BANCADA DIRECTA
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segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

A revolta de uma mulher, que curiosamente é a mãe do vice primeiro ministro que andou a prometer tantos aos idosos. Eis um escrrito de Helena Sacadura Cabral. Nós dizemos que há filhos que pela ansia do poder envergonham os seus!........

A revolta de uma mulher, que curiosamente é a mãe do vice primeiro ministro que andou a prometer tantos aos idosos.

Eis um escrito de Helena Sacadura Cabral. Nós dizemos que há filhos que pela ânsia do poder envergonham os seus!........ 

Ontem tive o azar de apanhar o PM do país onde nasci, a explicar das suas razões para uma mais que certa retroactividade de cortes aos pensionistas "que estão a receber". Fui educada numa família de gente séria que trabalhava para sustentar os seus e que considerava ser essa a obrigação de todos aqueles que tinham decidido constitui-la. 

Trabalho para viver do modo que sempre vivi, pois a reforma que recebo e o que este Estado me tira - estou a ser educada - não me permitiriam viver apenas dela. 

E tenho a sorte de ainda haver quem prefira comprar um livro meu a uma camisola básica. Essa é que é essa. Dito isto, desliguei a televisão irritadíssima. 

Pronunciei alto umas palavras que não costumo usar e deitei-me. Tive uma noite de insónia, revoltada com o que ouvira e decidi que ninguém me poria a vista em cima neste fim de semana. Era a minha única forma de evitar eventuais desaguisados. 

Hoje levantei-me e fui à missa pela minha Mãe, que faria anos se fosse viva. E sabem que mais? Fui comer sardinhas assadas lá para as bandas do Tejo, beber sangria e caminhar ao sol. Desanuviei 

O Dra. Maria Luis e a reforma do Estado podem levar-me a pensão, podem levar-me o pouco que tenho no banco para uma doença, mas não hão-de conseguir nem levar-me a voz, nem levar-me a alegria de estar viva. 

Porque eu não quero e porque eu não deixo! 

Publicado por Helena Sacadura Cabral

domingo, 31 de Agosto de 2014

Vamos lá a sermos realistas! João Semedo diz ufanamente que o Bloco de Esquerda nunca faria aliança com o Partido Socialista para formar governo. Perguntamos nós se alguma vez o PS convidou o BE para tamanha responsabilidade? Nesta altura nem o PCP se atreveria a tal……É que actualmente nem vale a pena comentar o que se passa nos meandros desta politica doméstica lusitana


Vamos lá a sermos realistas! João Semedo diz ufanamente que o Bloco de Esquerda nunca faria aliança com o Partido Socialista para formar governo. 
Perguntamos nós se alguma vez o PS convidou o BE para tamanha responsabilidade? 
Nesta altura nem o PCP se atreveria a tal……É que actualmente nem vale a pena comentar o que se passa nos meandros desta politica doméstica lusitana 

1-Comentar as propostas do líder da oposição? 
Não serve de nada. Seguro pouco mais diz do que piadolas de que a comitiva se ri apenas porque está a acompanhá-lo para compor o ramalhete e dar graxa ao chefe. 

2-Comentar a declaração de um dos conjugues da liderança matrimonial mas pouco libidinosa do BE? 
Para quê, se todos sabemos que este Bloco de Esquerda prefere ter a direita a governar. É perder tempo criticar o Semedo por recusar formar governo com o PS quando ninguém o convidou e todos sabemos que nem o PCP o convidaria. 

3-Comentar os comentários do Marques Mendes? 
É como se em vez de analisarmos um discurso presidencial perdermos tempo a discutir a marca ou características do microfone, o pequeno ex-líder do PSD não passa de um gramofone de Passos Coelho, gramo da parte da mãe e fone da parte do pai. 

4-Comentar a data dos debates entre Costa e Seguro? 
Só se houve paciência para aturar as queixinhas que o Brilhante Dias diz ao Seguro para fazer, não há saco para aturar o Seguro e muito menos em dois dias seguidos. Se Seguro fosse esperto fazia o que Passos tem feito, desaparecia pois quanto menos o ouvirem mais pachorra terão os portugueses para o aturar. 

5-Comentar a bola? 
Não há paciência para assistir a uma conferência de imprensa em que o presidente da federação da bola fala com ar de quem pensa que é secretário-geral da ONU e conclui que foi o azar que nos impediu de ganhar o mundial. 

6-Comentar a política económica da Maria Luís? 
Para quê, se a senhora mais de swaps do que de política económica, é incapaz de prever as consequência das nacionalização do BES e cria emprego com estágios e emigração. 

7-Comentar os discursos dos governantes exaltando os números da redução do desemprego? 
Comentar para quê?. Se todos nós sabemos que o Estado anda a pagar aos desempregados cursos de formação profissional e retira-os do lote de desempregados à custa do dinheiro dos contribuintes. Pura batota!........ 

Há dias assim em que não nos apetece comentar o que quer que seja

sábado, 30 de Agosto de 2014

À atenção da equipa técnica e dos jogadores do Sporting! Cuidado com as expressões de José Mourinho. Ele deve estar convencidissimo de que o Sporting será adversário dificil para o clube de Stanford Bridge como Portugal é um osso duro de roer para a Alemanha

São as tácticas perversas do "special one"
A expressão do seu rosto diz tudo...........

Judite de Sousa entrevista Cristiano Ronaldo. E falou-se do filho do CR7 e quais as perspectivas para o seu futuro



Judite de Sousa regressou aos ecrans dos televisores conduzindo uma notável entrevista ao Cristiano Ronaldo. 

Para além da sua notável intuição de entrevistadora para sacar algo de interessante a quem tem pela frente e neste caso nem era preciso, dado o mediatismo do CR7 e o que ele pensa e faz ser do conhecimento geral, a entrevista serviu para nós aquilatarmos da forma física e psíquica da Judite de Sousa. 

Notou-se aqui e além um tremor na voz, o rosto marcado por um sofrimento enorme e as mãos a tremerem um pouco. Mas está no bom caminho para um regresso em pleno. 

Temos a certeza ou nós não a conhecêssemos nos bons velhos tempos.

Na parte final da entrevista Judite pergunta a Ronaldo o que pensava qual seria o futuro do seu filho, melhor, o que ele queria que acontecesse ao seu filho para os próximos anos.

Ronaldo respondeu que o seu filho era uma criança feliz e não estava preocupado com o seu futuro. Tudo de bom deveria acontecer.
Claro com um pai que tem uma fortuna calculada em 150 milhões de Euros (foi a Judite que o disse) qual o pai que está preocupado com o dia de amanhã para os seus filhos e até mesmo familiares?

Apetece-me dizer ao Cristiano que dado o seu mediatismo e com influencias que decerto terá em todos os campos da sociedade não deve estar nada preocupado. 

Até lhe dou um exemplo de outro pai que também teve "traquejo" para arranjar algo de bom para o seu pimpolho.

Anexo
Luís tem 31 anos.
Saiu dos bancos da escola há dois anos e fez dois estágios laborais de Verão.
Foi agora convidado para integrar os quadros do Banco de Portugal, onde só se entra sem concurso com “comprovada e reconhecida experiência profissional”.
É o caso do nosso amigo Luís, que por acaso, e só por ACASO, é filho de Durão Barroso!!!

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Parabens Rio Ave. A vitoria do querer e da determinação. O clube de Vila do Conde fez um feito histórico e entra na fase de grupos da UEFA League

O clube de Vila do Conde fez um feito histórico e entra na fase de grupos da UEFA League

Mas não te esqueças Pedro Martins e Presidente da Direcção do Rio Ave que há um dedo nesta equipa do Rio Ave.
E parece que se estão a esquecer desta verdade
Para que conste

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Ai Benfica, Benfica. Que grande "bico d´obra" o sorteio te arranjou. Mas vamos ter esperança de que tudo vai correr bem aos 3 clubes portugueses na Champions

Passar a fase de grupos é um objectivo muito possível de se concretizar


O Desporto no Bancada Directa. Triste espectáculo entre duas figuras responsáveis e que em nada abona o nosso futebol. Agora com a incompetência da selecção no Mundial do Brasil como leit motiv. Mas também há carinhos por parte de outras figuras da Televisão

O Desporto no Bancada Directa. 
Triste espectáculo entre duas figuras responsáveis e que em nada abona o nosso futebol. Agora com a incompetência da selecção no Mundial do Brasil como leit-motiv. 
Mas também há carinhos por parte de outras figuras da Televisão 

O desentendimento entre António Simões e Rui Santos no Play Off da SIC Notícias, no último domingo, foi apenas mais um no longo rol de zaragatas em década e meia de programas de futebol falado na televisão portuguesa. Não conheço o histórico das relações entre a antiga glória do Benfica e o comentador da SIC. 

Sei que Rui Santos é um comentador assertivo, de ideias fortes, por vezes insistentemente irritante (ou irritantemente insistente, que a ordem dos factores é arbitrária). Mas é daí, e da sua frontalidade, que lhe vem a força, a influência, a capacidade de gerar ódios de estimação. O futebol é assim, um jogo de paixões fortes, sem meios-termos, sem consensos entre adeptos.

O "não lhe admito" que, durante uns instantes, Simões e Santos trocaram em directo, perante o sorriso seráfico de Manuel Fernandes e a serenidade de João Abreu, foram apenas um bocadinho de folclore. Até porque ao pé de cenas protagonizadas por Dias Ferreira, Gomes da Silva ou Eduardo Barroso, esta foi para meninos... 

Que haja respeito e espaço na televisão portuguesa para alguém com 70 anos de carreira é sinal de que este País, apesar de todos os pesares, faz sentido. Dir-se-á que estes casos se contam pelos dedos das mãos e acontece numa área, a televisão, que ganha com a sua enorme exposição pública. 

Mas foi bonita e bem interessante a entrevista de Cristina Esteves a Ruy de Carvalho no Protagonistas desta semana na RTP Informação, gravado no Chapitô. Cristina é uma excelente e versátil profissional. Além disso, ouvir alguém tratá-la na TV por "Cristininha", "minha filha", "minha querida" ou "meu amor" é um carinho respeitador e ternurento. 

Quase redentor nos tempos que correm. 

Nuno Azinheira 
Rubrica Amuos e Carinhos

Mafra. Um evento musical muito importante. CELEBRAR A MÚSICA EM MAFRA

Mafra. 
Um evento musical muito importante. 
CELEBRAR A MÚSICA EM MAFRA 

O Secretário de Estado da Cultura e a Câmara Municipal de Mafra inauguram, no dia 31 de Agosto, o Núcleo Documental de Partituras do Museu da Música, instalado no Auditório Municipal Beatriz Costa, em Mafra, seguindo-se as comemorações do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas no Jardim do Cerco. 

A criação do Núcleo Documental de Partituras constitui iniciativa da Direcção-Geral do Património Cultural, em colaboração com a Câmara Municipal de Mafra, estando sob a responsabilidade do Museu da Música, o qual tem por missão salvaguardar, conservar, estudar, valorizar, divulgar e desenvolver os bens culturais que lhe estão afectos, promovendo o património musicológico, fonográfico e organológico português, tendo em vista o incentivo à qualificação e divulgação da cultura musical portuguesa. 

Considerando o Acordo de Parceria celebrado em 29 de maio de 2014, entre a Câmara Municipal de Mafra e a Secretaria de Estado da Cultura, para a instalação do Museu da Música no Palácio Nacional de Mafra, a criação deste núcleo no Auditório Municipal Beatriz Costa, localizado na mesma vila, vem reforçar a actuação do referido museu no que se refere à salvaguarda, valorização e divulgação da documentação musical. 

 Auditório Municipal Beatriz Costa. Avenida 25 de Abril. Mafra

 A inauguração do novo espaço integra-se nas comemorações do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas, instituído pelo Governo em expressão de reconhecimento do papel desenvolvido por estes agrupamentos musicais ao serviço das comunidades - a música amadora e as práticas culturais amadoras constituem uma realidade com uma fortíssima presença e expressão no território nacional, que envolve mais de 700 bandas filarmónicas, algumas com cerca de 300 anos de actividade. 

No quadro destas comemorações, a Câmara Municipal de Mafra organiza, para toda a comunidade, um conjunto de concertos pelas Bandas Filarmónicas do Concelho, no magnífico cenário do Jardim do Cerco, localizado na envolvente do Palácio Nacional de Mafra. 

Nesta ocasião, o Secretário de Estado da Cultura procede à entrega de Medalhas de Mérito Cultural a diversas personalidades e associações/ bandas, em reconhecimento do valor da actividade desenvolvida. 

"Celebrar a Música em Mafra" 
Programa 
16h15 | Praça da República (concentração) Desfile das Bandas Filarmónicas pelas ruas 
16h45 | Auditório Municipal Beatriz Costa. Inauguração do Núcleo Documental de Partituras do Museu da Música 
18h00 | Jardim do Cerco 
Jardim do Cerco. Interior.

Comemorações do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas 

Concertos: 
Sociedade Filarmónica 1.º Dezembro da Encarnação 
Sociedade Recreativa e Musical de Vila Franca do Rosário 
Filarmónica Cultural da Ericeira 
Associação Musical Nossa Senhora do Livramento 
Escola de Música Juventude de Mafra 
Escola de Música da Casa do Povo da Enxara do Bispo

quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Petra. Jordânia. Uma pequena folga no trabalho imenso do American University of Beirut Medical Center permitiu ao nosso médico mais novo um saltinho de 2 dias à Jordânia.

Mensagem especial para a nossa leitora Dª Maria de Lourdes Bonito da Amadora

 Foto retirada da net

Petra. 
Jordânia. 
Uma pequena folga no trabalho imenso do "American University of Beirut Medical Center" permitiu ao nosso médico mais novo um saltinho de 2 dias à Jordânia.

Postal enviado de Petra. Jordania no passado dia 18 de Agosto 

Este outro postal é do dia 20 de Agosto e refere a "baixa" de Beirute, capital do Líbano

Nasceu no popular Bairro da Graça em Lisboa. 1902. Eis Francis Graça que o nosso Salvador Santos recorda hoje na sua rubrica “No Palco da Saudade”. É o Teatro no Bancada Directa

Nasceu no popular Bairro da Graça em Lisboa. 1902. 
Eis Francis Graça que o nosso Salvador Santos recorda hoje na sua rubrica “No Palco da Saudade”. 
É o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos 

 FRANCIS GRAÇA 


Nasceu em Lisboa, no velho bairro da Graça, em 1902, filho de um abastado comerciante anarco-sindicalista – empresário da Praça de Touros do Campo Pequeno no primeiro quartel do século XX –, que sempre procurou contrariar as suas opções artísticas, desde muito cedo voltadas principalmente para a música. Apesar da férrea oposição do pai, fez-se aluno do Conservatório Nacional, onde ganhou grande amizade com o colega de curso Frederico de Freitas, que viria a tornar-se num dos mais inspirados músicos, maestros e compositores portugueses. 

Ao contrário deste seu amigo e companheiro de turma, Francisco (era este o seu verdadeiro nome) não vingou na música, mas tornou-se num dos nossos mais importantes coreógrafos e bailarinos. Apesar de não ter formação convencional de bailado clássico, Francis Graça adquiriu grande notoriedade como bailarino e coreógrafo entre os anos 1920 e 1960, destacando-se sobretudo pela sua acção renovadora a nível do teatro musicado e na estilização do folclore nacional. 

Francis Graça e Madeleine Rosay no bailado Nazaré. 1948. Foto do Museu Nacional do Teatro

Ao que consta, ele terá tido apenas como início de aprendizagem algumas lições de bailado clássico com uma professora de nacionalidade russa residente no nosso país, cujo nome não ficou para a história. Mas isso não o impediu de se afirmar logo na sua primeira apresentação pública como intérprete, em 1925, num espectáculo do Teatro Novo, dirigido por António Ferro, estreado no foyer do Teatro Tivoli (decorado expressamente para o efeito pelo pintor futurista José Pacheko). 

Depois daquele espectáculo do grupo de António Ferro, que causou algum escândalo junto do público mais conservador, Francis Graça decidiu partir para Paris, levando como propósito a sua participação em alguns estúdios de dança parisienses e um estudo acompanhado de bailado clássico. Foram sete meses de um enriquecimento prático e teórico notável que lhe valeram o convite para coreografar e encabeçar o corpo de baile da revista “Foot-Ball”, no lisboeta Teatro Maria Vitória, que alcançou grande êxito em finais de 1925. 

A partir daí, ei-lo envolvido em inúmeros espectáculos liderados por algumas das maiores vedetas do teatro ligeiro português, como Luísa Satanela, Estevão Amarante, Beatriz Costa, Hermínia Silva, António Silva ou Lina Demoel. A verdadeira consagração de Francis Graça aconteceu em 1927, com a sua prestação na revista “Água-Pé”, que mereceu grande destaque na imprensa da época, onde se disse que o bailarino e coreógrafo «deu largueza e horizonte ao palco do Avenida». 

Dois anos volvidos, comentando a sua participação no espectáculo “Chá de Parreira”, o reputado crítico teatral Avelino de Almeida considerou que «desde o bailado magnífico do [número] Golf que, guardada a distância milenária, relembra a vida, a beleza e a graça de um friso helénico, até ao fandango nacional e trepidante, não esquecendo o sabor clássico do bailado das fogueiras dos Santos de Junho, Francis afirmou-se um incomparável animador que não sofre cotejo com qualquer outro». 

Segundo aquele mesmo crítico, durante cerca de duas décadas a colaboração artística de Francis Graça «imprimiu à revista à portuguesa um cunho civilizado e europeu», bem patente, aliás, nas suas belíssimas coreografias para “O Sete e Meio”, “A Ramboia”, “Feira da Luz” e “A Minha Terra”. 


Nesta última revista, que subiu a cena no Coliseu de Lisboa, dançou, sobre música de Rui Coelho, dois bailados de tema regional (“Alegria Popular” e “Festa Portuguesa”) e outros dois de maior ambição (“O Pássaro Encarnado” e “Ritmos Luminosos”), em que pela primeira vez se utilizaram entre nós tubos de néon como elemento decorativo. 

Nalguns desses bailados encontrava-se o germe de que viria a brotar, em 1940, a Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Com a criação daquela Companhia, que se propunha ser prioritariamente um grande veículo de divulgação da música portuguesa, concretizou-se um velho sonho de Francis Graça. 

Sob a sua direcção, muito bem coadjuvado pela bailarina alemã Ruth Walden, com quem formou dupla durante largos anos, o Verde Gaio apresentou-se por diversas vezes além-fronteiras com assinalável êxito, nomeadamente no Gran Teatre del Liceo de Barcelona, no Coliseum de Madrid e no Théâtre des Champs-Elysées de Paris, palcos que Francis e a sua parceira alemã já tinham pisado ao longo da década de 1930, como solistas, em espectáculos que circularam também por outras cidades de Espanha e França, bem como por diversas localidades da Suíça, Reino Unido, Argentina e Brasil. 
Francis Graça, ao centro, no bailado "Dança da Menina Tonta". Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio. 1941

Paralelamente à direcção do Verde Gaio, Francis Graça foi mantendo uma colaboração regular na revista, com algumas passagens esporádicas pela ópera, tendo experimentado a representação em duas peças de teatro. Na verdade, ele foi (também) actor em “Rei Édipo” de Sófocles no Teatro Apolo e “Sonho de Uma Noite de Verão” de Shakespeare no Teatro Nacional D. Maria II, peças levadas a cena em 1952. 

Já um pouco debilitado fisicamente, seria definitivamente afastado da Companhia de Bailados Verde Gaio em 1960, passando a viver praticamente de uma pequena reforma. Data de 1968, a sua última criação, o bailado “Encruzilhada”, no Teatro Politeama. Morreu em Julho de 1980, com 78 anos, praticamente esquecido, num lar onde residia há alguns anos, diminuído por uma arteriosclerose que lhe apagara por completo a memória. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Agosto. 26

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