BANCADA DIRECTA

sábado, 25 de Outubro de 2014

Programar toda uma colocação de professores em tempo oportuno e para que não sejam prejudicados esses mesmos professores e alunos é uma tarefa que exige muita competencia e determinação de fazer bem. Tarefa que não pode ser entregue a incompetentes. É o mesmo que entregar os trabalhos de demolição por implosão de grandes edificios a quem nunca trabalhou com explosivos.



Programar toda uma colocação de professores em tempo oportuno e para que não sejam prejudicados  esses mesmos professores e alunos é uma tarefa que exige muita competencia e determinação de fazer bem.
Tarefa que não pode ser entregue a incompetentes.
É o mesmo que entregar os trabalhos de demolição por implosão de grandes edificios a quem nunca trabalhou com explosivos.

Ao contrário do que alguns parecem pensar, implodir um grande edifício exige muito cuidado e um planeamento meticuloso e caso a caso.

Pequenos detalhes fazem toda a diferença e dois edifícios aparentemente iguais podem reagir de forma muito diferente à mesma disposição de explosivos.

Por mais cuidadoso e meticuloso que seja o planeamento, há sempre o risco da pegada da implosão ir muito além do perímetro do edifício. Milhares de toneladas de metal pedra e cimento em queda são sempre imprevisíveis.

Por isso, o perímetro de segurança tem de ir muito além do perímetro do edifício. Enfim, isto tudo para dizer que implodir o Ministério da Educação até pode ser um programa aceitável para um governo.

Mas é para ser feito com planeamento pormenorizado e com um plano adequado para todas as contingências.

Entregar a coordenação dessa implosão a um incendiário só pode dar porcaria.

E será preciso um estilo com eficácia  para a colocação dos professores que os dirigentes deste Ministério da Educação não têm!

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Marques Guedes: a imagem surrealista de um governante que dá explicações de temas em que, sinceramente, nem o próprio acredita. Pelo menos mostra um sorriso parcimonioso

Marques Guedes: a imagem surrealista de um governante que dá explicações de temas em que, sinceramente, nem o próprio acredita.
Pelo menos mostra um sorriso parcimonioso

Marques Guedes sabe muito bem que o seu governo tem usado a falsa reforma do IRS para disfarçar a manutenção da carga fiscal, recorrendo a frequentes falsas fugas de informação para gerir a imagem na comunicação social, chegando ao ponto de discutir a reforma com toda a gente menos com o PS para depois vir defender pactos e acordos nesta matéria.
Vir agora queixar-se de que a reforma é criticada com um documento provisório revela a má fé de um governo que usa esses documentos para atirar barro à parede e quando percebe que está em maus lençóis dá o dito por não dito para aparecer com uma nova versão.

O argumento de Marques Guedes só revela falta de honestidade. «Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes defendeu que a introdução de uma "cláusula de tratamento mais favorável" pode "obrigar a Autoridade Tributária e Aduaneira a ter algum trabalho complementar", mas abrange "situações marginais, minoritárias" e "não mexe com a simplificação geral da reforma".

O ministro da Presidência contestou que esteja em causa uma "trapalhada" do Governo e sustentou que as críticas à proposta de alteração do IRS foram "todas feitas com base num documento que não era o documento final que foi aprovado no Conselho de Ministros" na semana passada. Contudo, referiu que, desde então, "houve mais do que uma alteração" ao diploma, escusando-se a adiantar quais.

Questionado se a proposta de reforma do IRS já continha a chamada "cláusula de salvaguarda" quando foi apresentada aos jornalistas, na quinta-feira passada, o ministro não quis esclarecer "qual foi o momento em que o Governo decidiu que deveria haver uma cláusula de tratamento mais favorável"»

Fonte “Notícias ao Minuto”

quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Mas que raio de sorte a nossa, para termos de aguentar com um primeiro ministro desta qualidade e teimoso qb. É que não consegue ver que o seu Governo está esgotado e a não querer antecipar da sua parte o acto eleitoral ainda o vai prejudicar mais. A si e ao seu Partido

Mas que raio de sorte a nossa, para termos de aguentar com um primeiro ministro desta qualidade e teimoso qb.
É que não consegue ver que o seu Governo está esgotado e a não querer antecipar da sua parte o acto eleitoral ainda o vai prejudicar mais.
A si e ao seu Partido

Pedro Passos Coelho, alegado primeiro-ministro, cargo de que usufrui as prerrogativas e benefícios, incapaz de autocrítica, ameaçou o país com a recusa de antecipar as eleições legislativas, assustando os portugueses com mais um ano a rebolar-se no exaurido pote.

Não estão em causa os prazos constitucionais, mas as instituições, a agonia do regime e a decadência ética do Governo que fez de Portugal um laboratório de experiências mal sucedidas, com o caos na Justiça, a Educação e Ciência em colapso e a desconfiança nos governantes igual à que Passos Coelho adicionou com as peripécias da Tecnoforma. A antecipação de eleições depende da vontade do Governo ou da decisão do PR, sendo a última uma improbabilidade e a primeira a única decisão certamente irrevogável.

Passos Coelho corre para o abismo, sabendo que não tem soluções e que, quanto mais tempo permanecer com a turma, mais hábil a agarrar o poder do que a usá-lo ao serviço do País, mais complica o OE-2016 e menos tempo deixará ao próximo Governo para o elaborar, com o calendário eleitoral a comprometer o do Orçamento. O PSD, dececionado com o PM que Marco António e Relvas inventaram, com a bênção de Cavaco, anda a lançar nomes para o substituir. Desde a ministra das Finanças até Rui Rio, nem Marco António escapa à lista dos inefáveis e putativos sucessores.

A estratégia de crescimento que teve assinalável êxito, em três anos do funesto governo da pior direita, foi no camo dos impostos, do empobrecimento e da dívida pública. O próximo Governo herda um país desmoralizado, com défice na balança de transações, emprego em extinção, acordos impossíveis de honrar e um PR impossível de recuperar.

A obstinação de quem nunca devia ter passado de vogal de junta de Freguesia e acabou PM, longe de se arrepender, insiste em fazer beber até à última gota o cálice de veneno do Governo que lhe adjudicaram e que os portugueses são obrigados a digerir.

Que raio de sorte a nossa!

Bancada Directa / Sorumbático

“Histórias do Noninoni”. Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena.

“Histórias do Noninoni”.
Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos.
É uma coordenação de A. Raposo e Lena.

“Historias do Noninoni”
Episódio zero (0)
Autores: A Raposo e Lena
A equipa da TIC tentava desembaraçar-se do trânsito para chegar ao incêndio antes dos bombeiros. Era fundamental filmar as labaredas e a fumaça antes da chegada dos Voluntários.

Se chegassem antes tinham reportagem, se fossem os bombeiros era como se lhes tirassem o pão da boca. À noite a TIC teria uma bela reportagem ou um mijarete. Se fosse na Roma antiga e no tempo de Nero, teriam reportagem pela noite fora, acontece que naquele tempo ainda não havia a TIC , muito menos a cores!

O chefe repórter da TIC resmungava: Fogo sem labaredas não é espectáculo. Fumaça só faz arder os olhos. Explicações dadas por quem assistiu são uma fraca ajuda.

Assim se constrói um telejornal. Um corrupio de desastres naturais, com um ou outro assassinato, um salpico de rapto de criança. Uma inundação num lar de velhos, uma rixa de ciganos, com sangue à vista, uma “boca” de político e o ramalhete está completo. O telejornal pronto, no ponto. É só servir à hora de jantar. Acontece que a equipa da TIC estava com azar naquele dia.
Nem foram os bombeiros que estragaram o espectáculo. Eu explico: O incêndio fora num prédio antigo de dois pisos. Soalhos de madeira, tabiques de tabuinhas, sem placas de cimento. Resultado: em menos de um fósforo ardera tudo, caira o telhado e as paredes.

As chamas fortes rapidamente perderam a chama e não havia nada para filmar. Desesperado o operador de imagem olhava a cena estarrecido enquanto o repórter de microfone na mão amaldiçoava a sua sorte.

Os dois homens vencidos pelos acontecimentos olhavam encostados ao prédio em frente. Iriam ouvir um raspanete do chefe, quando regressassem ao estúdio. Porém, perto deles, ali a dois metros dois paisanos discutiam o caso.
Dizia um: - Se o cego não fosse ao colo do coxo talvez se safasse! Afirmou o outro, talvez mais intelectual: - Já dizia Ortega y Gasset “o homem é ele e a circunstância”.
O repórter arrebitou as orelhas – havia ali assunto. Voltou-se para os dois paisanos e perguntou:
- Os senhores assistiram ao fogo?
-Assistimos a tudo: disse o mais novo, peremptório. Ao repórter voltaram-lhe as cores às faces.

- Então os amigos – insistiu o repórter – podem contar realmente o que se passou?
- Ó, Yé! – Afirmaram em uníssono. Então vamos simular a coisa, os amigos ficam de costas para os destroços e contam-nos de forma breve o que se passou. É só dizer; “Claquete”, como se faz no cinema.
- Claquete – gritou o operador de imagem, deitando fora a pirisca e disparando a máquina.
- Pois nós dois vínhamos do trabalho e ao aqui chegar vimos fumo a sair de uma janela, depois chamas e o pessoal residente a sair aos repelões.
Homens, mulheres e crianças. Um espectáculo! À frente, a correr sabe Deus como vinha o coxo com o cego ao colo. O cego já tinha o cajado a arder. Lá foram – direitinhos ao lago do jardim aqui em frente.

Chegados lá atiraram-se ao lago. O azar deles é que não havia nadador salvador e o cego não tinha pé ou estava ajoelhado, a rezar, quem sabe. Quando chegou o Sr. Armando da Farmácia, já de fato de banho e boia ao pescoço era tarde. O cego boiava
– ainda de óculos escuros e bengala na mão. Porque eu acho que ele ainda via qualquer coisinha. Interrompe o repórter: então o cego era amblíope!
- Sim, sim, ele era ali ao pé de Braga (disse o paisano intelectual) Ele só gostava de vinho verde! Deve ser de Amblíope.
- Adiante – conte lá o resto. Insistiu o repórter.
- Bem depois saiu o General da Marinha e logo seguido pela amante, a menina Arlete.

O general vai lá todas as sextas-feiras (é hoje) fazer o azimute. - Quer se dizer – afirmou o outro mais novo, menos intelectual, mas mais objetivo
– Pôr a escrita em dia! O repórter não deixou passar a gaffe:
- Mas, na Marinha não há Generais!
- Ai não que não há – insistiu o contador da história.
- Então quem é que manda nos barcos? Anda tudo à rédea solta? Já lhe disse que ele era General porque tinha uma farda cheia de galões. Era sim senhor general. Se insiste com essa casmurrice não conto mais nada! Vocês é que sabem tudo, contem vocês.
- Meu caro amigo não se enxofre. Bote lá um general da Marinha.
- Ah- Bom!

Com a chegada dos bombeiros tudo mudou. Uma chuva começou a sair das agulhetas, o coxo fugiu, o cego foi levado pelo INEM, ainda de óculos escuros. Os repórteres da TIC regressaram ao estúdio. À noite, no telejornal, o anúncio de fogo não foi ilustrado com imagens. Passou em rodapé numa frase seca: Fogo em Lisboa, uma casa ardeu no Alto Pina.

Os dois amigos bem esperaram pela sua preciosa colaboração. Mas nada! Ao fim da noite, o mais letrado dos dois afirmou: Isto é tudo pessoal do norte, carago!

A. Raposo e Lena



Os autores deste episódio



quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Um árbitro sem escrupulos, que deve ser banido da arbitragem europeia! Eis o senhor Sergei Karasev de seu nome. Roubou descaradamente a equipa portuguesa do Sporting CP e defraudou as legitimas certezas de um bom resultado aos seus atletas perante o Schalke 04. E assim a Champions League perde credibilidade. Porque é impossível lutar de igual para igual com equipas de países grandes

Um árbitro sem escrupulos, que deve ser banido da arbitragem europeia!
Eis o senhor Sergei Karasev de seu nome.
Roubou descaradamente a equipa portuguesa do Sporting CP e defraudou as legitimas certezas de um bom resultado aos seus atletas perante o Schalke 04.
E assim a Champions League perde credibilidade.
Porque é impossível lutar de igual para igual com equipas de países grandes

Eduardo Barroso
 
Champions League Schalke 04/Sporting CP = 4-3

"Houve dinheiro e condicionamento dos árbitros" Médico e ex-dirigente do Sporting afirma que penálti assinalado foi uma decisão premeditada.

Eduardo Barroso, antigo presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting, insurgiu-se esta quarta-feira contra a exibição do árbitro Sergei Karasev, que assinalou um penálti a favor do Schalke 04 já na reta final da partida de ontem e que permitiu a vitória dos alemães sobre os “leões” (4-3). “É evidente que houve dinheiro e condicionamento dos árbitros, isto não pode ser. Nós sabemos como isto é.

Não é possível cometer um erro daqueles sem ser premeditadamente. Lá estou eu com a mania das perseguições, mas a verdade é que não temos sorte com as arbitragens em Portugal e no estrangeiro”, acrescentando que Jonathan Silva, autor do penálti, “tinha a marca da bolada na cara”, afirmou em declarações à Rádio Renascença.

O antigo dirigente falou mesmo em “máfia russa no seu melhor” e explicou que este tipo de situações só prejudicam o futebol porque “não se pode acreditar no futebol”. Apesar do Sporting se encontrar no último lugar do grupo G,

Barroso acredita no apuramento do clube lisboeta para os “oitavos” da liga milionária, pois o Sporting “vai ficar em 2º lugar. Vai ganhar em casa e não perderá em Londres [diante do Chelsea]”, concluiu

Eduardo: estou contigo nas tuas opiniões
Há possibilidades de vermo-nos em breve.

“No Palco da Saudade”. Rubrica semanal de Salvador Santos e, hoje nela, recorda a figura do grande comediante Henrique Santana. É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade”.
Rubrica semanal de Salvador Santos e, hoje nela, recorda a figura do grande comediante Henrique Santana.
É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade”
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Naciconal de São João. Porto)

HENRIQUE SANTANA
O teatro de revista e a comédia ligeira não tinham segredos para ele, que escreveu, encenou, representou e produziu alguns dos melhores espectáculos do género na segunda metade do século XX.

Filho do actor Vasco Santana e da actriz Arminda Martins, sobrinho dos consagrados autores José e Luís Galhardo, neto do mestre de carpintaria teatral Henrique Santana, foi no Teatro Éden, na oficina do avô que se deixou apaixonar pelos mistérios do teatro, tinha oito anos.

O seu destino seria inevitavelmente o espectáculo, tendo-se estreado como actor quando atingiu a maioridade apesar de alguma resistência dos pais, ao mesmo tempo que se iniciava na escrita dramatúrgica, faceta essa que resultou em mais de meia centena de textos originais e inúmeras traduções de peças estrangeiras, que foram êxito comercial nos nossos palcos.
Henrique Santana era filho de outro grande actor:Vasco Santana. É caso para dizer que filho de peixe sabe nadar".

Depois de alguns textos humorísticos curtos, que mais tarde viria a utilizar nalgumas revistas, Henrique Santana escreveu a sua primeira comédia em meados de 1957, que deu a ler a seu pai com grande receio da sua opinião. Vasco Santana, depois de ler a peça, ficou tão agradavelmente surpreendido com o humor e a desenvoltura da escrita que decidiu começar de imediato a ensaiar com ela um novo espectáculo.

E foi tão rápida a sua decisão que, dois meses após a primeira leitura da peça, a sua estreia acontecia no Teatro Monumental, com o título “Um Fantasma Chamado Isabel”. A estreia do espectáculo foi um enorme sucesso, mas quis o destino que o grande Vasco Santana fosse substituído quinze dias depois, vítima de doença de fígado, tendo morrido meses depois de colapso cardíaco quando convalescia de uma intervenção cirúrgica.
Antes da sua estreia como dramaturgo, Henrique Santana tinha já feito o seu baptismo como actor, em 1948, na peça “O Melhor do Mundo”, a que se seguiram as comédias “Luta Livre, o Campeão” e “Do Céu Caiu Uma Velha”, para a empresa de Piero Bernardon. Por sua iniciativa, seria então criada poucos anos depois a Companhia Vasco Santana, por si dirigida, onde acumulava diversas funções, entre as quais a de diretor de montagem, que viria a transformar numa das mais bem-sucedidas empresas teatrais do início da década de 1950.

São de produção dessa companhia os populares espectáculos “O Conde Barão” e “O Caso Barton”, onde trabalhou pela primeira vez com a filha de Maria Matos, a também actriz e encenadora Maria Helena Matos, por quem se apaixonou e com quem viveu uma linda história de amor até ao fim dos seus dias. Após a morte de seu pai, Henrique Santana explorou cada vez mais os seus dotes de dramaturgo, assinando a autoria de muitas peças, algumas delas em parceria com Ribeirinho, como foi o caso da comédia “Três Em Lua de Mel”, que registou um sucesso extraordinário em 1961, numa produção da Companhia de Teatro Alegre, que fundou com sua mulher.

Esta peça proporcionou ao actor a sua maior digressão de sempre, entre as muitas que organizou, levando-o a quase todas as cidades do continente português, aos arquipélagos dos Açores e da Madeira e às antigas colónias de Angola e Moçambique, empreendimento que entendia ser dever de todas as companhias teatrais. Este grande sucesso popular foi também a porta de entrada de Henrique Santana na RTP, que surgira poucos anos antes.
Outro grande êxito de Henrique Santana: a peça "Aqui Há Fantasmas"

Entre esta e outras peças e os mais diversos programas de humor produzidos para a estação pública, em que participou como actor e autor, destaca-se naturalmente a transposição para o pequeno ecrã de outros dois grandes êxitos que são recorrentemente recordados no Canal RTP Memória. Referimo-nos às comédias “Aqui Há Fantasmas” e “O Gato”, ambas por ele protagonizadas, que são o melhor exemplo da sua comicidade e capacidade criativa, entretanto evidenciadas no teatro de revista onde se estreou como autor em 1960 com “Acerta o Passo”.

O teatro de revista foi, aliás, o género em que Henrique Santana mais se envolveu na recta final da sua carreira, de que destacamos quatro espectáculos entre as dezenas em que participou como actor e autor. Um deles estreou com um título e de um dia para o outro passou a designar-se de forma diferente.

Referimo-nos a “Ver, Ouvir e Calar”, que estava em cena na noite de 24 de Abril de 1974, quando a rádio emitiu a canção de Zeca Afonso que foi sinal para o arranque da mudança que o país há muito esperava. Nesse momento, um pesadelo que durava há quase meio século iria acabar, enquanto nascia e tomava forma o sonho de uma Pátria livre da opressão e do medo. E, de um dia para o outro, aquela revista passaria a chamar-se “Ver, Ouvir e… Falar”.
Uma foto para a posteridade: pai e filho

Os outros três espectáculos que elegemos com as melhores criações de Henrique Santana no teatro de revista são “Até Parece Mentira”, “Força, Força, Camarada Zé” (onde interpretou a excelente rábula “A Visita da Velha Senhora”, que não era senão uma velha autoritária e agressiva que dava pelo nome de Dona Reação…) e “Não Há Nada Para Ninguém”, que esgotaram lotações durante largos meses no Teatro Maria Vitória.

Em 1993, escreveu um livro dedicado a seu pai, chamado “A Gaveta dos Manguitos”, onde, com muito humor e mal dizer, contou histórias da sua vida; vida que seria bruscamente interrompida, aos 71 anos, em 1 de Julho de 1995, um ano depois de ter sido agraciado pelo Presidente da República com a Ordem de Sant’Iago da Espada.

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. 10. 21

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Depois de dar quatro voltas ao mundo a passear neste ano de 2014, Nuno Crato enfrenta agora o doloroso caminho da sua recta final como ministro.. Mais do que certo!.....

Depois de dar quatro voltas ao mundo a passear neste ano de 2014, Nuno Crato enfrenta agora o doloroso caminho da sua recta final como ministro.
Mais do que certo!.....

No trágico legado de Nuno Crato evidencia-se o desamparo da escola pública.

O ainda ministro, e escrevi-o antes de o ser, revelava duas características decisivas: desconhecimento do sistema escolar e associação, por ideologia (penso eu), ao lado pior das cooperativas de ensino.

Está tudo, infelizmente, comprovado. O desconhecimento do sistema escolar levou-o a não defender a escola pública dos preconceitos e das inverdades da forte agenda "tudo está mal numa escola pública dominada por sindicatos".

Nunca se tinha visto um ministro assim e mais ainda num tempo de troika com a escola pública como alvo primeiro duma administração central controlada por "gaspares e rosalinos".

  Os preconceitos de Crato levaram-nos a deixar em roda livre o tal núcleo das cooperativas que, por manifesta incompetência técnica, derrubou a pouca credibilidade que restava a Nuno Crato. Fica a ideia, para animar a consciência dos optimistas iniciais, que AirCrato acordou tarde para o vírus do experimentalismo.

O que resta é penoso. Nunca um ministro da Educação se arrastou no lugar com tanta desconsideração mediática.

Este texto é da autoria do Dr.  Paulo Trilho Prudencio  (Correntes)

Incompetente até dizer chega. Mas é um ás a viajar de avião em grande escala. Crato acusado de viajar em demasia quando o seu ministério vivia momentos de crise. Rir-se-à quando deixar a função

Incompetente até dizer chega.
Mas é um ás a viajar de avião em grande escala.
Crato acusado de viajar em demasia quando o seu ministério vivia momentos de crise.
Rir-se-à quando deixar a função

As ausências do ministro da Educação no estrangeiro são motivo de crítica interna no Governo.

Em plena crise da colocação dos professores, o facto de Nuno Crato ter saído do país - para participar num encontro informal, em Milão, sobre Telecomunicações - levantou vários sobrolhos ministeriais. Com o Ministério a arder, foi considerada "estranha" a ausência do "responsável político" por um dos piores arranques do ano letivo da história.

A viagem a Itália apanhou de surpresa a própria equipa da Educação. E, dentro do próprio Governo, houve quem questionasse Crato sobre a necessidade de manter a deslocação, sobretudo quando esta coincidia com o arranque da segunda tentativa de colocação de professores, depois do desastre ocorrido com o primeiro concurso.

Em vésperas de um dia D, a saída do ministro para o estrangeiro caiu mal. Mas Crato não cedeu e foi mesmo para Milão. As críticas às ausências de Crato não são, porém, de agora. Em plena sétima avaliação com a troika, quando o Governo preparava o corte de 4 mil milhões de euros na despesa, o ministro foi criticado por fazer "uma autêntica volta ao mundo".
Esteve no Chile, no Brasil e na China, numa ausência que se estendeu por três semanas. As Finanças não esconderam o seu desagrado por não poderem contar, nos trabalhos de preparação dos cortes, com o responsável do Ministério com maior peso na despesa com pessoal de toda a Administração Pública.

A equipa de Vítor Gaspar ficou "furiosa" e, na altura, fê-lo saber. Preparava cortes e programas especiais de rescisão de funcionários e o ministro que representa um quinto dos trabalhadores no Estado estava fora. Pior, as notícias mostravam-no a inaugurar um radiotelescópio a "2635 m de altitude", o que lhe permitiu observar "a região desértica e um pôr do sol único".

sábado, 18 de Outubro de 2014

A minha cronica de Fim-de-semana. É um caso de ter vertigens ou não….Antonio Pedro Vasconcelos diz que os seus “Os gatos não têm vertigens”. Certo e concordo. Mas o meu gato, o senhor Neves, só tem vertigens no regresso a casa, porque na ida tudo bem. É um caso de uma má (ou boa) influencia feminina para saltar da varanda.

A minha cronica de Fim-de-semana.
É um caso de ter vertigens ou não….
Antonio Pedro Vasconcelos diz que os seus “Os gatos não têm vertigens”. Certo e concordo.
Mas o meu gato, o senhor Neves, só tem vertigens no regresso a casa, porque na ida tudo bem.
É um caso de uma má (ou boa) influencia feminina para saltar da varanda.

Eu conto a historia com mais ou menos salero da minha vizinha roquetana. É a Consuelo, nome igual ao que usam as muitas espanholitas andaluces. Já “senhor Neves” é um apelido nada comum a um gato de origem asiática, mas não tão parvo assim.

Gosta do que é bom e atraente tal como a Consuelo. E é correspondido. Também não sei qual o tipo de comida que ela lhe dá, mas que ele gosta lá isso é verdade. Vem sempre a lamber-se. E eu fico admirado com tanta traição na nossa amizade. A minha mulher ri-se com graça. Diz ela que o gato tem amigas brancas e loiras e eu tenho amigas negras de pele e cabelo caídos até à cintura.
Senhor Neves. Em carne e osso. Com vertigens no regresso a casa. Na ida tudo bem. A Consuelo espera-o

A minha varanda dista uns dois metros da da minha vizinha. Como a varanda é virada a norte, mais protegida pela chuva vinda do meridião e que é muito comum entre Abril e Julho, é lá que está o caixote das necessidades do gato e uma das portas da varanda está sempre entreaberta. De noite o bichano dorme na cozinha, quando se lembra de ficar em casa.

As varandas situam-se no 7º piso e um salto de 2 metros de distancia é um figo para o senhor Neves. E ele quando salta da minha varanda para a da Consuelo vertigens é uma coisa que ele não tem. Os cristais existentes no cerebro bastante desenvolvido nos gatos, ficam indiferentes ao salto do senhor Neves. O pior é quando ele quer regressar pelo mesmo caminho.

Aqui já funciona o sindrome de Prosper Meniére, os cristais bailam quando ele mede a altura, os ouvidos a estalarem de uma surdez agressiva e a sua cabeça gira tanto como a roda do programa “O Preço Certo”.

Naturalmente não regressa a casa. A Consuelo ouve os seus miados de desespero, recolhe-o e só o entrega depois da minha mulher ir lá falar com ela. Eu não tenho ordem. Não vá eu ter alguma vertigem……..
Uma vez quando a minha mulher lá foi buscar o gato, a Consuelo mandou-a entrar e pensou que o bichano estava na varanda. Qual foi o seu espanto quando passou pelo quarto de dormir e viu que a cama ainda estava desfeita e o senhor Neves dormia todo descansado no meio dos lençóis. Posteriormente a Consuelo contactou-me para ver se eu lhe vendia o senhor Neves. Claro que eu recusei.

O senhor Neves já não vai voltar a Roquetas. Vai ficar hospedado num hotel canil/gatil na Ericeira quando eu estiver ausente. Não morre pela certa pelo exiguo tamanho da jaula.

Com respeito à Consuelo também eu gostava de ter vertigens quando regressasse de sua casa.

Se ele tivesse, não digo vergonha na cara, mas sim um pouco de caracter e ética, mandava tudo para as urtigas: Passos, Coligação, Luisinha da cara magra (só) e tudo o que lhe liga a esta governação que só envergonha os militantes do CDS

Era, melhor, é inevitável.
O que é que ele estava à espera?
Depois de tantas cambalhotas

Por estas terras e gentes minhotas de que eu tanto gosto. A nossa selecção de eventos que vão decorrer a partir deste Sabado.

O Desporto (?) no Bancada Directa. Se o homem for atacado no Dragão é a mesma coisa que faz o OE2015 aos portugueses.. Também não é precisio chegar a tanto. Deixem lá viver o homem. Os sportinguistas também têm que se divertir com alguém



Obrigado Pela Sua Visita !