BANCADA DIRECTA

sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Pires de Lima: actual ministro de economia. Um grande senhor e empresário antes de chegar ao Governo. Depois vulgarizou-se e os seus ideais ficaram na mão de outros, que não da sua cor politica

Pires de Lima: actual ministro de economia.
Um grande senhor e empresário antes de chegar ao Governo.
Depois vulgarizou-se e os seus ideais ficaram na mão de outros, que não da sua cor politica

Taxas e taxinhas

Foi com ar grave e sério, sempre impressionante, que o ministro da Economia apareceu no debate de ontem sobre o Orçamento para 2015 a dar uma garantia formal: enquanto for ministro, disse ele, não haverá "mais taxas ou taxinhas". Sem contar, é claro, com os vários impostos, taxas e taxinhas cujo aumento o mesmo ministro acabou de aprovar no Orçamento para 2015.
Antes de ir para o Governo, convirá lembrar, Pires de Lima era um defensor assumido da redução do IVA da restauração. Disse-o com toda a clareza, por mais de uma vez. De tal modo que muitos se convenceram que era verdade. O caso mudou de figura no exacto momento em que lhe foi confiada a responsabilidade pela condução da política económica do Governo. A ele, note-se, e ao CDS. De facto, se há coisa que o CDS não pode alegar é que lhe foi reservado um lugar meramente subalterno na definição da política económica.
Nada disso: os últimos dois orçamentos apresentados pelo Governo, para 2014 e 2015, os mesmos em que Pires de Lima falha a redução do IVA da restauração e Paulo Portas falha a redução da sobretaxa do IRS, ocorrem num quadro de claro reforço da posição do CDS na definição da política económica: é o CDS que tem o Ministério da Economia; é o CDS que tem a segurança social e o emprego; é o CDS que tem (como, aliás, desde o início, incluindo durante o consulado de Vítor Gaspar) a secretaria de Estado dos assuntos fiscais e é o próprio líder do CDS, Paulo Portas, que está na posição de vice-primeiro-ministro com os pelouros estratégicos da reforma do Estado e da coordenação dos assuntos económicos.

Por muito que o CDS se pretenda apresentar com um pé dentro e um pé fora da política de austeridade, não há truque mediático que possa iludir a verdade que todos conhecem: o CDS, outrora "partido dos contribuintes", traiu todos os seus compromissos com os seus eleitores e todas as suas bandeiras tradicionais. Fê-lo, primeiro, ao participar, "além da troika", na aprovação do "enorme aumento de impostos".

E fá-lo agora, de novo, mesmo depois de reforçada a sua influência na política económica do Governo, ao ser conivente com um Orçamento que, apesar de uma ou outra medida mais favorável, continua a apostar no aumento da carga fiscal. Se o ministro da Economia, por razões políticas ou orçamentais, não está em condições de concretizar a redução do IVA da restauração que dizia necessária quando estava fora do Governo, pode simplesmente dizê-lo e ouviremos certamente com todo o interesse as suas explicações.
Mas pretender, ao mesmo tempo que falha a redução do IVA, erguer de novo a bandeira do "partido dos contribuintes" como se nada se tivesse passado e apresentar-se como o campeão da luta contra o aumento dos impostos, ultrapassa os limites da paciência.

E é preciso dizer o óbvio: por muito que o ministro da Economia garanta que, enquanto for ministro, não haverá "mais taxas nem taxinhas", a verdade do orçamento para 2015 e do pacote da fiscalidade verde, que o Governo acaba de apresentar, também com a assinatura de Pires de Lima, é bem diferente: aumenta o imposto sobre os combustíveis, aumenta a contribuição para o serviço rodoviário, aumenta o imposto automóvel, é criada uma taxa sobre o carbono, aumenta o imposto sobre o tabaco, aumenta o imposto sobre o álcool, aumenta a cointribuição extraordinária sobre o sector energético, aumenta a contribuição sobre o sector bancário, prevê-se uma nova contribuição sobre o sector famacêutico e é criada uma nova taxa, (ou será, talvez, uma taxinha?) sobre os sacos de plástico.

E isto para não falar de outras minudências, como o impacto do aumento do IMI depois de reduzida a cláusula de salvaguarda. O ministro da Economia bem pode garantir que não haverá "mais taxas nem taxinhas". Mas que os portugueses as vão pagar, lá isso vão. E não há maneira de o esconder.

Fonte: Económico/Sociedade Aberta /Pedro Silva Pereira

O assédio sexual é uma constante quando o material é apetecível. Em Nova Iorque fez-se um teste com uma voluntaria durante 10 horas e o resultado foi interessante e sintomático. Material de primeira não passa despercebido.



O assédio sexual é uma constante quando o material é apetecível.
Em Nova Iorque fez-se um teste com uma voluntaria durante 10 horas e o resultado foi interessante e sintomático.
Material de primeira não passa despercebido.

Shoshana B. Roberts foi abordada mais de 100 vezes em 10 horas.

Vídeo faz parte de campanha de ONG contra o assédio nas ruas.

Durante 10 horas, Shoshana B. Roberts se tornou alvo de mais de 100 comentários masculinos dos mais variados tipos, simplesmente andando pelas ruas de Manhattan, em Nova York.


A sua deslocação "stroll streets of NY" fez parte de uma experiência, registada em vídeo e transformada num anúncio para uma campanha contra o assédio.

Assista ao vídeo. O anúncio foi filmado em Agosto, quando o diretor Rob Bliss escondeu uma câmera em sua mochila e saiu andando pelas ruas pouco à frente de Shoshana.

A jovem, vestindo calça jeans e camiseta, carregava dois microfones nas mãos, que registaram comentários vindos de homens de várias idades e tipos físicos.

A maioria diz uma ou duas frases, mas em pelo menos dois momentos do vídeo rapazes a perseguem ostensivamente, chegando a assustar a voluntária.

A campanha foi criada para a ONG Hollaback!, que actua em 79 cidades de 26 países e denuncia o assédio não apenas a mulheres, mas também a minorias raciais e sexuais. Em um release que acompanha o vídeo, Shoshana comenta a experiência.

“Sou assediada quando sorrio e sou assediada quando não sorrio. Sou assediada por homens brancos, negros, latinos.

Nem um dia se passa sem que eu passe por isso”.

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

“Histórias do Noninoni”. Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena. Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho da Detective Jeremias (made in Santarém).

“Histórias do Noninoni”.
Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena.
Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho da Detective Jeremias (made in Santarém).

1º EPISÓDIO
Detective Jeremias
Ao fim da noite, o mais letrado dos dois afirmou: Isto é tudo pessoal do norte, carago! O coro de vaias habitual sempre que esta boca era atirada para o ar na Leitaria do Sousa desta vez nem se chegou a ouvir. O quase silêncio do fim de noite era, naquele instante, rasgado pelo som ensurdecedor das sirenes.

Tudo se desenrolou num ápice. A meia dúzia de clientes precipitou-se para a porta, com as pernas entarameladas por causas das imperiais e do vinho verde, que a Leitaria do Sousa de leitaria nada tem. Depois, junto à beira do passeio, pararam todos lado a lado, os corpos curiosos ligeiramente inclinados para a frente arregalaram os olhos e as bocas, num desempenho digno de um grupo profissional de natação sincronizada.
Lisboa. O bairro do Alto do Pina em todo o seu esplendor.  À esquerda temos a fabulosa Rua Moraes Soares e ao lado a tipica Rua Barão de Sabrosa, a espinha dorsal do bairro. Perto, muito perto mesmo, está a Rua do Sol a Chelas e a Praça Paiva Couceiro. Por aqui brincou na sua infância o ora desaparecido Detective Tempicos.

A cada micro segundo o som ganhava intensidade e as luzes intermitentes azuladas iam ficando mais perto. Passou uma viatura da Polícia, não, duas viaturas. Esperem, afinal são três no total. A primeira sem um farol dianteiro, a segunda com o pirilampo fundido e a terceira com o noninoni asmático. Adivinhava-se bronca. E da grossa. De manhã o fogo e à noite sabe-se lá o quê.

Nunca aquela rua do Alto do Pina vivera um dia tão intenso. Muito superior ao episódio de tentativa assalto do Tópê Agarrado, que ameaçou o Senhor Armando da Farmácia com as agulhas de tricot da avó. Os três carros travaram a fundo, os agentes saíram a correr de arma em punho como nos filmes americanos. As persianas abriam-se sem timidez e as janelas e as varandas bem iluminadas encheram-se de mirones temerários, ávidos de notícias em directo e em tempo real.
Lisboa. Fonte Luminosa. Ninfa de Pedra (Tágide do Tejo) referida no texto da detective scalabitana
Os nossos dois amigos, escaldados pelo desdém com que foram tratados no incidente do fogo, comentaram entre eles, à boca pequena: “Se aparecerem por aqui os gajos da TIC, nem um pio”. O mais letrado ainda acrescentou: “Por mim podem ir sacar informações à ninfa de pedra da Fonte Luminosa”, depois, para rematar, afirmaram em uníssono: − Ó, Yé!

Mas da TIC nem sinal. O Conselho de Ministros extra-extraordinário reunido desde 5ª feira,− mais de 24 horas, um record nunca visto − absorvera todos os repórteres que revezavam esperas, agastamentos e irritações na Gomes Teixeira, obrigando as reportagens de cacaracá do Alto do Pina a ficar para trás. Que acontecimento terrível motivara aquele inusitado aparato policial?
Estamos de acordo que a Leitaria Sousa tinha ar de ser mais uma taberna do que uma leitaria. Mas tinha uma certa dignidade, pois quando serviam cervejas ou vinho verde não era tremoços ou amendoins que  acompanhavam as libações mas sim línguas de gato.

Tudo se soube em menos de um nada. Arlete, aos guinchos histriónicos, correu na direcção do agente mais espadaúdo e, com uma mudança súbita de decibéis, lamuriou-se, mas num tom suficientemente alto para ser ouvido pela vizinhança: “Levaram o meu Lobão do Mar e o carro daqui mesmo do pé da porta! E deixaram um pedido de regaste! Chegaram tão depressa … quem vos avisou?”

A bem do rigor e da verdade dos factos, convém aqui esclarecer que 90% dos mirones femininos e masculinos nem compreendeu à primeira as palavras da menina Arlete, por estar mais empenhando em observar, uns a sua minúscula lingerie, e outros as extensas zonas deixadas a descoberto.

Um zumbido sussurrado percorreu a rua: “O Almirante foi vítima de carjacking….” Todos lhe conheciam o Mini vintage de 1975, de cor galão claro e estofos de napa castanha com que se deslocava todas as semanas a casa da amante, num ritual marcado pela pontualidade britânica.

O amigo mais intelectual atirou para o outro entre dentes; “Cheira aqui a esturro… o homem já cá tinha estado hoje e duvido que aguente duas sessões no mesmo dia… carago!”. O outro, o mais novo, semicerrou os olhos piscos de tanta emoção e declarou com ar conspirativo: “É verdade, é verdade o General hoje já cá veio… aposto meio pacote d’enrolar como ainda vamos ser nós a descobrir est’ imbróglio…

Detective Jeremias
Santarém



A autora deste eepisódio





quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

O Paulinho bem diz que a sua visita ao Mèxico é um sucesso, mas o objectivo principal da deslocação já foi à vida. O multimilionário mexicano Carlos Plim faltou a jantar com Portas sem justificação.

O Paulinho bem diz que a sua visita ao Mèxico é um sucesso, mas o objectivo principal da deslocação já foi à vida.
O multimilionário mexicano Carlos Plim faltou a jantar com Portas sem justificação.

O magnata mexicano não compareceu ao jantar que o vice-primeiro-ministro Paulo Portas organizou terça-feira no México, para promover as oportunidades de negócios com Portugal.

O multimilionário mexicano, Carlos Slim, considerado o homem mais rico do mundo, faltou ao jantar promovido pelo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, para divulgação das oportunidades de investimento em Portugal.

Carlos Slim tinha sido apontado como um dos potenciais interessados em negociar a compra de activos do grupo de telecomunicações brasileiro Oi, onde está integrada a operação da PT Portugal

O Teatro no Bancada Directa. Apresentamos a rubrica “No Palco da Saudade” da autoria de Salvador Santos e hoje recorda-se a artista de revista de seu nome Maria Vitória.

O Teatro no Bancada Directa.
Apresentamos a rubrica “No Palco da Saudade” da autoria de Salvador Santos e hoje recorda-se a artista de revista de seu nome Maria Vitória.

“No Palco da Saudade”
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

MARIA VITÓRIA

Aquela que dá hoje nome ao único Teatro do Parque Mayer, em Lisboa, que ainda mantém as suas portas abertas e prossegue o seu percurso de mais de noventa e dois anos ao serviço de um dos géneros teatrais mais populares no nosso país, nasceu em Espanha, na cidade de Málaga, em 1888. Espanhola de nascimento, mas portuguesa de alma-e-coração, ela veio muito cedo para Lisboa, ainda criança, onde cresceu a ouvir cantar o fado em casa de uma família muito religiosa, tão religiosa e crente em Deus que, quando ela chegou à pré-adolescência, decidiu inscrevê-la como aluna interna num convento, devido também ao seu espirito vivo e muito irrequieto.

Diz um dos seus biógrafos que «o fundo religioso da sua educação, um certo misticismo próprio da sua maneira de ser, combinados com a sua sentimentalidade e sensualidade, deram o fado». A endiabrada e deslumbrante Maria Vitória tinha tanto de rebelde como de inteligente, pelo que absorveu todos os ensinamentos recolhidos no convento, tendo sido pena que o seu espírito irrequieto a levasse a fugir de lá, não completando por esse motivo a sua educação.
Aliado a uma acutilante e assertiva inteligência, ela tinha uns brilhantes olhos negros que iluminavam o seu rosto moreno de uma estranha luz que encantava quem com ela convivia. Encanto esse que ganhava maior expressão quando cantava, o que começou a fazer em público nas feiras e arraiais de Lisboa mal fugiu do internato. Aí foi ganhando popularidade mas perdendo saúde, na boémia e na estúrdia, sendo cedo contaminada pelos genes das enfermidades que haveriam de a atormentar.

Um dia apareceu a cantar na taberna “Flor da Boémia”, que havia na castiça travessa da Espera, em pleno coração do Bairro Alto, de que era dono um tal Joaquim Rato, que viria a ser um dos seus grandes amores. Mas Maria Vitória não era de amores muito duradouros, tendo formado à sua volta uma roda de jovens galãs, todos eles boémios notívagos, apaixonadamente rendidos àquela graciosa e simpática morena de olhos negros, sonhadores, cheios de misticismo e de uma sentimentalidade sensual que aumentavam a sua estranha beleza.

E o que é curioso é que também as mulheres tinham por ela uma extraordinária simpatia, dispensando-lhe os mais rasgados elogios enquanto ser humano e os mais frenéticos aplausos enquanto artista, visível nas suas atuações. O sucesso alcançado nas feiras, verbenas e tabernas de Lisboa, acabaria naturalmente por levar Maria Vitória para os palcos do teatro de revista, onde o fado sempre ocupou um lugar de eleição. Mas não foi apenas como fadista que ela trinfou, se bem que não tenha sido propriamente uma grande actriz.

A sua estreia na revista aconteceu em 1908, no Casino de Santos, e já nessa altura representava com alguma desenvoltura papéis de características populares. Esteve depois nos palcos do Salão Fantástico e do Teatro da Rua do Condes, à porta do qual, por uma questão de ciúmes, se atirou à pancada a uma outra actriz, também vinda do fado (se bem que não fosse tão fadista quanto ela, nem tivesse alcançasse o nome glorioso que ela alcançou no teatro).

Luís Galhardo, notável homem de teatro, empresário e autor, foi quem melhor soube aproveitar os talentos de Maria Vitória, principalmente na revista “O 31”, no Teatro Avenida, em Lisboa, onde ela interpretou os principais papéis das rábulas “Estúrdia”, “Fado do 31, “Dueto dos Apaches” e “Alzira Fadista”, entre outros números de sucesso.

O poeta e escritor teatral Pereira Coelho (um dos autores da revista “O 31” e de outras peças, como “Ó da Guarda!” e “Sol e Dó”, em que a atcriz-fadista também brilhou em grande plano) escreveu para ela inúmeros fados, entre os quais, surge esta quadra que, segundo relatos da época, ela cantava divinamente: «P’ra se cantar bem o Fado / Não é preciso talento / É preciso ser chorado / P’ró cantar com sentimento!»

Com o seu feitio irrequieto, Maria Vitória só estava bem aonde não estava, vivendo a vida sem cedências nem cuidados com a sua frágil saúde. E um dia, muito atacada pela tuberculose, recolheu de urgência ao Sanatório do Caramulo, de onde também acabaria por fugir ainda não completamente curada, voltando para uma nova produção no teatro de revista.

Até que, no dia 30 de abril de 1915, com apenas 27 anos de idade, a infeliz atriz-fadista de voz cavada e triste tombou definitivamente nas garras da maldita doença, falecendo na sua própria casa. Esteve sete anos no teatro, mas esse curto espaço de tempo chegou para que granjeasse um nome que perdura na história no nosso teatro e na fachada do único teatrinho ainda em funcionamento no Parque Mayer.
O conhecido poeta Júlio Guimarães, um dos autores do livro “Sabor do Fado” e um dos mais respeitados letristas da chamada canção nacional, recordou-a muitos anos após a sua morte, contando que, por ter morada no mesmo prédio onde ela também morava, ia muito a casa dela, quando [ele] tinha apenas doze anos de idade.

Maria Vitória brincava muito com ele e um dia ofereceu-lhe um cigarro (imaginem!...). O primeiro que ele fumou, e a verdade é que nunca mais deixou de fumar, «não por se sentir escravo do vício, mas porque esse gesto de todos os dias [o] ajuda a recordar uma das nossas maiores fadistas de sempre», que, não sendo uma actriz extraordinária, foi sem dúvida nenhuma uma das mais marcantes personagens do nosso teatro de revista.

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. Novembro. 27

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

O Desporto no Bancada Directa. Cristiano Ronaldo, um futebolista português verdadeiro furacão na arte de ganhar prémios. Até os espanhois que têm uma certa adversidade comportamental para com tudo o que é português se rendem ao valor e ao talento do CR7


 
 
 
O Desporto no Bancada Directa.
Cristiano Ronaldo, um futebolista português verdadeiro furacão na arte de ganhar prémios.
Até os espanhois que têm uma certa adversidade comportamental para com tudo o que é português se rendem ao valor e ao talento do CR7

O internacional português Cristiano Ronaldo foi hoje eleito o melhor jogador da Liga espanhola de futebol da época 2013/2014, numa gala em que foi distinguido também como melhor avançado e autor do melhor golo.
Cristiano Ronaldo, de 29 anos, foi o grande vencedor da Gala da Liga espanhola de futebol profissional (LFP), conquistando três prémios, incluindo o mais importante, o de melhor jogador da temporada transata. "Já não sei o que dizer.

Este é o último prémio, não? Um `hat-trick´ de prémios, está muito bem. Foi uma noite muito bonita", disse ao subir pela terceira vez ao palco do Auditório Príncipe Felipe, em Madrid.

80 mil menores perderam rendimento mínimo em quatro anos. E diz este Governo que o país está a crescer. Só se for em cianças e adolescentes na pobreza. Deixem-se de tretas e assumam estes numeros crueis

80 mil menores perderam rendimento mínimo em quatro anos. E diz este Governo que o país está a crescer.
Só se for em cianças e adolescentes na pobreza.
Deixem-se de tretas e assumam estes numeros crueis

OCDE está preocupada com pobreza e recomenda teto de prestações sociais, como o governo prevê, mas para reforçar Rendimento Social de Inserção. Com as mudanças dos últimos anos, 192,6 mil pessoas já perderam acesso à prestação, dos quais 41,5% de jovens com menos de 18 anos.

Encontro.

Líder da OCDE e Maria Luís estiveram hoje reunidos em Lisboa No espaço de quatro anos, houve 79,9 mil menores de 18 anos a perder acesso ao rendimento social de inserção (RSI).
Esta descida entre Março de 2010 (quando o número de beneficiários atingiu o máximo) e agosto deste ano, calculada pelo Expresso a partir das estatísticas da Segurança Social, é o resultado de duas mudanças nas regras da prestação social.

A primeira em 2010, ainda durante o governo de José Sócrates, e a segunda em 2012, já com Passos Coelho em São Bento e Portugal sob programa da troika.

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

A ânsia do poder de um leader de um Partido que apenas tem 4% das intencões de voto para as próximas eleições. Simplesmente deploravel. Paulo Portas contra antecipação das eleições legislativas. Como é que um tipo que arvorou uma bandeira para a redução da sobretaxa do IRS, foi derrotado e agora apoia quem o derrotou. É o tacho, meus amigos, é o tacho.

A ânsia do poder de um leader de um Partido que apenas tem 4% das intencões de voto para as próximas eleições. Simplesmente deploravel.
Paulo Portas contra antecipação das eleições legislativas. Como é que um tipo que arvorou uma bandeira para a redução da sobretaxa do IRS, foi derrotado e agora apoia quem o derrotou.
É o tacho, meus amigos, é o tacho.

Presente nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, o vice-primeiro-ministro considerou ainda que será possível "devolver total ou parcialmente" a sobretaxa do IRS através de crédito fiscal. Nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, que terminaram sabado na Sala do Senado, na Assembleia da República, em Lisboa.

Portas defendeu ainda que será possível "devolver total ou parcialmente" a sobretaxa do IRS através de crédito fiscal, argumentando que isso teria acontecido nos dois últimos anos se a medida tivesse sido aplicada. "Em 2013, com crédito fiscal teria sido devolvida uma boa parte da sobretaxa, em 2014, com crédito fiscal teria sido devolvida toda a sobretaxa.
Oh Paulinho: enganar os velhotes é feio
Qual é a razão para não confiar que em 2015 não seja possível devolver total ou parcialmente através do crédito fiscal e da receita adicional por mais atividade económica e por mais contribuições, por via do emprego", questionou-se Paulo Portas.

O vice-primeiro-ministro quis, desta forma, combater os "prognósticos sombrios" dos "céticos" relativamente aos resultados práticos da medida introduzida no Orçamento do Estado para 2015 segundo a qual uma eventual devolução da sobretaxa em 2016 fica dependente de aumento das receitas fiscais em 2015, nomeadamente do combate à evasão fiscal no próximo ano.

domingo, 26 de Outubro de 2014

O Estado Islamico na verdade apresenta um grande poder económico e humano para a guerra a que se impôs.Mas não nos podemos esquecer que isto só é possível graças a bons financiadores e a uma boa organização estrutural nos países de recrutamento de elementos humanos.. Quanto a dinheiro ele veio todo da Arábia Saudita.

O Estado Islamico na verdade apresenta um grande poder económico e humano para a guerra a que se impôs.
Mas não nos podemos esquecer que isto só é possível graças a bons financiadores e a uma boa organização estrutural nos paíseas de recrutamento de elementos humanos..
Quanto a dinheiro ele veio todo da Arábia Saudita.

A Arábia Saudita, os petrodólares e o terrorismo
Principe Alwaleed bin Talal

Alwaleed bin Talal, um empresário multimilionário e membro da casa real da Arábia Saudita, confirmou que o país financiou o Estado Islâmico (EI) para ajudar a combater e derrotar o Governo da Síria. A reiterada cumplicidade da obscura ditadura nos actos de terrorismo islâmico goza de surpreendente impunidade.

Não vale a pena referir o suspeito do costume porque são muitos os países manchados de sangue e petróleo. Certo é o apoio do grande produtor de petróleo a todos os desmandos pios da falhada civilização árabe, que se agarra à fé como náufrago à única tábua.

E, mais surpreendente ainda, é a cumplicidade de países que procriaram evangelizadores, cruzados e inquisidores de que se envergonham.

Surpreende-me que países, com massa crítica e instituições democráticas, se precipitem em aventuras patrocinadas por uma família medieval que dá o nome e é proprietária de um país. A mais sórdida teocracia, onde se situam Medina e Meca, locais que atraem os crentes islâmicos, como o mel às moscas, goza da proteção do mundo civilizado.

A Europa e os EUA continuam a ter como aliado o país medieval onde germina a mais demente interpretação do mais primário dos monoteísmos.

Apesar de sofrerem, dentro das fronteiras, a demência mística, que alicia jovens, e ataques terroristas, que lançam o medo e a morte nos seus cidadãos, há uma pulsão suicida anestesiada pelo petróleo.
A ausência de quaisquer liberdades, direitos ou garantias, a mais infame misoginia e o despotismo patriarcal são apanágio da sociedade arcaica da santuário teológico do mais perverso islamismo.

Até quando a Arábia Saudita será um «país amigo»?

Bancada Directa / Ponte Europa / Dr. José Carlos Esperança

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