años en Escocia, tras dar a luz prematuramente; el 28 pereció un hombre de 73 años en la localidad escocesa de Paisley. Ayer, día 29, una niña de 9 años en Birmingham (centro de Reino Unido) y hoy la joven ingresada en Madrid a la que ayer tuvo que practicársele una cesárea.

La OMS ha confirmado hasta ahora 70.893 casos de infección por el virus gripal A(H1N1) en más de un centenar de países y 311 muertos. En el total de víctimas mortales la OMS no incluye aún, por estar a la espera de confirmación, ni los de la niña británica fallecida ayer, ni la del paciente también británico muerto el 28 de junio, ni la de la joven ingresada en España.

De las 311 muertes oficiales confirmadas por la OMS, 116 se han producido en México, 127 en Estados Unidos, 21 en Canadá, 23 en Argentina, 7 en Chile, 2 en Colombia, 2 en la República Dominicana, 7 en Australia, 1 en Costa Rica, 2 en Guatemala, 1 en Reino Unido, 1 en Filipinas y 1 en Honduras.

En cuanto a Europa, el Centro de Prevención y Control de Enfermedades de la UE (ECDC) cifraba hasta ayer, día 29, en 6.173 el total de contagiados. Estos datos corresponden a los 27 estados miembro de la Unión Europea más Suiza, Liechtenstein, Islandia y Noruega.

La primera muerte en el mundo por el virus de la gripe A de la que se tiene noticia fue la una mujer que falleció el 13 de abril en el estado mexicano de Oaxaca. El 29 de abril, Estados Unidos registró la primera víctima mortal fuera de México, si bien, el fallecido era un niño mexicano que había viajado a Texas con su familia. En Europa, el primer fallecimiento fue el de una mujer en Escocia, el 14 de junio.

En España, hasta ayer, 29 de junio, el Ministerio de Sanidad había confirmado 717 casos de la enfermedad. El primero de ellos, que fue también el primero en Europa, el 27 de abril. Todos los casos detectados en España fueron considerados leves, a excepción de los de la joven de 20 años fallecida hoy y el de un hombre de 32, hospitalizado en Tarragona

Tema nº2

A "tuberculina pulmonar" na região de Almeria

El Servicio Andaluz de Salud Pública en Almería ha extendido el protocolo epidemiológico ante la confirmación de dos casos de tuberculosis pulmonar en niños de un centro de educación infantil de la capital al centenar de alumnos y la quincena de profesionales del centro para descartar la presencia de más afectados y localizar el foco de la enfermedad, el que se conoce como caso 'índice'.

Así lo confirmó en declaraciones a Europa Press la jefa del Servicio, Pilar Barroso, quien precisó que, de momento, se ha descartado que el transmisor provenga del entorno familiar del primero de los pequeños que presentó sintomatología, por lo que continúan los análisis clínicos para hallar tuberculina y los exámenes radiológicos si bien destacó que éste bacilo tiene un índice casi nulo de contagio entre niños.

Ambos menores, que no han precisado ingreso hospitalario, fueron diagnosticados en un estadio "muy inicial" de la enfermedad durante una visita médica a Atención Primaria y está siendo sometidos a tratamiento domiciliario al tiempo que las medidas profilácticas en torno a sus compañeros y profesores está a la espera de los resultados de la pruebas practicadas para ser implementadas.

El primer caso de tuberculosis pulmonar, de declaración obligatoria, se comunicó al Servicio de Salud Pública hace días si bien, a descartar que el sujeto 'índice' estuviese entre sus allegados, llegó la confirmación de un segundo menor afectado. En la mañana de hoy técnicos de Epidemiología se reunían con la comunidad educativa del centro para informar y resolver dudas en un ambiente de "receptividad y colaboración".

Almería, que tiene una incidencia de esta enfermedad superior a la media andaluza --28 casos por cada 10.000 habitantes-- es considerada, según apuntó Barroso, referente tanto nacional como internacional en su investigación y tratamiento, por lo que trasladó a la ciudadanía "un mensaje de total tranquilidad".

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

In Bancada Directa "The best of the Antonio Raposo" (4)

Revisitar o "mestre" e as suas crónicas

(Antonio Raposo escreve semanalmente a sua crónica para o Bancada Directa. Não tenho é a certeza se temos os pagamentos em dia)

A 10 de Janeiro de 2009 o “mestre” escrevia




O frio, os sem abrigo e a Sociedade

Tenho passado algum tempo a pensar sobre o assunto. Será que devemos aos sem abrigo a liberdade de os deixar na rua? São eles que preferem. Mas, se um nosso conhecido resolver atirar-se da ponte, isso não está previsto na lei como tentativa de suicídio? E, como tal, sujeito à alçada da autoridade?

É vontade expressa dos sem abrigo viverem na rua.

Essa liberdade implica – penso – a ausência de piedade (deles) para com os seus corpos. Certamente essa gente morre e adoece a uma velocidade superior à média.

Por outro lado a liberdade deles contunde com a forma civilizada e moderna de se viver. De há muito que se vive em casas e não se come ao relento! Ao dormirem na rua, onde fazem as suas necessidades? No meio dos passeios, conforme as regras de higiene? Que eu saiba não há casas de banho no meio do passeio para os sem abrigo.

Chamam a isso higiene pública?

Quando chega o frio, os organizadores de solidariedade desdobram-se a oferecer a esses pobres, pobres em muitos sentidos, porque a pobreza não é só falta de recursos, é muito mais e muita coisa junta. Diria que são muitas pobrezas para um só pobre.

O que me custa ver é que tudo funciona normalmente, dentro de um País normal, governado por gente normal. Chega o frio e vamos lá meter os desgraçados no quentinho!

Será então normal que deixemos esses seres humanos na rua (com tanta casa abandonada e emparedada, para que eles as ocupem) enquanto lhes vamos dar uma manta e uma refeição quente?

Não seria mais caridoso OBRIGAR essa gente ao internamento e tratamento adequado?

Essa gente de certeza que está doente. É gente que se sente um lixo. Sem uma auto-estima, sem nada e nem ninguém. Cada caso será e é um caso. Essa gente não merece que os deixemos na valeta da rua e da vida. Estão abandonados à sua sorte. Deveriam ser tratados, pois a saúde para eles deveria ser um direito e ser gratuita, aliás para todos aqueles que precisam e não a podem pagar!

Não aceito esta maneira desta nossa Sociedade tratar esta gente carenciada desta maneira.

Sociedades que se dizem modernas e que lidam com as pessoas como se fossem lixo, não devem merecer a estima e o respeito dos seus concidadãos.

A 14 de Dezembro de 2008 o “mestre escrevia”.

Uma história infantil (para adultos com sérias reservas)

Era uma vez um país, à beira-mar plantado e arrumado numa ponta desta Europa

Não se diz qual a ponta da Europa para ninguém saber qual é o país.

Esse país, na sua já longa experiencia, sempre viveu de rendas.
Uma espécie de país cigarra, que nunca quis ser formiguinha.

Tinha um lema: “O trabalho é bom para o preto!”.

A certa altura descobriu o caminho marítimo para a Índia e começou a traficar com especiarias. Ia buscar onde havia e vendia onde lhe compravam. Fazia dinheiro fácil!

Passados uns largos anos, resolveu trazer do Brasil (a terra da arvore das patacas) a riqueza que havia no seu interior. Foram anos de forró, com o ouro e tantas outras matérias-primas rentáveis.

Era só acartar. De caminho levava escravos, para embaratecer as viagens. Era tanto o ouro que o rei da altura resolveu fazer um Convento enorme e caríssimo, que nunca serviu para nada, a não ser o que é: um exemplo vivo de um elefante branco.

Naquele país (o Brasil) deixou-lhe a independência e uma pobreza bem distribuída pela maioria da população. Os poucos ricos eram uns ricaços! Os muitos pobres isso mesmo.

E assim se mantém hoje. Graças a Deus. De nada serviu o “sermão aos peixes” de Lopes Vieira.

Esgotada a saga americana, voltou-se para África e foi quase até ao século XX sempre a trazer riqueza. Ouro, diamantes, café e tantas outras colheitas.

De há uns anos a esta parte, parente pobre desta Europa, viveu da pedincha

Fizeram entrar o país na União Europeia, mas nunca perguntaram, se era essa a vontade dos indígenas. Recebeu rios de dinheiro vivo, que foi repartido por alguns “industriais do bronze”, amigos dos amigos.

E ainda para fazer “cursos” de banalidades para “boi dormir”.
A Europa deu o dinheiro e deixou ir…. Ninguém controlou! Foi um ver se te avias.

Era quem mais podia sacar.

Nunca vi tantos jipes comprados como máquinas agrícolas. Os jipes levavam os meninos à escola e as madames às compras, produziam poluição e um largo consumo de combustível. Davam aos papalvos a ideia de que bastava ter amizades para se sentar à mesa do poder.

Recentemente as ajudas sumiram. As colónias já tinham ido à vida. Aproximam-se dias maus.
O futuro do país. O seu destino, o que fazer dele. Nada disso se discutiu ou discute.

Ninguém sabe para onde vai.

Sabemos que administram um sistema capitalista e fazem-no coerentemente, mesmo que tenham no seu emblema outras cores e outros eventuais propósitos.

Os dirigentes dirigem sempre em frente e sem rumo ou destino.

Na verdade já não dirigem nada, visto terem hipotecado o país a uma entidade federativa a que se chama União..

A União é que dá o lamiré. O país toca a sanfona. Vamos assim rumo ao infinito. Cantando e rindo.

Porem, há muito tempo que nos ensinaram que o “infinito” é inatingível!

(Nota do autor do post: às horas a que este post for publicado ,estarei já bem longe, numa viagem que terminará lá pelas 17h00. Portanto não publicarei amanhã "The best of the Antonio Raposo"(5), que ficará para sexta-feira. A 3ª parte de Temas de Medicina "Falemos do nosso coração" será publicada no Sabado.)

OBRIGADO PORTUGAL . . .ESTAMOS ORGULHOSOS !


Tá feia a coisa na terra de Cabral...

Ancelmo Gois, naturalmente diria:

Deve ser horrível...vc sabe...


ANEDOTA em que se transformou o nosso País:

Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.

Um jovem de 18 anos recebe 200EUR do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236EUR depois de toda uma vida de trabalho.

Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.


Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 1000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.


Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.

O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados.
No Fórum Montijo a WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar mãos.


O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).


No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.

Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal.
Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!


Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem.

6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e a associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.

Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar juros.


Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.


Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!


Numa farmácia pagas 0.50EUR por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!


Obrigado Portugal. Estamos orgulhosos.


recebida por email por um amigo

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

"Recordar é Viver" O Palacio Sotto Mayor em 1947 e o que é nos dias de hoje

Recordar é Viver

O Palácio Sotto Mayor


Esta é a foto do Palacio Sotto Mayor, situado na Avenida Fontes Pereira de Melo em Lisboa. A foto é de 1947 e foi obtida por Paulo Guedes .É pertenca do Arquivo Fotográfico da Camara Municipal de Lisboa . Curioso é que a foto foi tirada das trazeiras do Palacio, isto é da Rua Sousa Martins, junto ao Largo do Andaluz..

A historia do Palacio Sotto Mayor

O Palácio Sotto Mayor foi erguido por vontade do banqueiro Cândido Sotto Mayor (1852-1935) para servir de sua residência nas Avenidas Novas.

Em 1900, começou a demolição do solar oitocentista da família Mayor, que ali existia, para dar início às obras da muralha de suporte sobre o Largo do Andaluz.

Em 1902 iniciou-se a construção do Palácio Sotto Mayor, que demorou quatro anos e empregou uma média de duzentos operários.

O projecto é assinado pelo Capitão de Engenharia do Exército António Rodrigues Nogueira, pensando-se que este tenha encomendado o risco inicial ao Arquitecto Ezequiel Bandeira, tendo ainda a colaboração, no desenho, do Arquitecto Carlos Alberto Correia Monção.

Além do Palácio, o conjunto incluía anexos (cocheiras, casa de criados, lavadouro) e um sinuoso jardim «biscoito» com lago, estufa de vidro e gaiolas.

O programa arquitectónico do imóvel, em «estilo compósito» de inspiração francesa, desenvolve-se em duas fachadas de entrada — de salientar a janela com cariatides do Escultor Jorge Neto — uma fachada de lazer com torre adossada e a posterior de serviço.

O interior quadrangular é organizado à volta de um grande hall central, onde domina uma imensa clarabóia.

Nos finais dos anos sessenta chegou a haver um projecto do célebre Arquitecto Conceição Silva, para o local, que previa a demolição do velho Palácio e o surgimento de um Hotel de 5 estrelas. (Nota: O Arquitecto Gastão da Cunha Ferreira, autor do actual projecto de recuperação, é um conhecedor profundo de tudo aquilo que para ali esteve previsto e suas vicissitudes. Está a preparar um livro muito bem documentado sobre o Palácio Sotto Mayor com a colaboração dos Dr. Pedro Bebiano Braga e Dra. Eunice Relvas, do Gabinete de Estudos Olissiponenses).

Em 1988, o Palácio Sotto Mayor foi considerado como imóvel de interesse público pelo IPPAR e surgiram, desde então, os primeiros projectos para a sua renovação.

Até 1992, o projecto esteve a aguardar a autorização do Instituto do Património e as autorizações da Câmara Municipal, tendo o processo de licenciamento sido autorizado em 1993.

Passados seis anos de espera, e depois de um incêndio no seu interior, a CML e o IPPAR deram luz verde ao projecto, com as últimas autorizações para o avanço do novo empreendimento. As características fundamentais do Palácio foram obrigatoriamente mantidas, tendo o projecto sofrido apenas um ligeiro restyling.

Agora o Palácio Sotto Mayor é um empreendimento comercial. Damos algumas imagens do que é hoje o edificio.

Bancada Directa dá os parabens aos amigos do Lisboa SOS pela passagem do seu 1º aniversário

Parabens Lisboa SOS

Aqui apresentamos a vossa primeira foto, inserida no vosso 1º post, sobre esta Lisboa, que todos nós gostaríamos de ver em muito bom estado de conservação.. Mais uma vez parabens.


In Bancada Directa "The best of the Antonio Raposo" (3)

In Bancada Directa "The best of the Antonio Raposo". (3)


Revisitar Antonio Raposo e as suas crónicas.
(Antonio Raposo escreve semanalmente a sua crónica no Bancada Directa)


A 14 de Março de 2009 o “mestre” escrevia:

Os adeptos, os clubes e o resto.

O futebol – que tantas simpatias, ódios e amores despoletam, é também e principalmente um grande negócio. As pessoas levam-no a peito!

Transformam as derrotas em dramas pessoais e as vitórias dos seus clubes como suas.

Esta mistura de coisas amadas e coisas compradas, tem, fatalmente, de redundar em exageros. É por isso que vimos os adeptos de um clube a levar em ombros os seus ídolos, no dia em que ganham e a desprezá-los no dia em que perdem.

Tudo isto sabendo nós e eles, que os jogadores são primeiro que tudo profissionais, que estão hoje neste clube e amanhã noutro, dependendo de vários factores, entre os quais a negociação dos “apoderados”. Os que fazem do negócio dos atletas o seu ganha-pão.

É verdade – não parece uma coisa dos dias de hoje – mas o que se passa é o que os jogadores são também mercadoria. Compram-se e vendem-se. Como batatas ou feijões.

O caso mais bizarro que outro dia li foi o de um negociante suíço que tinha comprado um lote de jogadores e esperava – como o tempo – poder fazer umas massas boas, se um deles se valorizasse com estrela. Bastava só um!

Punham-se a jogar pelos clubes da terra e com o decorrer do campeonato os seus “rebentos” lá ir-se-iam valorizando e desta forma valorizar o capital investido pelo negociante

Entre negociante suíço e o romano que vendia homens (escravos) em Roma para o circo romano, há uma diferença de forma, mas não de fundo.


O que proponho aos meus estimados leitores é o seguinte: estamos assim tão longe dos tempos dos Torneios dos Circos Romanos?

Um antigo pensador disse que o homem queria apenas pão e circo.

Digo eu, se ele não queria afirmar que era pão e futebol?

A 14 de Dezembro de 2008 o “mestre escrevia”.

Uma história infantil (para adultos com sérias reservas)


Era uma vez um país, à beira-mar plantado e arrumado numa ponta desta Europa

Não se diz qual a ponta da Europa para ninguém saber qual é o país.
Esse país, na sua já longa experiencia, sempre viveu de rendas.
Uma espécie de país cigarra, que nunca quis ser formiguinha. Tinha um lema: “O trabalho é bom para o preto!”.
A certa altura descobriu o caminho marítimo para a Índia e começou a traficar com especiarias. Ia buscar onde havia e vendia onde lhe compravam. Fazia dinheiro fácil!

Passados uns largos anos, resolveu trazer do Brasil (a terra da arvore das patacas) a riqueza que havia no seu interior. Foram anos de forró, com o ouro e tantas outras matérias-primas rentáveis.

Era só acartar. De caminho levava escravos, para embaratecer as viagens. Era tanto o ouro que o rei da altura resolveu fazer um Convento enorme e caríssimo, que nunca serviu para nada, a não ser o que é: um exemplo vivo de um elefante branco.

Naquele país (o Brasil) deixou-lhe a independência e uma pobreza bem distribuída pela maioria da população. Os poucos ricos eram uns ricaços! Os muitos pobres isso mesmo.

E assim se mantém hoje. Graças a Deus. De nada serviu o “sermão soa peixes” de Lopes Vieira.
Esgotada a saga americana, voltou-se para África e foi quase até ao século XX sempre a trazer riqueza. Ouro, diamantes, café e tantas outras colheitas.

De há uns anos a esta parte, parente pobre desta Europa, viveu da pedincha

Fizeram entrar o país na União Europeia, mas nunca perguntaram, se era essa a vontade dos indígenas. Recebeu rios de dinheiro vivo, que foi repartido por alguns “industriais do bronze”, amigos dos amigos. E ainda para fazer “cursos” de
E ainda para fazer “cursos” de banalidades para “boi dormir”.
A Europa deu o dinheiro e deixou ir…. Ninguém controlou! Foi um ver se te avias.

Era quem mais podia sacar.

Nunca vi tantos jipes comprados como máquinas agrícolas. Os jipes levavam os meninos à escola e as madames às compras, produziam poluição e um largo consumo de combustível. Davam aos papalvos a ideia de que bastava ter amizades para se sentar à mesa do poder.

Recentemente as ajudas sumiram. As colónias já tinham ido à vida. Aproximam-se dias maus. O futuro do país. O seu destino, o que fazer dele. Nada disso se discutiu ou discute.
Ninguém sabe para onde vai.

Sabemos que administram um sistema capitalista e fazem-no coerentemente, mesmo que tenham no seu emblema outras cores e outros eventuais propósitos.


Os dirigentes dirigem sempre em frente e sem rumo ou destino.


Na verdade já não dirigem nada, visto terem hipotecado o país a uma entidade federativa a que se chama União..
A União é que dá o lamiré. O país toca a sanfona. Vamos assim rumo ao infinito. Cantando e rindo.

Porem, há muito tempo nos ensinaram que o “infinito” é inatingível!

Jogo de Juniores Transformado em Batalha Campal


No sábado, num jogo de juniores entre Sporting e Benfica que embora importante, decidia quem seria o campeão no escalão júnior, não passava disso mesmo de um jogo de juniores, surgiu algo vergonhoso para todos os amantes de futebol, uma verdadeira batalha campal.

Pelas imagens que chegaram pela TV, deu para nos apercebermos que até ao minuto 26 da 1ª parte, quando se deu a entrada dos adeptos do Benfica, a Academia do Sporting reunia todas as condições para se realizar uma final de juniores como nos últimos 7 anos anteriores, alguns deles realizados entre as mesmas equipas, depois disso....






Não adianta estar aqui a dizer de quem foi a culpa, mas sim, de reprovar o que se passou e para que todos os envolvidos reflictam o que falhou, para que situações destas não voltem a suceder, para bem do futebol.

É urgente que os clubes identifiquem os verdadeiros "animais" que se encontram nas claques, sejam eles de que clube sejam, pois esses não procuram apoiar o seu clube, mas sim, descarregar frustrações da sua vida, procurando sempre o confronto, insulto e outras situações que não dignificam ninguém, e acima de tudo, afastam ainda mais as famílias do futebol.

Uma nota negativa para os responsáveis pelas declarações finais acerca deste lamentável acontecimento, uma vez que se preocuparam mais em acusar o outro, que reprovaram os actos selvagens dos seus adeptos, mesmo que alguém possa ter razão. Não entendo e reprovo que alguém com tamanhas responsabilidades não faça um mea culpa, e não assuma de vez o afastamento desses "adeptos" da vida dos seus clubes, depois de identificados.

Mas o mais natural, é ainda oferecer uns bilhetes e guarida para estes prepararem mais uma "batalha" num qualquer lugar a beira-mar deste Portugal.

Sugestão: Todos os que se envolvessem neste tipo de situações, seriam identificados, condenados a fazerem trabalhos comunitários e outros trabalhos forçados, afastados dos jogos dos seus clubes, apresentando-se em cada dia e horas de jogos do seu clube, no posto da GNR da sua região, sendo obrigado a permanecer no local até o jogo terminar, pelo menos durante 5 anos.


Mas, não sei, pois quando vi alguns meses um adepto vestido de "diabo" a entrar num relvado e apertar o pescoço ao árbitro auxiliar com o jogo a decorrer, ainda por cima num estádio novo, com muitas mais condições que Academia do Sporting, e nada suceder, é possivel que continue um país encantado e feliz, assobiando para o lado, a espera de algo mais grave. É o nosso país!


«Jogo sujo»

Há um imenso futebol para lá da hora e meia de cada jogo. De longe em longe, a tribo do mais sedutor e empolgante desporto colectivo fica sobressaltada com o aparecimento de relatos de experiências vividas, traduzidas por ensinamentos que ajudam (ou não...) à interpretação desse tempo circundante aos noventa minutos verdadeiros. Fernando Mendes, antigo internacional e único futebolista com passagem pelos cinco clubes campeões de Portugal (Sporting, Benfica, Belenenses, Boavista e F.C. Porto), acaba de editar o livro «Jogo Sujo», uma espécie de acusação sobre as grandezas e misérias - mais estas do que aquelas... - com as quais conviveu ao longo de uma carreira tão longa quanto tumultuosa.


Não me compete avaliar da intenção do autor nesta sua confissão - sentida, dolorosa, perturbadora, sem, no entanto, reivindicar em nenhum momento qualquer vitimização. Parece-me irrelevante o «timing» escolhido por Fernando Mendes para expor a sua verdade, depois de anos a fio a chafurdar - sem resquício de arrependimento, como confessa - naquilo que hoje denuncia. Um depoimento com a configuração odiosa daquele que Fernando Mendes expõe, mais do que polémico, é gerador de reflexão, assentando esta em dois planos:

- como foi possível a aceitação de expedientes tão rascas, atravessando tantos jogadores, intérpretes de um silêncio cúmplice que, agora, seguramente vão querer manter?

- será possível o futebol actual (ainda) albergar este tipo de actuações tendentes a enganar a verdade e a destruir a alma dos intérpretes que a aceitam?

No seu «Jogo Sujo» - como ele o descreve, miseravelmente nauseabundo! -, Fernando Mendes fala de TUDO o que viveu, embora, previsivelmente, por razões de prudência judicial, omita o nome de alguns clubes e de quem o incentivou e conduziu através do «doping», embora a sua identificação não se afigure minimamente embaraçosa. Embora o livro aborde outros temas melindrosos - prostitutas nos estágios, favorecimento das arbitragens, ameaças, etc. - é sobre o «doping» que Fernando Mendes se debruça com maior minúcia, explicitando modelos de actuação, produtos consumidos, efeitos da dopagem. Sem ser exaustivo, retiro deste capitulo alguns salpicos:


- «... assumi o risco e tomei «doping» de todas as vezes que me foi dado. E quem recusasse tomar alguma coisa, provavelmente ficaria sem jogar. Nunca vi um único colega insurgir-se perante essa situação»:

- «... um estende o braço e é picado, o outro abre a boca e é medicado. Passados uns minutos vão lá para dentro cheios de força e raiva»;

- «... cada jogador tomava a sua dose personalizada, mediante o seu peso condição física do momento ou última vez que tinha ingerido a substância. Havia necessidade de gerir os ciclos de cada atleta para atenuar o risco de ataque cardíaco provocado pelo excesso de droga»;

- «...Havia jogos em que entrávamos no balneário e perguntávamos: «onde está o milho?» Pouco depois parecia o massagista com uma bandeja recheada de seringas para dar a cada um»:

- «...uma pequena vacina, do tamanho de uma meia unha, chamada Pervitin. Espetavam-nos aquilo no braço, mesmo no músculo, e dava para correr e saltar durante quatro jogos de seguida»;

- «... no final de um jogo em que tínhamos usado «doping», chegávamos ao balneário e pedíamos a «anti-raiva»: uma cápsula que nos era dada para baixar a dose que tínhamos tomado anteriormente»

- «... Se um jogo fosse às quatro da tarde e se nos dopássemos às 15h.45, muitas vezes, mesmo com a anti-raiva, ainda dava para correr até à meia-noite. Ou então dava para o inverso - depressão, falta de paciência, isolamento;

- «... em certos treinos, víamos um ou dois juniores que apareciam para treinar connosco. Esses juniores não estavam ali porque eram muito bons ou porque tinham que ganhar experiência. Estavam ali para servirem de cobaias a novas dosagens»

- «... um elemento do corpo clínico dava cápsulas ou injecções com composições ilegais a miúdos dos juniores. Essas experiências não podem ser feitas com futebolistas seniores que jogam todos os domingos e que são os principais activos do clube»;

- «... neste sistema demente, o jogador é carne para canhão. «está cansado? Então droga-o. Falta pouco tempo para acabar e estamos a perder? Então, droga-o. Precisamos de marcar um golo urgentemente? Então, droga-o. E se morrer? Que se f...» O depois não interessa.»

Ao invés do que uma apressada leitura possa sugerir, enquadrando o «mea culpa» de Fernando Mendes num atoleiro de especulação e sensacionalismo, prefiro pensar na infinitude de tristeza que este «Jogo Sujo» pode proporcionar a quantos amam o futebol. Será a partir desta mentira miserável exposta por Fernando Mendes que se poderá despejar alguma verdade sobre o apaixonante jogo? Mesmo pensando que as vitórias químicas já pertencem a esse passado - porventura e, desejavelmente, longínquo -, nem por isso o «Jogo Sujo» deixa de ser arrepiante, talvez até para quem sobre ele se deva debruçar com outras responsabilidades e alcance investigatório. Se calhar, o dr. Luís Horta (CNAD - Conselho Nacional de Anti-Dopagem) tem tido razão na luta - para alguns odiosa, obsessiva, doentia e obstinada... - que tem travado. É importante tornar o jogo limpo.


por: Joaquim Rita no site RTP

Fragmentos e Opiniões: Mentalidade Política por MST

Esta noite sonhei com Mário Lino


Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como?

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

- É, é sempre assim.

- Todos os dias?

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.

- E porque são quase todos espanhóis?

- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?

- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?

- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!

- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?

- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

- Pois é.

- E, então?

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...

- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

Miguel Sousa Tavares in "Expresso"

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

In Bancada Directa “The best of the Antonio Raposo” (2) Revisitar o "mestre" e as suas crónicas

In Bancada Directa “The best of the Antonio Raposo” (2)

Revisitar Antonio Raposo e as suas crónicas

(Antonio Raposo escreve semanalmente a sua crónica para o Bancada Directa)



A 22 de Março de 2009 o “mestre” escrevia:

Bento XVI espalhou-se!

Se toda a gente já bate no Papa, porque não eu?

Ele apesar de ser uma eminência parda, não passa de um bispo eleito pelos seus iguais. Nada mais do que isso. É claro que compreendo que bater no Santo Padre pode colidir com os indivíduos que têm Fé.

Mas a Liberdade é isto. Se eu não puder bater no Papa, não há Liberdade para mim. E quem restringir a minha Liberdade, não está a defender a essência da dita Liberdade.

……O Santo Padre chegou há dias a um país africano e disse do alto da sua infinita e celestial graça: “ A SIDA não se combate com preservativos!”

Eu digo que ele tem toda a razão.

A SIDA não se combate com preservativos, combate-se sim com medicamentos! Até aqui tudo isto nós sabemos.

O que o Santo Padre diz de uma forma” assaz bizarra”, é que mais vale o pessoal não usar preservativos e transmitir a doença ao seu parceiro e que morra como um herói., pois não é pensável dar medicação aos milhares de doentes infectado com o vírus HIV. A medicação é muito cara e onerosa para poder ser dada gratuitamente aos pobres “doentes africanos”.

Será que o Papa sabe realmente que a SIDA não tem cura? Se não sabe, é muito triste. E isto em pleno século XXI

A 22 de Março o “mestre” escrevia:

A TV que nós temos!

O que se passa com os nossos canais de Televisão? Dia a dia a qualidade dos programas baixa.

Uma análise dos seus conteúdos alinha-os com o pior nível. É de conteúdos abaixo de cão.

O que vemos em termos de musica? Cantores pimbas!

Pensávamos que a moda tinha acabado, mas estávamos enganados. O pessoal gosta de ouvir os excelentes poemas e as músicas do Quim Barreiros e do Toni Carreira (ambos já fizeram fortunas). E são músicas e letras, umas de uma brejeirice horrível e as outras de um romantismo besuntado. De um gosto boçal e baixo!

Assim se vai deseducando o pessoal. A Televisão devia ser uma coisa, que para além de educar, devia ter também a função de distrair as pessoas. Não transformar um povo letrado em saloios!

A Televisão do Estado o que faz? Deveria ter a obrigação de puxar para cima a qualidade dos programas e dos conteúdos. Em vez disto faz exactamente como se fosse uma estação privada: alinha por baixo, para roubar audiências e arranjar publicidade, assim ganha uns tostanitos e alivia as dividas.

Isto não é eu estar a dizer mal só por dizer! Apenas faço o retrato, mais nada. E é pena que seja assim!


(sobre esta crónica o leitor Zé Espanca de Aveiro comentou: chegue-lhes, para ver se agarram juizo.)

A 14 de Fevereiro de 2009 o “mestre” dizia de sua justiça e perguntava: Para que servem as “EMEL”S?

A Emel

A empresa que se formou com a participação da Câmara Municipal de Lisboa, actua na cidade de uma forma, que acaba por ser a mal amada dos lisboetas.

Esta entidade gere a distribuição dos dísticos de estacionamento para os moradores na cidade e actua como se fosse uma Polícia, que não é, mas que acabou ocupando o lugar, no meu entendimento, que deveria ser da Policia Municipal, a qual foi reduzida a zero (nada).

Multa os estacionamentos em infracção e cobra. Inclusive reboca os veículos. Uma Policia sem ser Policia mas – julgo com um Decreto-Lei que a sustenta e autoriza. Isto porque a Policia, aquela que o lisboeta gostaria de ver na rua, não aparece!

Não sei quem está à frente desta entidade, mas cheira-me que foram os que na Camara Municipal de Lisboa perderam os tachos, que saltaram para esta empresa de “emprego partidário”, na falta de melhor.

Enfim, aconselho que as Câmaras Municipais se reduzam a serem o que sempre foram. Deixarem para as Policias o trabalho destas e para o qual estão vocacionadas.

Acabem com as Emel”s já!

Fragmentos e Opiniões. "A ver os comboios passar"

Fragmentos e Opiniões Fracturantes
A ver passar os comboios

A nau afunda-se e, no castelo de proa, o primeiro-ministro, menos hirto, ordena marcha à ré.

Na sua académica seriedade, Mário Lino está cansado. Não tem idade para estar no Governo. Mário Lino teria o direito. O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações não tem.

Um repórter aceita ir para a guerra e quando chega diz que não tem idade para aquilo. Um neurocirurgião confessa antes de abrir um crânio que lhe treme a vetusta mão. Não é o momento.

A meses curtos das eleições, e quando a discussão nacional assenta (como sempre) nas obras públicas, aeroporto e TGV, o ministro diz que está velho. Vamos ver quantos ministros vão pôr-se ao fresco dando a entender que não são, nunca foram e jamais voltarão a ser, responsáveis por qualquer decisão, exceptuando a compra de uns agrafos. A nau afunda-se e no castelo de proa, o primeiro-ministro, menos hirto do que é costume, ordena marcha à ré. Este era o Governo das decisões firmes e do rumo certo.

Nenhuma decisão de investimento público, incluindo as mais ruinosas e "derrapadas", se tem tomado sem o andar de caranguejo. Expo-98, CCB, Euro-2004, Ponte Vasco da Gama, Casa da Música. Etc. Acabamos por gastar o dobro e atrasar a obra, o que nunca nos ralou enquanto sobrou dinheiro. Não sendo subscrita pelo bloco central (caso da Expo e do Euro) a obra serve de arma de arremesso. Gasta-se o dinheiro nos estudos e projecto, cancela-se o projecto, avança-se com outro projecto. De caminho, muita gente enche patrioticamente os bolsos.
Os dois maiores partidos, PS e PSD, aprovaram o aeroporto e o TGV como opções essenciais. Os dois maiores partidos vêm agora, cheios de heroísmo e nobre espírito, dizer que essas decisões, seladas por ministros e primeiros-ministros e continuamente adiadas por razões políticas, não podem ser tomadas por alguém em particular. Não interessa o dinheiro gasto em estudos, os compromissos contraídos, as dívidas e os fundos europeus; interessa que ninguém se arrisca o suficiente por isso.

Portugal não se tornará ingovernável depois das eleições, Portugal já é, neste momento, um país ingovernável. Esse argumento para votarmos no PS, o PS perdeu. Ao recuar nas decisões e ao autorizar um ministro a contradizer-se e a defender-se dizendo uns disparates em público, José Sócrates acaba de invalidar o voto "útil" na "governabilidade". Porque estamos sem governo.

Há uns bons anos, políticos, economistas, empresários e outros crânios sortidos, decidiram que o modelo de transporte individual devia ser "implementado" (neologismo inventado pelos mesmos crânios) em detrimento do transporte ferroviário.

E que a nossa ligação à Europa assentaria na rodovia e na aviação. No resto da Europa, construía-se o Chunnel e a rede de alta velocidade. Durante o cavaquismo, a decisão rasgou as estradas e auto-estradas que por aí andam. A política foi continuada pelo guterrismo. Esforçadamente, terminou-se o último lance da auto-estrada para o Algarve, estupidamente parada por causa de umas considerações ecológicas superiores às vidas perdidas em acidentes. Como era de costume, a única auto-estrada que faltava acabar nunca mais era acabada.

Os portugueses pagam uma fortuna em portagens. A desertificação acentuou-se e vilas e aldeias deixaram de ficar no roteiro e caíram no esquecimento. Ninguém conhece Portugal, atravessa-se Portugal. A CP, essa relíquia, destruiu estações de caminho-de-ferro e acatou o domínio do automóvel. O país servido por comboios foi abandonado.

O Portugal dos patos bravos e dos novos-ricos floresceu com estes visionários, e juntou-se ao pacote de destruição compulsiva da paisagem e do ambiente, a mania avulsa dos estádios de futebol, dos apartotéis e dos condomínios fechados. Uma volta por Portugal dá-nos a medida deste desastre. Na altura, muita gente alertou para a opção errada. O petróleo não dura sempre, a poluição aumenta, o avião é complementar; no futuro, comboios de tecnologia avançada poderiam ser solução. Lembro-me de ter esta discussão com um ministro que me respondeu que os portugueses podiam e deviam ter direito aos seus carros novos, mais do que um por família, como os outros "europeus".

Os estrangeiros que desembarcam neste país pobre e periférico ficam admirados com a nossa frota automóvel. Em nenhuma estrada de Espanha se vêem tantos carros novos como em Portugal. Trocar de carro de dois em dois anos é uma obrigação. O carro é a casa e o símbolo do sucesso.

Este deslumbramento acabará, pelas razões conhecidas. Um dia teremos as nossas cidades escavadas com parques subterrâneos inúteis. Alemanha, República Checa, Polónia e Irlanda apostam nos tróleis e eléctricos, Londres tirou os carros da cidade e em Madrid os carros de um só condutor pagam maior portagem. Em Lisboa, cidade despovoada, há engarrafamentos no fim-de-semana. O litoral é um imenso subúrbio. E até construímos um Autódromo no Algarve. Achamo-nos, em vez de perdulários, pitorescos.

Clara Ferreira Alves

Eh pá, não me chateiem! Eu deixei espaço para as pessoas passarem!

Passeios para que te quero?
Francamente.....
Passou-se recentemente em Cascais.


fotos "passeio livre"


As tardes de Encantar no Jardim do Cerco em Mafra

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Voltaram as "Tardes de Encantar" novamente este ano ao Jardim do Cerco, contíguo ao Palácio Nacional de Mafra. Começaram nos principios deste mês e continuarão até ao final de Agosto.

Devido a ausencia só ontem pude assistir (peço desculpa aos meus amigos "mafarricos") à exibição do Rancho Folclórico da Malveira. Desde a Polca/Tacão, com que iniciaram a actuação, passando pelo Enleio e pelas danças do Mineiro e da Padeirinha, vimos ainda o Verde Gaio de Quatro, o Namorico Saloio e a Valsa a Dois Passos, etc. Foi uma delicia presenciar este espectáculo. No próximo Domingo pelas 16 horas actuará o Rancho Folclórico da Murgeira. Não percam!


Fotos Bancada Directa

Fragmentos e Opiniões Fracturantes: apesar de nos dizerem que tudo vai melhorar, parece que não é verdade!

Fragmentos e Opiniões Fracturantes
A OCDE e o duche de água fria que estávamos a precisar


"A OCDE pôs ante-ontem os ponto nos "is" quanto à evolução da economia portuguesa. Ao avançar com uma previsão de quebra do PIB da ordem dos 4,5% e com o disparo do desemprego acima de 11%, pôs a nu várias fragilidades.

A mais importante é a dificuldade que o Governo e instituições que dele dependem têm em ser realistas. Senão veja-se: a previsão é a pior das que já foram avançadas por instituições internacionais em relação a Portugal. O que lança fundadas dúvidas sobre as informações que dão conta de que a economia já bateu no fundo e que a recuperação já está no horizonte.

Mais: ao dizer que o desemprego vai passar os 11%, a OCDE deita para o caixote do lixo as declarações de optimismo em relação ao mercado do emprego, de que se fizeram eco responsáveis governamentais e o presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (para não falar da quase inevitabilidade de o défice orçamental furar o tecto dos 6%).

Os números são exagerados? Ninguém sabe dizê-lo com segurança (quem não se lembra das sucessivas previsões do Governo e Banco de Portugal que foram pulverizadas pouco tempo depois pelas estatísticas?).

Razão bastante para o Governo não embandeirar em arco, insistindo em ver boas notícias onde, para já, não há mais do que boas intenções. Não é apenas uma questão de honestidade intelectual.

É contribuir para não formar, nas famílias e empresas, falsas expectativas quanto à recuperação económica. As eleições não justificam tudo."

Gripe H1N1: Será Conspiração ou Verdade?!

Dr Leonard Horowitz fala sobre Vírus A fabricado em Laboratório



Não devemos acreditar em tudo o que ouvimos, mas devemos acima de tudo reflectir, porque neste mundo já existem provas suficientes de que tudo é possível.

Obrigado Pela Sua Visita !