BANCADA DIRECTA

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

“No Palco da Saudade”. Uma rubrica de Salvador Santos destinada a recordar os grandes nomes que engrandeceram o Teatro português. Hoje o tema é Alvaro Cabral. É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade”. 
Uma rubrica de Salvador Santos destinada a recordar os grandes nomes que engrandeceram o Teatro português. 
Hoje o tema é Alvaro Cabral. 
 É o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade”
 Texto inédito e integral de Salvador Santos 

ÁLVARO CABRAL 
Vila Nova de Gaia viu-o nascer em 22 de Junho de 1863 no seio de uma humilde família residente na freguesia de Mafamude, poucos meses depois de seu pai (alfacinha de gema) aqui se ter instalado para servir a Companhia Real de Caminhos de Ferro Portugueses, que viria a inaugurar em 1865 a Estação das Devesas (a primeira a servir o norte acima de Estarreja). 

Os seus estudos foram fundamentalmente feitos na cidade do Porto, onde tomou os primeiros contactos com o teatro (como espectador), sector de atividade onde viria a ganhar prestígio, tanto como actor, autor ou director de companhias. Mas a verdade é que o seu nome seria imortalizado como compositor de um conhecido tema musical que viria a ser adoptado pela academia coimbrã, intitulado… “Samaritana”. 
Na verdade, a música foi uma das expressões que ocuparam o labor artístico de Álvaro Cabral quando atingiu a maioridade, já em Lisboa, cidade onde se estreou como actor, a 18 de março de 1890, no já desaparecido Teatro da Rua dos Condes, na revista “Tim-tim por Tim-tim” do autor e empresário Sousa Bastos, que foi considerada pela imprensa da época como o melhor e o mais popular espectáculo do género em Portugal dos finais do século XIX. 

No ano seguinte, o actor passou do teatro musicado para o chamado «declamado», e logo para o Teatro Nacional D. Maria II – o principal palco do país – onde se manteve durante nove anos, até que a empresa Rosas & Brazão foi inesperadamente afastada da gestão daquele equipamento por decisão governamental. 

Ao tomar conhecimento desta decisão da comissão ministerial que tinha a tutela do D. Maria, o Visconde de São Luís de Braga convidou a empresa dos actores João Rosa, Augusto Rosa e Eduardo Brazão a prosseguir o seu projeto artístico no Teatro D. Amélia (inaugurado em 22 de Maio de 1894 e por ele construído, que mais viria a chamar-se Teatro da República, tendo hoje o nome de São Luís em sua homenagem), para onde Álvaro Cabral também se deslocou e onde permaneceu até 1905, ano em que se transferiu para o Teatro Avenida. E foi aqui, neste popular palco lisboeta que ele se decidiu definitivamente pelo género teatral de baptismo: a revista à portuguesa, que serviu como actor, autor, ensaiador, diretor de cena, compositor musical e empresário. 
Nos domínios do teatro de revista, Álvaro Cabral guindou-se a um plano de destaque como actor, ombreando com os nomes mais populares da sua época, conforme se depreende de uma notícia do jornal O Século de 21 de Junho de 1911, onde se lia, a propósito de uma festa realizada no antigo Teatro das Variedades, que então havia na lisboeta praça dos Restauradores: «Representa-se [hoje] mais uma vez a chistosa e magnífica revista “Pó de Perlimpimpim”, que em récitas sucessivas tem feito o maior sucesso de gargalhada e de concorrência. 

À récita assistem todos os intelectuais e artistas da nossa terra, isto é, a camada que mais aprecia o valor e talento de Álvaro Cabral, como sabem um especialista de boa piada, da melhor, e de frisante actualidade». 

Naquela festa, de que nos dá conta o matutino O Século, constava ainda a realização de um programa (na matiné) a favor das crianças pobres de um bairro popular (Santa Catarina) da Lisboa antiga, onde figuravam, entre outros vários eventos, «duas conferências, uma por um vulto de destaque na democracia portuguesa e outra por um médico empenhado na cruzada da assistência infantil», com organização de Álvaro Cabral, o que nos remete para o lado humanista deste nosso concidadão que ficou também para a história do teatro em Portugal como «um Homem de bom trato, alegre cavaqueador e grande boémio», tendo ficado ainda registado no Dicionário do Teatro Português, de Sousa Bastos, como «um escritor gracioso, correto e cheio de verve». A escrita teatral foi, com efeito, um dos territórios de criação explorados por Álvaro Cabral por diversas vezes, após uma primeira experiência em parceria com Penha Coutinho, um dos mais criativos autores de revista da sua época. 
Com este, escreveu no início do século XX o grande sucesso “Festas de Santo António de Lisboa”, onde foi coautor, com o maestro e compositor musical Tomás Del-Negro, das canções “Manjerico e Cravo de Papel”, “Fura-Fura” e “Alcachofra”, que foram êxitos populares sem precedentes até então. São ainda de sua autoria as comédias em 1 acto “Uma Teima” e “O Pai da Criança”, representadas com grande aceitação numa digressão por todo o país, bem como a revista “Peço a Palavra”, escrita em colaboração com João Bastos. 

Mas foi fundamentalmente como actor que Álvaro Cabral mais brilhou durante toda a sua vida de devoção ao teatro, tendo sido estrela principal em inúmeras produções de teatro musicado, com destaque para a revista “O 31”, peça que esteve em cena durante quatro anos, num total de 2.000 (!) representações, em 12 teatros de Lisboa, Porto, Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Salvador da Baía e Pernambuco. 

A morte surpreendeu-o prematuramente quando se encontrava na cidade do Porto, como primeiro actor e director de cena da revista “Papagaio Real”, em exibição no Teatro Nacional São João. Sucumbiu na cama de uma enfermaria do Hospital do Bonfim, no dia 22 de Outubro de 1918, com apenas 53 anos, atingido pela tristemente célebre gripe pneumónica que se alastrou por todo o nosso país, vitimando mais de 50 mil pessoas. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2015. Janeiro. 29

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Abençoado Governo que tem um ministro de trabalho que é um perfeito ilusionista. Diz que vai conseguir que em Portugal vai haver pleno emprego e sem criar um único emprego ou investimento para esse mesmo fim. Inacreditavel!........

Abençoado Governo que tem um ministro de trabalho que é um perfeito ilusionista. 
Diz que vai conseguir que em Portugal vai haver pleno emprego e sem criar um único emprego ou investimento para esse mesmo fim. 
Inacreditavel!........

Mota Soares, ilusionista 

Este governo começa a parecer um circo, já tinha um contorcionista chamado Paulo Portas, depois veio um palhaço fazer de bobo do parlamento, agora tem um ilusionista que vai conseguir que Portugal atinja o pleno emprego sem ter sido feito um único investimento ou criado um único emprego. «Desempregados entre os 18 e 29 anos, com escolaridade a partir do 9.º ano, podem candidatar-se a apoios do Instituto do Emprego e Formação Profissional. 

A medida Emprego Jovem Activo, que se insere no programa Garantia Jovem, destina-se a jovens inscritos como desempregados nos serviços do IEFP que tenham a escolaridade mínima equivalente ao 9.º ano ou sejam detentores de uma habilitação académica ao nível da licenciatura ou superior, segundo informação do instituto. 
O Emprego Jovem Activo consiste no desenvolvimento de uma experiência prática em contexto de trabalho por jovens em situação de desfavorecimento face ao mercado de trabalho, conjuntamente com jovens mais qualificados.» 

A fonte deste texto é do ”DN” 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ainda o assalto e a carnificina na redação do “Charlie Hebdo” em Paris. “Je suis Charlie” foi o mote das pessoas revoltadas com o acontecimento. O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e clama “Eu sou livre!”

 Ainda o assalto e a carnificina na redação do “Charlie Hebdo" em Paris. 
“Je suis Charlie” foi o mote das pessoas revoltadas com o acontecimento. 
O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e clama “Eu sou livre!”

O “Charlie Hebdo” veio desencadear uma chuva controversa de opiniões e criar um novelo de incapacidade colectiva de distinguir a liberdade de expressão do direito que cada um tem de ler o que quer e o que lhe apetece, o que também é sinonimo de liberdade pessoal. 

Ou seja: o “Charlie Hebdo” é uma publicação satirica das várias que existiram e existem em França ao longo dos tempos e que seguem a tradição historica de criticar a religião, a politica e a sociedade, numa linha muito francesa, nitidamente anti-convencional, o que se tem como positivo. 

Grandes cartonistas, até portugueses, já estiveram ou estão nessas publicações, sabendo-se que viviam o seu dia a dia com tranquilidade, até que surgiu esta tremenda injustiça criminosa a impor-se à liberdade de expressão, proveniente de individuos que se querem sobrepor e viver acima dos próprios dogmas criados pelas diferentes religiões e fés que eles dizem seguir. 


Mas entendendo que é assim, não consigo compreender esta atitude reles, vil e criminosa que acabou por conferir mais visibilidade a uma publicação que atravessava um periodo economicamente dificil. 

De tal modo que após os crimes praticados sobre pessoas indefesas, o “Charlie Hebdo” conseguiu, no dia em que voltou às bancas a sua maior tiragem de sempre, ultrapassando os 5 milhões de exemplares vendidos. 

 De uma vez por todas é preciso agir em nome da liberdade que nos é conferida pelo acto do nosso nascimento. Nasci livre. Tenho de morrer livre. A vida concede-me esse direito 
Posso estar de acordo, ou posso não estar, com varias atitudes que me colocam na frente do nariz diariamente. Posso não gostar de um texto, de uma caricatura, de um cartoon, de um filme, de uma peça de teatro, de um humorista, mas isso não me dá o direito de agir por conta própria, praticando censura ou exercendo outra forma de violencia 

 Um Estado de Direito tem as suas regras e instrumentos que ajudam a resolver os casos, que eventualmente, suscitem duvidas ou provoquem queixas fundamentadas. Agora exercer justiça pelas suas próprias mãos……… 

Afinal, em nome de que Deus, ou de que religião, foram cometidos os crimes de França? É Deus que patrocina, admite e aplaude a violencia?

Fernando Correia

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Eu te saúdo povo grego. Derrotar toda esta politica de austeridade, enquanto os ricos enchem os alforges e os pobres ficam mais pobres, foi um acto de coragem e de clarividencia democratica


Um olhar sobre a corrupção 

Agora, que o Syrisa ganhou as eleições, refere-se a corrupção na Grécia e em Portugal, contrariamente ao que sucede na Alemanha, quando foi esta que corrompeu, de facto, altas individualidades gregas e portuguesas para lhes vender submarinos. 

Na Grécia até foi preso um ministro. 

Em Portugal, (in)felizmente, prescreveu o processo. 

E o tal espertalhão salvou-se!......

domingo, 25 de janeiro de 2015

Cristiano Ronaldo. Vergonhosa a sua agressão a um colega de profissão. A sua atitude vai levar ao arrependimento todos aqueles que votaram este agressor para melhor jogador do mundo




CR7 perde a cabeça e agride adversário Ronaldo foi expulso após agredir adversário com um murro e um pontapé. 

Minutos antes, o árbitro tinha perdoado o vermelho ao português por outra agressão. [ver vídeo] Cristiano Ronaldo perde a cabeça e é expulso 

O melhor jogador do mundo foi expulso no jogo do Real Madrid deste sábado, frente ao Córdoba, depois de agredir a soco e a pontapé o brasileiro Edimar, jogador que em Portugal passou pelo Rio Ave. 

À medida que saía do relvado, Cristiano Ronaldo apontava para o símbolo de Campeão do Mundo que exibe na camisola. Minutos antes, Cristiano Ronaldo já tinha agredido outro adversário com um murro, Jose Crespo (como pode ver no final do texto), num lance em que o árbitro deixou passar em claro. 

Na altura da expulsão do internacional português, aos 83 minutos, o Real Madrid estava empatado 1-1 com o Córdoba, que jogava em casa. Gareth Bale acabou por dar a vitória à equipa de Madrid na conversão de uma grande penalidade, aos 89'.


Esta não é a primeira vez que Cristiano Ronaldo agride um adversário na presente temporada. Em agosto, em jogo a contar para a Supertaça de Espanha, o português deu dois murros a Diego Godín, central do Atlético Madrid, numa disputa de bola dentro da área dos campeões espanhóis. Apesar da violência do lance, o árbitro nada assinalou. 

O video é propriedade da Media Pro pelo que está bloqueado. No entanto pode-se ver o vídeo clicando no link para o youtube

Cavaco Silva: Nove anos na Presidencia da Republica. Falta só um ano para terminar o segundo mandato. Mas vai custar tanto este ultimo ano a passar......

Cavaco Silva 
Nove anos na Presidencia da Republica. 
Mas vai custar tanto este ultimo ano a passar......

Mas vou fazer como fazem os reclusos nas celas das prisões para marcar o tempo que falta para saírem: fazem um risco na parede por cada dia que passa..... 
Assim mitiga a dor do tempo lento, lento, lento....

sábado, 24 de janeiro de 2015

Portugal continua a estar em venda. A Altice comprou a PT. Era um desfecho há muito esperado. A ânsia de vender Portugal anima estes “Vendilhões do Templo”. Quem mais se seguirá? Espera-se tudo até eles deixarem o poleiro!..O mais grave disto tudo é que a Altice não tem compromisso algum exigido para não despedir trabalhadores!........

A Altice comprou a PT. 
Era um desfecho há muito esperado. 
A ânsia de vender Portugal anima estes “Vendilhões do Templo”. 
Quem mais se seguirá? 
Espera-se tudo até eles deixarem o poleiro!.......... 

Com este Governo, cúmplice da alienação, na obstinada agenda ideológica a que Garcia Pereira, nos Prós e Contras, designou de «traição à Pátria», a PT foi vendida quase sem votos contra. O Governo na sua teologia do mercado é insensível aos interesses de Portugal. 

O Novo Banco, a CGD e a Segurança Social tinham capacidade para impedir a OI de vender a empresa como quem vende hortaliça. 

Os coveiros continuarão até ao fim do ano com a bênção do seu mandatário

SL Benfica. Enfim no caminho certo! 6 juniores continuam com os seus contratos renovados. A Formação no Benfica está a dar os passos certos. Todos os adeptos saúdam esta decisão.” É o Desporto no Bancada Directa.

 SL Benfica. 
Enfim no caminho certo! 
Seis juniores continuam com os seus contratos renovados. 
A "Formação" no Benfica está a dar os passos certos. 
Todos os adeptos saúdam esta decisão.” 
É o Desporto no Bancada Directa. 

Águias renovam contrato com seis juniores    

O Benfica anunciou, esta quinta-feira, ter renovado contrato com seis jogadores da equipa de juniores: André Ferreira (guarda-redes), João Lima (defesa), Ricardo Carvalho (defesa), Gilson Costa (médio), Kevin Oliveira (médio) e Hildeberto Pereira (avançado). Todos os jogadores são internacionais portugueses, com exceção de Kevin Oliveira, que também já representou a selecção de Cabo Verde. 

Os seis atletas renovaram contrato até 2021.

Obrigado Pela Sua Visita !