BANCADA DIRECTA
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segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

A celebração de um golo. Imitar o treinador é curioso.

Jimmy Bullard faz a celebração do golo de forma inédita.

Os jogadores do Hull City protagonizaram uma celebração de golo, no mínimo, singular. Há um ano a equipa foi goleada na visita a Manchester diante do City (1-5).

Ao intervalo, quando a equipa já perdia por 0-4, o treinador Phil Brown, em vez de fazer a habitual palestra no balneário, levou os jogadores para o relvado, para junto da claque do clube e foi aí que falou aos jogadores.

Este domingo a equipa voltou ao mesmo palco e Jimmy Bullard, depois de marcar o golo do empate, reuniu os jogadores e imitou os gestos do treinador na palestra do ano anterior.

Um momento de comédia que não deixou ninguém insensível, inclusive o próprio Phil Brown, que comentou o sucedido ainda entre sinceras gargalhadas. «Foi uma celebração fantástica.

Uma grande comédia com um óptimo sentido de oportunidade. Não consegui falar aos jogadores de tanto rir. Foi tudo perfeito», destacou Phil Brown. Há um ano o treinador não estava tão satisfeito. Estava mesmo irritado com a equipa a perder por 0-4.

Na altura, juntou os jogadores junto à claque do Hull City e, de dedo em riste, disse o que tinha a dizer, num gesto que não ficou bem visto. A verdade é que na segunda parte o marcador foi mais equilibrado (1-1).
No domingo, os Blues de Manchester estavam a vencer, mas Bullard, na transformação de uma grande penalidade, a oito minutos do final, empatou, fixando o resultado final em 1-1.

Os jogadores reuniram-se, então, à sua volta e Bullard, de dedo em riste, imitou Phil Brown para gáudio dos adeptos.

Vamos lá ver o video do golo e a celebração

Temas de desporto. Um olhar sobre o complexo desportivo “Alvalade XXI”

Artitectura
Os mal-amados

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Acidentalmente entro no blogue do meu amigo João Carvalho e salta-me à vista este tema, que no minimo é curioso. Até porque foi aqui que se disputou no ultimo sabado o derby da capital, ao qual eu gostaria de assistir, mas que não foi possível.



Sporting Clube de Portugal (SCP), que inclui ainda o Edifício Visconde de Alvalade (sede do clube), um centro comercial, um pavilhão desportivo, uma clínica e outros serviços. Foi projectado por Tomás Taveira e custou cerca de 154 milhões de euros, dos quais o estádio custou quase 105 milhões.

O arquitecto ficou conhecido por diferentes polémicas: as polémicas Torres das Amoreiras, o polémico Edifício Arco-Íris, dois outros polémicos estádios de futebol em Portugal, o polémico projecto para um estádio do Palmeiras em São Paulo (Brasil) e um polémico filme pornográfico amador rodado no seu escritório das Amoreiras e que uma revista promoveu a escândalo sexual nacional.

Alguém menos avisado que se aproxime da obra poderá achar estranho que a Selecção do Brasil tenha um estádio e, mais ainda, que esse estádio seja em Lisboa. São as cores do SCP, é certo, mas a aplicação de verde e amarelo é excessiva.

Tem de reconhecer-se que, se assumido o lado artístico da criatividade, um arquitecto é sempre polémico nos projectos (e nos filmes caseiros) que faz. O problema é quando se trata de um clube e muitos adeptos também torcem o nariz.

João Carvalho

domingo, 29 de Novembro de 2009

A nossa realidade. Um dilema para a Igreja Católica. Padres: casados ou solteiros?


Em Portugal existem 400 padres casados
Fragmentos e Opiniões


Tal como sucedeu recentemente com o jovem padre de Celorico de Basto, muitos sacerdotes deixam o exercício do ministério por amor. Casam-se e têm filhos, mas para poderem ter um casamento religioso precisam de uma autorização vinda do Vaticano. Em Portugal, a Associação Fraternitas Movimento junta 107 padres casados e as suas famílias

Ao fim de 12 anos como sacerdote, José Serafim de Sousa sentiu que era altura de mudar. "Depois conheci alguém por quem me apaixonei e pedi dispensa ao bispo", conta.

Passados três meses, conseguiu a redução ao estado laical e casou-se pela Igreja Católica. Hoje, passados 35 anos e com dois filhos e dois netos, este sacerdote assegura que não se arrepende. Como ele, em Portugal, há mais 400 padres que deixaram a Igreja Católica para enveredar pela vocação do matrimónio.

Segundo as regras da Igreja Católica nada impede que um sacerdote possa casar, pelo civil, depois de ser ordenado. É que, embora de acordo com os cânones católicos se esteja perante um pecado, não existe qualquer situação que implique uma pena canónica. "Só se tentar casar pela Igreja Católica, ainda obrigado às regras religiosas, é que o sacerdote irá incorrer numa violação da lei católica", explicita um elemento da Diocese de Lisboa.

Porém, e caso os sacerdotes desejem casar pela Igreja Católica terão de solicitar ao Vaticano a redução ao estado laical. Só depois de ser aceite o fim das obrigações religiosas é que o sacerdote poderá contrair matrimónio na igreja.

Foi o que sucedeu a um sacerdote indiano ano passado se casou com uma freira portuguesa. "Casaram primeiro pelo civil e depois de autorizados pelo Vaticano casaram pela Igreja", conta José Serafim de Sousa, que lidera a Fraternitas Movimento, uma associação privada de fiéis constituída por padres dispensados do exercício do ministério, casados ou não, e suas esposas ou viúvas. A associação conta com 107 padres casados como sócios, e grande parte tem mais de 70 anos, mas há outros com cerca de 40 anos. Um dos casos mais recentes é um padre da Diocese de Lamego, que se casou com uma rapariga da terra.

Aliás, muitos dos padres apaixonam-se pelas secretárias, ajudantes ou alunas. Foi o que terá acontecido a Rui Pereira, de Celorico de Basto (ver outro texto) e a um padre de Bragança, que há 20 anos, dava aulas de Direito e se apaixonou por uma aluna 16 anos mais nova, com quem casou.

"Há casos mais simples e outros mais complicados", diz José Serafim de Sousa, adiantando que um padre, que acredita em Deus, quer sempre casar-se pela Igreja.

No seu caso, foi fácil. Quando se apaixonou pediu dispensa e três meses depois, e "porque o bispo era uma pessoa compreensível e simpática", conseguiu a redução ao estado laical e ainda no ano de 1974 casou.

A associação que José lidera esteve este fim-de-semana reunida num retiro em Fátima. "É preciso dizer a quem deixa o sacerdócio que a vida continua E que nos procura é porque quer manter a ligação à igreja, porque sente alguma nostalgia", explica o padre casado.

Há, porém, alguns que "pedem para regressar ao seio da Igreja Católica". Normalmente quando se divorciam ou, sobretudo, quando ficam viúvos.
Para José Serafim de Sousa, que defende que "o celibato foi imposto pela hierarquia e que não tem ponta por onde se lhe pegue", a Igreja Católica está a entrar em contradição consigo própria.

"Não percebo por que é que o Santo Padre recebe os padres anglicanos, que são casados, e não aceita que os padres católicos se casem", diz, considerando que a "aceitação dos padres anglicanos poderá alargar a discussão ao casamento dos padres católicos". Mas, admite: "A Igreja é muito lenta na mudança."

Cartas para o Pai Natal (5). Desta vez é do ilustre poeta Manuel Alegre.


Pai Natal
Quando voares nos céus da minha Pátria
Quando aterrares as renas nas planícies do meu País
Lembra-te desta carta, pedido singelo
De um homem que só para a Pátria pede
Para si...
Nada quis.
Se o nevoeiro que levou D. Sebastião
Te fizer perder o rumo e baralhar o norte
Segue o cheiro a verde pinho
Ouve a minha trova no vento que passa
E chegarás às chaminés do meu país
Pátria desafortunada.
Sem euros.
Má sorte.
Numa das chaminés de Lisboa
Sentirás o odor e verás o fumo negro da traição
Que o teu trenó sobre ela paire.
Assinado: Manuel Alegre

Quem disse que burro velho não aprende linguas? Aliás, quero dizer música.

video

Neste Domingo chuvoso os nossos leitores podem ouvir um concerto de André Rieu. Maravilhoso



Nós por cá podemos ter bons concertos, como na Zambujeira do Mar, Parque da Bela Vista ou mesmo Vilar de Mouros. Mas, manifestações culturais como esta que se realizou em Cortona na Toscana, Itália e em que o público participa activamente a 100% é dificil haver.
Deliciem-se amigos leitores.

Agradecimento aos meus estimados amigos Paulo Aguiar e sua irmã, Doutora Cristina Aguiar

sábado, 28 de Novembro de 2009

O projecto da nova Igreja do Restelo custou 234 mil euros.


E agora, meu caro José?

Conta o «Expresso» de hoje: foi João Soares quem indicou o nome do arquitecto Troufa Real para fazer o projecto da Igreja do Restelo. E a CML na altura, claro, pagou 234 mil euros a Troufa Real. Ontem, o bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Moreira Azevedo, em palavras suaves, manifestou-se contra a hierarquia ao aceitar este modelo de Igreja. Claro, que nós compreendenos que há uma censura implícita ao Cardeal Patriarca. Viramo-nos para o Patriarca, D. José Policarpo. E perguntamos: e agora, meu caro amigo José? Haverá remédio?
Há cerca de quatro ou cinco anos numa conversa que mantivemos na Igreja de São João das Lampas elogiei-lhe o seu sentido de probidade e a sua tendencia de ser contrário a luxos e despesismos que nada beneficiam a fé dos católicos deste país. Gostámos da sua visita. E agora, José?
Bancada Directa lança o seu grito: Não queremos a Igreja Caravela!

A opinião de um bispo muito culto: a nova igreja do Restelo não serve os ideais de uma estética cristã.

Sobre a construção da nova Igreja do Restelo atentemos na opinião do bispo D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa

«A construção de uma nova igreja, dedicada a S. Francisco Xavier, na zona do Restelo, com projecto do arquitecto Troufa Real, tem levantado polémica.
O tema tem largo alcance e evidencia alguns elos fracos: a falta de critérios de quem encomenda; a aceitação de presentes perigosos, tais como projectos pagos por autarquias selectivas do Artista, a quem querem conceder uma oportunidade; ausência de frontalidade para corrigir e recusar soluções onerosas para as comunidades, seja do ponto de vista económico, seja do ponto de vista de identidade eclesial.
Como não estou por dentro do projecto concreto e só vi a maqueta, lanço aqui alguns princípios teóricos para o debate. Dou como firme que aquela zona da cidade precisa de um lugar para celebrar a sua fé e está cansada de esperar uma solução.Para a liturgia ser expressiva, as comunidades cristãs utilizam uma componente visível, um espaço, um lugar, que deve atingir a beleza para estar mais conforme à realidade de Deus.
Antecipar nas linhas arquitectónicas a beleza de Cristo presente na comunidade é a grande liturgia da construção. Os aspectos visíveis da liturgia, a distribuição dos elementos no espaço, a ornamentação iconográfica, elementos e utensílios usados são símbolo, emblema, imagem do mistério de Cristo.

A estética cristã é trabalho de transfiguração, processo progressivo e doloroso. O diálogo entre os agentes do rito e os criadores do espaço acertará no conjugar de interesses e posições que atinjam a beleza da forma e a verdade do Espírito. A orquestração do organismo pede ao arquitecto um conhecimento da hierarquia dos elementos que se requerem. O arquitecto que aceite projectar uma igreja está ao serviço da comunidade cristã.

Arte religiosa é o esforço inspirado de fazer cantar as paredes, de fazer do espaço da obra material um hino verdadeiro. Elevar a matéria sensível a significado espiritual é tarefa da arte na Igreja. A natureza do lugar torna-se espaço vital, regenerador, transformadora pela força do Espírito que inspirou os intervenientes da construção.

É fundamental aliar qualidade formal e vibração de transcendência, intensidade e profundidade humanas. O que torna insossa e fria uma obra não é o seu apego à tradição ou o avanço de modernidade, o vanguardismo.

O valor litúrgico de um sinal não está na sua riqueza ou pauperismo, na faculdade de aguçar a curiosidade ou de provocar a emoção, mas no poder de fazer entrar os fiéis em comunhão com o Senhor. A conclusão é clara: a igreja que está a ser iniciada não serve bem os cânones de uma estética cristã.»

(in «Correio da Manhã»).

Cartas para o Pai Natal. Do nosso Presidente.

Cartas para o Pai Natal neste ano de 2009.
Hoje cabe a vez ao nosso Presidente

Excelentíssimo Senhor Doutor Pai Natal

Venho por esta via pedir para a minha Maria
Uma grande enciclopédia, versão condensada
Para ela se entreter
Não sei se a minha Maria teria
Para a versão completa e ilustrada
(80 volumes)
Suficiente pedalada.
Eu para mim
Por ora nada peço
E de momento nada digo
Não abdico do meu direito de manter o suspense
E de fazer tabu do meu posterior pedido.
Mas....
E só isto adianto
Não preciso de vitaminicos, tipo Centrum,
de A a Z.
Para acompanhar a minha Maria na leitura
Nos, acima, citados volumes
Eu sou um intelectual
Que firme e hirto ando eu sempre
Não precisando por isso de muleta
Ou qualquer outro suplemento
Para manter a altivez
E o meu porte sobranceiro.
Despeço-me atentamente
Economizando palavras
Porque como vossa Excelência sabe:
Os tempos são de crise e tempo é dinheiro.

Assina
o Professor Doutor:
Cavaco Silva

Sabado 28 de Novembro. O entardecer no mar da Ericeira

Caros amigos leitores do Basncada Directa

Tal como na zona marítima da Murtosa, também aqui na Ericeira se captam imagens de grande beleza, sobressaindo os tons de cinza, tão iguais como estava a própria tarde.

Em primeiro plano a ponta do molhe do porto de pesca que estão a construir na Ericeira e que o mar já começou a lamber suavemente e arremessar grandes pedras para fora dos lugares em que foram colocadas.

Lá ao fundo vislumbra-se a inclinação da Serra de Sintra em direcção ao mar e o Cabo da Roca, que é o ponto mais ocidental do continente europeu.


É Sabado, 16 horas, capto as duas imagens, insiro-as no portatil e da Ericeira publico este post. Ainda vou ficar por aqui até à noite.

Os desalinhados (47) Esta Lisboa que eu amo.

Os ricos e os pobres

A foto reporta um edificio muito antigo na Rua Barros Queiroz, quase encostadinho ao Largo de São Domingos. Janelas do segundo andar (?). Há muito que estes edificios deixaram de servir para habitação de pessoas e actualmente, ou são escritórios, ou são armazens de lojas.

Numa das janelas cheira a riqueza, onde se negoceia ouro, agora a ser comercializado a preços altissimos. Na outra janela vê-se um triste espectáculo de duas portas degradadas e prateleiras desarrumadas ou sem artigos, vistas da rua, e que revelam que o negócio está em crise. Pelo menos de arrumação e asseio. Triste, muito triste!




A foto em baixo revela um mal que tarda a ser erradicado das ruas de Lisboa. Os sem abrigo. No Largo de São Domingos, antes de chegar à Calçada do Garcia

Neste caso há a curiosidade do "sem abrigo" dormir com a cabeceira para a parede, través com o passeio, ficando deste modo mais sujeito à chuva e ao frio. É só curiosidade de um gosto, porque até nem atrapalha a circulação dos passantes no passeio, que é largo ali naquele sitio. É que mesmo ao lado, quando o passeio começa a estreitar, encontra-se grande quantidade de andaimes e materiais afins, estes sim, a incomodarem as pessoas que circulam pelo dito passeio.

Os advogados que entram nas instalações da sua Ordem já nem olham para estas situações. Já faz parte do viver de Lisboa.

Adriano Ribeiro

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que passem um Bom Fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Pois é! Não são precisas muitas palavras para acompanhar este desejo, de que os amigos leitores passem um excelente Fim-de-semana. A foto da "piquena" é apenas um ligeiro "fait divers" para nos alegrar a alma.

Especialmente dedicado a alguém que vive nos Estados Unidos e que se anda a queixar de que o frio já se instalou em força. Aqueça-se, amigo Pedro, aqueça-se. Tape-se bem. Ainda lhe vou mandar um comprimidozinho hoje.

Adriano Ribeiro

Nem só na Primavera brilham as flores. Estas são de papel e brilham em Redondo

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Estas imagens valem mais do que muitas palavras. Apenas dizemos: deliciem-se com tanta beleza

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Dura lex, sed lex. A Lei não é assim tão dura, mas lá que é confusa, lá isso é.

Fragmentos e Opiniões

Reflexões sobre a nossa justiça

A lei devia ser clara e compreensível para todos. Devia, mas não é. Em Portugal ninguém se entende e não sei se haverá país democrático onde o grau de incompreensão na Justiça vá tão longe como o nosso.

Juristas discutem se o presidente do Supremo tem ou não jurisdição para mandar destruir as escutas em que intervém o primeiro-ministro; peritos tentam, sem êxito, decifrar as enigmáticas palavras do PGR; gastam-se meninges para compreender o que cada interveniente quer dizer com frases indirectas que em nada se destinam ao esclarecimento de quem quer que seja. Os próprios crimes têm nomes estranhos como "atentado ao Estado de Direito", sendo que isto tanto pode ser matar o Presidente da República, como manipular um magistrado ou dar dinheiro a um amigo para comprar uma televisão, ou salvar um jornal falido. E as leis são tortuosas, parecem propositadamente feitas para que jamais se entendam sem a adequada gritaria, o chinfrim.

O primeiro-ministro indigna-se e recusa-se a responder a qualquer pergunta, dizendo que não interfere na Justiça. Mas, duas horas depois, uns ministros dizem que aquele assunto do âmbito da Justiça, do qual a política devia andar arredada é, afinal espionagem política, esperando que acreditemos que espionagem política se faz investigando um sucateiro (e agora me ocorre que, se calhar, o país ainda é pior do que eu supunha).

Os casos sucedem-se; apoiantes de Sócrates apresentam-no como um Cristo; Dias Loureiro é cristíssimo; Armando Vara é injustiçado; Oliveira Costa, um desgraçado. E, claro, todos são inocentes até prova em contrário; e até haver prova todos são vítimas. No fim, no meio da confusão instalada, todos acabam absolvidos. Portugal não tem, afinal, um corrupto que se veja!

No dia-a-dia o país encolhe os ombros e já não distingue honesto de vigarista, homem honrado de videirinho. Paga assim o justo pelo pecador, e safa-se o pecador por justo.

Só há um consenso alargado entre políticos e magistrados. Um consenso que abarca quem está envolvido em escândalos e quem não está: a culpa é da violação do segredo de Justiça.

De facto, sabemos que a Justiça não funciona e que a corrupção grassa porque nas redacções dos jornais se viola o segredo de Justiça! Se não se violasse, nada disto se saberia... Ora aí está uma evidência!

E digo mais: basta ler os dois comunicados de Sexa, o PGR, e de Sexa, o presidente do Supremo Tribunal, para ficar elucidado... de absolutamente nada.

Mas, também, que raio temos a ver com o que se passa no país?

Henrique Monteiro

Pois é, caros amigos. Este é mais um para o livro de recordes do Guiness.É mesmo louco.

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Natal, Natal. Altura de presentes e de solidariedade urbana. Isto é que é mais dificil.

Mais um presentinho de Natal
Isto passa-se no Reino Unido

Isto passa-se em Portugal (Lagos.Algarve)

Esta actividade diária, rotineira e cinzenta que passa como fazendo parte da nossa vida

Lisboa. Avª Estados Unidos da América

Numa das ultimas manhãs passámos pela Avenida dos Estados Unidos da América.
Manhã tão igual a tantas outras.

Havia sol, mas o dia estava triste.
Dei comigo a pensar que naquela rua estava tudo bem!
Tão bem e igual como aos outros estados da nossa vida actual.
Com o limiar da pobreza a vislumbrar-se para numerosas familias, que nem querem acreditar ao ponto a que chegaram.
Tenhamos esperança que neste Natal todos o possam comemorar com um pouco de dignidade.
Deixei de pensar. Olhei em volta. Como estava tudo bem, desci até ao Campo Grande e apanhei o metro para o Marqués de Pombal.
Isto de escrever para um blogue, por vezes, tira-nos do sério!
Adriano Ribeiro

Mais uma carta para o Pai Natal (3)

Uma carta para o Pai Natal, do pai do Bloco de Esquerda



Isto não é uma carta!
É um manifesto. Um protesto. Uma petição
Assinada por dezenas de intelectuais
E outras pessoas que jamais
Se reviram numa festa
Bacanal
Orgia de oferendas
Dadas sem qualquer critério
E que perpetuam uma tradição
Caduca. Reaccionária. Clerical.
Que tu representas oh pai do natal.
Com esta petição pretendemos
Que a data seja referendada
Não imposta, decretada
Por um estado economicista e liberal
E que seja celebrada quando um homem quiser
Não à roda da mesa. Consoada.
Mas num portuguesíssimo arraial.

Assina: Francisco Louçã

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina

O saber não ocupa lugar.

Temas de Medicina

Vamos falar de otorrinolaringologia, isto é dos nossos ouvidos, dos nossos narizes e das nossas gargantas. (1ª parte)


O destaque

Os ouvidos, o nariz e a garganta estão estreitamente relacionados, tanto na sua localização como na sua função. Os especialistas que se dedicam a diagnosticar e a tratar as doenças destes órgãos denominam-se otorrinolaringologistas.

Perda da audição e surdez



Legendas da imagem Ouvido Externo / Ouvido Médio / Ouvido Interno
1- Canal auditivo. 2- Tímpano. 3- Martelo. 4- Bigorna. 5- Estribo. 6- Janela oval. 7- Tromba de Eustáquio. 8- Cóclea. 9- Nervo auditivo.

A perda da audição é uma deterioração desta função. A surdez é uma perda auditiva profunda.

A perda da audição pode ser causada por um problema mecânico no canal auditivo ou no ouvido médio que obstrói a condução do som (perda condutiva de audição) ou por uma lesão no ouvido interno, no nervo auditivo ou nas vias do nervo auditivo no cérebro (perda neuro-sensorial da audição). Os dois tipos de perda da audição podem ser diferenciados comparando como uma pessoa ouve os sons conduzidos pelo ar e como os ouve conduzidos pelos ossos.
A perda auditiva neuro-sensorial denomina-se sensorial quando afecta o ouvido interno, e neural quando afecta o nervo auditivo ou as vias do nervo auditivo localizadas no cérebro. A perda auditiva sensorial pode ser hereditária, ser provocada por ruídos muito intensos (trauma acústico), por uma infecção viral do ouvido interno, por certos fármacos ou pela doença de Ménière.
A perda auditiva neural pode ser causada por tumores cerebrais que também danificam os nervos circundantes e o tronco cerebral. Outras causas são as infecções, várias perturbações cerebrais e nervosas, como um acidente vascular cerebral, e algumas doenças hereditárias como a doença de Refsum. Na infância, o nervo auditivo pode ficar danificado pela parotidite, pela rubéola, pela meningite ou por uma infecção do ouvido interno. As vias do nervo auditivo no cérebro podem ser lesionadas pelas doenças desmielinizantes (doenças que destroem a bainha dos nervos).

Diagnóstico

Os testes auditivos com um diapasão podem ser feitos no consultório médico, mas a melhor forma de testar a audição é uma câmara insonorizada e com um audiometrista (especialista na perda da audição), utilizando um dispositivo electrónico que produz sons em tons e volumes específicos.

A condução do som por via aérea nos adultos mede-se colocando um diapasão que esteja a vibrar perto do ouvido, com o fim de fazer o som viajar pelo ar até chegar ao ouvido. Uma perda de audição ou um limiar de audição subnormal (o menor som que possa ser ouvido) podem indicar a presença de um problema em qualquer parte do aparelho auditivo (o canal auditivo, o ouvido médio, o ouvido interno, o nervo auditivo ou os canais do nervo auditivo no cérebro).
Nos adultos, a audição por condução óssea mede-se encostando contra a cabeça a base de um diapasão que esteja a vibrar. A vibração propaga-se pelo crânio, incluindo o caracol ósseo do ouvido interno. O caracol contém células ciliadas que convertem as vibrações em impulsos nervosos, que se transmitem pelo nervo auditivo.
Este teste contorna o ouvido externo e o ouvido médio e avalia apenas o ouvido interno, o nervo auditivo e as vias do nervo auditivo no cérebro. Utilizam-se os diapasões com diversos tons (frequências) porque algumas pessoas podem ouvir sons a certas frequências, mas não a outras.

Se a audição por condução aérea estiver reduzida mas a audição por condução óssea for normal, a perda é condutiva. Se a audição por condução tanto aérea como óssea estiver reduzida, então a perda de audição é neuro-sensorial. Em certos casos, a perda de audição é tanto condutiva como neuro-sensorial.

A audiometria mede a perda de audição de forma precisa com um dispositivo electrónico (um audiómetro) que produz sons a frequências específicas (tons puros) e a volumes determinados. O limiar auditivo para uma variedade de tons é determinado pela redução do volume de cada tom até que a pessoa já não o possa ouvir. Sujeita-se um ouvido de cada vez a este teste. Para medir a audição por condução aérea utilizam-se capacetes, bem como um dispositivo vibratório aplicado contra o osso localizado por trás do ouvido (apófise mastóide) para medir a audição por condução óssea.

Como os tons altos que se emitem ao pé de um ouvido também podem chegar ao outro, o teste de tons faz-se emitindo um som diferente, geralmente um ruído, ao pé do ouvido que não está a ser submetido ao teste. Desta forma, a pessoa ouve o tom do teste só no ouvido examinado.

O limiar de audiometria verbal mede em que tom têm de ser pronunciadas as palavras para serem compreendidas. A pessoa ouve uma série de palavras de duas sílabas acentuadas da mesma maneira (como clara, cama e casa) ditas em volumes específicos. O volume ao qual a pessoa pode repetir correctamente metade das palavras (limiar de repetição) é o que se regista.

A discriminação, a capacidade de ouvir as diferenças entre as palavras que soam de forma semelhante, testa-se pronunciando pares de palavras monossilábicas parecidas. O índice de discriminação (a percentagem de palavras repetidas correctamente) em geral encontra-se dentro de parâmetros normais quando a perda de audição é condutiva, é menor que o normal quando a perda de audição é sensorial e muito menor que o normal quando a perda de audição é neural.
continua

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Neste final de dia, só mais um apontamento sobre a Murtosa

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Não pretendo aborrecer-vos, mas ficou para aqui esquecido um pequeno texto sobre esta terra maravilhosa que é a Murtosa. Mas a beleza do texto vai de certeza agradar a quem gosta desta terra.
Murtosa

"Os campinos de Garrett abateram a proa, assim que ouviram falar duma luta de oito dias com o mar. Para lhes travar para sempre as campainhas, bondava agarrar-lhes pela jaleca e levá-los ali à Torreira, numa madrugada em que o búzio soasse e duas companhas arrancassem para a «recachía».

Os de Ílhavo são peixes de água salgada. Vivem no mar. O comando da nossa marinha mercante está nas mãos deles.

Os da Murtosa, esses não se contentam em ser mareantes. Acham aquilo monótono e, salvo horas naufragantes, luta branda. A pesca, sim, que é movimentada, que pede força, que tira de condição a coragem, que faz preço à audácia, que requere do homem a agilidade da onda e o segredo do ritmo. É a paixão dos murtozeiros. Não é este nem aquel'outro. Observem-os e verão que aprender um é conhecê-los a todos. (...)"

[Joaquim Leitão, Pescadores da Murtosa. Extracto da Canção do Regresso, Ottosgráfica, Lisboa, s/d, ed. fora do mercado]

Dedicado ao meu caríssimo amigo Pedro Sousa. Adriano Ribeiro

A Adega Machado foi à vida. Triste, muito triste. Mas o fado não morre.

Fechou as portas a Adega Machado no Bairro Alto

Amália Rodrigues cantou lá várias vezes e era cliente habitual, Mariza pisou o palco quando ainda era criança. No entanto, ao fim de 72 anos de portas abertas, o fado da Adega Machado, situada no Bairro Alto, em Lisboa, deixou de se escutar no domingo.

A gerência da sala de espectáculos assume estar "atolada em dívidas" e, na sequência do fecho, há 28 pessoas no desemprego, dos quais quatro são fadistas, dois guitarristas e seis integram um grupo de folclore em regime de colaboração.
"Não vai voltar a abrir. As dívidas foram-se acumulando desde 2001. A minha vida foi destruída ali dentro", disse ao CM, com mágoa, o actual gerente, Filipe Machado. Na lista das facturas em falta estão pagamentos a fornecedores, IVA e contribuições à Segurança Social.

Armando Machado e sua mulher Maria de Lourdes (anos sessenta)

Quem não se conforma com a situação são os ex-funcionários da casa de espectáculos, fundada em 1937 pelos artistas Armando e Maria de Lourdes Machado, que dizem ter "casa cheia" aos fins-de-semana. A fadista Ana Carvalho reconhece que já houve crises, mas até agora passageiras: "Durante estes meses foi das casas de fado que melhor trabalhou.

O que houve foi má gerência. Andamos todos num desespero", lamentou-se.

Mais uma carta para o Pai Natal (2). Agora esta é do avô Jerónimo de Sousa

Cartas ao Pai Natal - Jerónimo de Sousa



Camarada
Tu que és explorado pela entidade patronal
Durante a época do Natal
Usado como símbolo do capitalismo
Para fomentar o consumismo
Desenfreado, descontrolado
Que enriquece a burguesia
E empobrece o proletariado
Junta-te a nós no combate
Contra a guerra no Iraque
Oferece Che Guevara's não ofereças Action Man's
Luta pela igualdade feminina
Não dês Barbies mas Matrioshkas
Educa as crianças de hoje
Comunistas amanhã
Substitui o Harry Potter pelo livro "O Capital".
Camarada
Reivindica o teu direito a um transporte decente
Pára o trenó e as renas
Que não é veículo de gente operária e trabalhadora
Como tu oh pai natal!
Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários
Viva o Natal dos oprimidos
Viva o Natal dos operários!

Assinado pelo candidato: Jerónimo de Sousa
(Carta aprovada por unanimidade e braço no ar pelo Comité Central do PCP)

Falemos de nomeações. Lembram-se de “Jobs for the boys”?. Não é a mesma coisa, mas.

As nomeações dos novos governadores civis
Perdeu o lugar e não foi eleito?

Não faz mal. Vai para governador civil

O governo aproveitou a nomeação dos novos governadores civis (renovou 10, num total de 18) para reparar os danos provocados no aparelho socialista pela perda de votos nas eleições legislativas e por derrotas nas autárquicas.

É o caso do novo governador civil de Lisboa, um ilustre desconhecido para os alfacinhas em geral, mas bem conhecido da população socialista. António Galamba, deputado até 27 de Setembro, não conseguiu ser reeleito nas últimas legislativas: era o 20º da lista da capital e o PS só conseguiu eleger 19.
Mas durou pouco tempo a angustia de ter estado tão perto e, mesmo depois de composto o Governo (sem que saísse ninguém dos eleitos por Lisboa), ter ficado sem posto. Na quinta-feira da semana passada, em Conselho de Ministros, António Galamba foi “recompensado” com o lugar de governador civil.

Não foi o único. A sua homóloga no Porto é Isabel Coelho Santos que disputou, em nome do PS, a Câmara de Gondomar ao indefectível Valentim Loureiro. Perdeu em 11 de Outubro, para ganhar em 19 de Novembro. Um percurso idêntico ao do novo governador civil de Viseu, Miguel Ginestal, e ao da nova governadora civil de Santarém, Sónia Sanfona. O primeiro fora candidato contra o inamovível Fernando Ruas, a segunda perdeu para a CDU a autarquia de Alpiarça (nas mãos do PS desde 1997). Ambos haviam sido destacados deputados na legislatura anterior – Sónia Sanfona foi vice-presidente do grupo parlamentar e a relatora da Comissão de Inquérito ao BPN. Porque a direcção do PS impediu que candidato à presidência de uma autarquia pudesse integrar as listas de deputados, restar-lhes-ia os lugares de vereador não fosse o Governo ter-se lembrado deles para governadores civis.

A governadora civil de Faro é também uma ex deputada, Isilda gomes. Apesar da hecatombe eleitoral do PS no distrito algarvio, ela fora reeleita como numero três da lista. A sua saída para o Governo Civil permite, porém corrigir dupla “injustiça”: Jamila Madeira, que ficou à porta da reeleição, primeiro para o lugar de euro, em Bruxelas, e depois para a AR, tem por esta via lugar entre os eleitos.

A lista de governadores civis indignou o bloco de esquerda: é claramente de pendor partidário” e apouca a democracia” afirmou o novo líder desta bancada José Manuel Pureza.

Cristina Figueiredo. Expresso

Será este o Regime que nós queremos para conviver com ele?

Fragmentos e Opiniões

A pergunta é muito pertinente: para onde caminha este país?


Este é o regime em que os chamados grandes negócios de Estado acabam invariavelmente em negociatas, em vertiginosas derrapagens orçamentais, em censura do Tribunal de Contas, em polémica e confusão. Mas é também o regime em que, depois, nada acontece, além de algumas promessas de ocasião e uns quantos artigos nos jornais.

Este é o regime em que imaginamos as ditas negociatas como operações complexas, de apurada engenharia financeira. Mas onde, para lá dessas, as sabemos materializadas em envelopes com notas entregues num discreto gabinete ou numa esconsa garagem, na oferta de carros de alta cilindrada, tudo isto tratado com uma chocante naturalidade e facilidade, como se fossem inerentes ao negócio.

Este é o regime em que um empresário da sucata, um negócio tão digno como outro qualquer, consegue montar uma "rede tentacular" em grandes empresas do Estado, ou a ele ligadas, beneficiando para tanto da suposta permissividade moral e ética de altos responsáveis dessas mesmas empresas. Mas da qual o próprio Estado não é o primeiro a tirar lições, nem a actuar em conformidade, alimentando assim a suspeita de que o problema não é pontual, é estrutural.

Este é o regime em que o advogado desse empresário, um ilustre jurista de Coimbra, pode afirmar que o seu cliente é apenas "a ponta do icebergue" e que o processo "pode envolver figuras da hierarquia do Estado". Mas onde em resposta apenas ouvimos o silêncio ensurdecedor da "hierarquia do Estado", onde a táctica política se sobrepõe à substância do que está em causa.

Este é o regime em que os principais titulares da Justiça se envolvem numa nada subtil "guerra" de competências, numa disparatada sucessão de declarações que só alimentam a confusão, em contestáveis interpretações da lei que era suposto serem transparentes, em conflituosas relações entre hierarquias do poder judicial. E onde, uma vez mais, pode ficar em causa, aos olhos da opinião pública, a isenção da Justiça face ao poder político, reforçando a imagem de uma Justiça forte com os fracos e fraca com os fortes.

Este é o regime em que é possível ouvir figuras de prestígio considerarem o processo 'Face Oculta' como um caso menor, um quase fait divers, alimentado por uma insaciável imprensa sensacionalista. Mas que, em contrapartida, pouco ou nada dizem sobre os factos comprovadamente objecto de investigação, validados por um juiz de direito.

Este é o regime onde as violações do segredo de justiça são sempre imputadas aos jornalistas, último elo de uma cadeia que tem como origem uma lei que faz do 'segredo de justiça' uma risada geral. Mas onde, por isso mesmo, ninguém reconhece que, em geral, os jornalistas só fazem aquilo que é o seu dever deontológico, ou seja, informar, resistindo à mordaça que lhes querem colocar.

É este o regime que temos. Um regime que se desfaz perante o olhar espantado e incrédulo dos portugueses. Um regime que se desacredita a cada dia que passa. Um regime à deriva, sem norte e sem valores.

Um regime exposto na sua fraqueza por um impensável processo que tem origem num sucateiro atrevido, que soube aproveitar a fraqueza do regime. Infelizmente não é uma metáfora. É a realidade. O processo 'Face Oculta' é a face visível deste regime.

Luís Marques

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Cartas para o Pai Natal -1. De Mário Soares


Pai Natal
Acordei agora da sesta.
Tive um sonho original.
Conversei com a Maria
E achamos que não é sonho
Mas uma ideia genial!
Já fui ministro, primeiro-ministro
E duas vezes presidente deste país
Está na hora de mudar de ares
Aceitar novos desafios
Levar mais longe o nome de Portugal
Ou o meu nome... Como sempre quis.
Como tu tenho já uma certa idade
E no ventre a mesma proeminência
Decidi que para o ano quero ser o Pai Natal.
Portanto...
Olha pá faz as malas.
Desocupa a Lapónia.
Vou ser eu o Pai Natal.
Tem lá paciência.
Assinado: Mário Soares(Ex-deputado. Ex-Primeiro Ministro. Ex-Presidente da Republica. Ex-Deputado europeu. Futuro Pai Natal)

Já em fim de ano continuamos a oferecer uns presentinhos de natal


Aqui está um presentinho que nos aparece na Rua de Santa Marta.
É caso para dizer: Tanta descontração e tanta impunidade.
Onde para a policia?
Francamente


O Povo tem memória curta! Lembram-se da morte do Padre Max há 33 anos?

O Povo tem memória. Neste caso já se passaram 33 anos
As virtudes da Democracia
Padre candidato acaba morto


Maximiano de Sousa foi vítima da explosão de uma bomba colocada no seu automóvel

A 2 de Abril de 1976, o padre Maximiano de Sousa entrou no carro com uma aluna de 19 anos, Maria de Lurdes Costa. Juntos, davam aulas de Português e Francês a adultos na Casa da Cultura da Cumieira, freguesia próxima de Vila Real. Ao quilómetro 71 da estrada que liga as duas localidades, uma bomba accionada por controlo remoto explodiu. Os dois tiveram morte instantânea. Junto ao local do atentado, ainda hoje se lê uma inscrição em letras garrafais: "Padre Max - assassinos à solta."
A tese inicial da polícia assentava numa eventual ligação amorosa entre o padre e Maria de Lurdes, sua aluna e protegida. Só que, já em 1979, começou a investigar-se a morte de Joaquim Ferreira Torres (presidente da Câmara de Murça); associou-se então o assassínio do padre Max ao Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), grupo de extrema-direita ligado a uma rede bombista que, nos anos quentes a seguir ao 25 de Abril, se dedicou a atacar alvos de esquerda.

Pouco tempo antes de morrer, o padre Max, esquerdista assumido, tinha anunciado a sua candidatura a deputado à Assembleia Constituinte como independente, apoiado pela União Democrática Portuguesa (UDP). Meses antes tinha acontecido o golpe militar de 25 de Novembro.

Além de defender acerrimamente as suas convicções políticas, Max - uma figura muito popular no Norte - era professor de liceu. Tinha 33 anos. Vila Real recebeu, nessa altura, dezenas de milhares de fiéis vindos de todas as partes do país para assistir ao funeral, no cemitério de Santa Iria.

Julgamentos sem conclusões Apesar das suspeitas, nunca foram apuradas responsabilidades do ataque. Em 1977, o processo foi arquivado por falta de provas. Seria reaberto mais tarde, já em 1989, pelo Tribunal da Relação do Porto e são responsabilizadas sete pessoas pelo atentado.

Os autores morais teriam sido o cónego bracarense Eduardo Melo, o empresário Rui Castro Lopo, e o ex-membro do Conselho da Revolução Canto e Castro. Já os autores materiais teriam sido Carlos Paixão, Alfredo Vitorino, Valter dos Santos e Alcides Pereira - operacionais do MDLP. Por falta de provas, o processo foi novamente arquivado.

Em 1996, a Relação voltou a abri-lo. Foram pronunciados apenas os quatro operacionais, absolvidos em Março de 1997, uma vez mais por falta de provas. Passados três meses, o Supremo Tribunal de Justiça anulou o acórdão proferido e foi marcado um novo julgamento - que aconteceu a 21 de Janeiro de 1999. Os quatro arguidos foram absolvidos. Feitas as contas, o processo arrastou-se durante mais de 20 anos, em 2400 páginas e 12 volumes. No final, ninguém foi condenado, apesar de o Tribunal admitir que o ataque terá partido dos meandros do MDLP.

O cónego Melo foi apontado como um dos autores morais do crime. Depois do 25 de Abril, liderara a oposição da igreja às acções do PCP - que no Verão Quente de 1975 tentava entrar no Norte. Muitos chamavam-lhe o "cónego sinistro", pelas suas ligações com sectores extremistas da direita. Morreu em Abril do ano passado, em Fátima. Uma multidão de cinco mil pessoas acompanhou o enterro, num cortejo fúnebre que saiu da Sé de Braga e passou por várias ruas da cidade. Na Assembleia da República, o CDS-PP apresentou à votação um texto de pesar pela morte do cónego Melo, mas só os centristas e o PSD votaram a favor. O PS absteve-se e o Bloco de Esquerda abandonou o hemiciclo durante o minuto de silêncio.

Rosa Ramos. Hoje

Se a cidade de Aveiro é bonita, a zona da Murtosa também o é!


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Tive a oportunidade de visitar a Murtosa nesta tarde de terça-feira, com tempo primaveril. Fiquei com vontade de lá voltar, agora com mais vagar e tempo para desfrutar as suas belezas naturais. Aqui vos deixo algumas imagens desta localidade, que foram retiradas de vários blogues, a partir de fotógrafos destas zonas.

Apresento ao amigo Zé Espanca (agora com mais respeito, visto já o conhecer pessoalmente) em meu nome pessoal e no do Pedro Sousa, os nossos agradecimentos pela sua simpática disponibilidade e vontade de nos ser agradável. Bancada Directa sabe reconhecer os seus amigos e espero que num tempo próximo possa visitar Sintra, que eu cá estarei para recebê-lo. Tem cá alojamento à sua disposição pelo tempo que quiser. Admiramos o encontro de duas pessoas estranhas, mas tão comuns nos seus sentimentos de solidariedade pessoal. Nem as suas funções de responsabilidade o impediram de estar connosco, para bem da sua Murtosa.
Muito obrigado doutor. Ficará para sempre no meu coração a sua disponibilidade.
Faço a viagem de regresso, nesta quarta-feira, já com um tempo de chuva grossa e constante. Fiquei alojado, sem o esperar, numa casa da zona de Pardilhó. Ainda de madrugada postei um "Fragmentos e Opiniões" com um tema do Antonio Raposo e preparei este post para ser publicado hoje.

Uma pequena nota sobre a Murtosa

Edificio da Camara Municipal da Murtosa
A Murtosa é uma vila portuguesa, situada no Distrito de Aveiro, região Centro e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 3 100 habitantes.

É sede de um pequeno município com 73,65 km² de área e 9 804 habitantes (2006), subdividido em 4 freguesias. O município é dividido em dois pelo braço norte da ria de Aveiro. O território principal, onde se localiza a vila, é limitado a nordeste pelo município de Estarreja e a sul liga-se aos municípios de Albergaria-a-Velha e Aveiro através da ria de Aveiro, que também o rodeia a ocidente. O território secundário é limitado a norte, por terra, pelo município de Ovar e a sul pelo de Aveiro, e tem litoral na ria de Aveiro a leste e no oceano Atlântico a oeste. O concelho foi criado em 1926 por desmembramento de Estarreja.

Imagens do centro urbano da Murtosa

Uma rua de Pardelhas

Pardelhas à noite

Edificio da Junta de Freguesia

Igreja do Bunheiro

Freguesia do Monte
Cais da Bestida
Bico
Rua do Areal na Torreira. Habitação Social

Ponte da Varela

O Bico e o seu entardecer nostalgico
Vista da Marina
Pousada da Murtosa

Antonio Raposo regressa ao nosso convivio com mais um Fragmentos e Opiniões. Corrupção à Portuguesa

Fragmentos e Opiniões


O CASO FACE OCULTA NÃO INTERESSA A NINGUÉM…

Uma pequena nota para saudar com muita e muita alegria este regresso do amigo Antonio Mendes Raposo, que já faz parte da mobilia do Bancada Directa, e que a sua presença os nossos leitores querem vê-la sempre bem pertinho!

Vamos analisar o que se passou. Alguém utilizou o “lobby” à portuguesa para influenciar a efectivação de negócios com as suas firmas. Com isso ganhou os chamados “concursos”, enviando orçamentos de concorrentes de maneira a formar o que chamamos de “cambão”. Nada que o pessoal não conheça desde o tempo dos Afonsinos.
Depois do cambão é necessário lubrificar os carretos. Um carrinho para este. Um apartamento para aquele. Quem dirigiu em Portugal os serviços de compras das grandes empresas conhece mesmo que o não tenha posto em prática... ou entrado na dança.
A colocação nesses lugares de indivíduos que fazem parte dos partidos do poder mas que por qualquer razão não conseguiram um lugar muito bem remunerado, acaba assim.
Porém, atenção. Não fiquemos a pensar que isso é que é a corrupção. Não é.
Corrupção mesmo é outra coisa. São os milhões que ficam pelos “off-shores” pendurados de grandes favores feitos e de enormes negócios decididos. Esses sim.
Mas infelizmente esses são muito difíceis de descobrir: Os submarinos, as auto-estradas…Os aeroportos, os TGV.
Quem controla ou irá controlar estas decisões?
Desses não se fala e quem vai dentro é o Godinho.
Moral da história: O PORTEIRO É QUE É SEMPRE O CULPADO DE TUDO…
Antonio Raposo

Obrigado Pela Sua Visita !