BANCADA DIRECTA
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quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Já vou a caminho de casa. Regressarei aqui nos principios do mês do equinócio.


Roquetas de Mar
Playa de la Romanilla.
Já na saída de Roquetas em direcção a Aguadulce

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

O Teatro no Bancada Directa integrando a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade” e em que o nosso homem do teatro dos dias de hoje recorda a actriz Lina Demoel


O Teatro no Bancada Directa integrando a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade” e em que o nosso homem do teatro dos dias de hoje recorda a actriz Lina Demoel 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

 LINA DEMOEL

Ela foi a maior vedeta do teatro ligeiro em Portugal nas décadas de 1920 e 1930, sendo disputada pelos principais teatros da capital, onde criou alguns dos mais belos temas musicais de maior sucesso popular no nosso país que ainda hoje trauteamos sem memória da sua origem. Em 1926, um prestigiado jornalista escrevia assim: «Lina Demoel é uma artista que está sempre em foco. 

Depois do Inverno, onde cantou como ninguém a primavera linda e encantadora das Rosas de Portugal, criação magnífica que é uma verdadeira página de beleza, ela – que é hoje a estrela mais brilhante, cheia de fulgor e de elegância, de distinção e de sorriso, que pisa o nosso teatro ligeiro – foi para o Brasil conquistar para o seu nome novas glórias, outros triunfos, aplausos vibrantes”. 


Antes de pisar os palcos para uma rápida ascensão ao lugar de primeira estrela, Lina Demoel era uma jovem despreocupada e sonhadora. Certo dia, em conversa com uma costureira que trabalhava em sua casa, ficou a saber que se preparava uma nova revista no Teatro da Trindade, em Lisboa, para a qual procuravam coristas. 

E lá foi ela a caminho da audição, depois de se preparar muito bem e em segredo. Vestiu uma das suas mais belas peças de guarda-roupa, penteou-se e maquilhou-se com a perfeição que lhe era reconhecida no seio da família, subiu ao palco com a graça e a desenvoltura que a caracterizavam e cantou um conhecido tema – “A Valsa dos Beijos”. Na plateia, o maestro Luís Felgueiras e o empresário António de Macedo, ficaram deslumbrados...

A estreia de Lina Demoel nos palcos da revista aconteceu assim, desta forma,  em 1919, como simples corista, e dois anos depois encabeçava já o cartaz de “Gato por Lebre”, assumindo a partir daí a personificação de um certo tipo de vedeta de grandes luxos e muitas atenções sociais, com automóveis caríssimos que ostentavam o seu monograma em prata e motorista fardado ao seu serviço. 
Constantemente cortejada pelos homens mais poderosos, galantes e desejados da época, ela percorreu as mais ricas e idílicas paragens de veraneio sempre que os seus compromissos artísticos o permitiam. Nas suas estadas na cidade de Paris, para onde viajava com assiduidade, era frequentadora das grandes festas das estrelas e...comprava diamantes no Cartier!


Foi ali ás em Paris que teve origem “As Rosas”, um dos maiores sucessos de Lina Demoel. Ela fora convidada para um show de Mistinguett, onde esta cantou pela primeira vez o tema “Valência” de José Padilha. E ficou tão encantada com o que viu que, no final da actuação, foi ao camarim da mítica cantora francesa e manifestou-lhe o desejo de integrar aquela música no seu repertório. 

Daquele primeiro contacto nasceu uma enorme amizade entre as duas artistas. E foi tão grande a intimidade gerada entre ambas que, para além de passar a gozar do privilégio de fazer parte dos jantares privados em casa de Mistinguett, Lina Demoel teve oportunidade de visitar o seu ateliê de costura e de aprender alguns segredos na confecção de peças de guarda-roupa teatral.


Vestida com um belíssimo figurino branco, revestido com a aplicação de grandes rosas em tecido, Lina Demoel apresentou-se no primeiro ensaio da revista “Foot-ball” com a partitura de “Valência” nas mãos e pediu a um dos seus autores (Ernesto Rodrigues) que fizesse uma versão do tema de Padilha inspirada nas flores que embelezavam a sua peça de guarda-roupa. E graças àquela canção, o espectáculo esteve em cena durante um ano e meio com lotações esgotadas, acabando por se transformar no maior êxito da actriz, então também já empresária. 


"Carnaval de 1926": a actriz Lina Demoel, que tomou parte no corso da avenida da Liberdade

E foi nessa dupla qualidade que o público passou a vê-la a partir daquele momento, nos mais diversos teatros portugueses e brasileiros, representando alguns dos maiores sucessos do nosso teatro musicado


Depois de mais de três dezenas de espectáculos como vedeta absoluta, onde criou temas como “Marias de Portugal”, “Cavaquinho”, “Mademoiselle Bola de Sabão” ou “Cabaret”, em 1938, Lina Demoel, que teve tudo – fama, dinheiro, joias, casas, carros –, acabou abruptamente a sua carreira cheia de dívidas, que pagou tostão a tostão, e caiu num profundo esquecimento. Até que, em meados dos anos 1970, a imprensa deu conta de que ela estava semi-inválida por via de um acidente e vivia em condições quase miseráveis, com uma reforma ridícula, num pequeno quarto alugado. A comunidade artística uniu-se e fez quanto pôde para minimizar os efeitos devastadores da sua mal sucedida experiência de empresária, dando-lhe o apoio possível naquelas horas amargas.


Em 1982, já com 86 anos, e a viver em condições muito mais dignas graças aos esforços de Manuela Eanes, Lina Demoel foi convidada por Raul Solnado e Fialho Gouveia a participar no programa “O Resto São Cantigas”, da RTP, onde pudemos testemunhar a alegria, o carinho, a emoção e a gratidão desta atriz por reencontrar-se com o público, tantas décadas depois de ser aplaudida pela última vez. E foi bom vê-la recordar, ao talvez pelos versos mais eróticos da nossa música ligeira («Maria, são teus olhos azeitonas/Cachopa, são teus lábios quais cereja/E os teus seios cachos de uvas que
abandonas/À vindima desta boca que os deseja»)

No final do programa ouvimo-la dizer: «Tenho tanta pena de me ir embora». Deixou-nos para sempre três anos depois!

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. Agosto.18
 

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Isto passa-se nos Estados Unidos. A verdade é explicada sem preconceitos. E por este país, Portugal, estas verdades ficam por serem divulgadas publicamente




Por cá as televisões encharcam-nos de novelas e outras futilidades 
Agradecimento ao nosso carissimo amigo Luis Pessoa

Uma opinião insuspeita de alguém que pensou que eles, quando foram eleitos, eram a força justa e solidária para com os portugueses. É o retrato deste Portugal segundo José Pacheco Pereira

domingo, 17 de Agosto de 2014

Mais valia que estivesses sossegado no remanso das ondas da praia da Manta Rôta. Passos Coelho e a festa do Pontal


Mais valia que ficasses e estivesses sossegado no remanso das ondas da praia da Manta Rôta. 
Passos Coelho e a festa do Pontal 

O Pontal é, na liturgia do PSD, a Festa do Avante dos pequeninos, de sinal contrário, e uma espécie de Chão de Lagoa continental, sem poncha, porque o fígado dos líderes nacionais não tem o tirocínio de Coimbra e quatro décadas de experiência madeirense

Hoje não tem o esplendor de outros tempos, nem um orador que entusiasme os devotos com o fulgor de outros líderes e os resultados de outra governação. Se não faltou gente é porque os devotos foram supridos por avençados, a vida está difícil, e os empregos são cada vez mais raros. 

Passos Coelho a falar de ética parece a honorável Cicciolina a perorar sobre a castidade; a pronunciar-se sobre a governação, a Maia a predizer o futuro; a evocar os chumbos do Tribunal Constitucional, um delinquente a invectivar os tribunais. 

O putativo PM fez birra e ameaçou desistir de governar, como se soubesse o que isso é, sem sugerir a demissão ou assustar, dessa forma, os favoritos das sinecuras que reparte. Apelou ao consenso com a sinceridade de Cavaco, sobretudo com o PS, a quem dedica o afecto do inquilino de Belém, sem deixar de o incriminar na sua má governação. 

Numa monótona e lúgubre encenação, como corolário do melancólico declínio, ainda ameaçou com mais quatro anos de governo depois da maçada das próximas eleições. O cantor lírico frustrado, ex-gestor do curso de técnicos de aeródromos, que não obtiveram certificação, é um homem sem rumo, sem programa e sem tino, à espera de que o PR se emancipe e saia do telemóvel e do faceboock para dissolver a AR e marcar eleições. 

Passos Coelho não foi à Quarteira para convencer os portugueses, esteve lá porque sim.

E como sempre aos Domingos vamos lá apreciar o folclore minhoto. Agora é um malhão-

sábado, 16 de Agosto de 2014

Os burros ( de entre eles os pobres de espirito e cheios de maldade para com os seus semelhantes) preferem as praias algarvias

Bom regresso e que te vás embora depressinha



Pelo menos o povo ainda tem alguém que vela por ele, apesar das iniquidades que andam à solta e das perspectivas negativas que eles ainda nos podem atacar com alternativas ainda mais gravosas

Pelo menos o povo ainda tem alguém que vela por ele, apesar das iniquidades que andam à solta e das perspectivas negativas que eles ainda nos podem atacar com alternativas ainda mais gravosas. 

A pior maioria, o pior Governo e o pior PR, com a multidão de avençados, pelo medo e pelo suborno, entraram na marginalidade legal de que nem a chantagem os livrou. 

Quem jurou respeitar e fazer respeitar a CRP e se prestou a ser paquete do Governo que tem pela lei o respeito de Maomé pelo toucinho, usa as mesmas justificações para coagir o TC. 

Podem sentir saudades dos Tribunais Plenários mas os juízes de hoje mantêm um módico de decência que impede Portugal de aderir ao ordenamento jurídico do califado do Iraque. 

Quando se desrespeita a lei, ameaça-se quem a aplica; quando não se sabe para onde se navega culpa-se o vento; quando se chega ao Governo sem ter sido, pelo menos, vogal de Junta de Freguesia, é todo um povo que lamenta o voto que lhe confiou e esconjura a abstenção.

 Não sei se foi a nossa vocação suicida que nos levou a escolher o pior caminho que nos foi proposto sem se prever que seria percorrido pelos piores, e da pior maneira, quando a pior conjuntura internacional nos entrou pelo país.

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Recordar é Viver

Recordar é Viver. 

Cartaz das festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo já no passado ano de 1971


Por essas terras minhotas, neste momento bem longe da minha pessoa. A nossa selecção dos eventos que por aí vêm

Gemieira. Ponte de Lima

Feiras Novas. Ponte de Lima

Viana do Castelo
Esposende

Obrigado Pela Sua Visita !